Abril recebeu R$ 52 milhões do governo de SP e implica com blogs

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Há alguns dias, telefona-me um amigo que trabalha na Editora Abril e que anda preocupado com a situação envolvendo a revista Veja, leia-se a possibilidade de o presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, Roberto Civita, ser convocado a depor na CPI do Cachoeira.

A preocupação dessa pessoa se refere à possibilidade de sobrevir alguma condenação de seu empregador que afete os milhares de empregos que gera. Respondo que não deveria se preocupar não só devido à alta possibilidade de o poder de Civita fazer com que tudo seja abafado, mas também porque, se alguma conseqüência sobreviesse, certamente se restringiria à revista Veja e ele não trabalha na revista, mas em outra empresa do grupo.

O amigo, ainda preocupado, diz que isso não o conforta porque o que “segura” o Grupo Abril, hoje, é a Veja e seus contratos com o Estado, sobretudo com o governo de São Paulo, que torra recursos destinados à Educação comprando dezenas de milhares de exemplares da Veja e de livros didáticos das empresas de Civita, entre o muito que despende com esse grupo empresarial e com os Grupos Folha, Estado e com as Organizações Globo.

Lembrei-me dessa conversa por conta das acusações que o blogueiro e colunista da Veja Reinaldo Azevedo e vários outros jornalistas da grande imprensa fazem todo santo dia aos setores da blogosfera que se opõem ao conclave formado por aqueles grandes meios de comunicação e pelo PSDB, pelo DEM e pelo PPS.

No domingo, por exemplo, no âmbito de um arranca-rabo entre Azevedo e o site Brasil 247, este foi acusado de ser “financiado por dinheiro público”, como se a Veja não dependesse do Tesouro paulista (mais do que de qualquer outro).

À diferença de blogs como este, que não recebe um tostão de dinheiro público, o 247 tem um banner do governo do Distrito Federal que, por óbvio, é pago.Há outros sites e blogs que desafiam o poder da mídia tucana que têm banners não só de governos petistas como, também, de empresas estatais sob influência do PT.

Todavia, à diferença de uma Veja, o recebimento de dinheiro público por essas páginas é explícito, apesar de que Azevedo apresenta esse fato como uma grande revelação enquanto que o patrão dele não tem banner nenhum que mostre os milhões que recebe dos governos demo-tucanos.

Aliás, os contratos de fornecimento de publicações didáticas e informativas como a revista Veja para o governo tucano de São Paulo pela Editora Abril sofrem até questionamentos na Justiça, que, há pouco, aceitou denúncia do Ministério Público paulista – feita pelo PSOL – contra a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

Ano passado, o blog Namarianews veiculou que o governo paulista fez vultosas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e de jornais (Folha de SP, Estado de SP) via Secretaria de Estado da Educação, através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE. Os contratos só desse negócio, sem falar em todos os outros, somaram R$9.074.936,00.

A ação encampada pelo Ministério Público de São Paulo partiu de uma ONG chamada Ação Educativa. Refere-se ao contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) que autorizou a compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, no valor de R$3.700.000,00. O negócio foi feito sem licitação, apesar de amparado pela lei 8.666.

Em 26 de maio de 2009, o Ministério Público de São Paulo propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.

A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual”.

O dispêndio de dinheiro do governo de São Paulo com a grande imprensa que tanto apreço demonstra por ele atinge as raias do inacreditável. Segundo o Namarianews, mais de R$250 milhões foram gastos na década passada, tudo sem licitação.

Desse total, comprovado com dados do Diário Oficial, a Editora Abril/Fundação Victor Civita recebeu inacreditáveis R$ 52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações, entre elas a Revista Nova Escola, a Veja, o Almanaque do Estudante, a Revista Recreio e o Atlas da National Geographic.

O processo da ONG Ação Educativa recebeu o número 0018196-44.2009.8.26.0053 e se baseou em três premissas:

1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que “estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada “a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas”.

2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. “É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda”.

3º) “De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes”. (Fonte – Ação Educativa).

Este blog foi pesquisar o andamento do processo e descobriu que foi aceito pela Justiça. Abaixo, os processos que constam contra a Fundação Victor Civita e a decisão judicial de aceitação do processo da Ação Educativa encampado pelo Ministério Público de São Paulo.

O processo continua tramitando desde o final de 2010. A última movimentação é de 9 de abril último, com determinação para que as partes se manifestem.

Não é por outra razão que o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) reiterou pedido que a Assembléia Legislativa de São Paulo vem fazendo para que o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Bernardo Ortiz, compareça à Casa. Ele argumentou que o requerimento foi aprovado há um ano, mas o homem não dá as caras. A oposição quer que a FDE explique por que, com um orçamento de bilhões, falta tudo nas escolas paulistas.

Ouça, abaixo, o que diz o deputado (depois haverá que voltar à página anterior para continuar a leitura)

Clique aqui para ouvir

Eis que os jornalistas da grande mídia argumentam que essa quantidade descomunal de dinheiro público que o governo paulista despeja em uma Veja se deve a que tem um trilhão (sic) de leitores, blábláblá e blábláblá, como se, por isso, esses veículos devessem ser os únicos receptáculos de dinheiro público.

Os defensores do sepultamento de tanto dinheiro público na Veja, entre outros, argumentam com dados do Instituto Verificador de Circulação,  entidade responsável pela auditoria de circulação dos principais jornais e revistas do Brasil. Uma breve pesquisa no IVC, porém, revela um dado altamente eloqüente.

Adivinhe, leitor, quem faz parte do “Conselho Superior” do Instituto Verificador de Circulação. Ninguém mais, ninguém menos do que Roberto Civita. Ou seja, um dos veículos “verificados” pela entidade faz parte dela, o que, se não é ilegal, no mínimo é para lá de imoral.

De qualquer forma, mesmo que os dados sejam corretos, a publicidade oficial não é só para grandes veículos em nenhum país democrático. A publicidade deve ser focalizada em setores. Na internet, pode-se mensurar até com mais precisão qual é a exata audiência de cada veículo…

Enquanto isso, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo e assemelhados continuam implicando com banners de governos petistas e empresas estatais em blogs e sites, publicidades que estão à vista de todos e que jamais foram questionadas judicialmente.

Volto, então, ao meu preocupado amigo que trabalha na Editora Abril, a uma sua frase altamente emblemática que me foi dita quando manifestou seu temor relativo à CPI do Cachoeira: “O que seria da Veja sem dinheiro público?”.

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139 Comentário

  1. Estou sempre a acessar Pagina 12 em busca de luzes, de estimulo para que no Brasil venhamos a ter a nossa ley de los médios. Creio que a Catarata Cachoeira seja o estimulo que os céus nos concederam.

    Tenho dificuldades de entender totalmente o espanhol……….para diagnosticar similaridades entre Brasil-Dilma e Argentina-Christina. Sou forçado muito a contragosto de não ter ainda uma clara sinalização do executivo para encaminhar pelo menos uma discussão como fizermos com Lula na Confecom.

    Queriam os deuses terem dosado o fluxo da cachoeira para coagir nos brasileiros a exigir.

    Quando a questão dos crimes de lesa humanidade cometidos pela ditadura Argentina então la a reportagem sobre o criminoso Videla.

    O que me consola é perceber que brasileiros somos no universo latino americanos e como tal a Argentina tem sido um exemplo mais próximo para os brasileiros se mirarem.

    La na Argentina o Pagina 12 esta sempre a discutir a questão dos “médios”
    MARTIN BECERRA, INVESTIGADOR DEL CONICET SOBRE EL SISTEMA DE MEDIOS EN ARGENTINA
    http://www.pagina12.com.ar/diario/dialogos/21-193013-2012-05-01.html “Las elites son muy agressivas com los gobiernos que presentam las possibilidades de cambio”

  2. Gente que época estamos a viver- o vórtice nos atrai para o ponto vernal que marca a mudança de ciclos.

    Vejam em http://dilma13.blogspot.com.br/2012/05/nao-houve-o-mensalao.html#more

    O engavetador se redimindo. Redenção todos estamos a fazer sempre. É sinal de compreensão da existência. Se não por atos falhos que possamos ter cometidos pelos de nossa omissão

  3. A direita midiatica ou parlamentar(em resumo,a classe dominante)não tem como resolver crise alguma,porque a direita midiatica e parlamentar(e por tabela a classe dominante)é a propria crise.A frase,que li não sei aonde,encerra uma verdade objetiva.Por n circunstancias,a direita perdeu o poder,não apenas o poder de comando,mas alem de perder o comando,perdeu a capacidade de aglutinar em torno de si um numero expressivo de pessoas,porque principalmente a direita midiatica ficou com o seu discurso ancorado nos anos 90,era em que estava no auge o processo de desmonte dos estados nacionais e de lá o discurso da direita midiatica não saiu mais.E esse discurso,cerca de vinte anos depois envelheceu bastante perdendo completamente a sua eficacia.Nem falo da direita parlamentar cujo discurso é pautado pelo discurso da direita midiatica.Em sendo assim,o que temos hoje?Uma oposição de direita,sem planos,projetos ou propostas concretas.Por essas razões,tão cedo essa direita,por mais que esperneie e faça cara feia,volta.Talvez lá por 2030 com novas lideranças,de mentes mais arejadas,a direita tenha suas chances de voltar ao poder aumentadas.

  4. Enquanto os professores sofrem com esse salário miserável, o governador de S.Paulo entrega milhões do contribuinte para essa cambada de fofoqueiros, golpistas que além do mais querem arrebentar com as escolas públicas pra eles ganharem mais dinheiro. Esse é o modo de governar desses tucanalhas.

  5. “Geraldo Alckimin e Robert(o) Civita: uma relação lucrativa.” Ou como se dá uma “ação entre amigos” do PSDB, o perdedor é sempre o erário público.

  6. O que Ernani de Paula tem a contar na CPI
    O que Ernani de Paula tem a contar na CPI Foto: Montagem/247
    Testemunha chave do modo de agir da quadrilha goiana, o ex-prefeito de Anápolis, que apontou as digitais de Cachoeira na denúncia que deu origem ao mensalão, pretende revelar a conexão entre Marconi Perillo e José Serra na área da educação; segundo ele, a caixa-preta da política brasileira

    30 de Abril de 2012 às 20:04

    247 – Ernani de Paula, empresário, dono da Faculdade São Marcos e ex-prefeito da cidade de Anápolis (GO), concedeu, um mês atrás, ao 247, uma entrevista bombástica. Disse, com todas as letras, que a denúncia que deu origem ao processo do mensalão, sobre o pagamento de propina dentro dos Correios, foi produzida pela quadrilha liderada pelo bicheiro Carlos Cachoeira (leia mais aqui). Assim como em várias produções dos estúdios Cachoeira, o filme foi feito pelo araponga Jairo Martins, publicado por Policarpo Júnior, em Veja, e reverberado pelo senador Demóstenes Torres, na tribuna do Senado. O objetivo, segundo Ernani de Paula, era constranger o governo Lula a nomear Demóstenes como secretário Nacional de Justiça. Ernani sabia do plano porque sua ex-mulher, Sandra Melon, era suplente do senador Demóstenes e ocuparia sua cadeira caso a iniciativa vingasse.

    Observador atento da realidade goiana, Ernani de Paula conviveu de perto com vários personagens da crise atual. Entre eles, Carlos Cachoeira, que é de Anápolis, Demóstenes, que se elegeu com os votos da cidade, Marconi Perillo, que, como governador, decretou intervenção no município, e Marcelo Limírio, dono de laboratório e sócio de Demóstenes numa faculdade.

    Limírio, que é dono da Neoquímica e já contratou diversos assessores de imprensa, temendo ser o próximo alvo da Operação Monte Carlo, comprou uma fazenda que pertencia a Ernani de Paula, na cidade de Anápolis. “A minha antiga fazenda, chamada Barreiro, se tornou um ponto de encontro entre Cachoeira, Demóstenes e Limírio”, diz Ernani de Paula ao 247. “E isso apareceu até no inquérito da Polícia Federal”.

    Dos remédios à educação

    Anápolis, que já foi governada por Ernani de Paula, se tornou a capital nacional dos remédios genéricos, quando o ministro José Serra, na Saúde, aprovou a lei que permitiu a produção desses medicamentos. “Foi assim que o Carlinhos Cachoeira começou a migrar para o ramo das atividades legais”, diz Ernani de Paula.

    Em Anápolis, o bicheiro se tornou dono do laboratório Vitapan, que hoje é controlado por sua ex-mulher Adriana Aprígio. E foi na condição de empresário do ramo farmacêutico – e não mais como “empresário de jogos” – que Cachoeira passou a se apresentar às autoridades.

    Antes de ser prefeito, como fazendeiro e morador de Anápolis, Ernani de Paulo fundou o Instituto Melon, que foi o terceiro do Brasil a fazer a certificação de remédios genéricos. Depois de sua entrada na prefeitura, em 2001, o Instituto Melon foi repassado para o Instituto de Certificação Farmacêutica, controlado por Walterci de Melo, do Laboratório Teuto, Marcelo Limírio, da Neoquímica, e Carlos Cachoeira, da Vitapan.

    Neste momento, teve início a aproximação empresarial – e depois familiar – entre Cachoeira e Limírio. Um filho de Limírio, por exemplo, é casado com uma sobrinha de Cachoeira. Depois dos negócios farmacêuticos, os dois começam a olhar com carinho para um setor que começava a explodir em Goiás e no Brasil inteiro: a educação superior.

    As Faculdades Padrão e Nova Capital

    No auge da crise deflagrada pela Operação Monte Carlo, o Brasil se surpreendeu com a influência exercida pelo senador Demóstenes Torres no Conselho Nacional da Educação, um órgão do MEC. Em apenas 14 dias, ele obteve, do conselheiro Paulo Spiller, autorização para abrir a Faculdade Nova Capital, em Contagem (MG). No papel, Demóstenes é sócio de Marcelo Limírio. Mas, na sociedade goiana, especula-se que Cachoeira seja sócio oculto da faculdade.

    O interesse de Cachoeira pela educação também se revelou num outro episódio: o da Faculdade Padrão, do empresário Walter de Paula. Oficialmente, Walter de Paula foi o comprador da casa onde o governador Marconi Perillo residia e também onde foi preso o bicheiro Carlos Cachoeira. Num grampo divulgado neste domingo pela Folha de S. Paulo, Cachoeira determina a um de seus assessores que entregue o dinheiro do imóvel ao governador – Perillo se defendeu afirmando que vendeu a casa, no condomínio de Alphaville, a Walter de Paula, e não a Cachoeira.

    Da mesma maneira em que pode ser sócio oculto da Faculdade Nova Capital, Cachoeira também tem grandes interesses na Faculdade Padrão. Num grampo da Polícia Federal, ele ordena ao senador Demóstenes Torres que interceda junto ao Conselho Nacional de Educação para que reverta o parecer contrário à instalação de uma escola de medicina na Faculdade Padrão – o conselheiro, no caso, também era Paulo Spiller.

    A educação se tornou um grande negócio em Goiás porque Marconi Perillo criou, em 1999, um programa chamado Bolsa Universitária, dirigido pela primeira-dama Valéria Perillo. O programa bancava, com recursos do Estado, bolsas de estudo de ensino superior a jovens carentes. “Este programa é uma caixa-preta, de difícil fiscalização sobre a real concessão de bolsas e a boa aplicação dos recursos”, diz Ernani de Paula. “A Faculdade Padrão, por exemplo, foi uma das mais beneficiadas”.

    De Goiás para São Paulo

    Quando José Serra assumiu o governo de São Paulo, em 2007, uma de suas primeiras medidas foi ampliar um projeto semelhante no Estado de São Paulo. No mesmo ano, Ernani de Paula passou a trabalhar com o pai na Universidade São Marcos, que existe há 41 anos. E começou a monitorar, com lupa, os recursos que eram transferidos pelo governo paulista às instituições de ensino – mais de R$ 700 milhões, desde 2004.

    “Grupos educacionais que eram irrelevantes, mas que construíram boas conexões políticas com o PSDB, receberam verdadeiras fortunas”, diz Ernani de Paula. O caso que mais chama a atenção, segundo ele, é o da Faculdade Sumaré, que já soma quase R$ 70 milhões em repasses. Em seguida, há o do grupo Uniesp, que recebeu pouco mais de R$ 60 milhões.

    A São Marcos, ao contrário da Sumaré e da Uniesp, não recebeu repasses do governo estadual e, recentemente, foi colocada sob intervenção pelo mesmo conselheiro Paulo Spiller. “Quem recebia recursos do estado era o Instituto Cidadania Global, criado por minha irmã, Luciane de Paula, e que tinha como conselheiros algumas figuras próximas ao alto tucanato como Andrea Matarazzo, Mônica Serra e Gilda Portugal Gouvêa”.

    Ernani encaminhou todos os documentos à 6ª Vara do Patrimônio Público, em São Paulo. Sua suspeita: a educação superior se transformou na maior caixa-preta da política brasileira. Que nasceu em Goiás e chegou a São Paulo. “E enquanto Demóstenes e Limírio prosperavam, a São Marcos era esmagada”, diz ele.

  7. Conforma o esperado , veja vinha perdendo tiragem com o envolvimento no escândalo da quadrilha , bandidagem de verdade , do crime organizado presa pela PF , com integrantes da oposição , pode cair mais ainda esta tiragem ao mesmo tempo que vê sua receita paulista tucana ameaçada pela Coligação progressista liderada por Haddad

    Mais um avanço da sociedade na frente da veja , quanto a editora abril se comprovada a participação e culpabilidade de civita vai a abril inteira , um criminoso não pode ter veículos de mídia na nação , quanto mais livros didáticos comprados e distribuídos por governos estaduais

    Ou seja duas frentes , uma da sociedade se negando a comprar a revista e , esperamos , tem Chalita , trocando o governo que hoje é o principal pilar desta revista , e a outra via CPMI e Judiciário , mais uma terceira que é a provável CPI da mídia , e uma quarta que é a CPI da privataria tucana com a qual a veja sempre foi intimamente ligada

    Demorou desde a posse de Lula tentam derrubar os Governos democráticos progressistas eleitos pelo voto , mas a rede , a cerca , o cerco , a jaula está montada , um longo trabalho à frente , mas podemos ou devemos , esta pauta esperamos que seja devidamente punida e retirada de circulação , ter novas pautas e novos desafios

    Desmontada a quadrilha que estava infiltrada na oposição , e o esquema criminoso de factóides políticos , manuseio e pressão sobre índices financeiros e ataques pessoais , o desafio da sociedade brasileiro neste caso estará cumprido

    Não perder o foco no eixo principal desta quadrilha , gilmar mendes ainda não está bem enlaçado , nos prepararmos para os que surgirão , seja como trabalhador , empresário , político , estudante ou do lar

    Saudações brasileiras , quem tem esperança e fé sempre alcança

  8. Companheiro argentino , no Brasil as condições sociais eram piores por isto nossas reformas ainda estarem em andamento diferenciado , tambem as pautas prioritárias fizeram os Governos progressistas pririzarem outros pontos
    .
    O que tem despertado meu interesse é o fato dos avanços progressistas de Venezuela , Argentina , Brasil , Bolívia , todas nações sul americanas , bem dizer , tem ocasionado ao mesmo tempo um estreitamento das relações sul americanas , ou seja tambem este fato pode estar conectado a maioria no cosmo político , continentes ou regiões , nas quais os Governos progressistas prevaleçam

    Se confirmado esta tendência em forma mundial podemos imaginar um cenário mundial tendo as relações solidárias que cada vez mais se fortalecem na America del Sur ,

    Saudaciones sul americanas

  9. Boa tarde Eduardo,

    Gostaria de saber que patrocina o seu Blgo da cidadania? Será que são os peleguetas da cut-pt? Se for dos peleguetas da cut-pt, certamente tem um dia de trabalho confiscado do meu salário e com certeza vc participa desta safadeza. É muito bom falar mau do capital, desde que o estado gordo com meus imposto banque.! É muito bom ser comnista-socialista, desde que longe de cuba e da venezuela. Gostaria de saber quem é que banca o teu salário.! Petrobrás, BB e outras estatais inúteis?
    Ilson de Pádua

  10. Em ambos os casos, creio, há um erro: mídia estatal gasto estratégico, portanto, questão de segurança nacional e obrigatoriamente é gasto sigiloso.. Alé disso, é direito que estiver investifo do cargo publico gastarr o que quiser sem dever satisfaçlão a seu ninguém. Se não for assim, chegaríamos ao absurdo, por exemplo, de querer saber quanto todos que estão gastandfo em Londres, e com o quÇê, em carytão corporaritivo.

    Pior ainda: O PSDB já devria ter aprendido que quando se trata de tais coisas é investigaddo tudo da sua turma e nada da turma de petista.

  11. Sou um adepto

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