Reforma ministerial puxou tapete dos golpistas e gerou otimismo na economia

DILMA

 

Os mais jovens não se lembram do termo “tecnocrata” e poucos conhecem a doutrina da tecnocracia, que se baseia na escolha de técnicos infensos a critérios políticos para tomada de decisões e adoção de políticas públicas.

A Tecnocracia se iniciou durante o Estado Novo, que permeou a industrialização do país e as conquistas de direitos trabalhistas. O então presidente Getúlio Vargas discursou em 1931:

A época é das assembleias especializadas, dos conselhos técnicos integrados à administração. O Estado puramente político, no sentido antigo do termo, podemos considerá-lo, atualmente, entidade amorfa, que, aos poucos, vai perdendo o valor e a significação

Mais adiante, o aprofundamento da tecnocracia se daria com João Goulart pelas reformas de base preconizadas pelo socialismo científico, mas o presidente foi vítima de um Golpe Militar em 1964. Porém, a tecnocracia não perdeu impulso com a ditadura; ganhou.

A elite conservadora e os militares subverteram o projeto tecnocrata, adaptando-o para a realidade autoritária. Caracterizado pela busca de crescimento econômico, baseava-se na exclusão da classe trabalhadora das decisões políticas.

Desse modo, decisões que produziam concentração de renda mas que favoreciam o empresariado eram tomadas sem olhar para o aspecto social porque, tecnicamente, fortaleceriam as empresas e, assim, produziriam crescimento econômico.

Paralelamente ao endurecimento do regime, o governo militar punha em ação o plano de modernização da indústria nacional baseada na racionalidade tecnicista.

O “milagre econômico” dos anos 1970, que permitiu ao país crescer a taxas próximas a 8% ao ano, foi a face mais visível desse fenômeno. A economia cresceu na mesma medida que a concentração de renda.

O que ocorre com a tecnocracia é que despreza o fato de que, às vezes, para um país avançar ele tem que levar em conta critérios políticos em vez de técnicos. A recente reforma política dá bem a dimensão desse fenômeno.

É mais do que evidente que técnicos como o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro (quem, apesar de ser filiado ao PT, é um técnico, médico sanitarista e professor universitário) ou o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro são excelentes técnicos, mas de que adianta ter um ministério técnico se o governo não consegue governar e se vê ameaçado de cair?

Surgiu, entre a esquerda, a teoria de que seria melhor a presidente da República aferrar-se ao purismo ideológico e “cair de pé” ou “com dignidade”. Que papo é esse? Não há dignidade alguma em jogar no lixo 54 milhões de votos sob um pretexto qualquer.

A condescendência desses setores da esquerda com a violação da democracia é assustadora. Nenhum democrata de fato pode aceitar que uma eleição seja jogada no lixo sob pretextos obscuros como “pedaladas fiscais” ou doações eleitorais a Dilma feitas por empresas envolvidas na Lava Jato simplesmente porque presidentes anteriores apelaram às tais pedaladas – e nada aconteceu – e porque aquelas empresas doaram também à oposição.

Assim, Dilma precisava recompor seu ministério sob critérios avessos à tecnocracia de forma a pôr fim à sabotagem de setores do PMDB que vêm impedindo uma medida administrativa inadiável como o ajuste fiscal, medida essa que foi bem definida pelo colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas em artigo recente no jornal Folha de São Paulo.

Antes de prosseguir, vale ler o lúcido artigo de Janio:

FOLHA DE SÃO PAULO

17 de setembro de 2015

JANIO DE FREITAS

Hoje tem amanhãs

Se não for conduzido pelo atual governo, o ‘ajuste’ será feito na base do mais puro e duro neoliberalismo

As crises atraem todo o pensamento para elas, e não para o que, nelas, mais importa: o seu amanhã, os desdobramentos que persistem, historicamente, no mau hábito de fugir a todo controle. É o que estamos vendo, no impeachment sim ou não, no “ajuste” sim ou não. Como se as crises institucionais desde a morte de Getúlio, e seus desdobramentos sempre para pior, nada ensinassem para o futuro que são os nossos dias.

Políticos rasos são imediatistas. Logo, os políticos brasileiros só pensam em sua conveniência imediata. Esta é origem da tese de impeachment. A “desconstrução” que Aécio não conseguiu fazer na disputa eleitoral quer, agora, levar a oposição a obtê-la por outro meio. Sem risco, porque um novo fracasso estaria isentado de qualquer consequência funesta. A permissividade vigente na política brasileira garante.

Não se dá o mesmo com os movimentos reivindicatórios, tipo Movimento dos Sem-Terra, o dos Sem-Teto, a CUT, movimentos de professores e universitários, de funcionários públicos, enfim, aquilo tudo que muitos chamam de “a esquerda”. Ser contrários ao “ajuste” arrochante é óbvio, para eles. Mas até onde? –eis a dificuldade além do óbvio e do imediato.

O “ajuste” será com Dilma ou será com outro. Será, é ponto pacífico: no mundo político não se vislumbra segmento algum capaz de se elevar para impor correções econômicas não arrochantes. A rejeição prática e absoluta ao “ajuste” de Dilma/Levy confunde-se com o impeachment, ainda que sem tal intenção. Já é assim, e as manifestações programadas tendem a dar a esse embaralhamento evidência e força influentes.

Também por isso, mas não sobretudo por isso, Dilma impôs às duras discussões sobre cortes no Orçamento, contra a quase indiferença na equipe econômica, certa imunidade de vários programas à tesoura. Como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, assim depois destacados, entre outros, pelo próprio Levy.

Se não conduzido pelo atual governo, o “ajuste” será no mais puro e duro neoliberalismo. Caso o governo ficasse com o PMDB, estaria minado por uma falta de quadros próprios que o obrigaria a sujeitar-se às exigências direitistas do PSDB. O PMDB de hoje é numeroso e vazio. Mercantilista e vazio. Amorfo e vazio.

Caso o governo ficasse com o PSDB, por uma eleição precipitada, contaria com serviços bem pagos do PMDB, como foram os do PFL no governo precedente dos peessedebistas. Para o “ajuste” de retorno ao Brasil que começara a deixar-se superar, aos 500 anos de história.

A escolha dos movimentos reivindicatórios é óbvia? Não. É de sua índole e de sua sobrevivência que combatam o “ajuste” de Dilma. Na concepção de comando e tática desses movimentos, está sempre a ideia de que as chamadas lutas sociais e o estrato político-social que comanda o país são entidades à parte. Cada qual sabe de si e cuida de como enfrentar o outro. Fora dessa concepção, os movimentos caem na perplexidade emudecida a que o PT sucumbiu, diante do governo Lula –que em momento algum foi governo do PT.

Em qualquer destinação da crise, é muito provável o recrudescimento dos movimentos reivindicatórios organizados. Menos acirrados e duradouros, em um dos casos, e muito mais nos outros. Com que modos e até que ponto final, o Brasil está muito mudado para que se se tente imaginar. Sobre isso basta lembrar que os militares mostram-se muito mais civilizados do que os civis.

Apesar da gritaria oportunista e sabotadora da direita e da gritaria descolada da realidade da esquerda contra o ajuste fiscal, Janio, que chegou a escrever muito contra a medida, teve o bom senso de entender que esse ajuste virá de forma controlada pelas mãos de Dilma ou descontrolada e impiedosa pelas mãos de quem for beneficiado por um eventual golpe bem sucedido, que, sem a reforma política, poderia até não acontecer, mas chegaria mais perto de acontecer, o que teria efeitos dramáticos sobre a economia.

O PMDB é um saco de gatos, como sabemos. Atualmente, divide-se, politicamente, entre aliados fieis do governo (minoria), aliados eventuais e inimigos declarados.

O grupo fiel da balança é o dos aliados eventuais. Não tem razões políticas e ideológicas próprias contra ou a favor do governo. Pauta-se por interesses pessoais. Como o grupo de Eduardo Cunha se fortaleceu muito com a queda da popularidade de Dilma, o grupo fisiológico do PMDB aderiu ao presidente da Câmara.

Cunha – que chegou a ser aliado do governo –, esperto como ele só viu na queda de popularidade do governo a chance de se safar das acusações de corrupção que surgiram contra si no âmbito da operação Lava Jato. Apesar de não ter razões pessoais para atacar, percebeu que se tornando antipetista e antigovernista conseguiria, para si, o apoio do bando de tarados que quer derrubar Dilma a qualquer preço e sob qualquer desculpa.

A oposição demo-tucana, por sua vez, comprou Cunha pelo preço de face e se uniu a alguém contra quem abundam provas materiais e testemunhais de corrupção enquanto faz discursos empolados… Contra a corrupção (!!).

Algumas matérias da Folha de São Paulo deste sábado (3), porém, mostram que esse discurso “moralista” da oposição é falso como uma nota de três reais e que, além disso, a reforma ministerial puxou o tapete dos golpistas e, de quebra, já permite vislumbrar melhora da economia, pois permitirá que, finalmente, seja feito de uma vez o necessário ajuste fiscal.

A primeira matéria trata do silêncio criminoso da oposição sobre a descoberta de onde está a propina milionária paga a Eduardo Cunha.

FOLHA DE SÃO PAULO

3 de outubro de 2015

Oposição opta pelo silêncio sobre peemedebista

DE BRASÍLIA

Fiel escudeira do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a oposição tem preferido o silêncio sobre as denúncias que pesam contra o peemedebista, temendo que manifestações contrárias a ele inviabilizem eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Cunha tem total controle sobre o andamento dos pedidos de afastamento da petista do cargo. Nesta semana, ele arquivou cinco dos 14 que estavam sob sua mesa e disse que espera decidir sobre os demais nos próximos dias.

A oposição firmou, há semanas, um acordo velado com Cunha sobre o rito do impeachment. Para não arcar sozinho com o ônus político da decisão, ele rejeitaria o pedido do ex-petista Hélio Bicudo, chancelado pelos oposicionistas, que entrariam com um recurso ao plenário para o processo seguir em tramitação.

Criticar Cunha pelas denúncias seria arriscar quebrar esse acordo, na avaliação feita ao longo dessa semana. Integrantes dos maiores partidos de oposição afirmam estar “entre a cruz e a espada”.

“Se o abandonarmos e apoiarmos publicamente a renúncia da presidência ou a cassação do mandato dele, acabamos com qualquer possibilidade de impeachment, porque, a não ser que um oposicionista assumisse a presidência –o que é impossível– nenhum outro parlamentar dará sequência ao impeachment”, disse um deles.

As discussões sobre a situação de Cunha voltaram nesta semana com as notícias de que o deputado teria contas bancárias na Suíça.

A segunda, a terceira e a quarta matérias da Folha que o Blog selecionou mostram que a reforma ministerial atingiu seu objetivo.

A reforma, claro, desagradou a oposição. Contentou o setor volúvel do PMDB e fez o mercado se acalmar em um momento em que o governo está gastando mais do que arrecada, o que está promovendo derrocada do conceito internacional sobre a economia brasileira.

A segunda matéria dá conta de que, agora, o PMDB volúvel – que é maioria – já fala em “reconciliação” com o governo. Para Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder do PMDB da Câmara, e Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do partido no Senado, a reforma ministerial reaproxima base aliada do governo.

Para quem não sabe, Picciani é tido como “fiel escudeiro” de Eduardo Cunha e vinha liderando a revolta peemedebista.

A terceira matéria mostra o que a reforma provocou no mundo real, ou seja, entre os agentes econômicos. Sob o título “Reforma acalma mercado e faz dólar recuar”, a matéria mostra que os agentes econômicos sabem que, agora, o ajuste fiscal vai sair e as pautas-bomba – que criam despesas em lugar da economia de que o país precisa – serão rejeitadas.

A quarta matéria, por fim, mostra que a oposição não gostou da reforma ministerial – o que, para quem quer o bem do país, é um bom sinal.

O discurso moralista da mesma oposição que, segundo a Folha, cala sobre a corrupção comprovada (pelo ministério público da Suíça) de Eduardo Cunha, acusa o governo das mesmas coisas que a esquerda pela reforma ministerial, com o diferencial de que o discurso esquerdista é sincero, apesar de equivocado.

Seja como for, o golpe voltou a ficar mais distante e o ajuste fiscal, mais próximo.

O golpe vem perdendo e ganhando força, alternadamente, desde março deste ano, quando ocorreu a primeira grande manifestação contra Dilma. De lá para cá, a possibilidade de ser desfechado comporta-se como um ioiô.

Na semana que entra, o TCU parece que vai mesmo emitir um parecer contrário às ditas “pedaladas fiscais”. Porém, como se trata de um órgão de assessoria do Congresso e não de um tribunal de fato, a interpretação que será dada pelo Legislativo a uma eventual condenação das contas do governo Dilma será dos parlamentares.

Com a reforma ministerial, a possibilidade de a maioria necessária optar pela abertura de processo de impeachment ficou bem mais distante. Apesar de Eduardo Cunha, em seu jogo em causa própria, dizer que a reforma não vai mudar a beligerância do PMDB, todos sabem que houve uma inflexão entre a parte volúvel da bancada do partido.

E como a parcela da bancada do PMDB rebelada não estava apenas dando fôlego ao golpismo, mas, também, sabotando o país votando a favor das tais pautas-bomba, essa inflexão dos peemedebistas volúveis deve, finalmente, permitir ao país equilibrar as suas contas.

Com o dólar estacionando ao redor de 4 reais e as contas públicas entrando em equilíbrio, a inflação deve cair e o investimento privado deve retornar. Com isso, a arrecadação sobe e o governo poderá voltar a investir.

Com investimento público e privado, inflação sob controle, orçamento equilibrado e dólar mais realista, gerar-se-á um círculo virtuoso que em meses irá recuperar nível de emprego e valor dos salários, preparando o país para voltar a crescer, no máximo, até 2017.

Oposição (à direita e à esquerda) e setores da mídia – e, por incrível que pareça, um setor amalucado da sociedade civil –, porém, não querem que o país se recupere porque tal recuperação ajudaria a Dilma, a Lula e ao PT a recuperarem popularidade.

O governo Dilma, porém, conseguiu usar a única arma que lhe restava para melhorar a economia e extirpar a sabotagem política: a caneta. A reforma ministerial foi uma medida legítima e que, ao fim e ao cabo, será melhor para todos.

Quem viver, verá.

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77 Comentário

  1. Gerou sim otimismo, com certeza!!!!!! O etanol subiu hoje em todos os postos,ontem recebi o boleto de uma sala comercial que alugo com reajuste de 14%, e segundo um colega que trabalha no INSS, o mesmo não terá grana pra pagar o 13 salário segunda parcela em Dezembro. tá tudo maravilha….

    • Vai me desculpar, mas seu discurso é primário. O que você está dizendo é que a crise está gerando crise. Fico me perguntando se leu o texto… É claro que há problemas. É claro que há inflação, após o dólar disparar. O que vocês – pessoas como você – não conseguem entender é que tudo deriva da instabilidade política. Os agentes econômicos estão em pânico. Não há previsibilidade. Ninguém sabe quem vai governar ou se o governo conseguirá aprovar o reequilíbrio orçamentário com a fragilidade política que tem. A situação não precisaria ter chegado a esse ponto. Para se ter uma ideia, FIESP, FIRJAN, Trabuco (Bradesco), Setubal (Itaú) e, até, jornais como O Globo e Folha de SP reconhecem que grande parte dos problemas da economia decorrem da crise política. Havia que dar um jeito. Quanto ao otimismo no mercado financeiro, basta olhar os jornais. Não que tudo esteja resolvido, mas o mercado já trabalha com a hipótese de o governo se manter e conseguir reequilibrar o orçamento. Mas, enfim, esse primarismo é até aceitável. A politicagem faz as pessoas menos informadas terem reações imediatistas como essa sua

      • Primarismo? eu chamo de realidade do meio,,explico: quando algo que precisa sobe de preço há dois caminhos, um é não comprar outro é ganhar mais subindo o preço do “seu trabalho” que no meu caso consultoria já reajustei 15% á partir desse…
        Então vem o efeito cascata, meus clientes aceitaram e provavelmente irão repassar isso adiante, tenho parentes no ramo da panificação que já estão subindo os preços quinzenalmente na base de 3 á 5% para compensar a E elétrica (48% este ano) e a farinha de trigo ( 84% de janeiro até agosto) que no ramo segundo ele respondem por 75% do custo do produto final, sendo ainda que os panificadores para equilibrar a balança precisam hoje ainda repassar 50% de aumento global , ou seja, este ramo tá trabalhando no prejuízo, jogando contas de um mês para outro ( efeito bola de neve),sem contar que conversando com o mesmo ele me contou ainda que a Coca Cola e a Pepsi, já avisaram, á partir de 01 de novembro tabela nova 16% de aumento, sendo que em agosto aumentou 6%.
        Então veja bem que o primarismo é de fato engraçado, pois geralmente é o primarismo que faz revoluções ou mudanças, não esqueça que por causa do boato dos Brioches, uma rainha foi guilhotinada.
        Então o que se sugere a qualquer governante é que apele ao primarismo e se aproxime da realidade do povo, que na sua maioria pensa em comer, vestir e morar, principalmente em época de crise.
        Quanto a minha pessoa, acredito que não seja EU primário, pois há 10 anos venho falando que o Brasil iria quebrar e feio, e até lucrei com isso, nessa semana ganhei uma aposta de um amigo que era Lulista fanático e hoje está com tanta raiva do PT e da Dilma que ordenou excluiu de seu círculo de amizades todos os petistas e simpatizantes, e agora quer se filiar no DEM, e olha conhecendo esse cara e vendo tal situação vejo que não devem existir mais muitos petistas,pois esse era DOENTE, mas segundo ELE, agora se curou.
        Na minha opinião sincera, ele só se curará se agir como eu, ou seja, com desconfiança e ódio em relação á classe política.

        • A pessoa passa 12 anos falando que uma hora virá uma crise e um dia ela vem mesmo, até porque o mundo está em crise. Não vejo mérito nenhum em vencer essa aposta. Além disso, tem a sabotagem. Eu corto os freios de um carro e aposto que ele vai bater. Ganho a aposta. A economia é cíclica. Era inevitável que viessem problemas. Mas a sabotagem – que os peso-pesados da economia e até parte da mídia já criticam – é o fator principal dessa crise

          • Edu, esse Marcelol só pensa em termos capitalistas. Não vai entender seu ponto de vista, já que para ele quantidade e lucro tem primazia sobre as pessoas, ou seja, distribuição de renda e qualidade de vida.
            No último post ele perguntou por que o estado tem que dar faculdade e saúde de graça, se o país-idolatrado por ele, os USA (SIC) mais “rico” que toda união europeia junta, não dá isso de graça enquanto o Brasil – 10 ª potência em 2016 (deve ser o desejo dele) faz isso?
            Bem, pelo jeito ele nunca ouviu falar do Obamacare e nos atuais problemas econômicos e de pobreza nos EUA.
            Seria bom ele tomar conhecimento do que diz Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de economia, ex-dirigente do Banco Mundial e conselheiro econômico de Bill Clinton. Olha um dos trechos publicado na Folha e reproduzido no Tijolaço:
            “O bem-estar das corporações foi engordando ao mesmo tempo que encolhiam os projetos de ajuda aos mais pobres. Um norte-americano típico ganha hoje menos do que ganhava há 45 anos –feitas todas as correções. UMA EM CADA QUATRO CRIANÇAS VIVE NA POBREZA (na Grécia é uma em seis).
            O 1% mais rico abocanha um quarto da renda e 40% da riqueza dos EUA. Há 25 anos, essas percentagens eram de 12% e 33% respectivamente. Políticos e parlamentares fazem parte dessa superelite e atuam em função dela.
            Essa crescente desigualdade destrói o mito dos EUA como a terra de oportunidades, sabota a eficiência da economia e, principalmente, abala os pilares da democracia. O lema de “um homem um voto” está sendo convertido em “um dólar um voto”.

          • Essa gente é um perigo

          • De acordo com o Banco Mundial, o PIB da União Europeia foi de 18,46 trilhões de dólares em 2014 contra 17,41 trilhões dos EUA. Além de falar besteira, esse marcelol ainda dá dados errados. Em qualquer estatística a UE supera os EUA em PIB.

          • Corrigindo: onde se lê bilhões, é para ser trilhões.

        • Se lucrou está reclamando do que? Eu discordo do posicionamento do Eduardo, que já lhe disse algumas outras vezes soa como ufanismo. Levei um puxão de orelha dizendo que a palavra estava mal colocada. Enfim, se a sua torcida para que o país quebrasse deu certo, paciência. Mas aceite, ao menos, a análise política. No mais, se alguém sair do PT para a Rede já caracteriza uma incongruência imperdoável, o que dizer de sair do PT para o DEM? Convenhamos, este nunca foi petista ou acreditou em um governo de esquerda; e aqui não faço nenhuma defesa do PT, pois para mim ele está doente terminal. Mas não me peça para abrir mão de minhas convicções esquerdistas-sociais e me juntar ao que há de mais podre e nefasto neste país, que é a sua elite político-financeira. O status quo que produz, reproduz e faz surgir pensamentos esdrúxulos como o seu. Grite e esperneie contra a covardia e incompetência deste governo, mas não o use para justificar suas fragilidades ideológicas.

        • Perdeu a cabeça não por causa de um boato, mas pelo azar de estar do lado errado na história. A Dilma, não podendo oferecer brioches, procura salvar pelo menos as “três refeições por dia”. É triste, mas poderia ser pior.

        • Esses índices de reajustes estão muito além da inflação, portanto, acho eu que tem gente se aproveitando, pois anunciaram que a gasolina iria aumentar, aumentaram 2 vezes seguidas em uma semana, o etanol. Isso é o que percebi nos lugares que passo diariamente. O problema que ninguém quer fazer sacrifícios e aumentam tudo bem acima da inflação e antes todo mundo aceitava calado, pois lembro muito bem que no início do real eu pagava 29 centavos o etanol e teve vários reajustes. Quanto a energia, todo mundo acreditou que a privatização iria prestar melhores serviços e seria mais barato. Tá aí o resultado, pois a ANEL não quer saber se ouve seca ou não, quer apenas faturar.

      • Mas quem provocou essa crise política? Você mesmo afirmou aqui que Dilma não tem “malícia política”. Ora, se ela não possui essa malícia então não possui competência para governar, isso é fato. E para alguém que se diz de “esquerda” você está muito preocupado com o mercado financeiro.

        • Isso se deve ao conceito distorcido sobre esquerda. Você pode ser a favor de programas sociais, direitos civis, políticas públicas redistributivas e não ser alheio à realidade, ora

        • Fora que a “malícia política” recém adquirida por Dilma inclui se aliar com bandidos do naipe de Cunha e Picciani.

          Sem maioria no congresso, é necessário fazer acordos, isso é claro, mas há limite, e o limite é o da decência de seus aliados.

          Aliar-se com corruptos não gera governabilidade, sempre gerará instabilidade. Tirar ministros técnicos, ok. Mas colocar um pau-mandado de Cunha como é o novo ministro de ciência e tecnologia?

          Mas claro, para quem acredita que está é a única opção, e que o ajuste fiscal em cima dos pobres, sem mexer em grandes fortunas e na taxação pelo IR dos lucros e dividendos é a única opção, aí realmente só há esse caminho. Mas é lógico que há outras opções.

    • Aluga um apartamento e vai morar com o Aécio, coxinha babaca!

  2. Em revertendo a crisr,em revertendo sua baixa popularidade Dilma podera então fazer um governo mais proximo de suas metas,e dependendo dos resultados das proximas eleições,ja sem o financiamento empresarial,podera se ter um vislumbre de como serão as eleições para camara,senado e presidencia.Acredito que a oposição e midia,que ja estão em desespero,devem partir para atitudes kamikazes.Por enquanto é um governo de transição,não acredito que esta cposição va ate o fim do governo.

  3. Mas ainda falta a mais que previsível condenação das contas do governo pelo TCU, Eduardo! Até porque a mídia golpista já antecipou esse resultado. E a mídia está tão certa de que haverá condenação por causa do relator Nardes, que não para de falar sobre o assunto!

  4. Edu,

    Análise perfeita, sem apelações de quaisquer ordens. O governo federal agora está agindo como deveria agir desde o início, ou seja, politicamente. E tensionar esse ambiente construído para avançar socialmente e -quando a situação econômica permitir novos programas – trabalhar os movimentos sociais, sindicatos, etc. a se somarem na transformação do país. A rigor, não se pode dar asas aos grupos reacionários incrustados na mídia, na oposição e, sem medo, mostrar à classe média seus enganos históricos por que estamos passando durante décadas e mais décadas.

    Meu abraço.

  5. Eduardo, ler seu blog, especialmente hoje, é mais eficaz que tomar Lexotan. Espantoso como você escreve tão bem sobre a realidade em seu tempo livre, com tantas pesquisas, escreve tão bem como o mestre Mauro Santayana. Sou lhe grato por me trazer paz de espírito.

  6. Edu, boa tarde! Acredito que alguns pontos da reforma foi boa pata a Dilma. A perda da Saúde para o PMDB, que segundo Ciro Gomes, o atual ministro não tem credibilidade, coloca o PMDB em cheque e ajuda a recriar a CPMF que mostra o caminho dos paraísos fiscais, coisa que essa elite odeia. Também acho que a criação da Rede e principalmente adesão do Molon e do Randolf ao “partido” ajuda a enfraquecer ainda mais o PSDBosta e o Demo, sem falar do Ciro no PDT. Tomara que tenhamos um pouco de calmaria.

  7. Edu, quanto a publicidade do governo federal às “revistas” Época, IstoÉ e Veja, levando em consideração os ataques simultâneos das três publicações a Lula, Dilma e o PT desse final de semana, não seria uma ótima oportunidade para a presidenta, aproveitando o embalo da reforma ministerial, CORTAR TODA A VERBA DE PUBLICIDADE DO PIG?

    • Não é fácil fazer isso porque as campanhas precisam ser veiculadas nos veículos de maior audiência. Mas acho que o ponto não é esse. No momento é preciso governabilidade. Em prol do país

      • Pois é, Edu, mas se é pra cortar gastos as verbas publicitárias devem entrar no jogo.
        Eu já vi , num único intervalo do jornal da Gazeta, três propagandas do governo: BB, Caixa, Petrobrás e outra do governo federal.

  8. Prezado Eduardo:

    “A oposição demo-tucana, por sua vez, comprou Cunha pelo preço de face e se uniu a alguém contra quem abundam provas materiais e testemunhais de corrupção enquanto faz discursos empolados… Contra a corrupção (!!).”

    Como o homem é da minha igreja( rss.rss.rss ) aqui vai uma frase para que os discurseiros( rss.rss.rss ) e ouvintes prestem mais atenção ao que a grande imprensa diz:

    ” O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” Oséias. 4.6″ quando fala sobre a corrupção geral em Israel.

    OBS: discurseiros foi palavra inventada por mim. Não existe na língua portuguesa. O certo seria verborréicos ou verborrágicos.

  9. Vez em Quando é bom respirar fundo e sentir o alento de uma brisa.

  10. Edu, me sinto esclarecida com a sua análise, tudo claro e fundamentado. Estive sem tempo de acompanhar as notícias e não sabia como ia reverberar a reforma ministerial. O Lula teve participação, deu uns pitacos?

  11. Boa tarde. Torço de verdade para as medidas tomadas serem suficientes e o país começar a andar. Mas como socialista fico triste pelo fato de se precisar ceder tanto para poder governar.

  12. Confesso que vivi dias de grande angústia e de debates constantes com golpistas de toda ordem que não tem menor apreço à Democracia….Agora, aparentemente, fico mais tranquilo, pois também o LULA e sua família resolveram começar a processar a imprensa vadia e outros mentirosos
    É preciso também atacar a boataria de forma dura e enérgica…

  13. O único ponto positivo do governo são as reservas que atingem 370 bilhões de dólares, o resto é um escândalo, senão vejamos: os ministros são fracos – e o da ciência e tecnologia, hen? – , a educação é o que é;segurança, um dos paises mais violentos do mundo; indústria, acabando: inflação, uma das mais alta do mundo; situação fiscal, nem preciso dizer; dívida, paga o maior juros do mundo e o maior valor também _ 400 bilhões de reais no ano- ; balança comercial, definhando , apesar do superevit; crescimento do PIB, um dos piores do mundo; emprego, não, desemprego; renda caindo; Nas três américas somente a Venezula é pior que o Brasil;Previsão do Banco Central para o PIB de 2016, negativa; avaliação do governo,a pior da história Pergunto: onde o otimismo?

    • É óbvio que o único ponto positivo não são as reservas. Nos últimos 12 anos, o Brasil pulou de 13a economia do mundo para 7a – FHC fez cair de 8a para 13a -, a dívida externa, pelo conceito de dívida líquida, foi paga, a distribuição de renda deu um salto, a pobreza diminuiu muito. Sobre os ministros, é conceito seu. Não tem valor maior. Sobre violência, criminalidade e outros problemas históricos, chega a ser ridículo você tocar nisso. São problemas históricos. Sobre países vizinhos, gozado que vocês, fascistas, não enxergam os problemas na Europa, no Japão, na China. Aliás, esta teve uma queda brutal de crescimento. Enfim, esse blablablá de vocês vai virar pó se Dilma conseguir pacificar o PMDB, que está ajudando o PSDB a sabotar a economia. Estamos no caminho. O impeachment já está bem mais longe. Só resta sincronizar a governabilidade. Vocês vão perder. De novo. Pela quinta vez consecutiva.

      • Acabei de ver na TV que a balança comercial teve o melhor resultado desde 2012 (em boa parte devido à ‘conta petróleo’) e vai melhorar ainda mais com a exportação do milho e outros grãos. A perspectiva é que chegue ao final do ano com saldo positivo de 15 bilhões.

      • O Brasil, livre do governo de Fernando Henrique “Caviloso”, foi o ponto mais positivo.

  14. Edu, como sempre, esclarecendo , minuciando, oferecendo informações que nos favorecem argumentar.
    Desde o início confio em Dilma e, quando a gente diz “Dilma”, estamos falando em diretriz.
    Confio no projeto iniciado por Lula e continuado por ela. Um Brasil de todos… Inclusão social é a tônica!
    Quem tem compromisso com a nação não faz jogo de cena, nem tem atitudes de permanente infantilidade.
    Peço, permanentemente, que forças espirituais conspirem a favor deste planeta desorientado… mas tudo vem através das pessoas…assim, que tenhamos, todos, juízo e boa vontade.
    Paz e bem! ( amanhã é dia de São Francisco de Assis…ele cumprimentava e se despedia assim: Paz e Bem)

  15. Longe de ser novo, o molho político a ministérios em detrimento de craques é, de fato, inúmeras vezes necessário para a governabilidade ou para o mero funcionamento da máquina. Você tratou de forma perfeita da situação.
    Mas, até onde se sabe, o Mercadante era um problema no ministério de Dilma, inclusive por conta, dizem, de sua pouca capacidade de articulação e por dificuldades de relacionamento com a base, inclusive com setores do próprio PT.
    Ante isso, até entendo a troca de um homem maravilhoso como Renato Janine Ribeiro dentro dessa lógica da realpolitik. Mas, sinceramente, me parece despropositado que essa troca tenha sido feita em favor de Mercadante.
    Perdemos um grande, vai lá, “técnico”, trocando-o por um político sobre o qual parece haver o consenso de que mais atrapalha do que ajuda.
    Sei lá…

    • Eduardo a tua análise está corretíssima. Essa crise foi concebida no berço demo-tucano e não adianta espernear. Fazem 13 anos que os tucanoides tentam germinar crises, qualquer uma que lhe servisse para alavancar e alimentar aqueles institutos mais selvagens (como diria Bob Jefferson – ” O Honesto”).

      O Governo está correto em fazer a reforma ministerial – com forte base na política – até porque ele é adequada a forma de governo adotada no Brasil, onde o Presidente eleito nunca consegue a maioria parlamentar para governar com um único partido. (Nem sei se isto seria bom).

      Portanto governo de coalização é assim que funciona. Com os tucanalhas o Brasil só regrediu e vivemos em crise por oito anos seguidos, pois foram pilantras e incompetentes e agora não conseguem ganhar eleição.

    • Não são mudanças cosméticas, são mudanças políticas. Tenho 56 anos e ouço esse blblablá sobre reformas desde a ditadura. O Brasil só precisa equilibrar o orçamento e isolar os sabotadores demo-tucanos que usaram a ganância do PMDB para assustar investidores e demais agentes econômicos e, assim, paralisar a economia. Dilma teve coragem de fazer o que era preciso. Tem que dar uma banana para os radicais de esquerda e direita e fazer o que precisa ser feito.

  16. Edu,

    Queria entender está fascinação que vocês tem pelo governo FHC. !3 anos já se passaram e vocês ficam agarrado no passado. Se o Lula teve um governo ESPETACULAR, como é possível o Brasil está hoje nesta situação? A desculpa é sempre a crise internacional, mas pergunto: por que estamos entre os piores, mesmo com o governo ESPETACULAR do Lula. O MUNDO JÁ ESTÁ EM RECUPERAÇÃO, os EUA, onde a crise começou, cresce a vários anos, pouco mas cresce.O FMI calcula o crescimento da economia mundial em 3%.
    Você não diz, mas sabe que a distribuição de rendas começou com a hiperinflação, ( sem o Plano Real, nada seria possível) sendo dominada e com as criação dos programas sociais, como o Bolsa Escola – veja no you tube o Lula agradecendo ao Marcone Pirillo a dica para transforma-lo no Bolsa Família- Vale Gás etc. Nada explica a situação caótica que passa o Brasil. Vocês culpam a crise internacional mas esquecem de dizer que Lula pegou o mundo numa DAS MELHORES ÉPOCA DA ECONOMIA MUNDIAL, AO CONTRÁRIO DE FHC. Estamos perdendo a passos largos o aumento da renda e o emprego e quase tudo caminha para piorar.
    Como vê, Edu, não estou agredindo nem xingando, só argumentando.

    • FHC está todo dia agredindo Lula e Dilma e vocês querem que não haja reação. Além disso, se FHC foi tão bom quanto vocês dizem, por que hoje o Brasil não é uma Suíça? Agora, o mais engraçado é que as crises da época de FHC eram localizadas (só ocorriam em países enrolados) e a crise que Lula enfrentou a partir de 2008 e a que Dilma enfrentou a partir de 2011 não serve de Justificativa apesar de ser considerada a maior desde 1929… Sabe por que te bloqueio? Primeiro por se travestir de mulher e usar email falso, segundo por mentir muito. Tenho que perder tempo para não deixar que coloque mentiras no meu blog. Você precisa se tratar. Esse transtorno de personalidade é grave.

      PS: para vc não mentir mais coloco a prova de que Lula enfrentou e Dilma enfrenta crise muito pior que a de FHC http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0304200820.htm

      • Edu já passou da hora de falar PSDB, governo do PSDB quando se referir ao FHC.
        Quando falam mal de Lula e Dilma eles naondeixam de dizer governo do PT, pra se criar um estigma ruim contra o partido.

    • Marcita ou Marcito, onde vc leu que os EUA estão se recuperando? Que eu saiba a situação lá não está boa não. Tanto é que o FED não aumenta sua taxa de juros, pois a sua dívida pública já ultrapassa o seu PIB. O ano passado li um artigo do professor aposentado da UnB, sr. Adriano Benayon no site redecastorphoto.blogspot.com.br, de que a dívida pública dos EUA era de 101% de seu PIB. Hoje essa relação é de 106%. Já pensou se os EUA aumenta sua taxa de juros, o quanto ele vai pagar de juros sobre sua dívida? Como pode um país nessa situação estar bem? E no Brasil essa relação dívida pública e PIB é de 57% atualmente.

      • Corrigindo: Já pensou se os EUA aumenta sua taxa de juros, o quanto o país vai pagar de juros sobre sua dívida?

  17. Esse golpismo está pior do que o movimento do Não vai ter copa ou do Queremos educação e saúde padrão FIFA. Padrão FIFA?Chiii… Isso é o mesmo que a anticorrupção padrão Eduardo Cunha. Pode ser pior?

  18. Não há como negar,a reforma ministerial patrocinada pelo governo,jogou água no chope do golpe.Como o PMDB vem a ser co-participe disso tudo,prefiro aguardar.O PMDB é inconfiável,pricipalmemte o Vice Presidente Michael Temer,golpista do disse que não disse que disse.

  19. É isso ai Edu. Certeiro como sempre. Saúde pra vc e família. Abs.

  20. A discussão do assunto sem agressões areja a cabeça e contribui para um ambiente melhor. Parabens

  21. eita nóis

    https://www.youtube.com/watch?v=alv9pu0R-os

    Ainda é cedo pra dizer-se isso ..mas vc acerta ao dizer que o clima político esta, por enquanto, mais leve

    Imprevisível ainda é sabermos com certeza os desdobramentos que terão os processos do TCU e TSE, e os pedidos de impeach

    Incerto tb é garantir-se que os cortes serão cumpridos e o aumento de receita exequível

    Pior é vermos ministro falando pra se cobrar a CPMF na ida e na volta ..colocando o BODE escancarado e cagado na sala ..assim não, né meu ??!! assim é criancice e provocação

    LEGAL foi ver um comentarista da GLOBO news peitar a Fecomércio e FIESP (que vivem mamando no sistema S) e propor que além do “impostômetro”, que defronte deste essa turma instalasse o SONEGÔMETRO também

    agora, DISCORDO – ou torço pra que vc esteja errado – que o processo esteja nas mãos de Dilma ..aliás, foi principalmente por causa disso que hoje, por sua impostura, imperícia, incompetência, omissão, quiça conivência, é que vivemos neste limbo, neste ciclo encurtado, neste clima de fim de feira

    e DESCULPE, pra mim, tanto a esquerda como a direita pecam por JUSTAMENTE não respeitarem a ciência e a técnica

    A direita por exemplo, imprevidente, resolveu IMPOR fórmulas de países desenvolvidos, detentores de moeda forte e de poder econômico, como a política monetária por exemplo que lá se usa e “abusa” pra se tentar curar tudo ..ou, como recentemente, ao nos importar o conceito das privatizações pra MONOPÓLIO, elas que hoje nos brindam com a telefonia, energia e acesso a infra (estradas e tarifas portuárias), dentre as mais CARAS do mundo ..ou ao menos as mais descoladas frente ao poder aquisitivo da NAÇÃO ..bem, verdade seja dita, é que se não isso, seria a ineficiência do ESTADO e de seu funcionalismo que tb nos encarece tudo (como hj ainda vemos com a Petrobrás).

    ..ou a esquerda que sempre quer distribuir o que NÃO se tem ..prometer e CONGELAR os eventos futuros, carimbando orçamento e eventos incertos ..ou ainda, sem pedir licença nem combinar com a Russia, rasgando contratos e cuspindo em direitos, parte logo pra ignorância ao tentar tomar de quem tem pouco (classe média, bom crivar) pra dar a quem não tem nada, ao menos pra que este se satisfaça com pouco de dolly e fubá ..ou, quem sabe ainda, roubando mais um pouco pra garantir aos seus e a tal “causa popular”

    convenhamos ..tudo repetido, mais do mesmo

    ..de novidade no dia temos apenas uma pesquisa científica (incompleta pra mim) que diz que 50% das formigas NÃO fazem nada, e vivem só pra andar dum lado pro outro, sem função, talento próprio ou atividade produtiva, sem rumo

    ..ah sim, temos tb as “novas idéias” que partem da queridinha atual da mídia, Monica Bolle (isso quando não é o tal do Sami Dana), que dos EUA nos diz que corremos o risco da inflação chegar a 20% (isso com a nossa brutal queda de renda e atividade ??!! poxa) ..e que “à vezes” a política monetária NÃO é eficiente pra, sozinha, se combater a nossa inflação, (não ??!! juuurra mesmo ???? pensei) e que hoje ela acredita que seria interessante se estabelecer uma ancoragem cambial através duma BANDA controlada..

    ..claro que ela reconhece que a BANDA pressionaria as reservas (um detalhe, 2o ela) ..e aqui, NADA de se combater a indexação de contratos, salários e tarifas, de se regular melhor os cartéis, de se afinar as políticas comerciais e regulatórias, de se aprumar as linhas e volumes destinados ao crédito, de se fazer uma profunda reforma fiscal e administrativa ..enfim, nada que dê muito trabalho, entende ?

    enfim, voltemos ao seu texto

    https://www.youtube.com/watch?v=p7KLeVLAPs8

    • “Ineficiência do ESTADO e seu funcionalismo”: O SUS (com um terço do orçamento per capita do setor privado de saúde e maiores atribuições, como vigilâncias epidemiológica e sanitária, vacinação e medicações gratuitas) acaba ainda ficando com as exclusões dos planos privados — os procedimentos mais caros, os idosos e desempregados que já não conseguem pagar etc. Os trabalhadores do SUS devem fazer mais com menos recursos e ainda são obrigados a ouvir que são mais ineficientes. Porque quem diz isso não experimenta mostrar sua eficiência trabalhando no setor público em cargo de carreira?

  22. QUANDO E FEITO COM SENTIMENTO QUANTO MAIS BATER MAIS FORTE FICA , LULA ETERNO , DILMA ETERNA VIVA A IDEOLOGIA !!

  23. Quer dizer que esse silêncio “ensurdecedor” da oposição perante esse escândalo das contas em bancos suiços de Eduardo Cunha tem a ver com esse acordo espúrio em torno do impeachment de Dilma? Essa oposição, pelo jeito, não está nem um pouco preocupada com corrupção coisa nenhuma. E de vez em quando dou uma espiada no face da gurizada do Movimento Brasil Livre e lá também não há uma menção sequer sobre Eduardo Cunha. Silêncio total. Depois vem com suas manifestações hipócritas contra corrupção querendo convencer o povo de que é contra ela, mas quando aparece corrupção do lado de seus ídolos não falam nada. Oh! gente hipócrita mesmo! E acabei de ler no DCM do Paulo Nogueira que o blogueiro da Veja, o tal Felipe Moura Brasil, disse em seu Twitter que “Cunha tem que ajudar a derrubar Dilma antes de ser eventualmente preso. Foi isso que escrevi meses atrás. E isso ainda pode acontecer”. É mesmo surreal o que está acontecendo: exigir que uma “ficha suja” como Cunha tenha autoridade moral de derrubar uma pessoa honesta como Dilma. Se o judiciário não fizer nada contra Cunha agora, vai ficar explícito que estão todos de acordo com a tramóia da oposição, isto é, com o impeachment de Dilma.

  24. Edu,

    Você continua a responder o que coloco
    1 – Se o Lula fez um governo espetacular, por que o Brasil é m dos países em pior situação?
    2 – Lula governou ou não num mundo impar, com a economia vivendo um dos melhores momento em décadas. Veja os preços das commodity. Sem elas o Brasil não teria as reservas que tem, ou estou inventando?
    3 – Com alguma exceção o mundo está ou não está em recuperação a anos?

    Obs: Uso este subterfúgio de me chamar Marcita pois uso o e-mail de minha mulher, e porque uso?,uso porque, mesmo sem xingar, ofender, somente fazendo o contraditório você cancelou a minha participação e como gosto de polêmica usei deste subterfúgio. Meu nome é Mauricio, você deve se lembrar.

    • Rsrsrs… uma vez vc jurou que era mulher. Vocês são doentes… sobre política, postei no comentário anterior a prova de que é mentira que Lula governou em cenário róseo. Em 2001 o FMI divulgou que o mundo – e não só uns paisecos, como na era FHC – vivia a maior crise desde 1929. Tenho que postar o link da matéria da Folha de novo? Lula saiu do poder em 2010. Dexou crescimento de 7,5%, inflação sob controle, quase 400 bi de reservas cambiais, pobreza e desigualdade menores, 7a economia do mundo… Herdou 12% de inflação de FHC, 30 bi de reservas, 13% de desemprego, 13a economia, pobreza de 40 milhõrs a mais, desigualdade muito maior. Ponto. E deixe de ser criança. Assuma suas opiniões. Seja homem, pare de se travestir

    • Mauricio,
      Você tem três mulheres?! Márcia, Marcita e Ramiza?!

      • Lembra que ele jurou de mãos postas que era mulher?

        • Daí pode você avaliar o quão honestos e sinceros eles são. Merecem menos zero de credibilidade. Se para se apresentarem como são, não têm coragem nem dignidade para fazê-lo, em assuntos puramente pessoais, como de identificação da personalidade e caráter, que é o que nos define como homens e mulheres e como seres sociais; imagine, então, em matéria de política!
          Abraços
          Maria Antônia

  25. Vamos começar desmistificando um termo que você uso utilizou em seu texto : tecnocracia. Você cita tecnocracia como algo “isento”, “puro” de contaminações “políticas”, ou seja, sem direcionamento ideológico em suas atividades. ISSO NÃO EXISTE. E no próprio texto você mostra que não existe ao citar momentos distintos da tecnocracia, nos governos de Getúlio Vargas e João Goularth e na ditadura. Nos dois primeiros casos, tivemos a ação da tecnocracia desenvolvimentista, ou seja, de técnicos com uma ideologia de esquerda, voltada para um projeto de industrialização independente e, principalmente no caso de Jango, de reformas estruturais que permitissem a construção desse desenvolvimento através de mudanças no formato interno de nossas Economia e Sociedade. Já na ditadura, temos a mesma ação de técnicos, só que conservadores, destinando-se a construir um projeto de “modernização” conservadora, termo que não gosto, pois constitui um oxímoro; que pode ser traduzido pelo aprofundamento da dependência e da condição subalterna do Brasil, “modificando” o país para adptar-se às alterações que ocorriam no Capitalismo Internacional, permitindo assim que as nações dominantes explorassem-no de uma nova forma, que era a mais condizente à feição que a Economia capitalista assumira em sua expansão. Esse processo, que já ocorrera inúmeras outras vezes em nossa História(o que foi a abolição da escravatura? Exatamente a mesma coisa. Como também a República), deu-se na ditadura pela industrialização conservadora, mais precisamente pelo recebimento de indústrias multinacionais que não mais interessavam aos países desenvolvidos; na maioria dos casos deixarem de integrar os setores tecnológicos “de ponta”, cujo controle tecnológico e resultado econômico são indispensáveis e geram grande impacto econômico; podendo assim essas indústrias “superadas” serem transferidas para nações periféricas, o que seria mais lucrativo para seus controladores devido ao baixo custo da mão de obra nesses países e ao favorecimento que os governos davam para a instalação das multinacionais, como incentivos fiscais e empréstimos, os quais por sinal eram a outra faceta perversa da “modernização” conservadora, que instalava-se a partir de um grande processo de endividamento externo. EM AMBOS OS CASOS, NOS GOVERNOS DE GETÚLIO E JANGO E NA DITADURA, COMO JÁ DITO; TEMOS A AÇÃO DE TÉCNICOS , SÓ QUE SEGUINDO MODELOS TEÓRICOS EXTREMAMENTE OPOSTOS, CUJAS DIFERENÇAS CONSISTIAM EXATAMENTE NAS INTERPRETAÇÕES DIVERSAS E OBJETIVOS DISTINTOS DAS IDEOLOGIAS POLÍTICAS, CONSERVADORA OU PROGRESSISTA, QUE FUNDAMENTARAM SUAS CONSTRUÇÕES. Se quisermos personalizar essa diferenciação, podemos dizer que Luiz Gonzaga Belluzzo e Mário Henrique Simonsen são tecnocratas, só que no primeiro caso temos um exemplo clássico do tecnocrata desenvolvimentista, progressista, que segue a linha de independência nacional e desenvolvimento includente de Getúlio, Jango e dos governos do PT. Já no segundo caso, temos um clássico tecnocrata conservador, que corresponde ao “desenvolvimento” subalterno da ditadura e do desgoverno FHC, cujas teorias econômicas foram construídas a partir de uma visão política que objetivava a manutenção da dependência e a perpetuação da desigualdade. Dito isso, poderemos entender que a Reforma Ministerial de Dilma, a qual entendo como necessária pelo mesmo motivo de sobrevivência que você, embora questione em alguns casos a dosagem, não teve nada a ver com trocar “técnicos ” por políticos, ao menos não na sua essência(não é isso o que interessa se quisermos entendê-la); E SIM EM CEDER A UM MODELO POLÍTICO, O CONSERVADOR, PARA PRESERVAR-SE NO PODER E ASSIM CONSEGUIR AO MENOS PARCIALMENTE CONTINUAR A IMPLANTAR MEDIDAS DO MODELO PROGRESSISTA; CASO CONTRÁRIO, A PRESIDENTA PODERIA CAIR E AÍ SIM TERÍAMOS O MODELO CONSERVADOR IMPLANTADO EM SUA PUREZA. É o mesmo raciocínio que explica a preocupação do Governo com o “déficit” fiscal, transformado numa tara econômica, numa coisa em si, não porque de fato o seja, mas porque a ideologia conservadora do Mercado diz que é e o Governo não pode peitar essa visão. VAI VER A IMPORTÂNCIA DADA AO DÉFICIT NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DOS EUA , DOS PAÍSES EUROPEUS OU DOS ASIÁTICOS E VEREMOS O QUE ESSA OBSESSÃO PELO DÉFICIT SIGNIFICA EM TERMOS REAIS : NADA. Claro que sei que Dilma não pode fazer isso, por esse motivo tem que preocupar-se com o Mercado e fingir que acredita em suas “Verdades” universais, que nada mais são do que a exposição de uma visão econômica, a conservadora. Contudo é bom que sempre lembremos que não passa disso. Assim, podemos entender a troca de um nome como Chioro por um animal do PMDB. O essencial não é que Chioro é um “técnico”, e de fato é, e o seu substituto é um “político”, mas que ideologia , que visão de educação será seguida no Ministérios. ATÉ PORQUE, É LÓGICO QUE OS POLÍTICO COLOCADO NESSE MINISTÉRIO, E EM OUTROS, TERÃO “TÉCNICOS” PARA AUXILIÁ-LOS NOS BASTIDORES, SÓ QUE AO CONTRÁRIO DE CHIORO E MUITOS OUTROS, ESSES TÉCNICOS SERÃO CONSERVADORES, TERÃO UMA VISÃO E UM MODELO DE AÇÃO NEOLIBERAL EM SUAS PASTAS. É COMO SE DILMA RETIRASSE LUIZ GONZAGA BELUZZO DO MINISTÉRIO DA FAZENDA E COLOCASSE EDUARDO CUNHA. O FATO DE BELUZZO SER TÉCNICO E CUNHA POLÍTICO NÃO ERA O MAIS IMPORTANTE, MAS SIM QUE CUNHA TERIA COMO SEU ASSESSOR DIRETO MÁRIO HENRIQUE SIMONSEN, TÃO “TÉCNICO” QUANTO BELUZZO, MAS AO MESMO TEMPO O OPOSTO DELE, JÁ QUE SIMONSEN É UM TÉCNICO ECONÔMICO QUE SEGUE UMA MODELO CONSERVADOR. Dito isso, no mais entendo a necessidade da reforma, e só lamento que Dilma não tenha conseguido, por incapacidade ou por não poder mesmo, ceder tanto. Refiro-me a entregar a Saúde ao PMDB, colocando um fascista que foi contrário ao Mais Médicos(e ser cercará de “técnicos” com a mesma visão). De qualquer forma, sento-me reconfortado ao saber que acima dele está Dilma(e seus “técnicos” favoráveis ao Mais Médicos)que garantirão a sustentação do programa. A Presidenta sabe que abandonar os programas sociais é suicídio, embora seja evidente que o novo “ministro” não moverá um palha para facilitar o funcionamento do Mais Médicos. No resto, garantir a governabilidade e afastar o golpe, a reforma foi certíssima em seus objetivos, com uma segunda falha que, juntamente com a saída de Arthur Chioro da Saúde, foi seu maior erro : POR QUE CARGAS D’ÁGUA DILMA MANTEVE JOSÉ EDUARDO CARDOZO NA JUSTIÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!??????????? NÃO PODE EXISTIR PIOR MINISTRO QUE ELE, AO MENOS DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO, CUJA INCOMPETÊNCIA E PRINCIPALMENTE COVARDIA SALTAM AOS OLHOS. Só posso atribuir a manutenção desse energúmeno no cargo a algum acordo com os conservadores, que devem adorá-lo, mas acho que Dilma mantém principalmente aí o maior bunker para a sua derrubada. CONTROLAR A PF É ESSENCIAL, ESSE PAPO DE “REPUBLICANISMO” É EUFEMISMO PARA COVARDIA. O GOVERNO PRECISA CONTROLAR AS SETORES DO ESTADO, CUJO DOMÍNIO FOI-LHE GARANTIDO PELA VITÓRIA ELEITORAL. NÃO PARA COMETER ILEGALIDADES(A LEI E AS DENÚNCIAS ESTÃO AÍ PARA IMPEDIR TAL PRÁTICA), MAS PARA USÁ-LOS NA IMPLANTAÇÃO DE SEU PROJETO GOVERNAMENTAL. ATÉ PORQUE, SE NÃO CONTROLÁ-LOS, ALGUÉM CONTROLARÁ, OU SEJA, OUTRO SETOR E PROJETO POLÍTICO ILEGÍTIMOS, QUE NÃO RECEBERAM DAS URNAS O DIREITO DE FAZÊ-LO. MANTER CARDOSO É A CERTEZA DE QUE ESSES PROJETO E SETOR ILEGÍTIMOS CONTINUARÃO A MANDAR NA PF. Espero que Dilma reflita sobre isso e retire Cardozo(cuja saída venho pedindo desde quando foi anunciada sua posse no Ministério no primeiro mandato, em 2011)e também lembre-se que mais do que o necessário acordo político, sua sustentação está na articulação com a mobilização das ruas..

  26. Penso que Lula deva investir em 2018 em Ciro Gomes….

  27. :

    : 17:13 Ouvindo As Vozes do Bra♥S♥il e postando: aqui proceis, ó ! !

    ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

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    Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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    ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

  28. Sr. Eduardo,

    Boa noite.
    Existe uma corrente política da oposição que diz que o ideal é que Dilma não saia pois a entrega da presidência para outro partido, seja de qual forma for, via impeachment ou renúncia, seria ideal para o PT, tendo que vista que o partido voltaria à oposição onde teria 3 anos inteiros para recuperar sua imagem junto à população. Também, Lula na oposição teria tempo suficiente para se fortalecer e garantir sua vitória em 2018.
    Já ouvi falar também numa corrente na situação, principalmente entre alguns do PT, que o melhor seria deixar o governo agora, ou seja, deixar que a responsabilidade pela condução da economia nesse momento de extrema dificuldade passe para a mão do PMDB, que não conseguindo arrumá-la a tempo, se enfraqueceria na para as eleições de 2018, abrindo caminho para uma vitória do Lula, que no governo então finalmente se livraria da necessidade de compor com esse partido.
    O que o Sr. acha dessas opiniões?

    Grande abraço,
    Heitor.

  29. É A VEZ DE CIRO…OU PODE SER LULA E CIRO…O QUE VOCÊS ACHAM

    • CEZAR,em tese concordo com você,Ciro é um grande quadro,mas tem um porém,o bicho seria uma espécie de Osmarina Silva de saias,isto é,perde para ele mesmo.Devia se chamar Ciro Gomes Sardinha.

  30. Solicito a Eduguin,por gentileza,que me conceda um aparte.O jornalista Luis Costa Pinto,ex-editor daquilo que se convencionou chamar de detrito sólido de maré baixa,acusa em artigo,que o comportamento da mídia em relação a um pau de galinheiro que atende pelo nome de Eduardo Cunha,equivale a de uma “omerta”.Não seja por isto,desde os tempos idos e vividos me refiro a dita cuja como consórcio e ou congloremado mafimidiatico.Assim posto,cheguei a tempo.

  31. Edu, tenho que confessar que só você mesmo para recuperar o ânimo de boa parte daqueles que ainda têm o espírito da luta social vivo

    Pessoalmente, vejo com bastante pessimismo a recente Reforma ministerial, pela dificuldade imensa (impossibilidade quase) que Dilma terá daqui para frente de conseguir movimentar qualquer agenda minimamente focada nos avanços de direitos civis e humanos básicos

    Com tal composição política reforçada em torno do núcleo volúvel do PMDB, extremamente ingrata (como disse Ciro Gomes em recente entrevista, faz com que o governo somente “pague e não receba”) corremos o risco de retrocessos abissais como a aceleração de tramitação e aprovação em Congresso da PL da “Chacina” que torna crimes cometidos por policiais com investigação exclusiva pela polícia, sem autorização para qualquer outro órgão republicano. Entre outros, como a provável criminalização total do aborto tirando as exceções previstas no SUS.

    Ou seja, tornará a margem de manobra para vetos e aprovações em favor de demandas efetivamente populares, ainda menor ou inexistente.

    Por outro lado, tenho a confiança (e nesse ponto, concordo plenamente contigo), de que conseguiremos avançar nas medidas de ajuste fiscal enviadas ao Legislativo, que precisavam com urgência serem efetivadas, pois trazem um fator ainda mais importante do que cortes de despesas, mas de reposição de receitas com a mudança nas alíquotas e incidências do IRPF de imóveis e a redução dos famigerados “juros sobre capital próprio” que se tratavam apenas de um meio de isenção.

    Sobre a perspectiva das 3 principais agências de rating, me parecem poder melhorar a partir desses recentes anúncios do governo. O que acho apenas, que deve ser feito, é reduzirmos consistentemente a taxa de juros básicos domésticos (indexados pela Selic), pois sabemos que a inflação acumulada nos 12 meses é alta, por causa dos preços administrados e câmbio (onde a âncora não funciona bem, por motivo de instabilidade política).
    E convenhamos, não vai provocar maior saída de capitais especulativos ou queda de rating. É a mais eficiente para se mobilizar investimentos privados e reduzir o custo de carregamento do serviço da dívida.

    Enfim, espero que tudo se alinhe e possamos ter um final de 2015, bem menos turbulento política e economicamente falando.

    Abs.

  32. Eduardo, muito boa tarde! Gostaria da sua opinião acerca desse “acordo histórico” assinado ontem entre os EUA e mais 10 países (2 da América do Sul). Muitos analistas falam que é lamentável o Brasil não ter participado dele. Qual sua opinião? Obrigado…

    P. S. – Por curiosidade: chegastes a ler algo sobre o famigerado “Bloco K”? Fica a dica… 😉

  33. Que eu saiba Edu a petrobras não é responsável pelo etanol, falo isso por causa do comentário do Marcelol. Será que é um comentário pago? Pelo que sei o aumento do etanol foi só em São Paulo. Houve aumento nas usinas de 7%. O tempo prejudicou a safra, muita chuva. Lá pelo que pude ver o etanol é mais barato do que aqui por exemplo, em SC. Vc pode me confirmar essas minhas palavras? Com mais detalhes? Ou mesmo me corrigindo, pois, vc sabe que pela midia tradicional, não se tem uma informação detalhada.

    Obrigado.

  34. As ausências nas duas sessões que apreciaram os vetos dá o tom do sucesso da reforma ministerial: zero. Dilma tratava todos na pancada e no xingamento enquanto pôde. Agora que ela precisava de traquejo provou que é o que sempre foi: um poste.

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