Sósia de Aécio Neves protagoniza nova minissérie da Globo

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Publicado, originalmente, em 18 de janeiro de 2012 às 2:11 hs.

Paulo Ventura (Domingos Montagner) é o presidente da Câmara dos Deputados na nova minissérie da Globo, Brado Retumbante. Quando um acidente aéreo mata o Presidente da República e o vice, o personagem – da faixa etária de Aécio Neves, incrivelmente parecido com ele e mulherengo como o próprio, ainda que idealista e honesto como o Superman – assume a Presidência e passa a combater sem tréguas a corrupção que o antecessor deixou (!).

Acima de tudo, a produção deixa ver um fato até então insuspeito. Apesar de que a imprensa paulista passou a hostilizar o senador tucano por Minas Gerais, coincidentemente após o lançamento do livro Privataria Tucana, a mídia carioca – ou seja, a Globo – deixa ver que pode ter decidido pular fora do barco de José Serra, que, a esta altura, deve estar mordendo os cotovelos de raiva e inveja…

Quanto à estratégia da Globo, é apenas um começo de trabalho visando 2014. Mas ao levar ao ar material publicitário de tal porte em benefício de um político, a emissora da família Marinho escancara que a sua aposta no neto de Tancredo Neves não é pequena nem fortuita. O descaramento de colocar quase um clone dele como político incorruptível, um verdadeiro herói, só se justifica diante de grande esperança em que decole.

Não é a primeira vez que a Globo faz algo assim. Já fez uma novela inteiramente com finalidade política, só que como propaganda negativa. O Salvador da Pátria foi ao ar entre 8 de janeiro e 14 de agosto de 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de vinte e um anos de ditadura e quatro de transição para a volta efetiva da democracia. Daquela vez, o protagonista pretendia parodiar o então candidato Lula.

A trama gira em torno de Sassá Mutema (Lima Duarte), um bóia-fria ignorante e ingênuo que se deixa cooptar por…  Sindicalistas! Sassá acaba convencido a se candidatar a prefeito e acaba se elegendo. A novela mostra a transformação de um analfabeto em político poderoso, mas ainda um títere usado ao sabor das conveniências. A má notícia é que Lula acabou não sendo eleito, naquele ano, ainda que não se possa culpar (só) a novela por isso.

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Leia também matéria da Folha sobre o assunto http://presidente40.folha.blog.uol.com.br/arch2012-01-16_2012-01-31.html

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181 Comentário

  1. Eduardo,
    Engraçado que quando vi o anúncio pensei o mesmo que vc!
    Não se esqueça de “Anos Rebeldes”, logo antes do impeachment de Collor!
    Abraços!

  2. É gente, vamo afiando o verbo que a campanha já começou. A Globo assumiu Aécio e vai fazer campanha disfarçada e assumida até 2014. Essa deve ser a primeira de tantas outras minisséries e novelas em favor de seu protegido. Mais do que nunca na história desse país o PIG vai querer voltar ao poder. As redes sociais vão ter muito trabalho para desmascarar essa panela entre os tucanos e o PIG!

  3. ¨omo¨ LAVA, MAIS SUJA,c/ BBB.

  4. Realmente, além da semelhança física, há a semelhança de comportamento: solteiro, mulherengo, chegado em bebidas alcoólicas e festas.

    Será que a Globo vai colocar no personagem outros hábitos que Aécio cultiva em sua carreira?

  5. Estranha coincidência, dez minutos atrás tentei acessar este blog e vi uma “mensagem de erro” ao tentar abrir este tópico e outros do Blog da Cidadania.

    Agora, ao tentar acessar o blog O Escrevinhador (de Rodrigo Vianna) aparece a seguinte mensagem:

    “Aviso!

    Site aguardando publicação de arquivos.
    Verifique se algum dos arquivos index.html ou index.php existem no diretório /public_html

    Em caso de dúvida, entre em contato com o responsável pelo site.”

    Algo a ver com blogs considerados sujos e inoportunos pelo PIG?

    Clamamos por uma Ley de Medios já.

    Chega de sassás mutemas da vida, chega de manipulação vil e covarde por parte da famiglia (máfia, organização criminosa) chamada Rede Globo.

  6. É por isso que em 2 minutos assistindo já fiquei com nojo!

  7. Boa análise! Não assisto mais a rede globo e passou desapercebido isto! Vai ser o novo Collor?

  8. VELHA MÍDIA E REPRESENTAÇÃO DA POLÍTICA

    Por Emiliano José

    “Há evidente esforço político para desqualificar a política. O esforço parte de modo evidente da mídia brasileira. Melhor, da velha mídia –aquela oligarquia que há décadas tenta monopolizar o discurso no Brasil, participa de tentativas de golpe e de golpes, como os de 1954 e o de 1964, torna-se conivente com os governos com os quais concorde, combate acidamente aqueles dos quais discorde, e sempre, aberta ou dissimuladamente, trava uma espécie de queda de braço com o Legislativo no sentido de [a velha mídia querer]representar o povo, sem que tenha um único voto para tanto.

    Vivemos momento curioso, com aspectos paradoxais. Um país que nos últimos anos, pela política, e sob o jogo aberto da democracia, promoveu transformações jamais vistas em nossa história, especialmente nas condições de vida do povo brasileiro, malgrado não tenhamos, por impossibilidade, ainda superado as tantas mazelas sociais que acumulamos durante séculos. Essa característica é sumariamente desconhecida pela velha mídia, e é destacada no exterior, para desespero de uns tantos colunistas absolutamente tomados pela visão neoliberal do mundo.

    As manchetes, os lides, o corpo das matérias, reportagens, artigos das revistas, dos jornais e das emissoras de tevês revelam outro Brasil – “aquele inteiramente tomado pela corrupção”, como se verdadeiro fosse. Lembro-me de um conceito desenvolvido pelo professor Venício Lima (Cenário de Representação da Política) que cai como uma luva para a análise desse paradoxo. Diria que a velha mídia, tenta, a todo custo, compor cenário de um país sem projeto, de um governo leniente com a corrupção, de um Legislativo inteiramente tomado por ladrões do dinheiro público, de executivos envolvidos todos com falcatruas, e por isso, fundamental seria as ruas serem invadidas por novos ‘caras-pintadas’ contra esse monstro chamado corrupção.

    São dois países. A velha mídia tem tentado, de todo jeito, ser a vanguarda das mobilizações contra a corrupção, embora não se desconheça que o seu discurso é altamente seletivo. Ela escolhe os seus alvos, e não há dúvida de que o principal é o governo da presidenta Dilma e seus ministros, sabendo-se que há surda disputa entre os meios de comunicação da velha mídia sobre quem derrubará o próximo ministro. Nos altos escalões das redações, essa disputa tornou-se evidente. Curioso é o noticiário: destacam a presença, nos dias marcados para mobilizações contra a corrupção, de 100 pessoas, de vinte, de trinta, numa tentativa de destaque que não se justificaria, e que chega a torná-la burlesca. Não parece ser uma vanguarda muito confiável.

    “’grande’ mobilização popular contra a corrupção” (intensamente estimulada convocada pela mídia e oposição)

    Melhor seria dizer, na verdade, que o outro país, o que se desenvolve, o que cresce, o que distribui renda, o que sabe enfrentar a crise, é que prevalece. Aliás, foi este país, sob o governo que se iniciou em 2003, com o presidente Lula, que se impôs para além da mídia, que cotidianamente, e até os dias de hoje, se coloca inteiramente contra o projeto político em curso. E o curioso é que, na tentativa de construção daquele outro país, daquele outro cenário, se desconhece os grandes avanços no combate à corrupção experimentados pelos dois mandatos do presidente Lula e agora pelo mandato da presidenta Dilma, terceiro mandato desse projeto. A Controladoria Geral da União é um exemplo de combate à corrupção em todo o mundo pelo rigor com que tem atuado desde que surgiu, sob o comando de Waldir Pires, agora de Jorge Hage. O país da distribuição de renda e da criação de empregos é, também, o que, cotidianamente, combate a corrupção.

    Pretender que não haja corrupção seria uma inocência que não cabe hoje, como não coube antes. Por outro lado, ignorar os avanços no combate ao desrespeito com o dinheiro público é atitude deliberada que, no caso brasileiro, se não é má fé, constitui-se num equívoco grave. Creio, como disse no início, tratar-se de claro objetivo político. Ignorar tudo que foi conquistado, em todos os terrenos, nos últimos anos, inclusive no combate à corrupção, e destacar tudo o que for possível para desgastar o governo, a política, e os políticos, esse tem sido o esforço da mídia. Sobraria, como “salvação da Nação”, a velha mídia, que se acredita uma espécie de reserva moral da população brasileira, reserva fariséia, é bem verdade, a apontar o dedo em direção aos pecadores que, tão logo sejam por ela apeados do poder, são convenientemente esquecidos.

    Combater intransigentemente a corrupção é tarefa de qualquer governo. E isso tem sido feito pelos governos que se iniciaram em 2003. Nenhum governo pode trabalhar exclusivamente com a análise de virtudes individuais, embora essas também contem. O principal é que o Estado Democrático tenha instrumentos capazes de acompanhar com rigor o uso do dinheiro público, e punir os transgressores dos princípios democráticos e republicanos. Isso, creio, os governos centrais da República, de 2003 a esta parte, tem feito. Mas, a saída de ministros, desde Lula, é tomada como vitória da velha mídia, e não como providência correta do governo. É como se os poderes do governo eleito pelo povo tivessem sido transferidos para a velha mídia.

    A cada denúncia, verdadeira ou não, e tantas não o são, a velha mídia cobra que a presidenta demita o atingido, e vocifera de modo estridente quando a providência não é a que ela reclama. Insista-se na essencialidade do combate à corrupção. Mas, não se desconheça que campanhas dessa natureza, com essa mesma matriz, de corte udenista, foram conduzidas tantas vezes com claros objetivos políticos, como aquela da tentativa de golpe contra Vargas, e que resultou no seu suicídio, ou a outra que redundou no golpe militar, ou a outra, ainda, que ensejou a eleição de Collor. Ou a que pretendiaderrubar Lula em 2005, porque afinal o que estava em jogo ali era essa tentativa, e não o impropriamente chamado ‘mensalão’ que, aliás, na forma caracterizada pela imprensa, naquele caso não existiu.

    Creio que devamos lutar pela dignidade da política. Sem a política, não há civilização. Sem a política, não há democracia. A inexistência da política implica o autoritarismo, as ditaduras, a barbárie. E a velha mídia, extremamente conservadora, partidária de projeto político distinto do que está em andamento no Brasil, não pode ser e não é aquela que pode representar a população, como pretende cotidianamente.

    Poderia, fosse séria, fazer belo trabalho, se sua cobertura seguisse, ao menos, os manuais de redação que edita. Não o faz. Sempre segue a cartilha de seu projeto político, afinado hoje com o pensamento neoliberal, derrotado em 2002, 2006 e 2010, e derrotado porque o povo brasileiro reconheceu, primeiro, uma nova e generosa proposta para o país, e depois, porque viu a proposta sendo posta em prática, melhorando a vida de todos, e especialmente a dos mais pobres. A dificuldade de fazer valer novo cenário de representação da política, fundada em princípios neoliberais, está no fato de que o Brasil real, felizmente, não é o que ela gostaria que fosse. E ela, a velha mídia, não consegue mais representar, como pretende, o que chama de “opinião pública”.

    Essa [a opinião pública], hoje, orienta-se por suas próprias convicções, e não engole a velha catilinária midiática com facilidade. Olha o entorno, analisa a política em andamento, valoriza o que efetivamente ocorre, observa as suas próprias condições de vida e dos demais, e então opina, a seu modo. E não é por acaso que, apesar da insistência midiática, a presidenta Dilma segue crescendo em popularidade. Está cumprindo o que acertara com a população durante a campanha, dando sequência àquele projeto iniciado em 2003, enfrentando a crise, garantindo emprego, distribuindo renda, afirmando nossa soberania, e tentando, junto com tantas parceiros, contribuir para que o mundo saiba orientar-se diante do desastre a que nos levaram os países que ainda seguiam a cartilha neoliberal, como os EUA e os integrantes da União Européia.

    E o que vale para o Executivo, vale para o Parlamento. Que se puna com todo rigor aqueles que se envolvem em falcatruas. Que se lute, como temos lutado, e com dificuldades, e sem que a velha mídia se envolva nessa luta, pela reforma política. Sem financiamento público de campanha, com o consequente voto em lista e fortalecimento dos partidos, não estaremos livres dos sucessivos escândalos decorrentes do financiamento privado. Pretender, como pretende avelha mídia, ser, no entanto, o Parlamento, de modo generalizado, um “antro de ladrões”, é um equívoco grave e que trabalha contra ademocracia e contra a política. Há muita gente séria e que trabalha muito no Parlamento brasileiro, e falo de parlamentares de todos os partidos.

    Defender a democracia e o Estado de Direito Democrático. Defender o mais absoluto rigor no trato do dinheiro público. Defender a política como instrumento da civilização. E opor-se às campanhas destinadas à desmoralização da política, orquestradas de modo consciente pela velha mídia. Essas são algumas das tarefas nossas. Não apenas do Parlamento ou dos governos. Mas, da sociedade brasileira, que seguramente quer que a revolução democrática em curso prossiga. Para prosseguir, a política, a boa política, é essencial.”

    FONTE: escrito por Emiliano José, jornalista, deputado federal (PT-BA) e membro do Conselho Curador da FPA e do Conselho de Redação da revista “Teoria e Debate”. Artigo transcrito no portal do PT (http://www.pt.org.br/noticias/view/artigo_velha_midia_e_representacaeo_da_politica_por_emiliano_jose) [imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].
    Postado por Política
    http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/velha-midia-e-representacao-da-politica.html
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  9. Gente o Presidente da novela da Globo não é ex-governador e nem neto de ex-presidente. Agora concordo que a novela é ruim.

  10. É só lembrar na época da campanha eleitoral quando Collor e Lula eram os candidatos. . A novela global fazia camapanha escancarada para o collor. O nome da novela parece que era Que rei so eu . Lembram ? A globo não para de aprontar e o geverno não faz nada. .
    Mais uma coisa Edu. A CPI da privatização vai mesmo sair ou vai cair no esquecimento?

    • E a propaganda da máquina governamental para o candidato à prefeitura de São Paulo?
      Fale alguma coisa a respeito, que eu estou ansiosíssimo pra escular.

  11. Edu, desculpe, mas é paranóia, sua.
    A minissérie O Brado Retumbante, da Globo, não passa de um recado aos presidentes de plantão, e ao povo brasileiro, de que, com um brado retumbante, se unam, numa forma diferente de lutar contra a corrupção que atrasa o desenvolvimento do país, e o famigerado “pacto de governabilidade” que nos obriga a assistir, impotentes, uniões como a de Lula com Collor, possa ser jogado na lata do lixo.

    • Se você tiver a formula de governar sem aliança, num país organizado politicamente como o nosso, manda para os cientistas políticos. Quem sabe você não ganha o premio Nobel. O Collor que você cita, bem que tentou esnobar o congresso. Todos nós sabemos como acabou o mandato dele.

      • Belo resumo, Galvão.
        Democracia é maioria. Para ter governabilidade, como já disse o Lula, às vezes é preciso fazer aliança até com o “danado”.

    • Caro Décio.

      Desde quando a Globo está preocupada em moralizar alguma coisa?

      Acorda, rapaz!!!

      Abraço.

  12. Assisti ao episódio de ontem da série. Duas coisas chamaram-me atenção, além de tudo que já foi comentado.
    Primeiro, na série, a política é total e completamente despolitizada. Não há partidos, não há programas, não há discussão, não há povo. Há apenas um homem (o super-homem da coisa pública, o herói de brado retumbante) lutando contra os venais parlamentares. Isso é tão radicalmente patético e alienante, que o folhetim se esvazia por completo. É tão simples e maniqueísta que se perde.
    Segundo, a internação do presidente da república num hospital público pra dar uma cutucada em Lula.
    Como diria Ivanzinho, desliguei a tv com aquele sentimento de “perdeu, playboy”.

  13. Última propaganda: O ministro da educação que ‘deseduca o país’.

    A globo voltou aos níveis de manipulação crassos dos anos oitenta.

  14. Farinha do mesmo saco
    Por Menalton Braff

    Esta história das sanguessugas tem provocado discussões homéricas e acho que é bom, é saudável que se exercite um pouco esta coisa que se chama cidadania. Não importa que os conceitos sejam muitas vezes primários, que os resultados sejam viciados por visões tortas do mundo. O que vale, mesmo, é o exercício. Sem ele, jamais passaremos de multidão a povo.
    ‘Nada é mais parecido com um povo do que seus políticos. Ninguém nasce político, eles não pertencem a uma espécie humana diferente dos outros seres’. Foto: Marcelo Träsel/Flickr
    O Adamastor, homo morbide politicus, não para mais de discutir. A tônica do que se ouve sobre o assunto é sempre a mesma: políticos são todos corruptos.
    Entrei numa dessas discussões no bar do Zégeraldo para tirar meu amigo de uma enrascada. Ele havia dito o que pensava e isso é sempre perigoso, pois ele pensa.
    Valendo-me da maiêutica (parto, em grego, método socrático), perguntei ao oponente mais exaltado do Adamastor, se político tem família (pai, mãe, irmãos) e ele disse que sim, claro. E que tal a família de um político?, voltei a perguntar. Um olhar gelado de desconfiança me cobriu. Ora, nada de especial com a família de um político.
    Os outros começaram a coçar os braços, principais órgãos do pensamento em algumas situações. Voltei à carga, querendo saber se ele conhecia algum político, algum vereador, que fosse. Disse-me com orgulho que ao lado da casa dele morava um. Então perguntei se era possível notar algum sinal particular em seu vizinho. Não, nada de especial. Pelo contrário, um homem bem comum. Olhando assim para ele, revelou o adversário do Adamastor, ninguém imagina que se trata de um vereador. Igual a nós.
    Será que a corrupção não abrange um universo bem mais amplo do que geralmente se supõe?
    Onde moro, assisti a um mesmo cidadão vender os vinte votos de sua família para três candidatos diferentes. Nenhum dos três se elegeu, mas o vendedor de votos continua incólume, sem que ninguém ouse acusá-lo de corrupto. Porque corrupção tem esta distinção de passiva e ativa, coisa difícil mesmo de se entender.
    Leia também:
    O céu é o limite
    Ora, na cartilha em que se estudam assuntos pertinentes à corrupção, aprende-se que só existe corrompido onde existir corruptor.
    E então me parece que o problema está sediado muitos furos abaixo. Todos nós, ou quase todos, já ouvimos falar de valores éticos, que desde o Aristóteles tem farta literatura a respeito deles. Mas o Aristóteles, me dirão alguns, e sua Ética a Nicômano ou qualquer outra ética, são coisas antigas, a que não se deve dar muito crédito. Coisas antigas.
    A prática da corrupção é facilitada pela indiferença de um povo, que não vê na corrupção qualquer qualidade imoral. Nada é mais parecido com um povo do que seus políticos. Ninguém nasce político, eles não pertencem a uma espécie humana diferente dos outros seres.
    Estávamos para deixar o estabelecimento do Zégeraldo, quando alguém comentou a situação de determinado ex-prefeito, que foi parar num asilo para pessoas idosas. Foi quase unânime a manifestação negativa do grupo, considerando o cidadão citado um fracassado. Não foi esperto nem para roubar, dizia um deles. Em seu lugar, eu passava a mão, como todo mundo faz.
    Saímos em silêncio, o Adamastor e eu. Não havia argumento possível sem que houvesse uma base mínima comum de pensamento.

  15. galera, é óbvio que é o “aécio”.

    E o importante é nem ser tão escancarado, pq isso fica no inconsciente coletivo, chega época de eleição o zé-povinho pensa “eu num sei pq mas eu vou com a cara desse tal de aécio aí, vou votar nele!!”

  16. depois do episódio de hoje deveriam tirar do ar essa série… isso é tentativa de golpe de estado

  17. E que ninguém se esqueça é do roubo, ops, rombo ocorrido na COPASA em Minas Gerais no valor de R$4,3 bilhões que o Aecinho aplicou no povo mineiro !!!

    • E a gratificação de 2010 que os professores estão esperando até hoje.

    • E não se esqueçam também de falar na mini-série sobre bafômetro, enriquecimento do herói comprando apartamento em zona nobre do Rio, possuir radio de 12 milhões e uma irmã que compra toda a imprensa do seu estado, jatinho, etc. Roubo na Copasa. Ou seja, o mocinho é contra a corrupção mas é o maior corrupto da política brasileira. Assim a serie ficará mais interessante!!!

  18. Acaba de ser lançado mais um livro interessante; trata-se de um romance intitulado “Pirataria, Bastidores do Poder” Ajudem a divulgar, o autor está oferecendo grátis: omarafid@gmail,com

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