FHC só lançou programas sociais a 4 meses da eleição de 2002

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Na última quarta-feira (27.2), a presidente Dilma Rousseff rebateu afirmação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no sentido de que ela e seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, teriam “herdado” e “usurpado” seus projetos e que, por isso, ela seria “ingrata” consigo.

Dilma afirmou que o cadastro único dos programas sociais do governo tucano “não existia” quando Lula chegou ao poder, em 2003. Prontamente, grandes jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro (Folha de São Paulo, Estadão e O Globo) e algumas redes de televisão e sites tomaram partido de FHC corroborando sua afirmação de que o tal cadastro teria sido feito no governo do tucano.

Por falha de sua estratégia de comunicação social, a presidente não explicou bem a questão. E a mídia, muito menos. Assim sendo, este Blog apresenta, a seguir, mais um capítulo da verdadeira história daquele período triste da história do Brasil (1995-2002).

De fato, FHC deixou simulacros de cadastro da pobreza e do programa social Bolsa Família. Contudo, os programas começaram a ganhar alguma materialidade a 4 meses da eleição presidencial de 2002, conforme matéria da Folha de São Paulo naquele ano eleitoral. Abaixo, a matéria.

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FOLHA DE SÃO PAULO

26 de maio de 2002

MARKETING TUCANO

Governo lança na próxima semana o “Cartão Cidadão”, que unifica os programas de transferência de renda

 

FHC amplia ação social a 4 meses da eleição

 

RAYMUNDO COSTA

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

 

A pouco mais de quatro meses da eleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso entrega na próxima semana o primeiro “Cartão Cidadão”, por meio do qual serão efetuados os pagamentos dos programas de transferência de renda direta para a população mais pobre.

A longo prazo, a intenção do governo é que todos os usuários de programas de renda mínima carreguem um “Cartão Cidadão” no bolso, algo em torno de 31,7 milhões de pessoas, porque o Planalto quer dar o cartão também para os 6,7 milhões de beneficiários de aposentadorias e pensões rurais.

O “Cartão Cidadão” representa uma espécie de roupa nova para programas em curso.

Trata-se de um cartão magnético, com a logomarca do governo federal, do tipo fornecido pelos bancos. A longo prazo, vão substituir cartões já distribuídos à população, junto com o cadastramento das famílias beneficiadas.

Em período pré-eleitoral, seu lançamento tem um beneficiário: o presidenciável tucano José Serra. Será uma cerimônia deliberadamente simples para não ser confundida com uma ação de campanha.

“Potência social”

Coincidentemente, na última semana Serra disse que o país é uma “potência econômica” e precisa se transformar agora numa “potência social”. Ou seja, o novo mote de campanha do tucano faz eco ao lançamento do novo programa de FHC.

De imediato, o “Cartão Cidadão” será entregue aos usuários de cinco dos 12 programas de transferência direta de renda do governo federal.

São eles o Bolsa-Alimentação, o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), o Bolsa-Escola, o Brasil Jovem e o Vale-Gás, por meio dos quais pretende atender 12,6 milhões de pessoas carentes em 2002. Ano passado – excluído o Vale-Gás, criado neste ano-, o governo gastou R$ 1,8 bilhão com esses programas. Para o atual exercício prevê R$ 3,7 bilhões – ou seja, duas vezes mais.

Sem considerar o Vale-Gás, cujos primeiros depósitos começaram a ser feitos em fevereiro, o aumento da verba programada foi de 50% -de R$ 1,8 bilhão em 2001 para R$ 2,7 bilhões em 2002. “Isso parece mais uma rede de proteção eleitoral do que de proteção social”, ironizou o deputado Agnelo Queiroz (PC do B -DF).

A meta estabelecida ainda está longe de ser atingida. Do total programado para a Bolsa-Alimentação, por exemplo, até agora só 2,23% foram efetivamente pagos. Dos R$ 411,3 milhões previstos para a erradicação do trabalho infantil, apenas R$ 108,4 milhões (26,35%) foram para o bolso das pessoas carentes. O Bolsa-Escola, de longe o programa mais difundido, só liberou 25,84% dos gastos previstos.

Os atuais cartões serão substituídos progressivamente. Na largada, cerca de 4.000.

Além do “Cartão Cidadão”, o governo prepara um Cadastro Único dos Programas Sociais. Já foram cadastradas 1,3 milhão de famílias. A meta é cadastrar 9,3 milhões até o final de agosto.

Em meados de julho, a menos de três meses da eleição, será feito um mutirão para dar nome e sobrenome legal a brasileiros que não têm acesso aos programas sociais por falta de documentos.

Essa é uma situação comum em regiões muito pobres, como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e no Norte e no Nordeste do país. “O Pobre do pobre, o que mais necessita. A documentação vai propiciar a inclusão dos excluídos”, diz a secretária de Assistência Social, Wanda Engel.

Além da estabilização da economia, o que dá mais prazer a FHC é falar sobre a transferência de renda aos mais pobres feita em seu governo. Ele e o pré-candidato Serra dizem que o governo gastará, este ano, o equivalente à parcela da União na arrecadação do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas, estimada em algo em torno de R$ 28,7 bilhões.

Ambos – FHC e Serra – incluem nessa conta os R$ 15,5 bilhões programados para o pagamento de aposentadorias e pensões rurais. Alegam que houve ganho dos aposentados em razão do aumento real do mínimo. Sem os benefícios rurais, mas somando-se o recente Vale-Gás, os R$ 29,4 bilhões caem para R$ 15,1 bilhões.

Além dos cinco programas a serem inicialmente atendidos pelo “Cartão Cidadão” e das aposentadorias, esses R$ 15,1 bi incluem o abono salarial pago a desempregados, bolsas de qualificação, o Seguro-Safra pagos a famílias em situação de risco em áreas de seca e benefícios a idosos e deficientes.

No fundo, o que FHC faz é substituir políticas sociais de caráter temporário por outras de caráter permanente. E as associou diretamente ao governo federal, presente nas agências da Caixa Econômica, que paga os benefícios, e no próprio “Cartão Cidadão” no bolso do eleitor. Fórmula esta que Serra já incorporou à campanha.

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O fato é que 2002 terminou sem sequer arranhar as metas estabelecidas. Enquanto hoje (final de 2012) o Bolsa Família paga benefícios no valor de R$ 20 bilhões, em 2002 o governo nem chegou a atingir a meta estimada em R$ 3,7 bilhões. Além disso, o cadastro único tampouco foi feito por FHC após 8 anos no poder. Havia apenas intenção, que igualmente não se materializou.

Os programas sociais de transferência de renda do governo Fernando Henrique Cardoso só começaram a funcionar precariamente e com orçamento irrisório no fim de 2001, penúltimo ano de seu mandato. De janeiro de 1995 até agosto de 2001, o “grande” programa social do governo do PSDB era distribuir algumas cestas básicas a um pequeno contingente de famílias.

Àquela época, este blogueiro acompanhava de perto o que era, então, um problema gigantesco e crônico no país: fome e miséria. Compareci a inúmeros seminários sobre o tema, inclusive no auditório da Folha de São Paulo. A demanda pelos programas de transferência de renda era feita reiteradamente pelo Ipea.

Um dos pesquisadores do Ipea que mais se notabilizou àquela época foi Ricardo Paes de Barros, o PB, que durante o governo FHC deu declaração que causou polêmica quando, reclamando do programa de cestas básicas que vigeu até o final de 2001, afirmou que um programa social de verdade no Brasil seria jogar dinheiro de helicóptero em áreas carentes.

Durante quase sete de seus oito anos no poder, FHC ignorou solenemente as cobranças dos pesquisadores do Ipea para que adotasse o programa do ex-governador petista de Brasília Cristovam Buarque, o Bolsa Escola. O tucano só foi ceder praticamente no último ano de seu governo de 8 anos e, ainda assim, de forma precária.

Abaixo, matéria da Folha de São Paulo de dezembro de 2001 que comprova as afirmações acima.

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FOLHA DE SÃO PAULO

9 de dezembro de 2001

GOVERNO

 

O Bolsa-Renda Alimentação substitui cestas básicas que eram distribuídas a 1,7 milhão de famílias de cidades pobres

 

Programa social exclui 960 mil famílias

 

RANIER BRAGON

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

 

O governo federal deixou 960 mil famílias carentes de fora do programa criado, em caráter provisório, para substituir a distribuição de cestas básicas, que era feita a 1,7 milhão de famílias de municípios pobres do país e que acabou em agosto.

O programa provisório que substituiu as cestas básicas foi denominado Bolsa-Renda Alimentação, com previsão de funcionamento somente em novembro e dezembro deste ano. Em vez da cesta básica, o novo programa dá à família R$ 15, que podem ser sacados por meio de um cartão magnético. Para esse programa, apenas 740 mil famílias das 1,7 milhão que estavam cadastradas no extinto Prodea (Programa de Distribuição de Alimentos) foram inscritas.

Os excluídos do novo programa e a situação precária pela qual o Prodea passou nos últimos meses de existência contrariam declarações feitas no final de 2000 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e por membros do governo, segundo as quais nenhuma das famílias deixaria de receber as cestas até que um programa substituto fosse implantado.

O próprio governo federal admite que 960 mil famílias carentes não foram inscritas no Bolsa Renda-Alimentação. Para o governo, parte destas famílias pode estar recebendo algum outro benefício.

“Se os municípios forem ágeis, até o final de dezembro todas as famílias vão ser enquadradas em algum tipo de programa e, assim, poderemos consertar os desvios”, disse Wanda Engel, coordenadora do Projeto Alvorada, que envolve ações de nove ministérios.

A distribuição de alimentos parou em agosto e, durante o período de três meses entre a extinção do Prodea e o início da Bolsa-Renda Alimentação, o 1,7 milhão de famílias também ficou sem receber nem um nem outro benefício. O fim da distribuição das cestas foi definido pelo governo no ano passado por ele considerá-la assistencial. Neste ano, porém, resolveu-se pela criação do Bolsa-Renda Alimentação até que todo o 1,7 milhão de famílias fosse incluído, de acordo com o perfil de cada uma, nos outros programas sociais do Projeto Alvorada.

O problema é que as 960 mil famílias excluídas do programa substituto à distribuição de cestas básicas não têm garantia alguma de que vão se inserir em algum novo programa federal, já que a idéia do governo é promover um recadastramento geral das famílias carentes. As exigências para fazer parte de outro programa também são diferentes das exigências do Prodea.

Outro problema: existem famílias que, mesmo inseridas no Bolsa-Renda Alimentação, até hoje não receberam os R$ 15.

“A gente come o que tem. Dá primeiro para as crianças e o que sobrar divide para os grandes”, disse Noêmia Maria da Silva Santos, 39, de Bezerros, no agreste de Pernambuco, que no dia 15 de agosto recebeu sua última cesta básica do governo.

Ela está inscrita para receber as duas parcelas de R$ 15 referentes a novembro e dezembro. Mas o dinheiro de novembro, que já deveria ter vindo, ainda não foi entregue (leia texto nesta página).

Na prática, a transição do Prodea para outro benefício vem se mostrando confusa: em Minas Gerais, por exemplo, dos 225 municípios que recebiam as cestas básicas, apenas 165 foram cadastrados no Bolsa-Renda Alimentação (queda de 26,7%). Das 224.974 famílias cadastradas no Prodea, sobraram 149.400 (queda de 36,6%). “Tem prefeito que nem sabe que esse projeto [Prodea” foi extinto”, disse o major Itamar Pacheco, coordenador em Minas do programa.

Segundo ele, a orientação do Ministério da Integração Nacional, que é responsável pelo projeto, foi de corte linear de 25% no número de famílias beneficiadas, durante a transição Prodea-Bolsa, sob o argumento de “falta de recursos orçamentários”.

A Agência Folha ligou aleatoriamente para prefeituras de dez municípios de Minas Gerais que tinham famílias cadastradas no Prodea, mas que foram excluídas do programa substituto: Cantagalo, Paulistas, Coluna, Água Boa, Peçanha, Ervália, Descoberto, Pedra do Anta, Pedra Dourada e Serra Azul de Minas.

Quando o Prodea existia, famílias carentes dessas cidades recebiam do governo federal um total de 11.107 benefícios mensais, entre cestas básicas e Renda Mínima (antecessor do Bolsa-Escola) -8.108 famílias estavam cadastradas no Prodea e 2.998 no Renda Mínima. Hoje, apenas 4.112 famílias recebem benefícios, todos da Bolsa-Escola.

Cinco dos dez municípios ouvidos afirmaram que receberam nos últimos dias -mais de três meses depois do fim total da distribuição de cestas- ofícios do governo informando que o Prodea foi extinto e que as prefeituras deveriam fazer recadastramentos.

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Essa parcela da imprensa ligada ao PSDB que adotou a versão de FHC sobre os fatos, tal como o ex-presidente parece ter esquecido o que escreveu. A mesma Folha de São Paulo concordava com a afirmação da presidente Dilma de que o cadastro único e o programa de transferência de renda do governo tucano simplesmente não existiam.

Em matéria de junho de 2002, a três meses da eleição presidencial em que Lula derrotou José Serra, a Folha disse que “Até o final do mandato de FHC, o cartão representará pouco mais do que uma promessa de política social”. Confira, abaixo, a íntegra da matéria em que o jornal reconheceu o que hoje renega.

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FOLHA DE SÃO PAULO

8 de junho de 2002

Cartão embalará projeto de tucano em campanha

 

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

 

O Cartão-Cidadão lançado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, com a logomarca do governo, embalará um dos principais projetos de campanha do presidenciável tucano José Serra. Até o final do mandato de FHC, o cartão representará pouco mais do que uma promessa de política social.

Eis a idéia: o cartão magnético será entregue a todos os 9,3 milhões de famílias carentes que o governo pretende cadastrar até o fim do ano. Até agora, foram cadastrados 2,5 milhões de famílias. Assim que o cadastro único ficar pronto, o governo terá reunidas num banco de dados informações sobre renda, saúde, educação, trabalho e condição de moradia dos 54 milhões de pobres brasileiros. É ponto de partida dar foco e avaliar as políticas sociais.

 

Pobres

Serão considerados pobres aqueles com renda familiar per capita abaixo de meio salário mínimo por mês. Por ora, o número de pobres é só uma estimativa a ser confirmada. A renda é um critério maleável, pois boa parte dos pobres não tem renda para ser comprovada.

Para que boa parte dos pobres ainda à margem dessas políticas sociais não fique de mão abanando, o governo criou recentemente o Vale-Gás, benefício de R$ 15 a ser concedido a cada dois meses a todas as famílias cadastradas. Os primeiros pagamentos foram feitos em fevereiro.

Essa será a única política generalizada no combate à pobreza. Os demais programas de transferência direta de renda à população variam de acordo com o perfil da família.

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Fica provado, portanto, que esses setores da imprensa que hoje endossam a versão mentirosa de FHC sabem muito bem que seu governo só foi lançar um programa mambembe e eleitoreiro a poucos meses de uma eleição que perderia, entre outros fatores, por ter ignorado o problema social durante os oito anos de seu governo.

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121 Comentário

  1. Caro Eduardo e demais
    Nada a ver com o sua postagem. Aconteceu algo com o blog do Nassif, desde a tarde de hoje, tento acessar e não consigo.É só comigo ou ele está fora do ar?!
    Obrigado
    saudações

  2. Magnífico! Explêndido! Bravíssimo!
    Parabéns, Edu. Faz tempo que penso nesse assunto que você escreveu. Queria pesquisar para ver quando o governo FHC teria lançado os supostos “programas sociais”. Falo com experiência da causa porque fui um dos “beneficiados”. Lembro bem que quando o bolsa-escola começou a ser pago era tudo improvisado. As pessoas faziam a inscrição na prefeitura, que depois chamava as pessoas para receberem, em dinheiro. No começo era preciso carro extra nas linhas de ônibus, pois todo mundo recebia no mesmo dia. O pessoal da Caixa Econômica Federal vinha com o dinheiro em espécie, as pessoas faziam fila e recebiam. O controle era precário. Depois de uns 3 meses assim, a quantidade de beneficiários reduziu drasticamente. Surgiram então os tais cartões e o Caixa Aqui. As pessoas iam receber, mas as vezes perdiam a viagem, porque não era todo o mês que recebiam.
    As cestas básicas eram outra coisa que as vezes apareciam e eram distribuídas. Não era algo certo. As vezes tinha, as vezes não. Não se tinha muito controle de quem recebia e de quem deveria receber. Acho que chegamos a receber uma ou duas lá em casa. Logo o programa foi encerrado.
    Em resumo, se iniciava um projeto, e quando o número de beneficiados começava a crescer, o projeto era encerrado e se iniciava tudo de novo. A desculpa era a falta de dinheiro. Mas os programas eram claramente improvisados, e faltava organização.
    Mas isso contentava os defensores do discurso escravagista, que defendem que pobre tem que passar fome, senão não trabalha. E que o governo não deve ajudar os pobres para não incentivar a vadiagem.
    Quer saber quais são as propostas do FHC? É só ler os jornais da semana. As ideias dele saem dos textos dos jornais. Daquilo que está na moda. Do que os outros dizem. Originalidade não é ponto forte desse pessoal.

  3. Outro assunto. O Banco Itau entrou em uma cruzada contra o governo Dilma como reação ao corte dos juros. Com críticas duras ao Governo o manda chuva do Banco vem conseguindo espaço na midia para destilar seu veneno. O novo partido da Marina silva tem como maior patrocinador familiares dos donos do banco. Como se vê o banco está bancando a derrubada de Dilma. De nossa parte sugiro, a quem tem conta ou investimentos no citado banco, e reconhece que o governo está trabalhando para melhorar a situação de nosso povo, que mude de banco.

  4. Parabéns, Edu. Ponto a ponto cai a máscara do que realmente foi o desastre da era fhc. O mais notavel é que esse senhor se acha no direito de criticar alguma coisa e emitir opiniões sobre qualquer assunto. Um engodo sem tamanho, talvez da mesma grandeza de seu egocentrismo e leviandade. Um pária de cabo a rabo.

    • Queria ver você pegar um carro desgovernado e pilotar, vocês falam muito, se fosse o Lula na época que o Fernando Henrique pegou o governo na pior desgraça do mundo, falo porque ele fazia parte dos criadores do plano real ele só ficou famoso na época porque era ministro, hoje você estaria falando mal dele. Da onde ele iria tirar dinheiro para manter o plano real? e agora que está tudo bonitinho a praga da Dilma ”privatizou” o pré sal, o Brasil não tem muito dinheiro? tinha que ser totalmente estatal, acho isso tudo uma burrice, tenho vergonha de ser Brasileiro. Nenhum político presta seja Fernando Henrique seja lula seja qualquer um, é tudo vagabundo.
      Só pensam no dinheiro, vai ter um dia que o brasileiro vai acordar, espero, enquanto todos estão acomodados aí e não lutam vai ficar na mesma. Igual a um amigo meu disse, o Brasileiro é o povo mais acomodado do mundo, senta e fica só vendo essa corja de ladrões pegarem seu dinheiro não falo só do governo de PT, falo de todos os governos todos os partidos brigam na TV e por trás andam de mãos dadas. Vocês não concordam? Somos um dos países com maiores impostos do mundo, se não for o maior. Entendam se não for feito alguma coisa vai ficar na mesma. Futebol, religião e política não se discute. Obrigada pela atenção.

  5. Reitero o pedido feito pelo Ministro das Comunicações do governo FHC, o saudoso Sérgio Motta: “Fernando Henrique, por favor não se apequene.”

  6. Parabéns, Eduardo.
    É assim que se faz. Jornalismo também é memória.
    Um abraço

  7. Prezado Eduardo
    Já provoquei você várias vezes e vou provocar mais uma. Você escreve por prazer. Com a agenda que você tem e ainda encontra tempo e disposição para produzir e postar diariamente artigos extremamente esclarescedores, só pode ser por muito prazer. E tem mais, você ainda encontra tempo e disposição para garimpar informações que reforçam as suas afirmações. Para concluir, reuna tudo o que você já produziu e escreva um livro. Vai ser muito bom para os de hoje e para as futuras gerações.

  8. Parabéns Eduardo, ficou ótimo.

  9. Eduardo…
    Com este post e o anterior “Obrigado por Nada” você desconstruiu a falácia tucana repetida milhares de vezes pela mídia corporativista: a de que os governos Lula/Dilma colhem o que FHC plantou.
    Vou guardar estes posts com muito carinho para esfregar nas fuças de quem venha repetir a ladainha tucana.
    Parabéns e muito obrigado companheiro Eduardo Guimarães.

  10. A VERDADE TARDA, MAS NÃO FALHA. A ENERGIA DO UNIVERSO É Í N T E G R A, NÃO CONSPIRA COM SAFADEZAS. CUSTA SER HONESTO, DIREITO F H C

  11. Mais uma vez, Eduardo… Nota 10 para vc.

  12. Alguém conseguiria imaginar uma oposição tão ridiculamente caricata como essa, sem a conhecer?? É por isso que muita gente não acredita e cai na esparrela midiática. Essa humilhação COMPLETA só pode ser castigo divi, o!! Esse pessoal fez o mau a muita gente, são ricos e muitos deveriam agradecer por não está mofando no xilindró!!! Canalhas… sua época passou e não tem botox que der jeito!!!

  13. Em suma, o que esse canalha fez foi um fingimento de “política social”, já que seus pseudoprogramas sociais tinham metas mínimas, as quais, sequer chegavam próximo dos números de pessoas atingidas hoje pelo Bolsa-Família, e ainda assim nem mesmo esses números pífios que o próprio FHC estabeleceu foram atingidos ao fim de seu desgoverno. Seu excelente texto mostra algo que todas as pessoas que pensam neste país, e não são completos debiloides ou fanáticos de direita, já sabiam : FHC nunca teve política social, seus arremedos de programas sociais; na verdade criados para fazer proselitismo, marketing político, ou seja ter o que apresentar para as manchetes; além de difusos e com funcionamento precário, atingiam uma quantidade ínfima de pessoas, número que, ainda que esses programas funcionassem corretamente, o que nunca acontecia, e que pagassem valores dignos e não as quantias irrisórias que FHC enviava para a minoria de beneficiados; ainda assim não poderiam jamais representar qualquer perspectiva de transferência real de renda e elevação do nível de vida das classes oprimidas deste país devido ao reduzido número de pessoas que atingiam, incapaz de produzir qualquer alteração substancial na pirâmide social brasileira, como a que representou a ascensão de 40 milhões de pessoas para a classe média, feita por Lula. Contudo, novamente o grande mérito deste post vai além do que informa, mas manifesta-se principalmente por provar; e com matérias da tucanérrima Folha de São Paulo; que o desgoverno FHC nunca teve política social e até suas falsas políticas de abrangência nula, só começaram a existir às vésperas da eleição, com indiscutível caráter eleitoreiro, admitido até pelo fascista jornalzinho paulista. Apesar de “denunciar” o golpe eleitoral do PSDB, salta aos olhos a “brandura” de Otavinho “Ditabranda” com FHC : IMAGINEM UMA MEDIDA DE DILMA, QUALQUER QUE FÔSSE, A TRÊS MESES DA ELEIÇÃO, INICIANDO UMA NOVA POLÍTICA, QUE INEXISTIU DURANTE OS QUATRO ANOS DE SEU MANDATO, SERÁ QUE A FOLHA E SEUS “JORNALISTAS” AMESTRADOS, JUNTAMENTE COM O RESTANTE DA OLIGARQUIA MIDIÁTICA, REAGIRIAM DE FORMA TÃO CIVILIZADA COMO A QUE PODE SER PERCEBIDA NOS TEXTOS “CALMINHOS” REFERENTES AO GOLPE ELEITORAL DE FHC!!!!!!!!!???????????? SERÁ QUE ELIANE “CHEIROSA” CANTÃNHEDE; FERNANDO “MAURICINHO” RODRIGUES; RENATA “JEFFERSON” LO PRETT; CLÓVIS “PSDB MULHER” ROSSI OU O PRÓPRIO PATRÃO OTAVINHO “DITABRANDA” REAGIRAM COM A MESMA DOCILIDADE DIANTE DO GOLPE ELEITORAL PETISTA!!!!!!!!????????????? OU NÃO CAIRIAM DE PAU EM CIMA DAQUILO QUE CONSIDERARIAM A PROVA INDISCUTÍVEL NÃO SOMENTE DA DEMAGOGIA, MAS DOS PROJETOS DITATORIAIS DOS PETISTAS INIMIGOS DE NOSSA “DEMOCRÁTÍCA”(OS EDITORIAIS EM QUE COMEMORARAM O GOLPE MILITAR DE 64 SÃO UMA PROVA INDISCUTÍVEL DESSA “DEMOCRACIA”)IMPRENSA????????!!!!!!!!!!!!!! Textos como esse seu devem não somente ser divulgados em todos os espaços possíveis, como forma de reação à tentativa de construção de um discurso histórico mentiroso, que estupra os fatos concretos, pela direita que destruiu este país com ainda maior virulência no desgoverno FHC, mas já o vinha fazendo há cinco séculos e só teve esse processo exploratório interrompido com a eleição de Lula(e em outros pequenos hiatos progressistas na nossa História, como nos Governos Vargas, JK e Jango, todos exatamente por isso sabotados pelos conservadores) ; que não se conforma com a ascensão ao poder de um projheto social voltado para a construção de um país mais justo, no qual a exploração de milhões por essa minoria de privilegiados seja substituída pela inclusão de todos nos frutos do desenvolvimento, e desse modo tenta não somente abortar esse projeto, como já fez no passado com outras administração progressistas, mas tão ou mais importante do que retirá-lo do poder, pretende destruir sua memória histórica, apagando qualquer lembrança futura de seus feitos, negando-os, deturpando-os ou sequer deixando que a verdadeira versão de suas realizações comece a ser divulgada. Querem um exemplo dessa terceira forma de sabotagem : dizer que FHC acabou com a inflação é uma mentirta, uma bestialidade econômica abissal, já que o processo que gerava a inflação, a desigualdade nas relações econômicas resultante da inserção subalterna do país na Economia internacional continuou, a inflação resultante dessa desiguldade e da dependência do país por recursos externos manteve-se, só que maquiada através das taxas de juros exorbitantes, que serviam para o mesmo objetivo de retirar a riqueza e a renda nacionais antes sugados pela inflação e por um câmbio desfavorável oriundos da obrigatoriedade do país não somente em receber recursos externo, mas em saldar seus credores para continuar a receber novos aportes financeiros. O fim desse ciclo vicioso só começou com a queda dos juros feita no Governo Dilma, que, ao contrário do que dizem os “comentaristas” da mídia conservadora, não foi realizada “por decreto”, ams foi o resultado concreto de uma longa política de fortalecimento da Economia; através da expansão do Mercado Interno, mudança de nossas parcerias comerciais, fortalecimento tecnológico de nossa expotações, que ampliaram em sua pauta a quantidade de produtos industrializados, como maior valor agregado; iniciada desde os primeiros meses do Governo Lula(lembram quando Lula visitava o Oriente Médio e a África para “vender” o Brasil e a mídia tentava ridicularizá-lo? Aí já inciava-se esse processo de mudança de nosso perfil econômico). Pois bem, o começo do fim, pois os juros ainda precisam baixar muito, de nossa subordinação à Economia Internacional nasceu aí e teve seu ápice com a queda dos juros promovida pro Dilma, momento em que de fato acabou-se com a inflação neste país(no que concerne ao que ela realmente representa, um processo de apropriação da renda dos explorados por uma minoria de exploradores, tando em nível nacional, como através das grandes corporações internacionais que sugam a riqueza dos brasileiros). Esse foi o verdadeiro fim(ou começo do fim, pois como já dito os juros ainda devem baixar)de um processo exploratório, só possível de ser revertido pela modificação de nosso perfil econômico e não de maquiagens patéticas como a realização através do “Plano” Real, que não passou de uma nova maquiagem imperial para o processo de sucção de riquezas em nível internacional imposta pelo Consenso de Washington ao Brasil e a toda a América Latina. São fatos como esse e o já comprovado neste artigo que precisam não apenas ser difundidos, principalmente para as novas gerações, mas devem servir de estímulo para que outros olhares progresistas também desmascarem tantas outras mentiras históricas construídas pela estrutra de dominação ideológica dos conservadores, que por ter o monopólio da opinião e da informação, obviamente amplia essa domínio para a tentativa de construir um único discurso histórico, no qual somente a “visão” conservadora seja imposta como um dogma destinado a calar, como já o fez outrora no passado, a versão dos oprimidos por um modelo social no qual sempre estiveram inseridos como vítimas sem importância.

    • Queria ver você pegar um carro desgovernado e pilotar, vocês falam muito, se fosse o Lula na época que o Fernando Henrique pegou o governo na pior desgraça do mundo, falo porque ele fazia parte dos criadores do plano real ele só ficou famoso na época porque era ministro, hoje você estaria falando mal dele. Da onde ele iria tirar dinheiro para manter o plano real? e agora que está tudo bonitinho a praga da Dilma ”privatizou” o pré sal, o Brasil não tem muito dinheiro? tinha que ser totalmente estatal, acho isso tudo uma burrice, tenho vergonha de ser Brasileiro. Nenhum político presta seja Fernando Henrique seja lula seja qualquer um, é tudo vagabundo.
      Só pensam no dinheiro, vai ter um dia que o brasileiro vai acordar, espero, enquanto todos estão acomodados aí e não lutam vai ficar na mesma. Igual a um amigo meu disse, o Brasileiro é o povo mais acomodado do mundo, senta e fica só vendo essa corja de ladrões pegarem seu dinheiro não falo só do governo de PT, falo de todos os governos todos os partidos brigam na TV e por trás andam de mãos dadas. Vocês não concordam? Somos um dos países com maiores impostos do mundo, se não for o maior. Entendam se não for feito alguma coisa vai ficar na mesma. Futebol, religião e política não se discute. Obrigada pela atenção.
      larga de ser mané….

  14. rapaz ??!! ..como eu gostaria de ver você livre destas armadilhas e amarras, destas guerras pequenas e partidárias, e passar a usar toda esta tua inteligência e boa vontade pra conduzir esta comunidade a debates democráticos e produtivos, objetivos

    ..debates VERDADEIRAMENTE interessantes a todo e qq cidadão (ex: união civil, aborto, liberalização ao uso das drogas,código de ética, rede de benefícios x assistencialismo etc)

    ..debates, bom que se diga, que ao menos nos desse a sensação de que queremos ser “ouvidos” que queremos tb influir, ao invés desta sensação de impotência em sentirmos que só comentamos obras feitas dos outros, que somos mera TORCIDA, expectadores mansamente conduzidos por polítcos que sequer se dignificam a nos dizer o que pretendem e/ou pensam

  15. Comparar sem contextualizar não é ser justo com governos passados.

    Cada governo que passa tem a obrigação de ser melhor que o outro.Isso é natural, Collor deve ser comparado com Sarney, Itamar comparado a Collor, FHC comparado a Itamar, Lula comparado a FHC, Dilma comparado a Lula e assim por diante.

    Cada governo tem seus desafios e meios para vencer estes desafios.

    Sarney lidou com o fim do militarismo, lidou com a promulgação da constituição de 1988, Collor abriu a economia, começou o processo de privatização, Itamar iniciou o processo de combate a inflação, Fernando Henrique consolidou o combate da inflação e reformas parciais do estado como a lei de responsabilidade fiscal, PROER, Fundef, Enen, Lula continuou o processo de privatização, amplia o processo de transferência de renda com o bolsa familia, Dilma da continuidade ao processo de transferência de renda e enfrenta os desafios das consequências da crise mundial.

    O processo de transferência de renda do Estado Brasileiro (que eu lembre) inicia se com o salário família em 1936 depois modificado e ampliado por diversos governos,depois PIS-PASEP, o LOAS(que é o maior programa de transferência de renda do mundo), FUNRURAL,Seguro desemprego,Cofins que é o que deveria financiar tudo isso, entre outros com cada governo ampliando e consolidando a sua época o processo de transferência de renda.

    O país não começou com Lula e não termina com Dilma.

    • o liberal
      O programa BF a serio começou com Lula, continua e melhor com Dilma e espero que nao termine depois dela.
      e como advogado de defesa do invejoso a ser esquecido, voce esta mal.
      O sacripanta fala “fui eu e voce usurpou” .
      Nos dizemos: Nao foi voce, aquilo era assumidamente caricatura- por- voto e seu grupo todo é visceralmente contrario a um programa verdadeiro de transferencia de renda.
      caricatura não se ‘melhora’…
      Ri-se ou chora-se.

      • Boa!

      • ” como advogado de defesa do invejoso a ser esquecido, voce esta mal.”

        Não sou advogado de ninguém.

        Apenas quero que verdade seja a luz da nossa luta por um país melhor para nosso povo.

        Essa falsa dicotomia PT/PSDB não me serve mais nem a meu país.

        FLAFLU só interessa quem quer tumultuar o processo politico para esconder seu real interesse,que é a tomada ou manutenência do poder para locupletar se com ele.

        Nunca confie em quem vive de uma causa.

  16. Mais dados comparativos entre governos de Lula/Dilma e do saudoso Pharol de Alexandria, podem ser vistos aqui:

    http://www.hariovaldo.com.br/site/2013/02/26/pharol-de-alexandria-adverte-bulgara-usurpadora/,

    em artigo de nosso amigo e Homem de Benz, Ramses II, contribuinte contumaz do locus hariovaldiano.

  17. Mais uma do “jornalismo investigativo e isento”:

    Chalita agora é corrupto.

    A suposta maracutaia do Chalita teria acontecido há 8 anos quando era o queridinho do PSDB.

    E há 8 anos o “jornalismo investigativo” não detectou a alegada maracutaia do Chalita. Por que será?

    E eu que tinha ouvido dizer que o Chalita chegou a ser genro do Alckmin…

    Dossiê de verdade tem que ter o selo Serra de Qualidade.

  18. Nada mudou na justiça brasileira após o julgamento político da AP470, vejam:

    1º de março de 2013

    Impunidade: Perito do caso do filho de Eike Batista é afastado do cargo

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou o perito criminal responsável pelo laudo do processo do atropelamento no qual Thor Batista matou um ciclista em 17 de março do ano passado.O acidente aconteceu na Rodovia Washington Luís, na altura de Xerém, em Duque de Caxias.
    Thor havia sido indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar, mas a Quinta Câmara Criminal anulou o documento elaborado pelo perito, que constatou que o filho de Eike Batista dirigia a 135 km/h.
    De acordo com a decisão da juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Caxias, Hélio Martins Junior não deverá mais manifestar-se nos autos.
    Na semana passada, os desembargadores já tinham votado a favor da defesa de Thor, que alega que o laudo viola a imparcialidade.Além de retirar os laudos periciais e o depoimento de Hélio do processo, a magistrada marca novo interrogatório de Thor, para às 13h do próximo dia 12 de março.

  19. Galera, estou entrando com uma petição pública a favor do blog FALHA DE S.PAULO. Fui orientado que: como consumidor [leitor do blog] poderia mover uma ação e barrar essa sensura que a Folha está judicialmente impondo ao blog. Não esqueçam, hoje é aquele blog. Amanhã pode ser esse e outros que frequentamos.

  20. FORA DE PAUTA: site do Nassilf ainda fora do ar, neste momento, as 13:51 do dia 01/03/2013.
    Será mais uma tentativa de censura ou apenas problemas técnicos?

    abraços!

  21. Quem foi o ‘jênio’ que mandou ‘ressucitar’ o FHHC?

    Fazer a população relembrar o que foi ele na presidência vai ser um tiro no pé!

  22. Quem foi o ‘jênio’ que mandou ‘ressucitar’ o FHHC?

    Fazer a população relembrar o que foi ele na presidência vai ser um tiro no pé!!! rs

  23. Eduardo, parabéns pelo texto. É um dos melhores dentre seus artigos de 2013: informação precisa e com fonte adequada (nada melhor que usar a FdSP como fonte para críticas as tucanos, uma vez que ela é 100% tucana!). Abs, Fábio Faiad.

  24. Sr. Eduardo,
    Boa noite,
    Após ler suas postagens, seu comentário e os comentário de alguns de seus seguidores fico imaginando até onde o sr. está certo ou não.
    Então vamos por partes:
    Não sou contra nenhum beneficio ou bolsas que o governo concede ou virá a conceder, só que gastar 50,4% da arrecadação com estes benefícios é loucura, até pq. ele ( o governo ) só está dando o peixe e não ensinando ninguém a pescar.
    Sou de família humilde, passei fome , frio, dormi sob viadutos mas fui a luta , nunca recebi e nem solicitei de nenhum governo um misero centavo, sabe porque ?, tenho vergonha na cara e vontade de vencer , tudo que consegui foi com o suor do meu rosto, com meu esforço. atualmente com 57 anos , trabalho desde os 8 / 9 anos, não me transferi para a parte podre da sociedade, nunca roubei, nunca matei , fui faxineiro , servente de pedreiro, vendi couve na rua. catei latas, fui ajudante de pintor acho que todo trabalho honesto dentro do que a vida me apresentou eu fiz um pouco.
    estudei a duras penas me formei, também a duras penas formei minha filha ano passado em Jornalismo.
    Agora , pq está breve descrição ?
    Procure no meio dos beneficiários dos programas do governo, um pedreiro , um ajudante, um auxiliar ou um funcionário qualquer. Garanto ao senhor que 90 % não querem trabalhar , aprenderam com a maioria dos políticos, é mais fácil mamar na teta do governo.
    Hoje Sr. sou um empresário que dá trabalho a 14 pessoas, e não estou suportando a carga tributária imposta por este governo que ai está, e mesmo os anteriores, carga esta que está desestabilizando a economia como um todo, seja comércio , indústria , serviços empurrando diversos empresários para a informalidade branca, o que em a ser (informalidade branca ) é aquele empresário que paga . mas sonega parte dos impostos, e isto com a conivência do próprio governo, seja municipal, estadual ou federal que pensam assim : eles não pagam tudo , mas pagam.
    então senhor . não sei se me fiz entender até pq sou meio analfabeto com relação a me colocar dentro da estrutura de um texto , deixo isso para os nossos jornalistas.
    tá na hora de deixar de briguinhas politicas , alfinetadas de lado a lado . pq na verdade todos os que passam pelo governo tem um que de interesse pessoal e corrupção, tá na hora de pessoas como o Sr., formadores de opinião , mostrar as duas faces da moeda, os dois lados da coisa, e deixar de lado aquele ditado bíblico.( a maior façanha do demônio foi fazer muitos acreditar que ele não existe ) até porque não foi só nos governos anteriores, Sarney, Itamar, Fernando Collor, FHC, que existiam demônios , neste atual eles estão muito ativos, senão mais ativos que os anteriores.

    Atenciosamente.

    Ricardo Fonseca
    Um dos muitos brasileiros que ainda acredita no pais indiferente de qual partido está no comando.

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