O mensalão ianque

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O que este país mais precisa, neste momento histórico, é de doses cavalares de… Memória.  Só revendo o passado é que poderemos avaliar o presente e projetar o futuro. Para tanto, porém, teremos que retroceder no tempo. Voltaremos, neste texto, a cerca de meio século.

Em um momento em que só se fala em “mensalões” – petistas, tucanos etc. –, um documento histórico nos propiciará enxergar o que até hoje permanece nas sombras: o maior mensalão de todos os tempos, bem como coincidências impressionantes entre o ontem e o hoje, as quais continuam a nos roubar a tranqüilidade quanto à democracia que, a duras penas, ainda pelejamos para construir no Brasil.

O documentário “O Dia que Durou 21 anos” (2011) é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

Sim, muitos já assistiram, mas a esmagadora maioria dos brasileiros infelizmente não viu, o que explica a ignorância e a perenidade de tantas mentiras sobre aquele período histórico, que, meio século depois, a grande mídia brasileira mantém vivas.

Esse material imprescindível, que deveria figurar em todos os currículos escolares dos quatro cantos do país, mostra como e por que os Estados Unidos decidiram interferir na política interna do Brasil.

Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana.

Uma frase dos golpistas manipulados pelo governo norte-americano abre o documentário: “Aqueles que não amam a revolução, ao menos devem temê-la”.

Era a senha para o terror que sobreviria por mais de duas décadas, durante as quais verdadeiros facínoras, travestidos de militares, roubaram a nação ao custo de seqüestros, torturas e assassinatos.

Uma rica coleção de documentos oficiais e confidenciais norte-americanos, que vazaram há poucos anos, comprovam cada letra do parágrafo anterior, narrando, minuto a minuto, a estratégia ianque desde pouco antes do golpe militar de 1964 até o dia 2 de abril daquele ano.

O documentário não trata do desenrolar da ditadura, mas de como os Estados Unidos, através do seu então embaixador no país, Lincoln Gordon, ao custo de incontáveis milhões de dólares compraram consciências e colocaram como seus empregados todos os atores do golpismo que seqüestrou e manteve cativo um país inteiro durante mais de duas décadas.

O Brasil, então uma potência emergente, a maior da América Latina, entregava aos ianques o sangue e o suor de seu povo. Homens como Jango Goulart e Leonel Brizola, porém, ameaçavam os “interesses” da potência estrangeira. E o que era “pior”: eram apoiados pelo povo.

Para eliminar a ameaça “comunista” aos seus “interesses”, sob a crença insana de que a América Latina lhes pertencia os EUA fizeram de seu embaixador no país um agente secreto, alguém que se tornou um dos mais relevantes personagens da história brasileira.

Gordon chegou ao Brasil ainda no governo Jânio Quadros, que renunciaria e deixaria o vice-presidente, Jango Goulart, em seu lugar. O objetivo da nomeação desse “diplomata” fluente em português era, escancaradamente, o de transformar a embaixada norte-americana em um mero departamento da CIA.

Gordon abraçou a causa com ardor. E foi através de seu empenho, das idiossincrasias de um único homem, que a maior potência militar e econômica daquela época transformou em um inferno as vidas de dezenas de milhões de brasileiros.

Para seduzir a elite branca, dona de imensidões de terra, de indústrias e, sobretudo, de jornais, rádios e televisões, as idéias de Jango e Brizola sobre reforma agrária cairiam como uma luva.

Os ianques pouco se importavam com os interesses econômicos dessa elite, mas tais interesses lhes seriam úteis para evitar que uma nação do porte do Brasil se tornasse “Não uma Cuba”, como diziam, mas “Uma China”, dada a já imensa população nacional.

O que mais impressiona em “O Dia que Durou 21 Anos” é o depoimento de Robert Bentley, então assistente de Gordon. Grande parte das afirmações que você acaba de ler foram confirmadas e até relatadas por esse homem.

Se você leu, nos últimos anos – talvez em jornais como Estadão ou Folha ou em revistas como a Veja –, que o governo Lula teria inaugurado uma “república sindicalista” no Brasil, saiba que a expressão nasceu nos momentos que antecederam o golpe de 1964.

Eis a primeira das muitas coincidências que sobrevirão.

Em documentos oficiais do governo norte-americano de então, é dito, explicitamente, que o que deveria desencadear o golpe não seria o interesse dos brasileiros, mas o dos Estados Unidos – ou seja: o golpe foi dado por brasileiros com a finalidade de satisfazer outro país.

O presidente norte-americano era John Fitzgerald Kennedy. Esse que alguns até hoje consideram herói cometeu crimes inomináveis contra nosso país de forma a roubá-lo, nem que, para isso, milhões de brasileiros tivessem que pagar o preço. Para tanto, fez com que a agência de inteligência ianque, a CIA, começasse a expandir suas ações no país, começando por São Paulo.

Empresas norte-americanas concessionárias de serviços como energia ou telefonia tinham suas concessões vencendo em um quadro em que não tinham cumprido as exigências do Brasil para que se instalassem aqui. Dependia do governo brasileiro, portanto, renová-las ou não. Era nosso direito. Mas os norte-americanos só aceitariam uma decisão…

Com efeito, o combate midiático ao tamanho do Estado que se vê ainda hoje começou muito antes. Quando você lê num desses veículos supracitados o inconformismo de editorialistas com essa questão, na verdade está dando uma mirada no passado.

As televisões norte-americanas, então, apresentavam longos programas sobre o risco de o Brasil se insurgir contra seus interesses. E avisavam: “Para onde o Brasil for a América Latina irá junto”.

Abertamente, portanto, Kennedy falava à sua nação que seu governo “não aceitaria” uma decisão eleitoral do povo brasileiro que contrariasse seus interesses. E ameaçava: “Temos recursos, habilidade e força para proteger nossos interesses”.

Os Estados Unidos, porém, não precisariam de tanto. Bastaria usarem a carteira.

Primeiro, os norte-americanos tentaram comprar o povo brasileiro – e os de outros países da América Latina – despejando na região quantidades imensuráveis de dinheiro através de um programa que intitularam “Aliança para o Progresso”.

Segundo Bentley declarou em “O Dia que Durou 21 Anos”, eram gastos em Educação, agricultura, infra-estrutura: “Fale em um setor e ali estava o dinheiro da Aliança”, disse ele.

Não foi suficiente. O dinheiro norte-americano não comprava nem o governo João Goulart nem o povo, que continuava apoiando aquele governo.  Assim, sob recomendação de Gordon, os Estados Unidos decidiram que era preciso “organizar as forças militares e políticas contra o governo”.

Kennedy, então, passou a literalmente comprar os opositores de Goulart no Congresso brasileiro, em governos estaduais e, sobretudo, na imprensa. Veículos como o jornal o Estado de São Paulo e O Globo passaram a ser receptáculos de quantidades pornográficas de dólares desembolsados pelos Estados Unidos.

Os beneficiários da dinheirama ianque, em contrapartida, tinham que organizar uma campanha de “enfraquecimento” e de “desestabilização” do governo federal.  Para esse fim, a arma mais importante foi a… Imprensa.

Para que os recursos chegassem aos destinatários, uma trama criminosa foi engendrada. O mensalão ianque, que corromperia a imprensa, parlamentares e governadores de Estado como Carlos Lacerda, chamava-se Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES). Escritórios dessa agência do golpe foram abertos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

A imprensa, subsidiada pelo IPES, passou a fazer campanha anticomunista relatando os “horrores” da União Soviética, de Cuba etc. O empenho anticomunista domou Estadão, Globo e Folha, primeiro, através do bolso.

Esses veículos passaram a verter, dia após dia, acusações e críticas de “descalabro administrativo” e de “corrupção” contra o governo brasileiro. Não passava um único dia sem que torrentes de matérias nesses veículos, entre outros, fossem despejadas sobre o povo.

Informações falsas ou manipuladas eram plantadas na mídia, que, como hoje, pouco admitia uma mísera opinião divergente ou dava destaque a desmentidos. E, se dava, era sempre em proporção absurdamente desigual. Sem falar que muitos assuntos eram simplesmente vetados.

A grande mídia de então inundava tudo que podia com propaganda contra o governo. Cinemas, jornais, rádios, novelas. Tudo. Não havia como escapar de coberturas como as que o Jornal Nacional fez diariamente contra o governo Lula e continua fazendo contra o governo Dilma.

Tudo muito bem pago por dinheiro subtraído ilegalmente do erário norte-americano e repassado, mensalmente, aos escritórios do IPES, que, por sua vez, repassavam, além de a meios de comunicação, também a parlamentares, que passavam a votar no Congresso como queria o presidente… Dos Estados Unidos.

Qualquer semelhança com o que se passa hoje não é mera coincidência.  Se você acredita em mim, pode parar por aqui. Do contrário, assista, abaixo, à primeira parte do documentário “O Dia que Durou 21 Anos”. Já vai bastar, pois o resto da história você conhece.

O DIA QUE DUROU 21 ANOS

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169 Comentário

  1. Estou vivendo ha anos fora, embora passe uns quatro meses no Brasil, todos os anos. Sou obrigada a acompanhar as noticias pelos grandes jornais na internet, e o faço diariamente. Mas de uns tempos pra ca, é nos blogs, como o seu, que consigo me inteirar realmente da realidade brasileira.
    Não sou neofita, em cultura politica ou em historia do Brasil, mas esse seu post de hoje é PRECIOSO, pela quantidade de informações, inclusive as adicionadas pelos comentarios de alto nivel !

    Precioso sobretudo pela ligação feita com a palavra Mensalão do titulo, pela analogia que o artigo e o filme fazem com o momento nosso, em que muitos engolem o propagado (pelo Pig) “escândalo do século”, e vemos essa escalada sinistra se repetindo (bato na madeira).

    Não quero dizer que o blog deva ser ditatorial com criticas e discordâncias, mas uma certa “triagem”, que nos livre de certos “perfeitos idiotas”, como aqueles com os quais você (nomalmente tão diplomatico) perdeu a paciência no post anterior, acho que é benvinda. Parece que foi o titulo que os atraiu.

    Mesmo que o momento não seja prazeiroso, é um prazer compartilha-lo com com quem tem o mesmo desprazer.
    Parabéns pelo seu trabalho, é um prazer lê-lo todos os dias,

  2. Reassisti a este documentário esta semana, também assisti ao que fala sobre a consipiração para derrubar Vargas e me veio à mente a mesma coisa que veio à sua, Eduardo. Também assisti ao do Marighella, do Sílvio Tendler. O que me chamou a atenção é que as figuras da direita, os estereótipos, o domíno da mente do país pela manipulação das notícias, ou seja, as pessoas são as mesmas, algumas podem até ter morrido, mas seus sucessores permanecem com a mesma ideologia preconceituosa, mesquinha, dissimulada e que não querem o avanço do país.

    Esta foi uma semana que assisti a outros, também, inclusive dois que falam sobre racismo; um da BBC, focando o racismo na Europa, Ásia, África, EU e América Latina e um outro do Tendler abordando as mudanças sociais e os racismos ao negro e ao judeu. Enfim, não faço ideia de como e quando a humanidade caminnhará na construção de um mundo melhor, mas o que entendo é que, a sociedade precisa acordar e ser mais participativa nas decisões que lhes dizem respeito. Há instituições que não apenas precisam ser transformadas, mas outras que precisam por fim, precisam deixar de existir, pois são mantenedoras de preconceito e da discriminação.

    Não sei como o Brasil sairá disto, mas quem controla mentes e pensamentos do povo brasileiro há mais de séculos e, a partir da tv, há mais de quarenta anos, precisa ser abortada suas formas ideológicas mesquinhas e segregadoras. Enfim, se o Brasil não acordar, correremos o risco de termos novamente, adequados aos nossos dias, um outro golpe.

  3. Prezado Eduardo: Complementando ARTHUR/WALTER (22:41) Uma boa parte dos recursos para construir a ponte Rio/Niteroi foi retirada- desviada – da previdência social.A partir daquela época a previdência social passou a ser deficitária. Essa é a razão de que muitos desejam que o teto dos benefícios da previdência seja mantido em nível baixo para que os que desejam se aposentarem com um salário melhor, recorrarm à aposentadoria complementar, ou seja, previdência privada. Eu mesmo entrei pelo cano, viví na própria pele essa mentira e exploração. Paguei por mais de 20 anos um plano de aposentadoria complementar e quando fui verificar a quanto tinha direito de complemento, não chegava sequer a um salário mínimo. E olha que eu pagava uma boa grana por aquela porcaria, muito, muito mesmo, maior do que um salário mínimo. O caso está sendo assim em todo o mundo: 1° – criticam o Estado por interferir na atividade econômica, ou no jargão desta nossa época, o Estado inteferindo na vida das pessoas. 2°- recebem financiamento do Estado e não pagam. 3° – quebram as empresas para não pagarem ao Estado aquilo que foi tomado como financiamento.4° -recorrem ao Estado para salvar as empresas que eles(os “empresários e executivos do mais alto nível” quebraram. 5° – aí empobrecem a população com o desemprego e baixos salários, começando com a alegação de que precisa-se diminuir as contribuições sociais para baixar o custo da folha de pagamento se não “não conseguiremos enfrentar a concorrência estrangeira”.Vejam que estes projetos já estão sendo analisados no congresso nacional. 6° – diminuindo e paralisando a atividade econômica obriga o governo a voltar a tomar empréstimo ao FMI,Banco Mundial, Clube de Paris e outros agiotas internacionais , co sede em Nova York, Londres, Paris e Berlim e Frankfurt. 7° -Esse é o que os golpistas estão querendo que aconteça. É por isso que o governo do PT não presta

  4. Prezado Eduardo

    Ainda não vi o documentário, mas a sua análise não está completa e muito provavelmente o documentário também não esteja, já que não falou do IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática – uma das origens da movimentação golpista voltada especificamente para a corrupção eleitoral e parlamentar. (vide http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_Ação_Democrática e http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/artigos/NaPresidenciaRepublica/O_Instituto_Brasileiro_de_Acao_Democratica). Concordo contigo que, neste momento devemos resgatar a história para tentar transformar o limão, que foi o golpe do supremo/midia, numa limonada que pode ser a ampliação da discussão sobre o financiamento público das campanhas eleitorais. E para isto considero fundamental a recuperação do que foi o IBAD e de seu papel no longo dia de 21 anos.

  5. sugiro trocar todos os nomes de praças, ruas,avenidas, cidades e outros logradouros no brasil inteiro, de presidente john kennedy para vice presidente jose de alencar. Tenho certeza que do lado de lá não existe nada como presidente getulio vargas ou outro.
    nossa historia precisa de nacionalismo.

  6. Prezado Edu
    Hoje é mais fácil e mais barato. Corrompem o JUDICIÁRIO (além da imprensa, é claro). O circo armado no STF (juiz bonzinho versus juiz mauzinho) e os parvos votando contra ou a favor das “punições” e “penalidades” dos acusados… É o espetáculo circense do século para divertir a “crasse mérdia” ignorante e devidamenbte desinformada pela mídia venal.
    É o “show” do mensalão! Condenam o ZD, o Delúbio e o Genoíno que lutaram contra a ditadura MILICANALHA “made in USA” e libertam ladrões e criminosos condenados como o Abdelmassih, o Cacciola e o Daniel Dantas, entre outros. Quer circo maior e mais corrupto que esse?
    E a farsa para agradar a “crasse mérdia” ainda não acabou… Querem o Grande Prêmio! Lula!
    Se não formos para as ruas isso VAI ACONTECER.
    Abraço
    Castor

  7. Fora de pauta.

    Rapaz, eu fiquei impressionado com a mente humana, o quanto ela pode ficar bitolada e intransigente.

    Eu falava sobre a diminuição dos juros provocada pelos bancos estatais, que forçou os bancos privados a baixarem os seus juros. Em conversa com um senhor, gente boa até, é um colega de trabalho e que cumpre bem suas coisas, mas altamente direitista, ele foi ouvindo, parecendo até concordar, chegou a dizer que o Santander tá com uma mensalidade de R$ 32,00, e que os bancos estão inflacionando a mensalidade. Daí eu disse que tenho conta no Banco do Brasil e no Itaú, no Banco do Brasil a mensalidade tinha permanecido em R$ 8,00 e no Itaú, estava em R$ 13,00. Aí, o impressionante aconteceu, parece que nada do que foi dito antes valeu, ele começou a dizer que o Banco do Brasil estava aumentando tudo para pagar o Bolsa Família e dar dinheiro para vagabundo.

    Deixei então ele falar mais só para ver onde esta conversa ia dar. Então ele começou a esculhambar o aumento que os vereadores daqui se deram, que foi de 45%. Eu disse que isto está previsto na constituição e nas leis, posso até não concordar com o total, mas entendo que um político tenha que ter um valor maior para compensar a falta de trabalho que terá após o mandato, mas está lá. Ele olhou meio reticente para mim. Daí, ele falou do caso de um engenheiro que ganhou uma causa em que ele tem o aumento de salário atrelado ao aumento do salário dos vereadores. Então, outro colega meu disse que para ele bastaria o salário dele aumentasse de acordo com o percentual do mínimo. Eu disse que a pretensão do governo era que o mínimo aumentasse ao ponto de igualar as classes e termos uma grande classe média. Mais uma vez, o impressionante aconteceu, o pensamento conservador se mostrou como ele é, o senhor meu colega disse que o PT quer socializar a mizéria, e que o PT deveria ser banido da política.

    Continuando, aí é que ele deslanchou suas idéias bitoladas e conservadoras. Falou do mensalão, que era para acabar com o PT de vez e que agora era a hora de pegar Lula, eu o interrompi e falei que estava para vir o mensalão do PSDB, mas parece que ele nem ouviu, então ele largou a grande pérola, que ainda não tinha lido a veja para saber das últimas revelações de Valério, que jogava Lula na fogueira, que mostrava que Lula chantageava, que deve ter mandado matar Celso Daniel e que tinha dinheiro fora do país, falou do filho de Lula e da foto da fazenda dele, eu o interrompi, e disse que a foto da fazenda era de um instituto, daí ele me disse, “-que nada, é a fazendo do filho dele”.

    Pois é, este é um autêntico direitista, vota em ACM Neto que disse que ia ampliar o bolsa família, mas é contra o bolsa família, que segundo ele, subtrai o dinheiro dele… já que ACM Neto disse isto, então ele deveria não ter votado nele…

  8. Perfeito Edu, vamos recontar a história do Brasil, a verdadeira porque até agora só tivemos manipulações. E falando em mensalão lembrei-me do famigerado Baneser aqui em SP, aquele cabidaço que o Quércia criou para abrigar seus acóllitos e que levou o Banespa à quase falência, pois era dali que saiam os recursos.

  9. Fora de pauta: Os supremos ministros, depois do espetáculo, agora investem em aumento do próprio salário.
    Segue um link para manifestações contrárias:
    http://www.causes.com/causes/621566-apoie-a-reducao-do-salario-dos-politicos-brasileiros

  10. Oi Eduardo!
    Parabéns!!

    Você realmente faz um trabalho de imensa utilidade nesse blog, nas horas que se dedica a escrever ou reescrever a história do nosso querido Brasil, tão arrasado por esse tipo de manipulação!
    Sempre achei que se Jango tivesse colocado em prática todos os seus projetos, livre, nossa história seria outra, de verdadeira justiça, igualdade, distribuição de riquezas, reforma agrária, respeito e proteção ao que é aqui produzido, sem interferência ou influencias externas, etc!!
    Com Darcy Ribeiro junto nem se fala, era um sonho!

    Que seus textos possam ser espalhados aos 4 cantos, inspirando outros!

    Infelizmente os EUA exercem grande influencia em mentes demais aqui ainda, quando irão parar com essa bobagem, acordar???!!!

    Obrigada! Continue! Saúde, energia e inspiração!
    A grande mídia que temos é uma enorme tragédia.
    Abraço

  11. A luta do Brasil é contra o seu proprio passado.E lutar contra o passado significa conhece lo de tal maneira que se possa reconhecer nele.É incontestavel a influencia politica do Brasil,um pais-continente,sobre os demais paises da America do Sul.Só que muito lentamente estamos nos dando conta do poderio que nós temos.Poderemos moldar o curso da historia das republicas sul americanas,nas proximas decadas,caso venhamos a reconhecer tal poderio.Esse é o nosso destino manifesto,gostemos ou não dessa expressão,principalmente se levarmos em conta que ela surgiu em um momento em que o poderio dos EUA se projetavam no mundo.E quanto à República do Norte e a nossa República,trata se de uma briga pela hegemonia no continente americano.Tanto EUA quanto Brasil,são inegavelmente dois colossos.É inegavel o poderio militar dos EUA,porem,não é por essa razão que o Brasil tem que olhar de baixo para cima a República do Norte,mas de igual para igual,Até mesmo porque nada na historia é permanente e muito menos ainda o poderio das nações.Ninguem diria no inicio do seculo XX,que o ¨imperio onde o sol nunca se põe¨(Inglaterra) chegaria ao fim em menos de cincoenta anos.As nações assim como as pessoas nascem,se desenvolvem,chegam a sua maxima potencia,começam a decair.Isso Arnold Toynbee,historiador britanico conservador,reconheceu com relação ao colapso do Imperio Britanico.O desafio a todos nós está posto e as escolhas são bem claras:ou sermos uma nação com peso nas decisões regionais e internacionais ou continuarmos como uma ridicula republiqueta de bananas sem futuro e sem identidade.

    • O maior problema é sabermos se temos lideres que estejam à altura desse momento historico que se apresenta.Se Dilma é a terceira mulher mais poderosa do mundo,que use esse poder,mesmo que em principio pareça uma atitude autoritaria,mas em beneficio do pais,de seu povo,e de um principio que não deve ser esquecido:somos uma grande nação e portanto temos de agir como uma grande nação.

  12. Acredito no que você fala, vi parte do que aconteceu, mas assisti assim mesmo o vídeo. A gente não sabe tudo e talvez isso ainda seja só parte da história. Muito oportuna a memória documentada nesse instante. Fico pensando de onde viria o dinheiro hoje para nossa oposição midiática e dos partidos quase quebrados de oposição. Num mundo globalizado, mas em crise, quem seria os mais afetados com o desenvolvimento do Brasil? Os bancos e as instituições financeiras de investimentos? A mídia global, em crise também, mas em expansão avassaladora e competitiva por conta da telefonia e das novíssimas tecnologias? Sabemos que as corporações são superiores aos governos em dinheiro e poder. Quais as que devemos temer mais?
    Nessa história toda de conspiração vinda dos EUA, tem um dado irônico atual. Segundo alguns comentaristas, Obama foi eleito graças ao voto latino-americano. Será que a globalização fará das Américas uma única América latina? A imigração seria uma nova forma de revolução cultural e inclusão mundial que ultrapassa o medo e a submissão dos países outrora colonizados, hoje chamados periféricos?

  13. Edu,

    Sinto tanta vergonha desse tempo e quando você me lembrou dessa fase imunda da our history fiquei com um nó na garganta. O livro do jornalista Paulo Moreira Leite, correspondente da Gazeta Mercantil em Washington, obteve um documento com a transcrição dos 28 minutos do encontro, ocorrido em 30 de junho de 1962, na Casa Branca, entre o presidente John Kennedy, o seu assessor Richard Goodwin e o embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon. Hoje, conhece-se até uma gravação em áudio dessa reunião. Nela, Gordon pediu autorização para apoiar a preparação de um golpe militar no Brasil e ajuda financeira para isso. Fixou em 8 milhões de dólares o necessário para derrubar Jango. Kennedy regateou e bateu o martelo em 5 milhões de dólares.

  14. Edu,
    Era bom reproduzir este post seu para o E-Mail da “nossa” grande “eminência” jurídica (mas, zero de cultura histórica !), Min. Marco Aurélio de Mello, que achou a ditadura “o mal necessário”, segundo as suas próprias palavras. Outros ministros seus colegas (quase todos), também deveriam receber estas informações.

  15. Parece que Dilma acha que o PIG mudou de la para ca, ela e o PT acreditam em papai noel.

  16. Prezado Eduardo: A tão famosa aliança para o progresso viava basicamente 3 coisas.
    1° – anular( e de fato conseguiu) o pan americanismo que era idéia de juscelino kubitscheck para integração da america latina e mais especificamente a américa do sul.
    2° enviar espiões para se infiltrarem na pequenas cidade e comunidades do interior do Brasil.Esses espiões tinham o bonito nome de Voluntários. Muitos ao chegarem aqui largaram a aliança para o progresso, casaram-se com brasileiros / brasileiros e foram ser professores de inglês.
    3° – procurar endividar o Estado brasileiro a fim de que vivêssemos de cócoras sob as bençãos do Tio SAM.
    Pergunto: Por que será que tem uma turma que participou do governo de FHC e está agora criticando as baixas taxas de juros no governo de PT ?

  17. Esse é o mesmo da entrevista ao Bob Fernandes? Vou procurar essa entrevista estarrecedora e postarei para que todos vejam. Abrçs

  18. Bom dia.

    O Mensalão é uma mistura de política, Direitos Fiscal / Eleitoral, Fauna e Fenômeno Geográfico: Quando é nacionalizado, é do PT; quando se refere aos tucanos, passa a ser mineiro; aí ele já não é mais mensalão, é caixa-dois. Haja malabarismo, nesta sanha de enquadrar o Lula.

    Baseado (epa, FHC!) nisto, gostaria de fazer uma pequena correção: de acordo com a nomenclatura malabarística do PIG, o Mensalão cito deveria ser cognominado Mensalão novaiorquino. Fica chique. Profundamente criminoso, mas chique.

    E, além do mais, solicitar ao Meister Hariovaldo de Almeida Prado, o gaiato serapiônico da Respública, que faça um retumbante artigo enaltecendo o IPES, o IBAD e a Fundação Ford (com a gente!), pelos relevantes serviços prestados aos “irmãos” do Norte.

    Saudações obâmicas, haddádicas e luláticas,

    Morvan, Lula e que venha o STF4P, digo, Usuário Linux #433640.

  19. Bom , vamos ver até aonde vai o compromisso com os fatos e se este tema é de interesse para ser debatido ou tão sómente algo unilateral e de visão parcial . Vamos aos fatos :
    – Na década de 60 , o mundo estava em plena guerra fria entre o capitalismo e o comunismo . Afirmar que tão sómente os EUA defendiam seus interesses mundo afora , realizavam ingerencias em outros paises e empreendiam ações de ineligencia para defender sua ideologia é de uma parcialidade vergonhosa . No caso do Brasil , a URSS , via Cuba , já treinava , financiava e apoiava guerrilhas no Brasil , desde o final dos anos 50 , portanto 4 anos antes do golpe militar . E , para se ater a nossa região , a ingerencia e apoio comunista em Cuba depois da revolução também é um fato irrefutável .
    – Infelizmente , a postura das ditaduras de esquerda em relação aos seus documentos sigilosos não é a mesma que a das democracis capitalistas , que após um periodo de sigilo, divulgam seus aqrquivos . Na verdade , os unciso documentos liberados pela ex URSS , foram alguns arquivos antigos da KGB que , na verdade , acabaram confirmando que os emricanos supeitos de espionarem para a URSS durante o period nos EUA , conhecido como Macarthismo , eram de fato agentes a serviços do comunismo . Então temos pelo lado dos capitalistas documentos oficiais e pelo lado das esquerdas , fofocas e achismos interesseiros .
    – Não ha como negar o viés esquerdista de Goulart , Brizola e das ligas camponesas , e , considerando novamente a guerra fria citada acima , da mesma forma que os EUA tentavam puxar a sardinha para a sua brasa , seja lá como fosse , a URSS fazia a mesma coisa .Ou será que devemos partir do hilario credo de que a URSS nada mais era do que um inocente , igenuo e bem intencionado império , movido pelas melhores intenções , que era enganado e tripudiado pelos insensíveis americanos capitalistas , rs ?
    Interessante também é criticar o fato de os EUA , para defenderem seus interesses , terem feito no Brasil , investimentos em educação , agricultura e nas Industrias brasileiras .
    – Durante a ditadura militar , a dissonancia e atritos entre o governo brasileiro e os EUA foram patentes . Desde a implementação da ampliação do território brasileiro com as 200 milhas da costa , a lei de informática e a compra das usinas nucleares da Alemanha , todas estas ações baterma frontalmente com os interesses americanos . Ao mesmo tempo, afirmar que as guerrilhas de esquerda que atuaram no país por quase 20 anos queriam implementar a democracia no Brasil também não passa de mentira crassa . Queriam sim , imnplementar a mesma ditadura comunista de Cuba , tendo os guerrilheiros se abrigado , treinado e terem suporte financeiro e logistico dem Cuba .
    – Os mesmos documentos secretos liberados pelo pentágono , bem como inclusive uma declaração no filme acima , atestam que , até o golpe militar , os EUA nao tinham nem certeza e muito menos ingerencia sobre o que estava para vir . Ouviam alguns rumores , mas só tiveram a confirmação , um dia antes do golpe .
    – Em termos de ditaduras , não ha uma unica ditadura sequer nos ultimos 60 anos na América Latina , que possa ser comparada , nem de longe , em termos de longevidade ,radicalismo , mortos gerados e violencia , à ditadura cubana . Demosntrar indignação com as ditaduras militares na América Latina e aos mesmo tempo ser passivo em relação a ditadura cubana é de uma parcialidade e alienação imressionantes .
    – Por fim , uma pergunta : Teria o Brasil vantagens ou desvantagens em frear a escalada esquerdista , a guerrilha e a tentativa de implementação de uma ditadura comunista no país ?

    • O celerado esqueceu-se de citar suas fontes: Veja, Estadão, Folha de São Paulo e o diário do Lacerda..
      Incrível que 50 anos após o golpe ainda existam rebotalhos intelectuais que usam exatamente os mesmos argumentos das senhoras católicas de antanho para justificar a ingerência americana e os golpes na América Latina.
      Só a morte para livrá-los destes laços. Pena que ela demore tanto e a gente não possa, legalmente, ajudá-la…
      Eutanásia já!

      • Ora Scan , esqueça o mensageiro , comente e contraponha com fatos o que escreví .
        Afinal , voce tem informações e a capacidade para debater o que escreví ou a rotulagem à minha pessoa é o teu limite ?

    • Que silencio interessante !! . Ele por acaso poderia ser interpretado como opção pela fantasia ao invés da realidade ou algo como , na falta de bons e factuais argumentos , é preferível deixar para lá , rs ?

      • Mas como ainda tem puxa-saco de americano nesta porra de terrinha de Santa Cruz, hein?
        É tão bom assim lá, meus caros?
        Por quê então vcs não se mudam de uma vez por todas, com passagem só de ida (que eu duvido muito que vcs consigam, dado que a raça pura norte americana não se interessa por qqer alma nascida abaixo da divisa com o México, a menos que vá pra lá lavar banheiros e cuidar de velhos enfermos ou repassar conhecimentos que tenha adquirido por conta própria…)
        Não dá pra entender, e não adianta vir com este negócio de ditadura cubana, porque nós vimos como a borracha (borracha?) comia no lombo da galera aqui por volta da década de 70.
        Não tem argumento, vitor bonini e catão, que me convença que se fôssemos ‘colonizados’ por norte americanos seria bom. Nâo tem!
        E prestem atenção ao documentário: é um deles falano deles mesmos! Será por acaso um traíra?
        E se for, estará sendo assistido por dois traíras como vocês!
        Precisa desenhar ou já entenderam?

      • Você quer ser levado a sério, Vitor? Deixe de repetir o que aprendeu no cursinho (o contexto da Guerra Fria) e estude mais. Depois, vá e faça uma crítica interna ao texto do Eduardo.

    • O burrão nem se dá conta que ao citar número de “mortos gerados pela violência” em Cuba tem, obrigatoriamente, que colocar-se diante de duas alternativas:

      1 – Ou Cuba permite que qualquer zé-ninguém saiba suas estatísticas reais de mortos e não pode ser caracterizada como ditadura;
      2 – Ou Cuba é uma ditadura sangrenta, e as estatísticas reais estariam guardadas a sete chaves e as que você se exime de mostrar são falsas.

      A menos que o jerico tenha se baseado em “contagem de corpos” (os irmão do norte são peritos nisso…) feita pela Fundação Ford ou pela USAID.
      Qual delas, burrão?

      • Puxa Scan , pela tua reação e rotulagem pareçe que este tema é meio esínhoso para voce , não é ? Voce posta uma barbaridade alienada destas e ainda se acha na posição de chamar quem seja de burrão ?
        Quanto a este absurdo da contagem de mortos resultantes da ditadura cubana , voce por acaso estaria exigindo o a testado de óbito de cada um deles , rs ? Ou nesta espantosa intelectualidade que te guia , voce gostaria de afirmar que não ha morto nenhum gerado pela ditadura cubana e que isto nada mais é do que uma invenççaõ do PIG e das oligarquias , rs ?
        E , caso o número de vítimas de fato seja um assunto delicado e obviamente carente de bons argumentos para voce , podemos debater sobre as liberdades , a democracia , a economia e o bem estra social ?

        • Primeiro me mostre as suas estatísticas sobre o assunto em pauta.
          Prove que a “contagem de corpos” em Cuba supera, “de longe” a contagem do restante da AL.
          Chame teus irmãos do north que são excelentes no mister…
          Hehehe.
          Tente a Fundação Fairfield, o DoD, o DoS e instituições reconhecidamente isentas em termos de estatísticas.
          Parece que Rand Corp também tem algumas interessantes.
          Meu deus, me pergunto o que estou fazendo aqui perdendo meu tempo com inúteis…

          • Estou te dando uma colher de chá Scan , isto é , se voce tiver mais algum tempinho nesta tua soberba agenda reservada aos intelectuais e excludente dos inúteis , rs .
            Esqueça as vítimas , vamos fazer de conta que a ditadura cubana nunca , mas nunquinha mesmo gerou uma vítima sequer .
            Me humilhe , me de uma lição de história , rebatendo e contrapondo os outros pontos do meu comentário . Alias , é a segunda vez que est burrão aqui te cobra isto e voce insiste em sabonetar , se atendo a contagem de corpos , rs .

          • Eu não quero colher de chá.
            Bastam-me as estatísticas.
            Tem ou não tem?
            Se tem, divulgue-as e mostre que Cuba não é a ditadura apregoada; se não, retire o que disse sobre contagem de corpos.
            Simples assim.
            E (bocejo), por favor (bocejo), não me venha com a velha e cansada tática (sic) de tirar o foco, aumentar a amostra e a entropia na tentativa de esconder sua ignorância sobre fato específico.
            Não cola mais: sua estirpe já levou isso à exaustão.
            Números, por favor.

    • Prez ado Vitor: TUDO sobre as razões (digamos assim…) para o golpe de 64, são suposições !!! a verdade é algumas pessoas, comprovadamente, traíram a pátria, a soldo de nação estrangeira. Pelo insignificante número de (verdadeiros!!!) comunistas presos logo após a traição, logo se vê que não era NADA daquilo…

      E sobre Cuba, onde os (lá sim!!!) revolucionários colocaram “os seus na reta” , estás completamente “por fora” do que aconteceu e do que acontece em Cuba, amigo…
      Queria eu que, em São Paulo, o estado mais rico da federação , os índices de mortalidade infantil e analfabetismo fossem iguais aos de Cuba….

  20. “Jamais permitiremos o surgimento de um outro Japão, principalmente abaixo da linha do Equador”.
    Henry Kissinger – (Fürth, 27 de maio de 1923) é um diplomata usamericano, de origem judaica, que teve um papel importante na política externa dos Estados Unidos entre 1968 e 1976.
    —————————————————————————————————————————–

    “Os Estados Unidos não têm amigos. Têm interesses”.
    John Foster Dulles (Washington, 25 de Fevereiro de 1888 – Washington, 24 de Maio de 1959) foi um político usamericano, secretário de Estado, que por várias vezes participou na elaboração de vários tratados internacionais. Foi uma das figuras de destaque durante o período da Guerra Fria.
    —————————————————————————————————————————–

    Certamente, Kissinger e Dulles estavam se referindo ao Brasil. No segundo caso, Dules respondeu a um discurso de Juracy Magalhães, que falava da amizade entre os países.

    • Retiro a expressão em relação a H. Kissinger, por não concordar com ela “…de origem judaica…”. Estava na fonte onde busquei a informação e eu passei batido. Peço desculpas.

  21. Prezado Eduardo.Companheiro Dimas Antonio Granado de Pádua – (11:37 horas) estamos sendo colonizados de modo sutil que pouca gente enxerga a “sinuca de bico” em que estamos entrando.Estamos fornecendo armas legais através da ONU(defensora de interesses das chamadas grandes potências).Estamos dando ouvido às ONG.Digo sem medo de exagero ou de erro.Mais de 70% dessas ONG é que estão cavando a nossa sepultura como nação unida e independente, pois elas estão a serviços de governos estrangeiros que querem nos manter colonizados e criando condições legais para a separação de parte do território brasileiro, notadamente a região norte que é rica em água, florestas e minérios.
    Sugiro a leitura dos livros abaixo.Alí podemos constatar com que fio a corda está sendo feita.
    1° Uma Demão de Verde- os laços entre os grupos ambientais, governos e grandes negócios.
    2°- Máfia Verde -Ambientalismo : Novo Colonialismo -vol.1 e 2.
    3°- América do Sul – Integração e Infraestrutura.
    Todos esses livros são da Capax Dei Editora Ltda.
    Até parece que sou vendedor de livro da Capax Dei(rss.rss,rss), mas acredite, os livros são bons e nos dão uma boa visão – os 2 primeiros indicados- sobre a safadeza dos governos estrangeiros em relação ao Brasil.

    • É inegavel a ligação entre ONGs ¨ambientalistas¨e o imperialismo anglo-americano,ja que são as verdadeiras pontas de lança de dito imperialismo.A defesa do meio ambiente hoje,mais do que nunca,esconde por tras interesses extremamente sordidos.Um imperio que cresceu à sombra da Pirataria(Inglaterra) assim como uma República que se expandiu pelo mundo atraves do suborno e da mais pura e criminosa intimidação,quando não recorrendo pura e simplesmente ao assassinato seja de Jacobo Arbenz ou de Allende ou de Saddam Hussein( ex agente da CIA e ex ditador iraquiano que por mais sanguinario que fosse merecia um julgamento no minimo justo e não um julgamento,que a exemplo do julgamento da AP 470(ou a farsa do mensalão),foi apenas uma grotesca simulação de julgamento),assim como o assassinato de Osama Bin Laden(outro ex agente da CIA eliminado como queima de arquivo),digo,um imperio que cresceu à sombra da pirataria e uma república que cresceu à sombra dos mais variados crimes,mais cedo ou mais tarde teriam que se associar,para partilhar o mundo entre si.E é isso o que Estados Unidos e Inglaterra fazem,seja no continente Africano,no Oriente Proximo ou no Extremo Oriente ou mesmo na America Latina.Eo destino dos povos desses continentes?Para tal Imperialismo tais povos,como os respectivos paises,são descartaveis.Use,abuse e depois jogue fora.

      • Dimas, com esses ‘dados’ vc quebra as pernas da ‘moçada’ do hallowen….
        moderador, com licença…..KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  22. Eduardo Guimarães,

    peço-lhe encarecidamente: por favor deixe esse post – o Mensalão ianque – por mais seis meses em destaque entre os posts mais recentes. E’ correto lembrar do governo Vargas como o inicio do golpe de 64 , como fez ARTHUR/WALTER. Chomsky escreveu que em 1950, num encontro de Embaixadores latino-americanos, o estratega politico George Kennan, advertiu os presentes ”a maior preocupação dos EUA é proteção das nossas (isto é, da A. Latina) matérias-primas. Devemos combater a heresia que o governo tem responsabilidade direta pelo bem do povo. Isso é comunismo, seja qual for a real opinião dos que a defendem”. Kennan explicou como agir: ”… repressão policial do governo local. Isso não é vergonhoso, porque os comunistas são essencialmente traidores”. Entrevistado por Carta Maior, o documentarista P. Guzmán falando sobre Allende e Pinochet, fez uma apaixonada defesa da memória: “Os países que praticam a memória são mais vívidos, mais criativos, são mais distintos. Os países sem memória são anêmicos, não se movem, são conformistas, e caem numa espécie de cultura de sofá, gente que está sentada no sofá assistindo a televisão… E não se movem. A memória é um conceito tão importante quanto a circulação do sangue”, afirma Guzmán. O colunista Mario A. Jakosbkind, do DR, escreveu relatando a sua experiência: ”perguntei a dois jovens de classe média se já tinham ouvido falar em V. Herzog e J. Goulart. Ambos disseram que não. Para um deles, que se apresentou como recém formado em publicidade, de 21 anos, ”Goulart foi um guerrilheiro que lutou contra a ditadura”.

    O quadro é desalentador. João Goulart foi um guerrilheiro que lutou contra a ditadura? Quem foi Janio Quadros? Foi o cara que – apenas- renunciou?. Quantos sabem que foi ele que entregou os cargos estratégicos de sua administração ao grupo estadunidense MELLON TRUST, através de seus agentes diretos, como o banqueiro Clemente Mariani (no Ministério da Fazenda), o industrial Artur Bernardes Filho (no Ministério da Indústria e Comércio), o advogado Pedroso Horta (no Ministério da Justiça), o comerciante João Batista Leopoldo Figueredo (no Banco do Brasil, junto com o lacaio fiel do capital financeiro internacional Roberto Campos também da HANNA, o advogado da HANNA Caio Mario da Silva Pereira (na Consultoria-Geral da República), além de ter mantido intacta a máquina do Ministério da Fazenda montada na gestão de Sebastião Paes de Almeida, também do MELLON TRUST. Foi como entregar o ouro (Brasil) pros bandidos. Precisamos recordar os nomes desses vende-patria. Quantos brasileiros conhecem os Atos do Poder Legislativo assinados por Delfin Neto, Magalhães Pinto, Lyra Tavares, Mario Andreazza, Macedo Soares, Leonel Miranda, Hélio Beltrão, Jarbas Passarinho, Gama e Silva, etc.. Quantos sabem o que custou – e ainda custa – ao Brasil, o desempenho politico/institucional de um indecente como Delfin Neto? De um Zé Sarney? Quantos sabem que Janio passou o comando das FFAA ao braço armado desses vende-pátria (almirante Sylvio Heck, o brigadeiro Grum Moss, o general Cordeiro de Farias?) Por favor deixe o post ”o Mensalão ianque” em destaque por mais 12 meses. O Brasil democratico agradece.

    • Eliseu, este post está me ensinando coisas que eu jamais tive acesso, mesmo perguntando e lendo a respeito. E os comentários acrescentando mais ainda.
      Realmente este post do Edu deve ficar em evidência, pra que outros que não o leram agora o façam quando puderem.
      PS. esta da cultura de sofá é ótima…

  23. Oi Eduardo

    Eu li esse texto no “Midiacruci’s Blog”, se achar interessante, divulgue, de toda maneira, obrigada!
    É sobre o julgamento…uma atitude em conjunto precisa ser colocada em prática:

    http://midiacrucis.wordpress.com/2012/11/09/carta-aberta-aos-senadores-e-deputados-do-pt-e-das-forcas-progressistas/

    “Diga não à violação do artigo 5º da Constituição Federal pelo STF!

    Diga não ao julgamento de exceção do STF!

    Queremos que nossos representantes no Congresso Nacional se posicionem contra isso!

    Caros deputados e senadores,

    O atual silêncio da bancada petista nos incomoda. Vocês receberam milhões de votos de cidadãos e trabalhadores de todo o Brasil e devem sim honrar seus mandatos. Nós, cidadãos e eleitores do PT, estamos fartos de sermos chamados de desonestos, eleitores de “petralhas”, eleitores de bandidos, bandidos eleitores, achincalhados pelos grandes meios de comunicação (a atual ministra da Cultura e senadora por São Paulo, Marta Suplicy, eleita com milhões de votos de eleitores de São Paulo, escreve coluna periódica no jornal que mais nos achincalha, mais nos estigmatiza politicamente, a Folha de S.Paulo, e isso é algo inconcebível). Tomem tenência!

    Nós eleitores de vocês, deputados federais e senadores, queremos resposta imediata e sem delongas a este massacre midiático em que se converteu o julgamento da Ação Penal 470 no STF. Queremos pronunciamentos no Congresso já! Queremos declarações públicas de que este julgamento no STF é um julgamento de exceção, pois não somos eleitores leitores de Vejas da vida e nem dos jornalões. Sabemos o que se passa neste julgamento e por isso somos conscientes ao rotulá-lo como de exceção.

    Por isso, como eleitores atentos, queremos já a manifestação dos senhores eleitos com nossos votos. Não é possível tamanho e constrangedor silêncio dos senhores deputados e senadores diante do que está ocorrendo neste país. Não é aceitável este silêncio que nos causa vergonha diante das absurdas condenações, posto que extravagantes, esdrúxulas e ao arrepio da Constituição Federal e dos direitos elementares dos cidadãos que estão sendo proferidas no STF. Estamos vivenciando um tribunal de exceção em plena democracia e isso exige dos outros poderes, os senhores, que se manifestem.

    Provas estão sendo negligenciadas em prol de ilações e conjecturas. O ônus da prova da acusação, princípio basilar dos Direitos Fundamentais do Homem, perdeu-se no vendaval de absurdos que estamos assistindo, dia após dia, e os senhores se mantêm em silêncio obsequioso, sendo portadores do mais legítimo poder em uma democracia.

    Nós, cidadãos do Brasil, trabalhadores, abundantemente abastecidos por informações que nos permitem entender claramente o que está acontecendo e eleitores dos senhores, exigimos que se manifestem imediatamente.

    Sabemos que a Constituição Federal em seu artigo 5º inciso XXXVII preconiza de forma taxativa que não haverá juízo ou tribunal de exceção nesta República. Pois bem, estamos vivenciando este fundamental preceito constitucional violado pelo STF em nome das pressões da mídia monopolizada do Brasil, na qual o governo federal despeja rios de dinheiro. Trata-se de um julgamento venal, de exceção e que atinge o PT em suas origens e nós não aceitaremos isso. Estamos colocando em xeque a credibilidade do STF sim!

    Por isso exigimos que vocês, nossos representantes, não se omitam nesta quadratura política e de tensionamento. Nós, cidadãos e eleitores de vocês, por isso, exigimos que honrem seus mandatos, em nome do que resta de democracia neste país.

    Este movimento está apenas começando. Sabemos que responderão as nossas expectativas. Aguardaremos suas manifestações em plenário, nos blogs onde há livre manifestação de pensamentos e opiniões e em todos os espaços que julgarem fundamentais de modo a honrar os votos e a esperança das quais são depositários.

    O que jamais aceitaremos é a omissão!

    Jamais!

    Nós, cidadãos, hoje sabemos que somos o real poder neste país.”

  24. EDU, maravilhosa a materia, meu pai meu tio e eu que participei ainda jovem contra o golpe estão comemorando no cemiterio da consolação, o verdadeiro registro da historia, eu me recordo Edu que alguns dos amigos do meu pai que nos visitavam na grafica no Bom Retiro não voltarão mais, eu Edu choro em recordar do desaparecimento deles. hoje ja velho aqui em Jundiai rio daqueles que gritam sobre democracia, mais nos anos de chumbo estavam ou debaixo da cama ou apoiando o golpe.

  25. Desculpe Edu, se tratava de outra coisa…segue aquela que me referi:
    “EUA grampearam Alvorada e Itamaraty. Confira a entrevista

    Serviços secretos dos Estados Unidos grampearam os telefones do Palácio da Alvorada e do Itamaraty, em Brasília. A informação foi obtida pelo repórter Bob Fernandes, autor da reportagem de capa da última edição da revista Carta Capital, publicada nesta sexta-feira (19/03). Fernandes entrevistou o chefe do FBI no Brasil de 1999 a outubro de 2003, o português Carlos Costa.

    O jornalista revelou a Paulo Henrique Amorim as principais informações que obteve do FBI. Clique no vídeo ao lado para assistir.

    ”Carlos Costa não desmentiu nem confirmou se o Palácio da Alvorada e o Itamaraty foram grampeados por agências de inteligência dos EUA. Ele negou que o FBI tenha grampeado, mas deixou subentendido que serviços secretos dos EUA instalaram os grampos”, revelou o jornalista.

    Bob Fernandes reproduziu para o UOL News os principais momentos de seu diálogo com Carlos Costa. Confira:

    Bob Fernandes – Essa é uma questão muito delicada. Tenho a informação de que vocês receberam ordens para
    grampear o Alvorada e o Itamaraty.

    Carlos Costa – Como você sabe disso?! De quem você recebeu essa informação?! Estou surpreso. Não vou
    tocar neste assunto. Ponto final.

    Bob Fernandes – Então o senhor não confirma nem desmente ter recebido a ordem de pôr os grampos?

    Carlos Costa – Não confirmo nem desminto. Como você verá em nossa conversa daqui por diante, eu já me recusei a cumprir ordens bem menos graves do que esta.

    Polícia comprada

    Carlos Costa também revelou que a Polícia Federal brasileira teria sido ”comprada” pelas agências norte-americanas de segurança. Segundo Bob Fernandes, o ex-diretor do FBI no Brasil afirmou que a polícia brasileira ”pede esmolas para estrangeiros”. As principais operações da PF, de acordo com Costa, seriam financiadas pelos americanos que, desta forma, gozam de nefastos privilégios em território nacional.

    Fernandes reproduziu na entrevista a Paulo Henrique Amorim os principais trechos de sua conversa com o ex-diretor do FBI no Brasil sobre a polícia brasileira. Veja abaixo:

    Bob Fernandes – Como são as relações dos serviços secretos americanos com a polícia do Brasil?

    Carlos Costa – Você se refere à polícia de vocês ou à comprada por nós?

    Bob Fernandes – Comprada?

    Carlos Costa – Sim, comprada. Nossas agências doam todos os anos milhões de dólares à polícia de vocês para executar operações vitais. No ano passado, a DEA doou US$ 5 milhões, o departamento de narcóticos doou uns US$ 3 milhões . . . Os EUA compraram a Polícia Federal do Brasil. E há um antigo ditado que diz o seguinte: quem paga dá as ordens.

    Bob Fernandes – Vocês se locomovem com facilidade no Brasil?

    Carlos Costa – Com toda a facilidade.

    Bob Fernandes – Mas o Estado brasileiro não controla a circulação dos agentes estrangeiros em seu território?

    Carlos Costa – Não controla. Repito: quem paga é que dá as ordens. Não creio que o governo brasileiro tenha
    noção do quanto sua polícia está infiltrada por nós há anos. A polícia do Brasil não tem autonomia na prática.

    O jornalista disse que Carlos Costa exemplificou a subordinação da PF aos interesses americanos com o caso de Shalom Weiss, foragido da polícia dos EUA, que estava escondido em São Paulo.

    ”Ele me contou que requisitou pelo menos quatro delegados na PF para caçar o foragido, que só foi capturado em Viena. Tudo foi pago pelos americanos. Carro, viagem, refeição, tudo. A PF de um país como o Brasil deveria ser capaz de fazer seu trabalho de forma autônoma. A dependência ameaça a soberania”, diz Fernandes.

    O jornalista disse ter ouvido de Costa que, formalmente, o FBI dá treinamento à PF. Na prática, os americanos pagam o dinheiro das grandes operações da PF. Segundo Fernandes, como a polícia vive uma situação de penúria, a situação favorece a dependência com relação aos americanos.

    ”A polícia encerrou o ano de 2003 com uma dívida de R$ 58 milhões em contas de água, luz, telefone. Na prática, são os americanos que financiam operações como a Anaconda [que investiga o crime organizado e suas ramificações no judiciário]. É vergonhoso”, julga o jornalista.

    Bob Fernandes relata que Carlos Costa deixou de chefiar o FBI no Brasil por conta de crescentes atritos com seus superiores. Um deles teria sido a recusa em grampear toas as mesquitas bem como as personalidades mais influentes da comunidade muçulmana do Brasil, após os atentados de 11 de setembro de 2001.

    ”Ele me disse que se recusou a cumprir esta ordem porque ela é inconstitucional tanto no Brasil quanto nos EUA. Mas Carlos Costa afirmou que não sabe se a ordem foi cumprida à sua revelia”, conta o jornalista.

    O ex-diretor do FBI, segundo Bob Fernandes, também criticou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência),
    tachando-a de ”órgão sem missão”.

    ”Para ele, a Abin não faz o que se espera de um órgão de inteligência, que é espionar fora do país. Carlos Costa disse que a Abin faz apenas uma investigação rasteira de figuras de porte médio e do MST”, conta o jornalista.

    Fernandes informou que Carlos Costa era figura importante no âmbito das agências governamentais americanas. Suas relações pessoais incluem Felix Rodrigues, que contribuiu para a descoberta de Che Guevara. Segundo o jornalista Costa esteve com Rodrigues na posse do presidente americano George W. Bush, na qual o ex-representante do FBI no Brasil
    também ciceroneou o então governado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

  26. Quem esquece o passado está fadado a repeti-lo no futuro. Você, Edu, está fazendo um trabalho muito bom de lembrar sempre as pessoas o que foi que ocorreu e é necessário que discutamos muito para nos preparamos para um futuro de combate de idéias.
    Eles têm a mídia, nós teremos que nos contentar com o boca a boca e divulgar muito o que está ocorrendo no Brasil

  27. Vendo a matéria eu me lembrei do IBAD. Na Wikipedia há as seguintes menções a esse instituto: 1. Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) foi uma organização anticomunista fundada em maio de 1959, por Ivan Hasslocher. Ao lado dele, vários empresários fariam parte desta organização e da sua entidade-irmã, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), constituída dois anos e meio depois. Entre eles, Gilbert Huber Jr, Glycon de Paiva e Paulo Ayres Filho. Em entrevista concedida em 1998 à Folha de São Paulo, o general reformado Hélio Ibiapina revelou que o IBAD possuía ligações com a CIA estadunidense, e que ele foi encarregado pelo general Castelo Branco de confirmar a veracidade da informação. O Instituto acabou sendo extinto em dezembro de 1963, por ordem judicial. 2. O financiamento para sua criação do instituto se deu a partir de contribuições de empresários brasileiros e estadunidenses. A finalidade inicial era combater o estilo populista de JK e possíveis vestígios da influência do comunismo no Brasil. 3. O IBAD criou e incentivou com “fins explicitamente eleitorais” a Ação Democrática Popular (ADEP) cuja função era direcionar capital e financiar os candidatos contrários a João Goulart e anticomunistas em geral, que concorreriam às eleições legislativas e para o governo de 11 estados. O objetivo do Ibad era influenciar nos debates econômico, político e social do país através da ação publicitária e política. Para dar apoio publicitário ao IBAD, foi criada por Hasslocher a agência de propaganda Incrementadora de Vendas Promotion. Esta era subsidiária daquele instituto, financiada por capital estadunidense. Os métodos utilizados pela agência foram herdados do Office of the Coordinator of Inter-American Affairs (OCIAA). 4. O IBAD e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) financiaram, produziram e difundiram uma grande quantidade de programas de radiofônicos, de televisão e matérias nos jornais com conteúdo anticomunista. As duas entidades contribuíram decisivamente na oposição ao governo de João Goulart, fator crucial para o êxito do Golpe Militar de 64. Muitas das radionovelas, filmes de cinema e programas de televisão da época, tinham mensagens explícitas e implícitas a favor da absorção pelos brasileiros dos valores estadunidenses.

  28. Eduardo,
    Bom dia,
    vi o documentário e a paticipação do Sr. Plinio Arruda Sampaio .
    Como pode alguém dizer as asnices que esta senhor fala hoje.
    Será efeito da idade ?
    Pra que envelhecer se é para ficar assim?
    Lamentável.
    Jésus da Silva

  29. Eduardo,
    O que dizer, depois desse texto e vídeo fundamentais, a não ser, que não podemos passar por tudo isso novamente?

  30. Para quem tiver interesse. “1964: A conquista do Estado, ação política, poder e golpe de classe.” (Vozes 1981) – René Armand Dreifuss

    Conclui Dreifuss: “O ocorrido em 31 de março de 1964 não foi um mero golpe militar; foi um movimento civil-militar; o complexo IPES/IBAD e oficiais da ESG (Escola Superior de Guerra) organizaram a tomada do poder do aparelho de Estado” (p. 397). Especificamente afirma: “A história do bloco de poder multinacional e associados começou a 1º de abril de 1964, quando os novos interesses realmente tornaram-se Estado, readequando o regime e o sistema político e reformulando a economia a serviço de seus objetivos” (p.489). Todo o aparato de controle e repressão era acionado em nome da Segurança Nacional que, na verdade, significava a Segurança do Capital.

    Fonte: 1964: Golpe Militar a serviço do Golpe de Classe – Leonardo Boff – http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=67183

  31. Tá, aconteceu tudo isso, mas, e aí?

    • Só não vou dar a resposta que eu dava quando criança porque não sou mais criança, catão.
      Aconteceu isto tudo e o Brasil ficou na mão de generalecos telecomandados. Esta história de que o Brasil comprou usina nuclear alemã e por isso houve atrito com os EUA é a famosa estratégia que a nossa ‘gloriosa’ imprensa usa e abusa dia sim, outro também: coloca o PML pra falar umas verdades só pra se dizer isenta…
      Quem não se lembra da Transamazonica? Integração nacional, diziam. Que nada, era pra abrir caminho pras ONG’s de hoje limparem nossa floresta de sua diversidade.
      Quem não lembra de Amaral Neto, o repórter? Pura bajulação do governo militar, mostrando empresas estatais que traziam o progresso para o Brasil. E aí vem a pergunta: se naquela época os defensores da ditadura achavam lindas as estatais, porque agora as demonizam? Ou tinham alguém que por trás, com exceção do crápula do Bob Fields, falava uma coisa e pela frente , outra?

  32. Entendo que todo o Estado de Direito tem espaços normativos amplos para permitir-se, com legitimidade, tanto condenar sem provas como absolver com provas, nos seus Tribunais Superiores. Isso é parte de sua engenharia institucional e do processo político que caracteriza as suas funções. Nas decisões das suas Cortes, às vezes predomina o Direito, às vezes predomina a Política. O patamar da sua decisão legitíma – importante nos regimes de democracia política ampla – é alcançado, então, não somente através das suas instâncias jurídicas de decisão, mas – nos seus casos mais relevantes- na esfera da política, por dentro e por fora dos Tribunais.

  33. Edu, vamos levar adiante a campanha: Mostre as algemas Zé !! Lindo texto e muito emblemático ao falar do passado do mais novo preso político do país e esse tribunal de exceção que o julgou e condenou… http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/85019/Mostre-as-algemas-Z%C3%A9!.htm

  34. Um texto de Lula Miranda, na verdade um belo poema: Mostra as algemas, Zé!
    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/85019/Mostre-as-algemas-Z%C3%A9!.htm

  35. Hoje, ao chegar no lar, e conectar o meu lap, lí dois textos que me transportaram ao século passado. Um flash back que me fez bem. Um deles seu brilhante texto, e o outro o não menos brilhante texto do poeta Lula Miranda( lí no 247) ” Mostre as algemas Zé Dirceu!”. Aconselho a leitura a todos brasileiros.. Relembrar os atos dos eternos golpistas é um bem para o Brasil contemporaneo. Vamos combater o bom combate. Vamos lutar contra os senhores da casagrande que estão cotidianamente urdindo um golpe contra o povo. Usando os mesmos inocentes úteis transfigurados nos Robertos Freires e Serras da vida na politica, e a mesma mídia com o acréscimo da marginal Veja.
    Parabéns Eduardo, e nos enriqueça sempre com essas narrativas;

  36. Veja o tipo de gente que condenou Zé Dirceu
    O blog do Leandro Fortes, chamado Brasília, Eu Vi, publica uma matéria que diz bem quem é Gilmar Mendes. Vejam o noticiário da TV Diamante, de propriedade de Gilmar Mendes e famiglia:

    Segue texto do blog Brasília, Eu Vi:
    Oban cabocla nos rincões dos Mendes
    Esse fascitóide de quinta categoria se chama Márcio Mendes. É um técnico rural que a família do ministro Gilmar Mendes, do STF, mantém como cão raivoso na emissora de TV do clã para atacar adversários e inimigos políticos. A TV Diamante, retransmissora do SBT, é, acreditem, uma concessão de TV educativa apropriada por uma universidade da família do ministro.

    Mendes, vcs sabem, é o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício de jornalistas. Vejam esse vídeo e vocês vão entender, finalmente, a razão. Esse cretino que apresenta esse programa propõe a criação de um grupo de extermínio para matar meninos de rua. Pede ajuda de empresários e comerciantes para montar um “sindicato do crime”, uma espécie de Operação Bandeirante cabocla, para “do nada” desaparecer com esses meninos. E preconiza: “Faz um limpa, derrete tudo e faz sabão”.

    Repito: trata-se de transmissão em concessionária educativa na TV da família de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Eu denunciei isso, faz dois anos, na CartaCapital, em uma das matérias sobre os repetidos golpes que o clã dos Mendes dava para derrubar o prefeito eleito da cidade de Diamantino, que ousou vencer a família do ministro nas urnas. Vamos ver o que diz o Ministério das Comunicações e a Polícia Federal, a respeito. Seria bom saber qual a posição do SBT, também.

  37. O QUE ACONTECEU POR TRÁS DO FILME “ARGOS” -A RAZÃO DO ÓDIO DOS IRANIANOS PELOS EUA
    Mohammed Mossadegh primeiro-ministro do Irã entre 1951 e 1953 nasceu na capital iraniana, Teerã, a 19 de maio de 1880 e era filho do ministro das finanças e de uma princesa da dinastia Qadjar. Fez os seus estudos em Paris, na França, na École Llibre des Sciences Políques e na Suíça, onde em 1913 doutorou-se em direito pela universidade de Lausana. No ano seguinte regressou ao seu país e foi nomeado governador da província de Fars. E em 1921 foi nomeado ministro das Finanças. Anos depois assumiu a função de ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1923 e 1925. Neste ano opôs-se ao golpe de Reza Khan, que tinha deposto o último membro da dinastia Qadjar, declarando-se Xá. Muhammed Mossadegh por causas de suas posições nacionalistas, foi preso por dois anos. Em 1943, Mohammed Mossadegh de volta à política e foi eleito deputado com uma votação estupenda (a maior da história do Irã até então). Liderou uma força política nacionalista. Dois anos antes Reza Khan tinha abdicado a favor do seu filho, Mohammad Reza Pahlavi. Mossdegh não era comunista, mas um nacionalista ferremho que defendia o controle pelo governo iraniano de suas riquezas petrolíferas. Foi contrário a um acordo de comercio com União Soviética sobre uma concessão de petróleo na região norte do país. Era a favor da nacionalização da Anglo-Iranian Oil Company. Por causa da sua enorme popularidade, o Xá do Irã teve que aceitar a sua eleição como primeiro-ministro do país em 1951. No dia 1º de maio do mesmo ano o parlamento aprovou a nacionalização do petróleo, tendo sido extinta a Anglo-Iranian. Nesse ano a revista “Time” nomeou-o “Homem do ano” e Mosadegh era visto no mundo todo como o símbolo da luta antiimperialista. Em represália, os ingleses “armaram” nos mercados internacionais um embargo ao petróleo iraniano com o objectivo de sufocar economicamente o país. Os Estados Unidos da América opuseram-se ao boicote por entenderem que ele poderia favorecer uma aproximação à União Soviética. Esta situação, aliada ao desejo de Mossadegh em possuir mais poderes como primeiro-ministro, instalou uma crise entre Mosadegh e o Xá. Foi então que os ingleses planejaram derrubar Mossadegh do poder, no qual envolveram os Estados Unidos, que iniciou uma sórdida campanha internacional acusando o Irã de ser controlado pela União Soviética! Em 15 de agosto de 1953, pressionado pela CIA, o Xá demitiu Mossadegh, o que provocou uma gigantesca reação popular com tumultos nas ruas e etc. E o Xá foi obrigado a se asilar em Roma. Foi então, que neste mesmo ano, os governos da Inglaterra e e dos EUA iniciaram um plano para a derrubada do poder de Mohammad Mossadegh. O plano O plano foi muito apoiado pelo secretário de estado ultra direitista John Foster Dulles. Ingênuo, Mossadegh confidenciou ao Kermit Rooosevelt que iria nacionalizar o petróleo iraniana a pressão da Inglaterra e contava com a ajuda dele (Kermit) e dos EUA para suportar a pressão da Inglaterra! E foi o bastante para o golpe da CIA/M-16 dar certo e no dia 19 de agosto de 1953 o golpe de estado foi dado e instalou o general Fazllolah Zaedi como novo primeiro ministro (naquele tempo e até hoje, tem sempre um fantoche de plantão)! Uma tropa do exército invadiu a casa de Mossadegh, procurando-o e como não o encontrou levou sua filha caçula de 13 anos, que foi presa e torturada e em consequência, ficou louca e os dez anos seguintes de sua vida passou em um manicômio, onde veio a falecer. Durante os primeiros 4 anos foram mortos sob tortura e execução mais de 20 mil de dissidentes. Compare com a população daquele tempo do Irã e a de hoje, para ver que foi muita gente! Mossadegh se refugiou durante muito tempo nas mesquitas do Irã e esse contato com os Ayatolás serviu para que Mossadegh pudesse esclarecer os detalhes do seu projeto nacionalista para fazer do Irã uma grande e poderosa nação, com justiça social para o seu povo E tudo isso foi interrompido pelos EUA e a Inglaterra! Durante o julgamento do Dr. Mossadegh no tribunal militar do Xá, ele contou que sofreu duas tentativas de golpe militar “d’État” contra seu governo. Julgado como traidor de sua pátria, por um tribunal militar, no dia 19 de dezembro de 1953, Mossadegh declarou em sua defesa no tribunal: “…O meu pecado maior para as nações poderosas foi o de ter nacionalizado a indústria petrolífera do meu país e descartado o sistema de exploração econômica e política do maior “império do mundo” (os EUA ). Fiz isso com alto custo para minha família, correndo o risco de perder a minha vida, da minha família e as minhas propriedades! Com a bênção de Deus e a vontade do meu povo, lutei contra esse sistema selvagem e terrível de espionagem internacional e contra o colonialismo. E eu estou bem ciente que meu destino deve servir de exemplo para no futuro, no Oriente Médio- quebrar as correntes da escravidão e da servidão aos interesses coloniais! ”Mossadegh foi condenado à prisão perpétua por traição e ficou três anos preso numa solitária e quando saiu de lá estava gravemente doente e o restante de sua pena foi transformada em prisão domiciliar na sua terra natal, Ahmad Abad, onde em 4 de março de 1967, morreu de câncer aos 85 anos. E a grande vingança do povo do Irã veio em 1979 na “Revolução Islâmica!” O Xá Reza Palhevi ficou doente e foi se tratar nos EUA e o povo aproveitou e foi às ruas e praças para protestar contra a ditadura do Xá e começou a espancar e depois matar os membros militares do governo que assegurava o Xá no poder! E acabou que os manifestantes invadiram a embaixada americana e estranharam que havia centenas de pessoas lá dentro! Nos primeiros anos da revolução, entre 1979 e 1981, os seguidores de Khomeini mantiveram presos, por 444 dias, , centenas de americanos na embaixada americana de Teerã. O evento conhecido como a “Crise Iraniana dos Reféns” Khomeini afirmou, em 23 de fevereiro de 1980, que o Parlamento iraniano decidiria o destino dos reféns da embaixada americana. O presidente Jimmy Carter tentou salvar os reféns, mas a missão falhou quando os helicópteros enviados tiveram de enfrentar condições adversas de tempo do deserto em Tabas. Os iranianos tiveram mais de um ano de alegria com a invasão da embaixada, humilhando os EUA perante ao mundo e vingando o que os americanos fizera com Mohammed Mossadegh!!!


  38. “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


    “Se você não for cuidadoso, os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



    Ley de Medios Já ! ! !



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