Malvinas, o arquipélago roubado

No início deste mês, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, liderou um ato com ex-combatentes da Guerra das Malvinas, conflito militar travado há quase trinta anos entre o seu país e o Reino Unido pela soberania sobre as ilhas.

Cristina convocou governadores, prefeitos, parlamentares, empresários, funcionários públicos e representantes de organizações sociais para discutirem a disputa pelo arquipélago às vésperas do 30º aniversário da guerra travada entre o Reino Unido e a Argentina em 1982.

Em resposta, a coroa britânica enviou às Ilhas Malvinas (que os ingleses chamam de Falklands) um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless, e o próprio príncipe William, revelando pouca disposição para o diálogo.

Apesar de alguns órgãos de imprensa nacionais estarem afirmando que Cristina poderia agir como a ditadura militar argentina em 1982 – que, para distrair a população dos problemas econômicos e da falta de liberdades individuais, invadiu o arquipélago –, a hipótese é absurda.

Em 2 de abril de 1982, a Argentina se meteu em uma guerra com a Grã Bretanha da qual saiu fragorosamente derrotada devido à disparidade de forças, guerra essa que marcou o fim do regime autoritário. Nenhum governante democrático meteria o país em tal aventura.

Isso não significa que a pressão internacional não esteja aumentando para fazer cumprir resolução da ONU de 1965 que qualificou a disputa como “problema colonial” e convocou as partes a negociarem.

Os países do Mercosul decidiram recentemente bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das ilhas Falkland (Malvinas).  Além disso, a Argentina tenta impedir, em negociações com o Chile, a saída do único voo da LAN Chile que liga as Malvinas ao continente americano.

Mas, afinal, com quem está a razão? Por que a Argentina exige a posse das Ilhas e por que a Inglaterra se nega até a responder aos questionamentos não só do país adversário, mas dos seus aliados e da própria ONU?

Recentemente, colunista de uma revista semanal que compra e vende interesses das grandes potências no Brasil bateu na tecla de uma possível nova invasão das Malvinas pela Argentina, colocou-se ao lado da Inglaterra e justificou tudo com o fato inquestionável de que os cerca de 3 mil habitantes do Arquipélago não querem deixar de ser britânicos.

A questão sobre a soberania das Ilhas, assim, fica reduzida à vontade de um reduzido contingente de descendentes de escoceses, galeses e irlandeses que a Inglaterra enviara ao arquipélago na primeira metade do século XIX. Não é por outra razão que as Malvinas têm hoje a talvez menor densidade demográfica do mundo, 0,24 habitante por quilômetro quadrado.

A vontade desse pequeno grupo de ocupação é suficiente para tirar da Argentina um território que considera seu? E por que o país considera o Arquipélago como seu se está a 550 quilômetros de sua costa?

Mesmo estando a 12.800 quilômetros da Grã Bretanha, ainda assim as Malvinas não estão dentro das águas territoriais argentinas, pois o conceito internacional de mar territorial é de 12 milhas (22 quilômetros) e o de Zona Econômica Exclusiva (que regula direitos das nações sobre a exploração e uso de recursos marinhos) é de 200 milhas (370 quilômetros).

A explicação do pleito argentino reside na colonização das Malvinas. É certo que o primeiro desembarque ali foi feito pelo navegador inglês John Strong  em 1690, que batizou as ilhas como “Falklands” em homenagem ao Visconde de Falkland, primeiro lorde da marinha inglesa. Mas desembarcar não é colonizar…

As Malvinas ficaram abandonadas até 1764, quando o francês Louis Antoine de Bougainville instalou uma base naval no Arquipélago, chamando-o de Îles Malouines, de onde deriva o nome “Malvinas”.

Em 1765, o navegador britânico John Byron estabelece uma base em uma das ilhas desocupadas, ignorando a ocupação francesa.

Em 1766, a França vende a sua base para a Espanha, que declara guerra à presença britânica nas ilhas, mas a disputa se acalma no ano seguinte, decidindo-se que a parte oriental seria controlada pela Espanha e a parte ocidental pelos britânicos.

Em 1811, os espanhóis abandonam as ilhas. Durante quase uma década, as Malvinas ficam desocupadas por falta de interesse inglês, francês ou espanhol.

Em 1820, a Argentina ocupa as ilhas que ninguém queria, envia os primeiros colonos e estabelece um governo Local.

Em 1833, no entanto, a mais poderosa marinha do mundo, a britânica, invade o Arquipélago e informa aos argentinos que o Império iria retomar a posse das ilhas. O governo argentino, considerando que não havia condições de resistir, se rende aos invasores.

Se alguém considera que as razões argentinas são insuficientes não se pode dizer que as inglesas sejam muito melhores. A Argentina, aliás, tem a seu favor o fato de que colonizou território que estava vazio, que não desalojou ninguém e que foi agredida e teve aquele território usurpado.

Não foi por outra razão que a ONU reconheceu a razão argentina ao menos de querer negociar. O que seria justo, obviamente, seria uma divisão do Arquipélago, mas a Inglaterra imperial não negocia, sequer responde aos questionamentos, mostrando de onde vem o comportamento dos EUA em conflitos internacionais.

Imagine você, leitor, se algum país estrangeiro ocupa parte do nosso território, coloca ali minúsculo contingente populacional e depois se diz seu dono porque aquele contingente quer ser governado por tal país. É isso o que acontece no conflito anglo-argentino.

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84 Comentário

  1. Os malvinenses querem ser britânicos e é isso que determina a posse por este país?

    Sem problemas, os irlandeses e os escoceses não querem ser britânicos. A Inglaterra negocia?

    • 2 pesos 2 medidas. O que eles querem é o território e pouco importa a vontade da população, que está sendo usada apenas como desculpa para manter a posse do território, que ao que parece, abriga também um pré-sal… Se a vontade da população tivesse alguma importância eles teriam devolvido a Irlanda para os Irlandeses, há muito tempo. FORA INGLATERRA!! PELO MENOS METADE DAS MALVINAS PERTENCE A ARGENTINA!!

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

      • É por aí!

        Um pensamento me assaltou esse fim de domingo.

        A justificativa britânica para manter a posse das ilhas é a de que os seus habitantes querem ficar por lá como… britânicos.

        O Exu da Veja saiu babando a mesma coisa, como se não fosse mera propaganda de guerra.

        Ok, respeitemos a escolha dos “britânicos” malvinenses de escolher a longínqua ilha ao invés do paraíso capitalista de Londres. (O Exu diria o mesmo dos cubanos que deixam Cuba?)

        Malvinenses querem ficar nas ilhas, como britânicos. Ok.

        E os exilados do Pinheirinho?

        Que eu saiba, eles gostariam de ter permanecido em São José dos Campos, como joseenses. Mas foram de lá escorraçados.

        Ocupação ilegal por ocupação ilegal… o que a direita diz disso?

        • Meu Deus do céu…e ainda ofende os Exus, que são entidades de luz e nada a ver com o que prega o neopentecostalismo de direita, como você fala…Ah, os poucos neurônios de nossos universitários…só crescem depois que vão para o mercado. Boa Páscoa!

        • Infelismente, estamos observando uma terrivel hipocresia inglesa, estes s

      • Há uma outra questão:

        Os moradores de Hong Kong queriam permanecer britânicos em Hong Kong, mas mesmo assim Hong Kong foi entregue a China.

        Se a Argentina tivesse a capacidade militar da China os Britânicos já estariam fora das Malvinas. A Argentina só não recuperou as Malvinas até hoje por ter tido uma infeliz sucessão de governantes no passado.

        Os argentinos implementaram o neoliberalismo já no regime militar o que foi responsável por destruir toda a capacidade de recuperação do país durante décadas:

        http://www.youtube.com/watch?v=QbkevoNDCNA

        • Havia um tratado de devolução à China, que foi cumprido à risca por Tatcher. Se alguém tiver a oportunidade de ir a Hong Kong, poderá ver como a cultura chinesa sempre foi seguida pelos seus habitantes, atrelada para sempre à sua condição tecnológica, desenvolvida e oferecida pelo Ocidente.
          Como também foi cumprido, pelos EUA, o tratado referente ao Canal do Panamá.

          O que o ditador Galtieri fez foi enviar meninos diretamente para a morte, naquela ação insana de 1985, só para desviar a atenção do povo à sua incompetência, aliada à sua condição de alcoólatra.

          • A guerra das Malvinas foi em 1982.

            A ação do ditador de plantão foi para desviar o foco das atenções para o desmoronamento do regime militar, que já estava se anunciando. Porém o fato de ter sido usado pelo regime militar não torna nem mais nem menos justo o pleito argentino sobre o arquipélago.

            A posse das Malvinas pela Inglaterra é um resquício de um passado colonialista que não faz sentido nos dias de hoje.

            Na verdade poderia muito bem haver uma administração conjunta das ilhas pelos dois países com partilha de possíveis riquezas naturais que possam ser exploradas na área e compromisso comum na preservação do meio ambiente da região.

            Em relação á posição estratégica das ilhas, é importante lembrar que fora este pleito as relações entre os dois países são muito boas e a administração conjunta das ilhas seria um bom ponto de aproximação estratégica entre a Grã-Bretanha e os países do Mercosul.

            Do ponto de vista econômico, se forem confirmadas as reservas de Petróleo na região, a Inglaterra não terá como explorar essa riquesa sem uma infraestrutura na costa da Argentina. Já é difícil explorar petróleo em plataformas distante algumas centenas de quilometros da costa, imagine fazê-lo a milhares de quilometros, que é a distância do porto disponível mais próximo.

            É evidente que devido ao contencioso os países do mercosul não abrirão espaço para operações comerciais do suposto óleo das Malvinas se explorado exclusivamente pelos britÂnicos, enquanto a questão ainda estiver em aberto.

            Resumindo eu penso que os dois países poderiam se entender, para tanto seria importante a Inglaterra mudar um pouco a atitude colonialista que está tendo em relação a esse arquipélago.

    • Já negociaram há cerca de mil anos e optaram por viver debaixo do mesmo teto constitucional que a Inglaterra, formando o Reino Unido. Argumento sem nenhum respaldo histórico. Favor estudar mais.

    • Na verdade a escócia já prepara um plebiscito para sai do Reino Unido.

      ver também “http://moraisvinna.blogspot.com.br/2012/06/malvinas-1770.html”

    • Em Relação a isso, vc está certíssimo, Christian Schulz! No caso destes países, além de colônia fazendo papel de quintal, fazenda de gado e horta para a pútrida inglaterra (isso mesmo com letra minúscula) , eles ainda tiveram a infelicidade de serem submetidos ao humilhante papel de Disneylândia Sexual dos malditos porcos militares ingleses ( e outros que não eram militares mas eram podres tb e iam na onda…), narrando por toda sua história milhares de casos de barbárie desta natureza repugnante. Ali , as belas mulheres Irlandesas e Escocesas pagavam um preço altíssimo por sua formosura. Senão vejamos: Nos casamentos de escoceses e irlandeses quem se servia sexualmente da moça eram primeiro os militares ingleses do comando ( A Prima Noche ); mesmo noivas ainda distantes de suas bodas e namoradas eram violentamente estupradas por qualquer pretexto. As amigas da noiva ficavam para os subalternos tornarem infelizes e humilhadas, tb , sofrendo todo tipo de violação, primeiro moral, depois fisicamente com agressões incontáveis e finalmente sendo usadas como objeto sexual em todo tipo de bestialidade…
      Ou seja, essa raça sempre teve essa maldita ideologia de explorar , de uma forma ou de outra, seja as riquezas , a comida, a mão de obra e miseravelmente, no caso acima , até a sexualidade alheia. Pra não ficar tão mais pesado (nem sei se deveria fazer isso, pra ser muito sincero…) , se os ingleses descobrissem a Ilha do Colírio, tentariam invadir ou barganhar para que os nativos da Ilha só pingassem o colírio em seus olhos “Reais”, realmente famintos pelo bem precioso alheio.
      E, para nossa infelicidade, como existe besta de todo tipo e bajulador adoidado,estamos arriscados a acreditar que apareceria gente dentre os “Colirianos” que diria estar fazendo com isso um bem imenso para si e a humanidade, tendo o privilégio de servir e cuidar dos olhos britânicos, da sua visão privilegiada…

  2. Se isso tivesse ocorrido em 1833 provavelmente eu daria razão a população moradora da região. O Brasil, com toda sua extensao, nao teve um único enclave estrangeiro em condições de prosperar a ponto de requerer sua independência em relação ao governo central, seja ele colonial, independente ou republicano. Das poucas vezes que isso pareceu estar ocorrendo, as populações, via de regras pobres, foram massacradas e dispersas e os estrangeiros expulsos. O maior episódio de formação de um enclave estrangeiro no Brasil, as chamadas “Invasões Holandesas”, foram rechaçadas por uma parte importante da população e o conflito decorrente, uma guerrilha sangrenta, muito custosa para os holandeses, propiciou um acordo de saída, aliada ao fato dos investidores terem alcançado mais sucesso nas Antilhas. Se a minúscula população da minúscula ilha quer ser britânica, que seja. O grave problema de hoje é que ele é reflexo de uma guerra promovida por um general alcoólatra e sem a mínima condição de sucesso. Mesmo assim houve momentos complicados para os britânicos. Consta que no auge o movimento neoliberal britânico Mrs Thatcherconsiderou seriamente em se desfazer da Ilha em favor dos Argentinos. Hoje é questão de honra a manutenção da Ilha, tanto do ponto de vista moral, quanto do geopolítico, pois a partir dali é possível bloquear quase todo o tráfego marítimo do Atlântico Sul. Ou seja, dá para parar o metade do mundo.

  3. Excelente texto, Eduardo. Faz refletir,convida a aprofundar a questão..
    Se contextualizamos a questão, caímos nas verdadeiras razões pelas quais a Inglaterra invadiu as Malvinas e expulsou os colonizadores argentinos. E porque hoje, demonstra claramente que não vai negociar para entrar em qualquer acordo,envia o princepezinho fardado, navos destruidores e faz a encenação completa para demontrar o seu poderio bélico sobre a nossa Região.
    O uso do cachimbo é que faz a boca torta. As potências capitalistas européias que “colonizaram” as Américas,até hoje se consideram as donas do pedaço. Aqui vieram extrair madeiras e minérios,dizimar os habitantes originários, trazer braços escravos para exaurí-los em duras labutas acompanhadas de maus tratos,implantar as empresas capitalistas, começando pelos engenhos, e mais do que tudo,veram a fim de implantar a ideologia capitalista do lucro e da acumulação,como fins máximos de toda atividade econômica.Por que era o capitalismo o seu modo de produção a época dos descobrimentos. Como ainda é,só que já agora em sua fase imperialista avançadíssima. A se ver pelo número de bases militares que os países capitalistas mais ricos – TODOS – mantêm espalhadas em todos os continentes, ilhas e ilhotas all over the world. Só os EUA matêm mais de 800 bases militares espalhadas.
    Tudo se passou e se passa para os “colonizadores”e seus representantes locais – os oligarcas, as elites,os donos de vastas extensões de terras, a alta burguesis e os alienados de todas as classes sociais – como se o único modo de produção fosse o modo capitalista, com seus valores e modos de agir, que hoje se consubstanciam presentemente na ideologia neoliberal, versão revista e aprofundada do liberalismo clássico.
    Ora, porque os ingleses querem as Ilhas Malvinas?
    Primeiramente, porque ali têm uma de suas moderníssimas bases militares,com potentes radares,similar a outras duas que mantêm em duas ilhas que ficam no meio do Atlântico Sul, bem em frente à costa do Brasil. Com essas três bases o poder capitalista e imperialista que domina o mundo atual,faz o controle de toda a América do Sul, em sua face oriental. Não é pouca coisa não. Nessas três ilhas, aportam seus navios, nela reabastecem seus aviões e ficam “independentes”dos portos e aeroportos dos países da América do Sul. Assim, podem tranquilamente prosseguir na exploração de seus interesses econômicos que se concentram no petróleo que existe em abundância no entorno das Ilhas Malvinas . Mas a par desse interesse no petróleo ali existente, estão as questões geopolíticas do imperialismo. É de sua natureza dominar e controlar politicamente todos os países do mundo. Como? Ostentando seu poderio bélico, marcando presença bélica na Região.
    Os ingleses que foram levados a ocupar as Malvinas são peças importantes para os interesses imperialistas. Dedicam-se à pesca e à extração do petróleo. Atividades rentáveis, que geram lucros e daí acumulam-se capitais.
    Os fins justificam os meios. E os fins do sistema capitalista são o lucro e a acumulação. Em sua fase imperialista o capitalismo exige também o domínio bélico de todo o planeta.
    Vejo assim essa questão das Malvinas. Penso que se os latinoamericanos estiverem conscientes de todo o contexto mundial, se conhecerem as reais causas desses acontecimentos aparentemente insólitos, verão que não são tão insólitos assim.
    De uma forma ou de outra, somos todos candidatos a nos tornar Malvinas, se não soubermos defender os interesses nacionais e travar a correta e justa batalha de idéias.
    E ainda tem a questão da Antártida. As grandes potências tem grande interesse em desenvolver pesquisas naquele continente gelado. E não por acaso. As descobertas científicas já realizadas ali vem revelando que o continente gelado pode dar lucro.
    Por essa razão, parabenizo-o Eduardo, pelo artigo sério, pautado em informações verídicas. É a partir de textos como o seu que poderemos aprofundar as nossas reflexões.
    Queira aceitar os meus sinceros cumprimentos por todo o seu trabalho,que acompanho desde o início do seu blog, em prol da desalienação.

  4. Parabéns pela informação. Seguramente através dos blogs e sites independentes como este com informações fundamentadas, as razões construirão democracias e o combate as desigualdades.
    Quantas pessoas ditas esclarecidas tem esta informação? Do PIG jamais saberemos da história, porque sempre estiveram alinhados com os interesses das grandes potências e dos colonizadores e a história não é feita pelos vencedores, mas os derrotados. O “Por que não te calas” do rei da agora moribunda Espanha que foi tão proclamado pelo PIG demonstra este servilismo.

  5. O povo das Malvinas é que deve escolher e já reiterou várias vezes que quer continuar vinculado à Inglaterra. Ponto final. Qualquer intervenção argentina terá apenas um nome: invasão.

  6. Prezado Eduardo: em 7 de julho de 1898 o Havaí foi anexado aos EEUU , tomado-o à força da rainha Liliuokalani a pós alguns contratos comerciais Em 1897 os EEUU anexaram Porto Rico e Guam(Guam é uma ilha no oceano pacífico ocidental e hoje é uma base militar americana. Foi capturada pelas tropas do general americano Wesley Merrit em sua viagem para ocupar as Filipinas. Os habitantes de Guam, chamados chamorros, um povo índigena habitavam a ilha há aproximadamente 3.550 anos. Nos últimos 60(sessenta) anos foram definitivamente expulsos todos os nativos e hoje ´dali partem os super aviões de vigilância para espionar toda a costa chinesa , da Coréia do Norte de de outros paises considerados “rogues states”. Pelo tratado do Rio de Janeiro(não lembro o ano) os paises da américa devem ser solidários no caso de uma agressão externa a algum pais deste continente; mas, durante a guerra das Malvinas os EEUU, não cumpriram sua parte e entregavam fotos de sátélites das forças Argentinas para a Inglaterra. Se em 1820 a Argentina reocupa as ilhas Malvinas, em 1831/32 a marinha do Tio SAM fez uma “visita “às ilhas Falkland para investigar a captura de 3 barcos pesqueiros americanos que estavam matando focas e “visitou” a própria Argentina em 1833.É bom que não esqueçamos que em junho 1867 o secretário de estado americano( o que ajudou na anexação da califórnia) disse para uma platéia em Boston”empenharme-ei em lhes dar a posse do continente americano e o controle do mundo”.Voltando ao inicio do que escreví.Em setembro 1898 um senador americano chamado Beveridge, disse em Indianápolis”O havaí é nosso, Porto Rico é nosso,Cuba finalmente deverá ser nossa”E o pig diz AMEM.

  7. É preciso haver um meio termo nessa questão, a Argentina tem razão nesse caso, mas a população da ilha tem o direito de ser ouvida sim. O Brasil é que se cuidecom seu território, notoriamente o caso da Raposa Serra do sol, esse verdadeiro crime lesa-pátria iniciado por FHC e homologado por Lula. Não me surpreenderia em nada se num futuro próximo, índios dessas reservas, influenciados por ONGs e governos estrangeiros, quiserem a independêcia. Aí sim, quero ver o que o patropi vai fazer, se não cuidarmos do que é nosso, vamos perder.

    • Está misturando coisas completamente diferente e mistificando para passar uma idéia falsa. A reserva Raposa-Serra do Sol é território brasileiro e não há nada que questione essa soberania. A questão de se formar uma reserva indígena não tem nada a ver com a questão territorial do País.

  8. Prezado eduardo: Complementando o que disse às 17:11 – o nome do ilustre secretário americano que prometeu aos EEUU o controle do mundo – é William Henry Seaward.

    • Valdir
      Essas declarações de generais americanos ficam célebres. Parecem simples delírios mas não,eles cumprem ou pelo menos tentam verdadeiramente cumprir essas declarações.
      No telejornal Dossier, da Venezolana de Tv,o âncora é um renomado jornalista uruguaio, Walter Martinez , que já mostrou várias vezes a declaração de um general americano de alta patente que. um pouco antes de 11 de setembro de 2001 ,quando houve a queda das Tottes Gêmeas em Nova York, declarou que os EUA iriam invadir nos próximos anos, oito países produtores de petróleo e gás. Já invadiram três: Iraque, Afeganistão e Líbia. Agora voltam-se para a Síria e o Irã. E no final do governo do Uribe na Colômbia tentaram por todas as formar criar um incidente para invadir a Venezuela.Não fosse a rápida e inteligente atuação de Nestor Kirchner, então presidente da UNASUL, e o plano americano de invadir a Venezuela teria se realizado.
      América Latina: “Unidos ou Vencidos”,dizia Eva Perón.

  9. A monarquia inglesa ainda acha que o mundo deveria se render ao seu poderio militar. Eles pensam que estão no século 19. Ora, as Malvinas estão do outro lado do Atlântico e no outro hemisfério terrestre.

    Eles querem é o petróleo que certamente há nestes mares.

    Por enquanto, serve-nos como consolo observar que a Argentina cresce, em média, 6% ao ano desde que os Kirchner a governa. Enquanto isso, a Inglaterra caiu para 7ª economia do mundo, e o Brasil passou à frente dela.

  10. Um dos melhores textos que lí sobre a questão das Malvinas. Contou fatos históricos pré-1833 que até então deconhecia.

    Parabéns, Eduardo!

  11. Interessente tema; somente não está claro para mim o seguinte: “o que é que a baiana tem?”. Por que tanto interesse nessas Malvinas, de ambas as partes? Para tanto fuzuê de ambas as partes, suponho que ali existam recursos minerais valiosos; ou, alternativamente, ali seria uma posição estratégica para algum objetivo. Se nas Malvinas houvesse apenas um vulcão prestes a entrar em erupção, haveria todo esse interesse? Não, a menos, é claro, que o vulcão tivesse valor econômico.

    Acredito que pela história, os dois países, Inglaterra e Argentina, deveriam dividir as Malvinas ao meio, deixando a população que quer ser inglesa morando no lado inglês, se desejarem. Por que o privilégio da Inglaterra, principalmente considerando que ela usou de força para obter sua posição? Lembremo-nos de que a Argentina, quando colonizou as Malvinas, não tomou nada de ninguém, as ilhas estavam praticamente às moscas, abandonadas. Assim sendo, não parece razoável a Inglaterra se achar a única “dona da cocada”. Em nome de quê? Aliás, como disse o Locatelli, a Inglaterra, ex-matriz, atualmente não passa de colônia dos EUA, vamos combinar.

    Finalizando, o desejo da população das ilhas deve ser levado em conta, mas dentro de limites. Tudo bem as pessoas quererem ser súditas da Coroa Britânica, o querer é livre, mas o que não é razoável é admitir tanta terra por habitante! Se os honrados ingleses de Londres podem morar pagando caro (aliás, o custo dos imóveis em Londres é altíssimo, aluguéis e hotéis são carésimos, conforme constatei in loco), os ditos ingleses das ilhas Malvinas/Falklands também poderiam morar mais próximos uns dos outros e haveria até mais calor humano e segurança para eles nesses tempos conturbados. Além do que, seria divertido, ingleses e argentinos próximos, as ilhas ficariam mais animadas, não seria a pasmaceira que devem ser hoje.

    • O interesse – além do petróleo que dizem haver por lá – é, sobretudo, estratégico. Mas isso dá outro post…

    • Complementando: aposto que se a Argentina tivesse seu pedaço na região, as ilhas ficariam mais divertidas. Bastaria os dois países estabelecerem regras de povoamento civilizadas.

      O eventual preconceito das pessoas das ilhas não procede, o povo argentino é, de maneira geral, educado. Tive boa impressão quando fui a esse País, há alguns anos. Fora a richa do futebol com o brasileiro, são um povo valoroso. Portanto, não procede essa postura do ex-império britânico (que como império, já era, e faz tempo).

  12. 1833?!!! Faca-me rir! Esse latinoamericanismo impede um julgamento adequado. Tudo para nosso suposto irmao e nada para o imperio.
    Ps – Vamos devolver o Acre para a Bolivia? O evento e posteior a 1833 e pouco importa a opiniao dos locais.

  13. Eduardo posts como estes nos dá a tranqüilidade dos ideais e estratégias que defendemos. Parabéns pelos dados apresentados. São incontestáveis.
    Depois que um dia li sobre os EUA – o Destino Manifesto e a Pax americana (buscar pelo Google) compreendo essa mentalidade que se esconde por detrás das posições que dizem agora do interesse da população querer continuar britânica. Nada mais que desculpas para se manifestar o poder. Ora para a Inglaterra o que importava era que os piratas assaltassem os navios desde que pagassem a parte do Estado. Alias o poderio inglês é escuso pois é financiado pelo saque.

  14. Ao ocupar as Malvinas em 1820 a Argentina o fez como herdeira legítima dos territórios antes pertencentes à Espanha, da qual obtivera a independência em 1816. Posteriormente, a invasão das Malvinas pela Inglaterra em 1833, desalojando os argentinos que ali se encontravam (ano que vem, portanto, serão completados 180 anos dessa ocupação ilegal), respondia a uma política expansionista do Império Britânico de ocupar lugares estratégicos no mundo todo.
    Afinal, naquele tempo, tratava-se do império mais poderoso na face da terra.
    Com o passar do tempo, no entanto, essa política colonialista tornou-se ultrapassada e territórios de ultra-mar foram sendo devolvidos aos seus legítimos donos à medida em que surgiam os movimentos de independência nas ex-colônias.
    Não se pode falar de auto-determinação de povos transplantados, que não são originários da região, como no caso das Malvinas, e sim fruto de invasão e ocupação ilegais.

  15. Prezado Eduardo: Para a leitora Luiza( 18:34):
    Essa Ilha é importante porque: 1. posição estratégica para a OTAN futuramente aprontar alguma safadeza contra a América do Sul. 2. Observe que a ilha de ascenção fica entre o Brasil(relativamente perto de F. de Noronha) e a Africa e lá já tem base militar de acompanhamento de satélites.Maria Lúcia ( às 14:43) falou sobre isso. 3. Além do petróleo, tem pesca em abundância e o famoso Krill, crustáceo rico em proteinas.
    Como bem falor Frederico às 17:15, o Brasil precisa tomar cuidado notadamente na fronteira norte .Veja onde fica a Guiana Francesa e procure saber quantas mil ONGS estrangeiras estão no extremo norte do Brasil.Lá tem lugar que brasileiro não entra e por ser terras indígenas as forças armadas brasileiras estão encontrando dificuldade para lá entrarem tambem. Se Collor de Melo e FHC fizeram uma grande cagada em acabar com o programa nuclear brasileiro para a construção da Bomba nuclear, podemos afirmar que o nosso querido Lula fez tambem a sua, regulando as terras indigenas de franteiras como áreas contínuas. Isso é maléfico ao pais e creio que no futuro pagaremos caro por essa decisão.
    Só para você ter uma idéia, toda essa confusão que está havendo sobre a eleição na Rússia´é financiada por uma ONG americana que tem “apenas” 10(dez) milhões de dólares para evitar que Putin ganhe a eleição que vai haver agora em março.

  16. Basear a decisão da posse sobre o território unicamente na suposta vontade da população em permanecer ou não sob domínio britânico é uma forma distorcida de se tratar a democracia. imagine, por exemplo, u plebiscito sobre a possibilidade de se abir mão da cobrança de impostos. Teria esmagadora maioria da população, correto? No caso das Malvinas, a legitimidade vai além do puro e simples desejo dos habitantes. Eles não estão suficientemente instruídos ou provavelmente já foram lobotimizados pelo império britânico, desconhecendo inclusive dados que o Eduardo colocou nesta postagem.
    Acredito que o primeiro passo seria exigir uma posição da ONU e para tal é necessário o apoio de várias nações. Cabe aí uma excelente oportunidade para o Brasil exercer um papel de liderança e assumir a frente de um grande conglomerado de nações exigindo a posse para los hermanos.
    Em caso de impasse nas negociações, a Argentina deveria partir para medidas mais enérgicas e não repetir os mesmos erros de 1982, buscando agora apoio político e militar de nações alinhadas, como o Brasil Venezuela, Uruguai, Equador e Bolívia. Com este aparato e fragilizado pela crise européia, o Reino Unido seria obrigado a ceder e haveria aí uma transição, na qual o idioma espanhol passaria a ser o oficial e haver também a abertura para aqueles cidadãos que não concordarem com o novo governo abandonarem as ilhas.
    De qualquer forma, é inadmissível que tal status quo prossiga no século 21!

  17. Ué Senhor Valterley, por acaso o Brasil invadiu a Bolívia?

  18. Caro Edu:
    Recentemente, há menos de um mês, a TV pública da Venezuela mostrou uma matéria em que o representante do governo argentino expôs, na ONU, a tática do governo britânico de militarizar, com o que há de mais moderno em aviões, radares e navios de guerra, quatro ou cinco ilhas dominadas pela Inglaterra no Atlântico, entre a América do Sul e África. Armas caríssimas, mísseis que podem destruir toda a parte sul do nosso continente compõem este arsenal, que também está sendo instalado nas Malvinas. Enquanto os EUA castigam com guerras os inimigos de Israel, os britânicos cuidam do lado de cá. Vale lembrar que a Casa Branca também reativou a 5ª Frota, para atender “demandas” da nossa região. E o pré-sal jorrando…
    É preciso olhos bem abertos com esses governos (EUA e Londres) que têm a ONU nas mãos e, quando não a têm, ainda assim fazem o que querem. O Chile, que tem querelas territoriais com a Argentina, não é um vizinho confiável, a Colômbia está sob o jugo de Washington e o futuro da região é temerário. Muito oportuno, portanto, seu texto.

  19. E o caso do Acre, que foi adquirido do governo Boliviano em troca de alguns cavalos, numa clara negociação espúria e contra os interesses do povo boliviano da época?
    Complicado isso!!

  20. Malvinas é da Argentina.
    O Império Colonial Inglês ainda acha que está no século XIX

  21. Com esse neocolonialismo,seja ele britanico,seja ele ianque não ha dialogo,ha confronto.

  22. Tem alguns bocós aqui tentando comparar as Malvinas com o Acre. Não sabem esses bocós que os colonos do Acre tinham economia própria (seringal), eram auto-sustentáveis. Agora eu pergunto: que autonomia econômica têm os colonos das Malvinas? Vivem somente da ovinocultura e da pesca ou são subsidiados pela metrópole?

    No próprio Brasil, quando os portugugueses estabeleceram-se aqui no século XVI, a Coroa Portuguesa tratou logo de prover a colônia de uma atividade econômica auto-sustentável, a cana-de-açúcar, que servia pra sustentar a colônia (e não para dar lucro ao Reino), e assim manter o domínio português, que esperavam (e conseguiram) encontrar OURO.

    O interesse inglês nas Malvinas é a esperança de encontrar um portentoso “pré-sal” ali, e nada mais.

  23. No jogo bruto da política internacional e do interesse das nações o Direito está com quem melhor se preparou. Apoio o pleito argentino sobre as ilhas, não por que me simpatize com os argentinos que entregavam as posições dos navios brasileiros para os alemães durante a segunda guerra mundial e que custou tantas vidas brasileiras, e sim porque para os interesses nacionais é melhor manter uma nação poderosa militarmente como a Inglaterra, longe de nossas costas.
    Sim a Argentina fosse uma nação armada com armas atômicas, não precisaria ficar esperneando de maneira patética e impotente como faz hoje pra recuperar um território que ela julgar ser dela.
    Que o BRASIL possa ter em breve um poderoso arsenal atômico, para que não tenhamos que lutar com arcos e flechas contra um invasor vindo do norte do continente americano ou de qualquer outro continente.
    RENUNCIAR AO USO DAS FORÇA EM MUITAS SITUAÇÕES NADA MAIS É DO QUE FRAQUEZA DOS IMPOTENTES.

  24. Nossa irmã Argentina perdeu o passo na década de 1950.Até aí, seria uma boa hora para reinvindicar as Malvinas. Mas lá devia existir uma elite idêntica a daqui, os adoram lambem o traseiro de tudo que vem de fora.
    Nossa sina de vira-latas faz-me recordar que até 2002 ouvia lamentações por não termos sido colônia de ingleses, franceses ou holandeses. A eles sempre perguntava se sabiam que fomos descobertos e colonizados pela potência chamada Portugal. Para destruir essa balela pergunto que “potência” tornaram-se as Guianas inglesa, francesa e holandesa… Estou cansando de falar para esses “doutores”. Como posso saber dessas coisas, logo eu que estudei em algumas das piores escolas do Brasil? É que não sou traidor do Brasil!
    A lenta (felizmente) queda dos EUA levará sua princpal formadora, a Inglaterra. A partir daí as coisas se acertarão nas Malvinas…

  25. Foi um erro o Brasil apoiar a reinvindicação argentina: é contrário aos princípios constitucionais brasileiros que apóia a determinação dos povos. Praticamente 100% dos habitantes das ilhas são ingleses e desejam permanecer como possessão britânica. Eles vivem há gerações no local. É certo removê-los? Além disso, a argentina já perdeu uma guerra pela disputa das Malvinas. Pra quê insistir no assunto?

    • Você deveria ler o texto antes de comentar

    • Eu acho que o fato dos habitantes do arquipélago preferirem que o dito cujo seja território inglês, não é suficiente para determinar que deva ser.
      Apesar de achar que desenterrar, por parte da presidente argentina, o assunto da legitimidade da posse do arquipélago é jogar uma cortina de fumaça sobre a situação econômica do país, penso que a Inglaterra deve se dispor a negociar.

      • Pode explicar qual é a situação econômica que acha que existe naquele país? Antes de responder, reflita que há poucos meses Cristina Fernandez de Kirchner reelegeu-se com 65% dos votos válidos

  26. Eduardo, desculpe o ‘fora de pauta’ mas queria tirar uma dúvida:
    o site do professor Hariovaldo é de extrema-direita e você o tem como site amigo. Confere?

    site do professor Hariovaldo:
    “no combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã” – dá pra ser amigo?????

  27. Prezado Eduardo: Para Fábio – dia 26/02 às 21:57 – Aqui onde moro não consigo acessar a TV venezuelana. Será que você ou algum outro leitor poderia dar a dica de como devo fazer para conseguir ?e olhe que acesso canais em francês , ingles, italiano e até em japonês.Apenas acesso, pois não entendo todas essas linguas. O grande Jimmy Carter – o Democrata – elogiado pelo nosso PIG, disse no inicio dos anos 80 que considerava o Golfo Pérsico uma região de interesse vital para os EEUU e que este pais estaria disposto a defendê-lo(o golfo pérsico)por todos os meios, inclusive o militar. Veja quantas bases americanas estão no golfo pérsico e quantos portas aviões com armas nucleares estão por lá.A famosa doutrina Carter foi anunciada em 23 de janeiro de 1980 e teve um historiador – Douglas Little que a chamou de ” a doutrina Monroe para o oriente médio”.Essa doutrina reforçou o que os “falcões” pregavam. 1° – assegurar as reservas de petróleo do golfo pérsico.2° reagir à intervenção soviética no Afeganistão.Dando um salto, chegamos ao governo Bush(pai) .Em 2 de outubro de 1989, através da Diretriz de Segurança Nacional n° 26 cujo tema é A Política de Segurança dos EEUU para o golfo pérsico, o sr. Bush diz” O acesso ao petroleo do Golfo Pérsico e a segurança de estados amigos, que ocupem posições chaves nessa área são vitais para a segurança nacional dos EUA.Os Estados Unidos permanecem comprometidos em defender seus interesses vitais na região, se for necessário e apropriado por meio do uso da força, contra a União Soviética ou qualquer outra potência regional com interesses hostis aos nossos”.Veja que o Iraque tinha interesse hostis, a Libia tambem e agora o Irã.Pergunto será que as armas nucleares do Irão são o pretexto ou é o petróleo?Te cuida Brasil.

    • Caro Valdir: Meu comentário se embasou num vídeo que vi, da TV pública da Venezuela. Tentei localizá-lo novamente hoje, mas não o encontrei, embora tenha tido pouco tempo para pesquisar melhor. Também nunca acessei a referida tevê. Talvez alguém tenha o caminho das pedras, visto que as notícias de lá são interessantes (mesmo que sobre os países irmãos da América do Sul), enquanto a nossa grande mídia se omite, normalmente posicionando-se favoravelmente aos imperialistas do Norte e da Europa..

  28. A presença de “meia-dúzia” de descendentes de irlandeses, escoceses e galeses nas Ilhas Malvinas, não passa de mero pretexto para justificar a ocupação das mesmas pelos britânicos… Na verdade, o Reino Unido está se lixando para os malvinenses que, de resto, se querem continuar a ser cidadãos britânicos, que mudem-se para o Reino Unido… O que os discípulos de ‘Sua Majestade’ querem, realmente, é o petróleo que está sob as ilhas e suas imediações e que, ao que parece, está em grande quantidade e é muito rentável. Por outro lado, não se pode esquecer o ridículo papel dos EUA apoiando firmemente os interesses britânicos, em detrimento da Argentina. Tal opção dos EUA põe por terra todo o discurso hipócrita americano contido na Doutrina Monroe e mostra claramente que o colonialismo não acabou, mas apenas é exercido por novos personagens que, se antes eram colônias, hoje estão à frente das velhas metrópoles, tendo aperfeiçoado em muito os mecanismos de exploração dos povos ditos periféricos. A guerra das Malvinas foi uma absurdo idealizado pelos tiranos sanguinários que mandavam na Argentina à época; no entanto, serviu para tirar definitivamente a máscara dos americanos, que gostavam de se apresentar como grandes defensores da independência e liberdade dos demais povos da América…

  29. Sobre este assunto, vale a pena dar uma olhada também no caso da Guiana Francesa. O que as potências coloniais não querem é tirar seu pezinho de perto da Antártica e das riquezas da América do Sul. No caso da Guiana Francesa, também existe ali um excelente local para as instalações de lançamento de foguetes que os franceses exploram. A França promoveu (talvez ainda esteja promovendo) a repovoação local. Habitantes nativos são enviados para fazer trabalhos inferiores na França enquanto trabalhadores franceses de maior qualificação são enviados para a Guiana. Em algum momento a população originada ou descendente diretamente da metrópole vai se impor à local, mesmo em menor número.
    Então é isso. Em relação aos bobo-alegres pró-Inglaterra no caso das Malvinas, vale lembrar que em todas as colônias sempre existiram aqueles que se submeteram à metrópole para obter alguma vantagem ou por pura burrice mesmo. Uai, Joaquim Silvério dos Reis não traiu os mineiros que pretendiam iniciar um movimento de independência do Brasil?
    Veja o quadro: a França tem um pé na Guiana, norte da América do Sul; a inglaterra tem seu pé nas Malvinas, sul da A.S.; e os EUA, através de seu “acordo de cooperação” com os entreguistas colombianos mantém um pé no oeste do continente e chiaram barbaridade quando o Brasil adotou 200 milhas como limite para seu mar territorial, mas isso não impede que a tal de 4ª Frota circule por aí…
    Eu imaginava que a época colonial havia terminado, mas parece que tem gente que adoraria se tornar novamente submisso às antigas potências. Eu temo pelo futuro. Se não houver união no nosso continente será mais difícil resistir aos bandidos do norte na hora em que eles decidirem que é hora de se apoderar de nossas riquezas naturais.

  30. muito bom texto que explica a historia da ilha;
    pelo que entendi ninguem tem um argumento suficientemente forte que não deixe duvidas a respeito da posse do territorio; por isso a negociação é a unica alternativa para solucionar o impasse; ou então o velho metodo da guerra em que a razão, necessariamente, não vence;
    discordo em relação a comparação com a ocupação de parte de nosso territorio por uma potencia estrangeira: se nas malvinas a legitimidade da posse é fragil para qualquer da partes, aqui ela é inquestionável.

  31. “Imagine você, leitor, se algum país estrangeiro ocupa parte do nosso território, coloca ali minúsculo contingente populacional e depois se diz seu dono porque aquele contingente quer ser governado por tal país.”
    Se isso acontecesse, contariam com o apoio incondicional do Partido da imprensa (depois da defesa dos interesses da DASLU, Quadrilha de imprensa) para ocupação e exploração.

  32. O objetivo da decadente Grã Bretanha,não é apenas a possiblidade de vir a encontrar eventuais riquezas no entorno desse verdadeiro enclave colonial que se encontra no sul da America do Sul,o objetivo é utilizar possivel demonstração de força contra a Argentina,como alerta para o Brasil.Por essa e por muitas outras razões sou completamente favoravel a uma politica de produção de arsenal atomico,por parte do governo brasileiro em associação com outros governos da região(Argentina,Uruguai,Venezuela,Equador,Bolivia e etc)não só para ser utilizado caso haja necessidade,mas para servir como insttrumento de dissuasão.

  33. Os ingleses sempre foram piratas e corsários. Seu império foi construído na rapina, na invasão, na imposição colonial. É um império decadente mas ainda sobra-lhe arrogância.

  34. Caro Eduardo
    Excelente e muito oportuna essa sua matéria.
    Essa questão das Malvinas diz respeito a toda a América Latina já que é uma cunha para avançar sobre as reservas de petróleo em águas profundas cuja presença já está comprovada no Oceano Atlântico, em vários pontos. Um deles é o entorno das Ilhas Malvinas onde o Reino Unido já iniciou a exploração. Inclusive já ocorreu um vazamento problemático para a fauna e flora marinha da região,que é extremamente sensível.

    Veja essa matéria de hoje,no Página 12:
    http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-188440-2012-02-27.html

    O que toda essa questão veio trazer à tona,é que não é só o EUA que mantêm bases militares em todos os continentes,várias ilhas e ilhotas. Pelo menos o Reino Unido e a França também possuem muitas bases militares espalhadas pelo mundo. Vou procurar levantar esses dados.
    Ou seja,todos os países que não possuem armas nucleares , como é o caso do Brasil ( e era do Iraque,do Afeganistão e da Líbia) estão sujeitos a ataques maciços da OTAN,tais como os ocorridos na Líbia,recentemente. A única arma que temos para nos defender de todo esse poderio bélico é a união de toda a América Latina e a adoção da multipolaridade como política exterior para o comércio,intercâmbio cultural e científico, etc E necessitamos ter forças armadas bem equipadas para a defesa com um serviço de inteligência moderno e eficiente.
    É hora de resgatarmos e seguirmos,nas alianças Sul-Sul ,os dez princípios da Conferência de Bandung:
    1. Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU

    2. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações.

    3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas.

    4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. (Autodeterminação dos povos)

    5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU

    6. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências.

    7. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.

    8. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitragens por tribunais internacionais), de acordo com a Carta da ONU.

    9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação.

    10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.

  35. olá, Eduardo abraços para ti e para os teus. para os interessados na televisão venezuelana podem pegar pela internet a Telesur. e podem acessar o programa dossier também. abraços para todos.

  36. Perfeita a sua definição da patética prepotência inglesa! O falecido Império Britânico quer as Malvinas como um ponto estratégico para manter proximidade com a América Latina(ou seja, para os EUA, que mandam nos ingleses, terem mais um base para a invasão de nosso continente)e só esse motivo, sem contar o justo fato de que foram os argentinos os primeiros colonizadores da Ilha(os ingleses apenas desembarcavam nas Malvinas)já deve impor-nos a obrigação de apoiar a luta argentina por sua retomada (não com “divisão” da soberania, o que seria deixar tudo como está, se pensarmos pela ótica da estratégia militar-territorial), que deve ser entregue para a posse exclusiva da nação latino-americana. Além do que, é preciso levar em conta que, como bem lembrou você, a “estratégia” inglesa pode e deverá ser copiada por outros países imperialistas(leia-se EUA)para tentar apossar-se de partes de nosso território(provavelmente a Amazônia), velho sonho de consumo do imperialismo ianque há mais de um século. Assim, solidarizarmo-nos com a Argentina é também consolidarmos uma grande estratágia de defesa dos países latino-americanos com relação à ocupação militar imperialista, cuja ganância deve aumentar ainda mais nesses tempos de carência de recursos e falência econômica das nações exploradoras. Se os EUA e sua corja invadem o mundo árabe para roubar as riquezas daquelas nações, porque não faria o mesmo para apossar-se da Amazônia brasileira, do petróleo venezuelano, do cobre chileno; do trigo argentino ou do gás boliviano? Principalmente se imaginarmos que alguns Governos de nosso continente podem finalmente começar a criar coragem e romper estruturalmente com as amarras do subdesenvolvimento e da exploração, coisa que ainda não o fizeram(ao menos aqueles pertencentes aos países mais poderosos e com condições de fazê-lo, ou seja, Brasil e Argentina). Alguém imagina que os ianques e suas multinacionais aceitarão isso simpaticamente? Reagirão com ódio. Ou alguém acha que perderão completamente sua fonte de exploração secular? Não assinarão embaixo desse atestado de libertação dos explorados sem reagir. Precisa ser um gênio para imaginar-se que o Sistema Financeiro Internacional não aceitará calado quando nossas Nações romperem com a inserção subalterna que têm nele, explicitada através da exploração perpetrada pelos absurdos juros de nossas dívidas públicas, e resolverem romper definitivamente com esse modelo autodestrutivo através da consolidação plena de projetos nacionais de desenvolvimento autônomo, capazes de colocar em um outro patamar nossas relações comerciais no Sistema Capitalista e consequentemente os saldos de nossos Balanços de Pagamentos, livrando-nos da dependência escravizante dos tais “investimentos”(na verdade, especulaçoes, explorações)externos? Evidentemente os ianques(representantes armados dos interesses da Banca Financista Externa)arrumariam alguma razão “humanitária”, apoiados por nossa mídia canalha, para atacar nossos países e humanitariamente bombardearem criança e velhinhos, derrubando Governos independentes, destruindo projetos de desenvolvimento autônomo, ocupando territórios, esmangando soberanias e culturas e ainda roubando nossas riquezas como “brinde” autoconcedido por seus crimes. Assim, apoiar a luta Argentina pela devolução completa das Malvinas àquele país deve ser percebido como uma importante etapa de uma grande estratégia de defesa latino-americana, que começou a ser traçada com a criação da UNASUL e deve consolidar-se, fortificar-se e expandir-se ainda mais.

  37. li muita baboseira esquerdopata neste topico.

    herdeira da espanha? Quem AFINAL nomeou a argentia herdeira da espanha ? Deveria o uruguai ser entregue a argentina tambem ? A região de palmas que sempre foi uma disputa entre portugal e espanha tambem deveria ? Realmente esquerdopata sem nexo só sabe falar mentiras

    A argentina é totaltamente NAO CONFIAVEL. Quebra todos os tratados do mercosul e cria novos pontos de discordia com o Brasil

    “OS britanicos querem uma base na america do sul para seus parceiros, bla bla bla” outra piada e da grossa. A força de ação rápida americana pode deslocar 20.000 soldados treinados e equipados a qualquer parte do mundo em 24 horas.

    O Brasil tinha muitoosss pontos nao povoados até a decada de 1950. Deveriamos aceitar também que se uma potncia estrangeira viesse para cá com o chavão “olha tava desocupado e eu invadi, teno o direito” ?? Por favor menos né.

    O próprio criador do blog demonstrou por A+B que quem tem direito as Falklands são os britanicos e os argentinos é que estão querendo colonizar as ilhas.

    Menos bando d puxa saco de hermano.

    • Se vingasse a sua tese, teria mais lógica “puxar o saco” de “hermanos”, que pertencem à região em que vivemos e que, portanto, compartilham de interesses muito mais similares, do que, a seu exemplo, bajular europeus, cujos interesses geográficos e culturais estão muito mais distantes dos nossos. Mas isso se explica pela música do Cazuza sobre a burguesia brasileira: são cablocos que se pensam ingleses, como você

    • O direitopata aparentemente discorda disso:
      “Deveriamos aceitar também que se uma potncia estrangeira viesse para cá com o chavão “olha tava desocupado e eu invadi, teno o direito” ?? ”

      Mas concorda com isso:
      “Em 1833, no entanto, a mais poderosa marinha do mundo, a britânica, invade o Arquipélago e informa aos argentinos que o Império iria retomar a posse das ilhas”

      Mais um bobão de direita com o cerebrinho lavado pelo PIG. Esse não consegue nem disfarçar a vontade de ser capacho de ingleses. Vai morar em Londres e viver de lavar as privadas dos súditos da rainha!

  38. Se deixar pela população das Malvinas é mais do que claro que vão querer continuar sendo ingleses, sejamos francos agora, quem seria burro de querer largar uma economia com moeda forte por uma moeda super desvalorizada como o peso argentino?
    A senhora presidente deveria procurar meios para melhorar a economia do país, assim como está acontecendo nesses ultimos anos no Brasil, do que tentar esconder por tras de uma guerra que irá gastar ainda mais dos precários cofres publicos.
    Os hospitais e escolas publicas por todo territorio argentino está a fazer vergonha! Se você acha nossos hospitais publicos lamentaveis entao nem entre num argentino!
    Argentina NÃO tem uma economia boa e muito menos consegue aguentar uma guerra contra Inglaterra e EUA ( Sim, Estados Unidos é aliado da coroa em qualquer guerra), seria um tiro letal na populaçao ja abatida da Argentina… é facil esquecer da pobreza e decadencia daquele país quando vemos cidades lindas como Buenos Aires e Bariloche.
    Enquanto tiver petroleo e gás, Inglaterra e EUA NÃO vão abrir mão das Malvinas e isso é fato!
    Sou argentina, nasci e cresci em Buenos, vi minha familia toda perder TUDO e mal ter o que comprar para comer no dia seguinte! Mudar para o Brasil foi a melhor chance que meus pais poderiam ter me dado, mas infelizmente não digo o mesmo dos outros que ficaram.
    Por isso e por esse sentimento, antes de brigar pelas Malvinas a senhora presidente poderia tomar vergonha na cara párar de roubar o dinheiro publico para bancar as viagens caras da filha e suas cirurgias plasticas e CUIDAR DO MEU PAÍS JÁ TÃO HUMILHADO PELOS SEUS POLITICOS E POLITICAS!

  39. Em 1941 as forças de Hitler invadiram a Ilha de Creta para usá-la como base para um ataque ao Canal de Suez (defendidas por forças britânicas) visando controlar as fontes de petróleo do Oriente Médio. Para sorte dos Aliados, os nazistas tomaram Creta mas fracassaram no intento de tomar Suez.

    Existe no Brasil receio da cobiça dos imperialismos europeu e ianque sobre as reservas de petróleo do Pré-Sal e de biodiversidade da Amazônia brasileira, patrimônios de nosso país e nosso povo.

    Qual a garantia de que, em caso de um hipotético (improvável mas não impossível) ataque militar do imperialismo contra o Brasil, as Malvinas dominadas pelo Reino Unido (potência imperialista envolvida em incontáveis aventuras bélicas e guerras de agressão) não seriam usadas como base por forças agressoras? Claro que ter uma base em nosso continente interessa. Não fosse por isso os EUA não teriam base na Colômbia…

    Brasileiro que apóia a dominação britânica nas Malvinas, das duas uma: ou não sabe o que diz ou é um direitopata quinta-coluna querendo ser colaboracionista de invasor.

  40. por que a atual presidente da argentina entrou com um requerimento na ONU para ”reaver” a posse das ilhas?

  41. As falklands são inglesas
    “http://moraisvinna.blogspot.com.br/2012/06/malvinas-1770.html”

  42. SE OS INGLÊSES TOMASEM UMA ILHA BRASILEIRA A COISA SERIA OUTRA, NÓS PODERIAMOS ATÉ PERDER ESSA GUERRA, MAS AS BAIXAS INGLÊSAS NÃO COMPENSARIA TAL AVENTURA, OS INGLESES SABEM DISSO. O BRASIL TEM ÓTIMOS COMBATENTES E NÓS TEMOS SANGUE E CORAGEM!

  43. Baboseira. O Brasil carece de competencia, entra governo sai governo e o bananão não anda. Com toda a crise mundial muitos países da América Latina tiveram um PIB bem mais usbstancial que o nosso. O gigante bananão, onde os recursos naturais são imensos, não consegue crescer. Herança cultural. O país briga pelo tal pré-sal mas carece de competencia em todos os sentidos para tocar adiante a tal exploração. Leis e mais leis para saber quem fica com o dinheiro. Isso tudo antes de explorar mas falta competencia, capacidade de levar adiante tal projeto. O Japão é pequeno, com recursos naturais escassos, não tem amazônia nem pré sal mas é uma das maiores potencias economicas. Mais, não tenho simpatia nenhuma por los hermanos os quais estão acostumados a puxar o nosso tapete. O comercio entre Brasil e Argentina não precisa do MERCOSUL para funcionar. Quanto as geladas ilhas do atlantico sul, elas se chamam Falklands e não malvinas. Quem tem cmpetencia e força dita as regras. Sempre foi assim e sempre será.

  44. Sim, o povo que vive lá a quase 200 decidiu que é sim Britânica. Fim de papo, realmente.
    O governo Argentino busca mascarar os graves problemas sociais e econômicos com esta discussão.

  45. Vocês não estão sendo um tanto tendenciosos quanto a essa questão da “inglaterra ter invadido as ilhas Falklands”?

    Só para começar, durante o século 19 quando a ocupação ilegal Argentina na ilha foi convidada a se retirar as bordas da Argentina estavam a 1600 km das ilhas. Hoje em dia apenas 450 km.

    Os Ingleses nunca tomaram a ilha e a estória de que as ilhas foram herdadas dos espanhóis é puro mito. As Falklands nunca foram da Argentina e ponto final.

    E tem mais, a invasão que houve na década de 80 foi um ato populista desesperado de generais militares gagás de salvar o regime estúpido que imperava sobre a Argentina. O mais irônico é´que existia um tratado no qual as ilhas seriam entregues para Argentina depois de um certo tempo mas a guerra acabou (ainda bem!) com essa possibilidade.

    Falklands não quer ser da Argentina. Esse lugar é um paraíso sem crimes, com boa qualidade de vida e pessoas pacíficas e educadas. Os islanders não querem ser Argentinos! É um lugar lindo e com oportunidades para Sul-Americanos como nós brasileiros que querem trabalhar.

    Parem de comprar essa idéia estúpida encrustada na cabeça dos argentinos! As Falklands são dos Falklanders!

  46. Esse antigo sistema capitalista chamado: COLONIALISMO (obsoleto, ultrapassado, de muito mal gosto, além de ser fora de moda, claro), já deveria ser extirpado do mundo há muito tempo!
    O intruso e inconveniente Reino Unido que fica lá do outro lado do planeta, isto é, no Atlântico-Norte, não tem nada que vir aqui no Atlântico-Sul arrumar confusão com a Argentina. Depois a Inglaterra já tem uma porção de colônias pelo mundo afora, portanto, não há razão que justifique essa briga tão mesquinha!

    Reino Unido, devolva o arquipélago para a sua verdadeira proprietária – na Argentina!

    A crise atual sobre a anexação da Crimeia, onde a Rússia tomou à força esse enclave da Ucrânia vem à calhar, e se existe um boa ocasião para trazer a tona a questão da soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, pois eis aí está, esse é bom momento! Que moral os Estados Unidos e o Reino Unido têm em fazer duras críticas de repúdio contra a atitude errônea da Rússia, hem!? “Um sujo, falando do outro mal lavado”…, no início dos anos 80, a Inglaterra se aproveitou do momento de fragilidade na América Latina devastada pela ditadura militar (patrocinada inclusive pelos Estados Unidos durante o período da GUERRA FRIA), então ela, a Inglaterra se apropriou indevidamente, utilizando-se de um oportunismo truculento e covarde, tomando da Argentina à força aquele arquipélago! A UNASUL deve deixar muito bem esclarecido que hoje a Argentina não está sozinha, e que agora a questão da soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas é uma questão de honra e um assunto da América do Sul como um todo, e que não admitimos mais essa afronta debaixo do nosso nariz! Chega, basta! As Ilhas Malvinas é dá argentina e ponto final!

    Quanto aos habitantes de origem britânica que residem no arquipélago, vale lembrá-los primeiramente de que eles antes de mais nada, não são nativos, mas, invasores! E com base nesse quesito, só lhes restam apenas 2 alternativas:
    1) Os que desejarem permanecer residindo nas Ilhas Malvinas, como parte da Argentina sim, e não mais como parte do Reino Unido;
    2) Se não estão satisfeitos como se diz aqui no brasil: ” os incomodados que se retirem” ou se ainda preferir ‘a porta da rua é a serventia da casa” – ou seja, pois que voltem lá pra o Reino Unido (seu país de origem);

    Já está mais do que na hora da UNASUL, providenciar uma reunião urgente pra debater este tema e em seguida protocolar um documento assinando por todos os países-membros do bloco em prol da soberania argentina sobre o arquipélago. Inclusive, nesse mesmo documento já deve conter o apoio antecipado para a Guiana do Sul (futura ex-Guiana Francesa venha solicitar sua independência junto à metrópole colonizadora – a França, no caso de oferecer algum tipo de resistência a esse respeito). Deixando também muito bem claro que o apoio da UNASUL ou da América do Sul a qualquer descolonização no mundo, que podem contar com o nosso apoio…

  47. Faltou lá em 1833 um pouco mais de interesse aos argentinos: Naquela época ainda não havia britânicos nascidos nas ilhas, apenas três caravelas britânicas aportaram e tomaram as ilhas, numa época em que qualquer noticia levaria aos menos seis meses para chegar ao territorio ingles. se os argentinos tivessem feito o que a coalizão brasileira (brancos negros e indios) fizeram na batalha de guararapes contra os holandeses no Brasil, as ilhas seriam hoje dos argentinos. A guarnição inglesa em 1833 não passava de 500 homens. se a argentina invadisse as ilhas poderia ter matado todos os britanicos sem deixar vestigio. numa época sem qualquer meio de comunicação, o rei só iria saber um ou dois anos depois e jamais iria empreender uma nova aventura com homens e navios para reconquistar uma terra tão distante e, na época sem nenhuma riqueza aparente, pois ainda não se havia descoberto o uso do petroleo.

  48. É uma coisa até triste de falar, mas quando os brasileiros mataram tres mil invasores holandeses e deixaram seus corpos para os urubus comerem, na verdade se evitou um incomodo secular que talvez perdurasse até hoje entre Brasil e Holanda, assim como é a disputa nunca resolvida de vez entre argentina e inglaterra por aquelas ilhas inuteis…

  49. O território é da Argentina já que foi possessão espanhola. Alem de tudo estes ingleses colocaram os seus para morarem ali. Sempre Malvinas falkland invenção inglesa para obterem petróleo Argentino ou tentarem ir além. O aqüífero reserva de água na Patagônia Argentina é riquíssima. Além do que estão extraindo petróleo abaixo da reserva do xisto. Ingleses não se pode confiar nem de dia com lamparina e luzes e velas. São mercenários ao extremo abutres terríveis. Go home ingleses saiam da América do Sul.

  50. Existem pessoas que moram lá, trabalham lá, criam seus filhos, envelhecem e morrem. E essas pessoas são as soberanas do lugar. Elas têm o direito, o que é referendado pela ONU, de escolherem seu destino. E essas pessoas não querem ser subordinadas à Argentina.

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