Moro será denunciado ao CNJ por abuso de poder

moro

 

Os mais de 3 mil comentários de apoio que os leitores desta página deixaram no post anterior fizeram do texto o que pretendia ser: um abaixo-assinado contra o juiz Sergio Moro.

Como expliquei naquele texto, esses comentários servirão para que o Conselho Nacional de Justiça perceba que a reclamação que irá receber contra esse magistrado não saiu da minha cabeça, mas de sentimento de um setor da sociedade.

Antes de adentrar no assunto do post – como e por que a representação está sendo feita –, devo explicar que o documento só terá um signatário oficial, conforme também expliquei no post anterior. Esse signatário será este que escreve.

A razão para tanto, é a seguinte: se tivéssemos que colocar todos como signatários, haveria que “qualificar” cada um dos que apoiaram a medida. Essas mais de 3 mil pessoas teriam que enviar cópias de documentos pessoais e comprovante de residência, e informar nome completo, profissão, cidade e Estado.

Na verdade, nem precisariam enviar – poderiam fazer a representação elas mesmas. Mas se eu tivesse que fazer para cada uma, só se acionasse o CNJ como entidade, ou seja, através do Movimento dos Sem Mídia. Porém, com essa profusão de signatários, sempre haveria um meio de arrumarem alguma desculpa e não aceitar.

Como há também uma questão de “timing” envolvida, então este blogueiro assumirá a responsabilidade, sozinho, em nome de todos. Porém, todos os comentários que expressaram claramente apoio à medida serão impressos e anexados à reclamação.

Explico, também, por que pedi que os comentários fossem colocados aqui no Blog.

É muito simples: os comentários postados aqui ficam registrados em um arquivo contendo o texto que cada um escreveu e, mais do que isso, o código IP de cada comentarista, dia, hora e e-mail.

Ou seja: é possível comprovar a autenticidade do comentário. É diferente de printar um comentário do Facebook, que não se pode garantir que é real.

Dito isso, vamos aos fatos que fizeram com que eu propusesse a medida.

Há muito tempo o juiz Sergio Moro vem despertando indignação de determinados setores da sociedade devido ao fato de que suas ações têm um viés político-partidário e ideológico claro. Além disso, há reclamações diversas quanto ao tratamento que tem dado aos presos, sobretudo na questão de “chantageá-los” para que adiram à delação premiada ou fiquem mofando na cadeia.

Tudo isso, porém, é subjetivo. Por essa razão, ele tem ignorado as queixas. Ele se livra das reclamações simplesmente ignorando-as porque ninguém sabe o que ele vem apurando, que elementos tem etc. Desse modo, só se pode criticar o que parece que ele tem feito de errado. E é pouco.

Contudo, o doutor Moro, na semana passada, cometeu um erro grave. Um erro que escancarou sua postura parcial e até irresponsável no trato das investigações da operação Lava Jato. Qualquer um que abuse de seu poder, fatalmente acaba cometendo um erro fatal.

Para que o leitor possa entender melhor, reproduzo, abaixo, trecho de matéria do jornal Folha de São Paulo de 22 de abril de 2015 sobre o assunto.

FOLHA DE SÃO PAULO

22 de abril de 2015 – página A4

Cunhada do tesoureiro do PT mentiu após prisão, diz juiz

Procuradoria suspeita que ela continuou movimentando dinheiro sujo em 2015

Moro usa imagens fornecidas por banco para acusar Marice de mentir sobre depósitos para irmã de Vaccari

DE CURITIBA

DE SÃO PAULO

O juiz federal Sergio Moro decidiu nesta terça (21) prorrogar por mais cinco dias a prisão temporária de Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e suspeita de ter movimentado dinheiro com origem no esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Em seu despacho, Moro afirmou que Marice foi responsável por depósitos feitos em dinheiro, sem identificação do depositante, na conta da mulher de Vaccari, sua irmã Giselda Rouse de Lima.

Segundo o juiz, dois depósitos foram feitos neste ano, ou seja, quando ela já sabia que estava sendo investigada pela Operação Lava Jato. Marice foi convocada a prestar depoimento em novembro e foi presa na semana passada.

Segundo o Ministério Público Federal, Marice pagava uma “mesada de fonte ilícita” à mulher de João Vaccari.

A ligação de Marice com o dinheiro encontrado na conta de Giselda foi comprovada, de acordo com a Procuradoria, por dois vídeos enviados aos investigadores pelo Itaú Unibanco, com registros de suas câmeras de segurança.

Os vídeos mostram uma mulher identificada pela Procuradoria como Marice, nos dias 2 e 6 de março deste ano, em terminais de autoatendimento de duas agências de São Paulo, no momento em que foram realizados depósitos para a mulher de Vaccari.

Na segunda (20), em depoimento em Curitiba, Marice negou ter feito depósitos para a irmã. Com base nas imagens fornecidas pelo banco, Moro decidiu mantê-la presa.

“O que mais preocupa não é o fato da investigada ter faltado com a verdade tão flagrantemente em seu depoimento”, escreveu o juiz, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba. “O mais perturbador é a constatação de que a prática delitiva não se encerrou com o início da fase ostensiva da operação.”

[…]

No mesmo dia 21, o juiz Moro declarou à imprensa que as imagens de uma mulher depositando dinheiro na conta da esposa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto via caixa-automático “não deixavam qualquer margem para dúvida” de que se tratava da irmã dela, Marice.

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O açodamento dessa declaração é o que, agora, permite que se questione a conduta de Moro na Corregedoria Nacional de Justiça, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça no qual será feita a queixa contra o juiz.

Dois dias após essa declaração desastrosa – e com Marice ainda presa –, o mesmo juiz declara que “não tem mais certeza” de que a mulher que mandou prender cometeu o “crime” que ele disse que cometera.

Confira matéria também da Folha no mesmo dia.

FOLHA DE SÃO PAULO

23 de abril de 2015

Em dúvida sobre vídeo, juiz manda soltar cunhada de tesoureiro do PT

Marice Correa nega ter feito depósitos suspeitos; Ministério Público queria mantê-la presa

Perito que analisou o caso a pedido da Folha diz que é ‘desprezível’ a chance de cunhada ser mulher filmada no Itaú

DE CURITIBA

DE SÃO PAULO

Presa havia seis dias na Operação Lava Jato, a administradora de empresas Marice Correa Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, foi solta na tarde desta quinta-feira (23).

Marice foi liberada por ordem da Justiça após surgirem dúvidas se, de fato, é ela quem aparece em vídeos fazendo depósitos em caixas eletrônicos de duas agências bancárias do Itaú.

Até então, os vídeos eram evidências de que Marice realizava depósitos na conta da mulher do dirigente petista, Giselda Rousie de Lima.

Segundo as investigações, Marice é suspeita de auxiliar Vaccari para operacionalizar a propina destinada ao PT, no esquema de desvios de recursos da Petrobras. Ela nega.

O Ministério Público Federal identificou Marice como a autora dos depósitos e, com base nas imagens, acusou a cunhada de Vaccari de ter mentido em depoimento ao dizer que nunca tinha feito depósitos à irmã Giselda.

Ao renovar a prisão de Marice por mais cinco dias, o juiz federal Sergio Moro chegou a dizer que a imagem “não deixava margem para dúvidas”.

O advogado de Marice, Claudio Pimentel, insistia que quem aparece no vídeo não é sua cliente, mas a própria Giselda, a mulher de Vaccari, muito parecida com a irmã.

No despacho desta quinta, depois de afirmar que “não tem mais certeza da correção da premissa de que ela seria responsável pelos depósitos”, Moro revogou a prisão de Marice e determinou que as imagens sejam periciadas.

“Felizmente o erro foi corrigido e ela está indo para casa”, comemorou o advogado Pimentel, ao deixar a sede da PF em Curitiba. Marice não falou com a imprensa.

Mesmo com as dúvidas sobre os vídeos, a Procuradoria insistiu na manutenção da prisão de Marice citando uma viagem ao Panamá dias antes de sua prisão e a compra de um imóvel com dinheiro de origem suspeita.

RECONHECIMENTO

A pedido da Folha, a empresa Innercalc, especializada em tecnologia de reconhecimento facial, comparou as imagens fornecidas pelo Itaú com fotos dos rostos de Marice e Giselda.

“Apesar da baixa qualidade das imagens, é matematicamente desprezível que seja Marice nas imagens do banco”, concluiu o perito Carlos Barcellos.

Embora a análise não seja conclusiva (a chance de ser Marice é baixíssima, residual, porém não é 100% nula), o perito afirma que é suficiente para descartá-la.

“Quanto a Giselda, é possível [que a imagem seja dela]”, afirmou Barcellos.

A empresa fornece sistemas de reconhecimento facial para combate a fraude bancária e tecnologia para monitoramento de segurança do aeroporto de Viracopos e na Arena do Grêmio (RS).

Para uma conclusão 100% definitiva, a foto analisada da mulher de Vaccari e a imagem do banco precisariam ter sido captadas com lentes adequadas, luminosidade e posição idênticas, afirmou o perito. (ESTELITA HASS CARAZZAI E GRACILIANO ROCHA)

Marice teve que voltar do exterior às pressas para ser presa e apareceu em toda a grande mídia como criminosa com culpa comprovada por imagens. Isso sem falar nos seis dias seguintes, vendo o sol nascer quadrado.

O juiz declarou que não havia dúvida de que as imagens eram verdadeiras. Seis dias depois, ele desdisse tudo que dissera, pois estava provado que essa mulher passou por tudo isso por um “engano” que a reportagem mostra acima que foi grosseiro, pois é fácil identificar que a mulher do vídeo não é Marice.

Esse é o ponto da representação. Essa falha revela um juiz que pune primeiro e investiga depois; que se apressa nas decisões por razões não esclarecidas; um juiz que impõe duro castigo a pessoas cuja culpa não está provada e contra as quais, muitas vezes, as evidências são fracas ou inconclusivas.

O erro é tão claro que um colunista da mesma Folha, tão insuspeito de ser petista quanto esse jornal, o jornalista Elio Gaspari, criticou Moro por não ter pedido desculpas à mulher que jogou na cadeia por intermináveis seis dias – seis minutos já seriam insuportáveis para um inocente (até prova em contrário).

 

FOLHA DE SÃO PAULO

26 de abril de 2015

O SALTO ALTO DOS DOUTORES DA LAVA JATO

Elio Gaspari

O juiz Sérgio Moro esqueceu-se do versinho: “A vida é uma arte, errar faz parte”. Desde novembro ele se transformou numa esperança de correção e rigor. Botou maganos na cadeia, desmontou as empulhações do governo, da Petrobras e das empreiteiras. Tomou centenas de providências, mas deu-se mal quando prorrogou a prisão de Marice Correa de Lima, cunhada do comissário João Vaccari Neto. Aceitou a prova de um vídeo obtido pela Polícia Federal, endossada pelo Ministério Público, na qual ela foi confundida com Giselda, sua irmã.

Desde o primeiro momento o advogado de Marice disse que a senhora mostrada no vídeo era Giselda. A própria Giselda informou que era ela quem aparecia no vídeo. Depois de manter a cidadã presa por vários dias, Moro mandou soltá-la dizendo que “neste momento processual, porém, não tem mais este Juízo certeza da correção da premissa utilizada”. Caso típico para uma bolsa de Madame Natasha. Não se tratava de ter ou não certeza, mas de admitir que houve um erro. O Ministério Público não comentou a trapalhada e todos esperam por uma perícia da Polícia Federal.

Juízes, procuradores e policiais engrandecidos pela opinião pública tendem a confiar na própria infalibilidade e acham que admitir erro é vergonha. É o contrário. Não custa repetir a explicação do juiz David Souter num voto dado na Corte Suprema, ao admitir que contrariava o que dissera noutro julgamento: “Ignorância, meus senhores, ignorância”.

Eis o caso. Para o condescendente colunista antipetista da Folha, o juiz cometeu “um erro”. Fica fácil chamar de “erro” se quem o faz não ficou quase uma semana vendo o sol nascer quadrado após ser execrado na máquina de triturar gente dita “grande imprensa”, com destaque para a mulher passeando cabisbaixa e algemada pelo Jornal Nacional.

Apesar de apontar o “errinho” do juiz, o colunista acima desumaniza Marice e a despe, publicamente, de sua cidadania. Foi massacrada pela pressa do juiz em corresponder à bajulação que a mídia vem lhe fazendo (vide foto no alto da página). Então, dane-se ela. Foi só um “errinho” bobo, não é mesmo?

Bem, há muita gente que não pensa assim. Mais especificamente, no momento em que escrevo há 3.181 leitores desta página que não acham que foi só um erro. Assim, essas pessoas constituíram informalmente um representante – eu – que irá à Justiça pedir que o doutor Moro seja investigado por abusar de seu poder por razões a apurar. E vamos pedir que ele seja afastado da Operação Lava Jato.

É isso o que se quer. Ninguém quer parar investigação nenhuma. Porém, essa investigação tem que ser feita por um juiz que não atue como promotor, como acusador e, sim, como magistrado. Que sopese os dois lados da moeda e decida, simplesmente, com JUSTIÇA.

Imagina-se que não é pedir muito.

*

PS: Vários advogados que subscreveram a queixa que será feita ao CNJ propuseram-se a me ajudar a compor a petição. Imagino que até a próxima sexta-feira estará tudo concluído. Quando estiver, postarei aqui a íntegra da representação, com prova de que foi protocolada em Brasília, na Corregedoria Nacional de Justiça.

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219 Comentário

  1. Parabéns pela iniciativa. E se precisar de documentação pessoal, topo fornecer.
    Moro em Brasília.

    Abraço

  2. Apoio, é claro. Um absurdo como esse não poderia ter sido cometido por um Juiz.

  3. Parabens !!!
    Me sinto representado
    Um juiz nao pode cometer crimes em nome da busca da justiça…
    Sinto-me envergonhado de viver numa sociedade com juizes deste tipo, parciais, precipitados e movidos por ideologia partidária.

    • Ele está em luta por uma CAUSA política. Juíz não pode ter CAUSA e muito menos política partidária neofescista escancarada, como nesse caso desse juiz voluntarioso, vaidoso e suburbano, associado a doleiro bandido desde os anos 90. Não tem nada a ver com justiça a ação celerada desse cidadão.

    • Se esse juíz estivesse em busca de justiça, já a teria praticado e realizado prendendo o seu amigo doleiro e seus clientes lavadores la no inicio dos anos 2000, na operação Banestado.

  4. EDU , EU O APOIO INTEGRALMENTE .

  5. Valeu, Eduardo.

  6. Ótima iniciativa. Penso que de alguma forma poderias deixar a coleta de apoios a essa iniciativa aberta para novas adesões, o que seria incorporado na reclamação ao CNJ em momento posterior. Também considero necessário o engajamento dos blogs e sites progressistas no apoio a Operação Zelotes e as investigações sobre o escândalo do HSBC, pois a operação vem sendo omitida pela grande mídia porque certamente tem comprometimento nesses casos. Essas operações para terem pleno êxito precisa de receber atenção do jornalismo sério que é feito pelos veículos de comunicação progressista e independente com este que você administra. Vamos seguir em frente. Um grande abraço.

  7. Edú, a situaçao é muito clara. É a pressa em julgar e prender para só depois investigar. Uma completa inversao da ordem. Às favas a segurança jurídica. O princípio da presunçao da inocencia foi revogado no Brasil? A justiça vai descer a ladeira e assistir a desmoralizaçao ou vai sair do transe e colocar as coisas no seu devido lugar?
    A verdade é que estamos vivendo um impasse: o que vamos jogar na lata do lixo primeiro? – a Constituiçao da República Federativa do Brasil ou a CLT? Ao que parece estamos fazendo as duas coisas juntas e misturadas. Dá para descer mais? Sempre dá.

    Meu pai, falecido ano passado aos 82 anos, sempre dizia o Brasil era um país perigoso porque a liberdade[referia-se ao direito de ir e vir e a presunçao da inocencia] era um direito tratado como moedas de troca. Ele nao viveu para ver a forma como a justiça tem conduzido a Operaçao Lava Jato. Sinto vergonha por nós dois. Nem vou comentar sobre a Operaçao Castelo de Areia, a Operação Satiagraha e tantas outras, que viraram/vao virando pó, ou nada, nas maos da dita “justiça brasileira”. Nem é preciso, também, dizer nada sobre a AP470 porque todos já sabem. E o caso do tal ministro que pede vistas e nao devolve? O que pensar da atuaçao, ou melhor, do engavetamento do MPF sobre a auditoria da dívida pública?? Que país é esse? Que justiça é essa? Quanto custa ser safo?? Estas sao as perguntas que mais se ouvem atualmente.

    No caso da cunhada do Vaccari, a mulher teve prisao decretada com base em imagens incertas e inseguras, o que a tornou uma foragida da justiça. Depois foi presa, algemada, e, ao negar as imagens, também foi acusada de ser mentirosa porque para o juiz que ordenou o seu encarceramento as imagens eram incontestes. Incontestes!!!

    A sua prisao virou manchete em vários jornais além de ter sido filmada e transmitida em várias emissoras de televisao. Nessas imagens o que viu foi o espetáculo da humilhaçao, a imagem daquela mulher cabisbaixa, escoltada pelos policiais, com as maos algemadas para trás e submetida ao julgamento da opiniao pública por causa da preciptaçao da análise de imagens incertas e inseguras feitas por um juiz. Um juiz !!!!

    Quero distancia dessa “justiça” e dessas “autoridades”. O que aconteceu à essa mulher poderia ter acontecido com qualquer cidadao/cidadã no Brasil. Prisao só pode ser feita dentro dos rigores da lei.

    Termino com um pequeno trecho retirado do link que deixo abaixo: “O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio disse, em entrevista à Rede TV, que o judiciário brasileiro vive momento de inversão da ordem. Para ele, é necessário considerar a presunção de inocência antes de prender suspeitos ou acusados.
    “Temos no cenário nacional uma inversão da ordem natural das coisas. Vem da Constituição o princípio da não culpabilidade. Mas infelizmente, ao invés de apurar-se para, selada a culpa, prender-se, para depois apurar.”

    link – Marco Aurélio Mello, sobre “os erros” do juiz Sergio Moro, na Operação Lava Jato: link do site Consultor Jurídico http://www.conjur.com.br/2015-abr-28/judiciario-vive-inversao-ordem-natural-marco-aurelio

  8. Eduardo, confirmo meu apoio e me disponho a participar de rateio para cobrir as custas. Um abraço

  9. OFF Topic:

    Teve um fato de extrema importância, que foi pouco divulgado pelo noticiário essa semana, e quase ninguém deu importância, nem nós dos blogues “sujos”.

    Mas é fato grave e de muita importância.

    PSDB está tentando CASSAR a chapa Dilma-Temer e empossar a dupla derrotada Aécio-Aloysio. Se Dilma for cassada por eventuais irregularidades na campanha de 2014, o Temer é cassado junto, porque a chapa é conjunta. E nesse caso assume o segundo colocado, Aécio e seu vice. Imediatamente. Sem novas eleições.

    Isso é bem diferente de IMPEACHMENT, onde ai sim assumiria o vice.

    Aqui está: http://www.valor.com.br/politica/4024782/justica-eleitoral-vai-ouvir-costa-e-youssef-em-acao-para-cassar-dilma

  10. Mais uma vez, endossando junto com o Eduardo e o MSM, a necessária representação contra o sr. Moro, para que este nobre senhor simplesmente aprenda a trabalhar.

  11. Fora de pauta, Eduardo sugiro um post em homenagem a Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da casa da morte em Petrópolis durante a ditadura cívico-militar, que faleceu dia 27 de abril de 2015.

  12. Edu, o Teori Savaski apoia sua iniciativa! Resolveu finalmente “segurar a onda” do Moro. E ainda disse que ele lança mão de práticas medievais.
    Se o ministro frequenta a internet com certeza soube de sua iniciativa. Quem sabe não assinaria se pudesse?

  13. Caro Eduardo Guimarães,

    Longe de mim querer “ensinar o padre nosso ao vigário”, os maiores males das investigações na Lava Jato são devidos ao Juiz Moro querer se instituir em juizado de instrução, arranjo institucional próprio do direito italiano, repudiado na própria Exposição de Motivos de nosso Código de Processo Penal, em texto que penso poderia ser utilizado pelo Advogado na representação. Leia aqui:

    “IV – Foi mantido o inquérito policial como processo preliminar ou preparatório da ação penal, guardadas as suas características atuais. O ponderado exame da realidade brasileira, que não é apenas a dos centros urbanos, senão também a dos remotos distritos das comarcas do interior, desaconselha o repúdio do sistema vigente. O preconizado juízo de instrução, que importaria limitar a função da autoridade policial a prender criminosos, averiguar a materialidade dos crimes e indicar testemunhas, só é praticável sob a condição de que as distâncias dentro do seu território de jurisdição sejam fácil e rapidamente superáveis.

    Para atuar proficuamente em comarcas extensas, e posto que deva ser excluída a hipótese de criação de juizados de instrução em cada sede do distrito, seria preciso que o juiz instrutor possuísse o dom da ubiquidade. De outro modo, não se compreende como poderia presidir a todos os processos nos pontos diversos da sua zona de jurisdição, a grande distância uns dos outros e da sede da comarca, demandando, muitas vezes, com os morosos meios de condução ainda praticados na maior parte do nosso hinterland, vários dias de viagem, seria imprescindível, na prática, a quebra do sistema: nas capitais e nas sedes de comarca em geral, a imediata intervenção do juiz instrutor, ou a instrução única; nos distritos longínquos,
    a continuação do sistema atual. Não cabe, aqui, discutir as proclamadas vantagens do juízo de instrução.

    Preliminarmente, a sua adoção entre nós, na atualidade, seria incompatível com o critério de unidade da lei processual. Mesmo, porém, abstraída essa consideração, [ há em favor do inquérito policial, como instrução provisória antecedendo a propositura da ação penal, um argumento dificilmente contestável: é ele uma garantia contra apressados e errôneos juízos, formados quando ainda persiste a trepidação moral causada pelo crime ou antes que seja possível uma exata visão de conjunto dos fatos, nas suas circunstâncias objetivas e subjetivas. Por mais perspicaz e circunspecta, a autoridade que dirige a investigação inicial, quando ainda perdura o alarma provocado pelo crime, está sujeita a equívocos ou falsos juízos a priori, ou a sugestões tendenciosas.] (grifo nosso)

    Não raro, é preciso voltar atrás, refazer tudo, para que a investigação se oriente no rumo certo, até então despercebido. Por que, então, abolir‑se o inquérito preliminar ou instrução provisória, expondo‑se a justiça criminal aos azares do detetivismo, às marchas e contramarchas de uma instrução imediata e única? Pode ser mais expedito o sistema de unidade de instrução, mas o nosso sistema tradicional, com o inquérito preparatório, assegura uma justiça menos aleatória, mais prudente e serena.”

    http://honoriscausa.weebly.com/uploads/1/7/4/2/17427811/exmcpp_processo_penal.pdf

    Como podemos ver, mesmo em 1941 Francisco Campos já antevia os erros que julgamentos açodados poderiam incorrer, justamente o que está acontecendo com o Sérgio Moro, motivo da representação.

    Um abraço

      • Bela iniciativa Eduardo, meus parabéns. Creio já ter passado da hora de brecar a arbitrariedade e as ações de caráter pessoal deste egocêntrico juiz, Sérgio Moro. Ele deveria ser impedido de continuar a frente desta operação pois só traz a ilegalidade na apuração dos fatos relacionados a lava jato. Infelizmente pelo fato de confissões só terem sido feitas em ambiente de coação não terão validade. É muito provável que quase tudo realizado até agora receba o carimbo de improcedência, graças a desvairada atuação deste que diz ser Juiz.

  14. Parabéns Edu, grande exemplo de cidadania e nacionalismo ao nosso Brasil.

  15. A grande duvida de moro , é que ele não sabe se é tucano ou se esta tucano , um palhaço travestido de juiz o pateta do ano.

  16. Mas Edu, e os procuradores? Acredito que também tem de ser punidos, pois, como está no texto, também tinham certeza da culpa da cunhada.

  17. Apoio reiterado.

  18. Muito bem. Apoiei e continuo apoiando a iniciativa. Se precisar de documentos é só gritar aí.
    Abraço.

  19. Juiz tucano e parcial armou inquisição para persiguir o PT.

  20. Parabens Edu pela coragem, conta comigo.
    Este b.t., travestido de juiz, era para estar preso desde a CPMI DO BANESTADO…., mas como temos uma ‘CORJA DE JUSTIÇA’ no lugar de uma CORTE DE JUSTIÇA, vamos ver estes autoritarismo por muito tempo, pois a REFORMA POLITICA do CUNHA (BANDIDO POLITICO, com mais de 50 processos), vai favorecer estes desmandos, pois eles PODER JUDICIARIO, POLITICOS, MIDIA(globo, bandtv, record, redetv e outras) formaram uma super-quadrilha, amparada por seitas secretas de todas as religioes???

  21. VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO, VOCÊ DEVE ESTAR RECEBENDO DA QUADRILHA PARA TAL MOTIVAÇÃO…TÁ NA CARA QUE OS ENVOLVIDOS TEM CULPA NO CARTÓRIO, OS CARAS TEM O MAPA DA SICÍLIA DESENHADO NA CARA… NÂO PRECISA PROVAS, BASTA FAZER O QUE ESTA FAZENDO QUE JA E O SUFICIENTE PARA CONDENA-LOS… MUITOS JA ATE DEVOLVERAM O DINHEIRO ROUBADO E VOCE VEM COM ESSA DE MENINO MILINDRADO POR MARGINAIS, VAI PROCURAR OUTRA COISA PRA FAZER MEU …ANTES DO PT SER UM PARTIDO, ELES SEMPRE FORAM UMA QUADRILHA…MATARAM, ROUBARAM E SEQUESTRARAM E AGORA VOCE VEM DEFENDE- LOS E CONDENAR O JUIZ MORO…ERA SÓ O QUE ME FALTAVA…SE ALGO ACONTECER A ELE, EU JURO QUE VOU NA SUA CASA TE ARREBENTAR SUA CARA PESSOALMENTE…TE CONHEÇO…

  22. Estou revoltado com a lei deste paiz, com todos esses impostos,sim todos pincelados com muita irônias”político bandido criminosos estão todos do mesmo(partido)….. e aí e você que lado está?…… parabéns a iniciativa.

  23. Tem todo o meu apoio.

  24. Se preciso, patrocinar ($$) a causa, estou aqui, de pronto para tanto. Conte comigo, para o que der e vier nesta luta. À luta, Eduardo Guimarães! Nossa luta!

  25. Puxa vida, dormi no ponto e fiquei de fora dessa vez. Mas se tiver algum jeito de eu me somar a esta iniciativa, eu vou nessa. É ponto de honra para mim, pois moro na cidade de Maringá, terra do Moro. Arre, que família reacionária!

  26. Conte com meu apoio. Concordo que deve haver um julgamento, porém este juiz está
    deslumbrado com seu feito,lembra mais um meninão bôbo,contente com seu bichinho
    de pelúcia dado pelos Marinhos,que o usam com claro interesse, de prolongar o assunto
    PETROBRAS, contando com o esquecimento da Operação Zeloti, HSBC…
    ESTÃO ABUSANDO DA PACIÊNCIA DO BRASILEIRO.
    VIVA O PRESIDENTE VARGAS, também Ditador,porém à favor do povo brasileiro.

  27. Eduardo Guimarães,

    Corroboro boa parte do que escreves neste blog. Sobre a denúncia que pretendes fazer junto ao STF, considera que sou mais um cidadão cujo comentário subscreve a denúncia. E se for necessária minha identificação, podes contar comigo. É preciso coragem para enfrentar o MONSTRO. Eu gostaria de ver e ouvir o que Sepúlveda Pertence tem a dizer sobre a atuação desse juizeco da república do paraná.

  28. Muito importante e necessária esta ação para restabelecer o Estado Democrático de Direito.
    Estamos juntos na defesa da verdade e da justiça.

  29. Interessante que ninguém na época cogitou os malfeitos da juiza que manteve o Carlinhos Cachoeira em prisão preventiva por aproximadamente 1 ano.
    A Juíza da 5ª Vara Criminal de Brasília indeferiu mais um pedido de revogação da prisão preventiva de Carlinhos Cachoeira
    “Ao decidir, a Juíza afirmou que apesar de a instrução criminal já ter se encerrado, ela considera que a liberdade do contraventor representaria um risco concreto à ordem pública. “De acordo com os fatos narrados na denuncia”, afirma a magistrada em sua decisão, Cachoeira “seria ‘o líder’ do grupo, o seu principal articulador, que coordenaria as ações de todos os demais supostos envolvidos na quadrilha, não só com o seu financiamento, mas também na função de mentor. Com a sua segregação, o grupo está, aparentemente, desorganizado”. Ela continua afirmando que “caso seja colocado em liberdade antes da prolação da sentença, há grande risco de reorganização, o que possibilitaria a prática de novas infrações e dificultaria a apuração de outros crimes (…)”.

  30. Você só pode estar de brincadeira!
    Moro meu herói!
    #SomosTodosMoro

  31. Eu acho que se ela não deve não deve se preocupar, principalmente sendo parente desse, que corrompeu a população brasileira, se ela não tem como declarar seus bens, deve ficar detida enquanto não provar os fatos, em Brasília tudo é fácil aqui no Paraná o Juiz Sérgio Moro está de parabéns deve sim continuar a ser investigada essa pessoa.

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