Querem jogar no lixo os votos que o povo venezuelano deu a Chávez

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A vontade política e eleitoral dos povos da América Latina jamais constituiu empecilho aos arreganhos golpistas de uma elite branca, rica e de extrema direita que infecta a região sob orientação farta e bem-paga desde Washington, e o episódio da prorrogação ou não da posse de Hugo Chávez só faz comprovar tal premissa.

Há semanas que vimos lendo, vendo e ouvindo porta-vozes dos donos da grande mídia pretendendo ministrar ao povo venezuelano lições de como lidar com um valor que aqueles a quem esses mesmos porta-vozes servem tantas vezes conspurcaram em passado não tão distante. Querem, “apenas”, ensinar o país vizinho a exercer a própria democracia.

Tudo porque a vontade eleitoral majoritária jamais impediu que esses mesmos brasileiros que clamam por “democracia” na Venezuela defendessem por aqui que a vontade eleitoral deste povo fosse relativizada por “iluminados” que saberiam melhor do que ele o que é melhor para si.

Nesse episódio do adiamento da posse de Chávez, portanto, em nenhum momento você leu, ouviu ou assistiu a algum articulista, editorialista, comentarista de tevê ou de rádio se dando ao trabalho de perguntar o que o povo venezuelano pensa disso tudo.

A mídia faz isso porque sabe que a lógica induz à premissa de que o que a maioria daquele povo quer é que aquele a quem há poucos meses elegeu não perca o mandato por conta de mera interpretação da constituição que, inclusive, pode ser contestada, pois a premissa primeira de qualquer democracia deve ser a valorização do voto popular.

Se uma maioria de quase oito milhões de venezuelanos (ou 54% do eleitorado daquele país) elegeu Chávez há três meses em uma campanha em que seu estado de saúde foi o principal assunto explorado por seu principal adversário, essa mesma maioria por certo concordará em esperar um pouco mais antes de ver aquele que elegeu perder o mandato.

Esses porta-vozes de multimilionários controladores de grandes e vastas concessões públicas de rádio e televisão ou de veículos impressos nos quais são despejadas arcas incontáveis de dinheiro público, então, desandaram a chamar a Venezuela de “ditadura” porque a Justiça do país levou em consideração a vontade do povo.

Os “barões da mídia” e aqueles porta-vozes, porém, tratam de exercer em seus jornais, revistas, rádios, televisões e portais de internet a mais completa censura a qualquer um que divirja deles como divergiu a maioria dos governos sul-americanos – o do Brasil incluído – no que diz respeito a estar ocorrendo alguma violação da democracia venezuelana.

A Venezuela é, sim, uma democracia. Alguma eleição foi fraudada? Não. Todas, desde 1999, foram referendadas por legiões de observadores internacionais. Ponto.

Se as eleições todas na Venezuela não foram fraudadas, aquele povo continua querendo Chávez. A decisão sobre sua reeleição foi tomada há três meses. Está fresca, firme e forte. Os poderes de lá, portanto, apenas estão respeitando a vontade do povo, ainda que certos “democratas” daqui e de lá não consigam entender.

 

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134 Comentário

  1. Mais do que eleger Chávez, o povo da Venezuela optou por um caminho. O que a oposição midiática quer (lá e aqui) é impedir que a vontade do povo seja efetivada.

  2. Mas e Chávez, como está o comandante?
    A direita sempre mentiu sobre o seu fim eminente, ou nós é que fomos muito otimistas quanto a sua recuperação?
    Continuo acreditando que seu estado não é terminal, pois assim o governo Venezuelano e blogueiros progressistas vêm afirmando durante todo ano de 2012, desmentindo Bocarandas e Mervais.
    Porém, temo que logo adiante eu seja obrigado a aceitar que quem me parecia errado estava certo, e vice-versa.

  3. Bom dia, Eduardo, aqui no Brasil esta mesma imprensa apoiou a posse de José Sarney, após o falecimento de Tancredo Neves.

    • Bem lembrado. Dois pesos e duas medidas.

      • Então foi UM peso e duas medidas.
        O correto, o justo é dois pesos e duas medidas.

        • Ôpa, grato pela correção!!

          • Locatelli, a “correção” não faz sentido, uma vez que você utilizou corretamente a expressão.

            “Trata-se de um idiomatismo…
            Ao que parece, quem cunhou a expressão foi Voltaire: “Il y a toujours deux poids et deux mesures pour tous des droits des rois et des peuples” (”Há sempre dois pesos e duas medidas para os direitos dos reis e os direitos dos comuns”). A expressão é tão consagrada em francês que você a achará em praticamente todos os clássicos posteriores naquele idioma – e em todos os grandes dicionários clássicos, como o Littré e o da Académie.

            Por influência do francês, “faire deux poids et deux mesures” chegou e se difundiu no italiano (”usare due pesi e due misure”), no português (”ter dois pesos e duas medidas”) e, possivelmente, em outros idiomas que ignoro. Outro dia mesmo, o papa, falando em italiano, fazia referência a “due pesi e due misure”.

            Em português, o que está dicionarizado no Aurélio, no Houaiss, no Michaelis (só para citar os nossos grandes dicionários mais recentes) é “dois pesos e duas medidas” mesmo. As pessoas que elaboraram esses dicionários (assim como todas as que consignaram a expressão em dicionários anteriores) não são bobas e CERTAMENTE levaram essa discussão em conta ao elaborar o verbete correspondente – e, veja você, decidiram conservar o uso consagrado.”

            http://blogdocesar.blogsome.com/2008/03/06/curiosidade-dois-pesos-e-duas-medidas/

            Como sou mais o Voltaire, o Houaiss e o Aurélio do que o Capadócio (cujo nome lhe cai bem), continuarei a ter como certa a versão consagrada.
            []’s

            PS – O Pasquale também concorda:
            http://radioglobo.globoradio.globo.com/com-a-palavra,-o-professor-pasquale/2012/02/09/QUAL-E-A-EXPRESSAO-CONSAGRADA.htm

          • Sr. Scan

            “não pode haver para um peso, duas medidas”. Sócrates

          • Sr. Scan
            Em seu comentário o Sr. argumenta que a expressão “dois pesos e duas medidas” sempre existiu e está correta. Foi exatamente o que eu disse.
            Voltaire há aproximadamente dois mil anos depois de Sócrates concordou com filósofo grego.
            O Sr. Locatelli usou a expressão usar “dois pesos e duas medidas” como se fosse algo errado. Segundo Locatelli para os conservadores, no caso Sarney pode, no caso Chaves não pode.

            Quando Voltaire diz “”Há sempre dois pesos e duas medidas para os direitos dos reis e os direitos dos comuns”, se é que Voltaire falou isso, ele talvez estivesse dizendo que o correto é usar sempre dois pesos para duas medidas. Para cada crime uma pena distinta, conforme o crime, não importando se o criminoso é nobre ou não.
            Concordo literalmente com a citação quando digo “O correto, o justo é dois pesos e duas medidas.”
            Não corrigi o uso da frase pelo Locatelli, com se fosse um pensamento absurdo. Corrigi a percepção dele de que a citação “dois pesos e duas medidas” denotaria um equivoco.

          • Caramba, os leitores do Blog Cidadania são de altíssimo nível cultural!!

          • Se o sr. capadócio, ao invés de tentar manobrar de forma canhestra o ditado, gastasse um pouquinho de tempo consultando um dos dicionários citados no texto, saberia exatamente o que significa usar dois pesos e duas medidas.
            Igualmente o saberia se conhecesse a verve e causticidade de Voltaire.
            O Locatelli utilizou PRECISAMENTE o aforismo, uma vez que seu significado é: “Resolver diferentemente em circunstâncias iguais ou análogas” (Houaiss, 1ª edição, pag. 2200, voc. “peso”)
            Portanto, meu caro sr. capadócio, desista da confusão que tenta criar e utilize corretamente o que é aceite por pessoas bastante mais competentes do que o sr. neste ramo.
            Ou a direitalha golpista passará agora a distorcer, além dos fatos, também o vernáculo?

          • A vocês que discutem a lingua portuguesa, tentem uma abordagem mais dinêmica, comparando-a com uma tecelã que precisa dar uma reposta aos “amigos ” de “Ulisses” em que ela respondeu que só poderia responder quando o casaco estivesse terminado (acabado) Assim é a linguagem, como esse tricô, onde para prolongar o tempo de finalização, ela tecia durante o dia e à noite o desmanchava,e desse modo, prolongava o tempo de resposta e da empreitada. Desse modo, deixando de lados os dados dos puristas gramaticais (eles se a consideram os donos da lingua portuguesa) e esquecem que seus verdadeiros donos, o povo, a prefere viva e dinâmica, como deve ser.
            Assim, é interessante observar que o francês falado e escrito no Canadá, assim como o nosso italiano (não o de São Paulo que é predominantemente dialetos calabrês e siciliano- citamos aqui o tal de pão italiano descrito em Sâo Paulo e que nao passa de um pão de campanha siciliano) , japonês e o espanhol e assim vai, além do próprio português. Desse modo, o primeiro, denominado pelos europeus franceses de “quebequois”, o segundo e o terceiro o quarto de gallego, dialetos além da nossa própia lingua que os portugueses não entendem o falado e escrito no “além mar”. Assiim, é so colocarem distância e alguns anos e já há modificações linguísticas (falada e escrita) grande.
            Assim, salvo raras exceções, tanto na forma escrita quanto falada, vamos evitar o “purismo” linguístico e tolerar alguma imperfeições dos vários interlocutores, pois nem sempre eles são provenientes da mesma região, como por exemplo eu,nascido e criado no RS e com muito orgulho.

          • Desculpe-me, sr. Tasso, mas não se trata de “purismo linguístico”: trata-se de significação.
            Outro dia, o senador Collor de Mello utilizou-se da palavra “coito” ao referir-se ao refúgio de bandidos da PGR.
            “Coito”, para mim, tinha um significado único e bastante diferente de “refúgio” e entendi que o senador tinha trocado as bolas: ao invés de “couto”, usara “coito”.
            Fui prontamente esclarecido por um colega que postou logo a seguir me corrigindo. Fiquei-lhe extremamente grato pela gentileza de diminuir minha ignorância.
            É disso que se trata.
            []’s

      • No caso de Honduras e Paraguai, onde os supremos (minúsculos mesmo) de lá legalizaram os golpes contra presidentes eleitos, o PIG usa a medida: o supremo paraguaio e o supremo hondurenho estão certos e são imparciais. Mas no caso venezuelano, os golpistas daqui e da Venezuela criticam o Supremo (este sim com “esse” maiúsculo) usando como medida a parcialidade e a tendência a favor do povo.

        Os udenistas daqui dizem que o Supremo da Venezuela é parcial e tendencioso, pois optou por respeitar a maioria. Já no caso do Paraguai e Honduras, os udenistas dizem que o supremo do Paraguai e o seu congênere hondurenho foram imparciais e corretos de acordo com as leis do país.

        Já por aqui, usando dois pesos e duas medidas, o nosso STF fez um julgamento do mensalão (lendário pois ainda não foi provado) petista antes do mensalão tucano (fato que ocorreu bem antes do petista), além de ter fragmentado o mensalão tucano para ajudar os mesmos tucanos, enquanto o mensalão petista ficou indivisível. Provavelmente o STF vai esquecer a medida usada para condenar o (não provado) mensalão petista (a tese do domínio de fato).

        Portanto são dois pesos e duas medidas usadas pelos udenistas e golpistas (e também pelo STF) para justificar seus interesses mesquinhos, antissociais e antitrabalhistas.

    • As situações são apenas parecidas, mas muito diferentes. No caso brasileiro Sarney foi eleito junto com Tancredo, portanto era um vice eleito. Na Venezuela não é assim, não existe vice eleito, ele é escolhido pelo presidente, portanto não há, legalmente, ninguém pra colocar no lugar, manter o vice atual é forçar a barra.

      • Uma “eleição” perfeita. Realmente é muito diferente Chavez de Sarney: “…..Tancredo e Sarney receberam 480 votos dos 686 delegados do Colégio Eleitoral. A posse dos eleitos deveria ocorrer em 15 de março, porém Tancredo foi submetido a uma cirurgia de emergência na noite de 14 de março, ficando impossibilitado de assumir. Sarney assumiu como vice-presidente em exercício da Presidência. Tancredo Neves faleceu em 21 de abril, e Sarney automaticamente tornou-se presidente…”.

      • Chavez já fez uma escolha madura para a vice-presidência, inclusive por nota oficial.

      • Não importa como o vice é escolhido. Vice tem a mesma função em todos os países democráticos do mundo. Qual seja, na impossibilidade do eleito tomar posse, o vice assume. Seu papel constituicional é esse, só esse.
        Toda a Venezuela sabia que o vice é escolhido pelo presidente, e que assumiria no caso do Chávez não poder fazê-lo, possibildade bem concreta. Foram as urnas assim, e elegeram-no. Essa é a vontade do povo, o resto é golpe (todo dia eles fazem tudo sempre igual, diria Chico Buarque)

      • Se o vice é escolhido pelo presidente não te parece que, ao eleger Chaves livre e democraticamente, o povo disse tacitamente que confiava em sua discrição na escolha do vice?
        Quer que desenhe?
        O golpista tupiniquim se dá ares de golpista multinacional, mas continua incapaz de fazer um “O” com um copo…

        Em tempo: leiam o artigo do Rodrigo Vianna sobre o assunto:

        http://www.rodrigovianna.com.br/vasto-mundo/todos-a-caracas-onde-estao-os-golpistas.html#more-17211

        “Para a Globo, acima do Supremo está o Asdrúbal! Asdrúbal trouxe o trombone!”
        Ah! Ah! Ah!
        Nem o preclaro e impoluto Prof. Hariovaldo diria melhor.

    • Muito bem lembrado…

    • Pelo q sei, na realidade, naquele tempo… qdo o Tancredo Neves faleceu, foram perguntar aos militares o q achavam… Essa foi a grde jogada, democrática, da política nacional. Tdo bem q a imprensa, maldita, deu seu apoio ao José Sarney. Tdo bem. Mas, é bom q não nos esqueçamos q o aval… Deixa pra lá. Falemos de coisas importantes: O Eduardo escreveu um primeiro parágrafo, excepcional. Isso, pq ele escancara q a extrema direita segue o rumo ditado por Washington; inclusive, às custas de grana, mta grana… Já ouvi afirmação de q o nível do “investimento” seria… ilimitado.
      A grde distância. diferença entre a pregação de um Hugo Chaves, na Venezuela, e os governos do PT, por aqui, seria a de q, por lá, se diz abertamente qual o qualificativo, correto, dos governos dos EEUU.
      Parabéns, Eduardo
      Abraço, fraterno, Brasileria

  4. O STF da Venezuela se ateve a constituição, e tomou uma decisão sensata que vai ao encontro dos anseios do povo Venezuelano que deu ampla vantagem ao governo de Chavez. Os golpistas de sempre (PIG) esbravejam por que lá o STF não é reduto de oligarcas e não se deixa influenciar por “Mervalinos”.

  5. O STF da Venezuela se ateve a constituição, e tomou uma decisão sensata que vai ao encontro dos anseios do povo Venezuelano que deu ampla vantagem ao governo de Chavez. Os golpistas de sempre (PIG) esbravejam por que lá o STF não é reduto de oligarcas e não se deixa influenciar por “Mervalinos”.

  6. Edu, mereceria grande destaques nos blogs, a desmoralização que determinados JORNALISTAS impõe à razões absurdas e idiotas da maioria do “jornalistas” do PIG. Leia artigo de Jânio de Freitas sobre a mesma situação de posse de Tancredo neves (eleito por colégio eleitoral), que o PIG louvou para livrar de um eleição com possibilidade de Lula concorrer, e a de Hugo Chávez, eleito pelo voto. Isto dá um belo artigo, navegando pela “justiça, legalidade e etc” navegando conforme os capricgos da grande imprensa.

  7. Eduardo
    Desta vez eu discordo.
    Pela sua teoria então não precisaremos de eleição no Brasil em 2014, pois a popularidade da Dilma indica que a vontade do povo é que ela permaneça. Eleição será perda de tempo e de dinheiro.
    É claro que você não disse isso, pois o Chaves foi reeleito. Estou falando no sentido de “interpretar-se” a vontade do povo e rasgar-se a lei.

    • Responda essa blogueiro.

      • Acho que o Edu não vai responder algo tão primário. Por isso vou poupar o blogueiro, caro Jonas, que não tem tempo para essas obviedades.
        O cara diz que é a mesma coisa que não ter eleição no Brasil. A Dilma assume automaticamente porque tem aprovação popular. É só “interpretar a vontade popular”.
        Quem “interpretou” a vontade dos venezuelanos, cara? Eles votaram. Não sabe a diferença entre pesquisa e eleição!? É cada uma

        • Esses bobões não conhecem aquele ditado caipira:”Jogo é jogado, lambari é pescado”.

        • Leia o último parágrafo.

          “É claro que você não disse isso, pois o Chaves foi reeleito. Estou falando no sentido de “interpretar-se” a vontade do povo e rasgar-se a lei.”

    • Qual lei? Vc pode explicar melhor como chegou a essa conclusão ou só está repetindo a opinião de algum colunista da Veja (o Reinaldo Rola-bosta, talvez)?

      • Não
        Eu fiquei conhecendo a lei venezuelana neste blog.
        http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=3738
        Não concordo com o blogueiro, pois Chaves não assumiu nem diante da Assembleia Nacional, nem perante a Corte Suprema de Justiça.

        • É por causa disso que a posse de Sarney tb foi um golpe. Nem ele nem Tancredo haviam tomado posse, portanto teria que haver nova eleição, mesmo que fosse a indireta.

          • Concordo
            Mas o Sarney era “confiável” na época. Ex-presidente da ARENA….

          • O Capriles não é confiável para o povo venezuelano (mas deve ser confiável para o udenista Capadócio).
            Hugo Chávez é confiável para o povo venezuelano, mas não deve ser para o PIG, para o Capriles e nem para o Capadócio.

            Se o Sarney foi confiável para o Brasil , pois sairia das mãos da Ditadura Militar. O povo venezuelano acha muito confiável a continuidade do Governo de Chávez, pois as conquistas sociais vão continuar a ocorrer.

            Estamos com Chávez, e mesmo não sendo venezuelanos, confiamos nele e no vice dele, pois o Governo está em melhores mãos do que nas mãos dos neo-liberais de lá (tão bandidos, assassinos e corruptos) que os nossos neo-liberais udenistas (PSDB-PFL-PIG).

    • Caro, é óbvio que o calendário eleitoral tem que ser cumprido. O que digo é que não se pode jogar no lixo os votos que o homem recebeu faz três meses.

    • As eleições são a interpretação, sem aspas, da vontade do povo.
      Que lei está sendo “rasgada”?
      Pelo visto, seu nome é bastante apropriado…

      • Sr. Scan
        As aspas pretende subentender que alguém interpreta a vontade do povo sem seguir a lei. Foi o que fez o judiciário venezuelano. Pressepuseram que o povo queria que o Vice assumisse em detrimento do presidente da assembleia. A lei reza o contrário.
        Os votos recentes não seriam jogados no lixo. Simplesmente a lei seria cumprida, e na melhora de Chaves, este assumiria.

      • Quem nesse nosso ambiente político “bicca” e surrupia os direitos do povo? Só me vem na cabeça a figura sinistra dos urubutucanos que tem o predicado de serem golpistas, udenistas e privateiros.

        Bicca é um nome bem sintomático e sugestivo de uma pessoa que é tucana-pefelê (e concomitantemente um udenista).

        • Sr. Prudente
          Quando escrevo que o Sarney era confiável entre aspas, quero dizer que era confiável para os militares que usurparam o poder durante 20 anos e ficaram muito satisfeitos com a doença do Tancredo , permitindo que Sarney assumisse. Se o vice do Tancredo fosse Brizola ou Lula, certamente os milicos teriam endurecido. Na noite que antecedeu a posse houve muita tensão.
          Antes Sarney do que o risco de Lula ou Brizola assumirem.
          Situação parecida à que aconteceu no Brasil com a posse do Sarney, deu-se agora na Venezuela. Só que em lados opostos. Sarnei interessava à direita, Maduro interessa à esquerda. Em ambos os casos a lei não foi cumprida.
          Não há nada de UDN, direitalha e outras bobagens em falar isso.
          Quanto ao comentário preconceituoso a respeito do meu nome, a origem, segundo consta, tem a ver com local onde jorra água.

    • Pois é se a “vontade do povo” é rasgar a constituição (feita por eles mesmo)… que se rasgue, oras!
      O artigo 231 da constituição é claro, não?

  8. Se fosse aqui o quinteto* de patetas STF, inimigo da democracia, daria o golpe

    * Barbosa, Fux, Gilmar Mendes mais os 2 Mello

  9. Edu, vou fazer uma pergunta a você por ser um cara ético e entenderei a não exposição no seu blog para não dar munição aos inimigos dos blogs progressistas( eu fiz esta mesma pergunta ao blog do PHA e não tive resposta).
    Porquê a Veja estaria pagando um anúncio estampado no blog Converaafiada do PHA??? quem estaria errado, a Veja ou o PHA??? ou nenhum dos dois, por se tratar de ” negócios à parte”?

  10. A grande imprensa sabe muito bem que em uma democracia tem de ser respeitado a vontade da maioria do povo constada no voto popular. Só que eles acham que por serem mais ricos, terem mais aceso a educação de melhor qualidade, terem mais acesso as informações e terem um poder aquisitivo muito maior se acham no direito de ter a opinião mais válida e que um voto deles vale por milhares de pessoas. SÃO OS SERES SUPERIORES DONOS DO MUNDO!!!!

  11. O Presidente Chávez é recordista mundial e histórico de submissão a eleições diretas e livres. A velha mídia americana, que costuma apelidá-lo de “ditador”, não faz o mesmo em relação ao presidente dos EUA que é “eleito” de uma forma tão complexa que não pode ser considerada uma eleição direta, nem livre. Sem esquecer que “elegeram” Bush Jr. através de um golpe de estado dado através da suprema corte americana, depois do seu adversário, Al Gore, ter vencido no voto popular e no complicadíssimo “colégio eleitoral”, inventado para impedir a escolha direta e democrática do presidente do país.

  12. Ontem eu estava terminando o café na mesa, vendo o Bom Dia Brasil, e teve notícia sobre a posse do Chavez. No final a Mirian Leitão fez um comentário que me fez quase passar mal. O vídeo é esse, mas está sem o comentário dela no final – http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/manobra-do-governo-adia-a-posse-do-presidente-hugo-chavez/2334444/

    Não reproduzirei o que ela disse por não lembrar linha por linha, mas o que ela disse foi que, insinuando que o governo de Chavez não seria constitucional e que não respeita (não respeitava) a constituição, comparando a decisão favorável pela posse dele no Congresso (afinal, o povo que o elegeu, a maioria, quer que ele fique, logo seus representantes decidiram pelo povo) com o nosso governo, disse que se fossem aqui, o Supremo quem daria a palavra final “com a certeza de respeitar a constituição”, ou seguindo exatamente o que ela disse, como se o Supremo nunca se equivocasse e fosse o poder máximo.
    Dizer isso, depois do que vimos recentemente… faz um tempo que eu leio esse blog, e já vi o Edu afirmar/alertar isso muitas vezes, mas nunca antes eu tinha visto na minha frente de forma tão contundente o grito de “golpe”.

    • Essa Miriam, vulgo Leitão, deveria mudar o nome para Porcona. Combinaria melhor com as imundícies que ela vomita todos os dias no “Bom Dia (sic) Brasil”. Parei de assistir esse jornaleco, antes de ir trabalhar, por não aguentar ouvir tanta asneira.

    • Para que você tomar esta dose de veneno para a alma logo cedo? Por trás deste “Bom dia” o que vem é a costumeira dose de desonestidade intelectual e ativismo político da Globo em defesa das teses da direita no Brasil e no mundo. Você não imagina como faz bem eliminar além desta dose de veneno matinal, as doses vespertina (Hoje) e, sobretudo, a dose de veneno fatal da noite com o JN!!!! A gente fica outra pessoa sem passar por estes três momentos de estresse a cada dia. Creio que isto deveria constar das receitas que todos os médicos passariam para seus clientes com QI de normal para cima! Esta terapia ante estresse se completa se você nem passa perto da dose letal de chumbinho para ratos que é a revista semanal da abril…

  13. Como não ganham eleições livres, as forças conservadoras apelam para tribunais, para o PIG etc.A Ideologia nojenta deles é decadente e facilmente denunciada.A situação deles é delicada, pois as formas de enganação estão sendo mostradas pelos Blogs “sujos’ e fica ,cada vez mais difícil, tal prática eles serão derrotados pela REALIDADE : Embora, isto não signifique baixar a guarda com essa corja:Vejam esta matéria :

    No Brasil, o maior lucro das montadoras

    Publicado em 10/01/2013 – 4:49 por Egídio Serpa | Comentar

    Informa a coreana Kia Motors, cujo capital é 100% controlado pela Hyundai:

    Os preços das 30 versões dos 11 modelos de automóveis que ela comercializa no Brasil serão mantidos até o próximo dia 21.

    A Kia não é boazinha.

    O Brasil é que é o País onde as montadoras têm o maior lucro no mundo.

  14. Pra mim a situação por enquanto esta apenas curiosa ..nada mais

    Quero ver mesmo se Chaves vier a falecer, isso sim ?

    Afinal, que assumiria? provavelmente ninguém, é o que diz a LEI, visto que novas eleições precisariam ser feitas ..a menos que os chavistas queiram fazer de seu líder algo parecido com o que ocorreu com INÊS DE CASTRO, a lusitana que foi entronada depois de morta

    ah sim, e em se tendo que ter novas eleições, quem é que seria o candidato que daria seguimento ao processo Bolivariano, Maduro ou, quem sabe, Marcus Garcia

    PIBA la Veneçuela !! BIBA la revolucion !! Biba la Republica, carajo !! BIBA nosso comandante, grita a população ..olé

    http://www.youtube.com/watch?v=Fko5fYIBJFU

  15. Mesmo com toda a campanha terrorista patrocinada pela imprensa vagabunda, a situação énergética Brasileira é ,até certo ponto, confortável. Vejam esta matéria :

    Sopram bons ventos na energia eólica

    Publicado em 10/01/2013 – 4:45 por Egídio Serpa | Comentar

    Bons ventos sopram a favor da energia eólica.

    Neste momento de crise energética, a fonte eólica está pronta para os novos leilões A-3 e A-5, que a Aneel promoverá neste trimestre.

    E o preço do MW/h, que em 2009 era de R$175, está agora em R$ 90, mas com tendência de subir a R$ 100 ou mais.

    OBS : A situação atual é bem diferente daquela de 2001,pois há 03 Hidrelétricas em construção : Jirau/ Santo Antonio / e Belo monte, sem se falar nas Térmelétricas como fonte geradora complementar.O PIG vai ficar desmoralizado…Mais uma vez..

  16. Com ou sem Chávez a revolução prosseguirá na Venezuela. E é isso o que esses idiotas da direita e sua mídia totalitária não entendem, ou melhor, nunca aceitarão. Afinal, democracia boa é aquela sem povo, ou da “massa cheirosa”, como verbalizou certa vez a “midiota” Eliana Cantanhede da Folha.

  17. Por um lado…

    Achei interessante uma parte o texto do Clóvis Rossi de hoje: corre-se o risco de se realizarem novas eleições, outro candidato ganha e de repente surge o Chavez, recuperado e com legitimidade para governar como fica?

    Por outro lado…

    Dilma e Lula deram um exemplo de como pessoas públicas de tamanho destaque na política nacional devem se portar diante de graves doenças: transparência !

    Anunciaram o câncer. Permitiram que os hospitasi divulgassem boletins médicos frequentes. Todos sabiam como iam de saúde e, por isso, acrediraram na recuperação plena de ambos.

    Já com Chavez, verdade seja dita, não foi assim. Um cometarista acima disse que Merval e Bocaranda mentiiram o tempo todo. Peraí ! O Chavez tá internado em estado gravíssimo (ele mesmo admitiu que a coisa desta vez era feia) devido ao câncer.

    Agora o homem ta lá em Cuba, trancado a 7 chaves e nem os alidos como Evo Morales e Dilma conseguem informações que não sejam dadas pelo Maduro.

    Por que a falta de transparência? OU:

    a) é ingenuidade dos chavistas, o que dá azo a especulações golpistas como dizem por aqui;

    b) o quadro é irreversível e não querem divulgar agora para não atrapalhaer a continuidade chavista no governo.

    Não há terceira opção.

    _____________________________

    Enfim. Na minha opinião Chavez tem o direito sagrado de assumir o governo, mas desde que esteja vivo, é claro. E essa prova, creio, caberia ao governo fazer – o que encerraria qualquer especulação.

  18. O que diz Janio de Freitas em artigo publicado hoje na Folha:

    “A DECISÃO, adotada na Venezuela, de adiar indefinidamente a posse do hospitalizado Hugo Chávez tem um precedente: é milimetricamente igual à decisão que adiou indefinidamente a posse do hospitalizado Tancredo Neves. O que faz com que a decisão no caso de Chávez receba exaltada condenação moral no Brasil e no caso de Tancredo Neves fosse louvada, com alívio e emoção, pode ser muito interessante.””

    “As circunstâncias venezuelana e brasileira são diferentes? Sim, claro. As circunstâncias são sempre diferentes. Mas sem essa de que a oposição Venezuela está lutando pela democracia, e o chavismo é um sistema contrário à liberdade, e coisa e tal. Seja o que for o chavismo e o que pretenda a “revolução bolivariana”, o que a oposição quer é restaurar o sistema de poder anterior: um dos mais corruptos e socialmente opressores da América Latina, de menor e mais imoral “liberdade de imprensa” e de pensamento.”

  19. Concordo com a má vontade (no mínimo) da mídia com Chavez, com as manobras da direita, etc, mas não é por isso que a decisão do governo nesse episódio seja legítima. E não é porque o povo quer Chavez, que vale qualquer coisa pra mantê-lo no poder, há que se seguir as regras (que não são tão claras assim, e a interpretação adotada é meio marota, se olhada com um mínimo de isenção).

    Se o povo venezuelano, como você diz, quer Chavez ou outro chavista, qual o problema de fazer nova eleição para daqui a 30 dias, que é a interpretação mais consensual da constituição? Pronto, todos vão votar no candidato chavista, e o chavismo continua, com muito mais legitimidade do que esse adiamento esquisito.

    Outra coisa, quem esconde a real situação de saúde de Chavez não é a direita, mas o próprio governo venezuelano.

    Mais uma coisa, li (nem sei se é verdade, de tão incrível a notícia) que a juíza que avalizou o adiamento é ESPOSA do Maduro. É isso mesmo? Se for, o conflito de interesses é tão óbvio que tira qualquer legitimidade da atitude dela.

  20. Gostaria de um dia ver em livro detalhes do que faz h chavez (e o que fez no passado f.castro) em materia de garantia de segurança, sósias, dribles de informaçoes previas, agenda de viagens, roteiros, etcc) para frustrar as agencias de assassinato pela ai que vcs sabem quais sao.
    Mas com certeza terá feito muita coisa e adquirido um know how muito valioso.

  21. “Se uma maioria de quase oito milhões de venezuelanos (ou 54% do eleitorado daquele país) elegeu Chávez há três meses em uma campanha em que seu estado de saúde foi o principal assunto explorado por seu principal adversário, essa mesma maioria por certo concordará em esperar um pouco mais antes de ver aquele que elegeu perder o mandato”. Então para que lei e Constituição? Democracia representativa, então…Por esse seu ponto de vista, para nada. Basta consultar diretamente o “povo” toda vez que houver um problema como esse.

    • Mas que autoridade vocês têm para exigir cumprimento da lei e da Constituição pelos chavistas? Logo vocês, que há poucos dias, durante o linchamento apelidado de AP 470, rasgaram o NOSSO Código de Processo Penal e a NOSSA Constituição, estraçalhando em 44 pedaços e jogando no lixo, pra mandar (sem provas), petistas pra cadeia?
      Sei muito bem o que vocês querem: entronizar a burguesada inútil novamente no poder, a fim de que esta entregue, de mão beijada, o petróleo (daqui e da Venezuela) pros americanos.

      • Parece que o senhor Bicca tomou!

        Ops!!! não é senhor Bicca, é senho Botelho, tão “biccudo” quanto o senhor Bicca!

  22. Olá caro Eduardo, gostei do seu texto, mas realmente gostaria de entender melhor os pontos de vista de todos, tirar algumas dúvidas que tenho. O Chávez está com metástase, que é muito difícil de haver cura, alguns médicos dizem ser impossível, mas suponhamos que ele realmente venha a falecer, a Constituição Venezuelana deverá ser respeitada, é isto o que pensam os jornalistas de esquerda no Brasil? E caso não seja respeitada, não convocando novas eleições, o Brasil ratificará a decisão, ou deve se manifestar contra qualquer supressão da ordem constitucional venezuelana? Peço até ajuda dos demais leitores para tentar debater abertamente esse tema, para que digam o que acham, e que mesmo dolorosamente deve ser pensado. Obrigado e abraços a todos!

    • Se Chávez morre há que convocar eleição. Se em alguns poucos meses não assumir mesmo, há que convocar eleição. Agora, o que não pode é quererem jogar os votos da maioria no lixo sem dar um prazo maior para que a situação fique clara. É óbvio que estão esperando para ver se Chávez pode assumir. Do contrário, já teriam desencadeado o processo sucessório

      • Eu imaginava isso mesmo, é o que acho mais correto, realmente os votos tem que ser respeitados, não é por causa de curto lapso temporal que vão jogar no lixo milhões de votos, mas todos os jornais fazem parecer que o partido do Chávez quer na verdade dar um golpe empossando o Maduro indefinidamente como presidente de fato, como fizeram com o Sarney aqui no Brasil. Mas se não é isto que a esquerda e o PT apoiam, estou de pleno acordo, mas infelizmente tem gente má intencionada na direita e em alguns fóruns de esquerda, dizendo para não ser respeitada a Constituição da Venezuela, de que devem expurgar o Chávez mesmo vivo ou que devem empossar o Maduro mesmo sem votos por que ele dará continuidade aos projetos sociais no País.

      • Eduardo
        Pela lei venezuelana quem deve assumir na ausência do vencedor das eleições é o Presidente da assembleia, que apóia Chaves, e isso não aconteceu. Também pela constituição, os votos não seriam jogados fora se o presidente da assembleia assumisse, pois Chaves teria um tempo para se recuperar e assumir.
        Mas o que aconteceu não foi nada disso. Assumiu o visse que foi nomeado pelo presidente na gestão passada, e isto não está na lei.

  23. O mínimo que se espera é a recuperação de um eleito pelo povo. Chavez vai voltar à Venezuela e, se preciso, os ministros lhe darão a posse mesmo em fase de recuperação. E o projeto que, não é mais seu, mas do povo venezuelano, seguirá adiante. Tenho certeza.

  24. Se Chaves foi eleito pelo voto popular e na Venezuela o vice é escolhido pelo presidente quer dizer que o povo confiou a Chaves a escolha de seu vice, simples assim. e porque haveria vice-presidente se na ausência do titular não pudesse exercer seu vice?

  25. Olá Edu,

    Vivo em Madrid e posso afirmar sem medo de errar que por aqui o disrcurso dominante é o de que a Venezuela é uma ditadura terrível, que censura a mídia e persegue os opositores. A desinformaçao é total.

    Felizmente existem trincheiras contra os grandes meios, através dos quais se pode chegar à informaçoes mais concretas.

    Sobre a situaçao na Venezuela, torço para que o presidente Chávez se recupere, pois tenho um profundo respeito por sua pessoa e sua história, mas ñ estou preocupado com o que aconteça caso ele nao possa voltar, pois está claro que o povo da Venezuela já escolheu qual o caminho quer seguir, e esse caminho é o da revoluçao Bolivariana.

  26. A Direita odeia o Povo e a Democracia.

  27. Eu tenho uma certa simpatia com o Chávez, embora divirjo em quase tudo que ele pratica. Gosto desses quadros como ele, que acredita em um coisa, diz que vai fazer, e mesmo tudo remando contra (“neoliberalismo”) vai lá e faz o que prometeu. Nenhum Venezuelano pode reclamar dele, dizendo que ele prometeu outra coisa. É por isso, que esquerdistas brasileiros gostam do Chávez, pois gostariam que o Lula tivesse feito aqui o que ele fez lá.

    Lendo a Constituição Venezuelana, ela não deixa claro se pode ou não fazer o que está sendo feito. Mas, concordo que se deve esperar um pouco, pois suponhamos que se convoque uma eleição e logo depois vêm a melhora do Chávez. Agora, se o Chávez vier a falecer eu só espero que o vice-presidente não queira ficar no poder, esperamos que ele convoque as eleições.

    • Não há vice-presidente, rapaz!

      o vice é escolhido e nomeado pelo Presidente e como Chaves não nomeou oficialmente ninguém, o vice do mandato PASSADO continuou…

      Mas legalmente (tem alguma coisa legal na Venezuela?) não há vice pro mandato q se iniciaria hj!

      • Se tem alguma legal na Venezuela? Possivelmente tem sim e são muitas.

        Mas por aqui temos voce que é um cara muito legal…

  28. Assistindo, ao vivo, TeleSur. Multidões nas ruas de Caracas. Emocionante!!!!!!!!! Somos todos Chávez!!!!!!

  29. Impressionante a multidão vermelha em Caracas, em apoio a Chávez e à Revolução. Presença de presidentes de toda a América Latina e Caribe. O Brasil apoia, mas Dilma não compareceu nem mandou representante…

    Ao vivo: http://www.telesurtv.net/el-canal/senal-en-vivo

  30. Sr. Eduardo. Moro no Canadá, uma verdadeira democracia, em que as pessoas desfrutam de alta qualidade de vida e que figura no top 10 de qualquer lista de IDH. E Há uma diferença essencial entre o Canadá e países como a Venezuela. Sabe qual é? A seriedade e a observância à lei. Isso é o alicerce báscio de qualquer democracia. Por isso, Sr. Eduardo, reputo antidemocrático e inadmissível que a Constituição Bolivariana da Venezuela, chancelada pelo próprio Hugo Chavez, seja agora desconsiderada, rechaçada. A Constituição em questão é clara e prevê novas eleições, caso o presidente eleito não possa tomar posse no dia 10 de janeiro, Qualquer decisão fora disso é jeitinho, arranjo, golpe, afronta à norma constitucional vigente, ou o nome que o Sr considerar adequado. E é por essa e outras tantas razões que países como a Venezuela nunca serão um Canadá.

    • Não houve afronta alguma à constituição. Que adianta viver no Canadá e não conseguir formar opinião própria, sendo papagaio de barões da mídia? Você se acha muito especial por viver em um país rico. Especial você seria se vencesse no seu país

      • Sr. Eduardo. Eu tenho opinião própria sim. E ela está aí, postada em seu blog. Não a formei através da mídia golpista. Sou bacharel em direito pela UNISINOS e pós-graduada me relações internacionais. Resido no Canadá por opção própria, mas venci também em meu país. Hoje sou especialista em imigração. E lhe digo: morar fora do Brasil é uma ótima escola, pois passamos a ter uma postura mais crítica ao avaliarmos nosso país e suas mazelas, bem como as dos demais países da américa latina. E posso dizer, sem medo de errar, que os países latino-americanos serão eternos aspirantes a ricos em IDH, enquanto estiverem sob administrações populistas como as de Chavez, Cristina e Dilma. Um país bem-sucedido se faz com estrita seriedade no trato da coisa pública e cumprimento das leis. E não vejo qualquer dessas virtudes nas administrações que acabei de nomear. Por fim, Sr., sinto-me decepcionada com o presente debate. Espera mais do Sr. do que as usuais ofensas de falta de opinião própria e formação de opinião pela mídia golpista.

        • Tanto suposto estudo para não saber da imensa transformação social que se operou na América Latina sob os governos que você execra. Sua carteirada é ridícula. A Venezuela é o país que mais avançou no IDH ao longo da década passada na região, inclusive acabando com o analfabetismo, razão pela qual o povo venezuelano apoia Chávez com tanto fervor. Por último, o estudo pode lhe dar conhecimento, mas não lhe aumenta a inteligência. Seus comentários comprovaram isso.

          • Caro Senhor,

            Vejo que não está habituado ao debate democrático e racional, pois trata a divergência de pensamento com ofensas. Porque me julga pouco inteligente? Será porque discordo de seus argumentos. Entendo o porquê. Não há argumentos plausíveis para se defender o indefensável. Se a vontade do povo é lei, porque razão reputa correta a decisão que se tomou na Venezuela? Ora, a Constituição de um país é a expressão escrita da vontade popular representada em assembleia constituinte. É lei e expressão da maioria. O respeito que deve aos votos do Sr. Chavez é o mesmo que se de aos de Capriles, que repesentaram quase 45% do eleitorado venezuelano. Ou seja, Hugo Chavez não é a unanimidade que se diz. Em sendo assim, caro Sr., cumpria, em respeito à lei máxima do país, expressão da vontade popular, a declaração do presidente da Assembleia Nacional como presidente interino e a convocação de novas eleições.
            Quanto ao desenvolvimento dos índices de IDH em países como a Venezuela, todos sabem que veio a reboque do crescimento econômico mundia e não de nenhum messias chamado Chavez.

          • Todos sabem? Todos, quem, cara-pálida? No mesmo período, outros países, inclusive os mais ricos, perderam qualidade de vida. Se Capriles teve 46% dos votos, Chávez teve 54%. E, nas democracias, a maioria vence. E faz três meses que elegeu Chávez sabendo de sua doença. O povo quer Chávez, a constituição do país permite o adiamento da posse por 180 dias e, assim, venceu a vontade popular. Este blog pratica o debate democrático e racional ao lhe dar espaço para apresentar sua divergência, mas isso não me obriga a julgar inteligente quem precisa dar carteirada para “provar” sua “superioridade” intelectual, até porque sua carteirada não tem nada de espantoso, como você parece julgar.

          • A Manuela está no Canadá.

            Eu sei que a piada é bem antiga, mas o jeito é se divertir.

        • Eu já prefiro a outra Manuela D’Ávila, a comunista!

          A Manuela D’Ávila que enaltece o Canadá, que diminui o trio Chávez, Cristina e Dilma, bem poderia ter citado quais nomes de governantes desses três países que são exemplos de progresso e desenvolvimento para ela. Acho que a ditacuja citaria Carlos Andrés Pérez para a Venezuela, Carlos Saúl Menen para a Argentina e o finado FHC para o Brasil.

        • Te cuida que o Stephen Harper tá botando pra fora um monte de estrangeiros considerados “inúteis” para o crescimento da economia…

          Em tempo: Outro dia postei que quase todo picareta se faz acompanhar pelo título de “doutor” ou “professor”.
          Esqueci do epíteto “especialista”.
          Dá engulho.

    • Ô Manuela você se acha demais não é mesmo, o último biscoito do pacote, só porque mora no Canadá ? Pelo que você falou não conhece absolutamente nada da história do países latinoamericanos. Povos que foram explorados pelos colonizadores espanhóis que saquearam, estruparam, mataram e espalharam doenças dizimando os povos nativos. Depois que os espanhóis foram embora o povo ficou na mão dos oligarcas e ditadores e continuou na miséria até muito recentemente. É claro que os canadenses jamais passaram por esses horrores, por isso é impossível comparar o asséptico Canadá à sofrida Venezuela.

    • O Canadá é chamado de Estados Unidos Júnior. Se os EUA afundarem (e estão afundando) o Canadá afunda junto…

    • Espere a economia canadense naufragar que você verá a democracia daí afundar junto.

      A propósito, lembra de como eram Portugal e Espanha uns 05 anos atrás? Países prósperos, esnobes, barrando turistas brasileiros, lembra? Pois é, agora, mergulhados na bancarrota, desemprego superior a 20%, os ibéricos fazem passeatas onde se lê cartazes dizendo: “Queremos um Lula da Silva para salvar nossa economia”

  31. No Rio de Janeiro chove muito.
    Coitada da Míriam Leitão, da Eliane Catanhêde, do Mervel, do Noblat, do Sardenberg e de outros.
    Acho que vou chorar.
    Abre a cerveja aí, pô !

  32. Eu sou uma anta

  33. Me interesso muito pelas listas de felicidade nos países mundo afora. Em geral, elas combinam dados sociais e entrevistas nas quais um grupo representativo de pessoas diz qual é seu grau de felicidade numa escala de 1 a 10.

    Foi ao ver uma delas, em que a Dinamarca estava na ponta e seus vizinhos nas primeiras colocações, que acabei conhecendo pessoalmente a Escandinávia. Era 2009, e fui para Copenhague para entender o que estava por trás da satisfação dos dinamarqueses. Fiz uma reportagem para a Época, da qual era então correspondente.

    Bem, de lá para cá, sempre que posso vou à Escandinávia. Agora mesmo, poucos dias atrás, estive na Noruega e na Dinamarca em missões jornalísticas.

    O modelo escandinavo é a coisa mais fascinante que encontrei na Europa. Combina as virtudes do capitalismo com as do socialismo de uma maneira extremamente bem sucedida.

    Repare. Em todas as listas relativos a avanço social, a Escandinávia domina.

    Bem, fiz este intróito porque outro dia vi uma lista da Gallup que colocava os venezuelanos como o quinto povo mais entusiasmado do mundo com os rumos do país.

    Um levantamento da universidade americana de Columbia e chancelado pela ONU trouxe também os venezuelanos numa situação invejável: o povo mais feliz da América do Sul.

    Como? Mas não é um inferno a Venezuela? Chávez não é o Satã?

    Como curioso que sou, fui pesquisar para tentar entender.

    Fui dar num estudo feito por um instituto americano chamado CEPR, baseado em Washington: “A Economia Venezuelana nos anos de Chávez”. O CEPR jamais poderia ser desqualificado como “chavista”.

    E então fico sabendo coisas como essas:

    1) Em 1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1628 médicos para uma população de 23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20 000 médicos para uma população de 27 milhões.

    2) Os gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%), chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.

    3) O índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade.

    No trabalho, os autores notam que a percepção entre os americanos sobre a Venezuela de Chávez é ruim. Motivo: a cobertura enviesada da mídia. E, com números, desmontam o mito de que o segredo do avanço da Venezuela está no petróleo e apenas nele.

    Mas eu queria saber mais.

    Dei no site do Jazeera, uma emissora árabe bancada pelo Catar que faz jornalismo de primeira qualidade. O Jazeera traz vozes que você não costuma encontrar na imprensa brasileira, e isso ajuda você a entender melhor o mundo.

    Vi um programa jornalístico cujo título era: “Os venezuelanos estão melhor sob Chávez?” Como sempre, o Jazeera colocou especialistas com visão diferente. Um comentarista americano criticou o “espírito de mártir” de Chávez.

    Mas os dados objetivos ninguém contestou. A mortalidade infantil diminuiu, a expectativa de vida aumentou, o número de universitários cresceu e as crianças venezuelanas testão indo à escola numa quantidade sem paralelo na história do país.

    Um consultor americano de empresas interessadas em investir no exterior disse: “Quem quer que queira se eleger na Venezuela vai ter que dar prosseguimento aos programas sociais”. (O vídeo está no pé deste texto.)

    Problemas? Muitos. Criminalidade alta, pobreza e desigualdade ainda elevadas. Mas atenção: os problemas antes eram muito maiores. (Vale a pena ver o premiado documentário do jornalista australiano John Pilger, radicado na Inglaterra, sobre o papel dos Estados Unidos na América do Sul. O nome é Guerra contra a Democracia. Ele está disponível, em fatias, no YouTube, com legendas em português. Pilger visitou a Venezuela e entrevistou Chávez.)

    Da imersão em Venezuela, compreendi por que Chávez é tão popular – e por que seu maior adversário acabou por ser, na verdade, o câncer.

    Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7680

    • Pois é, Osvaldo.
      O problema é que a direitalha não lê jornais fora do eixo Rio-São Paulo e tampouco consegue utilizar minimamente o Gugol.
      Some-se à preguiça a incompetência e dá nisso: a Venezuela será sempre uma ditadura, independente de quantas eleições o Chaves ganhar e quanto a vida do povo melhorar.

  34. Muito bom o artigo de Jânio de Freitas na FSP de hoje!

    Aqui o adiamento da posse do Tancredo foi justa; lá é golpe…

    PS: mas ainda acho que falta transparência sobre o estado de saúde do Presidente.

  35. No caso brasileiro, a constituição , se não me engano, dizia que na morte do presidente o poder iria para o Presidente do Congresso, ou da Câmara (não me lembro). Pela constituição da época dizia que o poder iria para o Dr. Ulysses, a quem o poder militar não engolia. Então, com o tal jeitinho, assumiu Sarney. Foi um golpe.

  36. A situação na Venezuela, acredito, se tornará bem difícil caso Chávez não se apresente rapidamente para tomar posse. A oposição venezuelana, certamente, vai fazer uso de todas as prerrogativas legais à sua disposição na Constituição, para derrubar o “status quo” de indefinição e convocar novas eleições. Não que com isso aumentem suas possibilidades eleitorais; mas só o fato de aparecer como “parte lesada”, já lhe traz conveniências políticas não só no plano nacional, como internacionalmente. A direita latino-americana está excitada com a possibilidade de enfraquecer o cinturão progressista na América do Sul e vai colaborar com o conservadorismo venezuelano, para tumultuar o momento político do continente. A presente situação venezuelana me parece imprevisível; e a probabilidade dessa momentânea instabilidade espalhar seus efeitos por toda a América do Sul não é nada desprezível; assim sendo, é hora de os países que têm governos progressistas estreitarem seus vínculos e firmar a ala progressista sul-americana.

  37. DITADURA? É o que nós povo latino americano estamos vivenciando com essa mídia golpista, bandida e sem vergonha. Ditadura são os que os barões midiáticos nos impõe, sem nos dar o mínimo direito de pensarmos por nós próprio. Ditadura é o que a oposição, elite, mídia e cia estão fazendo, tirando o direito de nossos governantes que elegemos, trabalhem em paz. Regulação dos meios já! Quero livre concorrência no mercado de comunicação.

  38. Pelo que sei, tudo que afetava diretamente a vida dos venezuelanos foi colocado sob o crivo da soberania popular, através de plebiscitos. O Presidente Chávez, que venceu eleições como nenhum outro Presidente do mundo, não cometeu nenhum tipo de ilegalidade nos seus mandatos. Ilegalidade, que eu entendo, foi a tentativa de golpe que houve lá em 2002 quando o dono da rede globo de lá assumiu ilegalmente o poder através de um golpe apoiado pelos EUA e fechou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal . Felizmente o povo e o exército reagiram ao golpe e recolocaram a Venezuela dentro da lei novamente.
    Quanto aos canadenses, eles conquistaram um dos mais altos níveis de vida do mundo e não precisavam ser tão submissos aos interesses estadunidenses.

  39. Ahh, o PIG e seus dois pesos e duas medidas. Na Venezuela NÃO PÔÔÔDE. Mas, nos Estados Unidos PÔÔÔDE. Explico: embora sejam casos diferentes, lá na terra do tio Sam, sim, houve fraude e desrespeito à democracia, pois Bush Jr. foi eleito num roubo eleitoral exatamente no estado em que seu brother era governador (Florida). Mas, cadê os mervais-catanhêdes-e-noblats, na época, para vociferar que aquilo foi um atentado à ordem democrática? Essa gente do PIG aplaude ministro de FHC tirando o sapato pra guarda da imigração americana, ou ele mesmo levando pito do Bill Clinton em público, enquanto reiteradamente demoniza um presidente que falou com altivez com Washington e com o resto do mundo, e que acabou respeitado e ovacionado onde foi e aonde vai; isso sem falar no progresso que levou a este país. Somente esses medíocres do PIG têm vergonha de Lula. Mas quem é brasileiro, de verdade, não se deixa enganar pelo canto de sereia dessa imprensa podre e moribunda.

  40. Discute-se muito neste blog, mas ninguém ainda levantou a hipótese de o Hugo Chavez já ter morrido?
    Porque não mostram imagens dele, pareceres dos médicos, exames, etc? Porque ele foi se tratar em Cuba? Só porque lá há censura total aos meios de comunicação? Dizem que ele está se recuperando, mas eu duvido, pois sempre que tinha alguma melhora no tratamento, ele alardeava para todos que estava bem, curado, etc. Os governantes só estão tentando prolongar a ditadura do Chavez, por mais 180dias.

    • Releia o que disse. É uma teoria pra lá de cretina. Se Chávez estivesse morto, o melhor seria convocar eleições já e aproveitar o sentimento de comoção popular para eleger seu sucessor.

  41. Caro Sr. Eduardo.

    Leia os artigos 231 e 233 da Constituição da Venezuela, que expressam a vontade da maioria da população em assembleia constituinte, e verifique que a decisão tomada pelos chavistas viola o texto constitucional em questão.

    E venha conhecer o Canadá e testemunhar exemplos de cidadania, civilidade, respeito aos direitos individuais, saúde pública e educação de alta qualidade. Talvez, assim, perca o seu complexo de inferioridade terceiro-mundista.

    • Você cita a constituição venezuelana que a direita execrou quando foi escrita e promulgada, mas, para ilustrá-la, devido ao baixo proveito que extraiu de seus estudos, lembro que a Constituição brasileira, em seu artigo 55, diz que a competência para cassar mandatos de parlamentares é do Legislativo e, assim mesmo, o STF decidiu interpretar o texto de forma diferente. Ou seja, vale interpretar aqui e não vale lá. Depois vocês reacionários não entendem por que a direita vai sendo eleitoralmente pulverizada. E quem tem complexo de inferioridade terceiro-mundista é você, que desistiu do seu país. Eu tenho muito orgulho do meu, e pena de quem, complexado, prefere ser “cucaracha” no exterior a ser cidadão em seu país natal.

      • É. Não tem jeito né?
        Que dureza hein? Não concordou com você já parte para a agressão com toda a carga de insultos e humilhações.
        Você não teria nenhuma condição de participar de um debate público civilizado com pessoas que pensa diferente de você.
        Mas isto não é exclusivo seu. Interessante, já conheci vários petistas/esquerdistas que tem exatamente o mesmo comportamento “Padrão”. (incluso meu cunhado petista).

        • Sebastião, vcs vêm aqui trollar, atacando a todos, quando ao expressar suas idéias, já partitem para o desmerecimento, então fica difícil dialogar deste jeito. Saibam antes como começar uma discussão sem desmerecer as idéias dos outros. Vi raros direitistas que vêm aqui e sabem como discutir, que inclusive receberam elogios de Edu por saberem divergir. Totalmente diferente de vcs, que já chegam nos agredindo desmerecendo nossas idéias. Depois se fazem de vítimas.

      • Edu, eu morei no Canadá entre 2000 e 2001. Gostei muito do país e naquela época eu realmente fiquei impressionado com o governo de lá, com a multiculturalidade e com o funcionamento eficiente e abrangente dos serviços públicos estatais. Mas naquela época quem governava o Brasil era a direita representada pelo indefectível FHC, que afundou o país e que nos deixou em estado de miséria. Antes eu pensava em me mudar para lá, mas depois de Lula, não tenho a menor intenção de sair daqui. Na época, os empregos que eu conseguia no Brasil, mesmo formado em engenharia mecânica e analise de sistemas, pagavam muito mal, de tal forma que eu mal podia me manter. Após Lula, os salários subiram bastante, e a inflação não , de forma que eu e muitos, inclusive trabalhadores “hard labor” (braçais) daqui, como os “bricklayers” (pedreiros) já estão conseguindo ganhar bem. Quem mora ou já morou no Canadá conhece bem isto, lá é valorizado tanto o trabalhador braçal quanto o trabalhador intelectual. O Brasil agora parte para o mesmo caminho.

        Aliás, considero o modelo econômico canadense muito mais ligado ao modelo keynesiano, que é o que o Brasil faz, do que ao neoliberal estadunidense.

    • O Canada acaba de concluir certos acordos com o vizinho do sul.
      Os quais permitem leis americanas como o patriot act e outros de vigilancia sobre seus proprios cidadãos sejam aplicados tambem no canada, iniciando pelas fronteiras. Em resumo, entrega pessoas a policia yanque. Onde ha prisao por tempo indefinido.
      O site globalresearch (canadense) tem materias a respeito. pesquise. Isso é um tanto diferente de “respeito aos direitos individuais” que o pessoal da maple vinha tendo no passado, né mesmo?Tambem no horizonte bem proximo ai está o
      fracking (do petroleo) e mais distante a exploraçao do fundo oceanico do Artico, que está na razao direta de um
      desastroso degelo maritimo.

    • Éhhhhh, a Mauela D’Avila comunista, a que se candidatou a prefeita de Porto Alegre é muito linda e cidadã brasileira, que luta pelos direitos da juventude gaúcha e dos brasileiros em geral.

      Mas essa Manuela D’Avila canadense tá mais para uma Regina Duarte, a que tem medo do povo e das mudanças sociais em prol do povo.

  42. O tema da primeira redação que enfrentei em vestibular era mais ou menos assim “Eles dizem tirrolo quando querem dizer tijolo. Eles dizem têia quando o correto seria telha. E seguem construindo casas.”

  43. Fora de pauta:

    gurgel diz, em entrevista a folha, não haver provas diretas contra Dirceu, mas que tudo evidencia que ele chefiou o esquema, ou seja, vários “elementos de provas” que dizem que Dirceu chefiou o esquema.

    Brincadeira, só quero saber por que então o prevaricador geral da república sentou em cima das denúncias da privataria e de demóstenes do caso cachoeira. Segundo este elemento, crimes do colarinho branco tem que ser tratados de forma diferente dos crimes de ladrões comuns…. pois é, estou vendo a imparcialidade desta cópia do Jô.

  44. O debate por aqui anda bastante acirrado, porém de alto nível, tanto gramatical, como cultural, apesar dos bate-bocas. Será que os meus “bate-bocas” estão plurarizados corretamente? Sinceramente, ajudem-me amigos conhecedores do nosso amado idioma.

    • estão certinhos

    • Pegando o gancho de nona fernandes e aproveitando o exemplo da Mauela D’Avila acima, digo que ela é uma tucana-pefelê. Mas se juntarmos à Manuela D’Avila, o tal do Bicca e o Haroldo (que se afirma) Anta, podemos dizer, sem medo de errar na concordância, que eles são tucano-pefelês? Ou seriam tucanos-pefelês? “Ajudem-me amigos conhecedores do nosso amado idioma”.

  45. Eduardo, como sempre sua contribuição ao debate é notável. Hoje as questões vernáculas, enriquecidas com bilbiografia universal, foram muito interessantes. Mas o debate é sobre Chaves~e assim sendo lembro-me de quando o comandante foi intrevistado no programa Roda Viva (quando ainda não era morta). Seria interessante, localizar esse programa e postá-lo aqui no Cidadania, pessoas como a Manuela teriam alguma chance de repensar muitas questões sobre América Latina e sobretudo sobre Venezuela.

  46. Para mim democracia é quando o governante de um país é escolhido por eleição direta, em dois turnos, que se mostrou a maneira mais democrática de se escolher presidentes, governadores e prefeitos.
    Portanto, na minha opinião, são exemplos de democracia: o Brasil, o Uruguai, a Argentina, a Venezuela, o Chile, o Peru, a França e a Rússia, entre outros.
    Não são modelos de democracia: os EUA, o Canadá, Cuba, China, Japão, Inglaterra, Alemanha, Espanha, entre outros.

  47. Após populismo de Chávez, economia da Venezuela tem futuro sombrio

    Pedro Palma, um dos maiores críticos da política econômica chavista, diz que, independentemente do novo presidente, país terá de passar por um duro ajuste

    Ante a hipótese cada vez mais remota de que o caudilho Hugo Chávez leve a termo um novo mandato, o debate sobre quem tomará as rédeas do país mobiliza a população venezuelana. Independentemente de quem suceda Chávez, quer seja o vice-presidente Nicolas Maduro, quer outro político govenista ou da oposição, uma coisa é certa: o novo presidente liderará uma nação com perspectivas sombrias na economia. A avaliação é do economista venezuelano Pedro Palma, PhD em Wharton, a prestigiada Faculdade de Negócios da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos; professor do IESA, renomado centro de formação de executivos da Venezuela; diretor da consultoria econômica Ecoanalítica e ex-vice-presidente da consultoria Booz-Allen em seu país. Palma também é um dos fundadores da Academia Nacional de Estudos Econômicos da Venezuela.

    Pedro Palma, economista venezuelano
    Ele faz parte de um círculo restrito de renomados economistas venezuelanos – que inclui nomes como Ricardo Hausmann, de Harvard, e Roberto Rigobon, do MIT – que se opõem abertamente à política chavista. Em artigos e entrevistas, propaga a ideia de que o populismo chavista exterminou o que restava de dinamismo e complexidade na economia local. Em entrevista ao site de VEJA, Palma descreve a situação econômica venezuelana como “nada animadora” e garante que ajustes profundos terão de ser feitos, a começar pela desvalorização do bolívar (a moeda venezuelana), mantido em cotação fixa em relação ao dólar há mais de dez anos.

    O que esperar da economia venezuelana, caso Hugo Chávez morra ou se veja incapacitado de continuar governando? Tudo depende de a eleição para presidente acontecer no curto prazo, como todos esperam, ou não. E, acima de tudo, depende de quem ganhar. Se o presidente Hugo Chávez não voltar ao governo, a Constituição prevê novas eleições em trinta dias. O Congresso pode argumentar que não há tempo hábil para eleger um novo presidente em um mês e pode tentar postergar. Mas isso ainda é uma hipótese. Considerando que as eleições ocorram em breve, se o vice de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, ganhar, acho difícil que as coisas mudem radicalmente. Ele deve insistir na mesma política populista até o momento em que o estado não aguentar mais. As perspectivas de médio prazo num governo de continuidade do comunismo do século XXI são terríveis. Já Henrique Capriles, candidato da oposição que teve 45% dos votos nas últimas eleições, pode ter alguma chance de fazer as coisas de forma diferente. Mas não acredito que alguma mudança substancial aconteça no curto prazo.

    Por quê? O problema na hipótese de uma vitória de Capriles seria de governabilidade? As coisas estão muito complicadas. Não será fácil para Capriles executar ajustes porque a oposição ainda é minoria. O próprio resultado das últimas eleições é um exemplo claro de quanto o país está dividido. Capriles teve 45% dos votos, mesmo com toda a pressão exercida pelos partidários de Chávez; com o exército nas ruas, com a utilização dos recursos do estado para mobilizar eleitores, com todas as ameaças feitas às pessoas de que se não votassem nele lhes seriam tirados benefícios sociais, entre outros absurdos. O fato é que os votos da oposição subiram 50% nessas eleições. Isso mostra que o país quer mudanças. Ainda assim, há outros fatores que devem ser levados em consideração que vão além da vontade do novo presidente.

    Quais fatores? Há uma situação adversa na Venezuela que deverá ser enfrentada por qualquer um que chegue ao poder. No médio prazo, se a política populista feita até agora continuar, o futuro do país não é nada animador. O populismo de Chávez dilacerou a economia. A Venezuela está prestes a sofrer um baque recessivo e um aumento muito grande da inflação. E será necessária a desvalorização da moeda, o bolívar. É algo inevitável e que vai causar um choque inicial. A inflação deve chegar a 30% neste ano.

    Por que a desvalorização é necessária? Há dez anos o governo exerce controle cambial. O câmbio fixo é de 4,30 a 5,30 bolívares por dólar, mas essa cotação é irreal, muito acima do que deveria. No mercado negro, um dólar é negociado a 18 bolívares, para se ter ideia. É uma diferença muito grande. O fato é que esse câmbio é insustentável. O estado não vai conseguir bancar essa diferença por muito mais tempo e terá de subir a cotação para algo mais próximo da realidade. Quando isso acontecer, o que deve ser muito em breve, a inflação será diretamente afetada, pois praticamente tudo que é consumido na Venezuela é importado e os preços subirão. E tudo isso independe de quem será o próximo governante.

    Uma obsessão de Chávez era reduzir a dependência dos importados americanos. Isso aconteceu? De forma alguma. Atualmente, a Venezuela depende muito mais das importações do que antes de Chávez. A política de desapropriação e de caça à iniciativa privada fez com que os investimentos estacionassem. Os produtores nacionais são completamente desestimulados pelo governo. Eles tampouco podem voltar sua produção ao mercado externo devido à valorização artificial do bolívar, que torna impossível competir no exterior. Todo esse cenário faz com que a dependência do país das receitas do petróleo seja cada vez maior. Com isso, a economia fica muito vulnerável e exposta a turbulências externas, isto é, a situações que estão fora do controle da Venezuela.

    Qual é o pior efeito da política econômica implantada por Chávez? Certamente, a inflação, que se mantém acima de 20% ao ano há seis anos consecutivos. Em 2012, por ser ano eleitoral, houve um controle de preços muito severo por parte do governo. Esses controles são insustentáveis e já estão sendo revistos. Se considerarmos a iminência da desvalorização do bolívar, a tendência é que a alta dos preços ultrapasse facilmente a casa dos 30%, pois isso encarecerá os preços dos importados. Por fim, esse cenário terá efeito recessivo na economia já a partir do segundo semestre. Há uma séria possibilidade de contração do PIB no médio prazo.

    O endividamento público da Venezuela subiu de 37% para 51% do PIB durante o governo Chávez. Esse aumento compromete a solidez fiscal do país? Na verdade, o endividamento é muito maior do que esse devido, justamente, à cotação irreal do dólar fixada pelo governo. A dívida pública externa oficial está em 107 bilhões de dólares. A ela somam-se outros compromissos do estado, como a dívida da estatal de petróleo, a PDVSA, com fornecedores e sócios e os débitos do governo com empresas expropriadas que estão em processo de arbitragem em Washington. No total, o endividamento chega a 140 bilhões de dólares. Já o PIB é convertido na moeda americana por Caracas utilizando a cotação fixa de 4,30 bolívares por dólar. Com base nessa cotação, o PIB fica em cerca de 330 bilhões de dólares, o que faz com que o endividamento pareça próximo de 50% do PIB. No entanto, se o PIB fosse convertido de maneira mais realista para o dólar, com uma cotação em torno de 9 bolívares, seu valor passaria a mais de 170 bilhões de dólares. Com isso, o endividamento público ficaria próximo de 100% do PIB.

    Vislumbra-se a possibilidade de um calote nos próximos anos? Não no curto prazo. O país continua a ser um bom destino de investimentos porque tem receita oriunda do petróleo. O preço do barril fechou 2012 na máxima histórica. Então, a Venezuela continuará a contar com um fluxo importante de divisas. Mas se o processo de endividamento prosseguir no ritmo acelerado que está, e com governantes insensatos, não há como garantir que todos os compromissos sejam pagos dentro de alguns anos. Aí sim pode haver um default.

    Até quando a Venezuela dependerá do petróleo? A quantidade de petróleo nas reservas da Venezuela é incomparável. Se nos próximos 200 anos o preço do barril continuar subindo, a Venezuela seguirá exportando. O problema é como explorar isso de forma eficiente. Atualmente, o país produz menos de 3 milhões de barris por dia. Esse número é inferior ao de 2007 e é a metade do que a PDVSA havia projetado produzir, cerca de 6 milhões de barris por dia. A estatal anunciou que em 2018 produzirá 5,8 milhões de barris por dia. Para isso, terá de investir 206 bilhões de dólares nos próximos anos. É uma fantasia que não vai se concretizar.

    Por quê? Porque a PDVSA está submetida a um processo constante de saque por parte do governo. A empresa já repassou mais de 100 bilhões de dólares a um fundo estatal administrado pela presidência e ninguém sabe para onde vai esse dinheiro. Além disso, o Banco Central é obrigado a injetar dinheiro das reservas internacionais na companhia para compensar esses saques. O BC transformou-se no principal financiador da PDVSA, e isso é surreal. Como ela vai ter mais de 200 bilhões de dólares para investir? Não vai. A situação é gravíssima porque todos sabem que retirar dinheiro das reservas para cobrir gastos estatais põe qualquer país no caminho de uma inflação galopante como aquela que atingiu o continente, inclusive o Brasil, nos anos 1970. Foi justamente o financiamento do gasto público por parte do BC. E a Venezuela está entrando nesse processo.

    Os programas sociais são a grande marca do chavismo. E Capriles já afirmou, em campanha, que não acabaria com eles. É possível conciliar o ajuste nas contas públicas com a continuidade desses gastos? Os programas sociais que Chávez implantou guardam muitas diferenças entre si. Uns foram eficientes, outros foram extremamente ineficientes e discriminatórios. Os cidadãos que não apoiam o presidente não recebem nada: nem casa, nem ajuda. Não é possível levar programas dessa forma. Mas isso não significa que eles devem ser extintos – e sim geridos de uma forma mais eficiente. O governo se gaba de ter gasto, nos últimos quatorze anos, 500 bilhões de dólares em investimentos sociais. A cifra é exagerada. Se olharmos detidamente para ela, verificamos que há enorme corrupção. Não se sabe ainda quanto dinheiro foi desviado a outros países, como a Nicarágua, a Bolívia, países do Caribe e Cuba. Logo, se a gestão for honesta, esses programas podem custar muito menos para o estado do que atualmente custam.

    Independentemente de quem esteja na presidência, os programas devem continuar por seu efeito sobre a pobreza? O efeito sobre a pobreza tem nuances. O governo devota a esses programas a maior parte da propaganda oficial e tem neles um de seus alicerces. Na verdade, são medidas que funcionam como doações, presentes, ajudas, bolsas, etc. Esses projetos sociais têm impacto importante na vida das pessoas porque representam um alívio. Elas mitigam a miséria. Porém, não estão orientadas a solucionar as causas da pobreza. Se o governo não se interessa em melhorar, de fato, a vida das pessoas por meio da educação, pela formação de capital humano sólido, esses programas acabam se tornando ineficazes. Por outro lado, se trabalhados e modificados, eles podem se tornar um grande veículo de desenvolvimento.

  48. É muita hipocrisia ver os canalhas que deflagaram o golpe militar em 64; foram cúmplices dos assassinatos, torturas e desaparecimentos de milhares de brasileiros; e que antes disso levaram Getúlio Vargas ao sucídio diante do caos que instalaram no país para tentar construir um golpe de estado destinado a derrubar o então Presidente; que tentaram impedir Juscelino Kubstchek de tomar posse e passaram todo o mandato dele procurando derrubá-lo; que em 64 derrubaram um presidente democraticamente eleito como vice-presidente e empossado no cargo após a renúncia do titular(conforme mandava a Constituição democrática da época, feita também em Assembleia eleita pelo povo); que sabotaram, e também tentaram derrubar Lula através de um golpe de estado; que continuam tentando o mesmo com Dilma, quererem dar “lições” de democracia ao povo venezuelano, o qual, nos treze anos em que Chávez encontra-se democraticamente no poder, realizou quinze eleições, todas atestadas como legais por observadores internacionais(incluindo-se a Fundação Jimmy Carter, fundada por um ex-presidente do país que é o maior inimigo da Venezuela); sendo que das quinze, Chávez venceu em quatorze e, na única em que perdeu, foi o primeiro a admitir a derrota e cumprir a decisão do povo, ao contrário da direita, que negou inúmeras derrotas, só desistindo de tal prática ao perceber que ela só a levava a tornar-se ainda mais impopular entre os cidadãos. O ADIAMENTO DA POSSE DE CHÁVEZ ESTÁ PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO VENEZUELANA(ATRAVÉS DE UM PARÁGRAFO COMPLEMENTAR AO ARTIGO QUE TRATA DA POSSE PRESIDENCIAL); ALÉM DO QUE, COMO BEM DITO NESTE POST, O MANDATO QUE CHÁVEZ AINDA COMEÇARÁ A CUMPRIR FOI-LHE DADO PELO POVO, QUE DEMOCRATICAMENTE DECIDIU QUE O PRESIDENTE DEVE CONTINUAR GOVERNANDO, PORTANTO COMO A DEMOCRACIA É O GOVERNO DO POVO, OU SEJA O OBJETIVO PRIMEIRO DO REGIME É CUMPRI A VONTADE POPULAR, A DECISÃO SOMENTE GARANTE QUE ESSA VONTADE SEJA CUMPRIDA, EXPRESSANDO DE MANEIRA CONCRETA O PRINCÍPIO BÁSICO QUE DEFINE O REGIME. Discordar disso é golpe, coisa que a direita midiática, e seus “jornalistas” amestrados, adoram.

  49. Eu sou um cretino

  50. Eu me enrolo todo com perguntas difíceis

  51. Eu apelo porque meu nível é muito baixo

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