Republiqueta de Curitiba queria humilhar Lula e saiu humilhada

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lula vence

Se tivesse que resumir o que creio que decorreu do 10 de maio de 2017 – data a ser imortalizada –, diria que foi o dia da inflexão política brasileira após um processo acelerado de degradação institucional do país.

A iniciativa de trazer o ex-presidente Lula a Curitiba e dar a essa iniciativa uma publicidade IMENSA, foi (exclusivamente) do juiz Sergio Moro. Ele poderia ter feito outras opções. Por exemplo, poderia ter mantido sigilo sobre a oitiva ou fazê-la por teleconferência.

Por que? Em benefício do Erário, entre outros fatores.

Escrevo de Curitiba, já na madrugada de quinta-feira 11 de maio. Na noite anterior, jantei com advogados e juristas curitibanos que avaliaram que a operação em torno do depoimento do ex-presidente pode facilmente ter custado acima de milhão de reais (!)

Quantas casas populares ou escolas poderiam ter sido feitas com esse dinheiro?

Por que se optou por trazer Lula a Curitiba e dar grande publicidade ao fato só para, depois, o juiz Moro gravar vídeo manifestando preocupação com o resultado do que ele mesmo armou?

É simples: Moro esperava dar o golpe de misericórdia em Lula em sua oitiva em Curitiba. O ex-presidente chegaria atemorizado, seria humilhado por uma horda de camisas-amarelas furiosos e, se desse, sairia preso da audiência.

O vídeo abaixo mostra que não foi bem isso o que ocorreu.

Mas o que você acaba de assistir é só parte da história. Nos primeiros dias após a convocação de Lula por Moro, a direita jurídico-midiática pareceu fazer pouco caso da iniciativa do PT de levar militantes a Curitiba para proteger Lula das milícias moristas que certamente estariam esperando o ex-presidente à porta do prédio da Justiça Federal naquela cidade.

Conforme o tempo foi passando, e a mobilização aumentando, Moro começou a se dar conta de que seu plano não iria sair como pensava. As milícias fascistas não fariam frente à maré vermelha que engolfaria Curitiba, do ponto de vista numérico, e, mesmo se fizessem, produzir-se-ia um confronto de proporções e resultados imprevisíveis.

E Moro, que optou pela oitiva destrambelhada de Lula, seria o responsável.

O resultado desse plano infalível da republiqueta fascista de Curitiba – que faliu miseravelmente porque a esperteza, quando é muita, engole o dono – você confere no vídeo abaixo.

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122 Comentário

  1. Enquanto os políticos usam dinheiro sujo e roubado do povo para patrocinar a Mídia, o EDUGUIM inova e tira dinheiro do próprio bolso para patrocinar os políticos. Vc é muito mané Eduardo. A outra possibilidade é que o juiz que afirmou isso na verdade seja uma lider de torcida organizada fazendo acrobacias para atrair os olhares dos fãs, mas isto jamais seria aplicável a um juiz de direito conhecedor das leis e da constituição brasileira, a não ser que tenha sido reprovado na prova da OAB.

  2. Apoiado e “patrocinado” pela cloaca, conhecida também como rede gloebel, a “carolina” golpista, acreditou que iria tosquiar e saiu tosquiado.

  3. Edu, you’re the best ! :-)

  4. O reizinho de Maringá é uma figura patética. Quando fica nervoso, sua voz fica ainda mais fina, o que demonstra sua insegurança.
    Quanto ao depoimento, nem parece que o reizinho algum dia fez curso de direito.
    Dalagnol nem apareceu.

  5. Lula tremeu na base diante de Moro. Só ficou aliviado depois que o juiz prometeu que ele não seria preso. Mas saiu da audiência borrado.

    • Quem acusa o Lula de covardia é um pilantrinha que tem medo de assumir suas calúnias e por isso usa perfil falso. Kkkkk

  6. Dallangol sabia que seria engolido por Lula por causa do seu malfadado pauerpoint ….
    Covardemente, não apareceu .Quiçá o Moro também não teve desejos de fazer o mesmo????

  7. Moro, você não quis me ouvir, e agora a Globo, a Veja, a Istoé, a Época, a Folha e todos órgãos da “imprensa” vão ter que inventar um monte de mentiras pra esconder a sua incompetência. Certamente faremos com você o que fizemos com Joaquim Barbosa. Você ainda se lembra, quem era o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, Moro?

  8. João Santana falou: foi assim: eu disse que como baiano, acho que o Lula sabia de tudo, e ele acreditou em mim, e garantiu que como eu colaborei com ele, ele vai me soltar…

  9. Sabe que eu nem sabia disso: documentos sem assinatura e reportagens da Globo e da Folha, não valem mais.

  10. A Globo é o penico da mídia…

  11. O MEU ÓDIO A LULA – TALVEZ VOCÊ SE IDENTIFIQUE*
    Depoimento de uma jovem que odiava o PT, a esquerda e Lula. O que mudou?
    Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se Presidente da República quando eu tinha 13 anos – entre 2003 e 2010 – e, nesses oito anos de mandato, senti muita raiva do sujeito. Não consigo lembrar exatamente desde quando ou por que, mas desde que me conheço por gente eu tenho uma certeza: que ódio desse Lula ignorante.
    Em partes, porque minha família inteira o detesta também. Cresci ouvindo comentários da piada que ele era. De como supostamente arrancou um dedo só para ganhar um processo contra a fábrica que trabalhava. E, o mais chocante: porque não tinha educação. Como assim? Quer ser Presidente do Brasil e só fez até a quarta-série? Até eu já tinha passado da quarta-série. Diziam também que era analfabeto e não sabia escrever ou ler – circulava sempre uma sátira dele lendo um livro de ponta cabeças. Pessoalmente eu tinha minhas dúvidas em relação ao fato, afinal aprende-se a ler antes da quarta-série.
    Outra razão e objeto de canalização do meu ódio era o partido que ele representava. *Insira um palavrão*, o PT. Quem conseguia apoiar o Partido dos Trabalhadores? Eu ficava revoltada porque meu número na chamada na escola foi o 13 por três anos seguidos. Também não gostava de vermelho e evitava a cor. Nunca me esqueço do ano em que, para as Olimpíadas do Colégio, minha turma teve que ficar com a camisa vermelha – e o meu número era o treze, imaginem que vergonha eu passei.
    Oras, o PT e o Lula já eram a escória da sociedade brasileira mesmo antes de estarem no poder. Mesmo antes do Lula ser Presidente eu já odiava o Lula e nós já sabíamos que ele era um ignorante. A voz dele irritava, e o fato do partido dele representar a esquerda. Ah, a esquerda! – ameaçava a paz global. Pra ser sincera eu também não sei desde quando comecei a ver a esquerda como a representação do mal na Terra, porém eu tinha as explicações que recebia: Che Guevara comunista matou milhares, comunismo é satanismo e o MST é uma barbaridade. Ok, no fundo eu não sentia nem vergonha por não saber explicar o meu ódio.
    Quando entrei na faculdade de Relações Internacionais em 2010, era ano de eleições. E com informação, meu ódio cresceu. O curso estava dividido entre PSDB e PT, e eu obviamente, andava pelos corredores com meu “Serra” no peito. Para meu primeiro trabalho importante como universitária, na aula de Introdução à Política Externa, me propus a estudar e promover o debate “As Propostas de Política Externa dos Candidatos a Presidente do Brasil” – José Serra e Dilma Rousseff (Deus me livre, a Dilma).
    Em resumo, depois de dois meses de pesquisa a minha conclusão me irritou: basicamente a política externa de Lula e do PT estavam trazendo o país para o seu momento mais privilegiado no cenário internacional, e a proposta de Serra levava para outro caminho. Por fim, tentei disfarçar mas apresentei o estudo e a conclusão. Ainda assim votei pelo PSDB naquele ano, e ainda assim tive muita raiva e “ameacei sair do país” quando Dilma foi eleita. Também culpei o Nordeste analfabeto por não saber votar e comprar os votos pra ganhar esmola do bolsa-família.
    E saí do país, fui fazer o primeiro intercâmbio (trabalhar em uma fábrica nos Estados Unidos) e, aprendendo melhor o inglês, também fiz um curso online oferecido pela ONU na época: Os Desafios da Fome no Mundo. No primeiro texto eu já queria desistir. “Caso de estudo Brasil: a política social que tirou o país do mapa da fome”. É claro que enaltecia o programa Bolsa Família e o ex-Presidente Lula. Será que os doutores conheciam o Lula e o PT? Ah, que raiva. Que raiva por que mesmo?
    Quem nunca se sentiu uma pessoa ruim por odiar um alguém sem saber explicar o porquê? -Principalmente nós, mulheres, que fomos educadas para ver a outra como inimiga e ameaça, e o fazemos assim até a maturidade chegar através de informação e experiências (quando ela chega) – enfim, comecei a perceber então que o que agora mais me dava raiva era que eu não sabia do que estava falando. Afinal, o problema do Brasil era a desigualdade e vilão nesse caso poderia ser o neoliberalismo,mas não era o Bolsa-Família ou o Lula.
    A minha ficha caiu quando realmente olhei para uma charge na Veja (a revista que meus avos assinam e eu lia assiduamente): O ex-presidente Lula aparecia montado em um jegue cheio de malas e bolsas, e a legenda “mais um nordestino que veio pra São Paulo sem saber o que fazia” me deixou horrorizada. Esqueci o político naquela imagem e lembrei que essa era uma referência a um povo. Que horror. Era isso que eu pensava. Racista e preconceituosa. Sem a menor empatia. Achando que eu era melhor porque estava no Sul do país. Que bom que eu só tinha 22 anos e ainda dava tempo de me desconstruir.
    Ainda faço esse exercício quando me surpreendo com sentimentos negativos a algo ou alguém. Pergunto-me o porquê e espero saber responder com lucidez. Hoje, admiro o Presidente que Lula foi e acompanho a perseguição que sofre, enquanto outros políticos estão envolvidos em escândalos maiores, mas não causam nem metade da indignação. Eu não tenho problemas se o Lula for preso – se fez errado, que pague. Porém como disse uma amiga “se contra fatos não há argumentos, contra a falta a de provas, qual é o argumento?”.
    P.S: É claro que toda vez que um texto que não ataque o Lula seja publicado já se espera ser rotulado como “defender bandido”. Mas aí isso já é analfabetismo funcional, e tudo bem, eu tento entender. Também já fui assim.
    Cristina Diniz
    Bacharel em RELAÇÕES INTERNACIONAIS – UNIVALI/Santa Catarina
    Global Development Specialist na Youth for Understanding
    Austin, Texas, 11 de maio de 2017
    * Rede Popular

  12. Toda vez que chega o dia de domingo me lembro daquelas convocações que a poderosa Rede Globo fazia à população dizendo que era em nome da democracia e contra a corrupção.
    Hoje todos sabemos qual era a finalidade:
    Era para acabar com a sua aposentadoria.
    Era para reduzir seu salário.
    Era para você trabalhar 12 horas diárias, acabar com as férias, 13º.
    Era para entregar o Pré-sal, a Base de Alcântara, o Banco do Brasil, Transpetro, Suape.
    Era para acabar com o PROUNI, FIES.
    Era para acabar com o Minha Casa Minha Vida, que além de criar milhões de empregos oferecia moradia digna a preço justo aos pobres.
    Era para dá um trilhão de reais aos latifundiários. (um trilhão).
    Era para dá foro privilegiados aos ministros ladrões.
    Era para tirar verba da educação.
    Era para tirar verba da saúde.
    Era para vender aeroportos.
    Era para fortalecer um juiz que protegesse o PSDB e todos seus aliados.
    Era para matar ministro do STF que tentasse barrar as ações da quadrilha.
    Era para nomear ministro ao STF envolvido com o crime organizado (PCC).
    Eles fizeram tantas outras maldades contra a população, são tantas que nem me lembro de todas.
    Lembro também que a população vestia-se de verde e amarelo e atendia prontamente a convocação da poderosa Globo e gritavam com toda força Fora Dilma, Fora PT e hoje vejo algumas pessoas envergonhadas e constrangidas com dificuldade em reconhecerem que foram usadas e enganadas pelos espertos empresários que se juntaram ao judiciário e aos políticos bandidos por eles patrocinados.
    Não sei se conseguiremos reverter essa situação, mas sei que muitos dos trouxinhas estão verdadeiramente desolados pelo fato de terem feito papel de otários e convenhamos foram muitos, né não? Plin, plin!

  13. Aviso importantíssimo: O Renato Duque não é filho do Moro.
    Ficou claro seus coxinhas? Mas se ainda assim pairar alguma dúvida, sugiro que façam um teste de DNA, no Ratinho.

  14. Texto da colega, Lêda Macêdo.

    “Moro: — O sr. está processando o MP, e inclusive a mim?
    Lula: — Estou.
    Moro: O senhor não acha que isso pode ser interpretado como intimidação?
    Lula: — Não Dr. Moro, abrir processo é direito legal. Intimidar é prender pessoas por meses sem julgamento, vazar áudios pra Globo, conduzir coercitivamente quem não é réu e mandar prender blogueiro do qual não gosta…”

  15. Parabéns Edu!

  16. Uma coisa que não lí nenhum blog progressista mencionar atitude de quem criou todo esse movimento para as pessoas irem a Curitiba, seria positivo fazerem menção ao partido da causa operária – PCO – e o jornalista Rui Costa Pimenta, presidente do partido, não sou filiado a nenhum partido, acredito que todos os partidos tem a sua contribuição e este blog que tanto luta pelas causas certas.
    Um abraço.

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