NAZISMO não foi de esquerda ou direita, foi de EXTREMA-DIREITA

caça aos comunistas

 

O recente ataque racista de extrema-direita ocorrido em Charlottesville, nos EUA, desencadeou uma onda de infâmias e mentiras por parte, justamente, de grupos de extrema-direita radicados no Brasil, tais como o MBL ou os ditos “bolsomínions”, cujo nome fala por si.

Foi necessária grande mobilização para interromper a rede de mentiras que tentava vender a pessoas de baixa instrução e cultura que o nazismo teria sido “um movimento de esquerda”.

Qual o problema em espalhar mais ignorância em um cenário de ignorância e bestialidade generalizadas? O problema é nazistas se venderem como democratas enquanto acusam democratas de serem nazistas.

Contudo, o absurdo é tão grande que até a mídia conservadora acabou intervindo.

Reportagem publicada nesta quinta-feira (17) pelo UOL tenta explicar o tamanho da ignorância de alguém que diz que o nazismo é de esquerda.

hitler uol

A apropriação da palavra ‘socialismo’ na nomenclatura do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Partido Nazista não tem nenhuma relação com a antiga social-democracia alemã, um dos partidos mais antigos, muito menos com o Partido Comunista russo, criado na revolução de 1917“, explica Estevão Chaves Martins, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).

Com efeito, dizer que o partido nazista era “de esquerda” porque tinha a expressão “nacional-socialista” no nome equivale a dizer que o cavalo-marinho é equino e o peixe-boi é bovino porque o primeiro também é chamado de cavalo e o segundo, de boi.

Mas o grande problema da matéria do UOL é que incorre em um erro que muitos estão cometendo a fim de não melindrar as poderosas organizações empresariais, intelectuais, midiáticas e acadêmicas de direita no país: dizer que o nazismo não foi nem de direita, nem de esquerda – teria sido uma “terceira via”.

Conversa fiada. O nazismo, realmente, não foi de direita ou de esquerda: foi de EXTREMA-DIRETA. Perseguiu comunistas e judeus, colocou-os em campos de concentração e o partido comunista na ilegalidade. Era contra todos os valores da esquerda.

Se não for suficiente, segue manchete do jornal Folha da Manhã (hoje, Folha de São Paulo) de 1º de fevereiro de  1933, que informa a luta da esquerda alemã para impedir Hitler de chegar ao poder.

hitler manchete

Que o nazismo não foi de esquerda, à exceção de meia dúzia de imbecis a grande maioria já sabe. Mas não foi de direita? Claro que foi. Só que foi de extrema-direita. Ideologicamente, Hitler era um capitalista. Enquanto prendia, torturava e matava comunistas, aliava-se ao empresariado.

Matéria da revista Superinteressante, da Editora Abril, publicada ano passado e intitulada “Os aliados ocultos de Hitler”, revela que Grandes corporações alemãs e até americanas patrocinaram o nazismo, enviaram funcionários judeus a campos de concentração e venderam a tecnologia que tornou o Holocausto possível. Tudo em nome de uma ideologia: o lucro.

hitler superinteressante

Para arrematar, o especialista livre-docente e economista Ricardo Luis Chaves Feijó, da FEA-RP USP, explica a questão em “Uma interpretação do Primeiro Milagre Econômico Alemão (1933-1944)”:

“(…) No mercado de trabalho, o governo [de Adolf Hitler] impôs o controle dos salários: os salários foram congelados em 1934 e permaneceram fixos até 1945. As centrais sindicais foram abolidas e nenhum mecanismo de barganha coletiva sobreviveu. As greves foram proibidas e todos os trabalhadores, inclusive os de colarinho branco, tiveram que se filiar à organização nazista Frente de Trabalho Alemã, vinculada à Câmara Econômica do Reich: a instância máxima de controle de todas as atividades econômicas (…) A gigantesca I. G. Farben controlava áreas centrais de planejamento e liderança pessoal do Plano Quadrienal. Também amealhavam grandes negócios empresas como Siemens, Volkswagen, Krupp, Thyssen, Porsche, Gutehoffnungshütte, Rheinmetall etc. Enquanto isso, as indústrias de menor porte do setor de bens de consumo perdiam liberdade. Ohlerdof, economista do Reich, caracterizou a economia nazista de economia de concorrência imperfeita que favorecia grandes firmas (Grunberger, 1970: 124-125). Sua interpretação é correta. Então não se trata de um sistema que suprimiu a propriedade privada, o empreendedorismo e a concorrência. Trata-se, outrossim, de uma economia de comando que promoveu a cartelização da indústria, a fusão de empresas e gigantescos contratos com grandes grupos empresariais, como sustentáculo aos ambiciosos planos de conquista de outros países. A competição era promovida não em nível de pequenas empresas, mas na disputa entre grandes grupos econômicos por uma fatia dos negócios e por influência nas decisões de governo. Não era uma competição apenas de mercado, em que somente critérios de preço e de eficiência deveriam prevalecer, era uma disputa de natureza política em que os contratos eram tecidos com base na competência em posicionar-se na rede de poder do Terceiro Reich (…)”

Mas se nada disso lhe for suficiente, quem sabe você acreditará se o próprio Hitler lhe disser que era anticomunista, antimarxista e antiesquerdista. No vídeo abaixo, a prova de que Hitler não era nem de esquerda, nem de direita: era de extrema-direita.

*

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79 Comentário

  1. Toda a esquerda é marxista?
    (Alguns são normais)
    …..
    Todo país tem a sua forma de socialismo com diversas correntes.
    Mesmo na revolução russa, temos até variantes marxistas. Leon Troikista morreu a mando de Stalin.
    Stalin e de direita porque matou um comunista.
    …..
    E o “Socialismo de Mercado” da China?
    A China é comunista ou é liberal?
    Ou é um regime totalitário com economia de mercado?
    Ela é de esquerda ou é de direita?
    …..
    Você disse que a China é comunista, mas não tem um monte de empresários no partido comunista Chinês.
    Então a China é Nazista pela sua lógica.

    • Está fugindo do assunto

      • Essa é uma falácia frequentemente usada pelos trolls de Internet e da qual esse troll em particular é useiro e vezeiro neste mesmo blog. Trata-se da falácia do “EQUÍVOCO” definida na Wikipédia assim:

        “Usar uma afirmação com significado diferente do que seria apropriado ao contexto.
        Ex.: Os assassinos de crianças são desumanos. Portanto, os humanos não matam crianças.
        Joga-se com os significados das palavras. A palavra “humanos” possui vários sentidos, pode ser um tipo de primata (sentido biológico) ou uma boa pessoa (sentido moral), mas a falácia usa a palavra sem considerar a diferença de sentido.”

        Nessa trollagem ele coloca essa mesma falácia três vezes.

        Na primeira tenta dizer que “nem toda esquerda é marxista”, tentando neutralizar a evidência apresentada pelo Eduardo referente à afirmação peremptória de Hitler declarando-se antimarxista.
        Tenta com isso esconder que ele mesmo afirmou também ser anticomunista e antiesquerdista. Mais do que isso, os nazistas perseguiram, torturaram e mataram não apenas os comunistas, assim como os socialistas, anarquistas e os social-democratas com a mesma fúria brutal. Já não ocorreu a mesma fúria contra os capitalistas liberais. Para os nazistas nunca houve diferença entre esquerda marxista e não marxista, nem ao menos entre extrema esquerda e centro esquerda, eles perseguram a esquerda toda e alinharam-se com a direita que acabou toda aderindo ao nazismo que se apresentou à burguesia alemã como uma arma contra toda a esquerda.

        Na segunda vez o troll diz que o fato de Stalin ter mandado matar Trostki justificaria toda a perseguição nazista que exterminou a esquerda alemã. Ora, Hitler também mandou matar Ernst Röhm, líder das SA e segundo na hierarquia nazista. Nos dois casos trata-se de luta interna pelo poder atingindo pessoas e não de perseguição generalizada a uma ideologia. Essa afirmação não responde ao fato de que os nazistas promoveram uma perseguição generalizada à todas as correntes de esquerda ao mesmo tempo que se alinhavam e absorviam as outras correntes de direita, justamente por serem uma delas.

        Na terceira afirmação falaciosa diz que se existem empresários no partido comunista chinês então a China seria nazista. E ainda atribui essa conclusão ao Eduardo como se ele tivesse afirmado que a prova da posição de extrema direita do nazismo seria a presença de empresários em suas fileiras. Primeiramente Eduardo não afirmou que todo empresario ou o empresariado seriam nazistas. Disse que os nazistas alinharam-se ao empresariado (e alinharam-se justamente para combater a esquerda), portanto nem disse que os empresários eram nazistas (muitos eram, mas não todos) nem que alinhar-se aos empresários os tornava nazistas. Afirmou que o alinhamento com os empresários contra a esquerda é uma das provas do caráter direitista do nazismo. Na China os empresários surgiram como uma consequência da flexibilização do sistema. Aliás o próprio PCC definiu o conceito de “um País, dois sistemas” já indicando que o sistema comunista conviveria com o sistema capitalista na China, uma mescla que só é possível entender conhecendo-se a História e a cultura chinesas e que é bastante interessante de se analisar, pois diverge amplamente da dicotomia grosseira e boçal propalada pela nossa direita chucra, da qual a trollagem deste blog é uma expressão típica.

        • Bem interessante sua resposta, Ruy. Gostei.

        • E esse ai sempre chamando de “Troll” aqueles que pensam diferente….
          Há anos é sempre essa mesma ladainha. Muda o disco rapaz!

          Eu também acho um “troll” aquele que gosta dos irmãos Castro de Cuba, que mantém uma ditadura há mais de 50 anos…

        • Aplausos…

        • Cidadão, vc é muito “corajoso”!

          Logo quem vem falar de falácia!?

          http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-39809236

          Pra quem souber ler e tiver um pouco de interesse…

          A lógica (?) adotada aqui é: O Nazismo era contra o comunismo… LOGO SÓ PODE SER DE DIREITA!

          Classificar o Nazismo como de Direita pq ele era inimigo do comunismo é de uma imbecilidade única!

          O fato do Nazismo ser inimigo do comunismo (e era) não significa q o nazismo fosse de Direita!

          assim como classificar o Nazismo como “de Esquerda” pq ele tinha “socialista” no nome…

          Infelizmente, pros idiotas. o mundo não é binário, “preto x branco” ou “direita x esquerda”…

          Essa tática é muito (bem) usada pela esquerda (falácia pura!):

          “Nós, da esquerda, queremos um mundo melhor, o fim da fome, a paz mundial, o fim da pobreza, escolas pra todo mundo (de graça), um céu azul e sol no fim de semana!

          E quem não for de esquerda (qualquer bosta q possa existir), EVIDENTEMENTE é de direita fascista!”

          É liberal? É da direita fascista!

          É homofóbico? É da direita fascista!

          É pedófilo? É da direita fascista!

          É corrupto? É da direita fascista! (os corruptos da esquerda são chamados de “presos políticos”)

          É nazista? É da direita fascista!

          Sério q essa é a melhor argumentação de vcs?

          Fraco demais…

      • ” Era contra todos os valores da esquerda.”.eram os mesmos do nazismo. Um comunista de 1930 e um nazista tinham os mesmos valores.
        1- eugenia.
        2-eutanásia.
        3-aborto.
        4-controle de armas.
        5-estatismo.
        6-aliança com o Islã.
        7-aversão contra judeus.
        8-controle social da mídia.
        9-perseguição aos católicos.
        10-ambientalismo radical.
        11-anti tabagismo radical.
        12-divida histórica.
        (mando moura).
        ……
        http://visaopanoramica.net/2013/08/31/o-nazismo-era-mesmo-de-direita/
        “Fichte, Rodbertus, Lassalle, Werner Sombart, Johann Plenge , H. G. Wells, Friedrich Naumann e Paul Lensch são alguns dos ilustres da época que hoje são quase desconhecidos da elite intelectual de esquerda que dominam as universidades desde o início do século XX. Mas seus livros estão aí para comprovar a análise de Hayek.

        • Responda essa, Eduardo, não fuja do assunto!

          • Você muda o nome pra apoiar a si mesmo. Kkkkk

            Fique no assunto do post, pilantra

        • Parece que bateu o desespero no troll e ele resolveu despejar suas mentiras em rajadas feito uma metralhadora de asneiras. Já que não tem argumentos, tenta cooptar algum incauto que se impressione pela quantidade.

          Eu também me impressiono… com o baixo nível das asneiras e a cara de pau em insistir nas mentiras.

        • Oneide
          que paralelismo bobo, mesmo que tenha sido extraído desses nomes que você citou
          haja paciência

        • O que você quer dizer com tudo isso?
          Você quer dizer que Hitler era comunista?
          KKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!
          Você é realmente hilário!
          Você me faz lembrar uma senhora idosa que conheci, que quando eu perguntava para ela quem foi Adolf Hitler ela vociferava: Adolf Hitler? Adolf Hitler foi um comunista!!!!!!!!
          KKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!
          Eu me divertia!!!
          Mas também compreendia do porque ela afirmava tal asneira, era porque ela viveu sua mocidade na época da 2ª Grande Guerra, e aqui no Brasil se ouvia falar dos horrores praticados por Hitler, e para DESINFORMAÇÃO da população brasileira a mídia procurava atribuir isso aos comunistas/socialistas.
          Sempre estudei em escola pública e só depois de formada é que aprendi que quem derrotou Adolf Hitler, foi nada mais, nada menos que STALIN!!!
          A QUEM INTERESSA TANTA DESINFORMAÇÃO E TANTA IGNORÂNCIA?…
          Oneide você contribui para envergonhar o Brasil!

    • Pela sua lógica irracional e golpista, o Oneide é um burro xucro fingindo ser uma pessoa normal? Um sujeito que usa de reducionismo para tentar impor o seu ponto de vista não merece nenhuma credibilidade, ainda mais um sujeito que apoia lobos em pele de cordeiro. E ele sabe que apoia esses lobos.

  2. Aiai que mania de nazismo e outras baboseiras do passado. Isso já era, é coisa de retardado. Ficar acusando os outros de nazista cai naquela lei de Godwin. Coisa comum nos comentários malucos de blogues.

    olhem que video engraçado: esquerdinhas americanos adorando o discurso estatólatra do Hitler
    https://youtu.be/SsjagIu94To

    E esse aqui- realmente engraçado:
    https://youtu.be/Xv_V2gQJ0RY

    Mais um dia no país de fracassados.

    • Você ultrapassa os limites da decência quando finge não saber que quem começou a fazer acusações de nazismo foi a direita, dizendo que o nazismo foi “de esquerda”. Os grandes grupos de midia tiveram que explicar que o nazismo nunca foi de esquerda, o que chega a ser ridiculo para pessoas minimamente instruídas. Aí alguns veiculos comecaram com a besteira de que o nazismo não foi nem de esquerda, nem de direita. Surpreendentemente, o Jornal Nacional confessou que o nazismo é de extrema-direita

      • Aliás queria só complementar observando que é a própria extrema direita americana que se declara nazista e ostenta suas palavras de ordem mesmo quando escondem suas bandeiras e símbolos (cujo escancaramento no episódio de Charllotesville não foi por acaso).

        É interessante que diante de tantas provas e evidências colocadas neste post, que por sinal está muito bem escrito e fortemente fundamentado, a resposta da direita seja um “deixa para lá, não é importante”.

        A direita é assim mesmo, propala mentiras e quando desmascarada simplesmente muda de assunto, desconversa e vomita outras mentiras tentando tirar o assunto de evidência para quando a poeira baixar voltar a repetir as mentiras anteriores.

      • Você deve assumir algumas coisas de vez em quando.
        Foram os blogs do PT que começaram a chamar seus opositores de nazistas. Estes, por sua vez, defenderam-se dizendo que o nazismo é socialista.
        Ou seja, quem começou foram vocês.

        Mas não espero que você assuma isso.

        • Os que atacaram o PT aos quais me refiro sempre são nazifascistas fidedignos, se é que cabe a expressão. Você fala como os nazistas que acusam democratas de esquerda de nazistas

    • Ideais de esquerda tem base no altruísmo. E o Nazismo foi altruísta? Até o mais ignorante sabe que não. Não é preciso pensar muito para considerar o Nazismo de direita, se lembrarmos que ideais de direita são individualistas e excludentes. O Nazismo foi individualista e excludente, só que ao extremo. Se os direitistas estudassem mais ao invés de ficar xingando discordantes, evitariam de falar tanta besteira.

      • Ideais de esquerda têm base no altruísmo? É mesmo? Então Stalin foi “altruista” de primeira matando 20 milhões de compatriotas só porque estes divergiam das ideias de altruísmo dele não é? Acho conveniente as pessoas começarem a pensar antes de expôr seus pensamentos.

        • Pra vocês a esquerda se resume a Cuba e ä União Soviética. É como resumir a direita a Hitler e Pinochet. Vocês são patéticos

  3. todo mundo devia assistir esse vídeo sobre esse assunto… https://youtu.be/mE6JaQ_rJNc

  4. Segundo muitos historiadores o nazismo não pode ser considerado um movimento nem de esquerda nem de direita, muito menos de extrema direita ou extrema esquerda.
    Pelo que aconteceu não há como classificar o nazismo no atual espectro político.
    O nazismo pode ser definido como um “nacionalismo” em favor da chamada raça ariana.
    Por isso esses historiadores classificam o nazismo como uma “terceira via”.

    http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-39809236

    • Eu postei esse li k aqui. Bobagem. No vídeo do post, Hitler assume que é de direita a ataca a esquerda. Mas você vmcomenta o que não leu nem assistiu. Todos os maiores especialistas sobre o nazismo dizem que foi um movimento de extrema direita. A extrema-direita de Charlittesville se diz nazista. Vocês são uns idiotas #ProntoFalei

      • Puts, os petistas sempre se achando acima da razão…
        Aprovam ditadores como Fidel Castro, Stálin, Lênin, Mao Tsé-Tung, etc e depois vem dar porrada nos direitosos nazistas golpistas… É mole? Fala sério.

    • Caro Seboso, vosmecê não é de terceira via, vosmecê é de direita mesmo. Enquanto a tal de terceira via que citaste é mesmo de extrema-direita. Concluindo assim que o Bolsonazi é neo-nazista, é extrema-direita.

  5. Parabéns! Pior que essa molecada é tão burra que associa estatismo com esquerda, se esquecendo de que a ditadura militar foi o período mais estatizador no Brasil. Há muito que essa estupidez vinha campeando nas famigeradas redes anti-sociais. Nazismo foi, é, e sempre será EXTREMA-DIREITA!

    • Fiquei impressionado com a quantidade de material fake na internet que vende que o nazismo é de esquerda. Foram longe demais e se ferraram. Ontem, o Jornal Nacional confessou que o nazismo é de extrema-direita

      • Se o Jornal Nacional falou, então é verdade!!!

        • Não que o Jornal Nacional não minta, mas seria mais compreensível se o JN falasse que nazismo era de “esquerda”. Não é interesse do JN, jornal tipicamente de direita, proteger a esquerda. Se ela assumiu que o nazismo era de extrema-direita é porque ela teve que assumir aquilo que é correto. O JN já tem se ferrado demais com os fake news que lança e optou por não ir mais longe.

  6. Bom dia Edu!

    A história de começarem a propagar a ideia de que o nazifascismo é ideologia de esquerda foi daquele senhor lunático do Olavo de Carvalho e aí foi se espalhando pelo youtube através de youtubers “discipulos” dele como o Nando Moura (vulgo Cheirando Rola, pois não merece um pingo de respeito de tão retardado e raivoso que é!).

    O Nazifascismo foi ideologia de extrema direita sim e se usou estatização da economia foi porque o liberalismo econômico da época entrou em crise após o final da primeira guerra mundial e principalmente pela quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929!

    E se Hitler e Mussolini existissem hoje, com certeza faria política econômica neoliberal em seus regimes de exceção, como o Pinochet fez bem depois deles!

    Um abraço!!!

    • Muito bom comentário, gostaria apenas de aproveitar para colocar um ponto que julgo ser importante.

      O nazismo nunca promoveu estatização ou defendeu a estatização da economia.

      Simplesmente diante do desastre econômico provocado pelas políticas ultraliberais nos anos 20 do século passado a única solução seria o aquecimento da economia através de investimentos públicos de peso. Os nazistas usaram o Estado para aquecer a economia assim como o próprio Roosevelt fez nos EUA com o seu “New Deal”.

      Para os nazistas o Estado era uma força repressora destinado a manter os indivíduos sob controle, não havia nenhuma proposta de socialização dos meios de produção através da estatização e muito menos do planejamento centralizado da economia.

      Foi por isso que eles se alinharam ao empresariado, interessado em se apropriar do resultado econômico dos investimentos públicos realizados para combater a depressão que se seguiu à crise de 1929.

      O rearmamento do País fez parte dessa estratégia de recuperação econômica através de investimentos públicos.

  7. Perseguição racial ou religiosa é o que classifica um regime como sendo de direita?
    Então Stalin era de direita!
    Conte como eram as greves, os sindicatos e as manifestações na antiga URSS.

    Hitler e o nazismo eram totalmente contrários as ideologias de esquerda (com exceção do totalitarismo comum aos dois extremos) mas se alguém é contra a esquerda não quer dizer que seja de direita.

    Mas ele não estatizou e ainda favoreceu as grandes empresas… E o Lula fez isso também quando foi presidente aqui, logo ele é de direita?

    Mas o professor Feijó falou que é de direita… E outros professores disseram que não era, que era uma terceira via.

    Resumindo, a esquerda não tem como se livrar dos seus esqueletos no armário (Stalin, Pol Pot, Mao, Fidel, Kim, Maduro) então resolve não falar deles mas toda hora tenta empurrar o lixo para o quintal dos outros.

    • Acabou. Oces nao vao conseguir manter a mentira sobre o nazismo ser de esquerda. Sugiro que assusta o video. Hitler é quem diz que o nazismo é de direita

    • Fidel não é esqueleto.
      Ninguém da esquerda fica dizendo que Stálin era de direita.
      Esquerda em geral não é totalitária. Totalitarismo existe nos dois extremos. Aliás, a direita tupiniquim, não a extrema, sempre teve viés totalitário e sempre acusou os outros de serem totalitários.

      Não é só o professor Feijó que diz que é de direita, outros professores no planeta dizem, e são a maioria. Até o próprio Hittler disse que o nazismo é de direita.

      Vcs de direita é que não conseguem se livrar de seus esqueletos: Hittler, Bush, Trump, Reagan, Thatcher, Nixon, Pinochet, Menem, etc.

    • Stálin matou muito mais do que Hitler! Não que esse último prestasse: é da categoria de lixo humano da pior espécie. A diferença entre os dois é que Hitler escolheu um grupo étnico para exterminar que tinha (e tem) muita influência e pôde se fazer ouvir. Já os crimes de Stálin ficavam encobertos pela Cortina de Ferro. Ambos loucos. Ambos tiranos. Ambos ditadores. A diferença é que Hitler queria enriquecer a Alemanha (e efetivamente o fez) e Stálin queria apenas o poder para a elite partidária. Hitler era um nacionalista (não que isso seja virtude) enquanto Stálin era um…sei lá o que. Ambos devem estar queimando no fogo do inferno…

  8. Eduardo
    Ótima pesquisa e excelente narrativa.
    A mim, foi uma lição. Confesso; desconhecia a maioria dos
    detalhes explicitados.
    Narrativa para ninguém botar defeito. Parabens

  9. Edu, na verdade os nazistas queriam dominar o mundo em parceria com a Inglaterra, mas do jeito alemão (prussiano) pela força, intimidação, batendo de frente com os inimigos.
    Mas os Ingleses e americanos, com colaboração dos estrategistas judeus (anglosionistas) dominam o mundo há quatrocentos anos, baseando-se na esperteza, na dissimulação, fazendo com que os inimigos briguem entre si (dividir para reinar), fazendo-se inferiores muitas vezes aos concorrentes.
    Os ingleses são vencedores nas disputas sobre seus rivais nos Séculos XV, XVI, XVII desbancando Portugal, Espanha, nos século XVIII, XIX , até metade do século XX, França e Alemanha, no final do século XX e início do século XXI em andamento Rússia, China.
    De modo que os ingleses e americanos (estratégia) insinuaram aos alemães que parceria (Inglaterra/EUA-Alemanha) poderia vingar, os alemães morderam a isca.
    Havia um plano nazista de invadir a Inglaterra eles abandonam .
    Então os nazistas marcham com o maior exercito já visto (1 milhão de soldados) sobre a União Soviética (comunista), alemães (nazistas) 80% da máquina de guerra alemã e aniquilada pelos soviéticos (comunistas ) mais de 20 milhões de soviéticos mortos.
    E por que a solução final, extermínio de judeus. Os nazistas se sentiram traídos pelos Ingleses que mantiveram os judeus como seus primeiros aliados, isso era humilhante para os nazista que se consideravam iguais aos ingleses e americanos, e esses preferiram a filosofia de governança (vejam a origem dos Secretários de Estados dos EUA e os responsáveis pela política do Império da Grã-Bretanha) sionista que é vencedora por 400 anos.
    Ou seja, o sucesso das políticas anglosionistas 400 anos de domínio despertaram uma inveja doentia aos nazista que “sonhavam” com 1000 anos de domínio através do seu jeito de governar.
    Edu, a perseguição que o PT e LULA sofrem da direita entreguista latino americana, é que a política interna de distribuição de renda, valorização e defesa de nossas empresas, a politica externa independente altiva de integração e amizade não só com a Europa e EUA, mas com os países pobres da África, Ásia, América Latina, na verdade é a filosofia de governança que os anglo sionista praticam, acrescentando o carisma de Lula, cativou o mundo e enfureceu a direita invejosa brasileira. .
    Ou seja, inveja porque o governo PT , de LULA, foram respeitados justamente pelos governos dos EUA e da Europa, o que os governos subservientes anteriores a Lula e o atual mesmo se prostrando de quatro não foram capazes de serem respeitados justamente pelos países que eles mais admiram. E isso também é humilhante para nossa direita invejosa/ingênua/burra.

    • O sionismo foi aliado do nazismo, como provam documentos históricos que a grande maioria dos brasileiros desconhece. Cerca de 150 mil judeus lutaram com o exército de Hitler na II Guerra, ou por já terem assimilado a cultura alemã, ou para livrar-se da perseguição, ou por pressão dos sionistas, que, em carta de Alfred Stern a Hitler, prometem apoia-lo na guerra em troca de suporte ao futuro Israel — que segundo Stern seria um posto avançado da Alemanha nazista no Oriente Médio. Assim, não procede a informação de que nazistas e sionistas seriam inimigos. Os sionistas chegaram a enviar judeus aos campos de concentração e se recusaram a salva-los quando a chance de apresentou. Seu argumento: precisavam de sangue judeu para estabelecer Israel. Pesquiso o sionismo há 10 anos e tenho as provas do que afirmei aqui. Um abraço.

    • Baseando-se em muita esperteza e muita dissimulação. Ingleses e estadunidenses nunca foram sinceros.
      Essa é uma história que vai além da imaginação das pessoas. Aproveito para citar algumas passagens da Standard Oil e da General Motors e deixo de lado a IBM e a Ford para não ficar comprido demais.
      Retirei essas informações do documentário transmitido pela italiana RAI Educational (La Storia Siamo Noi), ”Hitler e as Indústrias Americanas” dos autores Dieter e Joachim Schroder, dirigido pelo jornalista italiano Giovanni Minoli.

      ——–

      NOVEMBRO, 1941

      Poucos dias antes dos EUA entrarem na guerra o presidente F. D. Roosvelt baixa o pau num grupo de industriais americanos: «O andamento complessivo da nossa grande produção industrial não deve ser obstaculizado pelo comportamento egoista de um grupo mesquinho de empresários tratantes preocupados unicamente em realizar lucros excepcionais. Estes mequetrefes ”não estão nem aí” e seguem os próprios negócios, indiferentes a tudo».

      Naquele mesmo ano ainda operavam 553 empresas estadunidenses na Alemanha nazista, marcas celebres como Coca-Cola, Kodak, American Express. Nenhuma delas era hostil à Hitler, ao contrário, muitas mantinham estreitissimas relações comerciais com os nazistas. Os dirigentes de quatro grandes colossos estadunidenses — GM, Standard Oil, Ford, IBM com as relativas filiais alemãs —, eram considerados amigos do Reich. Segundo historiadores, sem a grana deles Hitler não teria —absolutamente— dado inicio à Segunda Guerra Mundial.

      Nos anos Trinta e com a guerra já iniciada, alguns desses mega grupos industriais continuavam enriquecendo-se às custas da suástica. Tinham estabelecido um pacto de colaboração com Hitler. Foi o caso da Standard Oil, parte do império da criminosa familia Rockefeller, o maior gigante petrolifero USA que operava no mundo sem distinguir democracia ou feroz ditadura. Objetivo era criar o monopolio na Terra.

      Hitler considerava fundamental a completa independência industrial alemã. A autarquia. Precisava a qualquer custo do jabá sintético. Hermann Schmitz, presidente do colosso quimico alemão IG-Farben, trabalhava dia e noite no programa do carburante sintético para dominar o mercado mundial.

      Em agosto de 1936 Goring discursou em Berlin: «Sabíamos de não ter carburante e contruímos fábricas que nos fornecem carburante; sabíamos de não poder procurar borracha e construimos fábricas de borracha. Os EUA pensam de haver o monopólio mas a ciência alemã rompeu esse monopólio e hoje possuímos os meios necessários para derrotar o inimigo»; acontece que dois anos depois a Alemanha ainda importava 80% do petrolio que consumia e Goring além de ter feito uma figura de merda, expondo-se antes do tempo, subestimou um elemento fundamental: o chumbo tetraetila, um aditivo para gasolina aeronáutica; sem esse ingrediente a força aérea do Reich não saía do chão. Hitler mandara dizer que queria a Luftwaffe pronta pra anteontem. A Standard Oil era o primeiro produtor mundial de chumbo tetraetila.

      Adolf Hitler telefonou pro Hermann Goring que telefonou pro Hermann Schmitz que telefonou pro Walter C. Teagle, manager da Standard, pedindo o know how para iniciar a carissima produção do novo jabá sintético. — Negócio fechado — Mesmo assim em julho de 1938 a produção ainda era insuficiente e uma estocagem rápida colocaria o Terceiro Reich a salvo de imprevistos. A filial inglesa da Standard Oil imediatamente forneceu o material por um valor de 20 bilhões de dólares apesar dos títulos garrafais nas primeiras páginas dos jornais: WORLD AWAITS FRENCH AND BRITISH REACTIONS.

      Hitler pagou, agradeceu e invadiu a Polonia. A poucas semanas dessa invasão os ingleses fizeram entrega suplementar desse aditivo químico no valor de outros $ 15 bilhões. Hitler paga, agradece e arma o barraco na Checoslovaquia.

      Detalhe importante que interessa a opinião pública inglesa: durante a batalha da Inglaterra os primeiros raids aéreos sobre Londres foram possíveis graças a entrega suplementar pela filial inglesa da Standard Oil.

      O jabá sintético ainda era insuficiente. A Alemanha ainda dependia desesperadamente da importação do petrolio e mais uma vez procurou o amigo americano que possuia cerca da metade dos direitos das jazidas de Plesti na Romania, a fonte de petrolio mais importante para os alemães.

      O alemão Tobias Jersak, histórico da economia, faz saber que no arquivo militar de Friburgo foram arquivadas cartas e documentos que provam que os nazistas tinham urgência de receber brightstock mesmo com a guerra em curso. Somente os EUA tinham condições de fornecer esse material e os documentos atestam que forneceram na quantidade solicitada pelas autoridades nazistas. O brightstock é um derivado de petrólio muito precioso, usado também no motor dos tanques.

      Para serenizar o sono dos amigos nazistas (aflitos de pesadelos com a importação e o bloqueio naval ingles), Rockefeller dá ordens de esconder petrólio no litoral venezuelano. As petroleiras batem bandeira panamense. No Atlantico estacionam navios ingleses do bloqueio. O historiador Tobias Jersak acusa: «A marinha alemã representa um caso excepcional enquanto manteve relações diretas com os EUA e com os estados caraíbicos. Posso demonstrar a existência de acordos diretos não apenas através das faturas mas também pelas anotações nos contratos de venda. Foram concordadas e pagas somas exorbitantes. E tudo acontecia com o beneplácito do alto comando militar e politico.
      O comandante supremo da marinha militar alemã obteve um crédito de 500 mil dólares para o fornecimento do carissimo diesel que Hitler precisa para dominar o Atlantico com os submarinos. A entrega do diesel foi possível graças à intermediação de executivos da Standard Oil e sobretudo de um executivo da Texaco de origem norueguesa, amigo de confiança de Hitler, que mantinha estreitas relações com o serviço secreto alemão (que o considerava ”pro-deutsch” nos relatórios). Passando por Tenerife e outros portos espanhois o diesel do Rockefeller consegue driblar até o serviço secreto de sua majestade. Na calada da noite, navios cisterna reabastecem submarinos alemães diretamente no mar, diante da costa espanhola. Spielberg teria coragem de mostrar isso num filme?

      O Japão ataca Pearl Harbor —— a Standard Oil prossegue fornecendo combustível aos alemães enquanto o mercado interno estadunidense funciona na base do racionamento duro. Truman, sob pressão da opinião pública americana é obrigado a instituir uma comissão de inquérito e põe Thurman W. Arnold do ministério da justiça no rastro da Standard. Durante a audição no senado, Arnold acusa a Standard Oil de alta conspiração e complot reiterado ao dano dos EUA, das vítimas dos nazistas e em benefício exclusivo de Hitler. Sucessivamente, numa conferência com jornalistas sobre o assunto um bronquiado Truman usou a palavra “traição”. Mas tudo acabou em pizza porque as Cortes Supremas e Supremos Tribunais Federais existem para proteger os grandes bandidos.

      No início dos anos Trinta a Opel Blitz de Brandenburg, espinha dorsal da Wehrmacht e afiliada da General Motors, dá início à fabricação de caminhões com financiamento —direto— norte americano. Graças aos caminhões Opel Blitz e sobretudo ao manager James D. Mooney, vice-presidente da GM alemã, Hitler entra triunfalmente em Viena. A Opel, com financiamento —direto— norte americano, converte parte da sua produção na construção da fuselagem e do motor do mais aterrorizante bombardeiro de Hitler, o Junker 88. Fora Mooney que viabilizara o acordo direto entre a Opel (GM) e a Luftwaffe. Por isso foi condecorado pessoalmente por Hitler com o título honorífico de Gran (nosso) Filho da Puta, Pérfido, Mestre da Malvadeza e Cavaleiro da Ordem do Passaralho. O vice-presidente da GM, James D. Mooney, que residia em Berlin agora estava vaidosamente entre iguais. Ainda em 1941 a GM recusara uma oferta de venda da Opel justificando sua total identificação com a sorte da Alemanha. Esse embaraçante comportamento na verdade fora motivado pela avidez: não ter que pagar imposto nos EUA pelo dinheiro da venda.

      A guerra terminou. Eleanor Roosvelt ficou sabendo da bandalheira dos magnatas de casa. Todos eram ao completo serviço dos nazistas. Honrando o finado marido, escreveu indignada no New York Times: «certas maracutuais e mutretas são lesivas do nosso patriotismo e do nosso senso ético». Imaginem a nossa Primeira Dama, recatada e do lar, tuitando isso.

      Os gangsters tomaram o controle definitivo da Casa Branca no governo Truman e estão lá até hoje.

      A política do governo dos EUA é “o que nos faz excepcionais.” —  disse Obama aos estadunidenses exatamente o que Hitler dissera aos alemães.  —  Os russos que, mais que qualquer outro povo, enfrentaram o furor massivo da máquina de guerra alemã, sabem o quão perigoso é encorajar as pessoas a verem-se, elas mesmas, como excepcionais, acima da lei, acima das Convenções de Genebra, acima do Conselho de Segurança da ONU, acima de qualquer interesse humano pelo próximo.
      Putin lembrou Obama de que “Deus nos criou iguais.” Mas poderia ter dito que Obama acerta quando diz que a política do governo dos EUA é o que torna os EUA excepcionais: são o único país do planeta que atacou oito países em doze anos para assassinar e roubar milhões de muçulmanos, tudo a partir de mentiras. «Mas esse não é excepcionalismo do qual alguém se possa orgulhar.» (Paul Craig Roberts, ex secretario do Tesouro do governo do Ronald Reagan, comentarista do Wall Sreet Journal, http://goo.gl/BXGlMb

      ———-

      Um pouco sobre o Nelson Rockfeller no Brasil, em 1945:

      Disse Vargas: «Uma economia equilibrada não comporta mais o monopólio do conforto e dos benefícios da civilização por classes privilegiadas». Rockefeller desaprovou.

      Vargas foi destituído e o interino Zé Linhares tomou posse com ordens de revogar imediatamente a Lei antitruste, a Lei Malaia (que criara a Comissão de Defesa Economica com poderes para expropriar qualquer organização cujos negócios lesassem o interesse nacional).

      Feito isso, a burguesia entreguista e lacaia (PSD e UDN) elege o general Eurico Gaspar Dutra com ordens de aterrorizar o PTB e o PCB (as verdadeiras tendências do pensamento brasileiro em busca de justiça e equilibrio) e de sintonizar-se com Washington.
      Dutra tinha como assessores dois jagunços do Rockefeller, Herbert Hoover e Arthur Curtice. A Assembleia Constituinte instalada em 1946 elaborou a nova Carta Magna com o Rockefeller controlando tudo e todos. Paul Howard Schoppel, também da Standard Oil, chegou ao Brasil com ordens de modificar do que dispunha a Carta sobre a exploração do Petróleo.
      Dutra acionou o dispositivo policial militar pra manter o povo fora dos debates. Uma concentração promovida pelos comunistas, no Rio no dia 23 de maio, terminou sob rajadas de metralhadoras. Mortos e feridos espalhados pelo Largo da Carioca, tomaram uma lição de democracia representativa. O artigo 153 da Carta foi modificado a favor da Standard Oil e Paul Howard Schoppel despediu-se com a Comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul no bolso do paletó.

      Nelson Rockefeller continuou promovendo a campanha para obter a exploração do petróleo brasileiro. Dez anos depois uma CPI da Câmara dos Deputados comprovaria que “O Estado de São Paulo”, “O Globo” e o “Correio da Manhã” foram bem remunerados para moverem campanhas contra a nacionalização do petróleo: nos momentos cruciais do país estes jornais estavam da parte da traição aos interesses nacionais, contra Getúlio, contra a Petrobrás, contra JK, contra Jango, apoiando o golpe de 1964, apoiando Collor, apoiando FHC e a destruição do nosso patrimônio, contra Lula, contra Dilma e contra o povo.

      EXTRA: Ludlow, Colorado, 1914. Os trabalhadores do patriarca John D. Rockefeller (que possuia uma milicia privada bem armada) entraram em greve por melhor salário e condições de vida. Rockefeller mandou acabar com a grve: autorizou atirar nos grevistas pra matar. Morreram 66 adultos e 13 crianças. Como nos filmes de mafia onde o boss faz doações às universidades e instituições de beneficiência e passa a ser considerado homem respeitável, John D. Rockefeller virou filantropo criando uma Fundação com seu nome para compensar a chacina.
      ——-

      «O Brasil será livre, coronel, amanhã ou depois, pelas massas, pelos antifascistas.» —Gregorio Bezerra 

  10. No Brasil da Casa Grande e Senzala, a miséria intelectual campeia. Os fascistoides estão crescendo exponencialmente. O mau-caratismo também.Devem ser enfrentados.

  11. Caro Edu,
    Considero relevante a discussão e há muito material a ser explorado. De fato, nem todo esquerdista é marxista, mas o anti-marxismo é uma característica tipicamente de direita.
    No mais, devemos destacar que a esquerda alemã, notadamente os partidos comunista e social-democrata, foram os únicos que se opuseram a Hitler desde o primeiro minuto. A direita liberal tentava se reconstruir após o crack de 1929, abrindo espaço para a extrema-direita.
    Se partirmos da lógica do MBL, a segunda guerra mundial se deu entre três blocos de esquerda: nazismo, comunismo soviético e o capitalismo social-democrata pós crise de 1929. Obviamente, isso não faz o menor sentido. Mas é importante para ilustrar o despautério e a fonte mentiras que é a direita brasileira, incorporada em figuras como Lobão, Olavo de Carvalho, Roger, Bolsonaro, Alexandre Frota, Kim Kataguiri e outros canalhas.
    Grande abraço, companheiro

  12. Alguns trechos traduzidos do livro de Hitler “Mein Kampf” sobre o comunismo,e em certo ponto ele fala do uso da cor vermelha nas bandeiras nazistas com intuito de atrair incautos da esquerda.

    Página 22: “Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo”

    Página 43: “Só o conhecimento dos judeus ofereceu-me a chave para a compreensão dos propósitos íntimos e, por isso, reais da social-democracia. Quem conhece este povo vê cair-se-lhe dos olhos o véu que impedia descobrir as concepções falsas sobre a finalidade e o sentido deste partido e, do nevoeiro do palavreado de sua propaganda, de dentes arreganhados, vê aparecer a caricatura do marxismo”

    Página 51: No pequeno círculo em que agia, esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo e pensava atingir esse objetivo, mas o contrário é o que acontecia sempre.”

    Página 53:”A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da terra.

    Se o judeu, com o auxílio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana e, então, o planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter.”

    Página 63: “A democracia do ocidente é a precursora do marxismo, que sem ela seria inconcebível. Ela oferece um terreno propício, no qual consegue desenvolver-se a epidemia. Na sua expressão externa – o parlamentarismo – apareceu como um monstrengo de “lama e de fogo”, no qual, a pesar meu, o fogo parece ter-se consumido depressa demais. ”

    Página 116: “Pela segunda vez na minha vida, analisei profundamente essa doutrina de destruição [o marxismo] – desta vez, porém, não mais guiado pelas impressões e efeitos do meu ambiente diário, e sim dirigido pela observação dos acontecimentos gerais da vida política. […]

    Comecei a considerar, pela primeira vez, que tentativa deveria ser feita para dominar aquela pestilência mundial. Estudei os móveis, as lutas e os sucessos da legislação especial de Bismarck. Gradualmente o meu estudo me forneceu princípios graníticos para as minhas próprias convicções – tanto que desde então nunca pensei em mudar minhas opiniões pessoais sobre o caso. Fiz também estudo profundo das ligações do marxismo com o judaísmo.

    Página 116: “No meu íntimo eu estava descontente com a política externa da Alemanha, o que revelava ao meu pequeno círculo de meus conhecidos, bem como a maneira extremamente leviana, como me parecia, de tratar-se o problema mais importante que havia na Alemanha daquela época – o marxismo. Realmente, eu não podia compreender como se vacilava cegamente ante um perigo cujos efeitos – tendo-se em vista a intenção do marxismo – tinham de ser um dia terríveis.

    Página 116: “Nos anos de 1913 e 1914 manifestei a opinião, em vários círculos, que, em parte, hoje estão filiados ao movimento nacional-socialista, de que o problema futuro da nação alemã devia ser o aniquilamento do marxismo”

    Página 127: “O marxismo, cuja finalidade última é, e será sempre, a destruição de todas as nacionalidades não judaicas, teve de verificar, com espanto, que nos dias de julho de 1914, os trabalhadores alemães, já por eles conquistados, despertaram e cada dia com mais ardor, se apresentavam ao serviço da pátria.’

    […]

    Tinha chegado agora o momento oportuno de proceder contra a traiçoeira camarilha de envenenadores do povo. Dever-se-ia ter agido sumariamente, sem considerações para com as lamentações que provavelmente se desencadeariam. Em agosto de 1914 tinham desaparecido, como por encanto, as idéias ocas de solidariedade internacional e, no lugar delas, já poucas semanas depois, choviam, sobre os capacetes das colunas em marcha, as bênçãos fraternais de bombas americanas. Teria sido dever de um governo cuidadoso exterminar sem piedade os destruidores do nacionalismo, uma vez que os operários alemães se tinham integrado de novo a Pátria.

    “Que se deveria fazer? Por os dirigentes do movimento nos cárceres, processá-los e deles livrar a nação. Ter-se-ia de empregar com a máxima energia todos os meios de ação militar, a fim de destruir essa praga. Os partidos teriam de ser dissolvidos, o Reichstag teria de ser chamado à razão pela força convincente das baionetas.”

    Página 160: “Foi assim que os dogmas de Gottfried Feder me incitaram a me ocupar de maneira decidida com esses assuntos que eu pouco conhecia. Comecei a aprender e compreender, só agora, o sentido e a finalidade da obra do judeu Karl Marx. Só agora compreendi bem seu livro – “O Capital’ – assim como a luta da social-democracia contra a economia nacional, luta essa que tem em mira preparar o terreno para o domínio da verdadeira alta finança internacional.”

    Página 176: “Antes da guerra, a internacionalização dos negócios alemães já estava em andamento, sob o disfarce das sociedades por ações. É verdade que uma parte da indústria alemã fez uma decidida tentativa para evitar o perigo, mas, por fim, foi vencida por uma investida combinada do capitalismo ambicioso, auxiliado pelos seus aliados do movimento marxista.”

    Página 181: “Não precisamos dizer nada sobre os mentirosos jornais marxistas. Para eles o mentir é tão necessário como para os gatos miar. Seu único objetivo é quebrar as forças de resistência da nação, preparando-a para a escravidão do capitalismo internacional e dos seus senhores os judeus”

    Página 192: O bolchevismo da arte é a única forma cultural possível da exteriorização do marxismo.

    Quando essa coisa estranha aparece, a arte dos Estados bolchevizados só pode contar com produtos doentios de loucos ou degenerados, que desde o século passado, conhecemos sob forma de dadaísmo e cubismo, como arte oficialmente reconhecida e admirada.”

    Página 236: “O processo aí emprego pelo judeu é o seguinte: aproxima-se do trabalhador, finge compaixão pela sua sorte ou mesmo revolta contra seu destino de miséria e indigência, tudo isso unicamente para angariar confiança. Esforça-se por examinar cada privação real ou imaginária na vida dos operários, despertando o desejo ardente de modificar a sua situação. A aspiração à justiça social, latente em cada ariano, é por ele levada de um modo infinitamente hábil, ao ódio contra os privilégios da sorte; a essa campanha pela debelação de pragas sociais imprime um caráter de universalismo bem definido. Está fundada a doutrina marxista.

    […]

    É que, sob esse disfarce de idéias puramente sociais, escondem-se intenções francamente diabólicas. Elas são externadas ao público com uma clareza demasiado petulante. A tal doutrina representa uma mistura de razão e loucura, mas tal forma que só a loucura e nunca o lado razoável consegue se converter em realidade. Pelo desprezo categórico da personalidade, por conseguinte de toda a civilização humana, que depende justamente desses fatores. Eis a verdadeira essência da teoria marxista, se é que pode se dar a esse aborto de um cérebro criminoso a denominação de “doutrina’. ”

    Página 237: “De acordo com as finalidades da luta judaica, que não consistem unicamente na conquista econômica do mundo, mas também na dominação política, o judeu divide a organização do combate marxista em duas partes, que parecem separadas mas, em verdade, constituem um único bloco: o movimento dos políticos e dos sindicatos.”

    Página 243: “Mesmo as eleições de representantes ao “Reichstag” anunciavam, com o seu acréscimo patente de votos marxistas, o desmoronamento interno cada vez mais próximo e a todos manifesto. Todos os sucessos dos denominados partidos políticos não tinham mais valor, não só por não poderem fazer parar a ascensão da onda marxista, mesmo nas chamadas vitórias eleitorais burguesas, como também pelo fato de já trazerem dentro de si os fermentos da decomposição. Inconscientemente, o mundo burguês já se achava contaminado pelo veneno mortal do marxismo”.

    Página 287: “E se uma parte do marxismo, por vezes, tenta, com muita prudência, aparentar indissolúvel união com os princípios democráticos, convém não esquecer, que esses senhores, nas horas críticas, não deram a menor importância a uma decisão por maioria, à maneira democrática ocidental. Isso foi quando os parlamentares burgueses viam a segurança do Reich garantida pela monumental parvoíce de uma grande maioria, enquanto o marxismo com uma multidão de vagabundos, desertores, pulhas partidários e literatos judeus, em pouco tempo, arrebatava o poder para si, aplicando, assim, ruidosa bofetada à democracia. Por isso, só ao espírito crédulo dos magros parlamentares da burguesia democrática cabe supor que, agora ou no futuro, os interessados pela universal peste marxistíca e seus defensores possam ser banidos com as fórmulas de exorcismo do parlamentarismo ocidental”.

    Página 288: “Mas, numa época em que uma parte, aparelhada com todas as armas de uma nova doutrina [o marxismo], embora mil vezes criminosa, se prepara para o ataque a uma ordem existente, a outra parte só pode resistir-lhe sempre se adotar fórmulas de uma nova fé política; em nosso caso, se trocar a senha de uma defesa fraca e covarde pelo grito de guerra de um ataque animoso e brutal.”

    Página 291: “À nossa concepção política usual repousa geralmente sobre a idéia de que ao Estado, em si, se pode atribuir força criadora e cultural, mas que ele nada tem a ver com a questão racial; e que ele é, antes de mais nada, um produto das necessidades econômicas ou, no melhor dos casos, o resultante natural da competição política pelo poder. Essa concepção fundamental, em seu lógico e consequente desenvolvimento progressivo, leva não só ao desconhecimento das forças primordiais da raça como à desvalorização do indivíduo. Porque a negação da diferença entre as raças viria a ser o fundamento de um semelhante modo de ver a relação aos povos e depois em relação aos homens individualmente. A aceitação da identidade das raças viria a ser o fundamento de um semelhante modo de ver em relação aos povos e depois em relação aos homens individualmente. Por isso, o marxismo internacional é simplesmente a versão aceita pelo judeu Karl Marx de idéias e conceitos já há muito existentes de fato sob a forma de aceitação de uma determinada fé política. Sem o alicerce de uma semelhante intoxicação geral já existente, jamais teria sido possível o espantoso êxito político dessa doutrina. Entre os milhões de indivíduos de um mundo que lentamente se corrompia, Karl Marx foi, de fato, um que reconheceu com o olho seguro de um profeta, a verdadeira substância tóxica e a apanhou para, como um feiticeiro, com ela aniquilar rapidamente a vida das nações livres da terra. Tudo isso, porém, a serviço de sua raça.

    Página 291: “O mundo burguês é marxistísco, mas acredita na possibilidade de domínio de determinado grupo de homens (burguesia), ao passo que o marxismo procura calculadamente entregar o mundo às mãos dos judeus”.

    Página 335: ” Se o programa social do novo movimento consistisse em suprimir a personalidade e por em seu lugar a autoridade das massas, o Nacional-Socialismo já ao nascer, estaria contaminado pelo veneno do marxismo, como é o caso dos partidos burgueses.”

    Página 342: “O que nossa burguesia sempre olhou com indiferença, isto é, a verdade segundo a qual ao marxismo só se ligam as classes iletradas era, na realidade, a condição sine qua non para o êxito do mesmo. Enquanto os partidos burgueses, na sua intelectualidade superficial, nada mais representavam do que um bando incapaz e indisciplinado, o marxismo, com um material humano intelectualmente inferior, formou um exército de soldados partidários que obedeciam tão cegamente aos seus dirigentes judeus como outrora aos seus oficiais alemães.”

    Página 353: “A força que deu ao marxismo sua espantosa influência sobre as massas não foi a obra intelectual preparada pelos judeus, mas sim a formidável propaganda oral que inundou a nação, acabando pela dominação das camadas populares. De cem mil proletários alemães não se tiram talvez cem que conheçam a obra de Marx, que era estudada, mil vezes mais, pelos intelectuais, especialmente os judeus, do que por genuínos adeptos do movimento nas classes inferiores.

    Esse livro não foi escrito para o povo, mas exclusivamente para os líderes intelectuais da máquina que os judeus montaram para a conquista do mundo. ”

    Página 361: Só a cor vermelha de nossos cartazes fazia com que afluíssem às nossas salas de reunião. A burguesia mostrava-se horrorizada por nós termos também recorrido à cor vermelha dos bolchevistas, suspeitando, atrás disso, alguma atitude ambígua. Os espíritos nacionalistas da Alemanha cochichavam uns aos outros a mesma suspeita, de que, no fundo, não éramos senão uma espécie de marxistas, talvez simplesmente mascarados marxistas ou melhor, socialistas. A diferença entre marxismo e socialismo até hoje não entrou nessas cabeças. Especialmente, quando se descobriu que, nas nossas assembleias tínhamos por princípio não usar os termos ‘Senhores e Senhoras’, mas ‘Companheiros e Companheiras’, só considerando entre nós o coleguismo de partido, o fantasma marxista surgiu claramente diante de muitos adversários nossos. Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade.

    A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a Esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente.”

    Página 368-369: “É a essa idéia que a bandeira preta, branca e vermelha, do antigo Reich, deve a sua ressurreição como emblema dos partidos nacionais-burgueses.

    É evidente que o símbolo de uma crise que podia ser vencida pelo marxismo, em circunstâncias pouco honrosas, pouco se presta a servir de emblema sob o qual esse mesmo marxismo tem que ser novamente aniquilado. Por mais santas e caras que possam ser essas antigas e belíssimas cores aos olhos de todo alemão bem intencionado, que tenha combatido na Guerra e assistido ao sacrifício de tantos compatriotas, debaixo dessas cores, não pode essa bandeira simbolizar uma luta no futuro.”

    Página 384-385: “Ninguém deve esquecer que tudo que há de verdadeiramente grande neste mundo não foi jamais alcançado pelas lutas de ligas, mas representa o triunfo de um vencedor único. O êxito de coalizões já traz na sua origem o germe da corrupção futura. Na realidade só se concebem grandes revoluções suscetíveis de causar verdadeiras mutações de ordem espiritual, quando arrebentam sob a forma de combates titânicos de elementos isolados, nunca porém, como empreendimentos de combinação de grupos.”

    Página 446: “Não o sindicato em si é que é “lutador de classe’, mas o marxismo é que o fez dele um instrumento para a luta de classes. Ele criou as armas econômicas dos Estados nacionais livres, independentes, para aniquilamento da sua indústria nacional e do seu comércio nacional e por consequência para a escravização de povos livres ao serviço do judaísmo financeiro universal super-estatal.”

    Página 449: “Quem […] tivesse realmente arruinado sindicatos marxistas a fim de, em lugar dessa instituição da luta de classes aniquiladora, colocar a idéia do sindicato nacional-socialista e contribuir para a sua vitória, esse pertence ao número dos verdadeiros grandes homens de nosso povo e seu busto deverá, um dia, ser dedicado à posteridade, no Walhalla de Regensburg”.

    Página 450: Utilidade real para o movimento [sindical], como para nosso povo em geral […] só pode surgir de um movimento sindical nacional-socialista, se esse já estiver tão fortemente embebido das nossas idéias nacional-socialistas que ele não corra mais perigo de seguir as pegadas marxistas. Pois um sindicato nacional-socialista, que visse como sua missão apenas a concorrência aos marxistas, seria pior que nenhum. Ele tem de declarar a sua luta ao sindicato marxista, não apenas como organização, mas antes de tudo, como idéia. Ele deve encontrar nele o pregoeiro da luta de classes e da idéia de luta de classes e deve se tornar, em lugar deles, o guardião dos interesses profissionais dos cidadãos alemães.

    Página 488: “Uma aliança, cujo o objetivo não compreenda a hipótese de uma guerra, não tem sentido nem valor. Alianças só fazem para luta. Embora, no momento de ser realizado um tratado de aliança, esteja muito afastada a idéia de guerra, a probabilidade de uma complicação bélica é, não obstante, a verdadeira causa.

    • Nunca li o livro , mas fica claro que ele aponta no socialismo o que, na verdade, eram ideias e atitudes dele.
      E até hoje a linha de raciocínio permanece.

  13. Calma aí que eu não entendi: não é de direita, mas é de extrema direita? WTF?

  14. No fundo eles alimentam essa polêmica idiota para demonizar o estado como interventor na sociedade. É fato que o estado nazista era forte, mas não para implantar distribuição de renda, que é o que define o socialismo. Aboliu os sindicatos e cartelizou a economia, como está explicado no vídeo do Edu. Não houve estatização de indústrias de base como na URSS.
    É muito ridículo, mas essa é a direita no Brasil, país onde o partido da mulher brasileira só tem um representante no congresso, um homem.

  15. Caro Eduardo
    A direita é especialista na mentira. Vivem dela. Mentem tanto, que a mentira se tornou a verdade para eles.
    Os nazistas são de ultra direita.
    Sem chance de diálogos. Nem entre eles, eles conseguem manter dialogo.
    Saudações

  16. OUTRA EXCELENTE MATÉRIA SOBRE O ASSUNTO EM COMPLEMENTO A MATÉRIA DO EDU
    “Grinberg, iceberg… tudo a mesma m…!!!”.

    EUGÊNIO ARAGÃO dá uma “traulitada” na indigência intelectual de um tal de AIRTON BENEDITO, procurador da república em Goiás.

    Sobre a ignorância do ódio tacanho-fascista

    Por EUGÊNIO ARAGÃO

    Conta-se numa anedota que um oriental, ao embarcar num avião, pediu licença a um passageiro sentado na poltrona do corredor, para sentar-se a seu lado. O homem do corredor levantou-se com mau humor e deixou o oriental passar. Quando ambos estavam sentados, o sujeito de maus bofes resmungou… “odeio japoneses”, no que o oriental cutucou: “mas por que?”. E continuou o do corredor: “porque vocês destruíram uma esquadra americana em Pearl Harbor!”. O oriental então disse: “mas eu não sou japonês! Sou coreano!”. E o mal humorado retrucou: “japonês, coreano… tudo a mesma m…!”. O oriental olhou de soslaio para o cartão de embarque que seu vizinho bronqueado segurava na mão e leu parte de seu sobrenome: “-berg”. E então disse: “também odeio vocês!”. E o vizinho perguntou com ar debochado: “mas por que?”. E o oriental saiu-se com essa: “vocês afundaram o Titanic!”. O sujeito do corredor caiu na gargalhada e, apontando para seu cartão de embarque, disse: “Seu ignorante! Meu nome é Grinberg, não sou nenhum iceberg!”. O oriental não se fez de rogado e disparou: “Grinberg, iceberg… tudo a mesma m…!!!”.

    Essa piada vem a propósito da parvoíce do Sr. Ailton Benedito, procurador da república em Goiás, que, repetindo bordão ignorante da ultradireita tupiniquim nas redes virtuais, quis lembrar que nacional-socialistas se autodenominavam “socialistas”. Sugeriu, com isso, que as atrocidades do NSDAP poderiam ser colocadas à conta da esquerda. Confundiu “Grinberg” com “iceberg” ou coreano com japonês. Se o Sr. Ailton lesse um pouquinho de história – e estou aqui falando apenas dos clássicos sobre o Terceiro Reich, como Joachim Fest, Jan Kershaw, Richard J. Evans e até, quiçá, a autobiografia de Albert Speer – ficaria enrubescido com a tolice que disse.

    O nazismo, assim como o fascismo, não é propriamente uma ideologia, mas muito mais uma prática política de ódio alimentado por sopinhas de letras, bobagens que só impressionam quem está fora de si de desespero, à procura de um culpado por sua miséria. É que essa turma sabe fazer: mobilizar a bronca com discurso populista, para dar aos perdedores a sensação de unidade, de pertinência a um grupo, seja social, seja étnico, seja religioso. Colocam-nos na condição de vítimas de uma injustiça, em que suas qualidades superiores são ignoradas em benefício de um grupo de aproveitadores de menor valor. Com esse nivelamento dinâmico, fascistas e nazistas controlam as massas enfurecidas para seu projeto de poder.

    O partido de Adolf Hitler surgiu de uma agremiação bávara obscura chamada inicialmente “Deutsche Arbeiterpartei” (DAP), Partido Alemão dos Trabalhadores. Reunia-se num galpão, juntando desempregados e subempregados, revoltados com a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial. Grande parte de seus membros eram militantes dos Freikorps, ex-soldados que se viram traídos pelos movimentos de esquerda sindical que, com greves, teriam inviabilizado a vitória, que para esses perdedores sociais era certa na frente de batalha. Alimentavam-se, como o Sr. Ailton Benedito, do mais tosco ódio a socialistas e comunistas, acusando-os de terem dado uma “facada nas costas” dos patriotas. Essa versão da derrota pela traição na frente doméstica ficou conhecida como a “Dolchstoß-Legende”, ou a lenda da facada.

    Ocorre que, ao longo dos anos, com o intenso trabalho de recrutamento de apoiadores nas ruas entre desempregados e desamparados da miséria social dos anos vinte e trinta do século passado, liderado pessoalmente por Adolf Hitler, o partido, principalmente sua tendência mais rasteira e violenta, com a “Sturmabteilung” (SA) à frente, achou por bem adicionar a expressão “nacional-socialista” ao nome da agremiação. Passou a chamar-se então “Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei” (Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores – ou dos Trabalhadores Alemães) – NSDAP. O objetivo dessa mudança não era em absoluto sinal de simpatia ao marxismo ou à social-democracia, como a tosquice de certa direita ignorante tupiniquim pretende, mas o esforço de competir com os partidos de esquerda na conquista da simpatia dos desafortunados da sociedade no abismo. Em outras palavras, o uso da expressão “socialismo” não passava de um estratagema de propaganda enganosa.

    Com a consolidação do poder nazista depois de 30 de janeiro de 1933, a SA, sob o comando de Ernst Röhm, a parte mais barulhenta do partido, composta precisamente por perdedores sociais, começou a mostrar insatisfação com alianças que a cúpula do NSDAP passou a fazer com a nata da burguesia industrial, em detrimento de seus ideais originais, e passou a insistir em mais ênfase no “socialista” naquilo que chamavam de “doutrina” do nacional-socialismo. O resultado foi a “noite das facas longas” (Nacht der langen Messer), episódio ocorrido na noite do 30 de junho para 1° de julho de 1934, quando a SS (“Schutzstaffel” ou comando de segurança) guarda pretoriana de Hitler, com o próprio a sua frente, assassinou todo o comando da SA, Ernst Röhm incluído entre as vítimas. Mas nem por isso a expressão “nacional-socialista” foi retirada do nome do partido.

    Logo, Sr. Ailton Benedito, antes de falar asneiras e difundi-las pela internet, se instrua um pouco. Pega mal tanta ignorância confiante. Não pense que no Brasil só tem cego e que seu estrabismo intelectual o torna rei. O Sr. não passa de um burocratazinho pretensioso, mal instruído e cheio de bronca para dar. O Brasil – e o MPF em especial – merece coisa melhor.

  17. Quando que vai condenar ( ou não) o “ovo” que jogaram no Bolsonaro.
    https://www.youtube.com/watch?v=4ZiRAOqJqLQ

    • É fácil saber a resposta dele:
      – Bolsonaro é um fascista que passou a vida toda xingando, desonrando, mal-dizendo, as minorias. Foi desde sempre um disseminador do ódio. É então normal e compreensível que pessoas que se sentem atingidas por ele, protestem pacificamente atirando ovo povo. Pois ovo não fere nem mata.

  18. Eu sempre entendi que Hitler era de esquerda, pois o partido dele tem o nome “Socialismo” no meio. Mas tudo bem, digamos que ele é um socialista de extrema-direita.
    E quanto à Stalin, Pol Pot, Mao, Fidel, Kim Pai, Kim Filho, Kim Net, Maduro, vai dizer que esses também não são socialistas de esquerda??

    • “Socialista de extrema-direita”? Você tem ideia da barbaridade que disse?

      • Fui irônico para demonstrar que não adianta relativizar ditadura mostrando a orientação ideológica do ditador.
        Ditador é ditador. Não importa se Stalin, Maduro, Pinochet e Hitler eram dessa ou daquela vertente ideológica. Eles mataram, prenderam oposicionistas e escravizaram o próprio povo.
        Ditadura é ditadura, ponto!

        • Ninguém tem o direito de atribuir aos socialistas, sejam os extremistas ou não, aos horrores da 2ª Grande Guerra Mundial.

          Que fique bem claro que toda a organização nazista era de extrema direita, e combateu toda a esquerda seja de extremo ou não.

        • Tire o nome do Maduro do seu comentario.

  19. ♫ Ai! Vampará com esta bronha, porque já encheu o saco. Nós conhecemos a história e sabemos o que é humano ou não. De resto, não adianta nada tentar dialogar com os trogloditas de direita; tudo que eles sabem fazer é berrar “Tasca! Tasca!”, “Bota fogo!” (hum, lembrei-me de alguém…). Toda tentativa de diálogo é inútil.

    • Caro Jimmy
      Penso a mesma coisa: “Toda tentativa de diálogo é inútil.” Depois do golpe, se já mantinha, agora mantenho ainda mais distância, desses nazifascistas.
      Saudações

  20. Edu, eu sei que você provavelmente nem vai publicar minha pergunta, mas vamos lá:
    Maduro, que foi eleito pela maioria do povo, ao se defrontar com um parlamento, também eleito pelo povo, só que de maioria oposicionista, decidiu criar uma outro parlamento pra chamar de seu, colocar nele seus correligionários, mulher, filho, e agora esse parlamento tirou os poderes do oposicionista, ou seja fechou o parlamento oposicionista. E, claro, o STF madurista permitiu.
    O que você acha disso?

    Nem precisa responder. Responderei por você:
    A questão mais complicada do que a imprensa mostra. A direita Venezuelana iria tomar o poder caso Maduro deixasse barato. Essa direita antidemocraticamente sempre tentou chegar ao poder através de um golpe, como o ocorrido no Brasil e no Paraguai. Mas a Venezuela tem Maduro, mesmo não sendo tão carismático quanto Chaves, foi forte para fazer o que era necessário para que a Venezuela não caísse na mão da direita.
    E todo mundo sabe que caso a direita assumisse o poder ela acabaria com a democracia e a economia na Venezuela!!!

    Acabaria com a democracia e a economia na Venezuela!!??? Não! Pera!

  21. leio os comentários dos direitistas aqui…e chego a conclusão de que nunca leram um livro de história…com 13, 14 anos eu lia livros sobre a segunda guerra, pegava na biblioteca pública, todos os livros que li, fazem essa separação de nazismo e comunismo bem claro..é só ler!!!!!!

  22. Hitler elogiou Karl Marx e sua ideologia marxista, Stalin e Hitler juntos fizeram um pacto de não se atacarem, os dois também participaram de guerras juntos, https://youtu.be/qsHTiR5Tbx8
    Assistam mais em um conteúdo não manipulado, o pessoal assiste essa merda que a mídia vomita e acha que está certo kkk idiotas

  23. Eduguim,

    Adorei esta matéria, jornalismo é isso mesmo, você afirma uma coisa e mostra aquilo que afirmou!
    Não tem o que discutir, depois de assistir um discurso de Hitler vociferando ódio aos marxistas e aos bolcheviques.
    Parabéns pela matéria e pelo vídeo publicado no Youtube, no canal Blog da Cidadania.

  24. Recomendo a todos a seguinte palestra do Economista Dr. Richard Wolf sobre as origens no socialismo.

    Parte 1:
    https://www.youtube.com/watch?v=ysZC0JOYYWw&t=1524s

    Parte 2:
    https://www.youtube.com/watch?v=HMUuw_K-ky0&t=3s

  25. A mídia corporativa evita associar a palavra “nazista” aos fascistas de Charlottesville para que a óbvia comparação destes com os “coxinhas” das passeatas do “Fora Dilma” não fique ainda mais evidente. Em ambos os casos, são brancos de classe média que não querem ter os seus privilégios ameaçados pelos negros, gays e outras minorias. O sul dos EUA tem características sociais e econõmicas parecidas com o Brasil. Têm índices sociais parecidos com o Nordeste brasileiro pelo fato de tudo o que é local em sua sociedade ter sido moldado pelo escravagismo. Por isso, este verdadeiro “cinturão de pobreza” de locais como Kansas, Oklahoma e Louisiana detesta o Nordeste estadunidense, riquíssimo, desenvolvimento e muito mais includente do que o Sul pela rejeição ao escravagismo. No Brasil, apenas superaremos a exclusão social quando a herança escravagista for riscada da sociedade brasileira. E tal fato será conseqüência direta da educação integral desde a mais tenra idade para cada brasileiro. Sem isso, a exclusão, o racismo e o direito de todos como privilégios de poucos continuará sendo caracaterística do Brasil.

  26. Trabalho de Mestre ! Um blog realmente comprometido com o dialogo e a boa prática da ética jornalistica. Parabéns Eduardo.

  27. Toda e qualquer forma de nazismo é de EXTREMA IGNORÂNCIA! Isso sim !!!

  28. Segundo a doutrina nazista, o marxismo e a social democracia eram dois movimentos mentirosos, criados por judeus para dar uma falsa impressão de luta contra o capitalismo e a favor do proletariado. A intenção, contudo, era a mesma dos judeus burgueses: subordinar o mundo ao grande capital internacional judaico.
    Portanto o nazismo era sim de esquerda, ele apenas era contra esses movimentos por não acreditar na legitimidade deles, criando assim um partido que representasse realmente a verdadeira esquerda alemã, ou seja, o nacional socialismo alemão.
    A prova disso, conforme a explicação dada em Mein Kampf, livro escrito pelo próprio Hitler, era justamente o fato de que as lideranças desses movimentos todos tinham raízes judaicas. Karl Marx, aliás, era de família judia, o que só reforçava o mito criado por Hitler.

    • Exatamente Jéferson, Hitler era de extrema esquerda, mas por acreditar que os movimentos de esquerda da época estavam “contaminados” pelos judeus, então ele criou seu próprio movimento baseado principalmente no antissemitismo porque ele acreditava que os judeus tinham um plano maquiavélico de dominação mundial, ou pelo menos era esse o motivo alegado por ele para fomentar o ódio entre as raças e controlar o povo a partir daí.
      A esquerda de hoje em dia tenta esconder isso de todas as formas para evitar comparações, pois até hoje essa técnica de dividir para controlar ainda é muito usada, basta olhar a nossa volta e veremos MST, MTST, LGBT, sindicatos, classe estudantil doutrinada, classe dos professores doutrinada e doutrinadora. O esforço que o governo com a ajuda de toda a mídia para causar essa guerra entre as chamadas minorias e o resto do povo através do discurso do politicamente correto. Um povo dividido, desunido, todos preocupados com essa tal de cura gay enquanto os governantes estão lá executando o plano deles de se perpetuarem no poder.

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