O plano do governo Dilma para regular a mídia

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veja

 

 

Durante a cerimônia de posse de Dilma no Palácio do Planalto este blogueiro teve chance de conversar com personalidades da política que confirmaram que, ao menos no discurso, a presidente pode ter se convencido de que regular a mídia pode até não vir a ajudá-la em seu mandato, mas pode dar ao país, no futuro, uma comunicação mais plural e democrática.

Qualquer projeto que consiga avançar nesse sentido, de acordo com os planos do governo, não iria vigorar no mandato da atual presidente. E, mesmo que isso fosse possível, os efeitos dessa regulação ainda iriam demorar anos e anos para se fazer notar.

Por exemplo, a produção regional de conteúdo. Mesmo sendo viabilizada legalmente, ainda dependeria de tempo e investimentos para, um dia, fazer frente à produção dos grandes grupos de mídia.

Em tese, porém, o plano em questão pode funcionar – desde que, é claro, não tenha sido anunciado (extraoficialmente) com vistas, apenas, a acalmar a militância de esquerda, cada vez mais impaciente diante das concessões que um governo de coalizão tem que fazer para conseguir funcionar minimamente, o que é difícil explicar a movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda que têm sua própria agenda.

E essa impaciência não se resume mais, apenas, a partidos como o PSOL e congêneres, ou ao MST, ou à CUT, entre outros. Altos escalões do próprio PT dizem que já não dá mais para o governo ficar nas cordas desse jeito diante de uma mídia que já provou que pode até não estar conseguindo vencer eleições, mas que consegue travar o governo e até sabotar a economia.

Infelizmente, a perda de paciência da esquerda com a situação e a crença em que Dilma só não regula a mídia porque não quer tem muito mais de wishful thinking do que de visão realista dos fatos.

Para que se entenda o poder da mídia, basta comparar o escândalo dos trens de São Paulo com o da Petrobrás. Basicamente, são iguais. Cartel aqui (em SP), cartel lá (em nível federal). Porém, um escândalo (o de SP) é tratado burocraticamente pela mídia, com matérias esparsas, pouquíssima opinião crítica, enfim, de forma despolitizada, enquanto que o caso Petrobrás é alçado ao ponto que todos têm visto.

A artilharia incessante contra a Petrobrás, que já dura quase meio ano e é disparada 24 horas por dia, 7 dias por semana, bem como o terrorismo econômico, estão afundando a economia. Claro que há problemas nas contas públicas, mas eles decorrem muito mais do bombardeio do que de problemas reais.

As dificuldades nas contas públicas poderiam ser contornadas, mas, aí, a mídia produz um fenômeno conhecido, o da profecia autorrealizável. Qual seja: se se consegue espalhar boato de que um banco vai quebrar ele pode acabar quebrando mesmo, pois os clientes, temerosos, começam a sacar seus recursos, aprofundando uma crise pequena ou até criando uma que não existia antes do boato.

Nesse contexto, falar em regulação da mídia soa um tanto quanto irreal. Porém, o governo tem um plano. Ou diz que tem.

Basicamente, seria envolver a sociedade civil com a proposta de regulação ECONÔMICA da mídia. Note bem, leitor, que não existe plano do governo para regular conteúdo, como acontece na Inglaterra, na França, enfim, em vários países que permitem à sociedade cobrar a mídia através de órgãos governamentais e para-governamentais que captam as queixas da sociedade e cobram e até punem os veículos denunciados.

Os órgãos que regulam conteúdo, nos países desenvolvidos, funcionam como aquelas seções dos jornais que publicam queixas dos consumidores contra empresas. Divulgam essas queixas e as empresas que prejudicam consumidores são obrigadas a responder e até a reparar danos. O que, aliás, funciona, apesar de que para muito pouca gente.

Mas não se pensa em ir tão longe, neste momento. Não somos um país de Primeiro Mundo, a sociedade não tem a dimensão do quanto pode ser maléfico que poucas mãos controlem grupos imensos de mídia, com poder para derrubar ministros etc., e que podem vender suas preferências políticas a partidos ou a caciques políticos.

O que se planeja é uma regulação econômica da mídia, ou seja, tratar a comunicação como qualquer outro setor da economia, impedindo a formação de oligopólios (controle de poucos sobre um segmento de mercado). Nesse aspecto, poderia se estender ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a tarefa de impedir oligopólios no setor de comunicação assim como o órgão faz em qualquer outro setor da economia.

Mas como, se metade dos parlamentares do Congresso Nacional detém propriedade de meios de comunicação eletrônicos, sobretudo rádios e tevês? Como conseguir maioria entre políticos que dependem de controlar meios de comunicação em seus Estados para se manterem politicamente fortes?

O plano do governo é simples: discutir a regulação econômica da mídia com a sociedade em fóruns oficiais criados para esse fim.

Todavia, já houve, no fim do governo Lula, uma Conferência Nacional de Comunicação, a Confecom, da qual este blogueiro participou como delegado por São Paulo. Porém, após dias discutindo a regulação da mídia, aquilo tudo deu em nada. Dilma assumiu em 2011 acreditando que poderia se compor com a mídia e deixou os trabalhos da Confecom engavetados.

Agora, com um ministro das Comunicações entusiasta do tema regulação da mídia, acende-se uma esperança de que alguma coisa possa acontecer. Contudo, no Brasil o poder dos ministros de Estado é superestimado. E ainda mais em um governo como o de Dilma, que centraliza decisões nas mãos da titular.

Mas, claro, com aval da presidente o primeiro passo do plano que o governo alega ter para regular a mídia pode vingar, mas teria que haver uma disposição que não se sabe se haverá.

Como fazer o PMDB apoiar um projeto do governo para regular a mídia se a maioria dos parlamentares do partido detém meios de comunicação? Aliás, essa gente anuncia que não vai apoiar essa regulação.

Dá para fazer sem o PMDB? Não dá. E os partidos que apoiariam, em princípio, são pouquíssimos. PT, PC do B, PSOL e olhe lá. Juntos, não representam nem um quinto do Congresso.

O jeito é colocar a sociedade a favor dessa proposta, explicando-lhe os malefícios de uma mídia oligopolizada, informando-a de que os países mais avançados e democráticos do planeta regulam a mídia.

Porém, se a iniciativa for tímida, com pessoas trancadas em auditórios falando para si mesmas, não vai funcionar. Seria preciso uma grande campanha publicitária, que seria tachada pela mídia como ímpeto censor enquanto haveria uma radicalização midiática ainda maior, com “escandalização” de qualquer denúncia frágil – estamos em um país em que um ministro de Estado quase foi demitido por ter comprado uma tapioca com o cartão corporativo do governo.

Terá o governo Dilma força para levar até o fim esse plano (anunciado) de regulação da mídia? Não cederá quando se multiplicar por dez o bombardeio midiático? Será, então, que esse plano de regulação da mídia é real ou é só uma cortina de fumaça para acalmar a militância de esquerda?

São muitas perguntas e, até aqui, nenhuma resposta concreta. Só o que se pode fazer é confiar no espírito de estadista da presidente Dilma. Estará ela disposta a se sacrificar para dotar o país de uma legislação para a Comunicação à altura de um país como este?

Em teoria, é possível. Dilma não buscará a reeleição. Sabe que no dia 1º de janeiro de 2019 estará fora do poder e, assim, pode decidir comprar essa briga. Porém, neste momento, com a economia tão fragilizada, uma ofensiva maior da mídia pode jogar o país em uma crise econômica brutal que fará a popularidade do governo despencar, pavimentando o caminho da direita em 2018.

Um acordo com a mídia é praticamente impossível. Simplesmente porque, no mínimo, empresas como a Globo, com regulação econômica da atividade Comunicação, terão que parar de crescer exponencialmente. Aliás, terão que parar de crescer de qualquer forma, ainda que o ideal fosse reduzir o tamanho desses conglomerados de mídia, inaceitáveis em qualquer sociedade civilizada.

O mundo desenvolvido já entendeu, há muito, que é nefasto para um país colocar nas mãos de uma única família um poder como o da Globo. Ou melhor, que é nefasto colocar em pouquíssimas mãos o controle quase hegemônico da comunicação. Mas o Brasil ainda não é um país suficientemente educado e civilizado para entender isso. O povo nem pensa sobre tais questões.

Não somos ingleses ou franceses, para o bem e para o mal.

Sob o prisma apresentado, portanto, parece distante a possibilidade de dotar o país de uma legislação avançada nas comunicações quando nem conseguimos aprovar direito de resposta para pessoas físicas e jurídicas que se sintam prejudicadas pelo noticiário ou pela publicidade.

Aliás, o Brasil até tem uma legislação para controlar excessos da mídia quanto à política. Tenho dito que se a legislação eleitoral sobre a mídia funcionasse o tempo todo, o problema estaria resolvido.

Vimos o que aconteceu com a famosa capa da Veja, divulgada a 48 horas da eleição presidencial. A Justiça Eleitoral agiu e a revista teve que publicar direito de resposta do PT e isso influiu na percepção do eleitorado, que intuiu que se a Justiça tinha condenado a Veja alguma coisa que ela fez com aquela capa acusando Dilma e Lula, estava errada.

Enfim, essa é a realidade sobre a questão da regulação da mídia. Qualquer coisa que lhe disseram fora do que vai acima, é balela. Não se pode nutrir tantas esperanças, portanto. Mas esperança existe. Há que ver, primeiro, se Dilma está disposta a comprar a terceira guerra mundial e, segundo, se ela vai conseguir lutar essa guerra. Mesmo querendo.

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94 Comentário

  1. Na primeira metade do mandato tenho quase certeza que a Dilma não fará nada nesse sentido. Sua preocupação máxima e total é sair da sinuca de bico em que está na economia. Fazer o tal ajuste, sem , ou com o mínimo possível de danos na área social.
    Sendo bem sucedida, aí sim, pode sinalizar um avanço. Mas mesmo assim, vai depender da pressão da sociedade, e também do Berzoini. Edu, acho até o que buraco é mais embaixo. Ela não dá muita relevância a comunicação, nem tem porta-voz. Daí a democratização da comunicação ser tão pouco importante para ela

    • Concordo. Para mim, o segundo governo Dilma terminou sem começar. Manter o Quinta Coluna no Ministério da Justiça e nomear a Miss Motosserra para a Agricultura não dá. Não tem justificativa nem coalizão que explique. Foram escolhas pessoais da Dilma. Além, claro, de ela não estar nem aí para a comunicação. Continua pagando o Bolsa-Golpe (também conhecido como Bolsa-PIG). Algo surreal. Paga para essa mídia escrota pregar e tentar executar o golpe diuturnamente. Democratizar a mídia também passa pela democratização das verbas publicitárias. A quantas anda o processo que ela disse que ia mover contra a veja? Sumiu. O PIG é golpista. Não tem que contemporizar. É usar a Constituição e fazer valer o que diz a letra da lei. Chamar a sociedade, para pressionar o Congresso. Convocar plebiscitos. Acionar o MP sempre. Usar cadeia nacional no mínimo uma vez por semana. As TVs abertas são concessões públicas. Espero estar redondamente enganado, mas acho que não estou. Não dá para defender um governo que não se defende. Louvo a sua paciência, Edu, mas a minha se esgotou.

      [ ]s,
      Ninguém

      • Concordo em tudo com você, briguei muito nas eleições, perdi alguns que se dizia meu amigo, fiz campanha, dei meu tempo ao Pt e a Dilma, hoje desanimado, não vejo reação na Presidenta e muito menos no partido, até a frase: “não vai ficar pedra sobre pedra”, cadê? Não espero nada deste segundo governo dela. decepcionado, estou tentando me desligar de tudo isto. O país do futuro que tanto lutei para construí-lo, foi pelo ralo. E o povo lutando sózinho? sendo enganado pela midia e pelos politicos, continuar com o Zé da Justiça e nomear a moto-serra, foi o fim. Então não quero mais me importar com o país, eu vou cuidar da minha vida e minha familia, e que todos façam o mesmo.

  2. Abusar do Edu mas o assunto não tem nada a ver com o deste post, mas se for possível fazer uma matéria sobre isso será bem-vinda pois é um caso surreal a prisão desta moça no Ceará, confira o resumo do caso (http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/defensoria-publica-ceara-quer-libertar-mirian-franca/).

    Pra antecipar o link acima, esta moça do link acima, Mirian França, negra, foi presa no Ceará, de forma arbitrária sob acusação do crime de assassinato de uma italiana que vivia há algum tempo no Ceará, chamada Gaia Molinari. A história é confusa e parece enredo de filme pois a polícia do CE conduziu a coisa desta forma. A Mirian se encontrou com esta italiana no Ceará e mais um casal vindo do Uruguai (um uruguaio e uma francesa) e até aí nada demais, encontro de mochileiros visitando uma praia que é destino turístico daquele estado exceto pelo desfecho trágico, a garota italiana acaba morta e a delegada do caso prende a Mirian França com base no depoimento de uma italiana de uma pousada sem presença de advogado e um monte de erros pra esse tipo de prisão.

    Há fotos da moça italiana na web, é isso que chama atenção, o local onde o corpo foi achado, com marca de estrangulamento, não foi isolado pra perícia, mais de uma pessoa tirou fotos do corpo e desviraram até, ou seja, a polícia desde o princípio conduz de forma errada o caso. Soltaram um suspeito sem dar nome nem dizer o motivo mas usaram a garota negra como principal responsável pelo crime com base em coisas totalmente frágeis.

    Conhecendo o racismo institucional do Brasil o que acha disso? Acrescente o fato de que no Ceará (não querendo criticar os cearenses ou o estado pois não irão gostar do comentário, ninguém gosta de comentário crítico sobre seus estados) não há uma presença negra considerável, a maioria dos mestiços (é esse o termo que se usa) no estado são caboclos (mistura de descendentes de portugueses com índios) e brancos (a maioria descendente de portugueses), não há uma cultura negra no Ceará forte ou mesmo movimento negro forte como em outros estados (onde isso é mais visível). Ou seja, a garota negra lá está literalmente num estado onde ela é uma figura não comum no meio do povo, e isto acaba passando batido com aquela repetição a exaustão da mídia da ideia de “Nordeste” (região) como bloco homogêneo, coisa que nunca existiu (região criada na era Vargas), pois estados antigos têm seu próprio contorno histórico e não gostam muito do discurso regional (em Pernambuco tem muita gente que tem aversão a essa ideia regional pois é algo imposto de fora pra dentro). Mas só estou citando essa questão histórica pois o caso infelizmente traz à tona o problema, que pesa na hora da prisão dessa moça.

    É um caso bizarro que expõe como fratura exposta o racismo institucional do país. Mandei email pro Viomundo e outros sites e só a Fórum comentou o caso, o blog do Nassif também, acho que é dever da blogosfera progressista bater pesado na questão do racismo no país já que se esperar a mídia de direita tratar o assunto, não avançaremos um milímetro nessa questão e a esquerda tem sido falha com essa questão.

  3. Lembro há anos quando participei de um encontro onde se discutia a regulação da midia. Um jornalista argentino dizia que o povo apoiaria a presidenta Christina para fazê-la. Haviam trabalhado para isso, e foi o que aconteceu. SEM APOIO POPULAR NÃO SERÁ POSSIVEL.
    Se como no mito da caverna o povo acredita no PIG, acredita ser verdade as sombras projetadas por eles e o pessimismo com a vida, com o destino do Brasil; como demonstrar a luz do sol a qual nós na internet já acessamos? o blog da Cidadania o demonstra.
    Acontece que a realidade se transforma atraves de ações cotidianas………e nosso voto acompanhando a eleição de Dilma pela maioria do povo foi um passo decisivo.
    Ela sabe ser necessário contornar o pessimismo interesseiro insuflado no povo brasileiro e cada um de nós por sua vez no nosso cotidiano de pensar, falar e agir a apoiaremos no transcendente projeto de uma America Latina como berço de uma nova civilização. Brasil, pátria educadora.
    Todos sabemos que ela disse no seu discurso de posse: “Nosso lema será: Brasil, pátria educadora”, que apontou a democratização do conhecimento como uma das metas de seu governo: “significa universalizar o acesso a um ensino de qualidade em todos os níveis”.
    BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA

  4. Prezado Eduardo Guimarães:

    Gostaria que o colega enviasse se possível esse e-mail para a nova equipe de comunicação do governo federal, bem como ao ex-presidente LULA. Estive em Brasilia-DF com vários amigos no dia da posse da nossa presidenta DILMA ROUSSEFF e presenciei uma grande multidão hostilizando a Globo antes da presidenta chegar ao Palácio do Planalto. Fiquei muito feliz quando do discurso da presidenta no parlatório reafirmando de que VAI UNIVERSALIZAR A INTERNET NO PAÍS. Também sempre entendi que o termo “regulação da mídia” é muito infeliz, pois o adequado é democratização dos meios de comunicações, que está ligado a democracia, enquanto regulação pode-se relacionar MALDOSAMENTE com proibição ou cerceamento de liberdade. A presidenta tem de ser encorajada a enfrentar essa batalha, não o contrário. Se não reagir aos ataques da Globo poderá perder o amplo apoio popular que possui. Com todo esse bombardeio intenso que o governo vem sofrendo da grande mídia se não tivesse amplo apoio popular já teria caído, não tenho dúvidas disso. Não podemos pensar mais que o Brasil se move a partir de São Paulo. São Paulo pode continuar tendo protestos contra o governo federal e nada mudará. Porém, a nossa presidenta, os ministros e representantes de empresas estatais não pode mais aceitar o governo ser atacada diuturnamente sem reagir sob pena de desapontar a imensa população que lhe apóia. Algumas questões considero relevante ao governo federal e gostaria de sugerir alguns pontos a esse momento importantíssimo vivido no país, inclusive sobre a democratização da comunicação no Brasil:

    1º) UNIVERSALIZAR A INTERNET BANDA LARGA NO BRASIL, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL;
    2º)Acabar com a destinação de recursos públicos para os oligopólios das organizações globo, entre outros, pois quanto mais o governo e as empresas ligadas ao governo faz propaganda nas organizações globo mais o governo federal e o PT é atacado. Chega de ser masoquista ou mulher de malandro;
    3º)O governo federal deve dialogar com freqüência com os movimentos sociais de todo o país, bem como a maioria dos ministros deve andar por todo o país;
    4º)Usar a cadeia nacional de televisão para falar ao povo sempre que preciso for para alertar o povo sobre as manipulações da mídia, bem como chamando-lhe atenção para a omissão da grande mídia a cerca de escanda-los quando envolvem partidos da oposição que governam alguns estados no país;
    5º)O governo também poderia estimular a aquisição de planos de TV aberta(Sky, por exemplo), aqueles sem mensalidades pois tais pacotes dispõe de mais de 20(vinte) canais de opções, sem custo mensal: Canal NBR, TV Brasil, Rede Brasil, TV Cultura, TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, TV nova, TV aparecida, Rede Vida, Rede Tv e tantos outros canais para além da Rede Globo e não tem nenhum custo adicional mensal. O plano sem mensalidades também dá a opção para as pessoas caso queira incluir canais de filmes, esportes, shows, notícias, entre outros, nas férias por exemplo usando o sistema pré-pago por um período determinado e depois voltar a programação básica sem mensalidade, evitando uma despesa regular no orçamento das famílias de classe baixa, além de proporciona-las alternativas que não seja o massacre diário e contínuo da globo contra o governo;
    6º)A presidenta DILMA precisa junto com seu núcleo político dedicar muita atenção para eleição da câmara federal. Todo empenho do governo nessa eleição se faz necessário. O governo DILMA não pode aliviar, tem de jogar com tudo e pesado em prol do seu candidato Arlindo Chinaglia. Tem de reunir todos os presidentes de partidos aliados e todos os ministros e solicitar que façam campanha e se empenhem em prol do candidato do governo, sob o risco do governo ser paralisado por um candidato reacionário, chantagista e oposicionista como o Eduardo Cunha(PMDB), caso seja ele eleito.
    7º)Mais uma vez chamo a atenção da importância de trazer o PSB de volta para apoiar o governo federal e não repetir o erro do passado quando no 1º governo LULA se negou a buscar o apoio do PMDB e viu no que deu ao negociar com as siglas nanicas buscando uma compensação. As vezes tenho conversado com algumas figuras do PSB nacional que tem me dito que se houver um convite formal do governo federal o PSB pode aceitar voltar ao governo, inclusive vários políticos do PSB apoiaram a reeleição da presidenta DILMA. Tal reconciliação seria muito importante para a governabilidade, pois o PSB contará com 34 deputados federais na próxima legislatura e será uma das maiores bancadas na câmara, haja visto também a grande instabilidade do PMDB hoje na câmara por conta do reacionário, chantagista e oposicionista, Eduardo Cunha(PMDB), aliado da grande mídia e da direita;
    8º)Todos nós juntamente com os veículos de comunicação progressistas e independentes devemos lutar pela Reforma Política que inclui também pressão da mídia progressista e pressão popular para que o ministro Gilmar Mendes devolva os autos e que se acabe com o financiamento empresarial eleitoral, pois o ministro está protelando a declaração do seu voto que já sabemos qual é para não haver tempo suficiente da decisão valer para as próximas eleições, outubro de 2016. Por isso temos que aumentar a cobrança nele. Conversando com presidentes da OAB, existe a possibilidade da instituição ingressar com nova ação judicial forçando o Gilmar Mendes a devolver os autos para o julgamento ser concluído.

    Eduardo Guimarães, conto com teu apoio. Obrigado. Atenciosamente, Marcelo Adriano.

  5. Edu,

    Nesse caso o governo DEVE ser revanchista e passar um pente fino na receita federal e cobrar tudo o que estiver atrasado. Amor com amor se paga

  6. Eu acho bom essa mídia brasileira seja regulada, para deixar de ser golpista. Não podemos mais conviver com isso. Eu, da minha parte, já estou fazendo a regulação por conta própria, pois não assisto, não leio, não ouço a mídia golpista. Estou abolindo televisão aberta, essas revistinhas da Globo e da Abril, os jornais impressos, nem se fala, já aboli há muito, muito tempo. Tem muitas outras coisas interessantes na vida para fazer e para aprender, não posso nem preciso perder tempo com meios de comunicação inúteis, emburrecedores, ordinários. Se o governo federal não regular a mídia, infelizmente não será possível governar tranquilo, pois a todo momento será preciso parar os serviços para apagar fogo ateado pela imprensa golpista no intuito de estancar o equilíbrio do governo e o desenvolvimento do Brasil. A minha paciência ficou muito curta com os meios de (des)comunicação daqui, não servem para nada, a não ser para atrapalhar a nossa vida.

  7. Duas coisas:
    1º-sobre a comparação dos carteis, o de SP é muito pior, infinitamente pior, não são iguais.
    Em SP as empresas são estrangeiras e não há cartel entre elas. Quem montou o Cartel, foi o PSDB.
    Na Petrobras os carteis já eram organizados pelas empreiteiras brasileiras desde o tempo dos militares, deixando a Petrobras sem saída. Em SP o crime cometido foi diretamente feito pelo governo de SP e por um único partido político, o PSDB.

    2º- Quer dizer então que o PSOL o partido político que fez o maior auê em 2005 com as denuncias midiáticas sobre o mensalão, que foi montado para desmoralizar o PT na época, agora é o maior defensor da Regulação da mídia?? Mas que o PT que foi quem surgiu com as propostas? Uai, esqueceram do Chico Alencar e HH na capa da VEJA? Não achei justo isso!!! Desconheço um único petista que seja contra! A diferença é que os petistas sabem das possibilidades reais e o PSOL é eterno sonhador.

  8. Tudo é valido para chegarmos ao Pluralismo da Mídia que almejamos para uma sociedade civilizada. Enquanto a regulação parcial ou total não chega, aplica-se um método holistico para reduzir o poder desta mídia feudal, seja usando o controle remoto, o processo educacional e investigativo dos blogueiros progressistas, educar o leitor onde ir para buscar a fonte da informação, (no site Cafezinho ele escreve sobre esta alternativa: “democratizando-a-midia-em-nos-mesmos”), quando possível ignorar reportagens do PIG que as vezes de tão sórdidas não merecem serem ecoadas, pois o publico do PIG é cativo e eles escrevem para este público que consomem o ódio propagado, é a simbiose do ódio, um se alimentando do outro, e ignorá-los faz bem, pois não gastaríamos energia e nem fortaleceríamos eles de volta. Outra idéia, seria a esquerda criar programas educacionais no youtube, vídeos curtos como aqueles do “ porta dos fundos”, com atores de verdade, com certeza muitos atores de esquerda ficariam felizes de colaborar, explicando didaticamaten os benefícios democráticos como a reforma economica da mídia, da reforma política, o porque de tanto negativismo contra a Petrobrás, enfim um canal do youtube para alcançar principalmente os jovens que são doutrinados pelo PIG Vigarista de forma tão medieval. Eu não sei qual foi a última vez que li a Veja, o Estadão ou o Globo, já fazem muitos anos. Esta é a lógica, educar, apontar a fonte, usar o controle remoto, e continuar lutando pela reforma em fórums de debates, nos movimentos sociais, etc. Morando na Austrália fica difícil para mim evitar comparar. Aqui existe a TV ABC nos mesmos moldes da BBC London, recebe $1Bilhão de dólares australianos do orçamento anual do governo, mesmo o atual Primeiro Ministro sendo do Partido Liberal, a ABC não perde o perfil progressista e muitas vezes ufanista, alinhada a esquerda, apesar do Labor Party daqui está mais próximo dos Democratas Americanos. Tem outra a TV SBS também do governo que dá ampla atenção as causas das minorias, os Aborígines e os imigrantes por exemplo. Tendo programas diários em várias línguas, e mais recentemente um canal especial produzido para/pelos próprios Aborígines.
    Um grande abraço Eduardo e a luta continua.

  9. ” é nefasto colocar em pouquíssimas mãos o controle quase hegemônico da comunicação. ”

    e digo mais: é super nefasto!

  10. Só queria entender uma coisinha, para iniciar a discussão : Por que qualquer medida que Dilma tomar agora NÃO PODERIA SER APLICADA NO GOVERNO DELA!!!!!!!!!!!!???????? Desse modo, a coisa fica sim reduzida a cascata devido a esse detalhe, que de detalhe não tem nada, e parece passa a impressão de que o Governo como que se desculpa com Globo e quadrilheiros associados por tentar acabar com a ditadura midiática. Outro assunto importante, não somos Inglaterra ou Franca(ainda bem!), MAS BASTAVA QUE FÔSSEMOS UMA VENEZUELA, UM URUGUAI OU UMA ARGENTINA PARA DEMOCRATIZARMOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. É VERDADE QUE ESSES PAÍSES TÊM UM HISTÓRICO DE PARTICIPAÇÃO POPULAR MUITO MAIOR DO QUE O NOSSO(A MONARQUIA E A ESCRAVIDÃO DEIXARAM SEQUELAS!), MAS TAMBÉM É VERDADE QUE TÊM ECONOMIAS E PROBLEMAS MUITO MAIORES DO QUE OS DO BRASIL, O QUE EM TESE DEVERIA ENFRAQUECER A TESE DE SEREM PAÍSES COM CONDIÇÕES “MAIS FAVORÁVEIS” PARA A REGULAMENTAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. POIS SÃO “FAVORÁVEIS” POR UM LADO E MUITO DESFAVORÁVEIS POR OUTRO, PELO LADO ECONÔMICO, O QUE NÃO OS IMPEDIU DE REGULAMENTAR OS BARÕES MIDIÁTICOS, TÃO OU MAIS PODEROSOS DO QUE OS DAQUI. Se o Governo continuar com esse papo furado de “regulação econômica”, não vai fazer nada ou o que é pior vai passar por uma cirurgia gravíssima para parir um rato, que talvez acabe por agradar a Globo e congêneres, já que conseguiriam desgastar o Governo Dilma, tachando-o de “censor”(só no Brasil essa cola!)e ainda por cima obteriam uma legislação que lhes fosse favorável, por exemplo ajudando-os na guerra que vão travar, e perder, com as telefônicas e as empresas de INTERNET. Essa regulação tem que ser feita e para valer no dia seguinte à sua promulgação, ainda no Governo Dilma, ou a direita vai ganhar a eleição em 2018, com o pior tipo de direita, por exemplo Geraldo Alckmin, uma mistura de Sílvio Berlusconi com Silas Malafaia, temperado por Míriam Leitão; e mergulhará o Brasil num ostracismo conservador difícil de ser modificado, já que terá a mídia toda, e os EUA, a apoiá-lo incondicionalmente. Lembremos que na Itália, Berlusconi durou mais de uma década. Imaginem Alckmin no Brasil, com o apoio da Globo. Ou seja, a regulamentação e democratização da mídia precisa sair agora, focando no conteúdo, explicando que esse enfoque deseja primeiro garantir a pluralidade de visões nos meios de comunicação, o que não existe atualmente, e a punição de abusos, como a calúnia. É botar a Sociedade Civil organizada nas ruas, nas portas dos veículos de mídia, e fazer como na época da tentativa de impeachment de Lula, no episódio do “mensalão”, mostrar à direita que se ela sabotar, nós iremos brigar, enchendo as ruas deste país. É arriscado? Claro que é. Mas muito mais arriscado é continuar como está, com este país transformando-se num Nação Fascista, com a capital dos psicopatas em São Paulo, e a Economia Nacional sendo destruída por um bando de bandidos irresponsáveis, cujo único objetivo é entregar o petróleo aos EUA, além de destruir o PT. Ou agimos de verdade, sem tergiversações ou recuos como esse “plano” de Dilma, ou seremos destruídos pela direita e aí levarão séculos para que a esquerda recomece tudo de novo do nada. Alguém com interlocução com a Presidenta, se você conhece encaminhe essa mensagem, deveria alertá-la que não há composição possível . É partir para o tudo ou morrer no nada. Não podemos mais continuar convivendo com marginais e fanáticos que possuem uma estrutura gigantesca de comunicação para venderem sua loucura a uma população bestializada pela alienação. Ou agimos agora ou chegaremos em 2018 num país esfacelado e em pé de guerra. Sentiremos saudades das barbaridades que vimos nestas eleições e nos loucos de agora, que nos parecerão calminhos diante do quadro que encontraremos nas próximas eleições . É questão de sobrevivência, da esquerda e do Brasil, acabar com a ditadura midiática. É isso que Dilma precisa entender. Os governantes que regularam a mídia na América Latina sabiam disso e o fizeram para que eles e suas forças continuassem vivos. Temos que forçar o governo a cumprir essa missão histórica ou estaremos perdidos. Chegar dessa horda de psicopatas destruindo o Brasil.

  11. Se o governo conseguir aprovar primeiro a reforma politica e proibir politicos de ter meios de comunicações ficaria mais fácil…

  12. Em momentos em que o capital político foi muito maior, a regulação econômica não foi para frente.

    Hoje em dia, então…

    Dilma embora não concorra na próxima eleição responde pela vontade de permanência do PT no poder. Será mesmo que comprar essa briga – que, como disse o articulista, fragilizará ainda mais o cenário econômico – é uma boa para um partido que, de modo legítimo, tem um projeto de permanência no poder?

    Esperança existe, para tudo. Mas, neste caso, ela é pequena para os que querem Globo e Abril emparedadas.

    As coisas, muito provavelmente ficarão como estão, na toada de sempre. Contudo, nada como um dia após outro dia… Aguardemos. Nada na política é definitivo (nem mesmo a permanência de quem está no poder, em 2018…).

  13. Apoio o Governo Dilma, como apoiei o Governo Lula. Dessa forma tenho que ajudar a pressionar o Governo Dilma a fazer algo concreto na área da democratização dos meios de comunicação. Penso ser este o ponto principal que pode acelerar o desenvolvimento econômico do Brasil, e na sequência a democratização da política brasileira.

    Se o Governo Dilma não tocar no poder econômico do PIG, se o governo não cortar os rios de dinheiro que manda para as famiglias do PIG, se o governo não colocar em leis a obrigatoriedade de uma mídia diversificada e regionalizada, sem oligopólios, o Brasil tenderá a continuar a caminho da crise, pois o PIG está conseguindo isto (está conseguindo prejudicar o país e os próprios brasileiros). A Lei do Direito de Respostas tem que ser aprovada imediatamente, o Governo Dilma poderia até mesmo criar condições para que dispositivos da lei eleitoral continuem vigorando emergencialmente para um período de dois anos.

    Dilma, corta a Bolsa Imprensa do PIG!

  14. Como o querido amigo e grande batalhador Edú Guimarães, sei que há mais perguntas do que respostas sobre o enfrentamento do segundo governo Dilma com a mídia cartelizada, uma batalha difícil num momento difícil. Mas não creio ser “balela” meditarmos sobre esses pontos, que parecem até meio disparatados, mas me ocorrem simultaneamente e aí vão:
    1) Ninguém me convenceu, ainda, de que a Globo e o PIG brasileiros são mais poderosos do que o grupo Clarín, na Argentina, o PIG na Bolívia, na Venezuela, o Murdoch na Grã-Bretanha e nos EUA – cada caso na sua devida proporção. Nosso governo seria assim tão frágil, tão desprovido de apoio popular, que perderia a mesma batalha que tantos outros governos têm vencido, com alto custo, é verdade?
    2) Democratizar (ou regular economicamente, o que dá quase no mesmo) a Mídia, é questão de sobrevivência do próprio governo Dilma. Ela não fará avanço algum, econômico, social ou político, com o PIG estruturado como está, e gozando de total impunidade. Haverá uma crise institucional a cada três meses, com tentativas de golpe midiático que, mais cedo ou mais tarde, podem contaminar parcela da sociedade, e até os militares. Há mais riscos em deixar tudo como está do que em mobilizar a sociedade para enquadrar este setor hoje acima de todas as leis;
    3) Nossa postura não deve ser a de “pedir” as iniciativas do governo que, como o Edú afirma, tem disposição de promover a mudança: é preciso mobilizarmos as massas (parece linguagem de comuna veterano, mas é disso que se trata), esclarecer as pessoas, e fazer pressão sobre o Governo, como permite e exige a Democracia. Não serão o ministro, muito menos os deputados e senadores donos de concessões (o que já é ilegal, pelas leis EM VIGOR) que irão dar de presente este avanço para o Brasil. teremos que arrancá-lo no grito, na mídia alternativa, na pressão popular nas bases de cada deputado e senador.
    Um dia, todos nós com mais de 40 ou 50 achamos que a ditadura seria eterna. Mas fomos prá rua, cavamos espaços nas mídias locais, sindicais, partidárias, comunitárias, e conseguimos vencer (pelo menos formalmente). Por que duvidar de que esta luta será vitoriosa?
    A pior resposta às questões levantadas pelo Edú será a passividade, o conformismo. Aliás, o MSM, tão bem dirigido pelo Edú, é uma de nossas ferramentas. Vamos usá-la!

  15. É mais fácil ver, a MIDIA ( quarto poder, e o mais forte), regular os passos da DILMA
    e dos Juizes, bewm como nomear os chefes do Senado e camara.
    Já colocaram a Katia.

  16. Pois é.
    Tem gente que ainda acredita.
    Tiremos o cavalinho da chuva e esperemos sentados.

  17. Se a Dilma quissesse poderia investir em uma poderosa TV estatal, com participação popular. Como um You Tube da TV aberta.

    Poderia investir para que a internet fosse de graça para todos, na banda larga mais baixa. Poderia trazer canais como o RT da Rússia no Brasil.

    Mas a Dilma é uma medrosa. Ela jamais vai enfrentar a poderosa Globo, senão já teria feito isso há muito tempo.

    Hoje quem é petista é chamado de ladrão e é uma vergonha se assumir como sendo petista. Ela não vê que a cada dia que passa o PT vai perdendo o poder e os assentos no Congresso Nacional. E o PSDB está aumentando seu poder no Congresso por causa da midia. Só não vê quem não quer.

  18. O Professor Marcilio Novaes Maxxon, foi o unico ate aqui que previu com exatidao, muito antes, os fatos que hoje vivenciamos. Esse nobre Professor, Cientista, Observador e Estrategista Politico, deveria ser mais ouvido e respeitado em nosso pais.
    OZIRES SILVA

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