É constitucional o Judiciário dar sentenças que podem matar?

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Pedem-me que comente entrevista que a juíza Márcia Loureiro – autora da ordem de reintegração de posse de terreno no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos – concedeu ao jornal o Vale. Antes,  leitor, veja – ou reveja – o vídeo contendo a matéria em que ela comenta os desdobramentos da sentença de sua autoria que redundou nessa polêmica operação policial .

Primeiro, transcrevo o trecho inicial da matéria. A locução é da juíza em questão.

— A operação me surpreendeu positivamente – a atuação da polícia. Eu tinha essa expectativa, mas nós tínhamos um pouco de receio porque as lideranças, motivavam, incentivavam uma revolta, uma reação, uma carnificina, como foi anunciado [sic]. Um banho de sangue. Queriam colocar crianças e mulheres envolvidas nessa operação na frente de combate. Então, eu tinha muito receio a esse respeito. A Polícia Militar se preparou, ela se planejou durante mais de quatro meses e, com muita competência, exerceu e desempenhou um serviço admirável, que é motivo de orgulho pra todos nós.

Não é nada que surpreenda. Apesar de a Justiça, segundo a Constituição Federal, ser obrigada a se pautar, liminarmente, por princípios humanistas, esse membro do Poder Judiciário brasileiro se mostra previsivelmente indiferente a preocupações sociais, pois não é possível que tenha visto as cenas da operação da PM e a situação em que estão as famílias e diga que houve qualquer coisa similar a preocupação social.

Mulheres e crianças sendo atingidas por bombas de gás e balas de borracha dentro de casa – e não na “frente de combate” – ou nos “abrigos” que o Estado lhes destinou, como mostram inúmeros vídeos, isso não pode ser considerado tratamento digno. Pessoas com necessidades especiais amontoadas em depósitos de seres humanos como tem sido fartamente mostrado, isso não é tratamento digno.

Como é possível que a juíza não tenha se interessado em ver nada disso, como sugere ao dizer que só sabe, sobre o cumprimento de sua sentença, o que o jornal O Vale informou?

A fala da juíza também é bastante politizada. Acusa o governo federal de não ter sabido lidar com uma disputa entre um município e seus munícipes e, ainda por cima, pula a esfera estadual, onde questão social tão simples de resolver poderia ter sido efetivamente resolvida, bastando, para tanto, que o governo do Estado desapropriasse o terreno sob o preceito legal de que ele precisaria cumprir a sua função social.

Uma observação: cresce a suspeita de que não seria aceito nem que os moradores do Pinheirinho pagassem pelo terreno que ocupavam porque surgem notícias de que a maioria da população de São José dos Campos os queria fora de lá. Isso explicaria a intempestividade dessa operação e a indisposição do prefeito da cidade para negociar. Mas essa é outra história que ainda será contada…

Voltando à fala da juíza, então. Veja como ela conclui a sua linha de raciocínio.

— Eu agradeço a Deus por não ter tido nenhuma baixa. Isso me tranquilizou muito.

Some-se esse último período à transcrição de sua fala inicial, no início deste texto, e chegamos à conclusão de que essa senhora achou que poderia decorrer alguma morte do cumprimento de sua sentença e assim mesmo deu a ordem para desocupar o terreno. Segundo transparece de sua fala, a lei permite – ou ela julga que permite – que a Justiça corra esse risco.

É uma questão séria e que deveria ocupar-nos a todos, pois até se pode aceitar que a lei impeça uma mulher de “matar” o filho – ou o embrião do filho – que leva no ventre caso esteja visando só os próprios interesses, mas fica difícil entender que o mesmo arcabouço legal corra o risco de matar homens, mulheres e crianças em prol de interesses privados.

Será que a lei brasileira é tão incoerente a ponto de não permitir que uma mulher elimine uma vida que nem se formou direito dentro de si, negando-lhe o direito de dispor do próprio corpo, mas autoriza que o Estado corra o risco de tirar vidas em defesa do direito de propriedade?

Eis a questão. Não é o que cada um acha, mas o que diz a Constituição Federal. É até compreensível que a Justiça autorize uma ação policial para capturar bandidos, por exemplo, e, assim, assuma o risco de eles – bem como os seus captores – perecerem em confronto. Mas a Constituição permite ao Judiciário dar sentenças civis que possam tirar vidas humanas ao serem cumpridas?

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122 Comentário

  1. A “juiza ?” Marcia Loureiro merece, com louvor, o Premio Estupra Mas Não Mata 2012.

    Eduardo: por favor acrescente no topo deste post imagem para o vídeo abaixo, para mostrar o outro lado.

    http://videos.r7.com/reporter-se-emociona-ao-entrevistar-as-familias-expulsas-do-pinheirinho-sp-/idmedia/4f23362f3d14c0be464ad68a.html

    O pequeno Gabriel, de 2 anos, é uma das “Nenhuma Baixa” do raciocínio ESCROTO desta juiza: estuprado na sua primeira infância, mas vivo, tem o direito de expressar também o seu ponto de vista. Para isto precisa apenas de poucos segundos, e nenhuma palavra, quase uma fotografia.

  2. Edu, precisamos estimular uma pesquisa com um instituto sério sobre a percepção do povo Brasileiro a respeito do judiciário. Ai ficaria claro pra todo mundo inclusive jornalões que isso não reflete a vontatde do nosso povo e permitiria haver mais avanços nessa área.

  3. As pessoas que comentam neste blog e se indignam com as atitudes fascistas e arbitrárias do governador fascista Geraldo Alckimim e da juiza dondoca frequentadora da Daslu e marcahdeira do Movimento Cansei devem assinar a petição abaixo que pede para a OEA investigar o caso Pinheirinho.

    http://www.peticoesonline.com/peticao/manifesto-pela-denuncia-do-caso-pinheirinho-a-comissao-interamericana-de-direitos-humanos/353

  4. Sera que a meretrissima juiza Marcia Loureiro é realmente concursada ou é mais uma dessas que conseguem entrar no serviço público pela porta dos fundos?Não duvido nada,principalmente em se tratando de alguem que integra um dos tribunais mais corruptos do pais,o de São Paulo.

    • O problema não é de formação. A Meretíssima tem a cabeça feita, desde remotos antepassados, a desconsiderar mortalmente trabalhadores escravizados e índios expropriados, e considerar os habitantes da casa grande com a consideração que merecem os produtos & qualquer coisa oriunda do Primeiro Mundo. Ou mundo da fantasia.
      P.S. Como militante não armado contra as leis armada pelos generais de plantão nas décadas da ditadura, há muito sei que os que apóiam quaisquer leis vigentes, sempre se apóiam nelas.

  5. Que tipo de cidadania é essa que você propõe onde as leis são desrespeitadas? A juíza cumpriu a lei, coisa que os Petistas não conseguem fazer. Não gostam da lei? Então mudem a Lei. Mas enquanto a Constituição Brasileira estiver em vigor, ela deve ser respeitada.

    • Que lei,cara palida?Ou vc é ignorante ou vc é possuidor da mais completa má fé.Desde quando,debil mental,ocupar uma propriedade que não exerce nenhuma função social é crime?Desde quando violar o direito humano à moradia em favor de um questionadissimo direito à propriedade,ainda mais de um notorio criminoso,é cumprir a lei?Oras va pentear macacos,otario.

    • Prezado Vinicius,

      recomendo estas leitura:

      http://www.conjur.com.br/2012-jan-27/decisao-stj-indica-outra-saida-disputa-pinheirinho

      Tire suas conclusões, não tem nada a ver com petistas, tucanos ou que o valha.

      Tratam-se de seres humanos, tanto no caso de Mato Grosso como do Pinheirinho.

      Atenciosamente,

    • É sua besta, os nazistas quando mandavam as pessoas para a morte tambem estavam cumprindo a lei do regime. Sua besta, porque que o seu governo tucano tambem não fez cumprir a lei que manda que os proprietarios de terrenos conservem o seu patrimonio cercado e limpo. Porque que os seu querido governo tambem naão cumpriu a lei do aumentos dos professores. Para resumir seu papagaio sem argumentos (voces são bem fraquinhos) porque que os tucanos não cumprem a lei e deixam de roubar seu estado (caso astlom,banestado, roboanel, etc). Para finalizar seu covarde desejo para voce em dobro tudo o que aconteceu com o pessoal de pinheirinhos.

    • Cara Vinicius,

      A CF/88 é clara ao afirmar: “a propriedade atenderá a sua função social”. Portanto, não sei de onde vc tirou essa tresloucada ideia de que a lei está sendo descumprinda. Mesmo porque o juiz ao decidir deve em primeiro lugar buscar a paz social, os ex-moradores do Pinheirinho depois da sentença proferida pela magistrada estão gozando de paz social?

  6. Meritíssima juiza

    Poderia explicar sob qual autoridade a senhora decidiu ignorar a ordem de suspensão da reintegração de posse por corte Federal? Em sua “imensa” sabedoria, quais situações as decisões de cortes Federais precedem as de varas estaduais ou municipais?

    A senhora mencionou o orgulho do planejamento e execução do despejo das famílias do Pinheirinho. Qual era o planejamento sobre o que fazer com as famílias despejadas? A Meritíssima acreditava que 6000 pessoas (ou mesmo 3000, ou mesmo 500) iriam simplesmente “evaporar” uma vez expulsas de suas moradias?

    Grato

  7. caros amigos com esta atitude q

  8. caros amigos com esta atitude que esta juisa tomou de espulsar pobres indefesos do pinheirinho voces podem ter certesa de uma coisa dentro em breve ela sera desembargadora do tribunal de justiça de sao paulo pos so os carrascos tem ves de chegar la eu fico pensando quanto sera que o governo do estado e a prefeitura deste municipio gastaram durante estes quatro meses premeditando este crime contra a humanidade ate a sua conclusao e por ser uma area muito grande deve valer muito dinheiro quanto sera que eles ganharam para cometer tal ato que nos envergonham e todo povo brasileiro em todos os paises do mundo nem nas guerra que houve ultimamente se ouve tamanho falta de respeito o que aconteceu no haity repercutil tanto como repercutil com o que ouve aqui la foi acidente da natureza aqui foi uma tremenda falta de respeito ao direito a dignidade humana e uma falma de respeito a constituiçao por quem dis que e guardiao e preciso voces lem mais esta constituiçao se e que voces a conhecem quando os senhores asumem cargos de juises e desembargor juram diante de deus e dos homens respeito a deus e a constituiçao desrespeitaram ambas os senhores nao sao dignos do nosso respeito que deus tenha piedade de suas almas jose pinto.

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    27/01/12 – MPF recorre de sentença que extinguiu ação que responsabilizava município de São José por omissão no caso Pinheirinho

    Apelação pede reforma da sentença no prazo de 48 horas; segundo procurador, moradores estão alojados em “condições precárias”

    O Ministério Público Federal em São José dos Campos recorreu da sentença que extinguiu a ação civil pública que pedia a responsabilização do município de São José dos Campos por omissão no caso Pinheirinho. A mesma ação também pedia que as três instâncias federativas – União, Estado e Município – fossem condenados a garantir direito à moradia aos desalojados no caso de cumprimento de ordem judicial de reintegração de posse do imóvel ocupado.

    Na apelação, o procurador da República Angelo Augusto Costa, que há sete anos acompanha a questão por meio de um inquérito civil público, pede que a decisão seja reformada no prazo de 48 horas. Após a reintegração de posse, ele esteve em um dos alojamentos disponibilizados aos desabrigados e constatou as “condições precárias do local”. Um DVD com imagens produzidas no local foi anexado à apelação.

    Costa revelou que o MPF pretende “garantir o mínimo indispensável para evitar, no caso concreto, a responsabilidade (inclusive por violação de normas de direito internacional) da República Federativa do Brasil, e seus três componentes básicos (União, Estado e Município), por eventual violação em massa de direitos humanos resultante do cumprimento de ordem judicial de reintegração de posse na área denominada Pinheirinho”.

    O procurador considerou “absolutamente equivocado” o entendimento do juiz federal substituto Bruno Cezar da Cunha Teixeira que extinguiu a ação em virtude da inexistência de interesse federal no caso. “Não se está discutindo a questão da competência da ação de reintegração de posse, tema que já foi decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual reconheceu, em decisão liminar emanada pela Presidência do tribunal, a Justiça Estadual como competente”, afirmou.

    Ele explicou que a ação “restringe-se à garantia dos direitos fundamentais das pessoas desalojadas, a fim de que lhes sejam prestados os serviços, os benefícios, os projetos e os programas destinados a mitigar os efeitos fáticos, não jurídicos, da decisão da Justiça Estadual”.

    Na apelação, o MPF insiste na tese de que houve violação de direito fundamental por parte do poder público municipal, ao negligenciar a área durante sete anos, sob o pretexto de que era irregular. Costa defende a responsabilização objetiva do município. “No caso do Pinheirinho, as provas são abundantes no sentido de que o Poder Público municipal não tomou providência alguma tendente a regularizar, do ponto de vista fundiário e urbanístico, a área, de modo que incorre em responsabilidade civil por omissão, ao causar sério dano ao direito à moradia de milhares de pessoas”.

    O maior obstáculo à regularização fundiária do Pinheirinho, segundo a ação, era a legislação municipal que classificava a área como de uso industrial. “Sem a alteração na legislação urbanística municipal das regras de uso e ocupação do solo na área do Pinheirinho, a União e o Estado nem mesmo poderiam dar início a programas habitacionais naquele local”, aponta a apelação.

    O MPF, na apelação, insiste que a Justiça Federal determine que município, Estado e União garanta aos desabrigados os seguintes direitos básicos:

    (a) o atendimento emergencial, a ser prestado no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), pela União, pelo Estado e pelo Município, obedecidas as competências de cada qual e o princípio, definido na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), do cofinanciamento;
    (b) a inclusão dos desalojados nos programas habitacionais da União, do Estado e do Município, para a garantia futura do direito à moradia;
    (c) a oferta de alojamento temporário, por um ano, às famílias desalojadas e, após um ano, o pagamento de uma indenização mensal correspondente ao valor do aluguel de imóvel semelhante ao que será entregue no âmbito dos respectivos programas habitacionais;
    (d) a garantia de que não haverá interrupção desnecessária ou forçada na vida escolar das crianças e adolescentes que perderão suas casas.

    Leia a íntegra da ação civil pública 000499-66.2012.403.6103 em:

    http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/pdfs-das-noticias/SaoJose_ACP_Pinheirinho.pdf/

    Assessoria de Comunicação
    Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
    11-3269-5068
    ascom@prsp.mpf.gov.br http://www.twitter.com/mpf_sp

    http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/noticias_prsp/27-01-12-2013-mpf-recorre-de-sentenca-que-extinguiu-acao-que-responsabilizava-municipio-de-sao-jose-por-omissao-no-caso-pinheirinho

  10. Se quebrassem o sigilo bancario dessa meretrissima,a gente ia entender o porque dessa decisão que ela tomou e disse estou praticamente convencido.E não me venham com essa conversa mole de que a fulana cumpriu a lei,porque simplesmente não houve cumprimento de lei alguma,principalmente não houve respeito algum aos preceitos constitucionais,principalmente aqueles elencados nos diversos incisos do artigo quinto sendo que tambem não foi observado aquele principio que se refere à propriedade privada,o de que a propriedade deve cumprir sua função social.Essa meretrissima aí,deve ter se formado em alguma faculdade de ¨Dereito¨de beira de estrada,que so funcionam em fins de semana.Porque faculdade de direito mesmo ela não fez.Alias ela não se formou,mas se deformou em ¨Dereito¨.Isso é FATO.Ou quem sabe até mesmo tenha se formado na faculdade de ¨Dereito¨do orkut.Não passa de uma dondoca desclassificada.

  11. Chama a atenção a expressão utilizada pela juíza estadual paulista: “não houve nenhuma baixa”.

    Comandantes militares, após um combate com o inimigo em campo guerra, é que assim se expressam.

    A magistrada do estado de São Paulo poderia ao menos ter dito:

    “nenhuma pessoa morreu” ou “não houve nenhum óbito”.

    Mas não. A julgadora estadual usou propositalmente a máxima de “bravos combatentes militares em guerra”.

    Porque foi assim mesmo que foi encarada pelo judiciário e pelos governos a tal “operação militar”:

    Um combate “de homens e mulheres de bem” contra “a bandidagem suja, esfarrapada e vagabunda”.

    E na visão desses juízes, policiais e governantes é assim que devem ser tratados os “fora-da-lei”: “à bala”.

    E de acordo com a concepção vigente entre esses “nobres comandantes”: “dignidade não é coisa p’ra bandido”.

  12. Depois disso, comentar o que, meu Deus.

  13. É lamentável que o Judiciário se permita admitir fascínoras como essa em seu meio. Depois fica cada vez mais difícil combater o niilismo que contagia a mente dos jovens de hoje, cuja preocupação com os destinos de outros passa longe de qualquer devaneio.

  14. parece ser um caso para o CNJ.
    Exame rigoroso da atuação desta dasluziana cansada pró-Nahas…

    é inaceitável o desplante desta criatura perante a situação dos ocupantes desalojados. Imoral!

  15. Vejam a falta de carater dessa gente:
    A troca de comando na Petrobras acendeu um alerta em certas lideranças petistas. Um movimento que vinha sendo percebido há algum tempo se intensificou nos últimos meses, a crescente filiação de ex-tucanos em outros partidos, inclusive no PT.
    Alguns tucanos de boa cepa, inimigos e detratores do Presidente Lula dentro das empresas estatais, de repente se movem em direção ao PMDB, PSB e até para o PT.
    Isso tem ocorrido principalmente nas empresas ligadas ao setor energético, que foi o calcanhar de Aquiles do governo FHC tendo como ponto culminante o apagão.
    Tudo partiu de uma reunião entre alguns cardeais tucanos que detectou que ser necessário ocupar alguns lugares estratégicos da administração pública, e assim turbinaram a palavra de ordem “critério técnico”. Isso segundo os tucanos serve não só para ocupar cargos estratégicos no setor energético mas também ajuda a desqualificar o ex- Presidente Lula o que neste momento é mais importante para o futuro do PSDB.
    A Petrobras não está fora dos planos tucanos. Embalados pelo dito e repetido, principalmente pela revista Veja, o tal critério técnico para preenchimento de cargos, que dizem defendido pela Presidenta Dilma, foi a palavra de ordem para a mobilização tucana, rumo a outros partidos.
    Alguns balões de ensaio foram lançados, tentando desalojar petistas das diretorias e mudanças na Transpetro.
    Os tucanos sempre julgaram ter em seu DNA, o que há de melhor e mais qualificável para gestão do estado, por isso a mudança de estratégia, mudar de partido e depois ganhar a eleição ganhou corpo, principalmente entre os Aecistas.
    Essa estratégia foi defendida por dois principais motivos, primeiro, uma acomodação dentro do aparelho de estado, ladeando com o PMDB, obtendo informações que julgam preciosas para desqualificação do PT. E segundo porque percebeu que as chances de vencer as próximas eleições vão se desvanecendo, na medida em que apostavam no fracasso Dilma, como apostaram no fracasso de Lula, que não aconteceu.
    E não só técnicos já do quadro permanente das empresas estão se reposicionando politicamente como até candidatos derrotados nas últimas eleições. Vários candidatos a deputado tucanos derrotados que publicamente se referiam ao ex presidente Lula com grosserias expressões chulas preconceituosas, fazem questão de esquecer esse passado.
    Quando questionados, brandem logo a frase que soa como sentença mote de Dilma,” a ocupação deverá ser por critérios técnicos”
    Algumas lideranças petistas acenderam luzes de alerta, pois a mimetização tucana para outras cores partidárias é cada vez maior, e com a ajuda e cumplicidade de outros partidos, principalmente do PMDB.

  16. Caro Eduardo
    Magistrados da espécie dessa moça aí se tornaram usuais.
    o nível é muito baixo mesmo.
    Essa espécie de juíz é fruto de concursos dirigidos em que os aprovados devem ter perfil não só conservador, mas reacionário também.
    O judiciário brasileiro está na berlinda, e demorou para acontecer.

  17. Fo faltaram os trens para levar aquelas pessoas para Auschwitz.. E tem aqueles que batem no peito..Foi para cumprir a Lei. Existe lei que autoriza massacres?

  18. Edu,

    Essa magistrada é do naipe do “Gilmar Dantas”, portanto é uma forte candidata para o STF. Mas, ocorre que isso só ocorrerá quando a Presidenta Dilma Almoçar com um torturador do regime militar ou tomar um cafezinho com o Senador Álvoro Botox Dias.

  19. Espero que não, mas infelizmente daqui a pouco alguma pesquisa será publicada mostrando que mais de 80% da população de São José dos Campos aprovam as “medidas judiciais” e a ação da PM. É fácil criminalizar a pobreza e o próprio direito à moradia quando bancos, construtoras, especuladores e empresas de comunicação governam nosso país. Dirão que os moradores de Pinheirinho eram marginais, vagabundos, traficantes e que apesar de tudo isso ainda vão receber aluguel social.

  20. um monstro de toga e isto que pose se chamar a atitude desta juiza de sao jose dos campos com suas palavras e com a sua fisionomia risonha e de uma pessoa fria que nao sente amor por nada na vida da medo lidar com uma pessoa com a mentalidade desta juiza e preciso ficar de olho nesta senhora porque sua atitude nos deixa muita preocupaçao podemos narrar uma historia autoridades de toga em sao paulo autorisa massacre contra pobres favelados em pinheirinho com estupedas premeditaçoes das auridades policias durante mais de 120 dias jogaram contra uma populaçao indefesas numa madrugada do mes de janeiro de 2012 uma força policial de mais de 2000 dois mil policiais completamente armados capases de tudo para executar a odem de uma governador que nao sabe pensar o que e certo ou errado com o apoio de um judiciario que se quer sabia onde ficava pinheirinho pos eles dao ordens de execuçao de certas desapropiaçoes sem saber o que acontece naqueles locais se tem criança e sua quantidade e preciso levar este caso aos tribunais internacionais de haia para que eles paguem por este crime eu denomino o nome deste ato de ambos as togas manchadas de sangue jose pinto paulista pe

  21. CONSTITUINTE EXCLUSIVA JÁ!

  22. Edu, a leitura é simples. Ela já contava com algumas mortes pelo lado da população. Ela deu a sentença considerando que mesmo com algumas baixas o saldo ainda seria positivo. Como não houve, ou houve muito menos do que ela esperava, ela acredita que a operação foi um sucesso absoluto.

  23. Polícia, judiciário e similares são instrumentos do Estado a serviço da classe dominante, daqueles que dominam em dado momento histórico a estrutura do Estado.
    Essa juíza faz parte dessa máquina estatal.
    Mas há aqueles que mesmo fazendo parte dessa máquina tem a sensibilidade e a responsabilidade de decidir numa situação como a de Pinheirinho. Ao decidir, a servidora pública investida no cargo de juíza, reuniu toda carga de ideologia, da sua origem, da sua classe socio-econômica, da formação que recebeu desde a tenra idade, do que leu e ouviu a vida até aqui, e com isso tudo decidiu, claro, contra os fracos e oprimidos. Ou seja, tratou-se de uma decisão classista, de uma representante da elite branca dos Jardins e Higienópolis, alçado ao cargo na magistratura, em conluio não institucional com os demo-tucanos paulistas.

  24. Ela pode ser substituida por um computador.

  25. Li este post hoje,mas já tinha visto esta entrevista no programa do Amorim na record,o que me espanta nesta entrevista é o ato falho da juíza,”A PM se preparou durante quatro meses”,como assim?quer dizer que foi uma ação orquestrada entre o executivo e o judiciário?,que antes de se julgar todos os recursos os poderes executivo e judiciário já tinham decidido o veredito?Quer dizer que o gov.Alkimin mente quando diz que liberou a PM apenas quando saiu a ordem de despejo?
    fico impressionado com a desfaçatez destes canhalhas que tomaram de assalto o estado de SP, e o pior;o silêncio cínico da classe média paulista que sustenta este governo covarde e corrupto até o último fio de cabelo!

  26. É chocante os horrores contidos nas declarações dessa senhora. É esse o arcabouço legal destinado a manter os pilares do Capitalismo! O descaso social salta aos olhos!

  27. Esta coisa é muito pior do que Hitler, pois estamos em outra época. Se isto se chama de juiza, mil vezes a insjustiça.

  28. Os Podres dos Juizes e Desembargardores do Podre Judiciario estao querendo a todo custo derrubar a unica Decencia que há, o CNJ e a Ministra Eliana e o Dipp, através das suas podres associaçoes classes, todos os dias vemos o Balcao de Negocios do Judiciario na Midia, quando nao inocentam um grande ladrao de colarinho branco, estao buscando vantagens adicionais no salarios, é a classe mais imunda do funcionalismo publico. Tal é a magnitude de corrupçao que o melhor seria extinguir o PODRE JUDICIARIO e através do CNJ e as pessoas de idoneidade ilibada, eticas e com ideologia voltando para o povo brasileiro criar-se uma CORTE DE JUSTIÇA, sem esses velhos baboes e corruptos que estao ai no STJ/STF e nos temidos TJ/ESTADUAIS e Federais, onde os bandidos de toga prevalecem em acordos ocultos com os desgovernadores, e em especial os do PSDB/DEM/PSD/PPS….. extinçao do judiciario já????

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