Esquerda soube superar divergências e reagir ao avanço fascista

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antifascismo capa

 

O que surpreendeu nas manifestações de movimentos sociais e sindicais que ocorreram pelo Brasil na última quinta-feira foi, entre outros fatores, a intensidade. A essa altura do campeonato, não se esperava que fossem tão expressivas.

Igualmente surpreendente foi essas manifestações terem sido tão grandes justamente em São Paulo, considerada a capital do fascismo hoje no país.

Porém, a grande surpresa foi o belo arranjo político que tornou possível uma reação de peso aos protestos fascistas do último domingo.

No fim de uma tarde de inverno banhada por vento e garoa frios, absolutamente inadequados para um ato como o que nasceu no Largo da Batata e explodiu na avenida Paulista poucas horas depois, dezenas de milhares de pessoas já tingiam o local de vermelho.

antifascismo 3

Os potentes alto-falantes dos carros de som enchiam a região por centenas e centenas de metros. Era possível ouvir os discursos a quase um quilômetro de distância.

Outra surpresa foi ver que críticas ao governo presentes nos discursos de lideranças como Guilherme Boulos, do MTST, por conta do ajuste fiscal, não empanaram o principal sentido da manifestação: a defesa da democracia e, explicitamente, do mandato de Dilma Rousseff.

Cartazes e faixas com palavras de apoio ao governo e rechaçando o golpismo deram o tom a um ponto que, quando a mídia finalmente resolveu entrar no assunto, no começo da noite, classificou os protestos como de “defesa do governo”.

As críticas ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, bem como ao ajuste fiscal, pois, soaram protocolares.

Claro que as manifestações não mudarão o nível de impopularidade do governo neste momento, mas mostraram que Dilma e o PT não estão abandonados.

Mesmo os mais críticos, como o MTST e setores do PSOL presentes ao ato, mostraram que não aceitarão o golpe e que, se for tentado, haverá forte reação. O poder dissuasório dessas manifestações por certo se fará sentir nos próximos dias.

Aliás, as imagens do ato serão poderosíssimas também junto aos setores mais humildes da sociedade, que são maioria no país. A mera comparação entre o perfil dos manifestantes desta quinta-feira e os de domingo último será extremamente eloquente.

antifascismo 2

Como se vê na imagem acima, enquanto que nos protestos de domingo apareceram figuras histriônicas portando frases absurdas em defesa da ditadura militar e até de sonegação de impostos, nos protestos dos movimentos os manifestantes tinham cara de brasileiros e não se viu qualquer absurdo.

Não havia a uniformidade étnica das manifestações “coxinhas”. Foi possível ver brancos, negros, orientais, classe média, classes humildes, enfim, a pluralidade étnica e social do povo brasileiro esteve bem representada.

Mais importante ainda foi que defensores do governo e setores da esquerda que têm críticas a esse governo souberam respeitar as divergências em prol da pauta comum contra o avanço fascista.

Nesse aspecto, devo fazer um mea-culpa. Confesso que me enganei ao julgar que não seria possível conjugar essas divergências na mesma manifestação.

MTST e os setores do PSOL que estiveram presentes eram os que mais tinham resistência a participar dos atos contra o fascismo, mas souberam manter suas críticas dentro de limites aceitáveis enquanto repudiavam com grande veemência o golpismo.

Quero dizer, de público, que PSOL e MTST estão de parabéns, bem como os outros envolvidos na montagem brilhante dessa verdadeira engenharia política.

Porém, talvez os fascistas tenham até mais méritos por esse arranjo político ter dado certo. Foram longe demais. As frases absurdas em suas faixas e cartazes, como pedidos de extermínio de esquerdistas, defesas apaixonadas da sonegação de impostos e pedidos de volta da ditadura ajudaram muito a unir a esquerda.

Alguns dirão que nada disso resolve os problemas da economia e o mau-humor da grande maioria dos brasileiros com o governo, mas não é bem assim…

O fato é que, como já foi dito tantas vezes nesta página, a crise econômica deriva muito mais da crise política do que de problemas reais da economia. Com a esquerda unida e botando a cara na rua, a crise política, baseada nos protestos fascistas, começará a refluir.

Com o refluxo da crise política a economia deverá entrar nos eixos muito antes do esperado. Quanto mais rápido o golpismo e a sabotagem perderem força, portanto, mais rápido será equacionar o problema econômico.

Em meio a tudo isso, uma faixa estendida pelos manifestantes no Largo da Batata, entre outras com pedidos de “Fica, Dilma” e “Não vai ter golpe”, dizia que quem tem medo de formigas não deve atiçar o formigueiro.

O recado à direita está dado. A esquerda está se unindo, finalmente, e o Brasil só terá a ganhar com isso.

É com prazer, pois, que convido o leitor a assistir, abaixo, ao vídeo do ato antifascista de São Paulo produzido pelo Blog. Após vermos animais desfilando suas vergonhas domingo passado, é alentador ver uma verdadeira manifestação popular.

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130 Comentário

  1. A INVISIBILIDADE DE UM EX PRESIDENTE AMARGURADO. A MÍDIA MOSTRA, MAS O POVO NÃO VÊ.

    “Prefiro ser uma gota de amor ao invés de um mar de amargura.”

    Madre Teresa de Calcutá.

    “Caro” ex presidente amargurado, inicio esta carta com a palavra “caro”, porque tenho memória, e me recordo, perfeitamente, de como foi o período em que você esteve à frente do governo de meu país, em que sua imagem fulgurava nos televisores, jornais e revistas, devido ao desmesurado suporte que a mídia venal lhe concedia. Tristes foram os momentos e, desta forma, não poderia me referir, à sua pessoa, como a alguém a quem reservo desvelo. Sinto muito.

    Lembro-me, também, o quão prestativos lhe foram (esta mídia), ao disseminar a singela invencionice acerca da paternidade do Plano Real. Quando via sua figura patética na tela a sorrir, deslumbrado com a evidência angariada com sua assunção ao poder maior de nossa nação, não conseguia conter meus pensamentos, que me remetiam à imagem de suínos se refestelando numa pocilga.

    Fico a me perguntar a que se deve a reverberação atual de suas reflexões, uma vez que, se não estou equivocado, seu DESgoverno foi o que propiciou a empresas estrangeiras, a aquisição de estatais nacionais, patrimônio construído com o trabalho árduo de milhões de patrícios, com moedas podres e, como se não bastasse, viabilizou, a estas mesmas empresas, empréstimos, advindos das economias do depauperado povo brasileiro.

    Como não recordar da miséria e da fome que açambarcava o povo Nordestino? Povo este relegado á própria sorte, por seu líder maior, você, e tragado por um turbilhão de perturbações, originadas da incompetência e do desdém, acerca de suas aflições e anseios. Pessoas com sonhos destroçados, pela subserviência devotada pelos seus líderes a alienígenas sanguessugas. Feliz estava a Globo, ao usar esta população nas “reportagens” dramáticas que relatavam nossa dor e obtendo prêmios com as mesmas.

    Uma miríade de escândalos, todos cuidadosamente acobertados pelo quarto poder, aliados incondicionais da desfaçatez com o trato da coisa pública, que seu governo aboletava. Atravessávamos, então, um indelével e implacável inverno no Brasil. As nuvens encobriam todo o Sol. A escuridão sufocava nossa alma.

    A afronta aos direitos elementares do povo, observada no tratamento dispensado à coletividade, como os observados nas greves dos petroleiros e ao MST, maculava a esperança intrínseca a cada brasileiro. Soçobrávamos na curva do rio, atônitos.

    Deverias estar encarcerado a sete chaves, porém, como não estás, regozijo-me ao imaginar-lhe defronte ao espelho, observando a imagem de um indivíduo transtornado com o reflexo diante de si, uma “nulidade exponencial”, um lacaio vil, traidor, não só de seu povo, mas de sua própria “biografia”. Um indivíduo que podia ter sido, mas não foi.

    Causa-me repugnância, recordar de todos os seus “feitos”. Peço a Deus que não me permita fazê-lo, que me retire este poder, que me abençoe com o esquecimento, este mesmo sentimento que meu povo lhe dispensa, ao ter tido a felicidade de viver sob os governos do PT, a que vocês, hoje, se dedicam a enodoar com as maledicências arremessadas contra seus líderes, LULA e DILMA.

    A amargura lhe transformou em uma sombra do que um dia pudera ter se transformado. Hoje, és apenas um insensato a sonhar com a quebra do Estado de Direito, com a aniquilação de nossa Democracia, ilusão pueril que lhe resta, em um retorno triunfal, que nunca chegará, para “salvar-nos” de nossas alegrias recém conquistadas.

    A dúvida se apodera de mim, qual teria sido a marca maior do seu (DES)governo? Arriscando-me a contrariar legiões de conterrâneos, considero que foi a pusilanimidade com que representou o nosso Brasil lá fora. Recordo-me de um vídeo surreal, em que você, acreditando-se garboso, mostrou todo seu lado néscio, quando numa reunião, se não me engano na Itália, ruminou, diante de outros líderes mundiais, todos os seus mal feitos, executados de acordo com os ditames dos poderosos a quem você se subordinava. Que cena deplorável!

    Nunca acreditei que pudesse me sentir tão enxovalhado com a estultice de alguém. Pergunto-me, como tal espectro pode, um dia, projetar uma imagem de “grande sabedoria” quando o seu cerne apresenta-se tão torpe? Incompreensível me parece.

    Entendo, hoje, mais que nunca, porque você se tornou uma figura tão triste, uma sombra débil, mesmo que projetada em noite de lua cheia.

    Por fim, recordo-me da XVII Cimeira Ibero-Americana, ocorrida em 2007, no Chile, quando uma daquelas pessoas a quem você admira, revelou a sua arrogância e prepotência, mandando o Presidente venezuelano, Hugo Chavez, se calar. “Solamente otra persona digna de olvidar”.

    Diversamente aos motivos do rei, e para preservá-lo, peço, cala-te….(??????).

    Cala-te, cala-te, cala-te…

    Quem é você mesmo???

    Esqueci.

    P.S.: Fiz esta carta a uma pessoa a quem não me recordo mais quem é, quem souber de quem se trata, por favor, me ajude. Grato.

    Fábio Brito – Bahia.

    https://rebeldesilente.wordpress.com/

  2. Uma diferença importante entre o circo de horrores da Paulista e a manifestação da esquerda unida é que esta última é resultado de organização sindical e popular: são MOVIMENTOS estruturados, ainda que não tão massivos como poderiam ser. Já a manifestação dos psicóticos é fomentada pela mídia golpista e, quando muito, financiada por políticos de direita. Mas não é um movimento ORGANIZADO, assim como não o eram as “marchas da família” que antecederam o golpe militar de 1o. de abril de 1964.

    É preciso reforçar MUITO essa organização, inclusive para reforçar as reivindicações sindicais como, por exemplo, o NÃO à terceirização capitaneada por Eduardo Cunha.

  3. : 03:13

    Ouvindo As Vozes do Bra♥S♥il e postando:

    Que as esquerdas, finalmente, pareça estarem se unindo, era o esperado, tamanha a ignomínia por que passaram e vinham aguentando praticamente caladas. Mas ainda acho que é muito menos do que realmente se poderia fazer de efetividade contra as mazelas opressivas e agora (neo?)fascistas que oprimem a sociedade dos brasileiros no campo do mundo. Essa reação positiva não pode esmorecer: temos que fortalecê-la diariamente, em nosso convívio pessoal, nas nossas relações gerais e onde for possível incutir uma palavra de ânimo aos progressistas de todo o País. Avante, BraSil ! ! ! !

    * 1 * 2 * 13 * 4 *************

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    Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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    Valeu a pena ! ! ! ! Dá gosto ser o cantor do seu povo ! ! ! !

  4. : 04:13

    Ouvindo As Vozes do Bra♥S♥il e postando: Do Mino Carta, no ConversaAfiada, do PHA: “reação à altura, que se recomendaria enérgica, com o exato tempero da ironia. Como se vê, a crise não é somente econômica, política e social, é também cultural.”…

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    Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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  5. Discurso de Guilherme Boulos desnuda a hipocrisia do reacionarismo brasileiro, da moral seletiva, daqueles que se dizem contra a corrupção, mas andam de mãos dadas com Eduardo Cunha e Aécio Neves. Muito bom!

  6. Olha, como os coxinhas estão beirando à insanidade mesmo. Há um vídeo no portal IG de uma mulher no Paraná, que quebrou garrafas de cerveja no supermercado, e, feito louca, fica acusando Dilma pela alta do preço do produto. Patética essa atitude dessa mulher. Só rindo mesmo da histeria desses coxinhas. A coisa tá beirando à psicopatia mesmo.

  7. Manchete da Folha de hoje; “Acordos da Operação Lava Jato já recuperaram R$ 1,8 bi desviado”
    E tem gente que é contra Sergio Moro.

  8. Mote para as eleições de 2016 e 2018: “Não vote em quem defende o golpe!”

  9. Vocês viram esse vídeo da Carta Capital em que perguntaram para os manifestantes do dia 20 o que diriam para os manifestantes da classe média? Pena que não há o contraponto – o que os da classe média diriam para nós – tenho certeza que as diferenças seriam bem didáticas, rs.

    https://www.youtube.com/watch?v=nNr2gIx4a7k

  10. EG cm o discurso de Cristina Kischner ontem e com o de Evo hoje, sabemos da postura de Mojica, Maduro, Michele Bachellet e outros líderes da América Latina, Lula deveria organizar um grande Ato de defesa da democracia a ser realizado aqui no Brasil. Lula como um grande líder tem que procurar outros líderes e deixar claro a posição de que haverá resposta e uma contrapartida se por acaso a oposição tentar tomar o poder através de um golpe de estado. Essa gente tem que ser parada de alguma forma. Temos muitas possibilidades de luta, só não podemos ficar parados. Eu moro em salvador, mais vou de qualquer maneira se esse evento se acontecer.

  11. Edu, estava lá e não te vi! Também, com aquela multidão, seria impossível encontrar alguém. Coisa mais linda, né? Quando cheguei, lá pelas seis e meia, pensando que estaria sossegado, quase não acreditei. Era gente pra todo lado, como você falou, todas as idades, cores e classes sociais. Mal dava pra se mexer. Aí os caras vêm falar que tinha 40 mil, é piada, tinha pelo menos 70 mil! Outra coisa: coxinha fica parado na Paulista tirando selfie e pregando crimes. Nós caminhamos cinco quilômetros! E subimos a Rebouças, debaixo de chuva. Estava me sentindo meio na Diretas Já, meio na São Silvestre. Incrível a determinação de todos, a garra daquelas senhoras e senhores de mais de cinquenta anos, e havia muitos, além dos mais jovens. Tantas coisas bonitas, houve até mesmo algum apoio vindo dos prédios, em plena Rebouças! E, o mais importante mesmo, a união. É tão bom não sentir ódio! Claro que discordava de algumas palavras de ordem, mas não senti nada de negativo por aquelas pessoas, e todos pareciam estar na mesma sintonia positiva. Foi muito alentador e tem que acontecer outras vezes, não somente nos momentos mais dramáticos. Temos que aprender a nos unir de forma duradoura, e tendo a consciência de que isso poderá evitar que situações difíceis como a atual se repitam. Só falta entender que o Brasil está SEMPRE em risco, que a democracia ainda precisa ser consolidada por aqui e que ela é a base de tudo. Parabéns a todos que foram aos atos!

  12. Que bom ver que em São Paulo tem muita gente bacana apesar da grande amostragem de coxinhas que desfilam por aí. A maré vermelha marcou presença! Juntos pela democracia e contra o golpe!

  13. Adorei…a volta as ruas.Ar refrigerado não é bom para a esquerda.

  14. E é com uma alegre vaidade que lembro que seu texto é praticamente idêntico ao que escrevi na sexta sobre minha impressão da manifestação que participei em Recife. Percebe-se que os dois atos tiveram características semelhantes, sendo que, tais características nortearam o movimento em todos os lugares do Brasil, 37 cidades, onde ocorreram as gigantescas manifestações populares em defesa do Governo Dilma, que se tornam ainda mais gigantescas se pensarmos que ocorreram num dia útil, enfrentando um monstruosa operação de lavagem cerebral implantada pela mídia conservadora, capaz de transformar em consenso quase unânime uma mentira deslavada, que colocou no Governo Dilma a pecha de fracassado e corrupto e no país o estigma de uma “crise” que não existe(não nos moldes do que de fato seria uma crise econômica caótica, como a vivida na Europa e nos EUA), transformando pequenos problemas econômicos(uma parte derivada do próprio terrorismo midiático)numa quase falência nacional, que inexiste, bastando uma simples observação nos números macroeconômicos para se constatar a farsa. Pois bem, contra tudo isso e também enfrentando a burrice e cegueira de parte da esquerda, os atos foram um sucesso, as divergências foram esquecidas e as forças populares souberam centrar seu ataque no golpismo conservador que ameaça retroceder todos os avanços obtidos, sem descaracterizar-se(preservando as críticas ao Governo, a maioria nas concessões conservadoras feitas por Dilma, que não deveriam ter ocorrido sem que também os ricos fossem penalizados, em respeito às forças progressistas que garantiram a vitória no segundo turno; e principalmente não poderiam ter sido implantadas sem uma ampla negociação que explicasse o ajuste e até mesmo mostrasse a dificuldade em implantar-se medidas progressistas para taxar ops ricos devido ao perfil conservador do Congresso. Ao contrário disso, o Governo ingenuamente acreditou que declarações vagas fitas durante o segundo turno seriam suficientes como explicação às forças progressistas). Contudo, independentemente dessas divergências, o apoio ao mais importante, a manutenção do Governo Dilma, ou seja das conquistas já obtidas e de um ponto concreto para novos avanços, uniu a esquerda de forma fantástica, mostrando a intensidade das forças que apoiam o Governo e o projeto de esquerda cujo ponto de implantação viável é o PT. A direita sentiu o golpe, a Globo pois no ar um JN fingindo-se “progressistas”(além de colocar Moro para dizer o óbvio, que junto com os corruptos existem os corruptores privados, ÓBVIO QUE A DIREITA NUNCA RECONHECEU, A MÍDIA SEMPRE FALA DA CORRUPÇÃO EM MÃO ÚNICA, COMO SE OS RECURSOS VIESSEM PARAR NAS MÃOS DOS CORROMPIDOS POR OSMOSE; também colocaram o reacionário Gilmar Mendes para “limpar-se” ao divulgar um voto dele reconhecendo que o usuário de drogas, pego com pequena quantidade de tóxico, não pode ser enquadrado como traficante. Algo que qualquer país civilizado adota, mas que na nossa sociedade hipócrita e conservadora ainda é um tabu). Claro que não deixaram de apresentar sua marca neoliberal(Moro, após reconhecer o óbvio sobre a existência de corruptores, lançou uma frase feita tola e preconceituosa sobre a “ineficiência” do Estado, algo que ele e outros conservadores toscos enxergam só no Estado, o que mostra a sua imensa cegueira. Deveriam procurar saber quem opera telefonia e INTERNET ou planos de saúde no Brasil para enxergarem o quanto a ineficiência privada é gigantesca e, o que é pior, ocorre em organizações pouco passíveis de qualquer controle por serem privadas(não poderão jamais ter controle público sobre sua gestão)e por possuírem grande influência nos entes estatais que deveriam fiscalizá-las, graças a outra privatização tão danosa quanto a dos serviços, a das campanhas políticas. Contudo, fora dessas considerações, o que fica é que a direita sentiu o golpe, até tentou malsucedidamente travestir-se de “progressista”, não pode esconder o apoio ao Governo que os atos representaram e já iniciou sua reação pela pecha de Gilmar Mendes(sempre ele, o bastião do atraso neste país), usando um descalabro jurídico em cima das contas de campanha já aprovadas com relatório favorável do próprio Mendes, algo que falarei depois, uma prova de que o grande objetivo dos fascistas não é derrubar Dilma, eles sabem que isso custaria muito, mas sim impedir que o Governo dela tenha sucesso, como também garantir que Lula não possa candidatar-se em 2018. É contra esse novo golpe que precisamos lutar, concentrando neles nossos atos futuros.

  15. Dilma, corta as verbas de publicidade e propaganda que alimentam os veículos GOLPISTAS desse país.

    Façam eles viverem o verdadeiro capitalismo que tanto pregam. Que façam valer a competição que tanto desejam aos demais, os mais competentes seguirão em frente. Devemos valorizar a MERITOCRACIA.

    Mostre a eles que, até você, está acreditando que o mundo vai acabar, como eles nos contam, diuturnamente, nos seus veículos de comunicação “isentos e imparciais”.

    Dilma, precisamos de CHOQUE DE CAPITALISMO no Brasil, então vamos começar com estes veículos de mídia, lesa pátria, que temos em nosso país.

    É preciso, Dilma, economizar durante esta crise. Comecemos então com os valores gastos em publicidade e propaganda, não é tão difícil, o Roberto Requião pode ser chamado a ser o Ministro das Comunicações, deixa a pasta com ele, que ele saberá o que fazer, pois já fez algo parecido no Estado do Paraná quando foi governador.

    Coragem Dilma, sabemos que você tem CORAÇÃO VALENTE!!!

    ‪#‎cortaasverbasDILMA‬

    https://rebeldesilente.wordpress.com

  16. Edu,super hiper ultra parabéns!!! Que Deus o abençoe e ilumine mais ainda,hoje e sempre.Sylvia.

  17. Greve de professores

    A luta dos professores por condições de trabalho e salário é obviamente legítima, com uma diferença com relação às demais categorias da classe trabalhadora. Portanto, há uma especificidade aí que precisa ser levada em consideração pelo sindicato APEOESP, e reivindicada, que é o conhecimento elaborado e sistematizado com relação a todas as áreas do saber. Comparemos o preparo de um professor da escola pública, pós-1972, com uma das poucas melhores escolas particulares e de bons cursinhos… Estes não nasceram sabendo. Por isso, além de salários, deveriam ser reivindicados o “saber” e “o saber fazer”, isto é, o método, que lhes foram expropriados, sonegados, a partir das reformas educacionais da ditatura, consolidada com o AI-5, de 13 de dezembro de 1968. Época em que a escola pública se ampliou em quantidade, e foi se esvaziando em qualidade. Afinal, ela deixa de ser uma escola das elites dirigentes e de poucos filhos de trabalhadores a serem mais qualificados, depois, pelas indústrias e escolas técnicas.
    Os filhos da elite, os da classe média dirigente, passam a estudar em escolas, do então 1º e 2º graus, particulares, depois o 3º grau em universidades públicas; já a escola pública passa a ser destinada exclusivamente ao filho do trabalhador, ou ao próprio trabalhador assalariado, basicamente, e que estuda em cada vez mais péssimas escolas públicas e, depois, em péssimas de 3º grau particulares, salvo raras exceções, onde reina um verdadeiro mercado educacional. A partir daí, a indignidade salarial do professor da pública vai se processando, e, junto com ela, o empobrecimento do saber competente.
    Esse círculo vicioso vai se dando depois das tais reformas do ensino de 1º e 2ºgraus e da universitária: o famoso Acordo MEC/USAID. Reformas estas muito bem pensadas pelo “puder” dominante dos “intelectuais orgânicos” do regime militar. Logo, os professores desapropriado, por sua vez e cada vez no movimento paulatino de ir sendo destruindo o vão sendo desapropriados de um saber competente, e, consequentemente, vão se reduzindo os salários do professor da escola pública. Há uma desapropriação concomitante de saber e salários, por isso a importância de uma reivindicação de salário, mas de um saber concomitante também. Voltar a estudar.

    .Afinal, na ocasião de tais reformas educacionais fora vencido o modelo econômico de substituição de importação pelo modelo econômico de internacionalização da economia. É o golpe mortal no nacional – desenvolvimentismo, iniciado na Era Vargas. Em 13 de dezembro de 1968 foi instituído o AI -5, e a ditatura, defensora e guardiã do novo modelo econômico, se instalou e fez o que fez: torturas, prisões, exílios, censuras, e o que é o pior para a educação escolar: o banimento de uma teoria filosófica crítica embasadora de teorias pedagógicas, portanto fundamentais para a prática de um ensino problematizador, crítico e dialógico, na formação profissional dos professores, para uma prática pedagógica competente em sala de aula e no currículo da escola. Mas aprofundar os ângulos de tais mudanças não cabe, por óbvio, nos limites deste texto. Se quiserem, é só ler minha” tese” sobre o assunto, defendida na PUC, em 1989, No Curso Educação, História, Política e Sociedade.

    Quando a escola pública é uma escola para a elite dirigente, o salário do professor equivalia ao de um juiz de direito, como o de nossos parentes professores de tais escolas.
    Agora, voltando à defesa de que a greve de professores deve reivindicar não só salários e condições de trabalho, mas o sindicato e associações educacionais precisariam ou não criar espaços contínuos para a reapropriação de um saber competente, como o dos melhores professores dos antigos cursinhos da indústria do vestibular.
    Saber competente, por isso de compromisso político. Como? O conteúdo e o método de ensino seriam, a partir de um diálogo com a categoria, por meio das lideranças intermediárias e dirigentes, retomados, com a escolha de intelectuais competentes e orgânicos à classe trabalhadora, para auxiliar na verdadeira reciclagem dos trabalhadores em educação, que são os que frequentaram o ensino de 1º ,2º e 3º graus da escolaridade formal e neles aprenderam e depois neles ensinam.
    FILHO DE RICO OU DE POBRE, o fio da meada do saber elaborado e sistematizado em poder de quem o construiu, ou seja, a humanidade. O bom professor é aquele que sabe selecionar e sequenciar conteúdos, que permitam a interdisciplinaridade e a integração de conhecimentos. O método poderá ser ativo, dialógico. Ele, o professor, deve saber de onde parte e aonde deve chegar, naquele respectivo grau de ensino. Se ele tem uma visão desintegrada, confusa da sua especialidade, da sociedade em que vive e/ ou do mundo em geral, cabeça feita por essa mídia, não avançou do senso comum para a consciência mais profunda e ampla, por que não dizer, filosófica. Portanto. é cego guiando cego. Lembram-se daquele quadro daquele pintor Bruegel? Pesquise, se quiser, na internet.
    Desde 1978 do século passado, vejo a APEOESP não levar a questão cultural, do saber (principal instrumento de trabalho do professor) a ser reivindicada, juntamente com salários, redução de jornada e que tais. E é “a mesma dança, meu boi”. Por isso, o saber fundamentado em uma teoria crítica do conhecimento _ embasadora de uma filosofia da educação, referencial de teorias pedagógicas, enfim uma ideologia que permita desconstruir o senso comum, elevando o conhecimento do professor a uma visão menos desagregada e desorganizada da sociedade e da sua disciplina específica, ou seja, oferecendo-lhes os passos (indicação de livros, teatro, cinema, artes plástica, artigos em internet, fontes bibliográficas etc.) que lhes permitam uma visão mais coerente e abrangente da sociedade, dos fatos e do mundo em todas as suas contradições, algo que precisa ser conquistado individualmente, em grupos de estudo e, sobretudo, na luta sindical. Senão, cada vez é a mesma reivindicação, em geral negada, porque estão sem o principal instrumento de trabalho do professor: o saber competente. É nisso que a greve do professor deve se igualar, mas ao mesmo tempo se diferenciar da greve, por exemplo, da categoria metalúrgica. O professor de escola pública tem que saber tanto quanto, ou até muito mais, que os melhores professores das melhores escolas particulares, que são poucas. Se os líderes sindicais, os alunos e os professores tiverem, insisto, uma visão de senso comum… se o sindicato continuar só batendo na mesma tecla…, é cego guiando cego. Ganham postos sindicais, elegem-se para as instituições políticas… ganham individualmente poucos: a categoria continua ganhando salários e condições de trabalho que continuam beirando ao degradante E tudo continua como antes no quartel de Abrantes, ou seja, cada vez mais o sucateamento da escola pública restará na fatalidade de sempre.
    Essa escola está improdutiva? Ela está ineficiente, ineficaz, errada? Não. Para o capital, é uma escola produtiva, eficiente e eficaz, a que ele precisa; para os trabalhadores, é improdutiva, ineficiente, ineficaz, beirando hoje ao submundo, depósito de crianças e adolescentes, futura mão de obra barata, ignorante, depolitizada, excluída ou desempregada, para dizer o mínimo no espaço deste texto. Por isso, essa escola é um projeto ideológico, com perfil ECONÔMICO. Ela é produtiva, ou seja, a que interessa ao capital cada vez agora mais globalizado; projeto SOCIAL (ou seja, voltado para o interesse da minoria dominante nacional e internacional, enquanto a maioria brasileira é inculta, enganada, iludida por mídia, escola, famílias, igrejas, livros didáticos, que asseguram o poder de pouquííííssimos sobre muuuuuitos.; e projeto POLÍTICO = o “poder”, de poucos, onde, num país de democracia frágil, a maioria é inculta, massificada, sobretudo, pelo maior partido ultraconservador político: a mídia dominante.
    .
    .
    Informando: “Em1995, o jornal Folha de S. Paulo estampava na primeira página: ‘Relatório do Banco Mundial aponta o Brasil como o país em que há maior desigualdade social e de renda do mundo’. A matéria informa que 51,3% da renda brasileira está concentrada em 10% da população. Os 20% mais ricos detêm 67,5%, enquanto os 20% mais pobres detêm apenas 2,1%. É um legado brutal que minha geração, ao chegar à adolescência, sonhou fazer inverter”.
    Esta última informação foi extraída do agradabilíssimo e profundo livro sobre o que foi o movimento tropicalista, na década de 1960, 1968. Um belo livro, contextualizando a cultura brasileira em geral, sobretudo a musical e o mundo das artes, o que ajuda a entender a estrutura e a conjuntura atual. Escrito por Caetano Veloso, Verdade tropical, São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Vale o prazer de ler este livro. Atualíssimo, como o seu vinil ‘Transa”, de 1972, que atualmente várias bandas internacionais gravaram. Mas este é um informe para outros textos.
    Outro livro importantíssimo, referencial para o aspecto da contradição no âmbito do sistema escolar: Gaudêncio Frigotto. A produtividade da escola improdutiva. São Paulo: Editora Cortez, 1984.

    As greves de professores do ensino médio e fundamental resultam há quase 40 anos (1978 – 2015) em escolas públicas na mesma mesmice sucateada de sempre. Por quê? Na escola pública do ensino fundamental e médio, e depois, nas faculdades de ensino privado (salvo raras exceções) continua o círculo vicioso: sem cultura geral, sem senso filosófico crítico, com domínio precário ou quase nenhum de sua disciplina, continuarão sendo meros repetidores dos livros didáticos, referendados pelo MEC e que a indústria cultural se encarrega de produzir para o mercado escolar. Ou, então, alinhava, acriticamente, o conteúdo desse ou daquele livro didático, ou outros, ou de apostilas em ”pontos” ditados, e até mesmo passados na lousa. A maioria não consegue analisar a estrutura social em que vive, as mudanças conjunturais nas estratégias da correlação das forças sociais.

    Inconformados com o baixo salário, mas com dificuldade para mobilizar-se, bem como relacionar o econômico, o social e o político do baixo salário, frequentemente (ainda!) por ocasião das greves (ainda!) parece que se sentem arrastados pela minoria mais consciente, politizada e atuante, na esperança de reposição e/ou aumento salarial.
    Essas lutas dirigidas pela associação de classe, ou sindicato, ora tem esperança em conquistas imediatas, ora oscila entre “o não adianta nada”, “ faz, faz greve e não se consegue nada, entre a sensação de medo e impotência e o ter de participar. Ora a resistência, ora o conflito duvidoso entre ser sujeito individual e/ ou coletivo. Isso venho acompanhando há quase 40 anos…

    E o que a indisciplina dos alunos tem a ver com tudo isso?

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