Impeachment não é golpe, o golpe está na forma como querem usá-lo

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golpe

 

Alguns dirão que os golpistas foram inteligentes ao usarem o mote dos antigolpistas de que “não vai ter golpe” para vender a ideia de que o impeachment de Dilma, especificamente, não seria “golpe” porque querem derrubá-la por meio de um instituto legal.

De fato, a Constituição nos diz que vivemos sob presidencialismo de mandato fixo em que autoridades dos três Poderes estão sujeitas ao impeachment. Essas autoridades, porém, só podem ser afastadas de seus cargos se cometerem o que a lei chama de “crimes de responsabilidade”.

A justificativa para impeachment de Fernando Collor de Mello, por exemplo, foi terem encontrado dinheiro sujo na reforma de uma propriedade dele (a “Casa da Dinda”) e na compra de um automóvel (o tal Fiat Elba).

O impeachment de Collor, portanto, não poderia ter sido mais justificado.

É lógico, é óbvio que impeachment é um instrumento legal. Porém, não é o instrumento que está sendo chamado de golpista, mas a forma como querem usar esse instrumento, ou seja, sem que estejam presentes os requisitos para ele ser aplicado.

Antes de prosseguir, façamos uma analogia simples para que todos possam entender por que um instrumento legal está sendo usado de forma ilegal.

A demissão de funcionários por “justa causa” é facultada a qualquer empresa. Demissão por “justa causa”, portanto, é legal. Só que para usar esse instrumento o funcionário tem que ter cometido algum ato de má fé.

Qual foi o ato de má fé que Dilma Rousseff cometeu? Collor reformou sua propriedade e comprou um automóvel com dinheiro extorquido de empresários por PC Farias. E Dilma, o que foi que ela fez que justifica ser demitida “por justa causa”?

Nada. Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Querem derrubá-la porque utilizou uma prática contábil para pagar programas sociais que todos os seus antecessores usaram e que, enquanto você lê este texto, milhares de prefeitos e muitos governadores estão usando.

Dilma pegou empréstimos bancários por alguns dias para pagar a manutenção de programas sociais (Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida etc.).

É mole ou quer mais, leitor?

E derrubar Dilma por causa disso não é golpe? Vão se catar, golpistas.

É por isso que a Comunidade das Nações está bastante preocupada com a situação política do Brasil e, assim, organismos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) estão emitindo comunicados criticando a proposta de impeachment de Dilma.

As centenas de milhares de pessoas nas ruas protestando, as entidades todas que repudiam a pretensa derrubada da presidente e a classificam como golpe estão construindo narrativa que irá prevalecer para sempre na história deste país se houver esse golpe, de que Dilma Rousseff terá sido derrubada sem razão justificável, por conta de manobra contábil que antecessores como Lula, Fernando Henrique Cardoso e tantos outros usaram sem que contra eles tenha sido sequer cogitado usar o instituto do impeachment.

Nesse contexto, as consequências seriam funestas. Os golpistas não têm noção do que irão desencadear se tiverem sucesso. Teriam que lidar com o descrédito do Brasil como democracia e com uma onda de greves e protestos.

A instabilidade política vai continuar, mas, agora, será empreendida pelo outro lado. O novo regime tratará de reprimir manifestações contra si que o regime anterior sempre tolerou, exacerbando a sensação da comunidade internacional quanto ao caráter golpista e antidemocrático da instalação desse novo regime.

Um governo Michel Temer aplicaria desmonte de programas sociais e supressão de direitos trabalhistas, com volta da privataria. Tudo isso trataria de mostrar ao pais o engano fatal que cometeu.

Nesse momento, o país lembrará de um fato altamente positivo sobre os governos do PT que o jornal Folha de São Paulo admitiu em editorial publicado neste sábado, 26 de março de 2016.

Diz o editorial:

“(…) A equidade melhorou [no Brasil] na medida em que os salários na base da pirâmide social cresceram mais que os outros. De 2003 a 2014, a renda dos 10% mais pobres aumentou 130% acima da inflação, contra apenas 30% na camada superior.

[Nota do editor: eis por que a elite odeia o PT]

Outros fatores foram importantes. O alargamento da cobertura da Previdência, o contínuo crescimento do salário mínimo e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, ajudaram a espalhar renda em regiões de menor dinamismo econômico e reduziram a pobreza extrema (…)”

Claro que o objetivo do texto não é fazer justiça aos governos Lula e Dilma; o objetivo é dizer que “caiu a última bandeira” do PT, ou seja, de que caiu a última melhora que o partido promoveu na vida dos brasileiros.

Contudo, o editorialista, sem perceber, mostra o absurdo que é ignorar tudo de bom que os governos do PT promoveram neste país por conta de um único ano ruim. Durante 13 anos a vida do povo melhorou fortemente, razão pela qual o partido venceu 4 eleições presidenciais seguida. E em um único ano houve problemas.

Os problemas que o país teve em 2014 não decorrem da administração do país, mas de sabotagem. A Operação Lava Jato paralisou o setor da economia que movimenta mais dinheiro, o setor da construção pesada – estradas, portos, usinas hidrelétricas etc.

Com essa paralisação, um efeito dominó derrubou o resto da economia. É simples assim.

O golpe, portanto, como se vê não se resume a usar um instituto legal como o impeachment de forma ilegal; o golpe é ainda mais criminoso por ter sabotado o país para criar clima propício ao golpismo.

Os artífices desse processo são criminosos. Só conhecemos a face dos condutores desse processo criminoso, mas, um dia, haverá que identificar quem esteve por trás das famílias Marinho, Frias, Civita, Mesquita e dos Sergios Moro da vida.

Uma dica: essas eminências pardas do golpismo não devem nem falar português.

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98 Comentário

  1. Esse post pretende alargar a compreenção do post do Eduguim.

    A ”Guerra Híbrida” não é novidade e foi concebida com outro nome logo depois da Segunda Guerra Mundial por gente como Dean Acheson e Paul Nitze, dois gangsters, expoentes de uma classe dominante usurpadora e terrorista, obcecada na manutenção a qualquer custo do domínio adquirido pelos EUA. O conflito mundial servira para enfraquecer e destruir rivais, triplicando a produção da então maior economia industrial que nem sequer sofrera ataques no seu territorio. Acheson foi autor do Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional que propunha uma estratégia que fomentaria, inicialmente, as sementes da destruição dentro da URSS.

    No video documentario NATO’S SECRET ARMIES, escrito por Andreas Pichler e Vania Del Borgo, publicado em 2009 pela MIR Cinematografica, vários analistas fazem saber que a Casa Branca sempre temeu que a Italia escapasse da esfera de influência da OTAN caso o Partido Comunista Italiano chegasse ao poder. Em 1965, num luxuoso hotel de Roma, a CIA reunira radicais da direita, do Estado Maior das FFAA, dos Serviços de Inteligência e analistas politicos pra discutirem o assunto. Aquele encontro mudou radicalmente até hoje, para pior, a sociedade italiana. O grupo que ficou conhecido como ”Instituto Polio” concebeu o que chamou ”guerra de quarta geração” para se diferenciar da primeira (terrestre), segunda (naval) e terceira (aérea). E’ o entrevistado, Vincenzo Vinciguerra, ex-terrorista de extrema direita, que explica: a ”guerra de quarta geração atua na conquista das mentes e corações através de conflitos de baixa intensidade com ações terrorísticas, criando instabilidade e suportação da repressão e militarização como condição necessaria para solucionar o problema e restabelecer a tranquilidade social.

    Korybko explica que a guerra de quarta geração, hoje chamada ” híbrida” é sempre precedida por um precondicionamento: os EUA empurram o governo alvo a agravar as várias diferenças políticas. Pode ser que a inércia ou suportação por parte do governo Dilma corresponda, em parte, à estratégia de não cair na armadilha das forças golpistas comandadas pela Casa Branca.

    Nota dos tradutores: Bom exemplo é a ‘discussão’ que a mídia comercial dominante está promovendo no Brasil nesse momento, em torno de “Impeachment é golpe”/”Impeachment é legal”. Evidentemente, impeachment sem causa criminosa comprovada é golpe; e impeachment como definido na Constituição Federal, que exige causa criminosa comprovada, também evidentemente é legal e não é golpe. Sem explicar nenhuma dessas realidades, a mídia comercial põe-se a recolher opiniões de magistrados, o mais recente o ex-ministro do STF Eros Grau, que ‘declaram’ que “impeachment não é golpe”, sem nada acrescentar. – Assim, precisamente, é o golpe que se ‘ensina’ que não haveria. A confusão é total e, como se explica nesse artigo, é buscada. É golpe.

    “Guerras Híbridas”
    Abordagem adaptativa pós-tudo da ‘mudança de regime’

    Fonte: Andrew Korybko, http://orientalreview.org/2016/03/04/hybrid-wars-1-the-law-of-hybrid-warfare/
    
Tradução do Vila Vudu



    Nota: ”Em 1964, tudo que aí se lê era arroz com feijão, e as famílias discutiam essas questões à mesa, em casa, no trabalho, na universidade, na feira (pelo menos, com certeza, em Porto Alegre/RS), e todo mundo sabia que a razão pela qual não há golpes nos EUA, é que nos EUA não há embaixada dos EUA. Mas, hoje, analfabetizadas na/pela universidade da ditadura dos anos 70-80 e na/pela universidade da tucanaria da privataria nos anos 80-90, 2000, as pessoas já não conhecem, sequer, o Manual de Golpes da CIA, que se atualiza, mas, melhorar, não melhora. 

Então aí vai: ABC de golpe, hoje chamado “Guerra Híbrida”.
E o Brasil estamos no olho do furacão, mais uma vez.

    O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo.
    Uma vez que os EUA tenham identificado seu alvo, começam a procurar por vulnerabilidades estruturais que explorarão na Guerra Híbrida vindoura: características sociopolíticas a serem manipuladas para enfatizar ‘sedutoramente’ uma dada ‘fissura’ de demografia no tecido nacional existente e, assim, ‘legitimar’ a revolta dos envolvidos, provocada de fora do país, contra as autoridades locais. 

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1. A lei da Guerra Híbrida

Guerra Híbrida é um dos mais significativos desenvolvimentos estratégicos que os EUA jamais promoveram ou encabeçaram, e a transição das Revoluções Coloridas para Guerras Não Convencionais certamente dominará as tendências a serem empregadas para desestabilizar países, nas próximas décadas.

Os não habituados a abordar a geopolítica a partir da perspectiva da Guerra Híbrida podem ter alguma dificuldade para compreender onde devem ocorrer as próximas, mas na verdade é fácil identificar as regiões e os países mais expostos ao risco dessa nova modalidade de agressão pelos EUA. 

A chave para acertar nessa previsão é aceitar que Guerras Híbridas são conflitos assimétricos, cuja meta é sabotar interesses geoeconômicos concretos. A partir desse ponto, torna-se relativamente fácil apontar onde os EUA atacarão a seguir.



    Essa série de artigos começa por expor os padrões que há por trás da Guerra Híbrida, conduzindo o leitor na direção de compreender melhor seus contornos estratégicos. Depois, demonstrarei que o quadro previamente elaborado já foi posto em ação durante as guerras dos EUA contra a Síria e a Ucrânia – os dois primeiros estados vítimas da Guerra Híbrida dos norte-americanos. Na parte seguinte, revisarei todas as lições que já devemos ter aprendido até aqui, e as aplicarei para prever os próximos teatros de Guerra Híbrida movida pelos EUA e, neles, os gatilhos geopolíticos mais vulneráveis e expostos. Artigos futuros portanto serão dedicados àquelas regiões, para mostrar por que são estrategicamente e sociopoliticamente tão vulneráveis a se tornarem as próximas vítimas da guerra pós-moderna que os EUA já fazem contra o mundo.



    O padrão geral da Guerra Híbrida

Primeira coisa — nunca, em tempo algum, haverá Guerra Híbrida contra aliado dos EUA ou em lugar onde os EUA já tenham implantado interesses infraestruturais. Os processos caóticos disparados durante o golpe pós-moderno para mudança de regime não podem ser plenamente controlados e, potencialmente, poderiam gerar o mesmo tipo de revide geopolítico contra os EUA que Washington tenta direta ou indiretamente canalizar na direção de seus rivais multipolares. 



    Correspondentemente, aí está a razão pela qual os EUA jamais tentarão Guerra Híbrida onde haja interesses seus definidos como “grandes demais para falir”, embora essa avaliação seja sempre contemporaneamente relativa e possa mudar rapidamente, conforme as circunstâncias geopolíticas. Ainda assim, a regra geral a não esquecer é que os EUA jamais sabotarão intencionalmente seus próprios interesses, a menos que haja algum benefício de terra arrasada numa retirada; nesse contexto, pode-se pensar numa destruição da Arábia Saudita, se algum dia os EUA forem expulsos do Oriente Médio.



    Determinantes geoestratégico-econômicos

Antes de tratar dos fundamentos geoeconômicos da Guerra Híbrida, é importante registrar que os EUA também têm objetivos geoestratégicos (por exemplo, prender a Rússia num atoleiro predeterminado). O “Brzezinski Reverso”, como o autor o tem chamado, é aplicável simultaneamente à Europa Oriental, através do Donbass; ao Cáucaso, através de Nagorno-Karabakh; e à Ásia Central, através do Fergana Valley, e se for sincronizado mediante provocações cronometricamente coordenadas, nesse caso essa tríade de armadilhas podem-se comprovar letalmente eficientes para manter permanentemente enredado o urso russo. 

Esse esquema maquiavélico sempre permanecerá como um risco, porque se baseia numa realidade geopolítica irrefutável, e o melhor que Moscou pode fazer é tentar impedir a conflagração concomitante de sua periferia pós-soviética, ou rapidamente e adequadamente responder, no momento em que elas emergem, às crises que os EUA provocam.

    

Os elementos geoestratégicos da Guerra Híbrida são portanto de algum modo não explicáveis a partir dos elementos geoeconômicos, especialmente no caso da Rússia. De fato, para tornar o padrão examinado mais amplamente pertinente a outros alvos, como China e Irã, é preciso omitir o estratagema “Brzezinski Reverso” como pré-requisito e, em vez de focar nele, dar mais atenção às motivações econômicas que os EUA têm em cada caso.

O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo. 

Esse padrão pode ser claramente visto na Síria e na Ucrânia, e é a Lei da Guerra Híbrida. As específicas táticas e tecnologias sociais utilizadas em cada desestabilização podem variar, mas o conceito estratégico permanece fiel a essa concepção básica. 



    Tomando em conta esse objetivo final, é agora possível andar do teórico ao prático, e começar a traçar as rotas geográficas de vários projetos sobre os quais os EUA querem fazer mira. 

Para qualificar, os projetos multipolares transnacionais conectivos a serem tomados por alvo podem ser (a) de base na energia, ou (b) projetos institucionais ou (c) econômicos, e quanto mais essas três categorias se superpuserem, mais provável que um cenário de Guerra Híbrida esteja sendo planejado para aquele determinado país.



    Vulnerabilidades sociopolíticas estruturais

Uma vez que os EUA tenham identificado seu alvo, começam a procurar por vulnerabilidades estruturais que explorarão na Guerra Híbrida vindoura. Contextualmente, essas vulnerabilidades não são objetos físicos a serem sabotados, como usinas de energia e estradas (embora essas também sejam listadas, mas por diferentes equipes de desestabilização), mas características sociopolíticas a serem manipuladas para enfatizar ‘sedutoramente’ uma dada ‘fissura’ de demografia no tecido nacional existente e, assim, ‘legitimar’ a revolta dos envolvidos, provocada de fora do país, contra as autoridades locais.

    

As vulnerabilidades estruturais abaixo listadas são as que mais se veem relacionadas à preparação para uma Guerra Híbrida; e se cada uma dessas puder ser associada a uma específica área geográfica, cresce a probabilidade de que seja usada para galvanizar os polos opostos na construção de uma Revolução Colorida e para demarcações territoriais preliminares para a Guerra Não Convencional:


    * etnicidade;

    * religião;

    * história;

    * regiões administrativas;

    * desigualdades socioeconômicas;
    
* geografia física.

    Quanto maior a sobreposição que se possa obter entre esses diferentes fatores, mais potente a energia potencial da Guerra Híbrida; e cada variável que se sobrepõe multiplica exponencialmente a viabilidade geral de toda a campanha e sua chance de ‘permanecer no poder’.



    Precondicionamento societal e estrutural

    

As Guerras Híbridas são sempre precedidas por um período de precondicionamento societal e estrutural. O precondicionamento societal tem a ver com aspectos informacionais e de soft power que maximizam a aceitação, por grupos demográficos chaves, da desestabilização que logo terá início, e os levam a crer que algum tipo de ação (ou aceitação passiva de ação empreendida por outros) é indispensável para alterar o presente estado de coisas 
[A frase já viralizada, que Aécio Neves/seus marketeiros distribuíram pelo Twitter: “Isso é inadmissível” – tão perfeitamente oca de significação relevante quanto o “Eu amo muito isso”, da propaganda das lojas McDonald –, é exemplo de ação que aspira a precondicionar a sociedade para uma ‘mudança’ suposta necessária e inadiável (NTs)].

    O segundo tipo de precondicionamento, aqui dito “estrutural” tem a ver com os variados truques aos quais os EUA recorrem, para empurrar o governo alvo a agravar, sem que essa seja sua intenção, as várias diferenças políticas que já tenham sido identificadas, com o objetivo de criar clivagens de ressentimento identitário que, então, tornam todo o grupo mais suscetível ao precondicionamento societal e à ação subsequente de ONGs que coordenarão a organização política (a grande maioria das ONGs encarregadas dessa parte do ‘projeto’ são ligadas à Soros Foundation e/ou ao National Endowment for Democracy, do Congresso dos EUA).

    
[Aqui, bom exemplo é a ‘discussão’ que a mídia comercial dominante está promovendo no Brasil nesse momento, em torno de “Impeachment é golpe”/”Impeachment é legal”. Evidentemente, impeachment sem causa criminosa comprovada é golpe; e impeachment como definido na Constituição Federal, que exige causa criminosa comprovada, também evidentemente é legal e não é golpe. Sem explicar nenhuma dessas realidades, a mídia comercial põe-se a recolher opiniões de magistrados, o mais recente o ex-ministro do STF Eros Grau, que ‘declaram’ que “impeachment não é golpe”, sem nada acrescentar. – Assim, precisamente, é o golpe que se ‘ensina’ que não haveria. A confusão é total e, como se explica nesse artigo, é buscada. É golpe (NTs).]

    Para expandir as táticas de precondicionamento estrutural, um dos meios mais frequentemente empregados e globalmente reconhecidos são as sanções. O objetivo implícito das sanções (embora nem sempre alcançado) sempre foi “tornar a vida mais difícil” para o cidadão médio, de tal modo que ele/ela torne-se mais permeável à ideia da mudança de regime e, assim, possa ser mais facilmente induzido/a a agir movido/a por impulsos que lhe foram instilados de fora. 

Menos conhecidos, contudo, são os métodos mais oblíquos para alcançar esse objetivo, mas hoje implementados praticamente em todo o planeta, que envolvem o poder que os EUA têm para afetar algumas das funções orçamentárias dos estados-alvos de golpe, a saber, a renda com que podem contar e em que, precisamente, essa renda é gasta.



    A queda global nos preços da energia e das commodities atingiu com extraordinária dureza os estados exportadores, muitos dos quais são desproporcionalmente dependentes da venda daqueles recursos para cumprir suas metas fiscais; e a queda na renda, em quase todos os casos, leva a cortes em gastos sociais.

Paralelamente, alguns estados enfrentam ameaças à sua segurança fabricadas nos EUA às quais são obrigadas a responder com urgência, o que exige deles ainda maios gastos não previstos, dessa vez para seus programas de defesa, dinheiro que, sem as ‘ameaças à segurança’ seria gasto e programas sociais.

    

Individualmente tomadas, cada uma dessas ‘trilhas’ visa a forçar o estado-alvo de golpe a ter de cortar gastos, o que cria dificuldades novas e serve como incubadora para as condições de médio prazo necessárias para o sucesso de uma Revolução Colorida – primeiro estágio de uma Guerra Híbrida. 


    No caso de um estado entrar em situação de, ao mesmo tempo, redução na arrecadação e aumento não planejado de gastos para defesa, que force cortes de gastos sociais, pode acontecer de a Revolução Colorida converter-se em projeto não mais de médio, mas de curto prazo, dependendo da severidade da crise doméstica resultante e do sucesso que as ONGs inspiradas e mantidas pelos EUA alcancem na organização política de blocos de oposição ao governo.******

  2. Encham os emails dos deputados. Eu já mandei para PSB e PTB:

    http://www.mapadademocracia.org.br/

  3. Não há lei q impeça o choro dos petistas… Claro!

    Sendo assim, podem gritar “GOLPE” aos 4 ventos!

    Serão apenas ridículos.

    Mas o fato de os petistas gritarem “golpe” não altera em nada o fato do impeachment ser um processo legal, democrático e constitucional!

    Gostaria q alguém me mostrasse alguma diferença entre o processo de impeachment de Dilma e de Collor!

    O PT participou de um golpe pra depor Collor?

    Pros q dizem não haver crime: Há sim acusações de crime!

    Pedaladas fiscais, decretos assinados por Dilma q teriam q ter passado pelo Congresso, uso de dinheiro de propina na campanha (se bem q isso está a cargo do TSE, q irá cassar a chapa Dilma/Temer se não houver impeachment), tentativa de comprar o silêncio do Delcídio (gravação do Mercadante) e, por último, tentativa de obstruir a justiça, com a manobra de colocar Lula na Casa Civil!

    Se isso não for motivo pra impeachment, o q seria?

    Se Dilma vai ser condenada pelos seus crimes, ninguém sabe! Depende da Justiça!

    Mas impeachment é um processo POLÍTICO e não JURÍDICO!

    Basta lembrar q Collor foi absolvido de TODAS AS ACUSAÇÕES q foram feitas contra ele… Sendo assim, no cadso de Collor, COMPROVADAMENTE, não houve crime!

    Pra um Presidente ser “impeachmado”, ele precisa perder a Presidência da Câmara, precisa perder não só a maioria do Congresso mas não ter apoio nem de 1/3 dele!

    Convenhamos: Isso só acontece em casos excepcionais, onde o Presidente merece mesmo cair fora!

    Sendo assim, podem gritar “golpe”… Sem problema nenhum… Chorar é um direito de quem perde!!

  4. Texto complementar que fecha o post anterior.
    E’ do brasileiro Pepe Escobar, a tradução é do coletivo Vila Vudu.
     
    “Se o veneno, a paixão, o estupro, a punhalada

    não bordaram ainda com desenhos finos
    
a trama vã de nossos míseros destinos,

    é que nossa alma arriscou pouco ou quase nada.”

    As flores do mal [1857], Charles Baudelaire
    
_______________________________________________________

    Brasil e Rússia sob ataque de “Guerra Híbrida” [1] 
    de Pepe Escobar
    https://www.rt.com/op-edge/337411-brazil-russia-hybrid-attack/#.Vvkx54-TEU8.facebook

    
Revoluções Coloridas nunca bastariam. O Excepcionalistão vive à procura de grandes atualizações de estratégia capazes de garantir a hegemonia perpétua do Império do Caos. 

A matriz ideológica e o modus operandi das revoluções coloridas já são, hoje, assunto de domínio público. Mas não, ainda, o conceito de Guerra Não Convencional (GNC) [orig. Unconventional War (UW).

Essa guerra não convencional apareceu explicada no manual das Forças Especiais para Guerra Não Convencional dos EUA, em 2010. O parágrafo chave é:

    
”1-1. A intenção dos esforços de GNC dos EUA é explorar vulnerabilidades políticas, militares, econômicos e psicológicos de um poder hostil, mediante o desenvolvimento e sustentação de forças de resistência, para alcançar os objetivos estratégicos dos EUA. (…) Para o futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerra irregular”

    
”Hostil” não se aplica apenas a potências militares; qualquer estado que se atreva a desafiar alguma trampa importante para a “ordem” mundial Washington-cêntrica – do Sudão à Argentina –, pode ser declarado “hostil”.



    Hoje, as ligações perigosas entre Revoluções Coloridas e Guerra Não Convencional já desabrocharam, como Guerra Híbrida: caso pervertido de Flores do Mal. Uma ‘revolução colorida’ é apenas o primeiro estágio do que, adiante, será convertido em Guerra Híbrida. E Guerra Híbrida pode ser interpretada, na essência, como a teoria-do-caos armada – paixão conceitual dos militares dos EUA (“política é a continuação da guerra por meios linguísticos”). No fundo, meu livro de 2014, Empire of Chaos rastreia as miríades de manifestações desse conceito.
    

Os detalhados e bem construídos argumentos [de Andrew Koribko, um dos capítulos já traduzidos, e outros em tradução (NTs)] dessa tese em três partes esclarece perfeitamente o objetivo central por trás de uma grande Guerra Híbrida:
    
”O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo.”

    
Os BRICS – palavra/conceito de péssima reputação em Washington e no Eixo de Wall Street – teriam de ser os alvos preferenciais de Guerra Híbrida. Por incontáveis razões, dentre as quais: o movimento na direção de comerciar e negociar em suas próprias respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano; a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o confessado interesse na direção da integração da Eurásia, simbolizada pelos projetos: Novas Rotas da Seda – ou, na terminologia oficial, Um Cinturão, uma Estrada [ing. One Belt, One Road (OBOR)] liderados pela China; e União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia.

    

Implica que a Guerra Híbrida mais cedo ou mais tarde atingirá a Ásia Central: o Quirguistão é candidato ideal a laboratório primário para experimentos tipo revolução colorida, do Excepcionalistão.

No estado em que estamos hoje, a Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia) mas ainda é embrionária em Xinjiang, no extremo oeste da China, que Pequim microadministra como falcão. A Guerra Híbrida também já está sendo aplicada para impedir um gambito crucial do Oleogasodutostão: a construção do Ramo Turco. E também será acionada de pleno para interromper a Rota da Seda dos Bálcãs – essencial para os negócios/comércio da China com a Europa Ocidental.

    Dado que os BRICS são o único real contrapoder ante o Excepcionalistão, foi preciso desenvolver uma estratégia para cada um dos principais atores. Jogaram tudo contra a Rússia – de sanções à mais total demonização; de ataque contra a moeda russa até uma guerra dos preços do petróleo, que incluiu até algumas (patéticas) tentativas de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou. 

Para nodo mais fraco no grupo BRICS, teria de ser desenvolvida estratégia mais sutil. O que afinal nos leva até a complexíssima Guerra Híbrida que se vê hoje lançada com o objetivo de conseguir a mais massiva e real desestabilização política/econômica do Brasil.



    No Manual dos EUA para Guerra Não Convencional lê-se que fazer balançar as percepções de uma vasta “população média não engajada” é essencial na rota do sucesso, até que esses “não engajados” acabem por voltar-se contra os líderes políticos. 

O processo inclui de tudo, de “apoiar grupos insurgentes” (como foi feito na Síria) até implantar “o mais amplo descontentamento, mediante propaganda e esforços políticos e psicológicos para desacreditar o governo” (como no Brasil). E, à medida que uma insurreição vá crescendo, deve-se “intensificar a propaganda e a preparação psicológica da população para a rebelião”. Assim, num parágrafo, está pintado o caso do Brasil.



    Precisamos de um Saddam para chamar de nosso 

O principal objetivo do Excepcionalistão é quase sempre conseguir um mix de revolução colorida e guerra não convencional. Mas a sociedade brasileira e sua vibrante democracia sempre seriam sofisticadas demais para uma abordagem de Guerra Não Convencional hardcore, como sanções ou o conto da “Responsabilidade de Proteger” (R2P).

Não surpreende que São Paulo tenha sido convertido em epicentro da Guerra Híbrida contra o Brasil. São Paulo, o estado mais rico do Brasil, onde está também a capital econômica e financeira da América Latina, é o nodo chave numa estrutura de poder interconectada nacional/internacional.



    O sistema da finança global centrado em Wall Street – e que governa virtualmente todo o Ocidente – simplesmente não poderia de modo algum permitir qualquer ação de plena soberania nacional, num ator regional com a importância do Brasil.

A ‘Primavera Brasileira”, de início, foi virtualmente invisível, fenômeno exclusivamente das mídias sociais – como na Síria, no início de 2011.

Então, em junho de 2013, Edward Snowden vazou aquelas sempre as mesmas práticas de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA. No Brasil, a ASN-EUA espionava a Petrobrás por todos os lados. E então, de repente, sem mais nem menos, um juiz regional, Sergio Moro, baseado numa única fonte – depoimento de um corretor clandestino de câmbio no mercado negro (“doleiro”) – teve acesso a uma grande lixeira de documentos da Petrobrás. Até agora, a investigação de corrupção que já dura dois anos, “Operação Car Wash”, ainda não revelou como conseguiram saber tanto sobre o que os próprios investigadores chamam de “célula criminosa” que agiria dentro da Petrobrás.

    

O que realmente interessa é que o modus operandi da revolução colorida – a “luta contra a corrupção” e “em defesa da democracia” – já estava posta em andamento. Foi o primeiro passo da Guerra Híbrida.

Assim como o Excepcionalistão inventou terroristas “bons” e terroristas “maus” cujos confrontos criaram a mais terrível confusão e agitações por todo o “Siriaque”, no Brasil surgiu a figura do corrupto “bom” e do corrupto “mau”.

    

Wikileaks também revelou como o Excepcionalistão classificava o Brasil como “ameaça à segurança nacional dos EUA”, porque poderia projetar um submarino nuclear [esse Wicki-telegrama é de 2009, o mesmo ano do ‘curso’ que o juiz Moro fez no Rio de Janeiro. Só pode ter sido por acaso (NTs)]; como a empresa construtora Odebrecht estava-se tornando global; como a Petrobrás desenvolvera, a própria empresa, a tecnologia para explorar os depósitos de petróleo do pré-sal (a maior descoberta de petróleo confirmada desse início do século 21, da qual o Big Oil foi excluído por, ninguém mais, ninguém menos, que o presidente Lula. [2]



    Adiante, por efeito das revelações de Snowden, o governo Rousseff passou a exigir que todas as agências governamentais usassem empresas de tecnologia estatais, para atender todas as necessidades do governo. Significaria que as empresas norte-americanas do setor perderiam, em dois anos, ganhos já previstos de $35 bilhões, se fossem alijadas dos negócios de tecnologia da 7ª maior economia do mundo – como o grupo Information Technology & Innovation Foundation rapidamente descobriu.



    O futuro acontece agora

A marcha na direção de Guerra Híbrida no Brasil pouco tem a ver com direita ou esquerda política. Consiste, basicamente, de mobilizar algumas famílias ricas que realmente governam o país; subornar fatias imensas do Congresso; pôr sob estrito controle as principais empresas de mídia; pôr-se a agir como senhores de engenho de escravos do século 19 (as relações sociais da escravidão ainda permeiam todas as relações na sociedade brasileira); e legitimar a coisa toda com discursos de uma tradição intelectual robusta, mas oca. 

Todos esses dariam o sinal para mobilizar as classes médias altas.



    O sociólogo Jesse de Souza identificou um fenômeno freudiano de “gratificação de substituição”, pelo qual as classes médias altas brasileiras – que, em grandes números vivem agora a exigir mudança de regime – imitam os poucos muito ricos, ao mesmo tempo em que são cruelmente exploradas por eles, mediante montanhas de impostos e taxas de juros estratosféricas.



    Os 0,0001% mais ricos e as classes médias altas precisavam de um Outro para demonizar – à moda do Excepcionalistão. E ninguém seria mais perfeito para o complexo judicial-policial-midiático-velhas-elites-comprador, que a figura que tratariam de converter num Saddam Hussein tropical: o ex-presidente Lula.



    “Movimentos” de ultradireita financiados pelos nefandos Koch Brothers repentinamente começaram a surgir nas redes sociais e em movimentos de rua. O advogado-geral do Brasil visitou o Império do Caos chefiando uma equipe da “Operação Car Wash para entregar informações da Petrobrás que talvez levassem a uma acusação formal pelo Departamento de Estado.

A “Operação Car Wash” e o – imensamente corrupto – Congresso brasileiro, o mesmo que, agora, vai decidir sobre um possível impeachment da presidenta Rousseff, já se mostram absolutamente indistinguíveis, uma e outro.



    Àquela altura, os autores do roteiro estavam certos de que já havia uma infraestrutura implantada para mudança de regime no Brasil na numa massa-crítica antigoverno, o que pode levar ao pleno desabrochar da revolução colorida. E assim se pavimentou a trilha para um golpe soft no Brasil – sem nem ser preciso recorrer ao letal terrorismo urbano (como na Ucrânia). 

Problema hoje é que, se o tal golpe soft falhar – como agora já parece pelo menos possível que falhe –, será muito difícil desencadear golpe hard, de estilo Pinochet, com recursos de Guerra Não Convencional, contra o governo sitiado de Rousseff; vale dizer, completar o ciclo de uma Guerra Híbrida Total.



    Num plano socioeconômico, a “Operação Car Wash” só seria plenamente “bem-sucedida” se levasse a um afrouxamento das leis brasileiras sobre exploração de petróleo, abertura do país ao Big Oil dos EUA. Paralelamente, todos os gastos em programas sociais teriam de ser esmagados.



    Mas, diferente disso, o que se vê agora é a mobilização progressiva da sociedade civil no Brasil contra esse cenário de golpe branco/soft em cenário de golpe/mudança de regime. 

Atores crucialmente importantes na sociedade brasileira estão agora firmemente posicionados contra o impeachment da presidenta Rousseff, da Igreja Católica a grandes igrejas evangélicas; professores universitários respeitados; pelo menos 15 governadores de estados; artistas, massas de trabalhadores da ‘economia informal’, sindicalistas; intelectuais públicos; a grande maioria dos principais advogados do país; e afinal, mas não menos importante, o “Brasil profundo” que votou e elegeu Rousseff legalmente, com 54,5 milhões de votos.



    Ainda não acabou e só acabará quando algum homem gordo na Suprema Corte do Brasil cantar. O que é certo é que já há pensadores brasileiros independentes que começam a construir as bases teóricas para estudar a “Operação Car Wash” não como mera ‘investigação’ ou ‘movimento’ massivo “contra a corrupção”; mas, isso sim, como legítimo caso exemplar, a ser estudado, de estratégia geopolítica do Excepcionalistão aplicada a ambiente globalizado sofisticado, com ativas redes sociais e dominado pelas TIs. 

Todo o mundo em desenvolvimento muito tem a ganhar, se se mantiver com os olhos bem abertos – e aprender as lições que dali brotem, porque é bem possível que o Brasil venha a entrar para a história como caso exemplar de Guerra Híbrida (só) Soft. *****

    Notas
    [1] traduzido no Blog do Alok.

    * Epígrafe acrescentada pelos tradutores.

    [2] Esse telegrama intitulado “BRAZIL’S NEW DEFENSE STRATEGY – STRATEGY FOR DEVELOPMENT”, datado de 9/1/2009, classificado como “confidencial” e assinado pelo embaixador Clifford M. Sobel, é muito importante. Ali se lê, dentre outras coisas, que o então Ministro para Questões Estratégicas do governo Lula, Professor Roberto Mangabeira Unger é, dito em inglês, com detalhes, perfeito demônio perigosíssimo, com mania de “independência”. O principal perigo é o seguinte: “Ao conectar a reforma do setor de segurança, com a visão mais ampla de desenvolvimento do governo Lula, a Estratégia põe os militares, pela 1ª vez, desde o fim da ditadura militar em 1985, em lugar de destaque na agenda nacional e reivindica mais recursos para os ministérios militares [A agenda foi assinada e oficializada pelo presidente Lula dia 18/12/2008; o ‘curso’ do qual o juiz Moro participou no RJ, dado pela Embaixada dos EUA aconteceu dias 4-9/10/2009. Só coincidências, evidentemente (NTs)]

  5. “Nada. Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Querem derrubá-la porque utilizou uma prática contábil para pagar programas sociais que todos os seus antecessores usaram e que, enquanto você lê este texto, milhares de prefeitos e muitos governadores estão usando.”

    O que é certo é certo, mesmo que ninguém esteja fazendo. O que é errado é errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo.

    “Um governo Michel Temer aplicaria desmonte de programas sociais e supressão de direitos trabalhistas, com volta da privataria. Tudo isso trataria de mostrar ao pais o engano fatal que cometeu.”

    Tem como provar isso? PMDB não é PSDB.

  6. Acontece amigo que o fato de outros presidentes terem usado essas “práticas contábeis” não torna essas práticas legais. A lei veda explicitamente a utilização de bancos públicos (Caixa e BB) p/ financiar custeios do governo. A prática foi ilegal em todas as vezes que foi utilizada.
    E o mais grave é que esse “empréstimo” não foi algo formal, não teve contrato e nem garantias de pagamento, o governo simplesmente deu a ordem aos bancos p/ pagar os programas sociais e pendurar a conta… E isso é ILEGAL.

    • Não existe lei que só vale para um, que os seus amigos possam burlar e os seus inimigos não possam. Para você, aos amigos tudo e aos inimigos a lei. Ou alei vale para todos ou não vale para ninguém. Todos os governadores usam pedaladas. Isso que vocês querem fazer é uma barbaridade.

      • Concordo que a lei deva valer para todos. Entretanto, se no passado, as instituições não faziam essa fiscalização independente do motivo, não significa que um dia não possa começar a trabalhar de forma correta. Não é porque no passado tudo foi pra “debaixo dos panos” que não podemos começar a fazer a “varredura” de forma correta, legal e justa. Isso serve, sim, para Dilma, Lula, Aécio, José Serra, e quem quer que seja.
        Outra coisa, A lava jato é comandada pelo Juiz Sergio Moro junto do Ministério Publico Federal e Procuradoria Geral da República, que estão investigando crimes de ordem “federal”, portanto, atos ilícitos praticados por Governadores nada tem a ver com este caso. É outra esfera de poder e a investigação é de responsabilidade de outra instância.

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