Dilma ouviu “Fora, Levy” e pôs a “esquerda” no comando da economia

levy barbosa

 

Nos atos públicos de esquerda do último dia 16 de dezembro foram ouvidas, a rigor, três frases que sintetizaram o espírito dos manifestantes. Por ordem de importância, essas frases de ordem foram:

1 – Não vai ter golpe

2 – Fora Cunha

3 – Fora Levy

Das três reivindicações daqueles atos públicos, ao menos uma já foi atendida. Os golpistas continuam assanhados, ainda que menos confiantes e o Congresso e o STF ainda não deram resposta ao “fora, Cunha”, mas Dilma Rousseff atendeu ao reclamo da esquerda e defenestrou o odiado ex-ministro da Fazenda.

A decisão da presidente faz todo sentido. Levy só estava no cargo, apesar de ser tão odiado pela base ideológica que ajudou a elegê-la, porque, como um dos “Chicago Boys” (formados pelo pensamento ultraliberal da Universidade de Chicago), supunha-se que, por supostamente ter boa interlocução com as agências de classificação de risco, conseguiria postergar o rebaixamento da nota de crédito do Brasil.

Quando, em setembro, a agência Standard & Poor’s nos tirou o grau de investimento (selo de bom pagador), Levy já balançara no cargo. Pouco depois, a agência Moody’s avisou que nos tirará o GI em breve e, no dia em que os movimentos sociais foram à rua bradar contra o golpe, contra Cunha e contra Levy, a agência Fitch seguiu a S&P e nos classificou como possíveis caloteiros.

Levy não entregou o que prometeu. E, apesar de ser apenas um técnico que estava submetido às decisões de Dilma, não tendo, portanto, autonomia para fazer nada que ela não aprovasse, representava um fator de desgaste junto ao sustentáculo político-ideológico da presidente.

CUT, MST, MTST e alas do PT acreditavam que o ajuste fiscal estava sendo levado a cabo justamente por conta de Levy e não porque a presidente se convenceu de que não dá para o país gastar mais do que arrecada, de modo que o tornaram alvo.

Contudo, embate recente entre o então ministro da Fazenda Joaquim Levy e o novo titular da pasta, Nelson Barbosa, ficou claro que quem manda é Dilma. O ex-ministro queria superávit primário de 0,7% do PIB e o novo ministro, então no Planejamento, queria 0,5%. Prevaleceu a vontade de Barbosa de reduzir o ímpeto do ajuste fiscal.

Mas como a permanência no cargo inseria críticas ao governo nos mesmos atos públicos de esquerda que rechaçavam o golpe, ao tirar Levy a presidente gerou sensação de vitória entre os movimentos sociais que podem, agora, apoiá-la mais decididamente.

Barbosa, o novo ministro da Fazenda, é bem menos neoliberal que Levy. É visto pelo mercado como “desenvolvimentista”, uma vez que, ao longo do ano, conseguiu convencer Dilma a adotar medidas menos dolorosas, suavizando o ajuste fiscal.

É, também, um dos pais dos cerca de 400 bilhões de reais de “desonerações fiscais” (redução de impostos) para empresas, para que não demitissem e mantivessem investimentos. É, também, o pai das reduções dos juros adotadas por Dilma entre 2012 e 2013.

Prova de seu viés bem mais heterodoxo (simpático a medidas econômicas identificadas com a esquerda) é que propôs ao governo controle do câmbio.

Claro que não será de agrado da esquerda mais radical, que propõe estatização do sistema bancário, interrupção do pagamento da dívida externa e que rejeita qualquer ajuste fiscal por acreditar que o país pode conviver com gastos públicos maiores do que a arrecadação.

Mas, certamente, Barbosa é muito mais parecido com Guido Mantega, quem pilotou os bons momentos da economia após a saída de Antonio Palocci, ainda no governo Lula.

A troca de Levy por Barbosa, porém, é muito mais um ato político do que prático. Não poderá deixar de levar adiante o ajuste fiscal, mas dará discurso às lideranças dos movimentos sociais, que vinham confidenciando a Lula e a Dilma que não tinham como deixar de bradar contra a política econômica por conta de que Levy se tornara intragável para suas bases.

Portanto, mesmo que não sobrevenha nenhuma mudança significativa na política econômica, Barbosa é muito mais palatável às esquerdas e, assim, parcela importante dos 65% de reprovação à presidente poderá parar de dizer aos Datafolhas da vida que o governo Dilma é ruim ou péssimo, já que boa parte desse percentual de rejeição à presidente vem da esquerda frustrada com a presença de Levy no comando da economia.

E como o mercado já praticamente nos tirou o que nos poderia tirar (o grau de investimento), agora Dilma terá opção de implantar políticas fiscal e monetária menos restritivas.

Do ponto de vista do mercado, não será bom. Em um primeiro momento a nomeação de Barbosa irá aumentar a desconfiança dos investidores e, assim, a retomada do crescimento fica mais distante. Porém, o apoio político que irá gerar a Dilma dará a esses mesmos investidores mais segurança de que Dilma terá condições de governar.

Apesar de o primeiro trimestre de 2016 prometer ser um período muito mais duro para a economia, com aumento do desemprego e da inflação, Dilma poderá brandir para a esquerda a tese de que com uma política econômica mais heterodoxa o crescimento irá voltar.

Quando as pessoas estiverem mais indispostas com o governo no início do ano por conta da perda do emprego e preços mais altos, Dilma terá o que dizer : “Mudei o ministro da Fazenda como vocês queriam, e, mais adiante, a situação irá melhorar”.

E, de fato, se a base eleitoral que a elegeu parar de dar respostas tão ruins aos institutos de pesquisa e sentir-se mais confiante, melhorando a aprovação a ela, esse apoio político influirá no Congresso, que irá se tornar muito mais colaborativo com o governo.

Dilma fez um lance ousado na política. A possível desconfiança do mercado com Barbosa pode ser desastrosa, e se a esquerda não responder de forma positiva o país afunda de vez. Mas, se a estratégia der certo, em 2016 ela finalmente terá como governar.

Quem quer o bem do país só tem uma alternativa, neste momento. Quem é de esquerda e estava indisposto com Dilma por conta da formação político-ideológica e técnica de Levy, se der apoio à presidente ajudará a levar a governança do país para onde quer.

Que a esquerda tenha inteligência para entender o movimento que a presidente fez no tabuleiro político e juízo para responder com apoio. Se começar um “fora Barbosa”, jogará o país no colo da direita

81 Comentário

  1. Os golpistas não passarão. Gilmar passaralho. E, sem dúvida, se desligar a nojenta Globo (deletar em definitivo a meretriz platinada) o Brasil melhora.

  2. O país já está no colo da direita há muito tempo, meu filho. Ou você acha que quem faz acordos com a oligarquia para governar é de esquerda?

    • Em 2012 perguntei ao candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL Carlos Giannazi com quem ele governaria se ganhasse a eleição. Afinal, para o PSOL o PT não presta, o PSDB não presta, o PMDB não presta, o PDT não presta, o PSB não presta, ninguém presta. Resposta: vamos colocar movimentos sociais para pressionar nas galerias da Câmara.

      É brincadeira, né?

      Imagine o PSOL no poder. Suponhamos que em 2018 aconteça alguma coisa como a que aconteceu na Grécia e uma Luciana Genro vença a eleição. Suponhamos que o PSOL repita o melhor desempenho do PT (acho que em 2006) e eleja 100 deputados. Terá 413 na oposição.

      Como governar o Brasil em ínfima minoria no Congresso? Gostaria que alguém da esquerda me desse essa receita.

      • Excelente resposta, Edu, diante disso, gostaria de pedir permissão de expor essa sua pergunta no meu Facebook?! Por que quero isso? apenas quero mostrar aos meus amigos que são de esquerda que estão insatisfeito com Dilma, alguns até pregam golpe, pois já vi comentários deles em Hangouts que eu já participei, dizendo que estão torcendo pelo impeachment, mesmo sabendo que em um eventual impeachment e após eleições marcadas (se é que serão marcadas, eu particularmente penso que haverá uma ditadura e supressão dos direitos civis e políticos, com os partidos de esquerda, posto na clandestinidade), quem levará a eleição, será a Extrema direita juntamente com o extremismo religioso dos Malafaias & Cia.

        • Claro, Marcus

          • Perfeito Edu, ninguém leva em conta a eleição do legislativo, nenhum governante pode governar do jeito que gostaria que governasse se não tiver maioria no congresso! As pessoas tem que aprender a votar nos cargos legislativos e valorizá-los!

      • Antes tarde do que nunca, desde o começo até as pedras sabiam que Levy não teria como entregar o que prometia, pois estava num governo de esquerda que vinha como executor de uma grande transformação da base social.

  3. Estou no aguardo, estou com esperança .

    • Pode dar certo

      • Como pode não dar. Cite um país em que a esquerda se deu bem na economia.

        • Chile, Uruguai, Brasil, sem falar nos países escandinavos. O problema de vocês é que não entendem que a economia tem ciclos. Por 12 anos o Brasil teve crescimento do salário, do empregon da distribuição de renda. Agora vc quer jogar 12 anos fora por conta da sabotagem que a direita promoveu no país neste ano. Como terminou o governo FHC? E a ditadura?

          • Edu,

            este pessoal da esquerda tem muito conhecimento, uma inteligência relativa ; o que lhes falta mesmo é sabedoria!

            Parabéns pela análise.

          • chile? o país mais à direita da américa latina? Brasil? Queda no PIB de 4% com previsão de mais 4% pro ano que vem enquanto o resto do mundo cresce é ciclo? Vamos lá cara, invente umas desculpas melhores. Você consegue.

          • Hehehe a direita é uma piada. Exis algum país sob direita ou esquerda que nào entre em crise eventualmente? Discutir com vcs é perda de tempo

  4. O “fora Levy” já estava em vigor até mesmo em boa parte da direção do PT, sem falar na CUT, MST, MTST e outros movimentos sociais. Entre outros artigos escritos sobre a política econômica levyana, lembro do título de um: “Dilma, me ajude a ajudar você”. Dilma ouviu a voz das ruas e dos movimentos sociais e sindicais, e dispensou Levy.

    Já o STF teve uma posição ambígua: por um lado, anulou a votação fajuta do Eduardo Cunha, é verdade. Mas, do outro lado, nossos exaustos e estafados juízes foram embora pra Disney deixando o gângster Eduardo Cunha no comando do golpe. Não julgaram as gravíssimas denúncias contra ele.

    Essa é a diferença entre um governo que, entre erros e acertos, OUVE a voz das ruas e, do outro lado, forças políticas como nossa justiça, nossa mídia e nossa oposição, que estão sintonizadas com as elites e NÃO OUVEM a voz das ruas.

    Quanto à condução da política econômica, me alinho entre os que são favoráveis à estatização dos bancos. Há até setores moderados que apoiariam essa medida. Pelo seguinte: a economia de um país é importante demais para deixar na mão de banqueiros. Banqueiros não se importam com o bem-estar do povo, só querem saber de lucro a qualquer custo. Mas, voltando ao mundo real, uma alternativa seria fortalecer a Caixa, o BB e o BNDES de modo a que eles detenham 60% da movimentação financeira do país. Atualmente, esse percentual está na casa dos 40%. Se o governo fizer um esforcinho, instalando novas agências, reduzindo drasticamente os juros cobrados pelo BB e pela Caixa (os do BNDES já são baixíssimos), poderíamos conquistar esses 60%, de forma que os banqueiros teriam menos poder de nos desestabilizar.

    • Todos gostaríamos de estatizar os bancos, mas o que aconteceria com o país se isso fosse feito? Um isolamento do Brasil. Uma fuga de capitais sem precedentes. Ainda bem que você colocou o “voltando ao mundo real”…rs

      • Pois é, Eduardo, esse tal mundo real é uma chatice. rs rs rs

        Por isso sugeri a alternativa mais moderada de fortalecimento dos bancos públicos que já existem. O governo já havia começado timidamente isso em anos anteriores, baixando os juros do BB e da Caixa. O que é preciso é construir mais agências desses dois bancos, baixar ainda mais os juros, estimulando a adesão de mais correntistas, tanto pessoas físicas como jurídicas. Desta forma, os bancos privados continuam existindo, ganhando dinheiro, mas não dominando o mercado.

        Mesmo essas medidas mais soft têm que ser tomadas com extremo cuidado, pois farão com que o sistema financeiro mostre os dentes.

        • Eu não sei se sou a favor da estatização dos bancos, simplesmente por não entender do assunto e não saber as consequências econômicas e sociais.
          Mas bem que o governo poderia valorizar os bancos públicos, tornando a concorrência mais difícil para os bancos particulares.

      • Teve uma época em que a França estatizou bancos, se não me engano no governo de François Mitterrand na década de 1980. Mas, depois foi tudo desfeito. E se desfizeram é porque a experiência não foi bem sucedida. Chegaram a conclusão que a administração privada era melhor. Ou será que os Franceses são tão ignorantes assim?

        • Dá vergonha alheia o “argumento” de que devemos fazer qualquer coisa porque os franceses – ou qualquer outro povo dos países ricos – fizeram. Há uma direita – da qual também discordo – culta e capaz de produzir uma retórica que vale a pena debater. Você certamente não faz parte dela. É a direita ignara, que só sabe xingar e papagaiar bordões dos colunistas reacionários de plantão

          • Bem, já que sou um “ignaro” então me diga por que os franceses desistiram da estatização dos bancos.
            Será que é porque eles são tão “ignaros” quanto eu acreditando nos “Reinaldos Azevedos” golpistas da direita deles que existem por lá que trabalham pela disseminação das ideias do Consenso de Washington na França?
            Pobres franceses, se deixaram levar pelos gangsters do capitalismo selvagem…

          • Ora, se eles são tão espertos revertendo a estatização dos bancos, nós, que nunca estatizamos, somos muito mais espertos, correto? Vá catar coquinho

    • Também concordo com a estatização dos bancos. Mas para funcionar esse processo deveria ser mundial. Resumindo, sou favorável à estatização de todo o sistema financeiro internacional. Porque para a humanidade sobreviver no futuro teremos de nos livrar de todos os bancos e de todos conglomerados privados que estão destruindo o planeta e a nós mesmos movidos unicamente pela ganância. E o tempo já é curto e está se esgotando!

      • Não sei quem foi que escreveu outro dia que o impeachment já foi dado: pelos bancos. Isso é assim pelo mundo todo, vejam o que fizeram com a dívida da Grécia, que acabou cobrindo papéis podres dos bancos europeus. Assim como no Brasil estamos nas mãos das cinco famílias da mídia, o mundo está nas mãos das mesmas seculares famílias banqueiras que lançaram seus braços sobre tudo e sobre todos. O 1% que detém a riqueza mundial é essa gente que tira presidentes, põe presidentes e manda nos Congressos mais importantes do planeta. Como descreveu bem o Duvivier, nosso Congresso representa essa gente, não nos representa, o que é uma dificuldade a mais. Até que aprendamos a não votar em quem os financiadores querem, vai ser essa água, um congresso de empresários, lobistas, mafiosos que têm tanto a ver com a gente como o óleo com a água. Mas pelo menos podíamos fortalecer BB e Caixa e mandar algum banco estrangeiro chispar daqui, como fez o Correa no Equador. Tentar equilibrar um pouco o jogo e essa tal da dívida pública que só fomenta essa gente. Não entendo bem do assunto, só intuo, é possível fazer algo sem chutar totalmente o pau da barraca.

        • Pois é, Renata, a Grécia foi chantageada pelo sistema financeiro.
          E, pra falar a verdade, até os EUA foram chantageados em 2008.
          O mundo caminha para um impasse: ou a humanidade dá um “chega pra lá” nos bancos, ou teremos uma nova crise, muito mais profunda do que a atual.

      • Você tem razão, José Eduardo, teria que ser uma medida mundial ou, pelo menos, continental. Senão, como disse o Eduardo, seria um desastre, com fuga de capitais e a 4a. frota dos EUA inteira no litoral do Rio de Janeiro. A Grécia que o diga: por muito menos foi chantageada pelo FMI e pelo Banco Central Europeu.

  5. E a primeira coisa que ele faz é mexer nas aposentadorias. Nos bancos, seus lucros e juros abusivos não fazem nada nunca. Ministro de esquerda so se for meuzovo. A Dilma se mata sozinha Edu. Nem precisa um ladrão Cunha ou os outros vagabundos do impeachment.

    • Júlio, não é bem isso. Eis o que Barbosa disse

      http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-fara-mudancas-na-idade-minima-da-aposentadoria–diz-barbosa,10000005415

      Agora, meu companheiro, é preciso ter uma certa noção da situação do país. Com esse discurso baseado em uma declaração do ministro (dizendo que ele “mexeu” na aposentadoria), o que o país vai ganhar é um governo ultraliberal.

      Não é possível que ninguém da esquerda entenda a situação fiscal do país. Aí realmente não tem jeito.

      Mas acho que muita gente na esquerda vai fazer uma reflexão mais ponderada.

      • Ta certo Edu. É que queimei a língua tantas vezes defendendo o governo contra facistas. Eu queria que a Dilma governasse só um pouquinho pra quem a elegeu.

        E tbm acho que os bancos ganharam demais esse ano. O Brasil inteiro em crise e eles faturando mais que no ano passado. Algo esta errado. E eu não sou expert em economia, mas sei que quando banco ganha muito eh pq o povo tá estrepando.

  6. O problema é que a imprensa SEMPRE irá distorcer, para pior é claro, qualquer declaração do novo ministro para passar que sua escolha foi “mais” um erro da presidente.

    Ou seja, a imprensa irá criar um clima de “não deu certo”, antes mesmo do novo ministro sentar na cadeira. Aposto. Agora, resta saber se os eleitores de esquerda lhe darão o tempo necessário ou irão cair na armadilha da imprensa.

    • A “imprensa”, sempre. Mas se a esquerda não fizer coro – como está fazendo -, caem pela metade os 65% que rejeitam Dilma

  7. Eduardo, agora o mais importante é debelar a crise política pois é ela que tem alimentado a crise econômica. Essa oposição inconsequente e criminosa fará de tudo para manter a temperatura política nas alturas, para fazer a economia afundar ainda mais e, quem sabe, tirar uma casquinha indecente dessa situação. Já há rumores de manobras do CÚnha em conluio com a oposição golpista para dar um drible na decisão do STF de proibir chapas avulsas. E ainda há o nefasto e repugnante coronel de Diamantino que é dono de cursinho de direito e que irá presidir o TSE a partir de março do ano que vem. E com a recente fala do Aécio pra se descolar do Temer e sugerir novas eleições, desconfio que já tenham um coelho na cartola. Todo cuidado é pouco com essa gente, eles não vão desistir de sabotar o país.

    • Acho que a nomeação de Barbosa ajuda justamente a debelar a crise política, pelas razões expostas no texto

      • O Cunha vai dar muito mais trabalho ao PT do que imagina a nossa vã filosofia.
        Eugênio José Alati
        21/12/2015.

        • Esse Lucas sei-lá-do-quê ou que-late-sei-lá-das-quantas é burro como uma porta…rs… Toda vez que comenta com um nome comenta com o outro. E ainda diz que é contra corrupção e fende o cunha (mínuscula intencional, revisor)

        • Dizem que depois da decisão do STF o Eugênio Alatir foi visto arrancando as calcinhas pela cabeça e babando de tanto ódio, baba que foi suficiente para ressuscitar o volume morto da Cantareira.

          • Rsrsrs… isso é uma figura. Ele deve comer em cima do computador, porque passa o dia escrevendo aqui no blog comentários que nem leio e deleto. Começa ao raiar do dia e termina de madrugada. E ainda usa outros nomes. Pobre diabo. Não deve ter família, amigos, nada. Se tivesse, perderia porque não faz nada mais na vida a não ser ficar escrevendo aqui. E o mais impressionante é que me disseram que comenta em outros blogs. Como pode? Nunca vi nada a sim. É o comentarista mais doido que vi em 10 anos de blog. A maioria dos dementes escreve um ou dois insultos sexuais (freud explica) e vaza. Esse acorda e vem direto pra cá e passa o dia me xingando e colando posts do Reinaldo Azevedo e do Diogo Mainardi. 7 dias por semana. Vejo pelo tamanho do comentário. Se for grande é post de um desses dois, se for pequeno é xingamento. De alguma forma, porém, é lisongeiro alguém dedicar a própria vida a escrever aqui. Ou melhor, seria lisongeiro se o tal não fosse um lunático

        • Diga-me uma coisa: na sua casa não tem roupa suja, louça suja, canil sujo? Você não conhece nenhum abrigo para idosos, em que se possa praticar ações voluntárias em prol dos que lá se encontrem?
          Procure uma lavagem de louça, de roupa, de fezes e urina de animais, uma ação “pro bono”, ou, qualquer atitude que se possa avaliar útil.
          Deixa de ser inútil, sujeito!

      • Não sei Eduardo, enquanto esse safado do CÚnha estiver solto o perigo é grande. A cara de pau e a audácia desse sujeito são tão grandes a ponto dele solicitar uma reunião com o presidente do STF, o que na situação dele é um escárnio com a justiça. Espero que o Lewandowski não receba esse bandido…

        http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/cunha-quer-reuniao-com-stf-para-esclarecer-duvidas-sobre-impeachment/

    • Data vênia, exatamente por isso achei tão estranho o STF não julgar logo o afastamento do Cunha, mostrando-se por um lado tão “republicano” no rito do impeachment e por outro, naquilo que mais está ferindo o andamento das coisas, deixando para mais tarde. Alguém me explique, eu já havia perguntado qual a razão disso no post anterior do Edu, mas não fui lá ver se alguém me elucidou, rs.

  8. Levy caiu, espero que os juros que o BC determina também caiam. O BNDES tem que emprestar dinheiro a juros bem menores para os empresários que querem investir na produção industrial brasileira, gerando empregos qualificados para os que vivem no país.

  9. Não espere moleza pra Dilma. Ela governa com o programa perdedor da eleição. Mais moderado, claro. Porém não mostrou a real situação do país durante a eleição.
    Ela tem que entregar o que prometeu, senão vai ficar aí nas alturas de desaprovação.
    Não queremos golpe, mas queremos um governo identificado com a esquerda. E por falar nisso, esse Barbosa não se encaixa nesta identificação, ainda mais quando a primeira coisa que ele fala é sobre aposentadoria, que como você sabe, não preocupa tanto os golpistas dos jardins.

  10. Para mim o Cunha foi o fator de maior peso no resultado da política e da economia em 2015.

    Como pode um presidente da Câmara integrar o maior parido da base e ser o maior oposicionista do governo? Além de opositor parece que é também um PHD em gangsterismo.

    Criou um ambiente tão negativo que ensejou até a traição do vice presidente.

    Pior: Janot nada fez contra ele, mesmo tendo todos os motivos há tempos. Agiu na véspera das férias do STF, quando não havia mais tempo para nada.

    Penso que mesmo com os vazamentos seletivos do escândalo da Petrobras e a farra do PIG 24 horas por dia em torno disso e mesmo com a queda dos preços do minério e do petróleo e a crise mundial, se não houvesse Cunha e Aécio ( vitaminados dia e noite pelo PIG ) hoje a realidade seria bem diferente.

    Há um ranço no ar, desde junho de 2013, que não se esvaiu até hoje e que foi aditivado a mil pela mídia e fermentou demais o apetite dos golpistas.

    Enquanto o Cunha não cair continuaremos a caminhar no fio da navalha.

  11. Boa noite,
    Edu.
    Para mim, a mudança veio em ótimo momento, o golpe se esfarela nas mãos dos inconformados com a derrota via STF. O Cunha, mesmo ainda estando solto(o que é, ao meu ver, um absurdo), está se isolando cada vez mais, e, com essa mudança, estaremos iniciando um novo ciclo neste segundo mandato, aquele no qual a Presidenta pode governar em PAZ. Estou bastante otimista.

  12. Concordo, Edu. Porém, sempre o ”porém”, faço uma ressalva com relação à parcela de esquerda que ‘alimentou’ as críticas ao governo, se unindo assim, ao sonoro grupo coxinha do país. Acho que não havendo essa grita contra a política de ajuste fiscal implementada até agora, mantendo-se silenciosa a bem do governo, até que ponto iríamos, pois Dilma não acenava uma vontade de mudar o Levy, mesmo com as seguidas apunhaladas das agências de risco.

    Agora uma amenidade: Seria melhor, na ilustração que encima o seu texto, se as posições das imagens de Levy e Barbosa estivessem invertidas, assim a setinha teria outro sentido e eu ficaria mais feliz (rsrs). Seria uma mensagem subliminar. Ou eu, pequenino que sou, não percebi uma matreira artimanha sua…

    Abraço, Edu.

  13. Quando Levy entrou, falou que ia fazer e fez diversos “ajustes” contra os mais pobres. Mudou o seguro desemprego, pensões e vai por aí afora e sem explicar os porquês. Deu no que deu. As pessoas, incentivadas pela mídia sórdida, passaram a odiar o governo e a presidente. Foi por aí que ela ficou com esta popularidade baixa. Não aprenderam. Vem o novo ministro e fala NOVAMENTE em aumentar a idade para a aposentadoria. Logo agora? Eles não aprendem mesmo. Já estão nas redes espinafrando a “grande notícia”. É um governo que não se cansa de errar. Nunca vi nada igual.

  14. Ainda há muita gente do campo da esquerda que assiste ao telejornais da Globo ou ouvem a rádio CBN que troca a notícia… e os masoquistas que ainda leem Fe-lha de S.Paulo ou a “revista” não Veja, dessa forma Dilma nunca terá o apoio dessa esquerda.

  15. Só vou acreditar que houve uma verdadeira guinada para a esquerda quando o novo ministro da fazenda começar a baixar os juros SELIC com vistas a equilibrar o orçamento. Pois até o momento não falou nada (embora isso não necessariamente signifique alguma coisa), e parece que já ganhou o apoio da Febraban (isso significa…). De outra sorte, já está prometendo uma nova “reforma” na Previdência. Talvez seja melhor não comemorar antes do tempo e colocar as barbas de molho.

  16. Devemos querer que o “Mercado” vá para aquele lugar que a educação me impede de registrar! Economia é política, como tudo na vida, e, nesse aspecto, a saída do neoliberal Joaquim Levy e a entrada de Nelson Barbosa(um desenvolvimentista, embora menos desenvolvimentista do que eu gostaria, mas o possível na correlação de forças existente)foi uma vitória política da esquerda(COMO FOI A DECISÃO COLEGIADA DO STF, QUE NÃO TEVE NADA A VER COM “RESPEITO À CONSTITUIÇÃO”, NÃO EXISTE ESSA ENTIDADE OBRIGANDO OS MINISTROS, O QUE EXISTE É POLÍTICA, LUTA DE CLASSES)extraordinária. A saída de Levy representa FINALMENTE a adoção de uma política desenvolvimentista por Dilma, o que não significa que a Presidenta abandone completamente o ajuste, mas que saiba fazê-lo com parcimônia e principalmente inteligência política, acompanhando as medidas conservadoras de outras, destinadas a atender o desenvolvimentismo e principalmente os setores sociais que a apoiam. Não que, olhando apenas pela lógica da ciência econômica, o ajuste seja correto. É evidente que não o é e por uma razão bem simples : o país gasta bilhões de reais pagando os credores da dívida interna, graças a alta taxa de juros, e com isso envia fortunas ao Sistema Financeiro Internacional, recursos que poderiam financiar o nosso desenvolvimento, além de serem distribuídos à população. Contudo, essa inserção deficitária na Economia Internacional não pode ser alterada abruptamente, e por isso a necessidade do ajuste(para continuar-se atendendo a um grupo de pressão, o Sistema Financeiro Internacional, cujo rompimento destruiria macroeconomicamente o Brasil). E por que nos destruiria? Por que nossa inserção deficitária na Economia internacional, que nos obriga a depender dos recursos obtidos no “Mercado” com a emissão de títulos da dívida pública(além de garantir que investidores e empresas gringas continuem a aplicar no Brasil), é consequência de nosso papel subalterno no Capitalismo Mundial(como fornecedores de matérias-primas e consequentemente devedores nas relações de troca, uma vez que temos que “pagar” por grande parte dos produtos industrializados que adquirimos. Mesmo os produzidos aqui são em boa parte fabricados por empresas estrangeiras, a quem pagamos royaltes), papel esse que existe desde a formação do país como colônia de exploração e está na raiz de nossa dependência e dos problemas econômicos que sempre tivemos(no passado, a inflação, e, desde o Real, os juros altos, que são a mesma coisa, inflação travestida de outra forma, mas com as mesmas consequências, empobrecimento da maioria e concentração de renda). Por não poder modificar de uma vez o perfil de sua Economia, e a inserção econômica subalterna que resulta dele, o país tem que ceder à exploração do Sistema Financeiro, mas, se pretende um dia quebrar essas amarras, tem que ao mesmo tempo fortalecer sua Economia, mudando o perfil dela e as relações comerciais em que está inserida. Assim, conseguirá obter uma novo papel na Economia Mundial, dessa vez soberano, como nação industrializada e superavitária. Para fazê-lo, é necessário mesclar as concessões neoliberais com medidas de desenvolvimento econômico e distribuição de renda(além do imperativo moral, distribuir renda gera um Mercado Interno, indispensável para qualquer país que quer crescer), medidas que foram tomadas nos Governos petistas, mas em doses diferentes., Enquanto a distribuição de renda sempre foi um foco dos Governos de Lula e Dilma, atitude corretíssima, um programa de desenvolvimento industrial e de mudança de nossas parcerias comerciais foi iniciado nos Governos de Lula(principalmente a mudança de perfil comercial), mas esfriado ou abandonado pro Dilma. Questões econômicas, mas principalmente políticas, explicam, essa mudança, a qual poderá começar a ser desfeita com a chegada de Barbosa. Evidentemente que não imediatamente, nem no curto prazo(o mais urgente é salvar a Economia dos estrangulamentos que a mídia e a direita tentam lhe impor), mas num médio ou longo prazo, para que assim não somente Dilma torne ainda mais exitoso seu mandato, mas para que o Governo recupere uma das principais razões de ser da esquerda; junto a outra ainda mais importante, que é acabar com a miséria; que é retirar o Brasil de sua condição de nação independente e explorada, permitindo que finalmente controlemos de verdade nosso destino. Essa deve ser a razão de ser da saída de Barbosa e de começarmos a entender que nosso nosso dia a dia, como grupo de pressão, devemos mandar o Mercado pastar.

    • Devemos repetir que o tal do Mercado é os interesses dos banqueiros e agiotas, eles não pensam no desenvolvimento social, esses sanguessugas só pensam em acumular riquezas, não importando que para isto pessoas passem fome, pessoas morram esperando atendimento nos hospitais públicos, por exemplo. Esse Mercado é um bando de trombadões de terno e gravata que tiram dinheiro da Educação, da Saúde, da Segurança Pública, da melhoria do transporte público, das pesquisas com ciência e tecnologia.

      Que o Mercado (adorado pelo PIG) vá…sifu.

  17. Escritor, jornalista e professor emérito da UFPel, o jaguarense Aldyr Garcia Schlee, que recentemente foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do Brasil, em ato político realizado no sábado , dia 19 de dezembro, diante do Teatro 7 de abril, na praça Cel. Pedro Osorio, por ocasião da aula pública em “Defesa da Democracia” manifestou-se assim:

    “Lamento que precisemos estar aqui, hoje, em praça pública para defender a Democracia. Lamento muito, porque, aos 81 anos, já não imaginava mais… ver a democracia ameaçada em nosso país.
    E percebam que agora, já não são os bandidos fardados de ontem que nos ameaçam e ameaçam o povo brasileiro; agora são os filhotões da ditadura militar outrora acobertados na velha Arena, são eles que se arrogam a dar o golpe, disfarçados escandalosa e convenientemente de arenistas em pepistas e de pepistas em “progressistas”; ou disfarçados escandalosa e convenientemente de arenistas em pefelistas e de pefelistas em “democratas” – a contar ainda os metidos na conveniente, escandalosa e disfarçada absorção do periclitante comunismo do PCB pelo pseudo socialismo direitoso do PPS; – e a contar ainda o constante e inabilitante afundamento político-eleitoral do outrora democrático e promissor PSDB, nas suas sucessivas derrotas nacionais e nas ridículas brigas internas de seus caciques, que transformaram o partido, agora, na desarticulada máquina que se quer escandalosamente, disfarçadamente e convenientemente, detonadora e propulsora do golpismo brasileiro, com o irrestrito, incondicional e mal-disfarçado apoio (como não poderia deixar de ser) das máximas entidades patronais da indústria, do comércio, da agricultura… e de toda a mídia monopolista com elas mancomunada no país inteiro, chancelando, difundindo e propalando as campanhas de desinformação, ignorância, intolerância, ódio, rancor, mentira, injúria, difamação e calúnia, especialmente contra a presidenta da República.
    Fora Dilma, fora PT são expressões postas na boca de uma pobre gente – não de gente pobre – pobre gente que vemos por aí desinformada, ignorante, intolerante, cheia de ódio e rancor injustificáveis; e difusora irresponsável de mentiras grosseiras e de criminosas injúrias, difamações e calúnias contra quem quer que seja o objeto de sua ira e raiva. Uma pobre gente – não uma gente pobre – que, portando contraditórios símbolos nacionais, inclusive a camiseta canarinho enxovalhada pela CBF, nem ao menos sabe, certamente, por que mesmo poderia desejar Dilma fora da presidência e o PT fora da luta política –a não ser para que, assim, não houvesse necessidade nem perigo de eleição, e os caciques seguidamente derrotados nas urnas não corressem risco de mais um tombo eleitoral, capaz de conduzi-los ao ostracismo que os ameaça e que tanto merecem.
    Tenho por certo que o golpe contra o qual nos manifestamos aqui, hoje, não haverá: a Justiça já corrigiu e recompôs os limites da ação política desencadeada pelo golpismo no Congresso. Mas a defesa da democracia continua.
    Com ela, com a defesa da democracia, estamos comprometidos – o que significa estarmos comprometidos com a vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em eleições livres, democráticas e inquestionáveis que garantiram e garantem à presidenta Dilma Rousseff uma mandato que vai até 2018.
    Não ao golpe!
    Não à infâmia!
    Não à mentira!
    Não à injúria, à difamação e à calúnia!
    E viva o povo brasileiro! ”

    http://fronteirameridional.blogspot.com.br/2015/12/em-defesa-da-democracia-por-aldyr.html

  18. Edu, espero que o governo Dilma tenha tirado lições importantes desse período em que a economia foi comandada por um banqueiro. Eles são especialistas em de taxa de juros e câmbio mas de produção, distribuição e consumo não são. E é isso que toca a economia e, consequentemente, o país.

  19. Esquerda? O cara é do maior reduto de conservadorismo por metro quadrado chamado FGV – sei por experiência própria!
    E também foi um dos grandes responsáveis pelos apuros que Dilma passa com as suas prestações de contas.
    Não foi uma boa jogada na minha opinião, ela trocou o Darth Vader pelo Palpatini e vai se arrepender em pouco tempo.
    Ele era outro que precisava sair, não mudar de cargo.

  20. Prezado Eduardo:

    A decisão da presidente faz todo sentido. Levy só estava no cargo, apesar de ser tão odiado pela base ideológica que ajudou a elegê-la, porque, como um dos “Chicago Boys” (formados pelo pensamento ultraliberal da Universidade de Chicago), supunha-se que, por supostamente ter boa interlocução com as agências de classificação de risco, conseguiria postergar o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. A decisão da presidente faz todo sentido. Levy só estava no cargo, apesar de ser tão odiado pela base ideológica que ajudou a elegê-la, porque, como um dos “Chicago Boys” (formados pelo pensamento ultraliberal da Universidade de Chicago), supunha-se que, por supostamente ter boa interlocução com as agências de classificação de risco, conseguiria postergar o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. “

    P. E o que são os “Chicago Boys” ?

    R. São os seguidores do senhor Milton Friedman “ que sonhava em desmontar os moldes das sociedades, fazendo-as retornar ao estado de capitalismo puro, livre de todas as interrupções – regulação governamental, barreiras comerciais e interesses entrincheirados. Ele acreditava que somente os remédios amargos podiam eliminar as deturpações e os maus princípios.
    O Brasil está cheio dessa turma e realmente estamos ” cheios ” desses entreguistas que se julgam saber mais do que os outros.

    P. Que remédios amargos eram recomendados ?

    a) Os governos deveriam abolir todas as regras e regulamentações que se interpunham no caminho da acumulação de lucros.

    b) os governos deveriam vender todos os ativos que possuíam e que podiam ser administrados pelas corporações, com fins lucrativos.

    c) os governos precisavam cortar drasticamente os fundos destinados aos programas sociais.

    d) os impostos deveriam ser baixos , taxando ricos e pobres na mesma importância fixa.

    e) as corporações deveriam ser livres para vender seus produtos em qualquer lugar do mundo, e os governos deveriam ser impedidos de proteger as propriedades e as indústrias locais.

    f) todos os preços , inclusive o preço do trabalho seriam definidos pelo mercado.

    g) O salário mínimo deveria ser abolido.

    h) toda a riqueza compartilhada deveria ser passada às mãos da iniciativa privada.

    Quem desejar ver mais sobre esse assunto basta ler o livro A DOUTRINA DO CHOQUE – A Ascensão do Capitalismo do Desastre, de Naomi Klein, Ed. Nova Fronteira.

    Pergunto: tivemos entre 1994 a 2002 um presidente que seguiu ou não esse receituário e que tem ainda senadores/deputados/imprensa defendendo dia após dia essas idéias. ?

    Vendemos empresas distribuidoras de energia, vendemos uma boa parte da Petrobrás e ainda insistem em vendermos o pré-sal, vendemos empresas de telecomunicações, etc.etc…Como disse certa vez o presidente Itamar Franco ” essa turma é capaz de vender até o pau da bandeira nacional”

    Devemos lutar diariamente para impedir que entreguistas e neoliberais voltem ao poder, pois não pensam no Brasil nem no seu povo, pensam unicamente em servir aos seus senhores que estão sugando o suor e o sangue dos trabalhadores do mundo e fazendo guerras, não para eliminar a pobreza do mundo mas para terem mais lucros e mão de obra barata com os exércitos de desempregados que vão sendo ampliados em redor do mundo e empregando o bordão de que lutam por transparência, democracia e liberdade, enganando trouxas e inocentes úteis como o senhor Eugênio Alati

  21. “Dilma é que manda”.

    Nao precisa dizer mais nada.

    #paísdefracassados

  22. Edu,

    Depois do êxito da representação à PGR, não seria hora de se partir para cima do Gilmar? Penso o seguinte:

    – Gilmar virou minoria no STF;
    – Gilmar vem ofendendo seus pares sem cerimônia;
    – Gilmar vem esbofeteando a dignidade da Corte em sua fanfarronice e verborragia;
    – Gilmar pisoteia diariamente a LOMAN;
    – Gilmar votou contra o Senado no rito do impeachment;
    – Gilmar vinha se aproximando de Temer e Cunha, adversários internos do presidente do Senado;
    – O Senado possui maioria governista, oposta a Gilmar;
    – Gilmar possui um currículo invejável: os HCs cangurus, a Súmula Vinculante Daniel Dantas, o grampo sem áudio, a perseguição a Fausto de Sanctis, a contratação do cachoeiresco personal araponga, as ofensas a Joaquim Barbosa e a Ricardo Lewandowski, os vínculos com Demóstenes e os voos no jatinho do bicheiro, as denúncias contra o IDP, a acusação contra Lula desmentida por Jobim, o constrangimento de colegas no TSE, as ofensas reiteradas a um partido, as calúnias lançadas contra seus simpatizantes, o famigerado pedido de vista na questão do financiamento de campanhas … Com certeza haveria ainda muitos outros episódios tenebrosos a incluir na representação.

    Apesar do receio de alguns senadores quanto à Lava-Jato, nunca o momento foi mais propício que agora para denunciar Gilmar à mesa diretora do Senado.

    A percepção de que o judiciário não desistirá de levar adiante a operação, possivelmente até decretando perdas de mandato sem deliberação da respectiva casa (tese discutida na AP470), talvez impeça um toma lá da cá como o supostamente feito por Sarney à época da Satiagraha.

    Ao contrário, até mesmo quem está acuado pode ver aí uma oportunidade de reagir, caso esteja posta à mesa, contando com um momento de provável enfraquecimento do corporativismo do outro lado.

    O que dizer então de parlamentares que não tem nada a temer, em procedendo à intervenção prevista pelo sistema de freios e contrapesos, em um cenário em que a palavra impeachment já foi banalizada nos discursos, inclusive pelo próprio denunciado? Se pedem o de Dilma, por muito menos, por que não o de Cunha, por que não o de Gilmar? Ou algum poder seria inimputável em matéria de impedimento?

    Pode até não dar em nada, mas pior é deixá-lo à vontade em sua espiral de ataques às vésperas de relevantes decisões no TSE. Outro risco concreto é a possibilidade de que peça vista, por prazo a perder de vista, nos embargos de declaração de Cunha contra a decisão do Pleno do STF acerca do rito do impeachment, impedindo-a de transitar em julgado. Permitindo assim toda sorte de pedalada regimental na Câmara, até que se crie um fato consumado ou o caos institucional, para delírio daqueles Lacerdas que se julgam herdeiros naturais de uma intervenção autoritária.

    Paulo Nogueira escreveu um belo artigo hoje sobre a necessidade de se chamar Gilmar às falas. Diante da conjuntura, penso que o momento é este. Nestas hostes da Cidadania encontra-se ainda o mais abalizado redator que se pode imaginar para este imperativo pedido de impeachment: o ilustre professor Dr. Dalmo de Abreu Dallari, que profetizou, no longínquo ano de 2002, a degradação que Gilmar Mendes provocaria no judiciário.

    Abraços

  23. “Quem quer o bem do país só tem uma alternativa, neste momento. Quem é de esquerda e estava indisposto com Dilma por conta da formação político-ideológica e técnica de Levy, se der apoio à presidente ajudará a levar a governança do país para onde quer.”

    Diga isso a uma figura patética que conheço no trabalho, afiliado ao PSTU. É inacreditável, mas as posições dele me lembram mais o DEM/PSDB. A “bíblia” dessa criatura de “extrema-esquerda”, para se ter uma ideia, é o jornal Valor.

  24. Dessa última pesquisa Datafolha o que mais me chamou atenção nem foi a pequena melhora na popularidade da Dilma, mas sim a resposta de 80% que acredita que o Brasil tem jeito. Não há dúvida, o complexo de vira-lata é coisa da elite e da classe média colonizada.
    Muito interessante Edu, porque isso ocorre num momento econômico bem ruim. A minha leitura é que o povo cansou de pessimismo.
    Acho até que se refletiu favoravelmente para Dilma. O fato de querer que o governo dê certo fêz com que parte das pessoas respondeu positivamente à pesquisa, sem que tenham razões objetivas para tal

  25. Manchete da primeira página da UOL: Alstom vai pagar R$ 60 mi para se livrar de processo sobre propina:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1721914-alstom-vai-pagar-r-60-mi-para-se-livrar-de-processo-sobre-propina.shtml

    A mídia golpista petista da Folha acusa sem provas os tucanos de receberem propina da Alstom…

    • Acusa o quê. Desde 1998 Alstom e cia roubam SP via contratos com o governo e vcs acreditam que os tucanos não sabiam de nada. Vermes

      • Sim, a cúpula tucana é como o Lula. Nunca sabia de nada.
        E o Robson Marinho é o “Zé Dirceu tucano”…
        Se for condenado e preso será eleito “guerreiro do povo brasileiro” tucano junto com o Azeredo e poderão ir pra papuda pra ficar na mesma cela do Zé Dirceu e da Vovó Mafalda….

        • Senhor Seba, o oso, vossa senhoria deve ter sido integrante do movimento “Somos todos Cunha”. Hoje quem seria o seu herói, o decorativo vice?

  26. Quanto ao tema em questão o estrago já está feito na economia. Não adianta trocar de ministro que não vai resolver. A não ser que achem um “milagreiro”.
    Esse ano teremos um encolhimento de pib de -3.5%. Para 2016 as perspectivas também não são muito boas. Prevê-se outro encolhimento em torno de -2.8% e continuação do aumento do desemprego.

    • Com sabotagem política. A Lava Jato parslisou o setor mais dinãmixo e de maior peso da economia, acima dos bancos. É muita miopia

      • Mesmo concordando que a Lava Jato tem viés político, você considera uma alternativa melhor que nada se investigasse, para não paralisar o setor mais dinâmico da economia?

  27. dizem meu botões que Levi foi um nome imposto pelo consórico Cunha-Dilma-Fiesp para ferrar Dilma com recessão e desemprego e ajudar na sua queda.

  28. Fora de Pauta, mas inportantíssimo

    O Cunha está solto. E solto ele é um perigo. Veja o que ele está aprontando.

    Cunha, livre e solto, define o prazo e o resultado da votação do impeachment
    POR FERNANDO BRITO · 22/12/2015

    tvcunha

    Acreditem.

    Lambrecado, lambuzado, denunciado e provado, o sr. Eduardo Cunha apareceu ontem na TV Câmara para posar de “estadista do golpe”.

    Sua “entrevista” foi ao ar à noite e será nauseantemente repetida todos os dias desta semana.

    Disse, no programa, que “até março” o impeachment, que nem mesmo a primeira comissão de análise tem formada, depois da decisão do STF que anulou sua manobra, estará terminado.

    E, claro, Dilma Rousseff, deposta.

    Cunha já antecipa o resultado da votação: “O governo não tem mais do que 200 votos (de 513)”.

    Bem, como só precisa de 171 votos, talvez Cunha esteja dizendo que terá “acabado” por falta de número para continuar.

    Mas não.

    Ele prevê degradação e caos para o seu “feliz ano novo”.

    Tudo será muito rápido, diz ele.

    Tudo é muito rápido para os canalhas ousados e muito lento para os “republicanistas suicidas”.

    O Supremo nem sequer analisou a denúncia apresentada há quatro meses (sim, há quatro meses, no dia 20 de agosto!) contra Cunha por corrupção, mas, segundo ele, neste mesmo tempo se pode depor alguém eleito por alegadas irregularidades contábeis. Vejam, contábeis, por que não há acusação de ter-se apropriado de nenhum centavo, quanto mais ter enviado para a Suíça, como fez ele.

    E cinco meses terá em março o processo ético contra ele – isso se vier a prosperar – por ter mentido sobre suas contas na Suíça.

    Nem sequer o pedido urgente de afastar o homem que, na presidência da Câmara, é chamado de “delinquente” e líder de um “grupo criminoso” de deputados mereceu apreciação judicial.

    A toque de caixa, só o golpe. E não mais rápido ainda só porque lhe faltam ainda os votos necessários, que o “grupo de criminosos” ainda não conseguiu arrebanhar, mas espera conseguir, lançando o país na ingovernabilidade.

    Não basta que os canalhas sejam ousados, é precisos que os bons não sejam suficientemente bons para terem coragem.

    A democracia e a liberdade não são insetos que mereçam que os nossos doutos juízes se dediquem lentamente a examinar em suas minúcias e que, quando o virem exterminado, possam dizer: ah, mas temos aqui um exemplar conservado e estudos completos sobre sua morfologia.

    São valores, princípios, e a Justiça não porta apenas uma balança, mas também uma espada para defendê-los.

    O indigitado “delinquente” e seu “grupo criminoso” operam em completo escárnio ao Judiciário, que anda às voltas com seus panetones, pernis e belos vinhos.

  29. ALERTA A DILMA,AO PT E AOS PETISTAS(CONFIE,DESCONFIANDO):
    “NENHUM CORRUPTO TEM INTERESSE EM MANTER DILMA NO PODER”. ( SILVANA SILVA ).

  30. Edu, um tanto fora desta pauta, desculpe-me, mas você é um defensor intransigente das pessoas portadoras de necessidades especiais, problema que ambos, você e eu enfrentamos, contra toda a maldade de um sistema capitalista SELVAGEM, cruel e insensível até às entranhas, como o nosso. Sei que o que sai da sua criação neste blog também é visto nas mais altas esferas do judiciário. Veja, por favor, o que li no blog do Fernando Brito: http://tijolaco.com.br/blog/o-espirito-natalino-de-um-juiz-incluam-se-as-criancas-com-deficiencias-desde-que-paguem/
    Quanta maldade da parte de uma certa corriola dos bem-nascidos.

  31. Excelente analise Edu!! Parabéns pela leitura perfeita. O apoio a Dilma é algo essencial

Leave a Response

Please note: comment moderation is enabled and may delay your comment. There is no need to resubmit your comment.