Obrigado por nada, FHC

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O primeiro dia útil da semana começou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no ataque, no âmbito da antecipação da campanha eleitoral à Presidência que só ocorrerá no fim do ano que vem, portanto daqui a quase dois anos, e que está sendo abraçada pelos dois partidos que, mais uma vez, devem protagonizar a disputa: PT e PSDB.

FHC, talvez o político mais cara-de-pau de todos os tempos – mais até do que Paulo Maluf –, teve a coragem de dizer que a presidente Dilma Rousseff “cuspiu no prato que comeu”, ou seja, que os êxitos de seu governo e do de seu antecessor Lula se devem ao governo tucano (1995-2002).

O ex-presidente peessedebista tem lá seus motivos para apostar nesse discurso de que legou uma herança bendita que Lula e Dilma tentaram “usurpar”, como também teve coragem de afirmar junto à afirmação sobre “ingratidão”. Afinal, desde que deixou o poder conta com veículos de comunicação que tentam empurrar essa versão aos brasileiros, porém sem o menor êxito, do que são provas as três eleições presidenciais sucessivas que o PSDB perdeu desde que deixou o poder.

FHC aposta na proverbial falta de memória dos brasileiros. Assim sendo, vale revisitar um pouco a história recente do país para verificarmos em que situação ele estava ao fim do governo tucano, em 2002.

E como a imprensa que, segundo o colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas “Serviu de suporte político ao governo FHC”, diz que a situação falimentar do Brasil no último ano do governo dele se deveu ao “risco Lula”, investiguemos se foi isso mesmo.

No dia 4 de janeiro de 1999, pouco antes de uma das maiores hecatombes econômicas que o Brasil viveu, matéria da insuspeita Folha de São Paulo trazia no título a síntese do que fora o ano eleitoral de 1998, quando o então candidato à reeleição, Fernando Henrique Cardoso, venceu o pleito garantindo que, se não fosse reeleito, Lula é quem desvalorizaria o real.

O título da matéria assinada pelo igualmente insuspeito colunista da Folha Fernando Rodrigues era o seguinte: “Credibilidade do Brasil no exterior despenca em 1998” – assinantes da Folha podem conferir a íntegra do texto aqui.

O trecho abaixo traduz o estelionato eleitoral de que o Brasil fora alvo poucos meses antes, quando reelegeu FHC sem fazer a menor ideia de que tudo que ele prometera era mentira e de que o país estava quebrado.

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FOLHA DE SÃO PAULO

4 de janeiro de 1999

Credibilidade do Brasil no exterior despenca em 98

FERNANDO RODRIGUES

da Sucursal de Brasília  

“(…) Há duas razões básicas para que os títulos do governo brasileiro tenham perdido tanto valor em 98. A primeira razão, e mais óbvia, é que as crises da Ásia e da Rússia deixaram os especuladores internacionais com medo de perder dinheiro também no Brasil. Por isso, passaram a vender os papéis brasileiros. Isso provocou a queda dos preços. Ao vender os papéis, os especuladores deixam implícito que acreditam cada vez menos na capacidade do Brasil de honrar seus compromissos (…)”

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As crises da Ásia e da Rússia foram crises de países que tinham problemas localizados em suas economias. Não era uma crise mundial da gravidade da que há hoje, que afeta o mundo inteiro e, sobretudo, os países ricos, que, àquela época, não tinham crise nenhuma, ao lado de países com economias organizadas como o Chile, que, entre tantos outros “emergentes”, não fora afetado.

Na verdade, o naufrágio da credibilidade do Brasil ao longo do ano em que FHC se reelegeu graças a mudança que promoveu nas regras do jogo com ele em andamento, obtendo do Congresso o direito de se recandidatar ao cargo sob denúncias de compra de votos de parlamentares que votaram a emenda constitucional que instituiu a reeleição, deveu-se ao fato de que, naquele 1998, o então presidente da República “segurou” a desvalorização do real, que se fazia desesperadamente necessária, a fim de não atrapalhar suas pretensões políticas.

O mundo inteiro sabia que a paridade de um para um que vigera desde 1994 entre o real e o dólar era uma farsa e que, a qualquer momento, FHC teria que fazer aquilo que, meses antes, dissera que Lula faria caso vencesse a eleição: ele teria que promover uma maxidesvalorização de nossa moeda que jogaria o país no fundo do poço.

Enquanto o desastre caminhava, o suporte político de que falou Janio de Freitas que a mídia deu a FHC continuava vendendo ilusões a um público que, a partir dali, começaria a se dar conta de que não deveria acreditar no que ela dizia. No mesmo dia da matéria acima, na mesma Folha, outro texto dizia que a evasão de divisas no dia anterior fora de “apenas” 153 milhões de dólares e acenava com um cenário róseo que, pouco depois, mostrar-se-ia uma falácia.

Abaixo, trecho de matéria que pode ser conferida na íntegra aqui.

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FOLHA DE SÃO PAULO

5 de janeiro de 1999

MERCADO FINANCEIRO

Evasão de divisas é de US$ 153 milhões

da Reportagem Local

O Brasil teve nova evasão de divisas ontem, mas de volume pouco preocupante, segundo especialistas. Até as 19h30, o fluxo cambial estava negativo em US$ 97 milhões pelo mercado de dólar comercial e financeiro e em mais US$ 56 milhões pelo flutuante, um segmento do turismo.

(…)

Segundo especialista, depois da forte evasão de dólares em dezembro [de 1998], de US$ 5,25 bilhões, o fluxo negativo em janeiro deve ser menor.

(…)

No ano passado, o fluxo cambial foi negativo em US$ 14,89 bilhões. As reservas cambiais, o caixa em moeda forte do país, iniciam o ano em US$ 35 bilhões, segundo estima o mercado. O Banco Central fala em US$ 38 bilhões.


Com o fraco saldo cambial negativo ontem, o dólar perdeu força contra o real. Nos mercados futuros, as projeções de desvalorização cambial para janeiro (contratos com vencimento em fevereiro) caíram de 1,28% na quarta-feira passada para 1,17% ontem.

 

Para Nicolas Balafas, do BNP Asset Management, o governo não vai precisar desvalorizar o real contra o dólar mais do que os 7,5% ou 8% previstos em 99.

(…)

“Ninguém espera uma saída de dólares muito forte neste mês. O mercado está otimista, apostando que o Congresso vai votar a favor da CPMF e do aumento da contribuição dos funcionários públicos federais à Previdência”, diz o especialista Manuel Maceira.

(…)

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Note, leitor, que, enquanto hoje você vê na Folha e no resto da imprensa oposicionista todo dia desgraças anunciadas que jamais se concretizam, àquela época, com o país afundando – como se veria em poucos dias – o tom era de otimismo.

Três dias depois, em 8 de janeiro de 1999, outra matéria – sempre da Folha, fonte escolhida para evitar questionamentos de tucanos quanto à “imparcialidade” das notícias – dá bem a dimensão da situação catastrófica com que FHC chegara ao segundo mandato.

O então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, acabara de decretar moratória de seu Estado no âmbito de uma taxa básica de juros (Selic) que batia nos 30% (!!). Para acessar a íntegra da matéria, assinante da Folha pode clicar aqui. Veja, abaixo, trechos do texto.

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FOLHA DE SÃO PAULO

8 de janeiro de 1999

MERCADO FINANCEIRO

 

Futuros projetam taxas de juros maiores

 

da Reportagem Local

 

A moratória anunciada pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco, fez com que os mercados futuros na Bolsa Mercantil & de Futuros passassem a projetar juros e desvalorização cambial maiores para os próximos meses.

(…)

No ano passado, o medo de que o Brasil não honrasse seus compromissos, como fez a Rússia em agosto, provocou uma evasão de divisas de US$ 15 bilhões. Foi para conter a sangria de dólares que o governo subiu os juros do over, o mercado por um dia com títulos públicos, de 19% para 40% ao ano. Os juros do over estão em torno de 29% ao ano hoje.

Com a crise de credibilidade ganhando força agora, os juros vão cair com mais dificuldade. Por isso, na BM&F, os contratos para vencimento em abril passaram a projetar taxas de juros de 30,25% para março, contra os 28,59% de anteontem. A desvalorização cambial projetada para março passou de 1,26% para 1,48%.

(…)

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A situação do Brasil – causada exclusivamente pelo adiamento da desvalorização do real adotado por FHC para não atrapalhar sua reeleição – piorava a cada dia, a ponto de a esfrangalhada economia brasileira estar, então, “contaminando” outros países. Abaixo, matéria que mostra isso. A íntegra da matéria na Folha pode ser acessada aqui.

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FOLHA DE SÃO PAULO

13 de janeiro de 1999

Situação se reflete na Argentina

de Buenos Aires

A alta instabilidade na economia brasileira, acentuada há uma semana pela moratória do Estado de Minas Gerais, está se refletindo diretamente nos mercados argentinos, cujos temores se concentram em três pontos: desvalorização do real, renúncia da equipe econômica e fracasso do ajuste fiscal acordado com o FMI.

A Bolsa local, acompanhando o índice Bovespa, caiu 3,67% na segunda-feira e ontem teve nova queda de 3,48. As quedas dessa semana foram impulsionadas quando se soube que as reservas brasileiras chegariam a U$ 31 bilhões no final de janeiro, segundo informe divulgado pelo Citibank.

Os mais apressados já inventaram até um nome para o possível colapso do Brasil: “efeito carnaval”

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No mesmo dia, outra matéria já deixava ver que as tentativas da mídia de suavizar as notícias já não eram mais possíveis. O clima de pânico se acentuava. O Brasil estava quebrando, com fuga de dólares e sucessivos aumentos dos juros – íntegra da matéria abaixo (só para assinantes da Folha), aqui.

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FOLHA DE SÃO PAULO

13 de janeiro de 1999

MERCADO TENSO

Fuga de recursos para o exterior neste mês já chega a US$ 2 bi; nervosismo traz de volta o risco cambial

Saída de dólares e juro futuro se elevam

CRISTIANE PERINI LUCCHESI

da Reportagem Local

A sangria de dólares cresceu ontem e trouxe mais intranquilidade ao mercado financeiro. Até as 19h30, o fluxo estava negativo em aproximadamente US$ 1 bilhão. O mercado fecha às 21h30.

A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a despencar, chegando a um passo do “circuit breaker”, mecanismo que interrompe os negócios toda vez que a queda atinge 10%. Fechou em baixa de 7,61%.

Os mercados futuros passaram a projetar juros e desvalorização cambial bem mais fortes no curto prazo. Para março, os juros anuais projetados pularam de 32,43% ao ano anteontem para 39,75% ao ano ontem. Hoje, os juros de referência para toda a economia estão em torno de 29% ao ano.

(…)

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Taxa de juros básica da economia chegando a 40%. Imaginem o que seria de Lula ou de Dilma se o país estivesse hoje em situação igual. Hoje, com juros em um dígito, centenas e centenas de bilhões de dólares de reserva e quase sem desemprego, a mídia trata a economia como se estivéssemos quebrando.

No mesmo dia 13 de janeiro de 1999 em que eram publicadas as matérias acima, o governo FHC tentou uma desvalorização controlada do real de 8,26%, que, como se sabe, o mercado rejeitaria, levando o Brasil a uma crise econômica sem precedentes, causada, exclusivamente, pela postergação de uma desvalorização da moeda que se fosse feita em 1998 não teria custado tão caro ao país.

A “feitiçaria” econômica do governo, porém, já não enganava mais ninguém. O economista Rudiger Dornbusch, 54, professor do mitológico MIT (Massachusetts Institute of Technology), dos EUA, disse que a nova política cambial do Brasil, com uma tal “banda diagonal endógena”, era “um blefe”, e que FHC era “ineficiente”.

Abaixo, trecho da matéria da Folha contendo as críticas de Dornbusch, publicadas em um momento em que, apenas temporariamente, FHC começava a ser abandonado pela mídia. E isso algumas míseras semanas após o estelionato eleitoral que o reelegeu. A íntegra, assinante da Folha lê aqui.

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FOLHA DE SÃO PAULO

14 de janeiro de 1999

Para o professor, mudança só vai desafogar a pressão sobre as reservas

Nova política cambial é um “blefe”, afirma Dornbusch

ANTONIO CARLOS SEIDL

da Reportagem Local

O economista Rudiger Dornbusch, 54, professor do mitológico MIT (Massachusetts Institute of Technology), dos EUA, disse que a nova política cambial do Brasil é “um blefe”.

“Serve apenas para desafogar um pouco a pressão sobre as reservas brasileiras”, afirmou em entrevista, por telefone, à Folha.

Para Dornbusch, o fim da fuga de dólares do país depende do ajuste fiscal. “Um profundo ajuste fiscal, com um corte drástico de gastos, é a condição para a volta da confiança dos investidores.”

“O Brasil tem um presidente ineficiente, que só sabe gastar e tomar emprestado.”

(…)

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Enquanto isso, o grupo G7, que congregava os sete países mais ricos do mundo, falava em “derretimento” do Brasil, conforme noticiava a Folha aqui. Textualmente, a nota do grupo dizia: “É o longamente esperado derretimento do Brasil? Parece [que sim].

Chega a ser inacreditável que o presidente que produziu a notícia a seguir arrogue para si o soerguimento quase incrível do país que, em verdade, foi o ex-presidente Lula que logrou operar após reparar o desastre que o antecessor deixou. Matéria da Folha ainda de 14 de janeiro de 1999 anuncia: o “Mundo vive pânico com Brasil”. A íntegra, aqui. Abaixo, um trecho.

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FOLHA DE SÃO PAULO

14 de janeiro de 1999

BOLSAS

Ações caíram na Europa e na América após queda do real, puxadas por empresas que mantêm investimentos no país

Mundo vive pânico com Brasil

 

de Buenos Aires

 

As principais Bolsas do mundo tiveram ontem um dia de fortes baixas geradas pela desvalorização do câmbio no Brasil.

O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, terminou o dia com uma queda de 125,12 pontos, ou 1,32%, depois de chegar a cair 260 pontos em meia hora. A baixa abrupta foi decorrente da mudança cambial brasileira.

A Bolsa abriu o pregão às 9h locais (12h de Brasília), quando já havia sido mudado o comando do Banco Central e anunciada a desvalorização do real. Imediatamente, o índice Dow Jones recuou 260 pontos.

O índice eletrônico Nasdaq despencou 114,56 pontos.

Com a preocupação diante da situação brasileira e com medo de que a desvalorização atingisse outros mercados, os acionistas saíram vendendo papéis, num mecanismo conhecido como “efeito dominó”.

(…)

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Em tal situação de calamidade que o país vivia, a situação do mercado de trabalho, que do terceiro ano do primeiro governo FHC para frente já vinha sendo ruim, com queda dos salários e aumento do desemprego, atingia proporções catastróficas. A matéria da mesma Folha, com trecho logo abaixo e íntegra aqui, resume o sofrimento que a irresponsabilidade tucana trouxe ao país.

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FOLHA DE SÃO PAULO

15 de janeiro de 1999

ECONOMIA

Metalúrgica de Matão suspende a partir de hoje um dia de trabalho para gastar 16% menos em pagamentos

Bambozzi reduz carga horária e salários

 

da Folha Ribeirão

 

A metalúrgica Bambozzi, de Matão, vai parar a produção às sextas-feiras a partir de hoje e diminuiu o salário dos funcionários para reduzir gastos e enfrentar a crise.

A proposta de diminuição de carga horária e salários foi aprovada na terça-feira em assembléia com os trabalhadores.

A empresa tem 430 funcionários e espera economizar cerca de 16% do total da folha de pagamentos, que não foi divulgado.

(…)

Ribeirão

A metalúrgica Penha, de Ribeirão Preto, está trabalhando com redução de carga horária e salários desde setembro do ano passado.

Os 168 funcionários deixaram de trabalhar às sextas-feiras e a empresa passou a economizar cerca de 10% da folha de pagamento.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Ribeirão Preto e Região não aprova a redução de salário.

(…)

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Lembre-se, leitor: o presidente que produziu isso é aquele que está se dizendo o verdadeiro responsável por tudo de bom que aconteceu ao longo do governo Lula, que encontrou o país nessa situação, que recebeu essa herança maldita.

E o “Efeito Brasil” continuava afetando o mundo. O sujeito que acusa Dilma de ser “mal-agradecida” ao governo “maravilhoso” que diz que fez é o mesmo que arrastou o mundo para os problemas que sua administração gerou por ter adiado uma medida (desvalorização do real) com vistas a conseguir mais um mandato.

A notícia da Folha também é de 15 de janeiro, pois o noticiário econômico, quando FHC governava, ocupava incontáveis páginas dos jornais todos os dias, só noticiando desgraças. Nessa matéria, com trecho reproduzido abaixo e íntegra aqui, o jornal relata que o “Efeito Brasil” continuava gerando pânico nos mercados.

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FOLHA DE SÃO PAULO

15 de janeiro de 1999

MERCADOS

Pregão passa o dia com tendência de queda e, para agravar a situação, senadores começam a julgar Clinton

‘Efeito Brasil’ faz Bolsa de NY cair 2,45%

 

de Nova York

 

O “efeito Brasil” fez a Bolsa de Nova York fechar o dia ontem em forte queda. O índice Dow Jones (que reúne as 30 ações mais negociadas) recuou 2,45%, fechando a 9.120,93 pontos.

A queda representa 226,63 pontos e anula todos os ganhos conquistados na Bolsa de Nova York neste ano.

O índice Dow Jones esteve em tendência de queda durante todo o dia de ontem.

O grande vilão foi o Brasil. Os investidores reagiram ao rebaixamento da dívida brasileira promovida pela agência de crédito Standart & Poor’s e à possibilidade de a crise atingir outros países latino-americanos.

O Brasil representa 45% do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina.

Durante o dia, Wall Street foi assolado por boatos vindos do Brasil. Eles diziam que o governo iria liberar o câmbio e que o real sofreria uma nova desvalorização.

Os investidores estavam preocupados também com a depreciação de papéis de companhias que mantêm negócios no Brasil. As multinacionais devem apresentar queda no faturamento, por causa da retração no mercado.

(…)

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O desastre na economia não parava de crescer. Uma das consequências da irresponsabilidade tucana foi o crescimento da dívida externa. Em 16 de janeiro de 1999, a Folha dá conta de que o endividamento do país, que peregrinava pelos países ricos com o pires na mão, crescera R$ 35,8 bilhões EM UMA SEMANA. Abaixo, trecho da matéria, com íntegra aqui.

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FOLHA DE SÃO PAULO

16 de janeiro de 1999

DESVALORIZAÇÃO

Dívida externa aumentou R$ 35,8 bi em uma semana e será problema para empresas, diz pesquisa da Sobeet

Real fraco reduz patrimônio

VANESSA ADACHI

da Reportagem Local

As empresas brasileiras terão grande trabalho para lidar com uma dívida externa que cresceu nada menos que R$ 35,8 bilhões em uma semana.

A desvalorização cambial acumulada na semana fez com que a dívida de US$ 140 bilhões do setor privado brasileiro saltasse, em reais, de R$ 169,4 bilhões para R$ 205,2 bilhões.

(…)

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A desorganização da economia que marcou a era FHC do seu terceiro ano até o último, como é óbvio, não deixaria o país impune. Todos, de ricos a pobres, comeram o pão que o diabo amassou, razão pela qual, desde que o país conduziu o PT ao poder, nunca mais os tucanos tiveram chance real em eleições para presidente.

Notícias como a que segue abaixo (íntegra aqui) e que dá conta de redução nas vendas de varejo de 30% no âmbito da crise brasileira ainda estão frescas na memória de uma parcela imensa e majoritária dos brasileiros. Só quem tem menos de vinte anos não sabe o que se passou neste país quando ele cometeu o desatino de colocar o PSDB e o DEM no poder.

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FOLHA DE SÃO PAULO

16 de janeiro de 1999

Lojas têm queda de até 30% nas vendas

FÁTIMA FERNANDES

da Reportagem Local

A confusão gerada no mercado brasileiro com a mudança da política cambial resultou ontem na paralisação dos negócios entre indústria e comércio e numa queda de 20% a 30% nas vendas de algumas grandes redes.

(…)

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Agora, a cereja do bolo. Atualmente, uma das colunistas da grande mídia tucana mais críticas do país que temos é Eliane Cantanhêde. Enquanto escrevo, reflito que as críticas acerbas que ela faz hoje a um governo que é aprovado pela imensa maioria por estar gerando emprego, renda e bem-estar social em nada lembram a condescendência que tinha com um governo que gerou o caos que você acaba de ler.

Compare, abaixo, o discurso dessa mulher hoje em relação ao governo, quando o país está indo de vento em popa, com o que adotou também para o governo quando o país estava arrasado. O tom dela é o que dominava a mídia. Não havia críticas ao governo e muito menos ao presidente da República. Muito menos os xingamentos feitos a Lula.

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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de janeiro de 1999

O bode

ELIANE CANTANHÊDE

 

Brasília – A semana passada foi uma roleta-russa, e a que começa hoje é tão incerta quanto uma mesa de pôquer.

O câmbio rachou o governo, atraiu a ira de empresários, expulsou quadros como Pérsio Arida, alijou outros como José Serra. E o que estamos descobrindo? Que desvalorizar o real não está sendo um monstro tão monstruoso. Até agora, pelo menos.

Há um ano, as reservas estavam tão altas quanto a credibilidade do governo. Os governadores acabavam de renegociar suas dívidas. Os empresários ainda não estavam demitindo. Os partidos aliados já andavam se assanhando, mas mantinham uma certa compostura. A situação internacional tremelicava, mas se mantinha.

Com o tempo, deterioraram-se essas condições favoráveis, até se acenderem os sinais vermelhos. A evidente, inevitável, inexorável desvalorização acabou saindo no tapa, no último minuto. E insuficiente. Tanto que dois dias depois veio o câmbio livre.

Pois, vejam só, apesar de tudo isso o Brasil sobreviveu. A taxa ditada pelo mercado na sexta-feira (R$ 1,47) é bastante razoável. As Bolsas tiveram um pique espetacular, e com entrada de capital externo. A sangria de dólares caiu de quase US$ 1,8 bilhão na quinta para US$ 340 milhões na sexta. Já se fala até em liberar o câmbio de vez.

E mais: um novo aumento de juros foi descartado, e alguns setores, abatidos pela perversa competição dos importados, recuperam o ânimo. Há até alguma perspectiva de empregos.

Bem, estamos então no paraíso? A léguas e léguas disso. Há incertezas, dúvidas e um pânico renitente e justificável. O Brasil sacode mais do que avião em nuvem negra. E a famosa estabilidade continua instável.

Mas o secretário dos Direitos Humanos, José Gregori (que não é economista), resumiu: “Tiraram o bode da sala”. O bode era o câmbio, um erro que cresceu como elefante e se arrastou como tartaruga.

Agora é correr contra o tempo e corrigir outros muitos erros. Até porque o Brasil não aguenta mais. Nem nós.

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Quanto otimismo, não? Você acredita que essa criatura escreveu uma COMEMORAÇÃO?!! Que diferença para o pessimismo de hoje, quando qualquer boato ruim sobre a economia vira certeza e gera condenação do governo via acusações de incompetência etc. Não é à toa que o colunista da mesma Folha Janio de Freitas disse que a mídia foi “suporte político” de FHC.

Está claro o desastre que foi o governo do sujeito que está clamando para si a volta por cima que o Brasil daria na era Lula? Inflação e desemprego ascenderam nos anos seguintes à crise de 1998/1999. A renda caiu. A credibilidade do país era tão baixa que até a alternância no poder, em 2002, fez a economia derreter de novo.

A falta de investimentos que a má gestão de FHC gerou fez com que no penúltimo e no último ano daquele governo desastroso eclodisse um racionamento de energia elétrica que fez o país retroceder anos.

Contudo, o que de pior o governo FHC produziu foi o desemprego. Não foi à toa que José Serra, em sua candidatura a presidente em 2002, fez aquela propaganda eleitoral com uma multidão de homens vestidos com macacões de operários brandindo carteiras de trabalho. O desemprego estava em dois dígitos e subindo.

Para quem tiver dúvida de quanto o governo Lula e, depois, o governo Dilma melhoraram a vida dos brasileiros – que FHC piorou como poucos presidentes –, que veja, abaixo, o que ocorreu com o desemprego estratosférico herdado do ex-presidente tucano pelo ex-presidente petista.

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215 Comentário

  1. Prezado Eduardo: O texto a seguir é muito longo. Caso você julgue que o mesmo não deva ser publicado, eu entendo.
    Faço uma pergunta à turma defensora daquele partido cuja sigla diz :Precisamos Sabotar o Desenvolvimento Brasileiro. Será que eles leram esses livros e entenderam a bagaceira que os neoliberiais e os adversários do PT fizeram ao pais quando eram governantes e que continuam a fazer com os discursos imbecis repercutidos diariamente pelo PIG ? Acredito que muitos defensores desses caras não tem consciência do tamanho da desgraça que as políticas neoliberias nos causaram. Mas caso tenham consciência e continuam a defender tais políticas, para mim não passam realmente de um bando de vendilhões da pátria.

    “Encontra-se em formação no Brasil um esquema financeiro fraudulento de muitos bilhões de dólares. A operação, feita sob os auspícios do FMI, é uma “ reencarnação” das incursões especulativas do ano passado ( 1997 ) no Sudeste Asiático, que levaram ao confisco de mais de 100 bilhões de reservas de moeda forte.Em um só dia, qual seja o de 11 de setembro de 1998, em meio à turbulência da Bolsa de Valores de São Paulo, cerca de 1,7 bilhão de dólares deixaram silenciadamente o pais. Em outubro, o ritmo de fuga da capitais ( canalizada pelo mercado de câmbio ) foi, em média, de 400 milhões de dólares por dia.
    Os cofre do Banco Central estiveram sendo saqueados pelos “ especuladores institucionais “ com a conivência tácita do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. As autoridades brasileiras permaneceram negligentes: instruídas pelos seus senhores de Wall Street, não instituíram qualquer controle de câmbio para amenizar o escoamento da riqueza monetária.Segundo Pedro Malan, ministro da Fazenda, as restrições ao movimento de capitais são contra producentes e conduziriam “ a toda sorte de práticas corruptas “. Em vez disso , as taxas de juros de curto prazo foram artificialmente aumentadas para 50% para sustentar a moeda nacional enfraquecida.( a taxa de câmbio real-dólar fixada flutua entre um nível superior e inferior.) De acordo com J.P.Morgan em São Paulo, o custo da elevação da taxa de juros para o pais ( em termos de obrigações adicionais do serviço da dívida) representa a impressionante soma de 5 bilhões de dólares por mês. Foi uma liquidação maciça.: em vez de frear a fuga de capitais, a estrutura de altas taxas de juros contribuiu para aumentar o ônus da dívida, sem falar no impacto devastador da restrição de crédito sobre os produtores nacionais. O pais defronta uma falência iminente; o aparelho de Estado está sob o controle dos credores externos de Brasília. Além disso, a dívida interna do Brasil quase duplicou em menos de seis meses, elevando-se de 145 bilhões de dólares, em janeiro, para 254 bilhões de dólares, em julho ( dos quais 45 de dólares devem ser pagos em outubro).
    SOB O COMANDO DE WALL STREET
    Os próprios administradores financeiros de Wall Street que decidem a agenda macroeconômica do Brasil são os principais agentes especulativos versados na arte de manipulação do mercado. Desde julho de 1998, 30 bilhões de dólares foram extraídos do Brasil. O resultado da pilhagem foi transferido para cofres privados de bancos ocidentais e para contas em dólares das elites financeiras do pais no exterior.
    Esse confisco das reservas de moeda forte da nação é resultado da manipulação políticas. Os especuladores sabiam que a moeda seria desvalorizada após as eleições presidenciais de outubro. Eles já haviam convertidos seus reais em dólares, usando o mercado de câmbio futuro. As condições que possibilitavam o fluxo das reservas de moeda forte para fora do pais haviam sido cuidadosamente criadas pelo FMI e pelo governo de Fernando Henrique Cardoso em consulta aos maiores bancos comerciais e corretoras do mundo. O Banco Central teria que sustentar o real vendendo maciçamente dólares no mercado de câmbio.Em outras palavras, suas reservas foram saqueadas. Elas estão sendo privatizadas.
    A LIQUIDAÇÃO DO BANCO CENTRAL
    Esse processo assinala a liquidação do Banco Central do Brasil. As reservas de moeda estrangeira do Brasil caíram de 78 bilhões de dólares em julho de 1998, para 48 bilhões de dólares, em setembro. E o FMI propôs emprestar o dinheiro de volta ao Brasil no contexto de uma operação de resgate ao – estilo coreano – que exigirá finalmente a emissão de grandes quantias da dívida nos países do G-7. As autoridades brasileiras insistiram que o pais – não está sob risco – e que em vez de socorro buscam – fundos de reservas – contra os efeitos contagiosos da crise asiática. Por ironia, a quantidade considerada pelo FMI para o empréstimo de US 30 bilhões é exatamente a que foi tirada do pais ( no período de 3 meses na forma de fuga de capitais),Mas o Banco Central não pode usar esse dinheiro para completar suas reservas de moeda forte. O socorro ( que inclui grande parte da contribuição norte americana ao FMI, aprovada pelo congresso em outubro, de US 18 bilhões) destina-se a capacitar o Brasil a cumprir suas obrigações atuais do serviço da dívida – isto é – para reembolsar os especuladores. Esse valor nunca entrará no pais.
    NEGOCIAÇÕES DE BASTIDORES
    …Sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso, os credores estão no comando da burocracia do Estado, de seus políticos. O Estado está arruinado e sua massa falida está sendo levada a leilão sob o programa de privatização. O plano real, iniciado em 1994, com as bênçãos dos credores de Wall Street, chegou a um perigoso ponto crítico. Começa uma fase letal de destruição econômica e social: para assegurar o imediato pagamento das obrigações do serviço da dívida, o FMI exigirá cortes no déficit orçamentário da ordem de US 20 bilhões ( 3% do PIB ) a serem implementados imediatamente após as eleições.Grandes parcelas da economia nacional serão colocadas no bloco de leilão.O programa de privatização será acelerado: serviços públicos como telecomunicação e energia elétrica deverão ser vendidos a preços de barganha para o capital estrangeiros . O governo federal também considerou leis que permitirão a privatização de companhias de água e esgoto”
    O texto acima foi extraído do livro A GLOBALIZAÇÃO DA POBREZA (impactos das reformas do FMI e do Banco Mundial) – Ed. Moderna – autor : Michel Chossudovsky – professor de economia da universidade de Ottawa.-
    Vejamos o que diz o prof .Guilherme Antonio Ziliotto no seu livro DOIS SÉCULOS DE DÍVIDA PÚBLICA – A história do endividamento público brasileiro e seus efeitos sobre o crescimento econômico ( 1822 a 2004) – Editora UNESP.
    “ O período de 1995 até 2004 foi palco de um vigoroso aumento do endividamento do setor público brasileiro.Neste período,a DESP ( dívida externa do setor público ), em valores reais, cresceu 3,1% a.a. em média. O crescimento da DIU ( dívida pública interna da União) , foi ainda maior, de 15,7% a.a. , compondo um crescimento da DPmonT, em Reais de 2004 , de 10,2% a.a. em média.( DPmonT = soma da DIU + DESP).
    Os indicadores de dívida pública em proporção ao PIB também refletem crescimento de endividamento público, com o indicador DESP/PIB, evoluindo cerca de 0,7% a.a. em média.O indicador DIU/ PIB cresceu de forma bem mais acentuada, cerca de 13% a.a., enquanto o indicador DOMonT/PIB registrou um crescimento de 7,6% médio ao ano nesse período.
    O mesmo autor diz : Dívida Externa do Setor Público – Queremos abranger com o conceito todo o endividamento público tomado mediante recursos externos, seja pela União, seja pelos Estados, pelos Municipios, por autarquias ou por empresas estatais.Sob esse conceito incorporam-se não somente o endividamento em títulos, mas também as dívidas contratuais assumidas Juno a terceiros no exterior.
    Ainda o autor – Adotamos o conceito de Dívida Pública Interna da União o conjunto de títulos e apólices emitidos pelo governo central brasileiro, correspondendo ao Império de 1822 a 1889 e ao governo federal de 1890 a 2004.

  2. Muito bom, Edu. Bom demais. Apoveito o seu artigo para dá uma aula de história atual. Diferenciar um governo trabalhista socialista, de um neoliberal é sopa no mel. Mostrar como a mídia corporativa defende seu quinhão no ouro do povo, na defesa de fhc. O povo brasileiro está de bem com a dupla Lula/Dilma, tem sua merenda, almoço, janta e leite ao dormir. Que continue assim.

  3. Dessa vez outro partido entra na briga pela disputa…PSOL. Espero que seja para ganhar. Para ao menos resgatar a esquerda dos movimentos sociais, das minorias, das lutas históricas, da democratização dos meios de comunicação… Os 12 anos do PT no governo, infelizmente, contrariando a todas expectativas, foi de muitos conluios com a direita reacionária, em nome da “governabilidade”.

    • Seu PSOL dá guarida ao PSDB em detrimento do PT.
      Nem é preciso dizer mais nada…

      • Desculpa, Wilsonleaks, mas não tenho partido, tenho ideologias, portanto não é “meu” PSOL. E acho que você está mal informado a respeito das ideologias do partido, que diferem muito das do PSDB. PSOL nasceu justamente pela afastamento das bandeiras sociais do PT (em 2003, lembram? Votação da Reforma da Previdência, tirando direitos dos trabalhadores), e das suas lutas históricas…que foram abandonadas, pouco a pouco, em nome de “governabilidade”. Ontem o PT rifou a CDHM para o PSC e você vem me falar que o PSOL dá guarida pro PSDB…ah tá…

      • Estas enganado meu amigo

    • PSOL, partido auxiliar do PSDB e do DEM. Pode ser chamado de subPPS.

  4. Edu, caramba!!! por que vc postou a foto da Dilma com o boca de suvaco?

  5. Para mim é loucura, prepotência e arrogância ao extremo, típica da nossa extrema direita, típica do ego de fhc, que é maior que sua inteligência.

  6. Como disse o Eduardo numa resposta certeira, quem criou o “plano” Real foi Ronald Reagan e Margareth Thatcher. O “plano” Real foi apenas um dos “planos” aplicados na América Latina. O objetivo desses “planos” era de eliminar qualquer chance de nossas nações se libertarem do subdesenvolvimento e do jugo de Washington.

    Itamar e FHC apenas cumpriram ordens de Washington.

    No Peru, quem cumpriu essas ordens foi Fujimori. Ele está preso. Na Argentina, foi Carlos Menem. Ele está sendo processado. Os argentinos evitam pronunciar o nome dele, pois dizem que dá azar. No Brasil, FHC dá “palestras” e escreve nos veículos do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

    A parte mais nociva das ordens de Washington foi aquela na qual eles determinaram (através da boca do FMI): vendam todo o patrimônio do Brasil a preço de fim de feira.

    E, de fato, FHC e Serra conseguiram entregar boa parte de nossas estatais. Felizmente, o desastre econômico produzido pela dupla se tornou tão gigantesco que o povo acordou e elegeu Lula.

    • …é. Elegeu Lula. Mas, pra se eleger e tomar posse, aconteceram duas coisinhas…. A carta aos brasileiros, do paloci e… o nome do meireles, na algibeira. Uma coisa deu fôlego pra eleição e a outra, pra tomar posse. Agora, tão fácil, assim, pq lá por cima, a jogada era outra…. Se estava colocando em prática a grde cartada, pra falir meio mundo. Tdo bem, a matriz iria sofrer; porém, estamos vendo, uma nova era nascendo, com mtos reduzidos ao seu real significado, outros nos seus lugares, devidos e, alguns, outros, ainda, logo encabrestados – ou nova “bolha” não ameça o futuro? Gente, pra se fazer uma guerrinha, hj em dia, custa mto caro e, além disso, falta mão de obra…. Ninguém quer mais ser soldado e morrer pela pátria, não. E a terceirização do serviço não está dando certo, devido ao custo, maior e a qualidade da mão de obra, problemática. Aliás, nunca se ouviu tanto comportamento desumano de militares, como atualmente… E a tecnologia aplicada aos armamentos, moderno, tem aumentado custos, sobremaneira. O endividamento dos EEUU tem mto dos custos de suas ações militares e de seus exércitos espalhados pelo mundo. Novos tempos… agora, se está interessado em abrir um sem número de representações diplomáticas, nas cidades médias e grdes – falo no Brasil; de se voltar a mandar os militares pra fazer cursos de “aperfeiçoamento”, na Virgínia…. sei, lá; coisa do johnbin, marechal. Pq a mídia, o legislativo, a justiça… tudo sob controle. Uma coisa me deixa aliviado, no entanto…. É ver a atual disposição do ex-Pres Lula em sair pelaê, em caravana; é ver o homem afirmando q se precisa criar a nossa mídia, divulgando nossos interesses… Falta estarmos mais ligados nesses novos tempos. O Paraguai está ali, mesmo; funcionários públicos, militares, políticos, justiça.;.. tudo cooptado. Isso, sem falar num campo de aviação, desproporcional ao país. Tudo armado no coração da América Latina. Não foi, sem propósito, q o johnbim restaurou, essa, de se mandar nossos militares fazer cursilhos…. cabeça. Sacana, o sujeito.

  7. Perfeito, Eduardo!
    Enquanto essa “oposição” achar que a maioria é desmemoriada estamos bem!Por isso, seu trabalho diário é de suma importância! Obrigada, para béns e um abraço!

  8. A Mídia quer nos fazer de idiotas, sua pauta desse mês é: O Papa, a Bogueira Cubana, o Oscar e glamour de Hollywood, e por fim FHC. Enquanto o Universo e o nosso mundo tem questões muito mais relevantes, do que estes que já morreram, eles ficam atazanando e nos tratando como sem cérebro. Veja a eleição na Itália. O governo atual atingiu 10% das preferencia. Foi rejeitado por 90% pois a Mídia e mercado financeiro diz as eleições não são representativas . Somos então governados pela Mídia financeira?

  9. Eu nunca vi uma definição mais real e atual ,do PIG do que essa:”Para corrigir os excessos da imprensa,mais liberdade de expressão”.(…) O ensinamento de Thomas Jefferson,um expoente democrático,merece ser lembrado,compreendido e respeitado. :”Onde a imprensa é livre,e todo homem é capaz de ler,tudo está seguro”.Obs “Liberdade de expressão” não é equivalente a “liberdade de imprensa.
    Thomas Jefferson quando estava na presidencia dos EUA por seis anos,em carta a John Norvell,em 1807:
    “Não se pode agora acreditar no que se vê num jornal.A própria verdade torna-se suspeita se é colocada nesse veiculo poluido. A verdadeira extensão deste estado de falsas informações é somente conhecido daqueles que estão em posiçãio de confrontar os fatos que conhecem com as mentiras do dia. Encaro realmente com comiseração o grande grupo de meus concidadãos que,lendo jornais,vive e morre na crença de que souberam algo do que se passou no mundo em seu tempo,ao passo que os relatos que leram nos jornais são uma história tão verdadeira quanto a de qualquer outro periodo do mundo,só que os nomes de figuras da atualidade a elas são apostas.[…] O homem que não lê jornais está mais bem informado que aquele que os lê,porquanto o que nada sabe está mais próximo da verdade que aquele cujo espirito está repleto de falsidades e erros”.

  10. Olha o golpe de estado em andamento: CBN acabou de dizer que cabe ao min. do TCU, José Jorge, indicado por FHC e que foi deputado pelo PFL, aceitar “denúncia” contra Dilma por supostas “irregularidades” na Petrobras.

    Eles querem tornar Dilma e Lula inelegíveis.

  11. Cadê o post de hoje, Eduardo ?
    Tá cuidando de sua coisas, né ?
    Faz muito bem.

  12. Parabens Eduardo pelo trabalho de pesquisa. É a cobra e o pau, juntos.

  13. Está matéria abaixo vem do site 247, é pra deixar a tucanada em polvorosa kkkk

    REAÇÃO DA ECONOMIA DIFICULTA ATAQUES DA OPOSIÇÃO A DILMA

    Números macro e setoriais apontam para mais dinheiro no caixa do governo e retomada do crescimento da indústria e do comércio; crescem licenciamentos de veículos, comercialização de cimento e vendas de máquinas e equipamentos; entre arrecadação e despesas, governo teve superávit de R$ 7, 60 bilhões no mês passado; recorde histórico; “É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade”, disse Dilma ao empresários no ressuscitar do Conselhão, na quarta-feira 27
    27 DE FEVEREIRO DE 2013 ÀS 20:58

    247 – Não será tão fácil como previam nove entre dez analistas com espaço na mídia tradicional atacar o governo pela via da economia. As apostas na desaceleração da atividade estão sendo superadas pela exibição de resultados que vão indicando robustez para a conjuntura de 2013. Até mesmo as projeções do PIB feitas por agentes do mercado já convergem para uma elevação acima dos 3% até dezembro, com redução da taxa de inflação inicialmente prevista.

    “É um absurdo dizer que não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da sustentabilidade”, disse a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira 27, na retomada do chamado Conselhão, o plenário de empresários criado no governo Lula que havia sido deixado de lado na atual administração. “Mantemos a inflação sobre controle, e achamos que a inflação é um valor na medida em que ela garante não só os ganhos de salário, mas garante também a capacidade de previsão do governo e dos empresários e os ganhos dos empresários e dos trabalhadores”, completou ela.

    Na mesma reunião, o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que os atuais indicadores de janeiro confirmam a perspectiva de recuperação da economia brasileira. Entre eles, citou o aumento da produção e do licenciamento de veículos, da comercialização de cimento e da consulta para vendas no varejo.

    “Todos concordam que teremos mais crescimento, menos inflação, baixa taxa de desemprego e continuação da expansão da massa salarial”, disse Nelson Barbosa. De acordo com os dados apresentados, a taxa de desocupação nos últimos dez anos caiu de aproximadamente 11% para em torno de 5,5%. A queda do desemprego veio acompanhada do crescimento da massa salarial, que teve aumento médio de 3,5%.

    Num setor fundamental para a leitura do crescimento ou da economia, a Associação dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos reportou também nesta quarta 27 que o faturamento bruto do setor encerrou janeiro com um dos melhores resultados para o período desde 2009. Segundo a Abimaq, a carteira de pedidos da indústria de máquinas e equipamentos cresceu 7 por cento em janeiro, enquanto o faturamento bruto avançou ligeiros 0,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2012, para 5,79 bilhões de reais. O consumo aparente, que inclui venda de máquinas nacionais e importadas no mercado interno, avançou 16,3 por cento sobre janeiro de 2012 e 6,7 por cento sobre dezembro, o que “indica que há demanda neste início de ano”, disse a entidade. A expectativa da Abimaq para 2013 é de crescimento de 5 a 7 por cento no faturamento bruto do setor, após uma queda de 3 por cento no ano passado, para 80 bilhões de reais.

    O Banco Central, igualmente na quarta 27, anunciou um superávit primário recorde de R$ 30 bi, 251 bilhões em janeiro, alimentado pela forte arrecadação no período. Segundo informou a autoridade econômica, o resultado veio da economia fiscal de 26,088 bilhões de reais do governo central, diante da arrecadação também recorde vista no período, de R$ 116 bilhões. O superávit cobriu com folga a despesa com juros no mês, de 22,649 bilhões de reais. Com isso, o setor público consolidado registrou superávit nominal –despesa menos receita, incluindo pagamento de juros– de 7,602 bilhões de reais no mês passado.

    DÍVIDA EM QUEDA

    A relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) fechou janeiro em 35,2 por cento e, para fevereiro, o BC estima estabilidade, informa a Agência Reuters. Em dezembro, a variável havia ficado em 35,1 por cento e, no final de 2011, em 36,4 por cento.

    Apesar de acreditar que o governo não vai conseguir cumprir a meta de superávit primário neste ano, que equivale a cerca de 3,1 por cento do PIB, o economista-chefe do Goldman Sachs, Alberto Ramos, apontou à Reuters que a relação dívida/PIB vai continuar com trajetória descendente.

    “O superávit menor não deve, contudo, comprometer a trajetória de queda moderada da relação dívida líquida/PIB”, escreveu ele em nota, acrescentando que, para 2013, o primário deve ficar entre 2 e 2,5 por cento do PIB.

    No acumulado em 12 meses até janeiro, o superávit alcançou 109,2 bilhões de reais, equivalente a 2,46 por cento do PIB.

    FONTE: http://www.brasil247.com/

  14. o Lula tá esperando o que pra deixar a barba crescer denovo?

  15. Prezado Eduardo Guimarães, nesta análise “supimpa” que você nos traz, fica cabalmente demonstrada a vocação prestidigitadora do personagem em tela. É muita “cara de pau” para um homem só. Tenho certeza que a nossa presidenta não se deixará iludir pelo canto de cisne desse tucano emplumado.Abraços fraternais!

  16. Caro Edu, com tantas noticias que já foram publicadas em livros/inclusive no exterior/, revistas, internet, etc, sendo uma abundancia de fatos, a maioria escondida pela grande mídia e até pelo próprio governo anterior e atual, talvez para não se desgastar… ou acordos… Poderiam serem juntadas e catalogadas cintando fontes e publicadas em forma de livro para que mais pessoas pudessem ter conhecimento de tudo o que se passou com o Brasil naquele periodo negro do FHC. Poderia ser solicitado dos internautas artigos daquele periodo, todos cintando a fonte. Poderia ser feita uma comissão de jornalistas independentes e imparciais para analisar cada noticia publicada.Ficaria um registro de tudo o que fosse possível para a posteridade. Poderia ser feito um semanário ou até uma edição mensal pois o material é farto. Depois transformado em livro… Acredito que esse material seria objeto de estudos nas faculdades e esse periodo jamais seria esquecido…
    O que acha?

  17. Prezado Eduardo,

    Valeu pela coletânea apavorante de más notícias – e olha que elas foram diárias e terríveis – do desgoverno do PSDB; vou copiar e guardar, pois retrata um momento horrível que nós, que o enfrentamos como podíamos, jamais esqueceremos. Ainda não me recuperei daqueles 8 anos, tanto que fiquei devendo… Devemos reproduzir/circular esta coleção de “feitos” do PSDB a todos que possamos. Em tempo: não sou parente de golpistas!

    • Eu era funcionario do Banco do Brasil com 16 anos de casa… ai veio o PDV obrigatorio, pois de voluntário só tia a sigla… Ameaças diárias por um mes até que 45 mil funcionarios entreassem pelo cano do PDV… ano seguinte o BB teve que fazer concurso pois faltou funcionário…

  18. Fora de pauta.

    Aos Amigos Tudo, Aos Inimigos, A Lei >> Mensalão tucano só será julgado em 2015, afirma promotor: O

    MENSALÃO TUCANO E A DIFERENÇA DE TRATAMENTO POR PARTE DA MÍDIA E DA JUSTIÇA Em entrevista para a revista VEJA, promotor do MP de Minas, João Medeiros Neto, afirma que o mensalão tucano só será julgado em 2015, que não existe a possibilidade nem o esforço de se antecipar o processo e que o mesmo pode sim prescrever, se as penas forem baixas. Notem que em nenhum momento da entrevista a palavra “tucano ” é pronunciada. E também não há a menor indignação da jornalista, não houve nenhum alarde da revista ou preocupação do promotor em relação a possibilidade de prescrição das penas. ” É um processo a mais. Houve uma concentração dos esforços lá no Supremo para julgar o mensalão, mas aqui não existe essa possibilidade “, afirma o promotor. ÍNTEGRA: http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/02/aos-amigos-tudo-aos-inimigos-lei.html

  19. Deixa eu ver se eu entendi a coisa, se a mídia não tem credibilidade pq usar o que a imprensa diz para atacar o governo anterior?

    Ou ela tem ou não tem credibilidade ou ela só tem quando fala bem do atual governo e mal do antigo.

    Quer dizer que na década de 1990 os países emergentes estavam em crise e passando por dificuldades, inclusive o Brasil.

    Na década de 2000 os países emergentes saíram da crise inclusive o Brasil. Entendi, eu que pensava pelo que o PT falava que era mérito do PT esta fase de desenvolvimento do país, e não passa então de uma nova conjuntura externa favorável aos países em desenvolvimento e o país como outros se beneficiaram com isso.

    Puxa e eu que pensei que o país começou tudo no governo Lula, a constituição cidadã, o plano real, o LOAS, a lei de responsabilidade fiscal, o ENEN, o FUNDEF, o seguro desemprego, o funrural etc.

    Hoje o país tem muito o que comemorar afinal ter 100 milhões de brasileiros recebendo subsidio Estatal e motivo de sobra para comemorar.

  20. Projeto político de Aécio Neves quase derrete ou explode
    Colocado à prova, Aécio mostra que sua atuação política depende da “cobertura” da imprensa. Discórdia causa atraso de recurso gerando insatisfação
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    A correria da equipe de Aécio Neves no início desta semana, em Belo Horizonte, para sacar dinheiro vivo para pagar diversos veículos da mídia nacional acabou causando a paralisação das atividades da tesouraria do Banco Rural e BMG. Funcionários das instituições relatam que Andréa Neves comandou pessoalmente a operação que zerou a disponibilidade de moeda dos dois bancos.

    O esquema que opera desde 1987 em Minas Gerais, dando cobertura a diversas operações irregulares, fato comprovado com a condenação dos dois presidentes das instituições bancárias, pelo visto conta com a cooperação do Banco Central. Inclusive o atual presidente do Banco Rural, João Heraldo, condenado em diversos processos, é oriundo da instituição.

    Mostrando que Minas Gerais é um Estado independente dentro da Federação, funcionários do Banco Rural e BMG informam que quantia não inferior a R$ 50 milhões teria sido sacada em um só dia sem que qualquer autoridade monetária interviesse. Informam ainda que recursos solicitados a custódia do Banco Central entraram apenas contabilmente na tesouraria, teriam seguido direto para o aeroporto da Pampulha.

    Este é o final do incidente ocorrido em função da viagem de Aécio e de sua Irmã Andrea para o exterior, causando atraso no repasse de recursos para a mídia nacional que culminou com a publicação, em 2 de fevereiro, de uma crítica do jornalista Reinaldo Azevedo, na revista “Veja”, ao senador Aécio Neves;

    “Aécio Neves (PSDB-MG), cotado para ser presidente do partido e apontado como candidato à Presidência da República, havia acenado com a possibilidade de fazer um discurso em defesa da candidatura de Taques. Discurso não houve. O senador se limitou, há alguns dias, a fazer uma espécie de convite-apelo a Renan para que retirasse a sua candidatura. O alagoano não topou, claro… O apoio ao opositor de Renan, no fim das contas, foi uma operação de marketing que acabou saindo pela culatra. Agora, resta suspeita da farsa, do adesismo e da traição, tudo misturado. Se era para fazer esse papelão, melhor teria sido defender que a presidência coubesse à maior bancada e fim de papo. Melhor a sabujice franca do que a dissimulada”.

    A grande imprensa nacional, além de repercutir tal crítica, não publicou uma linha na defesa de Aécio. Só após o pagamento, em 4 de fevereiro, que Reinaldo Azevedo publicou uma nota do Senador Aécio Neves apresentando sua versão. Segundo político da velha guarda, este fato comprova que a candidatura de Aécio Neves só existe devido ter se transformado em fonte de renda, conforme matéria de Novojornal, “Aécioduto. O novo grande negócio da mídia nacional”.

    “Fora deste ambiente sua candidatura derrete ou explode”, conclui.

    Nota da Redação:

    Após publicação desta matéria, ao contrário do noticiado, fomos informados que o Banco Central – Belo Horizonte – determinou uma inspeção para analisar as operações citadas na matéria, ocorridas no Banco Rural e BMG.

    Procurados pela reportagem do Novojornal, prometeram, para esta semana, uma nota esclarecendo o fato.

  21. PIG versus PIB, a peleja do momento. Na “jestão” do estafeta do PIG e da CIA, o cidadão FHC (o qual não sei porque cargas d’água ainda não se tornou “imortal” na falível e desmoralizada ABL), tínhamos PIBinho e DESempregão. Na gestão adversa aos principais interesses do PIG, a dos últimos 10 anos, temos um PIB médio espetacular, um PIB restrito a uma certa época reduzido (0,9% em 2013) mas, de fato, com a menor taxa de desemprego, 5,4%, ou ainda, visto de outro ângulo, o povo na condição de pleno emprego e com centenas de grandes obras pelo país adentro, a serem tocadas, as das Copas de futebol e Olimpíadas entre elas, estas últimas com forte oposição do PIG – Partido da Imprensa Golpista. O PIB brasileiro voltará a crescer, sem dúvida; há obras nos quatro cantos do Brasil.
    O PIG, no entanto, não se cala. Os barões das famiglias mafiomidiáticas atiçam os seus cães de guarda a ladrarem, dia e noite, contra o necessário otimismo que se requer para que os empresários possam investir e para que o povo se anime a consumir. Praticam TERRORISMO puro, de forma impune. Desde o início da crise, em 2008, esta cantilena pessimista e sabotadora não para. A torcida contra o sucesso do governo em aliviar as dificuldades do povo tem sido sistematicamente indisfarçável por parte de colunistas, colonistas e pistoleiros da mídia. Visam desestabilizar a economia, ponto forte dos governos populares nos últimos 10 anos. Para aplicarem um golpe, daqueles que são mortais, chegam a apostar na hipertrofia de um dos poderes, sem votos, e na vaidade de um supremo cidadão que se arvora de justiceiro supremo contra alguns, ao passo que come moscas enquanto dormita, boquiaberto, cego diante dos verdadeiros ladrões que venderam o patrimônio público em troca de gordíssimas propinas. Inflam-lhe o ego a que se candidate ao cargo de supremo dos supremos mandatários, um cidadão que com certeza cospe e cuspirá em qualquer prato no qual vier a comer e que, certamente, de viés autoritário, jamais saberá contemplar as necessidades de um povo de um país extenso e complexo como o nosso.
    O PIG, de fato, SABOTA o país diuturna e continuamente. Não há trégua. O Brasil do PIG definitivamente não se escreve com “S”, mas com “Z”. O quadrilátero multibilionário piguento das famiglias marinho, frias, civita e mesquita não desiste de mover os cordéis para promover a derrocada das últimas gestões que em 10 anos retiraram 20 milhões de brasileiros da miséria e elevaram a uma nova condição de classe média cerca de 40 milhões de compatriotas. Os piguentos enriqueceram e continuam a encherem as suas burras de dinheiro ao narcotizar o povo, desde e durante a ditadura a qual se aliaram por interesse e, após ela, através dos seus prepostos que dominavam e estão infiltrados nos 3 poderes de governo.
    E a justiça brasileira tem hoje em destaque uma página verdadeiramente negra da sua história.
    Nenhum sinal de quando começará o indiciamento dos cabeças da PRIVATARIA TUCANA, o maior assalto aos cofres públicos desta nação em todas as eras.
    Nenhuma perspectiva de prisão para os falsos varões da ética e empresários dignos, como Demóstenes, Cachoeira, Arruda.
    Nada de justiça. Estão todos soltos, lépidos, sorridentes, impunes a gritarem “Pega ladrão” e a se divertirem com o desespero dos seus demonizados adversários. O Brasil do PIG (Consórcio de propriedades cruzadas envolvendo as “organizações” Globo, Folha, Abril-Veja, etc.) é um Brazil, com “Z”, vendido e vencido, de uma Casa Grande para bem poucos e de uma senzala de dimensões inimagináveis, entregue ao grande capital especulativo, sindicato de ladrões das incalculáveis riquezas do subsolo da nação e da esperança do povo.

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