São Paulo quer que Haddad faça milagre

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Quem escreve este texto não é o blogueiro, mas o cidadão. E, mais do que um texto, isto é um compungido lamento.  Um lamento pela prova inconteste da própria estupidez que vem sendo dada pelo povo da cidade em que nasceram meus tetravós, meus bisavós, meus avós, meus pais, eu, meus filhos, meus netos e todos os que amo.

E pouco consola que não seja todo o povo de São Paulo que esteja demonstrando um comportamento infantil e irresponsável, mas que também decorre, em larga medida, da forma como os políticos brasileiros conduzem suas campanhas eleitorais, ou seja, mostrando realizações que sabem que custarão a se materializar, caso se materializem algum dia.

Contudo, um povo à altura da importância que São Paulo tem no cenário nacional deveria ter um pouquinho mais de maturidade. Ou será tão difícil entender que o que todos os candidatos apresentam em suas campanhas é marketing e que mesmo o mais bem-intencionado prefeito não tem como fazer tais melhorias acontecerem rapidamente?

O prefeito Fernando Haddad venceu há pouco mais de um ano a eleição que o guindou ao cargo que ocupa, mas não completou nem um ano de governo e, apesar de todo munícipe paulistano saber da situação que herdou, passou a exigir-lhe o que só seria cabível talvez ao fim deste seu mandato. Mas não é só – como se fosse pouco…

O mais impressionante é que a cobrança extremada que fazem ao prefeito começou quando ele ainda mal tinha “tomado pé” de sua administração. Após o QUINTO mês de governo, a cidade se inflamava exigindo que, pela primeira vez na história recente, a prefeitura arcasse sozinha com os reajustes dos contratos com o setor privado para o transporte público.

Endividada até o pescoço, suja, violenta, crescentemente congestionada por uma enxurrada de novos veículos que a indústria automobilística despeja a cada dia em suas ruas, só Jesus Cristo poderia operar o milagre de resolver os problemas de São Paulo em tão pouco tempo.

Com efeito, Haddad não prometeu nenhum milagre. O marketing político que TODOS os candidatos a TODOS os cargos eletivos usam não pode ser levado ao pé-da-letra por pessoas minimamente racionais. E o que é pior: esse povo cobra milagres de alguns governantes e não cobra de outros.

O paulistano, pois, não sabe valorizar nem o seu próprio bem-estar. Age como criança.

Ora, o PSDB está há praticamente vinte anos governando o Estado. Ao longo desse tempo, a mesma capital paulista que, em boa parte, tem sido capaz de comprar acusações ao atual prefeito por corrupção ocorrida no governo anterior demonstra ignorar quanto de culpa pela situação é do governo estadual.

E, como se não bastasse, o paulistano tem tido uma tolerância com os escândalos envolvendo o governo do Estado que só Freud explica. Ou a teoria da “Síndrome de Estocolmo”…

O fato, pois, é que o tesouro de São Paulo perdeu alguma coisa próxima a 600 milhões de reais por estar tendo que arcar sozinho com os vinte centavos que a população não quis pagar a mais pela passagem de ônibus. Então, o governo elabora um plano para cobrar mais IPTU de quem tem mais – e menos de quem tem menos – a fim de recuperar o orçamento desmontado.

E o que faz o povo? Diz que não paga.

Desse modo, se “as ruas” comeram uma quantidade tão expressiva de recursos vitais a uma administração tão endividada, a Justiça, novamente com os olhos no “clamor público”, impede o prefeito de tirar de algum lugar os recursos que impedem o orçamento da cidade de “fechar”.

O povo de São Paulo parece embriagado. Tira recursos da prefeitura e quer aumentar suas despesas. É como um condomínio em que os moradores exigem melhorias enquanto se recusam a pagar para que sejam feitas. E ainda retiram recursos do caixa desse condomínio. Ou seja, São Paulo quer que Haddad faça milagre.

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163 Comentário

  1. Niro
    23/12/2013 • 09:04

    Será que o Haddad fosse do PSDB vc digitaria tanta besteira contra?
    Ahhh vai te catar. Vai ser reacionário assim la nos quintos dos infernos.

  2. Acho que o paulistano que votou em Haddad não espera milagre, mas tão-somente a aplicação da
    plataforma política de esquerda que o fez se eleger alcaide da nossa maior metrópole…. Ao invés disso, ele
    prefere fazer proselitismo tentando aumentar absurdamente, em menos de um ano, o IPTU paulistano.

    Haddad, inspire-se nos corajosos jovens das Jornadas de Junho!!! Nada de comodismo que vem marcando
    a cúpula do PT.

    • Outro calhorda boçal!

      Meu filho, você não percebeu o aumento que vocês tiveram nesses anos Alckmin/Serra/Kassab?

      Agora que alguém reduziu alíquotas para os mais pobres, cobrando dos ricos a valorização que eles se deram, você quer falar sobre esse movimento de merda que aconteceu em junho?

      Por que eles não aparecem para defender o povo humilde da cidade? Eu mesmo respondo: são uns filhinhos das putas, e de papais idem, que boçalizaram os movimentos que deveriam ser feitos!

      Vá fazer passeata da TFP, lá é que é teu lugar!

    • Tópico anterior deste mesmo blog:

      Kassab aumentou IPTU em até 357% e Fiesp não deu um pio

      Não vou nem responder a esse mentiroso chamado Fabrizio, o artigo do Eduardo já desmonta sua mentira boçal, mostrando que o Kassab aumentou muito mais o IPTU sem nenhuma reclamação dos boçais como ele.

      Porém vale sempre a pena deixar claro que o reajuste do IPTU proposto pelo Haddad (e bloqueado por ação POLÍTICA e ILEGAL do judiciário) REDUZIA o IPTU dos bairros mais pobres e que o aumento nas áreas mais ricas era apenas uma adequação do valor do IPTU `valorização dos imóveis, conforme é previsto em lei.

      Dessa forma o que o Fabrizio defende com suas mentiras é que os ricos paguem menos do que devem e que os pobres continuem subsidiando os ricos ao pagar proporcionalmente muito mais IPTU, já que vivem em bairros com muito menos investimento e serviços da prefeitura (e portanto com valorização maior do valor venal).

      Esses são os tucanos, os defensores dos fortes e dos opressores, o curral que acolheu a extrema direita, que vive da corrupção e com fortes ligações com o crime organizado.

      • Ora, Ruy; então Haddad foi eleito para promover a mesma política de Kassab, é??!! Pelo que entendi, a sua
        reclamação é que Haddad pode e deve fazer a mesma política de aumento de IPTU de Kassab. O erro,
        então, está na mídia, que agora critica o aumento…. Boa lógica…. é com esse pensamento que o PT está
        cada vez mais se distanciando do povo e se aproximando da direita!

        • Não, otário, ele foi eleito para administrar uma cidade estado e estão querendo que ele afunde para colher frutos mais tarde. Leia isso, por favor:

          23/12/2013
          Paulo Skaf: interesses de raiz contra o IPTU
          ________________________________________
          Saul Leblon

          Oportuna revelação de reportagem da Rede Brasil Atual mostra que o presidente da Federação das
          Indústrias do Estado de SP, Paulo Skaf, age em benefício próprio na cruzada para os ricos não pagarem o IPTU progressi-vo previsto pelo prefeito da capital, Fernando Haddad.

          Skaf há muito deixou de ser industrial e menos ainda guarda qualquer identidade com o figurino do interesse público com o qual se apresenta nas propagandas enganosas na tevê.
          Seu negócio, sintomaticamente, é o mercado imobiliário. Os laços neste caso são estreitos e antigos.
          Coisa de raiz.

          Em 2004, a revista Istoé , em um perfil elogioso do então candidato à presidência da Fiesp, revelou, digamos assim, o pendor de berço pelo ramo: ‘ (Skaf) fechou seu primeiro negócio aos 14 anos, quando ganhou um dinheiro razoável, uma comissão pela venda de um andar na avenida Paulista, de propriedade do pai de alguns amigos, para um grupo empresarial japonês’.

          Tomou gosto pela coisa.

          Hoje, a empresa ativa em seu nome, conforme revela a reportagem da Rede Brasil Atual, chama-se BTS Em-preendimentos Imobiliários Ltda. Opera no ramo da “Compra e venda de imóveis próprios e aluguel de imó-veis próprios”.

          Já a Skaf Participações e Administração de Bens Ltda., teve a atividade alterada em 2010 – até então alugava máquinas têxteis do espólio fabril – com foco também em “aluguel de imóveis próprios, gestão e administra-ção da propriedade imobiliária”.

          Ou seja, estamos diante da velha figura do senhorio travestida em simulacro de capitão da indústria, que ago-ra fala em nome dos interesses gerais da sociedade para defender o próprio bolso.

          O novo IPTU de SP, implodido pelo sugestivo quarteto formado pela mídia tucana, a Fiesp, o PSDB e Joaquim Barbosa, elevaria a alíquota da mansões e propriedades de aluguel de Skaf e as de outros nababos quatrocen-tões que iscaram a classe média contra o prefeito.

          Segundo a reportagem da Rede Brasil Atual, o império imobiliário de Skaf está registrado por valores que equi-valem hoje, em média, a 30% dos de mercado.

          Com a atualização prevista por Haddad (sobre a qual incidiria o IPTU), chegaria a 59% do preço de mercado.

          Simples assim.

          Em 2004, quando interessava bombardear o novo herói liberal – que disputava a Fiesp com um candidato liga-do ao PSDB e fazia acenos ao Planalto – o jornal Folha de SP montou um perfil revelador do personagem e de suas personas.

          O texto revela que além de ser uma ficção de industrial Skaf também se notabilizara como mau patrão.
          Sua folha corrida incluía então calotes no recolhimento do INSS de funcionários, ademais de pendências traba-lhistas pelo não pagamento de décimo terceiro salário.

          Para se ‘legalizar’ na corrida pelo voto dos industriais, tornara-se uma espécie de testa de ferro do setor têxtil ao qual já não pertencia há anos.

          É esse produto típico do patronato liberal que emerge agora como o campeão dos direitos dos cidadãos contra uma fórmula de IPTU que taxa mais os ricos para poupar os pobres e financiar serviços inadiáveis reclamados por toda cidade.

          A Skaf não se pode negar o mérito da coerência: ele está apenas aplicando na esfera municipal os mesmos princípios e valores da trajetória que o levou ao cargo de patrão dos patrões, mesmo tendo como único víncu-lo com seus pares um legado de dívidas e calotes trabalhistas.

          (abaixo, a matéria da Folha de SP de 29/04/2004)

          Novo presidente da Fiesp é um “sem-indústria”
          19/09/2004/FSP

          Skaf Indústria Têxtil Ltda., eis o nome da empresa de Paulo Antonio Skaf, o presidente eleito da Fiesp. Tem sede em São Paulo e filial em Pindamonhangaba. Figura nos cadastros da Receita Federal como firma “ativa”. No mundo real, foi à breca.

          Sob a biografia de sucesso no ramo do sindicalismo patronal, Paulo Skaf esconde um infortúnio que deslustra o currículo do homem de negócios. No próximo dia 27, a Fiesp passará às mãos de um “sem-indústria”.

          A ficha de inscrição da chapa que triunfou na Fiesp informa que, além de dono da Skaf Indústria, Paulo Skaf é vice-presidente do conselho administrativo da Paramount Lansul S.A., empresa do amigo Fuad Mattar.

          “Eu convidei o Paulo [Skaf] para o conselho há uns seis, oito meses”, conta Fuad Mattar. “Temos pelo menos uma reunião por mês. Se ele usou o nome da Paramount, isso me enche de orgulho.”
          A julgar pelo conteúdo dos computadores de Brasília, o abrigo no conselho da Paramount foi providencial para Paulo Skaf.

          De acordo com os arquivos do Ministério do Trabalho, deu-se no dia 2 de janeiro de 2001 a demissão de Janete Alves dos Santos. Era a última empregada que a Skaf Indústria Têxtil mantinha registrada no cadastro da Rais (Relação Anual de Informações Sociais). Janete recebia R$ 1.577,21 por mês quando foi para o olho da rua.

          Os terminais eletrônicos do INSS anotam o nome de outro “empregado”, único sobrevivente na folha salarial da companhia. Vem a ser o próprio Paulo Skaf. Em dezembro de 2001, data da última atualização dos dados, amealhava R$ 180 mensais.

          Mergulhando mais fundo nos anais do INSS, descobre-se que, ao tempo em que mantinha quadro regular de funcionários, a Skaf têxtil acumulou dívidas com a Previdência. Em abril de 1999, quando o débito somava R$ 918,6 mil, o governo, então sob FHC, decidiu bater à porta dos tribunais.

          Em agosto de 2000, a Justiça expediu mandado de penhora dos bens da indústria Skaf. Era tarde. Cinco meses antes, a empresa aderira ao Refis, o programa de parcelamento de débitos fiscais. Além da dívida com o INSS, Paulo Skaf reconheceu um passivo com a Receita. Tudo somado, o total parcelado foi a R$ 1,074 milhão.

          Sancionada por FHC em abril de 2000, a lei do Refis abriu uma janela de oportunidades. O pagamento dos tri-butos em atraso foi atrelado a um percentual do faturamento (1,5% no caso da indústria Skaf). Sem prazo para a quitação.

          Entre março e dezembro de 2000, a Skaf têxtil recolheu ao fisco R$ 360 mensais. A partir de janeiro de 2001, passou a pagar R$ 12 por mês.

          Adocicado pelo Refis, o passivo da firma de Paulo Skaf foi excluído do rol de pendências sujeitas a ajuizamento. Folheando o processo de cobrança movido pelo INSS (2ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo), o repórter descobriu que o governo tentou levar adiante a execução.

          A procuradoria do INSS alegou que, apesar do parcelamento das pendências pretéritas, a indústria Skaf deixara de efetuar o pagamento de débitos correntes de 2001. Mencionaram-se contribuições sociais incidentes sobre o 13º salário dos empregados.

          Em resposta, os advogados de Paulo Skaf levaram aos autos um documento que corrobora a atmosfera de ruína que corroeu a empresa. A peça de defesa está datada de 24 de setembro de 2002. Anota à página cinco: “Com relação ao 13º salário de 2001, cumpre ressaltar que a empresa não dispõe de funcionários, razão pela qual não houve obrigação de recolher contribuição social”.

          Em julho de 2003, já de olho na Fiesp, Paulo Skaf agiu como se desejasse suavizar a imagem de sua indústria. Migrou do Refis para outro programa de parcelamento, baixado sob Lula. Chama-se Paes.

          A despeito de ter sido apelidado no Ministério da Fazenda de “Mães”, o Paes tem regras menos concessivas que as do Refis. Um exemplo: fixa o prazo de 180 meses para liquidação dos débitos. A primeira parcela amor-tizada pela Skaf têxtil foi de R$ 2.000.

          Súbito, a dívida tributária da empresa minguou. Nos computadores da Receita, caiu da casa do milhão para R$ 398.189,98 (valor de maio de 2004).

          “Aproveitamos créditos decorrentes de processos administrativos e judiciais”, informa Helcio Honda, advogado do presidente eleito da Fiesp.

          O diabo é que, por ora, o INSS desconhece a compensação de créditos. Nos arquivos eletrônicos do instituto, que não dialogam com os congêneres da Receita, o débito previdenciário da firma somava na última segunda-feira R$ 977,2 mil.

          Nas palavras do advogado Honda, Paulo Skaf é “um patriota”. Foi por “seriedade” e não por conveniência elei-toral que abdicou de um programa que o favorecia, o Refis, para ingressar em outro mais draconiano, o Paes. A dívida remanescente, diz ele, “será quitada em 143 meses”.

          O doutor Honda informa que a indústria de seu cliente começou a definhar na década de 90. Foi dobrada pela concorrência dos têxteis vindos da China.

          A Junta Comercial de São Paulo guarda um documento que diz muito sobre o estágio atual dos negócios do novo presidente da Fiesp, eleito sob os auspícios do Palácio do Planalto. Trata-se da ata de fundação, em maio de 1998, da empresa Turn Key Parques Empresariais Ltda.. Tem como sócios Paulo Skaf, Aref Farkouh e Cláudia Farkouh.

          A Turn Key dedica-se a alugar o maquinário que jaz nas instalações da indústria Skaf. De industrial, o novo presidente da Fiesp converteu-se em locador de utensílios têxteis. Uma atividade que, segundo o doutor Hon-da, proporciona lucros “pouco expressivos”.

          • Muito esclarecedor… portanto temos aqui algo semelhante a um estelionato… ou não?

  3. Novo site que desmonta a farsa do mentirão: http://www.acao470.com.br/

  4. Vocês merecem se lascar completamente! Vai ter tanta identificação com o opressor não só em Estocolmo, mas no Hospital Psiquiátrico! Afinal, se é verdade que os que “protestaram” contra Dilma, e também Haddad, nada mais eram do que os mauricinhos e patricinhas das classes médias e alta, muito bem comandados e apoiados pela classe dominante, pelos EUA e por poderosos interesses estrangeiros que querem retirar o PT do poder e apossar-se do Pré-Sal(a composição social dos “manifestantes” é uma prova inequívoca dessas afirmações, sua falta de representatividade real é tanta que, conforme pesquisa Datafolha, 75% dos “protestadores” tinham curso superior, num país onde só 15% da população tem esse grau de instrução). Pois bem, se é uma verdade com comprovação numérica a composição classista dessas tais “passeatas” golpistas de junho, ou seja, que até mesmo em São Paulo os pobres, beneficiados pela ESPANTOSA melhora de vida patrocinada pelos governos Lula e Dilma, não protestaram, porque não tinham o que protestar, e que a perda de apoio popular de Dilma deveu-se não a uma inexistente insatisfação das pessoas com seu Governo, mas ao abalo de cunho puramente emocional(medo)causado pelos baderneiros do “face”, sem respaldo racional concreto, tanto que em pouquíssimo tempo, assim que passou a emoção primária do medo, as pessoas voltaram a apoiar a Presidenta, que vem recuperando popularidade numa velocidade ainda maior que a de Lula quando recuperou-se do abalo causado pelas “denúncias” do “mensalão”; ou seja, assim que voltaram a julgar com a razão, os pobres brasileiros retomaram o apoio a Dilma, enxergando os benefícios que sempre viram em suas vidas. Do mesmo modo que essas constatações são verdadeira, com comprovação numérica, também pode-se comprovar pelos números que os pobres de São Paulo são incapazes de fazê-lo em relação a Haddad; aliás, mesmo nacionalmente, é em sua cidade que o PT obtém os menores índices de apoio popular, que contudo ainda são muito melhores que os obtidos pela administração petista municipal. É POR ISSO QUE O PAULISTA BURRO, QUE NÃO ENXERGA A MELHORA DE UM IPTU PROGRESSIVO, QUE COBRARIA MAIS DOS RICOS E MENOS DOS POBRES(INCLUINDO-SE NESSE “MENOS” NÃO APENAS AUMENTOS MENORES DO QUE SE APLICADA A “FÓRMULA” HABITUAL DE REPASSAR A INFLAÇÃO ANTERIOR, MAS ATÉ MESMO EXPANSÃO DAS ISENÇÕES); É O MESMO QUE FALA FININHO COM OS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO DO PSDB E DO PFL(E QUANDO “FALA” É PARA CULPAR O PT PELO QUE O PRÓPRIO PARTIDO DENUNCIOU! ISSO É QUE É CIDADE “DESENVOLVIDA”!!!). Pode-se culpar a mídia e o silêncio covarde do PT por isso, é verdade e ambos têm que ser modificados bastante, (a mídia tem que ser democratizada e o PT precisa entender que política não se faz com marketing, MAS COM MOBILIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO); mas também é inegável que no plano nacional a mídia é igualmente concentrada e o PT definhou sua articulação social, embora ela ainda exista e seja sua boia de salvação, e ainda assim os brasileiros intuíram claramente qual o lado que devem escolher. Ou seja, dá para perceber-se o quanto vocês têm uma enorme parcela de culpa na merda de cidade em que vivem e nos bandidos que escolhem para governá-la. Por isso, a cada dia se tornam a âncora nacional à deriva no buraco negro de sua miopia.

    • Muito bem, Carlos Henrique. É bom ver um “desabafo que não abandona a razão”. E, se me permite, quero dar um pitaco neste espaço: só vamos compreender a adesão dos paulistanos (e dos paulistas em geral) a esse partidinho de merda que é o PSDB e à mídia que o apoia quando entendermos as razões que movem as pessoas. Elas não são assim tão ignorantes, não. São movidas, sim, por interesse mesquinhos, conscientes e com dosagens certa de violência, na medida da necessidade de sua defesa. A nossa sociedade é meritocrática. Devemos entender que mérito é diferente do governo pelo mérito. Aquele se organiza na defesa de seus interesses e, junto com outras organizações, partem todos para a ação política. O PSDB é o resultado confesso e ideológico desta estratégia. Um governo, no entanto, não pode ser uma meritocracia porque as necessidade e os interesse difusos de uma população não dependem do mérito das pessoas ou de classes. Esta é a origem do conflito que assistimos em nossos dias. Achar que os que protestam são sonsos é um erro. Eles estão a serviço dos seus interesses de forma organizada e praticam a maldade consciente e a população em geral é que se dane.

  5. Considero que o prefeito Fernando Haddad tem uma certa culpa no fato dos paulistanos quererem milagre da prefeitura e nada cobrarem dos governos propineiros do PSDB. Se o prefeito Haddad usasse mais os blogues progressistas para se comunicar, além de um blog oficial da prefeitura (tal qual o Blog da Petrobrás) e colocasse menos dinheiro público da prefeitura em propagandas no PIG (transferindo esses recursos para os blogues progressistas e outras mídias) talvez os paulistanos entendessem que a Prefeitura vem fazendo o possível para governar, mas que vem sendo atacada sistematicamente pela imprensa do PIG.

    A prefeitura de São Paulo deveria cobrar institucionalmente do Congresso Nacional e do Governo Federal a Ley de Medios, que facilitaria muito a vida dos governantes progressistas, sérios e honestos ( o que não é o caso dos governantes tucanos).

  6. A cobertura da grande imprensa sobre o IPTU proposto pelo Haddad foi de uma desonestidade a toda prova, em momento algum foi mostrado com clareza a forma como seria implementada; aumento em áreas nobres e a redução nas áreas pobres, conheci dezenas de pessoas na periferia que seriam beneficiadas pelo IPTU progressivo e pasmem, estavam reclamando!! por absoluta falta de informação honesta da grande mídia essa população achava que iriam pagar mais, quando era justamente o contrário

  7. Honestamente, se a solução dele para São Paulo era aumentar os impostos, não precisava ter se candidatado. Até eu administro a cidade fazendo isso.

    É espantoso como alguém tão desqualificado como chega a um posto como o comando da maior cidade do país. A gente acha que isso é coisa do passado, da época em que um Collor de Mello se elegia, mas volta e meia acontece de um aventureiro/amador chegar lá. Por sorte, é cada vez mais raro. Mas o estrago é sempre grande.

    • Ué, mas o Serra também aumentou impostos. O Kassab também. Que adiantaria se seus candidatos tivessem vencido a eleição? Aliás, queria saber que chefe do poder executivo municipal não reajusta IPTU. Se conhecer algum, vire empresário dele e leve-o à televisão, panaca

      • Aliás… Benjamin Franklin já protagonizou a frase: Nossas únicas certezas são: A Morte e os Impostos! Mas como tem gente que tenta fugir dessa realidade!

    • Otávio otário.

      • Acho gozado, a população em geral e sobretudo a classe média exige um serviço público de excelência mas desde que o outro pague a conta, afirmar que Haddad é um mau prefeito porque propôs um modelo de IPTU mais justo é pura estupides, os ricaços que possuem vários imóveis ociosos nas regiões nobres para especulação imobiliária são os que mais estão reclamando, querem pagar menos que barracos na periferia

  8. boa noite Edu.

    ocorre que em São Paulo, a grande maioria massacrante são APs,
    Analfabetos Político. E quando vc chama um familiar de AP,
    o lazarento quer brigar com vc, e é por isso que passo meus
    natais e anos novos com meus livros, parente é coisa do satanàs.
    Tô fora, não fico com bandos de filhos…..

    um grade abç.

    • Augusto…

      Nessa estamos juntos.

    • Pô, Augusto, como eu queria que aqui em SC fosse diferente…
      Mas não, é igualzinho!
      Vou passar o Natal LOOOOOOONNNGE dos meus parentes.
      Que pena!

    • Augusto, que bom encontrar uma alma gêmea! Eu também fujo desta hipocrisia que é o Natal e Ano Novo, alegria com data marcada. Mais permeia o ódio do que o amor, nestas datas. A única coisa que eu não consigo escapar é da barulheira dos rojões. Eu e os cães, com frequência mais nobres que a patuleia consumista, sofremos juntos com o barulho.

  9. Feliz Natal, Edu e família!

  10. Não são 20 centavos saindo do seu bolso e sim mais de 600 milhões a menos para serviços públicos em prol da coletividade, e ainda por cima dão fim a CPMF q era meio de distribuição de renda, aumento de IPTU para os ricos é vendido por estes como prejuízo para os pobres, enfim, 2013 foi de fato um ano muito bom para a elite tupiniquim e sua contumaz sovinagem

  11. Feliz natal pra vc Victoria e família Edu. Forte abraço.

  12. FELIZ NATAL PARA O MUNDO (Cláudio José)

    Vou botar o meu sapatinho na janela

    Chegou o natal, é hora de comemorar

    O menino Jesus nasceu para amar e perdoar

    Minha casa, é sua morada, minha família espera sua visita

    Jesus meu salvador, venha me visitar essa noite

    Jesus meu salvador, venha abençoar o meu lar, amigos e parentes

    É natal, noite feliz! É natal! Noite iluminada pelo anjos

    Que o mundo celebre em paz, o nascimento do filho de Deus

    Que o mundo não esqueça, daqueles que estão sofrendo

    Que o mundo comemore o seu nascimento, e seus ensinamentos

    Jesus vive! Jesus é o nosso salvador! Jesus derrame o seu amor

    Feliz natal! É o nascimento de um novo tempo, de paz, amor e muita saúde, para o mundo inteiro!

  13. Olá Edu, seria legal fazer uma tabela mostrando os índices oficiais de aumento da inflação e do IPTU em São Paulo desde o período da Erundina (ou o imediatamente anterior) até agora. Faço-o tomar conhecimento de que durante o período da Marta o imposto da minha casa caiu a ponto de em seu último ano de mandato ter sido mais barato do que no último ano do período imediantamente anterior; ou seja, do governo Pitta.
    Outra sugestão é apurar a dívida em relação PIB do mesmo período do Município e do Estado de São Paulo. Não tenho certeza nem as informações oficiais, mas acho que os tucanos e assemelhados aumentaram essas dívidas muitos mais. Contudo pregam que são excelentes administradores. Na federação, sabemos o que aconteceu com a dívida em relação ao PIB e o que aconteceu posteriormente, no governo Petista.
    Fique com um abraço e um feliz Natal.

  14. Correção: leia-se “imediatamente” onde está imediantamente.


  15. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” * Joseph Pulitzer.


    “Se você não for cuidadoso(a), os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” * Malcolm X.



    Ley de Medios Já ! ! ! . . .



  16. Infelizmente a população não foi devidamente esclarecida sobre o aumento do IPTU . Enquanto a comunicação do PT não melhorar vão continuar levando porrada.

  17. Os erros dos outros não podem justificar os atuais.Kassab, maluf, pitta o escambau. Vamos discutir ESTE caso em particular. Não tem que aumentar aliquota de imposto. Ponto final. Além de fazer a chamada tributação socialmente justa, Haddad quer aumentar a arrecadação real. NÃO!
    O tal MPL, bando de moleques aloprados, deveria ter sido ignorado. Qeu protestem, usem seu direito.
    Ora, alguém sempre paga o subsidio do ônibus, o preço da gasolina que a petrobrás não sobe, entre outros subsídios eleitoreiros. Quem paga? Você seu bobão. De que adianta passagem barata se a prefeitura é que banca? De onde vem a $$$$ da prefeitura? Chega. Haddad já era coitado.

    • Você é um calhorda por que quer e gosta ou está levando uns para escrever tanta cafajestagem? Haddad já era, decretou o JB Troll! E já está fora com um ano de gestão, seus patrões ficaram 30 anos ininterruptamente, considerando a nova fase democrática, e na fase da ditadura mais vinte e não fizeram merda nenhuma e quer que o trabalhismo resolva e limpe a bosta que vocês deixaram em 12 meses!

      Ah! Edu, não dá para ter serenidade com um calhorda como esse!

  18. Me lembra o cenário dos EUA quando Obama assumiu , o país em total desastre financeiro , internacional , de valores e com manifestações sociais.
    Obama consegue escapar da armadilha , dificilmente alguém resolveria todos os problemas e os republicanos imaginavam que acabariam ganhando de novo pois o governo Obama seria quase um fracasso em função das condições que encontrou. Nos EUA houve a continuidade e o segundo mandato possibilitando alguns resultados e fazendo a sociedade , a maior parte , acreditar que em prazo maior a proposta democrata era melhor que a republicana.
    Talvez este o desafio de Haddad , formatar um plano de governo para SP conseguir alguns resultados e principalmente fazer crer a população que em maior tempo Sampa se tornará melhor com sua proposta e da coligação que o elegeu do que com o governo anterior.
    A seu favor o longo período que os tucanos governaram e seus resultados pífios , contra a pouca ainda politização do eleitorado de ver política nestes termos e não no imediatismo e mesmo fisiologismo.
    Por enquanto é difícil prever o resultado da próxima eleição e além deste fatos o eleição para governador , em caso de vitória da oposição SP deslancha , de derrota a prefeitura ficará com menos asas e sofrendo o ataque da mídia como causadora dos problemas , pode ser definitiva para SP passar ater outro rumo , e ficando mais fácil parar a sociedade perceber e aprovar isto.
    O destino de SP e seus recursos públicos , ou uma nova forma de gerenciar o estado e estes recursos , isto que a sociedade de SP terá que decidir , com os tucanos eles já sabem como funciona.
    Saudações natalinas progressistas.
    Resenhadopipo.blogspot.com , os vários problemas persistem mas está no ar rs rs rs , cada vez que abro dependendo do computador aparece um texto diferente rs rs rs , Ano Novo e o debate sempre vivo e bombante , Falou.

  19. E isso tudo sem falar do dinheiro público que o Skaf está usando em sua campanha.

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