Populismo é invenção da direita para pegar trouxa

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O conceito “populismo” sempre foi elástico e subjetivo. Contudo, em alguns momentos da história chegou a fazer sentido. No século passado, porém, não era usado apenas para caracterizar a forma de governar de políticos de esquerda como hoje. O caudilho, que por definição governa de forma populista, poderia ser partidário de qualquer ideologia.

Em resumo, caudilho seria um chefe político que governa acima dos partidos e que adota medidas populistas (demagógicas) que agradam aos governados independentemente de serem viáveis, o que, por essa teoria, no médio e no longo prazos terminariam por causar mais malefícios do que benefícios.

No Brasil, o “caudilho populista” mais famoso é Getúlio Vargas, ainda que outros políticos trabalhistas como Leonel Brizola tenham sido associados a essa pecha.

A história do “populismo”, no entanto, importa menos do que o uso contemporâneo desse conceito, tal como vem sendo empregado na América Latina e, mais precisamente, na América do Sul ao longo do século XXI, período em que líderes de esquerda ascenderam ao poder por toda a região e a revolucionaram econômica e socialmente.

O recém-falecido Hugo Chávez foi proclamado “caudilho” e “populista” por ter contrariado interesses econômicos dos Estados Unidos e de classe social na Venezuela, e exportado um modelo de organização social e econômica para vários outros países da região, dos quais os governantes também foram rotulados como “populistas”.

O conceito contemporâneo de populismo, assim, tem servido para grupos de direita tentarem subverter a imagem de governos que vem reduzindo a pobreza e distribuindo renda e que, por isso, tornaram-se extremamente populares.

Com efeito, para a direita latina o venezuelano Chávez foi populista, o brasileiro Lula é populista, o boliviano Evo Morales é populista, o equatoriano Rafael Correa é populista, e por aí vai.

A direita sempre tentou vender, sobretudo aos povos de Terceiro Mundo, a premissa de que para a vida de um povo melhorar ele precisa antes passar pelo inferno. Distribuir renda, reduzir a pobreza, gerar empregos suficientes para que a demanda por mão-de-obra aumente e, assim, os salários se valorizem, tudo isso seria negativo.

Acredite quem quiser.

Governante bom seria aquele que “planta” hoje para que o povo colha benefícios no futuro. E se essa premissa lhe soa familiar, não é à toa.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca foi chamado de populista porque seu governo dito “responsável” não trouxe benefícios imediatos – ou tardios. Por isso, você sempre lê ou escuta na mídia que FHC “plantou”.

FHC não é nem foi populista porque seu governo foi impopular – terminou seu segundo mandato com 85% de rejeição. E foi impopular porque ao fim de seus oito anos de governo a inflação, o desemprego e a dívida externa explodiram, o país não tinha crédito ou credibilidade no exterior, enfim, foi uma época em que a vida dos brasileiros piorou muito.

Eis por que todo reacionário, quando confrontado com a popularidade dos governantes latino-americanos mal chamados de “populistas”, vem com aquela história de que Hitler também era popular, como se impopularidade fosse sinônimo de qualidade de um governante.

Dia desses assisti ao filme A Dama de Ferro, com Meryl Streep no papel da ex-premiê britânica Margareth Tatcher. O que se nota é a verdadeira obsessão da direita pela impopularidade, que denotaria “coragem” de tomar medidas impopulares que, em tese, depois produziriam efeitos benfazejos – o que, como se sabe, nunca acontece.

Em resumo, é a velha história de primeiro fazer o bolo crescer para depois dividir. Contudo, como bem sabem os brasileiros, o bolo cresce, cresce e nunca é dividido coisa nenhuma.

Populismo, portanto, é um conceito que busca deturpar a popularidade de um político associando-a à demagogia, como se ser popular fosse indicativo de não ser bom governante quando é justamente o oposto, pois se quem governa é popular é porque seu governo está satisfazendo a população.

Por fim, uma péssima notícia para os devotos dessa teoria canhestra: após anos sendo governados por “populistas”, os povos da América Latina entenderam que não é preciso sofrer indefinidamente para que um dia – que nunca chega – atinjam o bem estar social. O conceito “populismo”, hoje, só faz sentido para uns poucos reacionários endinheirados.

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137 Comentário

  1. O Brasil tem muito trouxa manipulável que cai na conversa dos vigaristas do pig e da gang psdb/dem/pps, muito por causa do descaso , ou omissão da comunicação social do governo. Felizmente parece que Dilma já se apercebeu disso, começando a comunicar ao povo os feitos de sua gestão, o que já está esclarecendo a verdade dos fatos, sempre escamoteada pelo pig vigarista. Espero que continue assim. Em Minas os governos do psdb fazem propaganda em horário nobre da TV pelo menos 3 vezes por semana, ao longo do ano inteiro.

  2. Eduardo,

    Este seu texto sobre o populismo é bem adequado para os tempos atuais. A título de colaboração para nos aprofundarmos nesta discussão, sugiro um livro que analisa este conceito ao longo da história: “O populismo e sua história – debate e crítica”. Editora Civilização brasileira. Organização de Jorge Ferreira.

    Abraços e continue na luta pois o seu empenho nos dá animo para continuar lutando.

    Prof. Laerte – Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de são Paulo (IFSP)

  3. Isso mesmo, ha muito tempo tenho entalado na goela esse uso, a torto e a direito (principalmente a torto) desse termo. Você disse quase tudo, Eduardo : o termo foi usado em diversos momentos, independentemente de ideologia, mas sempre com a conotação pejorativa de um discurso vazio: discurso proximo às necessidades populares sem ser acompanhado de medidas efetivamente populares, ou de apenas algumas minimas, usadas como iscas para legitimar o discurso.
    Então ja fica claro que se as medidas são eficazes e realmente populares, o termo não cabe.

    Mas faltou acrescentar que parte dessa pecha foi alimentada, não totalmente injustificadamente, pela esquerda dita revolucionaria, na época dos populismos historicos latino-americanos. Para os que so acreditavam na mudança pela revolução, essas medidas populares mesmo que não fossem vazias, estariam afastando a possibilidade de organização autônoma que entendiam ser a unica autêntica para a tomada do poder. Dai as criticas ao controle dos sindicatos a criação do PTB, etc; para citar o exemplo de Vargas. A idéia da cooptação pelega.
    Se hoje mesmo para essas figuras historicas o legado positivo é incontestavel, para além dessas ambiguidades, cabe refletir se para os novos governantes latino-americanos essa carapuça ainda serve.
    Longe de mim essa coisa de que não existe mais esquerda e direita, mas considerando-se que a esquerda revolucionaria ficou reduzidissima, a critica do polpulismo virou exclusividade da direita apenas. Que foi o que você disse.

  4. pra pegar trouxa tem as seguinte tipica e nojenta GÍRIA da zelite da casa grande:
    O que pode e até precisa:
    “governança”.
    “ajuste fiscal”
    “austeridade”
    “ajuste do cinto’ dos outros
    “globalizaçao” dos capitais, lucros e patentes
    “Q.E.” , para bancos grandes demais pra falir
    “independencia do Banco Central”
    “liçao de casa”
    “centro da meta” (esse é vaca sagrada de Calcutá)
    o que NAO pode:
    “globalizaçao da mão de obra”
    “gastança”
    “distribuiçao de renda”
    “Q.E. para o povo”
    “reforma agraria”
    “austeridade dos Bancos,cortando-lhes os juros”
    “estatizaçao dos minerios e petroleo”
    “cultuar os herois latino americanos”
    ” Bolsa Familia”
    “exportar politicas sociais para os outros paises”
    “democratizar o $$ do BNDES, as vagas das universidades e o acesso ao lazer e turismo”
    ‘ dizer que os EUA sao um Estado policial e assassino da maioria dos direitos humanos’

    • Muito bem observado, augusto2! São as palavras em código para evitar que o povão entenda o que se está discutindo.
      “flexibilização das leis trabalhistas” ==> tecla SAP ==> retirar direitos e proventos dos trabalhadores.
      “reforma fiscal” ==> tecla SAP ==> diminuir os impostos dos muito ricos e aumentar dos pobres.
      “austeridade” ==> tecla SAP ==> cortar empregos, cortar salários, cortar programas sociais para tirar dos pobres e dar aos banqueiro$.
      Se um governo não faz isso, é “populista”.

  5. São os mesmos que foram contra a abolição…

  6. Boa, Eduardo.

    Onde trabalho luto diariamente contra esse chavão utilizado contra Chaves.

    A classe que o exprime lê pouco, pois só sabem se referir ao líder venezuelano com essa adjetivação.

    Cunhei o termo “estelionato semântico” para o combater.

    Acho que devemos começar a utilizá-lo mais, como forma de se opor à mídia piguenta.

    Abs,
    Luiz

  7. Poder e capital, falamos e governos e suas medidas e sabemos que a maioria das analises se da por uma visão de um mundo globalizado e capitalista.
    Veja governo Dilma, criticado por seu crescimento do PIB, sem ser levado por muitos em consideração o fato que os ganhos sociais foram mantidos e até ampliado, mesmo com a crise.
    Chaves talvez fosse o único dos governantes que realmente ganhou o poder de governar, não foi um mero administrador.
    Isto é que alimenta o ódio de muitos, governos tem que negociar com todos os seguimentos do capital para implantar reformas,e muitas vezes se vê impossibilitado de fazer as verdadeiras reformas, isto por um judiciário viciado ou mesmo por uma camará multi representativa, basta ver a reforma dos meios ou oque foi o código florestal no Brasil.
    chaves Governou fez opção por mudar a Venezuela e escolheu seu povo como beneficiário e para isto contrariou o capital, veja que não falo em governo dos EUA, afinal seria o governante dos EUA um governante ou administrador do capital, suas gerras e relações exteriores visam os povos ou o capital, mas muitos poderia dizer que sem o capital como poderia os EUA sobreviver, mas os seus em seu território como vive os mais pobres.
    Um administrador vende uma imagem, uso como exemplo o maior administrador Obama, e contra ditaduras e comunismo, mas o capital o leva a ter boas relações com China e Arabia Saudita,fechar os olhos para os Judeus e Palestina.
    Bem esta analise seria longa ,mas certamente,muitos ja entenderam o meu ponto de vista.
    Devemos analisar governos que administraram bem ou mal, e governos que optaram e fazer governar enfrentar o sistema ter um lado, agora todos que optaram em dividir o capital e mostrar ao mundo que isto é possível certamente sera contestado.
    Veja se muitos dos pobres e miseráveis do mundo soubesse oque Cuba oferece,mesmo em países como EUA e UE sera que agora iria querer oque eles chamam de liberdade, se modelo baseado a segurança do ser humano e direitos for revindicado pela população americana oque iria ocorrer.

  8. Entendi. Governo populista é o que baixa os juros, distribui renda e tenta controlar os tubarões.

    As elites querem de volta os juros a 45% como na era FHC.

  9. Não é de hoje que a direita distorce o sentido das palavras para tentar enganar o povo.

    O racionamento de QUASE UM ANO do governo fhc (ou seria thc?) foi chamado de “apagão”. Ele ocorreu porque NÃO HAVIA energia para todo mundo. Era preciso restringir o uso de eletricidade. Atualmente, quando há queda de energia de ALGUMAS HORAS, o pig usa o mesmo nome, “apagão”. Isso é uma falsificação.

    Os caudilhos do final do século 19 e começo do século 20 eram chamados “populistas” pois enganavam a população, prometendo benefícios em belos discursos mas, na verdade, fazendo políticas para beneficiar os ricos em detrimento dos pobres.

    Chávez eliminou o analfabetismo da Venezuela, fato comprovado por auditoria da Unesco que contou com representantes do Partido Republicano dos EUA. Ele também reduziu drasticamente a pobreza, fez as exportações da Venezuela triplicarem e colocou todos os venezuelanos discutirem política com o mesmo entusiasmo com que brasileiros discutem futebol e bbb. E a direita diz que é “populismo”.

  10. Só não concordo com o embalsamamento de Chavez e exposição pública de seu corpo insepulto.
    Isso é moralmente condenável.

  11. Quanto ao governo “responsável” de Margareth Thatcher, a dívida pública do Reino Unido atualmente é de 507% do PIB e subindo. Sim, a porcentagem é essa mesmo: 507% do PIB deles. Plantaram Thatcher e colheram desastre.

    A dívida pública do Brasil é de 34% do PIB e caindo. Na época de FHC, chegou a 47% do PIB, levando pânico aos analistas.

  12. Bom dia,
    Eduardo

    Será que teria como voce postar a entrevista do Bob Fernandes fez ao Bandnews neste domingo que passou muito boa sobre a Venezuela e a entrevista que o mesmo fez com o Presisdente Hugo Chaves para a coleta de dados que ira utilizar no livro que o mesmo esta escrevendo.
    Esta entrevista fo dada ao Programa Ponto a Ponto da Band news.

    Abs

    http://bandnewstv.band.uol.com.br/videos/?v=14316289

  13. Em Washington, 1,7 milhões de pobres viviam sem ajuda do governo dos EUA. Mas COM ajuda do governo da Venezuela. http://migre.me/dCTac

    Isso é que eu chamo de governar para o povo.

  14. Olá Eduardo.
    Permita novamente um fora de pauta.
    Quero relatar o que comigo aconteceu em diálogo travado com uma funcionária, certamente terceirizada, do Metrô do Lixo de Janeiro.
    A dita senhora precisava ir ao banheiro e me pediu para guardar a cadeira que ela usa como ascensorista. Quando ela retornou brinquei dizendo que quase vendi a cadeira. Ela me disse que se assim o tivesse feito ela teria que pagar do próprio bolso, pois o supervisor dela lhe disse que a Dilma iria cobrá-la, pois “ela leva” 50% de tudo. O supervisor também havia dito que em todas as obras a Dilma ganha 50% dos valores.
    Bem, a coisa foi por aí para meu espanto.
    Então, expliquei a ela que a Presidenta está em Brasília e que não se envolve em obras do Estado. Sendo que a Presidenta tem muitas coisas a resolver e que seria impossível cobrar 50% das obras , muitas das quais ela nem sabe que existem.
    Afora o desconhecimento da senhora e de seu supervisor, o que não podemos deixar de ter em mente é que essa turma “vota” e acreditam em qualquer estória contada pela Direita.
    Importante também, saber que o Governo pouco tem feito para esclarecer a população e impedir que seja manipulada.
    A desinformação por aqui é imensa.
    Até uma psicóloga me disse a pouco que, “até que enfim o Chavéz morreu”. No caso, apenas comentei que essa afirmação era repetição de manchete do O Globo e que deveriam ser melhor questionadas.

    Abraços

  15. O oligopólio esquizofrênico da mídia da Casa Grande é a saúva do século XXI do Brasil.
    Vamos acabar com esse oligopólio da liberdade de empresa e fazer com que a liberdade de imprensa finalmente vigore no Brasil, caso contrário, eles condenam o Brasil ao atraso permanente.

  16. FHC, no seu primeiro mandato, foi um populista de verdade. Já em seu segundo mandato, foi um impopular. Explico. Ele em seu primeiro mandato, tomou a atitude populista de manter o dólar fixo, utilizando-se de demagogia para manter uma estabilidade cosmética e fazer com que o povo tivesse um falso bem-estar social, mesmo que pífio. Em seu segundo mandato, ele não conseguiu segurar mais o câmbio, que apenas fora usado de forma estelionatária para que ele conseguisse vencer o segundo pleito, daí suas medidas foram totalmente impopulares e levaram o país ao fundo do poço.

  17. Eu acho que o termo “populismo” usado de forma pejoraiva, como algo ruim, acabou “pegando” também pela forma como as sociedades latinoamericanas foram formadas: os locais (mesmo brancos nascidos ou imigrados para as colônias) eram tratados como populacho, como inferiores, em contraste aos portugueses/espanhóis que compunham a administração, a maioria deles parte da pequena nobreza européia.

    Aparentemente, esse desprezo pelo que é apreciado pelas camadas mais baixas da sociedade é algo que se perpetuou, inclusive entre membros dessas próprias classes baixas. Basta assistir programas humorísticos, ver quem são os indivíduos motivos de piada e caminhar pela rua: você verá esses mesmos indivíduos fazendo piada de seus semelhantes…

    O que mais me intriga, entretanto, é a atitude da massa com relação a isso. São espezinhados, maltratados… mas não saem da frente da TV, não se cansam de repetir jargões e, quando perguntados sobre o que fariam se tivessem meios de chegar à classe alta, a resposta normalmente é ser um mebro da classe alta, copiar seus gostos, hábitos e preconceitos… Não apenas ter, mas jogar na cara de todos: eu tenho, você não tem, e você é um ridículo por não ter!

    O resultado de séculos de péssima educação, falta de cidadania e lavagem cerebral midiática é isso aí: uma massa que apanha, acha certo apanhar e sonha apenas em trocar de posição nessa relação…

  18. Mas o populismo existe. A versão FHC do Bolsa Família (não me lembro o nome) não era para acabar com a miséria, para mudar a vida da população; era, na verdade, dar esmola para o pobre, era um assistencialismo podre para fazerem voto de cabresto.
    Era um “plano B”, caso o “nordestino analfabeto” ficasse mais do que os três meses, prazo que eles planejavam. Só que o “analfabeto” foi mais esperto que a elite catedrática. E está até hoje, como Presidente Emérito.
    Off topic: a palavra “presidenta” está no dicionário desde 1925 (o Merval não sabe disso), não é um advérbio, como o PiG diz.

  19. Essa babaquice de “populismo” sempre foi usada para rotular quem não governa para defender os interesses dos ricos e entregar nossas riquezas para as multinacionais dos EUA. Ou seja, TODO FASCISTA DE PLANTÃO ACHA QUE “POPULISTA” É QUEM DEFENDE OS INTERESSES DOS POBRES; MAS QUANDO GOVERNA PARA OS RICOS E PARA OS ESTRANGEIROS, AÍ O LÍDER POLÍTICO DEIXA DE SER “POPULISTA”. DÁ PARA SE PERCEBER QUE ESSA É A FORMA PARA LÁ DE PATÉTICA QUE OS CONSERVADORES CRIARAM PARA XINGAR QUEM NÃO REZA NA CARTILHA DE EXCLUSÃO, ENTREGUISMO E DESUMANIZAÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS QUE ELES CHAMAM DE “MODERNIDADE” OU “RESPONSABILIDADE” OU “AUSTERIDADE”. “MODERNIDADE”, “RESPONSABILIDADE” E “AUSTERIDADE” PARA QUEM, CARAS PÁLIDAS HIPÓCRITAS!!!???????? PERGUNTEM ÀS MILHÕES DE PESSOAS QUE FICARAM SEM ACESSO À EDUCAÇÃO, `À SAÚDE, OU MESMO À ALIMENTAÇÃO MAIS ELEMENTAR, QUAL ERA A “MODERNIDADE” OU A “RESPÓNSABILIDADE” DURANTE O DESGOVERNO DO SAFADO FHC!!!!!!!!!!!!!! OU VOCÊS SÃO TÃO CÍNICOS A PONTO DE CONSIDERAREM “MODIERNO” E “RESPONSÁVEL” QUE PESSOAS NÃO COMAM, CRIANÇAS NÃO ESTUDEM E MILHÕES DE CIDADÃOS NÃO SEJAM SEQUER ISSO, “CIDADÃOS”, MAS LIMITEM-SE A QUASE PÁRIAS DENTRO DE SEU PAÍS, CHAFURDANDO NA IGNORÂNCIA, NA EXCLUSÃO E NA FALTA DE PERSPECTIVAS. “AUSTERIDADE”!????? NÃO ME FAÇAM RIR! OBSERVEM OS MILHÕES QUE OS BANQUEIROS ESTRANGEIROS, PRINCIPALMENTE DOS EUA, GANHARAM COM A FARRA DOS TÍTULOS PÚBLICOS, JUROS ALTOS E CAOS CAMBIAL, NÃO SOMENTE NO BRASIL, MAS EM TODA A AMÉRICA LATINA; DURANTE OS GOVERNOS DE TRAIDORES DA PÁTRIA COMO FHC, MENEM OU PEREZ; E DIGAM-ME O QUE FOI “AUSTERO” PARA ESSA GENTE. A ÚNICA “AUSTERIDADE” QUE EXISTE PARA A DIREITA É AQUELA QUE ATINGE AS NECESSIDADES MAIS ELEMENTARES; ALIMENTAÇÃO, EDUCAÇÃO E SAÚDE, DOS POBRES, ENQUANTO ELES E SEUS PATRÕES ESTRANGEIROS GANHAM MILHÕES. Qual é a “austeridade” que existe em você entregar milhões em recursos nacionais para especuladores financeiros estrangeiros, que enriquecem-se com o nosso dinheiro sem fazer nada!!!!!!!!!?????? Só discordo de sua análise quando afirma que no passado o termo “populista” designava demagogos, que ganhavam popularidade propondo à população mudanças que não poderiam ser feitas. Esse é de fato o significado original do termo, mas na prática ele nunca foi usado. Senão vejamos, QUAIS FORAM AS MEDIDAS “NÃO VIÁVEIS” QUE OS PRIMEIROS GOVERNANTES QUE RECEBERAM A PECHA DE “POPULISTA”, GETÚLIO E BRIZOLA COMO VOCÊ MESMO ATESTOU, PROPUSERAM.? TUDO O QUE AMBOS PREGAVAM EM SEUS DISCURSOS TORNOU-SE VIÁVEL E COMO ERAM MEDIDAS QUE BENEFICIAVAM OS TRABALHADORES E O DESENVOLVIMENTO NACIONAL AUTÔNOMO, FORAM CHAMADAS DE “POPULISTAS”, “INVIÁVEIS” PELA DIREITA, MAIS PRECISAMENTE PELA MÍDIA QUE REFLETE OS INTERESSES DELA E PELOS “JORNALISTAS” AMESTRADOS DESSES VEÍCULOS. Só para começar com Getúlio : CLT, criação dos sindicatos, implantação da máquina estatal brasileira(no que concerne à administração direta), Companhia Siderúrgica Nacional, salário-mínimo e principalmente a criação da Petrobrás(essa motivo do ódio histérico dos fascistas até hoje, lembrando que consideravam a empresa um “delírio”, obviamente populista, de Vargas e cansaram de encher editoriais de jornais com as opiniões brilhantes de seus “especialistas”, só faltaram Arnaldo Jabor e William Waack, sempre prontos a atestar sobre a indiscutível certeza da inexistência de petróleo no Brasil). De Brizola, para falar de forma sintética, ridicularizaram o CIEP’s, considerados em todo o mundo como uma das mais arrojadas propostas de educação já produzidas no planeta. Sem contar JK, chamado de “populista” quando construiu Brasília, trouxe a indústria automobilística, construiu a UNB(uma das mais progressistas Universidades do país na época, concretizando o sonho educacional do grande Anizio Teixeira); implantou a administração indireta; estimulou a industrialização nas mais diferentes áreas. E o que dizer de Jango? Que pretendia implantar a refroma agrária e controlar a remessa de lucros das multinacionais para o exterior, forçando a que aplicassem no Brasil uma parte dos recursos que ganham às nossas custas e recebendo incentivos dos Governos para se instalarem de graça no país que lhes enche de dinheiro; medida que com isso levaria a um desenvolviemnto nacional autônomo, como já ocorrera outrora no passado dos países capitalistas desenvolvidos(alguém já procurou saber como os EUA se desnvolveram, só para dar um exemplo? Foi exatamente começando o processo de desenvolviemnto autônomo através da reforma agrária e do estímulo ao desenvolvimento industrial independente, o que só pode ocorrer se não se deixar que as indústrias estrangeiras esmaguem as nacionais com sua produção e com a retirada de nossos recursos para o exterior). E quanto a Lula? Outro “demagogo”, segundo os debilóides da direita, que teve todas as suas medidas ridicularizadas pelos conservadores, os quais foram posteriormente desmoralizados pelo sucesso rápido das medidas do Maior Presidente da História Deste País. O que diziam os canalhas midiáticos sobre o Bolsa-Família, ou sobre as cotas raciais e sociais(ambas hoje já “defendidas” até pelos partidos de direita que antes as condenavam) ou sobre a construção das nossas novas parcerias comerciais(fizeram piada com o fato de Lula procurar parceiros na América Latina, África e Oriente Médio, todavia esse foi um dos fatores que impediu que caíssemos na miséria na crise de 2008); ou sobre o estímulo ao Mercado Interno e ainda quanto à polítca externa independente que permitiu que nos projetássemos no cenário internacional e ganhássemos respeito suficiente na esfera política, o que resulta também em resultados comerciais : ou alguém acha que as decisões comerciais favoráveis ao Brasil na OMC teriam o mesmo resultado se fôssemos um país inexpressivo politicamente, sem aliados prontos a nos apoiar e seguir, com uma Economia que não se sustentasse!!!!!!!!!???? Em suma, “populista” para a direita é quem tenta construir nações independentes e includentes na nossa região, quem não é capacho dos conservadores e dos EUA. Esse papo de que FHC “plantou” é patético, o canalha não “plantou” nada, porque dele não se “colheu” nada, só passamos a “colher” novos frutos quando foram “plantadas” outras políticas, as quais foram “plantadas” por Lula e eram exatamente o contrário daquelas realizadas pelo tucano e semelhantes às realizadas por outros Governos autônomos de nossa Históia, como Vargas ou Jango. Á concentração de renda do período FHC(onde não existiram programas sociais, só arremedos que atingiam parcelas ínfimas da população e ainda assim surgidos no final do mandato do tucano, além da renda ter sido concentrada pela inflação e pla política de juros altíssimos, os maiores de nossa História)tivemos às políticas de distribuição de renda(atingindo milhões de brasileiros) de Lula e a queda da inflação e progressivamente dos juros; ao encolhimento do Mercado Interno durante o desgoverno tucano(sem renda, ninguém podia comprar), tivemos a ampliação dele durante o Governo Lula(tanto devido à distribuição de renda como às políticas de estímulo ao crédito e consumo); da extinção velada de nossa educação(com a não construção de nenhuma Universidade Pública e o estímulo às Universidades particulares, de péssima qualidade e custo elevado)durante o caos FHC, tivemos a ampliação do número de Universidades Públicas e Escolas Técnicas realizada por Lula, como também a ampliação do acesso dos pobres à Universidade graças às políticas de cotas raciais e sociais(ao ENEM, marcando o começo do fim do adestramento seletivamente classista do vestibular), ao SISU, ao PROUNI e ao FIES(dando aos pobres também a possibilidade de ingressarem numa Universidade Particular). Da política de encolhimento e privatização do estado, deixando o “desenvolvimento”(com FHC foi involução)econômico a cargo do “Mercado”, que não desenvolve nada, só procura lucros, do desgoverno FHC, tivemos a recuperação do papel do Estado como indutor do desenvolvimento, realizado por Lula, tanto através das empresas públicas como através da implantação de uma política de crédito empresarial, via BNDES; da política externa de “tirar” os sapatos e arriar as calças ” do verme tucano, tivemos uma política externa autônoma e idependente, buscando consolidar as relações com a América do Sul e o restante do mundo explorado, possiblitando-nos tanto novas e rentáveis parcerias comerciais como um protagonimo capaz de impor os interesses da Ecconomia brasileira e das das outras nações outrora dominadas no cenário internacional. Em suma, os Governantes “populistas” são populares porque implantam medidas que, conforme qualquer avaliação numérica pode comprovar, tornam as economia de seus países melhores e principalmente dão condições de vida mais dignas para as populações que governam. Se é verdade que Hitler foi popular, ele o foi por um erro de avaliação de seus conteporâneos, ao qual a Democracia está sujeita, mas essa popularidade não durou muito e não reverteu-se em benefícios para o povo, o que é justamente o oposto da popularidade dos líderes da América Latina, que já dura uma década e meia(com toda a mídia tentando destruí-la diariamente)e é fundamentada por resultados numéricos indiscutíveis, colhidos por instituições sérias e independentes desses Goevrnos, que atestam em números a superioridade dessas administrações sobre os Goevrnos conservadores, em quaisquer aspectos econômicos e sociais que se puder imaginar. E contra números não há argumentos. O resto é preconceito e ignorância de reacionário.

  20. Simplificando, na visão da direita reacionária todo governante que cria políticas que beneficia os pobres é um populista dando esmola, todo governante que cria políticas que beneficia uma minoria os enriquecendo mais é moderno e arrojado, não consigo imaginar este contraste sem as suas personificações mais explicitas na hiastória recente do nosso pais: Lula X FHC

  21. Mais uma vez, obrigada, Edu, e parabéns pelo excelente texto! Um grande abraço, Heloisa.

  22. Quem já caiu nesta conversa de populismo da maneira que eu caí sabe na prática o que este texto teoriza. Ja fui suficientemente enganado com essa história de populismo a ponto de votar contra as pessoas que mais melhoraram a minha vida e a de minha família. E essa melhora não aconteceu através de demagogia ou ações irresponsáveis. Essa melhora aconteceu porque foram criadas oportunidades para milhões de pessoas. Coisa que antes era um direito divino de uma meia dúzia.

  23. Roberto Freire parece bosta n’agua

    Roberto Freire, o dedo-duro da ditadura, está feito bosta n’agua:não sabe para aonde vai.Dia desses Freire defendia ardentemente a candidatura de Aécio Neves.Depois do lançamento da candidatura de Eduardo Campos pelo PiG, Roberto Freire passou a defender o nome Campos.Agora, defende uma aliança entre Eduardo Campos, Aécio Neves e José Serra.Além de parecer uma bosta n’agua, Freire é um péssimo analista político, Segundo Roberto Freire “Dilma foi vaiada pela população de Alagoas A tendência é de que isto se repita. Quanto mais longe a candidatura é lançada, maior a dificuldade.Pela raciocínio torto de Freire, só porque Dilma levou vaia em Alagoas ela perdeu popularidade.Só sendo estúpido para afirmar uma coisa dessas.Dilma foi vaiada por meia dúzia de gato pingado, por algumas viúvas do Rio São Francisco.Não foi a população que vem sendo ajudada por ações do governo federal que vaiou Dilma.Esse movimento desses baderneiros de Alagoas vai se repetir em qualquer lugar que Dilma for inaugurar obras do Rio São Francisco.Roberto Freire tem mais é que se preparar para mais uma derrota, assim como ocorreu em 2002, 2006 e 2010.O povo não aceita mais a gangue demotucana( e suas linhas auxiliares) governando o Brasil.Dilma vai nadar de braçada em 2014.Quem viver, verá.
    Postado por O TERROR DO NORDESTE às 15:47

  24. Políticos são nojentos, prefiro limpar a bunda do que votar nessa desgraça de país, aqui não da para ficar.

    Todos os dias vejo os meus direitos sendo derrubados, pisoteados perante ao dinheiro e ao poder de conhecimento. Vocês podem convencer a população com bolsa família, e outros. Por que não pega o dinheiro e investe na infra estrutura do país.

    • Caro Marvin… a coisa não é tão simples assim… vc deveria se aprofundar um pouco mais no assunto… o que vc disse é tipico de uma pessoa desinformada e ignorante em politica…

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