Ajude a tirar o debate político do rés do chão

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Quebrar a rotina ajuda a reflexão. Eis que, ao abstrair do cotidiano em viagem de trabalho fora de São Paulo, atolado em reuniões chatas, em cifras, estratégias comerciais ou em almoços pantagruélicos que, indigestamente, terminam em mais reuniões, refleti sobre como estou de saco cheio do nível do debate político que se faz hoje no Brasil.

Começo a escrever pouco depois das onze da noite. Volto de jantar com um industrial e seus clientes estrangeiros. Falou-se de trabalho o tempo todo – quando a boca estava vazia. E quem não falava, escutava. Pedidos, faturas, remessas, protocolos, cobranças, concorrência, equipamentos, mão-de-obra… Ufa!

É chato? Muito. Mas confesso que, diante da interminável guerra verbal ou escrita que se trava em ambientes, vá lá, mais intelectualizados como aqueles nos quais se discute política, aquelas reuniões pareceram até amenas

No debate político que se trava no Brasil não se discutem estratégias, mas o quanto o país já está maravilhoso, próximo ao Éden, ou, então, como está falido, ao nível do inferno. Conforme o lado, estamos no inferno ou no paraíso. Não há meio termo. É o pensamento binário em estado sólido, e recendendo ao que é: uma merda.

Porque a vida não é feita de branco ou preto, quente ou frio, baixo ou alto, tênue ou esmagador. A vida é feita, justamente, de nuanças, de meios-tons, de ambiguidades. A vida é uma falta de certezas, mas o debate que se trava hoje é o da certeza absoluta até nas questões que mais desafiam a humanidade há milênios.

Claro que temos que denunciar a corrupção, combatê-la, fiscalizar o poder público, mas não desse jeito em que um lado vira bandido e o outro vira idiota, pois o que se tem hoje é isso: os escândalos em um lado decorrem de ingênua idiotia enquanto que os que acontecem do outro são sempre “os mais graves da história”, mesmo quando iguais aos que pesam contra o lado A.

E escolha você quem é lado A ou B. No fim, não fará diferença. Não mudará o nível do debate e o seu principal preço, que é atrasar a agenda do país por falta de foco no que deveria estar mobilizando as atenções.

Nos próximos três anos, o Brasil sediará os dois eventos esportivos mais importantes da atualidade. Está sentado em uma reserva de petróleo de proporções épicas, que será explorada por uma empresa genuinamente nacional. A população vai se tornando mais escolarizada e tem expectativa de futuro em alta.

Mas temos, também, uma pobreza que certamente não irá sumir quando o governo diz que irá, uma infra-estrutura para lá de atrasada, um nível de escolaridade médio baixíssimo e, inclusive, superestimado, pois um jovem brasileiro com onze anos de estudo não sabe tanto quanto equivalentes de países de qualidade de vida média como o nosso.

Nossas cidades são hostis, com raríssimas exceções. Nosso sistema de saúde ainda tortura os enfermos. Nossas escolas públicas e até as privadas não preparam nossa futura força de trabalho de forma minimamente análoga à que preparam as escolas de países muitas vezes até mais pobres e com muito menos recursos.

Esperaríamos que esses fossem os assuntos mais importantes, entre tantos outros, mas, enquanto temos tudo isso a resolver, em vez pôr mãos à obra ficamos nos masturbando com um julgamento cheio de nuanças políticas e em torno do qual parecemos ter apostado o futuro dos nossos netos e bisnetos, como se realmente alguém acreditasse que da degola de meia dúzia de políticos decorreria alguma diminuição da impunidade.

Ficamos discutindo um racionamento de energia cujas probabilidades de ocorrer sempre foram mínimas em vez de nos debruçarmos sobre como aproveitar a janela de oportunidades que está aberta para o Brasil em tantas áreas. Inclusive, negamo-nos a enxergar a própria janela, que dirá aquilo que ela mostra.

E ainda se discutíssemos essa inutilidade com modos, não seria nada. Mas é à base do nós contra eles, do tudo ou nada, da desqualificação completa de um lado pelo outro, não restando nada a quem estiver de fora que não seja entrar na pancadaria ou esquecer que política existe, com todas as consequências trágicas que a segunda opção encerra.

Tirei dois dias para refletir. Agora ponho a reflexão em texto. Nem sei o que está se passando na política. E, hoje, nem quero saber. Estou cheio dessa disputa pelo nada. A reflexão, portanto, é a de que temos que achar um jeito de elevar o debate ao rés do chão que se trava hoje no país. Você, por exemplo, leitor, não teria alguma idéia para doar?

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151 Comentário

  1. Acredito que quem está governando, quem detém o poder, principalmente o Poder Executivo, devem colocar esta pedagogia em prática. Se esforçando em deixar de lado o viés político-partidário de lado, em prol do futuro e da formação dos jovens desta Nação. Sem dúvida, terá como consequencia, o reconhecimento de todos.

  2. Parabéns pelo post Eduardo. Mas infelizmente acho que o Brasil não alcançou um nível maturidade que permitisse que as coisas fossem diferentes do que são. O governo possui a Lei de Responsabilidade Fiscal, parabéns pro FHC. Agora a Lei de Responsabilidade da Mídia não sai nem a fórceps. Seria um grande passo na direção onde você quer chegar. Por enquanto é uma Utopia. Como um colega aí disse, o Haddad deu um pequeno passo nessa direção, deixando a política um pouco de lado e buscando o governo estadual para trabalharem juntos, puxando a corda para o mesmo lado. Parabéns para o governador tucano também. Será que o Serra teria a mesma atitude? Duvido.

  3. Edu,

    Mais uma sugestão: Não sei se será possível, mas procura manter por um tempo maior, esse post, ou cria um texto fixo, a parte dizendo dessa preocupação, em procurar melhorar o debate.

  4. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” – Joseph Pulitzer

  5. Gostaria sugirir um tema que a meu ver seria muito proveitoso para o Brasil. Que tal debatêssemos as remunerações dos professores, principalmente os do ensino fundamental? Será que igualando a remuneração de um professor do ensino fundamental ao do vereador de cada município, por exemplo, não ajudaria a começar melhorar a qualidade do nosso ensino?
    Um forte abraço e parabéns pela iniciativa!

    Em tempo, NÃO sou professor, sou engenheiro aposentado.

    • Conheço professor do ensino médio que escreve cu com acento.

      • Ô catão, cê descobriu isso quando ele te mandou tomar no ‘cú’ via e-mail?
        Moderador, desculpe, mas….KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk

        • boa Luciano……………………toma Néscio de atibaia…………kkkkkkkkkkkkk

    • Infelizmente não é dobrando, por exemplo, que o talento, a competência e a prática dos atuais professores irá dobrar de qualidade. Os professores dos professores dos atuais professores aprenderam assim e continuarão assim. Repito: infelizmente.
      A escola não é um fim, é um meio. Sua finalidade é preparar jovens para uma vida de verdade e o conteúdo e a forma que se usa nem pensa nisso.
      Toda essa rotina deveria ter sido pensada a 100 anos atrás, mas não foi. Os professores continuarão a pedir aumentos de salários e os seus alunos continuarão a sair das escolas sem saber pensar, criar, ler e entender. Infelizmente.
      Espero que as receitas do Pré-Sal não apenas aumente todos esses erros.

      Recomendo assistirem esse video: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qjyNv42g2XU#!

    • Excelente tema para discussão, Alexandre! Agora que o governo federal está gastando mais com Educação (a Folha é contra) é hora de discutir esse ponto fundamental.

      O governo federal fixou um piso nacional para os professores, de cerca de R$ 1.200,00, mas diversos governadores foram contra, dizendo que não havia dinheiro em caixa para isso.

      A meu ver, os governadores (de todos os partidos) estão se mostrando como um empecilho ao progresso do Brasil. Dilma deveria começar um processo de federalizar a Educação. O governo federal poderia, aos poucos, comprar os prédios das escolas estaduais e municipais. Contrataria professores ganhando, no mínimo, R$ 4.000,00.

      Cá entre nós, não dá pra exigir muito de um professor que ganha menos de R$ 1.000,00, como os de São Paulo, por exemplo. O cara não tem dinheiro nem pra comprar livros.

      • Dinheiro pra comprar livros???????????????????????????????????????????????????????????????? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

      • Locatelli, vou ser educado com você, por uma questão de circunstância , pois minha vontade é bem outra.
        Tenho parente professora do fundamental, que leciona na “perifa” de São Paulo, mais precisamente, na ponta da zona leste, e ganha mais de 3 pilas por mês, não trabalha aos sábados e tem mais de 2 meses de férias, por ano.
        No momento, luta pra ser professora pelo município, pra elevar seu salário, para mais de 4 mil reais, por mês.
        Não é nenhuma fortuna, convenhamos, mas, para uma classe na qual podemos encontrar integrantes botando acento no cu, também, não é nenhuma miséria.

  6. Eu tenho uma preocupação de algum tempo: O Brasil tem crescido pouco, mas mantido o desemprego em baixa. Isto tem mantido os índices de aprovação da Dilma nas nuvens.
    No entanto é uma situação que não durará muito. Caso o país não cresça pelo menos 3% neste ano, o desemprego aumentará, e o índice de aprovação do goveno caírá numa proporção equivalente.
    Portanto, devemos debater o que houve de errado no ano passado, quando crescemos menos que os EUA, Alemãnha, e outros países que estão dentro de uma severa crise, e o que o governo pode fazer para estimular de fato o crescimento da economia.
    Está claro que o politica econômica atual não funcionou, e se o governo continuar dando “murro em ponta de faca” vai acabar ferindo-se, justamente às vésperas das eleições de 2014.

    • Mesmo que houvesse uma hecatombe de natureza economica desse ano para o ano que vem,o que é bem pouco provavel que ocorra e mesmo assim Dilma seria reeleita.Porque o outro lado tem o que?Aquele mesmo discurso neo liberal da decada de 90,fora o fato de que provavelmente o candidato dos tucanos seja um bebado,drogado e pedofilo(ou quem promove orgias sexuais regadas a alcool e drogas com meninos e meninas de 13,14,15 anos,não é pedofilo?)que é Aecio Neves.

    • A política econômica não funcionou? Vc deve estar se informando pelo PIG, né? Vc não pode comparar apenas um anos de crescimento, pois o pouco avanço de um ano ajuda o seguinte e vice-versa. O futuro parece muito mais incerto para a Alemanha que para o Brasil. Fora o frio de mão do PIG tentando sabotar qualquer medida do governo. Este argumento de que se o Brasil não crescer 3% em 2013 já tá ficando batido na urubologia econômica. Acho que o Edu pediu pautas novas, as do PIG já conhecemos.

      • É lógico, claro, evidênte, que a política econômica dos anos PT funciou muito bem, o que trouxe benefícios pros trabalhadores, para as empresas, para o governo, enfim, para o Brasil como um todo. Só não enxerga isso quem não quer enxergar.
        Mas política econômica se faz ano-a-ano. Por isso só não exerga quem não quer exergar que a política econômica no ano passado falhou, pois o Brasil cresceu abaixo do crescimento vejetativo da população. E isso não é sucesso.
        Esse é um exemplo da dualidade, do pensamento binário, que o Edu falou. Ou seja, aqueles que são oposição ao governo não querem exergar que os governos PT estão conduzindo bem a política econômica desde 2002. Já os governistas não querem exergar que a politica enonômica do ano passado falhou.

  7. Para construir, o terreno tem que estar limpo e no caso em questão, no meio do caminho tem uma casa, tem uma casa no meio do caminho, tem uma casa e grande, no meio do caminho tem uma Casa Grande.
    Portanto, demolir é necessário antes de construir um Brasil novo, e com a Casa Grande bem no meio do caminho, não há construção posível sem antes demoli-la.
    Simples, como clips ou andar para frente.
    Agora, abandonar o terreno pela dificuldade babélica do confronto de interesses, por está acidentado e com o grande entulho no meio do caminho, é tudo que mais deseja a Casa Grande, se não fôsse por isso, não construiríam e manteríam por tanto tempo a desigualdade brasileira.
    Sem essa Eduguim, tu demonstrou ser forte, guerreiro e sabe que, “navegar é preciso; viver não é preciso.”

  8. Debate como sugestão: REFORMA POLITICA mas pra valer.;
    REFORMA FISCAL com o pessamento de BRASIL e não individualizando;
    REFORMA ADMINISTRATIVA – GESTÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE;SEGURANÇA. sERA QUE ESTOU NO MEU JUIZO PERFEITO?

  9. Vou dizer uma coisa, Edu, a política é uma merda porque a maioria do povo é uma merda!
    Cito a minha cidade como exemplo: Teve um cadeirante como prefeito, por sinal uma merda de prefeito, ele colocou não um poste, mas o funcionário que empurra sua cadeira de rodas como candidato a prefeito em 2012, um perfeito idiota, foi eleito prefeito, quem administra a cidade é o cadeirante e sua família, e o povo ainda acha correto. O desvio de recursos públicos é quase que total, mas a maioria dos veredadores e do povo acha que está certo. Não existe fiscalização, pois os que vem por aqui passam direto pra fazenda do cadeirante, e tudo fica como dantes no Reino de Abrantes. É vergonhoso o que está acontecendo por aqui. Já denuncie em tudo quanto foi site de denuncie do governo, mas nada acontece. Gostaria que algum jornalista interessasse pelo assunto, afinal falaram tando que o Lula queria um terceiro mandato, mas foi um cadeirante de alma demotucana que conseguiu, aqui no sertão do Ceará, no município de Alto Santo.

  10. A minha proposta é a reforma política que se encontra travada no Congresso. Por que ela não sai do papel, porque grandes setores da mídia e dos partidões são contra financiamento público de Campanha. Por que a UNE e os sindicatos não levam essa proposta p/ debate entre os estudantes e trabalhadores e não faz uma discussão a respeito.

  11. O debate político nunca vai sair do rés do chão.
    E se alguém falar em Marx, leva porrada.

  12. Acredito que o debate fundamental do momento que extrapola a importancia de qualquer outro debate que possa existir é o debate sobre o marco regulatorio das comunicações.Sem o encaminhamento desse debate os outros debates são letra morta.Porque nós não temos imprensa livre no Brasil,nem sequer um simulacro de imprensa livre nos temos.Primeiro porque não temos uma imprensa livre em nosso pais,porque imprensa livre é uma imprensa que informa sobre os fatos e não uma imprensa que deforma os fatos de acordo com os interesses espurios e antidemocraticos que defende.

  13. Boa Tarde Eduardo, Creio que apenas falar e debater politica não basta mais, temos que politizar e mostrar que POLITICA só é politica quando da retorno a sociedade.
    Consegui inserir na cidade que escolhi morar JARDIM/ms, um projeto com musicas e teatro para as crianças, e digo a todos isto é politica, e só car recursos que tem, apresentem bons projetos, por que creio que so debatendo sem ir a fonte NÃO conseguiremos mudar a sociedade, exemplos arrastam.
    Outra maneira e polemizar, mexer nos direitos adquiridos em prol do social, ai acordam os de DIREITA, defensores ferrenhos das LEIS quando lhe é favoravel.

    aBRAÇOS.
    Cláudio P Souza

  14. Olá Todos!
    Em frente a uma tela e teclado, o que pode ser feito para, digamos, pelo menos suavizar a guerrilha constante contra esse momento brasileiro? Essa coisa de que o Brasil é uma merda, vem de longe, de antes de FHC, Itamar, Sarney, etc.
    Da minha parte, adotei a ironia como forma de contra-guerrilha. Ouvi ou li algo desabonador (o que é o tempo todo), dou o troco na brincadeira, se possível com números.
    Hoje por exemplo, alguns números chamam a atenção, e no blog Conversa Afiada, tem-se isso bem colocado. Pronto. É só “distribuir” entre os amigos (os contra e os a favor) e pronto.
    Não é muito, mas também não é nada.
    Uma coisa é certa. Todos veem televisão e todos leem o Face Book, Orkut, e-mails e outras coisitas tais.

    Assim, por exemplo hoje:

    O crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 3,6% em 2012 no país, para R$ 82,8 bilhões, um novo recorde histórico, aponta nesta quarta-feira (23) a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

    Com isso, o endividamento da população para comprar a merdinha do seu barraco próprio, vai fazer com que, logo, logo, não haja mais dinheiro para a comida e outras compromissos, trazendo (de novo) para o país, o risco de saques a supermercados, shoppings, etc. Principalmente, ao etc.

    ****

    Os brasileiros deixaram US$ 22,2 bilhões fora do país em 2012, novo recorde na série histórica iniciada em 1947.

    Já os estrangeiros, deixaram aqui US$ 6,645 bilhões, menos ainda que em 2011.

    Quem está mal e quem não está? Avisem a Globo.

    ****

    Saiu no Infomoney:
    Crise? 2012 foi o ano de maior investimento estrangeiro no Brasil desde 2008

    Percentual de investimento em relação ao PIB igualou o de cinco anos atrás e só foi menor do que de 2002; pesquisa da PwC indica Brasil como o terceiro principal mercado do mundo.
    Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta manhã, o investimento estrangeiro direto no Brasil alcançou 2,9% do PIB (Produto Interno Bruto). Marca igual a essa só foi vista em 2008, e acima disso apenas em 2002, quando a proporção foi de 3,3% do PIB.

    Avisem a Globo II.

    ****

    A Aneel se apressa em dizer que “NÃO VAI FALTAR LUZ DURANTE A COPA”.
    Antes, os estádios não iam ficar prontos. Estão ficando. Teve também aquela questão “menor” da falta de água, embora a Copa não seja de Polo Aquático, mas preocupa(va). Já pensou os jogadores irem pra casa sem banho?
    Mas, agora, tem a questão da luz. Mesmo a maioria dos jogos (ou todos) sendo de dia, se não houver luz no vestiário a segurança fica comprometida (podem ocorrer assaltos, estupros seguidos de mais alguma coisa…).
    Enquanto essa Copa não chegar, rezo para não acontecer nenhum terremoto, tsunami, chuva de raios…

  15. a estratégia em princípio é binária. Não vote num neo liberal, eles quebraram a economia mundial com sua filosofia. A partir daí a gente pode discutir. Sim, o PT é o melhor que aconteceu ao país nos últimos 10 anos, quebrou paradigmas, e evitou uma quebra de nosso país junto com o resto do mundo. Continuamos terceiro mundo, mas nem emergente seríamos caso outro tipo de governo estivesse no poder, não tem a ver em princípio com ética ou moral, com ser mau ou bonzinho, apenas que a esquerda tinha a estratégia certa, na hora certa.

    Partindo daí, não temos a infraestrutura que deveríamos, não temos o sistema de saúde que deveríamos, não temos a mão de obra qualificada que deveríamos. Pasme, não teremos nada disso nos próximos 10 ou 20 anos, continuaremos atras dos países já desenvolvidos, não importa o partido que esteve, ou está no poder, já faz tempo que ficamos para trás. Isso é ruim? Nem tanto, podemos aquecer a economia, com essa falta de desenvolvimento, podemos criar volume de obras, novos mercados, mão de obra nova e qualificada, para abrigar a nova geração, mas continuaremos com a velha geração que exceto por aqueles que faziam parte da classe média, e da elite, ficaram exclusos, e não tem a menor chance de se atualizar, ou se adaptar a um novo mundo tecnológico. Essa maioria esmagadora, vai continuar existindo por muito tempo, e é ai que entra a solidariedade e o pensamento de esquerda, de políticas sociais que continuem abrigando essas pessoas, se possível todas elas e com melhor qualidade. Só assim, os filhos dessa geração perdida, poderão entrar no mercado, ocupado por tão poucos, e fazer o desenvolvimento do país acelerar um pouco mais.

    Quer saber, aqueles que mais reclamam, são os que tem menos motivo para reclamar. Queriam viver no primeiro mundo, mas quando saem as ruas veem que o primeiro mundo não chegou ao Brasil público, voltam para suas casas, onde o primeiro mundo existe de alguma forma, nas tecnologias, nas escolas privadas, na globalização do acesso a informação, e ai o que fazem?!Culpam o governo por centenas de anos de atraso, que qualquer cidadão que soubesse um pouco de planejamento e estratégia realistas, se calaria, e se renderia a tese que podemos remediar, mas o que deveria ser prevenido, não foi por muito tempo, por muitos presidentes e ditadores passados, e por opressão também, daqueles países ditos desenvolvido…e os impactos não vão se desfazer do dia para noite (talvez nem se desfaçam).

    Em resumo, temos que olhar para frente, mas sem esquecer que somos o Brasil, cheio de problemas antigos, e novos problemas modernos, mas cheio de soluções, que nenhum outro país encontrou. Nos compete sermos cidadãos completos, conhecedor de nossa história, e orgulhoso de ser brasileiro, os mesmo brasileiros que constituem nossa famílias, nossos amigos, nossas cidades, e é fato que quando nos envergonhamos de ser um brasileiro, estamos envergonhados de todos esses que foram citados.

  16. Nesta reflexão você foi ao cerne da questão, Eduardo. Nós cidadãos comuns, deveriamos estar mais preocupados com a realidade dos fatos e não nessa permanente guerra de torcidas. Mas existe uma razão para que as coisas sejam assim. Os meios que deveriam ser de informação, desinformam, confundem se partidarizaram para levar vantagem, ou financeira ou ideológica – a mesma ideologia que fomentou e sustentou o golpe de 64. Acho inclusive ilegítimo chamar esses meios de comunicação partidarizados, mesmo que não inscritos no TSE, de imprensa. Isto o cidadão comum, em tese deveria perceber, mas como perceber diante do sequestro das informações necessárias para o debate da sociedade? O PT tem a obrigação de deixar um ambiente mais propício a este debate e é sabido que não há outro caminho que não seja a regulamentação da mídia. Venezuela, Argentina, Ecuador e Bolívia estão muitos passos a nossa frente, lamentavelmente, não pelo seu avanço, mas pelo nosso atraso.

  17. Parece que o momento tá exigindo reflexão de muitos:
    Vivemos num tempo que mistura violência com falta de sentido

    Um mundo saturado de palavras e esvaziado de sentido

    Imaginem um mundo saturado de ruído a tal ponto que um barulho de alguns decibéis poderia provocar explosões destruidoras. Esse é o tema de uma história em quadrinhos publicada na revista Kripta (1976-1981, editora RGE), que embalou a imaginação de uma geração de adolescentes nos anos 70. Esse conto de ficção científica inscreve-se em um gênero temático que só ia crescer a partir dali: o agravamento das mais diversas formas de poluição que estariam levando o planeta a situações catastróficas. Poluição sonora, atmosférica, da água, do solo, dos alimentos, dos utensílios e ferramentas que utilizamos cotidianamente.

    Lembrei-me dessa história para falar de um outro tipo de poluição que vem assumindo proporções dramáticas: a proliferação desenfreada de opiniões sobre tudo e todos, especialmente (mas não só) nas chamadas redes sociais. O paralelo deve-se também ao fato de que cresce assustadoramente o volume de opiniões, palavras que não passam, na verdade, de ruídos bloqueadores da reflexão e do sentido.

    O silêncio é uma condição necessária para que as palavras ganhem sentido e se transformem em algo mais do que sinais físicos. Silêncio interior e exterior, de minutos, não segundos. Convivemos hoje com uma proliferação desenfreada de palavras que vêm ao mundo cercadas de barulho e urgências discutíveis. Há um sistema de comunicação e de entretenimento em expansão ininterrupta que trabalha diariamente contra o silêncio, a reflexão e o sentido, oferecendo velocidade, euforia, instantaneidade, celebridade ou, simplesmente, alguma distração.

    Somos convocados a emitir opiniões rápidas sobre os “fatos do dia”, quer sejam ele fatos reais ou meros boatos ou especulações. E, de um modo geral, essa convocação vem sendo atendida com entusiasmo, alimentando um exército de opinadores e opinadoras, comentadores e comentadoras, mais ou menos avessos à reflexão, que não se intimidam a “compartilhar” seus pontos de vista e convicções sobre os temas mais variados. Há pouco lugar para a dúvida ou a reflexão neste campo de batalha repleto de pessoas apaixonadas pela própria voz, de egos inflados e/ou desesperados.

    E, de um modo crescente, há pouco lugar também para bons modos rudimentares. Não é preciso muito para a agressão, a intolerância, a irracionalidade, a proliferação de imperativos e o obscurantismo assumirem o comando de certos “debates”.

    Novos tipos de “especialistas” e “ativistas” surgem a cada dia. É difícil não utilizar aspas para designar esses personagens virtuais, pois não se trata estritamente de especialistas, ativistas ou debatedores, ao menos nos termos mais ou menos estabelecidos até aqui.

    Exércitos de um homem (ou mulher) só também proliferam, lançando campanhas, abaixo-assinados, cartas dirigidas a autoridades, divulgando frases e fatos muitas vezes atribuídos falsamente a determinadas personalidades.

    A fauna é variada e crescentemente diversificada. Essa nova realidade não é resultado de nenhuma propriedade maligna das redes sociais ou de outras inovações tecnológicas na área da comunicação. Como ferramentas tecnológicas, elas podem servir para distintas finalidades. A poluição opiniática não nasce nas ou das redes sociais. O problema é bem mais complexo e está associado à indústria da comunicação de um modo mais geral que vem se dedicando com afinco a transformar desde as mais singelas e primitivas formas de expressão em mercadoria.

    A questão aqui não é o direito de termos opiniões e de expressá-las do modo que achamos mais conveniente, mas sim a transformação desse direito em um fenômeno bizarro e com implicações nada inocentes. Não somos mais apenas convidados e convocados a consumir, mas também a compartilhar, a curtir, a enviar torpedos, a participar de campanhas interativas, a dizer o que estamos pensando a cada instante, o que estamos fazendo, não importa se é lendo um livro de Platão ou escovando os dentes.

    E, por trás desses convites, cada vez mais, há uma iniciativa destinada a ganhar dinheiro. Por trás de toda essa poluição semântica há uma dimensão de acumulação econômica. Uma nova fronteira de acumulação monetária e de esvaziamento semântico.
    As consequências desse “mundo novo” ainda são imprevisíveis.

    O que é perceptível, por enquanto, é um crescente desconforto que já vem levando muita a gente a se desconectar ou ao menos se afastar desses espaços. De modo similar à história de ficção científica sobre o mundo saturado pelo ruído, é como se estivéssemos respirando um ar cada vez mais pesado, carregado de opiniões, frases, citações sobre todo e qualquer tema, sobre tudo e sobre nada, tudo ao mesmo tempo agora.

    Uma saída, assim como na história do mundo insuportavelmente barulhento, seria recusar essa realidade em busca de um território onde o silêncio e a reflexão não estejam soterrados por debates que não são debates, pautas que não são pautas, campanhas que não são campanhas, palavras que não chegam a ser palavras, pois não chegam a constituir sentido. A tentação é grande. O ruído está ficando insuportável.

    Artigo do jornalista Marco Weissheimer, editor do excelente blog RS Urgente (aqui). O título do alto é deste blogueiro, roubando a frase de Goethe, por conta e risco. Imagem da grande fotógrafa Dorothea Lange (1895-1965).

  18. Prezado Eduardo, se me permite o off topic do jeito tucano de estabelecer prioridades em sua (deles) gestão:

    No site uol, e, o incrível, a grande maioria dos comentários assusta pelo posicionamento raivoso e preconceituoso:

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/23/ordem-da-pm-determina-revista-em-pessoas-da-cor-parda-e-negra-em-bairro-nobre-de-campinas-sp.htm

    Enviei um comentário cáustico a respeito; não sei se o site uol publicará, mas, caso venha a fazê-lo, já imagino a chuva de réplicas “indignadas” ao que lá escrevi.

  19. Eduardo,
    Na minha opinião o debate político tende a ficar pobre quando nos deixamos pautar principalmente pela mídia conservadora. Então a minha sugestão é não se deixar pautar pela mídia conservadora. Sei que é muito difícil. A indignação que nos toma quando lemos a mídia automaticamente nos leva a querer rebate-la. E aí fica difícil escapar do fla x flu que você muito bem menciona no post.
    Temos que nos esforçar e criar uma pauta própria de debates. Há muita coisa importante e inescapável a ser debatida no país. Há uma lista infindável. No momento me ocorre:
    – debater o sistema político (esse tópico é recheado de subitens como por exemplo o financiamento público de campanhas, voto distrital x voto proporcional, etc.);
    – debater o sistema fiscal;
    – debater o sistema judiciário;
    – debater o sistema penal e carcerário;
    – debater o sistema de ensino;
    – etc.
    O ideal seria que todos os blogs progressistas montassem uma pauta comum de debates.

  20. E como conseguiremos aprimorar o debate se você permite comentários irresponsáveis como acusar Aécio de pedófilo ?

    E antes que venham, num raciocinio primário, acusar-me de aecista devo dizer que considero Aécio responsável pela não eleição de Serra (presidencial) e por esta razão ( e por outras que não vem ao caso aqui ) votarei em Dilma.

    Se realmente é isso o que você deseja, a primeira medida é proibir terminantemente o argumento ad hominen contendo ofensas e ou difamações.

  21. O pronunciamento em rede nacional da nossa presidenta está demaaaaaaaaaaaaiiiissssssssss… É isso aí Dilma, fala mesmo, PARABÉNS! Viva PT. (queria ver a cara dos piguentos agora)rsrsrsrsrs

  22. Edu, não está havendo uma guerra, pois para isso os dois lados se atacam. O que vemos hoje, não é isso, vemos o PT trabalhar e a oposição(mídia, partidos, grupos, institutos, etc) atacar sem dar trégua, estão usando de todos os artifícios, sabotagem, boicote, difamação, armações, eles usam a mídia para ampliação das armações. Não vale a pena discutir com pessoas alinhadas à eles, temos sim que continuar lutando, e os blogs como esse é de grande ajuda, até que tenhamos como os países de primeiro mundo a regulação dos meios de comunicação. Chegará o dia que essa “tchurma” estarão falando sozinhos.

  23. REVOLUÇÃO É AMOR! OS CONTRA NA TEOLOGIA DA REVOLUÇÃO NA NICARÁGUA SANDINISTA.
    MORLINA, Fabio Clauz (USP)
    INTRODUÇÃO
    “Declarei, muitas vezes, que sou marxista por Cristo e seu Evangelho. Que
    não fui levado ao marxismo pela leitura de Marx mas pela leitura do Evangelho. O
    Evangelho de Jesus Cristo me fez marxista, como eu já disse e é verdade. Sou um
    marxista que crê em Deus, segue Cristo, e é revolucionário por causa do seu Reino”
    (CABRESTERO, 1983, p. 38. Entrevista com Ernesto Cardenal).
    A frase acima destacada foi elaborada por Ernesto Cardenal: poeta,
    sacerdote, escultor e Ministro da Cultura no governo sandinista. Formado em Letras
    e Literatura, consagrou-se monge e participou de levantes revolucionários. Em 1979,
    após o triunfo revolucionário, Ernesto Cardenal foi nomeado Ministro da Cultura.
    “Para nós a revolução é amor. E entendemos por amor o amor ao próximo, ao
    nos preocuparmos com a alimentação adequada de todos, a melhoria de vida de
    toda a população, para que tenham uma vida digna, que haja serviço médico para
    todos, educação e cultura para todos, diversões, a assistência aos anciãos e às
    crianças. (…) Dizia também Camilo Torres que a revolução é uma tarefa cristã e
    sacerdotal, e assim o é para mim. (…) Muitas vezes tenho dito que o programa do
    governo da Frente Sandinista é dar de comer aos que têm fome, vestir os nus e
    ensinar aos que não sabem… Dar tudo aos que nada tem”. (Ibid, pp. 23-24.
    Entrevista com Ernesto Cardenal)

  24. Falta participação e engajamento. Onde se dá o debate político?? Como estão as entidades representativas??? Como estão os partidos políticos??? Quem está participando?? Como??? Onde??? Quem se dispõe a ir a uma reunião??? Onde estão os debates públicos???? Estão começando a surgir, por exemplo, dia 31 de janeiro vai haver um, sobre a AP 470, na ABI. Por que não divulgamos??? Por que não vamos??? O nível do debate só melhorará quando as pessoas começarem a participar, quando resolverem sair do computador e ir para os partidos, associações de classe, associações de bairro.

  25. Olá Edu e todos,
    Pois eu estava também esta semana cada vez mais cansada do Fla-Flu contra e a favor do Governo Federal e refletindo sobre a falta de discussão e debate embasado sobre as questões nacionais.
    Uma delas é o papel da classe média, a meu ver entrochada em uma situação de trabalho cada vez mais precarizado e de perda de direitos.Acho que a classe média é receptiva a ideologia “contra o PT” não apenas por ideologia e por influencia do PIG, mas porque está perdendo, como ate já foi divulgado por um entrevistado da FGVargas(classe média “tradicional”).Afinal, o estrato mais alto dos assalariados paga 27% de imposto, mais que o capital financeiro! E tudo continua como se fosse normal!
    Nã encontro em nenhum lugar mais tabulação e dados sobre estas perdas. Idem com aposentadorias, inclusive do estado(Fator previdenciário no sistema do INSS, agora com os servidores públicos- isso vai contra o interesse dos trabalhadores e está sendo feito pelo PT, no qual voto). Isso tudo mais o PIG dará e MUITO espaço para Marinas Silvas da vida.
    O que se fala sobre a classe média(pela esquerda) também é pura ideologia.
    Estou cansada de ver familiares MUITO mpobrecidos ao final da vida; outros desempregados por terem 45, 50 anos e as famílias destroçadas. Filhos sustentando país. A maioria de primos e parentes traalhando sem garantia nenhuma, sem contratos CLT. Tudo como se fosse normal.
    Não é. E NADA SE DIZ, nada se comenta sobre isso, entre tantas questões que passam ao largo do Fla-Flu,
    Eu imagino que isso só se resolverá, também , com o maior investimento público-na imprensa “alternativa”, com a proposta acho que de 30% das verbas para um outro circuito de imprensa. Acho que se faz fundamental a redistribuição da verba publicitaria do governo, para que seja possível melhor condição de trabalho investigativo.
    Também porque a universidade de certa frma também esclerosou-se, principalmente em SP. A universidade é ao longo do tempo uma instituição conservadora. Acho que algum arejamento pode surgir fora daqui. E, mesmo assim…, sabe-se lá;falo de cátedra, sou Prof. de Universidade Federal.
    Acho ainda que se faz necessário órgãos mais investigativos, algo que a imprensa alternativa na ditadura fazia, com levantamentos e dados, coisa que até hoje o Raimundo Pereira anda fazendo. Afinal, algumas comprovações fundamentais sobre o julgamento do mensalao- questões falsamente lá julgadas, com provas,a revista dele foi atras.
    Para isso se faz mister, tempo e dinheiro.Menos opinião e mais investigação, com levantamentos que questionem, debatam, não só que defendam. Acho que este papel é importante em um contexto de defesa de posições como o que está em curso no país. E defesa diante da imbecilidade do PIG, mas acho que uma imprensa mais investigativa, com as perguntas e levantamentos intensivos e extensos se faz necessária. Com dúvidas e menos certezas. Sinto realmente falta e não vejo muita coisa no horizonte. Algumas coisas aparecem em livros, como a Privataria Tucana.

    • Aliás:
      http://www.viomundo.com.br/politica/centrais-sindicais-todos-a-brasilia-pressionar-governo-dilma.html

      Há que fazer-se sim pressão dos trabalhadores para que o governo faça política a favor dos trabalhadores.
      Vejo a Dilma como uma desenvolvimentista com viés de apoio aos setores mais empobrecidos da sociedade. Falta tornar-se de fato um governo dos trabalhadores. Em muitas ações(lula incluso) não tem sido.basta ver a persistencia do fator previdenciário, as desonerações as empresas que não estão trazendo empregos e trará problemas para a previdencia e a perda de direitos do funcionalismo.

  26. Na minha percepção de Brasil: as pessoas já estão cansadas o suficiente com sua vidas (trabalho, filhos, falta de tempo pra tudo, pressão, medo) e se sentem impotentes perante a realidade. As pessoas ficaram cada vez mais indivudualistas e vaidosas, e não estão interessadas em participar de política. Para reverter esse quadro de despolitização acho que o governo deveria dialogar com a sociedade (que nem o Hugo Chavez fazia). O Lula vivia dizendo que “ia dialogar com a sociedade” estimular a participação da mesma. Estamos esperando.

  27. Eduardo

    A discussão hoje pode ser esta bipolaridade que você observa mas ela, não ficará sempre neste mesmo compasso. Eu acredito que o esclarecimento deve ser continuo, as nuances devem ser mostradas por aqueles que hoje vivem este tempo e, em paralelo, deixar que a discussão continue a criar novas opções de pensamentos.

    Se hoje não temos outras perspectivas, espero que as novas gerações as construam. Só não podemos abstrair a ideia que ela não vira e não ajudemos as novas gerações a construirem o país dos nossos sonhos atuais.

    Abraços e, Prost!

  28. Nem a Dilma aquentou tanta mentira e provocação de uma turma que se encontra perdida, sem perspectiva de retomar o poder, não tendo proposta e nem projeto partem p/ calúnia, difamação e invenções de fato absurdo. Pois o que Dilma fez foi apresentar proposta e projetos e demonstrar cabalmente como se enfrenta a crise, fato que o governo do FHC não foi capaz de fazer.

  29. A presidenta arrebentou no pronunciamento à nação , matou a pau. Aqueles que são do contra estão ficando para tras. Corajosa, firme, entusiasmada, confiante, pegou pesado, estraçalhou. Uma batalha por vez, imbatível. Primeiro o capital financeiro, agora as concessionárias de energia, depois as teles, depois a educação, depois a saúde, depois…… E alguns têm o despautério de a chamar de covarde, são uns “inocentes úteis”, coitados. Esse Brasil é grande, essa PRESIDENTA é imensa, fantastica. Não é a toa que foi a escolhida pelo CARA, o CARA é phoda, com ph. Vamos lá pessoal, para a frente Brasil. Dilma é Lula, Lula é Dilma e todos somos Lula e Dilma. Viva Dilma!!!! Viva Lula!!!! Viva o PT¨!!!! Viva o Brasil!!!!!

  30. Dilma reduziu a conta de luz em 18%, e o PSDB/PIG a 5%.

  31. O judiciária daria uma grande contribuição neste contexto proposto se realmente fizesse justiça e não fosse tão lenta.

  32. Eduardo, sem dúvida o debate político no Brasil é de chorar. Mesmo assim, e mesmo com todos os problemas, acabei de ver o pronunciamento da presidenta Dilma sobre a energia elétrico e digo: ela acabou de por a oposição a nocaute. Eles vão se levantar, mas hoje o dia é da presidenta.

  33. Dilma em rede nacional deu um chute nos bagos dos críticos de Brasil.
    Chuta Dilma!
    Toda vez que alguns babacas catastrofistas falarem besteiras, vá aos meios de
    comunicação que são consessão do governo e chete. Chute forte!
    Amei de montão.

  34. Edu, não tem jeito! O jogo está sendo jogado, estamos no início do segundo tempo, cada técnico colocando suas orientações táticas em prática na espera de alcançar um bom resultado. Reflexões lógicas mas impraticável sua colocação no campo de jogo no momento. As oposições comeram muito, por muito tempo, ficaram mal acostumada e lhes foram tirado toda aquela fartura e agora lhes faltam tudo, da bufunfa as altas posições. Relaxe, tire as mão das cadeiras e vamos lá. Suor mago, suor! Ainda falta muito para terminar a partida. O jogo precisa ser jogado. Força amigo!

  35. Edu, você recebe como tarefa pintar uma parede.
    Você reúne o material, avalia o trabalho que tem pela frente e mete mãos à obra.
    De repente, você percebe que tem um sujeito querendo derrubar sua escada.
    Você desce, conversa com ele, faz-lhe uma omelete e tomam alguns drinks.
    Acreditando que tudo tenha sido resolvido, você retoma o trabalho interrompido.
    Qual não é sua surpresa ao notar que o salafrariozinho insiste em derrubar a escada!
    O que fazer?
    Encher-lhe os bolsos de dinheiro na esperança de que ele pare?
    Propalar aos quatro ventos o direito inalienável que o salafrário tem de derrubar sua escada?
    Fingir que ele não está lá e continuar pintando mesmo na iminência de cair e quebrar o pescoço, colocando em risco a segurança de seus dependentes?
    Ou descer da escada, dar uns pescoções no salafrário e reduzi-lo à imobilidade?

    Edu, é preciso que se mantenha, antes de tudo, a escada em pé.
    E para isso, acredito que o único caminho seja uma discussão, não sobre uma lei de meios que nunca virá, mas sobre meios de estrangular a veia que alimenta o salafrariozinho.
    Não é o time do sujeitinho aí que reclama dos gastos do governo? Taí! Que o governo comece sua redução de gastos eliminando suas propagandas pelo tempo que for necessário (e sabemos que não será longo).
    O BB precisa de propaganda? A Petro? A Caixa? Não podem prescindir delas, temporariamente, por um objetivo maior?
    As contas do andamento das obras do governo podem ser conhecidas de todos por um pronunciamento, uma vez por mês, da presidente da República em rede nacional.

    • Quanto à necessidade de divulgação das ações do próprio governo ( BB , Caixa, Ministérios, etc.) existem muitas formas , não necessariamente a Globo e suas empresas, a Veja ( esgoto a céu aberto), e outras. Daria perfeitamente para passar uns 90 dias utilizando mídias alternativas ( mesmo) . Para fazer o PIG e suas agências amestradas sentirem só o bafo no cangote.. Só uma questão de pensar e bolar novas formas de comunicação.

  36. Para mim falta o que já foi sugerido várias vezes, que é o governo ter um porta voz que desmascare imediatamente as mentiras e distorções da mídia, como fez a Petrobras com seu blog. A comunicação social do governo federal é uma verdadeira ficção, ninguém vê nem ouve. Então, a mídia vigarista deita e rola, sabendo que navega em águas tranquilas, Ou melhor, navegaria, se não fossem esses malditos (para ela) blogueiros progressistas. Daí o ódio que ela tem deles, só comparável ao que tem por Lula, que tirou dela e de seus protegidos bilhões e bilhões de que se apossavam sem ser incomodados por ninguém.

  37. Assino embaixo a tudo que você escreveu, Edu. Porém, acho, que as condições para se debater seriamente o que é melhor para o nosso País, seja através dos políticos ou das pessoas comuns que fazem parte do povo, passa OBRIGATORIAMENTE por uma reforma política séria, onde se discutiria o financiamento público de campanhas, onde um candidato não se veria obrigado a fazer as mais discutíveis alianças para se eleger, onde o poder econômico não impedissem de políticos novos e bem intencionados se elegerem, onde suplente de senador sem voto não tomasse posse, etc..
    Infelizmente, quem tem que tocar essa banda prá frente são os caras que estão aí, muitos deles eleitos inclusive por nós mesmos que às vezes votamos no menos ruim por não termos outra opção(eu, particularmente, nunca anulei um voto). Essa é a minha opinião. Acho que enquanto não se descobrir uma maneira, de cima para baixo, de se iniciar esta transformação, não encontraremos uma outra maneira de debater a política(inclusive, certas vezes, criminalizando-a).
    Um grande abraço.

  38. Aguardando anciosamente um post do Edu sobre a mijada que a Dilminha deu ontem no pig em horário nobre.

  39. Eduardo,
    Vc está cheio?… Eu acho q vc está instigando a moçada; isso, sim. Pq o mundo continua, artificialmente, bi-polar; como, aqui, não foge à regra….
    Vamos ver: O Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e, agora, a Venezuela constituíram um bem sucedido mercado-comum, q se configura como a terceira força comercial do mundo…. Além desse Mercosul, existe, agora, a Comunidade das Nações Latino Americanas e Carive, onde os EEUU e o Canadá não têm vez; porém, Cuba lá está…. Em contrapartida, a OEA não tem, mais, aquela projeção, tão ao gosto americano….
    Meu caro, os EEUU, primeiro, usam de seu poderio militar no Orente Médio, na Ásia, na África; depois, em seguimento, faz uso da chicana financeira, pra desestabilizar o mundo; incluindo a União Européia. Talvez, pelos envolvimentos desse momento financeiro-econômico, tenha, apenas, assistido ao acesso de forças progressistas por vários Países Latinos Americanos, sem grdes e maiores contraposições; contudo, estamos entendendo e assistindo, ultimamente, aos seguros e firmes passos de intervenções militares e políticas perpetrados por Washington, na América Latina; desde os tempos Bush. até, agora, na era Obama, estamos assistindo à instalação de bases militares, desde a Colômbia, no Paraguai e até em vários Países da América Central; além de uma série de golpes ou tentativas, realizados, igualmente…. Tudo, aliado a uma formidável e persistente atividade “diplomática”…. A ação da imprensa, maldita, em nosso meio, é parte, ou faz parte dessa atividade desestabilizadora. Parece q a velha doutrina Monroe está sendo reativada, junto, até, com a V Frota do Atlântico Sul….
    Ora, Eduardo, se o poder econômico e financeiro dos EEUU se faz sentir e repercutir na União Européia, no Japão, pela Ásia, Oriente Médio, até na China; pq, não, no Brasil? A mídia, maldita, está, aê, a desafiar, pelas mãos das organizações, mafiosas, bem ativas., Essas é q precisam ser combatidas, repensadas e discutidas, seriamente, por se constituírem a ponta de lança do “império”, entre nós.
    Qto a fragilidade, republicana e democrática, de nosso Poder Legislativo, qto à partidarização de nosso Poder Judiciário; isso, são consequências de políticas e praxes de nossas elites, dominantes, em consonância com a falecida doutrina Monroe. Não nos deixemos iludir com as Reformas de Base do Pres Jango, até hj, fora do alcance; Urge exterminar com a subversão e o terror da imprensa, maldita. Depois, as vitórias chegarão, fáceis… Abraço, fraterno

  40. O pronunciamento da presidenta Dilma em rede nacional de televisão (23-01-2012), simplesmente demoliu a oposição udenista e a velha imprensa que faz jornalismo do século XIX. Tudo tem o seu tempo, o PIG já teve o seu, acabou! Perdeu seu prazo de validade; tantas foram as manobras golpistas, que perderam seu efeito por saturação e falta de credibilidade. Há uma década a mídia golpista não faz outra coisa senão tentar desconstruir o caráter de Lula e diminuir a sua popularidade, e daí? Nada conseguem além de colher fracassos e fortalecer ainda mais o prestígio do mito. Afastar Dilma de Lula – a criatura se voltar contra o seu criador – é o sonho de consumo do PIG, como se isso fosse possível. Aquilo que não mata fortalece, diz a sabedoria popular; Lula e Dilma se imunizaram ao golpe! Quem como eu, que vivencia a realidade do homem comum da periferia de São Paulo, há de concordar comigo. O Brasil mudou: a opinião publicada não representa a opinião pública; qualquer cidadão por mais simplório que seja, sabe quem de fato mudou a vida dele e por ele luta. Lula é o povo e o povo é Lula, um não se distingue do outro. O PSDB [Partido Sabotador Do Brasil] se aproxima da extinção! Com ou sem a lei de meios, a internet espontaneamente revolucionou a comunicação e democratizou o acesso à informação e ao conhecimento; a partir dela passamos a ser os donos da voz e não mais a voz dos donos; as mentiras são desmontadas em tempo real. Não tem volta, o PIG já era! Estamos no século XXI da Era Lula; negar o salto de qualidade que o Brasil experimenta, é como negar que a Terra gira em torno do Sol; é viver na cegueira do obscurantismo medieval. O POVO NÃO É BOBO, 2014 É DILMA DE NOVO!

    Em tempo: É salutar para a democracia uma oposição construtiva recheada de valores que possa oferecer uma alternância no poder, sempre que um governo da situação não corresponda aos anseios da população, mas infelizmente não é o que ocorre. Enquanto o PSDB estiver associado à mídia golpista e continuar apostando numa agenda negativa do quanto pior melhor, nunca mais ocupará o Planalto. Os tucanos cometem os mesmos erros que os petistas cometeram no passado, de ser sempre do contra, ainda que fosse bom para o País. O mesmo se aplica à imprensa, ou faz jornalismo ou então se assume como partido. No Brasil oposição (PSDB-DEM-PPS) e imprensa se confundem, e acabamos por não ter nenhuma delas! A judicialização da política, e a contaminação política do Judiciário também colocam em risco a nossa frágil democracia. A sociedade e os poderes constituídos deveriam discutir estes temas com maturidade e isenção.

  41. Sem dúvida a vida é feita de contradições e complexidade e nosso debate político patina num maniqueísmo para lá de elementar. Sair dessa condição, todavia, começando por poder tecer críticas ao lado político que apoiamos(por exemplo pela injustificável postura leniente do Governo diante de questões como a reforma agrária e a democratização das comunicações, que continuam paralisadas no Brasil)torna-se muito difícil uma vez que enfrentamos um lado que; ao menos no que diz respeito aos seus “ideólogos”(uso essa palavra inadequadamente para qualificar um bando de pilantras com discurso para lá de superficial)e dos robôs que os seguem, mantém o debate num nível de preconceito e simplificação que dificulta qualquer tipo de entendimento. Até mesmo quando substituímos nossos argumentos por dados, eles simplesmente recusam-se a enxergá-los. Lembro-me de episódio recente que vivi ao comentar com uma pessoa de perfil conservador que o Brasil retirara 40 milhões de pessoas da miséria durante o Governo Lula, dado por sinal comprovado em inúmeras pesquisas de institutos completamente independentes do Governo, que têm seus números usados por fontes empresariais(como o Datapopular)ou até mesmo pela oposição. Simplesmente diante dessa informação, o tal nazista respondeu-me que não acreditava nesses dados. É IMPOSSÍVEL ESTABELECER-SE QUALQUER TIPO DE DIÁLOGO, NEM QUE SEJA UMA DISCUSSÃO POLÍTICA ACALORADA, MAS SÉRIA, DIANTE DE TAMANHA IMBECILIDADE ESQUISOFRÊNICA(DO TIPO, A REALIDADE NÃO ME AGRADA, DANE-SE A REALIDADE, SÓ INTERESSA A PARTE DA REALIDADE QUE AGRADA) A QUAL, AO CONTRÁRIO DO QUE SE PENSA, NÃO É EXCLUSIVIDADE DE UMA MINORIA DE LUNÁTICOS, MAS, ENTRE OS CONSERVADORES, CARACTERIZA A VISÃO DE BOA PARTE DELES. Não tenho fórmulas mágicas , nem soluções prontas, mas talvez a postura mostrada pela Presidenta ontem, ao falar à Nação como uma Chefe de Governo, uma Política e uma Líder, acabando com a palhaçada de “gerente”, rebatendo as críticas, atacando os que agrediam seu Governo com dados numéricos poderá ser o início, visto a óbvia posição de destaque que qualquer declaração de Dilma tem, de uma elevação nesse debate, já que diante dos números apresentados pela Presidenta, ficará difícil para a oposição midiática, que guia a cabeça dos fanáticos conservadores, não discutir usando outros argumentos numéricos, ainda que falsos, sob pena de não o fazendo perder por completo sua credibilidade cadente diante da parcela da Sociedade que, embora não pertença a nenhum dos dois lados, ficará ainda mais indignada se obtiver somente preconceitos e maniqueísmo como única resposta burra a uma argumentação sóbria. Torçamos para que isso ocorra.

  42. Desculpe, mas é assim mesmo. Sem modos, sem rapapés, muitas vezes deseducadamente, desrespeitosamente, até recheada de baixo calão, com mentiras, meias verdades, ironias que se dá o embate político em qualquer lugar. Claro que alguns mais outros menos, mas não dá para esperar lealdade do adversário político, muito menos condescendência. Muitos, meu caso, não gostam de baixarias, coisas fora do contexto, principalmente algo que não possa ter respaldo na realidade. Mas este não é o comportamento comum, principalmente para quem está na oposição, quase sem saída no curto e médio prazo, onde já se esgotaram quase todos os argumentos de que se poderiam valer, que não têm funcionado para convencer ninguém, quando seus apoiadores diminuem. Em nosso caso no Brasil, não que todo oposição seja dessa laia, mas grande parte é remanescente dos apoiadores da ditadura, as famosas viúvas da ditadura que sabemos são capazes de tudo, não apenas verbalmente, como acontece nas atitudes tidas como udenistas, mas de tentar a eliminação física do opositor, que explica ficarem felizes, quando um importante adversário político fica gravemente enfermo, ao ponto de exultarem esperando sua morte, que antecipam com notícias mentirosas. Agora mesmo o jornal de direita espanhol El País está se desculpando de publicar foto em que apresenta o Presidente Hugo Chaves entubado no hospital que é uma mentira. Dá desculpas esfarradas como aconteceu por aqui quando a Folha publicou a a falsa ficha policial da Presidente Dilma. Não quer dizer que o outro lado aja cavalheirescamente. Neste lado também existe o agir udenista, inclusive nas páginas da chamada blogosfera , com menos virulência certamente porque não está perdendo. É do jogo, e não é um jogo limpo. Por isso tanta bobeira, tanto palavrão, tanto desejo para que algo aconteça para virar o jogo ao ponto de acreditar que tudo possa dar esse resultado. Tanta mentira vinda dos apoiadores da oposição, que mais parece imprecação de quem está sem saída e argumentos, afogando-se em direção à desimportância. Em suma, os tons cinza usa mais quem está ganhando e preto ou branco, a ferro e fogo é da oposição, ainda mais uma oposição marcadamente direitista ou pseudo-esquerda como é o caso no Brasil.

  43. Só afirmo o seguinte, em 10 anos o PT deixou o Brasil há anos-luzes dos governos tucanos e anteriores. Fez muito nestes 2 governos e meio, e acredito que até 2022 terá acabado com os problemas na saúde e educação.

  44. Realmente o debate político nunca esteve tão baixo. Na falta de uma agenda para o país, a oposição e seus seguidores limitam-se a atacar o governo da forma mais rasteira e “esgotosférica” possível. O descompromisso com a verdade e com o futuro do Brasil impera. O pior é que partidários do governo rebatem com as mesmas armas. Precisamos de lucidez de ambos os lados.

  45. Ótima reflexão, companheiro Edu. Ontem assistia ao programa da TV Brasil sobre os desafios do século XXI para diversos países, com análises interessantes de estudiosos da Rússia, Índia, Brasil e outras origens – não havia quaisquer certezas, apesar de todo o academicismo aplicado a tais análises. Só uma coisa era certa: os países de quem se esperava altos níveis de crescimento econômico e de melhora social eram justamente os que têm ainda muita pobreza e desigualdades. Nesses se podia investir em sua infraestrutura física e humana, além da redução de outras desigualdades, e esperar um aumento de renda e consumo que dinamizassem a economia. Falou-se em redução da violência, inclusão social, aposta na política e na democracia, uso racional de recursos ambientais … nada dessa lenga-lenga com que nossa mídia nos ‘brinda’ a cada minuto.

  46. Caro Eduardo, meu total endosso a suas observações neste post. O Brasil está perdido em meio a uma “discussão sobre a novela das 8″… E isto se deve não só à pífia oposição que há no país, mas também a todos nós, que acabamos sempre caindo nessas mesmas questiúnculas, em vez de abraçar temas que realmente importam.

  47. Eu achei interessante o que disse o internauta Dionísio no Brasil 247:

    1. Dionísio 24.01.2013 às 19:39
    O “intelectual” FHC-PSDB, arrecadou US$ 100 bilhões com as privatizações. Não bastou ! Precisou emprestar mais de US$ 40 bihões junto ao FMI. Não bastou ! Não pagou a dívida com o FMI !! Ao sair da Presidência era devedor do FMI e deixou de Reservas Internacionais apenas US$ 16 Bi ! O “torneiro-mecânico” LULA-PT não vendeu um centavo do patrimônio público, pagou a dívida com o FMI que o outro deixou e hoje o Brasil além de ser credor do FMI tem US$ 350 Bi em Reservas Internacionais !!! O povão fez as contas e percebeu quem foi o verdadeiro incompetente e ladrão.
    2. Dionísio 24.01.2013 às 19:38
    No governo do PT tem dinheiro para o Bolsa-Família, no governo do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para o Prouni, no do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para financiar a casa-própria a juros baixos, no do PSDB não tinha. No do PT tem dinheiro para construir 12 universidades e 180 escolas técnicas. No do PSDB construiram ZERO e ZERO. E AINDA TEM IDIOTA QUE ACHA QUE É O PT QUE ROUBA ????
    3. Dionísio 24.01.2013 às 19:36
    Para se ter uma idéia do tamanho do roubo praticado pelos tucanos compare com o governo do Maluf, que todos dizem que é um ladrão de marca maior. No governo Maluf se construia 4 Km de linhas de metrô por ano. Nos governos tucanos construiram apenas 2 Km por ano, a metade !! E o Maluf governou no fim da década de 70, a tecnologia era menos desenvolvida (e portanto mais demorada) que a de hoje, e o ORÇAMENTO ERA MENOS DA METADE DE HOJE !!! No entanto, Maluf, “o ladrão” diga-se, construiu o dobro com menos recursos tecnológicos e metade do dinheiro !!! A pergunta que não quer calar é porque a mídia não chama Serra e Alckmin de ladrão, da mesma forma que eles chamam o Maluf ? Seria porque os governos tucanos gastam fortunas com assinaturas da revista Veja, por exemplo ? E por serem otários em acreditarem na mídia que acoberta os crimes dos tucanos é que os paulistas votam nestes calhordas do PSDB há 20 anos !!!

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