Lula e as empreiteiras, FHC e a Sabesp

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A Folha de São Paulo publicou com grande destaque em sua primeira página, na edição desta sexta-feira, 22 de março de 2013, manchete que parece anunciar um grande escândalo. Diz o jornal, em tom grandiloquente, que “Empreiteiras patrocinam 13 viagens de Lula ao exterior”.

Na linha fina que segue a espalhafatosa manchete, outra “acusação”: “Ex-presidente foi a países onde empresas têm interesses; todos negam lobby”.

No primeiro caderno, o de política, três grandes matérias sobre a manchete escandalizadora:

Quase metade das viagens de Lula é paga por empreiteiras

No exterior, petista promete repassar pedidos para Dilma

Outro lado: Instituto Lula diz que objetivo é o interesse da nação

Devido ao tom da manchete em letras garrafais, colocada em destaque principal na primeira página, bem como devido à redação confusa das matérias vinculadas, têm-se a impressão de que o ex-presidente Lula foi pago com dinheiro público brasileiro para vender facilidades para empreiteiras brasileiras junto ao governo brasileiro.

Apesar do amplo destaque dado à “denúncia”, porém, a certa altura da matéria principal, em vez de ela explicar direito que Lula foi pago por construtoras brasileiras para dar palestras em países da América Latina e da África de forma a promover essas empresas junto a governos dos países daquelas regiões – o que, por óbvio, é positivo porque alavanca negócios para o país – e que não existe qualquer ilegalidade nisso, o jornal preferiu dar uma informação que, em vez de esclarecer, permite alguma dúvida sobre a legalidade da atividade do ex-presidente:

Dois procuradores da República, um delegado federal, um juiz e dois advogados disseram à Folha que não há, a princípio, irregularidades nas viagens por não haver lei sobre a atuação de ex-presidentes”.

A cautelosa expressão “a princípio” supostamente usada pelos “dois procuradores”, pelo “delegado federal” e pelos “dois advogados” que a Folha diz ter consultado, tal expressão não passa de excesso de cautela, possivelmente para agradar a um dos veículos que chantageiam autoridades para que digam ou façam o que querem contra seus inimigos políticos. Afinal, não existe irregularidade alguma na atividade PRIVADA de Lula.

Todavia, tentando estabelecer um vínculo entre relações de Lula com empresas privadas brasileiras e governos estrangeiros e o governo do Brasil, o jornal põe uma segunda matéria que pretende apontar o que procuradores, delegado e advogados que diz que consultou, não viram.

A segunda matéria do caderno Poder da Folha de 22 de março diz que “Lula promete repassar pedidos a Dilma”. Essa matéria, se tivesse algum conteúdo, possibilitaria insinuar que estaria havendo algum tipo de influência de Lula junto à Presidência da República para que esta ajudasse as empresas que o pagam.

A matéria não aponta nada disso. Leia, abaixo. Em seguida continuo.

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FOLHA DE SÃO PAULO

22 DE março de 2013

No exterior, petista promete repassar pedidos para Dilma

No exterior, o ex-presidente Lula participou de encontros privados entre políticos locais e empresários brasileiros, além de prometer levar pedidos a Dilma Rousseff, segundo telegramas do Itamaraty.

Em maio de 2011, Lula foi ao Panamá a convite da Odebrecht. Na agenda, visitas a obras da empresa com ministros, o presidente Ricardo Martinelli e a primeira-dama.

O diretor da Odebrecht no país ofereceu jantar em sua casa para Lula, Martinelli e os ministros da Economia, Obras Públicas e Assuntos do Canal.

Ao final do jantar, o ex-presidente prometeu levar três pedidos a Dilma, em encontro na mesma semana: maior presença da Petrobras no Panamá, um encontro entre os ministros dos dois países e a criação de um centro de manutenção da Embraer.

A Odebrecht obteve no Panamá contratos de US$ 3 bilhões. Cinco meses depois do jantar, engenheiros da construtora foram fotografados com um estudo de impacto ambiental sobre uma obra que só seria anexado à licitação três meses mais tarde.

A brasileira conquistou a obra de US$ 776 milhões e foi acusada de já saber do resultado previamente pela ONG Orgulho Panamá. “Há um sentimento geral de que a obra é motivada simplesmente por interesses especiais. O maior interesse comercial é da Odebrecht e políticos”, diz, em nota, a organização.

Em julho de 2011, Lula esteve em Angola para um evento patrocinado pela Odebrecht -empresa que tem 20 mil funcionários no país.

“Quando era presidente, Lula não gostava do presidente de Angola, mas ganhou um bom dinheiro para dizer que está tudo bem no país, o que é importante para a elite corrupta”, disse à Folha Rafael Marques, da ONG Maka Angola.

Em junho de 2011, Lula viajou em jato da Odebrecht para Caracas, na Venezuela. Lá, encontrou-se com “grupo restrito de autoridades e representantes do setor privado”.

A conversa com o então presidente Hugo Chávez, morto este mês, ocorreu no momento em que o governo local devia cerca de US$ 1 bilhão à empreiteira por obras como a do metrô de Caracas.

Três dias após a visita, Chávez anunciou que as dívidas com a Odebrecht estavam “quase” resolvidas.

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Como se vê, no segundo dos três textos sobre a “denúncia” que o jornal fez com enorme destaque em sua primeira página, constrói-se a teoria de que “o ex-presidente prometeu levar três pedidos a Dilma” para favorecer empreiteiras brasileiras.

O ex-presidente teria prometido ao presidente do Panamá que pediria a Dilma “Maior presença da Petrobrás no Panamá, um encontro entre os ministros dos dois países [Brasil e Panamá] e a criação de um centro de manutenção da Embraer”.

Ou seja: haveria um legítimo – e antiético – lobby de Lula junto a uma presidente sobre a qual ele exerce conhecida e ampla influência.

Que fique registrado, portanto, que uma empresa pública ou estatal brasileira – no caso, a Petrobrás – realizar operações no país vizinho é considerado pela Folha de São Paulo um grande escândalo que merece destaque escandaloso em sua primeira página.

Não esqueça, leitor, porque precisará dessa informação logo adiante.

Ocorre que, como a matéria mostra (ao bom entendedor), o jornal não descobriu absolutamente nada que relacione as atividades da Petrobrás no Panamá à suposta “promessa” de Lula de pedir a Dilma que a empresa aumentasse suas atividades naquele país.

De forma confusa, a matéria, em seguida, pula para uma acusação que se confunde com aquela sobre a Petrobrás, mas que nada tem a ver. Diz que “A Odebrecht obteve no Panamá contratos de US$ 3 bilhões. Cinco meses depois do jantar, engenheiros da construtora foram fotografados com um estudo de impacto ambiental sobre uma obra que só seria anexado à licitação três meses mais tarde”.

O que tem a ver com a Petrobrás a obra que a Odebrecht conseguiu junto ao governo do Panamá? Nada. O governo do Panamá pode fazer quantas obras quiser com a Odebrecht mesmo se for a pedido de Lula que, no Brasil, não se pode reclamar de nada.

O máximo que poderia haver de ilegal nesse caso seria relativo ao Panamá. A matéria, então, já esquecida da Petrobrás, diz que uma ONG panamenha questiona o governo panamenho por suas relações com a empreiteira brasileira.

Todavia, não diz qual é a acusação. Faz apenas uma ilação sobre parecer que há alguma coisa estranha.

Não há nada, absolutamente nada na “denúncia” contra Lula que sequer insinue que o governo brasileiro mexeu uma palha pelas empreiteiras brasileiras a pedido de Lula.

O que espanta na iniciativa da Folha de São Paulo, então, é que aquilo de que acusa Lula – e que sua matéria não conseguiu provar – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez comprovadamente em 2007 através do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Em 17 de janeiro de 2007, foi o portal Terra quem fez a denúncia de que uma grande empresa estatal, a Sabesp (empresa de saneamento básico de São Paulo, Estado governado pelo PSDB, partido de FHC), doou QUINHENTOS MIL REAIS (!) ao Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

Leia, abaixo, a matéria do Terra. Em seguida continuo.

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TERRA MAGAZINE

17 de janeiro de 2007

Estatal doou R$ 500 mil a instituto de FHC

Daniel Bramatti

O Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano com a ajuda de grandes empresários, foi contemplado no ano passado com uma doação de R$ 500 mil de uma empresa estatal do governo paulista, que no período 2003-2006 foi comandado por Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (PFL).

O dinheiro saiu da Sabesp – então presidida por outro tucano, Dalmo Nogueira Filho – e foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do instituto, conhecido pela sigla iFHC.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é uma das sete empresas que, até o final do ano passado, haviam doado R$ 2.095.000,00 para o projeto de preservação e digitalização do acervo do iFHC, com incentivos fiscais da chamada Lei Rouanet – as contribuições podem ser descontadas do Imposto de Renda.

O acervo é formado por livros, fotos e obras de arte de FHC e também de sua mulher, Ruth Cardoso. Reúne não apenas itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência, mas também da época em que era professor e um dos líderes da oposição ao regime militar. Entre os objetos em processo de catalogação estão os presentes que FHC recebeu durante seu governo – vasos, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.

O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões – valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens.

O site do iFHC afirma que a digitalização dos documentos será feita com softwares e equipamentos cedidos pela IBM e pela Sun Microsystems do Brasil, mas não faz referência à Sabesp e aos outros patrocinadores, nem detalha como serão aplicados os R$ 2 milhões já recebidos. Ontem à noite, a entidade divulgou uma nota sobre o assunto (leia aqui).

O Instituto Fernando Henrique Cardoso é uma espécie de “organização ex-governamental” – reúne em seu conselho deliberativo diversas estrelas dos dois mandatos presidenciais tucanos, entre eles ex-ministros como Pedro Malan (Fazenda), Luiz Carlos Bresser-Pereira (Administração) e Celso Lafer (Relações Exteriores e Desenvolvimento).

A entidade tem como fonte de inspiração as fundações mantidas por ex-presidentes norte-americanos. Mas as semelhanças são limitadas. A ONG do ex-presidente Bill Clinton, por exemplo, atua na prática: apóia e implementa programas de combate à aids, de redução do custo de medicamentos e de controle do aquecimento global, entre outros. Também administra uma biblioteca pública no Estado de Arkansas que recebe cerca de 300 mil visitantes por ano.

Já o iFHC afirma ter dois objetivos básicos: o primeiro é a preservação do próprio acervo do ex-presidente e de sua mulher; o segundo é a promoção de debates e seminários – que são restritos a convidados. O site do instituto na internet destaca que “o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública”.

O site também anuncia que parte do acervo será aberto ao público quando for concluído seu processo de catalogação e digitalização. Não há informações sobre a possibilidade de pesquisar os itens mais interessantes, do ponto de vista histórico e jornalístico: as gravações e anotações que o ex-presidente fez, durante seus oito anos de governo, sobre temas polêmicos como privatizações e reeleição.

O auxílio estatal ao instituto, via Sabesp, foge à regra: o iFHC nasceu e é mantido graças a contribuições privadas. Quando inaugurado, em 2004, tinha R$ 10 milhões em caixa. O tucano começou a pedir doações a empresários quando ainda era presidente.

Em um jantar no Palácio da Alvorada, em 2002, FHC expôs os planos de sua futura ONG a convidados como Emílio Odebrecht (grupo Odebrecht), Lázaro Brandão (Bradesco), Olavo Setubal (Itaú), Benjamin Steinbruch (CSN), Pedro Piva (Klabin) e David Feffer (Suzano). Na época, o colunista Elio Gaspari criticou o fato de a coleta de fundos ser feita entre representantes de empresas financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou contempladas no processo de privatização.

Já as relações da Sabesp com políticos do PSDB não constituem propriamente uma novidade. No ano passado, reportagens da Folha de S.Paulo revelaram que a estatal patrocinou uma edição da revista Ch’an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência Geraldo Alckmin – o tucano foi assunto de capa e apareceu em 9 das 48 páginas da publicação.

A estatal também destinou R$ 1 milhão de sua verba publicitária para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB). O Ministério Público abriu uma investigação sobre o eventual uso de empresas do Estado para beneficiar aliados de Alckmin na Assembléia Legislativa.

Terra Magazine procurou ontem a Sabesp e FHC, em busca de esclarecimentos sobre a doação de R$ 500 mil. Não houve resposta da estatal. A assessoria do iFHC informou apenas que o ex-presidente não se encontrava no local.

Além da Sabesp, da Sun e da IBM, os outros patrocinadores do projeto de digitalização do iFHC são as empresas Philco Participações (R$ 600 mil), Arosuco Aromas e Sucos (do grupo Ambev, R$ 600 mil), Mineração Serra Grande (do grupo Anglo-American, R$ 200 mil), Norsa Refrigerantes (representante da Coca-Cola no Nordeste, R$ 140 mil), Rio Bravo Investimentos (R$ 30 mil) e BES Investimentos do Brasil (R$ 25 mil).

A Rio Bravo Investimentos foi fundada e é dirigida por Gustavo Franco, que presidiu o Banco Central nos anos FHC. A Norsa Refrigerantes têm entre seus proprietários outro tucano famoso, o senador Tasso Jereissati (CE). O BES Investimentos faz parte do grupo português Espírito Santo, cujo representante no Brasil, Ricardo Espírito Santo, teve seu nome associado ao escândalo do mensalão por supostas relações com o publicitário Marcos Valério. Em 2005, o banqueiro foi acompanhado por Valério a uma reunião com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Em 2002, Ricardo Espírito Santo também estava no jantar do Palácio da Alvorada em que FHC pediu contribuições para a criação de sua ONG.

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Como se vê, outro ex-presidente recebe benefícios imensos de empresas públicas e privadas brasileiras de todo tipo, mas isso não vira escândalo.

O jornal que acusa Lula com tanto destaque por seus negócios privados, que não têm relação alguma com empresas estatais ou públicas, em 2007 repercutiu a matéria do Terra no dia seguinte à sua publicação, no dia 18 de janeiro.

Porém, o que escandaliza é que a Folha, à diferença do que faz com Lula em um caso sem gravidade, não repercutiu o caso de FHC, que é grave, com mínimo destaque. E, claro, sem chamada alguma na primeira página.

Leia, abaixo, a notinha que a Folha publicou escondida em suas páginas internas em 2007 relatando a denúncia do Terra sobre a qual a mesma Folha – ou qualquer outro grande veículo – nunca mais disse nada – o que, por certo, não acontecerá na acusação vazia contra Lula.

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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de janeiro de 2007

Sabesp deu R$ 500 mil para projeto de instituto de FHC

DA REPORTAGEM LOCAL

O Instituto Fernando Henrique Cardoso, entidade não-governamental criada pelo ex-presidente da República, recebeu no ano passado doação de R$ 500 mil da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), administrada por indicados pelo PSDB.

A ONG do ex-presidente captou por meio da Lei Rouanet, de incentivo a cultura, cerca de R$ 2 milhões de doadores diversos, entre os quais a Sabesp, para um projeto de preservação do acervo de FHC -documentos, fotografias e objetos. Em nota, o instituto negou haver irregularidades na doação.

A Sabesp é uma empresa de economia mista cujo principal acionista é o governo do Estado de São Paulo. A doação feita pela empresa foi revelada por reportagem publicada ontem no site “Terra Magazine”. De acordo com o texto, os recursos serão abatidos do Imposto de Renda por meio da Lei Rouanet.

A nota divulgada ontem pelo instituto FHC explica que as doações, fruto de um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, se destinam à digitalização do arquivo do instituto, que poderá ser acessado pela internet.

“Além das atividades acima referidas [digitalização], ele [o projeto] prevê a realização de exposições, seminários e palestras dirigidos a um amplo público de estudantes e professores.”

A nota prossegue ressaltando a legalidade da doação da Sabesp. “O iFHC manteve-se no estrito cumprimento das determinações legais, seja em relação à Lei Rouanet, que permite a doação de empresas públicas, seja da Lei 4.344, que faculta a qualquer entidade ou pessoa física mantenedora de acervos documentais privados de presidentes da República “buscar apoio financeiro e técnico do poder público para projetos de fins educativos, científicos e culturais”.”

A Folha não conseguiu falar ontem com a Sabesp.

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A notinha diz que “A Folha não conseguiu falar com a Sabesp”. E, como mostram os arquivos do jornal, nunca mais tentou. Ficou por isso mesmo. Até porque, o jornal nunca tivera ímpeto de investigar. Apenas repercutira matéria do Terra.

Assim, vale repetir: no caso de FHC, não se tratou de negócios privados dele, mas de ter recebido DOAÇÃO de dinheiro público feita pelo governo de São Paulo, que à época – como continua sendo até hoje – era do seu partido.

Imagine, leitor, se a Folha ou algum outro veículo da mídia atucanada, parcial, golpista, mentirosa e chantagista tivesse descoberto que a Petrobrás – que, como a Sabesp, é uma empresa pública dirigida por grupos políticos – doou dinheiro público a Lula.

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132 Comentário

  1. Fazia tempo que o PIG nao tentava algo contra o lula por faltar assunto. E na alta de um FATO, cria-se um FACTÓIDE.

  2. Amigos,
    É sabido que as intenções do PIG com as ‘denúncias’ não são as de esclarecer a população e ajudar a combater a corrupção no país, mas sim desestabilizar e desgastar o projeto Lula-Dilma. Mas temos que fazer uma autocrítica: não pega nada bem o Lula servir de ‘garoto de recado/propaganda’ de empreiteiras brasileiras entre governos estrangeiros, brasileiro e empresariado. A prática suja das empreiteiras brasileiras é historicamente conhecida. Então essa relação não cheira e não pega bem. ‘Vacilo’ do Lula!
    E não adianta usar o erro do FHC pra justificar o do Lula. Não cola!!!

  3. existiu alguma coisa de ilegal ? NÃO !! ..então acabou

    ah, alguns poderiam dizer, mas lá na frente isso pode vir a representar financiamento indireto de campanha, CX 2, abuso de poder econômico, trafico de influência etc etc ..UAI, então que lá na frente se averigue, que se apure e que se PUNA exemplarmente, e não hoje por possibilidades e/ou conjecturas como alguns críticos querem tentar fazer valer ..

    Agora, e contra THC? poderia ter existido algo de ilegal no financiamento da SABESP ? SIM !!!! ao menos em tese sim ..assim como se a Petrobrás, BB, Correios, BNDES e Caixa viessem a injetar dinheiro no Instituto LULA, oras..

    ..e as nossas demais Instituições, pra casos como Alckimin/Daslu e/ou Serra/Privataria, Lulinha x Moniquinha, o poder paralelo dum Eike, dum Dantas, dos evangélicos, do Gilmar ou da DELTA, da distribuição de verba pra PROPAGANDA ou contratação de serviços de “simpatizantes” por ex, elas fizeram alguma coisa pra ir a fundo na apuração das denuncias ? tomaram alguma providência, nem que pra DEFENESTRAR eventual calunia ou boataria que visasse manipular as massas contra o oponente, tipo como a foto forjada de DILMA e/ou a bolinha do Serra até hoje inimputadas ?

    o que ? não tô ouvindo ? a maioria nem se mexeu, preferiu negociar um “ABAFA TUDO se não vai todo mundo pro saco” ? ..ahh tá, então tá

    desculpe ..mas, de verdade, minhas preocupações sobre cidadania, sobre a minha cidade, Estado e país, gravitam em outras paragens, em outros temas ainda recentes e, por aqui, mal resolvidos (*) temas que deveriam, aqui sim, serem trazidos a debate limpo e democrático, e não esta futricaria barata e cansativa, este endeusamento a figurinhas velhacas que, a rigor, somam muito pouco ao cidadão comum quando comparado aos dividendos gerados pra estes mesmos ídolos e seus asseclas contratados.

    (*) legalização do aborto, das drogas, união civil, código de ética pras mídiaS, reforma do código penal e civil bem como de seus processos, partilha do petróleo, reconhecimento da profissão de lobista, uso da SELIC como ferramenta anti inflacionária, trem bala x outros meios de transporte etc etc etc

    ..TEMAS quentes e polêmicos que hoje só são reservados a poucos brasileiros que conseguem se servir desta nossa TOSCA. imoral e inconsequente DEMOCRACIA, enquanto que a grande maioria só é convidada e avisada do que OBEDECER quando da decisão já tomada, e normalmente informada via telejornais que entremeiam uma novela ou um BBB

    nota – vc sabia que 10 após a LEI DO DESARMAMENTO o número de mortes por arma de fogo AUMENTOU ? ..aumentou quando comparado aos 10 anos que a antecederam ?

    BRASIL, tem alguma coisa de errado com você ..e parece que aS mídiaS e seus soldados não estão querendo nos deixar debater e/ou ver..

    https://www.youtube.com/watch?v=kiyvRs7JEAU

    • ..curiosidade reflexiva

      “…Maquiavel foi o primeiro a discutir a política e os fenômenos sociais nos seus próprios termos sem recurso à ética ou à jurisprudência. De facto pode-se considerar Maquiavel como o primeiro pensador ocidental de relevo a aplicar o método científico de Aristóteles e de Averróis à política. Fê-lo observando os fenômenos políticos, e lendo tudo o que se tinha escrito sobre o assunto, e descrevendo os sistemas políticos nos seus próprios termos. Para Maquiavel, a política era uma única coisa: conquistar e manter o poder ou a autoridade. Tudo o resto – a religião, a moral, etc. — que era associado à política nada tinha a ver com este aspecto fundamental – tirando os casos em que a moral e a religião ajudassem à conquista e à manutenção do poder. A única coisa que verdadeiramente interessa para a conquista e a manutenção do poder manter é ser calculista; o político bem sucedido sabe o que fazer ou o que dizer em cada situação…”

      Resumindo, política era, e ainda é, a arte de se conquistar e se manter, se valer e servir do PODER, e não o de se alcançar o “bem estar” da população propriamente entendido.

      Reflita, tá na hora de mudarmos isso ou não ? ..e GARANTO, se sim, não será com esta nossa fórmula pra lá de ultrapassada, e cheia de intermediários suspeitos, que nós conseguiremos efetivamente um dia sermos ouvidos e respeitados.

  4. Gostaria de saber, destes procuradores, advogados e delegado federal que comentaram a folha de são paulo (em minúsculo mesmo) se neste caso do fhc, seria ou não um crime, se de fato (não dá pra discutir pois está ocorrendo um crime) é, porque o Ministério Público não denunciou e porque a Polícia Federal, não investigou a suspeita até o momento, pra mim já estão prevaricando.

  5. Bom, agora que ficou comprovado o uso de dinheiro público, vc vai dizer o que??

    Repetir a Nota oficial da Presidenta da Republica defendendo em nome de todos o ex-presidente?

    Em nome de todos??

  6. Bom dia Edu, Como vai ?

    Repare no que esta acontecendo com o pastor da comissão dos Direitos Humanos. “A pressão popular esta obrigando os políticos a mudarem de posição”. Portanto, quando a sociedade REALMENTE acredita em uma causa… Ela vai as ruas !!!

    http://www.brasil247.com/pt/247/sergipe247/96983/Feliciano-pode-renunciar-%C3%A0-Comiss%C3%A3o-de-DH-na-ter%C3%A7a-Feliciano-pode-renunciar-Comiss%C3%A3o-DH-ter%C3%A7a.htm

    Abraços e Otimo fim de semana

  7. A exemplo do que fizeram com Zé Dirceu a mídia agora se volta para que Lula não faça viagens. A campanha contra as viagens já deram incio.

    Importante é que estas viagens trazem beneficio para o Brasil. Isto para a mídia não interessa
    que seja feito por Lula.

  8. Sr. Eduardo, lembro bem quando essa noticia da doação saiu e naquela época ja achava um escandalo; mas convenhamos, é incompetencia demais do PT, uma empresa estatal sob a administração de um partido dá dinheiro para um politico do mesmo partido deveria ser questionado pelos deputados petistas e estes não o fizeram; o PT apanha quieto e quando deveria pedir explicações se acovarda.

  9. Comentário visto no twitter: “Com toda essa popularidade o governo Dilma podia aproveitar para deixar de adular e financiar quem lhe faz oposição sistemática!”

  10. E continuamos a desmontar os factóides. E estamos ganhando sem sobra de duvida. Outro dia escrevi sobre o PIG ( ou PUM) eles ccoptam o governo (Paulo Bernardo e cia) cumprindo a promessa que fazem em off “Não mexam comigo senão calunio”. Outro diagnostico dado foi de que esta da Folha é para desviar atenção sobre a sorveteria da filha do Serra.

    Se simplesmente polar a realpolitik primordial- “O povo, a massa que se dane, pois que é culpado pelas necessidades que não conseguem suprir”. Já o equilibrio de um Mercado-meritocracia e um Estado-solidario vamos conquistando pois na América Latina houve uma quinada para a Esquerda=maior presença de Estado. É isso que o PIG entende mas que não quer aceitar.

    O governo atual ainda peca quanto as comunicações concedidas e nos de não termos ainda criado uma imprensa alternativa ou até mesmo as virtuais como um “Pagina 12” “Telesur”., exceto sul “americanamente” falando pelos exemplos da Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia.

    Chegaremos lá pois como prevê Lula é INEXORAVEL.

    Obrigado Edu pela extensa argumentação baseada nas próprias reportagens do PIG. Demanda tempo e arquivos apropriados.

  11. Não precisa ser formado em direito para saber que o ex-Presidente Lula é um cidadão comum e não mais um ordenador de despesas com dinheiro público. Portanto, mesmo que quisesse, ele não poderia viajar por conta do erário. Se não são recursos públicos, qual é o problema? São empresas privadas brasileiras, atuando normalmente no país e no exterior, que fazem o que quiserem com o dinheiro proveniente de suas atividades legais. Imaginem se fossem transnacionais?
    Se algum eleitor do Presidente Lula não gostou, é só não votar mais nele.

  12. Ocorre que na luta política que sempre travou com seus adversários o PT SEMPRE se disse honesto e SUPERIOR MORALMENTE aos demais. Logo, partindo do princípio pregado pelo PT de que SÓ O PT É HONESTO E QUEM NÃO É PT É DA ELITE (sempre rezaram nessa cartilha, principalmente quando eram oposição) pouco importa o que fez FHC e demais opositores ou deixaram de fazer. Se SOMENTE O PT É HONESTO, como SEMPRE AFIRMARAM, SÓ DO PT NÃO SE PODE ESPERAR DESONESTIDADE. Logo, se pegos com a boca na botija fazendo algo errado TEM QUE CHAMÁ-LOS NA CHINCHA MESMO! Qual é a do blogueiro de ficar fazendo comparação com a oposição? Quem quer saber o que a oposição faz aqui? Que diferença isso faz, se admitirmos o princípio pregado pelo PT de que a oposição é desonesta na sua essência? Isso isenta o PT de praticar irregularidades? A ordem dos fatos sempre foi essa: O PT ERA OPOSIÇÃO E QUERIA SER GOVERNO VENDENDO SUPERIORIDADE MORAL PARA OS ELEITORES. Os eleitores acreditaram nisso e colocaram o PT no poder. Uma vez no poder ficou provado que o PT pratica desonestidade no mesmo nível ou até superior em comparação com aqueles que condenava – e uma vez cobrado a apresentar a superioridade que vendia ter vem com essa de que se todo mundo faz igual ninguém tem autoridade para cobrar? Qual é? Ninguém além do PT pediu votos sob a ótica da ética e da moralidade! Ninguém além do PT se vendeu como instituição que não faz pacto com as elites – e, na verdade, faz e muito! Ninguém além do PT demonizou tanto a figura de empresários e banqueiros! Ninguém além do PT satanizou tanto as forças do capital de forma tão preconceituosa! E por enxergarmos uma prática totalmente oposta àquilo que o partido pregava ninguém pode falar nada porque o FHC fazia igual? Francamente! O que FHC tem a ver com as calças? O que está em jogo nessas e outras discussões acerca da questão moral envolvendo o PT nunca foi FHC, mas o discurso e a postura reveladoras da hipocrisia do partido. É isso que estamos cobrando – e com todos os direitos!

    • É isso amigo. Sou eleitor do PT e não deixo as críticas a este governo, quando reacionária e mal intencionadas passarem batidas. Mas não aplaudo tudo o que o PT/Lula/Dilma fazem. Esse comportamento de defender o Governo e o PT de forma absoluta é tão fascista quanto os discursos da Direita.

      Não é porque é legal que não seja imoral!

      A Dilma vacilou esbanjando dinheiro público (de um país com tantas necessidades como o nosso) na ida a posse do Papa e o Lula também neste episódio das empreiteiras.

      Não dá pra ficar se escondendo sob os erros do PSDB eternamente!

      Como diz o Delfim: ‘Dois erros não produzem um acerto!’

      Abs.

  13. O grande problema nas discussões que envolvem política partidária é que as pessoas argumentam mais pela paixão do que pela razão. Uma coisa é o PT não ter sido o que se esperava eticamente. Isso não foi mesmo. Outra, é usar tal argumento para se justificar a validade de uma matéria manipuladora e mentirosa como a feita pela Folha. O que o Blog da Cidadania fez foi um estudo de jornalismo comparado. Evidencia a diferença de tom no trato de duas matérias semelhantes. A primeira envolvendo o ex-presidente Lula. A outra o ex-presidente FHC. Com a diferença de que, do ponto de vista legal, não houve qualquer irregularidade nas viagens de Lula, enquanto houve lesão ao patrimônio público por parte de FHC. Isso é evidente, como evidente se torna que a Folha não merece a menor credibilidade. A rigor deveria responder judicialmente por calúnia e difamação. Pois não se pode argumentar o direito à “liberdade de imprensa” para mentir e caluniar.

    • Caro Ricardo:

      Com todo o respeito, mas disso já sabemos. Que a anacrônica grande mídia desempenha este papel é sabido pelo ‘mundo mineral’ e é por isso que lemos estes e outros blogs. No entanto, um ‘estudo de jornalismo comparado’, que pelo que acompanho deste blog não é exatamente ao que ele se objetiva, não pode e não deve contrariar os fatos: o nosso venerável Lula se deixou levar pelo ‘Canto da $ereia’, pelo menos neste episódio. É certo que poderia ter evitado.

      Pepe Mujica é o que pode ser chamado de esquerda com vergonha na cara. Não basta apenas avançar socialmente com os instrumentos do Estado, mas mostrar se deve deixar envolver a si próprio pelo ‘Canto da $ereia’…..

      Lula e Dilma deram mole….

      Ela com o episódio da ‘visita ao Papa’ e ele com esse lance das empreiteiras…….

      http://diariodocentrodomundo.com.br/a-viagem-de-lula-a-africa/

  14. REPERCUTIU, NÂO : RESPONDEU À MATÉRIA DO TERRA QUE DENUNCIAVA QUE O INSTITUTO DO CANALHA FHC RECEBEU DINHEIRO PÚBLICO(DENÚNCIA COMPROVADA POIS REFERIA-SE A UMA DOAÇÃO REGISTRADA), ATRAVÉS DA SABESP; ESTATAL PAULISTA, ESTADO CONTROLADO PELO PSDB; A MESMA USADA NAS ELEIÇÕES DE 2010 PARA FAZER PROPAGANDA NO ACRE SOBRE O ESGOTAMENTO DE SÃO PAULO(???), E DESSE MODEO SENDO MAIS UMA VEZ USADA PARA PROMOVER UM TUCANO, NA ÉPOCA JOSÉ SERRA, CANDIDATO À PRESIDENTE NAQUELE ANO. VOLTANDO À DENÚNCIA DO TERRA, ELA NÃO SE LIMITOU SOMENTE A ISSO, ALÉM DE PROVAR QUE FHC RECEBEU DINHEIRO PÚBLICO, O PORTAL TAMBÉM ACUSOU O PAVÃO TUCANO DE USAR O CARGO DE PRESIDENTE PARA, EM 2002(NO APAGAR DAS LUZES DE SEU DESASTROSO MANDATO)PEDIR DINHEIRO A EMPRESÁRIOS PARA O INSTITUTO QUE CRIARIA APÓS NOS FAZER O FAVOR DE SAIR DA PRESIDÊNCIA. TÍPICO CASO DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, LEMBRANDO QUE OS “EMPRESÁRIOS” CITADOS PELO TERRA FORAM TODOS BENEFICIÁRIOS DAS CRIMINOSAS PRIVATIZAÇÕES DE FHC, OU SEJA, RECEBERAM O PATRIMÔNIO PÚBLICO DOS BRASILEIROS A PREÇO DE BANANA, E AINDA ASSIM USANDO O DINHEIRO DO BNDES PARA ADQUIRÍ-LO. QUER DIZER, O ESTADO, SOB O DESCOMANDO DE FHC, VENDEU SEU PATRIMÔNIIO A PREÇOS RIDÍCULOS E AINDA TEVE A DESFAÇATEZ DE EMPRESTAR O DINHEIRO PARA OS LADRÕES NACIONAIS E ESTRANGEIROS QUE IRIAM COMPRÁ-LO, VENDEU E DEU O DINHEIRO PARA O COMPRADOR. Esse crime da Folha não pode ficar impune, acusa Lula com base em nada, referindo-se a negócios de uma empresa privada, a Odebrecht, no Panamá e em Angola(negócios que são bons para o Brasil e cuja regularidade só pode ser avaliadas por esses países, afinal são transações que só interessam a eles, já que têm sua soberania e o dinheiro usado para pagar à Odebrecht foi deles. A menos que Otavinho Ditabranda tenha virado o “honrado” defensor do dinheiro público dos panamenhos e angolanos. Ele só não se preocupou com o dinheiro público dos brasileiros, que foi roubado duplamente nas privatizações, primeiro com a venda do patrimônio nacional a preços risíveis e depois com o uso desse mesmo dinheiro público para emprestar, através do BNDES, os recursos para os “empresários” nacionais e estrangeiros adquirirem as empresas estatais. É o único caso em que alguém, o Estado brasileiro comandado por FHC, vende o seu patrimônio a preços ridículos e ainda EMPRESTA o dinheiro para o comprador, empréstimos que não foram pagos até hoje em sua grande maioria). Além de basear-se num conteúdo inexistente, já que tenta acusar Lula por um delito que nunca houve, procurando “transformar” em crime as atividades privadas de uma empresa brasieleira com governos estrangeiros, a matéria tenta insinuar, de forma canalha e propositadamente confusa(provavelmente crendo na incapacidade interpretativa de seus leitrores)uma participação da Petrobrás que, diante da falta de fatos a corroborá-la, é lançada aleatoriamente entre os parágrafos do “texto”; sem acusação, sem ao menos algo concreto para ser dito; numa típica operação de lavagem cerebal que, como já dito, chama o leitor de burro ao acreditar poder manipulá-lo devido a uma suposta “incapacidade cognitiva” que o jornalzinho paulista parece ter certeza de que existe em todos os que o lêem. Crença que pertence a todo o restante da ditadura mdiiática, haja vista o teor sempre confuso, a estruturação precária e o conteúdo vazio das “denúncias” que dia sim, outro também, os barões midiáticos tentam criar para atingir Lula, o PT e Dilma. O resultado das mais recentes pesquisas presidenciais; além da CNI, o próprio Datafolha e o IBOPE; que foram obrigados a reconhecer a enorme vantagem de Dilma nas eleições de 2014 e a estratégia que Lula já começou a construir para levar as forças progressistas a elegerem o próximo Governador de São Paulo; estado mais reacionário do país e última trincheira da extrema-direita; estão por trás desse novo recrudescimento do denuncismo(que nunca parou, mas agora inegavelmente aumentou seu ataque : tenham certeza que mais uma “capa” da Veja está por vir, devidamente reverberada pelo jornal nacional); correspondendo à previsão de Saul Leblon que, em excelente artigo no portal Carta Maior, adiantou que a direita inciaria sua radicalização, já esperada para 2013, neste momento. Resta às forças populares mais uma vez revidarem a esse ataque; já que o PT e o Governo Dilma não o fazem, e esses ataques dizem sim respeito ao Governo, que é objetivo final deles; respodendo por todos os meios possíveis; dentro das limitações impostas por uma estrutura de comunicações controlada por treze famílais que censuram a divergência; às mentiras da Folha e do restante da quadrilha. Sugiro uma camapanha destinada a enviar-se ao jornalzinho paulista “e-mail’s” contendo as denúncias do Terra e a “materiazinha” com que a Folha não repercutiu, mas defendeu o verme FHC das acusações do Portal. Acompanhando esses dois textos, devemos acrescentar as “matérias” recentes contra Lula(cheias de “acusações” baseadas em nada) e a pergunta : ‘ “Isso é jornalismo”!!!!!!!????????? Teremos algum resultado com isso? De forma direta, não. Mas, ao menos mostraremos ao PIG e seus agentes, de maneira mais ostensiva, que a Sociedade Civil está atenta e pronta para mobilizar-se no futuro contra seus golpes que em breve chegarão ao objetivo principal : tentar impedir Lula e Dilma de concorrerem nas eleições de 2014. Iniciemos essa mobilziação e os contatos para ações bem maiores no furturo, pois nas urnas eles já sabem que perderam e tentarão ganhar no golpe.

  15. Veja isso:

    FHC passa o chapéu

    Presidente reúne empresários e levanta R$ 7 milhões para ONG que bancará palestras e viagens ao Exterior em sua aposentadoria

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53647-6009,00.html

    • http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53647-6009,00.html

      FHC passa o chapéu

      Presidente reúne empresários e levanta R$ 7 milhões para ONG que bancará palestras e viagens ao Exterior em sua aposentadoria

      Gerson Camarotti

      Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack – ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

      O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo). Em troca da doação, cada um dos convidados terá o título de co-fundador do IFHC.

      Antes do jantar, as doações foram tratadas de forma tão sigilosa que vários dos empresários presentes só ficaram conhecendo todos os integrantes do seleto grupo de co-fundadores do IFHC naquela noite. Juntos, eles já haviam colaborado antes com R$ 1,2 milhão para a aquisição do imóvel onde será instalada a sede da ONG, um andar inteiro do Edifício Esplanada, no Centro de São Paulo. Com área de 1.600 metros quadrados, o local abriga há cinco décadas a sede do Automóvel Clube de São Paulo.

      O jantar, iniciado às 20 horas, foi dividido em dois momentos. Um mais descontraído, em que Fernando Henrique relatou aos convidados detalhes da transição com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda parte, o assunto foi mais privado. Fernando Henrique fez questão de explicar como funcionará seu instituto. Segundo o presidente, o IFHC terá um conselho deliberativo e o fundo servirá para a administração das finanças. Além das atividades como palestras e eventos, o presidente explicou que o instituto vai abrigar todo o arquivo e a memória dos oito anos de sua passagem pela Presidência.

      A iniciativa de propor a doação partiu do fazendeiro Jovelino Mineiro. Ele sugeriu a criação de um fundo de R$ 5 milhões. Só para a reforma do local, explicou Jovelino, será necessário pelo menos R$ 1,5 milhão. A concordância com o valor foi quase unânime. A exceção foi Kati de Almeida Braga, conhecida como a mais tucana dos banqueiros quando era dona do Icatu. Ela queria aumentar o valor da ajuda a FHC. Amiga do marqueiteiro Nizan Guanaes, Kati participou da coleta de fundos para a campanha da reeleição de FHC em 1998 – ela própria contribuiu com R$ 518 mil. “Esse valor é baixo. O fundo poderia ser de R$ 10 milhões”, propôs Kati, para espanto de alguns dos presentes. Depois de uma discreta reação, os convidados bateram o martelo na criação de fundo de R$ 7 milhões, o que levará cada empresário a desembolsar R$ 500 mil. Para aliviar as despesas, Jovelino ainda sugeriu que cada um dos 12 presentes convidasse mais dois parceiros para a divisão dos custos, o que pode elevar para 36 empresários o número total de empreendedores no IFHC.

      Diante de uma platéia tão requintada, FHC tratou de exercitar seus melhores dotes de encantador de serpentes. “O presidente estava numa noite inspirada. Extremamente sedutor”, observou um dos presentes. Outro empresário percebeu a euforia com que Fernando Henrique se referia ao presidente eleito, Lula da Silva. “Só citou Serra uma única vez. Mas falou tanto em Lula que deu a impressão de que votou no petista”, comentou o convidado. O presidente exagerou nos elogios a Lula da Silva. Revelou que deixaria a Granja do Torto à disposição do presidente eleito. “Ele merece”, justificou. “A transição no Brasil é um exemplo para o mundo.” Em seguida, contou um episódio ocorrido há quatro anos, quando recebeu Lula no Alvorada, depois de derrotá-lo na eleição de 1998. O presidente disse que na ocasião levou Lula para uma visita aos aposentos presidenciais, inclusive ao banheiro, e comentou com o petista: “Um dia você ainda vai morar aqui”.

      Na conversa, Fernando Henrique ainda relatou que vai tentar influir na nomeação de alguns embaixadores, em especial na do ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, para a ONU. Antes de terminar o jantar, o presidente disse que passaria três meses no Exterior e só voltaria para o Brasil em abril. Também revelou que pretende ter uma base em Paris. “Nada mal!”, exclamou. Ao acabar a sobremesa, um dos convidados perguntou se ele seria candidato em 2006. FHC não respondeu. Mas deu boas risadas. Para todos os presentes, ficou a certeza de que o tucano deseja voltar a morar no Alvorada, projeto que FHC desmente em conversas mais formais.

      Embora a convocação de empresários para doar dinheiro a uma ONG pessoal possa levantar dúvidas do ponto de vista ético, a iniciativa do presidente não caracteriza uma infração legal. “Fernando Henrique está tratando de seu futuro, e não de seu presente”, diz o procurador da República Rodrigo Janot. “O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações em troca de favores e benefícios concedidos pelo atual governo.”

      O IFHC não será o primeiro no país a se dedicar à memória de um ex-presidente. O senador José Sarney (PMDB-AP) criou a Fundação Memória Republicana para abrigar os arquivos dos cinco anos de seu governo. Conhecida hoje como Memorial José Sarney, a entidade está sediada no Convento das Mercês, um edifício do século XVII, em São Luís, no Maranhão. Pelo estatuto, é uma fundação cultural, sem fins lucrativos. Mas também já foi alvo de muita polêmica. Em 1992, Sarney aprovou no Congresso uma emenda ao Orçamento que destinou o equivalente a US$ 153 mil para seu memorial. Do total, o ex-presidente conseguiu liberar cerca de US$ 55 mil.

  16. http://mariafro.com/2013/03/24/hugo-carvalho-as-viagens-de-fhc-e-lula-e-a-escandalizacao-seletiva/

    As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva

    Por: Hugo Carvalho, no blog do Nassif

    24/03/2013 – 13:37

    Um ex-presidente brasileiro está rodando o mundo, em viagens patrocinadas por empresas e corporações que cresceram e ganharam muito dinheiro em seu período de governo. Nestas viagens, a presença do ex-presidente ajuda as empresas patrocinadoras a captar investimentos e ganhar mercados.

    As empresas amigas também patrocinam palestras deste líder político no Brasil e contribuem com fundos milionários para o Instituto que leva seu nome e destina-se a preservar sua memória.

    Se este ex-presidente se chamasse Luiz Inácio, suas atividades no exterior seriam manchete da Folha de S. Paulo, colocando-o sob suspeita de atuar como lobista de empresas sujas.

    Mas estamos falando de Fernando Henrique Cardoso, que também viaja fazendo palestras, a convite de empresas, ONGs e instituições diversas. A diferença mais notável entre eles (há muitas outras) é que FHC vai lá fora para falar mal do Brasil.

    Nas asas do Itaú, seu patrocinador master, Fernando Henrique esteve no Paraguai em 2010 , no dia em que o banco inaugurou a operação para tomar o mercado no país vizinho.

    O Itaú também o levou a Doha e aos Emirados Árabes ano passado, como informou a imprensafinanceira, com a intenção de morder parte dos 100 milhões de dólares que o Barwa Bank tem para investir no mercado imobiliário brasileiro.

    Itaú Unibanco and Fernando Henrique Cardoso visiting Qatar and the UAE

    A Folha estava lá (mas não diz quem pagou a viagem da colunista Maria Cristina Frias) “FHC vai ao Oriente Médio com Itaú para atrair investimento”, ela escreveu. Zero de suspeição ou malícia. O jornal não se preocupou em saber se a embaixada brasileira alugou impressoras para apoiar o ex-presidente em sua missão, mas registrou direitinho o que ele disse lá sobre o governo brasileiro atual: Corrupção cresceu em relação a meu governo, diz FHC. Com esse papo, o ex deve ter atraído investimentos para o Chile.

    FHC também falou mal do Brasil quando foi à China, em maio passado, de novo pelas asas do Itaú (nem parece que é um banco, deve ser uma agência de viagens). Reclamou do ajuste do câmbio, da falta de planejamento, e fez o comercial do patrocinador: “Baixar a taxa de juros (no Brasil) é importante, mas tem que olhar as consequências”, ele disse aos chineses. O Estadão resumiu no título a visão de Brasil que FH passou em Pequim: “Não se pode crescer a qualquer a custo, diz FHC”.

    Em novembro do ano passado, a casa americana JP Morgan pagou FHC para falar do Brasil sem sair de casa: “O Brasil está pagando o preço por não ter dado continuidade aos avanços implementados”, ele disse, numa palestra para investidores estrangeiros em São Paulo.

    Na edição deste sábado, a Folha sugere ao Ministério Público que promova uma ação para alguém devolver “gastos indevidos” com horas extras de motoristas e deslocamento de funcionários, nas embaixadas por onde Lula passou. Mas não se comove com o fato de a estatal paulista Sabesp ter pingado R$ 500 mil na caixinha do Instituto FHC (ah se fosse o Visanet…).

    Fernando Henrique ainda era presidente da República, em 2002, quando chamou ao Palácio da Alvorada os donos de meia dúzia empresas para alavancar o instituto que ainda ia criar: Odebrecht, Camargo Corrêa, Bradesco, Itaú, CSN, Klabin e Suzano. A elas se juntaria a Ambev. Juntas, pingaram 7 milhões no chapéu de FH. Mas foi o Tesouro que pagou o jantar, descrito em detalhes nesta reportagem da revista Época.

    Todos à mesa eram gratos à FHC pelo Plano Real e não se duvide de que alguns tenham coçado o bolso por idealismo. Mas se a Folha utilizasse o mesmo relho com que trata Lula, teria registrado que os Itaú e Bradesco eram gratos pela maior taxa de juros do mundo; a Ambev deve seu monopólio ao CADE dos tucanos; a CSN é a primogênita da privataria e quase todos ali deviam algum ao BNDES.

    FHC e seu instituto prosperaram. No primeiro ano como ex-presidente ele faturou R$ 3 milhões em palestras (“o critério é cobrar metade do que cobra o Bill Clinton”, explicou, modestamente, um assessor de FHC). A primeira palestra, de US$ 150 mil de cachê, que serviu de parâmetro para as demais, foi bancada pela Ambev. O IFHC já tinha R$ 15 milhões em caixa e planejava gastar o dobro disso nas instalações.

    O IFHC abriga o projeto Memória das Telecomunicações (esqueçam o que ele escreveu, mas não o que ele privatizou), patrocinado naturalmente pela Telefónica de Espanha.

    Todas as empresas citadas neste relato são anunciantes da Folha de S. Paulo e estão acima de qualquer suspeita enquanto anunciantes. Apodrecem, aos olhos do jornal, quando se aproximam de Lula.

    Eis aí o segundo recado da série de manchetes: afastem-se dele os homens de bem. O primeiro recado, está claro, é: mãos ao alto, Lula!

    A Folha também se considera acima de qualquer suspeita. Só não consegue mais disfarçar o ódio pessoal que move sua campanha contra o ex-presidente Lula.

  17. E patetico. Sem boas explicacoes para o fato de que o Lula, o cara resolve acusar a Folha e o FHC. Essa desfacatez nao engana mais ninguem, so os petralhas fanatizados como voce

  18. It’s funny… Se eu fosse VOCÊ, saberia tudo a fazer. Mas quando eu sou EU, não faço nada daquilo que recomendo a você ?!? Serei EU um TOLO ???

    NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA BRADLEY MANNING JÀ !! FORA YOANI !! ABAIXO A DITADURA DO STF, MÍDIA E SEUS LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  19. Edu,

    acho que existe um grave problema em sua análise que reside aqui:

    “..e que não existe qualquer ilegalidade nisso,..”

    A questão não é legal ou não. A discussão é ética.

    Vamos esquecer Folha, FHC e cia. Isto fede.

    Eticamente, acho a discussão muito interessante e a esquerda só tem a ganhar com ela.

    No meu entender, o Lula já não é mais um cidadão brasileiro, somente. Ele defende uma terceira via mundial em que um mundo mais justo é possível e mostrou isso a partir de 2003.

    Dentre desta lógica que esta discussão deveria ser conduzida.

  20. Presidente FHC reúne empresários e levanta R$ 7 milhões para ONG que bancará palestras e viagens ao Exterior em sua aposentadoria

    Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack – ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

    O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton…….

    PIG NÃO FICA INDIGNADO, AO CONTRARIO, APOIA: Embora a convocação de empresários para doar dinheiro a uma ONG pessoal possa levantar dúvidas do ponto de vista ético, a iniciativa do presidente não caracteriza uma infração legal. “Fernando Henrique está tratando de seu futuro, e não de seu presente”, diz o procurador da República Rodrigo Janot. “O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações em troca de favores e benefícios concedidos pelo atual governo.” ………. >>> http://t.co/dJUYSdP75N

  21. Até mesmo os petralhas que ainda acreditam no Papai Noel e em Lula “Odebretch” da Silva estão atarantados com as assombrosas denúncias da Folha de São Paulo (na sexta-feira) e da Veja (no final de semana), que o apontam com lobista de empreiteiras. Dá pena – e nojo, também! – ver esses parvos se desdobrarem para defender mais uma vez, contra todas as evidências, o chefão deles!

  22. Pra mim o único erro de Lula quando ganhou as eleições foi não fazer a CPI das privatizações

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