Popularidade de Dilma se deve ao PIG, segundo o PIG

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Se você tivesse que formar sua opinião sobre o governo Dilma Rousseff através do que fica sabendo pela grande mídia, as informações que ela lhe deu sobre o Brasil ao longo dos primeiros três meses deste ano o induziriam a pensar que o país está no fundo do poço.

Afinal, só para ficarmos em 2013 podemos nos lembrar de que a dita “grande imprensa”, entre o muito de desolador que divulgou, “noticiou” que:

1 – O país estaria às portas de um racionamento de energia elétrica.

2 – Durante o governo Dilma a economia cresceu de forma medíocre, com “pibinho”.

3 – O governo não irá conseguir preparar o país para a Copa do Mundo do ano que vem.

4 – A inflação estaria fora de controle e prestes a explodir.

5 – Lula e Dilma “afundaram” a Petrobrás.

(…)

Por certo, leitor, você deve se lembrar de outras desgraças que a mídia diz que estariam prestes a se abater sobre o Brasil ou que já teriam se abatido. Vale a pena, inclusive, você dar a sua contribuição para a lista de desgraças anunciadas por essa mídia.

Diante da artilharia midiática contra os três governos petistas que o Brasil vem assistindo desde 2003, portanto, a cada pesquisa sobre a popularidade de Lula, antes, ou sobre a de Dilma, agora, causa surpresa que a popularidade deles nunca tenha caído.

Não foi diferente com a pesquisa CNI-Ibope publicada na última terça-feira; a aprovação pessoal de Dilma bateu novo recorde (79%) e a de seu governo, idem (63%).

A explicação mais óbvia é a de que os brasileiros não dão crédito ao que dizem grandes jornais, revistas, telejornais e portais de internet, sobretudo os ligados às famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita.

Todavia, colunistas e comentaristas desses veículos encontraram outra explicação após a divulgação da pesquisa Ibope em tela. Segundo eles, a presidente Dilma deve sua popularidade recorde à mídia que, dia após dia, trata de dizer sobre seu governo tudo o que enumerei acima.

O colunista e blogueiro de O Globo Ricardo Noblat, por exemplo, é um desses caras-de-pau. Confira abaixo, perplexo leitor.

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E a imprensa golpista, hein?

Por Ricardo Noblat

A imprensa golpista – ou seja: aquela que critica o governo e por isso vive na mira do PT – está falhando gravemente.

Divulgada há pouco, a pesquisa Ibope informa:  a população avaliou que o noticiário está mais favorável ao governo do que na pesquisa anterior.

Para 38% dos entrevistados, as notícias são mais positivas para Dilma – em dezembro, eram 24%.

Para 34%, o noticiário nem lhe é favorável nem desfavorável – praticamente o mesmo percentual do levantamento anterior, quando 35% tinham essa percepção.

A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 11 deste mês. Foram ouvidos 2.002 eleitores, em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Apesar da artilharia incessante, dos insultos – um colunista da Veja chama Dilma de “neurônio solitário” – e das mistificações e invenções como a do “racionamento” iminente, o colunista de O Globo se vale de uma percepção popular que a pesquisa expressou para negar o que ele mesmo publica “de baciada” diariamente.

O fato, porém, é que a maioria não consegue avaliar o viés do noticiário simplesmente porque não lhe dá bola – não lê, não assiste e, quando lê ou assiste, não acredita.

Noblat só tem razão em um ponto: “A imprensa golpista está falhando gravemente” em sua cruzada interminável para convencer os brasileiros de que o país é mal governado.

Esse, aliás, é o diagnóstico de outro colunista do Partido da Imprensa Golpista (PIG), agora da Folha de São Paulo.

Fernando Rodrigues, em coluna publicada ontem na Folha, atribui à oposição a artilharia anti governista, como se o seu jornal e seus congêneres antipetistas não endossassem os ataques oposicionistas em colunas, editoriais, “reportagens” etc.

Abaixo, o diagnóstico mais comedido, porém igualmente cara-de-pau, do colunista da Folha.

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Oposição descalibrada

Fernando Rodrigues

BRASÍLIA – No terceiro dia de Itália, Dilma Rousseff finalmente conseguiu 24 segundos cumprimentando o papa Francisco. Garantiu presença nos telejornais. Hoje, terá uma reunião mais longa com o pontífice. E tome mídia espontânea a favor.

Enquanto isso, no Brasil, saiu uma pesquisa Ibope sobre a popularidade da administração da presidente.

Em dezembro, 62% achavam o governo da petista “bom” ou “ótimo”. Agora, a taxa é de 63%. No Nordeste, a avaliação deu um salto expressivo, acima da margem de erro: de 80% para 85% de aprovação.

Múltiplos fatores sustentam a alta popularidade de Dilma. Embora óbvio, não custa repetir um dos principais: o nível de desemprego continua em patamar histórico muito baixo.

Mas a pesquisa Ibope revela algumas curiosidades menos evidentes. Por exemplo, 20% dos brasileiros acham o governo Dilma melhor do que o de Lula.

Esse percentual nunca foi tão alto e, pela primeira vez, é superior aos 18% que acham a administração Dilma inferior à de Lula. É a criatura aos poucos superando o criador.

Outro dado chama a atenção: a percepção das pessoas sobre o noticiário a respeito do governo Dilma. Pela primeira vez desde o início do mandato da petista, há mais brasileiros achando que a abordagem é mais positiva (38%) do que neutra (34%) ou negativa (11%).

A oposição dirá que os entrevistados são influenciados pela recente avalanche de propaganda do governo. Brasil sem Miséria e remédios de graça são duas campanhas que martelam a cabeça dos brasileiros na TV no momento.

Pode ser. Mas os três pré-candidatos a presidente de oposição -Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede)- têm recebido espaço farto para atacar a gestão Dilma na mídia. Em vão. O discurso não sensibilizou os eleitores. A estratégia anti-Dilma parece ainda bem descalibrada.

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Que a estratégia da oposição está “descalibrada”, não é novidade e não é de hoje. Está assim há dez anos – desde 1º de janeiro de 2003. Até por isso é que essa oposição perdeu as três últimas eleições presidenciais e vem se desidratando no Congresso.

Todavia, seria pedir demais que esses colunistas caras-de-pau reconhecessem que, por mais que seus patrões tentassem e tentem, não conseguiram e não conseguem desmoralizar nem Lula, nem Dilma? Um pouco de honestidade os ajudaria a não se desmoralizarem tanto.

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160 Comentário

  1. Minha impressão é a de que o pig está colocando as barbas de molho, pois já sente a água bater no queixo e ficam tentando parecer o que não são: “apenas” críticos democráticos do governo popular do PT, mas isso não são mesmo. O reaquecimento da discussão sobre a Regulamentação faz com que as famíglias, coloquem seus porta-vozes para fazer malabarismo. Não passarão.

    • Alonso, para mim, quem poderá… colocar a barba de molho é a oposição, o pig nunca fara isso.! 2014 vai ser outra peleia, mas venceremos. Nossa resposta nas urnas será, cada vez mais dura e implacável .

  2. Será que o Fernando Rodrigues não sabe que CRIATURA superou o CRIADOR porque a criatura, ao contrário do criador, recebeu uma herança bendita?

  3. “É a criatura aos poucos superando o criador”, disse o Fernando Rodrigues, da FSP. Esse é o melhor elogio que se pode fazer ao Lula. Lula foi bom de governo, foi e é bom para indicar sucessores e tem credibilidade. Precisa dizer mais alguma coisa?

  4. Tá difícil engolir o orgulho e reconhecer que , mesmo ainda muito forte, o poder da mídia retrógada não está mais conseguindo esconder os fatos.O Brasil mudou para melhor, graças a Lula e sua sucessora.

  5. ♫ Maior barato. A “oposição” se divide entre dois candidatos que – parece – descendem diretamente dos respectivos avôs, sem intermediação de pais. Coisas da genética, como os zoinho azul do Troço de Pernambuco e o amor pelo Rio do netinho do Tancredo. E ainda tem uns azarões correndo por fora: o Zezinho Chantagista e a Olívia Palito Verde. Merdal, Catatonha & Cia. devem estar pensando “Siamo fritti e infarinatti…”

  6. Segue a mesma diretriz aplicada durante o governo Marta: tudo era culpa dela. Assim, até a cesta básica não diminuir é culpa da Dilma, não dos supermercados (ou dos produtores) que não abaixam os preços mas aumentam o lucro…

    Imparcialidade: zero. Apesar do alto índice de aprovação. Dá para perceber que continuam existindo dois paises: um Brasil para as elites e uma parte da classe média que se acha elite e um Brasil de todos os outros…(a maioria, inclusive).

    Tomara que o povo continue firme.

  7. Eduardo, veja essa pequenina história abaixo, singela, mas interessante. Há alguns anos, pouco tempo depois de graduada, estava eu no Rio da Janeiro, com dois colegas, saindo e uma reunião no centro, quando tivemos que parar. Não havia como sair dali: faltavam poucos dias para a eleição para presidente (Collor x Lula) e aquele era o último comício antes do evento. Saimos do prédio onde ocorreu a reunião, paramos e ficamos observando a multidão fenomenal, pessoas por todos os lados, no chão, nas janelas dos prédios com bandeiras do PT, do PDT e do Brasil, gente nas árvores, surfistas segurando pranchas, uma coisa de arrepiar.

    Vários politicos discursaram. Brizola, se não me falha a memória, foi o penúltimo. E se também não me falha a memória, ele disse: “nós temos lado”. Pois bem, Lula foi o último a discursar e foi ovacionado. Não ganhou as eleições, mas aquele comício foi mágico. Quando o público finalmente permitiu que Lula fosse ouvido, ele disse o seguinte (nunca me esquecerei): “o trabalhador brasileiro não quer muita coisa, não, gente. Ele quer uma casinha para morar, um carrinho (não precisa ser carro do ano) para andar. Quer uma comida melhor na mesa. Quer o filho na escola. Ele não precisa de muita coisa para ser feliz”.Grande Lula. Esse ponto da fala dele é crucial e resume tudo o que as elites brasileiras que governaram o Brasil antes de Lula e Dilma, não permitiram: dignidade a milhões de brasileiros. Mesmo o senhor FHC, em quem votei duas vezes, e que, teoricamente, seria um homem identificado com a social democracia, onde esteve nos oito anos em que governou? Sabemos: permitindo os demandos descritos por Amaury Ribeiro Jr no livro “Privataria Tucana”!

    A extraordinária popularidade da presidenta Dilma Roussef atesta que quem vem fazendo social democracia no Brasil é o PT e sua base aliada. O PSDB nunca fez o que diz sua sigla. É um partido entreguista. E repito: mil vezes preferível a aliança PT e PMDB (partido que tem lá suas figuras fisiológicas) do que o PSDB e sua empáfia. Quanto ao PIG, raramente esteve do lado do povo, mas pensando bem, o povo também tem lhe dado um belo chá de desprezo. Quanto às suas “penas amestradas” (nas palavras de Ciro Gomes), estas não contam. Mervais, Noblats, Cantanhedes (todos pedantes e essa última, ainda por cima, extremamente antipática) e outros somente fazem defender seus empregos.

    Finalizando, apenas recomendo ao governo Dilma olho nas Copas. Conforme comentei aqui há algum tempo, fui a BH ver o translumbrante Elton John e afirmo: fora do Mineirão, tá bagunçado, na saída do show. A pergunta que não quer calar: vão tomar providências?

  8. E olha, que só agora é que está chegando as contas de luz com desconto, quando o povo perceber o quanto diminuiu, os empresários, os custos de produção cair, aí que a popoularidade aumenta. É cada vez mais pobres na faculdade e criando discernimento, água da tramposição ainda não chegou nos lares, quando chegar… e assim por diante.

  9. Ontem o JN bateu firme na visita de Dilma ao Papa: A comissão ocupou trinta e poucas suítes e cada suíte custou 7 mil… com o Bonner fazendo cara sisuda… O único gasto do governo que nunca vi o Bonner reclamar é o da publicidade na Globo, isto sim é desperdício de dinheiro público.

    • Acredito que é preciso bater pesado nessa tecla da publicidade da Globo.

      A Globo parece estar faturando mais do que o razoável. É preciso pressionar o governo.

      Tudo bem, que a Globo dá um refresco, mas isso não está certo.

    • Pois é cara, tão postando isto no facebook direto, como se ela tivesse cometido um crime e como se os políticos direitóides não fizem isto ou coisa pior. Acham que isto é motivo para se odiar Dilma. Se formos pesar na balança, se colocarmos isto de negativo, o lado positivo do que ela tem feito torna este lado negativo tão irrisório, que chega a quase não existir. Ilegalidade eu sei que ela não cometeu, de certa forma acho um exagero este gasto, mas ela está mais do que perdoada por isto, pois se ela gastou uns R$ 210 mil, ela fez o país economizar bilhões com a redução na conta de luz, dentre outras coisas.

    • A Grobo deveria bater mais fortemente na visita da Dilma ao Papa, mas cuidado os católicos vão ficar ofendidos e passarão a ser devotos da presidenta Dilma, queridinha do papa pobre.Ora pro nobis. Amém

  10. Amigos, louco vai ficar o PIG quando começar a se dar conta de que o PAPA Francisco e a PRESIDENTA Dilma estão juntos, de corpo e alma, na luta contra a pobreza.

  11. Prezado Guimarães:
    A propósito do PIG, o artigo abaixo, do jornalista Max Altman é muito oportuno – coloca o lamentável Ferreira Gullar no lugar devido.

    Há sim uma revolução em curso na Venezuela, senhor Ferreira Gullar

    Existe um expressão comum no mundo político da Venezuela – “saltar la talanquera” – que poderia ser traduzido por ‘pular sobre a barricada’ e que significa passar para o outro lado. Muita gente que na sua juventude, e por largos anos, abraçou os ideais do socialismo, resolveu “saltar la talanquera’, renegando, sob os mais variados pretextos, tudo o que pensava e defendia, e muda de lado, de mala e cuia. Como necessitam ser bem recebidos pelos novos correligionários, mostram-se crescentemente mais realistas que o rei. Ou seja, homens com uma história de esquerda passam a defender algumas das teses mais caras à direita. Mudar de lado não é um ato gratuito. Há que se pagar pedágio sempre – e ele é caro e exigente -, demonstrando por atos e palavras que são leais à nova trincheira e aos seus valores. É o caso de Arnaldo Jabo r, Roberto Freire, Marcelo Madureira, Alberto Goldman e tantos outros. E do poeta e cronista Ferreira Gullar.

    Gullar publicou na Folha de domingo, 17 de março, artigo sob o título “A revolução que não houve”. Não vou refutar suas posições ideológicas ou políticas. Eles tem as deles, nós, as nossas, e assim vamos travando a batalha de idéias. O que quero rebater são suas inverdades e distorções – e até um grave vilipêndio – acerca de fatos concretos. O poeta Gullar não pode alegar desconhecimento, pois é jornalista, nem ignorância, posto que é intelectual.

    O articulista afirma que Hugo Chávez “não só fechou emissoras de televisão como criou as Milícias Bolivarianas, que, a exemplo da conhecida juventude nazista, inviabilizava pela força as manifestações políticas dos adversários do governo”. O sinal eletro-eletrônico, lá como aqui, é de propriedade do Estado. A concessão de transmissão por sinal aberto da RCTV – e este foi um caso único – deixou de ser renovada, entre muitas outras razões, pelo fato da emissora ter tramado e liderado o Golpe de Estado de abril de 2002 contra o presidente Chávez, fato cabalmente demonstrado no documentário “A Revolução Não Será Televisionada”. Nos Estados Unidos, por exemplo, esta ocorrência levaria os donos da estação a uma condenação severíssima. O sinal fechado da RCTV continua funcionando normalmente. À parte a odiosa e absurda comparação com as milícias hitleristas, a Lei Orgânica da Força Armada Bolivariana da Venezuela (FABV) estabelece que a Milícia Bolivariana, subordinada ao Comando Estratégico Operacional da Força Armada Bolivariana da Venezuela, tem como missão treinar, preparar e organizar o povo para a defesa integral com o fim de complementar o nível de prontidão operacional da FANB, contribuir para a manutenção da ordem interna, segurança, defesa e desenvolvimento integral da Nação com o propósito de coadjuvar e independência, soberania e integridade do espaço geográfico da Nação. Repto o Sr. Gullar ou qualquer outro a mencionar um só caso em que a Milícia Bolivariana tenha sido utilizada para inviabilizar, pela força ou não, qualquer manifestação política ou de outra ordem da oposição.

    Diz mais o cronista: “O azar dele foi o câncer que o acometeu e que ele tentou encobrir. Quando não pode mais, lançou mão da teoria conspiratória, segundo a qual seu câncer foi obra dos norte-americanos.” Agora mesmo estamos assistindo à autorização da família do ex-presidente João Goulart para a sua exumação, 37 anos após o falecimento, porque há forte suspeita que ele tenha sido envenenado para induzir o ataque cardíaco pela Operação Condor, sabidamente apoiada e orientada pela CIA. Foi possível com Jango, porque não poderá ser com Chávez. A ciência provavelmente irá dirimir a dúvida em ambos os casos.

    “De qualquer modo, tinha que se curar e foi tratar-se em Cuba, claro, para que ninguém soubesse da gravidade da doença…” Não é nada claro, Sr. Gullar. Vindo do Equador e do Brasil desce Chávez em Havana, caminhando com dificuldade e apoiado numa muleta. Foi estar com Fidel e com ele se queixou das dores. Fidel lhe fez uma enxurrada de perguntas e o convenceu a passar imediatamente por uma bateria de exames no melhor hospital de Havana. Foi nesse momento que se descobriu que carregava na região pélvica um tumor “do tamanho de uma bola de beisebol.” E lá mesmo passou pela primeira das quatro operações cirúrgicas. A Venezuela e o mundo todo souberam imediatamente da gravidade da doença e com algum detalhe. Razões de Estado sempre cercam enfermidades de chefes de Estado e de governo. Não obstante, no caso de Chávez foram 27 comunicados públicos ao longo dos quase dois anos, feitos por ele mesmo ou por ministros do governo. François Mitterrand passou dois setenatos carregando um câncer de próstata, que o acabou matando, sem que a opinião pública soubesse de algo. Antes dele, o presidente Georges Pompidou morreu no exercício do cargo, inesperadamente, de Macroglobulinemia de Waldenström e ninguém soube de nada, salvo alguns jornalistas que suspeitaram de seu súbito inchaço.

    Gullar omite e distorce quando diz que “Para culminar, (Chávez) fez mudarem a Constituição para tornar possível sua reeleição sem limites. Aliás, é uma característica dos regimes ditos revolucionários não admitir a alternância no poder.” Na verdade, Chávez fez questão que a emenda constitucional permitindo a postulação indefinida passasse por referendo popular e não simplesmente aprovada pela Assembleia Nacional onde detinha praticamente a totalidade das cadeiras. (A oposição se recusara a concorrer às eleições legislativas.) Houve ampla e livre campanha e o SI ganhou por boa margem. O povo assim decidiu. A propósito, nos Estados Unidos havia uma tradição de apenas dois mandatos de quatro anos mas nada na Constituição impedia a postulação indefinida. Roosevelt foi eleito em 1932, reeleito em 1936, novamente eleito em 1940 e outra vez eleito em 1944. Faleceu em abril de 1945 com apenas 63 anos. Seria facilmente reeleito pela 5ª, 6ª e 7ª vez, pois saíra vitorioso da Segunda Guerra Mundial e os Estados Unidos confirmavam a condição de super-potência. Alguém tisnou de anti-democrático a contínua reeleição de Roosevelt ? Essa possibilidade foi revogada posteriormente por uma eventual maioria republicana.

    O articulista envereda sibilina e maliciosamente pelo terreno jurídico. “Contra a Constituição, Nicolás Maduro … assume o governo, embora já não gozasse, de fato, da condição de vice-presidente, já que o mandato do próprio Chávez terminara.” E mais adiante “Mas, na Venezuela de hoje, a lei e a lógica não valem. Por isso mesmo, o próprio Tribunal Supremo de Justiça – de maioria chavista, claro – legitimou a fraude, e a farsa prosseguiu até a morte de Chávez; morte essa que ninguém sabe quando, de fato, ocorreu.” O sr. Gullar nunca se referiu ao nosso STF como de maioria tucana, claro, em especial durante o julgamento midiático da AP 470. Os membros da Suprema Corte na Venezuela, que devem ser cidadãos de reconhecida honorabilidade e juristas de notória competência, gozar de boa reputação e ter exercido a advocacia ou o magistério em ciências sociais po r pelo menos 15 anos, e possuir reconhecido prestígio no desempenho de suas funções, são eleitos por um período único de 12 anos. Postulam-se ou são postulados ante o Comitê de Postulações Judiciais. O comitê, ouvida a comunidade jurídica, envia uma pré-seleção ao Poder Cidadão, que, por sua vez, faz uma nova pré-seleção e a envia à Assembleia Nacional que fará a seleção definitiva. (arts. 263 e 264 da Constituição Bolivariana). Cabe, por outro lado, à Sala Constitucional do Tribunal Supremo da Venezuela (art. 266) exercer a jurisdição constitucional, como única intérprete da Constituição. E ela considerou, em decisão articulada e bem fundamentada, que: a) pelo fato de estar ainda em curso a licença concedida pela Assembleia Nacional ao presidente Chávez; b) que havia uma continuidade administrativa pois Chávez havia sido reeleito; a posse poderia se dar em outro momento e ante o TSJ, fato também previsto na Constituição e que Nicol ás Maduro poderia continuar exercendo a vice-presidência executiva. (Na Venezuela o vice-presidente é indicado pelo presidente e não eleito conjuntamente.) Com a morte de Chávez, aplicou-se o art. 233, passando Maduro a exercer o cargo de Presidente Encarregado, obrigando-se a convocar eleições em 30 dias, o que foi feito.

    E onde reside o vilipêndio, a ignomínia de Ferreira Gullar ? Repetindo maquinalmente o que a extrema-direita golpista e corrupta da Venezuela alardeou, afirma que a farsa prosseguiu até a morte de Chávez, que ninguém sabe quando de fato ocorreu. Isto é uma grave ofensa antes de mais nada à dignidade dos pais, irmãos e filhos de Hugo Chávez, porquanto afirmar que ninguém sabe quando ocorreu a morte é imputar à família do presidente participação numa farsa. As filhas de Chávez em discursos emocionados, num e noutro momento, repeliram a rancorosa e covarde acusação, reafirmando que Chávez faleceu, quase diante de seus olhos, no dia 5 de março no hospital militar de Caracas, exatamente às 16 h25.

    E por quê afirmo no título que há uma revolução socialista bolivariana em marcha ? Evidentes êxitos dos programas sociais do governo Chávez não a caracterizaria. Esta proeza pode ser alcançada por países em regime capitalista. Há, porém, um dado da realidade na Venezuela: a massa pobre e de trabalhadores alcançou um bom nível de consciência política e ideológica e está organizada. Vale-se do Partido Socialista Unido da Venezuela para a sua mobilização. E dispõe-se a respaldar o governo a fim de levar adiante o “Plano Socialista da Nação – 2013-2019”, programa histórico de cinco objetivos fundamentais, que tem por lema ‘desenvolvimento, progresso, independência, socialismo’.

    Sempre com fundamento na Constituição que estabelece que a soberania reside intransferivelmente no povo que a exerce diretamente na forma prevista na Carta Magna e nas leis e indiretamente, mediante o sufrágio direto e secreto, Chávez liderou a expansão da democracia participativa, diminuiu o peso do empresariado, dos meios comerciais de comunicação e das casamatas mais retrógadas do aparelho estatal, especialmente no sistema judiciário. Criou com isso a base social que permite agora avançar na transformação socialista em curso, trazendo a Força Armada para dela lealmente participar.

    Uma das mais relevantes medidas de transferência de poder ao povo é a criação e o desenvolvimento do poder comunal. Trata-se de pequenas áreas geográficas, distritos ou bairros, que funcionam como instituições políticas e que também podem organizar seus próprios serviços públicos, constituir empresas para diferentes atividades e receber financiamento direto do governo nacional. Busca-se, assim, esvaziar os estamentos burocráticos ainda controlados ou corrompidos pelos antigos senhores.

    Ao contrário de outras experiências de identidade socialista, a ampliação da democracia direta não foi acompanhada pela redução de liberdades, mesmo daqueles setores que participaram do golpe de Estado em 2002 ou que insistem na oposição golpista. Não se tolheu a liberdade de expressão nem a liberdade de imprensa. Partidos de cariz neoliberal, de direita, sociais-democrat as ou ultra-esquerdistas continuam a funcionar normalmente com ampla liberdade de organização e manifestação pacífica.

    Dois fortes sinais indicam que a revolução socialista bolivariana está atingindo um ponto de não retorno. O primeiro foi o extraordinário comportamento do povo venezuelano diante da morte de seu comandante-presidente. Milhões saíram às ruas para homenageá-lo. Embora comovido, mostrou-se sereno, pacífico, responsável e democrático. Isto permitiu que o governo funcionasse e, principalmente, a estabilidade institucional fosse garantida. Não caiu nas provocações alimentadas por setores raivosos da direita. Reagiu com senso civilizado extraordinário, com dignidade. No entanto, como se pôde assistir, disposto a qualquer coisa para defender o legado de Hugo Chávez, o progresso e as conquistas sociais, o desenvolvimento da economia, a soberania e a independência da pátria, a consolidação da integração regional latino-americana.

    O segundo sinal está por vir e será a confirmação desta vontade popular. No dia 14 de abril serão realizadas eleições livres, justas e transparentes, como garante o Conselho Nacional Eleitoral, para presidente da Venezuela. A vitória de Nicolás Maduro constituirá um marco histórico e dará início a uma nova etapa da revolução socialista bolivariana.

    Max Altman

    20 de março de 2013

  12. Vez em quando leio aqueles abestados (como diz o Tiririca) piguentos só para, cada vez mais, me concientizar de eles são, realmente, uns abestados.

  13. Prezado Eduardo:

    Para Eugênio José Alati ( 11:35 ) : No livro O HOMEM, O ARCO E A FLECHA Ed. FGV, o seu autor(prof. Luiz Fernando da Silva Pinto) define estratégia como “um conjunto de ações e providências de uma corporação, num universo de incertezas não só no futuro como no próprio presente. Mobilizando, motivando e condicionando colaboradores para atingir um elenco de objetivos previamente estabelecidos. Em suma, competência estratégica significa: a) competência para identificar e capturar oportunidades. b) competências para identificar ameaças e neutralizá-las; c) competências para realizar ações visando sustentar posições já conquistadas; d) competência para equacionar os efeitos negativos originários de crises externas ou internas.
    Essas quatro competências quando bem manejadas, caracterizam um processo coerente de qualificação e habilitação estratégicas. Um processo estrategicamente ricobaseia-se em dois pilares fundamentais: pensar e agir estrategicamente” Agora diga-me sem levar em conta a sua ou a minha paixão política: Quantos Km de ferrovia, quantos aeroportos, quantos portos, quantas escolas técnicas, quantas universidades, quantas hidroelétricas, quantas refinarias de petróleo, quantas pessoas foram tiradas da condição de miseráveis: qual era a relação dívida/PIB; quanto o Brasil tinha de reservas cambiais, quantas moradias foram construidas; quantas vezes quebraram o Brasil? compare o governo de FHC (PSDB,DEM,PPS) e o governo do PT e todos os seus partidos considerados da base aliada, aí você encontrará a resposta.Quanto era mesmo a inflação no último ano do governo do PSDB ? quanto era mesmo o número de estaleiros(para construção de navios? Será que esta colocação ainda é insuficiente para você entender melhor quem pensou e agiu estrategicamente em relação ao Brasil ?OBS:Você pode dar a resposta que quiser, pois não vou polemizar com você nem com qualquer leitor deste blog,muito menos através do seu e-mail.

  14. QUAL SUA PROFISSÃO? JORNALISTA(tento por um sinal de exclamação mas não consigo).
    Eduardo, você escreve melhor que muito jornalista de profissão, e tem uma analise aguçada.
    É muito bom ler os seus artigos todos os dias.

  15. Fora de pauta.
    Ajudem a defenestrar Feliciano, um estelionatário fascista:

    http://www.avaaz.org/po/feliciano_call_in/?bQGOKab&v=23263

  16. Quando eu vejo o pig sem rumo(não sabe mais em que barco se aloja, porque todos que eles entraram afundaram) eu riu. Dou risada. Nada mais divertido que ver essa corja sem eira nem beira, catando em que mosca poderiam acertar. Divertidíssimo. Bjo. Eduardão!

  17. Edu, está mais que na hora de exigir uma posição do PSB, em especial do Eduardo. Vai se lançar Presidente? SIM OU NÃO. Se sim, tá na hora da Dilma tratar o PSB como oposição, nada mais sensato.

  18. Dilma crescer na aprovação dos brasileiros apesar das “críticas”, não significa que parte de nossa mídia não articule para derrubar o governo federal, e sim que os meio de comunicação tradicionais não possuem mais a mesma influência que um dia tiveram, e que ainda consideram ter.

  19. acho reacao exagerada
    vcs sao todos marxistas ateus raivosos. lhes darei um conselho: num fim de tarde, tentem esvaziar a cabeca, deitar numa rede e abrir a VEJA. è engracado pacas! onde mais se pode ler “petrodolares chavistas”? e “narcoguerrilha mmarxista”?
    tenham dò. a direta esta orfã, anã, feia boba e chata. vcs esperavam literarura? A comedia involuntaria è melhor que namoro de prima

  20. Uma sugestão : A volta do Franklin Martins para a comunicação !

  21. Só tem uma saída: o PIG falar bem do Governo Dilma e da própria Presidenta. Aí o brasileiro vai começar a desconfiar que a Dilma está comprando todo o mundo para falar bem dela. E a popularidade da mulher vai lá para baixo. Qual é a outra saída, Ali Kamel?

  22. Quando a Globo falar bem do Governo o povo vai desconfiar…da Globo…quá, quá, quaá….

    A globo é sinônimo de mentira!

  23. É MUITA CARA DE PAU DESSE VERMES, NOBLAT E RODRIGUES, E DO RESTANTE DA CORJA AMESTRADA TENTAREM IMPUTAR EXATAMENTE AOS MAIORES INIMIGOS DE DILMA E DO PT O SUCESSO DA PRESIDENTA, O QUAL, ANTES DE TUDO REPRESENTA UMA VITÓRIA CONTRA A CAMPANHA GOLPISTA DA DITADURA MIDIÁTICA, SÓ POSSÍVEL PELO CONTROLE DA OPINIÃO E DA INFORMAÇÃO NAS MÃOS DE TREZE FAMÍLIAS QUE IMPÕEM UMA ÚNICA VERSÃO DOS FATOS, SEMPRE NEGATIVA PARA O GOVERNO(E ATÉ MESMO DESVIRTUAM OS PRÓPRIOS FATOS), CENSURANDO TODA A DIVERGÊNCIA. O cinismo dos lacaios dos barões da comunicação aponta um claro desespero de quem há dez anos atrás julgava-se senhor absoluto dos destino de milhões de brasileiros, com poderes para impor-lhes o Governo que desejasse, e desde 2003 vê seu “poder” esvaziar-se dia após dia nas vitórias eleitorais da esquerda e na popularidade dos dois Presidenntes progressistas eleitos desde então, que praticamente cresceu sempre. Como todas as mentiras dos barões da mídia, a “constatação” do canalha Noblat sobre a suposta “percepção” popular de que o noticiário midiático seria favorável a Dilma, 34% deram essa resposta na pesquisa, só pode sustentar-se através da omissão proposital de conclusões da própria pesquisa(feita pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, que como se pode ver não é nenhum “aparelho” petista) : segundo os pesquisadores, a percepção popular sobre um noticiário favorável a Dilma deveu-se a recentes aparições da Presidenta em cadeia de rádio e televisão(que como se sabe são um direito legal do governo, não são produzidos pela mídia conservadora)para anunciar medidas de receptividade favorável entre as pessoas, como diminuição no valor das contas de luz e a proximidade do fim da miséria no Brasil. Para o cidadão comum não há distinção de origens, ao ver a Presidenta “falando na televisão”, ele atribbui essas aparições positivas de Dilma à vontade da mídia, sem perceber que só a Lei para garantir à Presidenta o direito de divulgar aos brasielrios as realizações de seu Governo(sem ela, teríamos quaisquer medidas dos Governos petistas sempre apresentadas pelos barões midiáticos de forma distorcida, com o famoso “mas”, destruindo qualquer êxito governamental, por mais indiscutível que fôsse, como pôde ser percebido no noticiário que “divulgou” em seguida as mesmas medidas que a Presidenta apresentou aos brasilerios em rede nacional). Ainda assim(34% considerando que a cobertura mdiiática seria favorável), ainda é pequeno o número dos que vêem qualque traço de simpatida da mídia pelo Governo, o que evidencia duas coisas : primeiro que se a popularidade de Dilma mantém-se alta, é sinal de que as pessoas “não dão a menor bola” para o que dizem os coroneis eletrônicos e seus “jornalistas” amestrados. Aliás, essa sem dúvida deve ser a outra causa da percepção popular sobre um inexistente “noticiário favorável” a Dilma : as pessoas acham o noticiário favorável porque nem prestam atenção a ele(como já apontado neste blog) e, por uma questão psicológica óbvia, acabam concluindo da forma mais amena sobre algo que nem sequer observaram direito : é mais fácil, menos desgastante não enxergar o que para eles seria uma “briga desnecessária”, já que se a percebessem achariam que nada acrescenta às suas vidas. A segunda é que a credibilidade e/ou o poder de influência dos barões da mídia está em declínio acelerado(aliás, está assim há dez anos, só eles e seus lacaios não vêem, ou fingem não ver)já que ou sequer são percebidos pelas pessoas(e se alguém não presta atenção em outro é porque não lhe dá crédito. Aquilo em que se acredita e respeita é evidentemente digno de nossa atenção)ou se são percebidos por uma parte da população(a que vê a obviedade da postura negativa da mídia diante de Dilma, comprovada materialmente apenas com a leitura dos noticiários, bastante claros em seu teor oposicionista)não conseguem influenciar nem em um milímetro a opinião da maioria deste grupo que percebe o noticiário, haja vista o crescimento da já alta popularidade de Dilma. Ou seja, o Brasil liberta-se de forma acelerada do domínio da ditadura midiática, só falta o Governo Dilma também “perceber” isso de forma concreta, não somente em teses, e partir para a democratização das comunicações, que dará a esse público descrente em uma mídia que transformou a informação em arma política a chance de saber o que são jornalismo e pluralidade informativa, ao vê-los expostos em uma mídia que além de plural, siga as regras da honestidade jornalística, separando opinião de fato, expondo suas posições, não mentindo e não acreditando que “informar” é tentar controlar os cidadãos..

  24. O Noblat lembra-me o Cláudio Humberto e tem a cara de pig.

  25. Existem muitos jornalistas sérios no Brasil. Eu acho que deveria ser feita uma lista com o nome e endereço desses caras legais pra ser distribuída nas escolas de ensino médio e universidades, para que os estudantes tenham um espaço para se informarem sobre as coisas que realmente interessam às nossas vidas.

  26. Uau! Um blog novo na minha agenda.
    com este vai ser quatro.
    Melhor que fazer um BLOGÃO.

  27. Aos poucos (sempre dentro da margem de erro) o governo é cada vez melhor avaliado. É assim desde Lula. De tanto melhorar dentro da margem de erro, o governo já está superando as expectativas até dos mais entusiasmados.

    Quanto ao noticiário do PIG, também foram destaques este ano:

    O “fracasso” do bolsa família, que ainda não transformou os beneficiários em milionários.
    A seca que a Dilma causou no nordeste.
    O uso excessivo de roupa vermelha, e o excesso de notícias boas, em pronunciamento da rede nacional de rádio e televisão.
    O prejuízo ao exploradores de concessões de energia.
    A cuspida que a Dilma deu no prato que o FHC vendeu.
    A manutenção do Guido Mantega no governo, mesmo não sendo o preferido de alguns jornalistas da Inglaterra.
    O aumento da gasolina, que o PIG anuncia desde 2010.
    O orçamento que deveria ficar congelado e paralisar o governo, ao invés de gerar desenvolvimento.
    O mensalão, que não teve nenhum fato novo e já foi noticiado além do limite da paciência, mas que “é sempre bom lembrar para a sociedade não esquecer”.
    E as desgraças cotidianas, cuja culpa é sempre do governo, pois é mais fácil jogar pra galera do que citar nomes.

    • Vc esqueceu como a Dilma ofendeu profundamente os poderes constituídos, e , com ele, toda a herança civilizatória européia, ao personalizar o famoso “the look” ao Supremo Presidente Supremo do Supremo, Mais conhecido como Joaquim, “o bátima”

  28. A verdade é que o pig está totalmente perdido e já tomando consciência da sua falta de influência na posição política da grande maioria do povo brasileiro. Enquanto isso os tucanos brigam (incluindo as sublegendas pps e psb), para ver quem vai perder feio para a Presidenta Dilma em 2014. Não adiantou o tribunal de exceção, o “julgamento” político-partidário e a condenação sem provas por parte do braço jurídico do pig. Eles não sabem mais o que fazer. Nada do que inventam cola na opinião pública. Estão desesperados com mais uma derrota anunciada.

  29. Eduardo, é melhor que o PiG continue assim, totalmente cara-de-pau. Afinal, tem dado muito certo… para nós.
    .
    Abraço…

  30. Breve essa imprensa safada só terá ao seu lado bancos, pedágios e teles, as quatro desgraças do Brasil.

  31. No Conversa Afiada encontra-se o excelente “vídeo que a Globo não mostra”.
    Assista ao vídeo e me diga se você não concorda com o entrevistado.

    Primeiro o Video: http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2013/03/21/o-video-que-a-globo-nao-mostra-pra-que-serve-o-bbb/

    Agora, meu comentário em consonância com que o entrevistado falou:

    “Gostei da entrevista pela metade. Para mim BBB significa bosta elevada ao cubo.

    Mas se você não concordar com que a Globo diz você é “eliminado”. Agora, mudar de canal? Para que canal?

    E, para o entrevistado, o que sobraria seria o JN. Para mim o que sobra é a internet. Fora dela nós estamos lascados. Mas depois da farsa, que foi a entrevista pela metade que não foi publicada por quem a encomendou, eu tenho certeza que o entrevistado vai começar a pensar direitinho na “confiabilidade” do JN.

    Mas exceto a sua opinião sobre o JN, eu concordo com o entrevistado em gênero, número e grau. A televisão brasileira, capitaneada pela rede globo, é a grande responsável por esse estado de nefasta idiotia que atinge uma parcela considerável da população brasileira, principalmente os nossos jovens.
    Dá pena conversar com os adolescentes de ambos os sexos. Nunca vi tanta futilidade, tanta alienação com relação as coisas que realmente interessam à vida: educação, saúde, integridade de caráter, respeito pelos pais , interesse pelo temas que dizem respeito ao desenvolvimento e às leis do país onde nós vivemos, a violência a que estamos submetidos, etc.

    Um dia desses eu assisti a um programa de uma tal de Ana Hickmann que entrevistava uma “garota de programa”. Por telefone a apresentadora colocou a garota em contato com um cara que ofereceu uma certa quantia de dinheiro para “transar” com ela (com a garota de programa). E ela aceitou a proposta. Quer dizer, essa tal de Ana Hickmann, que é um poço de futilidades, exerceu, naquela oportunidade, a profissão de cafetina em pleno horário nobre (se é que existe alguma coisa de nobre na televisão brasileira), e tudo ficou por isso mesmo.

    E ainda chamam Pedro Bial de “o intelectual”. E quem participa do BBB são os heróis do Pedro Bial. Nao sei se choro ou rio. Que decadência!”

  32. Está no ar ou na web o blog do comentarista , com licença Guimarães , resenhadopipo@blogspot.com.br. Saudações brasileiras

  33. A estratificação social brasileira vem sofrendo mudanças.
    Em um panorama no qual seja feita a divisão da sociedade entre empresariado , trabalhadores sindicalizados , havendo ainda uma distancia de posicionamento entre urbanos e rurais , classe media , e o setor não participativo que inclui pessoas que poderiam estar entre os três outros setores citados anteriormente e boa ou maior parte dos que vem abandonando a linha da pobreza , as modificações se deram em numero , prioridades e diferenças.
    Começando pelo empresariado , neste setor incluo não somente os maiores empresários , as lideranças , com mais poder de investimento , maior faturamento , sustentável , diga-se de passagem , e com mais dinheiro , também os empresários que inclusive ainda estão na classe media porem os acompanham em pensamento , posicionamento politico e muitas vezes eleitoralmente.
    A licitação de rodovias , aeroportos , ferrovias e portos marítimos antes sob administração do Estado sendo licitados a iniciativa privada , ação ou medida estrutural , encolhe o Estado , porem parte da iniciativa privada ou empresariado como vem sendo definido este grupo social reage com desconfiança e má vontade a novos investimentos e de certa forma a política do governo Dilma.
    Ou seja fatos não estruturais como a mudança de um nome no comando de uma empresa , na qual o governo é majoritário , irradia ao empresariado um sentimento de desconforto ou quase intromissão , poderia dizer que legitimo como o do governo pois este é majoritário , mas não estou avaliando méritos e sim consequências junto a um setor e como as ações subsequentes são afetadas , acompanhado de atrasos em investimentos sendo outros fatos os mais importantes para isto mas se juntando neste momento.
    Neste ponto entra o papel do conciliador , do político , e obvio Lula é o nome a ser discutido , tem qual importância , o desempenho do politico enquanto ator deste papel de apaziguador , bombeiro ou conciliador dos interesse dos diferentes setores , que tem diferente poder monetário , diferente numero de pessoas , diferente formas de ação politica e diferente capacidade de interferirem na vida pública.
    Escrevi que Dilma era um upgrade de Lula , com maior ênfase na gerencia , na produtividade e com 6 anos de aprendizado e conhecimento sobre os que estava acontecendo e planejado para o país. Exatamente o que ela vem demonstrando , com instituições mais fortes , o fisiologismo encolhendo e a popularidade herdada , o raciocínio era que seria possível um maior atenção a gerencia e administração que a resolução de questões políticas e da sociedade civil organizada , tudo correndo dentro desta linha de raciocínio e o governo com bons índices dadas as condições mundiais atuais e popularidade em alta.
    Dois anos de governo , e de fato a diminuição dos investimentos privados como um posicionamento mais distanciado do empresariado é a maior diferença politica para o governo Lula , gerado por mudanças menores , porem suficientes para haverem consequências ao país.
    Dentro deste raciocínio qual passa a ser a importância de nomeando , Lula e sua habilidade politica e qual passa a ser o peso de uma gerente extremamente qualificada , no Brasil temos os dois , no primeiro governo a politica na presidência e a gerencia na Casa Civil , no segundo a gerencia na presidência e Lula na retaguarda.
    Perda de espaço , não em tamanho mas em importância no quadro da vida nacional , as pequenas rupturas passam a ser uma bandeira politica que une parte deste setor designado como empresariado , temos um fato politico e a importância mais que o atual tensionamento é a possibilidade de avaliarmos o novo empresariado brasileiro. O quanto cresceu e quantos novas pessoas e com quais características hoje existem neste setor liderado pelos maiores empresários mas que atualmente tem uma cara nova da de quando começou o governo Lula.
    Qual o tamanho e a capacidade de influenciar que suas lideranças avaliarão deste fato , a tensão não é grande , concessões foram feitas , investimentos ocorrerão , porem a um ensaio de manifestação de um setor da sociedade civil.
    Junto a este fato temos a mudança na classe trabalhadora sindicalizada , atualmente a maior parte na classe media , voltada não mais para o confronto com o empregador como classe e sim para suas condições de trabalho , possibilidades de mercado , abrirem sua oficina , sua loja , e os aspectos do futuro de seus filhos , muito melhor , o que diminui o sentimento de insatisfação que pode gerar o sentimento de se colocar a culpa no empregador , como também de participar nas questões políticas , partidárias e sindicais. As coisas melhoraram a emulação diminui.
    Nenhum risco politico eleitoral, as lideranças , mais afeitas e intimas do neoliberalismo tucano e com capacidade de se associaram ao capital estrangeiro seriam os únicos beneficiados com a política tucana, porem irão tentar engajar ou convencer o restante da classe , as desvantagens e pouquíssimo apelo eleitoral da oposição tornam a possibilidade remota e menores ainda as chances eleitorais da oposição.
    Mas o fato é que isto pode resultar ou ser um sinal de mudança da opinião pública , a sociedade mudou e podemos agora estar presenciando uma manifestação de um novo setor desta nova sociedade que influenciará a ações do governo , o raciocínio é que não muda o governo porem este sensível e responde a manifestações da sociedade civil . Se houver um aumento de um setor e este souber se fazer representar , legitimamente , isto deve gerar consequências em emendas e ações do governo , ainda que continuando o governo da coligação este passa a ter posições que mudam de acordo com a influencia da sociedade civil organizada , e podemos estar assistindo um momento histórico no qual a iniciativa privada , por enquanto principalmente as lideranças , passam a almejar terem um papel e espaço maior após o período de predomínio dos movimento sociais. Dilma vem observando este fato e tratando , mesmo o fato envolvendo mais especificamente um setor do empresariado , este em seu todo , se referindo a classe a não encurtando o debate centralizando este grupo , citarei o setor naval e os pequenos empresários como opiniões diferenciadas sobre o governo, ou seja atenta para o aumento deste setor que raciocina como empresário e que em algum momento se relacionará mais ativamente com o governo em seu todo.
    Afora interesses particulares , maior lucro , ou vaidades , condições que tornam menores a capacidade de pressão do empresariado , e não sendo uma pressão radical ou que gerará mudanças radicais ou estruturais , podemos ver a nuance ou formação de um novo empresariado e perguntar se ele seguirá a posição de suas lideranças , muito próximas da velha mídia , ou fará com que estas lideranças tenham um novo posicionamento garantido a unidade do setor e colocando os interesses do setor em primeiro lugar , não tentado direcionar o setor partidariamente para com isto elas lideranças almejarem lucros políticos setoriais. As consequências serão maior credibilidade e respeitabilidade dos outros setores , desalinhamento com a politica internacionalista neoliberal da oposição e com a velha mídia , não colhendo os frutos do que esta plantou na ultima década , a partir dai ocupando um maior espaço , sem alinhamento político eleitoral prévio , se solidificando como sociedade civil organizada ao invés de escudeiros de um determinado partido , deixam de serem militantes partidários e se tornam marcos representativos dentro da sociedade.
    Como os sindicatos dos trabalhadores , anteriormente basicamente cabos eleitorais do PT , hoje em dia representantes classistas , com credibilidade e sólidos na sociedade , com um engajamento prévio de seus filiados ao governo muito mais pelo que é a oposição , sem adjetivos , do que por alinhamento com o governo ou um partido.
    O empresariado antigo reduto da direita e com numero pequeno recebe o aporte do desenvolvimento econômico e social dos últimos dez anos , ensaia um ação politica , porem independente do resultado vemos um embrião de uma nova classe , os que chegaram não são o que se chamava de dinheiro antigo , cresceram e ganharam dinheiro com um governo progressista , por condições e capacidade de trabalho enriquecem e se tornam membros de uma nova categoria , e provavelmente modificarão o posicionamento público desta categoria como o quadro social brasileira conjuntamente com o desaparecimento do setor na extrema miséria e aumento da classe média. Porem terão interesses diferentes dos de 10 anos atrás , o que assistiremos é o comportamento deste setor , tamanho e posicionamento público desta categoria , se serão cada vez mais frequentes e de que forma serão , se haverá unidade , ou será um simples combate de interesses com o governo por parte das lideranças.
    Para encerrar um raciocínio ainda incompleto citarei o setor da construção naval , quase fechando as portas no governo anterior e hoje bombando , os pequenos empresários que surgiram em todo o país os quais não foi ainda possível avaliar seu posicionamento e o os efeitos do Embrapi lançado pelo governo.
    Mais pessoas pensando como empresários , mais pessoas como empregadores , mais pessoas com diplomas , menos pessoas na miséria e temos um anova sociedade brasileira , fato observado pelo governo com a indicação de Dilma , sua eleição e atuação e forma como a presidenta vem gerenciando esta nova sociedade.
    Havia esta expectativa de quando e como estes setores que foram encorpados e com menos resistência do restante da sociedade iriam se manifestar , e de que forma e respondendo a quais lideranças , mas este pequeno tensionamento entre setores da iniciativa privada , alguns empresários e investidores , pode ser o inicio de uma maior participação desta categoria na vida pública e mesmo política partidária , talvez mudem os partidos , o BNDS , as exigências quanto ao Estado , atuação partidária , difícil prever
    Um novo quadro de sociedade , que deverá atuar de forma menos barulhenta que os movimentos sindicais , sem bandeiras como a miséria , soberania , ou deste quilate levando a sociedade brasileira a novos tempos e formas de resolução dos diferentes interesses dos setores desta sociedade. Uma obra arte nova , um filme espetacular , uma nova tecnologia , para quem gosta de politica social é a situação que temos no Brasil. O choque é quando vemos estas discussões e as comparamos ao noticiário da velha mídia nas últimas décadas , o atraso , a burrice , a desinformação , a manipulação , são enormes os estragos que a velha mídia , tudo que a envolve , causa a uma nação.
    Um novo panorama social e os novos fatos que surgirão como mudança de comportamento público de seus setores e consequências nos governos que serão eleitos , legislação , aspectos culturais e em todas as áreas .
    Difícil imaginarmos a velha mídia participando este debate , mas mesmo os blogs sujos ou progressistas podem observar a mudança de importância dos assuntos nacionais , candidaturas de fulano ou beltrano como as quem vem ocorrendo , um impasse em licitações , um PIB menor , talvez não sejam os fatos estruturais ou mais importantes neste momento para o país , e sim o começo da modificações sociais que o plano de governo em andamento nos últimos dez anos , Santayana escreve em seu texto sobre isto , geraram.

    .

  34. Em janeiro, a mídia antiga anunciou que iria faltar luz. Pouca gente acreditou, mas eles insistiram na ameaça por pelo menos uma semana. Aí, uma autoridade do governo explicou que não havia risco porque o sistema inclui a compensação das termoelétricas que são acionadas justamente para evitar esse risco, etc, etc. A Míriam Leitão não teve dúvida: anunciou que faltaria gás. A intempestiva reação foi tão ridícula que a mídia antiga resolveu não tocar mais no assunto. Veio fevereiro e a mídia resolveu anunciar que o custo de vida estava pela hora da morte e que o dragão da inflação já havia subido no telhado. Malharam nessa tecla por algumas semanas, mas nem o mais obtuso dos analistas de mercado (os profissionais, não os da mídia) comprou esse mingau para servi-lo aos seus clientes. A coisa acabou esfriando. Março chegou e com ele o desastre (sic) da Petrobrás, que estaria às portas da falência. Tomavam como base a desvalorização das ações da empresa como prova fatual; raciocínio tão tacanho que não enganaram nem minha tia Diomira que mora no interior de Itapetininga do Bom Paraíso e que passa o dia inteiro diante da Globo. Lógico, uma empresa que anuncia um plano de investimentos da ordem de 240 bilhões de dólares para os próximos anos só pode estar às portas da falência no sistema globo de comunicações… Vieram as águas de março e a pesquisa sobre a popularidade da presidenta e a aprovação do governo. Peço que perdoem o trocadilho, mas foi um balde de água fria nas hostes da oposição midiática. Era preciso agir e rápido. Dito e feito: ontem o Jornal Nacional, durante vinte minutos do seu noticiário (sic), informou que iria faltar água. Depois não querem que sua credibilidade escoe pelo ralo… Lembrete: o ibope da novela das oito está em 30%. Se esse índice não aumentar até agosto do ano que vem, a presidenta Dilma se reelege ainda no primeiro turno.

  35. O PIG é cara de pau não merece respeito, são todos mentirosos, o povo não dá credito para este midia desqualificada que só faz maldade ao meu Brasil.

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