O direito de greve e seu limite

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A palavra greve deriva da equivalente francesa “grève” e se inspirou na Place de Grève, assim chamada até 1803, e que hoje se chama Place de l’Hôtel-de-Ville. A praça fica em Paris à margem do rio Sena, onde havia um porto que se tornou local de reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho na França do século XIX.

A Constituição Federal, em seu artigo 9º, e a Lei Federal nº 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador brasileiro, inclusive dos setores considerados essenciais, sejam de gestão pública ou privada. Qualquer discussão sobre as greves de policiais militares que estão explodindo em diversos entes federativos obriga quem discute a conhecer a lei.

A redação do artigo 9º da Constituição de 1988 dispõe que:

—–

Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

§ 1º – A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

§ 2º – Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

—–

Já a lei 7783/89 dispõe que:

—–

Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.

Art. 4º Caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, assembléia geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços.

Art. 5º A entidade sindical ou comissão especialmente eleita representará os interesses dos trabalhadores nas negociações ou na Justiça do Trabalho.

Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:

I – o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;

II – a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.

§ 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.

§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.

§ 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.

Art. 7º Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho.

Art. 8º A Justiça do Trabalho, por iniciativa de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho, decidirá sobre a procedência, total ou parcial, ou improcedência das reivindicações, cumprindo ao Tribunal publicar, de imediato, o competente acórdão.

Art. 9º Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento.

Parágrafo único. Não havendo acordo, é assegurado ao empregador, enquanto perdurar a greve, o direito de contratar diretamente os serviços necessários a que se refere este artigo.

Art. 11. Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

Parágrafo único. São necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.

Art. 12. No caso de inobservância do disposto no artigo anterior, o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis.

Art. 13 Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.

Art. 14 Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho.

Art. 15 A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal.

(…)

—–

O artigo 142, parágrafo 3º, inciso IV da Constituição veda a sindicalização e o direito de greve a militares (Forças Armadas, corpos de bombeiros), mas não faz referência à Polícia Militar, que tem como dever a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio enquanto que Exército, Marinha e Aeronáutica atuam em defesa da pátria.

O preceito constitucional sobre direito de greve e a lei que regulamentou a matéria seriam, portanto, aplicáveis à PM. A Emenda Constitucional nº 18 e 20 de 1998, porém, mudou o Art. 42 ao especificar que as Polícias Militares são militares e que a eles se aplicam as disposições do art. 142 § 3º (incluindo o inciso IV que veda a greve).

Confira:

Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

Apesar de a lei ter sido mudada, no entanto, ela vem sendo ignorada ao longo dos anos, na prática, pois sempre ocorrem greves de policiais militares.

Os textos legais são conquistas do povo brasileiro, ao menos para o setor civil. O arcabouço legal que precedeu a Constituição de 1988 dificultava ou vetava o exercício desse direito e havia sido feito para favorecer o capital, sobretudo na forma que tomou após o regime militar.

Toda essa parafernália legal, de qualquer forma, pode ser resumida assim: o direito de greve é legítimo contanto que não cause danos ao conjunto da sociedade, sendo proibido que uma categoria profissional prejudique toda a coletividade na ânsia de obter do patronato melhores condições de trabalho e remunerações.

Sob qualquer perspectiva legal e moral, portanto, a greve dos policiais militares baianos extrapolou o pacto social que ensejou a regulamentação do direito de greve. Ao longo dos 28 dias de fevereiro do ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança da Bahia ocorreram 137 assassinatos na região metropolitana de Salvador; em 2012, nos 10 primeiros dias de fevereiro ocorreram 159 assassinatos.

A greve da PM baiana custou muito caro à Região Metropolitana de Salvador, que, segundo o IBGE (2010), encerra uma população de 3.707.281 habitantes. Ou seja: cerca de três dezenas de milhares de trabalhadores submeteram quase quatro milhões de cidadãos aos seus interesses pessoais e os expuseram ao pior custo possível, a morte, sem falar nos feridos e nos danos patrimoniais.

A situação se agrava quando se sabe que políticos e sindicalistas estiveram usando a greve na Bahia para fomentá-la em outros Estados, tentando impedir que a categoria paralisada naquele Estado chegasse a um acordo com o governo baiano a fim de levantarem o movimento em outras regiões.

Nesse momento, percebe-se que alguns fomentaram a continuidade de um movimento que furtou a legitimidade a si mesmo sem mirar por um instante os anseios legítimos dos policiais militares baianos, mas tão-somente os próprios interesses políticos. Imagina-se que mesmo que o governador Jacques Wagner tivesse cedido os fomentadores da greve talvez tentassem impedir que acabasse a fim de que sua continuidade contaminasse outros Estados.

O movimento dos policiais militares baianos se perdeu nesse ponto. As vidas que foram ceifadas nesse período, os danos patrimoniais, a angústia da sociedade baiana, tudo isso não apenas retirou a legitimidade daquele movimento, mas tornou seus autores legítimos criminosos.

Quem responderá pelas vítimas fatais que foram produzidas por essa greve? O governo deveria ceder diante de uma paralisação que violou o arcabouço legal? Quem responderá pelos atos de policiais que agiram como bandidos, que cometeram atos de terrorismo como o que um dirigente afirma que seria cometido em gravação divulgada pela imprensa?

Os dirigentes do movimento baiano que foram objeto de gravação de conversa telefônica em que combinaram que carretas seriam incendiadas em estrada a fim de conter o avanço das forças federais acusam a Globo de ter “editado” o material, mas não há edição alguma da frase sobre incendiar carretas ou da frase em que uma parlamentar pregava que a solução da questão baiana inviabilizaria a produção de greve no Rio de Janeiro.

É absolutamente inaceitável. Essas condutas de líderes grevistas colocaram em segundo plano os anseios mais do que legítimos dos policiais militares baianos e a inabilidade e a inflexibilidade do governo do Estado. Quando a população tem que ser protegida da polícia que deveria protegê-la, o próprio conceito de direito de greve perde o sentido.

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97 Comentário

  1. Pela constituição brasileira as greves de policiais militares sequer podem começar.

    O problema é: como obrigá-los a voltar ao trabalho, se normalmente são eles que encerram as greves?

    Quem será a “polícia” da polícia militar quando esta entra em greve?

    Entregar um revólver a um policial e investi-lo na função de PM pagando uma miséria é uma situação insustentável que redunda em greves cada vez mais violentas como essa da Bahia.

    Pagar um baixo soldo diante disso não é uma ameaça à Democracia?

    • Pois é caro Lucas, se há algo que falta a quem escreve o blog é conhecimento da legislação para discutir a respeito do direito de greve . Não há uma única lei ou artigo constitucional que conceda o direito de greve a “todos” os trabalhadores. O artigo 142/parágrao 3º/inciso IV veda a sindicalização e o direito de greve a militares ( forças armadas, corpos de bombeiros e policiais militares). .Ou quem escreve o blog realmente não conhece a legislação( fato indesculpável a quem se mete a discutir o tema ) ou julga que policiais militares e bombeiros não são trabalhadores.
      É gozado o sujeito querer dar um ar de erudição ao texto, explicando a origem da palavra greve e desconhecer um item fundamental no direito de greve dos militares brasileiros.

      • Isso é interpretação sua. Não confunda polícia com Forças Armadas. Conforme previsão constitucional, a primeira tem como dever a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Já Exército, Marinha e Aeronáutica, destinam-se à defesa da pátria e à garantia dos Poderes, da lei e da ordem.

        Às Forças Armadas é vedada expressamente a greve (artigo 142, parágrafo 3º, inciso IV, da Constituição). Mas no texto constitucional não há referência à polícia, como consta no artigos 42 e 144. Somente às Forças Armadas, pois, não é permitido realizar a greve, um direito fundamental social, uma vez que se encontram na defesa da soberania nacional.

        Você não me conhece para fazer alegações sobre meus conhecimentos. Aliás, não teve nem a decência de se identificar. E ainda quer ser levado a sério.

        • Concordo em numero e grau com você Edu, a legislação refere-se exclusivamente as forças armadas, mas como as policias, são considerados serviços essencial pelo uso das força, o judiciário também não admite greve da policia militar.

        • Não é interpretação, não.

          É distorção mesmo.

          Começa que a CF diz: “§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:”

          “IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve;”

          Literalmente, não há como dizer que os inciso IV se aplique à polícia militar. O parágrafo delimita, exata e precisamente, a quem a CF se refere como sendo “militares” e aos quais se aplicam os incisos que seguem, inclusive o IV.

          Mais, mesmo se não fosse disposição expressa e literal, ainda há a interpretação correta da Constituição, segundo a qual os direitos fundamentais (e o direito a greve é um deles) deve SEMPRE ser interpretado da forma mais ampla. Assim, caso a CF deixasse dúvidas sobre o direito de greve dos PMs, o art. 6 incidiria de qualquer forma.

          É impressionante que um ex-PM defenda que sua ex categoria não tenha direito a greve, mesmo indo contra a Constituição.

          No mais, fica a ironia dele ter batido no peito (como todo bom machão de araque) e clamado por um conhecimento “superior” da legislação enquanto dizia algo claramente contrário ao expressamente disposto na Constituição.

          Como eu já disse, ele só ladra.

          • É preciso uma leitura mais atenta do § 1º do art. 42 da Constituição. Ele fala textualmente que o § 3º do art. 142 aplica-se às PMs e aos Corpos de Bombeiros Militares.

      • Sr. Ex-PM,

        Não sou profundo conhecedor nem de nossa constituição (o que é um erro de minha parte), porém acredito que não seja o propósito do autor do blog atacar ou acusar os trabalhadores da segurança pública.

        É sabido que há distorçoes absurdas entre os salários dos PMs de estado para estado e que o sonho da categoria seria um salário unificado nacionalmente, tendo como base o salário dos policiais de Brasília.

        Se a constituição foi escrita proibindo a sindicalização e o direito de greve a policiais, forças armadas, etc., cabe aos dirigentes do movimento mudar isso constitucionalmente.

        Agora não venham querer mudar a constituição com armas em punho. ISSO DEVERIA SER PUNIDO COM DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, SEGUIDO DE ALGUNS ANOS DE CADEIA EM CELA COMUM, EM PRESÍDIO CIVIL – PORQUE PRESÍDIO MILITAR É COLÔNIA DE FÉRIAS, CONVENHAMOS.

        De mais a mais, a maioria da população não confia nos policiais que temos. Nossa polícia goza de um descrédito graças a alguns maus policiais – NÃO SÃO POUCOS – e em muitas comunidades carentes, a conversa com os chefes do tráfico é mais fácil que a conversa com a PM local. INFELIZMENTE ISSO É ASSIM.

        Eu defendo o direito de greve para qualquer policial ou membro das forças armadas. Mas em minha opinião, quando você sai às ruas, você o faz na condição de cidadão, trabalhador e não na condição de policial, então nada mais justo que você deixe seu armamento em casa, já que em um estado democrático de direito, suas armas, se não estão a serviço da população, elas não tem serventia alguma em uma passeata…OU VOCÊS TEM ALGUM PLANO MELHOR PARA ELAS?

        • Sabe uma coisa engraçada … Engraçado se não fosse trágico … Quando houve a desocupação do prédio existiu revista em todos os PMs que de lá saíram atrás do dito cujo armamento. Assim como no Iraque eu pergunto: cadê as armas???

          http://oglobo.globo.com/pais/presidente-da-assembleia-da-bahia-nega-depredacao-de-grevistas-3924758

          Se quer depredação do prédio existiu. A ocupação se deu de forma completamente pacífica. So existia ordem de reação da parte dos que estavam fora da assembléia no caso de haver invasão.

          Quem eram os PMs fazendo terrorismo na cidade então??? Onde estão as gravações na íntegra ????

        • Porque unificado? Pq acha que o policial do Acre ou do Tocantins deve ganhar o mesmo aos policiais de SP ou RJ? Sem sentido. O governo não pensa de forma isolado com vcs, mas com uma visão ampla.

      • Não é a toa que vc é um Ex-PM.

      • O blog é um espaço de opinião pessoal. Não é um manual técnico sobre Direito Constitucional ou Direito Militar. Qualquer cidadão mesmo sendo leigo pode se meter a falar sobre o que bem entender, na minha opinião. Isso não faz mal a ninguém. Segurança pública afeta a todos, afinal de contas. Se achamos errado o que ele fala, apontamos e ele publica nosso comentário no blog. Não há necessidade de desqualificação pessoal. Ainda mais porque sempre que vejo pessoas discordarem do Eduardo aqui ou no Facebook, sempre o vejo reagir com cortesia. E democracia.

    • “Pela constituição brasileira as greves de policiais militares sequer podem começar.”

      Onde está escrito isso?

      • Artigos 42 e 142 da Constituição.

        O artigo 42 diz que o parágrafo terceiro do artigo 142 aplica-se às polícias militares e aos corpos de bombeiros.

        E lá no parágrafo terceiro do artigo 142 está consignada a proibição à greve e à sindicalização do militar.

        Não é à toa que o Judiciário declara estas greves ilegais sem quaisquer discussões.

        A Constituição está certa? EU ACHO QUE NÃO. Mas ela tem isso escrito, gostemos ou não. EU CONCORDO COM GREVE DE POLICIAL? Apesar da proibição constitucional, CONCORDO, desde que seja pacífica. A Constituição só será mudada com pressão política e a greve de policiais leva a isso.

    • Eduardo, a Constituição diz o seguinte, concordemos ou não:

      “Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

      § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.”

      Art. 142. (…)

      § 3º (…)

      IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.”

      A proibição constitucional a greve aplica-se SIM aos policiais militares.

      Pelo que está aí, não vejo muito espaço para interpretações. Mas o que eu, você ou qualquer um de nós achamos em termos de interpretação disso aí de nada adianta juridicamente, afinal quem decide nesta seara são os Juízes – eu e a maioria aqui não somos membros do Judiciário.

      A Constituição é expressa. MAS PRECISA SER MODIFICADA, ATRAVÉS DO PROCESSO POLÍTICO. A Constituição já não acompanha a realidade no que diz respeito a greves. Elas são proibidas, mas os policiais a estão fazendo, o que demonstra que alguma coisa está errada. E aqui nós podemos contribuir com alguma coisa, influenciando no processo político que altere a Constituição. As dificuldades sejam tremendas…

      Quem quer mudar o formato atual da Polícia Militar? Na Bahia há cerca de 30.000 PMs. É voto suficiente para eleger um deputado federal ou mais, considerando a parentada toda desse efetivo. 30.000 policiais envolvem um orçamento considerável (muito mal empregado, ao que parece). Será que há desejo de modificar o destino da rubrica orçamentária da PM, tornando-a mais eficiente?

  2. Penso que precisamos dar um passo adiante na discussão originada pelas greves de policiais militares e retomar a proposta de extinção dessa monstruosa herança do regime militar, a PM.

  3. Nenhuma pessoa de boa fé discutirá o direito de greve(exceto os tucanalhas), mas no regime democráticos e no estado de direito há formas previstas(elencadas ) em lei.Os militares da PM estão corretos quanto `reinvidicação ,mas errados quanto forma .Os bicudos e seu comparsa, o pig só querem confundir;

    Fora de pauta: Mais INVESTIMENTOS, mais empregos,renda para o Nordeste e menos bicudos,demonios :

    COREANOS chegam para a implantação da SIDERÚRGICA DO PECÉM-CSP

    Fase de terraplanagem será finalizada ainda neste ano

    UM grupo formado por 25 trabalhadores asiáticos já se reuniu com o Governo e está se adaptando ao Ceará

    Os 25 primeiros coreanos que irão trabalhar na implantação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) já chegaram ao Ceará. Os trabalhadores reuniram-se na última quinta-feira com o Governo do Estado, e já estão se adaptando à nova terra.

    Os asiáticos são funcionários das duas empresas estrangeiras sócias do empreendimento, Dongkuk Mill e Posco, e agora estarão enquadrados no quadro funcional da CSP. Os funcionários vieram com suas famílias, e seus filhos já irão se integrar a escolas de Fortaleza.

    Experiência

    Os novos empregados do maior empreendimento privado em construção no País foram trazidos em virtude do conhecimento que já possuem neste tipo de empreendimento. Eles deverão contribuir para que a usina esteja pronta dentro do prazo estabelecido. De acordo com o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo, a Posco Engineering and Construction (PEC), braço da Posco que será responsável pela instalação da siderúrgica cearense, realizou em dezembro último o ´down payment´ para fechar o contrato de construção do novo empreendimento do Estado.

    O pagamento foi no valor de US$ 800 milhões, e ficou estabelecido, desde então, um prazo de 44 meses para que a CSP possa estar pronta para operar.

    Andamento das obras

    A CSP é uma joint-venture que possui a brasileira Vale como acionista majoritária na fase inicial, com 50% de participação acionária. As sul-coreanas Dongkuk e Posco ficam com 30% e 20% das ações, respectivamente. Atualmente, a CSP está em fase de terraplanagem do terreno de cerca de mil hectares no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), onde está sendo encravada.

    A partir do mês de março, serão iniciados os trabalhos de cravação de estacas no terreno que receberá os principais equipamentos da usina.

    O terreno da siderúrgica foi dividido em quatro setores, e a terraplanagem que vem sendo feita no atual momento segue as determinações de cronograma de cada um deles.

    Mesmo após iniciada a etapa de estaqueamento, a fase de aplainar a terra irá continuar, em paralelo, nas outras áreas do sítio do projeto.

    De acordo com o cronograma da CSP, a fase de preparação do terreno e terraplanagem será finalizada ainda em 2012.

    Em 2015

    As obras civis, que iniciam no mesmo ano, estendem-se até 2013, período em que também começa a fase de instalação de equipamentos e montagem, indo até 2014. A previsão é de que a usina entre em operação no primeiro semestre de 2015.

    Japoneses miram potencial cearense

    Executivos da Jetro, agência vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio do Japão, vieram ao Ceará ontem para buscar informações sobre a economia do Estado. Os japoneses visitaram na tarde desta sexta-feira, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

    Recebidos pelo presidente da Adece, Roberto Smith, e sua equipe técnica, Kan Kurihara e Yasushi Ninomya vieram colher dados gerais sobre o Ceará, no que diz respeito à infraestrutura, logística, setores econômicos de destaque, como agronegócio, turismo, mineração e, principalmente, energias renováveis.

    Projetos

    “Estamos interessados em saber um pouco mais sobre o Ceará, por conta dos grandes projetos que estão aportando por aqui e o volume significativo de investimentos estrangeiros”, declarou Yasushi.

    Novo olhar

    De acordo com Smith, a Jetro é uma agência de atração de investimentos para empresas japonesas que já estão instaladas no Brasil. “Essas empresas já aplicaram muitos recursos no eixo Sul-Sudeste e agora lançam o olhar sobre o Ceará, estamos prontos para recebê-los”, afirmou.

    A missão dos japoneses no Estado inclui ainda uma visita, que deve acontecer durante o dia de hoje, ao parque eólico Taíba Albatroz, situado no município de São Gonçalo do Amarante, cidade que abriga, ainda, outros empreendimentos de grande porte por conto do Porto do Pecém.

    SÉRGIO DE SOUSA
    REPÓRTER

  4. Edu o que ocorreu foi um motim não uma greve e o unico objetivo era tumultuar a ordem publica ,como ficou provado nas gravações feitas pela PF,até o “lider” da desordem há dez anos foi afastado da corporação,os PMS foram usados por objetivos politicos ,até blogueiros e politicos afinados com a mentalidade do quanto pior melhor embarcaram nessa onda,há de se aplaudir o desfecho da história ,que ao contrario do prendo ,atiro arrebento,nenhum projetil foi disparado.

  5. PIB-Economia Cearense deve saltar 50% com projetos estruturantes

    11.02.2012

    Se tudo correr conforme as expectativas, o PIB do Ceará deverá dar um salto de quase 50% até o fim da década. O crescimento econômico estadual será fortemente impulsionado pela construção e operação de empreendimentos estruturantes que serão responsáveis em incrementar as riquezas locais em US$ 21,4 bilhões. Em 2010, o valor corrente do PIB a preço de mercado foi de US$ 44,1 bilhões.

    As informações, com dados da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), constam no Boletim Regional do Banco Central (BC), divulgado ontem pelo diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton Araújo.

    Somente o funcionamento da Refinaria Premium II, da Petrobras, será responsável por produzir 25,2% do PIB atual no Ceará, com seu incremento de US$ 11,1 bilhões na economia.

    Reforço às riquezas

    A Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), das sócias Vale, Dongkuk e Posco, também reforçará as riquezas locais com a adição de mais US$ 4 bilhões ao Produto Interno Bruto, valor que corresponde a 9,1% da soma gerada em 2010. “Trata-se de um impulso substancial à demanda de bens e serviços e será um estímulo à geração de empregos”, avaliou o executivo do BC.

    Energia eólica

    Outros projetos em execução no Estado também terão importante papel nesse crescimento econômico do Estado. É o caso da construção e operação dos parques eólicos no litoral cearense. Atualmente, existem 17 empreendimentos em funcionamento, um em construção e mais 40 a serem edificados até 2016, pois foram vencedores dos últimos leilões de energia alternativa. Quando estiverem gerando energia para o Ceará, vão acrescentar US$ 2,7 bilhões ao PIB cearense, ou 6,1% do valor corrente a preço de mercado de hoje. A ampliação do Porto do Pecém, que estenderá o Terminal de Múltiplas Utilidades (Tmut), com o acréscimo de píeres para a refinaria, siderúrgica e Transnordestina, vai adicionar mais US$ 2 bilhões (4,5%).

    A Energia Pecém, termelétrica construída da parceria entre a portuguesa EDP e a MPX, de Eike Batista, vai incrementar o PIB cearense em US$ 1,6 bilhão (3,7%), assim como a reforma do Estádio Castelão, para a Copa do Mundo de 2014, a partir da qual trará ao Ceará mais US$ 400 milhões em riquezas (0,8% do PIB atual), conforme os dados do relatório do BC.

    Garantia de expansão

    “A soma de diversos fatores, como os investimentos do Governo do Estado, ou aqueles feitos em parceria com o Governo Federal, além das iniciativas do setor privado garantirão o crescimento econômico do Ceará”, destacou o diretor do BC, Carlos Hamilton Araújo.

  6. Por favfor, discurso da Globo não!!

    • Esse é um subterfúgio. O discurso não é da Globo e sim daqueles que planejaram e executaram atos criminosos. Ao tentar resumir tudo o que vai escrito neste texto como “discurso da Globo” você pretende anular a lei e o Estado de direito, avalizando um movimento que gerou os fatos inquestionáveis elencados e o prejuízo irreparável que causaram a toda a sociedade baiana.

  7. Eduardo,veja que comentário bem feito,extraído do blog do Nassif, sobre política monetária atual X política monetária tucana:(comentário do leitor Roberto)

    Roberto São Paulo-SP 2012

    Creio que desde do final de 2010 está ocorrendo uma lenta mudança na condução da Politica Monetária conduzida pelo Copom, que está permitindo reduzir o custo de carregamento das Reservas Cambiais, e dos aporte do Tesouro Nacional ao BNDES.

    Até a crise da dívida públicas dos países desenvolvidas, “Atingia-se a estabilidade macroeconômica do ponto de vista do objetivo de ter preços baixos e estáveis, pela transmissão da ação de um único instrumento (a taxa básica de juros) sobre o nível de atividade;”
    No Brasil, a lenta mudança na condução da Política Monetária está permitindo usar as demais ferramentas da Política Monetária. Essa lenta mudança está fazendo cair mais um sofisma praticado pelos defensores dos altos juros da Selic, já que demonstra que a expectativa é formada pela forma como é conduzida a Política Monetária, e não por expectativa de inflação e/ou do ritmo de crescimento do PIB.

    O que ocorria antes da crise da dívida pública dos países desenvolvidos, era que se utilizava apenas os juros da Selic para combater a inflação no Brasil, o que provocava o aumento dos juros da Selic em qualquer aumento da inflação ou do ritmo de crescimento do PIB.

    OBS;Vê-se, claramente, que o RENTISMO era o grande favorecido, na época tucana,a economia do Brasil era apenas um detalhe nos interesses deles;

  8. Jaques Wagner apoiou greve da PM em 2001, quando o governo era do DEM. Naquele ‘entonces’ podia?
    Na verdade, agrande discussão é sobre a PEC 300, Medida Provisória assinada por lula e que os estados não têm como sustentar. Mais um ato demagógico do extudo.

    • Eu não estou tratando a questão do ponto de vista político. Para a população interessa o que está acontecendo. Essa afirmação partidária fica para um texto específico.

      • Edu aí tenho que discordar. A necessidade é completamente política nesse caso pois o empregador é o Estado.

  9. Edu, é por isso que acesso sempre seu blog e sou seu fã. Sua analise é impecável, isenta e apartidária. Quem dera todos os blogueiros políticos fossem assim – tenham sua linha de pensamento e filosofia próprios, mas analisem fenômenos de interesse nacional como devem ser analisados. Meus PARABENS, sem sombra de duvidas!

  10. Esse assunto que comecei o texto afirmando ser incendiário, depois refiz, leva a gente ou a ser reticente, falando o menos possível, ou a falar demais extrapolando nas nossas aflições. Não é a greve que é incendiária, quem não fez greve e torceu até por uma greve geral que realmente pensasse nas condições de trabalhadores e funcionalismo público.? Mas veja essa greve, seus componentes e seus cenários:1) evitou o RJ como cabeça de movimento (PR, PSOL e talvez o DEM dos Maia, não esquecendo do ex-secretário de segurança ligado às milícias cariocas, Marcelo Itagiba) para evitar danos a oposição liderada por Anthony Garotinho; 2) tem início na Bahia (Nordeste, maior reduto de votos ao governo petista) num governo petista,a PM liderada por um ex-militar presidente de uma associação de PMs, com atitudes dos grevistas extrapolando todos os limites da sensatez e responsabilidade: 3) associações recebendo como eu li, incentivos de Reinaldo Azevedo e o próprio sendo elogiado pelo site; 4) um cartaz em que, junto com a pergunta ‘Já comprou seu abadá?’, aparecem dois coletes a prova de bala (isso é uma reivindicação ou uma ameaça?); 5) uma posição dúbia da Rede Globo que dá a maior cobertura que já foi dada a uma greve de trabalhadores – ela traz o áudio da conversa do Prisco com a deputada Janira Rocha do PSOL, mas no dia seguinte, a GNT passa a maior parte da manhã discutindo a greve (com abertura para participação contra e a favor), convoca o autor do livro Tropa de Elite no jornal das 18 horas. A Rede Globo, velha de guerra em tramóias, só não admite que prejudiquem seu carnaval de $$$$$$$$$$$, ela vai esperar o carnaval passar. A quarta de cinzas promete. Os jornais dão informações diferentes a toda hora, acabou a greve, a greve continua. Algumas lideranças da oposição que apareceram no início já estão fazendo ‘retiro espiritual’ durante o carnaval, sumiram para não queimar o filme se as coisas desandarem. Vai sobrar para quem ficou exposto nos áudios, a guerra sempre tem baixas. Nós já vimos esse filme. Que tal os grevistas deixarem de ser massa de manobra para o movimento retomar o bom senso? A população agradece.

  11. Todo trabalhador tem o direito de fazer greve. Se os militares (policiais e bombeiros) que são trabalhadores como qualquer outro não tem esse direito de fazer greve, a lei deveria garantir reajustes automáticos e anuais de acordo com algum índice para estes trabalhadores sem que o governante pudesse vetar tal reajuste ou postergar o mesmo.

    Considero os PMs como trabalhadores quaisquer, que podem fazer greve, mas desde que façam a greve sem o uso de armas ou equipamentos da Segurança Pública. Se os PMs usam armas para exigir algo para eles, eles estão praticando um motim e devem ser julgados por este ato contra o Estado e a sociedade.

    É necessário que o salário dos policiais não sejam vergonhosos, sejam dignos e suficientes para eles sustentarem a si mesmo e suas famílias. Estes PMs tendo salários decentes não podem exercer bicos por aí.

  12. AH, esqueci de colocar no cenário a lista de estados que entrariam na greve:RS, ES, Sergipe, Alagoas (governador do PSDB desafinando com o partido), Piauí etc, menos SP e alguns estados governado pela oposição. Por que será?

    • Me desculpa, mas tua informação não procede, no RS Governo e PM já acertaram para sentar após o carnaval, e tratar do reajuste. Em nenhum momento houve paralisação aqui no RS.

  13. Eu até acreditava no direito da policiais entrarem em greve e lutarem para um salário, descente uma remuneração digna… Mas quando vejo imagem de policiais agredindo a população que luta pelos mesmos direitos básicos de sobrevivência, (Policiais agredindo Professores… Expulsando moradores de Pinheirinho e de outros aglomerados… Policiais agredindo Moradores de Rua… Policiais agredindo outros Grevistas…) acho que perdem a razão… Então perdem o direito.

    Porque a polícia não poiou os professores em greve… Porque não se juntaram a eles que reivindicavam por salários justos???

    Não… Seguiram ordem do governador e saíram espancando professores…

    Fica difícil apoiar uma polícia assim.

    • E o que a PM vai fazer??? Se negar a cumprir a ordem e ser preso sem que ninguém se importe com eles???

      • Uai… então que cumpra a ordem e parem a greve!!! (não é só de cumprir ordem que vivem???) Complexo esse pensamento não é…?

        • Não, de maneira alguma. A última parte da frase diz enfaticamente: ser preso e não ter ninguém olhando por ele. Nos casos de greve pelo menos isso não acontece com a mesma facilidade.

          Nos casos de greve existi repercussão. Centenas de trabalhadores são punidos todos os anos por não maltratarem ou colegas ou a população. É so observar a quantidade de gestores punidos por não aplicar “severas punições” a colegas e até mesmo oficiais que não participam de ações como a do Pinheirinho mesmo sendo convocado.

          Porém desconhecimento disso e o ato de ignorar esses pequenos atos silenciosos de heroísmo é o mais comum.

          • Meu caro Wilson, isso que afirma é de uma ironia impar. Me desculpe, mas não convence. E quem olha pelos professores? Nessas questões todos estão sozinhos. A pergunta continua não respondida: Já que a polícia se posiciona dessa forma como afirma, como uns coitados que são obrigados a descer o cacete em professores e grevistas, mas o fazem porque são obrigados… Algo extremamente anti-ético para um ser humano. Porque a polícia não tomou uma atitude naquela época? Porque não aproveitou que os professores estavam em greve e entrou também? Porque não se juntaram a eles que reivindicavam por salários justos? Certamente a pressão em cima dos governadores seria muito mais efetiva.

        • Lógica irretorquível, Yuri.
          Não há como escapar dela. O máximo que se consegue é um nhem-nhem-nhem como o que foi postado pelo Wilson.

  14. Caro Eduardo
    Torno a repetir, a questão salarial é importante, mas o que se esconde na greve é uma manifestação do capitalismo em seu lado mais reacionario, que consiste no desgaste do governo estadual que é do PT e da presidenta Dilma.
    PSDB, PSOL e a mídia estão juntos nesse processo.É um jogo de braço entre capital e trabalho, como toda greve.O PSOL está utilizando o lider sindical que é do PSDB, para um confronto que serve de apoio á mídia.
    Marx sabia do que estava falando.
    Eles são os rebeldes que há na Siria, na Libia etc etc
    Saudações

    • A questão salarial é a única realmente importante aos grevistas além de condições de trabalho.

      • Quando a polícia espanca em nome do governo… Eles estão cumprindo ordens e não podem se insubordinar… Quando recebem porrada do exército, são pobres coitados que não tem o direito de se insubordinar… Complexo esse pensamento não é?

        • Novamente não é complexo. A resposta dada foi a questão da motivação política ser colocada por alguns como principal intento dos paredistas. Como se brasileiro fosse famoso por ter consciência política e ativismo. A questão é puramente salarial nos lugares onde existe mais espaço para organização trabalhista.

          E não existe trabalhador coitado. Todas as classes trabalhadoras são guerreiras, especialmente no Brasil onde as bases operacionais sofrem com salários muito abaixo dos vitais (atualmente em 2.400 reais se não me engano na unidade familiar).

          A polícia foi criada com a destinação de manter a ordem e todos os demais princípios, não havendo lugar no mundo onde ela inexista (tirando algumas comunidade micro mas essas não vem ao caso). Todos aqui são escolarizados ao ponto de saber quanto tempo demorou para se criar a PM nos moldes de hoje e quanto possível tempo vai demorar para que haja renovação.

          Por isso me recuso a olhar o trabalhador organizado com pena ou coração apertado. Greve é uma luta e quem efetivamente participa dela merece respeito. Vou agora apontar na cara de todo professor e dizer que ele é vagabundo por que conheço alguns que até alcoolizados ja deram aula e que cobraram favores sexuais para passar alunos??? Vou julgar todos os bancários como ladrões por que ja vi alguns condenados por formação de quadrilha em roubos a bancos???

          E se existe uma coisa que eu vi nessa greve foi o mostro do revanchismo imperando alto na boca e teclas de muitas pessoas.

  15. Gostando ou não, este problema de segurança publica é um bolo que a maioria dos governos vem cevando a anos, com o total descaso com a classe.
    Nada justifica porem a forma que alguns bandidos de farda, usam uma reivindicação legal que é a melhoria na remuneração, e usar o poder do estado a eles conferidos ( as armas) para tentar intimidar governo e população, deixando de lado o dialogo e a forma justa para atingir seus objetivos.
    Mas Caro Edu, e a todos que postaram neste blog, este problema salarial, tanto das policias quanto dos professores é uma bomba relógio que os governos não vão conseguir adiar por mais tempo, é necessário uma politica de reajuste salarial imediatamente, não é mais possível que os governos esperem uma greve para propor uma medida paliativa, que não resolve, apenas remenda. É necessário que os governos chamem as lideranças de classe e proponham uma valorização real de salários, como fez o Governador Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, que conversou com o CPERS (Professores) e foi claro ao dizer que o governo não teria como pagar imediatamente todo o reajuste reivindicado, mas fez um cronograma para chegar próximo ao que a classe estava buscando.
    Mas como a nossa politica é interessante, os governos resolvem os problemas mais simples e os abacaxis vão empurrando para o sucessor, só que alguém uma hora vai ter que descascar!

    • Em um universo de milhares de PMs quantos vc acha que são so bandidos de farda???

      Agora a categoria trabalhista tem que ter aval de santo cristão para reivindicar pacificamente e sem atrapalhar a sociedade (último termo impossível ja que toda categoria de trabalhador tem sua importância).

      Se for assim é melhor esquecer qualquer tipo de apoio aos professores, bombeiros, metalúrgicos, bancários ou pobres de maneira geral. No meio deles sempre existirá uma minoria ínfima de vândalos.

      • De forma alguma, é histórica as paralisações e os movimentos sindicais, o que me refiro, é que nem um ato de vandalismo, como queimar carros( como proposto na greve da Bahia) intimidação através da violência, podem ser considerados movimentos legítimos, a reivindicação é legitima, a forma que ela está sendo conduzida não!

        • Vou assumir a posição de que vc nunca precisou organizar uma greve. Eu ja passei 5 horas conversando com um colega que jurou que ia matar o chefe dele. Ja passei muito tempo pedindo a colegas alcoólatras que não bebessem durante a concentração de greve para que não fosse gerado mais problemas. Ja tive que imobilizar com chave de braço companheiros que queriam meter porrada em pelego que foi tirar onda no meio dos grevistas e depois ficamos sabendo que ele queria apanhar mesmo para levar a julgamento a paralisação como abusiva. Inúmeras vezes tive que convencer colegas a não invadirem prédios públicos mesmo que pacificamente. Todas essas situações poderiam ter acontecido e muitas outras são inventadas (outras acontecem mesmo) em toda greve.

          Então, ainda não vi justiça alguma no mundo condenar alguém pelo o que poderia ter acontecido a não ser em caso de omissão (o que não é o caso).

          Por isso retomo a pergunta. Foram realmente PMs que vandalizaram??? Cadê o áudio completo das gravações??? Onde estão as armas que estavam na assembléia????

          Pode ser que PMs tenham praticado alguns desses atos mas julgar todo um movimento paredista por ação de 1 dúzia de pessoas não é adequado.

          • O problema é que quem falou em queimar viaturas foi um dos organizadores da greve. Pior, o comportamento abusivo é generalizado.

            Isso é que é inadmissível. Que existem situações incontroláveis, e sempre haja meia dúzia de descerebrados (ou plantados) pra vandalizar, todos sabemos. Casos isolados de abuso não podem transformar uma greve inteira em ilegal.

            Mas não é o caso. Quando o vandalismo vem de cima, da própria organização, não há como não contaminar o resto da greve.

            Pior, tem um imenso contingente na PM que não passa de bandidos uniformizados. Gente que abusa até não poder mais do mínimo de poder que lhes tenha sido confiado. Estamos cansados de ver exemplos disso.

            Imagina essa turma, que acha que tem “otoridade” e que a sociedade existe para lhes cumprir as ordens, no meio de uma greve.

            Os bons PMs que me desculpem, mas a podridão é grande demais na corporação – especialmente considerando que ela acoberta os abusos consistentemente e, insatisfeita, ainda cria grupos especiais pra fazer alguns “seviços sujos”, com carta branca e licença pra matar. Se o próprio comando da PM NEGA os direitos das pessoas e reclama dos que demandam o respeito aos direitos humanos chamando-os de bandidos pra baixo, não dá pra caracterizar a PM hoje de outra coisa que não um bando criminoso uniformizado.

          • Como assim “a ordem veio de cima” e “um imenso contingente na PM que não passa de bandidos uniformizados” ?????

            Não sei se em sua cidade é assim mas na minha não é. A maioria esmagadora da PM é de gente do bem e não queira viver em uma cidade onde um contingente imenso da polícia seja de criminosos. Isso é caso até de intervenção federal!!!

            A gravação está incompleta e repito. Cadê o áudio todo??? O que há alí são frases isoladas de ações que não ocorreram. E as ações que ocorreram foram praticadas por quem???? Homens encapuzados se dizendo PMs???

            Em algum momento foi usado o microfone da parte dos grevistas para apoiar o primeiro tiro contra o povo ou contra o exército??? O que sempre tive notícias é que iriam se defender e olha só quem diria … iam se defender desarmados!!! Cadê as armas????

            Nem mesmo depredar o prédio teve. Menos emocionalismo e mais fatos por favor.

          • Não falei em “ordens” vindo de cima, mas de vandalismo vindo de cima.

            E, sim, há um imenso contingente de bandidos na PM. Pra mim, quem atira com balas de borracha em famílias com crianças pequenas e pelas costas é bandido.

            E a PM de SP não é diferente da de outros Estados.

            Se a maioria, como vc diz, fosse de bons policiais, eles seriam os primeiros a impedir esse tipo de barbaridade. Mas não. A grande maioria pensa que direitos são supérfluos, e que “bandido” não tem direito algum e tem mais é que apanhar.

            Claro, “bandido” é sinônimo dos famosos “PPP”.

            Esses PM são bandidos tbm. Abusam sempre que podem. E abusam mais ainda quando lhes dão carta branca, coo aconteceu em Pinheirinho.

            Mais, a situação na Bahia não é invenção de ninguém. Tá um caos por lá, e tem gente aqui que mora por lá que já descreveu a atmosfera. Um PM “bom” seria o primeiro a se levantar contra esse tipo de coisa.

            Quer fazer greve, beleza. Dou 100% de apoio, especialment quando o salário é miserável. Mas fazer o que estão fazendo não é greve. O direito à segunrança de milhões de pessoas não é menos importante do que o direito à greve dos PMs.

            Simples assim. Não se faz uma greve de forma a colcoar milhões em uma situação de risco. Não se pode admitir que haja mortes por causa de uma greve. PMs “bons” são aqueles que tem consciência de sua resposabilidade, tanto quanto de sua necessidade. Abrir mão de uma por causa da outra, só se for absolutamente necessário.

            E não é. É resposabilidade deles fazer uma greve de forma a manter um mínimo de proteção à população, em vez de usá-la como reféns pra chantagear o governo.

            Isso, em poucas palavras, é coisa de bandidos. É coisa de mafiosos.

            E não de PMs “bons”.

  16. Fazendo alusão a comentário meu em texto anterior, repito: é impossível que haja união entre os ditos partidos de esquerda pois quando se trata de distribuir o capital o governo sempre seguirá a fórmula de ir contra o trabalhador.

    As greves podem ser consideradas abusivas ou não abusivas em situação comum. No caso da PM pode ser considerada ilegal por haver um consenso de que as polícias não podem entrar em greve. A desmilitarização da polícia resolveria isso os transformando em atividade essencial.

    E o que seria uma greve abusiva??? É a greve em que grande parte dos integrantes tomam medidas ilegais contra os direitos básicos como o de ir e vir, patrimônio, vida, etc. Geralmente esses 3. E até mesmo quando é considerada não abusiva há consequências como corte de ponto.

    Mas na prática a coisa é bem complicada. A ideia de que a sociedade não pode ser prejudicada a partir de determinado ponto é interessante mas somente para o lado do empregador. E geralmente o empregador ja vem preparado para passar longos periodos simplesmente dizendo não, não e não. Como fica essa situação quando o empregador afirma que está negociando e passa meses dizendo que so paga a inflação (direito garantido do trabalhador por sinal é receber no mínimo isso). Quando estoura a greve o empregador apresenta segunda proposta de inflação mais algum benefício pífio. Houve negociação??? A justiça tem aceitado que sim, o trabalhador que acompanha tem dito que não.

    Nesse caso da PM então tem outro problema. Quem organiza movimentação sabe que grande parte dos esforços é dispensado em impedir abuso de colegas desesperados ou mais violentos. Aqui mesmo se faz proteção a todo momento das pessoas em seus desvios de conduta por razão de pressão do momento.

    Vou me ocupar agora e retomo o tema mais tarde

  17. Penso que greve é quase sempre a última tentativa de pedir socorro.

    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2012/02/greve-e-resultado-de-um-levante.html

  18. A foto de policiais brandindo armas para o alto,fornecidas pelo poder público,do povo,é assustadora!Agora,um salariozinho de R$1100,00,em vista do que se roubou nas estripulias fhceanas,Banestado,Vale do Rio Doce,Telefônicas do país inteiro,é brincadeira!

    • Claro, e agora o PIG é imparcial e não seletivo. Ainda quero ver que greve será apoiada pela mídia. A partir de agora é para acreditar no PIG quando o assunto for greve ou isso é circunstancial??

  19. Edu, o funcionário público conseguiu quase tudo que o empregado da iniciativa privada, 13º salário e direito de greve; só que há uma diferença muito grande a estabilidade do servidor e a aposentadoria integral, coisa que eles não abrem mão; quem sabe agora o congresso nacional venha discutir esse assunto; já que o artigo 5º diz ” todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza …”. O servidor público faz greve, mas sabe que se extrapolar nada vai acontecer, diferente do trabalhador da iniciativa privada. abs

    • A CLT dá a todos os trabalhadores garantias semelhantes. A diferença é que o Estado não pode argumentar com facilidade falta de lucro ( e olha que isso está mudando) pois o servidor público não visa obter lucro ao Estado e sim atender a população.

      Se as coisas agora estão se misturando (privado X público) somente o tempo dirá como vai ficar.

      Mas mas servidores públicos são demitidos todos os dias por inúmeros motivos. Inclusive por motivos que seriam considerados ridículos na administração privada.

    • Veja vc o que a desinformação faz…

      A estabilidade tbm é um direito do trabalhador celetista, muito embora não tão amplo como o do funcionário público. E há uma razão para isso: a administração de uma empresa não é mudada a cada quatro anos. Um governo novo não pode simplesmente mandar todos os funcionários embora e contratar novos e apadrinhados.

      Mais, a estabilidade do funcionalismo é necessária para protegê-los de terem que cumprir inclusive as ordens ilegais, sob pena de serem mandados embora liminarmente. Afinal, enquanto uma empresa paga os débitos trabalhistas com o dinheiro que iria para seus donos, o governo deixa para o próximo pagar, sem nenhum constrangimento, e o governante não sofre nada com isso.

      Quanto à pensão integral, vcs SEMPRe se “esquecem” (se é que um dia souberam, já que a imprensa faz questão de esconder o fato) de que a contribuição do funcionário público TBM é integral. Enquanto as contribuições dos trabalhadores privados são limitadas a um teto, o funcionário público contribui com uma porcentagem sobre TODO seu salário.

      E continua contribuindo até depois de inativo!

      Pior, com a EC 41 e o teto salarial que impôs, essa pensão deixou de ser integral há muito tempo. Há quem receba menos de um quarto do que deveria, apesar de ter contribuído por décadas sem teto nenhum…

      Por fim, a estabilidade não se estende aos abusos cometidos. Fazer greve abusiva pode, sim, resultar em exoneração. Ou seja, não a fazem “sabendo que nada sofrerão”.

  20. Caro Eduardo
    Ha um tempo, o FHC sugeriu que o PSDB se aproximasse mais do povo e para isso deveria fortalecer o setor sindical, falou-se em aproximadamente 300. Pois é, o movimeno sindical tucano está se aproximando mais do povo, enquanto canta, “nessa cova em que estás….”
    O movimento vai além da questão salarial, e essa questão é justa. Se o líder sindical fosse do PT e tivesse mais de 100 mortes, imagine se a OTAN, via midia e tucanos, já não estaria no Brasil, fincando a bandeira da liberdade, que hoje tremula no Iraque, Afeganistão etc etc
    Os emplumados tucanos e seus seguidores estão adorando.
    Saudações

    • Por favor cara, não fale sem domínio de causa. Quando o assunto é greve por salário não importa qual o partido que tem representação sindical. O patrão sempre vai chorar horrores e os trabalhadores vão resistir o quanto puderem (a própria lei considera os trabalhadores como o lado de menor força e por isso a greve é instrumento de pressão para equilibrar a balança e acelerar as negociações).

      Veja as greves do ano passado. Todos os governos, como sempre, jogaram duro contra seus funcionários e a surpresa que tivemos foi o próprio governo federal ter aplicado corte de ponto adiantado, não negociação dos dias paralisados, buscou o tempo todo criminalizar os trabalhadores organizados e ainda por cima ameaçou logo em dizer que ano que vem será pior.

      A própria ala sindical do PT ficou esterrecida com o ano que passou e o próprio presidente da CUT escreveu carta aberta contra as reações do governo diante, por exemplo, da greve nos Correios. Toda essa porrada nos trabalhadores foi amplamente justificada como tentativa de golpe contra o governo.

      Abram os olhos e participem … Vão as ruas ver o que acontece ao invés de acompanhar simplesmente por internet ou jornais. Tenho certeza que não é difícil a ninguém aqui encontrar em suas cidades os trabalhadores tendo que decidir entrar em greve ou não. Vão lá no meio do povo nem que seja para pesquisa de campo.

  21. Engraçado que o Jaques Wagner não tinha essa preocupação toda com a segurança “do conjunto da sociedade” quando era oposição e apoiava abertamente as greves policiais na Bahia.

    Aliás, queria ver o blogueiro preocupado com “o conjunto da sociedade” caso a greve fosse da PM de São Paulo.

    É essa moral relativa do Partido dos Trabalhadores, que acredita numa coisa quando é governo e em outra quando é oposição, que não dá pra aguentar.

  22. Independente do direito ou não de fazer greve, o que ninguém comenta é que, graças a esses mal-fadados pricípios neoliberis de “responsabilidade fiscal”, cortes de gastos, controle do déficit publico, etc., chegamos a esses vergonhosos salários das polícias militares em todo o Brasil.
    Essa nossa atrasada pseudo-elite odeia pagar impostos, mas se acha no direito de ter uma segurança pública de primeira.

  23. Acredito que a greve é um direito inalienável do trabalho. Deveria ser autoregulamentado pelos próprios trabalhadores. As lideranças da PM não estão sendo processadas pela greve em sí , mas por diversos crimes pelos quais estão sendo acusado. Homicídios, inclusive. No entanto, como lideranças estão sujeitas a manipulação ( o caso dos caminhoneiros chilenos, no periodo pré-Golpe de 73, é um exemplo clássico), considero que a obrigatoriedade de serviços mínimos em categorias essencias deva existir em legislação.

    OFF-TOPIC: Estou escrevendo da Campus Party, no Anhembí, na capital paulista. Foi muito interessante notar a existência de um stand da Folha de São Paulo. Infelizmente, nele não havia ninguém que pudesse responder a uma perguntinha incômoda: como estão em uma exposição de tecnologia da informação enquanto censuram blog.

    • Serviços mínimos em categorias essenciais ja existe na legislação e muito bem dito. Inclusive é cada vez maior o número de categorias que o TST vem colocando como essenciais. Geralmente também mal remuneradas.

  24. Edu, gostaria que voce me apontasse um só governante, apenas um, que tivesse tratado de segurança pública com seriedade. O que que estamos assistindo hoje, são o resultado dos erros e omissões do passado. Há, por certo, um grande cunho político na greve da PM da Bahia mas ela só reflete o que sistematicamente foi ignorado pelos governos durantes décadas. Isso é o resultado da omissão do estado e coias piores virão em prejuízo da sociedade. O governo, em todos os seus níveis, privilegia alguns em detrimento de muitos outros pois quem não tem lobby e poder de persuasão e barganha não consegue materializar seus pleitos.
    Voce sabe perfeitamente que os governos são pródigos em épocas de eleição de se aproximar dos servidores públicos e prometer valorizar todos as carreiras, principalmente a segurança pública por possuir um contingente maior do que o restante do funcionalismo e depois de eleitos lhes dão as costas.
    O braço político partidário da greve da PM baiana é deplorável, mas a omissão daquele governador é indesculpável e é ele quem deve pedir desculpas aos baianos, mas do alto da sua arrogância não seria capaz de assumir suas responsabilidades, pois já esteve incitando esse mesmo tipo de greve quando ainda sonhava em ser governo.
    Vou ficar batendo na mesma tecla afirmando que esse modelo de polícia não serve à sociedade, ao estado, mas somente aos governos pois são meras massas de manobras nas mãos de políticos inescrupulosos e canalhas. É passada a hora a hora de acabar com esse ranço de ditadura que são as polícias militares e as polícias judiciárias estão falidas e reféns, dos governadores e presidentes de plantão.
    Espero que não se percam as oportunidades de ouro para uma completa reformulação do modelo de segurança(??) que temos(??) nesse país vez que o que ai está, é um desserviço à sociedade e tenha certeza que as vão piorar, e muito.

  25. Admiro a coragem do Wilson em defender a PM (admiro de verdade) embora não veja além dos salários e das condições de trabalho, argumentações mais fortes que justifiquem as ações que nós vimos nas TVs e jornais. Também não acredito que o PIG os apóie, o movimento está sendo usado como massa de manobra, não há nenhum figurão com poder na hierarquia deles aparecendo (claro, ai seria um suicídio profissional).De qualquer forma, depois de montado o banzé, a mídia os descartaria. Agora, um argumento que há muito a população percebe, mas nunca foi exigido, é que PM deveria morar em lugares seguros (se é que ainda existem), mas não se investe nisso, embora haja auxílio moradia de valor escandaloso para juízes (eles só poderiam ter esse auxílio em caso de urgência, no caso de juiz ser ameaçado). Outra coisa, em casos de grandes eventos, o governo (não sei se o faz) deveria exigir uma parte dos lucros dos patrocinadores e organizadores para a segurança, mais precisamente para os que de fato asseguram a integridade dos participantes e correm riscos de vida. Confesso que não sei se isso já existe de alguma forma. Enfim, são muitos os pontos que vocês devem ter que só a classe de vocês sabe. Cabe a vocês de forma equilibrada esclarecer a opinião pública, não ameaçá-la. Acredito até numa reforma da segurança pública, em que serão aproveitados os bons profissionais da PM para desvincular da péssima imagem ligada à mera repressão.

  26. O noticiário da redebobo continua incitando a greve da PM baiana, e “relativizando” a da PM carioca. Ora, um greve na PM carioca inviabilizaria o carnaval do Rio, acarretando um enorme prejuízo à TVzona golpista.

  27. http://www.blogcidadania.com.br/2011/06/direita-e-ultra-esquerda-se-unem-contra-blogueiros-progressistas-2/

    Uma foto, vale mais que mil palavras da ultra esquerda e da extrema direitona…

    Lembra, Eduardo?

  28. Vivemos dentro de uma estrutura social, onde a polícia nada mais é que um corpo mercenário cuja função é assegurar a ordem e o ‘status quo’ e, muito importante, garantir o patrimônio daqueles que tem algum… O governo, nada mais é que a entidade administrativa encarregada de gerir essa estrutura social; sendo portanto, responsável por remunerar os serviços mercenários da polícia, na manutenção da ordem, do ‘status quo’ e do patrimônio (daqueles que tem algum). Pode-se portanto dizer, que a entretela que mantém íntegra toda nossa estrutura social é essa relação entre o governo (a entidade que gere nossa estrutura social) e a polícia (o corpo mercenário que, por meio da repressão ou de sua mera ameaça, garante a integridade da teia social, sua forma e estabilidade). Pois bem, neste exato momento, com o clima de indefinição entre o Poder Executivo e a Polícia, nossa estrutura social está ameaçada. Corremos o risco de, na falta da “maquiagem” representada pela repressão policial, termos de encarar a verdadeira face de nossa estrutura social, nua e crua, sem qualquer disfarce ou agente para suavizá-la! E garanto a quem não a consegue visualizar, que essa face nua e crua é verdadeiramente medonha! Assim sendo, não acredito que esse impasse entre a polícia e os governadores vá continuar por muito mais tempo…

  29. Aos militares é vedado a sindicalização e o direito de greve. Isto está na C.F. Outra texto que está na C.F, é que os policiais militares, são forças auxiliares e da reserva das forças armadas. Portanto, terminantemente, eles não podem fazer greve. Segundo a legislação Federal, em consonância com nossa constituição, os militares e policiais de modo geral, são carreiras típicas de Estado, pois só o Estado tem o monopólio. Isto quer dizer, que não pode haver congênere na inciativa privada. Como por exemplo, saúde, educação, etc., são atividades essenciais na vida da sociedade e na organização legal, mas, não são carreiras típicas de Estado. Tudo isso citado, já corrobora, que militares, incluindo, policiais militares e bombeiros militares, não são trabalhadores comuns, muito menos funcionários públicos comuns, quer no âmbito Federal, Estadual, ou Municipal. São funcionários´pagos pelo contribuinte, mas não funcionários comuns, muito menos trabalhadores comuns. A lei os separam. Os policiais militares e bombeiros militares, possuem o mesmo código disciplinar dos militares das três armas, bem como mesma hierarquia, isto é patentes. Única diferença, que o posto máximo na polícia, como nos bombeiros é o coronelato. Quando os policiais militares e bombeiros militares cometem algum crime, ou infração capitulado no código Penal Militar, são penalizado nele. Não no nosso código Penal comum. Para isso, são julgados por tribunais especiais, que são a Justiça Militar. Tem a justiça Federal Militar, que julgam os membros das forças armadas nos crimes militares e a Justiças Estadual Militar que estão implantadas nos Estados da Federação, para julgarem os policiais militares e bombeiros militares. Digo, então, não vamos politizar essa situação, dizendo que militares são trabalhadores comuns, ou funcionários públicos comuns, pois, não o são. Aos militares, quaisquer que sejam eles, tem o dever de cumprir e fazer cumprir a constituição. Digo, também, para não politizar tal questão, que os membros do legislativo de qualquer colorido partidário, bem como do executivo, juraram em obedecer e respeitar nossa constituição. Gostem ou não gostem. Esse país tem que acostumar a respeitar a lei. Numa sociedade civilizada se a lei, não está servindo, mude-a, mas não na marra.

    • Infelizmente tenho que concordar com sua leitura da condição da PM igualada as forças de exército mas discordo completamente no assunto politização. Repito: o empregador é o Estado e em nosso Estado a representação é feita por políticos. Então se a luta é salarial (e ela é) tem que se negociar com quem da a última palavra e nesse caso são os políticos.

  30. Gravíssimo o fato de esse motim de parte da PM tenha incluído passeatas com armas em punho e tiros para o alto, além de eles terem apontado armas para a cabeça de motoristas de ônibus a fim de atravessar os veículos nas ruas. Isso não é greve, é motim armado.

    Os PMs também usaram crianças como escudos humanos numa situação de risco, já que eles estavam armados dentro da Assembleia Legislativa e prometiam resistir ao cerco.

    Além disso, a Polícia Federal investiga se PMs foram os autores de muitos dos assassinatos ocorridos, inclusive o de cinco moradores de rua. No caso destas cinco vítimas, há dúvidas se foram assassinatos apenas por terrorismo ou se foi $erviço executado por encomenda de comerciantes da região.

    O cabeça desse motim é filiado ao PSDB. Talvez por isso não esteja acontecendo greves em São Paulo, Minas ou Paraná.

    • E é claro que vc vai deixar de trololó e colocar o link dessa passeata onde há fotos dos PMs armados, dos vídeos onde eles mandam o povo descer dos ônibus e a matéria onde mostra as armas encontradas no prédio da assembléia.

      Falácias.

      O que havia ali não eram escudos humanos e sim famílias. Sim, PM tem família, trabalhador tem família e minha esposa me acompanha por exemplo nas campanhas salarias (não todos os dias). Meus filhos eu deixo em casa por causa do calor mas na hora que houve ameaça de invasão não demorou para que os PMs pedissem para que seus familiares fossem pra casa.

      Vá convencer minha esposa que é inseguro seguir comigo em passeata. Conheço filhos de sindicalistas que batem no peito com orgulho quando falam de seus pais. Uma molecada que se pudessem seriam os primeiros a chegarem nos locais de concentração e que os pais tem que brigar com eles para seguirem rumo a escola nas semanas de greve.

      Então, não misture seus preconceitos políticos com as legítimas lutas dos trabalhadores. Esse veneno ja prejudicou demais muitos colegas para continuar assim.

  31. Como assim “a ordem veio de cima” e “um imenso contingente na PM que não passa de bandidos uniformizados” ?????

    Não sei se em sua cidade é assim mas na minha não é. A maioria esmagadora da PM é de gente do bem e não queira viver em uma cidade onde um contingente imenso da polícia seja de criminosos. Isso é caso até de intervenção federal!!!

    A gravação está incompleta e repito. Cadê o áudio todo??? O que há alí são frases isoladas de ações que não ocorreram. E as ações que ocorreram foram praticadas por quem???? Homens encapuzados se dizendo PMs???

    Em algum momento foi usado o microfone da parte dos grevistas para apoiar o primeiro tiro contra o povo ou contra o exército??? O que sempre tive notícias é que iriam se defender e olha só quem diria … iam se defender desarmados!!! Cadê as armas????

    Nem mesmo depredar o prédio teve. Menos emocionalismo e mais fatos por favor.

    • Acho muito, mas muito difícil que o contexto justifique a frase “vou queimar viaturas”.

      A “explicação” do autor da frase me parece, no mínimo, implausível: “falei pra trollar pq sabia que estavam gravando”.

      Mas tbm quero ouvir o áudio completo. Por mais implausível que seja, não é impossível que haja algo que o exonere da condenação. E deve ter muito mais coisa que não interesa à Globo publicar, e só por isso já me interesso.

      • Pois é. Até mesmo por que existe muita liderança louca nesse mundo.

        Existe um fator muito interessante nas assembleias de greve. O voto da liderança tem o mesmo valor do voto de qualquer outra pessoa; O diferencial está na mobilização pré voto.

        Quem tem o microfone e a melhor rede de sublideranças concordando com o lider geralmente tem grandes chances de direcionar as votações. A aí reina o mau.

        Os trabalhadores são merecedores de fazer valer seus direitos, pois as mesmas leis que lhe colocam responsabilidade lhes falam sobre garantias.

  32. Caro Eduardo
    Essa é uma greve comandada pelo líder sindical tucano e PSOL, que claro não se deixam transparecer, a luta pelo salário e questão trabalhista é mais do que justa, mas o que eles querem mesmo é arrebentar com o governos da Bahia que é do PT e da Dilma.
    Matar mais de 100 pessoas?? Se fosse do PT, ja estariamos com os aviões dos” amigos dos rebeldes” sobre o espaço aéreo brasileiro a pedidos dos homens de bens.
    Falar que é uma mera greve reivindicativa é brincadeira.Ela é mais do que isso.
    Saudações

  33. Só para lembrar: o áudio do “líder” do motim armado, dizendo que iria queimar veículos na BR, está aqui mesmo no Blog Cidadania, neste post: http://www.blogcidadania.com.br/2012/02/as-multiplas-faces-da-greve-da-pm-baiana/

    Aqui a imagem dos PMs portando armas em praça pública: http://cadireito.com.br/noticias/todas/833-greve-na-pm-da-bahia – é só clicar na imagem para ampliá-la.

    Agora temos que aguardar as investigações da Polícia Federal sobre a suspeita de que parte dos assassinatos cometidos em Salvador tiveram PMs como os autores, inclusive o assassinato de cinco moradores de rua.

    • Gente, vocês certamente perceberam que o presente post do Blog da Cidadania praticamente foi ocupado por esse senhor Wilson Araújo que, se não for de fato um troll, age como um troll.

      Ficou difícil contribuir com alguma coisa razoável para o tema, porque WA não parou de enviar “comentários” que servem apenas para atrapalhar.

      Louvo a paciência (o termo mais adequado, na verdade, refere-se a uma certa região do corpo cujo nome não preciso citar porque todo mundo sabe qual é) de Eduardo Guimarães, que além de não ganhar nada com este blog, ainda tem que aguentar tanta aporrinhação.

      Minha contribuição, que já deve ter sido expressada aqui, talvez não de forma tão sucinta,é bem simples:

      ESSE MOVIMENTO DOS PMs DA BAHIA NÃO É E NUNCA FOI GREVE.

      É MOTIM. M – O – T – I – M.

  34. Greve de policiais militares é ilegal, como já decidiu várias vezes o STF. Qualquer funcionário público tem o sagrado direito de pleitear melhorias salariais. O problema é quando este servidor é militar, o caso, se torna mais delicado, pois em muitos Estados da Federação o efetivo militar é muitas vezes maior que muitos exércitos de muitos paises, inclusive, Europeus. O custo para se manter um corpo de segurança, não só de viaturas, combustível, pagamento de todo efetivo da ativa e inativo é muito alto. Muitos Estados não tem a devida arrecadação para toda essa demanda. O Ente estatal, tem que investir 25% de seu orçamento em educação, ainda pagar todo o corpo de professores da ativa e os inativos, isto sem falar na baixa remuneração dos professores, que muitas vezes fica abaixo da de um policial militar. O Estado tem que investir 12% de sua receita em saúde, como também pagar o corpo clínico de médicos, que muitas vezes, ganha abaixo de um PM. O Ente Estatal tem que manter o poder Judiciário e o Legislativo com todos os custos advindos, repassar dinheiro paras as Prefeituras da quota que tem que repassar Tem que construir estradas Manter o próprio poder executivo. A coisa é complicada. É muita demanda . Tenho muito receio, muitos fazem cálculos, o Estado pode pagar o que se está exigindo na PEC, tudo bem. Mas uma pergunta que me intriga ? Agora pode. Mas pode, porque o país vem tendo, já alguns anos aumento de arrecadação. Mas bonança, não dura a vida toda, temos que quardar, se assim não o fizermos, quando a onda vier, todos irão a bancarrota. Vide paises Europeus, e, alguns Estados da América do Norte, alguns com dificuldades financeiras para pagar seus policiais, bombeiros e outros funcionários.

  35. Caro Eduardo, acho que houve um engano. A Emenda Constitucional nº 18 e 20 de 1998 que mudou o Art. 42, dirime essa dúvida ao especificar que as Polícias Militares são militares e deixa explícito que a eles se aplicam as disposições do art. 142 § 3º (incluindo o inciso IV que veda a greve).

    Confira:

    Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

    § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
    …….

    Art. 142….

    § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
    ……
    IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

    Fonte: http://www2.planalto.gov.br/presidencia/a-constituicao-federal

    A greve de PM é sim proibida na CF, e não há lei infra-constitucional que revogue isso, sem fazer uma emenda à Constituição. De qualquer forma, isso é só para esclarecer, pois não afeta o restante da crítica feita em seu post. Abç.

  36. Com o perdão da palavra, data vênia caro colega, segundo os incisos contidos nos artigos do regulamento que ordenam este valoroso espaço: aqui é um BLOG de política ou dedicado a interpretações jurídicas ?

    Se do 2o, tô fora

    se do primeiro, desculpe, eu não preciso entender de bíblia, ser judeu, matar carneiro ou sentar no colo do padre pra falar de Deus ou expor dos meus valores e reflexões ..muito menos do que acho razoável pra falar em LEI, ainda mais de greve

    GREVE, como venho dizendo, pra mim, é arma legítima contra o capital, JAMAIS portanto devendo ser usada por COVARDES contra inocentes, em serviço essencial

    ASSIM, pouco me importa o que o sistema e sindicalistas pensam, PRA MIM, profissionais que se dedicam a prestar serviços essenciais à comunidade deveriam estar PROIBIDOS de fazer greve (escola publica, justiça, polícias, saúde etc)

    Penso que esta corja de GORILAS sindicalizados (tipo os que insuflam o pobre a delinquir e invadir propriedade que não lhes pertence) deveriam buscar na inovação das leis trabalhistas (e cumprimento delas), nas instituições e em outros instrumentos democráticos, novas formas de se reivindicarem do merecido reconhecimento e respeito, e não necessariamente ferindo o direito alheio

    a merd?a com todos eles, quer se do PCO, PSTU, PSDB ou DEMO

    abrá

    • No sul da Itália, comparado o Nordeste a nível Intelectual e de Grana, as pessoas pensam e emitem opinão tanto quanto. Vivemos no Brasil, e visões reacionárias e retrógradas como expusera, não afeta a Natureza. de Belo Horizonte.

  37. Não vivemos em “Passargada” e muito menos em Marte. No Brasil vivemos num mundo de orientação judaico-cristã, essa é a nossa formação, desde antes pronunciarmos as primeiras palavras…..e muito mais…., a menos que sejamos de Júpter. É muito importante nos colocarmos no lugar de um PM em Greve, ou outra categoria Policial, antes de generalizar TUDO. Na filosofia judaico-cristã, sobreviver diante da Miséria, é uma obrigação. Independe de LEI formal. A Constituição é a LEI MÁXIMA DO PAÍS, os governantes a CUMPRE? A ELITE a CUMPRE? Contra os Miseráveis, o RIGOR da LEI. Que Lei? Se cumprissem a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, Policiais não fariam Greve. A Lei Moral de sobreviver, está acima das formalidades da LEI. Claro que temos de Repudiar a conduta de lideranças que usam um estado de necessidade com ajuda de políticos oportunistas ou melhor vigaristas políticos e abominá-los e aplicar-lhes o Rigor da LEI, principalmente, quando desvirtua um movimento reivindicatorio para um movimento Personalístico e Político Partidário, é ABOMINÁVEL! Achar que mais de 90% dos Grevistas da Bahia, são Vagabundos…arruaceiros….bandidos….foras da Lei….., é sermos HIPÓCRITAS. Vejam Bem: Há uma PEC – 300 (Projeto de Emenda Constitucional) de 2008, a mesma fora aprovada por mais de 90% dos Parlamentares em Primeiro Turno, desde então, está parada no Congresso Nacional, é de autoria do Dep. Federal Paulista Isar do PTB, trata-se de um Piso Nacional, assim como a Pec dos Professores que fora APROVADA. O Pleito é Justo. Sejamos honestos, o salário de um Policial é uma Vergonha. O que um Policial em MAIORIA ganha, chega a ser um ACINTE, principalmente o que ganha um Político, Juízes e suas MORDOMIAS. Não nos esqueçamos que o POLICIAL é quem o primeiro aplica a JUSTIÇA no dia a dia, e se expôe á morte todos os DIAS, merecem ser bem remunerados tanto quanto um Político ou Juiz e Promotor. Como exigir mais dedicação desses Profissionais, se são tratados como LIXO humano ou Párias pelos Governos Estaduais e Federal? Quando nos vemos sem os Policiais, é que acordamos para sua Importância. Eles vivem mais ESTRESSADOS que quaisquer um de NÓS, em sua maioria mora em favelas…e com um salário de MISÉRIA…..se coloque no lugar de um Policial. A questão da PM, ela é um restolho da DITADURA MILITAR, a Sociedade tem que exigir de imediato sua DESMILITARIZAÇÃO e seu enquadramento ao ordemaneto Jurídico do artigo quinto da Constituição Federal, é inadimissível a PM em pleno século XXI, agir como se estivéssemos no século 400 antes de Cristo. É a PM do Governador. Um acinte aos dias de hoje. Já escrevera outrora neste blog, que para termos uma Polícia Cidadã, precisamos urgentemente: Primeiro, DESMILITARIZAR A PM, Segundo, Acabar e ANULAR o Decreto 667de1969, onde a PM é força auxiliar do Exército e reserva do mesmo; Terceiro, Salário DECENTE assim como a PF; Quarto, MUDAR estruturalmente seus regulamentos impostos pelo EXÉRCITO, onde um General de Exército é o Inspetor Geral das PMs, isso é um acinte á DEMOCRACIA……Tem mais Medidas…..para democratizar a PM. Desde Platão na Grécia Antiga, se reconhecia GREVE de quem quer que fosse. Sem contar a Civilização Milinar Chinesa, e mesmo durante o Império Romano. Toda GREVE, que por mais nos afete, quando em nome da Sobrevivência de grevista e de sua família é JUSTA. Que os Governos CAIAM na REAL. de Belo Horizonte.

  38. A Greve se tornou de conhecimento de NÒS ocidentais pela Revolução Francesa, nada demais. Afinal, fomos moldados pela Democracia Contemporânia na aludida Revolução, de que sou entusiástico. Imagina isso no Brasil? lembra da Igreja durante a Revolução Francesa? Pois, é. Estamos precisando disso no Brasil atual, onde a Igreja, saia FORA da REPÙBLICA, atualmente no Brasil, está passando dos Limites. Onde Evangélicos Fundamentalistas e Católicos, querem nos IMPOR as Trevas. Somos um ESTADO LAICO, e quando a Religião quer impor seus Dogmas, não nos esqueçamos do CARTAROS e das CRUZADAS….e dos Judeus….., isso me causa ARREPIOS………,de Belo Horizonte.

  39. Quem desfruta do poder ou do status quo (elites) tem necessidade e o direito de se agarrarem à ordem legal vigente, quando se vêem ameaçados em seus privilégios…para estes, dane-se a situação vivida pelos algozes, o que não pode é estes infringirem as regras estabelecidas (para o bem daqueles, geralmente)…outrora, já esteve escrito na Lei que o Brasil era apenas parte de um império d’além-mar…fizeram-se umas escaramuças e, pimba, a Lei foi MODIFICADA…em seguida, esteve escrito na Lei que o regime político era monárquico…novamente, umas pequenas desordens MODIFICARAM a Lei, instituindo a República…também já estave escrito na Lei que nascidos com pele escura (NEGROS) poderiam ser escravizados e que estes não podiam dispor de certos direitos, alhures (nos EUA)….pois bem, alguns levantes desordeiros MODIFICARAM a Lei uma vez mais…conclui-se, portanto, que não é a Lei que institui e subordina a sociedade, mas o contrário…assim, a Lei que proíbe o PM de fazer greve revela-se anacrônica e equivocada, diante da realidade por que passa essa categoria profissional, sendo passível de reformulação…e essa modificação só é realizável por meio do “grito de excluído” (greve) desses profissinais, como fizeram os negros no passado…se eles não gritarem, ninguém vai gritar por eles…o que não podem fazer é utilizarem-se das armas e viaturas nos protestos…a paralização pacífica DEVE ser feita, sim…vale, inclusive, para os miliatres do EB…sem luta, não há transformação…sem revolução, não há nação…

  40. Além da vedação legal, deve-se observar a questão da essencialidade do trabalho policial e principalmente as práticas criminosas dos policiais baianos. Uma greve liderada por um militante do PSDB, com articulações para expandir-se nacionalmente em pleno Carnaval tem todo o cheiro de greve política!

    • Toda greve é Política.

      Ela não vira “política” com conotação negativa simplesmente por ser supostamente orquestrada pelo PSDB.

      Todos sabemos que há sérios problemas estruturais nas polícias militares, sejam as que correm sob batuta petista, sejam as capitaneadas pelos tucanos.

      Esse PSDB vs. PT é despropositado. Quem levanta esta questão, no mais das vezes, estaria torcendo para que o circo pegasse fogo em mais alta intensidade possível, caso a greve fosse em SP.

      Não pode haver greves em governos petistas? Greve contra petista é “política” (com conotação pejorativa)? Que estranho… Não é PARTIDO DOS TRABALHADORES?

      O PT anda muito estranho ultimamente. Irreconhecível, dizem muitos.

  41. Só sei de uma coisa a greve pode afetar serviços essesncialissimos como o pagamento da prestação da casa nos bancos,contas tudo,greve é um direito que fere outros
    O grevista não ta nem ai com quem ele prejudica e o congresso não regulariza esse direito estupido.

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