Haddad diz que será caluniado na reta final da campanha

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O Blog foi ao comício de sábado de Fernando Haddad no ginásio da Portuguesa, evento que contou com toda a cúpula do Partido dos Trabalhadores, incluindo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, assistidos por uma impressionante massa humana.

Do “chiqueirinho” da imprensa – um palanque para jornalistas montado em frente ao palco em que estrelas petistas revezavam-se ao microfone –, espantou a quantidade de militantes que para lá acorreram.

A imprensa fala em 3 mil pessoas, o comando da campanha de Haddad fala em 7 mil. É difícil dizer quem tem razão, mas o fato é que a quantidade de militantes que ali compareceu foi impressionante.

Além de Lula e Dilma, falaram Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Michel Temer e Gabriel Chalita, entre outros políticos de expressão. Contudo, foi da fala de Haddad que transpareceu endosso a boato que vem se espalhando desde meados da semana passada.

O grande fato do comício foi produzido pelo próprio Haddad, quem, em sua fala, afirmou que, durante esta semana final da campanha, entrará em campo um terceiro adversário: a “mentira”.

A insinuação do candidato atende a expectativa sempre presente sobre denúncia de última hora contra petistas em campanhas eleitorais, o que já se tornou corriqueiro devido à inevitável ocorrência em todas as eleições mais visíveis que envolvam o PT.

Estranhamente, porém, a edição de Veja desta semana não trouxe a esperada “bala de prata” que a revista costuma disparar contra petistas às vésperas de eleições. Desde 2006, a cada eleição majoritária que envolve um petista e José Serra as denúncias da publicação sempre comparecem.

Essa  denúncia de última hora da campanha de Serra ou – mais provável – da mídia aliada ao PSDB, porém, já demorou mais do que o normal. Se não vier até terça ou quarta-feira, seja qual for o teor dificilmente elidirá diferença tão grande entre o petista e o tucano.

Durante a campanha, houve só uma denúncia (fraca) contra Haddad por parte da Folha de São Paulo, mas não prosperou. Esse histórico sugere que os adversários do petista não conseguiram encontrar nada que valesse a pena usar.

Chega a ser temerário dizer que pode não aparecer denúncia, mas o tempo para aparecer e ter chance de funcionar já está praticamente esgotado.

O Blog conversou com políticos como o coordenador da campanha petista, vereador Antonio Donato, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e com o vereador e ex-presidente do PT paulistano José Américo.

Todos esses expoentes do PT pareceram extremamente confiantes na vitória de Haddad, apesar de todos parecerem igualmente confiantes no surgimento da tal denúncia tucano-midiática.

Encontrei Lula, também. Estava muito suado, bem mais do que outros que estiveram consigo no palanque. Ganhei um dos abraços com que costuma brindar a todos. Após o cumprimento, disse que não iria dar entrevistas porque não se sentia bem.

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126 Comentário

  1. Olá, Eduardo!

    Salve geral!

    A fala do Haddad reflete o absurdo em se transformaram as eleições mais recentes, nas suas retas finais. Campanhas e reputações são alvo de verdadeiros atentados eleitoreiros, que, com o apoio almiscarado das midias burguesas ganham contornos de veracidade.

    Quando parece que eles não têm mais o que inventar, eis que vêm alguma deformação, alguma frase fora de contexto.

    Talvez seja exagero meu – deve ser – mas a depender da literalidade do título do post no discurso de “nosso” candidato (não sou eleitor em S. Paulo-capital, por isso as aspas), não será impossível que as globos e ora vejas da vida resolvam dizer que o Haddad equiparou-se a Cristo, que teria antevisto a traição de que acabou sendo vítima.

    E olha que eu sou ateu.

    Mando um abraço a ti, familiares e a todos!