Leilão de Libra: extrair petróleo do mar não é como em terra

Venho sendo cobrado nas redes sociais – e até aqui no blog – para que me posicione sobre o Leilão de Libra através do regime de partilha, o que vem sendo tratado como “crime de lesa-pátria” – quando não de “lesa-humanidade” – por setores da esquerda.

Essa política em torno da exploração das reservas do Pré Sal, descoberto em 2007, integra a categoria de debates que geram muito calor e nenhuma luz. Leio que Dilma Rousseff estaria “doando” Libra a grandes empresas petrolíferas estrangeiras.

Para simplificar a discussão, dizem que nos países produtores de petróleo em que multinacionais do setor são chamadas a compartilhar a exploração desse tipo de commoditie o Estado fica com cerca de 70% a 80% do que for extraído e no campo de Libra o Estado brasileiro pode ficar com cerca de 40%.

O crime de “lesa-pátria” estaria no seguinte: o petróleo existente no campo de Libra já foi localizado. É só perfurar, extrair e correr pro abraço. Por conta disso, deixar que os estrangeiros fiquem com cerca de metade do que extraírem seria “entreguismo”.

Vale lembrar que se o candidato José Serra tivesse vencido a eleição presidencial de 2010 teria que cumprir compromisso que firmou com petrolíferas estrangeiras de lhes entregar os campos do Pré Sal – onde o petróleo já foi descoberto – sob o regime de concessão.

No regime de concessão, a empresa petrolífera estrangeira fica com quase tudo que extrai e paga ao país em que o petróleo foi explorado apenas uma comissão, ou royalties.

O Brasil se livrou de ser roubado ao eleger Dilma Rousseff, portanto. Não se pode conceder um campo de petróleo em que o petróleo já foi encontrado sob o mesmo regime de quando há risco de quem prospecta não encontrar nada.

Isso, sim, seria crime de lesa-pátria.

Dilma está leiloando o campo de Libra sob o regime de partilha, em que o país onde há petróleo divide com uma eventual empresa estrangeira o lucro da extração, ficando com uma parte maior do que for extraído.

O governo tentou obter uma remuneração maior no campo de Libra, mas sob regime de partilha estão aparecendo poucos interessados entre as grandes empresas petrolíferas estrangeiras.

Todas as grandes petroleiras, como as quatro gigantes norte-americanas Exxon Mobil e Chevron e as britânicas British Petroleum (BP) e British Gas (BG), e agora também a gigante espanhola Repsol, não se interessaram pelo que setores da esquerda vêm chamando de “doação” do Pré Sal.

Como escrevo antes do leilão programado para este 21 de outubro, só o que se sabe, até aqui, é que apenas empresas chinesas podem acabar participando do consórcio que o governo tenta formar para extrair o petróleo do campo de Libra.

A primeira pergunta que surge, portanto, é a seguinte: se o governo brasileiro está fazendo um negócio tão ruim para o país, se está realmente “doando” o campo de Libra, por que há tão poucos interessados?

A explicação é muito simples. A remuneração entre 70% ou 80% nos regimes de partilha de campos de petróleo em que já se sabe que são produtivos é atraente em países produtores do Oriente ou mesmo das Américas nos quais o petróleo está em terra firme. Não é o que acontece com o Pré Sal, no campo de Libra.

Vamos entender o seguinte: é diferente explorar petróleo no deserto do Oriente e no mar. A tecnologia e os custos de extração via plataformas marítimas são exponencialmente maiores. Por isso, as grandes do setor de petróleo não se interessaram pela “doação” de Dilma.

O fato é que o Brasil é um país que tem necessidades imensas de recursos para Saúde, Educação, Habitação, infraestrutura etc. Não podemos deixar aquela riqueza incomensurável sob o mar só para não partilhar lucros.

A Petrobrás não possui recursos próprios em volume suficiente para explorar o campo de Libra como se faz necessário. Por conta disso, para fazer essa exploração precisa de parceiros do setor privado, estrangeiros ou não.

Por não saber como extrair o petróleo de Libra sem associação com estrangeiros, os que combatem o leilão chegam a pregar que se deixe o petróleo lá, inexplorado.

Só pode ser brincadeira. O petróleo, hoje, é uma riqueza imensa. Amanhã, com o avanço da tecnologia, poderá não valer nada ou valer muito menos. Temos, portanto, que extrair essa riqueza de nosso litoral o quanto antes e antes que seja tarde.

Se alguém tiver alguma solução melhor do que o leilão do campo de Libra como está sendo proposto pelo governo, que fale agora. Porém, pregar que não se faça nada só para que os estrangeiros que vierem explorar não lucrem, é uma cretinice.

Ou, melhor dizendo, é politicagem barata.

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244 Comentário

  1. Prezado Eduardo:
    No texto que escreví às 16:57h tomei como referência bibliográfica o livro Energia e Relações Internacionais, de Igor Fuser, Ed.Saraiva. Belíssimo livro que merece ser lido por todos que se interessam por este assunto.

    • Que coisa, ein, Eduardo ?! Entregaram o campo de Libra para os estrangeiros, assim,sem mais aquela ???
      Caramba, como é que pode ! Afinal somos todos partdários do nacionalismo puro, aquele dos anos 1950
      representado pelo célebre “O PETROLIO É NOSSO”. Ah, não sou mais Lulista, ora bolas.

  2. Nem o ministro Lobão defenderia melhor o governo.

    Ps o governo do pt também privatiza, mas numa linguagem orwelliana, e quando confrontado com a contradição, se ofende.

    • isso que você colocou é má-vontade ou cretinice mesmo?

      • Marcus, é cretinice mesmo, essa direitada são assim mesmo, dissimulados. Parabéns Dilma foi negócio da China, não querendo fazer trocadilho, mas fazendo, a “tchurma” devem estar agora neste momento mordendo a língua, tirando a roupa e pulando em cima, puxando os cabelos de tanta raiva, perderam um negocião. A esperança deles era melar o leilão para, que depois de golpe de estado ROUBAR a Petrobrás, como sempre fazem, agora vai ter mais jeito, a China vem com tudo. A D O R E I ! Parabéns PT. E que a direitada morram de inveja com tanta inteligência do partido PT.

      • Só me cabe um dos dois termos se eu não for devoto da seita?

        • Mas você é devoto da seita. A seita do entreguismo.

          • Entreguismo é isso: “O caso da Vale do Rio Doce: A empresa foi constituída em 1942. Cinqüenta e cinco anos depois, em 1997, ela era a maior mineradora mundial de minério de ferro, possuía a maior frota de navios transportadores de grãos do mundo, duas ferrovias com nove mil quilômetros de extensão, com 16% da movimentação de cargas do país, constituía um complexo de 54 empresas e sua receita havia crescido de R$ 198 milhões por ano, no início dos anos 70, para R$ 5,5 bilhões em 1995. Neste mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Economia considerou a Vale a primeira entre as empresas nacionais.Tudo isso foi construído com dinheiro público, com recursos do povo brasileiro, portanto. Pois bem, ela foi privatizada em 1997 por R$ 3,3 bilhões – que é menos do que ela obtinha por ano em 1995 e é menos do que ela lucrou logo depois em apenas três meses. Por que um preço tão baixo por uma empresa tão importante? O edital que serviu de base para o leilão da privatização subdimensionava grosseiramente quase tudo o que a Vale tinha na época, mas, pior que isso, o edital omitia boa parte dos minérios que a empresa explorava: titânio, calcário, dolomito, fosfato, estanho/cassiterita, granito, zinco, grafita, nióbio.Nós poderíamos imaginar um empresário capitalista vendendo sua empresa, deixando de considerar, no cálculo do seu valor, a maior parte dos seus ativos?”

          • A seita dele é: aceita tudo contanto que seja de americano.

    • Parabéns, Edu, abordagem perfeita! Repito a pergunta: se foi doação, por que tão poucas empresas se interessaram? Esta riqueza precisa ser explorada, transformada em desenvolvimento econômico e social, e isso vai acontecer!

    • você matou a pau. Orwell é pinto para esses petistas. Outra técnica, avançando no orwellismo, é a de comparar o governo com o que não existe. É assim: se fosse o Serra (ou outro qualquer conforme a situação) seria bem pior. Como contestar o que é imaginado? Podemos fazer qualquer coisa porque somos sempre melhores comparados ao que poderia ser. É brilhante.

  3. Ainda tem a questão estratégia. Como tomar conta de uma área no mar contestada pelos USA e sob ameaça da Quarta Frota?

    No passado, reis europeus casavam seus filhos entre eles para formarem alianças de ataque e defesa. O Pré-Sal é um filho do povo brasileiro que merece casar com chinesa, holandesa, francesa e (hargh!!) inglesa. :-)

  4. Grande Edu, você colocou bem tua posição, levando em consideração a tudo que se sofre para ter um país realmente voltado para TODA a população. Fiquei satisfeito com a lembrança do Carlos J. Ribeiro, sobre aquele dia na praça XV. Só uma sugestão, por favor, não é censura, armazene todas as opiniões da senhora(ita), ramiza, mas por deus, não responda, ela está no blog errado. Mais um pouquinho e ela entenderá que está no blog errado. Um abraço.

  5. Olá Edu.
    Venho sempre ler seus textos e gosto muito deles. da visão política, da lucidez nas colocações. Você pratica jornalismo de verdade, expõe os fatos para que possamos pensar sobre eles e debatermos. Claro que como pessoa tem sua opinião formada e ela fica explicita em seu texto, mas nunca com o propósito de influenciar alguém.
    Sobre o tema pré-sal , escrevo meu comentário depois do resultado do leilão e, como consórcio em que a Petrobras lidera levou tudo e pelo lance mínimo podemos afirmar por alto que o Brasil ficará com pelo menos 70% de tudo que se explorar por lá. Bem isso é o que se vê mundo afora no sistema escolhido, a Petrobras é um empresa estatal, portanto não tivemos privatização, não tivemos entreguismo. Mas tivemos mais um dia em que a mídia passou o horas produzindo um escândalo em cima de nada. Militantes do PESOL, que me parece sem bandeira, passaram o dia na frente de local fazendo baderna, gritando por algo que não aconteceria e como vimos não aconteceu por que a bem da verdade as grande estrangeiras saíram do leilão porque perderiam com o sistema escolhido e , mais uma vez a Presidente Dilma obteve uma vitória no braço e solitária. Foi assim o ano todo com todos os temas polêmicos, ela abraçou a causa , lutou e venceu a duras penas, mas isso não basta porque Dilma é apenas uma cidadã dessa sociedade e como chefe do executivo um dia ela passa e nós, sociedade ficamos e se não amadurecermos, crescermos em nossas opiniões e aprendermos a falar por nós seremos sempre marionetes nas mãos de outros em defesas de seus interesses particulares.

    • “União 41,65% do excedente em óleo extraído do campo…
      A Petrobras terá a maior participação no consórcio vencedor, de 40%. Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito, pelas regras do edital, a outros 30%. A francesa Total e a Shell terão, cada uma, 20%. Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.”
      Só para complementar com dados extraídos da matéria do G1. Se 30% vão para empresas estrangeiras e a Petrobras é uma estatal brasileira isso quer dizer que em dados o Brasil fica com 70% de tudo que se explorar por lá.
      Correto Eduardo?
      Seria isso entreguismo?
      Seria isso privatização?
      Ou seria todo esse escândalo em torno disso apenas politiqueiro?

  6. E NÃO VAMOS EXPORTAR PETRÓLEO CRU, E IMPORTAR GASOLINA

    O que o PiG esconde do PAC2 de Paulo Henrique Amorim:

    A refinaria Abreu e Lima em Suape, Pernambuco – foi o Lula quem levou pra lá – está 80% pronta.

    O conjunto petrolífero-petroquímico da Comperj, no Rio, está 60% pronto.

    AS PLATAFORMAS CONTINUARÃO A SEREM FEITAS AQUI NO BRASIL

    18 plataformas produzidas em Rio Grande, RS, estão prontas.

    O PRÉ-SAL JÁ É UMA REALIDADE

    57% do mega-campo de Lula estão em plena exploração.

    Esse vídeo mostra por que o PiG boicotou a divulgação dos resultados do PAC2.

    http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2013/10/21/o-que-o-pig-esconde-do-pac2/

  7. ♫ Os blogs sujos estão em geral falando bem. Mas eu acho que houve maracutaia: a Exxon e a BP não participaram, para que, na verdade, não houvesse exatamente um leilão, mantendo assim os 41,65% do petróleo que será extraído para a Petrobrás. Podem estar certos que, nos próximos leilões, o grupo que venceu este não entrará. É um jogo de titãs e nós ainda somos mais fracos, não importa quanto se enalteça a Petrobrás, herança bendita de Getulio Vargas retomada pelo Lula…

    • Retomada por Lula coisa nenhuma, cara pálida!! A Petrobrás, sob a égide do PT, está seguindo o caminho
      funesto que seguia sob a bandeira tucana: enfraquecimento, privatização, subserviência ao capital
      transnacional, etc.

      • Companheiro, tu já leu ” O Príncipe da Privataria?” Senão não faz comparações absurdas e esdruxulas. Uma Petrobras que constrói plataformas e navios petroleiros no próprio Brasil com mais de 70% de nacionalização não pode ser comparada a Petrobrax do FHC que viu uma plataforma novinha, construída na Asia afundar em campos com trabalhadores da Petrobras. Uma Petrobrás que esta finalizando 3 novas refinarias não pode ser comparado a FHC que não construiu uma sequer e nenhuma desde 1980! Quantas besteiras estes tucanos escrevem.

        • Matou a cobra e mostrou o pau e a cobra!

        • Deixa o cara, Ulisses.
          Só ontem ele aprendeu com a tia velha e solteirona o “subserviência ao capital transnacional” aí e queria usar hoje, “duela a quem duela”.
          Deixa o menino. Logo, logo ele toma o todinho, calça as pantufas do Mickey e se acalma.

        • Esse povo não entende que o mundo real é totalmente diferente do mundo ideal. Lembra-me o PSOL e cia ltda que de tão a esquerda caíram no abismo da direita contribuindo para o retorno dela(direita) ao poder. Quando o socialismo se fizer presente em 90% dos países do mundo então podemos pensar em um mundo livre do capetalismo. Por enquanto este mesmo com todos os seus defeitos é quem manda. Até a China é capitalista até a medula não obstante comunista o que prova que uma coisa não exclui a outra. e democracia não é uma condição sine qua non do capitalismo.

      • Simbolo da Petrobras dos tucanos:

        P36 – Plataforma de petróleo construída fora do Brasil, não gerou um único emprego no País, que afundou logo após a inauguração no maior espetáculo de incompetência dos anos 90 (superado pelo apagão de 2001).

        Petrobrax – Tentativa de mudança do nome da estatal brasileira, preparando sua privatização que os tucanos esperavam que se seguisse ao sucateamento por eles promovido na empresa, o mesmo que levou ao naufrágio da P36.

        Símbolo da Petrobras do Lula:

        P51 – Primeira plataforma construída inteiramente no Brasil, gerando milhares de empregos e tornando-se um dos projetos que recuperaram a indústria naval brasileira. Permanece em operação dentro dos mais altos padrões de qualidade.

        Exploração do Pré-Sal – Somente a destinação em lei dos royalties do Pré-Sal para saúde e educação já representa uma enorme vitória do povo brasileiro, o modelo de exploração voltado para fomentar a indústria brasileira e gerar empregos em vez da venda pura e simples de óleo cru é a maior de todas as vitórias desde a criação da própria Petrobras.

        Não adianta os tucanos se roerem de inveja e tentarem desdenhar das enormes conquistas do Governo lula, a Petrobras com Lula entrou em outro patamar, deixando de ser uma empresa em processo de sucateamento para ser um dos pilares do desenvolvimento do País. Isso já faz parte da História do Brasil e nem a imprensa com seus caminhões de mentiras vão conseguir apagar.

  8. Pelo menos em parte eu concordo com você neste post.
    Esse pessoal da esquerda radical, nacionalistas ferrenhos do “Petróleo é Nosso”, cujas cabeças ainda se encontram na década de 50 do século passado acham que a Petrobras, totalmente descapitalizada devendo até as cuecas tem condições de explorar todo pré-sal com 100% de participação.
    Hoje depois da desvalorização ninguém mais se anima em comprar mais ações da Petrobras. Eu mesmo há alguns anos atrás tinha uns R$12mil em ações desta empresa que hoje não valem nem R$5mil.
    O governo bem que poderia ter emprestado mais dinheiro do BNDES pra Petrobras investir no pré-sal ao invés de emprestar bilhões para Cuba, Angola, Venezuela, Equador, Bolívia, etc.
    Portanto, não há como explorar petróleo sem a participação do capital privado (nacional e internacional).
    Ou aceitamos dividir os lucros com o capital privado ou o petróleo continuará lá no fundo do mar eternamente, e, portanto, não ganhamos absolutamente nada!
    Além disso, como você já disse, temos que ser rápidos, pois a tecnologia avançará nas próximas décadas, com as energias limpas (eólica, solar, etc), os carros elétricos, os carros a hidrogênio, a energia nuclear limpa (fusão nuclear) que tornarão os combustíveis fósseis obsoletos.
    Temos que ressaltar também que os EUA desenvolveram uma técnica barata (fracting) de extrair gás e óleo do xisto e, segundo analistas, fará com que eles atinjam a auto-suficiência energética refletindo negativamente no preço do petróleo que desabará a longo prazo. E é justamente, por esse motivo que as grandes empresas britânicas e americanas não se animaram em se arriscar no pré-sal que necessitará investimentos enormes numa tecnologia ainda desconhecida para extrair óleo até 7000 metros de profundidade.
    O PT quando era oposição lutou radicalmente contra o capital privado, como faz hoje estes que estão ai, mas depois que se tornou governo se convenceram (com vários anos de atraso) da necessidade da parceria do capital privado.
    Quanto ao que você falou de um possível governo Serra, que faria um real “lesa pátria” ai não tem base alguma, visto que não se sabe quais seriam os valores reais dos royalties a serem cobrados, o que seria definido na licitação.

    • Temos sim, que fincar bandeira em Cuba, Venezuela etc…, etc…, e se possível até nos EUA.
      Os EUA estão com um osso duro para roer . CHINA. Os países em sua transações internacionais, estão criando moedas proprias para negociações, deixando de fora a moeda de um pais falido, que insiste fazer valer no mercado uma moeda corroída pelo déficit público.
      Estratégicamente penso como muitos outros. Esta associação com outros países,França, china, holanda, mostra que equilibra forças Geopolíticas.
      Precisamos comprar os caças; Franceses, Suecos, Russos, seja de quem for, menos dos Americanos.

      • Eu ouvi dizer que a China não quer mais fazer negócios com a moeda dos EUA. Dizem que ela está acumulando ouro para criar uma nova moeda mundial.

    • A cavalgadura fala primeiro em “energia limpa”, depois em extração de gás de xisto por “fracting” (sic)…
      É o samba do crioulo doido…
      Bem, com esse seu nome não devemos mesmo esperar alguma coisa. Aliás, nem é um nome: é uma definição.

      Quanto ao SSerra, melhor ler isso aqui:

      http://tijolaco.com.br/index.php/o-genro-e-o-pires-pediram-so-r-250-mil-por-libra-e-ainda-abrem-a-boca-para-dar-palpite/

      Alvíssaras! Quem sabe o insigne Empossado Almirante do Tietê traria de volta os dois jênios pra cuidar de tudo, não é mesmo?

      Em tempo: sugiro que você liquide a mercado suas ações da Petrobras pelo que “ainda” valem. Por quê? Ora, a empresinha não está totalmente descapitalizada e jogada às moscas? Falida? Vai segurar o papel mais tempo pra quê? Ou você se trai e acha, lá no fundinho, que vai melhorar? Nada disso! Vivam os princípios! Venda já!
      Não vai vender, né?
      Vai vir com aquele discursinho fracassado do “Já perdi tanto, agora f(*)!”
      Eheheheheheh! Entendemos…

      • Gás de xisto por “fracting” é pior do que o carvão. Vão destruir de vez o império USA. Graças ao bom Deus.

      • O cidadão não tem a mínima condição de manter um debate civilizado com ninguém. Da pena.
        Agindo sempre com a velha técnica aprendida nas cavernas ideológicas tenta sempre desqualificar aqueles com quem não concorda partindo para os insultos e xingamentos.
        Não sabe, ou se faz que não sabe interpretar texto. O contesto das energias ecológicas elencados no texto é obviamente a mais longo prazo e o gás do xisto é num contesto de curto prazo. É uma coisa óbvia pra quem segue o raciocínio do texto. Mas ele quer desqualificar de qualquer maneira. E ainda acha o tal do site “tijolaço” o supra-sumo da referência.

        • Ora, ora…
          Um leitor de Veja, frequentador do blog do Reinaldinho Cabeção e que não gosta do “Tijolaço”…Quem diria…
          Vendeu as ações da empresinha falida?

    • A tecnologia de exploração do gás e petróleo de xisto apresenta sinais preocupantes sobre sua viabilidade econômica.
      Os poços abertos usando essa tecnologia tem apresentado uma queda muito rápida de produção, compensada atualmente pela abertura de grande quantidade de novos poços. A reservas de xisto betuminoso nos EUA são enormes, mas se o poço se exaure antes de ter produzido um retorno econômico satisfatório para o capital investido, torna-se economicamente inviável investir nessa tecnologia de extração de petróleo e gás.
      O fracking é uma tecnologia que permite a exploração do petróleo de xisto, arrancando o petróleo dessa formação geológica com o uso de água em alta pressão que “fratura” as rochas e produtos químicos que separam o petróleo das mesmas. Houve um grande entusiasmo inicial com essa tecnologia, com especialistas prevendo que os EUA poderiam tornar-se auto-suficientes e até exportadores de petróleo por disporem de enormes jazidas de xisto betuminoso.
      Com a constatação do acentuado declínio da produção dos poços que usam essa tecnologia, sugiu o temor que o entusiasmo nos investimentos no gás e petróleo de xisto levem a uma bolha financeira que pode desmoronar como um castelo de cartas, prejudicando ainda mais as economias americana e mundial.

      http://petroleiroanistiado.wordpress.com/2013/10/16/boom-do-xisto-pode-ter-vida-curta/

      • Um poço de gás de xisto se exauri bem mais rápido que um poço de gás convencional. Isto já é previsto.
        A própria natureza da exploração e essa: liberar o gás preso em microcavidades no xisto com o processo de fratura hidráulica e retirar todo gás possível e depois furar outro poço.
        A operação é considerada viável. Tanto que estão investindo pesadamente nessa tecnologia e nos últimos anos o preço do gás nos EUA simplesmente desabou.
        E já existem estudos para exploração desse gás na China que tem reservas ainda maiores que nos EUA e no Brasil que tem grandes reservas.
        Alguns especialistas em fracking dizem que a exploração do gás do xisto no Brasil seria bem mais rentável que o pré-sal.

  9. Dilma é sim privatista…. Não adianta mudar a nomenclatura; chamar o fenômeno por uma novílingua
    orwelliana de “concessão”, “partilha”, etc. No fim das contas, o patrimônio nacional foi entregue para
    exploração predatória pelas grandes petroleiras multinacionais.

    Meu Deus! Quanta traição ao que, de boa-fé, votaram no PT para comandar o Brasil: o partido se
    mostra tão entreguista, subserviente e cheio de negociatas quanto a coalização de direita PSDB-DEM….

    Tudo isso feito sem debate, sem discussão com os movimentos sociais ou com os funcionários da Petrobrás e demais nacionalistas que tinham um ponto de vista diametralmente oposto ao do governo. Todos
    viram que foi uma medida imposta pelo governo, sob o signo das metralhadoras e fuzis portados pelo
    Exército. Shame on you, Dilma!

    • Devia ter feito como o FHC, mudado o nome para Petrobrax e privatizado a empresa.
      Assim, as viúvas de FHC não viriam aqui com esse papo atravessado de que concessão e partilha é a mesma coisa que privatização e que o PT traiu seus eleitores.

      • Mas o PT traiu sim seus eleitores. Ora, foi a própria presidente que foi na TV, durante campanha eleitoral,
        dizer que privatizar o Pré-Sal seria um crime contra a nação, que o óleo ali disponível seria o nosso
        passaporte para o futuro.

        Pelo jeito, ela acha melhor entregar nosso futuro para os estrangeiros alienígenas explorarem….

  10. UM POUCO MAIS DE VERDADE, SOFISTA:

    publicado em 21 de outubro de 2013 às 8:54

    Petróleo

    Leiloar o maior campo já descoberto do mundo é inaceitável

    por Fernando Siqueira*, no Le Monde Diplomatique, enviado por terrae

    Com as bênçãos do governo e do Poder Legislativo, um crime contra a soberania nacional está em andamento e já tem data marcada.

    O Campo de Libra, situado na província brasileira do pré-sal, na Bacia de Santos, que é a maior descoberta de petróleo convencional do século XXI, irá a leilão no dia 21 de outubro, na primeira rodada de licitações da camada do pré-sal.

    O pontapé inicial foi dado no dia 3 de setembro, com a publicação do edital. Todo o processo culminará, em novembro, na assinatura dos contratos com os consórcios vencedores, novos donos de um tesouro nacional desapropriado do povo brasileiro.

    A pressão das majors (ou Big Oils, ou sete irmãs) sobre o governo brasileiro foi muito forte.

    O seminário sobre óleo e gás em fevereiro de 2013 no Riocentro teve como tema central a reabertura dos leilões.

    Depois veio o vice-presidente norte-americano Joe Biden pressionar, pessoalmente, a presidente Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Graça Foster.

    A escolha de Libra para essa licitação sob o regime de partilha satisfez as exigências.

    A área é imensa, e não será necessária a atividade de exploração, pois o campo já foi descoberto.

    O ganhador só vai desenvolver o campo, que hoje já se sabe conter muito petróleo.

    De acordo com testes de curta duração feitos pela Petrobras, que perfurou o campo, os volumes in placesituam-se entre 28 bilhões e 42 bilhões de barris.

    Se considerarmos um fator de recuperação de 35% (média dos campos da Bacia de Campos), os volumes recuperáveis podem variar entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris.

    Mas geólogos da Petrobras estimam em mais de 15 bilhões.

    A Agência Nacional do Petróleo (ANP) fixou em 41,65% a parcela mínima da União no leilão de um campo já perfurado, testado e comprovado que abriga reservas fantásticas.

    Os dados que mais assustam, no entanto, estão relacionados às facilidades oferecidas pelo governo para que as empresas estrangeiras se apropriem de uma de nossas maiores e mais estratégicas riquezas.

    O governo vem causando um prejuízo crônico à Petrobras, reduzindo drasticamente seu caixa, obrigando-a, de forma ilegal, a comprar combustíveis no exterior e vender mais barato para as distribuidoras, suas concorrentes.

    Ao mesmo tempo, retoma o campo que estava com a Petrobras por conta da cessão onerosa e estabelece um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, que prejudica a Petrobras e impede a participação das demais empresas nacionais.

    Enquanto no resto do mundo os países exportadores de petróleo ficam com 80% do óleo-lucro – uma média de 72% do óleo produzido –, o governo brasileiro fixou para o leilão de Libra o pagamento mínimo de 41,65% à União.

    Em um campo sem riscos, de óleo de excelente qualidade, não seria razoável menos de 80%.

    Estamos leiloando um bilhete premiado.

    Nenhum país soberano e independente faz esse tipo de leilão.

    “A ideia é atrair as empresas estrangeiras e não espantar investidores”, diz a ANP.

    As entidades nacionalistas buscam instrumentos jurídicos para impedir o leilão.

    O Congresso Nacional defendeu, até o último minuto, a destinação mínima de 60% desse óleo-lucro para a União, mas foi vencido ao final.

    Após reunião dos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, com os líderes do governo na Câmara, a exigência dos 60% caiu “em nome de uma maior segurança jurídica das empresas que disputarão a licitação”.

    A votação, em 14 de agosto, foi rápida após o acordo com o Planalto e sepultou de vez a garantia de retorno decente para o país.

    Os 41,65% são um valor irrisório para o que representa o manancial do Campo de Libra.

    Ora, os leilões já não têm sentido por termos autossuficiência para mais de cinquenta anos, quanto mais nas condições desse campo perfurado, com reservas de 15 bilhões de barris e risco zero.

    Se alguém arrematar por menos de 60%, o leilão representará um fabuloso prejuízo.

    Pior é que a ANP e o governo enganam a nação quando dizem que a União ficará com, no mínimo, 75% do petróleo.

    Ora, o produtor fica com 40% do petróleo para remunerar seu custo de produção (esse custo é cerca de US$ 40 por barril); o contrato prevê que os royalties, de 15%, serão também ressarcidos ao produtor.

    Sobram 45% para a partilha.

    Se o vencedor oferecer 60%, a União ficará com 60% de 45%, ou seja, 27% do petróleo produzido.

    E o consórcio, este sim, ficará com 73% do petróleo. Absurdo!

    De volta às privatizações

    Em entrevista recente concedida ao jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-presidente da Petrobras do governo Lula, Sérgio Gabrielli, afirmou que leiloar Libra “vai na contramão da lei de partilha”.

    Ele destacou outro ponto sensível do edital: o bônus de R$ 15 bilhões pedido pela ANP à empresa vencedora do leilão.

    Segundo o ex-presidente, tais procedimentos estão “mais próximos da concessão de FHC do que da partilha”.

    Ele se refere à Lei das Concessões (Lei n. 9.478, de 1997), do presidente Fernando Henrique Cardoso, que era destinada a áreas de alto risco exploratório e exigia um bônus alto, uma vez que o concessionário passava a ser o proprietário do petróleo.

    Na mesma entrevista, Gabrielli declarou: “Como diminui o risco de exploração, o grande elemento a definir passa a ser como partilhar o lucro futuro. Então, o grande elemento deve ser a participação no lucro-óleo que deverá voltar ao Estado. À medida que você coloca um bônus muito alto, a partilha do lucro no futuro é menor. Ao fixar o bônus alto, você tem uma visão de curto prazo na exploração e no desenvolvimento de um recurso que já tem o grau de confirmação muito alto. […]. Mesmo com a certeza de que lá tem petróleo, você submete todo o ganho potencial futuro do Estado a uma parcela menor – o que é ruim, no novo conceito de partilha. […] Nessa operação de R$ 15 bilhões, o governo vai receber de imediato, mas a consequência disso é que, no lucro do futuro, o governo vai ficar com uma fatia menor”.

    Ou seja, o governo cobre o buraco do presente, mas compromete seriamente o futuro.

    Na verdade o governo estabeleceu um bônus alto com dois objetivos: 1) dificultar a participação de empresas nacionais, inclusive a Petrobras, estrangulada por ele; e 2) atingir a meta do superávit primário, que precisa de R$ 15 bilhões para se completar.

    Conjuntura internacional aterradora

    O momento em que o leilão ocorre é outro ponto relevante.

    A insegurança energética mundial é imensa.

    Estados Unidos, Europa e Ásia, além do cartel internacional, estão cada vez mais dependentes do petróleo das reservas mundiais, escassas, com cerca de 60% no Oriente Médio.

    Quando o pré-sal foi descoberto, imediatamente foi reativada a quarta frota norte-americana para “proteger o Brasil”, uma pressão militar óbvia.

    Ao mesmo tempo, o cartel internacional das petrolíferas vem agindo pelos bastidores.

    No setor, o lobby do cartel está profundamente infiltrado dentro do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e da Organização Nacional dos Industriais do Petróleo (Onip).

    Todos eles juntos conseguem dobrar os três poderes do país.

    Só as manifestações do povo nas ruas poderão reverter essa submissão.

    *Fernando Siqueira – Vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet).

    • Meu artigo desmonta essa argumentação

      • “O ganhador só vai desenvolver o campo, que hoje já se sabe conter muito petróleo.”
        Muito simples.
        “Só vai desenvolver o campo.”
        Falando assim é uma beleza.
        Montar de 12 a 18 plataformas, construir uns 60 navios…Sem contar que o petróleo está a mais de 5.000 metros de profundidade.
        Muito simples.
        “É só desenvenvolver o campo.”
        Abraços

    • Perfeito seu artigo, Fernando.

      A metáfora é essa mesmo: o governo brasileiro, de forma covarde e subserviente, está pondo em leilão um
      bilhete premiado….

      E, pasmem, é defendido por muita gente de esquerda.

      • Ele escreveu que “A pressão das majors (ou Big Oils, ou sete irmãs) sobre o governo brasileiro foi muito forte.”
        As big não estavam presentes no leilão.

        “Depois veio o vice-presidente norte-americano Joe Biden pressionar, pessoalmente, a presidente Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Graça Foster.”
        Não participaram do leilão as oils americanas.

        O artigo não se sustenta…

  11. TIJOLAÇO

    “Os números finais do leilão de Libra”

    21 de outubro de 2013 | 16:56

    Antes de comentar o resultado do leilão, publico os cálculos das participações do Estado, do consórcio e da Petrobras no rateio do petróleo do campo de Libra, segundo o resultado do leilão.

    Prevalece nos cálculos a oferta média do edital, calculada para poços com vazão de 10 mil barris diários e preço do petróleo a 100 dólares o barril.

    Receita bruta por barril (A) US$ 100

    Royalties (B=15%*A) US$15

    Custos de Extração (C) US$30

    Receita líquida (D=A-B-C) US$ 55

    Óleo Governo (E=41,65%*D) – US$ 22,91

    Óleo Consórcio (F=D-E) US$ 32,09

    Imposto Renda (G=25%*F) US$ 8,02

    CSLL (H=9%*F) US$ 2,89

    Lucro Final do Consórcio (I=F-G-H) US$ 21,18 (30,2%)

    Parcela da Petrobras no Lucro do Consórcio (40%) – US$ 8,72

    Fatia do Governo s/ dividendos (L=B+E+G+H) US$ 48,82 (69,8%)

    Dividendos governamentais sobre lucro da Petrobras(48%) – US$ 4,19

    Fatia do Governo com dividendos da Petrobras – US$ 53,01 (75,73%)

    Receita governamental sobre reserva estimada de 10 bilhões de barris = 488,2 bilhões de dólares.

    Custo de produção ( equipamentos, pessoal, insumos, dutos, sondas, navios-tanque, etc) – 300 bilhões de dólares.

    Lucro do consórcio: 211,8 bilhões de dólares, sendo 87,2 bilhões da Petrobras, dos quais 48% (41.9 bilhões) correspondem a dividendos governamentais.

    Já volto para falar do resultado e adianto que tenho certeza de que, se foi bom, não foi o melhor possível. E explico a razão, já, já..

    PS: um pequeno erro de leitura me fez corrigir de 75,79% para 75,73% o resultado final, havendo sido ajustados os demais fatores

    Por: Fernando Brito

  12. Vale ressaltar que os ingleses e yanques nao vieram pq, provavelmente, eles estavam ate a tampa de informacao que a nsa passou pra eles.

  13. Ainda ganha a parceria do poder militar Chinês para fazer frente aos possíveis invasores e
    usurpadores das riquezas das nações.

    • Prezado Carlos Roberto, bom dia.
      Não acreditei em Vossas palavras. Em pleno século 21, o amigo falando em “guerra”. A proteção que devemos ter e proporcionar, não é atômica. A proteção esta no dialogo, na diplomacia. Não fiquei contente com o resultado do leilão, achei pouca participação nos lucros,(para o Brasil). Depois lembrei que alguma coisa poderia ter sido ventilada, nos recentes casos de espionagem. Talvez “eles”,(os que não se apresentaram ao leilão), saibam de detalhes que não conhecemos. Talvez a galinha dos ovos de ouro, não seja boa “poedeira”. Te desejo paz e saúde. Um abraço.

      • Saul, voce tem razão. Guerra? Imagine se foi guerra o diálogo entre os soldados americanos com os civis iraquianos. Na Líbia foi melhor ainda o diálogo dos americanos. O mais interessante é que, pelo diálogo, os americanos apossaram-se do petróleo libiano, enquanto as tribos continuam a se matar., como fizeram com o petróleo iraquiano. Essa gente não tem noção do que é diálogo. Só os americanos. Voce sabia que não é pertido a presença dos civis, em qual base de petróleone, na Libia, nem no Iraque?

  14. Eduardo, belo artigo.

    Sempre achei que por trâs da disputa Serra x Dilma, o principal ponto residia nas imensas e bilionárias reservas de petróleo da costa brasileira. Com Serra, seria privataria. Mesmo com as limitações, o Brasil lucrou com Dilma, sem sombra de dúvida.

    O Brasil hoje tem o que comemorar.

  15. Finalmente, um artigo esclarecedor e didático sobre a questão do leilão. E, sabendo-se agora que ele foi um sucesso, viva Dilma e Lula!!!!!! Orgulhosa de ser petista!!!!!

  16. Taí outro expoente da defesa da soberania nacional que apoia o leilão criminoso de Libra:

    http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/118420/A%C3%A9cio-sobre-leil%C3%A3o-de-Libra-foi-bom-mas-demorou.htm

    Shame on you, Aecinho, Dilma, Lula, Gleisi, Paulo Bernardo e tutti quanti.

  17. Muitos tem uma visão ideológica, o que é um direito deles, diga-se de passagem, de que o monopólio estatal do petróleo deveria ser restabelecido, então acham que esta tudo errado, pondo defeitos em tudo que foi feito, e fosse lá qual fosse o resultado do leilão seriam contra por uma questão de princípio, e nesse caso percentuais e outros dados não vão convencer essas pessoas. Não é o meu caso, pois acho que se deve buscar um meio termo entre a estatização e a privatização, e me parece que foi este o caminho escolhido pelo governo.

  18. por Luiz Carlos Azenha

    Foi tudo bem. Ganhamos! Partilha não é concessão, que não é privatização. Quem você pensa que somos? O Brasil é pobre e não tem dinheiro para fazer as coisas sozinho. Todos os que não concordam com o discurso oficial foram definitivamente hipnotizados pelo Plínio de Arruda Sampaio. O carioca nem ligou para o leilão e curtiu a praia, que esse negócio de petróleo é muito complicado para ele. A China vai nos salvar dos Estados Unidos! Só o black bloc quer estragar a festa. Todo mundo que não concorda é ressentido, tucano ou ultraesquerdista — menos o Arnaldo Jabor e a Miriam Leitão, que aplaudiram o leilão. Gabrielli? Fracassado. Metri? Sindicalista! Requião? Gagá. Petroleiros? Oportunistas. Comparato? Dinossauro.

    Estes foram alguns dos argumentos brandidos nas últimas horas em torno do leilão de Libra. Mas, se tudo é tão simples assim e o leilão foi um grande negócio, por que o desespero, a tentativa de sufocar as opiniões contrárias? Será que foi mesmo um grande negócio, que nem merecia um amplo debate no Congresso Nacional e com os brasileiros, que são donos dos recursos “partilhados”?

    O Viomundo insiste que seu papel é suscitar o debate e ouvir quem não tem espaço na mídia corporativa, cujos grandes patrocinadores foram contemplados hoje com uma fatia considerável do petróleo descoberto pela Petrobras no pré-sal.

    Por isso fomos ouvir o professor Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, depois do leilão, que segundo o blog do Planalto foi um grande sucesso.

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/ildo-sauer.html

    • “– A ideia de que a presença dos chineses no consórcio protegeria o Brasil da IV Frota dos Estados Unidos é uma “piada”, segundo Sauer, já que os interesses de Estados Unidos e China, como grandes consumidores, são convergentes quando se trata do preço internacional do petróleo.”
      Só não vê ou entende isso (políticas pura!) quem é cego pelo partidarismo.

  19. É burrice mesmo! A direita ser contra o Regime de Partilha e o leilão de Libra não é novidade. Eles querem entregar tudo aos gringos, através do deplorável regime de “concessão”, no qual os gringos ficam aí sim com tudo, pagam somente um “aluguel” ao Governo e têm direito a todo óleo extraído(o “aluguel” é fixo, independentemente do aumento da produção do poço), como também controlam o ritmo de exploração, ou seja, a velocidade de perfuração e a quantidade de óleo extraído, indispensáveis para estabelecer-se a política de preços do petróleo. Ou seja, no regime de “concessão”, estabelecido pelo desgoverno FHC e defendido pelos candidatos da direita(Aécio neves, José serra e em breve Marina Silva e Eduardo Campos, os dois últimos andam doidinhos para endireitar-se de vez, Marina já defende até o tal “tripé” econômico neo-liberal)é que o petróleo é entregue de mão beijada aos gringos, que tornam-se verdadeiros donos dos poços, pagando por eles aluguéis ridículos. Assim, em nada surpreende a direita, e sua ramificação midiática (Globo, Folha e quadrilheiros associados) serem contra o Regime de Partilha e o leilão de exploração de Libra. Para eles, nada que não seja ficar de quatro diante dos EUA é válido. O que causa um certo espanto, embora não muito, é a ABISSAL BURRICE de certos setores da extrema esquerda, que adoram trabalhar para a direita. Incapazes de compreender a realidade da conjuntura, manté-se presos aos “manuais” e recusam-se a enfrentar a dialética da realidade, fazendo assim o jogo conservador, pois quem não enfrenta a realidade contribui para que ela permaneça imutável, ou seja, para que Libra não seja explorada, impedindo que o país se aposse de bilhões de dólares em recursos, como também dando à direita o “tempo” que ela tanto necessita para continuar tentando voltar ao poder, via eleições ou golpe, e aí sim destruir o marco legal estabelecido por Lula, que criou o Regime de Partilha, e explorar Libra através do nefasto Regime de Concessão, entregando-o todo aos estrangeiros. E o que diz o Regime de Partilha? Por esse regime, os poços de Libra continuarão pertencendo ao Brasil e as empresas que participarem de sua exploração pagarão ao governo um percentual em petróleo como forma de remuneração(ou seja, se a produção aumentar, o Governo ganha mais). Além do que, a Petrobrás(que embora seja uma empresa de capital aberto, graças ao verme FHC, é controlada pela União, que detém 51% das ações)mantém obrigatoriamente um percentual de 30% de participação na exploração(ou seja, do óleo extraído, 41% vão para o Governo a título de remuneração; sem contar os royaltes, e do restante, 30% são da Petrobrás que, no mínimo terá esse percentual de participação em cada consórcio exploratório. Portanto, os estrangeiros só terão, na melhor das hipóteses, 30% do petróleo extraído, isso se a Petrobrás não ultrapassar a cota de 30%, e ainda assim descontados os custos de produção). Além desse percentual mínimo de participação, a Petrobrás é a operadora única do Sistema(ou seja, só ela fura, o que garante o controle sobre o ritmo de extração, sem contar o domínio de informações privilegiadas sobre a localização e características dos poços). As demais empresas do consórcio de exploração participarão de outras etapas no processo de exploração(que é caro e complexo, pois extrai petróleo situado a cerca de dois mil metros abaixo do fundo do mar, que já tem profundidade semelhante nas área do Pré-Sal, numa camada geológica situada abaixo de uma grossa camada de sal, daí o nome Pré-Sal), mas “na hora do furo”, só a Petrobrás, controlada acionariamente pela União, tem o direito de perfurar. Além disso, para garantir ainda mais a supremacia do interesse nacional, foi criada uma estatal, a Petrosal, exclusivamente para administrar a exploração e assim impedir quaisquer desvios na exploração do petróleo que prejudiquem os interesses brasileiros. Com isso, será a Petrosal quem estabelecerá o ritmo da exploração(com o controle dessa determinação sendo realizado pela Petrobrás, operadora única), a quantidade retirada o valor do custo de produção; fatores determinantes para a formação de preço; possuindo a estatal 50% de participação no Conselho de Administração do consórcio, no qual serão debatidas questões essencias para a exploração; ritmo, quantidade extraída; garantido o domínio do Estado brasileiro graças aos 50% dos votos que cabem à Petrosal e ainda o direito de, em caso de empate com os 50% restantes que cabem às demais empresas, o direito de proferir o voto de Minerva. Portanto, dentro da conjuntura existente(aquela que a extrema-esquerda se nega a ver de maneira esquisofrênica), na qual a Petrobrás não teria condições de explorar sozinha campos gigantescos como os do Pré-Sal, nos quais a localização do petróleo(em camadas geológicas profundas, situadas milhares de metros abaixo do fundo do mar, exige um megainvestimento, provavelmente inviável para qualquer empresa do mundo realizar sozinha, o modelo de Partilha é sem dúvida aquele que traz mais benefícios ao país, pois além de garantir que a maior parte do óleo extraído fique no Brasil(com o governo e com a Petrobrás), mantendo o controle dos campos também nas mãos do estado brasileiro, auxiliado por uma empresa brasileira, a Petrobrás, controlada pela União; também aufere milhões de dólares em royaltes, além de uma gigantesco bônus de assinatura(uma espécie de “entrada” paga pelo consórcio ao país, para ter o direito de explorar o Pré-Sal, o qual mesmo que amortizado pelas empresas, o será aos poucos, no longo prazo); como também possibilita um incremento inimaginável para a indústria nacional, já que 70% de todos os equipamentos usados na exploração do Pré-Sal terão que ser adquiridos no Brasil, conforme determina a Lei que estabeleceu o regime de Partilha(só em navios-sonda, já há 29 encomendas para os estaleiros nacionais, reconstruídos por Lula), o qual se estenderá tanto para a inúmera cadeia do petróleo (petroquímica, indústria naval; engenharia; informática; aço), como também para os “setores de apoio”, como aqueles ligados a transporte, armazenamento, seguro; e até mesmo ramos aparentemente distantes da indústria do petróleo, como a hotelaria, a Construção Civil, etc. Evidentemente, juntamente com os benefícios tecnológicos, há também os sociais, pela enorme geração de empregos que advirão da indústria do petróleo e daquelas com ela relacionadas, calculados em 87 milhões ao longo dos próximos 35 anos, tempo estabelecido para a existência do consórcio. E PRINCIPALMENTE O MAIOR BENEFÍCIO DE TODOS, A DESTINAÇÃO DE 75% DOS RECURSOS ORIUNDOS DOS ROYALTES DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO E 25% PARA A SAÚDE, SEM CONTAR METADE DOS RECURSOS DO FUNDO SOCIAL(FORMADO PELA PARTE DE ÓLEO QUE CABE AO GOVERNO, OS 41%), SENDO O RESTANTE DESSES RECURSOS DO FUNDO DESTINADOS AO COMBATE À POBREZA E AO DESENVOLVIMENTO DA CULTURA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Algum debiloide ainda pode se perguntar por que, se as condições são tão vantajosas para o país, houve empresas interessadas? Porque há muito óleo, com risco zero na prospecção(ou seja, se furar já se sabe que vai-se encontrar). Por isso, as multinacionais ianques, que mais do que petróleo, querem lucros(ou seja, querem controlar a exploração e impor sua tecnologia aos países explorados, como fazem no Oriente Médio)desistiram do negócio e por isso também a China, que precisa de petróleo, foi a principal vencedora entre as empresas participantes(duas chinesas fazem parte do consórcio e detêm a maior parte do que cabe entre as empresas privadas, retirados os 30% obrigatórios da Petrobrás). A parceria com os chineses, que não são “bonzinhos”, mas têm outros interesses(precisam de óleo e de estabelecer alianças geo-políticas diferentes, indispensáveis ao seu objetivo de crescerem e enfrentarem ainda mais a hegemonia ianque), coaduna-se perfeitamente com os interesses do Brasil (eles ganham a parte do petróleo que cabe a eles e não tentam intervir nem no controle sobre os campos e muito menos na tecnologia empregada, que será majoritariamente brasileira)é por si só uma outra vitória, dessa feita geo-política, pois dá margem para o Brasil, junto com uma parceria proveitosa para o Pré-Sal, estabelecer uma aliança geo-política satisfatória e lucrativa para os dois, capaz de ajudar-nos em nossa imposição como protagonista no cenário internacional, indispensável condição para a conquista da plena soberania, do desenvolvimento e da independência. Ou seja, a aliança Brasil e China começa no Pré-Sal(já existe em outras áreas, mas o Pré-Sal é de longe o marco mais relevante)e estende-se para uma relação bilateral dinâmica entre duas potências ascendentes, capaz de cada vez mais contrapor-se ao imperialismo dos EUA que, em franca decadência, tentarão barra quaisquer processos de ascensão de novos atores globais que surgirem, seja no Brasil, na China, na Rússia, na Índia, na África do sul ou em qualquer outro lugar. Assim, para quem não é um entreguista reacionário, e nem um cego incapaz de ver as necessidades de adaptação à realidade conjuntural, necessária para enfrentá-la e transformá-la, fica fácil perceber o passo histórico decisivo dado hoje, que será capaz de conduzir o Brasil em um novo patamar de desenvolvimento e soberania.

  20. Argumentos coerentes e racionais, principalmente quando refere-se a necessidade de investimentos em educação e saúde, quanto antes tenhamos mais recursos para aplicar nestes setores, melhor para o Brasil.

  21. Muito bem! Nem governo, nem ANP, ninguém apresentou à população informações como estas.

  22. Explanação mais simples e didática?

    A cada dez barris de petróleo extraído do campo de Libra:
    30% é da Petrobrás, três barris;
    Mínimo de 41,5% da ANP (dos sete barris restantes), 2,9 barris;
    Parte da Consórcio vencedor do leilão, 4,1 barris;

    Pode se simplificar assim?
    A cada dez barris de petróleo extraído do campo de Libra, 5,9 são do Brasil?

  23. Aos críticos do leilão por partilha, o que foi doado, a preço de banana pela turma do FHC.

    Patrimônio da Vale 1996

    – maior produtora de alumínio e ouro da América Latina;

    – maior frota de navios graneleiros do mundo

    – 1.800 quilômetros de ferrovias brasileiras

    – 41 bilhões de toneladas de minério de ferro

    – 994 milhões de toneladas de minério de cobre

    – 678 milhões de toneladas de bauxita

    – 67 milhões de toneladas de caulim

    – 72 milhões de toneladas de manganês

    – 70 milhões de toneladas de níquel

    – 122 milhões de toneladas de potássio

    – 9 milhões de toneladas de zinco

    – 1,8 milhão de toneladas de urânio

    – 1 milhão de toneladas de titânio

    – 510 mil toneladas de tungstênio

    – 60 mil toneladas de nióbio

    – 563 toneladas de ouro.

    – 580 mil hectares de florestas replantadas, com matéria-prima para a produção de 400 mil toneladas/ano de celulose

    Fonte: Revista Dossiê Atenção – “Porque a venda da Vale é um mau negócio para o país”, fls. 282/292, da Ação Popular nº 1997.39.00.011542-7/PA).

    Quanto vale hoje

    – 33 mil empregados próprios

    – participação de 11% do mercado transoceânico de manganês e ferro liga

    – suas reservas de minério de ferro são suficientes para manter os níveis atuais de produção pelos próximos 30 anos

    – possui 11% das reservas mundiais estimadas de bauxita

    – é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil, sendo responsável por 16% da movimentação de cargas do Brasil, 65% da movimentação portuária de granéis sólidos e cerca de 39% da movimentação do comércio exterior nacional

    – possui a maior malha ferroviária do país

    – maior consumidora de energia elétrica do país

    – possui atividades na América, Europa, África, Ásia e Oceania

    – concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro (área correspondente aos territórios dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte)

    Fonte: 5ª Turma do TRF da 1ª Região

    Maíra Kubík Mano

    No Blogão dos Lagos

  24. Olha, aguardarei mais debate a respeito desse tema. Mas uma coisa depõe a favor do governo. O pig e o Psol foram contra o leilão de Libra. Para mim quase basta para firmar uma posição. Só não o faço porque vi que o Gabrielli e o Requião foram contra também

  25. Edu,

    sei que não está relacionado com o post, mas eu acho que todos deveriam ver este vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=9TiqyO5JQZs

    Há o link para o documentário inteiro dentro da notícia.

    Abs!

  26. Pessoal, saiu hoje no Vi o ,mundo: http://www.viomundo.com.br/denuncias/ildo-sauer.html
    Bom para refletir sobre esse caso.

  27. Rapaz, o que me admira é a hipocrisia dos direitóides. Eles se dizem estarrecidos pelo “entreguismo” de Dilma. Quando na verdade, apoiam firmemente a exploração via concessão e muito mais a privatização da Petrobrás proposta por fhc – a chamada Petrobrax.

    Na concessão, o petróleo vai para a concessionária que paga um aluguel irrisório e fixo pela produção e faz o que quiser com ele. Na partilha, o petróleo fica com a nação, sob controle de uma empresa pública, a Petrosal. A Petrobrás, que paga dividendos ao governo, fica com 40% do lucro da exploração e mais 30% dos outros que exploram. Fora os impostos e royalties. Por isso que as grandes empresas norte-americanas não quiseram entrar nesta. Praticamente iriam dar tudo ao governo brasileiro.

    Estes direitóides estão querendo enrolar o povo, dizendo que é entreguismo. Entreguismo é o que eles sonham em fazer.

  28. Rio de Janeiro 22 de outubro de 2013

    CAMPANHA DA DENGUE: EU FAÇO A MINHA PARTE.

    Caros amigos (as) O verão vem chegando e infelizmente com ele, o perigo do maldito mosquito da Dengue, que já fez inúmeras crianças e idosos sofrerem, e infelizmente fez também, muitas vítimas fatais. Por isso, a participação e vigilância do povo brasileiro é fundamental para combater esse maldito mosquito. Por isso, gostaria de sugerir uma possível campanha para os trabalhadores do ramo da panificação brasileira, entrar nessa batalha diária: os donos de padarias seriam convocados para colocar no seus saquinhos de pão, a seguinte mensagem, para alertar o povo brasileiro: ” Cuidar dos focos do mosquito da Dengue, é como tomar café da manhã, todo dia é dia. ” Eu faço a minha parte”. Amigos (as) o importante é salvar vidas, e evitar o sofrimento das nossas crianças e idosos.

    Atenciosamente:
    Cláudio José, Um amigo do povo e da paz.

  29. Ai, Caramba,
    Por isso que eu gosto deste blog. Tem cada comentário legal e ainda com indicação de literatura.
    Obrigada Valdir-Ba, Obrigada Eduardo G.
    Mas está muito bom! Estava torcendo para as “anglo-saxônicas” não entrarem mesmo.
    Abs.

  30. De nada adianta ficar respondendo a essa oposição incompetente. Eles ficam a espera de qualquer movimento de Dilma para fazer crítica pela crítica . Como nada têm a apresentar , só lhes resta falar qualquer coisa sem nenhum embasamento para permanecer na mídia. A população não está entendendo o que significa o sistema de partilha .A presidenta precisa se comunicar melhor com o povo. Dilma mande o hibernando para casa e traga o Franklin Martins para o ministério da comunicação. Chega de tucanos em seu governo. O PiG de PE é aliado de Dudu Traíra.

  31. Off topic, Edu. Voce viu que uma das beneficiárias do Minha Casa que teria recebido casa sem luz da Dilma, vai processar a Falha? Ela alegou que disse ao reporter piguento o que voce explicou. Estava sem luz porque aguardava que e empresa ligasse a energia.
    Mas o piguento a usou contra Dilma e ela ficou revoltada. As pessoas estão a chamando de mal agradecida. Recebe uma casa maravilhosa (nas palavras dela) e fica falando mal de presidenta.
    Esse é o pig, cara!

  32. Convicção ideológica de uns, oportunismo de outros.

    O que muita gente deseja mesmo, por convicção ideológica, o que é um direito deles, é a restauração do monopólio estatal do petróleo, portanto não estão nem aí para a análise técnica do que aconteceu no Leilão e das políticas adotadas. Muitos são eleitores do PT e de Dilma, outros do PSOL e do PSTU.

    Outros também por convicção ideológica, mas na outra direção, os neoliberais, desejam mesmo é a privatização da Petrobras, e fazem um esforço enorme para distorcer o resultado.

    E claro, temos aqueles com interesses eleitorais ou econômicos contrariados, e desses é que não vamos esperar nada mesmo, a não ser a contestação e distorção dos fatos.

  33. Dei uma olhada nesse blog, e vi um show de asneira, mas tomara que os vermelho continuem no governo, gosto de ver o povo brasileiro sofrer.

  34. E A SELIEC AUMENTOU DE NOVO! ASSUNTO PROIBIDO!!!!!

    publicado em 25 de outubro de 2013 às 15:57

    do blog do senador Roberto Requião (PMDB-PR)

    Nesta sexta-feira (25) o senador Roberto Requião (PMDB/PR) voltou a falar do leilão do Campo de Libra, área localizada da Bacia de Santos (SP) com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. “O petróleo encontrado em Libra tinha que ser explorado diretamente pelo Estado. Cem por cento do petróleo brasileiro para o Brasil, para o nosso desenvolvimento, para políticas de educação, saúde, desenvolvimento econômico do nosso país”, reforçou.

    Desde o início, o senador foi contra o leilão e o contrato da partilha de produção da área adotado pelo Governo Federal. Para ele, trata-se de “uma privatização de burca, uma privatização envergonhada, uma privatização que não mostra a sua verdadeira face, a sua verdadeira natureza”.

    As empresas Shell e Total entraram com 20% de participação no leilão cada uma. As empresas chinesas CNPC e CNOOC entraram cada uma com 10%. E a Petrobrás detém os outros 40%. “Temos 60% do projeto de Libra nas mãos de empresas estrangeiras. Mas não podemos esquecer que o governo do Fernando Henrique Cardoso vendeu na Bolsa de Nova Iorque 35% das ações da Petrobras”, frisou.

    “Se a Petrobras tem 40% de participação neste consórcio de exploração de Libra, 35% destes 40% são estrangeiros. E 35% de 40 somam 14%. Então nós temos 60% do consórcio estrangeiro mais 14% da participação estrangeira comprovadamente existente na Petrobras”, explicou.

    “Conclusão meus irmãos brasileiros: 74% do consórcio de Libra foi entregue à participação estrangeira. O resto é conversa mole”.

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