Nem toda unanimidade é burra

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Há um fenômeno tremendamente danoso à democracia que se abateu sobre o Brasil. No grande debate público da história recente vêm se formando ondas, correntes de opinião esmagadoras que se valem da chantagem e da intimidação ideológica para conduzirem as pessoas àquela posição única considerada “aceitável”.

A virulência contra quem não adere a consensos que reúnem a grande mídia e as correntes político-ideológicas de A a Z se traduz por menoscabo, bastando citar que alguém não concorda com a premissa impositiva de turno para automaticamente desqualificá-lo moralmente.

Note-se, aqui, que não se fala de truísmos, verdades incontestáveis ou evidentes por si mesmas, tão óbvias que não precisam sequer ser mencionadas. É um truísmo dizer que a pedofilia é uma monstruosidade, uma violência inominável. Não é um truísmo considerar alguém culpado sem provar a sua culpa.

Simples assim.

Em vários episódios recentes da política, por exemplo, começaram a se formar ondas contra isto ou aquilo que não enfrentaram praticamente nenhuma resistência entre os formadores de opinião – ainda que não existam provas de que a maioria da sociedade venha seguindo essas “lideranças” opinativas que apresentam polêmicas como se fossem truísmos.

Foi assim, por exemplo, no caso Palocci. Apesar de ser, inquestionavelmente, alguém sem ligações com o poder, com partidos ou sindicatos, os inevitáveis desafetos que minhas opiniões me geram passaram a me atacar pela discordância daquela demissão da forma como ocorreu.

Por não concordar com a queda do principal ministro de Dilma no quinto mês de seu mandato de quatro anos, a mera citação de que não apoiei sua derrubada pretendeu me colocar como uma espécie de cúmplice intelectual dos pecados atribuídos ao ex-ministro.

De novo, agora nesse caso da fusão dos supermercados Carrefour e Pão de Açúcar, formou-se – em escala inferior, mas fortemente impositiva e abrangente – outro desses consensos dos quais ninguém quer divergir para não ser “enquadrado” como defensor do indefensável, apesar de ter objeções.

Hoje (sábado, 2 de julho), jornais trazem manchete que soterra um desses consensos intimidadores, açodados e autoritários que não cobram apenas concordância, mas profissões de fé públicas. Surgiram fortes evidências de que o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Khan pode ser inocente da acusação de estupro.

Devido ao caráter hediondo desse tipo de crime, pôr em dúvida a acusação de uma mulher negra e humilde, a camareira que Strauss-Khan teria “estuprado”, era temerário. Afinal, o estupro sempre foi um dos crimes que mais ficaram impunes.

Surgindo a hipótese de um homem branco, rico, influente e europeu ter violado uma mulher negra, pobre e imigrante de um país africano, não havia escolha: seria inaceitável duvidar da ocorrência do crime mesmo diante de elementos que gritavam para ser notados. Como fiquei em dúvida, cheguei a ser chamado de defensor de estuprador.

Como já disse, nem toda unanimidade é burra. Não é burrice que todos julguem a pedofilia um crime inominável, mas é burrice e injustiça condenar uma pessoa só pela gravidade de uma acusação. Quando se quer destruir alguém com acusação falsa, essa acusação tem que ser grave mesmo.

Este blog surgiu em um desses momentos de catarse que vão ganhando força e unanimidade. Surgiu durante o escândalo do mensalão, em 2005. Aliás, surgiu por conta dele, pois as forças progressistas da nação estavam intimidadas pelas evidências de que o partido que sempre se apresentara como exemplo de ética havia infringido os próprios dogmas.

Criei este espaço em 2005 justamente para dizer o que ninguém queria dizer, que julgava que estavam transformando um caso envolvendo alguns parlamentares governistas que receberam doações de campanha “por fora” em um esquema de suborno de parlamentares pelo governo. E achava que o objetivo era o de derrubar aquele governo.

O jeito que encontrei para nadar contra a corrente foi reunir aqui pessoas que pensavam como eu mas que tinham medo de se manifestar porque a onda que se formara em favor daquela premissa única que engolfava o país tratava de criminalizar qualquer discordância.

Nesses casos recentes relatados, bem como na época da criação deste blog, recebi inúmeras mensagens privadas daqueles que discordavam dos consensos impositivos, mas não tinham coragem de dizer. Sentiam-se intimidados porque, dizendo o que pensavam, logo alguém trataria de transformá-los, por exemplo, em mini Paloccis.

Você não deve divergir só por divergir, só para ser do contra. Mas não pode jamais concordar só para não ser estigmatizado por sua opinião divergente. Quando você enxerga que a corrente daquele rio o levará a despencar do alto de uma catarata, por exemplo, só lhe resta nadar contra ela. Por mais cansado que esteja.

Nem toda unanimidade é burra. Só aquela que é imposta a quem discorda. Essa, além de burra, é ditatorial. Não se esqueça de que toda e qualquer corrente nunca será mais forte do que o mais fraco de seus elos. As correntes não podem prescindir de cada um de seus segmentos. Um elo que se rompe destrói a corrente inteira.

Correntes podem ser bem ou mal usadas. Podem aprisionar ou sustentar. Se não gosta do uso que está sendo feito daquela corrente, seja seu elo de ruptura. Não tenha medo. O único medo que deve ter é o de ser acorrentado por aquilo em que não acredita.

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94 Comentário

  1. Aproveito esse raciocínio para expor um outro problema que a sociedade vive nesse momento com relação ao homossexualismo.
    De cara manifesto meu REPÚDIO contra a violência gratuita que alguns selvagens descarregam sobre esses “diferentes”.
    Entretanto, foi gerada agora uma corrente de pensamento em que parece que todo mundo é obrigado a concordar com a “normalidade” do homossexualismo. Tenho analisado a novela Insensato Coração da Rede Globo e avalio que a trama chega a fazer apologia ao homossexualismo como algo absolutamente normal e que deve até ser buscado. Essa é minha avaliação, mas posso até estar equivocado.
    Encontro-me agora numa situação – e talvez muitos outros – em que tenho que respeitar o direito do homossexual em ter sua opção – e a respeito – mas sou constrangido e não me vejo respeitado no meu direito de não gostar do homossexualismo e de julgá-lo como algo que deva ser evitado e até combatido como uma doênça, uma anormalidade.
    Uma coisa é ser contra o homossexualismo e outra BEM DIFERENTE é ser contra o homossexual. Este deve ser respeitado em sua opção, fraqueza ou mesmo na anormalidade biológica.
    Na minha opinião a Rede Globo deveria ser mais responsável nesse assunto.
    O que você pensa sobre isso, Eduardo?

    • Penso que não existe corrente alguma que pretenda obrigar você a gostar de homosseuxalismo. Tanto é verdade que muitos têm dito verdadeiras barbaridades, como Jair Bolsonaro e Myrian Rios. O que não se pode apoiar é que você difunda mais ódio à orientação sexual (o sufixo ismo alude a doença, que não é o caso dos homossexuais) dos homossexuais em um momento em que esse ódio está fazendo com que sejam até assassinados. Você não quer ser homossexual, ninguém está te obrigando a ser. Você só não pode instigar as pessoas contra os homossexuais fazendo discursos que pretendam lhes tirar direitos, porque suas obrigações civis não arrefecem por conta de terem uma forma diferente de se relacionar afetiva e sexualmente.

      • Perfeito contraponto, Eduardo. Até porque a orientação sexual de uma pessoa não muda porque alguém a ‘obrigou’ ou por ‘propaganda’, ‘apologia’, e o escambau. Só faltou lembrar que, igualmente, ninguém ‘opta’ pela sua orientação sexual: não há ocionalidade ou escolha nesse campo.

        • Ninguém opta pela sua orientação sexual?

          Quer dizer que a pessoa já nasce Gay? Qual é a mutação genética que faz com que as pessoas venham a nascer com essa orientação sexual?

          Deve ser o cromossomo Z não é? Acho que teremos a partir de agora os cromossomos X,Y e o Z!!

          O ânus vem se adaptando a orientação sexual homossexual? O organismo masculino vêm se adaptando para imitar o que acontece com as mulheres ao terem um pênis introduzido nas suas vaginas?

          Esse pensamento de que uma pessoa já nasce com a orientação sexual homossexual é inaceitável, não tem comprovação científica alguma!!

          Como não há nenhuma predisposição orgânica a pessoa só pode optar por ser homossexual!!

          Ou as pessoas já nascem com uma predisposição psicológica? Acreditar que a pessoa já nasce para ser homossexual é complicado!!

          O Meio que vivemos nos define, a estrutura familiar que vivemos nos definem!! Se a pessoa tem mulheres como referenciais de conduta e etc!! não facilita a sua opção pela homossexualidade?

          • Há mais do que apenas sexo nessa história.

            Talvez lhe seja difícil aceitar, mas o cérebro é um tantinho mais complexo do que um pênis.

          • Ótimo texto Edu, concordo em número genêro e grau. Mais uma vez parabéns. E como vai a nossa mocinha linda e corajosa?

      • Tenho grandes amigos homossexuais que respeito porque eles tem auto-respeito. Não saem de bunda de fora, enfeitada com purpurina, e respeitam e não agridem a cultura da maioria, democraticamente. Eu seria contra qualquer hetero que fizesse a mesma coisa. As privacidades devem ser praticadas privativamente. Repito: tenho grandes amigos homossexuais porque possuem auto respeito e respeitam os outros. Não posso deixar de rir com os excessivamente “afetados”, porque são engraçados. Mas jamais irei agredí-los, de jeito nenhum.
        O excesso de mídia sobre o assunto pode até gerar o efeito contrário, como me disse um homossexual.

        • Quier dizer que vc deve odiar ir a uma praia, ou assistir o pânico. final, todas aquelas bundas de fora devem deixá-lo enojado.

          Beijos em público, então, devem horrorizá-lo!

          Ou essa restrição só se aplica aos homossexuais masculinos?

          O problema é que sua objeção ao comportamento que vc menciona não é racional e objetivo, mas apenas fruto de um condicionamento social sobre o que é um comportamento normal ou aceitável e o que não é.

          O mesmo tipo de condicionamento que leva à homofobia.

          E esse tipo de condicionamento não pode ser imposto aos outros, exatamente por não ser nem racional, nem objetivo. São as suas preferências, seus gostos particulares, e ninguém tem a obrigação de observá-los em detrimento das preferências e gostos deles próprios.

          O seus gostos são tão bons quanto o de todos os demais, apesar de serem seus.

          Eu concordo que existem limites objetivos e culturais. Praticar sexo em público, por exemplo, é culturalmente não aceito, sejam os praticantes hétero ou homossxuais. Mas beijar em público, não é. Nem ficar “com a bunda de fora” nos locais e situações apropriados (em um fórum ou escritório, por exemplo, não é aceitável, mas na praia, ou na parada gay, é).

          Ninguém pode ser coagido a respeitar suas preferências, ou agir como vc gostaria. Se vc não gosta de ver algo, feche os olhos em vez de querer impor a sua “moralidade” aos outros.

          • Leia novamente o que escrevi e não responda o que imagina que eu acho,

          • Eu respondi exatamente o que vc esceveu, meu caro.

            Vc disse: “Não saem de bunda de fora, enfeitada com purpurina, e respeitam e não agridem a cultura da maioria, democraticamente. Eu seria contra qualquer hetero que fizesse a mesma coisa.”

            Eu apontei que, se isso é verdade, então a mulherada na praia deve te deixar horrorizado. Afinal, elas são heterossexuais, não são?

            E completei falando que essa restrição (“respeitar e não agredir a cultura da maioria”) é arbitrária e opressiva. Vc os aceita ENQUANTO eles “respeitam a cultura da maioria”, que pode significar qualquer coisa, inclusive o machismo, o preconceito, etc. No final das contas, o que vc disse é que os tolera desde que eles saibam e fiquem “em seus lugares”, e não o incomodem com suas “purpurinas” e “afetações”.

            Tá tudo lá no seu texto, e nem muito entre as linhas… Mas se vc quer que eu esqueça o que vc esceveu, tudo bem…

    • Sr Cirino

      vamos às suas incoerëncias>>

      “… sou constrangido e não me vejo respeitado no meu direito de não gostar do homossexualismo

      >>> de julgá-lo como algo que deva ser evitado e até

      >>> combatido como uma doênça, uma anormalidade.

      Uma coisa é ser contra o homossexualismo e outra BEM DIFERENTE é ser contra o homossexual.
      (A velha incoerëncia de alguns mortais….) >>> Este deve ser respeitado em sua opção,

      >>> fraqueza ou mesmo na

      >>> anormalidade biológica.

      Eu fico de cara que um Professor venha a postar este ponto de vista. Pessoal, sim, mas náo menos
      apodrecido, a meu ver, no meu entender, claro!

      Considero o seu parecer simplesmente compatível com BOlsonaro, Miriam Rios e Hitler.

    • Sr Cirino

      Eu fico de cara que um Professor venha a postar este ponto de vista. Pessoal, sim, mas náo menos
      apodrecido, a meu ver, no meu entender, claro!

      Considero o seu parecer simplesmente compatível com BOlsonaro, Miriam Rios e Hitler.

      • Respeito muitíssimo seu ponto de vista.

        • Pois eu tenho a leve impressáo que o senhor, na verdade, já me crucificou em seus pensares.
          Náo acredito nesse tipo de respeito, me desculpe a sinceridade,
          mas preciso verbalizar o meu repúdio.

          Só falta o senhor dizer que os homossexuais sáo seres brancos de alma negra.

          • “Anormalidade biológica” é de lascar! E ainda por cima é professor. E falar em respeito usando uma aberração dessas só mesmo sendo um grande cínico. É cada um que aparece que dói meu capacete. Certas coisas a gente só lê porque não é analfabeto.

          • Carmem, eu fico bastante desconfiado de alguns ditos professores que entram em blogs e redes sociais e utilizam o nick de “professor alguma coisa”. Isso é apenas uma forma dessas pessoas quererem legitimar o conhecimento que elas acham que possuem, o que não significa absolutamente nada. Realmente, é uma aberração alguém taxar o homosexualismo como uma doença ou uma anormalidade genética. E se um filho dele ou alguém de sua família bastante próximo a ele resolvesse assumir que é homosexual, gostaria de ver se permaneceria com tais idéias.

      • Professor?
        O argumento da autoridade.
        Como vencer uma discussão sem precisar ter razão – Shoppenhauer

    • Não gostar do homossexualismo é o mesmo que não gostar de uma cor de pele ou da cor dos olhos.

      Dizer que é uma doença, é o mesmo que dizer que ser alto é uma doença.

      Dizer que é uma escolha é o mesmo que dizer que a calvície é uma escolha.

      Vc não quer dizer que “não gosta” do homossexualismo. “Não gostar” significa exatamente isso: não ter preferência, não se importar com. Não gostar de alguém é não a querer bem, não a desejar, mas não significa a querer mal ou detestar.

      Se vc não se importasse com o homossexualismo – ou seja, se vc realmente não gostasse como diz -, não lhe faria diferença alguma se a sociedade o obrigasse a tratá-los como trata todos que não são homossexuais. Seria-lhe indiferente tratar o homossexualismo como uma doença não transmissível ou uma escolha, ou uma mera característica como a altura.

      O fato de lhe incomodar ser “obrigado” a tratar o homossexualismo como qualquer outra qualidade humana, e os homossexuais como qualquer pessoa saudável, demonstra que vc não “não gosta”, mas detesta o homossexualismo.

      Vc quer esse direito, o de detestar uma característica nata, igual a qualquer outra. De tratar quem a possui de forma diferente, como um doente, um anormal. Como se fosse uma escolha que vc desaprova.

      Em suma, vc não quer ter seu direito de não gostar do homossexualismo respeitado, mas sim o direito de detestá-lo, excluí-lo, humilhá-lo, ver-se livre ou distante dele.

      O direito de tratar todos que possuem essa característica de forma diferente, de “não gostar” deles por terem nascido daquela forma, de chamá-los de anormais e doentes.

      O direito de ser preconceituoso. É o que vc quer ver reconhecido. É a isso que exiges respeito.

      E a resposta é um sonoro não. Não reconhecemos esse direito. Não vamos respeitar seu preconceito.

      Afinal, ser preconceituoso é uma escolha. Ser homossexual, não.

      • Querido Pierri, leia de novo o que eu escrevi. Vamos imaginar a hipótese de você ser gay. Eu não deixaria de me relacionar com você ou de respeitá-lo. Eu tenho amigos gays e os trato muito bem.
        Posso dar o exemplo da AIDS. Ela deve ser combatida, mas não o aidético.
        E você disse muito bem que o homossexualismo é quase sempre nato, que é diferente de inato.
        Na minha opinião o natural é ser heterossexual e é o que deve ser buscado sempre que possível. Se não for possível, há que se ter tolerância mesmo.

        • Já bem disse Caetano “de perto ninguém é normal”. O “normal”, o “natural”, para o brilhante professor é o que ele considera como o que está do lado dele, o estatisticamente mais esperado. As suas opiniões toscas indicam uma personalidade totalmente anormal até para os padrões mais conservadores. Como invocar normalidade, naturalidade ao preconceito mais irracional? Eu sim, professor, tenho amigos de verdade que são homossexuais assumidos e jamais esquecerei o discurso que um deles fez condenando o uso da expressão opção sexual. Ele dizia que se fosse uma opção, como ele escolheria justo o lado oprimido, humilhado pelas convenções preconceituosas se sabia que o outra opção seria muito mais confortável?

        • Desculpe, mas vc não entendeu absolutamente nada do que escrevi.

          A honmossexualidade é nata. Nasce-se com ela ou sem ela. Não é opção, nem doença, mas característica, exatamente igual ao fato de alguém nascer com o cabelo preto ou loiro.

          “Não gostar” da homossexualidade é o mesmo que “não gostar” de loiros. Mas “não gostar” não significa “desgostar”. Tratar o homossexual como se tivesse uma doença não é “não gostar” da homossexualidade, mas “desgostar” dela.

          É prejudicar, preconceber, discriminar. É tratá-lo de forma diferente, da mesmíssima forma que alguns tratam as pessoas diferentemente em razão da cor da pele.

          Aliás, sabia que até mesmo a cor da pele já foi considerada “doença”? Diziam que os negros não possuíam alma, da mesma forma que vc diz que os homossexuais possuem uma doença, uma anormalidade.

          Opinião todos podem ter. Mas preconceito NÃO é opinião. Enquanto a opinião se fundamenta na razão e nos fatos, o preconceito se baseia nesses achismos (“eu acho que é doença, eu acho que onormal é ser heterossexual, etc”), em crenças desligadas da realidade e da razão.

          Enfim, como eu escrevi, o seu problema não é “não gostar” da homossexualidade, mas sim desgostar dela. Detestá-la, desprezá-la como uma doença ou uma anormalidade. Em outras palavras, quando vc fala em “não gostar” quer dizer outra coisa.

          Combater a homossexualidade é o mesmo que combater a cor da pele ou dos olhos. E já vimos esse filme.

        • Aliás, caro professor, vc diz que respeitaria caso eu fosse homossexual, mas que tipo de respeito é esse se, no mesmo fôlego, vc diz que uma característica nata – ou seja, com a qual nascemos – é uma doença, uma anormalidade?

          Duvido que tenhamos o mesmo conceito de respeito. Eu jamais diria a alguém que a cor de seus olhos é uma doença a ser combatida, apenas por “não gostar” daquela cor em particular.

          • Não entendi porque você ficou tão nervoso somente pelo fato de eu ter pensamento diferente do seu. Eu estou bastante tranquilo.

          • Vc não tem pensamento diferente do meu. O que vc tem é preconceito.

            E me perdoe se eu fico nervoso quando alguém diz que uma parcela da população é doente e anormal, apenas por não acatar as suas preferências pessoais e ousrem serem algo que vc, do alto da sua sapiência, detesta e quer eliminar.

            Vc deveria ficar surpreso de se ver ficar tranquilo enquanto o faz, isso sim. Não é exatamente a melhor expressão da amizade… nem da humanidade.

        • “Professor de que?”, o senhor ousa afirmar que a Aids é característica dos homossexuais? é isso mesmo?
          Caso afirmativo, o Sr está precisando se atualizar…

          • O Pierre precisa verificar no dicionário o significado de “nato” e “inato” e você ler com mais atenção o que escrevi. Pelo teor de nossas mensagens pode ficar claro onde está o ódio e a intolerância.

          • Mais uma “resposta” do “professor” que não argumenta nada. É só ad hominem e, agora, semântica.

            Deve ser professor de educação física, especializado em corrida…

            De português, já vi que não é, já que “nato” e “inato” são virtualmente sinônimos e, embora se costume utilizar cada um em situações diferentes, é apenas um costume, e não uma regra.

    • Concordo plenamente vom você professor e digo mais, algumas pessoas querem de forma sutil sugerir que o hossexualismo é moda e quem não estiver na moda estará fora do contexto social, eu acredito que temos assuntos muito mais importantes do que o hossexualismo,

    • Não vejo novela nenhuma, mas concordo com você que fazer a apologia do homossexualismo, se for realmente o caso, é tão deplorável quanto agredir os homossexuais.
      Quanto ao caso do Strauss-Kahn, o Eduardo cantou a bola no primeiro instante.

      • Ninguém faz “apologia” ao sexualismo. Fazer apologia seria dizer que é melhor ser homossexual do que heterossexual. Onde você viu dizerem tal coisa? O que se diz que é “apologia” é defender que os homossexuais tenham direito a levar a própria vida como querem. E que não estimulem o discurso contra os homossexuais, porque esse discurso contra serem o que são é o que estimula a violência que sofrem cotidianamente.

        • Tem gente que acha que exigir que os homossexuais não sejam tratados de forma diferente dos heterossexuais, ou que negar que o homossexual seja anormal ou doente é fazer “apologia” da homossexualidade.

          Ou seja, se não for homofébico, se não descriminar e recriminar, se não reduzir a uma doença ou anormalidade, é “apologia”.

          É o mesmo tipo de gente que não entende que preconceito é exatamente o tal “direito” de “não gostar” de alguém por ele ter uma determinada característica.

        • Bons argumentos, que mostram que o assunto é bem complexo e precisa ser estudado sob vários ângulos e com muita sensatez. Pelas respostas que recebi aqui neste post podemos deduzir que a intolerância reside também em muitos “tolerantes”.

          • Não se pode falar em tolerância com preconceitos “professor”. Tolera-se diferenças de pensamento, de opiniões, de pontos de vista, de culturas. Mas não o preconceito irracional, o ódio, o desejo de impor uma “normalidade” subjetiva a todos e eliminar tudo o que não se acomoda a ela.

            Não se tolera a intolerância irracional, odienta e odiosa.

        • Eu fui muito claro no meu comentário.
          Não vejo a TV Globo e muito menos as suas novelas. Me pautei no comentário do colega acima, desde que fosse verdadeira a sua afirmação. Aliás, partindo da TV Globo nada mais me surpreende.

      • E fazer a apologia do heterossexualismo? Tbm é deplorável?

        • Meu amigo, não vejo novelas e nenhum canal da TV aberta e não me interesso pelo sexo que os outros fazem e nem deixam de fazer.

          • Eu não perguntei nada disso. Só perguntei se vc acha que a apologia ao heterossexualismo é tão deplorável quanto a do homossexualismo, mais nada.

        • Helloo, fazer apologia do “heterossexualismo” é uma forma indireta de manifestar o preconceito contra os homossexuais. Heterossexuais são maioria em qualquer sociedade. Homossexuais são minoria, por isso mesmo devem ter seus direitos garantidos e respeitados como quaisquer cidadãos. Maioria não precisa de defesa nem de apologia. Simples assim.

    • Olá, Professor Cirino, olá, Edu. Bom, gostaria de dizer que sou da unanimidade a favor dos direitos dos homossexuais; do direito dos cidadãos. Discordo de você, Cirino, neste caso, quanto à tal “anormalidade” no comportamento sexual de uma pessoa. Não há nenhuma anormalidade nisso. Aliás, um homossexual não é menos homem devido à sua orientação sexual. Seguindo seu raciocínio sobre o “homossexualismo” encarado como ideologia, acho que vc tem razão no que disse; ou seria vc heterossexual porque há muito “heterossexualismo” na sociedade?
      Obrigado.
      Abraços!

    • Professor Cirino, já fui chamado de “doente” pelo Eduardo por pensar absolutamente igual ao senhor.

    • Caro Eduardo,

      este é o tipo de assunto que será muito debatido, muitos recriminarão, muitos aparecerão para dizer que ” entendem o homossexual, pois até tem amigos que são” (afirmação que é homofóbica, sem querer, mas é), enfim, teremos que esperar uma ou duas gerações para a sociedade absolver esta opção.

      mas como gosto de ver a vida da melhor forma, vai uma piadinha.

      a mais nova versão de TROLL de sua página.

      O TROLLSEXUAL – o sem noção sobre sexualidade

  2. Edu, você me fez lembrar da frase de Winston Churchill:

    -A CORAGEM é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais.

    • Grande frase

      • A partir do momento em que se elogiam frases de notórios líderes de direita, caso de Churchiil, é sinal que é preciso repensar e resgatar os conceitos de esquerda e buscar propostas para a construção do Brasil.

        • Uma falácia sem tamanho.

          O mérito das frases – e de qualquer argumento – independe de sua origem. Churchil foi um grande canalha – o primeiro a ordenar o carpet bombing. Mas ele falava algumas coisas de efeito de tempos em tempos, e em admitir ou mesmo admirar uma delas não há nenhum tipo de validação das práticas ou das ideias canalhas dele.

  3. Oi, Edu, daqui a alguns meses vão perguntar por que Palocci caiu e não vão saber responder.

    • eu até hoje não sei o por quê?

      • Ja postei que muitos ou todos não querem políticos trabalhando para o mercado, afinal mercado não quer o mesmo que o publico.
        Porem não confundimos como alguns o projeto de nação, o partido com um nome .
        A direita e mídia nos da nomes que sem partido,projetos ou programas e é eleito, nos os da esquerda antiga não votamos em nome afinal apoiamos Erondina ,Marta ,Lula ,Benedita Dilma e todos sabem da batalha para eleger estes nomes pois muitos não viram ou discutiram projetos e programas.
        Veja Sarney,Collor.Alvaro Dias,Renam É a direita que a mídia dos seus estados oferece e quem vota neles cotaria no Serra se estivesse em SP.
        Agora podemos e devemos criticar a todos e a tudo que não concordamos .mas nunca perdemos de vista o projeto de nação que queremos .assim podera haver a saida de qualquer nome do governo mais isto nunca podera comprometer o fato de milhões estarem comendo, trabalhando ,vivendo e voltando a ter o que tínhamos perdido esperança em uma nação soberana.
        Assim o que defendemos não foi o nome Palocci ,defendemos o fato de não deixarmos a direita levar a questão para nomes e colocar tudo no mesmo saco, comprometendo até a eleição da Dilma.
        Direita sem mídia é morta ,afinal quem conhece alguem filiado a direita no trabalho ,sindicato associações o no bairro onde mora .
        Agora esquerda sem povo também é morta, e povo por natureza ira discordar em alguns pontos ,afinal não queremos seguir caciques como o PSDB onde 4 fala o resto abaixa a cabeça e fala amem.

      • Nem eu, gostaria muito que alguém me explicasse tim, tim por tim tim

    • Daqui a pouco aparecerão quem diga que Daniel Dantas é mais santo do que Madre Tereza.

      • Seu comentário constitui excelente exemplo do processo de desqualificação. Dito assim, parece que estou propondo algum absurdo. Ora, canonizar Daniel Dantas? Há pessoas suscetíveis a meras frases de efeito que seriam convencidas por essa. Basta uma frase nonsense como essa para convencer alguns de que devem aderir sempre, e incondicionalmente, ao que diz a maioria. Por isso criei este blog, para que as pessoas não se deixassem ser induzidas a assumir posturas radicais sobre temas polêmicos com base num exemplo estapafúrdio.

        • Eduardo Guimarães,
          postei em relação ao que escreveu o Otto.
          Não foi em relação ao seu texto.

          • E eu tenho ABSOLUTA CERTEZA que NUNCA você canonizará Daniel Dantas, mas fica a minha mensagem para que eventualmente algum leitor ou leitora seu o faça.

  4. É Edu, você tocou na essência do significado da luta contra o pig. As pessoas, entre elas os chamados trolls (q as as vezes não são), não percebem que é isso que se discute aqui. Sinto-me até a vontade para afirmar que essa é a bandeira do blog Cidadania.
    Defesa do Palloci, dos petistas “mensaleiros”, mesmo da Dilma e do próprio Lula? Tudo secundário. O que vem primeiro é isso. Um chamamento para as pesssoas não aderirem acríticamente ao discurso homogênio da mídia. O assunto em pauta vem depois.
    De que serveria a blogosfera se praticássemos aqui o assassinato de reputação, a condenação sem provas, se o pig já o faz muito melhor?
    Nem sempre a unanimidade é burra. Mas o pensamento único do pig é sempre emburrecedor, porque sua razão de ser é essa

  5. Sou um admirador da tua coragem Edu. Tem meu apoio

  6. Excelente texto, Edu. Me fez lembrar claramente o motivo pelo qual passei a ser sua leitora assídua desde o início do blog. Me sinto assim na vida cotidiana, as pessoas me chamam de “do contra”, acham engraçado, como se o fato de eu nunca seguir a boiada fosse como optar por um estilo de roupa ou de maquiagem…
    Achei que com a idade isso fosse arrefecer, mas chegando aos 40, confesso que estou cada vez “pior”, principalmente depois da era da internet, já que podemos buscar informações diferentes daquelas massificadas.
    Mas continuo mal compreendida e sempre rotulada, guardando a devida proporção com a sua situação pois vc expõe suas idéias publicamente, com milhares de leitores, estando mais propenso a ataques e linchamentos.
    Mas com as pessoas que não são públicas, esta situação ocorre no dia a dia, com amigos, familiares, colegas de trabalho e de estudo, que sempre que repetem idéias lidas na Veja e ouvidas no Jornal Nacional. Quando o fazem na minha presença, o que sempre evitam, já esperam a minha reação. E acabo sendo aquela “espalha bolinho”, sabe?
    Em todo esse tempo, o único assunto em que não concordei com você foi em relação ao caso Pallocci. Não concordo com condenação sem julgamento mas a forma com que ele se portou durante toda a crise, mesmo sabendo do interesse midiático, foi o que levou ao desfecho ocorrido.
    De todo modo, continue firme, você ajuda a nosotros, que não somos figuras públicas nem temos veículos para propagar nossas idéias e só o fazemos no dia a dia, com as nossas relações pessoais, a não sucumbirmos.

    • Maria, é importante sempre que você tenha uma opinião diferente. Até mesmo para referendar sua discordância. Se em todo lugar você vê o mesmo ponto de vista, não poderá tomar decisões com maior segurança. Você leu meus argumentos sobre o caso Palocci e não se convenceu? Ótimo, mas leu, refletiu e decidiu não mudar de opinião. Pode decidir tranquilamente, tendo elementos para refletir. Quando todos dizem a mesma coisa, você decide com maior insegurança. Parabéns pela visão democrática.

  7. Varejo.
    Eles nos acostumaram a tratar do varejo.
    Assim criticamos políticos e não brigamos pela reforma política com financiamento publico de campanha e voto em lista para que venhamos a ter partidos políticos e mas no varejo cuidamos de nomes .
    Um partido para ser votado tem que projetos e programas uma visão de nação soberana ,mas nos a mídia nos impõe nomes da direita dividi o pais em coloniais ,assim Color ,ACM ,Alvaro Dias ,Marco Maciel,Sarney,FHC Serra ,Aécio ETC ETC ETC ,cada cuida de sua colônia e barganha com o poder oferecido.
    Reforma tributaria .providenciaria ,judiciária,lei dos médios .
    Atacamos o varejo ,mas não entramos no atacado .
    Dividir para conquistar e para isto contamos com a esquerda que a direita gosta .esta esquerda grita pula faz discursos e muitas teses as vezes vai tão a esquerda que se une a direita ,veja Marina ,H.H Cristovam ,Gabeira .
    Assim ou gritamos no varejo ou passamos a ver o atacado e realmente influenciar neste jogo.
    Edu alguns ao passar a ver os verdadeiros interesses da direita e da mídia e saber da complexidade que envolve o poder e o querer fazer, mudar podera não ser entendido pelos que fazem e falam de política pelo varejo .
    O tempo.
    Por amos brigamos pela oportunidade de vermos os nossos no poder ,fomos eleitos e não tomamos o poder ,com 3 poderes,democracia representativa e tendo que fazer maioria hoje passamos a ser um pouco mais ouvidos .
    Agora o poder o capital não mudou de mão, então como querer o radicalismo de cobrar todas as reformas ,consertar um pais em apenas 8,9 ou 12 anos ,se os interessados ainda esta no verejo.
    Vejo Blogueiros experientes como PHA pedir a cabeça de um por dia nos 3 poderes,mas nuca colocar a sua cabeça em um projeto de mudança do atacado,vir a ser aquilo que Lula foi o lider de uma mudança na estrutura ele sabia que não adiantava atacar o Passarinho o Maluf ou qualquer general pois estes era o varejo .deveríamos mudar o atacado o resultado todos conhecem .
    Assim Edu continuaremos tendo alguns a discordar ,pular gritar ,fazer barulho que é muito importante e ser a esquerda que a direita gosta pois não faz ,não uni ,não muda nada .
    Veja no casa Palocci o Varejo ,concordamos que um homem publico não deve estar ligado ao mercado .
    Assim Palocci ,declarou imposto ,declarou ganhos fez tudo de acordo com a lei ,poderíamos e podemos discordar de muitas coisas ,mas nunca misturarmos todo o governo o partido e projeto de nação que queremos com apenas um nome Palocci .poderia e pode ou melhor deve ser feito pressão sobre postura individual de qualquer membro que nos representa ,mas sobre o todo afinal não lutamos para perder o atacado devido a discordância do varejo.
    Se quisermos mudar algo, teremos que brigar pela reforma política,pois com financiamento publico de campanha, os políticos que quiserem podera ficar fora de mercado do capital .assim industriais,latifundiário e bancados marcadas como a evangélica tera que competir em igualdade pois grana sera mais proporcional .
    Voto em lista, trara mais responsabilidade do partido ao indicar candidatos e também dara aval a político afinal não ficara dependente da mídia assim podera brigar mais as familias da comunicação.
    Lei dos medios ,marco regulatorio da comunicação com o fim da propriedade cruzada .
    Veja o que pode mudar ,se apenas estes 2 objetivos for alcançados .
    Lula como sempre atacou a causa ,ele acha que em primeiro lugar esta a reforma política e que com isto o resto vira mais fácil. afinal teríamos mais políticos independente.

  8. Edu blogueiros progressistas incomoda os barões da mídia não é porque lida com o varejo .
    Mas a proposta ,mesmo com toda discordância,pontos de vista diferentes que para mim é bom afinal sempre lutamos por isto,o fato a mudar o atacado tirar o poder de manipular que eles sempre tiveram .
    Veja nos fazíamos campanha eleitoral e abordávamos uma pessoa para falar de política e mostrar nossos candidatos.mas como mudar uma pessoa que é refem da globo a anos,refem da Veja ,Folha,Estado .
    Como falar para ela que foi enganada por uma vida .a primeira reação da pessoa é nos atacar afinal que em plena conciencia iria aceitar que foi um bobo a vida inteira e se este tem um diploma na parede então .
    Edu os blogues vem mostrando este lado para as pessoas ,afinal muitos que defenderam coisa impossíveis hoje tem rever uma vida perante os seus iguais e isto não é fácil.
    Ainda tem quem sussurra,eu votei no Lula .e oque mais mata eles é que antes bastava comprar os pensamentos prontos e retransmiti-los como se deles fossem .mas agora estamos convidando a todos a pensar comparar ,pesquisar e isto mata alguns.

  9. Infelizmente a grande mídia governa o país, elege presidente, derruba presidente, ministros, por seu poder exagerado de influir, à moda nazista, que remete a Josep Goebbels e está criando com este domínio extremo a alienação da grande maioria da população. Com o advento da internet, somos obrigados a aturar manifestações inimagináveis de todo o tipo de preconceito, racismo, soberba e a criação de grupos intolerantes, agressivos, truculentos, como se falassem a mais pura verdade, ignorando todos os principios de convivência em sociedade. Hoje temos a devida dimensão do que é capaz a mente humana e a falta de solidariedade, que há muito tempo foi deixada de lado em nome da competitividade e do “se estiver bom prá mim, tudo bem”. Estamos vivendo no Brasil, através da imprensa, um verdadeiro massacre contra o governo e indiretamente contra o povo que o elegeu. Não é admissível que tenhamos que conviver, com esta lavagem cerebral de que estamos sendo vítimas. Talvez tenha sido isto que FHC tenha proposto aos seus pares, que só agora nos demos conta, do “sangramento do governo Lula”. Será que agora depois da morte do ex-presidente Itamar Franco, ele será lembrado por ter sido o responsável pelo lançamento do plano real, ou ainda teremos que ouvir da imprensa que foi FHC?

  10. Todos os dias penso: – Que bom que temos um Eduardo Guimarães.

    Você está me ajudando muito a pensar e argumentar sobre política de modo diferente. Ainda bem, nem que seja numa época em que já não sou mais nenhuma garotinha que era rotulada como brigona por querer um País diferente.

  11. A unanimidade não é burra. Ela é ignorante. Toda unanimidade.

    Mesmo a unânime condenação à pedofilia é ignorante, já que a grande maioria apenas reage e segue a maioria, sem saber exatamente o que é e as razões pelas quais a pedofilia é execrável.

    E isso sem falar que já houve tempo – aliás, a maior parte do tempo em que a humanidade existiu – em que a unanimidade era a favor da pedofilia. Igualmente por ignorância.

    Muito mais importante do que ser contra ou a favor de algo, é ter alguma razão para isso. A maioria não tem, apenas repetem as razões alheias, quando muito. Apoiam-se na autoridade de outrem. Confiam mais no julgamento deles do que no próprio.

    Esses, sim, são burros.

    • Pieri, você é NOJENTO! Apologia à pedofilia é crime, seu asqueroso!

      Eduardo, você permite mensagens que fazem apologia à pedofilia????? Não é você que diz que é necesário “limitar” a liberdade para proteger vulneráveis???

      • Putz, ou vc é uma troll, ou é burra como uma porta.

        Ou as duas coisas.

        E cínica. Muito cínica.

        Mas se vc quer fazer o papel de troll estúpido e canalha, esteja a vontade. Não sou eu quem vai impedi-la. Afinal, é hilário!

  12. Caro Eduardo,

    Você lembra do Dr. Eduardo Mascarenhas ? um psiquiatra que foi casado com a atriz Christiane Torlone? Pois bem. Assistí a uma palestra dele, em que entre outras teorias, ele defendeu a seguinte: ” a satisfação sexual plena das pessoas é a bisexualidade, que não é livremente praticada porque as pessoas são desde a infância reprimidas.

    Quando em um programa de televisão esse médico foi intrevistado, o reporter perguntou se ele era bisexual. Ele respondeu prontamente, não sou reprimido.

    Qual é a moral da história? Por favor, não fique zangado comigo. Abraços Ertha

  13. Venho aqui todo dia. Ainda vou escrever bem assim! Bem, assim espero.

  14. Edú,lembrando o episódio da visita da presidente ao rega bofe da folha,parei de frequentar vários blogs,dado ao tamanho da onda de indignação e por conseguinte ataques a quem discordava desta atitude.Comentei aqui de 2 blogs em especial em que o clima tava barra pesadíssima,o do Nassif (em que o mesmo andou serenando os animos,inclusive agora voltei a frequentar,e há um respeito sobre quem citica o dito episódio).O outro,este não faço mais questão nehuma d,nem da sua existencia,visto que o próprio autor entrou na onda e ofendia aos comentaristas cíticos da atitude da presidente de “Burros”,o tal de “ESQUERDOPATA”.voçe,Edú e o Rodigo Vianna foram os poucos onde em seus espaços encontrei a serenidade para debater,quem criticava e quem apoiava.Não sou adepto deste efeito manada,quando o assunto é polemico,eu procuro me inteirar ,para ter uma opinião mais abalizada,algumas vezes eu tenha dúvidas e nem comento certos posts.Todos tem direito a sua opinião

  15. ‘Unanimidade’ e ‘senso comum’ correm o risco de andar de mãos dadas!
    Minha admiração pelo ‘Cidadania’ aumentou a partir de posicionamentos ponderados diante de situações ditadas, prioritariamente, por julgamentos precipitados, sem maiores provas, baseados apenas no que chamo de ‘senso comum’, esse imenso berçário de estereótipos, preconceitos e estigma.
    Em dois destes casos, – Palocci e Strauss-Kanh -, os acusados não eram figuras simpáticas, pelo contrário, adotavam atitudes arrogantes, e assim mais facilmente se tornavam alvos de julgamentos moralistas, apressados e descuidados, baseados antes nas aparências do que em provas.
    Por contrariar o ‘senso comum’ ( e a ‘unanimidade’ midiática) os cuidados do ‘Cidadania’, voltados tanto às condições em que estavam sendo feitas as acusações quanto aos elementos complexos envolvidos e que deveriam ser levados em conta nas análises, foram negativamente criticados.
    Em ambos os casos os ‘críticos’ disseram, equivocadamente, que estava sendo feita a defesa dos acusados: ao contrário, os comentários sempre foram estimuladores de maior senso crítico e reflexão.
    Pois bem, com a evolução das investigações, cada dia mais o caso DSK parece ter-se constituído e alcançado intenso destaque midiático, em parte pelo estilo ‘fama a qualquer preço’ do promotor de Manhattan, e de outra parte (eu diria, sobretudo) pela utilização de estereótipos capazes de mobilizar o ‘senso comum’ da opinião pública: o antagonismo entre uma ‘mulher pobre e imigrante’, facilmente percebida como ‘vítima’, e um ‘homem rico e poderoso’, rapidamente associado à condição de ‘algoz’. Talvez mais adiante se comprove, efetivamente, que a realidade dos fatos reproduzia tais estereótipos: o perigoso, no entanto, é se achar razoável antecipar aos estereótipos a condição de ‘ fato real’, a partir de acusações que podem ter sido forjadas ou geradas na má-fé, promulgando sentenças antes de ajuizamento formal.
    A questão é evitar pré-julgamentos, especialmente de uma grande mídia movida por poderosos interesses políticos e de mercado. O problema é o eventual resultado injusto desse pré-julgamento: a destruição da imagem do acusado, com o apoio midiático, é muitas vezes irrevogável, mesmo após a constatação de sua inocência.
    Ainda falta muito a ser revelado no affair DSK, assim como no de Palocci, mas com certeza quem tirou conclusões apressadas já pode ir colocando suas barbas de molho…

  16. Mais um texto excelente Eduardo. É por isso que leio seus artigos todos os dias. Eles nos fazem refletir e amadurecer em assuntos políticos.

  17. Nada demonstrou de maneira mais clara o lado preconceituoso da sociedade brasileira,do que a discussão sobre a homossexualidade.Claro que nem toda a unanimidade é realmente burra,mas toda a unanimidade baseada unica e exclusivamente no senso comum é no minimo suspeita,posto que o senso comum é muitas vezes responsavel por opiniões que no minimo podem ser consideradas discriminatorias,para no maximo serem consideradas uma verdadeira apologia à condutas que podem e devem ser classificadas como verdadeira lesão a direitos considerados fundamentais para a dignidade da pessoa humana e isso ficou bem claro na opinião do senhor professor Cirino para quem a homossexualidade deve ser levada em conta de uma verdadeira aberração de natureza biologica,portanto(segundo a ótica do referido professor)uma anormalidade,portanto uma patologia.Oras o senhor professor Cirino,como professor que é,no minimo deveria ter se informado melhoir a respeito disso para não ficar emitindo juizos de valores completamente equivocados,tendo em vista o fato de que desde 1995,a OMS não considera a homossexualidade como uma patologia,mas como manifestaçãso normal da sexualidade humana.

  18. Meio fora da pauta (ou totalmente a ver…), mas que precisa ser divulgado, pois a vida de um blogueiro está em risco.
    http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-blogueiro-pettersen-do-espirito-santo-pede-socorro.html

  19. Sim dele N. Rodrigues, podemos todos concordar unânimes de que o “complexo de viralatas” foi fulminado majoritariamente pelo povão. Resquícios incompreensíveis perduram em certas camadas da “classe media.
    Certos paradigmas como a dialética, polaridade, contraditório, tese, antítese e síntese se aperfeiçoam ao desaguar na diversidade dos sete aspectos da verdade. Um símbolo é a luz branca síntese das sete cores.
    Quando refletimos no caso Palocci (só mais esta vez!) aquelas duas posições antagônicas, na verdade as diversas posições com suas nuances explica que o salutar na democracia é a diversidade.
    Aos poucos vamos aprendendo a aceitar o “outro” simpático ou divergente, depois amadurecemos na diversidade.
    Quantos blogs não existem abrangendo a infinita diversidade?
    Como seria bom se “todos” “Não aceitassem que o Estado desista de vetar a propriedade cruzada” E aqui sim “nem toda a unanimidade é burra”

  20. O efeito manada é algo de que eu tento fugir sempre que posso. Se há o efeito é porque tem um capataz no comando e eu não quero ser boi, apesar do sobrenome. Um outro episódio em que se aplicou bem esse truísmo foi o da quebra de sigilo do caseiro Francenildo. Ele era a frágil camareira negra africana e o Palocci o diretor tarado do FMI. Para mim não precisa investigar para comprovar que o dinheiro recebido pelo indefeso caseiro nunca veio desse pai biológico. Mas como nem toda verdade vem à tona, vale para a história o truísmo de que o ministro salafrário é que era o algoz do pobrezinho daquele anjo de candura que era o infeliz caseiro do episódio.

  21. Sabe qual a única saída para não ser aprisionado por essas correntes de uniformização imbecilizante? Inteligência para manter o espírito crítico sempre ativo e analisar toda informação que receber, não aceitar nada aprioristicamente de ninguém. Além disso é preciso uma boa dose de agressividade para revidar aqueles animais de manada que inevitavelmente tentarão te desqualificar, muito menos por suas opiniões do que pelo ódio e inveja que sua independência intelectual despertam neles. Falo isso por experiência própria, pois sempre vivi essa realidade : já perdi a conta do sem número de discussões que arrumei contra os que tentaram me desqualificar(nunca conseguiram)por não pensar como a manada em determinado assunto. Recentemente, no caso Pallocci, tive que esmagar um imbecil no trabalho, já que a ameba não queria admitir que Pallocci não poderia ser condenado previamente, sem chance de defesa, além do que, mesmo o ônus da prova cabendo aos acusadores, foi o acusado Pallocci quem apresentou provas documentais de sua inocência; as comprovações dos valores pagos e dos serviços realizados por sua consultoria; que refutavam os crimes que lhe atribuíam. Também no caso Straus-Khan, desde o comentário que publiquei em seu primeiro post sobre o ocorrido, afirmei que a acusação tinha todo o cheiro de um armação, dado o absurdo de Khan comportar-se daquela forma, jogando toda a sua carreira política para o alto, quando estava próximo de eleger-se presidente do seu país. Sem contar os inúmeros interesses em jogo, da direita francesa(que assim conseguiu matar politicamente aquele que tinha enormes chances de retirá-la do poder)e até mesmo dos próprios ianques, afinal Sarkozy(que possivelmente perderia as eleições para Khan)é um servo obediente das designações do Império, postura que alterou a histórica independência francesa diantes dos designos ianques. Sob o caso “Pão de Açúcar-Carrefour”, ainda não tenho posição definida. Estou na fase de colher dados e analisá-los. Todavia, há aspectos importantes a se ressaltar no caso. Se por um lado há motivos para apoiar-se a fusão, sendo o principal deles o perigo de o setor de supermercados brasileiro ser dominado por estrangeiros, por outro há também razões consistentes para condená-lo : o uso de dinheiro público(se for o caso dos recursos serem oriundos do FAT)para resolver um problema empresarial, em um setor que não é estratégico para a evolução tecnológica nacional, criado por um empresário incompetente, problema esse que poderia nem ter nascido se o Governo tivesse impedido, via CADE, o nefasto acordo entre Abílio Diniz e o Grupo Cassino, feito em 2005, que entregará o controle do Pão de Açúcar aos franceses em 2012. Além do que, há dúvidas se, mesmo que a fusão(que supostamente dará o controle do novo grupo a Diniz)venha a ocorrer, o controle realmente ficará com o empresário brasileiro, já que, segundo PHA, o Cassino iniciou uma compra volumosa de ações do Pão de Açúcar no Mercado, com a intenção de garantir-se como majoritário no novo grupo. Assim, o BNDES pode estar gastando uma fortuna para nada. Além do que, há o perigo do mega grupo que resultar da fusão causar seríssimos danos à concorrência, gerando desemprego não apenas nos concorrentes, mas dentro das próprias lojas Carrefour e Pão de Açúcar, sem contar o esmagamento que ocorrerá nas redes de fornecedores. Além desses consensos atuais, podemos e devemos lembrar vários consensos do passado, muitos deles ainda tentando sobreviver na UTI, que depois mostraram-se burros. Ao menos foram criados como consenso pela mídia de uma opinião única e repetidos principalmente pelas bestas quadradas da classe média. O primeiro deles refere-se à certeza do “progresso” que existiria nas Nações “desenvolvidas” do Capitalismo, sempre vistas como modelo para aquelas vitimadas por sua exploração secular. A atual crise por que passam essas Nações, a falência de suas Economias, apesar da exploração que sempre beneficiou-as e ao mesmo tempo por causa dela, destruíram completamente esse consenso que fazia vibrar os palhaços midiáticos. O segundo consenso falido, que explica as mudanças porque passa o mundo atual, refere-se ao fim dos dogmas neo-liberais; referentes à toda aquela imbecilidade de Estado Mínimo, privatizações, fim dos benefícios sociais, política econômica monetarista, extinção dos direitos trabalhistas, e todo o calhamaço de asneiras, ainda relinchadas pelos “jornalistas amestrados” da ditadura midiática, mas cuja credibilidade derrete-se a olhos vistos a cada dia, bastanndo para confirmá-lo observarmos que as únicas regiões do planeta que crescem atualmente, América Latina e China, o fazem exatamente por não seguirem esses dogmas(e quanto mais não os seguem, mais progridem. O Brasil poderia estar ainda melhor se já tivesse baixado os juros, acabado com essa asneira de câmbio flutuante, revisto judicialmente as privatizações, aumentado ainda mais o papel do Estado e encerrado de vez a autonomia oficiosa de um BC destinado a viver dependente da vontade dos banqueiros); enquanto EUA e Europa afundam-se, mergulhando no próprio veneno neo-liberal como suicidas, diante de multidões revoltadas porque já enxergaram o absurdo desse sistema econômico desumano. Esse é outro dos prazeres que sentimos ao não seguirmos a manada, o de rirmos depois na cara dessa manada quando ela se afoga em sua própria estupidez.

    • ” Recentemente, no caso Pallocci, tive que esmagar um imbecil no trabalho, já que a ameba não queria admitir que Pallocci não poderia ser condenado previamente, sem chance de defesa.”
      Eu tenho um imenso prazer em não conhecer pessoalmente o sr. Carlos Henrique.

      • Luizião(na verdade Luizinho) : Seu prazer não é maior do que o meu em NÃO CONHECER UM TROLL IMBECIL COMO VOCÊ, UMA AMEBA A SOLDO DA EXTREMA-DIREITA QUE, NA FALTA DE UM MÍNIMO RESQUÍCIO DE IDEIAS EM SUA MENTE DESPREZÍVEL, ORBITA EM TORNO DOS TEXTOS ALHEIOS, PROCURANDO DETALHES INSIGNIFICANTES PARA DETURPÁ-LOS, USANDO ESSA “TÉCNICA” DE BOTEQUIM PARA TENTAR INUTILMENTE DESVIAR O O FOCO DA DISCUSSÃO E DESQUALIFICAR AQUELES QUE TÊM O QUE VOCÊ JAMAIS TERÁ : IDEIAS PRÓPRIAS. Não preciso explicar, sua besta, que eu estava falando metaforicamente, referia-me a um “esmagamento” argumentativo, o mesmo que dou em você agora, aquele que dirigimos aos reacionários e incapazes, que movem seus “conceitos” pelos preconceitos e lugares-comuns difundidos pela mídia do pensamento único. A ameba, o imbecil, o verme que esmaguei em meu trabalho, através da demonstração racional do quanto eram infundadas as merdas, as parvoíces que dirigia a Paloocci(tanto que, diante de meus argumentos ele nada soube responder, limitando-se a respetir alucinadamente as mesmas frases feitas que não conseguia fundamentar)era um “irmão” seu. Irmão em mediocridade, burrice e desonestidade.

  22. O que tenho visto é uma tendência a se ler apenas superficialmente o que acha coerente com suas ideias, o que vai de encontro ao seu pensamento e sair atirando em quem é contra. Na maioria das vezes sem o devido conhecimento do assunto. Mas acho que isso sempre aconteceu só que agora está mais evidente com a internet. São os conhecidos leitores de manchetes.

  23. Meu caro Edu, vc já viu esse comentário do Paulo Vanucchi na TVT sobre a fusão Pão de Açúcar-Carrefour.
    Tem também uma crítica da Cut à participação do BNDES no negócio. Isso a gente não vê no imprensalão.
    Parabéns pelo artigo !

    O link do comentário:
    http://okm.me/2QYP

  24. Prezado Eduardo Guimarães,

    Gostaria que você aprofundasse a questão da fusão Pão de Açucar-Carrefour & BNDES. Formou-se também nesse caso uma unanimidade a priori. Posturas ideológico e/ou políticas logo colocaram-se à frente do debate e essa importante questão virou um desses tabus que exigem concordância automática ou silêncio….

    Estabeleceu-se uma crítica de que o BNDES está dando suporte a um “abraço de afogados” (Diniz e Carrefour) e que o Banco brasileiro vai dar dinheiro a uma empresa que terá 61% de capital francês.

    Ocorre que não está havendo um debate com relação aos prós e contras baseado em argumentos e números que mostrem os cenários com a ação (fusão) e sem ação (tudo fica como está e o Casino assume o controle em 2012).

    Gostaria que esse espaço explorasse melhor a questão. É importante não só para tomada de posição com relação a participação do BNDES, mas também para afastar a conclusão fácil que está se formando de que, se apoiar a fusão, o Governo Dilma estará fazendo as mesmas picaretagens privatistas que FHC fazia, ou ainda que se trata de mais uma aventura do Luciano Coutinho (estão sendo citados os casos BrOi, Ambev-Inbev. FriBoi e outro que não me lembro).

    Dessa forma gostaria de colocar as seguintes questões para debate:

    a) concretizada a fusão os retornos financeiros e econômicos não seriam positivos para o Brasil?
    b) quem seriam os beneficiados – retornos – caso a ação de fusão não seja tomada? Ou seja, entre os “afogados” não se inclui a população brasileira, ou será que ela estará melhor servida com a dominação do mercado de varejo por corporações estrangeiras?
    c) a questão do controle da empresa é ou não importante?

  25. Ótimo texto, Eduardo…

  26. Maravilhoso post.

  27. Acredito que o ponto mais importante do espaço diversificado dos blogs ,é justamente fugir do pensamento único.A grande imprensa trabalha articulada na tentativa de imprimir uma única visão,e é com isso que queremos acabar.O pensamento e a opinião devem ser livres e respeitados.Entendo ser este o espirito crítico deste blog que tanto admiro.

  28. Já que o post do Edu fala em consensos e unanimidades, eis uma questão que é tratada pela ditadura da grande mídia como algo “científico”, mas que mesmo entre os pensadores do movimento gay há discordâncias: seria a homossexualidade inata ( conforme a mídia) ou um comportamento aprendido? Ou ainda, para uma parte inata e para outra aprendida (?), raciocínio que também valeria para a heterossexualidade.
    Não ha nenhum pressuposto moral na minha reflexão, até porque tratamos de direitos civis e cada pessoa vive como quiser,sendo papel do Estado garantir-lhe este direito inalienável.

  29. eduardo

    antes de ir ao tópico que desejo comentar, gostaria de dar dois pitacos:

    1- é deprimente constatar que ainda existem opiniões do tipo “”homossexualismo” é anormalidade biológica”. Deixando de lado milhares de outros aspectos do processo civilizatório humano que dão base a considear tal opinião um total absurdo, deve-se perguntar aos que desta opinião compartilham se os regramentos da OMS devem ser ideologizados, ou seja, eu escolho aqueles que me agradam?

    2- a mídia conservadora, no caso pão de açucar, fala o tempo todo BNDES, ao invés de BNDESPar. Tal confusão. a meu ver, não é gratuita. Os empréstimos do primeiro contém subsídios, programa relacionados a política industrial, etc.
    Já o BNDESPar, por exemplo, lança debentures, participa do mercado de capitais. Assim, este deveria ser o início da discussão mas a mídia não está interessada em aprimoramento democrático e sim em fazer o seu papel de líder da oposião

    Por fim, o caso Pallocci:

    Confesso, Edu, que consegui ver razões nas opiniões pró e contra da blogprog, com exceção de uma que acredito viciada mas que não tive o desprazer de conhecer pois não leio determinado blog ansioso. Quantos aos demais, respeitei a sua opinião e as do azenha e da conceição oliveira.

    Porém, passado o embate, eu ando meio P. da Vida pois a blogprog foi, no pós palocci, pautada pelo mídia.
    O que aconteceu?
    Mesmo para aqueles que visualizaram corrupção no episódio, o resultado final foi a odienta posição de COMBATER O CORRUPTO E NÃO A CORRUPÇÃO.

    Qual o debate que estamos tendo sobre quarentena e conflitos de interesses em áreas de atividades profissional e ocupação de cargo público?

    O que se levantou neste Brasil em relação a estados e municípios? Qual a extensão do problema?

    Após o parecer da PGR, vários disseram que o caso era questão de ética e não de legalidade ( Nota: esta é a minha opinião).

    • Francisco, parabéns por sua lucidez. Você tocou nos pontos centrais. Os jornais estão coalhados de cartas de leitores dizendo que o dinheiro que o BNDESPar investiria na fusão é público – e note que ainda não sei, convictamente, se tal fusão seria boa ou ruim – e, na questão Palocci, está ocorrendo o que previ: ele foi defenestrado para os desvios na lei que lhe permitiram enriquecer, mas tais desvios permanecem intocados justamente porque tudo se tratou de uma guerra política de aliados do governo em busca de cargos e sinecuras várias, que a mídia e a oposição aproveitaram para enfraquecer o governo.

  30. eduardo (Desculpe-me a repetiçãode comentário pois o anterior foi truncado. caso posivel, libere somente este)

    antes de ir ao tópico que desejo comentar, gostaria de dar dois pitacos:

    1- é deprimente constatar que ainda existem opiniões do tipo “”homossexualismo” é anormalidade biológica”. Deixando de lado milhares de outros aspectos do processo civilizatório humano que dão base a considear tal opinião um total absurdo, deve-se perguntar aos que desta opinião compartilham se os regramentos da OMS devem ser ideologizados, ou seja, eu escolho aqueles que me agradam?

    2- a mídia conservadora, no caso pão de açucar, fala o tempo todo BNDES, ao invés de BNDESPar. Tal confusão. a meu ver, não é gratuita. Os empréstimos do primeiro contém subsídios, programa relacionados a política industrial, etc.
    Já o BNDESPar, por exemplo, lança debentures, participa do mercado de capitais. Assim, este deveria ser o início da discussão mas a mídia não está interessada em aprimoramento democrático e sim em fazer o seu papel de líder da oposião

    Por fim, o caso Pallocci:

    Confesso, Edu, que consegui ver razões nas opiniões pró e contra da blogprog, com exceção de uma que acredito viciada mas que não tive o desprazer de conhecer pois não leio determinado blog ansioso. Quantos aos demais, respeitei a sua opinião e as do azenha e da conceição oliveira.

    Porém, passado o embate, eu ando meio P. da Vida pois a blogprog foi, no pós palocci, pautada pelo mídia.
    O que aconteceu?
    Mesmo para aqueles que visualizaram corrupção no episódio, o resultado final foi a odienta posição de COMBATER O CORRUPTO E NÃO A CORRUPÇÃO.

    Qual o debate que estamos tendo sobre quarentena e conflitos de interesses em áreas de atividades profissional e ocupação de cargo público?

    O que se levantou neste Brasil em relação a estados e municípios? Qual a extensão do problema?

    Após o parecer da PGR, vários disseram que o caso era questão de ética e não de legalidade ( Nota: esta é a minha opinião). Mas, se é ETICO, o que nos impede de legislar sobre o assuntoe criarmos códigos de conduta?

    Aqui em Niterói, não sei se atualmente, o secretário de obras era o principal empreiteiro de obras públicas. O globo niterói aceitou a explicação candida do prefeito que dizia que ele era o cara que mais conhecia do assunto. Ou seja, pelo Brasil todo deve estar ocorrendo uma “festa” e nós temos que simplesmente aceitar a opinião da mídia., Alguns casos são corretos e outros não, dependendo do amigo ou governo que eu queira ajudar ou derrubar.

    RESUMO: E O PÓS PALOCCI? NENHUM APRIMORAMENTO NA LEGISLAÇÃO? NINGUÉM COBRA NADA?

    O QUE SE CONFIRMOU? NÃO SE TRATA DE CIDADANIA E SIM POLÍTICA DO MAIS BAIXO NÍVEL.

    Tenho dito isto em vários blogprog e em alguns fui até bloqueado.

    Vc não acha que devemos cobrar um aprimoramento na legislação?

    Caso contrário, ficaremos sempre ao sabor das conveniências políticas.

    • Francisco, você toca em pontos importantes.Perdemos oportunidades preciosas ,como no caso Palocci,quando o foco é desvirtuado por motivos menores.Tanto tempo na mídia, o assunto poderia servir de pressão para alterar a lei.

  31. eduardo

    aproveitando a questão ético/legal e o BNDESPar.

    Sao bilhões investidos e o debate deveria ser ampliar o alcance dos propósitos destes investimentos.
    Em primeiro lugar, é obvio que eles devem ser lucrativos mas, sendo lucrativos e legais, eles são éticos?

    Estamos investindo em empresas que realmente respeitam o meio ambiente?

    geradoras de empregos?

    que respeitam as leis trabalhistas e combatem o trabalho escravo? Promovem o justo comércio?

    podemos, dentro da visão do lucro, qualificar melhor estes investimentos.

    na noruega há um fundo em que o embasamento mor para as suas aplicações é a questão ética.

    Sabe por que a mídia não quer debater o BNDESPar? Por que podemos descobrir que muitos de seus amigos não deveriam ter o BNDESPar como um de seus sócios.

  32. Edu, como sabe, sou seu admirador e, como já escrevi aqui, é fato que para combater esses falsos consensos é fundamental a democratização das comunicações.
    Mas devo dizer que as coisas já mudaram muito graças às novas mídias e nossos valentes “blogueiros sujos” e fica cada vez mais difícil a imposição desses novos consensos. Claro que não podemos minimizar o poder de quem ainda detém o controle dos grandes meios de comunicação mas hoje a palavra deles já não é definitiva e isso só vei diminuir cada vez mais.
    Forte abraço,
    André Amadio

  33. Eduardo, um beijo no seu coração onde está a assencia de tudo: sua família, sua filhinha que amo sem connhece-la, pelas lutas que voçe travou. Um beijo na sua testa onde está sua mente que ama este país e: o nosso BRASIL. Obrigado por manter esse espaço, que a cada dia nos dá a força de lutarmos contra essa canalha derrotista, não temos mais complexo de vira-latas, será que eles não entenderam ainda?

  34. Simplesmente não acredito neste francês tarado.
    .
    Durante a escravidão aqui no Brasil, os brancos estupravam as escravas e as sinhazinhas descontentes com as saídas dos maridos escravocratas arracavam os seios das vítimas com alicates e outras coisas piores eram feitas.
    .
    Quando vi o Strauss Kan saindo sorridente de casa com a esposa. Vi um escravocrata e uma sinhazinha da atualidade.
    .
    Agora podem bater na camareira a vontade.
    .
    É natural que brancos façam isso.

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