É injusto acusar Dilma de “estelionato eleitoral” por nomear Levy

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A crescente possibilidade de a presidente Dilma Rousseff nomear Joaquim Levy como ministro da Fazenda gerou especulações sobre seu segundo governo que desafiam os fatos. Eis no que consiste o estardalhaço em torno dessa ainda hipotética, mas provável nomeação.

Ao longo de 3 anos, 10 meses e 25 dias, o governo Dilma foi acusado de tudo, menos de ortodoxia econômica. Muito pelo contrário: a administração da economia vem sendo acusada pela direita midiática de ser “bolivariana”, no mínimo.

Ainda que a crise econômica internacional venha a impor ajustes macro e microeconômicos menos desenvolvimentistas, cobrar que o governo Dilma não faça o que fariam Aécio Neves ou Marina Silva é, no mínimo, uma impropriedade.

Em primeiro lugar, ninguém ousará dizer que Dilma ou Levy darão “independência” ao Banco Central – o que, no frigir dos ovos, tratar-se-ia não de independência, mas de dependência do sistema financeiro, que passaria a mandar na economia.

Como acusar Dilma de pretender descumprir o programa econômico de governo que venceu a eleição presidencial se não se vislumbra tal possibilidade? Com base na provável indicação de Levy? É muito pouco.

O programa econômico de governo que Dilma apresentou ao longo da recém-terminada campanha eleitoral pregou, basicamente, ajustes na economia, sim. Ela disse com todas as letras, em vários debates, que faria os ajustes que se impõem, mas que, à diferença de Aécio ou Marina, faria paulatinamente, de forma a não gerar sacrifícios insuportáveis.

Dilma mandará seu ministro da Fazenda implantar ajustes monetário (juros) e fiscal (impostos) e cortes no orçamento, entre outros. Só que de uma forma menos dolorosa. E ela disse que faria isso durante a campanha. Está gravado em vários debates.

Só para refrescar algumas memórias: enquanto Armínio Fraga, durante a campanha, pregava “redução do papel dos bancos públicos na economia”, inclusive dizendo que não sabia se iria “sobrar muito” desses bancos, Dilma dizia que, em seu segundo mandato, as instituições continuariam tendo um papel importante.

Esses são apenas alguns pontos de tudo que Dilma prometeu durante a recente campanha eleitoral e que será lembrado aqui ao longo do tempo, inclusive para cobrar promessas.

Contudo, achar que Dilma acabará com o papel que os bancos públicos têm tido ou que promoverá um choque monetário ou fiscal do tamanho e com a velocidade com que Aécio ou Marina implantariam só porque seu novo ministro é de linha mais ortodoxa, vai uma longa distância.

O governo explica a quem quiser ouvir – e este Blog sugere que os críticos à esquerda busquem tal informação junto ao governo – que o papel de Levy será o de implantar as medidas necessárias de austeridade, mas que quem decidirá em que ritmo elas ocorrerão será Dilma.

E, mais uma vez, vale repetir que Dilma disse claramente, durante a campanha, que medidas de ajuste viriam, porém em ritmo e intensidade muito diferentes do que fariam seus adversários.

A proposta de Marina e Aécio era a de dar uma paulada na inflação e no ritmo da economia enquanto ambos criticavam o baixo crescimento dos últimos anos. Qualquer um deles no poder, porém, subiria fortemente os juros, provocando uma recessão profunda, e atribuiria o desastre ao governo anterior, com apoio da mídia.

A filosofia dessa gente é a de Maquiavel, de fazer a maldade toda de uma vez e as bondades em doses homeopáticas. Vimos isso ao longo dos dois governos Fernando Henrique Cardoso. A proposta de Dilma, porém, é muito diferente.

O governo fará as “maldades” em suportáveis doses homeopáticas, evitando forte aumento do desemprego e arrocho salarial, enquanto que as “bondades” serão feitas o quanto antes, mas dentro do possível.

Adeus, Maquiavel.

Dessa forma, evitar-se-á que milhões de empregos sejam perdidos, que os salários se tornem iníquos, que a economia sofra o tal “freio de arrumação” que integra as taras de dez entre dez neoliberais.

Onde está, portanto, o “estelionato eleitoral” sugerido por campanhas que pedem que Dilma cumpra o programa de governo com o qual venceu a eleição? Na nomeação de Levy? Bobagem.

Segundo o governo, Levy será o homem certo para apontar áreas vitais para corte, o que não quer dizer que tudo que detectar e apontar será encampado por quem decide: Dilma Rousseff. Ela determinará a velocidade e a intensidade dos ajustes. Levy dirá quais são.

As campanhas contrárias à indicação do dito “discípulo de Armínio Fraga” – carimbo que carece de materialidade – para a Fazenda são bem-intencionadas, mas carecem de memória sobre o que foi que Dilma prometeu durante a campanha eleitoral.

Para demonstrar como são injustas as acusações a Dilma, este Blog reproduz, abaixo, reportagem do Jornal Nacional sobre a nova libertação de escravos durante o governo dela.  Quem promove tal feito não pode ser acusado dessa forma.

 

JN domésticas

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99 Comentário

  1. Na boa, amigo Edu:
    Vc está dizendo que a Dilma vai fazer isso e aquilo e aquilo outro em doses homeopáticas. Mas o nome indicado – não nos esqueçamos, o foi pelas suas idéias e modus operandi ortodoxos – vai requerer total autonomia para operar. O cara tava lá, no bem bom, ocupando uma das diretorias do Bradesco. Se ele não tiver liberdade para agir conforme seu arcabouço doutrinário, por qual razão ele aceitaria trocar seu atual posto por esse, de ministro que não decide segundo suas convicções? Não, amigo: o cara – se for para o governo – vai ditar o ritmo que ELE achar o necessário, tenha isso em mente.

    • Sugiro que releia o post. Se ainda concluir que Dilma dará independência ao BC e acabará com bancos públicos, dou o braço a torcer. Só quem não conhece Dilma pode acusá-la de deixar que um mero ministro faça o que quiser.

      • Mas se ele aceitou o posto (se é que isso já está decidido), deve ter negociado com a presidente.
        Não conheço ninguém a quem é oferecido um posto relevante que não tenha negociado antes as condições, principalmente vindo de um setor privado.
        Duvido que saia do posto da diretoria do Banco para ser comandado sem um mínimo de autonomia.

        • Ai que BURRA !! Dá zero pra ela.

          “Duvido que saia do posto da diretoria do Banco para ser comandado sem um mínimo de autonomia.”

          Por certo na diretoria do banco (sic) Levy tinha total autonomia, né?
          Também o cargo de Presidente do Banco Central é inferior ao de diretor de banco, né?

          Ramiza, você é burra assim mesmo ou se faz de morta só pra dar pro coveiro?

          • Obrigada. Vindo de você é elogio.

          • Que pessoa má educada é você.
            Eu peço desculpas a você.
            Ramizza.
            Para responder sua pergunta..
            Assim.. Requião queria um Ministério de Porteira Fechada.
            Parece que foi negado.
            Tudo é acordado, tudo..tivemos varios partidos que nos apoiaram.
            E que vão governar conosco.
            O que não dá para aceitar é KATIA ABREU e este LEVY.
            Ficou claro, nós que também apoiamos e votamos em DILMA, temos
            a INTERNET e os BLOGS para darmos nossa opinião..bem firmes.
            Estivemos ao lado DELA, todos os momentos da mais dificil disputa
            eleitoral
            ATENÇÂO: Existem ” BLOGS”, que estão tentando fazer uma limpeza
            ” etnica de posicionamento”, parece que não querem mais os radicais
            nem os de extrema..
            Tentam ensaboar e encher de doce..NÃO DÀ.
            RAMIZZAA.

  2. NEM AÉCIO FARIA TANTO

    As ‘zesquerdas” – burras, vagabundas, incompetentes, corruptas e golpistas -, depois de destruírem a herança bendita de FHC, chamam a ‘direita” neoliberal para salvar o país, ou melhor, para livrar a cara suja do seu projeto asqueroso de poder..

    Nada como um dia após o outro! E ainda virá mais!

    • Parei na herança bendita. Até a parte das zesquerda petralha, etc, nada de novo vindo de zé mané deste naipe.
      Mas, herança bendita de fhc, é soda, como diria Fócrates….

      • Você não gosta de piada? O cara é comediante. Ri muito.
        Quem diz o que ele disse, só pode estar tirando sarro dos tucanos.
        Se não, o caso é sério.

  3. ESTELIONATOS

    É estelionato eleitoral sim, e despudorado! Assim como os aumentos de tarifas e outras medidas que ainda virão. Os neoliberais estão chegando, com a missão de salvar o PTitanic do naufrágio! Petralhas safados! Quando a coisa fede, correm para o colo do PSDB!

    • Isto aqui é um blog de debate político em nível alto, onde se discute ideias e opiniões respeitosamente. Infantilidades, xingamentos e outras ações típicas de analfabetos funcionais acesse http://www.veja.com.br .

      • Ok Julio, tudo Bem.
        Mas isso não me impede de mandar esse troço, de nome Lucas, ir pra puta que o pariu.
        Com todo respeito, é claro.

      • Ele me lembra os capitalistas. Tudo para eles é lucro, capital, capitalismo é rei, neoliberalismo manda no mundo, etc.
        Quando as empresinhas ficam no prejuízo, chamam o Estado pai para socializar as perdas. Todo capitalista vira socialista no prejuízo.
        É só ver o PROER e a recente tentativa salvação do sistema feito por Bush e Obama. Os capitalistas pegaram o dinheiro público e pagaram bônus para os executivos.

    • Vai escrever pra o merdal, urubologa…

    • Oi filhotinho do Alati…

  4. Caro Edu
    á uns dois anos deixei de apoiar o PT como um partido que lutaria para uma transformação mais radical do país no rumo da democracia. Quando digo radical, não me refiro a questão revolucionária de esquerda, mas sim no rumo da democracia liberal mesma, republicana. Ao ver o pouco que o partido fez para defender seus membros de um julgamento injusto e corriqueiro para as mentalidades reacionárias e golpistas, bem como em relação ao combate ao oligopólio midiático, deixei minhas esperanças de lado em relação a esse partido. Entendo perfeitamente o que você coloca. Acho também que uma gestão do PSDB seria de arrepiar o emprego e soltar as amarras da especulação. Sim, votei na Dilma em reconhecimento dos doze anos de governo do PT que permitiram incluir o povo nas decisões de governo. Não é pouco. Mas o cuidado com um congresso conservador que não pensa em nada no Brasil é fator de muita preocupação por parte daqueles que deram muito suor pela campanha da Dilma. A questão é que nem uma consulta às suas bases Dilma fez, pois não demonstrou que vai mudar de estilo. isso é um ponto que machuca em muito a militância que foi valorizada por ocasião da eleição. Muito colegas petistas tocam nesse ponto. Quanto a mim, fiz minha filiação ao PSOL e penso que sem um fortalecimento das esquerdas vai ser questão de tempo o retorno a um governo conservador e reacionário.

    • Olá, Paulo C.

      Li o seu comentário e decidi respondê-lo.

      Esse tema , referente a uma possível “perda de identidade do PT em relação ao seu passado”, já foi abordado aqui.

      E foi abordado, evocando o fato concreto de que a nossa sociedade possui caráter conservador. Essa tese não é teórica. As urnas a corroboram.

      Quando tema foi abordado, a conclusão foi de que Dilma, enquanto presidenta, enxerga o Brasil todo. Todos os brasileiros. Não apenas os que nela votaram.

      Se dizemos aos do PSDB que a eleição já passou. Temos também que dizermos aos do PT a mesma coisa.

      Agora é governo.

      O possível cenário de Dilma acenar com Levy ministro, durante a campanha não é passível de análise / encaminhamento, porque, na campanha, ela disse o que iria fazer em linhas gerais. Parece-me que até agora, esses compromissos estão mantidos.

      A opinião do Eduardo Guimarães é razoável, na medida em que não há nada de concreto que desabone Levy, aditando-se a isso o fato de que Dilma é sim uma pessoa de comando. Dilma não é mulher de mandar buscar… ela vai e busca.

      O Bradesco desempenhou papel importantíssimo quando do descruzamento das ações da CSN com as ações da Vale. A Vale é privada, mas o capital controlador, agora, é brasileiro : Previ e Bradesco !

      Um dia, os bastidores do descruzamento dessas ações virá a público.

      ———————

      “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti que me hás-de respeitar do que para alguns desses aventureiros. … ” … Disse Pedro I ao filho Pedrinho de apenas cinco anos, em 1931.

      Na minha opinião, a coisa entre Dilma e Levy é mais ou menos por aí.

      ——————–

      Outra coisa é o que parece ser o fim de uma acordo com o PMDB…. Tudo indica que sai Lobão e entra Míriam Belchior no Ministério de Minas e Energia. Avanço, meu caro Pedro.

      Quanto à “militância machucada” não creio. Como diz Breno Altmann, em recente artigo no 247, militante realmente entrosado com a política sabe discernir campanha de governo.

      Quanto ao PSOL, trata-se de um projeto maravilhoso que não anula o PT e que não conflita com o PT.

      A movimentação do PSOL pela auditoria cidadã da dívida ( Profa. Dra. Maria Lúcia Fattoreli ) é algo extremamente louvável.

      Ser oposição é fácil.

      Ser governo … ainda mais por um período de doze anos…. num país notadamente conservador e sem cultura política… enfrentando uma imprensa potente e antinacionalista …. não é tarefa nada fácil.

      Conclamo você e todos que eventualmente lerem esse comentário a dar crédito ao PT e à Dilma.

      O nosso voto em Dilma é, acima de tudo, um voto de confiança.

      Vamos aguardar os fatos.

      Valeu.

  5. Muito bom Edu!

  6. Vamos falar da maneira mais simples. Levy será um empreiteiro. Derrubará isto e aquilo e levantará aquilo e isto. Atendendo sempre àquela que o contratou. Ele não irá abrir uma janela onde lhe foi encomendado abrir uma porta. Um ministro não é dono do seu cargo, o cargo (de todos os ministros) pertence à presidenta. Pra quê tanto alvoroço? Se Lula chamou Henrique Meireles para presidir o Banco Central (lembram?), deputado mais bem votado do PSDB de Goiás e este, ao aceitar renunciou o mandato e desfiliou-se do PSDB para permanecer no BC por 8 anos (2003/2011). E daí? Não foi tudo bem? Chamar Dilma de qualquer coisa que a deprecie por causa de um e outro ministro indicado é amadorismo. Não podemos esquecer que houve uma coligação para eleger Dilma. O que querem os puristas? Que Dilma governe com 70 deputados federais e 12 senadores? Querem meter o pau em tudo? Desculpem se exagero, mas é preciso dar alguns mergulhos nos lagos barrentos da política. Quem não tem estômago forte, melhor ler a seção de entretenimentos.

    • Perfeito, Elias!

    • Concordo plenamente, caro Elias.
      Sou daqueles petistas que almejam o purismo inicial dos anos 80, mas sei, também, que política purista, sem maioria, é o combustível que a direita quer para desmobilizar o que já está dando certo e, com isso, retornar ao poder. Temos que ser, no mínimo, razoáveis.
      Abraço.

      • Adilton, lendo seu comentário me lembro o lema do site de Fernando Brito: “A política sem polêmica é a arma das elites”.
        É isto aí!

        • Caro Luciano.
          Muito bem lembrado o lema do Fernando Brito!
          Qualquer bom líder e administrador sabe que, se se vai administrar alguma coisa que envolve interesses conflitantes, o melhor a fazer é promover o que um professor amigo meu chama de “toró de parpite” (vulgo tempestade de ideias rsrsrsrs), onde todos os prós e contras são expostos, auxiliando, assim, a uma tomada e posição mais equilibrada. E isso só se consegue de forma verdadeira ouvindo os lados conflitantes envolvidos.
          Obrigado por sua atenção.
          Abraços.

          • Abraços

          • Abraços 2!

            E para aqueles que vierem meter o pau na gente, com aquela de que estamos sendo conescendentes com a Dilma, aí vai a pergunta: negociar, fazer acordos, barganhar, conquistar posições ás vezes e ceder em outras não são práticas corriqueiras na política?

          • Condescendentes

    • Excelente comentário. No momento sou uma militonta, que é como estão chamando quem apóia a DIlma em suas escolhas. Triste isso!

    • Elias, gostei muito da sua síntese… Muito bom !

    • Concordo com o Elias. E o Levy já participou do governo Lula, e até aonde eu sei colocou em ordem as contas do Estado do Rio de Janeiro (coisa que parecia impossível). Penso que é para isso que ele está sendo convocado. Sem contas em ordem não há políticas públicas. Por outro lado, essa cobrança em cima da Dilma, essa cobrança do voto que demos, vamos devagar com isso. Nós a elegemos para ser presidente de todos.

  7. Os mais velhos como eu, sabem que a simples presença do Pt no Governo, tirou o Pais da lama e o fez caminhar. Independente dessa ou daquela medida, a grande lição que tivemos é exatamente o que está muito bem expresso no seu texto. Não podemos perder essa condição, sob pena de voltar-mos ao sofrimento. O momento é de união e defesa de posição.

    • MauriciO,
      Endosso seu comentário.
      Acrescento que nada foi decidido. Por enquanto é só especulações midiáticas. Um sofrimento desnecessário. Um verdadeiro limão. Só que pela experiência, tenho certeza de que desse limão sairá uma boa limonada bem geladinha e refrescante.

  8. Caro Edu,
    Tenho debatido intensamente nas comunidades de economistas sobre o próximo Min da Fazenda.
    Todos nós economistas temos a fórmula para resolver todos os problemas econômicos!
    Entretanto, quando quero acabar com os debates, solto uma pergunta simples que nenhum colega sabe me responder, e fim de papo: qual o país do mundo onde o Ministro da Fazenda é autônomo e toma medidas contrárias à política econômica do Presidente de plantão? Não existe!

    Este gesto de Dilma, como não poderia deixar de ser, tem o caráter político, ao protelar a indicação de um tipo como Levy, de acalmar o mercado. Sim, porque mesmo nós petralhas temos que jogar nas regras do capitalismo, e as regras incluem o humor dos mercados!

    Os cortes virão, pode ter certeza. 2015 será um ano de ajustes nos EUA e o dolar vai sumir daqui. (No Japão já sumiu, e eles estão quebrados!) Logo, vai subir, e fará os importados aumentarem de preço. Ao mesmo tempo, Dilma e todos os petralhas sabemos o quanto são importantes os programas sociais e nisso, se houver cortes, será mínimo.

    O que este governo tem a fazer – e fará, de forma beeeeeem diferente que Aécio faria – é ajustar as contas públicas de modo a reduzir o rombo – apesar de eu achar que é sempre possível conviver com rombos, mas isso é uma questão a discutir.
    Os juros SELIC vão subir um pouco, talvez até 12,5% até maio/junho; o crédito vai diminuir e os bancos públicos fortalecerão as grandes empresas visando geração de emprego. O dolar vai passar da casa de 2,60 mas vai estabilizar no fim do primeiro trimestre após os ajustes nos EUA. As exportações vão crescer (dolar mais alto ajuda) e o setor de comércio e serviços ficará mais forte. A indústria, essa sim, vai sofrer.

    Aposto meu carro que os indices de desemprego, se não estacionarem, não vão crescer. E, olha, isso é uma imensa conquista na economia estralhaçada no mundo de hoje …

    Pode guardar esta mensagem e conferir daqui a 6 meses.
    Abs

  9. Deixem a mulher trabalhar! Se tem uma coisa que Dilma não é, é ser subserviente e falsa!

    Ninguém tem bola de cristal! O que realmente importa foi principal compromisso de Dilma, manter empregos, valorização dos salários e continuar distribuindo renda e deixando o país mais justo!

    Aí então, se esses compromissos não forem honrados, que os esquerdas radicais vão pra rua, se deixam infiltrar por baderneiros da direita, levem borrachada e acabem com tudo, pondo de volta um governo de direita pra sempre, além de fazer o povão tomar nojo do legitimo instrumento dos protestos!

    Agora, fazer essa merda toda, esse terrorismo, antes de deixar ela começar a trabalhar é muita burrice! Depois não chorem, pode ser que não tenha jeito de consertar a cagada, como quase não deu nas ultimas eleições!

  10. Quando o Estadão diz, nesse exato momento da sua página na internet, que “Dilma decide reduzir a atuação do BNDES”, que passará a emprestar menos e com juros mais altos, isso não significa redução do papel dos bancos públicos??

  11. Eu não sei como os petistas conseguem conviver com tanta corrupção?
    Eugênio José Alati
    25/11/2014.

    • … e mais uma vez, o nosso energúmeno sai debaixo da sua cama em Campinas para usar seu aparelho excretor bucal !!

    • Não convivem muito bem, por isso mesmo gestores como Dilma e Haddad mandam investigar. Não é como o PSDB, que esconde tudo em gavetões do judiciário e a mídia não fala nada.

    • Não convivem e nem queremos conviver bem com a Corrupção e os corruptores, enquanto isso Alati adora os frutos da corrupção de seu “querido” e “santo” P$DB, que NUCA mandaram investigar as corrupção dos governos tucanos, muito pelo contrário, engavetaram e esconderam todos, E TODOS SOLTOS, INCLUSIVE UM CARA CHAMADO Eugênio José Alati, figura histórica das corrupções em CAMPINAS. Entretantos os petistas (governo Lula e Dilma) estão mandando investigar tudo, tudo, inclusive aparecendo os PODRES TUCANOS.

      • Caro Marcos,
        você nem deixou o rapaz respirar da pancada da Marianne e já encerrou o embate?
        Bem, melhor assim.
        Abraços.

  12. O PT conquistou o governo mas não o poder: os poderes legislativo e judiciário continuam firme nas mãos de representantes da elite.

  13. Quem manda é a DILMA 13! Ela que foi eleita contra o Aécio Neves do PSDB. Quanto ao Joaquim Levy, que é engenheiro naval com doutorado na famigerada Universidade de Chicago não tem luz própria para enfrentar a DILMA 13 e será mais um guarda-livros. Os neoliberais são pobres diabos a serviço do capital financeiro especulativo mundial. Na essência são imbecilizados em universidades estadunidenses como Chicago, Harvard, Yale e ourtras porcarias que doutrinam mentes fracas. Os neoliberais transformaram ricos em bilionários e pobres em miseráveis, é só ver o que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil ao contrário, graças ao LULA 2018 e a DILMA 13, fomos o inverso, reduzimos a desigualdade social. É isso que importa e é isso que DILMA 13 fará, nem que o diabo fosse escolhido para ser ministro da economia. É ISSO!

  14. É engraçado que muitos comentaristas começam com a, agora famosa, frase: “eu era petista e tal…”
    Outros mostram que são oriundos de blogs direitistas, pelo palavreado e pelo tipo de comentário, espertamente procurando causar impacto negativo nas decisões da Presidente Dilma.
    Não dá para entender porque a grita contra nomeações de ministros. Não seria o caso de aguardar primeiro, o trabalho deles para depois, se não corresponderem, começar a reclamar?
    Se estes ministros não corresponderem ao que a Dilma propôs, serei um dos primeiros a começar a reclamar.
    Por enquanto, não!!

  15. Caro Edu,
    o que será que está acontecendo com essa gente???!!!
    O novo governo ainda nem começou e já estão criticando com base no que acham que pode vir a ser?
    Se não confiam na Dilma, por que votaram nela?
    Só quem já trabalhou em equipe sabe da dificuldade que é montar um grupo competente e fiel aos princípios e determinações da líder. Demanda tempo e habilidade que não é para qualquer um, não.
    O resto é blábláblá.
    Grande abraço.

  16. Querido Edu, já que estamos indo nesta direção, proponho contrabalançar este jogo, ROBERTO REQUIÃO para Ministro das comunicações!, ler e ver o vídeo no conversa afiada, ele é o único senador que defende a presidenta, já que São Paulo não tem senador governista, e se a Marta for embora já vai tarde!. http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/11/24/requiao-nao-desiste-quer-a-ley-de-medios/

  17. “Dilma disse claramente, durante a campanha, que medidas de ajuste viriam, porém em ritmo e intensidade muito diferentes ”

    Mas não disse que quem faria estes ajustes seria alguem do outro time.

    Estelionato eleitoral.

    • “Alguém do outro time” integrou a equipe econômica do governo Lula

      • Mas o Levy fez campanha para o Aécio, e aluno do Armínio Fraga. O cara é neoliberal puro!!!

      • Edu, deve ter muito parafuso com a rosca espanada na cabeça desses caras !
        Oras, quando o São Paulo contratou o Murici (que estava no Santos) ninguém disse que era “técnico de outro time”… Mais ainda, quando contratou o jogador Alan Kardek (do Palmeiras para ao São Paulo), por exemplo, foi o São Paulo que mudou de time !??! Ou foi o jogador ?
        Esses caras têm catão de crédito, conta bancária, caderneta e até financiamentos, no Itaú, no Bradesco, Santander, etc, que, como sabemos, financiam as candidaturas da direita. E ainda têm conta de email no UOL, que é da Folha de SP. E assim por diante.
        Não era o caso de cobrar deles que encerrassem suas contas de cartão e CC e guardassem o dinheiro em casa, em vez de ficar pagando” pro outro time” !

  18. Talvez o maior engodo eleitoral tenha sido o de ocultar, do grande eleitorado, a situação econômica péssima em que nos encontramos. Temos deficit histórico nas transações correntes, e um rombo no deficit externo que se aproxima a 4% do PIB. O país não cresce. Com esse cenário não basta “querer” manter empregos e salários, a industria está quebrada e os empregos vão escassear. A moeda se desvaloriza, e os salários ou mesmo os programas sociais não se sustentarão.
    Não há como corrigir o estrago com platitudes, na base do “pouco a pouco”, todos sabemos que quem sofrerá com a debâcle é o povo menos favorecido.
    Portanto, a troco de que Dilma escolheria um ministro da estirpe de Lyra se não fosse para implantar a agenda que ele tem em mente? Deixasse o Mantega, que se presta bem ao papel de pau mandado.

    • Como escondeu, se a oposição e a mídia não falaram de outra coisa por meses e meses a fio? A questão é que não existe forma única de resolver os problemas.

    • Colega, tirando a parte das desgraças escondidas durante a campanha, o seu comentário mostrou duas verdades nuas e cruas: não dá pra resolver tudo e quem vai se lascar é o povão, qqer que seja a medida e a intensidade adotadas, uma vez que quem vai autorizá-las é este novo congresso, eleito ‘sob medida’ pra fuder o povão.

      E por falar em medidas, mostre o que vc faria se estivesse lá.

      Assim saberemos com quem estamos discutindo.

  19. Dilma é a Presidenta reeleita, e serå ela quem vai governar.
    Complicado discutir com seus críticos de dentro do PT e da esquerda, desinformação ou falta de juízo?
    A Direita age como é de sua praxe movida por má-fé e por motivações golpitas.

  20. Edu,

    Vc foi o primeiro blogueiro progressista que passei a acompanhar. Depois vieram os outros.
    Alguns me decepcionam hj, como PHA, que não permite o debate, não aceita posições contrárias e sempre deleta comentários que não concordam integralmente com ele. Vc não faz isso. Aceita o contraditório, mesmo argumentando em contrário.
    Permita-me, portanto, discordar de sua posição. E permita-me apresentar um cenário.
    Se Dilma tivesse apresentado Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda durante o período eleitoral, vc acredita que ela teria perdido votos daqueles à esquerda? Imagino que sim. E vc acredita que ela teria conseguido votos à direita? Imagino que não, já que continuariam preferindo votar no original e não no genérico. Provavelmente teria perdido as eleições, daí o termo “estelionato eleitoral”.
    Sabe porque ela não anunciaria um nome como Joaquim Levy para a Fazenda durante a campanha? Porque ela não teria como criticar Aécio e seu Armínio Fraga. Ele ficou conhecido como Joaquim Mãos de Tesouro na sua passagem pelo governo Lula. Isso não quer dizer nada? É só pesquisar e verificar que ele e Armínio possuem muito mais afinidades do que posições contrárias.
    Sei o quão dura foi sua luta para ajudar a eleger a Dilma. A minha luta também foi dura, consegui muitos votos pra ela e por mais que muitos blogueiros estejam empenhados em dar um voto de confiança às escolhas dela, todo esforço de racionalização não muda algo em mim: antes, quando surgiram os gritos de impeachment, estava disposto a “pegar em armas” pra defendê-la. Agora não estou mais. Se o tempo vai dizer que estou errado em minha posição, darei minha mão à palmatória.
    Mas o sentimento hoje é de traição.

    • Tenho dito, Pedro, que discordância não precisa de permissão, desde que respeitosa como a sua

    • Legal sua exposição, Pedro.
      Só uma pergunta: o que ele fez sem o aval do Lula?
      Conforme disse num comentário anterior, se você não tiver os dois lados de um problema (ou três lados, ou mais) apresentados num mesmo embate, por mais competente que seja, não terá uma visão real do mesmo para uma tomada de ação equilibrada.
      Abraços.

  21. Estou com você, Edu, e também confio na Dilma.

  22. Teria só um nome que se a Dilma nomeasse para o governo seria o de Lula. Os demais tem que seguir as orientações que ela estabelecer. Simples assim.!!

  23. a direita é maquiavélica, e tem os jornalecos a tira colo.

  24. E a Petrobras? Nada?

  25. Oi Edu, mudando de assunto: hoje não consegui acessar o site BRASIL 247, eu sempre acesso o seu blog DA CIDADANIA e daqui eu vejo os outros, mas vem uma msg que o 247 não está respondendo. Tentei entrar direto ou pelo google, também não consegui. Você sabe se houve algum problema ? Grata. Fátima

  26. ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

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    * . . . . **** . . . . Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

    • Mordaça para os que me discordam….. rs …. Patético.

      Por esse pensamento, logo teremos um DISQUE TRAIDOR como criado na Venezuela amiga Petista…… kkkkk

  27. Ola Edu,voltei como disse para comentar sobre o ministerio da Dilma.Não podemos repetir a historia e ter um novo “Getulio ou Jango”isolados.O PT ,Dilma e Lula trazem para seu lado parte da elite econômica ,que apesar dos avanços ainda das as cartas no país,com apoio internacional.Como jogo de xadrez tenta-se antever os próximos movimentos do adversario,no caso fustigar o golpe em andamento e a governabilidade.Mas tambem continua devendo e indo pelo mesmo caminho,a quase total falta de comunicação,o diálogo.O governo que continua deve e muito as bases,militancia e movimentos siciais organizados a suas eleições,percentual grande de sua governabilidade,o minimo que se pode esperar é o dialogo,a comunicação.Era esperado todo este buchicho,que podia ser minimizado com o diálogo,afinal este é um govdrno de coalizão,mas a coalizão conosco é só nas eleições.

  28. Todos aqui estão ainda no campo das conjecturas e/ou opiniões pessoais. Nesse caso estou com Edu. Creio que uma parte do PT está fazendo tempestade em copo d’agua. As eleições terminaram mas os ataques da direitona, não; então devemos continuar acreditando na Dilma, nos ajustes que terá que fazer ante a crise mundial além dos demais problemas internos.

  29. Essa sua tese seria perfeita se estivéssemos tratando de uma empresa(e olha que não desejo nunca que um ente público seja metamorfoseado em empresa no que diz respeito à sua atuação, exatamente pelo caráteres público e político que o definem e o tornam infinitamente superior a uma empresa, muito mais complexo e dinâmico). Pois bem, é exatamente por essas características de ser um ente público e político, que um Governo é antes de tudo o produto de uma coalizão de forças, na qual as diferentes forças envolvidas procuram impor-se para direcionar o Governo conforme seus interesses. Essa coalizão não açambarca apenas as forças que compõem o Governo, mas todas as existentes na Sociedade. POR ISSO DILMA, SE NOMEAR LEVY PARA A FAZENDA, NÃO ESTÁ SIMPLESMENTE ESCOLHENDO UM FUNCIONÁRIO, O QUAL PODERÁ MANDAR AGIR DE QUALQUER FORMA, MAS ESTARÁ PREVIAMENTE ESTABELECENDO UM ACORDO COM O SETOR FINANCEIRO, QUE LEVY REPRESENTA, ACORDO QUE LIMITARÁ E DETERMINARÁ A ATUAÇÃO DE SEU GOVERNO NO FRONT MACROECONÔMICO. Ou seja, ao escolher Levy, Dilma não poderá simplesmente enquadrá-lo dentro de uma perspectiva desenvolvimentista, domando o ímpeto ortodoxo dele conforme as doses meticulosas que pretenderia em seu Governo, porque Levy não aceitará, o setor que ele representa não aceitará, e Dilma não poderá colocá-lo na rua. Ao menos não de fato; de direito é óbvio que pode, já que é a chefe dele; mas de fato não poderá pois representaria um rompimento de um acordo ao qual cedeu, ou seja admitiu sua fraqueza diante do setor financeiro(o que não deveria ser admitido neste momento, pela encruzilhada desenvolvimento que vivemos e pela musculatura acumulada por nossa Economia em termos de contas públicas e reservas). ASSIM A POSSÍVEL NOMEAÇÃO DE LEVY APONTA PARA UM ENQUADRAMENTO DE DILMA E NÃO DO REPRESENTANTE DAS FINANÇAS(CONHECIDO OUTRORA, NO PRIMEIRO GOVERNO LULA ONDE FOI SECRETÁRIO DE TESOURO, COMO LEVY MÃOS DE TESOURA, PELA SANHA EM REALIZAR CORTES)NUM MOMENTO EM QUE ESTAMOS NUMA ENCRUZILHADA DE DESENVOLVIMENTO, NECESSITANDO DAR O SALTO QUE LEVARÁ À QUEBRA DAS ESTRUTURAS DE NOSSO ATRASO E ONDE UM RECUO PODE INDICAR UM RETROCESSO DEFINITIVO NESSA PRETENSÃO. Não sou a favor de chiliques ou “manifestações” contra o Governo. É óbvio que de qualquer forma Dilma é ainda muito melhor do que a direita, Aécio e Marina. Mas acho necessário travarmos a luta política dentro do Governo(e também por isso ela é melhor, só com ela podemos ainda travar essa luta. Se Aécio ou Marina estivessem no Governo, estaríamos alijados do poder)para impor ao segundo Governo Dilma o caráter desenvolvimentista que tem que ter para promover a mais que necessária ruptura do Brasil com as amarras estruturais do nosso atraso. Ou agimos assim ou teremos nos próximos anos o começo da volta à nossas condição subalterna, que culminará com o retorno da direita em 2018.

  30. “Adeus, Maquiavel”, essa é boa! Não é por dizer bobagem em política que o pensamento do florentino mantém-se vivo por mais de quinhentos anos. Quando Maquiavel receitava fazer o mal de uma vez era justamente para colher o consequente bem pelo maior tempo possível. Só discordam dessa opinião os ingênuos que veem a política como um mar de rosas, aqueles que imaginam que é possível dissociar o rendimento de uma medida amarga do ritmo em que ela é imposta. Se se reconhece que há um mal a ser feito – e esse parece ser o ponto de vista do blogueiro – tamanho não diminui por ser feito devarinho, com requintes de crueldade. Esse tipo “gestão da maldade” vai minando o apoio ao governo gradadivamente, pois o momento da redenção, da recompensa pelo mal feito é sempre postergado. Mas é preciso fazer justiça ao governo Dilma e admitir que essa opção pela maldade gradual e prolongada não é exatamente uma escolha da presidente. Trata-se de uma imposição dos fatos, coisa que não se pode alcançar ignorando Maquiavel. De duas, uma: ou não há mal a ser feito, então o certo seria não fazer mal algum; ou se admite que o mal é inevitável, caso em que as opções são livrar-se dele rapidamente, quando se tem mais poder, ou aos poucos, quando somos fracos. O governo tentará realizar o mal aos poucos porque não pode seguir a lição de Maquiavel, não porque não queira. O problema é que opção pelo gradualismo da maldade tende a enfraquecer o governo ainda mais. E viva Maquiavel!

  31. Eu preferia que o Governo Dilma fosse o Governo dos meus sonhos, não tivesse nenhum Levy, não tivesse nenhuma latifundiária Kátia Breu. Para que fosse assim, os partidos de esquerda (PT e PCdoB) deveriam ter sozinhos mais de 120 deputados, o PMDB deveria ter menos de 50 deputados, o PSDB menos ainda, o PDT deveria ter uns 40 deputados, o PSB uns 30 e os demais deputados pulverizados entre os demais partidos (com pessoas nacionalistas de diversas matizes).

    Mas esta não é a realidade que se apresenta, o Congresso Nacional está cada vez mais conservador (talvez o grande número de partidos com representação no Congresso Nacional possa ajudar um pouco o Governo Dilma), o PT tem menos de 70 deputados e o meu PCdoB caiu para 10 deputados na Câmara dos Deputados. No Senado os tucanos avançaram com a volta de Nosferatu Cerra e do Tasso Posso Ter Jatinho Jereissati, por exemplo.

    O Governo Dilma tem que buscar criar uma base juntando o PSD (do pilantra Kassab), a latifundiária Kátia Breu e outros sujeitos do mesmo quilate que Kassab e Breu (a Kátia). É um passo para trás. Mas poderia avançar se tivesse um porta-voz que usasse a TV e o Rádio para divulgar seus pensamentos, poderia cortar aqui ou ali, estrategicamente, a Bolsa Imprensa de algumas das famiglias do PIG (procurando jogar uma famiglia contra a outra).

    O Governo Dilma, com os ministros Levy e Kátia Breu, é muito melhor do que um governo neo-liberal, pois continua sendo o nosso governo (não seria o nosso governo com Aecioporto eleito). Temos que ficar do lado de Dilma. E cobrar avanços nos momentos em que a maré não está contra a gente.

  32. Concordo com todos os seus apontamentos, Edu! Dilma foi a presidenta mais desenvolvimentista desde a nossa redemocratização.

    A coisa que me incomodou na indicação foi outra: a mídia convenceu a maioria das pessoas de que há um rombo nas contas públicas, passando a imagem de um governo que gasta sem se preocupar com sua arrecadação. A maioria dos que apoiaram a decisão de Dilma está repetindo a expressão “rombo”. A palavra mais adequada seria “ajustes”. É só comparar o resultado das dívidas públicas dos países do G20 nos últimos 4 anos. Em um ano mais apertado, deu-se prioridade aos investimentos públicos, às desonerações e só por isso não cumprimos o superávit fiscal. Não é o fim do mundo, mas os ortodoxos e a mídia passam a ideia de estarmos em um Estado Hobbesiano.

    Outro ponto que me deixa “triste” é pensar que daqui a três anos teremos arrumado a casa, os investimentos em infra terão começado a mostrar resultados, a conjunta internacional estará melhor e provavelmente a Dilma não colherá o que semeou.

  33. Eduardo, eu votei em Dilma conciente disso. A política econômica aplicada nos últimos quatro anos acabaria com qualquer chance de sucesso do próximo mandato. Votei confiante que ela mudaria, estou gostando do que vejo.

    Do pouco que conheço de economia, se errou demais, a população num geral ainda não sentiu piora nas condições econômicas, mas se continuassem nesse caminho logo sentiriam.

    A escolha dela é importante para o país e até para o próprio PT. Um próximo mandato ruim ou regular daria ainda mais força para uma candidatura oposicionista na próxima eleição. O PT não pode mais errar.

    • E boa parte do PT acaba de errar com esse estardalhaço por conta de duas nomeações de ministros, como se até então os governos Lula e Dilma só tivessem ministros de esquerda

      • Realmente, para quem esperava modificações positivas, as nomeações de Ministros realmente desilude um pouco quem estava torcendo por melhoras. Infelizmente só nos basta aguardar.

      • Com certeza. E será como no governo Lula, basta a Dilma lidar da mesma forma com eles.

        Radicalismo, tanto de direita quanto de esquerda nunca dá certo. A principal virtude do governo Lula foi o seu bom senso, sem radicalismos. Credito a isso o sucesso dos mandatos dele.

  34. Continuamos acreditando no projeto vitorioso, mas a campanha da direita pelo golpismo parece que não vai dar trégua.E com essa mídia cretina.A Dilma tem que ser apoiada, principalmente pelo PT.

  35. Tens razão: não foi estelionato. Foi ESTELIONATAÇO eleitoral. Um engodo enorme, nunca dantes visto na nossa República. Ainda mais se somado à indicação de Kátia “motosserra” Abreu para a pasta da Agricultura.

  36. Pessoas sem noção: vocês que acusam Dilma de ser controladora, centralizadora, etc, acham sinceramente que ela deixará seu ministro da fazenda governar o Brasil? Pois eu acredito que ele vai começar cortando as despesas desnecessárias, como por exemplo a publicidade em órgãos da imprensa corporativa, ou talvez as mordomias do Legislativo e do Judiciário. Dizem que ele é um excelente organizador da caixa dos governos, como fez no RJ. Creio que em 1 ano ele vai ter dinheiro para diminuir a dívida pública interna, essa sim que nos escraviza. E deixará a política para a Presidenta.

  37. Ouvindo A Voz do Brasil e postando:

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  38. Chamar de estelionato eleitoral a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda é besteira.
    Meu único receio é que o governo fique patinando e travado como ocorreu no primeiro governo Lula e o Ministro da Fazenda era o Antonio Pallocci. O Levy era da equipe do Pallocci e era homem forte no ministério.
    Espero que a Dilma mantenha a rédea curta com o ministério da fazenda.
    Acho que cabe aqui um lembrete com referência a alguns comentários: Ser ministro da fazenda é bem mais importante para o currículo do Levy do que uma diretoria do Bradesco.

  39. Permita-me discordar de um ponto:
    Quando voc diz que Armínio Fraga, durante a campanha, pregava “redução do papel dos bancos públicos na economia”, exitem alguns erros ai.

    1) Ele não disse isso durante a camoanha, quem colocou isso na campanha foi o marqueteiro da Dilma.
    2) A redução do pepel dos bancos públicos, no sentido que você coloca, não é o sentido que o interlocutor deu (e explicou por vezes) à frase distorcida e posta fora de contexto.

    Abraço

  40. Novo governo Dilma com cara de Aécio e Marina.

    O governo Petista pós-eleição aumentou o juros, combustível e a energia elétrica, reduziu o subsídio do BNDS aos bancos públicos, nomeou para Ministro da Fazenda um banqueiro com doutorado em Economia em Universidade imperialista capitalista burguesa que acena com medidas “impopulares” para atingir as metas de superávit.

    Tudo o que foi amplamente combatido na campanha eleitoral pela candidata Dilma, passou a ser seu método de recuperar a economia.

    É como se o plano de governo de seus concorrentes fossem integralmente adotados, para desespero e quase suicídio coletivo dos Petistas extremistas.

    Como dito pelo saudoso Leonel Brizola:

    “O PT é como uma galinha que cacareja para a esquerda, mas põe os ovos para a direita”.

    O lado bom disso, a incoerência do governo, neste ponto, é favorável ao Brasil.

    Então, concluímos que:

    Quanto mais o PT for incoerente com suas tradições e ideologias, melhor para o País.

  41. O autor desse Blog usa óculos de Poliana ao fazer análises e projeções políticas e econômicas do governo.

    Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.

    Vivemos em uma era de covardia moral. O ínclito delegado que ousou colocar um bandido corrupto na cadeia pagou um preço muito alto por isso. Acabou virando réu, por tal ousadia. Perdeu seu cargo de Delegado da Polícia Federal. Também o cargo de deputado federal. Nada disso interessa. Continue usando a pena de sua caneta e consciência para publicar loas e sofismas ao governo.Mais dia, menos, dia, a Lei do Retorno se mostrará , implacável!

  42. Eduguim eu lhe respeito e admiro. Você tem mais experiência do que eu. Aliás, estou voltanto a trabalhar na minha senzala, é que minhas férias estão no fim, via de consequência serei forçado a deixar de comentar. Porem, não queria dormir com esta dúvida, portanto me esclareça, por favor. Penso que a presidenTA é um mero poste sustentado pelo lula. Ela faz o que ele a determina. Ela mesma não conseque acender ou apagar uma luz sem chamar o lula e o marqueteiro. Ela não tem jogo de cintura. É autoritária e absolutista. Portanto, no fraco entendimento, ela fará o lula permitir e tudo em prol da reeleição dele e da continuação da implantação do projeto hegemônico, que resultará na eterna permanência do PT no poder. Eu penso assim, mas como seu admirador, espero que você ajude se eu interpreto mal este momento político.

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