Por que a maconha, menos prejudicial que o álcool, é proibida?

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maconha 1

 

O interlúdio político e a distância da Paulicéia descontrolada – encontro-me em visita a Teresina, Piauí, no momento em que escrevo – oferecem possibilidade de uma reflexão curiosa sobre a cultura brasileira. De onde vêm essas correntes de opinião tão estridentes e poderosas que conseguem impor seus menores caprichos ao conjunto da sociedade?

Caso fosse vital para a esta sociedade que o poder do indivíduo de tomar determinada decisão de caráter pessoal fosse retirada dessa esfera privada e transferida para a comunidade, poder-se-ia entender esse contingente amplamente majoritário dos brasileiros que se opõe à legalização da maconha. Contudo, a decisão individual de usá-la não afeta a ninguém mais do que àquele que a toma. Então por que maioria dos brasileiros não aceita que a maconha seja liberada no país, assim como o álcool?

A liberação da maconha é defendida abertamente por políticos tão diferentes quanto Fernando Henrique Cardoso e Lula. O uso recreativo é liberado em algumas partes dos Estados Unidos e até aqui ao lado, no Uruguai. Os efeitos da erva são infinitamente mais leves que os do álcool.

Há mais argumentos pró-liberalização. A tomada de controle por empresas privadas do comércio da substância geraria impostos e inviabilizaria fabricação paralela por piratas. Assim como as pessoas preferem determinadas marcas de cerveja, vinho ou uísque, acabariam preferindo determinadas marcas de maconha.

Não duvidem da capacidade criativa dos publicitários. Logo, logo a erva seria apenas mais um produto, com nicho de mercado e níveis optativos de qualidade – que seriam todos superiores aos atuais, pois traficantes não têm regras de higiene, pureza e tantas outras que passariam a proteger o consumidor em caso de a maconha vir a ser fabricada em escala industrial.

Não existe um argumento lógico para ser contra a liberação da maconha. Talvez não afetasse muito os “negócios” dos traficantes no médio e longo prazos, pois eles substituiriam a maconha por outra coisa. Mas, no curto prazo, iria produzir um forte prejuízo, pois há toda uma “indústria” do tráfico voltada para o comércio ilegal de maconha e ela estaria em funcionamento sem ter onde colocar sua “produção.

Aliás, o “proibicionismo” em relação à maconha vai adquirindo um caráter tão arcaico que em país socialmente mais desenvolvidos o apoio à liberação da substância vem crescendo, como na Alemanha. Há cerca de uma semana, o Partido Liberal Democrata (FDP) alemão votou, com ampla maioria, a legalização da maconha.

Mais uma vez, então, a pergunta se torna obrigatória: por que, cargas d´água, essa maioria tão sólida dos brasileiros não aceita, de jeito nenhum, a liberação da substância?

No sábado 23, em São Paulo, segundo o noticiário, cerca de 4 mil pessoas marcharam da avenida Paulista até o Centro Velho da cidade em apoio à legalização da maconha. Essas “marchas da maconha” são quase sempre protagonizadas por jovens, mas todos sabem que o uso recreativo da substância é disseminado por todas as classes sociais, regiões do país e faixas etárias.

Os mais velhos e mais empregados acabam resistindo mais a defender uma prática que, no Brasil, “queima o filme”. Uma pessoa que participe de marcha da maconha e poste fotos de sua participação no Facebook corre o risco de não conseguir emprego ou até perdê-lo. Isso sem falar em reflexos com seu círculo de relações sociais, caso não seja tão “liberal”.

Mas se você bebe até ficar falando “mole” e andando em ziguezague, mesmo o mais conservador dos conservadores dará um sorrisinho cúmplice e comentará que você passou “um pouco” da conta – muitas vezes, mesmo que entre em um veículo e saia dirigindo. Por que? Porque “todo mundo” bebe; uns mais, outros menos.

Uma pesquisa de opinião recente, porém, explica, com razoável margem de sucesso, por que a sociedade brasileira prefere manter o uso da maconha quase que como evidência de que o usuário é alguma espécie de pervertido, irresponsável, capaz de fazer, do nada, as maiores barbaridades. As pessoas estão desinformadas sobre a maconha. Acalentam conceitos ultrapassados e distorcidos, fortalecidos por chavões que repetem pavlovianamente.

Em setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral, pesquisa Ibope revelou que 79% dos eleitores brasileiros eram contra a descriminalização da maconha e apenas 17% eram favoráveis. Um placar semelhante envolveu a questão do aborto: 79% eram contrários à legalização e 16%, a favor. A maioria — ainda que por margem não tão larga — também rejeitava o casamento gay: 53% a 40%.

Como se vê, uma maioria avassaladora dos brasileiros faz questão de manter controle sobre questões da esfera privada de decisão do indivíduo. As pessoas poderem fumar maconha, fazer aborto ou oficializarem relação amorosa com pessoas do mesmo sexo é uma decisão pessoal que a maioria do nosso povo quer manter como decisão coletiva sobre a vida íntima de cada um.

O Senado Federal divulgou dados mais aprofundados sobre a opinião dos brasileiros relativa à maconha. Esse estudo mostra de onde vem essa posição equivocada da maioria: da desinformação. As pessoas pensam, por exemplo, que maconha faz mais mal do que o álcool. E a maioria esmagadora não conhece ninguém que usa maconha – ou pensa que não conhece, pois quem usa não revela.

Confira, abaixo, os gráficos

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Alguns dirão que a questão da maconha é lateral. O Brasil pode muito bem conviver com isso. Liberar a maconha não vai acabar com o tráfico. Só que é bem diferente.

Enquanto a maconha não for liberada, as pessoas continuarão procurando bocas-de-fumo, onde outras drogas acabarão lhes sendo empurradas. E ainda correrão risco ao se relacionarem com criminosos.

Mas se mesmo assim você achar que a discussão sobre a liberação da maconha não é tão importante, entendamos que essa postura sobre o uso da substância se insere em um contexto bem maior.

A mesma forma de ver as coisas que leva as pessoas a quererem manter a maconha ilegal as leva a rejeitar, por exemplo, que uma mulher que não tem condições físicas, mentais, financeiras ou todas juntas para ter um filho possa interromper uma gravidez que agravará os problemas sociais do país não só para quem terá o filho, mas para este, pois nascerá sem ninguém que cuide responsavelmente de si e acabará jogado pelas ruas, onde a chance para pular para o crime ou para a mendicância será imensa.

A ignorância tem um alto custo para o país. Sobrecarrega o sistema público de saúde, cria barreiras sociais injustas e fornece ambiente para o cometimento de crimes (tráfico e execuções de aborto malfeitas). O atraso cultural é tão ou mais danoso que o tecnológico.

O ideal seria que os poderes constituídos empregassem o sistema educacional para dar às próximas gerações uma visão mais atualizada do mundo, mas, olhando para as forças políticas que hoje controlam o Legislativo e boa parte do Judiciário, as esperanças escasseiam. O Brasil terá que trabalhar muito para trazer essa maioria de seu povo para o século XXI.

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137 Comentário

  1. Hipocrisia ou ignorância… Não vejo outra razão.

  2. Falou-se muito em estudos científicos mas ninguem os citou até agora. Portanto, se quiserem uma fonte acima de qualquer suspeita, fiquem com o The New England Journal of Medicine, 5 jun 14, vol 370, pg 2219: “Adverse health effects of marijuana use”.

    Dessa leitura tem-se que 10% dos usuários eventuais de maconha tornam-se viciados; se considerados só os adolescentes, esse número salta para 17% dos quais cerca de 50% adotam uso diário. Conforme demonstrado em animais de experimentação, há considerável perda de fibras neurais após exposição à droga, com afetação de sistemas integrativos, aprendizado e memória. Em pessoas geneticamente predisponentes o uso de maconha pode deflagrar número mais alto de quadros ansiosos ou depressivos, e de exacerbar esquisofrenia. Tanto após o consumo imediato como quanto a efeito a longo prazo, a maconha associa-se a maior incidência de desastres automobilísticos. Embora não demonstrável cientificamente, as substâncias contidas na maconha são potencialmente cancerígenas ou casadoras de doença pulmonar obstrutiva crônica. Há indícios de que usuários de maconha tenham maior labilidade imunológica e portanto maior suscetibilidade a infecções pulmonares.

    Isso posto, fica a critério de cada um saber o que é pior, se bebida alcoólica, cigarro ou maconha, sabendo-se que essa última, mais do que as outras, é porta de entrada para outras drogas. As bebidas alcoólicas e o cigarro já têm uma cadeia produtiva enraizada há séculos, e desmontá-la traria danos socio-econômicos imprevisíveis. Se a maconha passa a ser legalizada, deverá obedecer as etapas de plantio, colheita, industrialização, comercialização, o que a tornará muito mais dispendiosa do que o é atualmente, e basta lembrar que, se um dos itens mais contrabandeados no Brasil é o cigarro, mercê do alto custo do produto legalizado, o tráfico ilegal de maconha só terá a ganhar com a legalização.

    Finalmente, quanto ao direito de cada um de se drogar a seu bel prazer, esse é um conceito tipicamente não progressista, pois o custo social das doenças resultantes da adição a drogas pesa sobre toda a coletividade, daí a importância da prevenção.

    Se a proibição é a melhor maneira de reduzir o consumo? Não sei, parece que não tem sido assim, mas em compensação a liberação da maconha, sob o argumento de que “ou libera tudo ou não libera nada”, não parece o caminho mais adequado.

    • Eu não sabia esse dado de que quando há fator predisponente a maconha pode detonar a esquizofrenia. Mas um amigo que tem filho esquizofrênico e é atuante numa instituição relativa ao assunto, vive postando sobre isso.

      Eu sempre fui favorável à descriminalização e à legalização das drogas. Bebida alcoólica é um problema especialmente na adolescência, porque o cérebro só fica pronto de fato aos 21 anos e antes disso não há muito controle sobre os impulsos. Desse ponto de vista qualquer droga faz mal para qualquer adolescente.

      Como o vício em internet – que hoje é um problemão, já considerado questão de saúde pública em alguns países. Eu participei do grupo de apoio aos pais de filhos dependentes de internet, do Hospital das Clínicas. Meu filho superou logo o problema, mas os relatos que ouvi lá de pais e mães são de chorar. Não só adolescentes, mas filhos adultos, viciados em tecnologia/internet/jogos, deixam de tomar banho, de comer e ficam agressivos quando são interrompidos. Há casos graves. E poucas iniciativas de apoio. Um grupo de profissionais, do RS, faz um trabalho preventivo e já está fazendo isso com pais de bebês! Que colocam celulares nas mãos dos bebês para distraí-los. Há criancinha que, se você tirar o celular dela, faz xixi na calça na hora ou entra em surto. Coisa séria. Vejam na página do facebook, “dependência de internet” ou “dependência de tecnologia”, não lembro bem.

      O problema não é a droga, é como a usamos. Ela existe desde que o homem existe e sempre o acompanhou.

      Usamos com o mesmo consumismo com que consumimos outras coisas. Eu morei 3 meses numa aldeia indígena, lá o uso é ritual. Entre nós deveria ser recreativo, um ritual de fim de semana, por ex. O ser humano precisa de válvulas de escape. Mas a gente não tem limites. Digo isso porque sou viciada em cigarro desde sempre. Já fiz ‘n’ tratamentos para parar e fumo até hoje. Tão dependente que perdi a liberdade de decidir parar.

      Hoje, pra comprar maconha, não precisa subir o morro nem lidar com traficantes barra-pesada. É a coisa mais normal, segundo meu filho. Quando ele volta da escola à noite, vê adolescentes e adultos fumando tranquilamente enquanto andam na rua para o ponto de ônibus ou para casa.

      Enfim, acho que o problema não é realmente ser ou não proibido, é o que a gente deixa a droga fazer com a gente, por isso acho que devem liberar. Também pelo aspecto que o Edu comentou, de qualidade, pureza, algum controle. Há muita mistura perigosa hoje.

      • Renata, você disse tudo. Deveria ser legalizado e o dinheiro que é gasto com prisões, deveria ser gasto para informação e educação em relação à droga, tem que educar e conscientizar e não proibir…

        • Nádia,

          antes de qualquer legalização é preciso um estudo multidisciplinar , profundo e abrangente sobre o impacto social.

      • Renata,
        Grata pela honestidade sincera e por tudo que colocou de modo simples e claro.
        Maria Antônia

        • Oi, Maria Antonia, embora meu único vício seja o cigarro Carlton da Souza Cruz, rs, entendo o que impulsiona os adictos, justamente pela minha dificuldade igual de interromper o vício. E sempre que posso me refiro a esse ‘vício’ novo, em internet/tecnologia, porque ainda se fala pouco sobre ele mas é tão pernicioso quanto outros e chega a destruir as relações familiares, de amizades, de trabalho. Quando vejo uma criança num carrinho, com o celular da mãe, brincando com o celular, me arrepio, porque sei que essa mãe não faz ideia de aonde isso pode levar. Quando percebi a dependência que meu filho havia criado de jogos de estratégia em grupo pelo computador (como o LoL, League of Legend, um dos jogos mais viciantes), resolvi falar e pedir ajuda. Aí descobri que várias famílias passam por isso mas têm vergonha de comentar. Eu havia decidido que não ia deixar meu filho adolescente perder a vida no escuro, só sentado, só no computador. Encontrei ajuda nesse grupo de apoio do Hospital das Clínicas.

  3. Questão cultural

  4. Tenho muitas dúvidas sobre o assunto. Preciso ler mais.

  5. Bota trabalhar nisso!!!!!!!!! Principalmente para educar a classe média débil mental, cujo cabedal de preconceitos e estupidez é imenso. Acho que você esquece um aspecto importante desse moralismo hipócrita que impede a liberação da maconha, e, que pode ser observado se pensarmos que o fim da criminalização acabaria não apenas com um grande nicho de Mercado para o tráfico, mas desmobilizaria toda uma estrutura opressiva, destinada a usar as drogas como forma de controle da população excluída, que vê no tráfico e na escravidão ao vício uma falsa válvula de escape, a qual na verdade a impede de enxergar sua condição oprimida e passar a participar ativamente na luta de classes. Com a legalização da maconha, que seria um primeiro passo para legalizar-se as outras drogas ilícitas, a Sociedade poderia discutir abertamente sobre elas, evidenciando o quanto são DANOSAS PARA A SAÚDE, o que levaria à diminuição do consumo no longo prazo, sem contar que os viciados poderiam receber acompanhamento médico mais especificado, uma vez que a aquisição desses produtos ocorreria em estabelecimentos credenciados pelo Ministério da Saúde, onde os compradores receberiam esclarecimentos(seguindo a linha do que é hoje feito com o cigarro, só que de forma muito mais assintosa e sem medo de “contrariar” uma indústria que, ao contrário da do cigarro, estaria iniciando e não teria o poder econômico que hoje tem o lobby do tabaco). Assim, ao invés de ficarmos no mito de que a maconha é “porta de entrada” para outras drogas, pensemos que a legalização da maconha, além de desmobilizar um imenso mecanismo de controle e opressão das classes excluídas(e também dos países da América Latina, já que a desculpa das drogas ainda é um mote para a ação imperialista dos EUA na região, ainda que o consumo de drogas dos ianques seja o principal sustentáculo da produção em nossa região), também serviria como primeiro passo para uma estratégia verdadeiramente eficiente de combate às drogas, qualquer tipo, lícitas e ilícitas, qual seja a de regulamentar e controlar seu consumo, acompanhando-o com supervisão médica, o que sem dúvida leva à diminuição do uso de drogas a níveis mínimos, baixa ver o exemplo da Holanda, que ainda tem uma população carcerária infinitamente menor em termos percentuais que a brasileira, já que o controle do uso e venda de drogas naquele país acabou com um dos principais filões para a formação de criminosos, o tráfico de drogas. Analisar essa questão sem mitos e de forma racional, é fundamental para combatermos um dos bastiões do conservadorismo brasileiro, que como tantos outros impede nossa população de compreender os verdadeiros interesses que escondem práticas de dominação por trás de um moralismo hipócrita e superficial. Parabéns ao Cidadania por levantar questão tão importante

  6. “A maconha é a porta de entrada para as drogas “pesadas””.
    Se por outro lado dissermos que a liberação da maconha é a porta de entrada para a liberação das ditas drogas pesadas, chegaremos perto da resposta à sua pergunta.
    A narco-economia já chega perto da do petróleo, com uma vantagem: não é contabilizada e não paga imposto, mas sustenta o cassino financeiro internacional. Associada a ela há um enorme mercado “shadow” de armamento que também passa pelo cassino.
    O circuito da coca passa pela Colômbia, México, dois protetorados do consumidor final USA. Que é o patrocinador da “guerra” contra o tráfico.
    O maior produtor e exportador de ópio é o Afganistâo, também protetorado americano.
    E há, ainda, as histórias do envolvimento do “deep state” americano com toda a narco-indústria.

  7. Não deu pra comentar antes mas é um assunto de suma importância e que deveria ser citado mais vezes (quanto for possível) a questão da descriminalização das drogas, pois o surto de violência do país tem a ver com isso. Já que o povo não associa uma coisa a outra, o maior alimentador de armas e violência hoje no país é o crime organizado, ligado ao tráfico de drogas ilícitas.

    Pralém dos estereótipos que os reaças costumam dar ao tema, até porque as passeatas em torno disso costumam ajudar nos ataques pela caricatura que fazem da coisa, não tratando como tema de saúde e segurança pública, a esquerda brasileira é literalmente uma piada de mau gosto com a questão da segurança pública e saúde pública em torno dessa questão.

    Deixam a direita ditar a pauta do debate e sempre na defensiva, não pode ser assim. Sai governo, entra governo, e os caras não têm qualquer discussão, proposta, agenda sobre segurança pública, drogas etc.

    Aí criaturas como o Bolsonaro posam de paladinos da moral, da segurança etc por essa falta de proposta e posição da esquerda como questões sobre essa das drogas e a ligação dela com os homicídios no país e circulação de armas.

    É nesse ponto que se deve bater sempre quando se for discutir a questão da descriminalização da maconha e afins. Esse ponto o povo costuma ouvir com mais atenção, pralém do moralismo e superstição em torno da maconha etc que só serve a discurso de pastor demagogo e extremista de direita pregando que tem a solução pra criminalidade no país, quando não têm coisa alguma pois eles são parte do problema e não da solução.

  8. Acho difícil comentar, pois não tenho conhecimento científico sobre.. Mas acredito que a liberação é sempre melhor em todos os casos.

  9. Alguém já viu bêbados assaltando banco ou mesmo pessoas? Prá comprar cerveja ou uísque? Comparar maconha com vinho então… mas, tem gente que insiste em dizer que pau é pedra…
    Véio Zuza ainda prefere marafo e charuto…

  10. Baseado no gráfico: “Com a legalização da maconha o tráfico de drogas irá diminuir”, 32% acha que sim e 67% acha que não. Temos aqui um questão importante. Como será legalizada? Se for diferente de como se comercializa o álcool pode ser que os 67% estão certos. Se o “consumidor” tiver restrições tipo comprar apenas em farmácias, identificar-se, ou ter boletim médico para especificar seu consumo em uma semana, mês, ano, enfim, se houver controle de aquisição do produto como me parece ser o caso do Uruguai, aí é bem possível que o tráfico irá persistir. Sou a favor da liberação total. Assim como não se vende álcool a menor de 18 anos, também concordaria com essa restrição quanto à maconha. Apenas essa. E para quem pensa que usuário de maconha assalta banco é bom dizer que essa ideia não passa de um ledo engano. Por incrível que pareça o usuário de álcool sim, é capaz de assaltar um banco. Quem faz uso de maconha, quando muito, assalta a geladeira para aliviar a larica.

  11. Edu,

    tem um livro muito bom do Içami Tiba “Educação familiar presente e futuro” que tem um capítulo dedicado ao assunto.
    Vale a pena ler.

  12. A pergunta que eu faço, Edu:

    com a legalização da maconha, os traficantes vão fazer o quê?Vão se matricular em um supletivo e procurar um trabalho honesto?Não creio.Vão migrar para outra atividade ilegal com a mesma lucratividade.

  13. Edu,

    assisti a um documentário em que um psiquiatra relatou que estudos mostram que as consequências de acidentes automobilísticos nos EUA em decorrência do uso de maconha já é equiparável ás de uso de álcool.
    Sou contra qualquer legalização sem um estudo aprofundado sobre o impacto social.Deixem outros países menores legalizarem e veremos as consequências.
    Que interesses estão por trás?

    • Mauro, nos EUA já há vários Estados onde é legalizada a maconha. Aliás, essa premissa parte do princípio de que a maconha deixa de ser usada por ser proibida, quando nunca foi tão usada. A proibição serve apenas ao crime organizado

      • Edu, e qual a sua opinião sobre outras drogas? Também deveriam ser legalizadas (maconha, crack, heroina, etc.)? Abraços…

        • Acho que toda proibição é ruim. Para saber o que fazer com outras drogas acho que o primeiro passo seria legalizar a maconha e acompanhar o processo

      • Mas o que eu defendo é que é preciso um estudo profundo do impacto social em ambas as situações.

        Há psiquiatra nos EUA que questiona se foi melhor ou pior, para a sociedade, a legalização do álcool.

        Pode ser que a proibição seja melhor do que a liberação.

        O estado está preparado para a legalização e seu impacto?

        Penso que a legalização está longe de ser uma solução óbvia e de consenso.

        Se o argumento é que vai diminuir a violência, ninguém provou ainda a lógica.E nem que o consumo vai diminuir.Por lógica, acho até que vai aumentar.Existem 3 universos de pessoas: as que sempre usarão sendo legal ou ilegal, as que nunca usarão, e as que só usarão se for legal.Não acredito que alguém deixará de usar só por ser legal.E a analogia que eu faço é com álcool.Eu só bebo porque é legal.Se fosse ilegal eu não beberia.E assim com outras pessoas.Não conheço ninguém que deixa de beber por ser legal e beberia se fosse ilegal.

  14. Poderia liberar todas as drogas. Inclusive a cocaína para que ficassem baratas e saíssem do descontrole sanitário como acontece hoje. O pobre entra no crack porque é muito mais barato. Antes de tudo teria de se banir os financiamentos de campanhas indo para o financiamento público. Assim acabaríamos com a bancada das drogas. O judiciário tinha de ser escolhido pelo voto do povo também. Acabar com a influencia do dinheiro das drogas ilegais na política seria o passo fundamental. E nas escolas tratarmos do conhecimento sem preconceito.

  15. Liberar a maconha sim

    Casamento gay sim

    Aborto NÃO

    Vc nem ninguém tem direito sobre a vida alheia

    A morte do ser humano nunca poderá ser a solução para qualquer problema

    Não se comporte como um fetofobico Eduardo, o fato da vida humana em seu estado embrionário não fazer passeata para se defender nem terem representatividade não faz deles menos humanos e nem tem menos direito à vida do que vc e seus filhos.

    Gays, negros, judeus também já foram considerados ‘seres humanos menores” e dizimados, igualzinho se faz agora com seres humanos em estágio embrionário,

    Assista no youtube o filme de horror chamado “grito silencioso” e depois vem escrever sobre o aborto.

    Abaixo a FETOFOBIA

  16. Maconha não!

    Por Andreia Salles

    “Se você acha que a legalização da maconha acaba com a guerra das drogas, basta olhar de perto o estado norte-americano do Colorado, que legalizou o uso da maconha recreativa no final de 2013. Apenas 60% de toda droga consumida vem de lojas ou plantações individuais. Os outros 40% são vendidos por traficantes. Droga vinda do México. O motivo é simples. Com o imposto cobrado pelo governo, a maconha que sai a U$ 36 nas lojas, pode ser comprada a U$ 10 no traficante, em média. A melhor forma de tomar uma decisão difícil é olhar para trás e ver o que aconteceu com episódios parecidos.

    Primeiro, vamos olhar para a experiência que já temos com drogas lícitas, tabaco e álcool. A legislação brasileira não permite que menores de 18 anos ingiram bebida alcoólica. Quem aqui nunca viu um menor enchendo a cara em um bar? Não existe fiscalização, não existe punição, não existe campanha educativa.

    Outro argumento para a legalização é a arrecadação de impostos. O montante gasto na saúde pública com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco é de R$ 21 bi, 30% do orçamento do Ministério da Saúde e 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com impostos de produtos derivados do tabaco.

    No início de maio, esteve no Brasil um dos maiores pesquisadores de esquizofrenia e psicoses desenvolvidas a partir do uso de maconha, o médico inglês Robin Murray. Ele apresentou índices alarmantes de desenvolvimento de doenças mentais a partir do uso. O médico ressaltou que é muito raro as pesquisas na área da psiquiatria apontarem todas para a mesma direção, mas que isso tem acontecido nos estudos com maconha.

    Um dos estudos apresentados pelo médico mostrou o risco ainda maior de desenvolver esquizofrenia nos usuários que começaram aos 15 anos, 4,5 vezes maior do que em quem começou a fumar na idade adulta. Só que todos sabemos que a maconha atinge principalmente os adolescentes. O médico-psiquiatra Valentim Gentil, um dos maiores pesquisadores dos efeitos psicóticos da maconha no Brasil, diz que “oficializar a maconha é abrir uma fábrica de esquizofrênicos”.

    Alguém pode dizer que “todo mundo já usa, então, é melhor legalizar logo, não é mesmo?”. Errado. E para desmascarar esta tese vou novamente mostrar a experiência da legalização no Colorado. Antes da liberação recreativa, o estado já autorizava o uso para fins medicinais. Até 31 de dezembro de 2013, existiam 100 mil usuários cadastrados. Um ano depois da legalização, em 31 de dezembro de 2014, estima-se que esse número tenha passado de 1 milhão de usuários. O motivo é simples: a droga, quando se torna legal, desperta interesse, principalmente entre os jovens. A pergunta que devemos fazer é se nosso país tem condições de ter mais uma droga legalizada. E mais, se realmente precisamos expor crianças e adolescentes a riscos irreversíveis, pois esquizofrenia não tem cura.”

    http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/23149-maconha-n%C3%A3o

    • O argumento mais ridìculo é o último. É óbvio que com a liberação o número de usuários cadastrados tende a subir; quem usava escondido se cadastra para ooder usar legalmente. É uma loucura achar que a liberação fez crescer 10 vezes, automaticamente, o contingente de usuârios. Outra: quem diz que um jovem sente-se atraído pelo que ê legalizado, nunca foi jovem; ê o contrário. O artigo inteiro parte da premissa de que a proibição inibe o uso. Há que levar quem escreveu isso à porta de qualquer faculdade, onde baseados circulam livremente de mão em mão. Com a liberação o que aumenta é a trsnsparência do uso, não o uso em si. Antes da liberação, o distema público de saúde gasta para tratar problemas relacionados à droga sem fonte de receita que nào sejam os impostos. Com liberação durge fonte de financiamento. Se for verdade que no Colorado 60% jâ compram maconha legalmente apesar do preço mais alto em 2 anos, é muito bom. Com o tempo tende s sumentar porque a droga legslizada tem mrlhor qualidade. Se a maconha pode causar danos psicológicos, o álcool csusa muito mais, além do fìgado etc. Isso sem falar do tabaco. Ora, por que não proíbem? Esse artigo é uma bobagem. Foi escrito sob a mesma mentalidade que proibia o divórcio; o Brasil chegou a querer obrigar as pessoas a permanecerem casadas. Está cheio de tarados neste país que querem controlar a vida alheia

      • Eduardo,

        Só porque minhas convicções neste pormenor em particular, sobre a propriedade ou não do uso da maconha, não concordam com as suas, acho que não te dá o direito de classificá-las como “ridículas”. Você não aceita que pensem diferentemente de você, sem que necessariamente tenha que desmerecer os argumentos? Você é o dono da verdade ou alguns médicos, psiquiatras e neurologistas, também podem estar certos?

        Esta tua atitude me faz pensar que você deve ser membro/simpatizante do PSOL, pelo sectarismo, pela prepotência e arrogância intelectual, pela negativa de tentar entender o argumento que te confronta, como qualquer dogmático escolástico, que só sabe que tem razão, sempre e até o final dos tempos…

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