Três perguntas sobre Belo Monte

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Esse debate sobre a usina de Belo Monte é alvo de uma tática de quem é contra a obra de complicar a discussão para não ter que se explicar. Recebi links de matérias com opiniões de “especialistas” que comprovariam que a obra não deve ser feita, mas só o que encontrei foram afirmações sem provas de que FHC, Lula e Dilma querem que a nova usina seja construída porque se mancomunaram com José Sarney, com as empreiteiras e até com a China para dilapidarem o patrimônio nacional e torturarem alguns índios.

Opiniões políticas e ilações sobre o caráter e as intenções supostamente obscuras dos dois últimos ex-presidentes da República, da atual governante do país e – como não poderia deixar de ser – de José Sarney e de todo aquele abecedário de políticos que não há um dia em que não estejam sendo malhados pela mídia foram tudo o que me deram. Nada além de ataques a políticos e meras opiniões em lugar das respostas a questões objetivas que se fazem os cidadãos que querem o melhor para o país, e que são as seguintes:

1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

Há cerca de uma década, o Brasil teve que racionar energia elétrica por quase um ano e ainda teve que pagar muito mais caro por ela. Os danos que aquele racionamento causou ao país não foram apenas desligar ar-condicionado ou tomar banhos curtos. Conheci indústria com cem funcionários que quebrou porque mudou de sede para crescer e não conseguiu energia nem para fazer funcionar as máquinas que já tinha. Resultado: desemprego.

Não estou inventando nada. Já aconteceu. Seria um desastre para 190 milhões de brasileiros, portanto, se tivéssemos que passar DE NOVO pelo que já passamos. Ainda mais em um momento de ouro para a economia brasileira, em um momento em que legiões de jovens cidadãos chegam ao mercado de trabalho, em um momento que é o passaporte desta nação para o futuro. Há quem ache que esse momento é uma invenção, mas essas pessoas perderam a eleição do ano passado, por mais que não queiram se conformar com isso.

Alguns dizem que é tudo ilusão, que colocaram em nossas cabeças essa coisa de falta de energia iminente. Bem, se foi ilusão o que vi acontecer há uma década no meu segmento de atividade, em minha vida privada e na de todos os que conheço por conta do apagão do fim do governo FHC, aquela foi uma ilusão para lá de real. Creio, portanto, que as respostas que o governo Lula e o governo Dilma JÁ DERAM às três questões objetivas que elenquei acima, esgotam a discussão.

Essas questões foram feitas em audiências públicas e depois foram terçadas na Justiça. O país, que tem instituições, decidiu sobre o assunto de forma democrática. Porque não estamos falando do parque de diversões ecológico de um bando de celebridades do Jet set internacional ou dos interesses que se escondem por trás do financiamento que governos estrangeiros, segundo a Abin, têm dado a ONGs para combaterem, aqui no Brasil, a construção de Belo Monte; trata-se do interesse maior de toda uma nação.

Apesar de entre os antagonistas da usina proliferarem os especialistas de ocasião que, sem credenciais para fazerem tais decretos, tratam questão dessa complexidade como se seus argumentos fossem incontestáveis, não é bem assim. O governo sustentou suas respostas às três questões acima em incontáveis audiências públicas e o que tem sido oposto a elas são nada mais do que meras suposições sobre intenções “perversas” desse governo quanto aos índios e ao meio ambiente.

Justiça, Congresso e Poder Executivo já responderam às queixas dos descontentes, mas há quem diga que as respostas não são satisfatórias. Contudo, quem diz o faz através de ilações. Repito, pois: dizer que Dilma (só para ficar no atual governo) quer vender a Amazônia a empreiteiras, à China, ao bigode do Sarney e, de quebra, quer judiar de alguns índios, é pouco – ou nada. E não é só para mim. A obra vai sair porque tem licenças, tem anuência dos poderes constituídos, tem estudos, tem respostas.

Não é porque ONGs e governos estrangeiros (que têm interesses não confessos na Amazônia) contestam que o Estado brasileiro tem que se curvar. Este país elegeu Dilma e o processo legal para construir a usina foi empreendido. Todos podem contestá-lo, até, mas indo ao Judiciário e/ou ao Legislativo. Podem acampar no meio da obra, mas terão que sair porque é assim que funciona na democracia. Dei um mandato a Dilma e só aceito que ela não possa executar o programa de governo aprovado nas urnas se a derrotarem legalmente.

Agora, sempre se pode construir o conhecimento. Quem tiver respostas objetivas a essas questões, que as apresente. Nada de links, nada de enrolar. São três perguntas que podem ser respondidas em poucas linhas. Se alguém tiver essas tais respostas tão óbvias, pode postar que tratarei de levá-las a quem pode respondê-las e me comprometo a colocar o resultado aqui. E garanto que, se surgirem respostas convincentes, apesar de isso não mudar nada importante, poderá mudar minha opinião. Basta me convencer.

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154 Comentário

  1. Para pensar em exemplos…

    “Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. (…) [Hoje] já não é admissível a um general vitorioso mandar fazer inscrições dizendo que construiu uma pirâmide com as cabeças dos inimigos mortos, ou que mandou cobrir as muralhas de Nínive com as suas peles escorchadas. Fazem-se coisas parecidas e até piores, mas elas não constituem motivo de celebração.” Antonio Candido

    Vejam o número que assinaram o Manifesto e, se possível, divulguem o manifesto: http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/06/manifesto-de-educadores-e-estudantes.html

    • Esse abaixo-assinado é contra o novo código florestal, não tem relação com Belo Monte. Parece até a tática do pessoal do ‘Ocupa’, que diz ser anônimo e apartidário mas divulga a agenda do PSOL, na qual figura de maneira destacada a oposição a Belo Monte, os 10% para a Educação – enquanto o PSOL não administrar nada, claro – a campanha contra o Código … Até a legenda do ‘mundo melhor possível’ está em todas as ocupações e Plínio, no blog do OcupaSampa, é a primeira pessoa a saudar os ocupantes: quanta coincidência! Quanto a Belo Monte, a oposição é mais política que qualquer outra coisa: a cada argumento derrubado eles aparecem com mais cem. Hidroeletricidade é energia limpa e renovável, abundante no Brasil. A obra não ocupa reserva indígena. Há compensações sociais e ambientais. Então …

    • Os ambientalistas chatos atacam por todos os lados, Eduardo.

      A Rainha da Suécia e as amarras ambientais

      Foto:
      No Brasil e, em particular, na Bahia, a burocracia trava tudo a pretexto de preservar o meio ambiente. Na prática, afora o resort da Rainha da Suécia, no Baixo Sul do Estado, a coisa vai andando, escreve o jornalista político Levi Vasconcelos24 do 11 de 2011 às 18:40

      Por Levi Vasconcelos_Bahia 247

      Reis e rainhas, nem os de antes e nem os de agora, nunca vieram da Europa para cá fazer caridade. Antes como agora, sempre vieram tirar. Mas também antes como agora, um mérito não se lhes pode negar: o bom gosto na escolha dos locais que queriam ou querem para ficar ou explorar.

      Com a Rainha Sílvia Heideberg, da Suécia, não é diferente. São delas as paradísacas terras da antiga fazenda de Chiquinho Ventura, em Barra dos Carvalhos, Nilo Peçanha, no Baixo Sul, um enclave oceânico que separa o continente da ponta norte da Ilha de Boipeba, em Cairu, tudo beleza pura, visual encantador, poluição zero.

      Claro que a realeza hoje, onde ainda há, é outra coisa. Joga o jogo de um plebeu endinheirado qualquer. Bota o dinheiro em empreendimentos vários na expectativa de obter lucro. Assim o é com rainha Sílvia. Ela associou-se ao investidor paulista João Paiva Neto na expectativa de fazer em Barra dos Carvalho um resort de seis estrelas e 120 casas para serem vendidas na Europa a 1,5 milhão de euros (algo em torno de R$ 3,3 milhões) cada, um investimento de R$ 500 milhões, com a pretensão de gerar 500 empregos diretos, de saída.

      Para um local de pequenas comunidades cuja economia é incipiente, um pouco de agricultura e quase toda dependente da pesca artesanal, tal empreendimento tem a força de uma revolução, com a natural expectativa de se abrir novas fronteiras. Mas o projeto pena com uma longa espera de mais de quatro anos mofando nas gavetas dos órgãos ambientalistas baianos juntos com outros 12.784. Sinais de cansaço Paiva Neto já tinha dado, falando na possibilidade de transformar o projeto num loteamento comum. Finalmente uma luz: o resort da rainha vai sair.

      AMARRAS LEGAIS

      Vá lá que Barra dos Carvalhos é um santuário ecológico e qualquer empreendimento que se pretenda fazer lá exige cuidados especiais. Mas convenhamos, nem aqui e nem na conchichina resort algum criou problemas ambientais em tempo nenhum. Muito pelo contrário, por necessidade, ter a natureza limpa é um imperativo do negócio. E em muitos casos empresários bancam a logística dos ambientalistas.

      E por que as travas? Questões da legislação baiana temperadas com condimentos do arcabouço das regras nacionais travam tudo em matéria de licença ambiental. Se no caso nos resorts o dilema é desse porte, imagine na indústria e na agricultura.

      Veja o caso dos 1,2 mil produtores filiados à Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que congrega 95% dos dois milhões de hectares de terras produtivas do oeste baiano. Cem por cento deles têm algum tipo de ilegalidade.

      Para abrir um poço artesiano, tem que ter licença. Para fazer um pivô, também. Abrir uma pista de aeroporto de 1,2 mil metros por 20 de largura, além da licença, ainda se tem que provar que emprega determinado número de mulheres, coisa que nada tem a ver com a questão principal, a supressão vegetal. Sem falar na licença para a produção agrícola em si. Com o detalhe: todas as licenças têm que ser renovadas ano a ano.

      Nos cálculos de Sérgio Pitt, vice da Aiba, botando uma média de mil hectares para cada produtor, isso quer dizer que teriam duas mil licenças para serem renovadas a cada ano. É uma demanda e tanto, na grande maioria dos casos, desnecessária. Em suma, no Brasil e, em particular, na Bahia, a pretexto de preservar o meio ambiente travou-se tudo burocraticamente. Porque na prática, afora o resort da rainha, a coisa vai andando.

      LAC, A MUDANÇA DA POLÊMICA

      A trava baiana embute vários motivos. Um deles, já eliminado: as licenças tinham que passar pelo crivo do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram), criado há quase 40 anos, no rastro da implantação do Polo Petroquímico de Camaçari. Ano passado, o governador Jaques Wagner mandou para a Assembleia o projeto de lei que passou o poder de carimbar as licenças para a área executiva.

      Dizem os ambientalistas que apenas 3% dos projetos tinham que passar por lá. Diz o governo que liberar licenças é função administrativa e não de conselhos como o Cepram, cuja missão principal é discutir e aprovar normas, diz o secretário Eugênio Splenger.

      Por isso ou aquilo, o fato é que quando a nova lei começou a valer, em maio, alguns fatos revelados são no mínimo curiosos. Dos 12.784 pedidos de licença que lá dormiam, foram apreciados até outubro último 4.883. Exatos 193 foram concluídos, 456 estão aptos para análise técnica, 1.570 foram notificados para a apresentação de documentos, 535 foram arquivados e 2020 extintos porque não tinham razão de ser. Coisas como, indústrias que queriam trocar o telhado, algo que não precisa de licença ambiental, mas elas pediam, não tinham resposta alguma.

      Agora, o governo baiano mandou para a Assembleia outro projeto, em vias de ser votado, que simplifica mais ainda as questões. Por ele, elimina-se a licença prévia para empreendimentos de pequeno porte, como se fosse uma declaração de Imposto de Renda, em que o cidadão obedece às regras primeiro para depois o governo conferir. E também acaba a necessidade da renovação das licenças anuais.

      Acendeu a polêmica. De um lado, os ambientalistas com uma única esperança, o Ministério Público, que mandou para a Assembléia, a título de colaboração, um arrazoado sugerindo uma série de ajustes no projeto original. Segundo o próprio MP, as mudanças previstas no projeto alteram profundamente a política de meio ambiente do Estado.

      O MP critica a supressão de atribuições do Cepram, mas o ponto nevrálgico atacado é a LAC, a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, um expediente pelo qual empreendimentos de micro, pequeno e médio porte não precisariam pedir a licença antecipada e sim fazer uma declaração de compromisso em cima de condições pré-estabelecidas.

      A questão é nuclear e divide a Bahia. De um lado estão o governo e todos os segmentos organizados do mundo empresarial. De outro, os ambientalistas e o MP. O assunto está em tramitação na Assembleia ainda sem data para entrar em pauta, mas vai dominar o debate baiano nos próximos dias. Sabe-se lá no que é que vai dar. O certo é que como está, por mais que se tente ter boa vontade e com as regras vigentes, não dá para entender. Em nome da proteção ao meio ambiente, tranca-se tudo. E abre-se a porta para a ilegalidade, na qual tudo é permitido.

      PONTO E CONTRAPONTO

      Veja algumas posições do tiroteio travado em torno do assunto:

      Documento de protesto divulgado pelos ambientalistas:
      “O governo prossegue em sua política de esvaziamento do controle social sobre a matéria ambiental (…) Tais denúncias são feitas à sociedade para que cobre de seus deputados a necessária reação contra mais essa insensatez do atual governo estadual”.

      Jaques Wagner, governador:
      “Tenho dito que sou contra os fundamentalistas da motosserra e os fundamentalistas da contemplação. O que queremos é fazer algo racionalmente sustentável, modernizando a legislação. Não há sentido em projetos de pequeno porte, como perfurar um poço artesiano, requerer um pedido de licença antecipada. É como se fosse uma declaração de Imposto de Renda, em que o sujeito se manifesta primeiro e o governo fiscaliza”.

      Eugênio Splenger, secretário do Meio Ambiente (sobre a diminuição dos poderes do Cepram):
      “A escravidão também era cultura. Práticas repetidas ao longo do tempo, por mais antigas que sejam, não querem dizer necessariamente que são boas. A função do Cepram é discutir a aprovar normas. Liberar licenças é função do Executivo, de técnicos que levam em conta laudos e afins”.

      Nilson Sarti, presidente da Ademi-Ba:
      “A instituição da LAC vai ajudar a aumentar a responsabilidade dos indivíduos e empresas com a proteção do meio ambiente. Além disso, o projeto de alteração da lei em vigor cria novos mecanismos de fiscalização para o órgão ambiental estadual, como por exemplo, delegar a fiscalização para outros órgãos, como a polícia estadual”.

      João Lopes Araújo, Presidente da Assocafé
      Membro dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente e Recursos Hídricos:
      “Estamos impedindo a entrada de milhões de reais e a criação de milhares de empregos no campo, aproveitando o bom momento da nossa agricultura, por falta de licença ambiental. Ninguém está propondo o desrespeito à lei nem ao meio ambiente, mas a modernização legal do licenciamento”.

      http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/4053/A-Rainha-da-Suécia-e-as-amarras-ambientais.htm

      O Porto Sul – Neste, dona Globo também quer dar pitaco onde não é chamada.

      http://www.osarrafo.com.br/v1/

  2. Impressionante a força deste tema, com centenas de comentários. Vejo aqui até comentaristas que só chegam ao blog para discordar da opinião do blogueiro, neste caso concordando com ele. Uma coisa se revela, a pouca politização e conhecimento limitado que a imensa maioria tem sobre o tema. Vamos quantificar. A área a ser inundada pela represa, em Belo Monte, gira em torno de 550 km2. A energia hidrelétrica é das mais limpas. Os RIMAs – Relatórios de Impacto Ambiental, possivelmente aprovados, já que no Brasil pelo menos isto existe. A geração de Belo Monte será de quase 12.000 MW a terceira maior do mundo (no Congo , ou seria no Gabão, será construída uma de 40.000 MW, que será de sobras a maior das maiores, quero ver quem impedirá). O país precisa, desesperadamente, até 2017, de mais 70.000 MW de potência instalada. Uma termelétrica grande gera em torno de 900 MW. Façam as contas. Onde se arruma os 70.000 MW? Turbinas eólicas? Oh Deus, conseguiríamos um parque de pelo menos 2.000 MW? Onde, em que projeto? E o custo deste empreendimento eólico que é altíssimo? Um leitor aqui já demonstrou que se houvesse potencial eólico para tanto, o custo de 12.000 MW a ser suprido por Belo Monte não sairia por menos de US$ 35 bi.
    Não quero perder tempo com o apagão da era FHC. O governo dele fechou com um rombo monstruoso nas contas. As reservas do país estavam no fundo do tacho (15 bi de US$). Quase tudo já tinha sido privatizado, rendeu mais de 100 bi de US$ que sumiram pelo ralo e o país continuava nu e descalço, de pires na mão. Não tinha dinheiro para nada, para investir, para construir. Estava falido. A Petrobrás, que hoje, após o governo do “ladrão” Lula investirá, até 2014 mais de US$ 100 bi no pré-sal, seria vendida pela gang Serra- FHC- Davizinho pela bagatela de US$ 15 bi. Nenhum novo empreendimento energético saia do papel por falta de financiamento. O apagão fernandista foi administrativo. Deixou uma herança maldita. Aos que dizem que sobrou uma estabilidade econômica eu pergunto: de quem? Qual a estabilidade econômica de um desempregado? E o que restou mesmo foi o maior desemprego da nossa história.

    Vejamos quem é politicamente correto, os Bushs, Al Gores, Clintons, Obamas, Republicanos e Democratas americanos e esta gente que mantém ONGs recheadas de espiões que vêm aqui espionar as nossas riquezas e cooptarem os nossos Calabares. Alguém se lembra da Serra do Navio? Reservas de manganês, um mineral altamente estratégico para aços especiais, empregados na indústria de ponta. Os americanos, os queridinhos da mídia, pegaram um Calabar tupiniquim a quem se associaram (de fachada) e se apossaram da serra, no Amapá. Levaram todo o manganês e deixaram, no lugar da Serra do Navio, um grande buraco. Ecologicamente perfeito? Claro que um crime com a cumpliciade nossa e da mídia;
    Vamos além. É possível que a maioria aqui saiba bem sobre as areias betuminosas do Canadá! Trata–se, possivelmente, do maior crime ecológico contra a humanidade. Vejam aqui, vale a pena :
    http://dirtyoilsands.org/files/Dirty_Oil_Sands_1.pdf
    e também aqui, é instrutivo:
    http://oilsandstruth.org/
    Compare-se: é a maior reserva de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita. Estima-se 175 bilhões de barris de petróleo (o pré-sal está estimado em 80 bilhões). Até 2018 estarão extraindo 3 milhões de barris por dia. Todos para suprirem os EUA e a sua formidável máquina de guerra e de assalto aos países soberanos. Bem, o que há de especial ali? Compare com Belo Monte, são 175.000 km2 de areia misturada em óleo e com uma floresta em cima. Belo Monte cobre uma área de 500 km2 para produzir energia limpa. Compare-se com a área da Grande São Paulo, de 10.000 km2. Pois uma floresta inteira, nestas dimensões da Grande São Paulo e vinte vezes maior do que Belo Monte já foi derrubada ali, a areia retirada por retro-escavadeiras cada uma do tamanho de um edifício de 3 andares e o processo de refino em pleno curso. Cada barril de petróleo a ser gerado consome outros cinco barris de água da região e o resíduo é tóxico. Trata-se de um escândalo ecológico sem precedentes e os EUA vêm aqui nos dar lições.
    Pergunta: quantos artistas de Hollywood estão fazendo campanha sistemática, em grupo, na FOX, CNN e outras mais, contra o petróleo que é estratégico para o governo imperial? Quantas ONGs impedirão esta ação criminosa? E o que estão a esperar estes artistazinhos, “celebridades” mundiais da Globo para fazerem uma campanha em plenos States, juntando-se às ONGs espiãs de lá, que aqui deitam e rolam?

  3. Caro Edu, tomei posse em 21/de Setembro/2011, no Sindicato dos Detetives de Polícia de Polícia de Minas, nível Terceiro Grau. Suas agruras, são minhas. Sinto o que sente. Darei o meu melhor. Sobre o PIG. O Nosso SINDICATO, fará a sua Parte. Aguarde! Sobre o PIG. de Belo Horizonte. David, de Belo Horizonte.

    • Isso mesmo… um bom brasileiro pensa no Brasil, em sua soberania e o bem estar do seu povo.
      Estrangeiros que querem obstar o progresso do Brasil nao sera bem-vindo. Qual a personagem brasileira que vai meter o bedelho em outros paises? Nao conheco nenhum. Porque vamos aceitar essas intromissoes em nosso pais, em nossas riquezas e, sobretudo, incentivar o nosso prórpio povo a se revoltar contra a nacao.
      Belo Monte vai sair porque é bom para o Brasil e seu povo.

  4. Gostou do texto pelo visto Eduardo.

    Vou responder a titulo de desafio pq como já falei sou a favor da construção mesmo pq não temos opção atualmente, a questão é o que fazer no futuro.

    A resposta:

    1- Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    Mantido o atual modelo de desenvolvimento do país faltará luz no país de qualquer forma seja daqui a dois anos ou daqui a vinte anos não importa.

    O país tem focado seu desenvolvimento em produtos de baixo valor agregado que consome a maior parte da energia disponível, desta forma mantendo se este padrão de aumentar a produção de produtos primários e construir se usinas cedo ou tarde a geração de energia não vai dar conta.

    Sendo assim a solução não passa em aumentar a geração de energia e sim a mudança do modelo de desenvolvimento para um que consuma menos energia.
    Isso vai de encontro com outras considerações feitas aqui neste site.

    Evidente que não se pode fazer isso da noite para o dia é um processo de transformação que tem que ser feito para que o país tenha um desenvolvimento sustentável no futuro.

    A 2 e a 3 já são respondidas pela 1 com a mudança do modelo industrial brasileiro.

    ………………………….

    No texto que o Eduardo se refere mostra o exemplo do Japão.

    O que estou dizendo é o seguinte: parem de ampliar a produção. Parem, porque diversos países desenvolvidos já fizeram isso. O Japão fez mais do que isso. O Japão produzia, em 1980, 1,6 milhões de toneladas de alumínio. Nós estamos produzindo quase 1,7 milhões de toneladas hoje.

    Só que a energia elétrica necessária para produzir alumínio tornou-se da ordem do absurdo. Então o governo japonês, as empresas japonesas produtoras de alumínio e os trabalhadores da indústria do alumínio realizaram um debate que culminou com o fechamento de todas as usinas de produção de alumínio primário no Japão, exceto uma. Isso ainda nos anos 80. Hoje, o Japão produz apenas 30 mil toneladas. De 1,6 milhões para 30 mil toneladas.

    Diante da necessidade de gerar muita energia para produzir alumínio, o que o Japão fez? O governo e a sociedade japonesa disseram: “Vamos priorizar a eficiência, o maior valor agregado. Nós não precisamos produzir aqui. Tem o Brasil, tem a Venezuela, tem a Jamaica, tem os lugares para onde a gente pode transferir as plantas industriais e continuar a assegurar o suprimento para a nossa necessidade industrial. A gente pega esse alumínio, agrega valor e exporta na forma de chip. Parece uma coisa tão besta, né? Mas foi isso o que os japoneses fizeram.

    Eles mantiveram o crescimento econômico e reduziram a demanda por energia. Nós estamos caminhando no sentido inverso. Estamos aumentando o consumo de energia a título de crescimento e desenvolvimento, e, numa atitude absolutamente ilógica, porque a gente exporta hoje a tonelada de alumínio a US$ 1.450, US$ 1.500 dólares. E, para se ter uma ideia, hoje falta esquadrias de alumínio no mercado interno, no mercado de construção brasileiro.

    O preço foi aumentado por indisponibilidade. Hoje, e fizemos um estudo recente sobre isso, é preciso importar esquadrias de alumínio porque a oferta no mercado interno é insuficiente. E, enquanto o Brasil exporta o alumínio por US$ 1.450, US$ 1.500, o preço da tonelada de esquadria importada é o dobro: cerca de US$ 3 mil a tonelada.

    ……………………..

    Outra questão, mas já fora um pouco do foco, a questão do preço da tarifa elétrica no país que é MUITO cara, muito disso se deve ao fato de que o consumidor comum “subsidia” os grandes consumidores que pagam menos que o consumidor residencial.

    E a formação de preço da tarifa elétrica é muito confusa tem uma infinidade de taxas, cobrança de encargos etc é uma cadeia de cobrança onde cada um tira um pouco pra si. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarifa_de_energia_el%C3%A9trica

    De que adianta toda esta discussão sobre energia elétrica se ela não for acessível aos mais pobres.

  5. ‎1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    R. Sim, assim como em qualquer outro país do mundo. (Perguntinha pra causar pânico em desinformados.)

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

    R. Pra começar não existe isso de necessidade urgente de mais energia, mas não cabe responder aqui. Existe sim, opções boas como a eólica, solar, geotérmica, nuclear… (todas muito boas se feitas com uso adequado do dinheiro e da tecnologia existente) E por sinal essa usina não tem nada de barato. Muito político vai ganhar $ pro resto da vida com essa.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

    R. Óbvio que tem alternativas, ainda mais num país continental e com muita exposição solar como o nosso.

    Pra embasar um pouco o que eu disse, recomendo: http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/8355-produo-energia-elica-compensa-custo-de-hidreltrica-no-longo-prazo

    • boa tentativa de lobby!! mas o momento nacional é mais delicado do que isto: ter energia para inserir o país (todo!) no séuclo XXI.

      por sermos um país continente podemos elencar diversos (e variados) segmentos industriais, objetivando o bem social em primeiro plano; contudo, estamos no Brasil (ainda ‘montado’ pra não funcionar!!), com desníveis sociais absurdos (barreiras devidamente p-l-a-n-t-a-d-a-s para tal!!) e políticos desclassificados (devidamente p-l-a-n-t-a-d-o-s para tal!!); haja visto a recentissima discussão sobre os “royalties!” do pré-sal…

      e voltamos ao paradigma do ‘ovo’ ou a ‘galinha’…

      Márccio Campos
      rio de janeiro

    • Só uma pergunta ao autor da postagem: em que tábuas ou livros sagrados, decreto, lei, norma, ou seja lá o que for, está escrito e garantido que na construção de parques eólicos, usinas de energia solar, temoelétricas, usinas nucleares, enfim, qualquer outra forma de produção de energia, que não seja a hidrelétrica de Belo Monte, “Muito político” não irá “ganhar $ pro resto da vida” ?

      Que eu saiba, todas essas formas alternativas de produção de energia demandam obras, necessitam de empreiteiras e também são feitas com dinheiro público, e, se não forem fiscalizadas, igualmente podem ser alvo de roubalheira, com um agravante, quanto mais se espalham e seccionam obras, mais difícil é de “tomar conta”.

  6. Assino em baixo, meu caro Eduardo Guimarães…

  7. 1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?

    Minha reposta: Obviamente. Se você coloca mais indústrias e consumidores domésticos no sistema, a geração de energia precisa aumentar na mesma proporção.

    2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?

    Minha resposta: Não existe uma “alternativa fácil”, cada forma de energia que temos atualmente vai conseguir cobrir um requisito e não vai conseguir cobrir o outro. Como exemplo a energia solar é mais limpa, mas é cara e não é viável gerar a produção de uma usina hidrelétrica de grande porte usando painéis solares com a tecnologia atual. Uma usina nuclear é mais viável (têm o porte necessário e dá de colocar teoricamente em qualquer lugar), mas é mais arriscada de se operar.

    3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?

    Minha resposta: Novamente, “não existe almoço grátis”. Daria de construir a usina em outros lugares, mas não é trivial escolher o lugar para se construir uma hidrelétrica (precisa-se até levantar qual seria a maior cheia possível e imaginável para o rio em questão, mesmo que tal coisa acontecesse somente uma vez em 100 anos), usinas a gás precisam de uma fonte constante e se possível próxima de gás natural e têm impacto ambiental (menor, mas não zero), usinas solares ocupariam espaço demais para suprirem uma demanda de grande porte.

    Mas há um detalhe no caso de uma hidrelétrica, os danos sociais e ambientais são meio relativos. Por exemplo, nada impede de se realocar uma comunidade para um local mais alto que ficará a beira do lago que será formado, e essa comunidade passaria a ter um lago ao invés de só um rio. O maior problema ao meu ver não seria deslocar pessoas e animais, mas o tratamento _correto_ desse deslocamento (por exemplo, entregar para os desalojados terreno e casa do _mesmo_ valor do que eles tinham ao invés do que fazem muitos advogados criminosos de tentar indenizar com menos da metade do que deveriam)

    • Acho que de todas as imbecilidades que leigos com ares de especialistas disseram sobre isso foi que o governo deveria construir várias pequenas hidrelétricas em vez de uma “grande”. Quando me deram esse “argumento”, desisti de debater. Essa gente simplesmente quer estar certa sem ter uma gota de razão. É que posar de ambientalista é chique

  8. fora de pauta ..mas dentro do assunto

    Governo conclui 11% do PAC2 ..74 ficam prontos até 2014 ..26% pra depois, entre elas, BM

    quem disse que o PIG só derruba ?

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1010132-governo-diz-que-finalizou-11-das-obras-do-pac-2.shtml

    por se falar em derrubar, ontem o JN noticiou que o MINISTRO DA JUSTIÇA disse que o nosso sistema penitenciário esta um CAOS ..e que ele, só agora, depois do grupo dele nos governar a 9 anos, agora ele tem a solução (poxa)

    em tempo, o déficit noticiado bate em 200 mil vagas pra todo país ..e disseram tb que das 26 detenções pra jovens prometidas, NENHUMA foi entregue ..assim como ainda não compramos os Caças, não adiantamos os submarinos, atrasamos TODOS os navios que estão sob a guarda da Transpetro, adiamos as obras do S.Francisco e o código de ética pro PIG entre outros

    Vivemos tempos de governar ..a campanha é pra depois ..agora é o momento de criticar, cobrar, propor ..ou fazemos isso, ou Themer e Sarney chegam na frente e pedem pra eles

    • Roma isso se deve ao centralismo do estado brasileiro.

      Nem sei se ente federal tem atribuições sobre a segurança prisional, creio que é coisa para ente estadual.

      Mas como +de 50% dos impostos gerados vão para o federal os estados ficam estrangulados com orçamentos comprometidos ate as cueaca.

      Exemplo é o meu Rio Grande do Sul, a Grécia do sul, Tarso Genro para conseguir verba para governar colocou um “pacotarso” na assembléia que consiste em não pagar parte dos precatórios e a criação de novos impostos. Mas veja o RS gera 12 bilhões de reais em impostos federais e retorna apenas 8 bilhões , diferança que faz falta ao governador do PT.

    • Bem vindo ao mundo real. Quem pensa que executar obras gigantescas é como fazer desenho animado pifpaf e pronto, está quadradamente enganado. Tem de enfrentar toda uma gama de obstáculos: sendo mo pricipal deles o fato de milhares de promotores, juízes, parlamentares, delegados, PIG , o escambau, todos ganhando salários acima de 20 mil reais por mês, e todos tentando “botar terra” no trabalho de um engenheiro que ganha salário 7 mil. Uma tarefa duríssima (pro engenheiro). Um adendo: no governo fhc essa “taxa de conclusão” era de 100% instantaneamente: 100% de ZERO = ZERRO.

  9. Artigo de Gilmar Piolla: “Belo Monte: Atores da Globo prestam desserviço ao Brasil”
    23 de novembro de 2011 – 09:34 – Comente agora

    A usina de Belo Monte e os atores da Globo

    por Gilmar Piolla*

    Gilmar Piolla.
    Esse movimento de atores da TV Globo contra a usina de Belo Monte presta um desserviço ao Brasil. Faz o modismo da hora e mais desinforma do que informa.

    A energia é a questão central em todo o debate sobre desenvolvimento e meio ambiente, e não é assim simples para ser resumida em um vídeo com atores descolados, e um texto ágil e bem editado, porém com uma mensagem que só convence aqueles que não entendem a complexa questão da energia no mundo atual.

    Dizer que preferem energia eólica à Belo Monte, como sugere um dos atores. Ora! É só fazer a conta para descobrir a quantidade absurda de aerogeradores que seriam necessários para igualar a produção de energia de Belo Monte. E cobrir uma paisagem inteira de ventiladores gigantes não gera impactos ambientais? E como ficam as rotas das aves migratórias?

    Convenhamos, seria praticamente inviável colocar um parque industrial dependendo de energia eólica pra funcionar, porque energia eólica não tem como ser armazenada, como se faz com a energia hidráulica (em que a energia é armazenada na forma de água, mas como armazenar o vento?).

    E se parar de ventar, vamos todos soprar pra gerar energia? Isso para não falar nos custos de produção, quatro ou cinco vezes maiores, já que se trata de uma tecnologia importada. Mesmo assim, o Brasil tem avançado muito na exploração de energia eólica. É um dos sistemas mais competitivos do mundo e não depende de subsídios do governo para se viabilizar, como em alguns países como a Espanha, por exemplo.

    Um dos golpes baixos do vídeo é dizer que Belo Monte não vai gerar o ano inteiro. Ora, isso é justamente para atender a critérios ambientais. A usina poderia gerar o dobro de energia se optasse pela formação de um imenso reservatório. Mas para poupar florestas, será uma geração a fio d’água. Com isso, a área de alagamento foi reduzida em 60%.

    Falando em florestas, Belo Monte terá uma área de preservação permanente de aproximadamente 1 milhão de hectares, próximo às terras indígenas, área que equivale a quase duas vezes o território do Distrito Federal. É de se perguntar se o agronegócio pouparia tal território na Amazônia.

    Belo Monte não irá alagar terras indígenas, que estão a montante da barragem. Nenhuma aldeia será realocada. Além disso, existe o compromisso de não criar nenhum novo empreendimento a montante, justamente para não prejudicar terras indígenas.

    Não existe sociedade moderna sem energia, assim como não existe atividade humana sem impacto ambiental. O Brasil cresceu bastante nos últimos anos, mas ainda há muita desigualdade. O país precisa colocar uma Itaipu a cada dois anos (ou 7.000 megawatts ao ano) em seu parque gerador se um dia quiser ter uma sociedade mais justa e mais igualitária.

    E quando se melhora a renda de uma família miserável, o que acontece? As pessoas compram geladeira, ferro de passar, ventilador… E quem já tem isso? Compra ar condicionado, computador etc. Ou seja, o futuro é eletrointensivo. A não ser que a sociedade brasileira não queira evoluir e não queira os confortos da vida moderna, então pode abrir mão de Belo Monte.

    Pêra aí, gente! Levamos mais de 500 anos para ser o País do futuro e quando estamos prestes a ingressar nesse novo tempo, vêm nos dizer que devemos continuar reféns do atraso, da dependência e do subdesenvolvimento? É muito fácil para a atriz carioca, no seu apartamento climatizado na Barra, utilizando seu Ipad, dizer que não quer Belo Monte.

    Mas a verdade é que não há como ter um sistema elétrico robusto e confiável sem grandes unidades geradoras. E unidades que proporcionam essa confiança são as hidrelétricas e as usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis e nucleares.

    O Brasil fez uma opção acertada pelas hidrelétricas, pois essas não geram gases do efeito estufa como as térmicas a gás, diesel e carvão. Se, no lugar de Belo Monte, o Brasil optasse por gerar a mesma quantidade de energia em uma térmica a gás, iria lançar 16 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

    Além disso, a hidreletricidade é capaz de viabilizar outras fontes renováveis como solar e eólica, como vem ocorrendo no Brasil. Isso para não falar da complementariedade entre o regime de chuvas e o de ventos, dando uma combinação muito eficiente entre a geração hidrelétrica e a eólica.

    Enfim, é um assunto que rende muito debate e há muita informação na internet para quem quiser se aprofundar e entender melhor o tema. A sociedade brasileira empregaria melhor a sua “energia” se, no lugar de tentar barrar o empreendimento, cobrasse do governo para que todos os compromissos sociais e ambientais de Belo Monte sejam cumpridos.

    • me permita, cobrar como ?

      Penso que não faz muito sentido nós só nos pedirmos por aumento de mais energia, SEM que também não debatamos um melhor uso e racionalidade do que já dispomos, do modelo que admitimos ..ou sem que reflitamos melhor sobre qual demanda uma maior oferta atenderia (já ouvi que prioritariamente o aumento seria pra atender a produção e EXPORTAÇÃO a preço baixo de intensivos como vidro, siderurgia e alumínio) ..enfim

      Aqui tb acho cabível refletirmos de o porque gritos isolados de artistas e da mídia, de fragmentos da sociedade, tem tanto impacto ..será mesmo que eles não tem o direito de defender o que defende ? mas se só agora, pq ? será que tiveram chances antes de se expor ? e o processo, mudou, foi transparente ? Quando ?

      ..mais, INDEPENDENTE de partidos e governos ..falo de CIDADANIA .. será que tb não é interessante nós refletirmos de o porque a SOCIEDADE, ecologistas, alguns técnicos e índios no caso, teimarem em NÃO acreditar no que dizem as nossas autoridades ? pq isso acontece ?

      Afinal, pq todos duvidam e desacreditam ? eles tem motivos ? ..será que o BRASIL nos últimos tempos deu mesmo mostras de que hoje é mais consequente, plural, transparente ? ..será que hoje as nossas autoridades e POLÍTICOS são efetivamente cobrados por suas promessas e compromissos assumidos, e punidas por desvios ?

      ou será que ainda é bom fazermos valer a máxima de que “cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça hein ?”

      não sei não ..só sei que neste jogo de empurra daqui e dali quem perde é a massa que continua sendo sovada ao gosto do padeiro

      abaixo 2 exemplos noticiados hoje pra provar que a coisa é difícil, e que qq capítulo que envolva o tema, trás muita coisa, menos unanimidade

      http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sp-gasta-ate-r-3-mi-por-ano-para-reaver-desvios-,801730,0.htm

      http://g1.globo.com/ceara/noticia/2011/11/moradores-de-trairi-ce-questionam-instalacao-de-parque-eolico-na-regiao.html

      • Você continua falando muito sem dizer nada.
        Vai procurar um blog da tua turma.

      • Vocês da direita e da mídia golpista só querem é botar areia.
        Da mesma forma que no caso da pseudo-corrupção, só pensam é no enfraquecimento do governo visando as próximas eleições presidenciais.
        Não têm nenhuma racionalidade em seus argumentos. Agora, com essa ridícula campanha do midiático golpista-mór e seus serviçais contra a construção de Belo Monte (que aliás tenho o imenso prazer de jamais ter assistido pois tenho mais o que fazer), querem atingir a obra mais importante do PAC.
        Porque não abriram a boca na época do regime militar, que tanto apoiaram, quando essa obra foi planejada?

        Só pensam em 2014, 2014, 2014.
        Pois bem, continuem pensando pois outra surra histórica os espera. Podem, desde já, ir tirando o cavalhinho da chuva.

      • Rapaz, se suas fontes são Globo e Estadão, não dá para conversar…

  10. Recuperar equipamentos desgastados de usinas antigas pode adicionar 8 mil megawatts ao estoque de energia gerada hoje. Não é nova a tese de que uma boa revisão nas hidrelétricas com mais de 20 anos poderia gerar grande parte da demanda estimada de energia elétrica para o futuro próximo.

    Mas a construção de uma grande usina novinha significa uma fonte inesgotável de propinas e roubalheira.

    • É mesmo? Rapaz, você deve ser aquele nerd que ninguém entende, mas considera-se um gênio… ignorante que sou nunca ouvi tal teoria e mesmo que verdadeira (uai, porque nunca vi um “especialista” falando nisso?) a construção de uma usina é mais ainda do que oferta de energia, filho. É estimulo a desenvolvimento regional, algo que o pessoal aqui do sudeste teve há 80 anos atrás e não entende que já passou da hora de outras regiões terem o mesmo direito… caramba, eu tô ficando de “saco cheio” de gente de visão curta… EDU, TÁ DIFÍCIL!!!!!!

  11. Prezado Edu e demais,

    Sou frequentador assíduo deste blog e pela 1ª vez resolvi me manifestar.

    A grande maioria das suas reflexões está de acordo com as minhas.

    Acompanho esta usina desde que se chamava Kararao, por ter trabalhado na área ambiental de empresa do SE (Setor Elétrico) e ter participado de comite nacional que estudava os custos ambientais dos empreendimentos do Setor, usinas de geração: hidrelétricas, térmicas (carvão, óleo e gás) e nucleares, e a transmissão e distribuição associadas que culminaram no estabelecimento de um Plano Diretor de Meio Ambiente para todas as intervenções do SE, com atualizações sistemáticas (~5 anos) incorporando as obras do planejamento de longo prazo (~30 anos) e as novas tecnologias. Hoje, ao que eu saiba, boa parte destes estudos e ações passaram para a Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

    Essa hidrelétrica passou por varios estudos e reformulações para atender, ou melhor, compatibilizar a necessidade de geração com os requisitos ambientais e sociais que obras deste tipo costumam causar (que não são poucos e nem pequenos).

    A idéia básica é a de minimização dos impactos negativos, mesmo que para isto não se maximize os benefícios da energia gerada.

    Por óbvio os impactos tangíveis são mais facilmente solucionados. No caso da intangibilidade de alguns dos impactos, a solução é a compensação através de ações como abertura de estradas, construção de delegacias, hospitais, criação de cooperativas para os reassentados, etc, etc.

    Já pensou se ao chegarmos em casa tivéssemos que ligar um gerador de energia ao invés de apertar um interruptor, ou se tivessemos que subir de escada por não podermos ter um elevador? Qual o custo ambiental decorrente, considerando que o impacto seria local tanto como o benefício?

    O maior problema das obras de porte, principalmente as do Setor Elétrico, é que os impactos são localizados (regionais) e os benefícios são generalizados (nacionais).

    Até por isto os Estudos de Impacto Ambiental tem que provar que existe viabilidade ambiental de um empreendimento, ou seja: ao se cotejar os impactos e as medidas compensatórias com os benefícios o resultado tem que ser positivo para estes últimos.

    Como uma boa reflexão para todos que querem discutir um assunto desta magnitude sem um conhecimento mais aprofundado do SE é que se insiram nos órgãos que tem o dever de decidir sobre as políticas de longo prazo na área.
    Tenham certeza que estarão escolhendo uma bela motivação de vida, por muitos e muitos anos.

  12. Achei esse vídeo sobre a polêmica ‘Belo Monte’…estou compartilhando pois nos mostra o outro lado da moeda que a imprensa não fala.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZeR8kbhXXkM

    Se gostarem, compartilhem com seus amigos.

  13. trecho

    A luta e até mesmo a guerra entre os países tem como fundo de pano o controle das diferentes energias. Vide Iraque, Líbia e Afeganistão. O Brasil que é um País abençoado com milhares de rios, riachos e igarapés tem acesso e facilidade para se beneficiar com a energia proveniente das águas, que é considerada limpa e segura, contanto que sejam respeitados os relatórios e os cálculos dos engenheiros, geólogos, geógrafos, ambientalistas e outros profissionais que participam do esforço da construção de Belo Monte, um projeto de quase 40 anos que enfim está a sair do papel.

    O Governo que há anos tem enfrentado batalhas jurídicas e as vencido, agora tem de, finalmente, começar a importantíssima obra do PAC, que vai gerar 80 mil empregos e vai ofertar luz e energia para os brasileiros do norte, que poderão ter mais uma oportunidade para desenvolver suas cidades e seus estados. Enquanto nossos artistas “globais” manipulam a informação para confundir a sociedade brasileira, os moradores nortistas querem a obra, porque sabem que através do acesso à energia poder-se-á ter indústrias, modernização da lavoura, surgimento de comércio, como padarias, supermercados, frigoríficos, construção civil, hospitais, escolas e todo tipo de segmento econômico e social. Sem energia não há desenvolvimento. Esta é a verdade.

    Obviamente que eu também prezo pelo controle e fiscalização para que os impactos ambientais não sejam maiores dos que os previstos. E é o que está a ser feito. O resto é conversa dissimulada de gente que não conhece esse assunto e vai participar de vídeo que beira ao ridículo. O que esses atores pensam que o cidadão brasileiro é? Um idiota? Que não sabem como a banda toca em suas vidas, suas realidades e dificuldades? Será que eles pensam que os brasileiros nortistas não querem o que os do Sudeste tem, que é o desenvolvimento, apesar das contradições e paradoxos sociais?

    É assim que funciona o sistema midiático associado aos interesses do capital internacional. E parte da classe média que passou 40 anos a ver a Globo e a ler publicações como a Veja compartilha dessas “ideias”. Mas o que me chama a atenção mesmo é a hipocrisia dos atores da Globo. Eles dizem que Belo Monte é o diabo encarnado em um vídeo que lembra o teatro comercial que eles há anos fazem e ainda o chamam de arte. Não é possível que por questões ideológicas, políticas ou apenas implicância que a TV Globo e alguns de seus atores participem de um vídeo que tem por objetivo travar e boicotar o desenvolvimento do povo brasileiro, principalmente o que mora na região norte.

    Então, viva a internet e as redes sociais! Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

    fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/11/23/a-globo-vai-perder-outra-juliana-e-maite-contra-belo-monte/

  14. Edu, fiz alguns cálculos simples:
    Considerando que:
    Energia solar média por metro quadrado incidente sobre o equador = 350 J/s (Watts)
    Eficiência de conversão de uma célula foto-voltaica de silício cristalino = 15 ~18% (relação entre energia elétrica efetivamente produzida / energia recebida do sol)
    Eficiência de conversão de uma turbina hidráulica = 85 ~ 95% (relação entre a energia elétrica efetivamente produzida / energia cinética da água que passa pela turbina).

    A energia solar média recebida por metro quadrado num período de 24 horas no equador = 350 J/s x 3600 segundos x 24 = 26 x 10 **6 J.
    Como apenas 18% (no MELHOR caso) desta energia solar é transformada em elétrica, temos:

    26 x 10**6 J x 0,18 = 4,7 x 10**6 J / dia ou arrendondando, 5 MJ / dia.
    ______________________________________

    A energia potencial de 1 metro cúbico de agua a 60 metros de altura pode ser calculada como: m x g x h onde:

    m = massa de 1 metro cúbico de agua = 1000 kg
    g = aceleração da gravidade = 9,8 m / s**2
    h = altura da massa considerada com relação ao nível da turbina = 60 m

    A energia potencial será: 1000 x 9,8 x 60 = 588.000 J = 588 kJ
    Como o rendimento da turbina é de 85% (PIOR caso), a quantidade de eletricidade gerada será:

    588 x 10**3 J x 0,85 = 500 x 10**3 J = ou 500 kJ.

    Dividindo-se os 5 MJ / 500 kJ = 10
    Ou seja: se tivéssemos uma caixa d’água a 60 metros de altura com um volume de 10 metros cúbicos, fizéssemos um buraco no fundo calibrado para escoá-la totalmente em 24 horas e utilizássemos este fio d’água para girar uma turbina colocada no chão, 60 metros abaixo, conseguiríamos a mesma energia fornecida por um painel solar de 1 metro quadrado no mesmo período.
    10 metros cúbicos de agua!
    E tem gente que quer nos convencer de que painel solar é uma alternativa atualmente viável…

    Antes que os puristas me ataquem acusando-me de ser simplista, já antecipo que os cálculos são, sim, simplistas e grosseiros e têm como objetivo apenas ilustrar minimamente o tema, uma vez que os ditos “ecologistas”, os “especialistas” de prateleira e quejandos raramente sabem física do secundário e, quiçá, fazer contas.
    Além disso, acredito que quaisquer refinamentos, considerações e adequações nos cálculos pesarão CONTRA a energia solar.
    Recomendo a leitura do artigo de Severin Borenstein, de 2008, a resposta dada pelos seus críticos e sua tréplica. Todas podem ser encontradas aqui:

    http://faculty.haas.berkeley.edu/borenste/PVwork.html

    Um abraço.

  15. Uai, se já é “sabido que esse projeto está cheio de irregularidades” porque não as apresenta aqui para nós? Ajude-nos, oh grande sábio energ[etico!!! E aproveite para encaminhar ao MP, afinal esse é o papel de um cidadão, se tem irregularidades sabidas, deve se posicionar e não ficar aqui escrevendo bobagens sem quaisquer comprovações, aqui não floresce esse tipo de “fofoca”, mala!

  16. ONDE ESTÁ VOCÊ, PAULO BERNARDO?

    Do Blog Palavra Livre
    http://jblog.jb.com.br/palavralivre/

    (…)

    Contudo, os homens e as mulheres da imprensa não tem voto e também, para o desgosto deles, não tem mais a primazia do controle total da informação como tinham em outros tempos. Por isso, eles combatem a disseminação da banda larga pelas mãos do Governo Federal. Então, viva a internet e as redes sociais! Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

    É assim que funciona o sistema midiático associado aos interesses do capital internacional. E parte da classe média que passou 40 anos a ver a Globo e a ler publicações como a Veja compartilha dessas “ideias”. Mas o que me chama a atenção mesmo é a hipocrisia dos atores da Globo. Eles dizem que Belo Monte é o diabo encarnado em um vídeo que lembra o teatro comercial que eles há anos fazem e ainda o chamam de arte. Não é possível que por questões ideológicas, políticas ou apenas implicância que a TV Globo e alguns de seus atores participem de um vídeo que tem por objetivo travar e boicotar o desenvolvimento do povo brasileiro, principalmente o que mora na região norte …
    (…)
    Portanto, faço mais uma pergunta que não quer calar: como o Brasil, que tem um mercado interno poderoso e importante vai atender suas demandas sem energia, porque a TV Globo e a imprensa comercial privada, ONGs financiadas por banqueiros e parcela conservadora da sociedade brasileira querem porque querem que a hidrelétrica não seja construída.

    Pense bem. Imagina um coisa insensata dessa? Afirmo e repito: a imprensa privada não tem compromisso com o Brasil, porque ela é alienígena e faz parte da estrutura do sistema de poder dos mercados nacionais e internacionais. Belo Monte tem de ser construída e depois inaugurada. É uma questão de estratégia e de sobrevivência e independência do Brasil. É isso aí.
    Íntegra: http://jblog.jb.com.br/palavralivre/

  17. Isso tudo está muito complicado e cheio de pros e contras. Mas eu fico preocupado quando um vídeo emocional, com dados parciais e superficiais leva em poucos dias a mais de um milhão de pessoas se posicionarem por um lado, particularmente numa sociedade como a nossa com pouca participação. Se a moda pega e os recursos midiáticos forem “bem” usados ao que pode chegar? Assim como ao se votar,aqui também não da para desapoiar. Emoção, descrença e açodamento não são bons juízes.

  18. Bem, mesmo com todo esse pugilato que estamos aqui, na imprensa, na internet ou qualquer mídia, será o governo que decidirá se a usina será construída ou não. Quem viver mais dez ou vinte anos verá se a usina deu certo ou não.

    Eu li o que o governo escreveu sobre a usina, li sobre a discussão, assisti o vídeo do povo da Globo falando sobre isso (o que me lembrou a Campanha do Desarmamento) e tudo isso. Não entendo do assunto por isso não vou opinar se pode ser construído ou não. Deixo para os engenheiros e afins tomarem conta.

    É o velho “Quem viver, verá!”.

  19. Eduardo,

    sabemos que Belo Monte, por ser projeto muito complexo, gera muitos questionamentos. E todos eles merecem atenção e respostas.

    Venha colocar suas questões na nossa TV Belo Monte e nos ajude a construir um projeto melhor.

    http://www.tvbelomonte.com.br/

    Nossa ideia é ir construindo Belo Monte junto com você.

  20. Some truly nice stuff on this site, I love it. 833604

  21. Isso me salvou contra BELO MONTE

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