Danuza Leão é o símbolo vivo de uma elite inculta, egoísta e vil

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Há um setor da sociedade que simplesmente não consegue enxergar e aceitar o processo civilizatório em que o Brasil mergulhou após os seguidos desastres administrativos, econômicos e sociais que governos medíocres, vendidos e ladrões lhe impuseram até 2002.

Talvez o mais eloquente símbolo do processo civilizatório em curso no Brasil seja estar se tornando raro famílias de classes média e alta terem “empregadas domésticas” que trabalhem de sol a sol por ninharias que não pagam refeição em um bom restaurante.

Agora, após séculos de verdadeira escravidão a que mulheres e até meninas pobres se submeteram trabalhando nessas condições para famílias de classe social superior, o Congresso criou vergonha e estendeu aos trabalhadores domésticos os direitos de todos os outros.

Um dos muitos avanços sociais para a maioria empobrecida do nosso povo que os governos Lula e Dilma vêm proporcionando está na raiz do ódio que a elite tem deles, pois acabou a moleza de madames como a colunista da Folha de São Paulo Danusa Leão terem escravas.

Eis que a socialite-colunista, que já andou vertendo seu ódio de classe devido à conquista dos aeroportos e viagens internacionais pelas classes “inferiores”, agora se revolta com os direitos trabalhistas serem estendidos também às “domésticas”.

Para tanto, como bem anotou o site Brasil 247, a socialite-colunista se valeu dos “argumentos” que há mais de século os escravocratas brasileiros usaram para manter este país como o único em que persistia a escravidão de negros.

Os escravocratas diziam que se os negros fossem libertados, seriam os principais prejudicados porque não conseguiriam se sustentar sem a “proteção” do senhor de escravos.

Agora, uma centena e tanto de anos depois, a colunista da Folha diz que dar direitos trabalhistas a domésticas seria ruim para elas porque, dessa forma, não conseguirão emprego.

Essa mulher é colunista do dito “maior jornal do país”. Espanta como alguém tão desinformada pode ter espaço em um veículo de projeção nacional para provar por escrito sua ignorância desumana.

Danusa é o retrato de uma elitezinha minúscula, iletrada, desinformada, egoísta, racista, sonegadora e pervertida. Leia a sua diarreia mental na Folha deste domingo. Prossigo a seguir.

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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de março de 2013

A PEC das empregadas

Danusa Leão

Essa Pec das empregadas precisa ser muito discutida; como foi mal concebida, assim será difícil de ser cumprida, e aí todos vão perder.

A intenção de dar as melhores condições à profissional, faz com que seja quase impossível que o empregador tenha meios de cumprir com as novas leis; afinal, quem vai pagar esse salário é uma pessoa física, não uma empresa.

Vou fazer alguns comentários sobre as condições -diferentes- em que trabalham as domésticas aqui e em países mais civilizados.

Vou falar da França e dos Estados Unidos, que são os que mais conheço. Lá, quem mora em apartamento de dois quartos e sala, é considerada privilegiada, mas nenhum deles tem área de serviço nem quarto de empregada (costuma existir uma área comunitária no prédio com várias máquinas de lavar e secar, em que cada morador paga pelo tempo que usa); uma família que vive num apartamento desses tem -quando tem- uma profissional que vem uma vez por semana, por um par de horas.

É claro que cada um faz sua cama e lava seu prato, e a maioria come na rua; nessas cidades existem dezenas de pequenos restaurantes, e por preços mais do que razoáveis.

Apartamentos grandes, de gente rica, têm quarto de empregada no último andar do prédio (as chamadas “chambres de bonne”, que passaram a ser alugadas aos estudantes), ou no térreo, completamente separados e independentes da família para quem trabalham.

Essas domésticas -fixas e raras- têm salario mensal, e sua carga horária é de 8 horas por dia, distribuídas assim: das 8h às 14h (portanto, 6 horas seguidas) arrumam, fazem o almoço, põem a casa em ordem. Aí param, descansam, estudam, vão ao cinema ou namoram; voltam às 19h, cuidam do jantar rapidinho (lá ninguém descasca batata nem rala cenoura nem faz refogado, porque tudo já é comprado praticamente pronto), e às 21h, trabalho encerrado.

Mas no Brasil, muitos apartamentos de quarto e sala têm quarto de empregada, e se a profissional mora no emprego, fica difícil estipular o que é hora extra, fora o “Maria, me traz um copo de água?”. E a ideia de dar auxílio creche e educação para menores de 5 anos dos empregados, é sonho de uma noite de verão, pois se os patrões mal conseguem arcar com as despesas dos próprios filhos, imagine com os da empregada.

Quem vai empregar uma jovem com dois filhos pequenos, se tiver que pagar pela creche e educação dessas crianças? É desemprego na certa.

Outra coisa esquecida: na maior parte das cidades do Brasil uma empregada encara duas, três horas em mais de uma condução para chegar ao trabalho, e mais duas ou três para voltar para casa, o que faz toda a diferença: o transporte público no país é trágico. Atenção: não estou dando soluções, estou mostrando as dificuldades.

Na França, quando um casal normal, em que os dois trabalham, têm um filho, existem creches do governo (de graça) que faz com que uma babá não seja necessária, mas no Brasil? Ou a mãe larga o emprego para cuidar do filho ou tem que ser uma executiva de salário altíssimo para poder pagar uma creche particular ou uma babá em tempo integral, olha a complicação.

Nenhum país tem os benefícios trabalhistas iguais aos do Brasil, mas isso funciona quando as carteiras das empregadas são assinadas, o que não acontece na maioria dos casos; e além da hora extra, por que não regulamentar também o trabalho por hora, fácil de ser regularizado, pois pago a cada vez que é realizado? Se essa PEC não for muito bem discutida, pode acabar em desemprego.

P.S.: É difícil saber quem saiu pior na foto esta semana: se d. Dilma, dizendo em Roma que a culpa pelas tragédias de Petrópolis se deve às vítimas, que não quiseram sair de suas casas, ou se Cristina Kirchner, pedindo ajuda ao papa no assunto das Malvinas.

—-

 

No Brasil, com a revolução social da década passada – desencadeada a partir de 2004 – há cada vez menos pessoas dispostas a realizar trabalhos domésticos, sobretudo devido à falta de direitos trabalhistas e aos salários de miséria que gente como Danusa quer pagar para ser servida 24 horas por dia em troca de alguns trocados, um prato de comida e uma cama.

Se a elite que Danusa simboliza não fosse tão desinformada, iletrada, delirante e egoísta, saberia que o IBGE vem detectando que é cada vez menor o número de pessoas dispostas a atuar em tarefas domésticas.

No ano passado, por exemplo, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, apenas 6,6% dos brasileiros atuaram em serviços domésticos. Foi o resultado mais baixo desde 2003.

Danusa tenta preservar a escravidão no Brasil usando um argumento vazio, como se vivesse na época de seu ídolo Fernando Henrique Cardoso. Ela não sabe que a escassez de trabalhadores domésticos elevou o poder de barganha deles

Os salários dos empregados domésticos crescem sem parar desde 2003 e o nível de formalização (carteira assinada) é hoje o mais alto da história.

Nos últimos 12 meses, o salário médio de uma empregada doméstica aumentou 11,83%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do País, também apurado pelo IBGE.

Segundo o coordenador da pesquisa do IBGE, “Por causa da oferta baixa e da demanda crescente o preço das empregadas domésticas chegou num patamar em que muitas famílias estão abrindo mão do serviço todos os dias e optando por ter uma empregada duas vezes por semana, por exemplo, para não configurar um vínculo”.

Segundo o estudo, “A mudança na situação do mercado de trabalho doméstico foi sustentada por dois motivos: aquecimento na criação de postos de trabalho e melhora na educação do trabalhador. Esses fatores fizeram com que os trabalhadores domésticos conseguissem migrar para outros ramos de atividades”.

Mais dados da PME, do IBGE: “Entre 2003 e 2012, o porcentual de trabalhadores analfabetos ou com até oito anos de estudo recuou 15,5%. Já a quantidade de profissionais com 8 a 10 anos de estudo aumentou 27,7%, enquanto a parcela dos profissionais cresceu 139,4% no período”

A quantidade de trabalhadores domésticos, por conta disso, vem caindo, em média, 2,7% ao ano.

O coordenador da pesquisa do IBGE ainda explica que “Com a melhoria da educação e oportunidade de trabalhar em outros nichos, as trabalhadoras estão conseguindo se inserir principalmente nos serviços prestados a empresas, uma parte mais voltada para terceirização”.

Já o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho explica que “Em geral as pessoas não gostam de ser empregadas domesticas. Sempre que possível elas deixam essa profissão”. E as razões disso, a diarreia escrita de Danusa explica.

E o pior do texto dessa senhora é quando tenta fazer uma analogia entre os serviços domésticos no Brasil e nos países ricos.

A pesquisa do IBGE mostra que a mudança na estrutura do emprego doméstico no Brasil o tornará mais europeizado e americanizado. Segundo os pesquisadores do IBGE, “Em países de economia mais madura ter um trabalhador doméstico todos os dias da semana é considerado luxo. Quem trabalha no setor, por sua vez, se especializa e, obviamente, cobra mais”.

Minha filha Gabriela (26) vive há quatro anos em Sydney, na Austrália. Para pagar os estudos trabalhou como babá, ganhando o equivalente a 7 mil reais por mês, viajando ao exterior toda hora, comprando carro e trabalhando apenas seis horas por dia.

Nos países civilizados, empregados domésticos fazem muitas exigências e recusam vários serviços, como recolher roupas íntimas usadas e imundas que socialites deixam no box do banheiro e outras humilhações.

“A tendência é haver pessoas especializadas em serviços domésticos. Não vamos ter analfabeto fazendo esse trabalho, como era no passado. Teremos pessoas com mais escolaridade nessa função com uma remuneração mais elevada”, diz o economista Barbosa Filho.

Danusa, que como toda madame fútil quer se mostrar uma “expert” nas condições sociais e econômicas de países ricos, viaja a eles e não consegue entender o que vê. Assim, escreve as cretinices desinformadoras que escreveu naquele que se diz “maior jornal do Brasil”.

*

PS: a socialite que escreve na Folha deveria ler  a Folha, que mostra que Dilma não saiu “mal na foto” na semana passada coisa nenhuma, bastando ler a pesquisa Datafolha, que o jornal publicou, para entender isso. Mas acho que Danusa se referiu ao seu clube de desocupadas fúteis, iletradas e desinformadas, não ao povo brasileiro.

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184 Comentário

  1. Caro Eduardo vc e Danuza estão falando a mesma coisa. O trabalho doméstico está desaparecendo, assim como já desapareceu em outros países. Na medida em que as pessoas dispostas a prestar este tipo de serviço são cada vez mais raras, a PEC e seus possiveis benéficos ou deletérios efeitos deixarão de ser importantes. De resto, só nos cabe aplaudir a situação para a qual nos encaminhamos, com cada ser humano cuidando de sua limpeza e organizando seu espaço caseiro. Serviço doméstico sempre foi e continuará sendo um eufemismo para trabalho escravo mais abjeto, porque mostra ao empregado que o serviço que ele faz é desnecessário, só existe como um luxo arrogante; para mostrar mesmo quem é que manda (coisa de senhor de escravos). Fora isto, só restaram seus ataques pessoais a Danuza e seu endeusamento do PT. Como diria o companheiro Lula: “Nunca na história deste país” , li uma babação de ovo tão grande.

  2. Eduardo,

    Já pensou em ampliar o debate dessa matéria para outro campo, o contábil, e nele a mesma tratativa a empregadores pessoa física e pessoa jurídica.

    Exemplos de abordagens:
    a) é verdade que todo o custo com funcionários (incluindo os indiretos, FGTS, INSS, etc.) pagos pelas empresas, pessoas jurídicas, são abatidos em alguma rubrica contábil: IR a pagar, abate-se do faturamento, reduz-se da renda líquida, outra alternativa?

    b) no caso da nova PEC, a que trata dos direitos dos empregados domésticos, se o empregador for pessoa jurídica ele pode usar o mesmo eventual benefício dos descontos legais? Se é que existe alguma diferença significativa?

    c) ao empregador pessoa física, em algum momento dessa contabilidade ele poderá se valer de algum benefício fiscal?

    Como se vê, há outros temas acessórios mais interessantes a compor esse debate, qual seja o de tratamento igual aos empregadores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Como se sabe, temos um enorme déficit fiscal no passivo do Congresso a ser debatido. Lembro do IR de 27,5% descontado na fonte a partir do valor de 4.271,59. Esse patamar é o teto, ou seja, 27,5% são aplicados no salário informado e num de 50 mil reais. O novo Brasil desde Lula e agora Dilma apresenta outra realidade econômica que me parece faltar outras parcelas ou percentuais para melhor taxar o contribuinte de forma mais adequada. O salário isento de IR é Até 1.710,78. A partir desse valor já se desconta do salário o percentual de 7,5%.

    Esse debate é urgente, pois penso que já passou da hora de se discutir uma melhor divisão do imposto de renda. Eu não reclamo de pagar imposto, eles são necessários para se viver em sociedade. O que importa é debater a regra do jogo. Para quem não sabe, há países em que o IR na fonte chega a 54% do salário. Tal percentual é aplicado a valores salariais bem mais elevados, é verdade. Entre o céu e o inferno, entre o teto e o piso, não caberia nenhuma revisão?

    PS: Sou aposentado e moro em quarto e sala, lavo e passo minha roupa, e cuido da minha cozinha, e não tive nenhum dedo da mão inutilizado pelos serviços domésticos. E não tenho empregada de tempo integral. Uma faxineira uma vez por quinzena já resolve o problema. No interior de Minas, esse serviço me custa 60 reais dia. Uma merreca.

    • Sergio Vianna,

      Encantada com seus comentários. Um show de conhecimento fiscal e contábil. Se Danuza faz comentários sem pensar, movida apenas por seu apego escravagista, isto só o tempo dirá. Ou o número reduzido de empregados domésticos…. Muito obrigada. Gorete

  3. O fim do trabalhador (ou escravo?) doméstico é importante sinal de desenvolvimento de um país.

    Só não enxerga quem olha apenas para o próprio umbigo e pensa apenas em seu próprio bem-estar.

    Pobre mulher abastada, esta Danusa!

  4. Chutou o pau da barraca. Sem dó nem piedade.

  5. Danuza leão está coberta de razão…o país não tem condições,vai ser desemprego na certa.o jornalista devia ser mais educadinho,pegou pesado…muito feio.

  6. Caros amigos, tudo é uma questão de cultura. Outros países mais avançados em materia de direitos sociais e trabalhistas já passaram por esta fase. Reis e rainha possuiam fâmulos, ou pajens, que os ajudavam até a vestir-se, sem receber nem um simulacro de salário. Com a ascenção da burguesia e a industrialização, trabalhadores na Europa e nos Estados Unidos mourejavam 16 horas por dia, sem descanso, e remuneração praticamente fictícia. Nesses países, os trabalhadores organizaram-se, lutaram e conquistaram seus direitos, quase sempre à custa do sacrifício de muitas vidas. Se os serviços domésticos nesses países são caros, é porque os trabalhadores que os prestam tem a exata noção do valor de seu trabalho, e são qualificados, exigindo remuneração à altura. Os empregadore brasileiros, em sua grande maioria, tem uma relação de dominação com os empregados domésticos, julgam-se no direito de os distratar, e exigir serviços além do horário sem o respectivo pagamento. É de se anotar que o serviço do empregado doméstico deve ser encarado em sua exata dimensão: é um serviço pesado, cansativo, desgastante. Quem faz a faxina em uma casa ou apartamento, mesmo pequena, sabe do que falo. Portanto, esse serviço deve ser bem remunerado. Até hoje não o é porque a maioria das pessoas que a ele se dedicam, o fazem por absoluta falta de opção. E se sujeitam a todo tipo de humilhação, como entrar pelo elevador de serviço, não poder frequentar as áreas comuns dos prédios, etc. Com a abertura do leque de opções que as políticas de inclusão do governo vem proporcionando, o número de pessoas dispostas a encarar o serviço doméstico vem caindo, e isso tem levado a uma valorização do profissional, com o aumento da remuneração e, o que é tão importante quanto, com a incrementação dos direitos sociais e trabalhistas. Com o tempo, esses trabalhadores mais valorizados, mais conscientes, mais escolarizados, transformar-se-ão em profissionais mais qualificados, e imporão aos empregadores regras de convivência mais civilizadas. É ver pra crer.

  7. E qual seria o poder de convencimento desta senhora, mesmo junto à minoria conservadora, reacionária e de ultradireita? A meu ver, mínimo!

  8. E qual seria o poder de convencimento desta senhora, mesmo junto à minoria conservadora, reacionária e de ultradireita? A meu ver, mínimo! Junto à maioria? ZERO!

  9. só quero comentar o comentário do topo do sujeito, que alem de não entender o texto do Eduardo, ainda não entendeu o texto daquela “senhora”, ta na cara que é um tucano disfarçado adorador do deus mercado e que não acha um domestica para escravizar mais.
    Wagner Gallano

  10. O ranço da colonização. para os filhos as melhores escolas, para os da empregada, o resto da comida..”Elite” falida querendo ter empregada, somente no Brasil ainda existe isso.acoredem, estudem história e se quiserem algo, paguem por isso.. Compram no Shoppping mais caro, uma camisa por R$ 300,00, mas pagar 100 pra uma diarista é muito? Se toca né? Quer ter empregado? Entre na linha e pague os direitos, pois não é melhor que ninguém..

  11. Eduardo, nota 10 para esta sua nota sobre as empregadas domésticas. E parabéns a elas pela merecidíssima conquista!!

    Feliz Páscoa, Fábio Faiad.

  12. É… muitas dondocas e dondocos por aí já perderam a chance de tirar onda de barão e baronesa do séc. XIX, rodeados de mucamas.

    Quem não pode pagar por uma doméstica hoje, simplesmente não a tem, não adianta chorar.

    Tem funcionário quem pode pagar por ele. E o serviço já está caro. Que fique cada vez mais caro, com a futura especialização dos trabalhadores domésticos. E quem não puder pagar, que arregace as mangas, pegue seus baldes, suas luvas, rodos e vassouras e mãos à obra.

    Vamos trabalhar, Dona Danuza. Faz bem para a mente.

  13. Já despedi, porque pagava R$1400 +INSS e não tenho mais condições. Se tivesse pagava ..
    Agora vou me organizar para 2 diaristas das 8:00 as 17:00 de segunda a quinta.
    Trabalho fora e preciso alguem que me ajude.. Elas podem deixar o jantar pronto.
    No final sobra até mais dinheiro. A diarista é R$ 100,00/dia sem encargos e gastar dinheiro com jantar.
    Resultado: 1 emprego formal por 2 informais.

    • É apenas ignorância. Você acha que fará falta, que chantageará as domésticas. O Brasil é o país que mais tem empregadas domésticas no mundo. Veja aqui no Estadão http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/01/09/oit-brasil-tem-maior-numero-de-empregadas-domesticas-no-mundo/ Isso ocorre porque trabalham por migalhas. Hoje, porém, uma diarista pode ganhar fortunas. Moro em um bairro de classe média alta de São Paulo. Aqui, uma diarista chega a tirar 5 mil por mês. Não querem. A padaria da esquina está há meses tentando contratar um balconista sem experiência. Oferece 1 mil reais, todos os direitos trabalhistas e hora para entrar e sair, ao contrário de madames exploradoras que acordam empregadas de madrugada para pegarem um copo d’água pra elas. Agora, minha filha, você vai ter que lavar sua própria roupa íntima e pegar seu copo d´água. Doméstica é para quem pode. Como em qualquer país desenvolvido.

    • Vou ser sutil: Solução brilhante a sua… Por que não dispensou a empregada há mais tempo? Teria feito uma poupança boa, ou sobrado mais dinheiro para o shopping.

  14. Não entendo toda a revolta que o texto de Danuza causa.

    Falta entendimento de contexto e um desejo de gerar polêmica. Ser politicamente correto é lindo – mas funciona na prática?

  15. Ao fim de toda essa discussão, uma triste realidade: empregadas que estão com família há anos, cujo relacionamento era mais informal e leve, pois elas podiam sair mais cedo, faltar sem ter que compensar etc, virou uma relação empresarial e a maioria perderá o emprego, ou seja, só as empregadas serão as prejudicadas, pois os ex-patrões podem contratar diaristas.

    • É o que escravagistas como você diziam quando argumentavam contra a abolição. Passou-se mais de um século e gente como você continua igualzinha. Empregados domésticos não precisam de favores, precisam de direitos.

      • Menos, colega, menos. A empregada recebia o justo salário, mas não era tratada como funcionária de uma empresa, e uma residência não pode suportar as despesas de uma relação trabalhista com todos os encargos, simples assim.

        • Quem não tem dinheiro para ter empregada, não tenha empregada. Em país civilizado empregado doméstico é coisa de rico. Vocês, gentinha ridícula, se maravilha com país do Primeiro Mundo só no que tem de turístico, mas não querem aqui a condição social de lá. Minha filha faz pós-graduação na Austrália e trabalha como babá pra pagar suas despesas. Ganha 80 reais por hora e só trabalha seis horas por dia e só quem pode pagar isso é gente de dinheiro, porque classe média se vira de outro jeito. E aqui vai ser assim, quer vocês, pseudoelite iletrada, egoísta e exploradora queira ou não, porque vocês são passado.

        • Com certeza, sem emprego as empregadas não ficarão. É que, como já foi dito, a maioria não quer mais trabalhar de doméstica. Isso é fato. Se tem emprego sobrando em outra áreas, elas preferem. As que querem se manter na área e são minimamente competentes, podem escolher onde trabalhar. Na zona sul do Rio já é assim. Não vi ninguém, no meu grupo social, demitindo empregada. Só apertando os gastos, para pagar mais à funcionária, ou colocando as crianças mais tempo na creche, para não precisar pagar pelas horas extras. Só resta à elite, espernear e ter que se virar no 30…..kkkk.
          Eu sempre morei na zona sul do Rio e me irritava com a folga de algumas amigas. Quando tive filho, há mais de 10 anos atrás, precisei ter uma babá-empregada. Comprometia um quarto do meu salário, pois pagava o equivalente à 3 salários na época, mais as passagens – que não eram baratas – e eu não queria, de forma alguma, que ela dormisse em minha casa. O que me revoltava nisso tudo, era ver que as madames, que optavam por empregada que dormisse, não pagavam nem um centavo a mais por isso, muito pelo contrário, até economizavam, já que viam-se livres do custo das passagens. E ainda tive que ouvir que eu é que era otária, por não exigir que a minha funcionária dormisse, assim, ficava impossibilitada de sair à noite e me divertir. Argumentavam que eu, que trabalhava tanto, tinha que me dar este direito! Lembro que algumas até exigiam que a coitada folgasse apenas de 15 em 15 dias. Eu não conseguia achar aquilo normal, embora fosse bem aceito na sociedade.
          E isso não tem tanto tempo assim. Fico feliz em ver como o país evoluiu neste período. Hoje, quem quiser ter este esquemão, terá que coçar MUITO o bolso!
          Claro que alguns ajustes vão surgindo, isso o próprio mercado vai dando o seu jeito. Sinto falta dos produtos de limpeza mas eficientes, facilmente encontrados nas prateleiras do países desenvolvidos. Acredito que a tendência agora será a entrada destes facilitadores do serviço doméstico, que antes não interessavam aos patrões, já que não eram eles que tinham que ficar de 4, esfregando.

  16. Se a pessoa física não tem condição de dar uma situação minimamente digna a seu empregado, que não o tenha. Quem usufrui é a pessoa física, portanto deve perceber que quando uma pessoa física trabalha para outra pessoa física sem direitos e garantias, isso se torna escravidão, ainda que camuflada. Visitem meu blog para ver minhas charges e montagens ‘toscas’ ! http://salafehrio.blogspot.com.br

  17. Eduardo, você está coberto de razão: tem empregados quem pode pagar por eles, com os direitos que todos os trabalhadores normais têm. Se alguém prefere contratar como autônomo, faça o que manda a lei: pague a cota de INSS prevista para o empregador de serviços de empregados autônomos, ou estará descumprindo a legislação. Ou simplesmente pague diárias. Temos: lavanderias, comida congelada, faxineiras que trabalham por diária, feira em casa, tudo o que uma empregada pode fazer. Se é para cuidar de alguém, a ocupação é outra: babá, cuidador(a), enfermeiro(a) e não empregado(a) doméstico(a). Em todos esses casos, quem trabalha nesses setores merece tanto respeito quanto qualquer trabalhador, e todos os direitos que competem aos que trabalham. A relação informal é bacana quando é baseada em solidariedade recíproca e autêntica, sem cobranças e sem ninguém levar vantagem indevida. Em muitos casos o que ocorre é uma espécie de chantagem: pago os estudos de teu filho mas tu cuidas de toda a minha família e de tudo o que possamos precisar. Te dou casa mas tu me dás devoção total e incondicional. Isso é servidão, típica do feudalismo, com trabalho de menores e todo tipo de distorções possíveis. Danusa é a expressão de sua classe: não engole um governo do campo popular, critica tudo antes de tentar entender. Não é típico desse grupo pensar de maneira abrangente. Vivem de justificativas e desculpas, inclusive para a própria opulência e a miséria alheia. Só que são justificativas e desculpas inconsistentes. Vivemos nessa sociedade de hipocrisia durante séculos – também diziam que libertar os escravos faria mal pois ficariam ‘abandonados à própria sorte’. Muitos ficaram, a obra do escravismo está sendo desfeita ao longo de mais de um século, inclusive com a discutida lei, mas ser livre é sempre melhor que ser escravo de alguém que se julga superior e mais merecedor de algo, seja por herança, seja por raça, seja por ter tido mais oportunidade de estudar.

  18. Ela não falou nada demais. Ela teve a oportunidade de conhecer outros países, culturas e políticas. Mas tudo que ela falou, é a realidade. Qual o problema de se ter uma empregada doméstica? Caiamos na real, elas muitas vezes ganham muito mais do que muitos com diploma nas mãos. É apenas uma forma de trabalho, como qq outra. Minha família teve uma empregada que toda semana eles davam diversas coisas para ela. O salário era na média do que se paga, e ela vivia ganhando coisas como alimentos, eletrodomésticos, entre outros. No fim, ela foi pega roubando. Não estou falando que roubou porque é doméstica, mas sim pq seja em qual classe for, qto mais se dá mais se toma. Hj sou casada e não tenho empregada…. Eu que faço tudo…. Mas assim que possível, terei uma diarista. O correto é trabalhar para ganhar. Sem tanta bolsa-sei-lá-o-que, e óbvio, sem puxar sardinha pros endinheirados ou falsos fanáticos religiosos que ou sonegam ou não pagam impostos. Santa ignorância desse povo que quer meter o pau a qq custo nos outros!

  19. Acho que essa mulher tem razão em querer exclusividade. Afinal ela é uma pessoa exclusiva. Exclusivamente idiota, preconceituosa e ridícula. E seu cirurgião plástico é exclusivamente incompetente.

  20. QUEM ESTA RECLAMANDO É PORQUE TEM QUE PAGAR OS DIREITOS DO EMPREGADO, ACOSTUMADOS A ESCRAVIZA-LOS, AGORA TEM QUE CUMPRIR SEUS DEVERES PERANTE A LEI ESTA BURGUESIA MALDITA QUE SÓ SABE EXPLORAR DOS DESAFORTUNADOS (EMPREGADAS DOMESTICAS) QUE QUASE NÃO TINHAM DIREITOS, SÓ TRABALHAR E TRABALHAR…, IGUAL A ESTÁ INFELIZ E IDIOTA COLUNISTA DE MEIA TIGELA QUE ATENDE PELO NOME DE DANUZA LEÃO , TA DOENDO NO BOLÇO DELA É POR ISSO QUE ELA RECLAMA, COITADA DA EMPREGADA DELA!

  21. Cabo eleitoral de Aecio45 e foda, saudades do tempo que pobre so sonhava e nunca realizava, viva Dilma13, eu tbm quero conhecer o mundo!

  22. quanta baboseira! Esse país não funciona e a política pão e circo parece ser a única forma de poder do PT, que a única coisa que fez de bom até agora é deixar o Brasil a deriva. Mas vamos culpar a elite e foder com a economia. E domésticas desempregadas pensem bem em cobrar educação decente desta merda de governo para quem sabe um dia seus filhos se profissionalizarem e não passarem fome.

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