Showzinho de Barbosa pode visar sua candidatura a presidente

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Quem tiver paciência de pesquisar na internet a verdadeira avalanche de artigos e reportagens – muitos dos quais escritos por renomados juristas – sobre possíveis erros no julgamento da Ação Penal 470, vulgo “mensalão”, descobrirá que, na melhor das hipóteses, há incontáveis pontos sobre condenações e aplicação de penas aos condenados a serem esclarecidos.

Um dos casos mais dolorosos de condenação nebulosa é o de Henrique Pizzolato, militante do PT e ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Ele foi acusado de receber propina de cerca de 300 mil reais para avalizar transferência de R$ 73 milhões do Fundo Visanet (administrado pelo Banco do Brasil) para as agências de Marcos Valério, o dito “operador do mensalão”.

A defesa de Pizzolato argumentou que ele não avalizou coisa alguma, tendo sido apenas um entre dezenas de funcionários do BB que deram aval à operação, até porque seu cargo na instituição não lhe permitia avalizar nada. Contudo, foi condenado no julgamento do mensalão como se tivesse sido o único responsável pela liberação do dinheiro.

Desde o fim do ano passado que Pizzolato vem enviando, inutilmente, informações sobre sua condenação a Blogs e jornais com os detalhes da inépcia de sua condenação pelo STF, em uma tentativa vã de provocar a reanálise de seu caso. A inutilidade da argumentação dele, porém, evidencia-se pelo fato de que há condenações muito menos fundamentadas que a sua e que nem assim foram revistas.

O caso mais escandaloso é o de José Dirceu, muito pior do que o de Pizzolato. Dirceu, à diferença do ex-diretor de Marketing do BB, não assinou nada, não recebeu nada, não teve uma única conversa gravada, um único encontro suspeito comprovado. Foi condenado, pura e simplesmente, por ser uma figura de relevo no PT à época dos fatos que geraram a AP 470.

Todo esse descalabro jurídico ocorreu por obra e graça de dois servidores públicos: o agora ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel e o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Vale explicar que, apesar de a acusação aos “mensaleiros” ter sido feita em 2007 pelo ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, daquele momento em diante as defesas de vários réus – sobretudo as de Pizzolato e Dirceu – conseguiram apontar erros como aquele que, na última quinta-feira, pôs em confronto o presidente do STF e o ministro Ricardo Lewandowski. O sucessor de Souza ignorou tudo.

Para quem não entendeu bem o “juridiquês” das várias matérias que se espalharam pela internet e pelos jornais e telejornais de ontem para hoje, uma explicação mais simples: Barbosa e Lewandowski entraram em confronto porque um dos réus da AP 470, o ex-deputado do PL Bispo Rodrigues, foi condenado a pena maior com base em um erro claro do STF sobre a data de acordo financeiro entre PT e PTB.

O acordo de repasse de 20 milhões de reais de um partido a outro foi firmado pelo ex-presidente falecido do PTB José Carlos Martinez e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em outubro de 2003. Além de Rodrigues, Delúbio Soares e Dirceu também tiveram suas penas agravadas por esse acordo.

Em novembro de 2003, as penas para corrupção ativa e passiva foram aumentadas por projeto de lei que o governo Lula enviou ao Congresso. Como o acordo financeiro entre PT e PTB foi fechado com Martinez em outubro, a tese das defesas de réus como Rodrigues, Delúbio e Dirceu é a de que as penas que receberam teriam que ser calculadas com base na legislação que vigeu antes de novembro de 2003, quando foi alterada.

O erro de datas de celebração do acordo entre PT e PTB foi cometido no ano passado pelo Relator da AP 470, Joaquim Barbosa. Apesar de o ex-presidente do PTB ter falecido em um desastre aéreo em outubro, logo após o acordo fechado com Dirceu, Barbosa pôs no seu relatório sobre o mensalão que o acordo ocorreu em dezembro, quando as penas por corrupção já tinham sido agravadas, o que fez com que os condenados por esse crime recebessem penas maiores.

Lewandowski, assim como seus pares, foi induzido a erro, ano passado, pelo erro de Barbosa. Assim, concordou com a aplicação de penas com base na nova legislação sobre corrupção (de novembro de 2003).

Os recursos dos advogados dos réus provaram que Barbosa errou e, como é o correto, Lewandowski voltou atrás e pediu uma nova discussão sobre se a lei aplicável à matéria deve ser a que vigeu até novembro de 2003 ou se deve ser a que passou a viger após o agravamento das penas ocorrido naquele mês.

O centro da polêmica entre Lewandowski e Barbosa, portanto, é se a legislação usada para definir as penas dos réus deve se basear na data da celebração do acordo entre PTB e PT ou na data do efetivo repasse dos recursos, posterior à mudança da lei.

Barbosa sabe que, quando foi calculada a dosimetria (o tamanho das penas), o que se discutiu foi a data do acordo entre PT e PTB e não a data do repasse dos recursos de um partido para o outro. Sabe que há um erro no processo e que foi ele mesmo quem cometeu esse erro ao inscrever em seu relatório para a AP 470 que Martinez, apesar de estar morto, fechou acordo com Dirceu.

Eis que Lewandowski, durante o bate-boca com Barbosa, pergunta a ele por que a sua pressa em rejeitar o recurso sobre a data do acordo e, de forma espantosa, o relator do mensalão acusa o revisor de praticar “chicana” jurídica, ou seja, de tentar retardar o curso do processo, o que equivale a acusar Lewandowski de estar atuando a serviço dos réus.

Tudo isso que vai acima revela uma certa disposição de Barbosa para o espetáculo. Em uma única sessão do STF poderia ser discutido se o que deve determinar as penas dos réus acusados de corrupção passiva ou ativa é a data do acordo entre PT e PTB ou se é a data de repasse dos recursos.

Por que, então, a pressa de Barbosa?

Alguns dirão que essa pressa se deve a tentativa do presidente do STF de não ver exposto o erro que cometeu em seu relatório. Contudo, há visões diferentes para ele agir dessa forma.

Corte para a última quarta-feira, durante protesto do Movimento Passe Livre e do Sindicato dos Metroviários contra Geraldo Alckmin, em São Paulo. Este blogueiro foi cobrir o protesto e lá, pela primeira vez na vida, foi entrevistado pelo instituto Datafolha, pertencente ao grupo empresarial de comunicação que faz oposição cerrada aos governos do PT desde 2003.

A pesquisa começa com perguntas sobre minha intenção de voto na sucessão presidencial do ano que vem. Como o Datafolha vem fazendo desde que Barbosa passou a ser celebrado por grupos de classe média alta e pela mídia após fazer o possível e o impossível para condenar petistas na AP 470, o instituto de pesquisa incluiu o nome dele entre os presidenciáveis.

O único cenário pesquisado pelo Datafolha foi o seguinte:

Aécio Neves (PSDB)

Dilma Rousseff (PT)

Eduardo Campos (PSB)

Joaquim Barbosa (sem partido)

Marina Silva (sem partido)

Apesar das reiteradas negativas de Barbosa de que pretende se candidatar a presidente, a grande mídia parece não acreditar nele. Pesquisas que veículos como Folha de São Paulo, Estadão, Globo etc. encomendam sempre, trazem o nome de Barbosa entre os presidenciáveis.

Em off, comenta-se entre a classe política e na grande mídia que showzinhos de Barbosa como o que deu na quinta-feira ao insultar Lewandowski, negando-se a uma discussão essencial para a imagem pública do julgamento do mensalão, de forma a que não pairem dúvidas sobre sua lisura, decorre de estar querendo posar como campeão da ética.

No cenário projetado sobre o futuro do presidente do STF, esses shows de irascibilidade que ele vem dando culminariam com sua “indignação” em caso de os recursos dos réus do mensalão produzirem reduções de suas penas. Nesse momento, “indignado”, Barbosa renunciaria à Presidência do STF e ao seu cargo de ministro daquela Corte e ingressaria em um partido político a fim de disputar a sucessão de Dilma Rousseff.

Especula-se que Barbosa poderia ingressar no PSDB ou mesmo no PMDB, mas também não descartam a possibilidade de, a exemplo do que deve fazer Marina Silva, ingressar em alguma “legenda de aluguel”, ou seja, algum partido como o PRN, criado em 1989 especificamente para o ex-presidente Fernando Collor de Mello disputar a Presidência com Lula.

Nas próximas semanas, Barbosa tende a ser exaltado pela mídia e por grupos políticos de oposição ao governo Dilma ao produzir outros shows como o de quinta-feira passada. Shows que deverá protagonizar não só com Lewandowski, mas com todo ministro do STF que se dispuser a pelo menos analisar os recursos dos réus do mensalão, que Barbosa quer que sejam rejeitados sumariamente.

Para quem acha que tudo isso é devaneio, que vá conversar com o Datafolha e com os outros institutos que, sob influência da grande mídia de oposição a Dilma, duvidam de Barbosa quando ele nega que pretenda desempenhar o script descrito acima. Eles não dão um centavo pelas as negativas do presidente do STF.

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117 Comentário

  1. Se o capitão-do-mato for candidato, teremos um duplo bônus: o STF terá um CALHORDA a menos, e a Casa-grande um derrotado a mais nas urnas (tenho dito). É bem possível que o script seja esse mesmo, o da renúncia em um momento de “indignação” muito bem focada pela rainha do PIG plim-plim. Esse tipo de cena de novela mexicana combina com o nível intelectual e de caráter dos simpatizantes desse sujeito.

  2. O Safado na mesma sessão, sapeco o dias tololli!

    Ele o desequilibrado, achando que o dias, iria votar contra ele( jb), sacaneou e humilhou o juizinho de 1º instancia. Que tentado se defender disse ” O senhor quer adivinhar o meu voto?. E depois disse ” Eu vou votar com o senhor.

    Precisou o marco Aurélio votar contra o safado!. ai o juizinho de 1º instancia, voltou a trás e pediu.
    Venha!!! (coragem KKK)
    E votou com Marco Aurélio.

    Lamentável!

  3. A direita está sem candidato. Aécio não decola e Serra perde para a própria rejeição. Portanto, eles tem que arrumar o anti-PT em algum lugar. Se for fora da política então, melhor ainda.
    O pig é mestre em manipular. Eleitores para eles são um bando de acéfalos a serem manobrados. Marina é bom porque ela pode ser “vendida(com trocadilho)” como “pós-moderna” pois supostamente seu partido não é um partido é um pós-partido. O Barbosão finge não ser político, mas na verdade é um tremendo politiqueiro.
    Enfim, dois candidatos para enganar otário. Falando em otário, façam uma pesquisa no Faceburro e constatarão que os dois são os prefiridos lá, disparado

  4. Só se for presidente da AATP….Associação dos Amigos dos Tucanos e Piguentos…

  5. Não tem ética nem estética.

  6. Esse sujeito truculento, com viés ditatorial, além de vingativo é politiqueiro, tem baixa autoestima e morre de inveja do Lewandowsky, pelo simples fato de que o Dr. Lewandowsky é inifitamente superior a ele em todos os aspectos. Jurista preparadíssimo, busca a justiça antes de tudo, com base na frieza das leis. Se elas são boas ou ruins, isso é uma questão para o congresso. Enquanto que o ditadorzão junto com a imprensa golpista, manipula incautos da opinião pública. Ele tenta humilhar o Lewandowsky e tratá-lo como se fosse o seu empregado, coisa que o ministro não o é e nunca será. Essas condenações sem provas que essa coisa impôs aos condenados, foi movida por pura vingança, afinal ele sempre soube que o José Dirceu foi contra sua nomeação. Foi contra pura e simplesmente porquê ele não reunia condições, tais como notório saber jurídico, equilíbrio emocional, trabalho acadêmico de relevância. Mesmo assim, Lula, teimoso, decidiu nomeá-lo. Resultado: o tempo mostrou que o sujeito é um completo desequilibrado. Nunca ouvi falar de um membro do judiciário que não admitisse a existência do CONTRADITÓRIO, pois o contraditório faz parte do direito. Está provado que pare esse indivíduo o contraditório não existe ou não deve existir. A mesma imprensa que o promoveu, vai se encarregar de destruí-lo. Basta que ele tire da gaveta qualquer processo que envolva figurões do PSDB ou do DEM. Seu prazo de validade está próximo do fim.

    • Pois é, Gil, e ainda tem gente que quer dar uma de que o Lewandowski é que está errado. Veja aí resposta que dei a um desses no Blog do Nassif:

      “Nossa, Alessandre mas vc não quer MESMO entender o ponto, né? A essas alturas pouco importa quem está com a razão e, afinal, é como disse o Daniel, cada um poder fazer uma leitura diferente. O que deixou todo mundo chocado foi a reação do JB. A coisa parece que vai piorando e é impossível uma pessoa que não consiga conviver com opiniões divergentes, presidir ou mesmo compor um colegiado. O fato é que o cara não admite ser contrariado e qdo a vítima é o Lewandowski, aí a coisa fica pior. Ele tomou a revisão da AP470 como pessoal e transformou um de seus pares em adversário. E, nem adianta aquela argumentação do Fugh de que o Lewandowski sabe tirar o JB do sério e usa isso para expor o temperamento dele pq não cola. O Lewandowski diverge dele com o maior cuidado e o maior respeito.

      O problema é que o desrespeito a um dos outros ministros é desrespeito a Corte, ao Judiciário, ao país inteiro. Tem cabimento uma coisa dessas? Aquilo é um julgamento a vida de pessoas está em jogo e o JB mais preocupado em encher o saco do outro e de qq um que ouse discordar dele. Vc acha isso normal?

      JB não sofre qq tipo de pressão, é o cara do Merval, o herói das passeatas e, afora a mídia que vende o país como muito interessado nesse julgamento, a verdade é que quem está sob pressão é o Lewandowski pq o resto não está nem aí para os réus, para o julgamento ou mesmo para o STF. É ele que carrega o peso de um julgamento justo pq é só dele que os réus, militantes e simpatizantes podem esperar alguma coisa. Isso é bom para vc? O STF conta com 11 ministros e os réus sabem que, apenas UM, está interessado em, pelo menos, tentar fazer justiça. Te parece uma posição confortável? Não é melhor estar cacarejando baboseiras como o decano, ou fingindo que não sabe que estão promovendo um linchamento como os demais? É muito fácil ser JB nesse julgamento, Alessandre pq a nossa situação tb é horrível pq a gente acaba pressionando o único que não merecia sofrer qq tipo de pressão, ainda mais de nossa parte. O Lewandowski acaba apanhando da mídia, dos pares e, para piorar, acaba pressionado a apanhar mais ainda por quem só tem ele no plenário. O curioso é que o Poder contramajoritário tá voando em céu de brigadeiro, né?

      Vou te dar um exemplo. Hoje, no twitter, qdo a Simone Vasconcellos ( não é do PT, a gente nem sabe quem é mas sabe que entrou de gaiata, nessa AP ) foi condenada, por unanimidade de quem nós fomos cobrar? Lewandowski e MAM… Eles deixaram… Isso é justo? Talvez, o melhor seja o ministro Lewandowski não falar mais nada e acompanhar o maluco em tudo, assim como fazem os outros para não esquentar a cabeça. Aliás,com relação ao 2474, eu mesma já havia postado nesse sentido; seria melhor o ministro MAM tentar pq, do contrário, seria desgastar mais ainda o Lewandowski.

      Alessandre, não interessa o ponto, entende? O JB não tem o direito de fazer isso com ninguém. Ele não está acima dos demais e mesmo que estivesse, não poderia fazer o que ele fez. Faz isso pq sabe que a noite, o Merval transfere a culpa para o Lewandowski, os portais vendem o evento como bate-boca entre ministros, o que não é verdade e os outros ministros – talvez envergonhados por sua própria falta de coragem ou constrangidos por decisões equivocadas e orgulhosos e vaidosos demais para voltar atrás – prestam sua solidariedade ao JB pq preferem legitimar sua mediocridade a que curvar-se a independência, desconcertante do Revisor. O duro é que nossos magistrados se incomodam mais com um mínima divergência do Lewandowski do que se orgulham de sua quase unanimidade. Pq um voto vencido incomodaria tanto? MAM é voto vencido, sempre e isso não faz com que os demais tirem as calças pela cabeça, em plenário. Por alguma razão JB não se sente ameaçado por MAM, o que é uma estupidez, digna dele mas sente-se ameaçado pelo Lewandowski e faz questão de deixar isso claro, a todo momento.

      Qdo o STF divulgou o número de processos despachados pelo R. L., a primeira coisa que JB fez qdo voltou foi tb apresentar seus feitos… O cara falou do falecimento da esposa do Ministro Teori e lá vem ele, fazer observações… JB disputa com ele pq já sabe, assim como todo mundo que OAB, IAB, AJUFE, ANAMATRA, AMB, etc… não veem a hora de descontar essa promissória…

      Então, o RL não é Lewiandowski, não pq se fosse, faria o mesmo que os outros ministros estão fazendo, ou seja, PORRA NENHUMA! Isso é ser leviano, sobretudo sabendo que a vida das pessoas depende de suas decisões. Arruma outro apelidinho pq o Revisor pode ser qq coisa, menos leviano. Foi o único que levou esse julgamento a sério, desde o início, tanto assim que foi excluído da reunião secreta de magistrados para organizar a patranha. Vc lembra, né? O único que teve a decência de dizer em plenário que não sabia que o revisor não sabia da reunião foi MAM, o resto calado estava, calado ficou e assim estão até hoje.”

  7. Se quiser ser candidato, Barbosa terá que fazer sumir um certo B.O. que deve estar em alguma delegacia de Brasília. Algo relativo à Lei Maria da Penha. Coisa feia…

    • Se é que esse B.O. já não sumiu. Como o processo da “Poderosa” na Receita Federal. Aliás, não se fala mais no assunto. E o caso da TV-Paulista? Quando, algum repórter investigativo vai atrás dessa história?? Olhem, dá um enredo de novela. Das nove.

  8. Esse cidadão JB não merece respeito, só interessa a ele a sua candidatura a presidente, com o apoio da globo,que deve indicar o Merval de vice.

  9. O Black Bloc supremo estraçalha a Constituição e destrói o Direito.

  10. Edu,

    Você pensou na dupla Nho Barbosa e Nha Marina?
    Vai ser melhor do que Itamar e Tápior )Collor e Itamar)

  11. Só néscios e oportunistas interesseiros podem aplaudir Joaquim Barbosa. Trata-se de um desequilibrado emocional, que pauta sua ação por impulsividade sensível sem nenhum controle da razão. Segue mais a natureza espontânea e instintiva própria da nossa dimensão animal, que prepondera quando não lhe pomos o freio controlador da razão, qualidade específica da dimensão humana. Está bastante evidente que suas reações são aquilo que Freud chama de contrafobia, é agressivo para defender-se de sua insegurança e complexos. Na área da biologia, Konrad Lorenz explica esse tipo de comportamento do Joaquim Barbosa como reação filogenética, muito comum na natureza animal. É o que ocorre com a rã quando ameaçada no banhado pela cobra, incha e se estufa para mostrar uma força que lhe falta. A moçada insegura quando entra na festa cheia de garotas bonitas também estufa o peito para parecer atraente e defender-se da própria insegurança. São Francisco tinha toda razão, a rã assustada com a cobra, o jovem da festa e o Presidente do STF são irmãos. Joaquim Barbosa, por trás daquela agressividade toda, tenta inutilmente ocultar sua enorme fragilidade emocional. E revela evidente despreparo para ser ministro do STF, mais ainda para ser seu presidente. Todavia, não é o único responsável pelo brutal desgaste que a Suprema Corte está sofrendo, certamente a maior de sua mais que centenária respeitável existência.

  12. Deus é Pai, não é Padrasto. Esse projeto de Mugabe do STF não vai longe…

  13. RODRIGO JANOT…
    Será mais um tiro no pé?
    Porque não Franklin Martins?
    FHC só indicou gente dele.
    Por que a Presidenta não indicou Franklin Martins?
    Tenho a impressão de não ter porque votar em quem gostaria de continuar votando.
    Deus meu, espero estar errado.

  14. Ctr+C – Ctr+V do megacidadania:

    AGORA É NA PORTA DO JB
    Domingo 18/08 às 15:00h
    Av Borges de Medeiros, 239 – Lagoa, canal do Jardim de Alah (RJ)
    Concentração a partir das 14:30h

    http://www.megacidadania.com.br/todo-mundo-na-porta-do-jb-ao-vivo-c-midia-ninja/

  15. Ah, não. Ele passou da conta. De boa, se o ministro Lewandowski fosse meu pai, os outros ministros do STF iam passar o resto do dia de hoje, juntando os dentes do JB no plenário, para aprenderem a deixar de ser covardes, tb. Que absurdo! Tem muita graça o psicopata do JB começar a farta distribuição de coices, as ferraduras vão, invariavelmente, para o Lewandowski pq é quem contraria ele e o resto fica quietinho fingindo que não sabe que o cara é um louco furioso. Revoltante!

    Aquele decano baba-ovo é quem coloca mais pilha no maluco, fica só no pega Rex com aquela vozinha de gente boa, bloqueando os debates. Esse julgamento tem que ser anulado. Os ministros morrem de medo dele. Desde ontem é um tal de acompanho o relator que já estava gerando debates no twitter. Hoje, só pq o Lewandowski discordou de UM aspecto de UM dos embargos, deu isso tudo aí. Foi horrível. Engraçado é a que a TV Justiça, antes da Sessão começar, alertava para a segurança reforçada FORA do plenário. Ah então tá, né? O perigo maior está lá dentro. QQ ministro estará mais seguro aqui fora do que em ambiente fechado com JB.

    Ele tão pirado que teve a capacidade de dizer que o Ministro Lewandowski não respeita o STF! Um magistrado que declara em alto e bom som que revisão de decisão é arrependimento e que apreciar embargos é chicana tem que sair de camisa-de-força do plenário. Mas no STF ele é o cara e todo mundo acha lindo ele entrar em surto psicótico qdo é contrariado. Ninguém fala nada, tipo, briga desses dois aí… O que é uma sacanagem pq o cara não fez, absolutamente, NADA. Tem um maluco presidindo o STF e o CNJ e os demais magistrados, sequer, são capazes, de solidarizar-se com quem está sendo atacado. E é canalhice mesmo pq qdo o Lewandowski divergiu do Barbosa, todo mundo teve boca pra falar, pra dar palpite, para colocar pilha… É tudo uma cambada de Ayres Britto, lembra como era? O Barbosa dava os pitis e qdo o Lewanddowski ia falar, aí Ayres Britto vinha querer apartar. Nojento e covarde o que aconteceu hoje no plenário. Reputação ilibada e notório saber para se esconder debaixo da mesa qdo ouvem um gritinho histérico?

    Conseguiram a proeza de manter a pena de quase 13 anos para a Simone Vasconcellos. O Raymundo Pereira já tinha falado com ela. Era empregada dos caras, ganhava uma merreca e eles sabem disso. foi usada pelo PGR como coringa para atingir o número necessário para a formação de quadrilha. É maldade misturada com covardia. É usar poder para prejudicar os outros e, pior, omitir-se…

    Perdi a paciência e a educação com essa gente. Vão se ferrar! Esse JB aí, não vai no papo, não. Enquanto um não perder a cabeça e enfiar a mão na cara dele ele não vai parar e aí, os covardes todos vão pular para apartar e dizer, ah nossa que deselegante… Isso aqui é o STF… Ô raça hipócrita. Infelizmente, o único que não pode perder a cabeça é o Lewandowski pq é o futuro presidente da Corte e, é o único que enfrenta o JB. MAM, tb não tem medo dele mas quem desperta os instintos mais primitivos do JB é o Lewandowski. Parece que se apaixonou pelo cara. O sujeito não pode abrir a boca que ele cai dentro. Isso aí é paixão avassaladora, pobre Lewandowski… eu vi no 247 que foi uma assessora do Barbosa que vazou o e-mail dele. Imagina um troço desses na sua cola!? Ele chega a se tremer todo qdo tá brigando com o Lewandowski que é daquele jeito, né? Como? Não entendi. V. Excia podia explicar melhor? Mas isso não pode, V. Excia deve se retratar… Aí o cara pira mesmo kkkkkk Pessoal no twitter disse que a briga continuou lá fora e os outros minitros nem saíram do plenário ( a turma é legal ). E que lá pelas tantas o JB disse para o Lewandowski, vc me respeite!!!! Ah tá… Ninguém respeita o Barbosa mas ele só encrenca com o Lewandowski que é justo o que tem o maior saco para aturar os ataques de Creuza dele. O resto tem medo mesmo.

    No lugar dele eu só ia trabalhar disfarçado e se recebesse ad. periculosidade. Compra uma peruca, um vestido, uns óculos escuros… troca de lugar com a Rosa Weber e saí da mira da maluco, não dá ponto visual, vai falando e finge que ele não está ali, responder é pior pq maluco adora aparecer. E baixa uma sirene de ambulância no celular, qdo ele começar bota pra tocar pq maluco é maluco mas não é burro, é só ouvir ambulância que eles piam fininho.

  16. Lewandosky fez uma pergunta a Barbosa emblemática: “Porque tanta presa?”

    Dia 03 de Outubro é a data final para ser candidato a presidência.

    Parece que Eduardo tem razão no que diz.

  17. Estou cada vez mais de paciência esgotada com esse coroné que está na presidência do STF. Sujeito mal educado e irresponsável. Se sente um verdadeiro general nazista, que não tolera a diferença de opinião.

    Estamos perdidos diante desse descalabro. Condenaram vários sem prova nessa Ação Penal 470 e aqueles q ousarem rever seus votos serão massacrados pelo capitão do Mato e pelo PIG. Um verdadeiro linchamento.

    Edu, sugiro que façamos mais um desagravo ao ministro Lewandowski.

  18. Elio Gaspari

    Abafaram o caso na Assembléia paulista e ele reapareceu em todo o mundo, no “Wall Street Journal”
    A TROPA DE choque do governador José Serra na Assembléia Legislativa de São Paulo impediu, pela segunda vez, que a CPI da Eletropaulo discutisse as maracutaias da fornecedora de equipamentos Alstom com os governos tucanos. Derrubaram requerimentos de convocação de ex-administradores e rejeitaram até mesmo requisições de documentos relacionados com uma investigação que segue seu curso na Suíça e na França.

    Para quem queria manter o caso longe da luz do sol, o garrote da Assembléia pareceu um capuz eficaz. Faltou combinar com o “Wall Street Journal” e com os promotores europeus. Dois dias depois da vitória da tropa de choque, três repórteres, trabalhando em Paris, Berlim e São Paulo expuseram pela segunda vez as propinas da Alstom.

    A investigação suíça chegou a um arquivo de 11 pastas guardado na casa da secretária de um banqueiro, em Zurique. Lá está documentado que, em 1997, a Alstom começou a pagar propinas a um intermediário brasileiro. Deram-lhe o codinome de “Claudio Mendes” e repassaram-lhe pelo menos US$ 5 milhões. Esse dinheiro azeitava contratos de compra de equipamentos para hidrelétricas e o Metrô de São Paulo.

    A Alstom e “Claudio Mendes” montaram uma lavanderia internacional de propinas. Alguns tintureiros já apareceram. Entre 1998 e 2001, o engenheiro José Geraldo Villas Boas, ex-presidente da Cesp, recebeu US$ 1,4 milhão da Alstom. Villas Boas assegura que prestou serviços à empreiteira, mas reconhece que outros pagamentos eram fictícios. Quais? “O quê, você quer que eu leve um tiro?”

    A suposição de que o caso da Als- tom pode ser abafado é produto da arrogância.

    José Serra, sua tropa de choque e os grão-tucanos ganharam a companhia de “Claudio Mendes”. Quem é ele? Como não é ninguém, a operação abafa produzirá um só resultado: “Claudio Mendes” serão aqueles que não quiserem ouvir falar da Alstom.

  19. Eu gostaria de assistir os outros ministros decentes dessa corte, provocarem o Barbosa pra ver até que ponto ele chegaria na sua arrogância e na sua vingança de querer reparar todas as maldades contra os escravos do passado, mas tudo para cima do Dirceu e do PT como eles fossem os culpados históricos. Ele quer é aparecer pra mídia e para a casa grande que escravizou os seus descendentes.Pode isso? Puro ódio!!!

  20. Se algum ministro chamasse Joaquim Barbosa de “chicaneiro”, a mídia estaria pedindo fuzilamento sumário do irresponsável.

  21. O mais santo de todos e Lula

  22. O presidente da Assaz, empresa sediada em apartamento funcional do governo, que comprou um apto em Miami por 10 contos, esse cara só pode ser campeão da ética é da rede globo mesmo…

  23. O que o Barbosa está fazendo na presidência STF,é denegrir mais a imagem que a população tem da justiça brasileira,fazendo caras e bocas pra ser notícia na mídia venal,que hoje infla o EGO do supremo presidente,e qdo esta mesma mídia ,ñ precisar mais dos serviços do ministro,lhe pinchará um anonimato …Barbosa é um candidato certo ao ostracismo.

  24. A HISTÓRIA QUE OS GOLPISTAS E VENDILHÕES DA PÁTRIA DE HOJE E DE SEMPRE NÃO QUEREM QUE SE CONTE COM SEUS VERDADEIROS DETALHES. GUARDE PARA CONTAR OU FAZER PALESTRA SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA DO GOLPE MILITAR CONTRA O JOÃO GOULART (JANGO) NO DIA 1º DE ABRIL DE 1964.
    A ORIGEM – Ontem dia 24 de agosto, 59 anos (1954) da morte de Getulio Vargas. Acossado pela mídia (vendida- até hoje, sempre vendida) inclusive a rede Globo que incentivava e dava cobertura ao maior golpista civil da nossa história: Carlos Lacerda, governador do Rio de janeiro, que atacou Getulio até o seu último minuto de vida. E com o suicídio de Getulio, Lacerda. que estava no palácio do governador, entrou em pânico e fugiu do palácio das Laranjeiras. E sumiu de circulação por um bom tempo! E ele repetiu a dose em 1964, aí a vítima era João Goulart e ele fugiu escondido em uma ambulância. Nessa ele pensou que seria o presidente civil da ditadura. Os milicos não deixaram! E foi no governo do Getulio Vargas que se iniciou um movimento da CIA para sabotar o governo brasileiro e até, se possível, derrubá-lo em um golpe de Estado, o que de fato aconteceu uma década depois. Felizmente está mais que declarado e provado com documentos do próprio EUA, que foi a CIA que planejou, coordenou e executou o golpe militar no Brasil, que derrubou o João Goulart da presidência do Brasil, para implantar uma ditadura militar que durou 21 anos. Esse golpe, foi apresentado ao presidente John Kennedy que o aprovou na hora. Kennedy, que achava que o Brasil era quintal dos EUA e também não gostava do Jango, porque achou-o muito atrevido, porque na década de 50, quando João Goulart era ministro do Trabalho do governo Vargas sofreu uma crítica maldosa do “The New York Times” e então escreveu uma carta-resposta, (fato que nenhum país subdesenvolvido no mundo fizera) ao jornal que o criticou baseado nas mentiras da mídia (sempre vendida) brasileira e que foi publicada no dia 8 de março de 1953, em editorial! Se eu não me engano o presidente dos EUA era Harry Truman. E Jango respondeu ao jornal americano: “O Ministério do Trabalho não foi criado para servir de instrumento deste ou daquele grupo, mas sim para atender a todos – patrões e empregados – sem qualquer distinção. Argumentam os pseudo-guardiães da democracia brasileira, contudo, que sou apenas o ‘ministro dos trabalhadores’, pois estaria inteiramente divorciado da indústria e do comércio. Na verdade, venho dedicando especial atenção ao proletariado, que não dispõe, como aquelas duas classes, de meios prontos e eficazes para a defesa dos seus direitos. O trabalhador, isoladamente ou através dos sindicatos, recorre somente ao seu Ministério. Mas isso, essa confiança do proletariado na Secretaria de Estado que dirijo, deveria constituir um motivo de tranquilidade e nunca de alarme. Pretender-se-ia, talvez, que o operariado brasileiro, já tão desencantado, não acreditasse nos poderes constituídos? Nesse caso, sim, estaríamos fazendo o jogo dos inimigos do regime, que desejam levar as massas ao desespero, a fim de implantar no país o clima de inquietação social propício à subversão da ordem.
    “No meu caso, além de ataques infames à minha honorabilidade, inventam as mais sórdidas mentiras e intrigas, como é exemplo essa pitoresca ‘república sindicalista’ que anda nas manchetes de alguns jornais. Acusam-me de peronista porque prestigio as organizações dos trabalhadores, que são os sindicatos. Ora, os sindicatos são, exatamente, os órgãos de representação e defesa dos interesses profissionais e econômicos das diferentes categorias, tanto de empregados como de empregadores. É dever do Ministério do Trabalho, portanto, estimular e prestigiar a organização sindical. Jamais poderia estar nos meus intuitos a transformação dessas entidades em instrumentos de ação política, não só porque isto seria desvirtuar-lhes as finalidades, como também a isso se opõem os preceitos da lei. “Nesta oportunidade, e a propósito de um editorial no The New York Times, devo dizer que o Ministério do Trabalho não pretende utilizar-se da sua influência para fazer inclinar o movimento operário neste ou naquele rumo, mas deseja tão somente que se oriente no sentido dos legítimos interesses das classes trabalhadoras e rigorosamente dentro da Constituição, das leis e dos sagrados interesses nacionais. “Também, não passa de torpe intriga o boato de que sou contra o capitalismo. À frente do Ministério do Trabalho estou pronto para aplaudir e estimular os capitalistas que, fazendo de sua força econômica um meio legítimo de produzir riquezas, dão sempre às suas iniciativas um sentido social, humano e patriótico. Sou contra, isso sim, o capitalismo parasitário, exorbitando no ganho e imediatista no lucro, contra o capitalismo cevado à base da especulação, que afinal só contribui para o desajustamento social. Não é admirável que, enquanto uns estão ameaçados e morrem de fome, outros ganham num ano aquilo que normalmente deveriam ganhar em 50 anos ou até séculos.” (Fonte dessa carta: jornal Hora do Povo)
    Com a morte de Kennedy, Lindon Johnson o aprovou também e assumiu a sua direção. O golpe militar da CIA, foi coordenado aqui no nosso país, pelo embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, que viajou muito pelo nosso país, como agente da CIA no início do governo Jânio Quadros e o plano foi executado pelo seu assessor militar, o então major Vernon Walters. Todavia, repito, o início de tudo aconteceu bem antes, no início da década de 50, quando houve a guerra da Coréia (26 de Junho de 1950 a 27 de Julho de 1953). Foi nesse tempo que surgiu um fato que deu origem a atitude dos EUA procurar sabotar o governo brasileiro nacionalista de Getulio e que se estendeu para os governos de Juscelino e João Goulart e que culminou com o golpe militar de 1964. Getulio Vargas estava sendo vítima de uma cobrança sistemática do atrevido embaixador americano no Brasil (se não me engano Pawley Jr.), no palácio do Catete, para que o Brasil enviasse uma tropa para a guerra da Coréia. E o general nacionalista Newton Estilac Leal, ministro da Guerra de Getulio, o aconselhou a não enviar tropas brasileiras à guerra da Coréia devido as condições do terreno do local, totalmente inóspito para os nossos soldados! E o embaixador dos EUA continuava pressiondo o governo de Getulio. Então o general Estilac Leal, pediu ao Getulio para que ele (Estilac) assumisse a missão de informar ao embaixador americano que o Brasil não iria mandar tropas para participar da guerra da Coréia! E foi o que general fez, mas não imaginava a reação áspera e dura do embaixador ante à negativa do governo brasileiro. O embaixador ligou de imediato para o presidente dos EUA e o aconselhou a suspender toda ajuda ao governo brasileiro e começaram a trabalhar para prejudicar o governo Vargas E a pressão foi tão grande contra o Getulio que ele teve que demitir o general Estilac Leal e foi naquele dia, daquele mês e daquele ano que chegou até às forças armadas brasileiras um plano inicial elaborado para enfraquecer o governo nacionalista de Getulio Vargas! O governo dos EUA afirmou publicamente que não iria mais ajudar o governo Vargas em novos projetos e se iniciou uma guerra surda e suja contra o governo de Getulio! E foi quando surgiu entre os militares das Forças Armadas, várias a organizações que começaram a operar no final da década de 50. A conspiração era para desfechar um golpe de Estado a pretexto de combater o comunismo que chegou até o governo João Goulart. Eram militares simpatizantes da UDN e PSD (como o PSDB, DEM e PPS, hoje) partidos que sofriam a ojeriza dos eleitores brasileiros, isto é, não tinham como ganhar uma eleição presidencial e então só restava conspirar para derrubar em um golpe de Estado, o presidente eleito. Toda aquela onda, pressão diária sistemática da mídia brasileira (sempre vendida) contra Getulio comandada por Carlos Lacerda fazia parte do plano da CIA, que resultou no suicídio de Getulio Vargas e que hoje (DIA 24/08/12) fazem 58 anos. Diante da reação popular de revolta ante a morte de Getulio, os golpistas ficaram com medo e se encolheram. E no governo Juscelino os golpistas voltaram a agir e tentaram aqui e ali, o golpe com insurreições, mas o general Henrique Dufles Teixeira Lott, legalista e nacionalista, ministro da Guerra, estava de ouvidos apurados e olhos bem abertos contra os golpistas. Aí veio o Jânio e sua renúncia e a tentativa dos golpistas de impedir a assunção de João Goulart (Jango) à presidência do Brasil. Todavia havia um político nacionalista chamado Leonel de Moura Brizola governador do Rio Grande do Sul, que fez a campanha pela legalidade através do rádio e Jango foi empossado, mas em um governo parlamentarista, que depois, através de um plebiscito popular, voltou ao presidencialismo. Bem, aí piorou, pois veio com toda a força a CIA com o seu plano para derrubar o Jango, que teve como coordenador, o embaixador dos EUA aqui no Brasil, Lincoln Gordon, como executor o assessor militar da embaixada, o então major Vernon Walters. Para isso a CIA recrutou pessoas e entidades, tanto através das organizações criadas para isso como o IPES (Instituto de Pesquisa Social), da ADEP (Ação Democrática Popular) quanto do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e até diretamente, de inúmeros oficiais dos mais diversos escalões das forças armadas. E com esse bem articulado trabalho de corrupção, inédito na história do Brasil (revelou a CPI DO IBAD), a CIA aliciou o que pôde: militares, empresários, fazendeiros, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais; senadores, governadores de Estado, jornalistas, profissionais liberais, donas de casa, estudantes, dirigentes sindicais, cardeal, arcebispos, bispos, padres, pastores das igrejas evangélicas, operários e camponeses. Enfim, todas as classes e categorias da sociedade civil brasileira, segundo apurou a Comissão Parlamentar de Inquérito, do IBAD, do IPES e da Cruzada Democrática. Para conseguir financiamento, inicialmente para impedir a eleição de políticos nacionalistas, foi convocado o americano que vivia no Brasil, Ivan Hasslocher, dono da agência de propaganda S.A. Incrementadora de Vendas Promotion, que de imediato criou o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) no mês de maio de 1959 ainda no governo Juscelino Kubistchek e depois em 1961 foi fundado o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), um dos fundadores era o general Golbery Costa e Silva e ainda, não satisfeitos, fundaram a ADEP (Ação Democrática popular), em 1962 para ajudar a recolher dinheiro dos empresários americanos com negócios no Brasil. Até o início de 1963 foram arrecadados mais de dois bilhões de cruzeiros (muito mais grana do que dois bi hoje)! Até o general Golbery Couto e Silva viajou com milhões de cruzeiros ao Rio Grande do Sul para financiar candidatos antinacionalistas! O IBAD tinha uma conta secreta no Royal Bank que enviava as doações das grandes empresas estrangeiras, principalmente as norte-americanas e algumas poucas brasileiras. Ivan Hasslocher ganhou o apelido de “Goebbels caboclo” (referência ao general Paul Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista, que era encarregado de moldar e irradiar as mensagens nazistas para o povo alemão e é dele a ideia que a CIA hoje usa na mídia internacional quando quer invadir um país para roubar-lhe suas riquezas, que é: repita sempre, sempre uma mentira, cem vezes, se preciso for, a favor do governo ou contra os seus inimigos que ela se transformará em verdade para a maioria do povo. E as doações arranjadas pelo Ivan Hasslochen, arrecadadas no início foi para financiar a campanha eleitoral dos candidatos que não fossem nacionalistas e isso tudo era falado na maior “careta de pau”, sem esconder nada, falando abertamente, que a grana era para financiar políticos, empresários, fazendeiros, banqueiros, profissionais liberais e as diversas lideranças religiosas e associativas, para eleger políticos que não fossem nacionalistas. Segundo o ex-deputado Eloy Dutra, foi cassado depois, que participou da CPI e escreveu o livro “IBAD A Sigla da Corrupção”, Ivan Hasslocher, com o dinheiro arrecadado, selecionou e apoiou cerca de 250 candidatos a deputado federal, 600 deputados estaduais, 8 candidatos a governadores e inúmeros candidatos ao senado. Um candidato à deputado federal recebia CR$ 1 milhão e 600 mil, um deputado estadual CR$ 800 mil. O grupo IBAD/IPES/ADEP gastou 1 bilhão e 40 milhões de cruzeiros, nos 150 dias que antecederam as eleições de 1962. E posteriormente como os eleitores brasileiros continuaram a votar nos candidatos nacionalistas, isto é, contra os candidatos antinacionalistas. Apesar de tanto dinheiro, perderam a eleição e houve uma grande reviravolta na missão fim do dinheiro arrecadado e ele passou financiar uma estrutura cívico-militar para derrubar o presidente João Goulart, através de um golpe militar! E também era na maior “careta de pau” que os emissários do IBAD/ADEP/IPES, entravam nos quartéis para falar do dinheiro disponível (só com alguns oficiais superiores e generais, porque de capitão pra baixo, em sua maioria eram getulistas, janguistas e nacionalistas). Ivan Hasslocher fez um grande trabalho, pois comandou 80 programas semanais de rádio, arrendou por 90 dias o jornal “A Noite” (era um dos grandes jornais do Rio de janeiro) e a “Ação Democrática”, uma revista mensal com 250 mil exemplares, em papel couchê de ótima qualidade. Era distribuída gratuitamente e “milagrosamente” sem nenhum anúncio publicitário. E Ivan Hasllocher, depois do golpe militar, com medo de represálias, fugiu do Brasil, com a mala cheia de dólares e viveu uma vida nababesca em paraísos fiscais e acabou no seu país de origem milionário (ou bi?) em dólares. O principal “organizador civil” do golpe militar de 1964, morreu em Houston, EUA em maio de 2000, no mesmo mês em que ele fundou a sua entidade golpista no Brasil em 1959. Uma grande parte dos bilhões arrecadados foi para pagar órgãos de imprensa escrita, falada e televisada para desmoralizar o governo João Goulart. Essa dinheirama toda foi para entidades e pessoas em todos os estados do Brasil e para pagar a arregimentação de pessoas, associações neutras, políticas, religiosas e de trabalhadores em todos os movimentos anti-Jango e principalmente para participar das duas marchas do Rio e São Paulo. A “Marcha da Família pela Liberdade” e a fatura foi muito bem paga, porque os organizadores conseguiram arregimentar nas duas marchas quase 3 milhões de pessoas. Eles tinham urgência em tirar o Jango do poder! E, infelizmente, eles conseguiram no dia 1º de abril de 1964! Quando os militares derrubaram o Jango, o general Castelo Branco (quem diria?) foi o escolhido, “à dedo” pela CIA para ser presidente do Brasil! E tão logo os militares assumiram o poder, colocaram em toda a mídia que o governo João Goulart, além de ser comunista e subversivo, havia destruído as finanças do Brasil, pois devíamos 3 bilhões de dólares ao FMI e 3 anos depois o Brasil ditatorial passou a dever 6 bilhões e 6 anos depois a dívida foi à 12 bilhões e para resumir: 21 anos depois, no fim da ditadura militar estávamos devendo 128 bilhões de dólares ao FMI e já havíamos pagos só de juros (sem os 129 bilhões), 280 bilhões de dólares! A ditadura militar aumentou a dívida do João Goulart em 43 vezes! E tem muitos coronéis e generais (a maioria deles eram 1º ou 2º tenentes em 1964, portanto não tinham as informações dos coronéis e generais sobre a organização e o andamento do golpe militar) que dizem por aí que a sociedade foi aos quartéis para pedir para derrubar o João Goulart porque ele era comunista! Que sociedade foi essa que foi nos quartéis chamar os militares para derrubar o João Goulart? Só se foi a sociedade da CIA, do IBAD, do IPES, da ADEP e da Cruzada Militar Os militares demitiram, cassaram, perseguiram, prenderam, torturaram, desapareceram e mataram tanta gente, mas, como incompetentes que eram (eles sim destruíram a economia do Brasil), deixaram até os seus próprios salários defasarem. Se a ditadura militar conservasse o mesmo nível de aumento, um general estaria ganhando hoje 32 mil reais! E foi somente no governo do presidente Lula que melhorou esses salários, isto é, cerca de 50 anos depois. Ah, acabou que o Lula pagou toda dívida do FMI! Quanto a falação dos amantes da ditadura militar, que criticam os casos de corrupção no governo Dilma, que bom que eles possam falar porque, estamos todos em um regime democrático. No governo deles quem se atreveria a denunciar corrupção seria morto em praça pública! Imaginem alguém denunciar na ditadura militar o escandaloso super-faturamento da construção da Ponte Rio-Niterói, do ministro-coronel Mario Andreazza e principalmente, o maior escândalo no Brasil até hoje de super-faturamento, que foi o da construção da represa de Itaipu que consumiu cerca de 39 bilhões de dólares, o que dava para construir duas represas! E naquele tempo o dólar era muito mais valorizado do que hoje! Mas como era uma ditadura sanguinária, ninguém podia denunciar nada porque na mídia os senhores ditadores vendiam uma imagem de “santos” e “super-honestos.” Se prendia, se torturava e se matava por muito menos do que isso! Acessem na internet o documentário do jornalista Flavio Tavares “O dia que virou 21 anos” com vídeos feitos pelo governo americano, onde tem até exigência do Lindon Johnson de que todos os partidários do João Goulart deveriam ser presos e surrados, logo após a sua derrubada! O sinal aberto para as perseguições, para cassações, prisões ilegais, para as torturas e mortes na ditadura militar no Brasil!
    ARTIGO DE WALTER VASCONCELOS DE AMORIM

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    A HISTÓRIA QUE OS GOLPISTAS E VENDILHÕES DA PÁTRIA DE HOJE E DE SEMPRE NÃO QUEREM QUE SE CONTE COM SEUS VERDADEIROS DETALHES. GUARDE PARA CONTAR OU FAZER PALESTRA SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA DO GOLPE MILITAR CONTRA O JOÃO GOULART (JANGO) NO DIA 1º DE ABRIL DE 1964.
    A ORIGEM – Fazem hoje, dia 24 de agosto, 59 anos (1954) da morte de Getulio Vargas. Acossado pela mídia (vendida- até hoje, sempre vendida) inclusive a rede Globo que incentivava e dava cobertura ao maior golpista civil da nossa história: Carlos Lacerda, governador do Rio de janeiro, que atacou Getulio até o seu último minuto de vida. E com o suicídio de Getulio, Lacerda. que estava no palácio do governador, entrou em pânico e fugiu do palácio das Laranjeiras. E sumiu de circulação por um bom tempo! E ele repetiu a dose em 1964, aí a vítima era João Goulart e ele fugiu escondido em uma ambulância. Nessa ele pensou que seria o presidente civil da ditadura. Os milicos não deixaram! E foi no governo do Getulio Vargas que se iniciou um movimento da CIA para sabotar o governo brasileiro e até, se possível, derrubá-lo em um golpe de Estado, o que de fato aconteceu uma década depois. Felizmente está mais que declarado e provado com documentos do próprio EUA, que foi a CIA que planejou, coordenou e executou o golpe militar no Brasil, que derrubou o João Goulart da presidência do Brasil, para implantar uma ditadura militar que durou 21 anos. Esse golpe, foi apresentado ao presidente John Kennedy que o aprovou na hora. Kennedy, que achava que o Brasil era quintal dos EUA e também não gostava do Jango, porque achou-o muito atrevido, porque na década de 50, quando João Goulart era ministro do Trabalho do governo Vargas sofreu uma crítica maldosa do “The New York Times” e então escreveu uma carta-resposta, (fato que nenhum país subdesenvolvido no mundo fizera) ao jornal que o criticou baseado nas mentiras da mídia (sempre vendida) brasileira e que foi publicada no dia 8 de março de 1953, em editorial! Se eu não me engano o presidente dos EUA era Harry Truman. E Jango respondeu ao jornal americano: “O Ministério do Trabalho não foi criado para servir de instrumento deste ou daquele grupo, mas sim para atender a todos – patrões e empregados – sem qualquer distinção. Argumentam os pseudo-guardiães da democracia brasileira, contudo, que sou apenas o ‘ministro dos trabalhadores’, pois estaria inteiramente divorciado da indústria e do comércio. Na verdade, venho dedicando especial atenção ao proletariado, que não dispõe, como aquelas duas classes, de meios prontos e eficazes para a defesa dos seus direitos. O trabalhador, isoladamente ou através dos sindicatos, recorre somente ao seu Ministério. Mas isso, essa confiança do proletariado na Secretaria de Estado que dirijo, deveria constituir um motivo de tranquilidade e nunca de alarme. Pretender-se-ia, talvez, que o operariado brasileiro, já tão desencantado, não acreditasse nos poderes constituídos? Nesse caso, sim, estaríamos fazendo o jogo dos inimigos do regime, que desejam levar as massas ao desespero, a fim de implantar no país o clima de inquietação social propício à subversão da ordem.
    “No meu caso, além de ataques infames à minha honorabilidade, inventam as mais sórdidas mentiras e intrigas, como é exemplo essa pitoresca ‘república sindicalista’ que anda nas manchetes de alguns jornais. Acusam-me de peronista porque prestigio as organizações dos trabalhadores, que são os sindicatos. Ora, os sindicatos são, exatamente, os órgãos de representação e defesa dos interesses profissionais e econômicos das diferentes categorias, tanto de empregados como de empregadores. É dever do Ministério do Trabalho, portanto, estimular e prestigiar a organização sindical. Jamais poderia estar nos meus intuitos a transformação dessas entidades em instrumentos de ação política, não só porque isto seria desvirtuar-lhes as finalidades, como também a isso se opõem os preceitos da lei. “Nesta oportunidade, e a propósito de um editorial no The New York Times, devo dizer que o Ministério do Trabalho não pretende utilizar-se da sua influência para fazer inclinar o movimento operário neste ou naquele rumo, mas deseja tão somente que se oriente no sentido dos legítimos interesses das classes trabalhadoras e rigorosamente dentro da Constituição, das leis e dos sagrados interesses nacionais. “Também, não passa de torpe intriga o boato de que sou contra o capitalismo. À frente do Ministério do Trabalho estou pronto para aplaudir e estimular os capitalistas que, fazendo de sua força econômica um meio legítimo de produzir riquezas, dão sempre às suas iniciativas um sentido social, humano e patriótico. Sou contra, isso sim, o capitalismo parasitário, exorbitando no ganho e imediatista no lucro, contra o capitalismo cevado à base da especulação, que afinal só contribui para o desajustamento social. Não é admirável que, enquanto uns estão ameaçados e morrem de fome, outros ganham num ano aquilo que normalmente deveriam ganhar em 50 anos ou até séculos.” (Fonte dessa carta: jornal Hora do Povo)
    Com a morte de Kennedy, Lindon Johnson o aprovou também e assumiu a sua direção. O golpe militar da CIA, foi coordenado aqui no nosso país, pelo embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, que viajou muito pelo nosso país, como agente da CIA no início do governo Jânio Quadros e o plano foi executado pelo seu assessor militar, o então major Vernon Walters. Todavia, repito, o início de tudo aconteceu bem antes, no início da década de 50, quando houve a guerra da Coréia (26 de Junho de 1950 a 27 de Julho de 1953). Foi nesse tempo que surgiu um fato que deu origem a atitude dos EUA procurar sabotar o governo brasileiro nacionalista de Getulio e que se estendeu para os governos de Juscelino e João Goulart e que culminou com o golpe militar de 1964. Getulio Vargas estava sendo vítima de uma cobrança sistemática do atrevido embaixador americano no Brasil (se não me engano Pawley Jr.), no palácio do Catete, para que o Brasil enviasse uma tropa para a guerra da Coréia. E o general nacionalista Newton Estilac Leal, ministro da Guerra de Getulio, o aconselhou a não enviar tropas brasileiras à guerra da Coréia devido as condições do terreno do local, totalmente inóspito para os nossos soldados! E o embaixador dos EUA continuava pressiondo o governo de Getulio. Então o general Estilac Leal, pediu ao Getulio para que ele (Estilac) assumisse a missão de informar ao embaixador americano que o Brasil não iria mandar tropas para participar da guerra da Coréia! E foi o que general fez, mas não imaginava a reação áspera e dura do embaixador ante à negativa do governo brasileiro. O embaixador ligou de imediato para o presidente dos EUA e o aconselhou a suspender toda ajuda ao governo brasileiro e começaram a trabalhar para prejudicar o governo Vargas E a pressão foi tão grande contra o Getulio que ele teve que demitir o general Estilac Leal e foi naquele dia, daquele mês e daquele ano que chegou até às forças armadas brasileiras um plano inicial elaborado para enfraquecer o governo nacionalista de Getulio Vargas! O governo dos EUA afirmou publicamente que não iria mais ajudar o governo Vargas em novos projetos e se iniciou uma guerra surda e suja contra o governo de Getulio! E foi quando surgiu entre os militares das Forças Armadas, várias a organizações que começaram a operar no final da década de 50. A conspiração era para desfechar um golpe de Estado a pretexto de combater o comunismo que chegou até o governo João Goulart. Eram militares simpatizantes da UDN e PSD (como o PSDB, DEM e PPS, hoje) partidos que sofriam a ojeriza dos eleitores brasileiros, isto é, não tinham como ganhar uma eleição presidencial e então só restava conspirar para derrubar em um golpe de Estado, o presidente eleito. Toda aquela onda, pressão diária sistemática da mídia brasileira (sempre vendida) contra Getulio comandada por Carlos Lacerda fazia parte do plano da CIA, que resultou no suicídio de Getulio Vargas e que hoje (DIA 24/08/12) fazem 58 anos. Diante da reação popular de revolta ante a morte de Getulio, os golpistas ficaram com medo e se encolheram. E no governo Juscelino os golpistas voltaram a agir e tentaram aqui e ali, o golpe com insurreições, mas o general Henrique Dufles Teixeira Lott, legalista e nacionalista, ministro da Guerra, estava de ouvidos apurados e olhos bem abertos contra os golpistas. Aí veio o Jânio e sua renúncia e a tentativa dos golpistas de impedir a assunção de João Goulart (Jango) à presidência do Brasil. Todavia havia um político nacionalista chamado Leonel de Moura Brizola governador do Rio Grande do Sul, que fez a campanha pela legalidade através do rádio e Jango foi empossado, mas em um governo parlamentarista, que depois, através de um plebiscito popular, voltou ao presidencialismo. Bem, aí piorou, pois veio com toda a força a CIA com o seu plano para derrubar o Jango, que teve como coordenador, o embaixador dos EUA aqui no Brasil, Lincoln Gordon, como executor o assessor militar da embaixada, o então major Vernon Walters. Para isso a CIA recrutou pessoas e entidades, tanto através das organizações criadas para isso como o IPES (Instituto de Pesquisa Social), da ADEP (Ação Democrática Popular) quanto do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e até diretamente, de inúmeros oficiais dos mais diversos escalões das forças armadas. E com esse bem articulado trabalho de corrupção, inédito na história do Brasil (revelou a CPI DO IBAD), a CIA aliciou o que pôde: militares, empresários, fazendeiros, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais; senadores, governadores de Estado, jornalistas, profissionais liberais, donas de casa, estudantes, dirigentes sindicais, cardeal, arcebispos, bispos, padres, pastores das igrejas evangélicas, operários e camponeses. Enfim, todas as classes e categorias da sociedade civil brasileira, segundo apurou a Comissão Parlamentar de Inquérito, do IBAD, do IPES e da Cruzada Democrática. Para conseguir financiamento, inicialmente para impedir a eleição de políticos nacionalistas, foi convocado o americano que vivia no Brasil, Ivan Hasslocher, dono da agência de propaganda S.A. Incrementadora de Vendas Promotion, que de imediato criou o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) no mês de maio de 1959 ainda no governo Juscelino Kubistchek e depois em 1961 foi fundado o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), um dos fundadores era o general Golbery Costa e Silva e ainda, não satisfeitos, fundaram a ADEP (Ação Democrática popular), em 1962 para ajudar a recolher dinheiro dos empresários americanos com negócios no Brasil. Até o início de 1963 foram arrecadados mais de dois bilhões de cruzeiros (muito mais grana do que dois bi hoje)! Até o general Golbery Couto e Silva viajou com milhões de cruzeiros ao Rio Grande do Sul para financiar candidatos antinacionalistas! O IBAD tinha uma conta secreta no Royal Bank que enviava as doações das grandes empresas estrangeiras, principalmente as norte-americanas e algumas poucas brasileiras. Ivan Hasslocher ganhou o apelido de “Goebbels caboclo” (referência ao general Paul Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista, que era encarregado de moldar e irradiar as mensagens nazistas para o povo alemão e é dele a ideia que a CIA hoje usa na mídia internacional quando quer invadir um país para roubar-lhe suas riquezas, que é: repita sempre, sempre uma mentira, cem vezes, se preciso for, a favor do governo ou contra os seus inimigos que ela se transformará em verdade para a maioria do povo. E as doações arranjadas pelo Ivan Hasslochen, arrecadadas no início foi para financiar a campanha eleitoral dos candidatos que não fossem nacionalistas e isso tudo era falado na maior “careta de pau”, sem esconder nada, falando abertamente, que a grana era para financiar políticos, empresários, fazendeiros, banqueiros, profissionais liberais e as diversas lideranças religiosas e associativas, para eleger políticos que não fossem nacionalistas. Segundo o ex-deputado Eloy Dutra, foi cassado depois, que participou da CPI e escreveu o livro “IBAD A Sigla da Corrupção”, Ivan Hasslocher, com o dinheiro arrecadado, selecionou e apoiou cerca de 250 candidatos a deputado federal, 600 deputados estaduais, 8 candidatos a governadores e inúmeros candidatos ao senado. Um candidato à deputado federal recebia CR$ 1 milhão e 600 mil, um deputado estadual CR$ 800 mil. O grupo IBAD/IPES/ADEP gastou 1 bilhão e 40 milhões de cruzeiros, nos 150 dias que antecederam as eleições de 1962. E posteriormente como os eleitores brasileiros continuaram a votar nos candidatos nacionalistas, isto é, contra os candidatos antinacionalistas. Apesar de tanto dinheiro, perderam a eleição e houve uma grande reviravolta na missão fim do dinheiro arrecadado e ele passou financiar uma estrutura cívico-militar para derrubar o presidente João Goulart, através de um golpe militar! E também era na maior “careta de pau” que os emissários do IBAD/ADEP/IPES, entravam nos quartéis para falar do dinheiro disponível (só com alguns oficiais superiores e generais, porque de capitão pra baixo, em sua maioria eram getulistas, janguistas e nacionalistas). Ivan Hasslocher fez um grande trabalho, pois comandou 80 programas semanais de rádio, arrendou por 90 dias o jornal “A Noite” (era um dos grandes jornais do Rio de janeiro) e a “Ação Democrática”, uma revista mensal com 250 mil exemplares, em papel couchê de ótima qualidade. Era distribuída gratuitamente e “milagrosamente” sem nenhum anúncio publicitário. E Ivan Hasllocher, depois do golpe militar, com medo de represálias, fugiu do Brasil, com a mala cheia de dólares e viveu uma vida nababesca em paraísos fiscais e acabou no seu país de origem milionário (ou bi?) em dólares. O principal “organizador civil” do golpe militar de 1964, morreu em Houston, EUA em maio de 2000, no mesmo mês em que ele fundou a sua entidade golpista no Brasil em 1959. Uma grande parte dos bilhões arrecadados foi para pagar órgãos de imprensa escrita, falada e televisada para desmoralizar o governo João Goulart. Essa dinheirama toda foi para entidades e pessoas em todos os estados do Brasil e para pagar a arregimentação de pessoas, associações neutras, políticas, religiosas e de trabalhadores em todos os movimentos anti-Jango e principalmente para participar das duas marchas do Rio e São Paulo. A “Marcha da Família pela Liberdade” e a fatura foi muito bem paga, porque os organizadores conseguiram arregimentar nas duas marchas quase 3 milhões de pessoas. Eles tinham urgência em tirar o Jango do poder! E, infelizmente, eles conseguiram no dia 1º de abril de 1964! Quando os militares derrubaram o Jango, o general Castelo Branco (quem diria?) foi o escolhido, “à dedo” pela CIA para ser presidente do Brasil! E tão logo os militares assumiram o poder, colocaram em toda a mídia que o governo João Goulart, além de ser comunista e subversivo, havia destruído as finanças do Brasil, pois devíamos 3 bilhões de dólares ao FMI e 3 anos depois o Brasil ditatorial passou a dever 6 bilhões e 6 anos depois a dívida foi à 12 bilhões e para resumir: 21 anos depois, no fim da ditadura militar estávamos devendo 128 bilhões de dólares ao FMI e já havíamos pagos só de juros (sem os 129 bilhões), 280 bilhões de dólares! A ditadura militar aumentou a dívida do João Goulart em 43 vezes! E tem muitos coronéis e generais (a maioria deles eram 1º ou 2º tenentes em 1964, portanto não tinham as informações dos coronéis e generais sobre a organização e o andamento do golpe militar) que dizem por aí que a sociedade foi aos quartéis para pedir para derrubar o João Goulart porque ele era comunista! Que sociedade foi essa que foi nos quartéis chamar os militares para derrubar o João Goulart? Só se foi a sociedade da CIA, do IBAD, do IPES, da ADEP e da Cruzada Militar Os militares demitiram, cassaram, perseguiram, prenderam, torturaram, desapareceram e mataram tanta gente, mas, como incompetentes que eram (eles sim destruíram a economia do Brasil), deixaram até os seus próprios salários defasarem. Se a ditadura militar conservasse o mesmo nível de aumento, um general estaria ganhando hoje 32 mil reais! E foi somente no governo do presidente Lula que melhorou esses salários, isto é, cerca de 50 anos depois. Ah, acabou que o Lula pagou toda dívida do FMI! Quanto a falação dos amantes da ditadura militar, que criticam os casos de corrupção no governo Dilma, que bom que eles possam falar porque, estamos todos em um regime democrático. No governo deles quem se atreveria a denunciar corrupção seria morto em praça pública! Imaginem alguém denunciar na ditadura militar o escandaloso super-faturamento da construção da Ponte Rio-Niterói, do ministro-coronel Mario Andreazza e principalmente, o maior escândalo no Brasil até hoje de super-faturamento, que foi o da construção da represa de Itaipu que consumiu cerca de 39 bilhões de dólares, o que dava para construir duas represas! E naquele tempo o dólar era muito mais valorizado do que hoje! Mas como era uma ditadura sanguinária, ninguém podia denunciar nada porque na mídia os senhores ditadores vendiam uma imagem de “santos” e “super-honestos.” Se prendia, se torturava e se matava por muito menos do que isso! Acessem na internet o documentário do jornalista Flavio Tavares “O dia que virou 21 anos” com vídeos feitos pelo governo americano, onde tem até exigência do Lindon Johnson de que todos os partidários do João Goulart deveriam ser presos e surrados, logo após a sua derrubada! O sinal aberto para as perseguições, para cassações, prisões ilegais, para as torturas e mortes na ditadura militar no Brasil!

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