Mídia esconde que maioria aprova cotas “raciais” nas universidades

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Muitos se surpreenderão com este post já a partir do título porque o que revela vai de encontro à luta da elite branca brasileira e da mídia que controla para impedirem uma política pública que está revertendo situações esdrúxulas como a de médicos negros serem raríssimos no país, praticamente inexistindo em regiões como São Paulo.

As cotas para negros nas universidades são uma “política afirmativa” de inspiração norte-americana que está fazendo pela maioria dos brasileiros – que é negra ou descendente de negros – o mesmo que fez nos Estados Unidos, país em que negros ocupam muito mais cargos e profissões de maior prestígio e melhor remunerados.

Sempre aparece alguém que se surpreende com a informação de que a maioria dos brasileiros é negra porque este povo foi acostumado pela mídia a pensar que os brancos são maioria no Brasil, já que a televisão distorce a proporção de negros em novelas, telejornais e na propaganda, relegando-os ao esporte e à música.

Vale notar que é provável que os negros sejam muitos mais do que apenas 50%, pois alguns, para se livrarem do estigma da “raça” que faz o negro ganhar salários menores e ser preterido em empregos, declaram-se brancos. Como o Censo do IBGE se baseia em autodeclaração de etnia pelos entrevistados, a população negra deve ser ainda maior.

Esse fato explica outra realidade. Devido aos racistas se valerem de alguns poucos negros que superaram a discriminação, chegaram aos estratos de maior renda e passaram a defender pontos de vista do entorno social branco sobre questões como cotas “raciais” nas universidades, a impressão que fica é que nem os negros querem essa política pública, quando, em verdade, é exatamente o oposto.

A maioria esmagadora dos negros, para não dizer a quase totalidade deles, apóia as cotas “raciais” em universidades. E isso não é uma opinião, mas um fato apurado por algumas das raras pesquisas de opinião sobre o assunto que mostram que a maioria da população brasileira, que é negra, apóia as cotas com a colaboração de reduzido contingente de brancos.

O instituto de pesquisas de opinião Datafolha sondou a visão da sociedade sobre a política afirmativa de cotas para negros nas universidades durante raras oportunidades na década passada e constatou essa realidade que, aliás, é um dos fatores que sustentaram o apoio da maioria dos brasileiros ao PT ao menos nas últimas duas eleições presidenciais.

Pesquisas Datafolha levadas a campo em 2006 e 2008 detectaram, respectivamente, que 65% e 62% dos brasileiros apoiam cotas para negros em universidades públicas apesar de considerarem que tal política pública é humilhante e geradora de reações racistas, o que não impede essa maioria de considerar que cotas são a única forma de um contingente significativo de negros chegar ao ensino superior.

Alguns poucos negros adotaram os interesses dos brancos ao serem aceitos em seus círculos sociais após conseguirem cursar o ensino superior, formarem-se e ganharem dinheiro. E a mídia, que serve à elite branca que quer reservar vagas nas universitárias públicas (e gratuitas) aos seus filhos, instrumentaliza esses que esqueceram as origens.

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100 Comentário

  1. Edu,

    E quem confia da midia tucanesca?

  2. Quando a mídia não escondeu o que interessa ao povo? O povo tem apenas que perceber que ela esconde e manipula o que não esconde. Tem dias que dá vontade de desligar tudo TV, Computador e me tornar uma alienada, talvez eu fosse mais feliz. A TV por assinatura já deletei faz tempo.

    Sou 100% a favor das cotas nas universidades, acho até que deveria ter cotas para os negros nos programas televisivos. A nossa dívida com os negros está muito longe de ser paga.

  3. Eu sou a favor das cotas.

    A única cota que sou contra é a de 90% de vagas nas Universidades Públicas para brancos e ricos.

    A verdade é que as cotas acabam com o status quo de muita gente, onde já se viu um país com mais da metade da população ser composta por afro-descendentes e só 3 ou 4% deles concluem um curso superior?

  4. Ora, se o povo fosse contra as políticas afirmativas, como as cotas em instituições de ensino superior, o Cerra seria Presidente. O PIG é uma obra surreal…

  5. Responda aí Eduardo Guimarães: um filho de branco com negro é negro ou pardo? Pardo é negro também? Se sim, por que? Não há distinção entre pardos e negros? E entre brancos e pardos? Só é branco o filho de branco com branco? Mas negro pode tanto ser o filho de negro com negro quanto o de branco com negro? Por que índio com negro não é negro? Se também há preconceito contra os pardos, por que chamá-los de negros? O que há de errado em ser pardo?

    • E quem disse que há algo de errado em ser pardo, seu imbecil?

      • Edu compreendo, por vezes algumas indagações são irritantes, mas descontruimos com argumentos tão sómente, dispense os adjetivos.Abs.

        • Odeio gente que distorce minhas palavras. Foi inevitável

          • É verdade, Edu, você norteia a opinião de muita gente e tem uma imagem a zelar.

            Deixe que dos adjetivos eu cuido.

            LUKAS, SEU IMBECIL, quem disse que há algo errado em ser pardo?

          • Edu, o blog é seu e você pode usar os adjetivos que quiser.

          • Em nenhum momento disse que aquelas eram suas palavras. Apenas fiz questionamentos que, aliás, não foram respondidos.

          • Não foram respondidos porque não são questionamentos, são imbecilidades racistas

          • Era um imbecil mesmo, nãoprecisa se desculpar. Esses argumentos — e a maneira de deturparem os seus textos — já deram nos pacovás.

      • Edu. Desconstruir as vezes aborrece, mas por ser sua leitora peço-lhe dispense os adjetivos.Grata.

      • Edu. Desconstruir as vezes aborrece, mas por ser sua leitora peço-lhe dispense os adjetivos, voce está perfeito nas análises e informações.Grata.

      • Excelente sua informação.
        As cotas representam no filtro das considerações o mínimo que se pode realizar aos herdeiros de injustiças sociais, seculares e históricas. Temos que valorizar as Cotas como construção de uma sociedade mais igualitária e uma vitória de Movimentos sociais que lutaram contra a invizibilidade e a oportunidade de acesso às universidades, afinal nós pagamos impostos.

        • É hipócrita / irritante a bem educada tentativa de domesticar o outro. Reajo com mais instinto à grosseria. Nem me sinto muito a vontade pra apoiar: seja como você é. Afinal, animais humanos, somos todos iguais, diferentes. O problema é quem se controla exi(g)(b)indo modelo pra gente (des)controlada.
          Já acho muito você conversar por aqui.

    • Não há nada de errado em ser pardo. Mas na gradação do racismo à brasileira, quando mais “escurinho” for esse pardo, mas ele vai sofrer racismo tanto quanto o negro.

      Já nos EUA e países da Europa, muita gente que se acha “loura” aqui no Brasil não ganharia o selo de aprovação de branco. rs

      Nos EUA, por exemplo,qualquer um que não seja WASP, ganha a conotação (muitas vezes pejorativa)de “latinos” e sofre quase tanto preconceito quanto os negros.

      • E essa é a pura verdade; eu mesmo, que não sou negro e nem pardo, nem tampouco tenho cara de hispânico, fui vítima de preconceito por pelo menos duas vezes nos EUA, ao perceberem minha condição de latino-americano; uma vez em Manhattan, na fila de entrada do Blue Note e outra vez em Arlington, numa estação de metrô, quando um funcionário negro do metrô me desrespeitou, por eu não ter achado o local de saída e ter, assim, pulado a borboleta para sair.

      • Sofre mais preconceito que os negros.

      • A discriminação É o “american way of life”. Eles são educados desde pequenos a julgar os outros (mas nunca a eles mesmos, é claro), fruto de um sedimentado sentimento de superioridade histórico (que já começou com a palhaçada do “destino manifesto”).

        Eles se acham, assim como a nossa elite mesquinha, na posição de julgar a todo mundo, conforme sua arrogante consciência. Assim, há “latinos”, “populares”, “perdedores”, “gente de bem”, “patriotas”, “comunistas”, e por aí vai.

        É uma sociedade adjetivada – talvez tenha algo a ver com a língua deles colocar o adjetivo na frente do substantivo, algo a se pensar -, que confunde orgulho com arrogância. Tenho diversos conhecidos estadunidenses, a maioria morando nos EUA a vida inteira, e um deles tendo morado, desde pequeno, pelo mundo afora e atualmente na Espanha. E a diferença de comportamento e visão de mundo entre eles é abissal.

        Mesmo os melhorzinhos que vivem nos EUA – gente com consciência da manipulação, das injustiças cometidas, das distorções da própria sociedade em que vivem – se comportam exatamente da mesma maneira dos mais conservadores, julgando as pessoas com base em estereótipos e agindo, eles mesmo, segundo os mesmos.

        São militaristas, mesmo quando pacifistas. “Patriotas” (ou melhor, ufanistas), mesmo sabendo da arrogância do império. “Orgulhosos” (ou melhor, arrogantes), mesmo conhecendo a história nada nobre.

        Repetem, como máquinas, as bobagens sobre “founding fathers”, “democracia e liberdade” e “perdedores e vencedores”. Foram doutrinados assim, e isso não se cura enquanto viverem em uma sociedade que trata desses conceitos como verdades “inscritas em pedra” (pra usar uma expressão deles).

        Esse outro conhecido, que vive na Espanha, tem um comportamento completamente diferente. Talvez por ser um historiador, ou por ter vivido pouco naquela sociedade maniqueísta. Ele enxerga o quão arrogante é uma sociedade que promove abertamente não apenas a competição transformada em predação pura, mas a ideia de superioridade, seja ela cultural, econômica, social, política, etc, de uns em relação aos outros.

        Pra entender os EUA é preciso entender que, do ponto de vista deles enquanto sociedade, os seres humanos NÃO são “criados iguais”, mas são intrinsicamente diferentes, uns melhores do que os outros. É o conceito chave da direita, e a sociedade estadunidense é esse conceito colocado em prática, mais ainda do que o fora nos regimes auto-proclamados facistas.

    • Vamos às respostas
      1_”um filho de branco com negro é negro ou pardo?”
      RESP-É mulato.
      2_”Pardo é negro também?”
      RESP- Pardo pode ser mulato (branco com negro), cafuzo (negro com índio) e caboclo ou mameluco(branco com índio).
      3_”Não há distinção entre pardos e negros?”
      RESP-Sim em termos de definição racial.
      4_”E entre brancos e pardos?”
      RESP-Idem resposta anterior.
      5_”Só é branco o filho de branco com branco?”
      RESP-Sim
      6_”Mas negro pode tanto ser o filho de negro com negro quanto o de branco com negro?”
      RESP- Pergunta dupla já respondida.
      7_”Por que índio com negro não é negro? ”
      RESP- Porque é cafuzo.
      8_”Se também há preconceito contra os pardos, por que chamá-los de negros? ”
      RESP- Porque para efeito de cotas o termo negro refere-se a afro-descentes, que não são necessariamente negros não miscigenados.
      9_”O que há de errado em ser pardo?”
      RESP-Nada.

      • Excelente. Bela contribuição para que o rapaz que formulou as perguntas complemente sua formação básica. Lembrando que essas coisas, a gente aprende nos primeiros anos de escola.

        • Para mim, ‘branco’, ‘negro’, ‘cafuso’, ‘mulato’, ‘mameluco’ ou a p… que for, tudo isso são apenas rótulos. E rótulos, de forma nenhuma, servem para indicar a qualidade do produto contido na embalagem… Há rótulos dourados e com gravuras fantásticas, em embalagens que contêm puro lixo, e vice-versa…

          • É isso aí Fábio Amaral, a cor da pele não interessa o que interessa é o indivíduo.

          • Eu só respondi às perguntas deste Sr. Lukas. Mas hoje à noite vou rezar pela sua alma (a dele), pois deve ser duro ter o grau intermediário da tríade oligofrênica, ser um indivíduos portador de imbecilidade acompanhadas de um certo grau de desenvolvimento intelectual que apenas lhe permite um mínimo de aprendizagem. Ou seja, um imbecil.

        • Luiza concordo com sua análise.

      • kkkkk, adorei sua resposta Silvio, sou pardo e já sofri preconceito sim, as cotas são um instrumento para deselitizar as faculdades públicas mantidas com os suor e o sangue de todos os brasileiros. ENEM neles.

      • Só para dar a notícia da recuperação pós-cirurgia de um cafuzo de valor:
        http://www.vtv.gov.ve/index.php/internacionales/78150-en-fotos-presidente-chavez-con-fidel-castro-y-en-plena-recuperacion-en-cuba
        Longa vida para o Presidente Chávez !

      • As origens do homem como um todo, ao que consta segundo mostra o estado atual da ciência, é a África. Somos todos afrodescendentes. Logo, esse termo, cunhado nos EUA para definir os seus negros, é uma tremenda bobagem. Assim, as pessoas missigenadas de outras etnias com os negros são negrodescentes, inclusive o negro puro (negro com negro).

      • Creio que a discussão está eivada de erros. Cor de pele não é raça. A raça é a HUMANA. Bisavô branco+Bisavó índia>>>Avô branco+Avó negra>>> Pai branco+ mãe “mulata”>>>>>>> filhos. um casal. Quais os caracteres desse casal. É necessária a presença física para que os debatentes possam encetar alguma visão abrangente ao discurso? Ou………..

    • Lukas tantas perguntas… porque você não consulta a parte técnica genética reprodutiva na biologia, no google ou no raio que o parta? Suas repetidas perguntas a qualquer entendedor revelam astuciosa ignorância e falsa vivacidade. Vivaldino! issperto pra tentar irritar, desencaminhar, desfocar. O foco é em conhecida, e cada vez mais espalhada, história de herdeiros da casagrande há séculos explorando sobreviventes das senzalas.
      Os escravos, além do trabalho, aprenderam a fingir observando a sala de visitas da casa grande. E o humor dos que podiam castigar seus corpos.
      Pra você se surpreender: também sua hipocrisia é mistura de herdada prepotência com subserviência adotada

    • Seu tucano! Seu ariano! Seu Breivik! Seu neolibelê! Seu podólatra do Çerra! (esse último você pode considerar um elogio, se quizer)

    • O que há de errado em ser pardo para os racistas, é que eles não admitem a miscigenação.

  6. Uma vez estava discutindo com meus irmãos a possibilidade de que uma de nossas bisavós fosse negra. Pela dificuldade de documentação ninguém podia afirmar com certeza se temos ou não ascendente negro. Mas curioso fui uma irmã minha insistir que não tinhamos, sem qualquer prova, apenas por não aceitar que podemos sim ter sangue negro correndo nas veias.
    Imagino quantos brancos no Brasil tem um ascendente negro não detectado, ou escondido.
    Esse é um bom exemplo de que a descriminassão racial não faz sentido algum, especialmente no Brasil onde a maioria declara-se negra e grande parte dos brancos são descendentes de negros.

  7. as pessoas gue são contrarias as cotas nunca reclamaram das desigualdades gue os negros desde gue agui chegaram como escravos sofreram e ainda sofrem são de origem européia portanto estão do outro lado

  8. A adoção de cotas raciais é um tipo de racismo as avessas que vem pra incitar a luta racial e não pra fazer justiça social.
    As pessoas deveriam ter algum direito as cotas por sua condição social (mais pobres) independentemente da cor de sua pele.
    Você não acha que os branquelos do “zóio azul” (os quais o Lula culpou pela crise financeira) que são pobres deveriam ter os mesmos direitos dos seus colegas de pele mais escura quando se trata de uma vaga em universidade?
    Você não acha que o problema, não só dos negros mas também dos brancos pobres, de não conseguirem entrar em uma boa universidade está na péssima qualidade do nosso ensino público fundamental e de segundo grau? Que tal o governo federal começar a fazer alguma coisa pra melhorar isso ao invés ficar fazendo esse tipo de demagogia e proselitismo pra cooptar a população negra?
    Além disso não temos apenas brancos puros e negros puros. Existe uma quantidade imensa de mistura de raças nas quais ficaria difícil dizer se a pessoa é branca ou negra. Qual seria o critério de aceitabilidade?

    Além disso, adotar cotas raciais é inconstitucional. Não acham? Vejamos a constituição:

    Artigo 3 inciso IV:
    Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

    Artigo 5
    Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza….

    • Caro Sebastião,

      Respondendo suas perguntas:

      1) entendo que a adoção de cotas raciais não seja um tipo de racismo àss avessas, uma vez que os brancos de olhos azuis não serão impedidos de entrar na universidade pública, aliás, muito pelo contrário, eles continuarão sendo a maioria, já que estudam nas melhores escolas e tem melhores condições de ingressar nas universidades públicas.

      2) Concordo que as pessoas devam ter direito à cotas por sua condição social, mas isso não invalida a cota em função da cor de sua pele, uma vez que se trata de uma política afirmativa que visa reparar a discrepância do número de negros dentro das universidades públicas. A cota social seria um plus!!!

      3) Não acho que os branquelos de olhos azuis pobres devam ser alijados de uma vaga na universidade. Poderiam ser beneficiários de cotas sociais, o que não invalida o fato de se criar cotas raciais.

      4) Não há dúvidas de que o problema do ingresso de pobres na universidade esteja na péssima qualidade do nosso ensino público fundamental e de segundo grau… mas a resolução deste problema está em medidas de longo prazo, as quais os governos que se sucedem parecem não estarem dispostos a tomar. Nesse meio tempo, o que fazer para minimizar a tamanha discrepância do ingresso de negros nas universidades? Esperar a boa vontade dos governos?

      5) Ensino fundamental e médio é de responsabilidade dos governos municipais e estaduais, e não do governo federal. Não se apresse em condenar um governo que não seja da sua legenda, porque o problema da educação É MUITO MAIOR do que uma guerra política entre PT x PSDB.

      6) Um critério que já foi utilizado por Universidades Federais foi o da auto-determinação, isto é, o mesmo utilizado pelo censo do IBGE. Acho que este seria um critério válido e, ainda por cima, reverteria uma das questões apontadas por Eduardo no seu post, isto é, a vergonha de se auto-determinar negro.

    • As COTAS promoverão a luta racial!!!!!!!!!!!!
      Cotas de Ações Afirmativas, estão implantadas em algumas Universidades do Brasi, há aproximadamente 10 anos, e a avaliação é positiva em todas as Universidades. Os cotistas são os melhores alunos, e o convívio é harmonioso, e quando problemas surgem, são em decorrência do estranhamento que a presença de estudantes negros/as frequentem a Universidade, é a intolerância que assola o mundo, estimulada pela mídia coronelista pelas razões que Edu na matéria acima tão bem expôs..
      Os jovens negros/as tem o propósito de estudar e dar sua contribuição ao país, rompendo com a desigualdade e exclusão.
      “Racismo às avessas” está nos dados do IPEA, IBGE, ONU, LAESER, IPEA, que apontam a desigualdade desumana e cruel a que a população negra está submetida, os indices de estatísticas indicam que são necessárias Cotas e Ações Afirmativas para o início do alcance de justiça social.

    • Discordo frontal e radicalmente, as quotas não são racismo, são uma das formas de resgatar a dívida colossal que a nossa sociedade tem com os negros. Lembrando que a maioria de nós tem sangue crioulo. Você mesmo, que escreveu esse post tão inflamado, deve ter sangue crioulo nas veias. Procure pesquisar. E se não tiver, pessoas que de quem você gosta terão.

  9. Edu voce leu a obra “A verdadeira história do Direito Constitucional no Brasil.Desconstruindo o direito do Opressor.Construindo um Direito do Oprimido.” do prof. Wislon Prudente?
    O que eu fico perplexa é que a “mídia” recebe verbas públicas de patrocínio de publicidade , portanto dinheiro de todos nós, até dos que ela discrimina! Dinheiro público.
    Voce traz importantes informações, que demonstram falta de ética e de compromisso com informação de qualidade.
    Manipular informações, é o grande mal – um entrave para o alcance da igualdade e do respeito ao OUTRO, pois desqualificam, estereotipam para distorcer a realidade.
    A verdade e a justiça caminham juntas, esta sua notícia será veiculada milhões de vezes. Não se sustenta uma mídia que mente, porque não quer transformações sociais necessárias para construção da democracia. Não prevalcerá manipulações e omissões que mantém a opressão.

  10. Não é atoa que o Sr. Ali Kamel, editor chefe dos telejornais da Rede Globo, lançou um livor chamado Não Somos Racistas, tratando justamente sobre este tema. Tal livro, assim como os programas veiculados na Globo e nos grandes jornais, é responsável por formar opinião de boa parte da classe média que vivem repetindo os argumentos ali veiculados. Uma vergonha!!!

  11. Sempre defendi as cotas, sejam para negros ou para classes mais pobres, e como tenho dois filhos, muitas vezes disseram-me: quero ver quando tirarem as vagas dos teus filhos nas Universidades Federais, se vais continuar defendendo. Continuei e defenderei sempre. E para tristeza deles, os dois filhos disputaram vagas nas Federais( sem cotas ) e foram aprovados (justamente porque tiveram melhor chance de estudar em escolas boas), portanto, agora estou devidamente autorizado a defender com mais força ainda.

  12. as cotas são uma maneira de reparar o mal que a escravidão,até hoje, faz à sociedade brasileira.sempre, é bom lembrar que o psdb através de seus “especialistas”(os mesmos da globo) e seu comparsa o DEMo são visceralmente contra qualquer forma que propicie ascensão socio-economica(vide também bolsa-familia).Como diz o prof.Milton Santos,a desigualdade que persegue os negros não é carma ou obra do acaso,mas sim ALGO CONSTRUÍDO, através dos tempos(350 anos de escravidão)As políticas afirmativas e os programas auxiliares(prouni),assim como a expansão das universidades e escolas tecnicas estão revertendo um pouco essa chaga social herdada da escravidão…

  13. Vestibular com cotas: análise em uma instituição pública federal
    Jocélio Teles dos Santos
    1

    Delcele Mascarenhas Queiroz
    2

    Introdução
    A Universidade Federal da Bahia implantou, no ano de 2005, um sistema de reserva de vagas para alunos que tenham cursado os três anos do ensino médio e mais um ano do ensino fundamental no sistema público de ensino. O sistema estabelece o percentual de 45% das vagas para todos os cursos e tem um diferencial em relação à cor do estudante.

    Dessa reserva, 43% são assim distribuídos: 85% destinam-se aos auto-declarados pretos e pardos e 15% aos auto-declarados brancos. Um percentual de 2% foi destinado aos índios-descendentes e uma reserva de duas vagas, em cada curso, foi destinada aos índios aldeados e estudantes vindos de comunidades quilombolas.

    A reserva de vagas adotada pela UFBA implicou em mudanças significativas na forma de ingresso. O sistema tradicional, até então adotado, era amparado, exclusivamente, no critério da classificação por desempenho na primeira e na segunda fase do Vestibular.

    Desse modo, variáveis como cor, gênero, renda familiar ou origem escolar não tinham nenhum peso no ingresso dos estudantes. O sistema de reserva de vagas, ao contrário do anterior, incorporou candidatos que, oriundos do sistema público de ensino e tendo obtido uma pontuação mínima na primeira fase, passaram a ter condições de competir na segunda fase e, consequentemente, ingressar na universidade mais tradicional do estado da Bahia. A partir dos resultados do primeiro vestibular com reserva de vagas, o
    que podemos depreender da política adotada na UFBA e em outras universidades
    públicas?

    A maioria das instituições que adotaram o sistema de reserva de vagas não dispunha da variável cor no formulário de inscrição do Vestibular, algo fundamental para comparar, por exemplo, o desempenho dos candidatos e dos aprovados nos dois sistemas. Somente a UFBA dispunha, desde 1998, de dados relativos à cor dos estudantes inscritos eselecionados. Das universidades que vieram a adotar posteriormente o sistema de reserva de vagas, apenas a UFPR e a UnB dispunham de dados coletados através de

    . As universidades que adotaram o novo sistema não permitiram, muitas vezes, o acesso ao seu banco de dados, algo que nos possibilitaria realizar estudos comparativos e sistemáticos. A razão implícita foi a forte reação que essas instituições enfrentaram, e vêem enfrentando, tanto na mídia – editoriais de jornais e artigos de intelectuais e de cartas de leitores -, quanto em processos judiciais movidos por pais e mães de alunos preteridos.

    Por outro lado, como o debate ficou restrito ao campo da política, a reflexão sobre as ações afirmativas nas universidades públicas passou a ser exercitado numa merapolarização entre os defensores e opositores ao sistema de cotas, principalmente, em espaços da mídia. Encontramo-nos perante um quadro que se, por um lado, intelectuais e, sobremaneira, cientistas sociais encontram na imprensa uma maior probabilidade de divulgação de suas posições, e, diga-se de passagem, a divulgação na imprensa tem
    sido, em maior escala, de posições contrárias ao sistema de cotas. Por outro lado, faltam análises que possam nos oferecer instrumentos capazes de medir o impacto dessas políticas nas universidades, a forma como o sistema anterior foi ou não efetivamente alterado, e os significados advindos da substituição do sistema amparado na noção de mérito, por um sistema que introduziu as variáveis cor ou raça, origem escolar, gênero e residência como fatores a serem ponderados no ingresso.

    Se há posições polarizadas sobre a pertinência das ações afirmativas nas universidades públicas e o temor de alguns do que isso poderá significar para o futuro das relações raciais no país, verifica-se uma
    ausência analítica que nos permita fazer uma comparação dos diversos sistemasadotados nas universidades estaduais e federais. Ilustrativo, a respeito dessa ausência de análises, é o levantamento que buscou mapear a produção de pesquisas sobre negro eensino superior no País

    continua

    http://w3.ufsm.br/afirme/ARTIGOS/ensinosuperior/es05.pdf

  14. Essa ideia de que as cotas dividirão o país não passa de balela, Eduardo. Sou a favor das cotas assim como sou a favor que se invista no ensino público de todos os níveis para que todos tenham uma boa educação, pois isto é melhor para todo o país. Mas enquanto as desigualdades históricas não forem superadas e as melhoras não vierem, as cotas serão bem vindas. Os resultados no estado que tem uma forte influência africana em todas as esferas da vida bem como social, falam por si.

    E acredito que isto se aplica a todo país, mas como bem fala a análise, as posições na mídia tendem as distorcer os fatos e gerar na população a ideia de que o país será dividido racialmente. Me parece que isto cai por terra, quem dividiu o país foi o branco e não o negro, já que isto não está na sua formação cultural, que tem forte peso na religiosidade. Veja se o estado que é a matriz da influência africana no país tem esta vocação. Balela pura da mídia, meu caro, tão somente para manter o negro na situação que querem que ele fique.

    Documentário – Lavagem do Bonfim – Da Bahia para Nova York

    http://www.youtube.com/watch?v=cshW3ZanlV8

    http://www.youtube.com/watch?v=5nuvkFNm4b8

    Lavagem de La Madaleine

    http://www.youtube.com/watch?v=mNOdPLB-o48&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=UJPNQNEAeIk&feature=related

    O que nos deixa transparecer é o contrário, os baianos, guardiões da cultura afro no Brasil, não tem vocação nenhuma para separação, haja vista levar sua cultura, assim como fizeram os africanos, para onde quer que estejam. E não é um cultura desagregadora ou separatista, mas ao contrário disto.

  15. Sou a favor das cotas, associando essa medida com critérios de meritocracia (e creio que se faz assim). Os favorecidos têm que ter desempenho nos estudos, não está correto?

    Mudando de assunto dentro do mesmo assunto, há tempos, comprei um livro de fotos maravilhoso sobre o Brasil colonial. É interessante ver como funcionava, nas fotos, nossa sociedade escravocrata. E fiquei a imaginar tristes fatos como filhos serem arrancados de mães escravas para serem vendidos como mercadorias, estupros de negras e seus filhos e outros.

    A verdade é que existe um débito gigantesco da sociedade em relação aos negros e seus descendentes. As cotas são uma das múltiplas formas de suprir essa lacuna colossal.

  16. Acho que.aliado as cotas,uma “revolução que se pode fazer neste país é o resgate da auto estima de ser negro,descendente parcial ou total.Passar principalmente as crianças o orgulho de ser o que é.Pois o massacre que sofreram e sofrem a base da piramide,de maioria negra,mestiça é brutal,restando-lhes apenas o “paraíso” religioso para compensar sua “má sorte” de ser pobre,”limitado”,”sem sorte”,”feio”,”fedorento”.Este massacre a alma de um ser humano é tão deplorável quanto os campos de concentração nazistas,te tirem toda a dignidade. Na libertação dos escravos já se começa este “linchamento” ao incentivar a imigração de populações europeias,na tentativa de “branquear” a tal base da piramide,em vez de aproveitar a mão de obra dos escravos libertos.

    • Sinceramente, não acho correto ou mesmo efetivo falar em orgulho de pertencer a uma raça. Deveríamos, na verdade, assumir definitivamente que elas não existem.

      O que existe é uma discrepância, uma desigualdade social causada pelo equivocadíssimo conceito de raça, e a discriminação histórica de uma delas com base em uma suposta, mas inexistente, diferença racial. Uma desigualdade injusta que precisa e deve ser corrigida e reparada, e não reforçada.

      E falar em orgulho racial é o mesmo que afirmar que existem essas diferenças raciais.

      Melhor seria falar em orgulho de pertencer à espécie humana, por exemplo. Ou de compartilhar uma cultura. Mas jamais em orgulho de pertencer a uma raça e assim perpetuar a ideia de diferença racial.

      • Amei o que você disse Pierri!!! Será que um dia chegaremos a vivenciar essa sabedoria? Realmente, o que falta a nós, seres humanos, é praticar nossa humanidade. Pena ser tão difícil para muitos…mas, é bom saber que você faz parte dos “praticantes”…Um abraço.

  17. No Twitter:

    Tucano de Verdade ‏ @TucanodeVerdade Vamos virar esta página triste da nossa história. Para o futuro, tucanos! #serradesagregaPSDB

  18. COTAS NA UFBA:
    PERCEPÇÕES SOBRE RACISMO, ANTIRRACISMO,
    IDENTIDADES E FRONTEIRAS

    Ao contrário do que se imaginaria, os valores associados à cor dos cidadãos não foramdesconstruídos com a abolição da escravatura. Ainda vigoravam o preconceito e adiscriminação racial. Em 1870, segundo Jaccoud (2008), a elite brasileira adotou uma“ideologia racial” cunhada no racismo científico, aceito entre os anos de 1880 e 1920, períodoem que estava em curso o processo do status jurídico dos negros pós-abolição da escravatura.A abolição da escravidão e a república nasceram praticamente juntas, contudo, a república,
    que vinha com seus ideais de igualdade e cidadania, não deu conta de promoveroportunidades para a população negra recém-libertada. Jaccoud (2008, p. 48) diz ainda

    A formulação e consolidação da ideologia racista ocorrida neste período permitiu a naturalização das desigualdades raciais, que foram, assim, reafirmadas, em um novo ambiente político e jurídico. Não mais separadas pelo direito da propriedade, pela história, religião ou cultura, as raças se separariam por desigualdades naturais.Esta ideologia foi progressivamente dando lugar, na década de 1930, à aclamada democraciaracial. Mas o que foi a ideologia da democracia racial?

    Em termos gerais, pode-se dizer que setratou de um momento na história brasileira, iniciado nos anos 1940, que possuía um aspecto essencialmente cultural. Foi conhecido e disseminado através da obra de Gilberto Freyre.Tratava-se da valorização da mestiçagem e diminuição dos efeitos negativos da escravidão;
    um modo pelo qual o Brasil se enxergava e gostaria de ser enxergado; um ideal de nação em que as diferenças étnicas não produziam os efeitos devastadores observados em outros países, mas, ao contrário, convivia-se amistosamente com essas diferenças e dava-se a impressão ao mundo de tratar-se de uma nação que poderia servir de exemplo às outras que sofriam os efeitos dos conflitos gerados pelas diferenças étnico-raciais

    continua

    http://www.posafro.ufba.br/_ARQ/dissertacao_NFPinheiro.pdf

  19. ” A maioria da população é negra”…. Discordo, pois se o pardo é considerado um mestiço então ele é também branco e não apenas negro. Logo, a grande maioria da população brasileira não é branca ou negra, e sim mestiça.

  20. Sobre o tema da discriminação, sugiro o filme ‘The Help’ (Histórias Cruzadas), facilmente disponível por Torrent e com legenda em português nos principais sites de legendas. Vale a pena assistir!

  21. “A maioria da população brasileira é negra”…. Discordo, a maioria da população se denomina “parda” e portanto não são negros ou brancos, e sim mestiços. Se um pardo é a miscigenação de branco com negro, ele não seria apenas negro.

    • Cvilela,

      O IBGE considera que a população negra é composta pelo somatório de pretos e pardos. Os números e a justificativa para essa agregação você encontra no site do instituto.

    • Mas ele é discriminado por ser “meio” negro e não “meio” branco.

      • Também acho que os mestiços podem sofrer algum tipo de discriminação por ser “metade negro”, mas não se trata desta minha discordância. Estamos falando de conceito de raça – que é constestada por geneticistas – e que no Brasil, por motivos políticos, coloca-se mestiços como negros, e pelo próprio substantivo, são miscigenados de brancos e negros.

        • Não, não estamos falando do conceito de raça como entendido pelos geneticistas, mas sim do conceito de raça como entendida e tratada pela sociedade.

          Não é uma questão acadêmica e objetiva, mas sim real e subjetiva.

  22. Edu, a discussão é bem interessante.
    Hoje há uma série de políticas para a promover interesses das chamadas minorias. Esse é um sinal de evolução da sociedade, criando os meios para que todos possam desfrutar de uma vida mais dígna. Só para citar um exemplo, facilidades de acesso para pessoas com necessidades especiais (como é o caso de cadeirantes) em locais públicos. Algo está feito, mas ainda há muito o que fazer.
    Na questão racial, há um fato diferente, que não pode ser tomado equivocadamente como contradição. Os negros/pardos, ou melhor, os descendentes de Africanos, de 2ª ou 3ª ou enésima geração, com ou sem miscigenação com qualquer outra etnia, são maioria na população do Brasil. No entanto, nada mais justo do que a questão tenha o tratamento de minoria, pelas razões mais que óbvias quanto às diferenças históricas de oportunidades. Mas a questão não se resume ao direito a cotas em Universidades, ou a outros serviços e benefícios públicos. Para formar minha própria opinião, recorro às opiniões das várias Organizações de descendentes de Africanos que temos no Brasil. A luta é pela inclusão na sociedade como um todo. É para ter a aceitação natural e harmônica na sociedade à qual todos nós pertencemos e ajudamos a construir e esperamos dela a igualdade descrita na Constituição. É esse vazio que tem que ser preenchido. UMA das formas são as cotas, para saldar a enorme dívida que existe. Mas o que deve haver é uma luta contra o preconceito em geral, e a conscientização do quão estúpido é o conceito de raça.

  23. Temos uma midia sem nenhuma credibilidade.Ela esconder ou deixar de esconder qualquer coisa,não tem,na pratica,efeito nenhum.Tanto faz o que ela supostamente esconde ou não esconde,muita gente ja não dá bola para aquilo que se publica em certos jornais e revistas.Claro que elas tem penetração ainda,mas não na mesma proporção que ja tiveram num passado recente(digamos quinze ou vinte anos atras).Só mesmo alienados em altissimo grau,podem dar ouvidos ao que se fala em televisão ou radio,ou aquilo que é publicado em certos jornais ou revistas,.

  24. Fora de pauta.

    Em sua “colona”, o Reinaldo Azevedo se mostra preocupado com a minhoca do Ministro Crivella. Por quê será ?
    O Reinaldo pesca ?

  25. Depois de muito participar de reuniões em empresas, acabei desenvolvendo uma boa percepção de linguagens não verbais. Percebo quando fulano não vai com a cara do beltrano, sem que ambos tenham falado alguma coisa. E quando um deles fala, o outro faz uma expressão de desaprovação antes de ouvir. Acho que meu caro Eduardo também já adquiriu essa experiência em seus contatos comerciais, sociais e até nas reuniões de blogueiros.

    Essa linguagem não verbal fala muito. Por exemplo: quando um dos participantes é negro, ou mulato, ou mestiço, em um simples bate papo, percebe-se em alguns brancos, seus preconceitos mesmo que não os demonstrem com palavras, mas com expressões, com trocas de olhares, ou com retiradas estratégicas.

    Eu sempre tive uma grande admiração pelos negros e sempre recebi deles muita simpatia e confiança. Devo muito ao convívio com eles pelo desenvolvimento de minha criatividade profissional. O negro possui uma enorme capacidade de tirar leite da pedra. Com bom humor. E eu aprendi muito com eles. Por osmose.

    No fundo, o branco tem algum complexo de inferioridade. Eu quando jovem frequentei um clube de negros (isso em Curitiba e eu loiro de olhos azuis!). Tenho saudade até hoje. Modéstia a parte eu era bom de samba, tanto na bateria, quanto num tamborim ou num pandeiro. Eu era festejado quando chegava!

    Onde quero chegar com esse papo? É para mandar os racistas idiotas a puta que os pariu!

  26. As cotas são um instrumento de compensação NECESSÁRIO pelos muitos anos de exclusão e exploração e que deve sim, ser usado nos dias atuais.

    Espero que não se perpetuem, pois assim sendo, demonstraria que não houve evolução na educação pública nos tempos atuais.

    Quem é contra cotas ou está mal informado ou é deliberadamente contra a entrada do negro/mestiço/pardo/índio nas universidades (PRINCIPALMENTE PÚBLICAS) e no mercado de trabalho em pé de igualdade com os brancos.

    Uma norma que deveria ser adotada pelo MEC seria a cobrança de mensalidade para aqueles que podem pagar. Seria uma cobrança proporcional… Quem estudou a vida inteira em escola particular deve pagar integralmente a universidade pública, mesmo que um valor abaixo das universidades particulares… Quem estudou em escola pública a vida inteira, esse sim, teria direito a cursar integral e gratuitamente em universidades públicas.

    O que vemos nos dias de hoje é uma total disparidade, pobres pagando o que não podem e se endividando antes de entrar no mercado de trabalho e ricos estudando onde nada se paga, isso sem falar nas grades e nos horários que totalmente sem nexo que obriga a quem estuda em universidades públicas a deixarem de trabalhar ou trancarem o curso.

    Sou sim a favor da cotas, não eternas, pois sendo eternas não estarão cumprindo o seu papel de corrigir, mas sim de inverter o papel, o que também não é legal…

  27. “Mídia esconde”? O Datafolha é de que jornal mesmo?

    • pesquisa deu resultado indesejado, foi abandonada e nenhum outro veículo repercutiu.tv, então, nem pensar. e, por fim, não disse toda a mídia.

    • A mídia de maior alcance entre a população é a TV, que não divulgou em sua programação a pesquisa, a qual tomo conhecimento hoje através do blog da Cidadania, o qual parabenizo pela excelente informação.
      A maioria da população brasileira é negra.

  28. E quem disse que “esconder” esta PSEUDO aprovação significa que esta política é a melhor para o país ?

    ..e quem já disse que não haveria de outras e MELHORES alternativas, mais limpas, justas e cidadãs por exemplo, hein ?

    THC, Serra e ACM, Maluf, Hitler e Bush já foram maioria, e daí ? ..isso não diz e nem prova nada

    Por acaso os RACISTAS discutiram com a sociedade a intenção de nos tornar uma república racialista e revanchista, ou saíram fazendo primeiro sem nos avisa em 2005, escondendo-nos, como faz a mídia, de suas reais intenções ?

    Deveríamos ter VERGONHA de copiar um líder só pra nos parecermos bacana ..principalmente se tal solução dista de nossa realidade e conceitos, valores, história e momento ..nos EUA as cotas foram feitas de vítimas contra algozes ;;feitas dentro de um país RACISTA, aquele que até então formalmente fomentava e tolerava da injustiça e protegia a discriminação.

    Aqui não, aqui a história nos distanciou 120 anos dos principais personagens e ATOS ..aqui a justiça esta sendo feita por cima de inocentes vivos por pecado de culpados mortos.

    E como fica a sua consciência com a perspectiva de estarmos fazendo de novas outras vítimas ..isto é necessário? Afinal elas são tantas assim e NADA pra serem deixadas de lado ? Porque edesta MALDADE ? ..a de estarmos apartando ou deixando DE SAÍDA, que outros desafortunados excluídos estejam sendo esquecidos, PREJUDICADOS e ignorados por esta política inumana ?

    O que você tem a dizer pras crianças de outros matizes, pros brancos do pinheirinho quanto aqueles guris não recebem um incentivo ? (LÁGRIMAS DE CROCODILO, é isso em que devo crer vindo de você ?) ..talvez dizer que esperem 100 anos até que outros de nossos pecados, o do descaso e egoísmo, fique tão grande e evidente que tb, tal qual a escravidão, deixe manchas indeléveis?

    francamente ..NÃO HAVIA necessidade de adotarmos esta verdadeira MIXÓRDIA como fórmula de inclusão ..coisa PORCA.

    Já imaginaram se o BOLSA FAMÍLIA (este sim NOTA 10) só fosse dado a alguns necessitados.

    COTAS RACIAIS tem conceitos racistas ..isto que devemos abominar ..nós NÃO podíamos ter caído na tentação de cometer DO MESMO ERRO só que agora para “nos beneficiarmos” ..se pra BRANCO não pode, muito menos pra amarelo, vermelho ou negro.

    Pão pra quem tem fome !!

    As cotas RACIAIS tem o mesmo germe do NAZISMO, aquele que sem ciência abusava do eugenismo, da reparação e da busca por um só culpado ..aquele que julgava pelo que conseguia enxergar no espelho.

    AS cotas RACIAIS sozinhas não dão e nem DARÃO a redenção como diz você no texto ..a maioria dos POBRES ainda não conseguem chegar à faculdade ..quando chegam não concluem os cursos ou se o fazem, fazem em faculdade PAGA de 5a categoria hoje mantida e subsidiada com recursos do PROUNI.

    caia na real, não iluda e nem se deixe iludir ..esta política é miragem

    ..as cotas SOCIAIS sim devolveriam o aparelho público a quem de direito e de justiça ..ao que por MÉRITO (e não pela cor ou berço – o que da na mesma, só que com sinal inverso, e sem ter condição de se manter, com ajuda de custo, pudesse ser em maioria a população das Instituições Públicas.

    abrá ..e que Deus ilumine as suas idéias livrando-o das tentações e fanatismo político ..pq esta de defender políticas RACISTAS e não cidadãs já esta desgastada e batendo no limite do POPULISMO.

    Aliás aqui, pra finalizar digo, o dia que a sociedade abrir diálogo e esclarecimento, penso que o número dos que aprovam as cotas racistas frente as cotas sociais (estas que não nos deixam estigmas e que purgam de fato as nossas consciências) )continuará CAINDO como já pode ser notado pelas próprias pesquisas que vc cita.

    http://www.youtube.com/watch?v=aqKh8yFIM8w

    • Primeiro, não estamos “separados 120 anos” da prática do racismo.

      Mais da metade da população brasileira é negra, mas a IMENSA MAIORIA dos pobres é negra. Isso só pode ser explicado de duas formas: ou os negros são inferiores aos brancos, ou eles são prejudicados na sociedade.

      Do seu discurso furado, depdeende-se que eles não são prejudicados, já que estamos “separados 120 anos” ou coisa que o valha. Logo, a sua explicação pra ese fenômeno só pode ser a de que “é culpa deles” (assim como, pra vc, a tortura foi culpa do discurso da esquerda, etc, etc, etc).

      Não se busca reparar os malfeitos de 120 anos atrás. Não se trata de indenizar os negros pela escravidão que sofreram.

      Trata-se, sim, de reestabelecer na força o que a sociedade jamais quis fazer por vontade própria: a igualdade racial. Por causa da escravidão e da discriminação que se seguiu a ela e continua até hoje, os negros foram impedidos de assumirem as posições que merecem na sociedade, e restaram marginalizados, colocados para escanteio, ridicularizados, umilhados e empobrecidos.

      É o resultado do que aconteceu há 120 anos E do que vem acontecendo desde então.

      Entenda isso, que é muito simples: os negros não são pobres pq querem, nem pq merecem ser pobres (será que alguém quer e merece ser pobre, aliás?). Eles o são por motivos históricos, por distorções sociais que não podem ser reparadas de outra forma se não essa: dar-lhes artificialmente as mesmas oportunidades que os brancos têm.

      Você quer comparar cotas raciais e cotas sociais, e isso é uma bobagem sem tamanho, pois as naturezas e a finalidade delas são diferentes. As primeiras visam reparar uma distorção histórica da sociedade, que gente como vc finge não existir pq não pode explicar de outra forma, igualando as oportunidades que sempre deveriam ter sido iguais, mas não foram pela mais pura discriminação.

      As cotas sociais NÃO VISAM reparar essa injustiça, mas sim dar acesso à universidade e, quiçá, a uma vida melhor, a quem não teve e não teria oportunidade por causa de um sistema estúpido que premia a riqueza com elas, e pune a pobreza retirando-as.

      O negro pobre é condenado duas vezes. O branco pobre, uma.

      É verdade que, na nossa sociedade, a educação universitária é um privilégio de quem tem dinheiro, e a pobreza, seja ela de brancos, negros, amarelos, vermelhos, azuis, etc os condena a jamais terem a oportunidade de estudar nas melhores universidades. Também é verdade que esse privilégio precisa acabar, e as cotas sociais são necessárias.

      Mas tbm é verdade que os negros, como um grupo social, como uma raça, foram atirados à condição de pobres por contingências históricas, enquanto os brancos, não. Mais, é tbm verdade que eles são MANTIDOS na pobreza por conta de uma discriminação explícita que ainda existe hoje.

      Não se pode comparar os dois casos meramente por partilharem uma mesma característica, quando há uma diferença essencial entre eles. É falacioso dizer que a questão não é racial, mas apenas social, fingindo que jamais houve racismo, ou que ele dista “120 anos” quando, mesmo que tal “distância temporal” fosse verdade, ainda assim ele seria a semente da injustiça atual.

      Toda pobreza é injusta, e não importa o que dizem os “pensadores” de direita e os adeptos da safadeza da “meritocracia”. Nascer pobre remove todas as oportunidades que um ser humano deveria ter apenas por sê-lo. Mas nascer pobre pq os pais, e os pais dos pais eram pobres por terem sido discriminados, e ainda ter que sofrer a discriminação hoje, é duplamente injusto.

      E é essa dupla injustiça que as cotas raciais visam exterminar. Fingir que ela não é dupla é ignorar a história e negar o sofrimento de toda uma raça.

      Mais, e só pra terminar: a culpa dessa situação pode até não ser “nossa”, da sociedade atual. Mas a responsabilidade, sim, é nossa. Afinal, da mesma forma como as oportunidades foram historicamente negadas aos negros resultando em sua condição atual, a NOSSA condição atual é fruto dessa mesma história. Colhemos hoje os frutos daquilo que foi feito “120 anos atras”, e temos a responsabilidade de devolver o que foi tomado deles.

  29. FORA de PAUTA

    O choro comovente de DILMA

    Sem duvida que me emocionou ver nossa presidente não se conter e chorar ao ter que destituir um amigo em nome de uma tal coligação.

    Prova de lealdade, gratidão, humildade, reconhecimento, falhabiliidade e IMPOTÊNCIA humanas às quais NENHUM, nenhum de nós esta livre.

    Mas o DIABO, o DIABO da questão esta em eu conseguir interpretar e assimilar algumas palavras ditas depois por DIlma, como:

    “”Você foi e é um amigo e um parceiro que compreende a natureza de um governo de coalizão, assim como a dedicação que a política muitas vezes acaba por nos impor em nome dos interesses do país”

    Aqui cabe, a meu entender, algumas reflexões:

    -quais seriam estes interesses se nem em campanha você não os expôs ?

    -A população sabe o que é e pra que serve uma coalizão ?

    -Ao se alinhar a Edir Macedo, Maluf e Collor por exemplo, é justo que o eleitor se pergunte qual seria efetivamente o LIMITE e PREÇO destes compromissos ? ..será que vale ferir a ética em nome dum entendimento que lubrifica, maximiza e garante a perpetuação de práticas espúrias como a do fisiologismo ? ..será que já não nos bastou a CARTA DE SUBMISSÃO DE LULA ????

    -Logo após o presente dado ao PRB o PMDB veio no JN pra dizer que tb quer participar do BÔNUS duma administração ..mas aqui eu indago, e alguém quer participar do ÔNUS ?

    ..mais adianta o texto cita uma outra fala dita por uma presidente emocionada:

    “A gente aprende a colocar a minhoca no anzol. O que é difícil de aprender é, de fato, governar para todos os brasileiros e todas as brasileiras”,

    sim sim, tem razão DILMA, e o teria se dissesse que na vida nós aprendemos a engolir SAPO também.

    mas ..mas ..mas aqui eu me permito um complemento que como brasileiro eu gostaria de ver saindo da boca dum presidente (independente do sexo ou da cor) ..aqui julgo ser importantíssimo, isso quando DILMA imita, replica e fala a já manjada frase de que um presidente tem que governar para todos ..

    ..julgo que seria oportuno dizer que seria importante governar para todos, MAS sempre priorizando os HOMENS E MULHERES do BEM, os honestos, éticos e probos ..e JAMAIS, jamais traindo, ESQUECENDO, mentindo ou escondendo os seus reais objetivos e interesses do povo

    ..e por se falar nisso, cadê as reformas ? Cadê o Controle democrático, e transparente, externo daS mídiaS, principalmente dos que tratam de informação e notícia como se fosse esterco pra alimentar porco, ou piada pra encher circo ?

    http://www.youtube.com/watch?v=lyY6xYET1Xs

    .

  30. FORA de PAUTA 2 – desculpe abusar da sua paciência ..Eduardo, se quiser pode tesourar

    A escolha da política publica certa no local errado

    Evidente que andar de bicicleta é uma prática desejada por muitos, um exercício físico saudável, um direito da cidadania, de qq brasileiro

    mas ..mas ..mas nem tudo que é certo é cabível para o lugar e momento

    SÃO PAULO não é uma cidade VOCACIONADA e planejada para tal meio de transporte quando usado no cotidiano de seus dias ..aqui há muitas ladeiras, poucas ruas disputadas por veículos individuais e de massa ..há muito transito e pouco estacionamento, ruas espremidas pra tudo quando é lado ..aqui as distancias são IMENSAS e os esbarrões coisa certa

    Falar em apoiar o ciclismo, neste momento é jogar dinheiro no lixo !!!!

    Penso que mais importante é se priorizar os transportes urbanos de qualidade (trens, metro e via AÉREAS que demandam baixo custo e tempo pra serem implantadas)

    ..penso que é necessário primeiro se esvaziar e disciplinar as ruas, se proibindo estacionamento em muitas vias por ex, pra depois, e só depois, gastarmos recursos e de desperdiçarmos esperanças e VIDAS (v_i_d_a_s) tentando nos impor um ideal de pratica que ainda NÃO nos preparamos para exercer

    em tempo – quem vê as ciclovias DESERTAS de SP ..a da Av. Radial Leste e do circuito Indianópolis por exemplo ..quem nasceu e conhece a topografia, características e ritmo desta cidade frenética, sabe muito bem entender o que estou falando

    nota final – meus sinceros sentimentos de lamento pela jovem bióloga que, acreditando nas autoridades, se dispôs a correr o risco de vida andando por nossas loucas e insuficientes avenidas

    ..que de sua morte saibamos entender definitivamente o PESO que tem quando administradores públicos irresponsáveis e demagogos de plantão escolhem e insuflam o exercício equivocado e inoportuno de praticas vendidas como se sendo a salvação pras nossas vidas ..que quando confrontadas com a realidade em verdade, abreviam-nas para sempre.

    SENHORES, senhores políticos, por favor NÃO abusem da boa fé das pessoas !!! Malandragem ?! dá um tempo !!!!

    http://www.youtube.com/watch?v=C6iXuFOo1ao

  31. Virou uma coisa de louco, a Globo agora é defensora dos direitos do negros e o PHA é o racista, eu heim.

    Sobre o caso PHA, que tomou conta das redes sociais nos últimos dias:

    Chamar PHA de racista é de uma injustiça sem tamanho. PHA sempre defendeu os direitos dos negros, dentre eles a cota racial, de forma que o movimento negro perde e muito ao fazer coro com a direita, esta sim, racista e que inclusive ingressou na Justiça, o DEM, contra a cota racial. O que há é uma estratégia da direita brasileira sufocar financeiramente PHA ao acionar o jornalista na Justiça por qualquer motivo que seja. Neste caso envolvendo Heraldo Pereira, o PHA não foi condenado por racismo, até mesmo porque houve um acordo e não uma condenação. O próprio termo do acordo é omisso quanto ao propalado “racismo” de PHA, pelo contrário, reconhece que PHA não praticou racismo no caso, reconhecendo-se tão somente a prática da ofensa. Tá aqui, “não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de ‘racismo’”.”

    Paulo Henrique Amorim vai processar veículos por chamá-lo de racista

    O jornalista Paulo Henrique Amorim, processado pelo jornalista Heraldo Pereira pelo crime de racismo, vai processar o jornal A Tarde e outros meios de comunicação que, segundo ele, teriam divulgado a informação do acordo celebrado por ele e Pereira de forma incorreta, classificando-o como racista. Em post publicado em seu blog, Paulo Henrique Amorim lista os veículos que serão processados: O Globo, O Globo online, G1, Folha, UOL, Estadão online, Band, Blog do Noblat, Jornal do Commercio de Recife, A Tarde, Reinaldo Azevedo, Brasil 247, Demétrio Magnoli e Conjur.

    http://www.acaopopular.net/mar20126.php

    http://www.blogcidadania.com.br

  32. PhA vai acionar estes veículos que o chamaram de racista, imagina só de repente a Globo virar a eterna defensora do movimento negro, quando na verdade PHA sim, tem se postado ao lado dos negros e injustiçados

    http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/03/02/pha-processa-a-globo-de-novo/

  33. Excelente texto!!, Edu. Também acho que vc não deveria usar adjetivos, mas o blog é seu… Abraço.

  34. E daí se a maioria aprova? A maioria também aprova a pena de morte. Só por serem maioria estão certos?

  35. Dimas,voce esta correto em tese. A midia “que esconde’ não e mais tao poderoso quanto ha quinze anos.
    ´Porem atençaao a um fato basico: ela criou, manteve e sedimentou uma cultura toda nesse tempo anterior na alma da gente. E tambem na minha.
    Por conseguinte, se ela agora, por um inesperado milagre , estampasse a cada semana em manchete uma verdade crua, a qual ESCONDEU por tanto tempo… adivinhe o resultado qual seria.!!!
    Bingo mesmo. Por isso vamos nós muda-la. A politica racial de inclusão ja começamos, botamos uma cunha forte onde deviamos.
    um bom começo.

    • Mas apenas um complemento:é claro que a longa exposição a uma influencia tão deleteria como a da midia sobre o pensamento das pessoas,deixa sequelas profundas e em alguns casos,permanentes.Mas se pensarmos no poder praticamente absoluto que a midia possuia a quinze vinte anos atras,podemos dizer que avançamos de forma bastante significativa.Se não vejamos:em 2006 diante do implacavel bombardeamento midiatico,por um suposto mensalão que ninguem ainda conseguiu provar,Lula conseguiu se reeleger,no segundo turno,por uma maioria expressiva de votos.Em 2010,o mesmo bombardeamento midiatico,dessa vez,contra uma candidata que jamais havia participado de um pleito anteriormente,resultando na eleição da referida candidata,em segundo turno,com uma vantagem de doze milhões de votos sobre o candidato derrrotado,pessoa com larga experiencia em disputas eleitorais anteriores.Oras isso demonstra,um certo descolamento da opinião pública,em relação às opiniões veiculadas pela midia velha e decadente.

  36. Solto das amarras da mídia e da opinião do patrão, nosso povo caminha celere para uma total autonomia de pensamento.Nas ruas ouve-se comentários que há poucos anos não ouvíamos. È o efeito Lula.
    Chega de escravidão da midia, das religiões, do patrão…
    “Já raiou a liberdade, já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”!

  37. Certas frases ouvidas nos acompanham pela vida afora.Muitos anos atrás estudávamos na casa de um amigo quando o pai do mesmo questionou o porque dos “filhinhos de papai” cursarem universidades públicas gratuitamente sem dar nada em troca para o Governo.E disse a famosa frase:”eles não são mais inteligentes que vcs,eles tem é mais oporunidades que vcs”.Até hoje os “filhinhos de papai”,que tem vida boa e cursam as melhores escolas e cursinhos e podem muito bem pagar uma Faculdade particular,insistem em dizer que só eles tem o direito de fazer os seus cursos numa Universidade pública.E a pseudo elite aproveitadora,sugadora que só quer o “venha a nós ao vosso reino nada”,prato predileto do PIG,esperneia porque tardiamente no Brasil,muitos dos seus cidadãos estão deixando de ser senzala.Estão dando sentido a essa palavra: PÚBLICA.

  38. Essa pesquisa deve ser amplamente divulgada pela mídia alternativa! Termos a certeza de que a maioria dos brasileiros apóiam a política de cotas raciais(que, ao contrário do que pensam devido a um resquício de influência dos barões da comunicação, não tem nada de humilhante. QUAL A HUMILHAÇÃO EM CORRIGIR-SE INJUSTIÇAS E OPRESSÕES IMPOSTA AOS NEGROS, A POLÍTICA DE COTAS É ANTES DE TUDO UM ATO DE HONRA)é uma arma fundamental para combatermos a campanha raivosa que os racistas da classe dominante(e os racistas lacaios que os servem caninamente)realizam através de nossa mídia nazi-fascista, infelizmente com a colaboração de alguns racistas negros que, por constituírem uma ínfima minoria de negros que conseguiui ascender socialmente(excessão que não nega a regra da imensa exclusão social que nossa sociedade discriminatória impôs aos negros, pelo contrário, a confirma exatamente pela condição de exceção desses negros em relação a uma imensa maioria de brancos que compõem os extratos sociais privilegiados), transformam-se em serviçais daqueles que oprimem seu povo há séculos. Ainda bem que temos um Movimento Negro atuante, consciente e politizado, que não se deixa enganar por traidores, nem se permite adotar o discurso conbservador. É esse movimento negro que deve ser cada vez mais divulgado pela comunicação independente do Brasil, existente na INTERNET, o qual pode utilizar os resultados da pesquisa, comparando-os também com os dados que mostram a exclusão do negro, para convencer uma parcela ainda maior dos brasileiros sobre a importância da política de cotas, em combate à exclusão dos donos do poder, modelo capaz de iniciar a correção de barbaridades históricas perpretada por uma Sociedade marcada pela discriminação, pela ódio e pela exploração.

  39. Então, quer dizer que, um país, para erradicar o preconceito racial, deve implantar cotas raciais nas universidades, estabelecendo critérios de seleção, que não contemplam outra coisa, senão a discriminação racial?
    Não seria mais justo, que as cotas fossem sociais?
    Mas, estranho seria, se você, Edu, fosse contra cotas, pela cor da pele, não é mesmo?

    • Na novela das 7, Aquele Beijo, tem, pelo menos, ums 10 negros, a grande maioria, , em papéis importantes.

  40. Eu sempre digo que lugar de militar é na caserna, no quartel.
    Se extrapolam seus limites tem que ser exonerados e penalizados pelo ato.

  41. SE VOCÊ É CONTRA COTAS, LEIA ISSO.

    Todos somos iguais?. Eu estou cansada dessa hipocrisia ridicula. Não há como existir igualdade em um país que começou de maneira desigual. Em primeiro lugar, não se enganem achando que a escravidão foi um episódio isolado e todos os problemas acabaram ali. A escravidão foi um processo de dor e sofrimento, um sofrimento que ainda não acabou. os vestigios dessa merda estão correndo no sangue da sociedade até hoje.

    No ano de 1860 um homem foi esfolado, seus dedos foram arrancados cruelmente. Depois de diversos tipos de tortura, amarraram os braços desse homem em dois cavalos e os soltaram em direções opostas de forma que o seu corpo fosse dilacerado. Isso na frente de sua esposa e filhos, fazendo assim uma tortura psicologica com estes também. Esse homem poderia ter sido o seu pai. E se fosse?

    Após o fim da escravidão, uma época de racismo explicito, os descendentes desse homem não conseguiram emprego e não tinham direito a educação de forma que esses foram excluidos da sociedade e jogados em condições de extrema miséria. E POR CONTA DISSO Tais condições foram passadas adiante para os seus filhos que, vivendo em um país extremamente racista também foram excluidos da sociedade assim como as gerações seguintes

    Os vestigios da escravidão ainda existem. Me digam, POR QUE SE VOCÊ FOR EM UMA FAVELA DO BRASIL A MAIORIA DAS PESSOAS LÁ SÃO NEGRAS?
    Vocês acham mesmo que isso é por acaso? porque a 89% da população em estado de pobreza no Brasil é negra?

    Agora me digam. A escravidão foi um erro da sociedade. Ela formou uma mentalidade racista, e MUITAS PESSOAS HOJE AINDA ESTÃO SENDO PENALIZADAS POR ESSE ERRO. Por terem sido descendentes daquele homem torturado. Dos filhos desse homem que não tiveram oportunidades e ter passado essas condições adiante, formando assim um circulo vicioso.

    Isso é justo? É justo existirem tantas pessoas negras pobres, que sofreram POR TEREM SIDO DESCENDENTES DESSE HOMEM? Um homem que ninguem nem sabe o nome. Um homem que morreu da maneira mais cruel possivel. Quem vai consertar isso? Quem irá pagar por todo o sofrimento que nós negros passamos e AINDA passamos hoje? Quem é o culpado de nós, termos que viver, durante todos esses anos em um mundo racista, de termos que lutar para não sermos excluídos de uma vez na sociedade?

    Ou vocês simplismente se esqueceram de como era o Brasil, a POUCOS anos atrás, antes de racismo ser considerado crime???? Antes de nós conseguirmos um pequeno espaço na televisão, quando as raras oportunidades começaram a surgir???

    NÃO DIGAM QUE TODOS SOMOS IGUAIS, EM UM PAÍS QUE NÃO APRESENTA OPORTUNIDADES IGUAIS. UM GOVERNO QUE INVESTE 89% A MAIS EM EDUCAR UMA CRIANÇA BRANCA DO QUE UMA NEGRA. JUSTAMENTE PARA QUE ESSA CRIANÇA NEGRA CRESÇA E NÃO SAIBA SE DEFENDER. PARA QUE ESSA CRIANÇA UM DIA SE ESQUEÇA DO QUE UM DESCENDENTE DELA MORREU TORTURADO. POR SER UM CRIMINOSO? UM HOMEM MAU? OU APENAS UM NEGRO? DE QUALQUER FORMA NINGUEM JAMAIS PAGOU POR ISSO. NINGUEM JAMAIS CONSERTOU ISSO. O FATO DA MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO NEGRA ESTAR EXCLUIDA DA SOCIEDADE? NINGUEM SE IMPORTA NÃO É? PODEM TENTAR TAPAR O SOL COM A PENEIRA, MAS A REALIDADE É ESSA. MEU NOME É THAIS, E DEPOIS DE TUDO QUE EU SOFRI DURANTE TODOS ESSES ANOS, EU EXIJO QUE A SOCIEDADE PAGUE ESSA DIVIDA COMIGO. PAGUE POR TODOS OS ANOS EM QUE EU SOFRI VIVENDO EM UM MUNDO RACISTA. PAGUE POR AQUELE HOMEM QUE MORREU TORTURADO. PAGUE POR HOJE A MAIORIA DOS NEGROS ESTEJAM EM ESTADO DE MISÉRIA, POR CONTA DE UM ERRO DO PASSADO. IGUALDADE? SE EXISTISSE, NÃO HAVERIA UM MOTIVO PARA ESTARMOS LUTANDO CERTO? EU SOU A FAVOR DE COTAS RACIAIS.

  42. Totalmente a favor das cotas!

  43. Decisão justa e consciente…

  44. A toda hora ouvimos ou lemos a seguinte afirmação ‘ os negros compõem mais de 50% da população brasileira conforme os dados do IBGE”. A afirmação é falsa. Vejamos.

    O IBGE classifica os brasileiros em brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas. Portanto, nem existe “negro” no censo. A soma de ‘pretos e pardos” resultando em ‘população negra” é uma leitura particular do movimento negro do PT e do governo. O instituto apenas agrega os indicadores mas não atribui uma identidade racial a eles. Sem falar q a classificação brasileira nada tem a ver com identidade racial.
    Por que isto acontece ?

    1º Conforme o quadro de referência sobre as relações raciais estabelecido pelo sociólogo Oracy Nogueira, por meio de dois “tipos ideais” estabelecidos na comparação entre Brasil e EUA, no Brasil vige o “critério de marca” e ñ o de “origem’ na definição de pertencimento racial. Assim a discriminação opera com esses critérios. Historicamente esse tipo de racismo é assimilacionista e não segregacionista. Portanto a classificação é multipolar e a discriminação que atinge todos os não-brancos se dá de forma diferenciada conforme o gradiente de cor/fenótipo. Quanto mais próximo do padrão estritamente negróide mais o sujeito é passível de ser discriminado.
    Portanto, não é absurdo especular que a mobilidade social ascendente de setores populares em períodos de crescimento econõmico possa ser filtrada por critérios racialistas, ou seja, pardos poderão atingir um patamar mais próximo da média dos brancos e não serem acompanhados pelos pretos.

    Mas com a agregação o governo irá reclamar para si a diminuição da desigualdade entre brancos e negros. Legal né ?

    2º A agregação de “pretos e pardos=negros” visa criar uma idéia de que “pardos” formam um grupo homogêneo identificado com o afrodescendente escuro e com traços fenotípicos negróides bem pronunciados, o que não é verdade pois a categoria censitária abriga todo tipo de mestiço, do mulato escuro ao mais claro quase-branco e até os caboclos, que sequer são afrodescendentes ( como pode um mestiço de índio com branco ser negro ? ) que são maioria no norte, no centro-oeste e alguns estados nordestinos, principalmente no semi-árido. Lembrando que a coleta do censo é auto-declaratória mas os pesquisados costumam responder com uma série de termos que o pesquisador enquadra tudo como “pardo”. Ou seja, muitos nem sabem que os indicadores sociais citados nos discursos dos ativistas raciais dizem respeito a eles e por isso muitos pardos não concorrem às cotas ou quando concorrem são barrados pelas comissões de averiguação que não têm a menor cerimônia e assim fazer e sem a preocupação de que a contradição seja apontada.

    Usa-se um contingente populacional para fortalecer as estatísticas e aumentar o percentual das cotas e ao mesmo tempo não inclue os mesmos. Legal né ?

  45. Cota racial é política, cota social é esmola.
    07/03/2010 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

    A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação. Em geral, essa defesa é feita pela esquerda.
    O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial o que é dito pelos parlamentares do PSDB e DEM.
    Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.
    A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.
    A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso. O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns. A questão, neste caso, é de visibilidade do grupo por ele mesmo e da sociedade em relação aos grupos.
    No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para determinados grupos étnicos e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de aluno universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior.
    Ora, se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito a respeito de aluno universitário. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar uma visão errada e, a partir daí, uma discriminação social, em qualquer outro setor da vida nasional.
    Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor e, é claro, não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter o mais rápido possível o negro e o índio em lugares onde esses brasileiros não estão.
    Portanto, também na universidade; e é para isso que serve a cota racial. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito e, portanto, no conjunto da sociedade, menos ações prejudiciais contra negros e índios.
    Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. Mesmo os conservadores mudaram! O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente nos anos oitenta. A visibilidade do negro se fez presente diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imaginava, eleger um Presidente negro – algo impensável nos anos 60.
    A ação em favor da cota social é um modo de não dar prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, é política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma.
    Cota não é para educar o negro e o índio, é para educar a sociedade! Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota social, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita que, sabe-se bem, sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.
    Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeiras junto a Jesus.
    Não deveríamos estar debatendo sobre cotas. Afinal, já as usamos em tudo. Por exemplo, fizemos cotas de mulheres para partidos políticos e, com isso, diminuímos o preconceito contra a mulher na política. Por que agora há celeuma em uma questão similar? Ah! É que a cota racial mexe com os brios dos mais reacionários. No fundo, eles não querem mesmo é ver nenhum negro ou índio em espaços que reservaram para seus filhos.

  46. Cota racial é política, cota social é esmola.
    Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

    A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação. Em geral, essa defesa é feita pela esquerda.
    O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial o que é dito pelos parlamentares do PSDB e DEM.
    Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.
    A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.
    A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso. O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns. A questão, neste caso, é de visibilidade do grupo por ele mesmo e da sociedade em relação aos grupos.
    No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para determinados grupos étnicos e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de aluno universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior.
    Ora, se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito a respeito de aluno universitário. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar uma visão errada e, a partir daí, uma discriminação social, em qualquer outro setor da vida nasional.
    Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor e, é claro, não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter o mais rápido possível o negro e o índio em lugares onde esses brasileiros não estão.
    Portanto, também na universidade; e é para isso que serve a cota racial. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito e, portanto, no conjunto da sociedade, menos ações prejudiciais contra negros e índios.
    Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. Mesmo os conservadores mudaram! O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente nos anos oitenta. A visibilidade do negro se fez presente diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imaginava, eleger um Presidente negro – algo impensável nos anos 60.
    A ação em favor da cota social é um modo de não dar prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, é política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma.
    Cota não é para educar o negro e o índio, é para educar a sociedade! Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota social, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita que, sabe-se bem, sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.
    Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeiras junto a Jesus.
    Não deveríamos estar debatendo sobre cotas. Afinal, já as usamos em tudo. Por exemplo, fizemos cotas de mulheres para partidos políticos e, com isso, diminuímos o preconceito contra a mulher na política. Por que agora há celeuma em uma questão similar? Ah! É que a cota racial mexe com os brios dos mais reacionários. No fundo, eles não querem mesmo é ver nenhum negro ou índio em espaços que reservaram para seus filhos.

  47. É né? A maioria é tão a favor que quando sugeriram para os defensores das cotas e movimentos “sociais” um plebiscito para saber o que a população pensava, foram terminantemente contra porque SEGUNDO ELES PRÓPRIOS, a maioria seria contra.

    Só uma observação: a escravidão no Brasil foi durante a colônia, sua tal dívida está lá com os portugueses, não com os imigrantes e mestiços daqui, e com os próprios negros que venderam os escravos para os traficantes.

    • Há pesquisas mostrando que a população apoia as cotas, em maioria. Informe-se. E é mentira essa história do plebiscito

  48. Não vim aqui para discutir sobre raças, já que a única raça existente é a humana. E não tenho certeza disso só pelo fato de ter sido comprovado cientificamente. Ninguém precisou dizer a Nelson Mandela que a única raça existente é a humana, porque ele simplesmente sabia. Sou filha de um negro (filho de pais brancos, brancos mesmo rs) e uma índia. Me considero negra, minha pele é escura. Essa história de ser parda nunca engoli. A mulher que foi minha babá insinuou que estaríamos sempre a mercê dos brancos, pois somos ”de cor”. Eu devia ter uns nove ou dez anos à época, não entendia o que era ser ”de cor”. Minha irmã nasceu branca; na maternidade perguntaram a minha mãe se ela era a babá. A cor pra mim era (e sempre vai ser) um detalhe de cada ser humano. Cada um tem seu próprio nariz, seus olhos, sua boca etc. Por isso sou contra as cotas ”raciais” nas universidades. Tá ok, essa medida é para reparar danos históricos a ”minoria” blá blá blá. Pra começo de conversa, nem me agrada essa palavra, ”minoria”. Essa palavra (literalmente) diminui qualquer pessoa e se houvesse tanto empenho em aplacar conceitos retrógrados, a palavra ”minoria” nem seria utilizada. A hipocrisia come solta. Eu bem sei disso. Já sofri preconceito por ser inteligente, por ser gorda, por ser bissexual, por ser católica, por ter liberdade de pensamento. Mas nunca me consideraram como integrante da ”minoria” por ser negra, Fiquei realmente surpreendida quando um famoso cientista, ganhador do Nobel (se não me engano seu nome é James Watson), disse que os brancos são mais inteligentes do que os negros. Nunca gostei de estudar, mas sempre tive um ótimo desempenho acadêmico, embora tivesse problemas na escola. Meus colegas (inclusive os ”mais brancos”) pareciam ser bem menos inteligentes do que eu. Questionava os professores e era superentediada em sala de aula, mas como tirava notas boas nunca fui considerada aluna-problema. Enfim, em 2013 cursarei minha segunda facul, sem depender de cotas. Quer saber? Tudo o que sei até hoje é porque pesquisei por conta própria. Prefiro é ser autodidata. (Tá ok, ter diploma universitário é importante no mercado de trabalho blá blá blá)…

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