Zé Dirceu fala ao Blog e afirma que espera ser absolvido

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Escrevo logo após conversa telefônica que mantive com o ex-ministro José Dirceu. Liguei em busca de informações sobre matérias veiculadas pela grande mídia que afirmam que ele estaria deprimido por esperar ser condenado pelo STF no âmbito do julgamento do mensalão.

A versão de Dirceu e o que pude captar de seu estado de ânimo desmentem a mídia. Em primeiro lugar, Dirceu diz que não apenas não há prova de seu envolvimento com o esquema que está sendo julgado, mas que “fez a contraprova” em favor da própria inocência.

Dirceu me pareceu absolutamente tranqüilo. Afirmou, inclusive, que, na hipótese – com a qual diz que não trabalha – de ser condenado, não seria preso porque a pena que seria aplicável em tal situação não ultrapassaria oito anos, além de ele ser réu primário.

Bem ao contrário do que diz a mídia, o ex-ministro afirma, também, que trabalha com cenários de sua operação política nos próximos dez anos e, mais ainda, garante que nem pensa em se afastar da política seja qual for o resultado do julgamento que enfrenta no STF.

Na verdade, o meu interlocutor se mostrou mais preocupado em lutar contra os efeitos que o bombardeio midiático possa vir a gerar nas eleições. Aliás, deixou bem claro que todo o circo armado em torno do julgamento visa menos o processo que as eleições.

Seja como for, vale reiterar que Dirceu está afirmando, com todas as letras, que as versões que a mídia está espalhando de que estaria “deprimido” e “esperando ser condenado” não passam de mais uma estratégia para criar uma realidade virtual favorável à sua condenação.

Por fim, Dirceu recomenda àqueles que julgam que se livrarão dele através do julgamento que tirem o cavalo da chuva porque ele nem cogita desistir de lutar. Este blogueiro acredita em Dirceu. O que enfrenta hoje é pinto perto do que já enfrentou na vida.

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341 Comentário

  1. “Espíritos grandiosos sempre encontraram oposição violenta de mentes medíocres” Albert Einstein
    Essa frase me fez lembrar o que ocorre hoje no Brasil, com a oposição PIG/Demotucana em relação ao governo trabalhista!!

  2. Não há provas? Meu Deus, até quando vão insistir nisso?

    Será que mesmo depois de todos condenados ainda vão insistir que não houvera provas?

    Nossa, que patético! Por favor, estamos esperando a mobilização do povo… Será que vai dar muita gente?

    Hoje foi mais um dia arrasador do Relator. Parabéns, ministro Joaquim Barbosa! O povo está com Vossa Excelência.

    Meu nome é Joaquim Barbosa!

    • A prova que o procurador apresentou é a de que não se pode ter provas contra os chefões de quadrilha porque eles agem entre quatro paredes e não deixam rastro (o Cachoeira e tantos outros são exceções). Portanto, há prova sim: justamente a falta de prova é que é a prova.

      • O nome desse sujeito que se esconde por trás da bandeira do Brasil é Mickey Mouse. Esse sujeito está sempre ao lado dos interesses dos EUA e do Neoliberalismo.

      • Engraçado, vocês não negam que houve mensalão. Não negam que houve compra de votos. Só se limitam a dizer que não há provas. É de uma desfaçatez sem tamanho. O problema é combinar com o povo.

        • Nao meu amigo,o povo brasileiro NAO ESTA COM JOAQUIM BARBOSA. So a tucanada enrustida.

        • Eu ate acho q houve sim tiveram q pagar para co seguir criar escolas e universidades federais , criar MILHOES de empregos e diminuir drasticamente a pobreza.

        • Pra sua informação o povo já elegeu Lula em 2006 e Dilma em 2010 ? Você ainda quer que combine com o povo ? O povo já está combinadíssimo com quem os defende! O STF e os hipócritas que você representa é que tinham que combinar com o povo. Como não conseguiram e já perceberam que o povo não embarca na farsa de vocês e do judiciário que manipulam, agora tentam a virada de mesa no tapetão!

        • O “mensalão” é como os duendes.

          Não há evidência alguma de que eles existam. Mas tem um monte de gente que jura de pés juntos que já os viram dançando no jardim, incluindo alguns juizinhos de quinta do STF.

          Então, em vez de brigar com quem está alucinando, apenas indicamos um bom psiquiatra.

          Por outro lado, depois de 7 anos de investigações, de devassas, de perseguições, se vcs não conseguiram nenhuma prova de que votos foram comprados, só se pode dizer que é extremamente improvável que eles não tenham sido.

          E isso é mais do que o bastante.

        • Fale por você!
          O povo está com o crescimento econômico de suas classes mais baixas, que hoje podem sonhar e realizar.
          Hoje podem comprar suas casas, realizar viagens que antes nem podiam imaginar.
          Sou do povo, e com certeza, não estou com o Joaquim Barbosa.
          Não estou com os Demotucanos, como você!
          Eu sou do povo, e só estou com o Brasil!

      • Mauricio veja essa prova do nosso PIG: Imprensa tentou criar uma verdade, baseada em SUPOSIÇÕES que Lula tentaria um terceiro mandato em 2010 por temer uma derrota de sua candidata para Serra. Fato nunca comprovado, mas bastante explorado pela oposição, novamente derrotada nas eleições
        A imprensa brasileira, especificamente aquela dominada por setores conservadores, costuma não se dar por vencida em suas tarefas, por mais árduas que possam parecer.
        Não descansa, trama novos movimentos 24 horas por dia, incessantemente

    • Aogusto,

      o Min. Joaquim Barbosa é o relator da Ação Penal 470 – só isso e ele tem o direito e o dever de expressar a sua interpretação de tudo o que se processou. O que ele não pode ignorar é que faz parte de um colegiado e que outros Ministros que compõem o STF também gozam da mesma prerrogativa que ele.
      A circunstância dele falar primeiro não muda em nada o fato de que podem dele divergir.
      Agora, hoje ele está sendo endeusado por pessoas como você que, acredito, não entende nada de Direito. Quero ver amanhã, quando o Ministro Joaquim Barbosa for Presidente do STF. Se hoje ele ousa constranger seus pares porque divergem dele, imagina quando ele for o Presidente.
      Quem viver, verá.

    • seu nome é joaquim barbosa???, ou seria augusto nunes da veja???………..MEU NOME É LULA………..seu troll

    • Ô paspalho, você desligou a televisão na hora do voto do ministro revisor? Ou a Globo News que você assiste surrupiou essa parte? Eu assisto pela TV Justiça.
      O MINISTRO (com M maiúsculo) LEWANDOWSKI PROVOU QUE O RELATOR NÃO TINHA PROVAS PARA CONDENAR O DEPUTADO DO PP PEDRO HENRY! E assim “la nave (de la farsa) va”.

    • Putz, se o ministro souber que figuras como o Gugu Mickey Mouse se identificam com ele, quem sabe não caia na real. Acorde dessa egotrip e aja como juíz, não como justiceiro da opinião publicada

    • Provas pra quê?

      Desde quando a repressão política precisou de provas pra eliminar inimigos da metrópole (USA), desafetos, subversivos, defensores do social etc e tal?

    • Seu nome é DOPS, Demóstenes, Perillo, Cachoeira, Arruda, FHC, Tortura….

      Quero ver se houver o julgamento do mensalão do PSDB e da privataria se seu nome continuará sendo Joaquim Barbosa….

      • Para o Sávio e outros só exite PT e PSDB na politica e que qualquer critica ao PT só pode ser de um tucano, mundo pequeno o seu.
        E se por acaso a critica partir de um petista é traidor.

        • Aliança Liberal, so pode mesmo produzir essa besteira. Francamente desde a ditadura(recentemente de 64-89) os mesmos “macacos” aparecem pra dizer e fazer a mesma coisa.

        • É um saco ter que ficar desenhando, mas pra gente com a sua falta de capacidade de entender o evidente (conditio sine qua non para servir à escola Austríaca), é algo necessário.

          Não se trata de “se não for petista, é tucano”. Trata-se, ao contrário, de aceitar dois fatos evidentes: a) que a política brasileira está, sim, polarizada entre esses dois partidos e b) combater um dos polos é fortalecer o polo oposto.

          Ou seja, quem opõe-se ao PT hoje, está, necessariamente, quer ele queira ou não, fortalecendo a tucanada. Os que se definem e norteiam pela oposição ao PT e a tudo o que é de esquerda, como vc e o Augusto, só encontra guarida, representação e esperança no PSDB/PIG.

          É simples assim: se estão contra o PT, estão com seu polo oposto.

          Ah, e não confunda isso com a distorção arrogante que é o lema da direita: “with us or against us”. São coisas completamente diferentes (muito embora eu não ache que vc seja capaz de compreender a diferença abismal entre as duas proposições…)

          • Aliança Liberal, entendeu, né?
            Com o Pierri é assim: ou você joga no gol, ou ele leva a bola pra casa.

          • O Catão de Atibaia é da mesma base do Aliança Neo-Liberal, todos eles defendem o Nosferatu Cerra e o movimento udenista chamado PSDB-PFL.

          • Ô trollzinho, se vc não tem argumentos, poupe a internet de suas asneiras e recolha-se a sua insignificância. Vomitar ad hominens e outras falácias é desperdício de bits.

          • Quantas falácias! Não existe apenas PT e PSDB, e criticar o PT quando este erra, não significa que o PSDB cresça automaticamente. O ser humano se dá por extremos, pois desde a Grécia antiga, os filósofos já compreendiam e explicavam o funcionamento do “pólemos”, através do “dinom po ter”, o dínamo do mundo, “que cria o quente e o frio, homens e deuses, vida e morte”. Aprender a “gravitar” é que permite o “homem” surgir do decaimento ao qual está fadado. É isto que diferencia o “ser” humano dos animais, que decaem na própria natureza e tão somente, na physys. Qualquer um que “se diz pensar” e observa o ser humano apenas por um de seus extremos, é incapaz de transcender entre estes extremos, e portanto, não passa de uma fraude, apenas revive um dos lados ad aeternum. Lamentável, pois o espírito humano tem muito mais capacidade. Russomano é uma terceira via que surgiu, sem entrar no mérito de bom ou mau, mas é preciso entender que a mecânica dialética da democracia não se pauta exclusivamente pela ótica de luta de classes, em resumo, conheço milionários de esquerda e pobres conservadores, há muito além desta visão simplista, mas poucos enxergam. Pierri, evite apenas se possível, discorrer num assunto, que sua ótica fechada, influencie aos demais pelo que ignora, além de fraude, é charlatanismo. O silêncio nessas horas vale o peso de ouro. Seria mais franco e esteticamente belo, assumir-se enquanto radical, enquanto defensor de um extremo que visualiza, e assim difundir sua ideologia a partir disto, e não como algum teórico, que deduz fatos com uma dialética sem antítese. Existe vida além desta dicotomia. Basta gravitar, saindo do decaimento e poderá conseguir ver. Tente! Você é ainda uma criança.

          • José, vc pode fazer quantos malabarismos com filósofos vc quiser, pode até salpicar a palavra dialética aqui e ali, e mesmo citar os antigos gregos, mas tudo isso só serve como cortina de fumaça para o fato de que vc está falando sobre coisas que eu NÃO escrevi.

            Ou vc acha que ao atirar pra todo lado vc esconderia o fato de que eu NÃO escrevi, como vc me acusa de ter escrito, que meramente “criticar o PT quando erra significa o fortalecimento do PSDB”?

            Acho inacreditável que vc pretenda ter lido alguns filósofos, mas não seja capaz de entender o minúsculo texto que escrevi. Mas repito, em poucas palavras e com mais ênfase, o que escrevi, só pra vc ver a besteira que está dizendo: OPOR-SE ao PT significa fortalecer o PSDB. Estar CONTRA o PT é estar com seu oposto.

            Vc compreende que “oposição” e “estar contra” não significa mera “crítica do eventual erro”, não é? Talvez o contexto – a demanda por condenação sem nem mesmo conhecer-se os fatos e as provas, e independentemente dessas – devesse ser uma dica de que sua “interpretação” contrária à própria literalidade era impossível e infantil…

            Enfim, se há uma fraude aqui, meu caro, é vc, que esconde a sua falácia – o homem de palha (e note como eu aponto sua falácia, em vez de apenas fazer uma acusação genérica, como vc fez) – no meio de um discurso pretensioso e pseudo-filosófico (aliás, jamais cite os grandes gregos pra sofismar… eles nunca gostaram muito disso e é uma ofensa à sua memória. Aliás, lembre-se o que a história fez com os sofistas…)

            No mais, é uma grande bobagem dizer que o que eu escrevi significa que eu “vejo o mundo apenas pelos extremos”. Um grande non-sequitur, na verdade. Como deixei claro, a polarização – que vc não é trouxa de contestar – existe e é evidente. A isso segue-se, necessariamente, que a oposição a um dos polos significa, claramente, o fortalecimento do outro. Não tenho dúvidas de que vc entendeu isso perfeitamente, mas como não tinha como rebater algo tão evidente, teve que recorrer ao homem de palha, atribuindo-me um argumento frágil de sua própria lavra que coubesse no seu discursinho…

            Ah, e antes que eu me esqueça, onde foi que eu escrevi que “a mecânica dialética da democracia se pauta exclusivamente pela ótica de luta de classes” ou algo que o valha?

            Ah, é mais uma falácia, dessa vez um red herring, pra fingir estar atacando meu argumento… típico. Me acorde quando vc retornar ao que eu realmente escrevi, ok?

            Depois das três falácias que apontei, acho que ficou bem claro quem é a fraude e o charlatão por aqui, não é?

            Não sei qual a sua profissão, mas sugiro que nunca a largue para ser filósofo, pois como tal, vc é um grande Olavo de Carvalho…

          • “Mas repito, em poucas palavras e com mais ênfase, o que escrevi, só pra vc ver a besteira que está dizendo: OPOR-SE ao PT significa fortalecer o PSDB. Estar CONTRA o PT é estar com seu oposto.”

            Quer dizer que estar contra o PT é estar com o seu oposto? E aqueles que condenam também os tucanos, não possuem simpatia alguma por partidos de oposição ao PT, sempre defenderam políticas de esquerda, mas que sobretudo, se pautam pelas leis, poderiam concluir que este oposto do PT, seria tão logo, a Constituição Federal(carta burguesa, como lí alguns militantes afirmarem)?

            Pierri apenas suscite a possibilidade de que existem outras pessoas no mundo, e que estas, estão pouco ligando para tucanos, democratas e Russomanos. A Constituição está acima de partidos políticos, meu filho. Ou você não consegue entender, ou quem sabe, aceitar isto? Defendo o julgamento sob as mesmas égides legais para o mensalão do PSDB, e te garanto, não sou o único com esta visão.

            Não preciso de malabarismos para falar o óbvio, sua opinião se dá sobre o que desconhece ou a partir de sua ideologia, sim, voltada exclusivamente a um extremo, decaída e natural ao animal chamado de homem, e não ao que lhe perfaz como ser humano.

            “Como deixei claro, a polarização – que vc não é trouxa de contestar – existe e é evidente. A isso segue-se, necessariamente, que a oposição a um dos polos significa, claramente, o fortalecimento do outro.”

            Ora, se fortalecer a Constituição promulgada, enfraquece o PT, eu e milhões de outros ficamos sem dúvida alguma com a primeira, que está acima de qualquer um. E não me acuse de ser marionete da “grande mídia” etc… Eu estudo este processo desde 2007, não leio revistas semanais, pois propagandas já existem muitas espalhadas pela cidade, apenas debato com meus colegas professores de direito e assisto o julgamento quando não estou no MP ou dando aulas. Já discorri sobre a “teoria dos fatos” em artigos no doutorado, muito antes de isto aparecer para você. Não é achismo, é ciência jurídica.

            Eu como qualquer pessoa que se pauta pela verdade sobretudo, caso o processo não houvessem provas contra os réus, não teria problema algum em defender a absolvição. Pois restaria dúvida impertinente para condenar tantos inocentes, o que jamais admitiria. Mas as provas saltam aos olhos, dos que conseguem vê-la, no caso os operadores do direito possuem maior facilidade teórica por óbvio.

            Não sei quem é Olavo de Carvalho. E repito novamente, você enquanto debatedor, é uma fraude.

          • Bobagem. Todo tucano e a mídia tucana querem se fazer de “isentos”. Incrível como esses safados morrem mas não reconhecem que têm lado. Ou você é tucano ou é do PSOL e companhia. Assuma sua preferência. É canalhice, coisa de safado, de vagabundo tentar se passar por apartidário e apolítico comentando num blog com clara posição política e ainda por cima atacando um lado sem considerar nada, repetindo todos os chavões da oposição. Crie vergonha nessa cara

          • Pierri, apenas para não me acusar de mais alguma coisa, “teoria dos fatos” que cito no 6º parágrafo é uma classe a qual pertence a espécie “Teoria do Domínio dos Fatos”, esta que é estudada nas ciências penais, antropologia jurídica e criminologia. Àquela estudada em Processo como um todo.

          • Eduardo, leio seu blog e não comecei hoje. Você me ataca por eu afirmar que não sou filiado a partido político algum, e sou contra o PSDB, achei errado várias políticas deles, FHC para mim traiu a própria biografia enquanto professor de esquerda. E eu não sou exceção, a maioria das pessoas não são filiadas ou tem partido político determinado, votam no candidato. Lamento sua grosseria com quem não lhe atacou e sempre lhe atacou com o devido respeito, por ser jornalista, exercer uma atividade de interesse público e ser um pai zeloso, pelo que acompanho. Lamento por pensar diferente neste aspecto, mas já concordei com você em muitos outros pontos.

          • Tem razão, José. Fiquei meio contrariado, mas não pode. Peço desculpas.

          • Sem problemas, no todo estamos do mesmo lado, também defendo as políticas sociais trazidas pelo PT, lembro do País de antes e de hoje. E gostei até da busca da identidade fomentada por Lula, discussão àvida desde o século XVIII e que Machado de Assis tanto trazia à lume, mas trato as coisas separadamente, sempre me condicionei por aquilo que desemboca no meu interesse acadêmico, pelo adágio “Sócrates é meu amigo, mas sou mais amigo da verdade”. Já cortei na própria carne antes e sei o quanto dói, mas estou velho demais para temer a dor, sei que ela quando ensina, ao fim educa, soma e transforma.

          • José, pouco me importa se vc discute com o Papa, ou onde vc discorre sobre a teoria dos fatos. O apelo à autoridade É uma falácia lógica – e vc deve estar bem ciente disso. Aliás, grandes círculos de debate e de publicação esses que aceitam quem adota o ad hominem como arma principal e que é capaz de acusar o oponente daquilo que ele mesmo faz, diga-se de passagem.

            Repito, novamente: estar CONTRA o PT é estar com seu oposto. Vc tenta fazer dessa oposição duas coisas que elas NÃO SÃO: a) o apoio à Constituição (como se ela pudesse estar contra um partido, pra começo de conversa) e b) não ser militante petista (coisa que nem eu sou, diga-se).

            Ou seja, vc insiste naquilo que já demonstrei falso: opor-se ou “estar contra” NÃO é discordar pontualmente, nem criticar eventualmente. É ser SEMPRE contra tudo o que venha do PT, é opor-se ideologicamente, radicalmente. É ser anti-PT.

            E quem é de esquerda pode até discordar do PT, mas não deveria ser oposição a ele. Se é, é por burrice extremada ou mau-caratismo mesmo.

            Quanto a fortalecer o oposto, a razão é evidente: a polarização (que vc, mais uma vez, não contestou por não ser trouxa) reduz TODA a oposição ao PT ao apoio do PSDB. E, talvez por vc não ler o que sai na imprensa, vc não esteja ciente de que ela se utiliza de TUDO que seja contrário ao PT para fortalecer seu próprio lado. Eu poderia, facilmente, sustentar que TODA crítica ao PT – como vc me acusa de ter feito – redunda em apoio ao PSDB, diga-se, novamente, de passagem. Mas o fato é que NÃO o fiz.

            Mas vou além. Hoje em dia, pouco importa se vc acha que o PSDB deve ser julgado da mesma forma. NÃO É ISSO QUE será comunicado às pessoas. Ninguém tomará conhecimento dessa sua intenção – dizem que das boas intenções o inferno está cheio, e olha aí mais um exemplo…

            Mais, surpreende-me alguém com conhecimento jurídico defender o absurdo cometido pelo STF, ainda mais em face dos votos dos Ministros. Pior ainda é dizer que a Constituição está do lado deles, se o princípio mais importante do Direito penal, o princípio da inocência, está sendo não apenas erodido, mas demolido mesmo, pedaço por pedaço, e tornado completamente irrelevante em casos arbitrários.

            “O acusado deve provar a própria inocência” é um descalabro impressionante, e se um membro do STF afirma isso não me resta dúvidas de que estamos todos em maus lençóis.

            Inclusive VOCÊ.

            Não é pq a extinção do princípio da inocência tornará seu trabalho mais fácil que devemos todos aceitar o arbítrio. Ponto.

            E se vc acha que existem provas, aponte-as. Tô de saco cheio de repetir isso e de não ver nem UMA ser apontada por quem se auto-declara “profundo conhecedor” do caso. Eu sei que agora o STF está inaugurando uma nova fase onde a palavra do acusador basta pra comprovar a acusação, mas eu não quero saber disso. Ou vc prova o que diz, ou deve calar-se, ponto.

            E se vc é mesmo um membro do MP e concorda com os absurdos jurídicos, temo pelo futuro do parquet ao qual servi por alguns anos como estagiário e quis um dia integrar. E se seus amigos professores de direito concordam, então, temo por toda a classe jurídica. Felizmente, tanto os meus conhecidos promotores, ex-promotores, desembargadores, ex-desembargadores e professores de direito não compartilham dessas opiniões. Com exceção de alguns advogados anti-petistas de carteirinha, ninguém que conheço na área jurídica concorda com o que está sendo operado no STF.

            Ainda há juízes em Berlim. Mas não estão no supremo – que está mais pra supremo de frango, diga-se.

            Ah, e já que vc continua com sua acusação infantil de “radicalismo” de minha parte apenas por eu não concordar com sua opinião, deixo uma coisa bem clara: em relação ao princípio da inocência, não há meio termo. Ou vc é a favor de acabar com ele pra produzir condenações a partir de acusações de gente incompetente demais pra provar o que denunciaram (como está fazendo o STF), ou vc está contra a incompetência e a mediocridade desses perseguidores políticos e ao lado da Constituição.

            Nesse ponto, sim, sou “radical”, pois esse princípio não admite “flexibilização” ou atalhos.

            Por fim, vá ler um pouco de Pontes. O rigor científico faz bem pro cérebro…

          • E só pra terminar, José, sinto muita pena de seus alunos. Estão tendo uma péssima base, já que seu professor adora blefar, sofismar e abusar das falácias.

            Talvez com eles funcione.

            Mas, comigo, não.

            É nessas horas que agradeço pelos grandes professores que tive.

          • Eu não pretendia falar sobre isso, mas não resisto. Eu nunca vi ninguém chamar a Constituição de “carta burguesa”, mas se alguém o faz, tem TODA a razão.

            Afinal, a VERDADEIRA Constituição, fruto de meses de audiências e consultas públicas e muito debate, foi sumariamente defenestrada e substituída pelo que temos hoje, criado nas entranhas do famigerado ‘centrão”.

            E quem esse “centrão” representava, mesmo? A burguesia, a elite social, econômica e política. Eles removeram 90% dos avanços da Carta Verdadeira, fruto da democracia, pra manter o status quo. Logo, chamar o resultado de carta burguesa faz todo o sentido.

            Não que ela mereça menos respeito por isso, claro. Mas dizer a verdade NUNCA é faltar com o respeito, muito pelo contrário.

            Felizmente, o “centrão” não eliminou o princípio da inocência. Deixaram para o STF fazê-lo hoje, quando mais lhes interessa e menos lhes afeta e muitos, mas muitos trouxas aplaudem…

          • “E quem é de esquerda pode até discordar do PT, mas não deveria ser oposição a ele. Se é, é por burrice extremada ou mau-caratismo mesmo.”

            Pierri, os fins não justificam os meios, quem estão sendo julgados não são todos os membros do Partido ou propriamente a legenda, mas integrantes. O PT continuará a existir e creio que até mais depurado e porque não, melhor e mais forte. Mas ser a favor de algo que é se prova errado, mostra no mínimo leniência. O papel que assume é o de um filho que o pai cometeu crime, e se debate de todas as formas para que este não seja condenado, sem se importar com o ato.

            Pierri já que tem vontade de entender melhor, assista se possível o julgamento na fase que definirá a corrupção ativa, com bastante atenção e interesse. Chamar os Ministros de medíocres creio que seja muito equivocado, pois se não consegue ver a terra girar em torno do sol, não significa que esta não o faça. Se foi estagiário do MP deveria ter uma base mais sólida de penal.

            Sabe quem mais incriminou o Dirceu? Não foi o Ministro Joaquim e muito menos eu, foram os companheiros de partido em depoimento, que ratificaram o conhecimento deste sobre todos os contratos feitos(por má instrução dos advogados), e a ex-mulher que estava assistida por um péssimo advogado à época, e por isso tentou eximir-se, no jargão “abrindo o verbo”, delineando o que se obteve depois no conjunto, a venda do apartamento ao Rogério, do empréstimo no banco rural, do emprego no BMG, aproximando o contato que havia com Marcos Valério e a casa civil, configurando a proximidade e a troca de influência. Depois tentou fazer uma mudança do depoimento então com outro advogado, mas já havia sido obtido o primeiro depoimento que delineou um traçado a ser inquirido. Os erros que permitiram constituir as provas foram da defesa Pierri, que não conseguiram se entender a tempo, isto um operador qualificado do direito consegue visualizar. E ocorre porque é muito difícil existir um crime perfeito quando existem muitos agentes envolvidos.

            Para ter ciência, a teoria do domínio dos fatos é mais rigorosa até do que uma incriminação por associação ao tráfico, que ocorre cotidianamente se quer saber, e nesta apenas a conjectura permite o enquadramento no tipo penal, por exemplo um traficante esconde uma mochila com drogas e armas na casa de um amigo, sem que este saiba, e numa troca de tiros com a polícia o traficante morre entrando na casa do amigo para pegar outra pistola na mochila. A polícia descobre a mochila e prende o amigo que todos sabem haver relação de amizade com o traficante, mas não necessariamente com o tráfico. O MP denuncia ele por associação ao tráfico e porte ilegal de armas. E nunca ouví um pio sobre isto, meu Deus, eu não concordo com este tipo de coisa, mas digo que colegas meus cansam de fazer pois a lei, a doutrina e a jurisprudência permitem. Não tem nada de fato novo. Agora se querem mudar a regra no caso da AP 470, deixo até a dica, basta mudar o tipo penal para que seja baliza obrigatória da corrupção o ato de ofício, modifiquem a lei(consequentemente a lavagem desaparece pois na época a lei tipicava a necessidade do crime antecedente). Não tem mistério. Agora afirmar que a lei que alí está escrita não existe, ou que ela não tem eficácia, ou que vai contra a constituição, é jogar com a inteligência alheia. Ou afirmar que é a primeira vez que é aplicada, isto também é falso, o domínio dos fatos é recente no direito brasileiro, mas é difundido e usado na prática constantemente, existem centenas de jurisprudências com fundamento nesta doutrina. Ela quebra o paradigma da consciência antropológica e subjetiva do juiz que ficava amarrada, humanizando-o em sua capacidade cognitiva, este podendo julgar conforme um conjunto de provas obtidas e sua experiência do real, comum a todos, legitimando ao juiz que seja um servo da justiça e não um escravo da lei. Isto não enfraquece a presunção de inocência de modo algum, o Estado continua tendo necessidade de apresentar o “conjunto” de provas. É no mínimo falacioso dizer que houve inversão de ônus.

            Pierri me vejo como um humilde prestador de seviço público e só, meus alunos gostam de minhas aulas em sua grande maioria, sinto orgulho do que faço, isso não é qualquer ofensa que me tira. Não quero te convencer de nada, só lamento que um rapaz tão jovem e que tem um mínimo de conhecimento, esteja tapando os olhos e os ouvidos ao que não quer escutar ou entender, e não é pelo o que é dito por mim, mas pela sua curiosidade, pois sei que se questiona, já que ansear pela verdade das coisas é exponencial à inteligência obtida e se relaciona intimamente na liberdade da consciência, isto nivela a todos, sendo estrutura inata do homem, em qualquer civilização e época. Disto posso afirmar sobre você, diferente do que vagamente e com poucos dados tenta afirmar sobre mim, mas que também não vem ao caso. Sobre a “constituição burguesa”, é por causa do texto “18 de Brumário de Luis Bonaparte” de Marx, leia-o se não houver lido, muito interessante. A nossa Constituição foi promulgada, claro que não foi num mundo perfeito, mas no mais democrático que o Brasil já esteve. E é considerada por juristas do planeta como uma das melhores do mundo, pois é uma coletânea dos direitos de 1ª,2ª,3ª e um pouco de 4ª geração mais avançados à época. E por curiosidade, já até quem chamou o “Estado Democrático de Direito” de “Estado Ideológico da Direita”. Esta Constituição Federal de 1988, se for posicioná-la entre direita e esquerda, ela é completamente ligada a movimentos sociais, aos direitos humanos, aos direitos do trabalhador, à cultura, educação, liberdade de credo, de sexo, todos os movimentos mais focados pela esquerda historicamente. A nossa constituição pode-se afirmar como sendo voltada mais para a esquerda, e não se compara jamais com a da Argentina, onde de cara afirma que a religião oficial do País é o catolicismo, só como exemplo.

          • Mais uma vez vc coloca palavras na minha boca e as rebate como se eu as tivesse dito.

            Dá pra parar com isso, por favor, e se ater ao que eu escrevi?

            Por exemplo, onde foi que eu disse que o domínio do fato é novidade? Ou que eu ao menos tenha feito referência a ele? Onde eu escrevi que o domínio dos fatos enfraquece a presunção da inocência?

            Onde eu falei que a “lei não existe ou é ineficaz ou é inconstitucional”? Aliás, a que lei vc se refere, e onde foi que eu a mencionei?

            E depois vc fala que o que eu afirmei sobre você – seu habitual uso de falácias, sofismas e blefes – é baseado em “poucos dados”… Tenha dó!

            Só o fato de vc supor que eu sou um jovem, um charlatão e uma fraude já demonstra quem está “chutando” sobre quem…

            Em relação ao enfraquecimento do princípio da inocência, O que o enfraquece – aliás, elimina por completo – é o ABUSO da teoria do domínio dos fatos – e de outros argumentos e falácias – pra supor os atos que deveriam ser provados para que o domínio dos fatos pudesse, realmente, ser aplicado – como, por exemplo, a prova da influência do suposto mentor sobre a associação criminosa, ou o cometimento de atos essenciais ou acessórios para o delito cometido por outrem.

            VC, enfim, está fazendo exatamente aquilo do que criticou seus colegas: usando a teoria como uma desculpa esfarrapada para não ter que demonstrar a ligação de um acusado com o crime. A teoria não torna as provas prescindíveis, mas apenas as “move” do cerne do tipo para a sua periferia. Ela não serve para justificar uma condenação na dúvida, mas para AFASTAR a dúvida através de outras provas – e não de indícios ou “provas tênues”.

            Aliás, que o MP denuncie na dúvida é até normal – embora seja abusivo e sinal de incompetência -, já que a certeza será ou não encontrada durante o processo. O que não se pode admitir é o juiz condenar na dúvida, na ausência da certeza. Em que pese o abuso que é ser denunciado levianamente, o que realmente enfraquece a presunção da inocência são argumentos como “a verdade é uma quimera” ou “o acusado deve provar a própria inocência” ou, ainda, justificar uma condenação dizendo que “não acredito no que o acusado afirmou” sem prova alguma de que o que ele afirmou seja inverídico ou impossível ou mesmo improvável. Ficar à mercê do que o juiz acredita ou deixa de acreditar NÃO é Justiça de nenhuma forma.

            Condenar alguém na incerteza é o maior pecado que um juiz pode cometer.

            Além disso, o que enfraquece o princípio da inocência é a ideia de que a ausência de provas é prova de que elas existem mas foram ocultadas. É a ideia de que “provas tênues” são suficientes, ou que deva-se ser tão “liberal” com os critérios de admissão das provas em proporção ao poder possuído pelo acusado.

            Quanto a Constituição, vc não está dizendo nenhuma novidade. Ela foi considerada uma das mais avançadas e é muito menos de direita do que as anteriores, evidentemente, e foi promulgada numa democracia.

            E NADA disso muda o fato de que o regimento interno da Constituinte foi modificado pelo “centrão” a fórceps pra eliminar 90% dos avanços propostos pelo POVO diretamente, e substituí-los pela vontade da “burguesia” encarnada naquele “centrão”.

            Esse é o meu argumento, e dizer que a CF88 é um avanço em face da anterior e das demais planeta afora da mesma época não o toca nem tangencialmente.

            Agora, uma palavrinha sobre o absurdo que é falar que o juiz deve ser servo da justiça, em vez de escravo da lei.

            Ora, justiça segundo quem? Essa Justiça da qual vc fala é um julgamento subjetivo, íntimo. O que é justo pra um pode ser injusto pra outro – e no mais das vezes, É.

            E julgar segundo os critérios subjetivos do juiz tem um nome: arbítrio.

            É pra evitar esse arbítrio que as leis – o mínimo que a sociedade como um todo democraticamente considera justo – existem. Quem é o juiz pra dizer que a sociedade, que determinou que AQUELAS regras cristalizadas na lei são justas, está errada, e substituir o que a sociedade deseja pela sua própria versão de justiça? Que poder tem ele pra negar a soberania do povo?

            O JB demonstra o mesmo ímpeto de atropelar as leis quando ele sugere à Dilma que ele seja consultado sobre as futuras indicações para o STF. Pra ele, a Constituição está errada em dar ao Presidente o poder de indicar os Ministros sem consultar ninguém e ele propõe um “remendo” cínico e hipócrita. Ele – e seu argumento o justifica – se vê como expressão última da Justiça, pairando acima das leis mundanas que estão erradas e merecem reparo na medida em que se distanciam da sua “justiça” infalível. Assim, “sugere” à Presidente que “remende” a Constituição com a mesma facilidade com que decreta que a defesa de um acusado são “abobrinhas” ou admoesta os demais Ministros de estarem “dando ouvidos à conversa fiada do acusado”, ou ameaça outro Ministro de partir para a violência por não concordar com ele, etc.

            Enfim, o juiz deve, sim, ser o escravo da lei. E seu escravo mais vigiado. Do contrário, quem poderá julgar o juiz? Quem poderá dizer que ele “não foi justo”, se ele sempre poderá dizer que, pra ele, sua decisão foi a mais cristalina justiça? Ao libertar-se do julgo da lei, o juiz passa a ser soberano.

            E só há espaço para um soberano em qualquer Estado.

            Se a lei provoca injustiças, elas são muito menores do que as provocadas pelo arbítrio dos juízes que se consideram livres dela.

          • Pierri, a Constituição não determina a indicação de Ministro para o STF pelo presidente, tão só especifica a sua nomeação pelo chefe do executivo após a aprovação pelo Senado. Em tese, qualquer um poderia indicar um nome ao Senado, ou fazer lobby junto aos senadores, e desde que cumpridas as exigência, ser aprovado. Caberia tão somente ao presidente nomear, em ato contínuo, pois não é de caráter discricionário esta negativa, a Constituição determina que o faça. Não cumprindo com a nomeação, poderia ser passível de crime de responsabilidade.

            E sobre as provas, levantei no texto um pouco apenas do que há no processo relacionado, não são tênues, muitas suscitadas e confirmadas pelos próprios companheiros de partido, que trouxeram em depoimentos que Dirceu havia conhecimento dos fatos e tratava sobre os empréstimos, sobre o repasse para os partidos, e falei também do depoimento da ex-mulher, não sei se lembra. Era crível a eles na época dos depoimentos, de que os contratos nunca seriam considerados fraudulentos, e nem tampouco o repasse aos deputados, poderia vir a ser considerado corrupção. Por isso falaram nos depoimentos no início com maior tranquilidade, estavam orientados por advogados que se embasaram apenas no discurso de poder, de que aquilo nunca perderia a substância, pois não haveria investigação suficiente, haveria prescrição, assim mantendo um ar de legitimidade. O advogado do Silvio Pereira não confiou nisto, por ser um advogado mais técnico do que um advogado político, vislumbrou o Estado teórico, independente e soberano, e por isso fez o acordo de transação, que foi quase uma delação premiada, com a aceitação da denuncia e da tese de acusação. Marcio Thomaz Bastos deve ter rido deste “pobre e iludido” advogado, um “carregador de pianos”, que achou que o judiciário no Estado de Direito, não se curvaria mais uma vez ao interesse político. Delúbio inclusive dizia que tudo terminaria com uma piada de salão.

            Pierri sejamos francos, não peço que seja sincero a mim e a ninguém, mas tão somente a você e sua consciência. Caso todas estas relações que consubstanciam o domínio dos fatos, nas provas obtidas, houvesse ocorrido com políticos de oposição ao governo, e com os mesmos fatos e conjunto de provas, estaria convencido de que estas também são “tênues”? Não sei o quanto leu do processo. Eu busquei me aprofundar e para mim poderia ser até meu pai sendo julgado, o meu entendimento seria o mesmo. Claro que sentiria pesadamente, pois sou humano, mas não conseguiria mentir para mim enquanto cientista do direito. A dúvida é algo absorto. Desculpe, mas vejo sua posição tendo um pano de fundo ideológico e não apego à ciência jurídica. Desculpe, isto para mim é maniqueísmo.

            Escravos da lei eram os juízes na Alemanha em 1938. Escravos da lei eram juízes que não autorizavam pensão para uma mulher com um filho nos braços, quando seu companheiro morria, pois não era casada e a criança não era filho legítimo dele, mas o havia criado até o dia de falecimento, isso há poucos anos, aqui mesmo no Brasil. Juiz nenhum se pauta por aquilo que não está escrito, jamais afirmei isto. Nem disse que deveria. Mas a interpretação das normas evolui para alcançar à Justiça, o que existe enquanto doutrina se efetiva enquanto interpretação normativa, pois quem interpreta é o julgador, é o poder judiciário, e que foi produzida intencionalmente como uma projeção de evolução do Estado, um plano de metas, uma mola mestra, um novelo de lã que se desenrola e dá esta diretriz. Isso Pierri é o Estado de Direito, Democrático pois construído a partir de representantes diretos do povo. Digo, o legislador cria a norma, já vislumbrando a transformação social e o entendimento doutrinário, e quando este não o alcança, reformula a norma ou a revoga. E assim se perpetua o ciclo democrático. E é genial pois permite transformar um Estado em poucos anos, com embates, discussões, mas com paz social. Se os legisladores entendem que os tribunais estão perdendo o foco das leis que editaram, podem torná-las mais claras, óbvias ou revogá-las, reeditando estas, e é o que ocorre, é ipsi literis o Estado Democrático de Direito. Pode até mesmo a presidente ao fim conceder indulto, legitimando o contínuo e permanente Poder emanado do Povo, ora é simples, e porque talvez não o fará? Reflita!

            Os contratos, por exemplo, sempre tiveram caráter bilateral com pacta sunt servanda, e efeito erga omnes. Na Constituição de 88, já se vislumbrava que as normas de direito civil deveriam ser consoantes em sua interpretação aos princípios constitucionais. Na época os operadores do direito e so tribunais, não tinham a visão desta supremacia constitucional, basta a própria história da Carta, que era há 40 anos atrás, a última base de fundamentação numa sentença, vinha o contrato se houvesse, a lei, uma portaria, e só no final poderia o juiz citar como fundamento um princípio constitucional. Não havia Força Normativa da Constituição. Mas a semente estava plantada, e o direito efetivo começou a ser preponderante. A norma provoca e acompanha a evolução da sociedade, a transcende.

            A Teoria do Domínio dos Fatos está dispersa na legislação, a lei contra crimes ambientais é um exemplo. É apenas um nome didático, técnico, mais científico, da dedução do conjunto de provas, que está na legislação, é efetivo em boa parte, mas sucumbia historicamente com juízes e tribunais que se omitiam algumas vezes quando existia interesse político, nestes casos, o Tribunal faltava pedir um vídeo do réu confessando o crime, e mesmo se aparecesse, no final considerava que o vídeo foi obtida por meio ilícito e tirava do processo. Já vi isto acontecer, e não é ação privada, é quando a sociedade é a vítima, ação pública e incondicionada. E isto acontece ainda, é fardo histórico e não tem nada a ver com direito, tem a ver com política, compadrios, interesses extra-legais. Que não querem nem saber de juridicidade.

            Nem tudo o que cito é porque contesto o que disse, apenas discorro numa linha de raciocínio e coloco os principais pontos que vejo estarem em discussão como um todo.

          • De antemão, me desculpo com os demais comentaristas e com o Edu pelo tamanho deste texto, mas a insistência e a confusão feita sobre o tema da teoria do domínio do fato me levou a ser mais prolixo do que normalmente sou e esgotar o que penso sobre ele na medida das minhas capacidades. Como compensação, pra não incomodar ninguém, não prometo, mas espero, que este seja o último de meus comentários sobre o tema.

            Comecemos com o que não diz respeito à teoria.

            1) A Constituição diz que a escolha compete PRIVATIVAMENTE ao Presidente. Se ele quiser consultar alguém, é prerrogativa dele, mas a decisão de fazê-lo ou não é exclusivamente sua. interferir nessa decisão É violar a sua competência. O Joaquim propôs, publicamente, a adoção de “critérios” onde a Constituição não os exige, utilizando de sua elevação temporária ao status de “herói” e “mosqueteiro da ética” e sua futura posição de presidente do STF para constranger a Presidenta a adotá-las, interferindo com sua competência. Ele, membro de um poder independente que deveria zelar pelo cumprimento estrito da Constituição, interfere com outro Poder, sugerindo o que só pode ser descrito como uma “modificação informal”, um “remendo esperto” da Constituição de forma constrangedora.

            Tivesse JB procurado Dilma pra conversar sobre isso em privado, ou tivesse Dilma o procurado para saber sua opinião, tudo estaria perfeito. MAs NÃO foi o que ele fez. Fingir que o que ele efetivamente fez é a mesma coisa e tem as mesmas consequências é cinismo.

            E não é a primeira vez que ele tenta “remendar” a Constituição em vez de aplicá-la como ela é. Ao julgar a EC 41/03, ele invocou um “princípio da solidariedade” a obrigar os funcionários públicos, inclusive os inativos, a terem reduzidos seus salários, por exemplo. Uma “solidariedade obrigatória”, uma desculpa esfarrapada para impor aos demais a noção DELE de Justiça, contrariando a lei e ferindo direitos adquiridos.

            Deve ser surpreendente pra vc que eu esteja criticando uma medida adotada pelo governo Lula, né? Afinal, eu deveria ser um radical incapaz de criticar qualquer coisa vinda do PT, não é mesmo? Isso apenas demonstra o quão equivocado vc está nas suas noções pré-concebidas.

            2) Mais uma falácia na sua lista: o apelo a Hitler. Não é pq vc ACHA que os juízes nazistas eram “escravos da lei” que isso faz dessa “escravidão” algo automaticamente errado.

            Claro, sem falar que eles NÃO eram “escravos da lei” coisa nenhuma. Cansaram de dobrá-la e ignorá-la para impor aquilo que ELES achavam, subjetivamente, “justo”. Na verdade, seriam exemplos do que ocorre quando o arbítrio substitui a lei.

            Da mesma forma, os demais exemplos que vc menciona. JAMAIS houve lei alguma proibindo que a companheira recebesse pensão. Eram os juízes que “tampavam” o buraco legal com suas próprias convicções, com seus próprios preconceitos, com sua própria e subjetiva “justiça”. Neste caso, estavam “livres da lei” simplesmente por inexistir a norma específica e, em vez de aplicarem os princípios constitucionais – ou seja, a lei geral -, mais especificamente o princípio da isonomia, estendendo o alcance da lei por analogia (outro princípio LEGAL), optaram por aplicar sua própria versão de “justiça” e negar-lhes a pensão, utilizando a ausência da lei específica determinando aquele direito como desculpa esfarrapada para a imposição de seu preconceito.

            Como eu escrevi, ser “escravo da lei” pode eventualmente redundar em injustiças, mas elas serão MENORES do que o “justiciamento, a aplicação da “justiça” subjetiva – e seletiva – dos juízes. VC está apenas a confirmar meu argumento.

            3) VC diz que os representantes do povo criam a norma exercendo o poder soberano deste mas, no mesmo fôlego, diz que os juízes, que SEQUER FORAM escolhidos pelo povo, não tem o dever de ser “escravos” delas. Isso não é democracia, nem Estado Democrático de Direito, mas o privilégio de uma aristocracia.

            Lamento, meu caro, mas sua argumentação carece de sentido. Vc diz que jamais afirmou que o juiz deva pautar-se pelo que não está escrito, mas ser “livre da lei” é EXATAMENTE isso: pautar-se pela própria noção de “justiça”, que NÃO está escrita. Interpretar convenientemente a lei é uma das formas de driblá-la quando, no entendimento do juiz, ela está “errada”, apesar dela ter sido criada daquela forma pelo poder soberano do povo – um poder que o juiz NÃO representa. O juiz não deve e nem pode julgar o mérito ou a justiça da lei. E não pode decidir aplicá-la ou não, ou mesmo interpretá-la “criativamente” para conformá-la a seu próprio conceito de “justiça”.

            Eu concordo que o sistema é genial. O juiz não representa o povo, mas sim a cristalização da vontade deste, a carta maior, que dele se serve para impor limites que estabeleceu para seu próprio exercício. Mas é EXATAMENTE por isso que o juiz deve, sempre, ser “escravo da lei”. Ele não pode ter escolha, não pode ter arbítrio, pois se ele tem a obrigação e o poder de impor aqueles limites a todos, deve submeter-se a eles em primeiro lugar.

            4) Seu argumento sobre o possível indulto concedido pela Presidenta está equivocado. Vc “esquece” o fato de que o indulto é medida excepcional, tomada, na prática, apenas quando há consenso de que uma condenação é injusta ou equivocada, e não um poder discricionário e arbitrário a ser utilizado à vontade. NÃO é um instrumento para confrontar o Judiciário, para negar-lhe o poder, mas para ser usado em concerto com ele. É evidente que ela não usará essa prerrogativa por esse motivo.

            5) Os contratos particulares jamais tiveram eficácia erga omnes. Seus efeitos sempre foram intra partes. O objeto do contrato, porém, pode ou não ser oponível a todos, e só o será se o contrato for registrado. A eficácia erga omnes é excepcional, e não a regra.

            6) Não entendo pq vc acha que está dizendo alguma coisa nova ao reafirmar a natureza dinâmica do Direito. Ela é mais do que evidente.

            7) Já que vc insiste no domínio dos fatos, vou lhe dizer o que penso dele: essa teoria é um “truque”.

            Se ela fosse apenas “um nome didático, técnico, mais científico, da dedução do conjunto de provas”, ela chamar-se-ia “aplicação do art. 155 do CPP”, o convencimento do juiz em face do livre exame das provas dos autos.

            A “DDF” (domínio dos fatos), por outro lado, não tem caráter dedutivo, pra começo de conversa, mas indutivo.

            O raciocínio dedutivo é aquele que parte de duas premissas, uma geral e outra particular, às quais aplica um raciocínio formalmente sólido e dele extrai dele uma conclusão que é tão verdadeira quanto as premissas. Parte-se, assim, do geral para o particular, da regra para o caso, do tipo para o fato concreto.

            Essa similaridade entre a dedução e a avaliação da tipicidade de um fato não é coincidência. O Direito Penal é estruturado como um raciocínio dedutivo e por um excelente motivo: ele, diferentemente da indução, é seguro e permite alcançar a verdade com alto grau de confiança.

            A indução, ao contrário, é o raciocínio que parte dos casos particulares para alcançar uma regra geral. Por exemplo, verifica-se que o ouro, a prata e o ferro são condutivos, e que são metais e conclui-se que todo metal é condutivo. Tão facilmente quanto, poder-se-ia concluir que todo material condutivo é um metal. Basta apontar um material que seja metal e não seja condutivo, ou que seja condutivo mas ão seja um metal, e aquelas regras deixam de ser verdadeiras, o que demonstra como ese tipo de raciocínio não é apropriado, via de regra, para negar-se a alguém a liberdade.

            A dedução conduz à certeza, a indução, à probabilidade.

            A “DDF” nada mais é do que o reconhecimento que a lei penal PERMITE a utilização da indução de forma segura e limitada, de forma a manter a segurança que sua finalidade exige – ou seja, de forma a utilizá-la quando, e somente quando, em face de altas probabilidades.

            Por exemplo, o art. 13 do CP permite que se faça a relação entre um fato (não necessariamente típico) e o resultado do crime que dele depende, enquanto o art. 29 permite a punição de quem “concorre” para o crime, ou seja, quem não o pratica diretamente e,em ambos os casos, tanto a relação de causalidade como a concorrência podem ser determinadas por indução – ou seja, pela comparação das circunstâncias particulares de um crime – considerada, sempre, a prova existente nos autos -, com a experiência direta.

            Quer dizer, o processo “normal” do raciocínio, partindo da regra geral – o tipo -, passando pelos fatos particulares – a prova – e chegando na conclusão particular – a sentença – é ligeiramente modificado, permitindo-se que a premissa maior (o tipo) seja substituída por uma conclusão obtida em um raciocínio indutivo a partir de elementos alheios aos autos.

            Por exemplo, conclui-se, por indução, que a vigilância de determinados locais onde um estupro está sendo cometido, embora absolutamente atípico, facilita de tal forma o cometimento do delito que, sem a vigilância, ele dificilmente seria cometido. Depois, verifica-se se há prova de que o acusado efetivamente vigiou o local onde o estupro estava sendo cometido e que esse local é exatamente daquele tipo mencionado e conclui-se que o acusado concorreu para o delito, e não como mero partícipe, mas como co-autor, já que, sem ele, o crime provavelmente não ocorreria.

            Ou seja, a relação de causalidade entre o ato de vigiar e o estupro é aceita pela razão da comparação das circunstâncias locais e a experiência comum – por exemplo, se o crime foi cometido numa praia, a chance de alguém vê-lo é muito grande, o que faz da vigilância essencial para o crime.

            Muito embora, neste caso, o caráter essencial do ato atípico de vigiar seja nada mais do que uma presunção – já que uma conclusão indutiva é impossível de ser provada dedutivamente, ou seja, com certeza -, sua aplicação é razoável se, e somente se, a probabilidade de que seja verdadeira é grande o suficiente para que a dúvida seja muito pequena. Enfim, em vez de se exigir a perfeita certeza da dedução, exige-se a ausência de dúvida significativa.

            E ISSO, e só isso, é a DDF.

            Não se prescinde de provas, nem de razões. Não basta a crença do juiz. Não se admite o preconceito. Não se julga a pessoa, mas sim os atos. Não se trata de um julgamento puramente subjetivo, muito embora seja mais subjetivo do que deveria em situações ideais.

            Mesmo considerando que as críticas ao fato de que a DDF permite a presunção onde ela não deveria existir são perfeitamente válidas e razoáveis (e duvido que qualquer um de nós admitira qualquer presunção, por menor que fosse, se ela fosse levantada contra nós em um processo criminal), podemos argumentar que a indução limitada permitida pela DDF é algo perfeitamente aceitável e razoável, pois aproxima-se suficientemente da certeza necessária.

            Porém, o que está ocorrendo é o ABUSO da DDF – e é exatamente por isso (dentre muitos outros argumentos) que há a condenação dos julgamentos do STF. Não por aplicarem a DDF, mas por abusarem dela. Por estarem estendendo-a para permitir mais subjetividade e dúvidas do que é razoavelmente aceitável.

            Em vez daquela aplicação limitada, segura e excepcional da indução, permitida pela DDF, o STF a está expandindo consideravelmente, a ponto de virtualmente eliminar, em muitos casos, a dedução por completo, substituindo-a por induções que tem, por um lado, a simples crença do juiz e, do outro, provas ESCOLHIDAS dentre as disponíveis – e nem sempre dentre as produzidas sob o contraditório -, enquanto as inconvenientes são simplesmente ignoradas – ou, como fez vc, consideradas como meras “alterações de estratégia” dos depoentes (o que é engraçado, pois se os depoentes são tão pouco confiáveis a ponto de criarem versões segundo suas conveniências, seus depoimentos durante a fase inquisitorial deveriam ser tão pouco confiáveis quanto as dadas durante a fase judicial, mas essas – que apontam, segundo vc, para a culpa dos petistas – são críveis, enquanto as outras, descartáveis. Dois pesos e duas medidas, não é mesmo?)

            E o STF está atirando tudo isso nas pobres costas da DDF – e apostando na confusão -, que deveria ser um instrumento em busca da melhor aplicação do direito penal, e não mera ferramenta para justificar a perseguição política.

            Tomemos a condenação de JPC por corrupção passiva como exemplo. Neste caso, a DDF SEQUER deveria ser cogitada, eis que ele seria, supostamente, o agente direto e único do delito, cuja culpa deveria ser deduzida diretamente das provas – afinal, mesmo no âmbito da DDF, ALGUÉM tem que cometer a conduta típica, não é mesmo?

            O tipo exige que ele tenha recebido uma vantagem indevida em razão de seu cargo.

            Por mais que se considere que o ato de ofício não seja necessário, não é possível escapar do que o tipo diz explicitamente: a vantagem deve ter sido recebida EM RAZÃO do cargo ocupado. Logo, deve haver ALGUMA relação entre o recebimento da vantagem e o cargo, e essa relação precisa ser deduzida das provas.

            O STF, porém, simplesmente SUPÔS a existência dessa relação na ausência de prova, e justificou-se dizendo, em outras palavras, que a experiência dos juízes lhes permite concluir (por indução) que, nesses casos, essa relação sempre existe. Ou seja, que a relação era “subjetivamente clara”, mas não o suficiente para ser deduzida dos fatos ou, ao menos, poderem apontar outros casos similares onde ela existiu, de onde extrairam, por indução, a regra geral aplicada.

            Veja bem, vc pode testar o ouro, a prata e o ferro e verificar que são condutores e daí concluir que todos os metais são condutores, com um grau de confiança proporcional ao número de metais testados sobre o número de metais existentes. Isso é uma conclusão obtida por indução, que é impossível de ser provada, dedutivamente ou não. O melhor que se pode – e se deve – fazer é justificá-la apontando para os testes efetuados, de forma que qualquer um possa checar o resultado, conferindo alguma objetividade à conclusão.

            O STF, porém, diz que conclui por indução, mas não se importa em apontar como o fez, ou de onde retirou suas conclusões. Afinal, esses “experimentos” simplesmente não existem.

            E isso quer dizer que sequer estão aplicando a indução, mas sim a especulação. Em outras palavras, estão chutando e usando seus preconceitos em seu lugar. Fizeram uma suposição arbitrária e preconceituosa.

            Enfim, o Direito Penal exige um mínimo de objetividade na análise das provas, e a objetividade é o domínio da dedução. A indução é útil em muitos casos onde a dedução é impossível, e sua notória subjetividade pode – e deve – ser mitigada com o que podemos chamar de “transparência”, apontando-se algo concreto, experimentável, de onde a regra induzida foi retirada. Assim ela torna-se menos subjetiva e passível de escrutínio (e, ao contrário do que afirma o Torquemada Barbosa, o STF deve explicações à sociedade, SIM), o que faz dela passível de ser utilizada como fundamento para a condenação de alguém.

            Porém, sem esse mínimo de objetividade, qualquer condenação é mero arbítrio. Se o juiz não pode apontar a origem de sua suposição, só podemos dizer que a retirou de sua própria cabeça, ou seja, é um preconceito.

            Um último aspecto que vale a pena ressaltar é que há um limite para o escopo de uma regra obtida por indução, ou melhor, uma relação inversa entre seu escopo e sua probabilidade. Voltemos ao exemplo do metal condutor. Como escrevi, a partir do teste de 3 metais podemos tanto concluir que todo metal é condutor, ou que todo condutor é um metal. A probabilidade de uma regra induzida ser verdade é diretamente proporcional à quantidade de elementos experimentados e inversamente proporcional à quantidade de elementos passiveis de serem testados.

            No caso dos metais, eles são poucos, enquanto as substâncias condutoras são muitas. Assim, a probabilidade de que a regra “todo metal é condutor”seja verdade é alta, enquanto a da regra “todo condutor é um metal” é baixa.

            Assim, uma regra ampla, obtida por indução, como “todo político é safado” é necessariamente muito improvavelmente verdade, enquanto uma regra mais restrita, como “espaços abertos aumentam a chance de alguém ser visto” (como no caso do estupro), é muito mais provavelmente verdadeira. E é essa, exatamente a diferença entre a suposição razoável no caso hipotético do estupro que usei como exemplo e o tipo de suposição utilizada pelo STF pra condenar JPC (e, provavelmente, Dirceu).

    • E vc continua a insistir que há provas, mas não consegue apontar NEM UMA delas.

      O próprio STF admite que elas inexistem, e recorre a MEGA-falácias para dizer que a ausência é prova da existência.

      Mas vc insiste em dizer que eles estão errados, e que as provas estão lá.

      Se o STF acredita em duendes, vc acredita que é um deles.

      • Tá, até o STF reconhece que as provas inexistem.
        É a incansável tropa de choque dos mensaleiros vendendo seu peixe.

        • É inegável o reconhecimento da inexistência das provas pelo STF. Basta ver os malabarismos que fizeram para justificar a utilização de indícios – alguns até mesmo refutados por provas de verdade – e de suposições no lugar delas, e isso sem falar no já vergonhosamente célebre “o acusado é quem deve provar a inocência” – talvez o maior absurdo jurídico já proferido no STF, junto com a palhaçada casuística dos “direitos adquiridos de ordem constitucional” que inventaram por lá.

          Agora, se vc acha que elas existem, aponte-as. Eu não posso provar a inexistência de algo pq isso é algo logicamente impossível de ser feito. Mas vc pode – e deve, se está afirmando – provar a existência.

          Onde elas estão, caro trollzinho?

          Ah, em tempo: meramente discordar de algo não é “contribuir para o debate”. É apenas encheção de saco, já que ninguém, nem mesmo os seus pobres neurônios, se importa se vc discorda de algo. É preciso – aliás, é imprescindível – apresentar argumentos, as razões pelas quais se discorda.

          Simples assim.

        • Um dos malabarismos utilizados para condenar é a pérola soltada por um dos ministros do STF:

          ”A VERDADE É UMA QUIMERA”.

          Isto me fez lembrar os tempos em que eu era neomanipulado pela Rede Globo, rato de audiência de todos os programas da vênus platinada. Lembrei-me da sátira que o Chico Anísio fez de um pastor evangélico, com o personagem ”Tim Tones”. Dois versos do hino ”evangélico” glória tim tones: ”no negror da antiga era, sob a luz de uma quimera”.

          Ora, quimera é sinônimo de mentira. Então o Dr. disse que a verdade é uma mentira. Por isso que eu me convenço cada vez mais de que a ausência de provas do crime, é a própria prova do crime. Em outras palavras. Não há provas, mas o ministro sonhou que o acusado era culpado por isso o condena.

          • Na verdade, “quimera” significa fantasia, produto da imaginação (supondo que o infeliz do juizinho de quinta categoria que já foi tarde para a aposentadoria não estava se referindo a um monstro mitológico ou a um peixe, o que seria muito pior…).

            Assim, pra ele, a verdade é uma fantasia, algo que só existe na imaginação de cada um. Pode até ser verdade, mas não é dessa verdade filosófica que um processo penal trata.

            Na verdade, esse pseudo-argumento do juizinho serve apenas para negar qualquer acusação. Afinal, se a verdade está nos olhos de quem a vê, qualquer condenação baseada nela nada mais é do que uma condenação arbitrária e, por definição, injusta.

            Ao argumentar que a verdade é fantasia e, a partir disso, justificar uma condenação baseada em fantasias, o que o juizinho de quinta reinaugurou foi a era da caça às bruxas institucionalizada, a perseguição arbitrária, os Tribunais de exceção. Condenar alguém com base em fantasia não pode ser chamado de outra coisa.

            Aquela foi mais uma das intermináveis canalhices que o STF está fazendo para homologar a condenação feita pela imprensa. Seria mais simples e honesto se ele apenas dissesse que a verdade é o que está nas páginas dos jornais e pronto.

    • Joaquimzão que bate na mulher?

  3. Eduardo Guimarães, sua conduta é impecável.
    Que talento você é.

    E que bom você existir pra gente.

    Viva Dirceu, força companheiro.

    Matéria interessante sobre o mensalão, do blog do Nassif, aí vai o link:

    http://www.advivo.com.br/node/1055895

    Vale a pena.

  4. Na foto, Zé Dirceu, com os punhos erguidos e algemados, reflete o atual desejo da mídia autoritária e conservadora. Mas, mesmo que ele viesse a ser preso, o que não se espera, em hipótese alguma, ele viraria herói diante da injustiça e diante de sua história. Não se cala uma ideia pela força, mas pelo argumento e esse, favorece Zé Dirceu.

    Estamos de olho e solidários não só com Zé Dirceu, mas, também, com José Genoíno. O que estão fazendo é de uma covardia e de uma injustiça sem precedentes. Enquanto isso, larápios da mídia e ladrões da nação continuam zombando do povo brasileiro.

    Que a CMI do Cachoeira cumpra seu papel e intime, imediatamente, Policarpo Júnior e Dom Civitta para depor. Que os atos do procurador geral Roberto Gurgel e sua esposa sejam analisados e que os efeitos nefastos de Dom Demóstenes Torres, reeleito senador graças à sonolência incompreensível do procurador geral, sejam agudamente analisados.

    Os verdadeiros bandidos se refestelam, enquanto cidadãos que lutaram contra o arbítrio e o autoritarismo são execrados, expostos e manchados em suas biografias. É insuportável!

    O Brasil já foi atrapalhado demais com esses conservadores que se revezam e se reconstituem de tempos em tempos, com mais voracidade e sofisticação. É preciso aproveitar o momento para rever o papel da mídia e os superpoderes do STF. Ninguém deve ser livre de fiscalização dos seus atos, muito menos nossas instituições.

    É isso.

  5. José Dirceu seria absolvido se estivesse sendo julgado apenas pela acusação que consta nos autos da Ação Penal nº 470.

    Mas desde 1968 há um capitão do mato no encalço do José Dirceu.

    Capturado, José Dirceu está sendo julgado pelo tribunal da ditadura que dispensava provas e o duplo grau de jurisdição.

    Seus inimigos políticos (incluíndo o PIG) aguardam babando esse momento desde 1968. E não fazem mínima questão de disfarçar.

    Portanto, José Dirceu terá grandes chances de êxito, em Tribunais Internacionais, se recorrer desse julgamento de cartas marcadas.

    *1968, ano em que foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da UNE. Em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, deportados do país, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick.

  6. Dirceu na Folha semana passada:

    “Eu não estou deprimido. Eu não tenho razão para estar deprimido. Eu tenho objetivos, metas, sonhos. Eu acordo às seis da manhã todos os dias.”

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/66630-monica-bergamo.shtml

    Me dei conta que este blog descreve a “grande mídia” para gente que não a lê. E daí acaba acreditando em você. Eu leio, e em 90% dos casos o que você relata aqui é fantasia.

    • A manchete que remeteu a essa entrevista era a de que Dirceu afirmara que “não ia fugir”. Todo mundo leu. Só um quadrúpede para achar que aqui se tenta vender a posição de Dirceu como inédita. Só uma besta quadrada para achar que todas as milhares de pessoas que lêem este blog não lêem jornais ou vêem telejornais. Desafio você a apontar as tais “fantasias”.

      • Como não leio a FSP (só o Eduardo tem estômago para isso), não posso afirmar, mas é bem provável que qualquer notinha favorável ao JD só iria aparecer escondidinho em letras menores. O que interessa aos vendilhões da Pátria sai em letras garrafais.

    • Essa matéria, como, não 90, mas 100% dos casos, é capiciosa e procura induzir o leitor a achar que o Dirceu está pensando em fugir. Como se fosse um bandido, como o Mainardi, por exemplo, que fugiu para Veneza.
      O Dirceu, nem o Genoino fogem, como o Serra, e o FHC, que fingiram estar exilados. Como alguém fugindo da ditadura vai se “exilar” nos EUA.
      E a besta quadrúpede ao quadrado ainda diz que o blog é que vive num mundo de fantasia.
      É o que eu sempre digo, quem só lê o pig, fica mais por fora que mão de afogado

    • Alberto, o meu nome é Lula, o seu deve ser fantasia “quadrupedal”.

  7. Ao contrário das lideranças tucanas, o Zé tem uma história de luta ininterrupta. Enquanto Serra no “exílio” buscava uma pós graduação sem ser graduado, Dirceu articulava a redemocratização do Brasil.
    A tentativa de colar a pecha de terrorista aos combatentes da liberdade foi ridicularizada com o tempo.
    A nova tática é “caracterizar” como corruptos aqueles que estão do lado do povo.
    Mais uma vez, com a luta nas ruas, venceremos.
    Zé Dirceu é patrimônio do povo brasileiro.

  8. Atualissimo texto que pesquei no Escrevinhador de Rodrigo Vianna. Não conhecia.
    http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/de-carlos-moura-com-carinho-para-noblat.html
    Publico a carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.

    ===

    Noblat

    Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

    Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.

    Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

    O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.” cont.

  9. Kamel, Datafolha e STF: tríade “tudo a ver” no golpe em curso

    Não há dúvida de que lado a grande imprensa se postou historicamente: contra os interesses nacionais, contra o povo e contra as lideranças que ousam desafiar seu poder. STF, Datafolha e a ascensão de Ali Kamel na Globo são sinais claros da radicalização dos ataques midiáticos que estão por vir contra Dilma, Dirceu, PT e Lula

    Estas eleições mostram o acirramento das forças conservadoras, ávidas por retornar ao poder central, facilmente percebível nas grosseiras manipulações midiáticas, combinadas com pronunciamentos histéricos e cínicos dos demotucanos, agendamento oportunista do julgamento do mensalão no STF e da costumeira ação do Datafolha nas pesquisas de opinião.
    FHC chegou ao cúmulo de dizer que votar em Serra significaria a recuperação moral da sociedade brasileira. Pior, alguns meios de comunicação repercutiram esta fala como algo verdadeiro, amplificando a voz do rejeitado ex-presidente.
    E tudo se concentra em São Paulo, todo o esforço em salvar Serra e levá-lo ao segundo turno, a qualquer custo, está diretamente ligado a este confronto direto entre governo e opositores.
    Os resultados das últimas pesquisas servem para mostrar que algo está estranho. Serra disparou na rejeição do eleitor paulistano, mas avançou nas intenções de voto, segundo o Datafolha.
    O Vox Populi demonstra o contrário: Haddad a frente de Serra.
    Quem tem razão?
    O Datafolha tem histórico recente de manipulações de pesquisas eleitorais, para,justamente, forjar uma tendência e cristalizar na cabeça do eleitor que determinado candidato tem mais ou menos força para vencer, desta maneira, tentar interferir na vontade do povo.

    Os ataques pesados, diários e sem contraponto, que a grande imprensa desfere contra o PT e Lula, servem de apoio para alterar o quadro eleitoral, confundindo, país afora, a percepção eleitoral deste momento e prejudicando, dolosamente, um partido político e sua maior liderança.
    Movimento que não se configura como uma novidade, mas que pelo afastamento do poder de grupos políticos e sociais há dez anos, tem se intensificado radicalmente e tornado a cobertura das eleições um espaço onde o noticiário é entregue ao leitor/audiência repleto de mensagens conservadoras e intenções, indisfarçadas, de intervir partidariamente da opinião pública com ocas opiniões publicadas.
    A ascensão de Ali Kamel, esta semana, ao posto de diretor-geral de Jornalismo e Esportes da TV Globo mostra que a radicalização do ambiente político deverá continuar e até se acentuar contra o PT, aliados, Dirceu, Lula e Dilma serão massacrados pela cobertura jornalística do maior grupo de comunicação do Brasil.

    Este é um indício que nos confirma isso: Kamel foi recompensado pelo seu trabalho, já que desde que assumiu a Central Globo de Jornalismo há alguns anos, ficou evidente o tratamento desigual que os jornalísticos da emissora tem dado aos personagens políticos, privilegiando e poupando conservadores, tentando resgatar a imagem carcomida de FHC e seu governo entreguista, ao passo que se buscou e ainda se propõe a isso, desconstruir a imagem de Lula e do PT.

    Tudo isto somado ao manejo do STF para que julgasse o mensalão durante a fase aguda das eleições 2012, fecham o cerco e dão sinais da renovação de forças dos opositores,pelo caminho da judicialização política.
    Os que se alvoroçam com o contexto de golpe que se constrói no Supremo e se divulga em massa pela imprensa, mostra que o governo não pode mais buscar conciliar com setores da sociedade, uma minoria com grande poder econômico, que tenta desestabilizar o país e vencer no tapetão.
    Dilma, PT e aliados, ao menos os mais progressistas, não podem permanecer acuados nas cordas, precisam fazer o enfrentamento.
    O governo não pode continuar financiando a grande imprensa brasileira, destinando volumosas verbas de publicidade, para que manipulem o noticiário e estimulem a formação de uma atmosfera política hostil, que pode contaminar o ambiente social e desencadear crises que afetem a credibilidade de Dilma e a enfraqueça junto aos movimentos sociais que a apóiam.
    Desta forma, enfraquecendo sua postulação a reeleição em 2014 e originar a oportunidade que conservadores tanto anseiam para se apresentar como arautos da moralidade, da ética e salvadores da pátria nas próximas eleições presidenciais.

    A Arena tem outros nomes, pode chamar de tucanos, democratas, STF e mídia que atendem. Mas os mesmos objetivos da direita mais conservadora são os mesmos: poder, até pela via do golpe

    Alguém ainda duvida disso?
    Para atestar que estes movimentos são coordenados com forte propósito político eleitoral, visando resultados imediatos e para o médio prazo, é só ler que o STF resolveu adiar o julgamento do núcleo político do mensalão ligado ao PT, para ocorrer na última semana antes do primeiro turno das eleições,ou seja, entre os dias 1 e 4 de outubro, a três dias do primeiro turno.

    Coincidência?
    A reação dos candidatos do PT e aliados em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Cuiabá e Manaus deve ter provocado pesadelos no comando conservador do golpe em andamento.
    Entregar a cabeça de José Dirceu, em uma bandeja de prata, na última edição do horário político eleitoral, sem tempo para respostas e contrapontos na propaganda eleitoral gratuita, em uma edição “especial” do Jornal Nacional não deixa dúvida alguma que o cerco é forte e que sem reação vigorosa das forças políticas e sociais que apóiam Dilma, a primeira parte do golpe poderá obterá êxito.

    Em tempo: os partidos da base do governo, finalmente, divulgaram nota repudiando os ataques da oposição, municiados pela ação covarde da mídia.
    Assinam a nota os presidentes nacionais do PT, PSB, PMDB, PC do B, PDT e PRB, que encerram o texto com a seguinte afirmação:
    “Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do país, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula.
    A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.”

    • Excelente texto, Valério.

    • O golpe que eles estão preparando é iniciar UM DOS ÍTENS do julgamento do José Dirceu nas vésperas da eleição, COM O VOTO DO RELATOR, para o Jornal Nacional trombetear aos quatro ventos que o Dirceu FOI CONDENADO, omitindo como sempre faz que esse é APENAS UM DOS VOTOS do tribunal.
      O Merval está explicando direitinho no site do Globo na maior cara de pau.

      ESSE GOLPE TEM QUE SER DENUNCIADO!

  10. O “devogado” não acredita que 11 Juizes façam julgamento fajuto. rsrsrsr
    O Poder Judiciário brasileiro é fajuto, vide a impunidade dos potentes e poderosos que impera no Brasil enquanto as prisões se encontram abarrotadas de pobres, prostitutas e pretos.

  11. Dirceu seria o unico presidente com coragem para enfrentar o PIG.

    • Nossa Romanelli…
      Nem o dono do vídeo acredita no que postou que já tirou?
      O que era? Alguma quimera?
      abrá

    • Romanoff, raramente veo os links que vc coloca para dar ‘suporte’ ao que fala.
      Justamente hoje (que merda, hein?) eu fui olhar, e que surpresa: o ‘proprietario’ do que vc indicou retirou do youtube. Por que será?

  12. Quer dizer que agora o Barbosa está mudando a ordem do julgamento para condenar o Dirceu na véspera das eleições?
    Ninguém reage a isso? O golpista o Globo está se jactando dessa mudança. É assim que agem esses “democratas” da mídia?

  13. Eu nunca vi jurisimpudência que desse tão na vista assim.
    Ela impavida surge simultaneamente unilateral, unieleitoral e esta sim, ex-officio!!
    Agora ai de ti Sodoma e gomorra!
    E nao olhes para tras: (porque atras jazem ruy, pontes, bevilacqua…)
    Plim plim!

  14. Dirceu não desista…………….lute………..lute……….estamos contigo.

  15. O que está a ocorrer é que o Governo se aproxima do limite possível dentro dos marcos do capitalismo. E olha que os governos Lula, e agora o governo Dilma, são moderados, centristas. Assim mesmo, a elite não quer mais distribuição de renda, juros baixos, redução do desemprego e justiça social.

    Falo daquela elite representada por banqueiros, latifundiários e especuladores. Enquanto os pequenos e médios produtores batem palmas para a redução de juros e aumento de renda da população (que é bom para os negócios desses empresários), os banqueiros e latifundiários rangem os dentes na calada da noite.

    Aproxima-se a hora em que não será mais possível ficar em cima do muro.

  16. Modestamente, deposite um valor para a criação do Movimento dos Sem Mídia.
    Sou leitor diário e comente neste blog.
    Fico sem entender o motivo porque os meus comentários não estão sendo publicados.
    Será que não usam indevidamente o meu nome com criticas.
    Eduardo, peço me dizer algo, pois estou me sentido alijado do blog que mais admiro.

    ET: aparece que está aguardando aprovação .

    • Antonio, não existe isso. Você é um dos leitores mais antigos. Todos os seus comentários são publicados. Como são muitos, talvez não esteja sabendo procurar

    • Prezado confrade Antonio Lyra Filho

      Quando são muitos os comentários, aparecem mais páginas de comentários antigos, e apenas uma de comentários novos. Eu descobri essa faceta quando cheguei de viagem e vi o post ”Meu nome também é Lula”, então com 443 comentários. Cliquei em comentários novos e os li. Embaixo cliquei nos comentários antigos, e os li também. Quando cheguei embaixo vi novamente comentários antigos, e fui lendo. Acho que deu umas dez ou doze páginas de comentários antigos. Procure os seus comentários, porque lá estão eles.

  17. Ouvi muitas vezes que 1968 foi o ano que não acabou, e eu ficava sem entender. Como assim, um ano que não acaba?

    Ora, não acaba a repressão política dos contestadores da metrópole (USA).

    A repressão em cima do Zé Dirceu está aí, mostrando que 1968 está longe de acabar.

  18. Joaquim Barbosa está deslumbrado com os elogios do pig e por isso joga pra platéia.

  19. A luta continua, a transformação de nossa sociedade está apenas no começo, a militância não vai esmorecer.

  20. UM FORA DE PAUTA, MAS MUITO IMPORTANTE:

    JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO, o ‘jurista’ nomeado por Dilma para compor a COMISSÃO DA VERDADE, falará hoje, na Radio Jornal do Recife, às 12:00 horas, sobre a intenção da Presidenta em regulamentar a greve dos servidores.

    Vamos ouvir o que este homem tem a dizer. Na última participação dele neste programa, na semana em que a CARTA CAPITAL trouxe a tona os mal feitos de Gilmar Mendes, ele DEFENESTROU a revista Carta Capital, CREDENCIOU a revista Veja ao afirmar que escolhe o que lê, DEFENDEU GILMAR MENDES e o classificou como grande jurista!

    A fala pode ser ouvida aqui (a partir da 12:00 horas.

    Vamos ouvir o que ele terá a dizer desta vez.

  21. UM FORA DE PAUTA, MAS MUITO IMPORTANTE:

    JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO, o ‘jurista’ nomeado por Dilma para compor a COMISSÃO DA VERDADE, falará hoje, na Radio Jornal do Recife, às 12:00 horas, sobre a intenção da Presidenta em regulamentar a greve dos servidores.

    Vamos ouvir o que este homem tem a dizer. Na última participação dele neste programa, na semana em que a CARTA CAPITAL trouxe a tona os mal feitos de Gilmar Mendes, ele DEFENESTROU a revista Carta Capital, CREDENCIOU a revista Veja ao afirmar que escolhe o que lê, DEFENDEU GILMAR MENDES e o classificou como grande jurista!

    A fala pode ser ouvida aqui (a partir da 12:00 horas):

    http://radiojornal.ne10.uol.com.br/playerRadios.php?radio=recife

    Vamos ouvir o que ele terá a dizer desta vez.

  22. De novo, um excelente texto do Paulo Moreira Leite.
    “Follow the Money”, senhor assistente da procuradoria, Joaquim Barbosa Dantas.
    Onde está o dinheiro, sr. Joaquim Barbosa?
    Em 7 anos não conseguiram encontrar nada, mas não interessa, não é, senhor assistente do Prevaricador Geral Gurgel?
    Preferindo o papel de capitão do mato, este homem enoja e enojará o Brasil por muito tempo. E enojará tanto a ponto de sentirmos saudades de Gilmar Mendes na presidência do STF.
    Como disse o Ministro Eros Grau (68 anos à época) quando ameaçado fisicamente por este senhor:

    “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse em um velho também.”

    Pelo visto Joaquim Barbosa melhorou muito e afinou a pontaria: se ontem batia na esposa, hoje muda o alvo e estapeia, dia a dia, a Justiça e a face de todos os brasileiros.
    É a reserva moral da Nação; o herói do PIG.
    O que se poderia esperar de um homem desses?

    O texto do Paulo:
    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/09/19/onde-esta-o-dinheiro/

  23. Fora de pauta.

    A direita tá começando a jogar no facebook, denúncia do MPF de Brasília contra Lula por improbidade administrativa, com pedido de bloqueio de seus bens…. Os direitóides já, como sempre, o estão condenando previamente.

    http://exame.abril.com.br/economia/politica/noticias/lula-e-denunciado-por-improbidade-administrativa-pelo-mpf

    Saiu até em Portugal.

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula

    Bem, improbidade administrativa todos os governos têm. Se Lula cometeu o erro, tudo bem, a lei tem que se aplicar, mas cadê esse MPF que não vai atrás de FHC e Serra, tem muita coisa que eles fizeram de ruim e estas instituições não vão atrás. Depois dizem que o PT aparelhou o estado…. Quem aparelhou foram eles…

  24. Nesta foto o Dirceu estava fazendo o que??

    Ahhh…ele estava sendo trocado pro um Sequestrado,

    Um embaixador

    O cara foi sequestrado e os benevolente, democratas, muito empenhados pelos pobres do Brasil, mantiveram este boçal carrasco no cativeiro e ameaçaram mata-lo caso não fossem atendidos.

    Muito bem

    adoro este tipo de gente que com violencia paga a violencia.

    muito criativos

    matamos…pq vcs matam…

    muito eloquente

    • Dirceu foi preso por uma ditadura criminosa que está sendo devassada pela Comissão da Verdade

    • Vc já ouviu falar em legítima defesa?

      Ou vc acha que dá pra parar uma bala com flores?

      A culpa da violência que segue é de quem a inicia. Gente como vc condena quem resiste à violência, quem não aceita as imposições, pela força, dos “ideais” que vc compartilha. Pra vc, a resistência deveria se entregar à ditadura para ser exterminada.

      Aí, sim, vc aplaudiria, pois ainda estaríamos a mercê de seus ídolos, e seguindo o “caminho dos homens de bens”, com a tradição, a família e a propriedade ao lado.

      Mas como alguns corajosos resolveram enfrentar o incêndio com um fósforo, vc condena o fósforo enquanto canta para o incêndio.

      Em suma: vá catar coquinho descalço.

  25. Pela lógica mervaliana (escrita e assinada embaixo no site do Globo), não seria ético permitir a participação do novo ministro do Supremo nesse julgamento do “mensalão”.
    No entanto, para ele, não tem nada de amoral que o voto do relator com relação a UM DOS ÍTENS das acusações contra o José Dirceu aconteça justamente NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO.
    Com toda a certeza, o JN do sábado, 6/10, não vai, por absoluta má-fé, esclarecer aos seus telespectadores que se tratou de apenas UM VOTO ENTRE DEZ.

    ESSA É A ESSÊNCIA DO GOLPE EM ANDAMENTO.

    Tem que ser denunciado aos tribunais internacionais.

  26. Presidenta Dilma ,faça como o Presidente Correia do Equador,crie coragem e corte as verbas de publicidade desta imprensa que age como um cancer na nossa fragil democracia e que querem derruba-la,faça isto antes que o Presidente Lula sofra as consequencias de um fanatico alienado que o PIG poderá produzir;Faça isto rapido Presidenta;Faça isto enquanto ainda tem o povo de seu lado.

  27. Ele quer ser convidado para adentrar na casa grande e ficar ao lado do Sinho-sinhosinho,nas não vai passar de capitão do mato.

  28. Esse julgamento vai virar fumaça igualzinho às denúncias em relação ao Orlando Silva (ex ministro dos Esportes, alguém lembra ?) e já tem data marcada: 29/10/2012, dia seguinte ao segundo turno das eleições para prefeito. Só quero saber quem é então que vai pedir vistas no processo para reabri-lo no inverno de 2014.

    • Fumacinha? O caso foi encerrado por absoluta falta de provas, se eu disser que vc e, por exemplo,e pedofilo, o que vc acharia de ser preso por causa disso?

  29. Admiro o Jose Dirceu. Acredito que a caça ao PT mira tão somente o Lula e o Jose Dirceu.
    Interessa destruir os dois. Esse é o objetivo da perseguição pela oposição através da mídia de plantão sem vergonha, dos políticos oportunistas que anseiam voltar ao poder para continuar a entregar o Brasil pela falta de amor ao País e seu povo e agora, infelizmente, também pela justiça.
    Tenho muita fé em Deus que eles não conseguirão fazer o Brasil voltar a ser caranguejo.
    Lamento que o PT tenha demorado para se posicionar. Demoraram a despertar . Parece, ainda, que estão anestesiados ou cegos. Nem sei o que ocorre.
    Aguardo ansiosamente que o PT se manifeste além da nota de desagravo ao Lula. Espero que eles não achem que basta a nota para que tudo fique bem. Precisa de mais.

    Sinto tristeza em saber que o povo que Lula tanto ajudou a sair da miséria e do sofrimento tenha esquecido que hoje comem melhor e têm emprego graças a política do governo do Lula. Como podem se iludir e pensar em dar votos a políticos que sempre se manifestaram contra os interesses do povo brasileiro (vide ACM Neto e Arthur Virgilio entre outros)? Falta de memória ? Precisa do Lula para lembra-los?

    Eduardo, tenho gostado bastante dos seus textos.
    Senti uma enorme satisfação em ler esse texto .
    Saúdo o Jose Dirceu.

    Desculpa o tamanho do texto.

    • Ola Barbara, fique tranquila, o povo nao esqueceu nao, e eles que tentem dar o golpe pra ver quantos milhoes somos. Meu nome tbm e Lula.

  30. Finalmente os comunistas de ontem chegaram ao poder e se revelaram administradores bem mais capazes que os capitalistas de sempre, portanto, só resta aos habitantes da Casa Grande, tentar colar a pecha de corruptos em seus desafetos. NO PASSARÀN!! FORÇA DIRCEU!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    • “Finalmente os comunistas de ontem chegaram ao poder e se revelaram administradores bem mais capazes que os capitalistas de sempre…..”

      Não, isso é algum pesadelo, eu não estou lendo isso.

      • É um pesadelo sim. Você sabe que o seu partido só vai colocar as suas garras no Brasil de novo com um golpe de estado, porque no voto… Neca de pitibiriba.

      • A realidade, pra gente como vc, é um pesadelo, pois ela insiste em não se conformar às suas ilusões.

        Aprenda a viver com ela. E ela não vai desaparecer se vc tampar os olhos com as mãos e repetir continuamente “Olavo de Carvalho me proteja”…

        • Os comunistas de ontem, viraram capitalistas.
          Só não vê, quem é cego.

          • O cego aqui é vc. E é por isso que vou escrever em letras bem grandes e espaçadas:

            ELES NUNCA FORAM COMUNISTAS !!!!!

            Conseguiu ler, ô trollzinho? Gente como vc chamavam a TODOS de “comunistas”, mesmo eles não sendo. Mesmo eles sendo socialistas ou trabalhistas. E eles CHEGARAM ao poder e se revelaram melhores administradores do que aqueles que achavam os estar xingando ao chamá-los de “comunistas”.

            Deu pra entender, ou ainda está difícil, hein?

            Como sempre, é preciso um “comunista”, um CRÍTICO do capitalismo pra realmente entende-lo. Os fanáticos capitalistas, como vc, só sabem repetir mantras e salmos, mas não entendem lhufas do que dizem, cegos que estão para a realidade depois de tanto procurarem pela “mão invisível”…

          • Pierri, o capitalismo só aceita críticas de capitalista, eu, por exemplo, que é como deve ser..

          • E não fui eu a dizer que “eles” eram comunistas.
            Aliás, só um cego pode fazer uma afirmação dessas.

  31. Meu nome é Lula!

  32. Gostaria de acreditar que o Zé pode ser absolvido…mas duvido, a sua sentença já foi dada.Kennedy de Alencar publicou um ótimo texto…Parece que todos sentem,enxergam e respiram um Golpe…Mas que atitude vai ser tomada?Ou o PT vai continuar na Síndrome de Prometeu levado pela inércia visceral?

  33. Olha, admiro imensamente o Ministro Joaquim Barbosa por seu conhecimento, por sua origem, por sua vida, enfim, por levar os princípios Constitucionais à frente de tudo, até então.

    Todavia, logo no início do julgamento da AP 470, quando ele proferia seu voto em relação ao réu Carlos Alberto Quaglia, senti um desconforto ao ver que ele, a princípio, não concordava com a anulação do processo em relação àquele réu, por cerceamento de defesa, uma vez que, por um erro da secretaria do STF, seu novo defensor não havia sido intimado dos atos processuais.

    O Ministro JB, me pareceu, queria levar a condenação na marra para “não abrir o precedente”. Ora, é liberdade de uma pessoa que esta em jogo! Que sejam abertos mil precedentes, mas que prevaleça a Constituição e, em especial, a ampla defesa!

    • Bem lembrado. Um episódio vergonhoso, onde Barbosa, irritado, acusou os demais ministros de estarem “caindo no papinho do acusado”, deixando claro que, pra ele, se a lei dificulta a condenação pela qual ele se decidiu FORA dos autos, que se queime a lei na mesma fogueira para a qual ele enviar o acusado.

      JB é, efetivamente, uma vergonha para a pouco nobre história do STF.

      E isso fala por si só.

  34. Edu, se eu fosse o Dirceu não esperaria grande coisa desse relator, não. No caso de condenação, não cabeira recorrer a corte internacional?

  35. Correção: CABERIA.

  36. Eduardo aqui vai um texto de minha lavra. Gostaria que você desse o seu parecer.

    POR QUE É QUE NÃO DEVEMOS VOTAR EM CANDIDATOS APOIADOS PELA GRANDE MÍDIA?

    Esta é uma discussão que os povos ainda não quiseram estabelecer. Para nossa infelicidade. Há pelo menos trinta anos nós pensamos nisso. Lembramo-nos muito bem, das eleições de 1982. O PT lançara sua primeira chapa, com Sandra Starling para governador. Ainda nos lembramos da propaganda do PT: a refeição do empresário não é o grude do peão. Por que então deveríamos ter o mesmo candidato? Outro slogan: trabalhador vota em trabalhador. Vamos discorrer sobre esta importante questão:

    A nossa história até 2002, é cheia de políticos da direita mandando e desmandando, legislando em causa própria (como exemplo, um decreto de 1955 que instituía o regime de prisão especial para quem tem curso superior). E que venciam as eleições porque naquela época a versão da grande imprensa triunfava sobre a verdade. E impunham seu ponto de vista anti-brasileiro e fascista. Uma sessão do Senado Federal em 1951, em que se discutia a criação da PETROBRAS, foi bastante eloquente. De um lado, o primeiro grande magnata da imprensa brasileira, Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, contrário à criação da PETROBRAS, e defensor declarado do truste americano Standard Oil. De outro lado, a bancada nacionalista: Kerginaldo Cavalcanti (PSD-RN), Domingos Velasco (GO) e Landulfo Alves (BA). Assis Chateaubriand dissera: – Senhor Presidente, lamento não responder aos tubarões dos apartes, os nobres senadores Kerginaldo Cavalcanti e Landulfo Alves, eu, uma tainha no aquário desta casa. Ao que o senador Kerginaldo (que portava um revólver 38 carregado na cintura) respondeu: – Vossa Excelência não é uma tainha. Vossa Excelência não é uma tainha. Vossa Excelência é uma piranha.

    Os tempos foram passando. E a grande imprensa sempre conseguindo derrotar o povo brasileiro. Assim foi em 1954, com o suicídio de Getúlio após sórdida campanha midiática. Assim foi na tentativa de golpe de 1961, e depois em 1964, em que pintaram o Presidente João Goular como um bandido que queria entregar o Brasil ao comunismo.

    Até que em 2002 Lula ganhou a presidência. Iniciaram contra ele uma campanha sórdida. Convocaram até humoristas estrangeiros para humilhá-lo publicamente. Bateram e ainda batem impiedosamente na sua pessoa. A Veja, aliada a políticos corruptos e a contraventores preparou um golpe contra Lula, o chamado mensalão, em que estão sendo condenados com base em provas débeis várias figuras do PT. Por que tanto ódio? Respondo ao prezado leitor: porque Lula e José Dirceu contrariaram poderosos interesses da mídia. Ao prezado leitor não parece que Lula e José Dirceu estão sendo massacrados porque estão fazendo o que a Casa Grande não quer, isto é, a inclusão social, proporcionando emprego e meios de progresso para milhões de brasileiros, possibilitando uma radical diminuição dos vergonhosos índices de pobreza.

    Então você vê notícias manipuladas na Rede Globo, de modo a fazer sempre o governo parecer o vilão, o ruim. Desconfie de ver a mídia toda unida contra um governo que trabalha pelos pobres, que pensa no social. Se eles não estão gostando, é porque o candidato é bom. Desconfie sempre que ver o William Boner tratando o candidato da Globo com toda a deferência, enquanto que ele só faltou bater na então candidata Dilma. E não teríamos dúvida que teria batido se a jornalista Fátima Bernardes, sua esposa, não interviesse. Isto foi em 2010.

    Lembre-se o prezado leitor que a mídia tem os seus candidatos. É sócia deles em toda a corrupção, e se eles recebem o voto do povo, irão agir contra esse mesmo povo, e a mídia não vai denunciar corrupção alguma, pois ela é sócia dos ladrões. E aqueles que ela está condenando como ”corruptos” é que são os aliados do povo.
    A esse respeito quero lembrar as chamadas que a TV Globo fez para a novela de época, FORÇA DE UM DESEJO: um barão do Império, com um latifúndio de café no Vale do Paraíba fluminense, carrasco da esposa que supunha infiel, mas idolatrado pelos escravos que tinham até escola na fazenda. Pense bem prezado eleitor: como podemos apoiar um candidato de uma rede de televisão que tenta polir o vulto sangrento dos senhores de escravos do Vale do Paraíba fluminense? Que tenta canonizar os culpados pela vergonha de só em 1888 a escravidão ter sido abolida.

    Lembre-se o prezado eleitor que não somos nós que temos de votar nos candidatos das elites, mas sim nos nossos próprios candidatos. Votemos em quem tem comunhão de interesses conosco. Infelizmente há muita gente do povo que ainda vota nos coronéis, porque os julga defensores da pobreza. E não pensam que os coronéis só pensam nos seus próprios interesses. Lembre-se também que entre escolher um projeto popular e nacionalista, e outro, elitista e entreguista, devemos escolher sempre o primeiro.

    Para terminar fica uma pergunta: qual o candidato ideal de nós, do povo? Um que nasceu do nosso próprio meio, e que trabalha com comunidades carentes, ou outro que nasceu no berço de ouro de uma casa grande, e nunca passou falta de nada?

    João Paulo Ferreira de Assis é Professor de História da EE Deputado Patrus de Sousa, em Carandaí e autor da História do Município de Senhora dos Remédios.

  37. Olha, sou petista e vou ser bem sincero: Não há provas pra condenar. Sou advogado. Não houve mensalão. Acontece que quem é petista não admite e não fala que houve ilícitos SIM. Pagamento a deputados pra saldar dívidas de campanha. Caixa 2. O apoio do PTB do Roberto Jefferson não foi grátis. Nem do PL do José de Alencar. Eles cobraram e ainda cobram um valor. PT arrecadou muito em 2002. Mas ficou devendo. Houve sim ilícitos. Que sempre houveram no país. Mas o STF não pode condenar por mensalão e compra de votos que não houve. Isso é teatro do Roberto Jefferson. O caixa 2 que houve e vai continuar existindo é porque não há financiamento público, nem reforma política e também porque NENHUM ALMOÇO É GRÁTIS. Com as raposas da política não há bonzinhos, nem santos. Lula fez POLÍTICA SUJA e todo mundo sabe disso. Como sempre foi feito pelo DEM, PSDB, Collor, na Ditadura Militar. E ninguém nunca foi condenado. O PT paga o preço de ter pregado diferente, de ter sido o dententor do monopólio da ética. Isso que tá em jogo. E a imprensa sabe disso. Ninguém é inocente. Nem caixa 2 nas empresas, nem sonegadores de impostos, nem quem ultrapassa sinal vermelho e nem quem suborna policial e nem a polícia, nem ninguém. Vamos acordar da hipocrisia. Lula fez um ótimo governo que mudou o país. Mas pra ganhar fez aliança com a politicagem do Brasil. E não vejo mal nisso. Mudou a vida das pessoas desse jeito. Quer um mundo ideal? Não existe. Abraços.

    • Perfeito.
      Apenas acrescento: “Quer um mundo melhor? Não existe. Quer um país menos ruim? Vote no PT.”

      Edu, continuo afirmando: o máximo que vai sair dessa história será que em 2014 vamos ganhar de 59×41 e não de 60×40…

  38. O Supremo Acusador tá feito louco procurando alguma lei que tenha sido aprovada na época do “mensalão”. É q segundo sua tese se alguma lei foi aprovada é indício que houve mensalão. O Supremo Acusador nem se deu ao trabalho de ver que não só o indicio mas a prova maior de que o caso se trata de caixa 2 é que há mais de 300 testemunhas provando isso. Mas o Supremo Acusador não está nem aí para as alegações e provas da defesa. O Supremo Acusador tem que acusar e, em seguida sugerir, como relator, que os demais ministros votem como ele. Uma aberração só.

  39. Leis aprovadas naquela época o Supremo Acusador vai encontrar, afinal de contas no início deste século o Congresso Nacional não estava fechada por um AI-5.

  40. Essa era a pergunta q estava me encucando: O que ele(Joaquim Barbosa) esconde pra ter virado o bobo da mídia? Procurando uma justificatica para condenar José Dirceu,até distorcendo as palavras da Presidenta Dilma,que prontamente lhe deu uma chamada. Espero q ele, com essa,caia na real. Espero q ele esteja servindo de inocente útil e q não seja coisa pior.

  41. MINISTRO BARBOSA (STF) “FORÇA A BARRA” PARA PODER PROVAR “MENSALÃO”

    Do blog “Os amigos do Presidente Lula” [trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’]:

    “O ministro do STF, Joaquim Barbosa, [tirou do contexto e] citou um depoimento da presidenta Dilma como testemunha, quando ainda era ministra, em 2009, e escolheu uma frase [dela] como se fosse incriminadora [do “mensalão].

    No depoimento, segundo Barbosa, Dilma se disse surpresa com a rapidez da aprovação do marco regulatório do setor elétrico no Congresso, e que o presidente da Comissão de Minas e Energia, em 2003, era o deputado José Janene (PP-PR), que já faleceu. Para Barbosa, a rapidez seria [“prova do mensalão”, pois demonstra que ele teria ocorrido] em decorrência da compra de votos…

    No entanto, no mesmo depoimento [na parte estranhamente omitida pelo Ministro do STF], Dilma afirmou que ninguém pediu nenhuma vantagem para votar aquelas medidas provisórias [que receberam votos favoráveis também da oposição (PSDB/DEM/PPS)], que só soube do assunto “mensalão” quando apareceu nos jornais; ela testemunhou a favor de diversos parlamentares petistas, considerando-os políticos sérios e [afirmou que] desconhecia condutas que os desabonassem.

  42. Ministro Joaquim Barbosa cuidado com suas???? suposições: ELOISA ELENA ABREU
    September 11, 2012 8:21 PM

    Subject: Re: Fábrica de embustes, a farsa midiática do terceiro mandato,lembra-se?

    Só tem uma coisinha: eles não contavam com a recuperação do presidente Lula, ou melhor, apostaram que o nosso Lula tinha chegado ao fim, literalmente. Mais uma vez, deram com os burros n´água. Não conhecem os nordestinos. Nunca a imprensa deu tanto espaço pro Judiciário. Nunca deu tanto espaço pra trabalhador em greve, pelo contrário, esconderam todas as greves, passeatas enormes que fizemos durante o governo das trevas. STF, a maioria do povo brasileiro nem imaginava o que era isso, não saia na Globo. O trabalhador só sabia o que era um juiz, quando era preso ou quando tinha uma questão trabalhista, que geralmente perdia, o patrão sempre ganhava. Nas trevas, era assim.
    Sabem de uma coisa: só dá ouvidos a essas manipulações midiáticas, aqueles que sempre foram contra o PT, sempre tiveram preconceito contra o presidente Lula e ao que ele representa e representava. É mais uma tentativa de justificar seus preconceitos, suas frustrações. Vão perder, de novo. Minha proposta: vamos dar um jeito de todos nós irmos pra S.Paulo, juntar forças ‘a militância de lá e eleger Haddad prefeito daquela cidade. Quero ver se vai ter algum STF que nos encare de frente. Lá dentro, com aquelas capas pretas ridículas, eles se acham, mas aqui fora, é tudo bem diferente.
    Penso que dessa vez, os da capa preta vão pegar o Zé Dirceu. O Zé vai pro sacrifício, como um verdadeiro revolucionário.
    Abs,
    Eloisa Elena

    Em 11 de setembro de 2012 18:28, escreveu:

    Fábrica de embustes, a farsa midiática do terceiro mandato
    clip_image002
    Imprensa tentou criar uma verdade, baseada em suposições que Lula tentaria um terceiro mandato em 2010 por temer uma derrota de sua candidata para Serra. Fato nunca comprovado, mas bastante explorado pela oposição, novamente derrotada nas eleições
    A imprensa brasileira, especificamente aquela dominada por setores conservadores, costuma não se dar por vencida em suas tarefas, por mais árduas que possam parecer.
    Não descansa, trama novos movimentos 24 horas por dia, incessantemente.
    Atualmente se percebe todo o esforço que engendram para assumirem o controle do martelo da Justiça brasileira e condenarem, sumariamente, seus desafetos citados no caso do mensalão.
    A “cabeça” da opinião pública já vem sendo trabalhada neste sentido há algum tempo.

    Este tipo de manejo não é algo novo, nem tampouco extemporâneo.
    A mídia conservadora já produziu muitos exemplos, infelizes, sobre a sua capacidade de criar ambientes políticos moldados por suas vontades, despejando sobre a sociedade opiniões distorcidas e partidárias, dissimulando intenções inconfessáveis.
    Assim fizeram na eleição de Collor, o “caçador de marajás” e FHC “o pai do real”.
    Duas manobras inconsistentes, mas disseminadas como verdades absolutas, chanceladas pelo rótulo infalível de que aquilo que a imprensa publica é verdade.
    Nem Collor caçava marajás, ou seja, altos funcionários do estado altamente remunerados. Tampouco FHC criou o plano real, obra do governo de Itamar Franco.

    A “tese do terceiro mandato”
    Um exemplo da síndrome da antevisão jornalística que a imprensa brasileira praticou recentemente, baseada talvez em adivinhações de mãe Dinah, em que muitos jornalistas dos maiores grupos de comunicação do país, lançaram uma ofensiva contra a “intenção” de Lula “reivindicar” um terceiro mandato.
    Esta ladainha durou quase todo o segundo mandato do ex-presidente. Alguns mais desvairados e movidos pelo ódio e preconceito, teceram hipóteses em que afirmavam que, ou Lula seria cassado ou daria um golpe branco para buscar outro mandato consecutivo e que este seria o dilema que perseguiria o presidente até 2010.
    Nada disso nunca foi afirmado por Lula ou por integrantes de seu governo, muito menos por seu partido, o PT.
    Mas baseados na saga de tentar derrotá-los, a grande imprensa embalou e levou adiante “tal temor” para a opinião pública.
    De fato, esta manipulação poderia ser perigosa para aqueles que pretendiam, e ainda pretendem, desalojar do governo a coalizão que administra o país desde 2003, pois a popularidade de Lula explodiu a partir do segundo semestre de 2009 e o povo poderia ser simpático a tal ideia e defende-la com vigor e esperança.
    O assunto, criado pela própria imprensa, como algo devastador para a democracia brasileira logo sumiu do noticiário. Uma mentira lançada e retirada da pauta sem conclusão alguma, abortada e engavetada no esquecimento coletivo.

    leia abaixo algumas das matérias forjadas para impedir aquilo que nunca se materializou como fiel motivação política de Lula ou do PT para conseguir um terceiro mandato:

    Terra, 20.05.2009:
    Reforçada nos bastidores do Congresso por conta da doença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pela possibilidade de altos e baixos no tratamento a que ela está se submetendo, a tese do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode acabar sendo anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)….

    …Pouco mais de um ano após ter sido nomeado pelo próprio Fernando Henrique para o Supremo, o atual presidente da Corte e advogado-geral da União na gestão tucana, Gilmar Mendes, foi designado relator do caso. Onze anos e dois meses depois de ter entrado no STF, o processo não tem perspectiva de ser julgado em definitivo pelo Plenário.

    Em tese, se um dia apreciasse o caso de forma cabal e aceitasse o pedido dos partidos de oposição na época, o STF poderia desconstituir todo o segundo mandato de FHC e anular em massa as decisões tomadas pelo Executivo federal entre 1998 e 2002. “A constitucionalidade de uma reeleição não foi decidida em definitivo pelo STF”, relembram fontes do STF.

    Coluna Claudio Humberto, 25.05.2009:
    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou hoje um possível terceiro mandato do presidente Lula. Mendes classificou como “casuísmo” a possibilidade levantada por aliados do presidente de aprovar uma medida no Congresso que permita mais uma reeleição. Uma reeleição continuada seria “lesão ao princípio republicano”.

    Folha de São Paulo, 21.05.2009:
    Em uma chamada na versão on line, o jornal paulista dava a entender que a suposta proposta de terceiro mandato era uma articulação política do núcleo parlamentar de Lula:
    Líder da base aliada defende unificar eleição e prorrogar mandato de Lula até 2012

    …A proposta do líder do PR seria uma alternativa ao terceiro mandato do presidente Lula, já descartado pelo próprio petista. Ao invés dos governistas enfrentarem o desgaste de sugerir que Lula permaneça por mais quatro anos no poder, o presidente poderia ficar mais dois anos no cargo com a unificação das eleições.
    “A população decide se quer ou não. Se achar que sim, teríamos eleições em 2012, e não em 2010″, afirmou.

    O fato é que exemplos como estes foram reproduzidos em tantos outros meios de comunicação,em todas as mídias, mas em nenhum momento foi possível identificar qualquer condução do governo ou de Lula junto a base de apoio parlamentar para que tal matéria fosse tratada pelo Congresso.
    Apesar de sucessivos desmentidos, de Lula, base do governo e PT, a imprensa continuou, até quando lhe foi conveniente, produzindo material jornalístico para desbancar Lula e julgá-lo como um dirigente antidemocrático e de aspirações golpistas.

    Essa história foi criada pela imprensa com objetivos eleitorais muito claros.
    Mas todo o “engajamento democrático e cívico” da grande imprensa e de alguns ministros do STF, como Gilmar Mendes, no julgamento do mensalão ou na condenação da “tese do terceiro mandato”, não foi notado quando FHC, em pleno primeiro mandato e a pouco mais de dois anos das eleições de 1998, resolveu enviar ao Congresso uma emenda constitucional que permitiria a reeleição presidencial, dos governadores e prefeitos. Corrigindo: que permitiria a própria reeleição de FHC!
    Ou seja, mudar a regra do jogo, durante o certame, para beneficiar a si mesmo!

    Gilmar Mendes, nomeado ministro do STF por FHC, jamais pôs em julgamento processo de inconstitucionalidade impetrado pela oposição na época.
    Nem se viu gritaria na imprensa contra o desejo dos tucanos de manterem FHC no poder por mais 4 anos.
    Ninguém foi chamado, nem pela imprensa, nem pelo STF, de golpista ou “casuísta” naquele momento.
    Foi passado para a opinião pública uma certeza de aquela montagem política-midiática se tratava de um pleito válido e resultado do amadurecimento de nossa jovem democracia.
    Tudo muito bem explicadinho, entrelaçado, corroborado por editoriais patrióticos e democratas, tão somente para justificar o ato gatuno de quem queria, na verdade, impedir a iminente vitória de Lula nas eleições de 1998.

    Após Lula, obviamente, não se candidatar para outra reeleição, como imaginavam seus detratores na imprensa, e fazer de Dilma sua sucessora, tentaram um novo movimento, escandaloso e desesperado: impedir que Lula voltasse a se candidatar, caso quisesse, novamente a presidência em 2014, por considerarem, com o mesmo entendimento adotado pela oposição demotucana, inconstitucional que Lula tenha direito a um terceiro mandato presidencial, mesmo que não consecutivo.
    Geraldo Alckmin reelegeu-se em 2010, pela terceira vez, governador de São Paulo, pelo PSDB…

    Cláudio Humberto um dos muitos jornalistas que tem como missão perseguir o ex-presidente petista despejou em sua coluna, em 18 de novembro de 2010, uma nota sobre esta tentativa da oposição:
    “A proibição de um terceiro mandato para presidente inviabilizaria a pretensão de Lula de retornar ao cargo em 2014, por já ter cumprido dois mandatos. A tese é do senadorDemóstenes Torres (DEM-GO), que defendeu na OAB emenda à Constituição nesse sentido.”

    Ou seja, o ex-ético e demo, Demóstenes Torres foi a voz que Cláudio Humberto ouviu para avisar a Lula e precaver a opinião pública que o ex-presidente seria impedido de chegar novamente a presidência, caso decidisse sair candidato, mesmo que para isso fosse preciso aprovar uma emenda que impeça que alguém governe três vezes, mesmo que não consecutivamente.
    Se Lula quisesse o terceiro mandato consecutivo, seria um escândalo, uma tentativa golpista para perpetuar-se no poder.
    Mas se a oposição, desesperada com mais uma derrota eleitoral e prevendo ainda mais dificuldades para 2014, quisesse impedir Lula de ser candidato, aí não seria escandaloso, nem tampouco golpismo?

    Dilma nesta segunda-feira, em resposta a mais um um texto repleto de soberba e fantasias invejosas de FHC contra Lula, tocou no assunto que distingue a vocação democrata de um e o oportunismo medroso de outro em um trecho de sua nota:
    “…Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.”
    Óbvio que este trecho será suprimido de análises isentas na mídia corporativa.
    São com estes pêndulos distintos que a imprensa conservadora brasileira trata de assuntos sérios, que repercutem na vida das pessoas de maneira decisiva.
    Desta maneira agem para manipular e tentar fazer crer que o que publicam é o que vale como verdade, que o resto não merece consideração nem como versão dos fatos.
    A verdade fabricam, creem os reacionários da mídia, até mesmo extraída de insumos da matéria prima da mentira e a distribuem massivamente, com rótulo e certificado.
    A opinião pública, parece vacinada quanto a esta peçonha e tem hoje a sua disposição muito mais fontes para consultar e tirar a limpo suas questões.
    http://www.palavrasdiversas.com/2012/09/fabrica-de-embustes-farsa-midiatica-do.html#.UE2_MGa7O24.gmail

  43. Que fique claro: Esse cara acabou com o PT, destruindo a pluralidade com seu jogo politico antidemocrático, bruto e sujo (é ele por trás da farsa proifes, por exemplo). Na minha opinião, é um sociopata perigoso.

    Mas que não há provas contra ele, não há. Mesmo assim, parece-me que alguns desses juízes têm se comportado como se estivessem em um tribunal de exceção, a começar pelo relator. Ele que não alimente esperanças de sair tranquilo desse processo.

  44. “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” – Malcolm X (1925-1965).

    “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” – Joseph Pulitzer (1847-1911).

    Ley de Medios, já ! ! ! Comissão da Verdade, já ! ! !

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