Marcos Archer e “O Expresso da Meia Noite”

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expresso capa

 

Guardadas as diferenças, parte da história do carioca Marcos Archer, executado a tiros no último sábado na Indonésia, lembra a do protagonista do drama “O Expresso da Meia Noite”, de 1978, estrelado por Brad Davis, no papel de Billy Hayes, estudante norte-americano que, após visita à Turquia, decide levar pacotes de haxixe presos sob a roupa com fita adesiva.

O plano acaba por não dar certo e Hayes é preso no aeroporto de Istambul, de forma bastante similar à do brasileiro Archer. Dali em diante, a vida do personagem real levado à telona dos anos 1970 pelo diretor Alan Parker, transforma-se em pesadelo, pois é brutalmente espancado e lançado numa degradante prisão turca.

Só que a história verídica do estudante Billy Hayes termina melhor do que a de Archer. Apesar de ter sido condenado a trinta anos de cárcere e não à morte, a prisão turca é o inferno na terra. Lá, antes de conseguir fugir, é submetido a torturas excruciantes que o levaram à beira da loucura. Confira, abaixo, o clipe de um dos maiores sucessos de bilheteria de Hollywood.

 

À época da estreia nos cinemas, no final dos anos 1970, muito se discutiu sobre se o que fez o estudante-playboy norte-americano Hayes permitia que fosse retratado como mocinho, como fez o diretor Alan Parker. Afinal, o jovem estava traficando drogas. Porém, o filme mostra que a desproporção da pena em relação ao crime cometido acabou por redimir o jovem tolo que desafiou um regime de força em um país em que direitos humanos não valiam nada.

Estranhamente, agora está acontecendo a mesma coisa. O moralismo dos EUA dos anos 1970 vige intensamente no Brasil, nos dias que correm. E uma reportagem de 2005, feita cerca de um ano após a prisão de Archer, intitulada Na Balada da Morte, ajudou a erigir esse clima.

Renan Antunes de Oliveira é um jornalista brasileiro tarimbado. Ganhou até o prêmio Esso, em uma disputa controvertida em que houve acusações de “manipulação”, tendo recebido o prêmio sob vaias e aplausos simultâneos. Naquele ano (2005), foi a Jacarta entrevistar o carioca Archer, agora morto, e Rodrigo Gularte, paranaense, também condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, mas que ainda está vivo – por pouco tempo.

Oliveira destacou-se por traçar perfis de figuras controversas como a do blogueiro “Mosquito”, do Blog “Tijoladas do Mosquito”, quem, em 2010, convulsionou o primeiro encontro nacional de “blogueiros progressistas”, do qual participou este que escreve.

expresso 1

 

Mosquito, ou Amilton Alexandre, foi encontrado morto em seu apartamento dois anos depois, enforcado em um lençol. O caso jamais foi esclarecido completamente. Mas Oliveira retratou a história sob seu aspecto público, mostrando a personalidade belicosa do “Mosquito” e os conflitos em que se meteu e que podem ter feito  alguém “suicidá-lo”, conforme a reportagem O triste fim do irreverente terrorista da internet.

Mas foi o perfil de Felipe Klein, filho de um político importante, que levou OIliveira ao auge da carreira, na reportagem A Tragédia de Felipe Klein, e lhe deu o prêmio Esso. Trata-se da história de um jovem igualmente rebelde, assim como Archer e Mosquito, que fez modificações bizarras no próprio corpo e cultuava demônios, até morrer de forma tão bizarra quanto viveu, aparentemente morto pelo próprio pai.

expresso 2

 

A reportagem que jogou boa parte da opinião pública contra Archer é mais uma da série de reportagens-perfis que Oliveira produziu para o Jornal Já, em que é figura central. As três reportagens citadas retratam pessoas do mesmo perfil, meio vilãs, meio vítimas de si mesmas. É um padrão do jornalista.

Quanto das histórias que Oliveira conta pode ser levado ao pé da letra, é difícil saber. São relatos feitos sob a ótica do jornalista e sempre com cores fortes pintadas nos seus personagens. Nas três reportagens citadas são apresentadas variações de um mesmo personagem amoral e autodestrutivo, ao mesmo tempo…

Os perfis de Archer e de Gularte, feitos em 2005, há uma década, mostram dois homens que não cresceram e que transformaram suas vidas em uma contínua balada.

Archer, segundo a entrevista feita por Oliveira, fazia troça de sua então recente prisão na Indonésia. Confessava-se “traficante” e dizia que poderia ter ganhado mais de 3 milhões de dólares com 13 quilos de cocaína, uma informação jamais checada e que os autos de seu processo desmentem, conforme informações recentes, que dão conta de que, oficialmente, recebeu 10 mil dólares para transportar a droga, uma versão bem mais verossímil para uma pequena quantidade de veneno.

O próprio Oliveira, porém, em sua matéria chega a chamar Archer de “mula”, um “laranja”, alguém que serve para levar pequenas quantidades de droga de país para país. Porém, ao retratar a história do “traficante” bobão que levou um pouco de droga mal escondida em uma asa delta e acabou preso como um pato, mostrou que as acusações que fez a si mesmo podem ter sido ditas para “contar vantagem”.

Essa versão combina mais com a que o blogueiro obteve com duas pessoas, um homem e uma mulher, que conhecem a família de Marco Archer, mas não querem se identificar.

O homem, amigo da família, diz que Archer era apenas um bobão, viciado em drogas, que viveu na barra da saia da mãe até os quarenta e tantos anos, quando foi preso em uma trapalhada que cometeu ao transportar uma pequena quantidade de droga. A mulher disse pouco, porque quer consultar o marido antes de dar mais detalhes. Mas, do pouco que falou, foi possível depreender que é isso mesmo.

Seja como for, a imagem de “chefão da máfia” que a reportagem de dez anos atrás construiu para Archer, não é exata. Além disso, todos os que o conheceram afirmam que nunca se meteu com violência.

Archer, como traficante, deve ter sido muito incompetente, pois dependeu da mãe para lhe proporcionar regalias na prisão indonésia. Fosse o que ficou parecendo na reportagem de 2005, não dependeria de ninguém. O que o amigo da família dele disse ao Blog foi que não tinha nada, pois seu trabalho como “mula” só lhe rendeu o suficiente para torrar em viagens e baladas.

Os erros que esses e outros personagens de Oliveira cometeram, são bastante similares. Archer, vê-se, é apenas mais um autodestrutivo que o estilo de reportagem do jornalista retrata. Mas cometeu crime, claro. Só que pagou por isso com uma década e pouco à espera da morte. Afinal, quando Oliveira o entrevistou, sua situação estava para começar a piorar e suas regalias, a sumir.

A história de Archer não teve um final feliz como a do Expresso da Meia Noite. Ele deixou de sorrir à toa havia muito tempo. Onze anos esperando o dia de uma morte violenta, a tiros, são um castigo terrível, talvez pior do que a própria pena de morte. O cárcere, pois, deveria ter sido suficiente. Matá-lo foi um ato de barbárie que precisa ser repudiado pelo Brasil e pelo mundo.

Todavia, o que assusta é que a Indonésia e seu regime corrupto, com suas punições desproporcionais e as condições de vida degradantes do povo, está virando quase que um modelo para uma parcela dos brasileiros que afirma “invejar” pena de morte para traficantes enquanto o mundo desenvolvido trata de descriminalizar as drogas.

 

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159 Comentário

  1. Mais um pouco e vamos ter uma peregrinação ao local de repouso dos restos mortais de um “quase herói” brasileiro, um mártir que na sua infeliz e trapalhada vida como playboy de Ipanema que viajou o mundo, fazendo inclusive cursos na suíça, terminou sua vida mostrando ao Brasil a verdadeira face oculta do brasileiro que “afirma ‘invejar’ pena de morte para traficantes” ao mesmo tempo que expôs as inconsistências de um país com “seu regime corrupto, com suas punições desproporcionais e as condições de vida degradantes do povo”.

    Mula não compra a droga tal como ele fez.
    Mula não fica com 50% do lucro de nada, muito menos de US$ 3,5 milhões.
    (o preço alcançável era este mesmo, pesquise na internet)

    Atrapalhado ou não, quem faz isto é traficante.

    • Você acaba de criar o manual dos mulas. Quem o tornou especialista em mulas? Você acha mesmo que traficante viaja com 13 kg de droga na bagagem e se deixa pegar? Aliás, quem chamou o Archer de mula foi o jornalista Renan Antunes de Oliveira, naquela reportagem de 2005 que pôs gente como você para tentar pintar Archer como o poderoso chefão do tráfico internacional

      • Segundo a joranlista australiana Kathrun Bonella, autora do livro Snowing in Bali, a cocaína é comprada no Peru ou na Colômbia por entre US$ 1.000 e US$ 2.000 o quilo. No Brasil, essa quantia pode atingir US$ 5.000. Já em Bali, a alta procura por turistas faz com que o quilo seja estimado entre US$ 20 mil e US$ 90 mil — a variação de preço responde à tradicional regra “oferta e demanda”: se muita droga estiver entrando, o preço cai; do contrário, o preço sobe. Já na Austrália, o quilo da cocaína pode atingir os US$ 300 mil.

      • Quando o usuario de drogas não consegue mais pagar pela droga ele é descartado como pequena mula. Onde esta a vantagem?: serve de propaganda para o cartel. O cartel não pode ir na midia e fazer propaganda, então é feita pelas reportagens.

    • Ninguém está dizendo que o cara era um “quase herói” ou um “mártir”.

      É alguém que foi vítima de uma profunda injustiça, uma punição desproporcional, cruel e bárbara.

      Isso não faz dele uma pessoa reta, nobre. Faz dele um bandido que sofreu uma injustiça.

      É muito difícil pra vc entender algo tão simples? Precisa pintar em preto e branco pra vc conseguir começar a entender? Tem que ser ou totalmente vilão ou totalmente vítima, pra caber na sua mente minúscula?

      Haja saco! Quando vcs não conseguem argumentar e provar o ponto de vcs, apelam pra essa PALHAÇADA infantil de condenar os outros e se refugiar em uma terra das fantasias, onde tudo é ou oito ou oitenta.

      Patéticos!

      • Ricardo Pierri, INJUSTIÇA??

        É alguém que foi vítima de uma profunda injustiça, uma punição desproporcional, cruel e bárbara.
        Isso não faz dele uma pessoa reta, nobre. Faz dele um bandido que sofreu uma injustiça.

        A Lei é clara, além do mais, ele foi JULGADO, e ainda durou 11 anos… Não é porque o país não tem pena de morte, que os OUTROS países estão ERRADOS. Se lá existe este lei, ele sábia, não vejo INJUSTIÇA nisso.

          • Me desculpe novamente EDU mas a ONU condena o assassinato do traficante mas não faz nada para evitar as mortes de palestinos e dos povos da Síria, Líbia e Iraque, bombardeados pelo ocidente. Desde quando a ONU pau-mandado dos ‘eua’ é parâmetro para alguma coisa ?!?! E quantas vidas esse sujeito estragou com as drogas que vendia ?!? Quem se lembrará delas agora ?!?!

            “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

        • Olha, faz uma coisa: se vc honesta e racionalmente conseguir me responder essa questão afirmativamente, aí eu admito que vc está completamente correto e ainda como meu computador sem sal.

          A escravidão era justa só pq era a lei? E o Apartheid? A tortura, ainda admitida em alguns países? Queimar alguém na fogueira, como era feito na idade média, era justo pq era legal?

          Se, depois de tentar responder a isso vc ainda não compreender pq a morte foi uma injustiça apesar da lei, então não tem nada que eu possa dizer que vá te demover da ideia equivocada de que tudo que está na lei é justo e certo.

          • Também sou contra a Pena de Morte e não acho justo fuzilar ninguém. Acho que se o sujeito pisou na bola tem que ficar vivo para responder por seus crime VIVO e na CADEIA, que é lugar de bandido, mas o sujeito sabia aonde estava se metendo. Porque é que ele foi lá cutucar a onça de vara curta !? Agora querem endeusar esse sujeito, e as vidas que ele estragou e condenou por conta das drogas que traficava ?!? Se fosse apenas maconha ou haxixe ainda, vá lá, mas Cocaína, ‘TÔ FORA !!!

            “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  2. A idiota da ” jornalista ” Sheherazade elogiou a Indonésia ( onde as leis funcionam de verdade, segundo ela ) e criticou o Brasil.

    As leis funcionam tão bem lá que o Archer tinha todas as regalias possíveis na prisão, inclusive mulheres e drogas, conforme reportagem do Renan Antunes de Oliveira de 2005.

    O PIG vai fazendo a cabecinha dos beócios através de ” jornalistas ” como a imbecil da Sheherazade.

    Pergunto: se o consumo do álcool ( droga considerada a pior de todas, por vários estudiosos do assunto ) não é crime e é até incentivado através de comerciais, por que é crime o consumo das outras?

    Ignorância e desconhecimento por um lado e esperteza dos Al Capones modernos por outro.

    • Edu, bom dia!

      O PIG está se esbaldando com tanta notícia ruim neste comecinho de ano: é Charlie Hebdo X terrorismo; é a economia brasileira transformada em a “pior dos mundos”; é Procurador argentino que se suicida por causa da “pior denúncia do mundo” na Argentina; é a Lava Jato que segundo um jornalista “piguento” brasileiro vai gerar ainda terríveis denúncias a partir do mês que vem , etc… Pára o mundo que eu quero descer!!! Não dá mais prá ouvir rádio, tv brasileiras todas piguentas cheias de notícias manipuladas para a ruindade , a maldade, o pessimismo patológico.
      Como disse um psiquiatra amigo meu: não ouça mais rádios pessimistas, não veja TV pessimista, ouça música boa, procure elementos imparciais e bons para ler, ver e ouvir. Fuja de tudo isto, porque faz mal à saúde mental; procure peneirar e desenvolva uma consciência crítica da realidade e você verá que não vivemos num mundo à beira do fim.Pelo contrário, tem muita coisa acontecendo no mundo e , principalmente, no Brasil.

      Um forte Abraço.

  3. Talvez essas mortes bárbaras, por motivos desproporcionais à pena, sirvam para o Brasil fazer o que países ditos desenvolvidos já fizeram com relação às drogas, como a Holanda. Sei que o melhor de tudo seria que as pessoas fossem mais equilibradas emocionalmente e não chegassem a usar drogas, já que essa prática é a maior das inutilidades. Hoje em dia, qualquer um sabe, desde criança, que usar droga é entrar num buraco sem fim, mas mesmo assim caem na tentação, e depois chegam ao inferno em vida, e infernizam também a família, e até a sociedade. A pessoa tem que ser muito ignorante para entrar no caminho das drogas e nem sequer imaginar as consequências disso. A pessoa tem de saber que se entrar no caminho das drogas o destino geralmente acaba em um dos 3 C’s: cadeia, cadeira de rodas ou cemitério, em um curto espaço de tempo. É preciso as famílias serem mais equilibradas e passarem valores que levem os jovens a terem mais estabilidade emocional, mais tranquilidade, mais fé no futuro.

  4. Nem uma palavra sobre o apagão de ontem?

  5. Edu, não invejo a pena de morte para traficantes mas a invejo para crimes com morte da vítima. Quanto a descriminalização das drogas há que se debater um pouco mais sobre o tipo de droga, quantidade e etc.. Sobre o caso do brasileiro executado na Indonésia, me pareceu que ele conhecia as leis do país mas, mesmo assim, resolveu arriscar para poder faturar uma grana alta. Deve ser difícil arranjar quem tenha coragem de ser “mula” para aquele destino, então o dono da droga deve pagar bem. O que o Archer não sabia era a história do ópio e suas consequências sobre as populações dos países da Ásia. Foi com base no que aconteceu no passado que vários países implantaram legislação draconiana sobre o tráfico dessas substâncias. Se pego é morte certa. Já em nosso país, esse tipo de situação tem dois caminhos: 1- se o cara é pobre vai preso; e 2- se é rico a coisa muda de figura. Veja o caso do helicóptero apreendido no Estado do Espírito Santo. O assunto simplesmente sumiu da mídia. Será que algum dia vamos, pelo menos, unificar os procedimentos legais?

  6. Texto perfeito, Edu. Retrata fielmente o triste destino desses jovens que foram dominados pelas drogas desde a juventude. Quanto à reportagem de 2005, o autor apenas quis romancear e criar impactos em benefício de sua reportagem. Foi o que senti ao ler o bizarro texto. Parabéns pela lucidez de seu post, Edu.

  7. Continuo afirmando que não estamos em condição de apontar defeito no ordenamento jurídico-político da Indonésia. E digo ainda que se o fuzilamento tivesse ocorrido em Cuba, o histórico do infrator estaria sendo considerado para justificar o fuzilamento na defesa apaixonada pelo governo cubano. Então, muita calma nessa hora.

    • Você virou um reaça de direita

      • É o marasmo do discurso. De repente parece que nosso ordenamento político-jurídico é perfeito.
        Eu quero novidade. Por que não aproveitamos a oportunidade e fazemos autocrítica das nossas mazelas?

        • Vai catar coquinho, vai, Gerson. O cara fica preso 11 anos e ao fim é morto a tiros. E pra você não é barbárie. Isso enquanto dos EUA ao Uruguai vão discriminando as drogas. Para de se achar

          • óh, agora, quando te convém, os EUA é exemplo éh ?

            Diz pra mim, existe algum partido interessado na liberação das drogas tb ?

            sei lá, parece tão suspeita esta tese sem argumentos nem ciência que já começa a dar na vista, né ?

          • Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

          • Eduardo,

            Há pouco tempo tua filha foi para a Indonésia. Você até ficou inicialmente preocupado. Preocupação normal de pai. Tua filha foi, passeou, e voltou saudável, corada e bonita.

            Eu pergunto: quando tua filha foi para a Indonésia o governo lá era outro?

            Por que tua filha não ficou presa e foi fuzilada?
            Porque ela teve sorte de não cair nas garras daquele governo do demônio e o Marcos Archer não?

            Óbvio que não. Óbvio que não!

            A tua filha não foi presa e fuzilada porque ela foi para a Indonésia com propósito diferente do Marcos Archer.

            O que irrita é a tentativa de querer isentar o Marcos Archer da parte da responsabilidade que cabia a ele.

            Deixa isso para aqueles pais que acobertam os malfeitos dos filhos.

            Ataque a pena que a ele foi aplicada mas não tente neutralizar a parcela de culpa dele. É essa única parte que enfraquece a força de argumentação nesse debate.

            Agora eu vou catar coquinho que eu adoro.

            É “licuri” que chama na Bahia.

            Abs.

          • Tirando o fato de que quase foi sequestrada por caçadores de escravas brancas, foi tudo bem. Mas, sério, você está me dizendo que traficar drogas dá problema? Não sabia que me subestimava tanto. Dá problema na Indonésia, dá no Brasil. Só que em país civilizado algum eles prendem o sujeito por onze anos e depois matam por transportar 13 kg de cocaína. É tráfico, é. Tráfico de um mula. E o cara que encomendou a droga, prenderam? Faça uma busca sobre os cartéis de droga que infestam a Indonésia. Se você acha civilizado pena de morte para um crime como tráfico, sem violência envolvida, não temos o que discutir. Eu não admito esse tipo de coisa. Isso é papo de gente que faz passeata pedindo volta da ditadura militar.

        • Nossa cara como você tá mudado, hein!

          • Gerson Carneiro,

            me desculpe. Fico chocado com sua ignorância. Sabe de uma coisa. Toda vez que alguém inocente aqui no Brasil morrer em consequência da proibição das drogas, vou lembrar de sua teoria falida contra as drogas. Não há guerra contra as drogas, libere e deixe que os usuários se virem com os tratamentos e desta forma, você elima o poder dos traficantes (comercialização das drogas).

        • Nada a ver esse comentário. Totalmente fora de contexto. Eduardo está falando de pena de morte. Você não percebeu?

        • Quem é vc e o que vc fez com o Gérson?

          Tentar dizer que “qualquer pena, exceto as bárbaras e incomuns, como a de morte é aceitável” – que é o que os que se opõem à pena de morte estão efetivamente dizendo – é o mesmo que “isentar o traficante da responsabilidade dele” é coisa de Bolsonaro.

          Ou de uma olavete.

          O Gérson que eu conheço e cansei de ler não diria algo tão baixo e desonesto.

          Da mesma forma, não diria que “se fosse em Cuba, faríamos X”, usando uma suposição FURADA e preconceituosa pra tentar justificar uma posição reacionária real.

          Enfim, duvido que vc seja o Gérson. Deve ser um troll se passando por ele.

          Ou, então, vc andou tomando muita água do picolé de chuchu.

          • Ricardo, quisera eu que fosse. Não conheço o Gerson, portanto meu comentário não tem conotação pessoal alguma e se dá em cima do que ele comentou aqui.

            Mas sobre o ponto que deve estar chocando a maioria de esquerda, e repetindo que a esquerda brasileira se posiciona contra a pena de morte, ou a maioria da esquerda (tirando aqueles stalinistas radicais que não veem muito problema em relação a isso), que é o de ler esses comentários conservadores vindo de gente de esquerda, os casos da revista francesa e o dessa execução na Indonésia serviu pra pôr a nu parte da esquerda brasileira no Brasil e esse contingente não pequeno de mentalidade conservadora por trás do apoio à Dilma, Lula etc.

            Em geral é um pessoal conservador nos costumes, refratário ao extremo (exceto em questões sociais de combate a fome etc, mais por uma visão religiosa que política) e por isso que é tão difícil no Brasil adotar medidas mais progressistas em relação a tráfico, descriminalização do aborto, combate à homofobia etc.

            Se o Edu quiser fazer um levantamento do quão refratários são certos setores da esquerda, pode bater na tecla desses assuntos polêmicos como pena de morte, descriminalização das drogas e aborto, lei sobre homofobia, preconceito/racismo etc. Irão ter surpresas com a opinião de muita gente que se diz de esquerda (ou sabe-se lá o que entendem por isso). Ser contrário ao PSDB não transforma ninguém automaticamente em humanista e de esquerda, até porque o Bolsonaro antigamente era até a favor da reestatização da Vela e queria fuzilar FHC (agora ele andou mudando o discurso e ficando mais próximo dos tucanos no “combate ao perigo vermelho”).

            Eu me surpreendi, negativamente, com esses episódios recentes. O que vi de gente de “esquerda” (entre aspas) defendendo absurdos (tinha uma dona no FB que tentou justificar pena de morte não “justificando”, a retórica do absurdo pra não ficar “mal na fita”), foi um verdadeiro festival de horrores. Não que me espante constatar isso, eu já suspeitava desse comportamento visto as baboseiras que o povo posta no FB pra “defender o PT” (nível político muito baixo do povo, nem sempre foi assim) mas não pensei que era um número tão grande assim.

            É uma verdadeira UDN de esquerda, por isso que o PSOL anda tendo tanto apoio desse pessoal insatisfeito por não compreenderem a conjuntura política do país e do mundo e só se valarem de uma ótica moralista e religiosa.

    • Gerson, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Os posts do Eduardo sobre o fuzilamento de Archer não versam sobre o ordenamento jurídico nacional, de maneira geral, mas sobre um tema importante: pena de morte. É disso que se está tratando.

      Uma coisa é: algumas de nossas leis precisam mudar, outras serem criadas, nossas delegacias e penitenciárias precisam evoluir e o nosso Judiciário precisa dar uma parada forte na impunidade (quem tem dinheiro para pagar advogados se safa). São exemplos do que precisaria mudar, apenas na seara do Legislativo: 1) Psicopatas não deveriam sair jamais da prisão. 2) Homofobia deveria ser criminalizada. 3) Outros crimes hediondos deveriam gerar prisão pérpetua.

      Outra coisa é a pena de morte. A meu ver, humanisticamente falando, é um atraso. Não é tirando a vida de pessoas que vamos resolver as coisas. Criminosos são um ônus a ser arcado pela sociedade, num mundo mais evoluído, não nos cabe matá-los, meramente, isolá-los da sociedade (recuperando os recuperáveis). Por mais que não gostemos deles. O que fizeram com Archer foi, sim, bárbarie, e barbárie medieval. Sei que a droga destrói pessoas (conheci algumas com sérias sequelas, físicas e mentais, pelo uso de drogas; em minha própria família, temos uma pessoa assim), mas fuzilar pessoas com tiro na cabeça, a pretexto de fazer justiça, é bárbarie. Simples assim. Não sou eu quem acha, é a ONU. Ponto.

      Creio que o que o Eduardo quis tratar desse atraso, dessa barbárie. Bárbarie essa que, aliás, acontece inclusive cotidianamente pelas ruas e vielas de muitos países do mundo, não apenas do Brasil, inclusive, atingindo crianças. Mas acontece principalmente com pobres. Aliás, além dos poderosos, grandes criminosos raramente são pegos. Temos visto ouvir que a Indonésia pega traficantes-mula que transitam por lá, mas não temos notícia de grandes traficantes nas cadeias indonésias. Será que eles realmente são pegos?

      Gerson, é estarrecedor ver sua argumentação pelo que aconteceu com Archer. Algumas vezes vi posts seus na internet e sempre o achei humanista, além de divertido. Você certamente está a anos luz da Raquel Sherazade, do SBT (cá entre nós, dá pena dessa moça, espiritualmente muito atrasada), mas lendo suas palavras, tinha o quê de Raquel. Não creio que você realmente seja assim. Achei você também extremamente deselegante com o Eduardo você citar a viagem da filha dele, tentando fazer uma analogia. Nada vezes nada a ver. Bem, fica a impressão de que você aprova a pena de morte e até por fuzilamento.

      • Mais uma dúvida, Gerson: o que você achou do helicóptero do pó? Qual é a sua opinião a respeito?

      • Finalizando, você insinuou que se Archer tivesse sido fuzilado em Cuba, Eduardo defenderia o fuzilamento. Com base em quê? Não acredito nisso. Acho que você foi, no mínimo, desrespeitoso.

    • Todos vocês estão claramente sob forte comoção. Não entenderam nada do que eu deixei escrito. Compreendo perfeitamente. Quando a comoção passar, tomem um copo de água cada um, leiam novamente com calma o que escrevi, e verão que o que disseram até aqui sobre o que escrevi é devaneio.

      Não contesto em momento algum a pena aplicada ao réu; não emiti minha opinião sobre a pena capital; mas sempre questionei o esforço no sentido de tentar neutralizar a participação dolosa do réu no caso.

      Observem o Eduardo. Nos dois textos buscou negar a existência de tráfico. Depois, e finalmente, acabou admitindo (ainda que, segundo ele, tráfico “de mula”).

      Por ora, é isso. Por mais que eu escreva, nesse momento os senhores não estão em condição de compreender. E eu os compreendo perfeitamente.

      Bye bye.

      • Eu nunca tentei negar tráfico. No Brasil, se você portar 100 gramas de maconha será tráfico. Eu só disse que a pena aplicada foi bárbara. Ontem, a ONU disse a mesma coisa que eu, mas você prefere inventar versões sobre meu ponto de vista a admitir que a pena foi mesmo bárbara.

        • Eu nunca disse que a pena não foi bárbara. A Maria do Rosário disse a mesma coisa que eu, mas você prefere inventar versões sobre meu ponto de vista a admitir a responsabilidade do réu para o deslinde indigesto do caso.

      • Gerson, acho que você pode ter sido abduzido e um falso Gerson está aí. Mas vamos lá:

        1) Primeiramente, eu sou pura calma. De onde tirou essa teoria da nervosia? Eu não tratei você, em nenhum momento, desrespeitosamente ou com raiva, apenas expressei o que penso.

        2) Você diz: “Continuo afirmando que não estamos em condição de apontar defeito no ordenamento jurídico-político da Indonésia. E digo ainda que se o fuzilamento tivesse ocorrido em Cuba, o histórico do infrator estaria sendo considerado para justificar o fuzilamento na defesa apaixonada pelo governo cubano. Então, muita calma nessa hora”. Digo: estamos, sim, como signatários da ONU, autorizados a apontar defeitos no ordenamento jurídico-político da Indonésia, mesmo com todos os nossos problemas. Pena de morte é barbárie. Fuzilamento é bárbarie. Digo também: se o fuzilamento fosse em Cuba, seria barbárie. Na Suiça, idem. Barbárie é barbárie.

        3) Na referência à jovem filha do Eduardo, os adjetivos “saudável, corada e bonita” se aplicariam a uma jovem de cuja família você fosse amigo. Não considerei elegante a referência à mesma e os adjetivos.

        4) Continuo com a impressão de você é favor da pena de morte, conforme o crime. Não o recrimino por isso, você tem o direito de pensar assim. Eu também tenho o direito de pensar diferente e de considerar barbárie a pena de morte e os fuzilamentos. Nós temos que ser democráticos e aceitar o ponto de vista um do outro.

        5) Mas seria melhor ser direto e dizer o que pensa do que tergiversar com teorias sobre ordenamento jurídico, procedimentos cubanos etc. É isso.

        Finalizando, sobre a deputada Maria do Rosário, sou terminantemente contra o que Bolsonaro disse a ela, mas a considero também uma gestora fraca. Não gostei de seu desempenho no governo Dilma, muito chué.

  8. E o blablabla para defender o governo sobre o apagão de ontem vai demorar muito ?

  9. se não destruírem a globo, ela destruirá o povo brasileiro.

  10. E nenhuma palavra sobre o tarifaço e o impostaço do governo dos trabalhadores.
    Trabalhadores? Governo ?

    Vida que segue. Apenas vinte dias de quatro longos anos pela frente.

    • Pra quem acha ótimo 24 anos de tucanos esmagando SP, 4 anos será moleza. Pior é que vocês reclamavam medidas de contenção de gastos e quando são tomadas, ficam nesse mimimi

      • Pior mesmo são os post nas redes sociais sobre o ajuste no Seguro Desemprego, os reaças agora são á favor desse benefício social , sem restrições, sem contra partida do desempregado, e se dizem ” desapontados” com Dilma… kkkk

      • Cara! Você está perdendo os argumentos? Ou não dá mais para defender?

        Só tem “mas o outro lado…”

        • Enquanto vocês só enxergarem corrupção nos vossos adversários políticos, faz todo sentido lembrar que vocês não têm moral para acusar ninguém

      • Querido blogueiro, errou o tiro.
        Nem todo mundo que critica é paulista , ou tucano.
        Inclusive para nao dar o poder aos tucanos eu votei nela.
        Traiu de novo…
        É o que virou o Pt. Só trairagem e politica anti povo.

      • Isso mesmo Edu. Os urubologos passaram anos reclamando por ajuste fiscal, contenção de despesas, aumento do preço da gasolina, e agora que o governo inicia os ajuste o cartel da midia fica tratando o assunto como se fosse o fim do mundo. O que eles querem afinal?

    • “E nenhuma palavra sobre o tarifaço e o impostaço do governo dos trabalhadores.
      Trabalhadores? Governo ?

      Vida que segue. Apenas vinte dias de quatro longos anos pela frente.”

      O que vcs queriam mesmo era um super arrochaço com um super desempregaço. Agora, onde vc vê o tarifaço e o impostaço? O que foi aumentado está dentro do normal, e não será sacrifício algum para a grande massa ativa que se formou nos governos Lula e Dilma (menos de 5% de desemprego) e que teve – e que tem – aumentos de salários bem acima da inflação.

      O engraçado é que vcs falam como se os governos de direita reduzissem impostos e tarifas. FHC foi quem mais aumentou impostos aqui (o imposto de renda foi o maior exemplo disto), mesmo com a privataria, que diziam que iria deixar o nosso país mais leve de forma a pagarmos menos impostos.

    • Se Aécio ou Marina fossem eleitos, o mundo seria 10 vezes mais cruel. Não sei se é empregado, mas estaria sob sério risco.

  11. Edu,

    Esse caso causou tanta repercussão pela pena de morte. A burguesada de Sampa, morre de vontade de ter um jeito de matar pobre e petista. Os comunicadores pigueanos não conhecem nossa carta magna e acham que estamos no tempo de Talião.

    • Salve Dona Heidi

      Peguei alguns comentários de leitores de uma matéria da Folha de SP sobre o caso.
      É assustador. Lei de Talião é o que eles querem.
      Tem um tal de Zeca que diz que se o Brasil fosse igual à Indonésia seria o paraíso.
      Um país miserável, injusto, com leis medievais e estes insanos veem virtude em matar pessoas a tiros por transportar narcóticos.

      Veja as PÉROLAS:

      FRUR (82) (10h38) há 1 hora
      Tem que respeitar a Lei que impera na Indonésia. Os traficantes assumiram o risco e agora não tem perdão, pois lá a Lei vale mesmo, um já foi morto, e o outro estra a caminho. Eu não sei o porque de tanta conversa.
      ………..
      Zeca (37) (10h16) há 1 hora
      Pelo menos lá os manos e os direitos Hu(dos)manos não tem vez. Há se aqui também fosse assim….inclusive para corruptos…Seria um paraíso.
      …………

      berllusconi (10) (09h20) há 2 horas
      morte para todos os traficantes de drogas e corruptos, escoria da sociedade
      ………..
      Cval (6) (09h14) há 2 horas
      Leis são feitas para ser cumpridas … Parabéns à Indonésia … entraram com visto de Turista e foram trabalhar no País … Como seria bom se no Brasil as Leis fossem aplicadas da mesma forma, para todos ….
      ………..
      Spina (2454) (07h50) há 3 horas
      Qual é a importância desses dois traficantes para o Brasil? Eles sabiam muito bem, do risco que estavam correndo

      • Tem gente que se diz “de esquerda” falando a mesma coisa

        • É isso mesmo Edu, tem gente que se diz de esquerda e defende cada coisa, acho que falta cultura e leitura.

          Os únicos que são 100% confiáveis com as posições de esquerda é você e o brasil 247, o resto nunca se sabe.

          A máscara caiu pra muita gente, principalmente, no tema da liberdade de expressão do tipo vale-tudo defendido por alguns coxinhas da chamada mídia alternativa em que se pode insultar os mulçumanos mas quando é com o judaísmo é anti-semitismo.

          Parabéns!

  12. Edu,
    Quanto ao Archer, tinha que pagar pelo crime e pagou em 11 anos que ficou na prisão, mas não com a vida, não era uma traficante! Pena totalmente desproporcional ! Aqui, amigos do playboyzinho são pegos com 450 quilos de droga e nada acontece. Isto sim é terrível!!
    Quanto ao mulequinho que reclama de aumento de impostos, ele é daqueles que se esquecem de olhar para o proprio rabo! Está adorando não ter água ! Não sabe de nada !!

  13. Ótima pesquisa, Eduardo! Não conhecia esse Oliveira, o jornalista, nem o site. Li a reportagem, e apesar de me parecer um tanto quanto moralista, ele consegue contar uma boa história, em profundidade. Também acredito que o Acher estava se gabando e mentindo, pois acreditava que ia sair e poderia ganhar dinheiro com documentário, palestras e livros e ser o fodão da vez.

    Nas redes sociais, o prazer pela morte do cara é, primeiro, por ele ser um “bon vivant”; segundo, porque as drogas e o estilo aventureiro estão hoje muito relacionados à esquerda, por esta ter sido endemonizada no país; terceiro, porque o cara é brasileiro, e brasileiro está a cada dia se odiando mais; quarto (ou poderia ser primeiro): a opinião da Dilma deve ser contrariada.

    E digamos que esta história fosse não sobre um malandro carioca, meio bobalhão e atrapalhado, sem nenhuma pinta de galã, mas sobre um norte-americano loiro de olhos verdes, que estaria buscando o sonho americano por esses caminhos tortuosos e agora estaria arrependido, com esperanças de sair para poder mostrar aos jovens que o que ele fez foi errado. Ah, mas eu tenho certeza que os reacinhas iam parar para refletir sobre a pena de morte antes de invejar a Indonésia.

    • Li a reportagem sobre o garoto que se tatuava, muito foda.

      Ministro do FHC pode trabalhar bêbado, dirigir bêbado e matar. Ministro do FHC não pode dar depoimento sobre um suposto “suicídio”. Interessante…

  14. Pelo visto, os trolls querem te pautar, Edu. O que eles estão falando sobre apagão? É o negócio das árvores que caem (culpa do Haddad) na fiação, causando falta de luz? Li no Nassif que agora a imprensa está prestando atenção nisso, que acontece todo verão. O sucateamento da Eletropaulo na privataria é nada diante das árvores assassinas do Haddad. É a força da natureza, Edu!
    Quanto ao assunto em questão, fecho contigo. Barbárie, que os zumbis da Sherazade querem importar para cá. Como se o Brasil já não fosse atrasado o suficiente em matéria de legislação para drogas

  15. Mas Cuba pode fuzilar à vontade não é mesmo?

    • Cuba estava em guerra com a maior potência da Terra, quando fazia isso

      • E de certa forma, além de estar em guerra, Cuba fuzilava assassinos e torturadores do regime de batista.

        • E balseiros tentando fugir do “paraíso”…

          • Agora que os EUA cederam não lhes resta mais nada

          • O governo cubando alegou que os balseiros fuzilados em 2003 eram sequestradores que tentavam desestabilizar o regime. Foram considerados traidores e terroristas por Cuba. Na época, o presidente americano era george w bush – diga-se de passagem ser um grande genocida amado pela direita -, e o Iraque estava sobre invasão norte-americana. Não defendo este fuzilamento, mas por que só houve este fuzilamento de 3 sequestradores balseiros e nunca houve outros?

            Os EUA possuem agentes da CIA que matam de diversas formas muitos desafetos dos EUA, seja por traição, seja por algum interesse, ou até alguma ameaça.

    • Você copiou e colou seu comentário lá do Facebook?

  16. A única coisa que definitivamente aprendemos com a morte do brasileiro na Indonésia:

    Lá, um traficante jamais poderá ser candidato à presidência da república. Ou será que lá existe também essa coisas de blindagem da mídia, a depender do candidato?

  17. Tem que construir,uma nova capital,mas sem o partido + ficha suja do PAÍS,diga-se o psdb,e seus eleitores reaças e burros cegos,no cantareira,para mostrar,como se trabalha,mesmo sem água,a primeira dádiva vai ser,ter ÁGUA em abundância,o resto vai ser mostrado,em curto espaço de tempo,como se ERGUE,uma CAPITAL,nos moldes que se construiu um PAÍS,que estava estagnado,nos seus 500 anos de atraso.

  18. Edu,

    Ótimos os artigos publicados no seu blog sobre a morte do brasileiro na Indonésia.

    Agora, haja estomago para responder aos reacionários que estão aparecendo hem?

  19. Migo tanta gente na merda e tu vai ficar gastando o teclado com um traficante até quando? Quer fazer dele uma vitima? Um coitadinho? Um mártir?

    O fato de sermos contra a pena de morte e não esquecermos – EU MESMO LEMBREI DISSO NO MEU COMENTÁRIO DE ONTEM – que os grandões tem as costas quentes aqui no Brasil e provavelmente até na Indonésia, não é motivo pra tornar um traficantes, ou mula ou seja lá o que for que fez tráfico a vida inteira num coitadinho. Ele sabia o que estava fazendo, não foi um ~bobão~ que não tinha ideia dos riscos que corria. Pagou pra ver e viu.

    Já era.

    • Eu sou um humanista. Legislação bárbara como essa eu não aceito. Meu direito.

      • Dó eu tenho é do favelado que não tem outra opção, que nasce e cresce no inferno, mas de classe média – Leblon Ipanema – que teve tudo pra escolher melhor e embarcou nessa pela grana fácil, pelo glamour? Nunca.

        Condeno a pena de morte, mas guardo minhas velas pra defuntos melhores.

        Mas digno da sua pena seriam os pretos que morrem aos borbotões nas vielas, nas periferias e nos becos. E ngm nem fica sabendo, muito menos a Presidenta se importa.

        • Cara, você voltou mesmo, né? Não vou ficar nessas lenga-lengas eternas com você de novo. Meu trabalho em defesa dessas pessoas é conhecido. Abaixo, alguns exemplos

          http://www.blogdacidadania.com.br/2011/11/uma-noite-com-os-invisiveis/

          http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/o-massacre-do-pinheirinho/

          • Eduardo, uma pergunta: você é amigo de um jornalista chamado Aurélio Bulhões Pedreira de Moraes? Pergunto isso porque cheguei ao seu blog através de um compartilhamento dele no Facebook, e vocês tem pontos de vista muito semelhantes. Obrigado…

        • Deixa ver se eu entendi: se lutar contra a pena de morte, então não sente pena dos favelados?

          É isso mesmo?

          Será que não dá pra fazer as duas coisas, não?

          Se vc quer guardar suas velas pra defunto que vc considera “bom” (até que a turma da pena de morte vença e ela seja implantada aqui, aí todo defunto vai ser “bom”…), a gente compra mais velas pra gastar com todo mundo.

          Tá combinado assim?

          Ou temos que pedir permissão até pra acender vela?

          Haja SACO!

  20. Edu,

    Não li muito sobre o tal Archer – por falta de interesse mesmo – mas fiz uma ideia dele a partir do que vi nesses últimos 5 dias. Eu o vi como um marmanjo mimadinho, da geração “nem,nem”, que curtia “fortes emoções” desafiando o perigo de ser pego transportando drogas (li que ele já tinha feito isso outras vezes, para outros lugares). Pois bem, chegou o dia em que ele foi pego, e nada mais justo do que responder por seu ato. Só que também acho que pagar com a vida é uma sanção muitíssimo desproporcional ao dolo praticado. Aliás, pena de morte nunca resolveu o problema da criminalidade. Ela satisfaz os fascistas, os higienistas, atende momentaneamente a um desejo de vingança, mas o problema não diminui nem deixa de existir por causa disso.

    Vi muitas pessoas criticando Dilma por ter pedido clemência, dizendo que ela estava protegendo um traficante! Deus do céu, quanta distorção! Ela, no seu papel de Chefe de Estado, estava pedindo pela VIDA de um brasileiro, pedindo clemência para o fuzilamento, apenas. E boa parte dos comentários seguiam essa linha fascistoide, dizendo que aqui deveríamos ter pena de morte também. É a “marcelorezendização” da população! A sociedade está desistindo do ser humano, julgando-o irrecuperável, jogando no lixo séculos de evolução do pensamento Humanista para retornar à barbárie.

    Acho isso muito triste e preocupante para o futuro do país, para as futuras gerações, que estarão “aprendendo” a “lidar” com essa questão da forma mais elementar e irracional possível.

  21. “Todavia, o que assusta é que a Indonésia e seu regime corrupto, com suas punições desproporcionais e as condições de vida degradantes do povo, está virando quase que um modelo para uma parcela dos brasileiros que afirma “invejar” pena de morte para traficantes enquanto o mundo desenvolvido trata de descriminalizar as drogas”. Prefiro não opinar. Não sei se o melhor é punir severamente ou liberar geral. O Brasil já não leva a punição muito a sério: vide caso do helicóptero dos Perrella, amigos do Aécio. Isso talvez possa estimular o consumo. Não acredito que a Indonésia seja exemplo, mas, não é uma região atrasada. No arquipélago fica, por exemplo, Singapura, cidade-estado de primeiríssimo mundo, que tem o melhor aeroporto do planeta.

  22. QSL … tá funcionando ? … Essa lembrança do “Expresso da Meia Noite” é simbólica para o nosso compatriota traficante … Ele não assistiu o filme e também não tinha um esquema como o Denzel Washington em “O Gangster” … Mas acho que a frase da semana é a plaqueta de puteiro … Aqui se faz, aqui se paga …

    • SE aqui se fizesse e se pagasse, o Alckmin não teria sido reeleito, a Sherazade não estaria enfiando o nariz nazista em tudo, o Lobão já teria se mandado, o Olavo estaria num hospício, o Bush estaria preso e por aí vai.

      É só o pobre que paga.

      Sempre.

  23. Por que uma pessoa que acha ótimo a pena de morte não vai morar num país que a adota?

    O Brasil jamais vai aplicar uma pena que não resolve acriminalidade apenas vinga a mentalidade tacanha.

  24. Eduardo e Gente Cidadã…

    Eita discuçãozinha inócua, hein?! A gente não dá conta de mudar nem as leis aqui no Brasil e já estamos discutindo a lei na Indonésia.

    E mesmo quando as leis existem e são boas leis, quantas e quantas vezes são desrespeitadas como foram na AP470.

    O fato é que o “garotão” sabia o risco que corria traficando onde o tráfico é punido com a morte e nós aqui que nada temos a ver com isso, tanto que se o Marcos Archer tivesse obtido exito em sua empreitada possivelmente já estaria muito rico e quiçá até exercendo carreira política como fazem alguns por aqui.

    Dura lex, sed lex !

    Lamentável, mas a vida segue, para nós e, por increça que parível para, até para ele.

    • Vc ainda não percebeu que estamos discutindo a adoção da pena de morte no Brasil, não?

      Na hora que tiver o plebiscito, ou que alguém se candidatar a presidente com essa bandeira, vc vai se lembrar do quão “inócua” essa discussão foi.

      Aliás, o presidente da Indonésia foi eleito prometendo matar 5 pessoas por mês!

      E o fato de ser lei não muda absolutamente NADA.

      Vou repetir a mesma pergunta que faço a todo mundo que vem com esse argumento furado e que NINGUÉM ainda sequer TENTOU responder: a escravidão era lei. “Dura lex” tbm ou aí não?

      Não importa se é lei, ela não apenas contraria a lei internacional como é completamente imoral e faz de todos os habitantes de um país ASSASSINOS.

      Eu acho que impedir que façam de mim e do meu país um assassino é uma excelente bandeira pra se levantar e não tem nada de inócuo.

  25. Edu, uma sugestão: experimente aumentar um pouco o tamanho da letra usada nos seus textos. Acredito que ficará mais confortável para os leitores.

  26. Acontece que o personagem de “O Expresso da Meia-Noite” era americano, e porisso os neocolonizados torceram tanto por ele. Já no caso do carioca “rodado”, bala nele.

  27. Edu, nesse caso do brasileiro acho que está havendo exagero em ambos os lados.

    Tudo bem que, também não acredito que ele era o “capo” da máfia das drogas, como alguns assim o pensam. Até porque quem manda no “negócio” não transporta. Mas em alguns sites (entendi teu ponto de vista e não acho que você esteja na lista dos que o querem transformar em garotão inconsequente), tentam tratá-lo como quase um mártir. Ele era um traficante, dos menores, mas ainda assim um traficante. Não acho que mereceria a pena capital por isso. Sou totalmente contrário a esta prática, assim como você.

    Para acentuar ainda mais a desproporção da “Justiça Indonésia”, alçada a condição de “país sério” pela indefectível Rachel Sheherazade por matar o cara, vale lembrar que, Umar Patek, acusado por ter confeccionado as bombas utilizadas no atentado de 2002, em Bali, foi condenado a “apenas” 20 anos prisão.

    Considerando a pena de morte, 20 anos é quase nada. E em minha modesta opinião, ser o responsável por matar 202 pessoas, entre indonésios e estrangeiros é muito mais grave do que transportar 13,4 kg de cocaína. Foi um crime contra a humanidade.

    http://www.bbc.com/news/world-asia-18529829

    Trata-se de uma incoerência enorme no sistema penal deles, pelo visto, tão falho quanto o nosso.

    Parabéns pelo blog. Leitura indispensável no dia-a-dia.

    Abraço

  28. Antes de mais nada, Marco Antonio Archer era um cidadão brasileiro, que por motivos que não cabem aqui entrar, transformou-se em um comerciante de drogas ilegais. Noto alguns problemas na cobertura da imprensa. Se realmente ele era um traficante experiente, cadê o patrimônio acumulado no Brasil? Ele tinha propriedades em seu nome ou era um “laranja”? Quem eram seus clientes no Brasil? Pelo que sei, ninguém consegue agir sozinho por tanto tempo. Precisa ter conexões com fornecedores, com a polícia e com políticos. Ahhh, políticos. Começa a ficar mais claro. Marco Archer era da zona sul do Rio de Janeiro, região frequentada por um certo político mineiro envolvido em denúncias ainda não provadas. Pode estar aí o fio do novelo e o alívio de muitos tucanos com o seu cruel assassinato na Indonesia.

  29. DÊ UM COPO DE REQUEIJÃO PARA ESSA SHERAZADE… Aí dê a ela também um lápis e uma folha de papel sulfite e peça para moça virar o copo de boca para baixo e desenhar um “ó”. Não vai conseguir!

  30. Edu , o acesso a seu blog está normal. A pena de morte não é e nunca será a melhor opção para combater o tráfico nem nenhum outro delito . Todo ser tem direito à vida .

  31. “COM O TEMPO, UMA IMPREN$A CINICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA FORMAM UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMA”. Joseph Pulitzer.

  32. Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2015

    PROJETO: O SUPERMERCADO DO POVO

    Caros amigos (as) nessa época que o fantasma da inflação ameaça as nossas famílias, gostaria de sugerir um projeto: O SUPERMERCADO DO POVO. Onde a defesa do consumido ou outra instituição, faria uma pesquisa diária e colocaria no seu site o preço de alguns produtos usados pela maioria da população, nas promoções dos supermercados ( os preços mais baratos). Assim o consumidor poderia comparar e fazer uma boa economia e ajudar a combater a inflação. Amigos (as) com essa simples ideia, nós poderemos ajudar, muitas famílias que estão passando por dificuldade para ajustar o seu orçamento.

    Atenciosamante:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz.

  33. Fico feliz toda vez que percebo que minha opinião diverge da maioria. Penso assim devido uma máxima onde diz que o senso comum é burro. Melhor seria, equivocado. Hoje tenho 31 anos, ao longo da dezena dos meus vinte anos, tive muita perda relacionada ao uso de cocaína. Gastei dinheiro, cheguei atrasado ao trabalho e outros questões. Hoje, retornei um equilíbrio maior devido a consultas psiquiatras e outras pesquisas que mostravam-me o que realmente eu tinha e, consigo, com algumas ferramentas manter-me afastado não das “drogas” e sim das minhas questões pessoais que me levavam a droga. Analisando a maior perda que tive, não foi em consequência da droga em si, em verdade, foi fruto da proibição das drogas. Ele fez com eu pagasse muito caro pela cocaína e, a outra grande perda, foi a visão social que criaram de mim. Apesar de ter me formado cedo e desde novo trabalhei, sempre fui visto e menosprezando em relação aos meus pares (pessoas da mesma idade), devido ao único fato de usar drogas. Nunca maltratei ninguém, não fui de brigas, porém sou desprezado devido somente ao único fato de ter usado drogas. Pois então, o maior prejuízo que tive foi da proibição das drogas e não do uso das drogas. Gastei muito dinheiro, porque quando se proibi, eleva-se muito o preço da droga. Algo que tem o custo de produção de centavos por grama, chega-se a pagar R$ 100 numa única grama aqui no Brasil. Eu já paguei inclusive este valor. Ao mesmo tempo, vejo a desproporcionalidade em relação às drogas lícitas, que mata muito mais e causa muito mais dano (faça uma breve pesquisa sobre cigarro e álcool). A violência praticada pelos usuários das drogas são em, grande maioria, para conseguir a mesma. Não é por estar sob efeito das drogas. Antes eu tinha pena por tanta gente pagando pelos usuários devido à proibição (casos de morte em assaltos). Isso mesmo, tinha pena, agora não mais. É tanto comentário atrasado em relação ao Marcos Archer (uma pobre pessoa que não é nada do que o Jornalista Oliveira falou, muito ruim esse jornalista por sinal), desejando que ele fosse realmente executado, que fico de cá pensando também, “Qual o problema destas pessoas pagarem de vez em quando por ignorarem o fato que a liberação seria muito mais ganho para todos os lados”. O governo e as pessoas deviam parar de se meter no âmbito individual das pessoas. Usa capacete quem quer, sinto de segurança quem quer, usa-se drogas quem quiser também. Mas, enquanto algumas pessoas acharem que podem regular certos costumes milenares com alguns escritos chamados de lei, será sairá como uma válvula de escape certos crimes praticados a si mesmo advindos da bobeira de proibir drogas. Estou meio assim para escrever, revoltado devido essa população que exclamou a morte de um Brasileiro num país onde as leis são totalmente desconexas (Indonésia é um lixo de democracia, assim como Brasil). Vou ficar por aqui nesse meu comentário.

  34. Quando se deseja a morte de quem quer que seja por causa de um delito cometido, conhece-se a capacidade civilizatória de cada ser humano. Muitos no calor da emoção se deixam levar pela barbárie, mas há que se respeitar a soberania de um país que, por mais que seja uma barbárie, pode ser um fato objetivo de redução de alguns crimes.
    Por causa disso assumo que, no caso Marco Archer, estou em cima do muro. Pois gostaria muito de fazer um exercício de futurologia: o governo indonésio atende aos apelos do Itamaraty e da ONU e manda deportar ao invés de executar. No entanto, ao ler a matéria do jornalista que traçou o perfil do Curumim de Ipanema, que bom seria que fizesse jus à clemência recebida, parasse de vender drogas e com a tentação de se ter a vida fácil e começasse a trabalhar de forma honesta, ganhando pouco e sem ter o mesmo padrão de vida, mas nada se compara ao sossego de não ter polícia e Justiça enchendo o saco. Não há maior liberdade do que a vida digna e honesta, sem ter que ficar fugindo ou se escondendo por causa de seus ilícitos.
    Mas, se fosse deportado e continuasse no tráfico, não queria mais uma vez ver este governo que tanto defendemos pagar mais um mico diplomático, e depois vem estes escrotos da mídia familiar continuar abduzindo seus leitores e telespectadores, ofuscando mais uma vez a necessidade de se aprofundar sobre os direitos humanos.

    Perfil de Marco Archer em:
    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/quem-era-marco-archer-o-brasileiro-executado-na-indonesia.html

  35. Esses psicopatas de direita que conhecemos na INTERNET, e que andam “saindo do armário” depois da onda fascista que assola este país(resultado das “manifestações” reacionárias de junho e do trabalho incansável da ditadura midiática que sabota o Brasil)é que passaram a relinchar na web sobre as “maravilhas” do regime indonésio, que não passa de um país ditatorial, controlado por uma “elitezinha” de merda, conservadora, fascista e subserviente aos interesses do grande capital. Só esses pervertidos são capazes de não compreender que pena de morte é uma barbaridade que a Humanidade tenta abolir há muito tempo, e já sumiu de grande parte das Nações(com exceção daquelas classicamente mais doente e cruéis, como os EUA)e que usuário de drogas é um doente, devendo ser tratado clinicamente e não condenado judicialmente. Mesmo Archer, cuja punção foi devido ao tráfico de drogas, não poderia receber uma pena que retira do ser humano o direito à vida, o qual não deveria ser possível de retirada por nenhum determinação jurídica. Quanto ao “jornalista” citado em sua matéria, não o conhecia, mas pelo que li do perfil de Mosquito, a quem conhecia por causa da denúncia de estupro envolvendo um dos filhos do donos da RBS, parece-me também um sujeitinho preocupado em retratar tipos autodestrutivos, como Mosquito, misturando em sua “análise” uma boa dose de sensacionalismo e comentários superficiais, sem deixar de preservar um linha conservadora em seus retratos. Isso explica o absurdo de chamar alguém tão primário a ponto de esconder 13 Kg de droga numa asa delta de “chefão” do tráfico. Por sinal,como bem li no Blog de Paulo Henrique Amorim, a hipocrisia midiática é fantástica, a mesma mídia que dá destaque aos 13 Kg de droga apreendidos com Marcos Archer, censurou completamente a repercussão dos 500 Kg de cocaína apreendidos num helicóptero pertence aos Perrella(pai Senador e filho Deputado Federal), aliados de Aécio Neves, em plena campanha eleitoral de 2014. Quem serão os verdadeiros criminosos?

  36. Aposto a vcs se o pedido de clemência feito ao nosso “herói” marco archer fosse concedido,o “pobre coitado, injustiçado, inocente” que, “sem querer”, sai da nação dele mais de 10 quilos de entorpecente para a Indonésia (aposto que ele saiu daqui à força pra lá, provavelmente foi a própria Indonésia que “veio” buscar ele aqui, coitadinho) ia encontrar uma comitiva no aeroporto, ia andar pelo país no carro do Corpo de Bombeiros, ia aparecer em todos os programas de entrevista e ainda iria ganhar um belo cargo político pra manter o nível de vida de antes!!!

    • Ele fivou preso por 11 anos. Foi castigo suficiente. Por isso a ONU acaba de condenar oficialmente a Indonésia

      • Edu, tomei um Dramin e ‘deleitei-me’ sobre os comentários reaças — deparei com duas surpresas assustadoras e decepcionantes!

        De toda forma, é incrível a dificuldade que as pessoas têm em separar a humanitária objeção a aplicação de uma barbárie pelo estado, de uma simpatia, defesa e/ou idolatração de um bandido. Qual o problema desse pessoal?

        Já estive em posições onde a esquerda esteve completamente rachada — mpl, p. ex. –, mas era uma discussão de visões mais à esquerda, de uma esquerda ao lado da liberdade de protesto debatendo com a esquerda da defesa de um governo trabalhista, que havia trazido ganhos incontestáveis à população. Mas eram divergências no âmbito da esquerda. O caso Archer consegue fazer coisas que eu nunca esperei ler de esquerdistas, além de mostrar a extrema dificuldade dos reaças de sempre em separar a defesa da vida humana do apoio ao tráfico/traficante.

        Victoria está melhor?

        Abraço.

        • Está bem, André. Assino embaixo do seu comentário

        • Andre, eles tentam confundir a objeção humanitária com a defesa do crime apenas e tão somente por não terem argumento melhor.

          O fundamento dos que querem a pena de morte é apenas um: o desejo de vingança deles. E isso é indefensável. Diante do monte de argumentos contrários à pena de morte, e da pobreza dos a favor, eles APELAM.

          E fazem isso pq querem MUITO ver o sangue daqueles que creem ser inferiores e piores do que eles.

    • Será possível que vcs não entendem que o pedido de clemência NÃO foi um pedido nem de extradição, nem de perdão?

      Putz, que dificuldade! O pedido, se aceito, APENAS comutaria a pena de morte para PRISÃO PERPÉTUA.

      Caraca, como é que vcs querem ter uma opinião sobre quem deve viver ou morrer com esse nível de IGNORÂNCIA? É leviandade demais. Desprezo demais pela vida de um ser humano.

  37. O Homem usa drogas desde que caminha pela terra e não vai ser a morte desse sujeito que mudara isso ou sequer vai diminuir o trafico internacional, esse brasileiro sofreu duas penas cruéis além de ficar 11 anos detido longe do seu pais, a primeira foi a tortura psicológica por ficar sabendo que tinha dia e hora pra morrer e a segunda foi as balas que o derrubaram, o gozado é que ouvi comentários de pessoas conservadoras mas que sempre gostaram de um baseado festejando a “justiça que funciona” mal sabem elas que fumar um baseado na Indonésia da até 8 anos de cana, será que achariam a pena justa para elas? em hipótese nenhuma devemos martirizar esse traficante, mas sim protestar contra uma pena imoral, cruel e desproporcional, os 11 anos que passou detido já foram mais que suficientes para pagar o seu erro, 13 kg de coca não vale 11 anos encarcerado somando-se com a perda da vida, injustificável sobre todos os sentidos

  38. Eduardo, o que esperar de uma geração embalada por Xuxa, e alimentada por Datena , Marcelo Rezende, , Rachel Sheherazade etc ? Uma geração que não lê é uma geração perdida para sempre, (tomara que não).

    jovens que ficam sem as condições mínimas para a convivência em uma sociedade democrática. Desenvolveram a arrogância, não o senso critico.

    (não sou boa com a “pena” não sei se me fiz entender)

  39. Eduardo, mesmo não sendo seu foco neste post, a presidenta marcou ontem e hoje dois gols de placa:

    1) Vetou a malandragem dos clubes de futebol, que queriam parcelar dívidas com o estado sem contrapartidas, a longo prazo e com juros/multas baixos (introduziram, no final do ano passado, essa regra em Medida Provisória que não tinha nada a ver com futebol). A malandragem, aprovada pela chamada “bancada da bola”, já tinha sido aprovada na Câmara e no Senado.

    2) Criou um Grupo Interministerial, com representantes de ministérios, do Bom Senso Futebol Clube, jornalistas e outros para discutir as dívidas dos clubes, exigindo contrpartidas, governança corporativa e fairplay financeiro.

    A CBF deve estar dando pulos … de raiva. Foram dois gols de placa e que podem ser o ponto de partida de uma nova era no esporte e no futebol nacional. Apenas para lembrar: o esporte tem potencial de criar muitos empregos. Milhares de jogadores ficam sem trabalho na maior parte do ano, por que a CBF não se move. E por aí vai, até os 7 x 1 tomados no jogo contra a Alemanha. Enfim, é um grande momento para o esporte nacional, que deve ser visto como um setor econômico.

  40. Acho engraçado dizerem que a discussão é “inócua”.

    Basta ir nas páginas de esquerda – especialmente as do PT – no FB pra ver que uma grande parte, talvez metade, dos comentaristas defende a pena de morte. E com os argumentos e táticas dos reaças.

    Gente que se diz “de esquerda”.

    É a esse ponto que a despolitização chegou.

    Como que a discussão é “inócua” ou “inútil”? Tem que discutir, tem que politizar, tem que FAZER PENSAR.

    Ou enterremos de vez a esquerda, pq é absolutamente incompatível a pena de morte com os nossos ideais mais fundamentais.

    • “A escravidão era justa só pq era a lei? E o Apartheid?”

      Olha amigo, eu fico cá pensando onde, em qual parte do mundo está escrito uma lei dispondo sobre a sujeição de um humano sobre outro humano.

    • “A escravidão era justa só pq era a lei? E o Apartheid?”

      Olha amigo, eu fico cá pensando onde, em qual parte do mundo está escrito uma lei dispondo sobre a sujeição de um humano sobre outro humano.
      Onde, em qual parte do mundo existe uma lei liberando o preconceito racial.

      • A escravidão era lei aqui no Brasil mesmo, e em tantas outras partes do mundo.

        E isso sem voltar no tempo para a época das “democráticas” Grécia e Roma – a última, aliás, BERÇO do Direito…

        O Apartheid era a lei escrita na África do Sul.

        A segregação era lei escrita em estados dos EUA.

        E por aí vai.

        Então, essas leis eram corretas, apenas por serem leis e não deveríamos nos insurgir contra elas, ou estávamos certos em mudar?

        Aliás, eu poeria ir além e dizer que a punição por enforcamento, esquartejamento, tortura, etc eram TODAS leis. Inclusive no Brasil – basta lembrar de Tiradentes.

        Quem é que vai dizer que essas leis não deveriam ter sido contestadas?

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    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  42. Funcionando bem,continue por ai com as suas reportagens.

  43. Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2015

    GREENPEACE: Direção

    PROJETO: SALVEM A BAÍA DE GUANABARA

    Caros amigos (as) o Brasil vai ser palco do maior evento esportivo do mundo em 2016, as Olimpíadas, mas as autoridades não estão fazendo quase nada para salvar a nossa Baía de Guanabara, que continua muito poluída. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto para que o Greenpeace chame atenção do mundo, para esse grave problema; A TRAVESSIA FLAMENGO-URCA DE STAND UP PADDLE onde os participantes durante o trajeto, poderiam recolher a sujeira, que brota na nossa querida Baía, para mostra para o mundo, que ainda tem gente nesse país, que se preocupa com o nosso meio ambiente e a nossa natureza. Amigos (as) o Greempeace Brasil, tem que ser mais atuante nesse quesito, não adianta vocês só falarem do problema do polo norte, se temos graves problemas no Brasil e no RJ. Começo achar que a ONG tem alguns padrinhos no Brasil, que não permitem, que ela não fale desse grave problema.

    Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz.

  44. Fora de Pauta, Eduardo:

    Esse Eduardo Cunha pode até achar que alguém na Polícia Federal vai engolir essa armação dele, mas nós aqui não !!

    https://vimeo.com/117381554

  45. .

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    ************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

    Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

  46. Caro Eduardo,

    Um detalhe: 13 quilos de cocaína não é “pequena quantidade de droga” nem aqui, nem na Indonésia.

    Abraços.

  47. Edu , nobre companheiro ! Infelizmente este nosso torrão está virando um dos mais insuportáveis países para se viver.
    Mídia podre e venal , envenenando o imaginário nacional a cada dia e um governo fraco e incapaz de reagir.
    Difícil ! Sobretudo com este início de segundo mandato da Dilma, parece que lutamos tanto e colocamos o Aécio no Planalto.

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  1. MARCO ARCHER – DE JOVEM CAMPEÃO DE ASA DELTA A TRAFICANTE DE DROGAS FUZILADO NA INDONÉSIA | TOK de HISTÓRIA

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