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	<title>Blog da Cidadania</title>
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	<description>por Eduardo Guimarães</description>
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		<title>Ex-advogado da Globo, Barroso é da cota do ministro da Justiça</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 22:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[cesare battisti]]></category>
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		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem estava ansioso com a escolha do novo ministro do STF, vai continuar ansioso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Barroso.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13980" title="Barroso" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Barroso.png" alt="" width="598" height="318" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diversificadas fontes nutriram o Blog com um sentimento que vai generalizando sobre o novo ministro do STF anunciado hoje por Dilma Rousseff, Luís Roberto Barroso, e que pode ser traduzido pela máxima imorredoura do filósofo ateniense Sócrates: “Só sei que nada sei”.</p>
<p>De alguma forma, porém, a escolha de Barroso pode ser definida como produto de vitórias, em primeiro lugar, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e, em segundo, do PIG (Partido da Imprensa Golpista) e do PSTF (Partido do Supremo Tribunal Federal, hoje na oposição).</p>
<p>Barroso ter sido advogado da Globo desagradou a alguns setores governistas, mas o ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos viu sua indicação com bons olhos. Além disso, se advogou para a Globo, também advogou para Cesare Battisti.</p>
<p>Alguns dos desagradados apontam que ter a mesma UERJ de Joaquim Barbosa e Luiz Fux como origem não é um bom sinal. O presidente do Supremo, aliás, juntou-se, entusiasmado, aos elogios do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, à escolha de Barroso.</p>
<p>Porém, o ministro Ricardo Lewandowski deu declarações análogas sobre seu novo par no STF. Disse que foi uma &#8220;indicação excelente&#8221; e que o novo ministro “É um grande advogado, um defensor dos direitos humanos, tecnicamente impecável” que “Trará certamente grandes contribuições aos trabalhos da corte (&#8230;)”</p>
<p>O fato, porém, é que não se poderia esperar de nenhum dos supracitados declarações diferentes.</p>
<p>Uma curiosidade: o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo parece ter ficado com a pulga atrás da orelha por Barroso ter um viés que alguns definiriam como “progressista” por suas supostas inclinações favoráveis ao aborto, à pesquisa com células-tronco e ao “casamento gay”.</p>
<p>Tentando extrair de fontes mais ligadas ao governismo alguma impressão sobre Barroso, porém, o que ficou patente é que acham que o constitucionalista de 55 anos – idade que representa promessa de uma sua longa permanência no STF – não foi a melhor escolha&#8230;</p>
<p>Contudo, a lógica da escolha em tela parece ser a de que, tanto quanto Teori Zavascki, Barroso não deve ter problemas para ser aprovado em sua sabatina pelo Senado justamente por esse caráter de incógnita sobre suas posições políticas.</p>
<p>Para quem esteve ansioso durante o período interminável que Dilma levou para fazer essa escolha (inacreditáveis seis meses), portanto, aí vai informação de quem conversou com muita gente que entende do traçado: a ansiedade prosseguirá por vários meses, ainda.</p>
<p><strong>Do Leitor</strong></p>
<p>Reproduzo, abaixo, comentário do leitor Jefferson Alves sobre a indicação de Barroso</p>
<p>&#8220;<em>Eduardo,</em></p>
<p><em>como advogado posso afirmar que, tecnicamente, Barroso é um nome altamente necessário ao arejamento do STF.</em></p>
<p><em>No meio acadêmico é reconhecido e aclamado como doutrinador, seus livros são peça fundamental em estudos constitucionais. Os próprios ministros citam seus trabalhos em inúmeras oportunidades, pois ele tem peso doutrinário.</em></p>
<p><em>Em termos jurídico, só Lenio Streck, procurador do MP/RS seria uma indicação com tanto embasamento teórico e prático e citações em sentenças e acórdãos.</em></p>
<p><em>Acredito que suas posições politicas são razoavelmente claras. E defender a Globo não desdoura ninguém, afinal um advogado como Barroso não escolhe cliente só pelo bolso (Battisti foi defendido graciosamente) mas pela tese jurídica que ele pode apresentar e defender, mas mesmo assim também precisa pagar contas e por isso trabalhar por uma ótima remuneração.</em></p>
<p><em>Grande abraço</em></p>
<p><em>Jefferson Alves</em>&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Boato sobre o Bolsa Família exige pronunciamento de Dilma na TV</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 19:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião do blog]]></category>
		<category><![CDATA[boato]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[dilma rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[josé eduardo cardozo]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome]]></category>
		<category><![CDATA[ministro da justiça]]></category>

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		<description><![CDATA[A ausência de uma atitude já passou da hora e do limite.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/boato-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13975" title="boato 2" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/boato-2.png" alt="" width="598" height="326" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vai se tornando progressivamente verossímil a hipótese de que o boato sobre o fim do programa Bolsa Família foi produto de orquestração. Como foi dito neste Blog na segunda-feira, a farsa requereu alto nível de organização para conseguir espalhar a mentira com tanta rapidez e por extensão tão grande do território nacional.</p>
<p>Quando alguém como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – que não é exatamente conhecido por se dar a “radicalismos” –, chega ao ponto de reconhecer a verossimilhança da tese de orquestração, pode-se ter certeza de que há mais do que parece nessa história que alguns tentam tratar como produto do acaso ou mera “brincadeira” de adolescente desocupado.</p>
<p>O problema é que esse super adolescente ou essa estranha brincadeira do destino nos quais alguns dizem acreditar piamente, causaram um sofrimento enorme à população assistida pelo Bolsa Família.</p>
<p>Leio na mídia, com tristeza, detalhes desse sofrimento. Ao mesmo tempo, leio gente que trata aquele povo como se fosse lixo só porque recebe alguns trocados do Estado, que o paga para que não morra de fome.</p>
<p>As pessoas estão assustadas, conforme mostra reportagem do portal UOL “<strong><a href="http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/05/21/atendidos-pelo-bolsa-familia-temem-perder-beneficio-por-causa-de-saques-fora-do-prazo.htm">Atendidos pelo Bolsa Família evitam falar sobre origem de boato que apontava fim do programa</a></strong>”.</p>
<p>A matéria inicia informando que “<em>Algumas famílias entrevistadas pelo UOL afirmaram que ainda não acreditam que o programa</em> [Bolsa Família] <em>vai continuar, apesar da negativa do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome)</em>”.</p>
<p>É muito triste. Isso desmente por completo – e, espera-se, definitivamente – a hipótese maluca de alguns jornalistas com espaço na grande mídia no sentido de que o próprio governo Dilma, mancomunado com o PT, teria inventado o boato a fim de&#8230;</p>
<p>A fim de que, mesmo?</p>
<p>Enfim, não importa tanto o que diz uma mídia que vem falhando em vender suas teses políticas à maioria há pelo menos dez anos.</p>
<p>O que importa, então, é que esse efeito residual do boato revela que quem o engendrou pretendia provocar exatamente esse efeito, pois uma população tão frágil e tão assustada, diante da verossímil hipótese de que aquele dinheirinho era bom demais para ser verdade, acaba achando que benefício a pobre dura pouco mesmo.</p>
<p>Apesar do volume de informação na mídia sobre o boato, vê-se, portanto, a continuidade da boataria. A cada acusação ao governo na mídia, isso se espalha e a população assustada vai se assustando mais ainda.</p>
<p>É forçoso reconhecer, porém, que autoridades do Executivo Federal que saíram dando declarações políticas publicamente não deveriam tê-lo feito, mas a um comentário de três linhas de uma ministra de Estado no Twitter seguiu-se uma avalanche midiática de acusações ao governo de ter sido o autor da farsa, o que acaba dando margem ao tipo de desconfiança que pode, sim, estar surgindo entre uma população de baixas renda e escolaridade.</p>
<p>O mínimo a fazer diante dessa quase tragédia social que arrastou até pessoas com dificuldade de locomoção e colocou em desespero gente que já sofre o bastante no dia a dia será, ao menos, informá-la condignamente, tranquilizando-a.</p>
<p>Dessa maneira, urge que a presidente da República, Dilma Rousseff, venha a público, em pronunciamento de rádio e televisão com abrangência nacional, a fim de tranquilizar e instruir essa população no que diz respeito a esse novo tipo de criminalidade que está se instalando no país, o crime de alarma social.</p>
<p>O governo precisa refletir que sua comunicação com a população à qual vem beneficiando com seus programas sociais está se mostrando, no mínimo, falha. Não é possível que a versão governamental não esteja sendo capaz de comunicar efetivamente que tudo não passou de um golpe e que, por isso, ninguém tem com o que se preocupar.</p>
<p>Por último, resta refletir que não é possível mais o governo continuar dependendo quase que exclusivamente da veiculação interpretativa, pela mídia privada – que, como tal, tem interesses privados –, de suas ações e, agora, até de suas reações a ataques terroristas.  A ausência de uma atitude já passou da hora e do limite.</p>
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		<title>Ruptura do Estadão com a ditadura é história pra boi dormir</title>
		<link>http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/ruptura-do-estadao-com-ditadura-militar-e-historia-para-boi-dormir/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 03:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[estadão]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[ruy mesquita]]></category>

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		<description><![CDATA[“Os acólitos do regime adaptavam-se, substituíam o noticiário cortado, antecipavam-se à tesoura do censor”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/mesquita.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13954" title="mesquita" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/mesquita.png" alt="" width="598" height="320" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A morte do jornalista Ruy Mesquita, diretor do jornal O Estado de São, na noite de terça-feira (21), ensejou matérias em telejornais e portais de internet que estão divulgando uma das mais antigas conversas moles dos autores intelectuais de uma ditadura sangrenta, selvagem e degenerada que se abateu sobre o Brasil durante mais de duas décadas.</p>
<p>Um aviso: este artigo nada tem que ver com o cidadão Ruy Mesquita, de quem o Blog lamenta a morte como lamentaria de qualquer ser humano, mas com uma tentativa malandra de revisionismo histórico que o passamento do dito cujo desencadeou.</p>
<p>O Jornal Nacional, por exemplo, apresentou assim o papel do Estadão durante a ditadura militar que, ao menos, o telejornal reconheceu que foi apoiada em seus primeiros momentos pelo jornal que Ruy Mesquita dirigiu até morrer:</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Jornal Nacional</p>
<p><strong><a href="http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/t/edicoes/v/jornalista-ruy-mesquita-morre-em-sao-paulo/2588287/">Edição de 21 de maio de 2013</a></strong></p>
<p>Reportagem sobre a morte de Ruy Mesquita</p>
<p>“<strong>Ao lado do pai, Júlio de Mesquita Filho, e já como jornalista, </strong>[Ruy Mesquita] <strong>apoiou o golpe de 1964, mas a família rompeu com o regime no ano seguinte</strong> [1965]<strong>, quando as eleições foram canceladas </strong>[pela ditadura]”</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>História para boi dormir, isso sim.</p>
<p>Nos momentos que antecederam o golpe, Ruy Mesquita, filho do dono de O Estado de S. Paulo, era vinculado à UDN. Na redação de seu jornal, semanalmente eram feitas reuniões conspiratórias com civis e militares tão interessados quanto aquele barão da mídia em tramar o golpe.</p>
<p>Contudo, a ruptura que teria ocorrido em 1965 – um ano após o golpe – entre o Estadão e o regime que o jornal ajudara a implantar, não era para valer. Não passava de uma forma de o veículo disfarçar seu apoio a medidas da ditadura que se coadunavam com a sua visão político-ideológica.</p>
<p>O Estadão, por exemplo, apoiou a censura aos movimentos de esquerda e até a peças de teatro que entendia como “propaganda comunista”. Editorial desse jornal publicado em junho de 1968, portanto bem depois de sua suposta “ruptura” com o regime, deixa ver que sua alardeada luta contra a censura não passava de fachada.</p>
<p>Abaixo, trecho daquele editorial:</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>O ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<p><strong> (&#8230;) Foi uma oportuna manifestação a que se registrou recentemente na Assembléia Legislativa, pela palavra do deputado Aurélio Campos, sobre os excessos que se tem verificado em representações teatrais no terreno do desrespeito aos mais comezinhos preceitos morais. </strong></p>
<p><strong>O mundo teatral – tanto os atores e atrizes como os autores – vêm movendo uma campanha sistemática contra a censura, e como esta nem sempre é exercida por autoridades à altura de tão graves e, às vezes, tão delicadas questões, a tendência de muitos é cerrar fileiras entre os que combatem. </strong></p>
<p><strong>O que na censura geralmente se vê é uma ameaça à liberdade, o que assume a feição particularmente antipática quando à liberdade ameaçada é a artística. Carradas de razão, entretanto, teve o parlamentar acima referido ao assinalar, a propósito de peça teatral a cuja representação assistira, que a censura, longe de se mostrar rigorosa no escoimá-la de seus exageros mais escandalosos, o que revelou foi uma complacência que não pode deixar de ser severamente criticada (&#8230;).</strong></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>O editorial considerou “branda” a censura dos ditadores a peça teatral que o jornal considerava esquerdista demais. Ora, alguém é capaz de explicar que ruptura é essa que pedia que aqueles com os quais teria rompido intensificassem a censura a peças teatrais?</p>
<p>Esse pedido do jornal ao regime para que intensificasse a censura provocou intensa comoção entre a classe artística, a ponto de o crítico teatral Sabato Magaldi dar entrevista comunicando o repúdio dos artistas àquele editorial do Estadão.</p>
<p>Artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro, então, no mesmo dia da publicação do editorial mandam chamar a imprensa a fim de anunciar que os prêmios “Saci” (premiação que o Estadão conferia anualmente aos melhores da produção brasileira de cinema e teatro) seriam devolvidos ao jornal em protesto contra o tal editorial, considerado pelos artistas “totalmente favorável à censura ditatorial”.</p>
<p>Os prêmios “Saci” foram devolvidos ao Estadão pelos seguintes artistas: Cacilda Becker, Walmor Chagas, Fernanda Montenegro, Maria Della Costa, Sérgio Mamberti, Odete Lara, Jorge Andrade, Lélia Abramo, Etty Fraser, Ademar Guerra, Fauzi Arap, Augusto Boal, Flávio Império, Flávio Rangel, Gianfrancesco Guarnieri, José Celso Martinez Corrêa, Liana Duval, Paulo Autran e Tônia Carrero.</p>
<p>E nem vamos falar da demissão da psicanalista Maria Rita Kehl pelo Estadão em 2010 por “delito de opinião”, ou seja, por ter escrito artigo que o jornal, que apoiava abertamente a candidatura José Serra, considerou que era favorável à candidatura Dilma Rousseff. Afinal, o foco é esse jornal e a ditadura.</p>
<p>Nesse aspecto, há até uma densa obra acadêmica entre as várias que denunciam a promiscuidade entre jornalões como o Estadão e a ditadura militar para muito além de 1965.Trata-se do livro da historiadora Beatriz Kushnir, feito a partir de sua tese de doutorado, intitulado “Cães de Guarda &#8211; Jornalistas e Censores do AI-5 à Constituição de 1988” (Editora Boitempo).</p>
<p>Sobre a autora, vale relatar que é mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e diretora do Arquivo Geral do Rio de Janeiro, que possui um dos maiores acervos sobre o regime militar. Sua tese foi apresentada ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p>O livro relata que jornalistas de formação passaram a integrar o Departamento de Censura de Diversões Públicas (DCDP) e trata dos policiais que atuaram como jornalistas sob anuência inclusive dos donos do Estadão.</p>
<p>Segundo a autora, os donos de jornais como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, o Estado de São Paulo e outros “acatavam” os bilhetinhos da repressão sobre o que se podia e o que não se podia publicar.</p>
<p>Os jornalistas colaboracionistas que gente como os Mesquita instalaram nas redações ganharam até apelido, ficando conhecidos como “gansos”.</p>
<p>O ponto alto do livro é o que trata do jornal Folha da Tarde (FT), do Grupo Folha, de Octavio Frias. Foi o jornal que prestou os maiores serviços à repressão. Era chamado pelos jornalistas independentes de “delegacia” ou “orgão oficial da OBAN”.</p>
<p>Contudo, o livro de Kushnir aborda, também, a postura de muitos outros veículos naquele período. Relata que todos os grandes órgãos de imprensa transmitiam a versão do Estado na luta contra a guerrilha, ocultando a tortura, os assassinatos, os desaparecimentos e as mortes dos oposicionistas.</p>
<p>Além do grupo Folha, foco do livro, patrocinaram e sustentaram o golpe também os Diários Associados, de Assis Chauteaubriand; o Estado de São Paulo e o Jornal da Tarde, da família Mesquita; a Rádio Eldorado; a TV Record; a TV Paulista; o Jornal do Brasil; o Correio do Povo; a Tribuna de Imprensa, de Carlos Lacerda; o Noticias Populares, de Hebert Levy; e as Organizações Globo, de Roberto Marinho.</p>
<p>“Cães de Guarda” relata, por exemplo, a posição do escritor Frei Betto sobre o comportamento do Estadão naquele período. Ele criticou as notícias de culinária no lugar das matérias censuradas no Jornal da Tarde e no Estado de São Paulo.</p>
<p>Para Frei Betto, as receitas culinárias “Atenuavam a cumplicidade do Estadão com a mentira oficial publicando, nos espaços censurados, receita de bolos ou poemas de Camões”, mas, segundo o escritor, “Os acólitos do regime adaptavam-se, substituíam o noticiário cortado, antecipavam-se à tesoura do censor”.</p>
<p>A morte de Mesquita, como já foi dito, é lamentável como a de qualquer ser humano. Mas que não venham agora veículos como a Globo, que lamberam as botas da ditadura e a ajudaram a matar e a torturar inocentes, tentar apagar os crimes que esses barões da mídia cometeram naqueles anos de chumbo. Não vamos esquecer.</p>
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		<title>Boato sobre Bolsa Família exigiu aparato amplo e “profissional”</title>
		<link>http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/boato-sobre-bolsa-familia-exigiu-aparato-amplo-e-profissional/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 14:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[boato]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[O Blog localizou uma das postagens na internet que ajudou a espalhar o boato sobre o Bolsa Família]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://forum.jogos.uol.com.br/ta-rolando-um-boato-que-o-bolsa-familia-vai-acabar-minha-empregada-esta-preocupada_t_2546713"><img class="aligncenter size-full wp-image-13943" title="boato" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/boato.png" alt="" width="646" height="347" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda há pouco o que dizer de concreto sobre a origem do boato literalmente criminoso de que o programa Bolsa Família seria suspenso, mas, preliminarmente, pode-se tirar algumas conclusões interessantes desse episódio.</p>
<p>Em primeiro lugar, o fato de que o boato expôs a importância do benefício para um setor extremamente amplo da sociedade.</p>
<p>Para mensurar a importância do programa, basta dizer que 13 milhões de famílias (um contingente de cerca de 50 milhões de brasileiros) são beneficiadas pelo seu orçamento de quase 25 bilhões de reais.</p>
<p>As multidões que, angustiadas, foram arrastadas às agências da Caixa Econômica Federal pela informação falsa mostram que qualquer grupo político que, no poder, tente desidratar o programa para atender ao clamor da mídia conservadora, está fadado ao suicídio político.</p>
<p>Em <strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/109913-dna-tucano.shtml">editorial</a></strong> desta quarta-feira, por exemplo, o jornal Folha de São Paulo, assim como tantos outros veículos alinhados à direita do espectro político, pede que o pré-candidato tucano Aécio Neves defenda a extinção do Bolsa Família publicamente.</p>
<p>O texto, como de costume laudatório ao PSDB, reclama de que Aécio “<strong>Reluta, ainda, em assumir uma dicção mais liberal com denúncia ácida de seu aspecto assistencialista</strong>”.</p>
<p>O “ainda” contido nessa frase dá margem a muita reflexão. Sugere que aquilo que o jornal chama de “<strong>denúncia ácida</strong>” do “<strong>aspecto assistencialista</strong>” do Bolsa Família ainda ocorrerá&#8230;</p>
<p>Como se vê, o PSDB pode até ter um discurso de que, no poder, iria manter o Bolsa Família, mas os interesses que estão por trás desse grupo político esperam dele que interrompa o investimento de um volume tão grande de recursos só para ajudar pobres, caso vença a eleição do ano que vem.</p>
<p>Nesse aspecto, a comoção em torno do boato mostra que a eleição de um governo tucano poderia resultar em grave comoção social, caso programas sociais como o Bolsa Família fossem desidratados ou até extintos.</p>
<p>Em segundo lugar, a escolha das regiões Norte e Nordeste como alvos do boato revela clara intenção política por trás dele.</p>
<p>Uma das perguntas mais significativas que se faz, é a seguinte: por que só Pará, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins foram atingidos se o Bolsa Família está presente no país inteiro?</p>
<p>Em terceiro lugar, os meios para difusão do boato. Relatos das vítimas revelam que três instrumentos foram usados para difundi-lo: internet, telefone e “boca a boca”.</p>
<p>É evidente, porém, que uma população tão desassistida não iria ficar fazendo interurbanos para outros Estados para difundir a informação falsa. E tampouco teria como usar a internet em larga escala.</p>
<p>Uma pesquisa feita pelo Blog na internet, porém, localizou postagem (vide imagem no topo do post) em um fórum do UOL em que alguém que se diz “<strong>Filho de pai alemão e mãe finlandesa, nascido e criado no Brazil</strong>” trata de difundir o boato.</p>
<p>A pessoa coloca a seguinte frase em destaque:</p>
<p>“<strong>Tá rolando um boato de que o bolsa família vai acabar, minha empregada está preocupada</strong>”</p>
<p>Mais abaixo, na página, o cidadão que se diz filho de estrangeiros mostra que a tese de jornalistas da grande mídia como Ricardo Noblat de que o governo Dilma e o PT é que teriam espalhado o boato não tem a menor lógica.</p>
<p>O cidadão que difunde o boato afirma que sua empregada “<strong>Disse que se</strong> [o Bolsa Família] <strong>acabar nunca mais vai votar no PT</strong>” e que ele mesmo “<strong>Apesar de não votar no PT</strong>” estaria “<strong>Preocupado</strong>” por ter “<strong>Medo déla pedir aumento</strong>”</p>
<p>Observação: para visitar a página original da postagem basta clicar na imagem no topo do post</p>
<p>Como se vê, o boato não foi espalhado apenas por “boca a boca” entre gente pobre. Além da internet, telefonemas foram usados e não se imagina gente humilde fazendo ligações interurbanas para difundir a notícia falsa.</p>
<p>Perguntas importantes</p>
<p>Por que os Estados do Sul, do Sudeste e do Centro Oeste não foram atingidos pelo boato criminoso?</p>
<p>Quem e quantos fariam interurbanos para passar a informação falsa adiante?</p>
<p>Qual a motivação de pessoas como a que se diz “filho de pai alemão e mãe finlandesa” para colocar a informação falsa na internet?</p>
<p>Quem se beneficiaria da difusão desse boato?</p>
<p>É possível concluir, também, que se uma simples busca na internet permitiu a este Blog localizar alguém difundindo o boato alarmista, por certo a Polícia Federal não terá maiores dificuldades para localizar outras postagens parecidas.</p>
<p>As vítimas do boato também poderão ajudar a refazer seu caminho relatando quem as desinformou, que será procurado e, por sua vez, relatará quem lhe passou a informação e assim por diante, de forma a chegar à origem da farsa.</p>
<p>A principal conclusão que se pode extrair desse episódio, neste momento, é a de que um aparato significativo e muito dinheiro foram usados para espalhar uma informação que dificilmente interessaria ao PT e ao governo Dilma espalhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Como o Estadão fez sumir sua chantagem contra Aécio</title>
		<link>http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/como-o-estadao-fez-sumir-sua-chantagem-contra-aecio/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[denúncia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estadão publicou artigo acusador contra Aécio para obrigá-lo a desistir de disputar a sucessão de Lula e depois fez o texto sumir quando objetivo foi alcançado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/pó-pará-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13926" title="pó pará 2" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/pó-pará-2.png" alt="" width="598" height="318" /></a></p>
<p>Em fevereiro de 2010, uma guerra fratricida foi desencadeada no PSDB. O segundo mandato de Lula chegava ao fim e ele não podia ser candidato à própria sucessão. Os tucanos e a mídia sua aliada estavam céticos quanto às possibilidades do “poste” que achavam que Dilma era e, assim, acreditavam que, fosse quem fosse o candidato deles, seria eleito.</p>
<p>Dois pré-candidatos disputavam a indicação do PSDB para a “barbada” eleitoral que a direita brasileira acreditava que se avizinhava – derrotar uma mulher sem o carisma de Lula e que jamais disputara uma eleição na vida. José Serra e Aécio Neves, então, digladiavam-se pela primazia de enfrentar Dilma.</p>
<p>A imprensa atucanada de São Paulo e do Rio de Janeiro (leia-se Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo) estava muito irritada com Aécio. Apesar de esses veículos e o PSDB acreditarem que Dilma, então praticamente estagnada nas pesquisas, seria mera sparring de dois políticos profissionais como Aécio e Serra, preferia o segundo.</p>
<p>No caso da imprensa paulista, até por Serra ser paulista também – sem falar na maior identificação ideológica com ele –, essa “imprensa” fustigou o PSDB por meses até que Aécio fosse preterido.</p>
<p>Serra estava melhor nas pesquisas e esses veículos, que há mais de uma década demonstram que não entendem a política brasileira, não acreditavam que alguém pudesse começar uma campanha eleitoral com percentuais de intenção de voto tão baixos quanto Dilma e o próprio Aécio tinham e chegar a vencer a eleição.</p>
<p>Nesse jogo, o jornal O Estado de São Paulo fez o movimento mais ousado: chantageou Aécio com um texto literalmente criminoso, escrito por seu ex-editorialista e ex-colunista Mauro Chaves, que faleceria um ano depois.</p>
<p>No auge dessa disputa entre Serra e Aécio, o Estadão publicou artigo de Chaves contendo uma chantagem contra o então governador de Minas Gerais, conhecido por sua vida de “playboy” e sobre quem circulam, há anos, boatos sobre ser usuário de cocaína.</p>
<p>O título do artigo que Chaves escreveu e que foi publicado pelo Estadão em 28 de fevereiro de 2010 já dispensaria o resto do texto: “<strong>Pó pará, governador</strong>”. Confira, abaixo, a íntegra do artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/pó-pará-1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13927" title="pó pará 1" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/pó-pará-1.png" alt="" width="656" height="2112" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chaves era um homem bastante erudito. Seu texto era escorreito. Por que usar um título como esse? Por que não “Pode parar, governador”? Ora, porque estava mandado um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.</p>
<p>O artigo causou grande alvoroço e, pouco depois, Serra foi sagrado candidato para a “barbada” que a mídia ligada ao PSDB e o próprio partido acreditavam que seria a disputa contra o “poste de Lula”.</p>
<p>Faltara, entretanto, combinar com os “russos”, ou seja, com o povo.</p>
<p>Voltemos ao presente. Escrevendo um <strong><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/apareceu-a-proposta-do-psdb-para-o-pais-arrochar-o-salario-minimo/">post</a> </strong>sobre os ataques de Aécio ao PT durante a convenção do PSDB do último sábado, na qual o hoje senador por Minas Gerais foi eleito presidente do partido, abordei o artigo chantagista em questão.</p>
<p>Pretendia colocar o link para ele no texto. Fazendo a busca no portal do Estadão para localizá-lo, encontro esse link. Contudo, quando tento acessá-lo não consigo – conduz a uma página em branco.</p>
<p>Veja o link:</p>
<p><strong><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php</a></strong></p>
<p>Cito no post, então, o fenômeno. Digo que, “estranhamente”, o link do Estadão para sua matéria conduz a lugar nenhum.</p>
<p>Eis que o leitor Reinaldo Luciano, intrigado como eu, usa seus conhecimentos e mostra que ninguém consegue esconder nada na internet.</p>
<p>O excelente trabalho de Reinaldo desvendou o mistério. Leia, abaixo, o comentário que ele colocou no post anterior, onde explica como o Estadão conseguiu fazer sumir a chantagem que fez Aécio desistir de ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 em favor de Serra.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Reinaldo Luciano</strong></p>
<p><strong>twitter.com/rei_lux</strong></p>
<p><strong>Comentário enviado em 20/05/2013 as 11:16</strong></p>
<p><strong>A respeito da matéria que não abre no Estadão, verifiquei a página e realmente não abria. </strong></p>
<p><strong>Usei o http://archive.org/web/web.php e localizei a dita página, que foi armazenada em cache 28 vezes desde que foi publicada.</strong></p>
<p><strong>Este é o link original, onde a matéria não abre: </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php</a></strong></p>
<p><strong>E este é o link recuperado:</strong></p>
<p><strong><a href="http://web.archive.org/web/20100724092328/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php" rel="nofollow">http://web.archive.org/web/20100724092328/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php</a></strong></p>
<p><strong>Ao analisar o cache, notei que, em 26/08/2010, a matéria teve uma linha alterada ou acrescentada, c</strong><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;">omo pode ser vista aqui:</strong></p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><a href="http://web.archive.org/web/20100826060447/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php" rel="nofollow">http://web.archive.org/web/20100826060447/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php</a></strong></p>
<p><strong style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O fato é que, após essa mudança (quando Serra já era candidato e Aécio não representava mais problema), a página sumiu…</strong></p>
<p><strong>Fiz um print screen da página e postei no twitter</strong></p>
<p><strong><a href="https://twitter.com/rei_lux/status/336390621067632640/photo/1" rel="nofollow">https://twitter.com/rei_lux/status/336390621067632640/photo/1</a></strong></p>
<p><strong>E, para ser ainda mais chato com o Estadão, fiz um videozinho de minhas andanças pelo cache. Veja, abaixo.</strong></p>
<p><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/S_YcYdlhywg?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/S_YcYdlhywg?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Apareceu proposta do PSDB ao país: arrochar o salário-mínimo</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 18:56:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[a indústria de dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[convenção]]></category>
		<category><![CDATA[editorial]]></category>
		<category><![CDATA[folha de são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[psdb]]></category>
		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA[Termos de editorial da Folha de São Paulo de domingo contendo propostas do PSDB foram combinados previamente com o partido para divulgação após sua convenção no sábado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/salário-mínimo.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13914" title="salário mínimo" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/salário-mínimo.png" alt="" width="598" height="341" /></a></p>
<p>Quem se informou sobre a convenção do PSDB que ocorreu no último sábado e que elegeu Aécio Neves seu presidente pode pensar que a única proposta da agremiação para o Brasil resume-se à definição do jornalista Elio Gaspari (colunista de O Globo e Folha de São Paulo) sobre a estratégia eleitoral do partido, que acha que se seus eleitores ficarem com duas vezes mais raiva do PT os candidatos tucanos terão o dobro de votos.</p>
<p>Todavia, a proposta tucana de governo não se resume a um dos governadores do PSDB –envolvido até o pescoço com o crime organizado de Goiás – chamar Lula de “canalha” ou a outro – que o falecido colunista do Estadão Mauro Chaves acusou tacitamente de ser cocainômano em artigo de 28 de fevereiro de 2009 intitulado “<strong><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php">Pó pará, governador</a></strong>” <strong>(*)</strong> – acusar o governo Dilma de ser “orgulhosamente incompetente”.</p>
<p>Ainda que a lenga-lenga do pré-candidato a presidente Aécio Neves tenha se resumido a ataques e a promessas de “fazer mais” do que a atual ocupante do Palácio do Planalto – porém, sem dar detalhe algum –, o PSDB tem, sim, programa de governo e esse programa foi emblematicamente apresentado por jornal ligado ao partido, em forma de editorial, poucas horas após a convenção tucana, na tarde de sábado.</p>
<p>A edição dominical da Folha de São Paulo, como de costume, chegou às bancas ao fim da tarde de sábado, enquanto o PSDB ainda se auto congratulava por “feitos” durante o governo FHC que a esmagadora maioria dos brasileiros vem rejeitando há mais de uma década. Nessa edição, o editorial “<strong>A indústria de Dilma</strong>” anuncia, veladamente, o programa tucano para o país caso vença a eleição presidencial do ano que vem.</p>
<p>Detalhe: os termos do editorial foram acertados há poucos dias entre a direção do jornal e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a anuência do pré-candidato Aécio Neves.</p>
<p>Apesar da pouca clareza do texto sobre o que propõe para pôr no lugar do modo petista de governar o Brasil e da falta de informação de que tais propostas não são dos donos daquele jornal, mas decorrentes da visão do PSDB sobre como “fazer mais” do que o PT, é possível detectar algumas medidas que certamente serão adotadas caso Aécio Neves – ou algum outro tucano – vença a eleição presidencial de 2014.</p>
<p>Já no quinto parágrafo do editorial em questão, o diagnóstico é o de que haveria em nossa economia um “<strong>Descasamento entre a voracidade do consumo e as deficiências da oferta</strong>” por conta de que “<strong>Os custos -salariais, tributários e de logística dispararam e a produtividade estagnou</strong>”.</p>
<p>Haveria que perguntar ao editorialista, que escreveu as ideias tucanas sob ordem do dono do jornal, que tributos “dispararam”, pois o governo Dilma não aumentou impostos e, em vez disso, vem adotando seguidas <strong><a href="https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/4/10/governo-faz-pacote-de-incentivo-para-mais-3-setores">medidas para desonerar a produção</a></strong> via redução de impostos na folha de pagamento ou em produtos ou em importação de máquinas e equipamentos, entre outros.</p>
<p>Todavia, o editorial tem razão em um ponto: os “custos salariais”. Como se sabe, Aécio é o candidato preferido dos grandes empresários brasileiros justamente porque, intramuros, o PSDB promete a eles interromper o ciclo de valorização da mão-de-obra brasileira, a qual esses empresários, a Folha e o partido enxergam como “custo”.</p>
<p>Cheio de falácias, o editorial ignora que a União Europeia, por exemplo, composta por 17 países, com a retração da economia de 0,2% no primeiro trimestre deste ano acumula há quinze meses consecutivos o período recessivo mais longo de sua história e, assim, o texto acusa o governo Dilma pelo crescimento modesto de 2012 – que, de qualquer forma, foi positivo – em meio à maior e mais duradoura crise econômica mundial que já se viu.</p>
<p>A conhecida retórica do PSDB que a Folha transformou em editorial afirma que “<strong>Em nenhum setor os problemas são mais evidentes do que na indústria, cuja produção está no mesmo nível de 2007</strong>” porque “<strong>O país perdeu a capacidade de competir nos mercados globais</strong>”.</p>
<p>Tudo bobagem. Não é “<strong>O país</strong>” que “<strong>Perdeu capacidade de competir</strong>”; o mundo é que está estagnado.</p>
<p>Assim mesmo, o crescimento de 1,05% do Brasil no primeiro trimestre projeta no ano evolução do PIB três ou quatros vezes maior do que a do ano passado e, na pior das hipóteses, o primeiro governo Dilma Rousseff deve terminar com um crescimento médio igual ou até melhor do que o obtido pelo PSDB durante seu governo de oito anos, porém com inflação média bem mais baixa, sem o desemprego galopante da era tucana, com distribuição de renda que FHC não deu ao país e com salários e renda das famílias mais altos da história.</p>
<p>O editorial, ao sair do diagnóstico mambembe e partir para proposituras, diz que “<strong>Como o avanço brasileiro enxugou a ociosidade no mercado de trabalho, não há saída para acelerar o crescimento sem aumento da produtividade</strong>” e que “<strong>A reindustrialização do país precisa ter como ponto focal um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável</strong>”</p>
<p>A Folha acerta no “detalhezinho” sobre “<strong>Enxugar a ociosidade no mercado de trabalho</strong>” – tradução para a situação de pleno emprego no Brasil que é invejável em todo o mundo, sobretudo nos países ricos, nos quais a taxa de suicídios causados pelo desemprego não para de subir.</p>
<p>Todavia, que diabo seria esse “<strong>Modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável</strong>” que o PSDB inseriu no editorial da Folha?</p>
<p>Aqui volta à cena o recém-anunciado apoio de 66% dos grandes empresários à candidatura tucana à Presidência. O editorial, enfim, revela o que o PSDB fará se voltar ao poder. E não é nada bonito, ao menos para o povo brasileiro. Leia, abaixo, o assustador trecho que revela qual é o programa econômico com que esse partido pretende governar.</p>
<p>“<strong>O ajuste macroeconômico implica reduzir o crescimento das despesas públicas abaixo do avanço do PIB, com o fim da política de correção do salário mínimo acima da inflação, controle de gastos previdenciários e limites legais para gastos de custeio e dívida federal</strong>”</p>
<p>Por certo, na campanha eleitoral de 2014 o PSDB irá poupar o eleitorado da informação de que irá arrochar o salário mínimo e desidratar os gastos do governo em programas sociais como o Bolsa Família e tantos outros, pois é disso que o editorial trata quando prega “<strong>Redução de despesas públicas</strong>” e “<strong>Controle de gastos previdenciários</strong>”.</p>
<p>Mas o que impressiona mesmo – e assusta – é a proposta tucano-folhática de interrupção da política pública que, segundo o <strong><a href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/Cap32.pdf">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)</a></strong>, tem tido o maior peso na redução das desigualdades: a valorização do salário-mínimo que vem ocorrendo de fato no Brasil só depois que o PT chegou ao poder, em 2003.</p>
<p>O editorial, porém, tem um mérito: mostrou ao PT o que deve ser denunciado ao povo brasileiro no ano que vem, quando os tucanos e a mídia tentarão aplicar mais um estelionato eleitoral no país, a exemplo daquele que praticaram em 1998, quando prometeram que Fernando Henrique Cardoso não desvalorizaria o real, caso fosse reeleito, e que a desvalorização só ocorreria se Lula vencesse.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>(*) “Estranhamente”, o link do Estadão não abre</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Burrice permeia os dois lados do debate da legalização de drogas</title>
		<link>http://www.blogdacidadania.com.br/2013/05/burrice-permeia-os-dois-lados-do-debate-da-legalizacao-de-drogas/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 03:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião do blog]]></category>
		<category><![CDATA[descriminalização das drogas]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez precoce]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoas dizem qualquer coisa que acham que é verdade – contra ou a favor da descriminalização – como se tivessem alguma certeza]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/drogas.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13899" title="drogas" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/drogas.png" alt="" width="625" height="308" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo começou quando fiz um comentário no Twitter sobre alunos da faculdade diante da qual fica o meu escritório. Era meio da tarde de sexta-feira e não conseguia ouvir nem meus pensamentos porque jovens, ao som de um funk estridente, estavam nas cercanias consumindo drogas, bebendo e até fazendo sexo dentro de carros estacionados.</p>
<p>Um detalhe: dentro das salas de aula seria impossível ensinar ou aprender alguma coisa – as caixas de som ultra potentes instaladas no porta-malas de um carro estacionado em frente à faculdade encobriam até os pensamentos de qualquer um num raio de pelo menos uns 100 metros ou mais.</p>
<p>Comentei, naquela rede social, que me entristecia, em particular, uma garota que está sempre metida naquela orgia de drogas, álcool e sexo. Como se trata de uma instituição de ensino para gente de posses, disse que era indesculpável que os pais da garota não soubessem o que ela faz ali.</p>
<p>Explico: é óbvio que famílias abastadas, em tese, deveriam ter como cuidar melhor dos próprios filhos.</p>
<p>Informei-me sobre a menina, anteriormente. Tem 17 anos. Já a vi dentro de carros estacionados na rua ao lado do meu escritório cheirando cocaína, bebendo e até fazendo sexo com rapazes diferentes, cada hora com um. Pior: ela tem seu próprio carro (importado, aos 17 anos!) e já a vi ir embora dirigindo completamente dopada por todo tipo de substância.</p>
<p>Claro que mulheres e homens têm direitos iguais e podem fazer sexo com quantos quiserem. Se homens podem, mulheres têm o mesmo direito e ninguém tem nada com isso. Contudo, adolescentes precisam ser resguardados, principalmente as meninas, pois homem não engravida.</p>
<p>Apesar de ter explicado que o que me incomodava não era o fato de uma garota fazer sexo com vários garotos numa mesma semana, mas fazer isso sob efeito de drogas pesadas, logo apareceram cretinos que pegam o bonde andando e querem viajar na janelinha para me chamarem de “preconceituoso”.</p>
<p>Claro que tampouco ajudou explicar que pregação para que meninas adolescentes tenham liberdade total para fazer sexo é uma das causas de o Brasil ser um dos países com maior incidência de gravidez de adolescentes e de esse drama social <span style="text-decoration: underline; color: #000080;"><strong><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/156_04PGM2.pdf"><span style="color: #000080; text-decoration: underline;">estar crescendo</span></a></strong></span> enquanto o índice de natalidade do país já caiu a níveis de Primeiro Mundo.</p>
<p>Um dos cretinos mais cretinos chegou a me comparar ao psicopata que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, apesar de eu sempre ter defendido os direitos dos homossexuais e de fazer uma campanha feroz pela igualdade de direitos e de oportunidades para os negros, sobretudo através de cotas “raciais” em universidades públicas.</p>
<p>Dá o que pensar ver que não apenas os conservadores atiram primeiro e perguntam depois; alguns pseudo progressistas fazem o mesmo. Uma palavra fora do dicionário deles e você já vira “preconceituoso”, “machista” e outras imbecilidades mais.</p>
<p>Enfim, após explicar várias vezes que acho que mulheres podem fazer sexo com quem quiserem e o quanto quiserem, mas não aprovo adolescente fazer sexo estando entupido de drogas e com estranhos, o assunto foi parar, exatamente, na questão das drogas.</p>
<p>Aí virou o inferno. Fiquei no meio do fogo cruzado entre os “proibicionistas” (aqueles que querem manter as drogas na ilegalidade) e os apologistas do uso de drogas – sim, eles existem e são completamente descarados em sua pregação quase criminosa.</p>
<p>Descobri, então, que essa que é uma das questões mais preocupantes da atualidade no Brasil e no mundo, neste país enfrenta um debate público envolto em burrice, preconceito e em um “liberalismo” sem pé nem cabeça, cheio de mitos sobre drogas tão ruins quanto os dos conservadores.</p>
<p>Acredite quem quiser: várias pessoas, várias mesmo, afirmaram, com ares de doutores, que as drogas aumentam a potência sexual (!?). Entre as drogas que mais seriam “afrodisíacas” estariam a dietilamida do ácido lisérgico, mais conhecida como LSD, uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.</p>
<p>Os efeitos de uma droga como essa variam conforme o indivíduo, seu estado psicológico momentâneo e sua forma física, mas são inapelavelmente devastadores.</p>
<p>LSD provoca ilusões, alucinações (auditivas e visuais), sinestesias, experiências místicas imaginárias, paranoia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, despersonalização, perda do controle emocional, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por “má viagem” (bad trip), náuseas, aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, debilidade motora, sonolência e aumento da temperatura corporal.</p>
<p>Todas as drogas, além de todos os efeitos nefastos que causam, também ocasionam efeito oposto daquele em que acreditam os que as exaltam por supostamente serem afrodisíacas e promotoras de maior potência sexual.</p>
<p>Estudo recente da <span style="color: #000080;"><strong><a href="http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&amp;m=ler&amp;cod=4b95ddfd"><span style="color: #000080;">Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)</span></a></strong></span>, porém, comprovou que 47% dos homens que usam drogas sofrem de alguma disfunção sexual.</p>
<p>Ressalte-se que o número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.</p>
<p>Os principais problemas levantados pelos autores da pesquisa foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%)”</p>
<p>Aliás, a desinformação dos apologistas do uso de drogas também aparece na pesquisa em tela, que mostra que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama. O que essas pessoas não sabem é que, depois, a situação se inverte e o uso dessas substâncias começa a provocar alterações na função sexual.</p>
<p>&#8220;A longo prazo isso traz prejuízos importantes&#8221;, diz a psiquiatra Camila Magalhães, do Hospital das Clínicas de São Paulo, que coordena o centro de informações sobre saúde e álcool.</p>
<p>As drogas danificam neurotransmissores do cérebro, responsáveis pelo controle da ejaculação. Álcool, porém, também causa alterações vasculares que dificultam a ereção. Cocaína, maconha, ecstasy, LSD e o que mais quiserem também causam impotência.</p>
<p>Outro dado que chama atenção na pesquisa é o comportamento sexual de risco dos usuários de álcool e drogas. 41% não usam preservativos nas relações sexuais e a média de parceiros dos entrevistados foi de cinco ao ano – na população em geral, são 2,96. Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.</p>
<p>Ah, sei, então todo mundo sabe que droga e álcool fazem mal, é? Bem, eu também pensava assim até a tarde de sexta-feira no Twitter. Descobri, então, que, muito pelo contrário, há gente que acha que não apenas não fazem mal, mas que podem converter homens em verdadeiros garanhões.</p>
<p>Os discursos variam entre os apologistas das drogas. Alguns as exaltam, dizem que “transar” após ingerir LSD é “uma delícia”. Outros dizem que “um pouquinho” dessa e de outras drogas não faz mal. Todos, porém, defendem o uso.</p>
<p>Fiquei estupefato com um sujeito que disse que eu estaria “demonizando” as drogas. Vejam bem, de-mo-ni-zan-do. Alguém pode demonizar substâncias tão nocivas pela própria natureza? Alguém pode demonizar o suicídio, por exemplo?</p>
<p>O debate, desse lado, é tão estúpido que alguns vieram falar dos efeitos terapêuticos de drogas como maconha ou cocaína, como se tivesse alguma coisa que ver o uso medicinal dessas substâncias com o uso “recreativo” – e suicida.</p>
<p>Isso quer dizer que as drogas devem continuar proibidas, no Brasil? É claro que não. Muito pelo contrário, o uso de drogas tem que ser descriminalizado e regulamentado urgentemente, pois a criminalização erigiu um mercado imenso para bandidos explorarem.</p>
<p>Uma pesquisa recente e estarrecedora sobre a criminalização das drogas revela que tráfico é o crime que mais condena hoje no Brasil.  O estudo é do site <span style="color: #000080;"><strong><a href="http://www.bancodeinjusticas.org.br/trafico-de-drogas-e-crime-que-mais-condena-no-brasil/"><span style="color: #000080;">Banco de Injustiças</span></a></strong></span>, uma iniciativa conjunta da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) e da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP).</p>
<p>A iniciativa tem por objetivo promover o debate jurídico sobre a ausência de princípios básicos constitucionais na Lei de Drogas, como o direito à saúde, as limitações do poder punitivo do Estado e, sobretudo, o caráter democrático do Estado de Direito.</p>
<p>Segundo o site, “O perfil do encarcerado no Brasil mudou: há pouco mais de 15 anos, os crimes que levavam a maioria para trás das grades eram de ordem patrimonial, como é o caso do furto ou do roubo; atualmente, mais de um quinto dos presos é oriundo do tráfico de drogas, número que vêm crescendo”.</p>
<p>Os custos com o combate ao tráfico são<span style="color: #000080;"><strong><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130518_oea_maconha_drogas_relatorio_rw.shtml"><span style="color: #000080;"> imensos</span></a></strong></span>. Roubam recursos da saúde, da Educação e da Segurança Pública. Se as drogas fossem descriminalizadas e, como em países desenvolvidos, fossem fornecidas pelo Estado sob supervisão médica, o crime organizado sofreria um baque imenso no Brasil.</p>
<p>Com a redução dos gastos com repressão, seria possível o Estado fornecer drogas e supervisionar o uso nas chamadas “salas de uso seguro” que se vê hoje nos países socialmente mais desenvolvidos do mundo, como os países nórdicos.</p>
<p>Além disso, o consumo não aumentaria. Até porque, paralelamente à descriminalização uma campanha imensa de “demonização” das drogas, do álcool etc. deveria ser feita, de forma a alertar as pessoas a que não acreditassem em imbecis como aqueles do Twitter que afirmam que drogas melhoram o sexo – imagine, leitor, um adolescente que não usa drogas e lê aquilo&#8230;</p>
<p>Outro proibicionista veio dizer que as pessoas matam e roubam para comprar drogas e que não fazem isso para comprar álcool. Não foi uma afirmação fundada em fatos, mas uma mera conjectura como tantas outras que pessoas de mente fechada para o tema usam como se fossem verdade.</p>
<p>O álcool, porém, é uma droga poderosíssima e extremamente danosa. E é liberadíssima. Vê-se até propagandas em horários em que crianças e adolescentes assistem televisão. Não falta propaganda associando o uso dessa droga ao sucesso, ao sexo com belas mulheres seminuas etc.</p>
<p>Todas as outras drogas deveriam ser tratadas da mesma forma, mas sem propaganda e com campanhas de “demonização” delas.</p>
<p>Uma curiosidade é a de que há até certa lógica em os proibicionistas das drogas dizerem que viciados em álcool não matam nem roubam para comprar maconha, cocaína, crack, LSD e outros venenos. Não fazem isso porque álcool é barato. Se fosse proibido, o preço subiria e a qualidade cairia, como acontece com as drogas ilícitas.</p>
<p>Por que não proibir o consumo de álcool se é uma droga como qualquer outra?</p>
<p>Primeiro, porque há uma imensa e rica indústria do álcool. Segundo, porque o mesmo conservador que não quer que maconha, por exemplo – que não deixa ninguém tão “alto” como fica consumindo álcool –, tenha seu uso descriminalizado é aquele que encosta em bares por aí e toma litros de cerveja e outras bebidas até mais fortes.</p>
<p>Uma digressão, mas nem tanto: pensei até em postar, neste artigo, reproduções das besteiras ditas pelos apologistas e pelos proibicionistas das drogas, mas expor gente equivocada e desinformada não é o objetivo deste texto. O que se pretende, aqui, é combater os discursos burros dos dois lados.</p>
<p>O que ocorre, então, é que, nesse nível em que se trava o debate popular e público sobre as drogas, não chegaremos a lugar nenhum. As argumentações são terrivelmente desprovidas de fundamento dos dois lados. Muitas pessoas dizem qualquer coisa que acham que é verdade – seja contra ou a favor da descriminalização – como se tivessem certeza do que estão dizendo.</p>
<p>Estado e mídia, por sua vez, têm igual responsabilidade pela ignorância que grassa sobre as drogas, tanto do ponto de vista dos malefícios que causam ao indivíduo como do ponto de vista dos malefícios decorrentes da proibição. Há que instruir o brasileiro sobre as drogas. Inclusive sobre as legais. Depois haverá que descriminalizar as drogas proibidas.</p>
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		<title>Por que fracassará o terrorismo econômico do PSDB e da mídia</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[folha de são paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[jornal nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa mensal de emprego]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que os brasileiros deixaram de acreditar no Jornal Nacional e cia. ltda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/janio.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13894" title="janio" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/janio.png" alt="" width="625" height="308" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo dia do mês passado em que o país recebeu uma excelente notícia sobre a sua economia, o Jornal Nacional a transformou em notícia ruim de forma a não destoar do noticiário maníaco-depressivo com que a mídia de oposição ao governo federal vem tentando convencer o país de que estamos à beira da ruína econômica.</p>
<p>Em 25 de abril último, o <strong><a href="http://www2.planalto.gov.br/imprensa/noticias-de-governo/desemprego-no-brasil-em-marco-e-o-menor-da-serie-historica-iniciada-ha-12-anos-diz-ibge">site da Presidência da República</a></strong> anunciava que o Desemprego no Brasil em março fora “O menor da série histórica iniciada há 12 anos”, segundo IBGE. A notícia foi publicada às 16:02 hs. Às 21:12 hs., porém, <strong><a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/04/taxa-de-desemprego-no-brasil-sobe-para-57-em-marco.html">o site do Jornal Nacional</a></strong> reproduzia manchete que fora vocalizada minutos antes pelo âncora Willian Bonner: “Taxa de desemprego no Brasil sobe para 5,7% em março”.</p>
<p>O cidadão que só se informou sobre o assunto através do principal telejornal da Globo certamente ficou achando que a situação do emprego piorou no país, sobretudo se só assistiu à “escalada” (o que seja, o anúncio das principais notícias do dia) que o casal de apresentadores do informativo Global apresenta no início de cada edição.</p>
<p>Mesmo que o telespectador do JN tenha assistido à curta notícia sobre o desemprego que Bonner veiculou pouco depois e não apenas à manchete durante a “escalada”, se não entender de economia deve ter ficado com a impressão de que a notícia era ruim.</p>
<p>Veja, abaixo, a íntegra do texto que Bonner recitou.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>“<strong><em>A taxa de desemprego subiu para 5,7% em março. Mesmo assim, o resultado foi o melhor para o mês desde 2002, quando o IBGE passou a utilizar a metodologia de pesquisa atual. Número de pessoas empregadas no país ficou estável. Mas, em São Paulo, houve queda de 1,3%, devido, principalmente, a demissões na indústria</em></strong>”</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>A notícia, como foi dada pelo JN, induz o público a erro. A notícia era – e continua sendo – excelente. Desde que o IBGE começou a apurar o desemprego no Brasil com nova metodologia – o que ocorreu em 2002 –, março de 2013 teve a taxa mais baixa em relação a todos os outros meses de março desses 12 anos.</p>
<p>Realmente o desemprego em março subiu em relação a fevereiro – foi de 5,7% no mês passado e de 5,6% no mês anterior. Contudo, relevar na “escalada” do telejornal uma alta de 0,1 ponto de um mês para outro é uma evidente manipulação da notícia.</p>
<p>Mas o pior é que, apesar de Bonner ter informado, muito rapidamente, que 5,7% foi a menor taxa de desemprego para um mês de março, ele fechou a notícia com um dado irrelevante sobre a redução do emprego em São Paulo.</p>
<p>Ora, por que o desemprego de São Paulo? E o dos Estados em que caiu acima da média nacional, por que não citar? Como se vê, é uma mera escolha que a redação do JN fez ao contrapor duas “más” notícias a uma boa.</p>
<p>Essa tática já fora usada no mês anterior. Na mesma época do mês de março, a Globo também veiculou que <strong><a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/desemprego-sobe-para-56-em-fevereiro-de-2013-mostra-ibge.html">o desemprego “subiu” em fevereiro</a></strong>, quando, na verdade, aquele mês também teve a menor taxa para um fevereiro desde 2002, sempre segundo o IBGE.</p>
<p>O terrorismo com que Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja e seus satélites tentam piorar a percepção da sociedade sobre a situação econômica do país valendo-se de artifícios desonestos como esse supracitado é tão escandaloso e tem um viés político-eleitoral tão claro que na edição da Folha de quinta-feira 16 de maio o dito “decano do colunismo político nacional”, Janio de Freitas, perdeu a paciência.</p>
<p>Apesar de alguns blogs já terem reproduzido essa coluna de Janio, antes de prosseguir na análise reproduzo-a também (abaixo) não só para quem não leu em outra parte, mas para ilustrar o absurdo de uma campanha literalmente terrorista e mentirosa com que esse setor da mídia tenta influir na política brasileira em favor dos partidos de oposição a ela aliados.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>FOLHA DE SÃO APULO</strong></p>
<p><strong>16 de maio de 2013</strong></p>
<p><strong>Janio de Freitas </strong></p>
<p><strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/109191-velhas-ideias.shtml">Velhas ideias</a></strong></p>
<p><strong>O terrorismo do noticiário econômico martela; não sei dizer se o governo está aturdido com isso </strong></p>
<p><strong>Liguei o rádio no carro. Entrou de sola: &#8220;é crucial e não é bom!&#8221;. Um susto. O que seria assim dramático? A caminho do almoço, o susto devorou o apetite. Claro, era mais um dado da realidade terrível que o Brasil vive. As vendas no comércio de varejo, no primeiro trimestre ou lá quando seja, caíram a barbaridade de 0,1%. </strong></p>
<p><strong>O comércio vendeu, no período, menos R$ 0,10 em cada R$ 100. Pois é, crucial e nada bom. </strong></p>
<p><strong>Os preços, como o seu e o meu bolso sabem, vêm subindo à vontade há tempos, o que fez com que o comércio precisasse vender muito menos produtos para completar cada R$ 99,90 do que, na comparação com o passado, precisara para vender R$ 100. Mas, na hora, não tive tempo de salvar o apetite com esse raciocínio, porque à primeira desgraça emendava-se a notícia de outra. A queda desanimadora nas vendas para o Dia das Mães, comparadas com 2012: queda de 1%. </strong></p>
<p><strong>É preciso lembrar o quanto os consumidores encararam em aumentos de preços de um ano para cá? O comércio brasileiro está lucrando formidavelmente, com o maior poder aquisitivo das classes C, D e E, aplicado na compra dos tênis aos eletrodomésticos, dos móveis às motos, quando não aos carros. </strong></p>
<p><strong>O terrorismo do noticiário e dos comentários econômicos martela o dia todo. Não sei dizer se o governo está aturdido com isso, como parece das tão repetidas quanto inconvincentes tranquilizações do ministro Guido Mantega. Ou se comete o erro, por soberba ou por ingenuidade, de enfrentar a campanha que está, sim, fazendo opinião. </strong></p>
<p><strong>Daí que me permito duas sugestões, se v. quer elementos para formar sua própria opinião. O primeiro é a leitura, disponível no site da Folha (<a href="http://folha.com/no1278158">folha.com/no1278158</a>), de um artigo muito importante, publicado no caderno &#8220;Mercado&#8221; de terça-feira. Seu autor é Bráulio Borges, mais um economista que escreve em português (um dia chegaremos à primeira dúzia). </strong></p>
<p><strong>Em &#8220;Pós-crise de 2008, debate mundial começa a reavaliar velhas ideias&#8217;&#8221;, Borges mostra que as cabeças mais relevantes da &#8220;ciência econômica&#8221; estão derrubando as teses de política econômica ainda predominantes e adotadas pelos economistas e outros contra as linhas básicas da política econômica no Brasil. </strong></p>
<p><strong>A outra sugestão é para que v. comece bem as quartas-feiras. Se lhe ficam ainda reservas vindas de longe, releve-as e leia os artigos em que Delfim Netto tem dito muito do que precisa ser dito para fazermos ideia de onde e como estamos, de fato. Descontados, pois, terrorismos e eleitorismos. Ou, no caso, são a mesma coisa? </strong></p>
<p><strong>E como crucial vem de cruz, não se esqueça: enquanto o papa Francisco não chega, reze pelos nossos comerciantes, para que recuperem suas perdas. </strong></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Janio acha que a campanha terrorista praticada pelo jornal para o qual escreve e pelo resto desse setor da imprensa de forma a ajudar a oposição nas eleições do ano que vem “Está, sim, fazendo opinião”, ou seja, está convencendo a sociedade de que o país vai muito mal, obrigado.</p>
<p>Além disso, o “decano do colunismo político nacional” também afirma que essa desinformação estaria tendo sucesso por “Soberba ou por ingenuidade” do governo Dilma Rousseff.</p>
<p>Concordo com Janio quando se queixa do imobilismo do governo diante de uma campanha imoral de desinformação que está sendo martelada sem parar pelas empresas de comunicação já mencionadas. Contudo, tenho minhas dúvidas de que tal campanha esteja funcionando.</p>
<p>Além da quase inacreditável boa situação do emprego no Brasil em um mundo em que o desemprego campeia e convulsiona sobretudo os países mais desenvolvidos e ricos, a renda das famílias e sobretudo dos trabalhadores não para de crescer.</p>
<p>Um dado até mais importante do que o nível de emprego crescente é o crescimento do rendimento médio do trabalho apurado pelo IBGE nas seis regiões metropolitanas em que o instituto atua – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.</p>
<p>A <strong><a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201303tm_03.shtm">Pesquisa Mensal de Emprego – PME</a></strong> do IBGE revela que o rendimento médio do trabalhador deu um salto do ano passado para cá. De fevereiro de 2012 para fevereiro de 2013, os salários efetivamente recebidos (o valor líquido que chegou às mãos e bolsos do trabalhador) continuaram crescendo.</p>
<p>Entre 2012 e 2013, os empregados dos setores público e privado tiveram, em média, seus rendimentos aumentados de R$ 1.703,80 para R$ 1.840,20, o que representa um crescimento salarial de 8% (!).</p>
<p>A tese do governo Dilma, com a qual concordo em parte, é a de que o que o brasileiro sente no bolso anularia o que a mídia lhe diz sobre sua situação.</p>
<p>Apesar de o Jornal Nacional e o resto da mídia oposicionista pintarem um país em ruínas, hoje há emprego para quem quiser trabalhar e os salários não param de subir, apesar de quedas sazonais serem apresentadas como “Tendência de interrupção do processo de valorização monetária da mão-de-obra no país”.</p>
<p>Entende-se a aflição de Janio de Freitas. É duro para um sacerdote do bom jornalismo como ele ver seu ofício ser cotidianamente estuprado por empresários de comunicação que há muito abandonaram a missão de informar, convertendo seus veículos em agências de propaganda político-ideológica.</p>
<p>Todavia, terrorismo macroeconômico e midiático não é novidade no Brasil. Foi praticado antes contra o governo Lula e em condições até mais favoráveis para os terroristas midiáticos</p>
<p>A atual crise econômica internacional estourou em 2008, quando os EUA deixaram o banco dos irmãos Lehman quebrar. O desemprego no Brasil, então, chegou a subir por dois ou três meses. A investida midiática foi pior, mas não funcionou porque faz tempo que os brasileiros deixaram de acreditar no Jornal Nacional e cia. ltda.</p>
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		<title>A única certeza que nos cabe</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 16:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[astrofísica]]></category>
		<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[carl sagan]]></category>
		<category><![CDATA[cosmologia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Faça comigo, leitor, uma reflexão que pode mudar a sua vida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Universos-paralelos3.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13883" title="Universos paralelos" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Universos-paralelos3.png" alt="" width="638" height="398" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vez por outra, perscrutando as ondas da comunicação que engolfam o mundo contemporâneo, você detém o ritmo alucinante do cotidiano e presta atenção a notícias sobre descobertas da astronomia. Em geral, é atraído por imagens de estrelas, planetas ou galáxias.</p>
<p>Nesses átimos de sua vida, por minutos ou até segundos, muitas vezes sem ao menos perceber, você se permite reflexão que, se fizéssemos mais amiúde, talvez levássemos nossas curtas vidas de forma mais sábia – ou menos ignorante e arrogante.</p>
<p>Nos anos 1980, aos meus vinte e tantos anos, assisti pela primeira vez à série de TV Cosmos, do astrônomo, astrofísico e cosmólogo norte-americano Carl Sagan. Navegando pela internet, sempre esbarro em um vídeo feito vários anos depois, mas que é considerado parte da série de Sagan e que inspirou-se em livro que ele publicou em 1994, “Pale Blue Dot”, ou, em português, “Pálido Ponto Azul”.</p>
<p>Essa obra baseou-se na missão da sonda espacial Voyager, lançada ao espaço pelos Estados Unidos em 5 de setembro de 1977 a fim de estudar o Sistema Solar exterior e o espaço interestelar.</p>
<p>A incrível máquina produzida pelo engenho humano está em operação há mais de 35 anos. Até hoje obedece aos comandos da NASA e responde enviando dados à Terra.</p>
<p>Em 1990, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. Uma dessas imagens era da Terra, então distante 6,4 bilhões de quilômetros da sonda.</p>
<p>A fotografia mostrou nosso planeta como um &#8220;pálido ponto azul&#8221;, um grão de poeira cósmica, o que excitou a imaginação de Carl, levando-o a escrever um verdadeiro poema que induz a humanidade a uma das muitas reflexões que a astronomia, a cosmologia e a astrofísica nos impõem.</p>
<p>Antes de nossa jornada, neste texto, rumo a teorias científicas cujas implicações têm poder para alterar a percepção de toda humanidade sobre si mesma, assistamos a um dos momentos mais belos da inteligência humana, a reflexão de Carl Sagan sobre o “Pálido Ponto Azul” no qual micróbios ditos humanos chegam a acreditar que são “poderosos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tRjVDOgGJ8Y?hl=pt_BR&amp;version=3" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/tRjVDOgGJ8Y?hl=pt_BR&amp;version=3" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez você não tenha entendido ainda, leitor, por que um blog político publica um post sobre a exploração do espaço e a eterna busca do homem por suas origens e pelo desvendamento da Criação. A política, a busca pelo “poder”, porém, tem tudo que ver com esse que é o ramo mais nobre da ciência.</p>
<p>As teorias científicas que buscam entender a origem e o destino da existência vão muito além do que supõe a quase totalidade da espécie humana. Poucos são os que atentam suficientemente para fatos que revelam que tudo o que consideramos “importante” não passa de preocupações de micróbios com suas desprezíveis questões microbianas.</p>
<p>A luta pelo “poder” político, as paixões mundanas, as preocupações com aparência física, bens materiais e até com a finitude da vida perdem razão de ser diante de teorias que nos levam muito além da perplexidade.</p>
<p>As teorias mais ousadas da astrofísica encampam até a de que não existe apenas um universo, mas vários universos paralelos que brotam um do outro como bolhas de uma terrina contendo uma solução prosaica de água e sabão.</p>
<p>Nesses outros hipotéticos universos paralelos, a ciência aceita, ainda que como mera especulação fundada em teorias não comprovadas, que possam existir cópias exatas de nosso mundo e até de cada um de nós (!).</p>
<p>O canal a cabo History Channel apresentou o programa “Universos Paralelos”. As fantásticas teorias que esse programa expõe têm o poder de nos fazer refletir, nestes dias em que nossas paixões mundanas nos levam a paroxismos de egocentrismo e arrogância, que, diante de mistérios dessa magnitude, ser um pouco mais humildes é o mínimo que nos cabe.</p>
<p>A teoria principal é a de que existem cópias de cada um de nós habitando um planeta, um sistema solar e um universo idênticos, mas nos quais a interferência humana ou nossas decisões cotidianas nos levaram por caminhos diferentes dos que trilhamos.</p>
<p>Em um desses supostos universos paralelos, nosso alter ego pode ter uma visão política diferente, podemos ter nos casado com aquela mulher ou com aquele homem que não nos quis ou que não quisemos.</p>
<p>O alter ego de um homofóbico pode ser homossexual.</p>
<p>O bilionário pode ser um mendigo.</p>
<p>O fanático religioso pode ser ateu.</p>
<p>Em que cada uma dessas decisões afetaria o universo? Em nada.</p>
<p>Em um universo paralelo a Terra pode nem mais existir, tendo sucumbido após ter sido atingida por um asteroide. A guerra nuclear que aqui nunca ocorreu, pode ter ocorrido lá e extinguido a espécie humana – e quem sabe, até, toda a vida no planeta.</p>
<p>São reflexões e hipóteses que podem nos levar a uma forma de enxergar a vida que nos faça abandonar certezas que, diante de nossa extrema ignorância sobre tudo, são mais do que ridículas.</p>
<p>Esta reflexão o fará concluir, leitor, que homens – esses micróbios cósmicos – que pretendem ser porta-vozes de um Ser Superior, por exemplo, não têm como responder nem a perguntas básicas sobre a origem do chão em que pisam.</p>
<p>Assim, talvez você, como eu, conclua que a única certeza da vida reside no fato de que não podemos ter certeza alguma.</p>
<p>Assista abaixo, pois, ao programa Universos Paralelos. Se acatar esta sugestão, talvez possa tirar o resto do dia para refletir sobre suas certezas. Tal reflexão mudaria a sua vida até seu último dia neste grão de poeira cósmica que chamamos de “Terra”.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4oxfmDPZrqM?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/4oxfmDPZrqM?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Nem a medicina cubana cura a mitomania de Augusto Nunes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 16:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduguim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[augusto nunes veja]]></category>
		<category><![CDATA[BBC]]></category>
		<category><![CDATA[cuba]]></category>
		<category><![CDATA[médicos cubanos]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[organização mundial de saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a entidade "comunista" Organização Mundial de Saúde (OMS), a medicina cubana ocupa o terceiro lugar em qualidade no continente americano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/mitomania.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-13865" title="mitomania" src="http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2013/05/mitomania.png" alt="" width="600" height="355" /></a></p>
<p>Uma das polêmicas mais surpreendentes levantadas pela autoproclamada “imprensa brasileira” – um reduzido conjunto de agências bilionárias de propaganda política e ideológica – versa sobre anúncio feito na semana passada pelo chanceler Antônio Patriota de que o Brasil deve “importar” seis mil médicos cubanos para suprir a trágica carência desses profissionais nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, nas pequenas cidades, enfim, nos grotões do país.</p>
<p>A situação é alarmante. O índice de médicos por mil habitantes no Brasil é de 1,8. Apesar de o país ter quase 400 mil médicos e formar mais de uma dezena de milhares deles ao ano, sabe-se que 70% desse contingente atuam no Sul e no Sudeste. Ou seja: o sujeito se forma em uma universidade paga por todos os brasileiros e não devolve nada à coletividade.</p>
<p>Há, inclusive, um projeto de lei do senador Cristóvam Buarque para obrigar médicos recém-formados em universidades públicas a exercerem a profissão por dois anos em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.</p>
<p>Esses setores da “imprensa” nacional, no entanto, passaram a encampar a costumeira gritaria de entidades de médicos como a Academia de Medicina de São Paulo e o Conselho Federal de Medicina contra a importação de médicos sobretudo de Cuba.</p>
<p>Trata-se de puro corporativismo, claro, mas, ainda assim, inexplicável.</p>
<p>A grande pergunta que surge, diante da oposição de entidades como o CFM à atuação de médicos estrangeiros – não só cubanos, pois o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que se pretende trazer médicos também da Espanha e de Portugal –, é sobre por que essa corporação, que só enxerga o próprio umbigo, não quer médicos estrangeiros atuando onde os médicos brasileiros não têm interesse em atuar.</p>
<p>O cretinismo político-ideológico é o que parece estar por trás da gritaria contra uma medida que pode resolver uma tragédia social que obriga legiões de brasileiros a se deslocarem o tempo todo de regiões em que não há médicos para os grandes centros urbanos do Sul e do Sudeste.</p>
<p>Para torpedear uma medida que poderia melhorar a vida de muita gente – o que, evidentemente, renderia dividendos políticos ao governo que a adotasse –, a corporação médica está recebendo apoio de pistoleiros autoproclamados “jornalistas”. O blogueiro da revista Veja Augusto Nunes, por exemplo, publicou um post em que mente descaradamente sobre a medicina cubana.</p>
<p>Alguns trechos do post mentiroso de Nunes:</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>“<strong><em>Hoje, quando um cubano vai a um hospital, leva um presente para o médico. É um acordo informal para que o atendam bem e rápido. Levam também desinfetante, agulha, algodão, linha para as suturas</em></strong>”.</p>
<p>“<strong><em>A medicina cubana é uma das mais atrasadas do mundo, constata a repórter Nathalia Watkins na edição de VEJA desta semana. A maioria dos seus profissionais se forma sem nunca ter visto um aparelho de ultrassom, sem ouvir falar em stent coronário e sem poder se atualizar pela internet</em></strong>”.</p>
<p>“<strong><em>Cuba gradua médicos em escala industrial com formação incompleta (&#8230;) Pelos padrões do Brasil, os cubanos não poderiam sequer realizar procedimentos banais como ressuscitação ou traqueostomia</em></strong>”.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>O blogueiro da Veja ainda afirma que os 6 mil médicos cubanos estão “prontos para aumentar as taxas de mortalidade” no Brasil. Isso quando se sabe que Cuba tem  indicadores de saúde entre os melhores das Américas, segundo uma entidade “comunista” chamada Organização Mundial de Saúde (OMS).</p>
<p>Essa polêmica levantada pela mídia oposicionista é literalmente criminosa, pois pretende torpedear uma medida que pode revolucionar a saúde brasileira atacando um dos pontos mais responsáveis pelo ainda baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, que, apesar de ter subido muito na década passada, ainda é incompatível com um país rico como este. E tudo visando impedir o que Nunes, Veja e o resto da mídia tucano-golpista não querem, que o Brasil dê um salto qualitativo na saúde.</p>
<p>Recorro, então, ao insuspeito jornal O Estado de São Paulo, que reproduziu matéria da sucursal da rede de tevê pública britânica BBC no Brasil, a qual afirma que “<strong>Saúde e educação são os principais êxitos do regime cubano</strong>”. Vale ler, logo abaixo, o trecho da reportagem do veículo britânico que versa sobre o sistema de saúde pública de Cuba.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>O ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,saude-e-educacao-sao-os-principais-exitos-do-regime-cubano,301270,0.htm">Saúde e educação são os principais êxitos do regime cubano</a></strong></p>
<p><strong>Estado garante educação até o nível superior e fornece amplo sistema da saúde.</strong></p>
<p><strong>01 de janeiro de 2009 | 5h 45</strong></p>
<p><strong>(&#8230;)</strong></p>
<p><strong>O regime de Fidel Castro desenvolveu um gigantesco sistema nacional de cobertura a todos os cidadãos, sem exceções de nenhum tipo.</strong></p>
<p><strong>O sistema de saúde de Cuba é composto por quatro níveis: o médico de família, que costuma viver a poucas quadras de seus pacientes; o clínico geral de bairro; os hospitais de zona e os institutos especializados.</strong></p>
<p><strong>Todo atendimento é gratuito, com exceção dos medicamentos, que são subsidiados pelo Estado.</strong></p>
<p><strong>Nenhuma doença fica de fora do sistema de saúde cubano, que oferece tratamentos a problemas que vão desde simples dores de cabeça a enfermidades relacionadas à Aids, passando por assistência odontológica e até mesmo cirurgias plásticas.</strong></p>
<p><strong>O resultado deste sistema de saúde tão amplo pode ser observado quando se comparam as estatísticas das Nações Unidas sobre esperança de vida. Cuba ocupa o terceiro lugar em todo continente americano, com expectativa de vida de 76 anos para os homens e 80 para mulheres.</strong></p>
<p><strong>Já em relação à mortalidade infantil, as estatísticas da ONU apontam que o índice de Cuba é de cinco mortes a cada 1.000 nascimentos, o que situa o país em um nível só comparável ao do Canadá no continente americano.</strong></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Como se vê, nem a excelência da medicina cubana seria capaz de curar a enfermidade que não acomete apenas o blogueiro da Veja em questão, mas seus patrões, o resto da mídia tucano-golpista e as corporações de médicos que, no mais das vezes, formam-se ao custo dos impostos dos brasileiros e, uma vez formados, dão a esse povo uma banana.  A mitomania do tal blogueiro e seus congêneres parece incurável.</p>
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