O que Marina e PSB ganharam apoiando Aécio

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Apesar do inegável avanço da direita no país, uma nova centro-direita que se revelou a partir do momento em que Marina Silva e o PSB aderiram à candidatura Aécio Neves, no segundo turno, transformou-se na grande perdedora da eleição presidencial deste ano. E este texto pretende comprovar esse fato com números, acima de tudo.

Lembremo-nos de como tudo começou. No início oficial da campanha eleitoral à Presidência de 2014, Dilma tinha uma situação confortável e caminhava para uma reeleição tranquila. Pesquisa Datafolha divulgada em 18 de julho último mostrava Dilma Rousseff com 36% dos votos totais, Aécio Neves com 20% e Eduardo Campos com 8%.

No segundo pelotão, o Pastor Everaldo Pereira (PSC) aparecia com 3%; José Maria (PSTU), Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV), Rui Costa Pimenta (PCO), e Eymael (PSDC), com 1% cada. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram 1%. Uma parcela de 13% dos eleitores votaria em branco ou anulariam o voto e 14% estavam indecisos.

Havia empate numérico entre Dilma e os candidatos de oposição, mas era esperável uma reação da petista, quem, até então, apanhava diariamente da mídia sem poder dar o contraponto que a propaganda eleitoral no rádio e na TV, a começar dali a dias, lhe permitiria.

Eis que menos de 30 dias depois, especificamente no dia 13 de agosto – considerado o mais azarado daquele que é conhecido como “mês do desgosto” –, Eduardo Campos perde a vida em um dos acidentes aéreos mais estranhos da história recentíssima, apesar de as investigações terem apontado para “fatalidade” ou “erro do piloto”.

No âmbito da campanha virulenta e cheia de golpes que seria movida contra Dilma enquanto era acusada de “jogo baixo” por fazer críticas legítimas a propostas dos adversários tais como autonomia do Banco Central ou choque monetário para “baixar a inflação a 3%”, os mesmos golpistas que, recentemente, criaram uma página fake do portal G1 para inventar que o doleiro Yousseff teria sido encontrado morto no dia do segundo turno começaram, após a morte de Campos, a espalhar que o PT ou a própria Dilma estariam por trás da morte do ex-governador de Pernambuco.

Como se veria mais adiante, porém, Dilma não teria nada a ganhar com aquele acidente. E tampouco Aécio. A única que lucrou com tudo aquilo foi Marina.

A comoção causada no país e, sobretudo, em Pernambuco, terra de Campos, com sua família mergulhando de cabeça na política poucos minutos após sua morte (o irmão do ex-governador lançou-se candidato a vice em uma chapa com Marina pelo PSB que sequer fora cogitada, em momento como aquele), fez Marina disparar nas pesquisas.

Cinco dias após a morte de Campos, no cenário em que Marina assumia a candidatura à Presidência no lugar dele, Dilma apareceu com 36% das intenções de voto e a ex-senadora do Acre com 21%, agora empatada com Aécio Neves (PSDB), que teria a preferência de 20% do eleitorado.

Pastor Everaldo (PSC) aparecia com 3% e Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge com 1% cada. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Luciana Genro (PSol), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) não atingiam 1%. Uma parcela de 8% dos eleitores votaria em branco ou anularia o voto e 9% estavam indecisos.

Em 1º de setembro, em menos de duas semanas como candidata oficial à Presidência da República, Marina Silva (PSB) deixou para trás Aécio e alcançou a presidente Dilma. Agora aparecia como favorita também para bater a petista no 2º turno.

Desde a primeira quinzena de agosto, a candidata do PSB passara de 21% para 34% das intenções de voto, mesmo índice obtido por Dilma. Quem mais perdeu terreno na corrida presidencial fora Aécio, quem, na pesquisa anterior, empatava com Marina com 20% e, agora, caíra para 15%.

Um mês e quatro dias depois, em 5 de outubro, Marina obteria, no primeiro turno, 2,9 pontos percentuais a mais do que no primeiro turno de 2010, quando recebeu 19,33% dos votos. Além de pífio aumento do seu capital eleitoral, Marina só venceu a eleição presidencial em dois Estados, Acre e Pernambuco.

Vários fatores influenciaram a queda de Marina a partir da pesquisa em que apareceu empatada com Dilma. Tudo começou no enterro de Campos, quando ela se deu a posar para “selfies” com eleitores, toda sorridente, exatamente sobre o caixão do falecido.

Em seguida, sua candidatura começaria a mostrar a que veio. Com uma banqueira a tiracolo – ou com Marina a tiracolo da banqueira –, a candidata do PSB passou a se mostrar por inteira.

Marina insultou a comunidade homossexual retirando apoio às suas causas de seu programa de governo, deu declarações sobre o comando da economia que chegaram a chocar até economistas de linha neoliberal, que não esperavam que uma candidatura do partido socialista fosse mais conservadora do que a do próprio candidato in pectore da direita brasileira, Aécio Neves.

Em Pernambuco, Marina obteve a única grande vitória da oposição no Nordeste: 48% dos votos válidos. Porém, a partir de sua adesão tardia, porém convicta, à agenda tucana, sua popularidade despencou não só no país, mas, sobretudo, em Pernambuco, onde os 48% de votos de Marina no primeiro turno, os 5,92% de Aécio e o 1,83% dos nanicos, que perfaziam 49, 83% dos votos totais, viraram pó.

A duas semanas da eleição em segundo turno, de acordo com o Datafolha Marina agora atraía, no país, praticamente tanta rejeição (13%) quanto apoio (16%) a Aécio.

Porém, foi na eleição presidencial em segundo turno em Pernambuco que a candidata do PSB literalmente derreteu. Os 48% que Marina obteve naquele Estado no primeiro turno reduziram-se a menos de 30% dos votos válidos mesmo com o apoio entusiasmado da família de Eduardo Campos a Aécio Neves.

Por fim, o PSB, que conseguiu aumentar em 10 deputados sua bancada na Câmara no primeiro turno, trocou esse “lucro” pela participação que tinha no governo federal no primeiro governo Dilma, no qual tinha ministérios e muito prestígio e influência.

Agora na oposição, com perda de nomes importantes do partido como Roberto Amaral, que tende a se desfiliar da legenda, o PSB não tem motivos para comemorar o futuro.

Dilma tem quatro anos e dois meses de poder pela frente. Ao longo desses anos, a tendência é a de que haja migração de parlamentares de partidos de oposição para partidos governistas, como acontece em toda legislatura devido ao fisiologismo que permeia o Legislativo no Brasil. Desse modo, os tais dez deputados que o PSB obteve este ano, podem virar fumaça.

Claro que Marina pode vir a se fortalecer entre a direita, mas não é provável. Um dos motivos que fizeram sua candidatura se desidratar ao fim da campanha do primeiro turno foi a desconfiança que ela gera entre a direita, que preferiu e sempre preferirá Aécio ou qualquer outro tucano.

O colunista da Veja Reinaldo Azevedo, por exemplo, bateu tanto em Marina quanto no PT no primeiro turno. E esse fenômeno irá se reproduzir enquanto o partido preferido da direita continuar sendo o PSDB.

Além de Marina e o PSB se desmoralizarem à esquerda e no Nordeste, o partido perdeu metade dos governos estaduais que obteve em 2010, quando conseguiu governar seis estados. A partir de 2015, o PSB comandará Pernambuco, Distrito Federal e Paraíba.

Valeu o PSB aumentar sua bancada em 10 deputados – que nem sabe se vão permanecer no partido – em troca da desmoralização de sua imagem “socialista” e da consequente perda de metade dos governos estaduais? Não sei você, leitor, mas acho que não foi um grande negócio.

E se Dilma e o PT perderam apoio no país em 2014, Aécio e o PSDB perderam a eleição e o partido perdeu 3 governos estaduais em relação a 2010, quando elegeu 8 governadores – agora, elegeu 5.

Apesar de o PT ter perdido 18 deputados federais, caindo de 88 para 70, além de ter mantido a Presidência da República conseguiu os mesmos cinco governos estaduais que em 2010. Porém, passou a governar Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo.

Quem mais ganhou com a eleição de 2014, portanto, foram, primeiro, o PT, por razões óbvias, e, em segundo, o PSDB, por ter aumentado em pouco mais de 4 pontos percentuais sua votação em relação à eleição presidencial de 2010 e em 10 deputados sua bancada na Câmara, tornando-se mais forte na oposição e tendo um candidato altamente competitivo para 2018: Aécio Neves.

Já quanto a Marina e PSB, grande parte dos que votaram nela nos primeiros turnos de 2010 e 2014 é de esquerda e acreditou que sua candidata seria de esquerda até que ela aderisse a Aécio. Em 2018, portanto, esse eleitorado de esquerda que confiou em Marina, não confiará mais. E o eleitorado de direita terá opção bem “melhor” em Aécio.

Marina Silva e o PSB, portanto, foram os grandes derrotados nas eleições de 2014. Ir para a direita não lhes fez nada bem. Até porque, oportunismo e traição não são o melhor caminho para quem tem planos a longo prazo, como deve ter todo partido político. O PSB e Marina foram vítimas de ambição desmedida e afobação. Deu no que deu.

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133 Comentário

  1. Eduardo, tudo bem? Não sou do PSB, mas, ao tentar pensar como um integrante do partido, acho que algumas coisas até fizeram sentido, mas outras não. Entendo que o PSB em sua maioria (não só seu antigo líder, Eduardo Campos) tinha vontade de crescer e se afirmar como alternativa de poder. Por isso, Campos resolveu tentar a disputa em 2014, mais para marcar posição e se tornar conhecido. Em 2018, ele se candidataria para valer com o fortalecimento do discurso, do programa e de uma coligação partidária de “terceira via”.

    O problema para mim é que, enquanto Eduardo Campos estava vivo, a visão de futuro do PSB até poderia fazer algum sentido. Mas, infelizmente, Campos faleceu tragicamente em agosto deste ano. O PSB ficou órfão de liderança e de projeto… Como o partido tinha candidatos a governador, senador e deputados (e precisava, portanto, de um “puxador de votos” nacional, caso contrário corria o risco de sair totalmente enfraquiecido da disputa), era óbvio que a única solução partidária possível naquele momento de desespero era a candidatura da Marina Silva.

    Tanto isso era verdade que o PSB foi o partido médio/grande que mais cresceu em termos percentuais, em 2014, na Câmara Federal. Além disso, conseguiu bons resultados tanto para o Senado quanto para governadores e vice-governadores. Porém, isso tudo se deu no primeiro turno. E, até aqui (fim do 1º turno), acho plausível o que o PSB tentou fazer: i) seguir uma visão do Eduardo Campos, de crescimento do partido; e ii) depois da morte de Campos, partir para a única alternativa possível (Marina Silva).

    Agora, considero que O GRANDE ERRO DO PSB FOI NO SEGUNDO TURNO: o partido se apressou em tomar uma decisão que mereceria pelo menos uns 15 dias de ampla reflexão e debate. O PPS do Roberto Freire sair correndo para apoiar aécio era até previsível; já o PSB, em razão de sua história, não podia tomar uma atitude dessas… O apoio ao aécio vai custar ao PSB, no próximo mandato, o fim do sonho de “protagonismo”: o PSB vai obrigatoriamente cair na posição de “satélite” do PSDB na oposição à Dilma. Para quem queria ser protagonista em 2018, a melhor decisão política do PSB para o 2º turno teria sido com certeza a neutralidade, liberando os integrantes do partido para tomarem suas posições individuais.

    Abs, Fábio Faiad.

    • “Agora, considero que O GRANDE ERRO DO PSB FOI NO SEGUNDO TURNO: o partido se apressou em tomar uma decisão que mereceria pelo menos uns 15 dias de ampla reflexão e debate. O PPS do Roberto Freire sair correndo para apoiar aécio era até previsível; já o PSB, em razão de sua história, não podia tomar uma atitude dessas… O apoio ao aécio vai custar ao PSB, no próximo mandato, o fim do sonho de “protagonismo”: o PSB vai obrigatoriamente cair na posição de “satélite” do PSDB na oposição à Dilma. Para quem queria ser protagonista em 2018, a melhor decisão política do PSB para o 2º turno teria sido com certeza a neutralidade, liberando os integrantes do partido para tomarem suas posições individuais.”

      Fabio, o PSB não se apressou ao tomar essa atitude, pra quem está de fora de PE não acompanha a trajetória desse partido em PE que é “meio que” uma sede dele já que Arraes mandava no PSB a mão de ferro e depois Campos.

      Campos foi um traíra, se aliou a Jarbas e toda corja do DEM (PFL) em PE quando se elegeu duas vezes com o voto anti-Jarbas em Pernambuco (eu mesmo só votei nesse indivíduo por aversão a Jarbas e o apoio do Lula, contrariado pois Campos era sujo desde os Precatórios). Jarbas havia se tornado o maior inimigo do avô dele que pelo que andei ouvindo (de gente que tinha contato com esse pessoal), Arraes morreu sem falar com ele (Campos) e ele só não foi expurgado do PSB por questões familiares pois a fama dele era de ladrão e megalomaníaco (e era mesmo, se soubessem da história da Arena Pernambuco, esse caso da refinaria viraria ficha).

      O PSB de PE era fisiológico e guinou à direita se aliando a Jarbas. O racha era questão de tempo sem a figura do “mão de ferro” (Campos) pra impor a “ordem” (dele).

      Já era, esse PSB é uma sigla morta. Os membros de esquerda dele que migrem pro PT ou criem um partido de esquerda novo, o PSB que está sob tutela da família de Campos é um partido de direita. Todo mundo aqui sabe da zona que são a maioria das siglas partidárias do país, que não representam aquilo que dizem (PSB, PPS, PSB).

  2. Eduardo Guimarães fiquei chateado com esta coluna, estava tentando fazer uma campanha para que ela se una ao PSDB de SP, onde ela poderá utilizar seu dom e prestar bons serviços a SP e ao Brasil, vejam que o trabalho que ela fez em Minas Gerais, no rio de janeiro, foi excelente, sua aliança com Aécio Neves foi vital para ele, por favor Marina Silva venha participar do Governo do Estado de SP, nem que for somente como assessora, mas acredito que você Marina Silva mereça uma Secretária importante, talvez a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento ou ser a Presidente de uma grande Estatal ou Companhia mista, como a Sabesp por exemplo, pode ter certeza que até os partidos de oposição aqui em SP a apoiarão, Marina Silva no PSDB Jà, em favor do povo paulista.

  3. Para entender o comentário anterior rsrsrsrsrrs

    Marina Silva, Dissensões 15:18

    Marina Silva, tem o poder da dissensão, se olharmos para ela com olhar crítico, veremos uma pessoa que entende muito pouco de política, quando estava no PT apesar de ser prestigiada com o cargo de Ministra do Meio Ambiente, não conseguiu superar as dificuldades que tinha e provocava atritos entre o Ministério e o Governo Federal, criando obstáculos que impediam obras necessárias aos desenvolvimento, em vez de procurar saídas políticas para determinadas situações, queria impor suas próprias decisões, afastando soluções negociadas, contrariada com as críticas aos entraves que criava, pediu demissão duas vezes, a primeira vez não foi aceita, resultado esforço pessoal do Presidente Lula em resolver os problemas de forma consensual, na segunda vez, Marina, vendo que não seria a escolhida para a sucessão, quis criar um factoide e gerar uma de crise para se cacifar ao pleito de ser sucessora, ou rachar o Partido. O PT sólido e com uma liderança forte ficou intacto, ela pediu demissão novamente e esta foi aceita, sozinha saiu do PT foi para o Partido Verde, provocou um racha no PV, o Partido composto de lideranças calejadas. Não se submeteram ás suas tramóias e alianças, e a convidaram a partir lá, sem pensar duas vezes, a partir dai ela e seu grupelho tentaram criar um partido (a REDE) e não conseguiram, ela os abandonou com a promessa de voltar, atualmente membros da Rede saíram do partido porque não concordam com as propostas que ela vem defendendo, atualmente ela está como convidada no PSB, assim que chegou neste partido, fez com que ele rachasse, o PSB rachado ficou sem o próprio programa de partido, virou alguma coisa que ninguém sabe o que é, militantes históricos debandaram e horrorizados veem o esfacelamento do partido que agora está sem programa, os grupos oligárquicos do partido venceram e só veem a perspectiva de alcançar o poder aliando-se com o poder financeiro, únicos que rodeiam e orientam Marina Silva, são os banqueiros, políticos do DEM e economistas liberais, que não se liberaram jamais, todos à direita da direita, qualquer que seja o resultado das eleições, o PSB estará em pandarecos e Marina os abandonará, deixando mais uma vez a terra arrasada, por onde ela passa não nasce grama, somente a discórdia, esta é a sua semente, os banqueiros veem esta aventura do Banco Itaú como um erro estratégico e apostam que ganharão alguma coisa, se o Itaú não vencer, suas ações despencarão e outros banqueiros atirar-se-ao a ele como carniça, relatórios institucionais serão feitos, a mídia que agora come na mão do Itaú, vociferará pela sua queda, o sistema financeiro terá de recuperar suas perdas com o mercado ora abrangido pelo referido banco, o PROER mais uma vez será acionado, e caso ganhe terá o mesmo problema pois o Mercado quer a parte do Leão e uma guerra será aberta e a sociedade não ficará impassível como eles esperam, quem mais uma vez é o pomo da discórdia? Exato, Marina Silva, e tem gente que acredita que ela pode unir alguma coisa. Roberto Amaral saiu ha tempo, a sujeira toda ficou na roupa do PSB.

  4. Aécio não passa de um playboy

    Nem precisa ir fundo para ver que a ‘surpreendente’ votação do candidato Aécio Neves na eleição do domingo, 26, não foi mérito exclusivo dele. Basta olhar, mesmo que de forma superficial, para observar que o candidato não foi lá tão competitivo assim como o PSDB pinta e quer passar para a população. Nada disso.
    Aécio teve a sorte de contar com a reunião de forças que não eram vistas numa eleição, em torno de um candidato conservadorà presidência da República – que poderiam ‘ser atribuídas a qualquer outro que disputasse contra o PT’. Não importava para a grande maioria que votou em Aécio quem foiele como gestor em Minas, que o reprovou. O voto a ser dado a ele era para ‘extirpar o PT do poder’, a qualquer custo.
    Fala-se da força da mídia, dos banqueiros e empresários. Mas teve uma força que, a meu ver, foimuito eficiente: a do jaleco branco. Será que dá pra imaginar o que é entrar num gabinete médico ou numa clínica, em quase todos os cantos deste País, e ser abordado por ‘seu médico’ lhe pedido um voto para seu candidato? Poucos deixam de atender a um pedido desses.
    Aécio Neves está longe de ser um Geraldo Alckmin ou próximo a um José Serra. Passadaa eleição o eleitor percebe de que Aécio não passa de um playboy cambaleante, desvinculado do capital político que emergiu das urnas no último dia 26. E a verdade vem à tona.

    • O aécio foi uma benção dos Céus, a fadinha teria levado todos os votos do aécio fácil, fácil. Obrigado aécio você salvou o Brasil.

    • Ainda bem que não corro esse risco. Meu querido médico é petista de carteirinha, e antes disso, excelente profissional. Atencioso, competente e o preço de suas consultas é bem popular e acessível. E atende com a mesma competência e zelo na rede pública.

  5. E o jatinho que caiu em Santos?
    E a prestação de contas do PSB?
    E os laranjas donos do avião?
    E o povo de Santos que teve suas residencias destruídas?

  6. Espero que o PT consiga trazer de volta para o seu lado uma boa parte do PSB, pois este último partido já deve ter percebido a mancada que deu.

    Quem sabe o Roberto Amaral ou algum outro do PSB assuma um ministério, trazendo este partido ou parte dele pra base governista novamente. Seria o caminho mais recomendado para o PSB no momento.

  7. ♫ Ainda estou meio de ressaca da comemoração e por isso não tenho aparecido aqui. Eu gosto mesmo é de briga e, já que ganhamos, fiquei meio preguiçoso.
    Mas vamos lá. Vocês já repararam que essa abantesma tem cara de quem foi soltar pum e se borrou?
    De qualquer forma, o melhor que ela poderia fazer era se associar à Heloísa Helena e as duas abrirem um bufê de festinha de aniversário; que faliria inevitavelmente, já que nenhuma das duas tem a mínima noção do que quer que seja…

  8. E Pernambuco já está completamente curado da dopagem que levou o estado a votar majoritariamente em Marina no primeiro turno(embora quase empatada com Dilma, 48% para Marina, e 44% para Dilma). Tanto é verdade que o maior comício da da campanha eleitoral de Dilma foi feito aqui, mais de 52000 pessoas, e esses 48% de Marina, junto com os quase 6% de Aécio no primeiro turno viraram pó(combina com Aécio)e resultaram em 29,8% para Aécio no segundo turno, ou seja, numa goleada de Dilma que obteve 70,2% dos votos válidos no segundo turno. O PT pernambucano, que perdera a Prefeitura de Recife para o PSB em 2012(muito por erros do próprio partido que destruiu-se com disputas internas, as quais favoreceram o cerco que Globo e sua turma faziam à Prefeitura desde que o partido a conquistou em 2000), mostrou força com essa votação de Dilma e será um protagonista nas disputas que vêm por aí, a começar pela retomada da prefeitura. É claro que o fanatismo oriundo da morte de Eduardo Campos(que para mim é obra da CIA)deixou sequelas no estado, elegemos uma Assembleia Legislativa que é uma das mais reacionárias de nossa História, lembrando que o estado sempre teve uma tradição progressista, na qual o PT tem apenas três representantes; e elegemos também uma bancada federal reacionária, nenhum petista renovou seu mandato. TODAVIA NADA QUE NÃO POSSA SER REVERTIDO NO CURTO PRAZO E ANTES MESMO DA CHEGADA DE NOVA ELEIÇÕES, JÁ QUE A MOBILIZAÇÃO POPULAR RENASCEU EM PERNAMBUCO NESTE SEGUNDO TURNO, LOTAMOS AS RUAS NÃO APENAS NO COMÍCIO DE LULA E DILMA, MAS ANTES ATRAVÉS DOS ATOS ESPONTÂNEOS FEITO PARA APOIAR DILMA, A MAIORIA SEM NENHUMA PARTICIPAÇÃO DO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PT(QUE SOMENTE ERA CONVIDADO PARA OS EVENTOS QUANDO ELES JÁ OCORRIAM)E QUE CRIOU UMA IMENSA REDE MOBILIZATÓRIA, INTERLIGADA PELAS REDES SOCIAIS, QUE ESTÁ PRONTA PARA VOLTAR AO PROTAGONISMO QUANDO AS GRANDES QUESTÕES NACIONAIS ASSIM EXIGIREM E O PT OU A SOCIEDADE CIVIL FIZEREM O CHAMAMENTO QUE TEM QUE OCORRER PARA QUE O GOVERNO DILMA APROVE AS REFORMAS ESSENCIAIS PARA O BRASIL EVOLUIR, A COMEÇAR PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA. Posso estar errado, mas para mim mim Marina Silva já era; ao menos no Nordeste; e o PSB tenderá a encolher ou voltará a ser um aliado do Governo. SÓ FALTA VOCÊ RECORDAR UM ASPECTO PRINCIPAL AO DIAGNOSTICAR ESSA AMBIÇÃO DE MARINA SILVA, ALÉM DA EVIDENTE AMBIÇÃO DA ECOCAPITALISTA, TEMOS QUE RELEMBRAR A MONSTRUOSA INVEJA PESSOAL QUE ELA SENTE DE DILMA, CAPAZ DE FAZER MARINA DESTILAR RANCOR E INVEJA EM CADA POSTURA QUE ADOTA, PERCEPTÍVEIS PARA QUALQUER UM QUE TENHA UM POUCO DE SENSIBILIDADE. OU SEJA, ALÉM DA PRESIDÊNCIA, MARINA QUERIA DESTRUIR DILMA, FRACASSOU EM AMBOS E TERÁ COMO DESTINO A NULIDADE POLÍTICA. PARA QUE OS BRASILEIROS APRENDAM A LIÇÃO E NÃO MAIS SE DEIXEM ENGANAR POR DEMAGOGOS OU DISCURSOS VAZIOS SOMENTE A POLITIZAÇÃO DA SOCIEDADE, ADVINDA DA PLURALIDADE INFORMATIVA, PODERÁ IMPEDIR QUE OUTRAS MARINAS SURJAM. POR ISSO TEMOS QUE DEMOCRATIZAR AS COMUNICAÇÕES OU ESTAREMOS SEMPRE REFÉNS DE DEMAGOGOS.

    • Carlos Henrique, perfeito. E parabéns pelo teu comentário sobre preconceito regional num outro post mais antigo que não deu pra comentar lá, penso o mesmo que você e externei isso no “post perdido”.

      Eu disse na ocasião (e também disso isso no blog do Vianna) que a votação de Dilma em PE na pior das hipóteses (dividindo os votos de Marina ao meio) seria em torno de 67%, mas tinha certeza que dava mais de 70%.

      Tanto que a Globo e o resto do PIG omitiram as pesquisas de intenção de voto em PE sabendo do apoio dado a Dilma, mais uma fraude do PIG com as pesquisas pra induzir voto ou tentar baixar os votos de Aébrio na região.

      Eu dizia à época do primeiro turno quando o candidato fantoche de Campos começou a subir que se desse pra levar a eleição de governador pro segundo turno ele perderia, só que vc sabe o que rolou, o voto irracional e emocional da Talibã das Selvas puxou os votos pra governador e culminou nessa tranqueira que foi a eleição desse fantoche/mamulengo de Campos pro Campos das Princesas.

      Mas o PT pode vir forte pra 2016 pra eleição do Recife se não fizer a lambança que fizeram em 2012 e o João Paulo parar de fazer “graça”.

  9. Tenho dúvidas de que Aecio terá condições de se posicionar novamente como candidato do psdb em 2018. Acho que Alckmin vai ser o candidato, se a falta dágua não o afundar desde agora.

  10. O PSB pode se aliar (ou melhor, fundir) ao PSDB, basta colocar o D no nome. Agora, acho que ficou feio foi para o Romário, que se diz crítico da CBF, se aliar ao Aécio que é uma pessoa muito ligada à CBF.

    O PSB não pode mais exigir ser chamado de socialista, pois deixou de ser socialista há tempos. Ou será que o PSB quer ser daquele socialismo que tinha no nome do partido nazista?

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