O ‘filho’ de FHC e o ‘direito de saber’

Em 15 de setembro de 2009, o jornal Folha de São Paulo rompeu uma autocensura da imprensa brasileira que durou 18 longos anos ao revelar uma história que os setores mais informados da sociedade já conheciam, apesar de nunca ter saído em nenhum grande jornal, revista, rádio ou mesmo na televisão. Abaixo, a matéria.

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FOLHA DE SÃO PAULO

15 de setembro de 2009

FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista

MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.

Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.

Mirian também foi procurada pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. “Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública”, afirmou a jornalista.

O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.

No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.

Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em 1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.

Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.
Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.

E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.

Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. “Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho”, disse Mirian.

Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.

Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.

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Ontem, sábado (25 de junho de 2011), veio a público notícia de que a autocensura que a grande imprensa se impôs por 18 anos foi vã, pois exame de DNA  teria comprovado que o filho que FHC teria tido fora do casamento não seria dele.

Uma curiosidade: mulheres que geraram filhos de Lula e de FHC se chamam Mirian, mas uma de sobrenome Cordeiro e a outra, Dutra.

A ruptura dessa autocensura, porém, não se deu de graça. Uma semana depois de a Folha ter dado essa notícia ocultada do público por tanto tempo, o mesmo jornal divulgou um longo artigo de um desafeto do então presidente Lula acusando-o de ter tentado estuprar um adolescente na cadeia quando esteve preso durante a ditadura.

Mais uma curiosidade: leitora deste blog que também é uma amiga, a socióloga carioca Vera Pereira, previu que a publicação da história sobre o filho de FHC fora do casamento seria uma desculpa para aquele jornal fazer algum ataque à vida pessoal de Lula.

A questão central, porém, não é essa. O que se pretende, aqui, é provar, pela milionésima vez, como a autoproclamada “imprensa independente” trata os políticos de acordo com o partido a que pertencem. A questão é: por que a mídia demorou 18 anos para contar a história do filho ilegítimo de FHC?

Esses meios de comunicação argumentam que simplesmente preservaram assuntos que só interessariam ao próprio ex-presidente tucano, pois seriam pertinentes à sua vida pessoal, com o que este blog concorda em gênero, número e grau.

Por polêmico que seja meu ponto de vista, digo que não me interessa se FHC pulou ou não a cerca, conquanto que a sua aventura amorosa não produza efeitos sobre a administração pública.

Contudo, não parece ser esse o caso. A Globo, que era empregadora da mãe do filho que FHC teria tido fora do casamento quando ela o deu à luz, tratou de expatriar a moça para a Europa sustentando-a inclusive durante período em que não trabalhou.

Vale dizer que nunca se soube que tipo de trabalho ela passou a fazer para a emissora nos anos que se seguiriam.

De qualquer forma, o argumento usado por todo aquele tempo pela Globo para não levar o caso do filho ilegítimo de FHC ao conhecimento público mostra-se diametralmente diferente do que a mesma emissora usou quando Fernando Collor de Mello expôs a vida íntima do ex-presidente Lula durante a campanha eleitoral de 1989.

Aquele foi o ano em que o jornal O Globo publicou editorial em que defendeu que Collor tinha o direito de expor a intimidade de Lula porque a sociedade teria o direito a saber desse tipo de detalhe sobre a vida pessoal dos políticos.

As informações que você lerá a seguir foram retiradas do site do jornalista Luiz Carlos Azenha.

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O GLOBO

12 de dezembro de 1989

Editorial

O Direito de Saber

O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos. O povo brasileiro também não está acostumado à prática da Democracia. A prática da Democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los.

Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor.

Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca – para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços.

Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana.

Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito.

O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT.

Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Mirian Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.

A primeira reação do público terá sido de choque, a segunda é a discussão do direito de trazer-se a público o que, quase por toda parte, se classificava imediatamente de ‘baixaria’.

É chocante mesmo, lamentável que o confronto desça a esse nível, mas nem por isso deve-se deixar de perguntar se é verdadeiro. E se for verdadeiro, cabe indagar se o eleitor deve ou não receber um testemunho que concorre para aprofundar o seu conhecimento sobre aquela personalidade que lhe pede o voto para eleger-se Presidente da República, o mais alto posto da Nação.

É de esperar que o debate desta noite não se macule por excessos no confronto democrático, e que se concentre na discussão dos problemas nacionais.

Mas a acusação está no ar. Houve distorção? Ou aconteceu tal como narra a personagem apresentada no vídeo? Não cabe submeter o caso a inquérito. A sensibilidade do eleitor poderá ajudá-lo a discernir onde está a verdade – e se ela deve influenciar-lhe o voto, domingo próximo, quando estiver consultando apenas a sua consciência.

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A denúncia da ex-namorada de Lula foi totalmente desmascarada. Um jornalista chamado Luís Maklouf publicou um livro intitulado Eu Já Vi Esse Filme, em que relata que Mirian Cordeiro teve que ser sustentada por Collor durante anos pelo serviço prestado. Quando perguntada sobre seu padrão de vida, declarou: “Só sei que estão pagando tudo”.

Jamais houve, porém, interesse da imprensa nesses fatos. Devassaram a vida de Lula em nome da “liberdade de imprensa” e do “interesse público”, mas não tiveram a dignidade de reparar a injustiça histórica que a própria filha do ex-presidente, Lurian, já dissera reiteradas vezes que fora cometida pela mãe.

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Abaixo, o vídeo da “denúncia” contra Lula usada para derrotá-lo em 1989

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122 Comentário

  1. Mudando de assunto …

    A mídia tucana sempre procura embaralhar a atuação de políticos do PT e do PSDB para que o eleitor, desinformado, ache que todos os políticos são iguais, e assim continuem elegendo os mesmos tucanos .

    Pois, infelizmente, os políticos Petistas colaboram com este intúito, vejam a última do prefeitável Fernando Haddad .

    Declaração do Fernando Haddad ao comparecer ao enterro do Paulo Renato de Souza :

    “”o Brasil perdeu um homem público comprometido com a causa educacional, (…) sobretudo na área da avaliação, da equalização e financiamento com o Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério], que são iniciativas que conferem ao Paulo Renato a estatura de um homem público que deixa um legado para o Brasil”.

  2. Uma observação: eu não colocaria Dna. Ruth Cardoso nesse balaio. Uma mulher excepcional. Uma intelectual de alto nível. Ela não merecia isso.

    • Dona Ruth está nesse balaio, SIM.
      Todos sabem que a finada de FHC exigiu que a sua rival juntamente com o filho fossem desterrados para a Europa.
      Ser hipócrita não é ser educado, se fosse, Fernando Addad não estaria sendo falso em dar créditos a Paulo Renato.

  3. Tudo muito estranho. Exame de DNA extemporâneo, solicitados pelos filhos. Uhmmm..
    Será que a fortuna de FHC é tanta assim? Filho de general, professor e ex-presidente não é histórico muito rentável.
    E a mãe da criança – sobre esta, pelo menos, não resta dúvida – não opôs resistência alguma? Claro que, se transava com alguém mais à epoca, ela se lembra e tentaria se esquivar desse “vexame”. É uma jornalista, não uma participante do programa do Ratinho.
    Se não chiou, aí tem coi$a.

    • O vendilhão lesa pátria não tem fortuna considerável? O que é dele com certeza está em paraíso fiscal bem seguro pq ele não é amador como seus súditos do PT que até declaram os bens e pagam impostos, os tolinhos. A fortuna do THC está bem segura e nós como doadores dessa fortuna ainda temos que assistir aos capitulos novelisticos entre o VENDILHÃO, A GLOBOSTA E OS PUXASACOS DE NASCENCA REESCREVENDO A HISTORIA PARA OS OTARIOS BRASILEIROS QUE PAGARAM PELO ABAFA DO THC.

  4. Parabéns por mais uma vez jogar na cara desses canalhas o tamanho da hipocrisia deles! Lembro-me claramente do “golpe Mírian Cordeiro”. Votava pela primeira vez, e precocemente fui testemunha da baixeza da direita brasileira; mesmo com apenas 16 anos, compreendia a importância que a vitória de Lula teria para o Brasil, e percebi claramente quais os verdadeiros interesses que estavam por trás do moralismo hipócrita dos barões da comunicação(afinal, a campanha “collorida” e a mídia eram a mesma coisa, como hoje o são a nefasta dupla PSDB/PFL e os barões da comunicação. Na verdade, são apenas mudanças de siglas, de capas, a associação é a mesma de sempre entre a direita econômico-classista e o seu braço midiático). Era sórdido ver aqueles que há seculos exploravam, desprezavam, violentavam, oprimiam, humilhavam e levavam ao aborto as mulheres pobres, arvorando-se no papel de “defensores da dignidade feminina”(algo como ver nazistas assumindo o papel de líderes sionistas); ficava tomado pela revolta ao presenciar a “elite” branca, racista, os senhores de engenho e barões do café acusando Lula de racista(a resposta a essas barbaridades mentirosas foi dada anos depois, quando Lula, eleito Presidente, promoveu uma gigantesca inclusão econômica e educacional para a população negra, que compõe majoritariamente as classes mais pobres de todo o Brasil). Pois bem, em oposição à atitude canalha e enojante dos barões da comunicação, e dos seus “jornalistas” amestrados, em relação a Lula; vemos a mesma corja tomando atitude oposta diante dos escândalos privados de FHC(lembrando que sobre Lula só revelaram mentiras e armações e em relação ao canalha FHC ESCONDERAM uma informação verdadeira, o próprio FHC sempre admitiu oficiosamente a paternidade. Por sinal, os latifundiários eletrônicos só romperam a autocensura em relação aos escândalos pessoais, e reais, de FHC, quando planejaram usar esse rompimento como forma de obterem credibilidade, aparentando “isenção”, para mais um calúnia miserável que lançaram contra Lula, pouco tempo depois do pseudo-ataque de “imparcilidade” que tiveram ao “denunciar” seu “ídolo-mor” FHC). Cabe ainda ressaltar a que ponto chega a hipocrisia midiática através de dois exemplos : o primeiro é o relatdo do famoso episódio em que Roberto Requião(na época Senador em primeiro mandato)aproximou-se dos “jornalistas” que cobriam o Planalto e, berrando em alto e bom som, perguntou qual deles teria a coragem de publicar uma matéria sobre o filho do Presidente; na época, FHC; gerado fora do casamento com uma jornalista da Globo, e escondido na Espanha, junto com a mãe(que nunca fez uma matéria para a emissora no exterior, embora recebesse um altíssimo salário). Diante do silêncio sepulcral das amebas jornalísticas, Requião soltou uma estrondosa gargalhada de deboche e comentou com um interlocutor se ele poderia imaginar em qual país do mundo um Senador da República faz uma denúncia gravíssima referente ao Presidente, diante de uma montanha de jornalistas dos maiores órgãos de imprensa do país, e ainda assim nem uma letra sobre essa denúncia é publicada(é essa a liberdade de expressão que os dos da mídia desejam : A LIBERDADE PARA ELES FALAREM O QUE QUISEREM E CENSURAREM O QUE OS DESAGRADAR). A segunda forma de exemplificar-se a hipocrisia dos docoronéis eletrônicos é através da leitura da matéria da Folha, postada neste espaço. Através dela, percebemos que mesmo quando pseudodenuncia FHC, a ditadura midiática não consegue conter-se no afã de proteger o tucano e lança pérolas do gênero”em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu o filho, embora não oficialmente” : QUEM NÃO RECONHECER OFICIALMENTE UM FILHO, NÃO O ESTÁ RECONHECENDO, CARA PÁLIDA! NÃO EXISTE RECONHECIMENTO OFICIOSO. RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE É UM ATO LEGAL, NÃO É UM PRÁTICA DA MEMÓRIA OU DA CORDIALIDADE, NÃO É O MESMO QUE NOS LEMBRARMOS DE ALGUÉM, CUMPRIMENTARMOS UMA PESSOA OU REVIVERMOS FATOS PASSADOS AO LADO DE OUTRO. Essa foi de doer pela hipocrisia! Igualou-se em cinismo à outra pérola relativamente recente, lançada pelo jornal para tentar inutilmente “justificar-se”, quando foi pego na mentira da “ficha falsa” de Dilma : ” Não há dados para se comprovar que a ficha é verdadeira, mas também não existem meios de dizer-se que ela é falsa”. Posturas como essas, mostram que é mais do que hipocrisia o que carregam os barões da comunicação e seus lacaios, É BANDIDAGEM PURA! SÓ FASCÍNORAS SERIAM TÃO CÍNICOS PARA TEREM A CORAGEM DE PUBLICAR ABSURDOS COMO ESSES POR ESCRITO. Só a certeza da impunidade os leva tão longe. Concordo quando diz que a vida pessoal de FHC não interessa a ninguém. mas também não interessava a de Lula; também merece respeito a saúde(que vai muito bem, obrigado!)de uma senhora como Dilma, sendo que ambas as coisas não são apenas desrespeitadas, são chafurdadas, jogadas na lama por esses biltres que precisam ter um freio legal, e penal, para absurdos como esses. Que esse post, e o que ele nos revela, sejam mais um dos arguimentos para a urgência da regulamentação das comunicações neste país.

  5. É estranho levar l8 anos para um DNA, revelar a paternidade de alguem, isso esta me parecendo disputa por herança.

    • Os herdeiros já sabiam de tudo e faz tempo e Dna Ruth morreu sabendo, pois o caso é velho. Mas, os herdeiros se abespinharam já pensando na herança. Porque repártir com alguém que não faz parte da família e já vendo que o dito cujo (FHC) já não está falando coisa com coisa e resolveu assumir uma coisa que não fez, então os herdeiros legímos apelaram feio.
      Tudo muito bonitinho , mas na hora de repartir a heranlça é que o bicho pega e pega feio.
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!

  6. Será que este episódio da segunda Mírian não foi usado como chantagem a um presidente da república? Ter um presidente na coleira significa quanto? São só perguntas…

  7. Aí é que está a diferença entre um estadista e entre um político comum. FHC assumiu um filho que não era dele, com todas as implicações pessoais e políticas que pudessem acontecer, ao contrário do ex-vice presidente José Alencar que, além de se recusar a fazer o exame de DNA ainda ofendeu a mulher dizendo que “ao transar com puta corre-se esse risco”.

    • FHC só “assumiu” o filho na caluda e acatou as exigências da imprensa e seus donos pra calar a boca da mãe e evitar uma derrota política. Foi chantageado, e se dobrou pq era – e sempre foi – sujo, apesar de se fingir de santo.

      Pelo menos o Alencar assumiu tudo o que fez e o que pensava sem medo, por mais detestável que fosse sua atitude e opinião.

    • FHC, não sabia se era o pai ou não, mas pagou pelo silêncio prometido, pela chantagem, pelo medo da derrota. Assim a jornalista foi deportada e FHC comia na mão da GLOBO, levava um terço em tudo. José Alencar depois de parecer um homem de bem, suscitou suspeitas pela riqueza deixada e pelos empréstimos no BNDS, desde muito jovem andava dependurado nos políticos e para encerrar negou-se a fazer o DNA por ser a filha, já uma senhora descendente de uma frequentadora de bordel. Hoje para mim, este homem, também perdeu todo o seu valor, já que a riqueza me levantou suspeitas. Disse ser o único entre os homens que fez empréstimos no BNDES, que pagava as prestações religiosamente, os demais nunca pagaram nada.

  8. Pior do que não querer ser, não sendo, é posteriormente descobrir que nunca foi, por que foi traído. O Príncipe dos Sociólogos caiu no golpe da barriga.

  9. Quer dizer que no final das contas Doutor Fernando Henrique era corno. Que coisa desagradável!

  10. O preço dessa falcatrua foi muito alto. Enquanto a CPMF, criada em 1994, pelo então ministro da Fazenda, FHC, tirava 0,38% de cada cidadão brasileiro, a camarilha da mídia ficou isenta. Por isso, o percentual, que originariamente era de 0,20%, passou a 0,38%, segundo Portaria 4/1994 do citado Ministério.

  11. Caro Guimaraes, homem publico não tem vida privada. Se quizerem ter uma vida promiscua nao entrem em politica, pois o eleitor tem o direito sim, de saber se o politico é honesto com sua mulher. Se não for honesto com sua mulher e sua familia, como poderá ser honesto com o dinheiro publico?

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