Como perder a fé

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Um bom começo para se perder a fé em qualquer coisa é viver em países como o Brasil – injustos e infestados por mais gente que não respeita valor algum do que seria normal em nações que lograram civilizar-se em níveis aceitáveis.

Juro que luto para manter a fé, sobretudo no ser humano. Tenho medo de acreditar que algum membro da nossa espécie seja irrecuperável. Pode parecer estranho a muitos, mas pensar assim me faria ter medo de viver.

Ultimamente, porém, não está fácil. Fatos que surgiram nas últimas semanas me fizeram temer pelo próprio sentido da vida, que, para mim, é a busca do menor nível de mediocridade que tenhamos que suportar em nós mesmos, como espécie.

Apesar de tantos que se horrorizaram com a mera existência de alguém como Jair Bolsonaro e seus (muitos?) seguidores, assumidos ou não, o fato de haver gente capaz de defender a discriminação de pessoas inofensivas como homossexuais, é de estarrecer.

Pior é ver gente capaz de procurar desmoralizar relatos históricos como a novela do SBT sobre a ditadura, os depoimentos reais de vítimas.

Que ser humano pode ficar impassível diante do que de horrível está sendo relatado sobre aqueles anos obscuros de injustiça, violência, maldade e loucura?

Alguém capaz disso tem recuperação?

E nem vamos falar da mortandade de crianças e adolescentes naquela ESCOLA (!!!) do Rio de Janeiro. Um ser capaz daquele ato é a própria encarnação do diabo. Irrecuperável. Sua loucura não desculpa. E não é a ele, mas à sociedade que deixou alguém chegar àquele ponto.

Todos os sistemas sociais falharam com Wellington de Oliveira. Com eles, falhamos todos nós que não vimos o que acontecia com um ser de quem os relatos dão conta de que apodrecia moralmente às vistas da família e dos amigos, ao menos.

É a sociedade em que estamos inseridos. Está tudo errado. Apaguemos tudo e comecemos de novo. Assim não dá mais. Se este mundo fosse um bonde, pediria para parar para que eu pudesse descer.

Sinto abalar-se dentro de mim um sentimento nobre que sempre procurei cultivar, de acreditar sempre que é possível encontrar um lado bom em qualquer um, por mais corrompido pela vida que possa estar.

Parafraseando Jean-Paul Sartre, “Nenhum ser humano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em que vive, construído a partir de suas relações sociais”.

Ninguém nasce mau ou se torna tão mau a um ponto irrecuperável? Será? Começo a ter dúvidas.

E isso me apavora a um ponto em que, como hoje, sinto a mente vazia. Por isso, não fui capaz de escrever sobre outro assunto além desse medo de ter passado a vida toda me enganando.

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66 Comentário

  1. Entendo vc, Edu !!!

    • Essa foto é muito forte, é de uma criança que deveria estar brincando, se divertindo, sorindo, alegre, trazendo alegrias para a família e todos.

      Mas está com uma cara triste, um semblante caído, uma têmpora abatida, uma mão elevada ao peito e olhar para o céu, a única esperança que resta de onde ela sabe, na sua inocência em que virá o socorro.

      Uma criança qaue torna-se adulta pelas intempéries da vida e tem o seu desenvolvimento atropelado. A criança também pode representar uma sociedade aflita, que tolhe, muttila, aniquila a alegria de viver e se fecha, se esconde como casulo. Se entristece. Mas como uma criança, a alegria também pode se recuperar, como diz o salmista, “O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá de manhã”. O mundo é cruel, mas não podemos nunca perder a esperança e continuar com este olhar que você frisou, Eduardo, devemos sempre buscar o lado bom em algo. Acredito que as virtudes cristãs podem ser úteis em qualquer momento de nossas vidas “amor, fé e esperança”. Mas o maior de todos é o amor.

      —————————————–

      O texto abaixo, de Ruy Barbosa é bastante inspirador, há fé, dignidade e honra e amor à profissão, à pátria, à família, ao fazer as coisas certas por razões certas, tão somente porque acreditamos.

      —–
      Nem toda ira, pois, é maldade; porque a ira, se, as mais das vezes, rebenta agressiva e daninha, muitas outras, oportuna e necessária, constitui o específico da cura. Ora deriva da tentação infernal, ora de inspiração religiosa. Comumente se acende em sentimentos desumanos e paixões cruéis; mas não raro flameja do amor santo e da verdadeira caridade. Quando um braveja contra o bem, que não entende, ou que o contraria, é ódio iroso, ou ira odienta. Quando verbera o escândalo, a brutalidade, ou o orgulho, não é agrestia rude, mas exaltação virtuosa; não é soberba, que explode, mas indignação que ilumina; não é raiva desaçaimada, mas correção fraterna. Então, não somente não peca o que se irar, mas pecará, não se irando. Cólera será; mas cólera da mansuetude, cólera da justiça, cólera que reflete a de Deus, face também celeste do amor, da misericórdia e da santidade.

      Dela esfuzilam centelhas, em que se abrasa, por vezes, o apóstolo, o sacerdote, o pai, o amigo, o orador, o magistrado. Essas faúlhas da substância divina atravessam o púlpito, a cátedra, a tribuna, o rosto, a imprensa, quando se debatem, ante o país, ou o mundo, as grandes causas humanas, as grandes causas nacionais, as grandes causas populares, as grandes causas sociais, as grandes causas da consciência religiosa. Então a palavra se eletriza, brame, lampeja, atroa, fulmina. Descargas sobre descargas rasgam o ar, incendeiam o horizonte, cruzam em raios o espaço. É a hora das responsabilidades, a hora da conta e do castigo, a hora das apóstrofes, imprecações e anátemas, quando a voz do homem reboa como o canhão, a arena dos combates da eloqüência estremece como campo de batalha, e as siderações da verdade, que estala sobre as cabeças dos culpados, revolvem o chão, coberto de vítimas e destroços incruentos, com abalos de terremoto. Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina!

      Quem, senão ela, há de expulsar do templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o simoníaco? quem, senão ela, exterminar da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? quem, senão ela, banir da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? quem, senão ela, varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão público? quem, senão ela, precipitar do governo o negocismo, a prostituição política, ou a tirania? quem, senão ela, arrancar a defesa da pátria à cobardia, à inconfidência ou à traição? quem, senão ela, ela a cólera do celeste inimigo dos vendilhões e dos hipócritas? a cólera do Verbo da verdade, negado pelo poder da mentira? a cólera da santidade suprema, justiçada pela mais sacrílega das opressões?

      Todos os que nos dessedentamos nessa fonte, os que nos saciamos desse pão, os que adoramos esse ideal, nela vamos buscar a chama incorruptível. É dela que, ao espetáculo ímpio do mal tripudiante sobre os reveses do bem, rebenta em labaredas a indignação, golfa a cólera em borbotões das fráguas da consciência, e a palavra saí, rechinando, esbraseando, chispando como o metal candente dos seios da fornalha.

      Esse metal nobre, porém, na incandescência da sua ebulição, não deixa escória. Pode crestar os lábios, que atravessa. Poderá inflamar por momentos o irritado coração, de onde jorra. Mas não o degenera, não o macula, não o resseca, não o caleja, não o endurece; e, no fundo, são da urna onde tumultuavam essas procelas e donde borbotam essas erupções, não assenta um rancor, uma inimizade, uma vingança. As reações da luta cessam, e fica, de envolta com o aborrecimento ao mal, o relevamento dos males padecidos

      Leitura completa no site abaixo.
      http://www.culturabrasil.pro.br/aosmocos.htm

    • Achei esse parágrafo inspirador.

      Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida. Há, nele, mais que um assombro fisiológico: um prodígio moral. E o órgão da fé, o órgão da esperança, o órgão do ideal. Vê, por isso, com os olhos d’alma, o que não vêem os do corpo. Vê ao longe, vê em ausência, vê no invisível, e até no infinito vê. Onde pára o cérebro de ver, outorgou-lhe o Senhor que ainda veja; e não se sabe até onde. Até onde chegam as vibrações do sentimento, até onde se perdem os surtos da poesia, até onde se somem os vôos da crença: até Deus mesmo, inviso como os panoramas íntimos do coração, mas presente ao céu e à terra, a todos nós presentes, enquanto nos palpite, incorrupto, no seio, o músculo da vida e da nobreza e da bondade humana.

      http://www.culturabrasil.pro.br/aosmocos.htm

    • Acho que está na hora de vermos a vida numa perspectiva diferente. Para ajudar, encontrei um livro que leva a uma forma de visão de mundo e que eu já sabia por outras fontes. Assim, para ajudar aos internautas e a quem interessar, inclusive o dono do site (Edu), acho válido postar aqui.
      http://www.editoras.com/rocco/022317.htm
      http://www.submarino.com.br/produto/1/142463/www.submarino.com.br/produto/1/142463/se+a+vida+e+um+jogo,+estas+sao+as+regras

  2. Um moço, que eu não conheço, me mandou um vídeo no twitter, aonde ele chamava o Wellington de Oliveira de “O Derrotado”, no sentido de que o Wellington de Oliveira era menos que um verme, e não poderia ser chamado de nada além disso, porque segundo ele, Wellington de Oliveira não merecia nada além disso.

    Foi então que eu respondi questionndo-o: é preciso ter cuidado em sua análise porque se o Wellington de Oliveira é “O Derrotado” significa que ele foi derrotado por alguém ou por algo. É preciso avaliar se esse alguém ou algo que derrotou o Wellington de Oliveira é capaz de derrotar qualquer um de nós. Portanto, qualquer um de nós poderemos ser “O Derrotado” de amanhã. Não necessariamente fazer o que o Wellington de Oliveira fez (ou foi levado a fazer).

    “Todos nós nascemos originais, e morremos cópia”.

  3. Tem uma frase por aí,do Chico Xavier,que diz mais ou menos assim:”Se não dá para fazer outro começo,todo dia é oportunidade para fazer um novo fim”.
    Eu sou um pessimista por convicção,Edu.Porém,fico desesperado se homens como você pensam em desistir.
    Eu não desisto.Mesmo chorando por dentro e pisando nos espinhos da vida sigo em frente, com você e os amigos sustentando minhas fraquezas.

    • Então, voce não é pessimista, viu?
      Perseverante, lutador, guerreiro, osso duro de roer, e muito mais.
      Parabéns.

    • O maior problema de grande parte da humanidade é não aceitar a realidade da reencarnação, que explica as tendências inatas, e que nos motiva para a preocupação do que colheremos em nova existência.

      A Fé tem seu lugar, mas a razão também é importante.

      Reflitam sobre vossas crenças e seus “mistérios” e dogmas, sem perder a convicção sobre a divindade.

      Muita Paz e muita Luz.

  4. Caro Edu,
    Permita que lhe fale mais intimamente.Os acontecimentos foram deveras pesados.Impossível não olharmos para esses fatos carregados de forte emoção.Como não conseguimos racionalizar não dá pra pensar em solução.Não é fácil.Estamos em choque.Mas acredito que você especialmente neste momento não deve se cobrar tanto encontrar respostas ou qualquer análise,Tantas noites mal dormidas , momentos tão difíceis.Você tem todo o direito de nesse momento esbravejar ,se revoltar mesmo.Nós estamos aqui pra te amparar pra te escutar com muito carinho,e com toda a certeza de que seu enorme coração estará daqui a pouco tempo pulsando novamente por uma boa causa em prol do ser humano.Um grande abraço.

    • Grato, Andrea. Deve ser isso. Deve ser tudo o que temos passado, a família de Victoria. Espero…

      • Faço das palavras da Andrea as minhas.

        Um outro comentário apenas: a filosofia do espiritismo (de Allan Kardec), dirá que um indivíduo humano nasce neste planeta Terra com um nível de evolução X, que pode ser baixo, ou baixíssimo, ou alto, ou altíssimo. Acredito que o meio exerça grande influência, mas concordo que cada ser se encontra no seu próprio estágio de evolução. É o explica o Lula ter saído de onde saiu, ter passado por tudo que passou, e ter chegado onde chegou, e da forma que chegou (e principalmente saiu) e tantos outros terem sucumbido à insanidade no meio do caminho.
        Particularmente, acredito que tudo caminha para a evolução. Estamos só no início (beeeem no início) deste processo.
        Um abraço fraterno e carinhoso para voce e sua filhinha!

  5. Não, não Eduardo. Levanta essa cabeça e vamos prosseguir a luta contra as injustiças. Imagina, vc é um exemplo de ser humano, não faz isso conosco!

  6. Olha, Eduardo. Sou ateuzaço, mas ando com fé. Você que me deu. Aguenta aí que você é a prova que as coisas podem ser melhores!

  7. Se Deus é omnipotente, omnisciente e benevolente, então o Mal não poderia continuar existindo.

    Paradoxo de Epicuro

    Para Deus e o Mal continuarem existindo ao mesmo tempo é necessário que Deus não tenha uma das três características:

    Se for omnipotente e omnisciente, então tem conhecimento de todo o Mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Ele não é Bom.

    Se for omnipotente e benevolente, então tem poder para extingir o Mal e quer fazê-lo, pois é Bom. Mas não o faz, pois não sabe o quanto Mal existe , e onde o Mal está. Então Ele não é omnisciente.

    Se for omnisciente e Bom, então sabe de todo o Mal que existe e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser omnipotente, pois se o fosse erradicava o Mal. E se Ele não pode erradicar o Mal, então porquê chamá-lo de Deus?

    • Depende do que você considera Deus…

      Hermes, o 3 vezes grande escreveu certa vez:

      “Acaso não sabeis que sois deuses?”

      Traduzindo… O Deus real está dentro de você… A Jóia no Lótus…

      outra coisinha… (só pra apimentar o debate… hehehehhe)

      Pai, Filho, Espírito Santo

      Super-ego, Ego, Id

      (quem disse que Freud era original?)

      Aliás, o rapaz do massacre deve estar passando um perrengue monstruoso agora, perdendo o livre-arbítrio e tudo o mais… Que os “Engenheiros do Karma” tenham piedade dele!

      • Em poucas palavras, disse o necessário.

      • Leonardo melhor resposta para Epicuro foi dada por Lactâncio.

        Lactâncio é o primeiro padre da Igreja que responde à questão levantada pela filosofia grega sobre a origem do mal. Em sua obra De Ira Dei (Sobre a ira de Deus), discute a questão de se Deus é capaz de ter emoções, em especial, se pune com raiva. O homem experimenta a pena como um mal, portanto, a questão é de saber se algo ruim pode vir de Deus.

        Para expressar sua opinião, Lactâncio usa um argumento de Epícuro:

        “Com estas quatro possibilidades Epicuro quer mostrar que Deus não se atormenta por nada, muito menos pelos interesses dos homens.”

        “Certamente Deus poderia eliminar o mal, se quisesse, mas não quer. Tal como acontece com o mal, Deus deu aos homens a sabedoria e com sua ajuda o homem pode reconhecer a Deus.”
        “Deus é a suprema fonte de toda bondade, no entanto, reconhecer e experimentar Deus só é possível para um homem se ele viu o mal em primeiro lugar.”
        “Sem o conhecimento do mal, o homem não seria capaz de distinguir o bem.”

        A resposta de Lactâncio parece perfeitamente clara:

        Nadie sabe lo que es bueno, si no sabe lo que es malo. Ninguém sabe o que é bom, se não sabe o que é mal.”
        “Si se quita el mal, el bien se vuelve nulo. “Se você remover o mal, o bem se torna zero.”

        • “Aliança” também é cultura… às vezes eu gosto de te elogiar….

        • O que seria da luz se não fosse a sombra…

        • Não costumo perder tempo com reacionário, mas abrirei uma exceção diante dessa discussão interessante : Epicuro quis mostrar que Deus não existe, afinal, sua existência é uma contradição em si, um oxímoro. Qualquer uma das características atribuídas a Deus não pode existir junto com as demais. Quanto a Lactâncio, sua resposta na verdade corrobora involutariamente o argumento de Epicuro : Basta pensarmos que, se Deus é a Bondade Suprema e o homem, para compreender essa Bondade, precisa conhecer a Maldade, então ele jamais enxergará a Bondade Suprema, já que o conhecimento da Bondade será sempre parcial, atrelado à dependência do conhecimento da Maldade. Portanto, o homem jamais poderia conhecer(no sentido mais profundo, de compreender, de tornar possível à sua consciência, Deus). Prefiro ficar com o argumento desenvolvido por Leonardo, Deus está antes de tudo dentro de cada um de nós, buscamos essa Bondade Suprema e por vezes talvez a toquemos de leve; quando desfrutamos em parcos instantes da visão do Belo e do Sublime, sentimento que surge em determinadas situações, como quando nos entregamos ao Amor Profundo, à Emoção Artística ou à Compreensão Filosófica. Por isso talvez; e digo talvez porque dependerá de seu poder de escolha; a Humanidade consiga evoluir no dia em que organizar-se socialmente a partir das ideias e da compreensão de homens que enxergam, que vislumbram esse Belo Supremo, ainda que em breves instantes, como na figura de Michelângelo, quando, num instante fugaz, na rapidez de um momento e na leveza de um toque de dedo, o Homem recebe a vida, entrando em contato com a Bondade Suprema.

  8. A espécie humana prova, a cada dia que passa, ser completamente inviável. Ela destrói o seu habitat espoliando-o até a última gota. Ela destrói seu semelhante com palavras e atos. E ela se destrói no culto à egolatria e ausência completa de limites.
    Porém, Eduardo, somos pais e mães. Nós e milhares iguais a nós, enxergamos e caminhamos lado a lado com a miséria humana. Temos que acreditar, dar exemplo e testemunho do que nos resta de humanidade: lutar e continuar caminhando, porque se deixarmos de acreditar, seremos os últimos…

  9. O que eu tenho para dizer é bem simples, resume-se a estas “reticências”: Se eu, professora do ensino fundamental, trabalhando há anos numa escola pública (situada num bairro próximo à escola de Welligton e das crianças brutalmente tiradas da vida naquele dia 7 de abril), e todos os meus colegas professores do ensino (público) fundamental fôssemos desistir de acreditar na pessoa humana, na educação…

  10. Dependendo da situação de fé que a pessoa está e de que grupo se guia, como posto exemplo, somos ainda co-criadores do mundo. Há no universo um equilibrio que nem mesmo o próprio Deus se extinguir porqu está na sua essência. Ter fé é assumir esses percalços, tristezas, desolação… Mas é no dia que se segue, sentir a consolação, a força, o caminho que se faz caminhando. Nem vou da exemplos daqueles que persistiram e construiram algo. Cada um tem sua expectativa, seu jeito de se ligar no que outro há de bom. Se eu te disse, Eduardo, para você curtir no bom sentido esse dia, curta. Daí poderá forças antes vistas, sonhos concretos e fé duradoura. Mesmo as trevas, não são trevas, pois para ti, a noite é clara como o dia.

    E um parêntese sobre Wellington: Todos falhamos com certeza. Ainda me incomoda em avaliações tão superficiais, ligado a esse tema, ao outro, afamilia, a religião, a sexo, ao bullyng. Percebeu que a gente falou de toda integral idade que forma o ser humano. A bomba relógio foi montada há tempos, em que o gatilho se fez há mais ou menos 1 anos. Mas como ele nunca ganhou nada na vida, não tinha nada a perder. Somente as familias das 11 vítimas e a socieda pós-moderna que perderam, que foram derrotados.

    Dizia Malcon X ” A arma mais perigosa que existe é um homem que não tem nada a perder”.
    Abraços
    Rafael

  11. Tudo acontece no tempo que deve ser, fico triste porque as pessoas vêem algo que aconteceu como uma novela do PIG, so tenho a dizer, vou amputar minha perna direita até o joelho soube hoje por não ter tratamento a minha doença disponivel no SUS, vou falar o que? vou reclamar com quem? Sou cidadão brasileiro nunca meu futuro será pedir esmolas porque sempre vivi de minhas honras do meu trabalho, mas aconteceu, quem vai pagar o Pato? Nem me atrevo a dizer político algum, só o que digo porque é assim no nosso imenso Brasil, Lidar com as palavras é muito fácil agora saber se elas concretizam são outros, e sem ironias por tudo que passo, louvo a Deus pela Victória ter um Pai como você.

  12. Li em algum canto um comentário que me chamou atenção. Antes de matar o grupo de adolescente Wellington já estava morto, não naquele dia fatídico, mas na morte lenta que ele experimentou em sua vida de estudante na própria escola. Memo que geneticamente tenha herdado os dissabores cerebrais de sua mãe de sangue. Se o ambiente da escola se propusesse a contribuir para a superação das limitações, talvez não estivéssemos lamentando as perdas irreparáveis que registramos. Não é culpa de professores, mas a engrenagem da escola brasileira não liberta o jovem.

  13. ACABO DE PERDER A FÉ NA FÉ
    de Dan Barker

    Esse foi meu primeiro artigo para a Freethought Today. Saiu na edição de Junho de 1984.

    A religião é uma coisa poderosa. Poucos conseguem resistir a seus encantos e poucos verdadeiramente se livram do seu abraço. Ela é a sereia que excita o viajante errante com canções de amor e, uma vez que obtenha sucesso, transforma uma mente em pedra. É uma armadilha Venusiana. Sua atração é como aquela de drogas ao viciado que, esperando ficar livre e feliz, torna-se preso e miserável.

    Mas a parte mais triste da dependência é o fato de que a maioria dos participantes é de vítimas voluntárias. Eles acreditam estar felizes. Acreditam que a religião manteve suas promessas e não têm o desejo de procurar em outro lugar. Estão profundamente apaixonados pela sua fé e foram cegados por aquele amor – cegados a ponto de estarem preparados para o sacrifício sem fazer perguntas.

    Sei que isso é verdade porque fui um dos discípulos de Cristo por dezenove anos, e minha excisão subseqüente foi/é traumaticamente dolorosa.

    Meu pai foi um músico profissional durante os anos 40. Em um de seus concertos, conheceu uma vocalista e continuaram juntos (sorte minha). Eles se casaram e, quando eu era um bebê de colo, ambos encontraram a religião verdadeira. Meu pai jogou fora sua coleção de gravações originais de Genn Miller (ai!), deu as costas à sua vida “pecadora” e entrou num seminário para tornar-se pastor. Ele acabou não terminando pela dificuldade de criar três garotos. Mas viveu sua fé através de sua família e missas diárias em igrejas locais.

    A espiritualidade dos meus pais era tanta que às vezes tinham dificuldade em encontrar uma igreja que preenchesse suas necessidades. Então, procuramos a igreja por muitos anos. Não me lembro de todas as igrejas, mas fomos batistas, metodistas, nazarenos, pentecostais, fundamentalistas, evangélicos, “crentes-na-bíblia” e carismáticos.

    Por muitos anos formamos um time musical familiar e nos apresentamos em muitas igrejas do Sul da Califórnia – nada demais – meu pai tocava trombone e rezava para os outros, minha mãe cantava solos, eu tocava piano, meus irmãos tocavam vários instrumentos e nós todos nos unimos para cantar aquelas harmonias evangélicas famosas. Foi uma experiência boa para nós crianças. Minha infância foi repleta de amor, diversão e propósito. Eu me sentia verdadeiramente privilegiado em ter nascido na “verdade” e com quinze anos me comprometi com uma vida inteira de pregação cristã.

    Meu comprometimento durou dezenove anos. Ele deu à minha vida um sentimento de propósito, destino e compleição. Passei anos viajando pelo México em trabalho missionário – pequenos vilarejos, selvas, desertos, grandes arenas, rádio, televisão, parques, prisões e encontros de rua. Passei outros anos evangelizando pelos Estados Unidos, ministrando e cantando em igrejas, ruas, de porta em porta, campi de faculdades e onde quer que fosse possível encontrar uma platéia.

    Eu era um “executador da palavra e não somente um ouvinte”. Estudei numa faculdade cristã, fiz mestrado em Religião/Filosofia, fui ordenado e servi numa capacitação pastoral em três igrejas californianas. Eu pessoalmente levei várias pessoas a Jesus Cristo, e convenci vários jovens a levarem em consideração o serviço cristão em tempo integral.

    Servi por um tempo como um bibliotecário para o coral de Kathryn Kuhlman de Los Angeles, observando os “milagres” em primeira mão. Eu mesmo fui até instrumentador em algumas curas.

    Por anos dirigi o “King´s Children”, um grupo musical cristão local que se apresentava várias vezes, incluindo um breve período num programa cristão de televisão local.

    Por quinze anos trabalhei com Manuel Bonilla, o maior artista musical gospel no mundo de língua hispânica. Eu era seu principal produtor/arranjador, e trabalhar com ele me deu a oportunidade de aprender a produzir muitos outros álbuns cristãos, incluindo alguns meus.

    Escrevi mais de cem músicas cristãs que são publicadas ou gravadas por vários artistas, e dois dos meus musicais infantis continuam a ser campeões de vendas em todo o mundo. (“Mary Had A Little Lamb”, um musical cristão, e “His Fleece Was White as Snow”, para a páscoa, ambos publicados e distribuídos pela Manna Music. Pode-se ver o simbolismo religioso: Cristo, o cordeiro de deus que tornou-se o sacrifício final para o pecado).

    Eu poderia continuar listando meus feitos cristãos, mas acho que você pode ver que eu era muito sério sobre minha fé, e que sou bem capaz de analisar a religião de dentro para fora.

    Na noite da sexta-feira passada dirigi um estudo sobre a bíblia na minha própria casa. A abri a todos os que vieram e anunciei que iria aceitar todos os pontos de vista com o propósito de examinar os documentos com ceticismo ao invés de fé. As oito pessoas que chegaram (para minha surpresa) eram cristãos que souberam de minha presente situação ateística e estavam curiosos sobre as minhas intenções. Meu aliado mais próximo era meu irmão, um agnóstico teísta [Darrell agora é um livre-pensador ativista]. Um rapaz, teólogo, informou-me que seu propósito era converter-me de volta à fé.

    Foi uma noite divertida e cheia de vida e muita informação foi trocada, mas percebi algo interessante. Eles estavam mais preocupados com meu ateísmo que com a bíblia em si. A discussão manteve-se numa análise da minha conversão ao ateísmo.

    Estavam intrigados que alguém que já foi tão fortemente religioso pôde radicalmente “cair fora” e não se sentir envergonhado. Continuavam procurando por alguma causa profunda e psicológica, um desapontamento escondido, amargura secreta, tentação ou orgulho. Eram como doutores espirituais tentando remover um tumor ou catarata causadora de cegueira.

    Um deles sugeriu que eu tinha sido cegado por Satanás – o Diabo estaria tão intimidado com o meu firme testemunho cristão que necessitava neutralizar o inimigo, me tirar da jogada. Isso foi muito lisonjeante, mas foge do assunto.

    O assunto em questão é que o mérito de um argumento não depende do caráter de quem fala. Todos os argumentos deveriam ser pesados por si mesmos, baseado nas suas provas e consistências lógicas.

    Antes do estudo começar um rapaz disse “Dan, conte-nos o que fez com que perdesse sua fé”. Então eu contei.

    Eu não perdi minha fé, eu desisti dela propositalmente. A motivação que me levou a ministrar é a mesma que me levou a sair. Eu sempre quis compreender. Mesmo quando criança eu procurei fervorosamente a verdade. Raramente me contentava em aceitar as coisas sem examiná-las, e o fiz intensamente. Fui um aprendiz muito sedento, um bom estudante, e um bom pregador por causa dessa vontade. Sempre peguei as coisas separadamente e depois as coloquei juntas novamente.

    Como fui ensinado e acreditava que a cristandade era a resposta, a única esperança para o homem, dediquei-me a entender tudo o que possivelmente pudesse. Devorei cada livro, cada sermão, e a bíblia. Rezei e obedeci os ensinamentos da bíblia. Havia decidido que colocaria todo o meu peso sobre a verdade da escritura. Essa atitude, tenho certeza, deu a impressão de que eu era um nó abaixo, de que poderia merecer a confiança de líder e autoridade cristã. Os cristãos estavam contentes em me deixar assumir um lugar de liderança e encarei isso como uma confirmação do meu chamado sagrado.

    Mas minha mente não adormeceu. Em minha sede por conhecimento, não me limitei aos autores cristãos mas curiosamente desejei entender a razão por trás do pensamento não-cristão. Imaginei que a única forma de verdadeiramente captar um assunto era observá-lo de todos os lados. Se me limitasse a livros cristãos provavelmente seria um cristão hoje. Li filosofia, teologia, ciência e psicologia.

    Estudei evolução e história natural. Li Bertrand Russell, Thomas Paine, Ayn Rand, John Dewey e outros.

    Primeiramente ri desses pensadores mundiais, mas no final comecei a descobrir fatos intrigantes – fatos que deram descrédito à cristandade. Tentei ignorar esses fatos porque eles não se integravam à minha visão de mundo religiosa.

    Por anos passei por um intenso conflito interno. Por outro lado, estava feliz com a direção e sensação de preenchimento da minha vida cristã; e por outro lado tinha dúvidas intelectuais. A fé e a razão começaram uma guerra dentro de mim. E eu continuava escalando. Gritava para Deus por respostas, e nenhuma vinha. Como a mulher que apanha e se mantém com esperança, acreditei que deus um dia viria para mim. Ele nunca veio.

    A única resposta que me havia sido proposta era a fé, e eu gradualmente cresci para odiar o cheiro dessa palavra. Finalmente percebi que a fé é uma saída, um abandono, uma derrota – admissão de que as verdades da religião são impossíveis de se saber através de provas e da razão. São apenas as afirmações não demonstráveis que requerem a suspensão da razão, e fracas idéias que requerem fé. Acabo de perder minha fé na fé. Contradições bíblicas tornaram-se mais e mais discrepantes, apologias mais e mais absurdas e, quando finalmente descartei a fé, as coisas se tornaram mais e mais claras.

    Mas não imagine que foi um processo fácil. É como se rasgasse toda a minha percepção de realidade em pedaços, transformando em frangalhos o tecido do significado e esperança, traindo os valores da existência. Doeu. E muito. Era como cuspir na minha mãe, ou como jogar um de meus filhos pela janela. Era sacrilégio. Todas as minhas bases para o pensamento e para os valores tiveram de ser reestruturadas. Some a esse conflito interno o conflito externo da reputação e você terá uma guerra desestabilizante. Será que realmente eu queria descartar o respeito que tão cuidadosamente havia construído em tantos anos com tantas pessoas importantes?

    Posso entender porque as pessoas se mantêm na sua fé. A fé é confortante. Ela dá muitas “respostas” às angústias da vida. Minha vida cristã era relativamente positiva e não vejo um motivo externo/cultural que me fizesse rejeitá-la. Continuo a dividir muitos dos valores cristãos que fui ensinado (embora não mais os chame de “cristãos” – eles são meus valores); e muitos dos meus amigos próximos são indivíduos cristãos decentes a quem amo e respeito.

    Os cristãos sentem profundamente que seu estilo de vida é o melhor possível. Sentem que sua atitude para com o resto do mundo é de amor. Foi assim que me senti. Eu não podia entender por que as pessoas seriam críticas da cristandade a não ser que fossem internamente motivados por influências satânicas “mundanas”. Eu pretendia amar todos os indivíduos enquanto odiava o “pecado” que havia nelas, como Cristo supostamente fez. (Fomos ensinados de que ele era o maior exemplo de amor).

    Era um mistério para mim como alguém poderia ser cego às verdades do evangelho. Afinal, não queremos todos amor, paz, felicidade, esperança e significado da vida? Cristo era a única resposta, eu achava, e imaginava que todos os não-cristãos seriam levados por outras coisas, como cobiça, egoísmo, orgulho mau, ódio e ciúmes. Encarei a caricatura que a mídia tinha da situação mundial como prova desse fato. Para mim, transformar-me em uma daquelas criaturas sem deuses era quase impossível, e resisti o quanto pude. (Desde então descobri que a ética não tem nada a ver com religião, pelo menos não numa correlação positiva).

    Não houve um ponto específico de virada para mim. Um dia eu simplesmente percebi que já não era cristão, e alguns meses depois tive a coragem de divulgar tal fato. Isso foi no último janeiro, seis meses atrás. Desde então tenho sido bombardeado por todos meus amigos e parentes de que gosto. Eu agradeço sua preocupação e sinceramente espero manter um diálogo aberto.

    Por exemplo, enquanto eu digitava este artigo, recebi uma ligação distante de uma antiga amiga cristã que tinha ouvido falar de meu “defeito”. É difícil lidar com ligações assim. Ela estava indignada, e estou certo de que neste momento ela está rezando por mim, ou chamando outros para se juntar a ela na oração. Eu amo essa pessoa, a respeito e espero não causar-lhe nenhuma dor. Ela me contou que havia lido um artigo que escrevi ao meu jornal local. (Como chegou à região dela é um mistério). Entendo sua preocupação e simpatizo com ela já que sei exatamente o que está pensando.

    Eu fui pastor por muitos anos, e acho que tudo isso já foi “limpo” de mim. Eu gostaria de influenciar outros que possam estar lutando como eu lutei – influenciá-los a ter a coragem de pensar. A pensar deliberadamente e claramente. A não aceitar nenhum fato sem examiná-lo criticamente e manter-se abertos a perguntas honestas, a onde quer que elas levem.

  14. de Marisa Luisa Alba Bustos

    Prezado e temido Homem Todo-Poderoso:

    Me dirijo a você para fazer-lhe chegar uma prece que espero poder ser atendida por sua parte. Certamente você já ouviu falar de mim, sou Deus, esse ser que os seus criaram há muitos, muitíssimos anos, quando apenas a sua espécie se distinguia do resto dos animais. Quando o desconhecimento, o temor, o desejo de proteção e a ignorância fazia-lhes tão vulneráveis como qualquer outro animal.

    Criaram-me vocês à sua imagem e semelhança, enfeitado com todos os seus defeitos e virtudes, naqueles tempos primitivos até era divertido ser Deus, quero dizer, deuses, porque eram demasiadas as suas necessidades para criar um só Deus.

    Criaram-me, mas criaram-me escravo das suas crenças e necessidades. Imaginaram-me sob distintas formas e atributos. Cada novo crente atava-me, e segue me atando, com as suas correntes exigindo de mim ajuda para aliviar a sua dor e ignorância.

    Criaram-me, criaram-nos quando ainda não compreendiam o mundo que lhes rodeia e as leis que o regem. Quando ignoravam que podiam existir leis que regem o mundo e o universo. Por isso me criaram, nos criaram tão disparatados, nos criaram em arranjo a suas próprias fantasias e temores. Tão disparatado como só a mente de uma criança pode criar um ser inventado para que lhe ajude.

    A minha história Senhor é muito triste, utilizaram-me como justificativa para todos os excessos e egoísmos próprios da sua espécie.

    Desde o primeiro momento vocês me utilizaram como justificação de todos os desmanes e egoísmos próprios da sua espécie.

    Utilizaram-me para justificar seus confrontos, para justificar o poder que alguns homens atribuíam para si mesmos, para que uns homens dominassem outros, para impor suas normas e suas crenças dizendo que provinham de mim. Para que uns homens se proclamassem portavozes da minha vontade desqualificando, no meu nome, todos aqueles que não acreditassem nas suas palavras.

    Desde o primeiro momento vocês criaram guerras entre nós para justificar seus interesses.

    Utilizaram-nos para justificar seus desejos de conquista, para vencer o adversário, para submetê-lo.

    Utilizaram-nos para justificar a imensidão de mortos, feridos, torturados que essas guerras geraram e geram.

    Utilizaram-nos para justificar seus ódios, sua voracidade, seus desejos de vingança.

    Não creio que haja maldade na qual vocês não tenham invocado o meu nome.

    Creio Homem, que não houve ocasião na sua história pessoal e coletiva onde não se tenha invocado o meu nome, ou nossos nomes, para defender seus interesses manifestos e ocultos.

    No meu nome, nos nossos nomes tem se cometido e seguem se cometendo uma infinidade de carnificinas, crimes e atrocidades que não tem outra justificativa senão seus próprios interesses.

    Sob a aparência de seres infinitamente poderosos não somos mais do que escravos das suas crenças, criaram-nos escravos e escravos seguimos, e assim seguiremos enquanto não nos libertarem dessas correntes que a vocês parecem justas, acreditando que nos elogiam e que gostamos.

    São as mesmas correntes com que os poderosos da sua espécie atam vocês quando dizem que interpretam a nossa vontade, as nossas palavras e os nossos desejos.

    A sua espécie, Homem, tem avançado muito, não tanto como deveria porque em nosso nome também se tem procurado deter o avanço da sua espécie, se tem forjado mentiras imensas, espantosas, horríveis falsidades destinadas a deter o avanço da sua espécie, se tem matado e destruído aqueles homens e obras que abriam brechas nas muralhas da ignorância.

    Apesar de tudo avançou o suficiente para que não necessite mais acreditar em seres mágicos criados pela sua imaginação há muito, muitíssimo tempo.

    Apesar de tudo sabe hoje que o mundo, o universo rege-se por leis que permanecem ocultas, não por minha vontade, não por nossa vontade.

    Ainda falta-lhes muito para descobrir as várias leis que permanecem ocultas, mas sabem que essas leis existem, embora não as conheçam.

    Já não tem necessidade de nós, já não tem necessidade de seres mágicos que guiem seus passos na escuridão e na ignorância.

    Tomem nas suas mãos as rédeas do seu destino, averigüem as leis que regem tudo e me deixem, nos deixem descansar em paz.

    Não me usem para justificar suas ambições, seus desejos, seus interesses, seus excessos ou suas atrocidades. Por isso Homem Todo-Poderoso te dirijo esta carta te rogando que me liberes das tuas correntes, das tuas crenças, da tua ignorância e dos teus medos.

    Cada vez que sintas tentação de crer em mim te pergunta quem tem criado quem, se deus ao homem, ou homem à deus?

    Por isso Senhor, Homem Todo-Poderoso, te peço, me libera dessa escravidão a que me tens submetido, deixa que me dissolva no nada de onde um dia me criaste, nos criaste, à tua imagem e semelhança.

    • É tudo uma confusão só.
      Do ponto de vista espiritual confundir Criação com Manifestação e Evolução é um absurdo.
      Isso não se explica com palavras tangidas ao vento.
      Somente no silêncio da alma pode se escutar e se harmonizar com o Universo.

  15. Eduardo, todos carregamos o mal, já vem de fábrica! O que Deus (se me permitem os que não acreditam) nos faz é lutarmos pela nossa evolução, nosso caminhar é longo. O século passado foi o mais violento e saguinário da história do mundo. Nesse curto espaço de tempo, em nossa geração cresceu, conseguimos muito mais coisas que a de nossos antepassados, só nos resta aprendermos e colocarmos em prática as boas práticas e “deletar” as ruins. Como fazê-lo é que são elas!

  16. Capital e o medo .
    Vivemos em uma sociedade onde e normal propagar o medo .
    Afinal oque temos é o medo embora não venhamos adimitir . o medo que da lucro .
    medo de hospital publico ,pagamos convenio.
    medo de escolas publicas ,pagamos o ensino particular .
    medo e falta de segurança ,pagamos seguro ,condominio,cartão de banco ,grades ,empresas de segurança etc etc etc.
    Agora muitos compram a tal segurança ,pagam caro para manter no governo aqueles que lhes proporciona o medo ,como o PSDB em SP.sem nunca cobrar por melhor serviço publico ate para que o particular seja melhor e mais barato pela competitividade
    E pior estes sem perceber passam a ter medo até dos iguais ,que dira dos diferentes .
    Ai entra a nossa fé ,o nosso desejo ,o nosso ideal de propagar uma vida sem medo .
    pois somente isto ira mudar o Brasil.
    nos que podemos cobraremos um estado melhor ,com oportunidades e mais igualdade e sem medo .
    Cobraremos para que os indizidos pelo medo e pelo PIG pois o PIG ganha para imbutir este medo fazendo a alegria dos seus anunciantes venha a eleger aqueles que .
    fassam da educação um CEU.
    Da saude um SUS.
    Da segurança uma UPP.
    Assim poderei viver em minha casa ,minha vida sem medo .
    Ainda posso sonhar ,ainda posso ter fé ,pois encontro muitos como vcs da blogueiros e apoiadores ¨sujos ¨a conscientizar os limpinhos como os que elegeram o PSDB por tantos anos em SP.
    Edu o medo se acaba com informação e contato e ver que o diferente as vezes não é tão feio.assim ,com isto mudaremos a classe media paulistana e outros deste pais .
    Separatista ,racista e outros muita das vezes se esconde atras do medo de competir de viver ,pois sabem que nunca foram um ser supremo .dai o odio.

  17. Eu tenho certeza absoluta, Edu, que a maioria das pessoas, mesmo com seus defeitos, deseja a justiça e o bem comum. Só que a minoria faz mais barulho.
    E os momentos de crise servem também para a sociedade encarar-se de frente e botar o dedo na ferida.
    O Brasil é de fato o país da tolerância?

  18. Edu, penso como a Andréa ! Acho que voce nos fortalece diariamente com sua visao de cidadania, sua inquietaçao contra tudo que vemos de errado no Brasil ! Retome sua força e siga em frente, conte com nosso amparo tbm, sua força abastece a nossa !

  19. Enquanto alguns buscam a evolução, outros cultivam a involução. Assim é o ser humano, como se fôssemos duas espécies distintas travestidos como uma espécie só.

  20. “Só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.”
    (Allan Kardec)

  21. Comecemos com um BOM DIA.
    Tenho 58 anos de idade e nesses anos todos ví muitos fatos marcantes, como a covardia e ilegalidade do Golpe, a censura e a repressão; tive conhecimento da tortura e dos assassinatos; da construção e do roubo que imperou em Brasília; da mísera e insegurança que se instalou no Rio, São Paulo e nas outras capitais; da fome no agreste; dos roubo e podridão do coronelismo; do descaso e inépcia dos políticos que se fizeram “senhores das senzalas”; da falta de desenvolvimento e escassez de recursos no país mais rico do mundo; das tragédias naturais que tantas vidas nos levaram; da hipocrisia, mentira e conservadorismo dessa mídia retrógrada, da falta de nacionalismo , patriotismo e da corrupção dos “homens públicos” que entregaram nossas empresas construídas com tanto sacrifício; ví seitas surgirem do nada apenas para tomar dinheiro dos pobres em nome de Deus; ví aqueles que deveriam julgar fazendo justiça e protegendo à sociedade, cometrem as maiores arbitrariedades em nome da lei e da mesma justiça; ví toda minha geração perdida e sem futuro, devido a uma sociedade dominante que nada fazia e só sugava emuito mais.
    Por outro lado ví incontáveis coisas boas acontecerem e sobretudo à luta e perseverança dessa “brava gente brasileira”.
    Não tenho fé, mas tenho esperança; esperança no homem e não na humanidade. Sim, no indivíduo e não no coletivo. Por outro lado não creio em “salvadores”, mas em algumas pessoas normais e com discernimento.
    Por isso, sou DIAS MELHORES.

  22. Falar só de Brasil?

    Aqui no nosso país ainda há solidariedade de seus habitantes como em nenhum outro…

    Eu acompanho tudo o que se pssa lá fora.

    Não troco o Brasil por nada.

    Tenho 62 anos. Vi muito mais que muitos que aqui comentam.

  23. Eu gostaria de lhe dizer o oposto Eduardo, mas conhecendo a raça humana como a conheço digo que a situação só vai piorar mais e mais. O ser humano em sua média é “burro demais” para saber equilibrar o indivíduo e o coletivo, e em especial ter consciência das consequências de seus atos.

    Como exemplo, agora mesmo li no jornal local um caso de um rapaz que foi pego na escola carregando um revólver calibre 22, quando questionado pela polícia porquê fez isso ele disse que trouxe a arma porquê precisava se defender de um grupo de alunos que queria agredi-lo sem ele conseguir entender o porquê (o grupo seria torcedor do Goiás e ele não torce para nenhum time).

    O que as autoridades fizeram? Liberdade “assistida” por psicólogos para o rapaz, como se ELE fosse o culpado da situação e ELE fosse o problema. As autoridades foram averiguar os agressores que seriam a razão do sujeito achar que precisava andar armado? NÃO. No nosso medíocre país, a vítima é que é sempre a culpada.

  24. Eduardo…

    Tem dias que a gente se sente
    Como quem partiu ou morreu
    A gente estancou de repente
    Ou foi o mundo então que cresceu…
    ……..

    A gente vai contra a corrente
    Até não poder resistir
    Na volta do barco é que sente
    O quanto deixou de cumprir
    Faz tempo que a gente cultiva
    A mais linda roseira que há
    Mas eis que chega a roda viva
    E carrega a roseira prá lá…

    Agora, veja a foto que está no Tijolaço de hoje. Não dá um baita orgulho?

    Força na sua luta diária. Abraço

  25. Edu,
    como alguns citaram Jung, Kardec, Rui Barbosa permita-me citar alguém mais “contemporâneo”: Raul Seixas.

    Tente Outra Vez Raul Seixas
    Veja
    Não diga que a canção está perdida
    Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
    Tente outra vez

    Beba
    Pois a água viva ainda está na fonte
    Você tem dois pés para cruzar a ponte
    Nada acabou, não não não não

    Tente
    Levante sua mão sedenta e recomece a andar
    Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
    não não não não
    Há uma voz que canta,
    uma voz que dança,
    uma voz que gira
    Bailando no ar

    Queira
    Basta ser sincero e desejar profundo
    Você será capaz de sacudir o mundo, vai
    Tente outra vez

    Tente
    E não diga que a vitória está perdida
    Se é de batalhas que se vive a vida
    Tente outra vez

  26. Pois é, Edu. Às vezes bate a desesperança. Queríamos que o mundo fosse diferente do que é.

    Mas a filosofia oriental, a antítese da ( na prática, sanguinária) teologia judaico-islâmica-cristã, nos diz que devemos deixar o rio correr, mesmo porque é impossível fazê-lo parar (Bom, talvez com um desmatamento planejado…).

    Wellington e Bolsonaro. Dois monstros? Não, dois seres humanos que por um acaso da natureza pensam ou agem diferentemente de nós. Wellington é um caso mais grave, pois partiu para a ação. Bolsonaro fica nas palavras (e nós, adultos, sabemos que palavra e ação são duas coisas bem diferentes).

    Wellington e os seus bulingadores são uma triste farinha do mesmo saco. Não condeno We mais do que Bu, até mesmo porque os outros 6 bilhões de habitantes do planeta (inclusive eu) não são nenhuns santos. Apenas lamento.

    Não vamos chamar de monstros pessoas que apenas pensam e agem diferente de nós. Vamos chamar de adversários, talvez eventuais, passageiros. Um bom diplomata (ou um bom espírita) pegaria um texto de Bolsonaro e o transformaria, sem deturpar as suas (dele, Bolsonaro) idéias, num texto palatável e conversável para nós, militantes de Esquerda. Talvez Bolsonaro em si seja impenetrável (devendo ser eventualmente deixado de lado), mas as suas idéias, não…

    O mundo não foi feito nem é mantido por nós ou por um grupo, mesmo grande e poderoso (ouviram, Donos do Mundo?). Deve haver um Deus Verdadeiro por aí (não, evidentemente, esse que manda recadinhos para a humanidade através de ignorantes do deserto), e a verdade é que não sabemos o que ele pretende; apenas supomos que ele conseguirá atingir o seu objetivo.

    Vamos deixar o Wellington descansar em paz. E o Bolsonaro também. Vamos fazer carrinhos de rolimãs, o armário embutido de nossa casa, um jardim no fundo do quintal (ou na sacada do apartamento), resistir à tentação de ligar a TV “naquele canal”. Vamos (como boa ação escoteira do dia) perdoar um (1) gesto ou ação “imperdoáveis” (emitidos pelo nosso próximo, ou pelo nosso distante) por dia. Esclareço que essas boas intenções não vêm de um cristão ou islâmico ou judaico, pois acredito, sim, num outro Deus, não-maniqueísta, que não transforma o mundo num campo de batalha entre Bem e Mal (conceitos muito humanos e portanto nada divinos). Bolsonaro não é “agente do Mal” por discordar de mim: e Serra não é “apóstolo do Bem” por discordar do Lula…

  27. Olá Eduardo,

    Seu relato no segundo parágrafo coincide muito com o que tenho sentido nos últimos tempos.
    Dá um desânimo… e o bom discurso, aquele que diz qiue devemos acreditar no ser humano, parece sem sentido.

  28. Perder a fé,será que há esperança ou a maldade assola a sociedade humana.Será que é necessário um novo renascimento do homem para que novos seres ressurjam e que eles tenham amor pela vida e pelo outro.Talvez nós vivamos num meio corrompido e pobre de lealdade e verdade, onde as pessoas são instrumento do ter e nada significa ser realmente um ser humano.Talvez se surgir uma sociedade de robôs e a nossa suma haverá pelo menos o vazio de uma máquina.Enquanto isso nós criaturas de Deus, vamos destruindo o planeta e nos auto-destruindo, com o poder de mudar mas com a vontade demente de se deleitar na desgraça do próximo.Pobreza,dor,guerras,crueldade desenfreada para o ser humano tudo isso é natural o que não é natural é sacrificar prazeres em prol de um novo mundo.

  29. Caro Eduardo, bem-vindo ao reino do ceticismo permanente; que vem crescendo e ganhando mais e mais integrantes a cada dia que passa… Lamentavelmente, são visíveis e notórias em todos os contextos, nacionais e internacionais, as inúmeras justificativas para o crescimento progressivo desse desapiedado reino, que aumenta ainda mais e ganha importância ainda maior a cada dia que passa. Mas não se desespere, pois o desespero não leva a nada; em vez disso, nós, habitantes desse malfadado reino, temos o dever espiritual de buscar uma luz no fim do túnel e é isso que deve nos mover todos os dias… É atrás desse fiapo de esperança que devemos correr sempre e sempre… Como? Fazendo a nossa parte, no sentido de vencer a mediocridade e o lugar comum, todos os dias… Nossa missão é, acima de tudo, educacional; no sentido de abrir os olhos daqueles milhões (bilhões?) que ainda vivem no mundo cor-de-rosa, que nos foi e ainda é sistematicamente incutido, para conter qualquer ímpeto de mudança, qualquer sentimento revolucionário (num sentido muito amplo; não meramente político) que nos possa acudir… Assim sendo, caro Eduardo, esteja certo de que você já começa neste seu novo reino, com saldo positivo; graças à sua iniciativa de manter este espaço, o Cidadania, onde podemos trocar este tipo de idéias… Onde é possível alertar os do mundo cor-de-rosa sobre a nua e crua realidade. Este reino no qual você, Eduardo, agora ingressa; acredito eu, é a antecâmara de um momento de transformação radical que se avizinha… E temos forçosamente de acreditar que tal transformação radical será para melhor… Só não sei se teremos tempo suficiente para colocar as coisas nos eixos e garantir a continuidade de nossa espécie… Vide as Fukushimas, aquecimentos globais e similares que, ao que parece, estão se multiplicando mundo afora. Mas tenhamos esperança e confiança no engenho humano! As coisas hão de melhorar se cada um de nós, cada novo cidadão desse reino da descrença, fizer a sua parte!

  30. Caro Eduardo!

    Este sentimento acontece com qualquer um, não somos de ferro.
    Sempre será assim enquanto se corre sangue nas veias.

    Às vezes precisamos nos refugiar em “pequenas ilhas” para poder recarregar as baterias e seguir.

    Aqui vai o endereço de uma destas “pequenas ilhas”:

    http://letras.terra.com.br/nelson-cavaquinho/47647/

    Há infinitas outras, uma delas eu enxerguei no brilho dos olhos da Vitória na última foto que vc postou.
    É assim que seguimos; buscando sempre o caminho do bem.

    Não deixe de ouvir o grande Nelson Cavaquinho.

    Abraços!

  31. Eduardo, mais do que nunca, precisamos acreditar nas pessoas e na força do poder coletivo. Hoje, a Falha de São Paulo abre seu espaço para o nefasto FHC, que defende que seu partido mantenha distância do povo brasileiro. Mais um motivo para eu acreditar no Brasil e na vontade de mudar do nosso povo. Não desista! Viva o Brasil! PSDB, Nunca Mais!

    Paulo Ribeiro

  32. Uma mãe que busca por justiça… teve sua filha brutalmente torturata e morta, seus algozes , juizes , promotores , psicologos, politicos … Edurardo sei que vc é um homem de carater ajude esta senhora, prucure se informar sobre o caso joanna . obrigado.. veja o video no youtube , toturar … pode , cidinha campos

  33. Grande Eduardo.

    O problema reside em ainda termos fé e esperança!!

    Fatalmente acabaremos, vez ou outra, com o sentimento de frustração. A mídia tem grande papel nesse sentido, ou seja, trabalhar na criação de um ambiente de ilusões razoalvelmente sustentável, inevitavelmente, rompido por algum “wellington”.

    Quantos “wellington’s” já píssaram por essas e por outras terras, quantos generais e torturadores, já fizeram seus serviços sujos, sempre à mando de uma sociedade, ou, mandatários de plantão, moralmente comprometidos, quantos capitães do mato, quanta loucura permitida? Até quando?

    Todos esses “medos” que você, eu e a maioria das populações (principalmente dos grandes centros urbanos), estamos sentido, se não são frutos do nosso modo de vida pós-moderno, pelo menos estão se acentuando drasticamente.

    A comunicação, ágil e pujante da internet nos trás benefícios: o “conhecimento”. Agora está disponível como nunca antes esteve, mas, também traz consigo o mesmo “conhecimento” em forma de chaga. Quanto mais ignorante formos, maiores são as chances de vivermos felizes.

    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).

    A liberdade por meio da verdade, não pode vir neste mundo. Somente poderemos ser livres em outra dimensão. Aqui? Por meio da verdade? Impossível (querendo ser chique e besta diríamos que “it’s impossible”).

    Como podemos continuar a viver felizes, livres, sabendo que somente no estado do MT, são (e continuarão sendo), despejados cerca de 5milhões de litros de agrotóxicos no meio ambiente todo ano, como podemos ser felizes, livres, sabendo que o leite materno das mães daquela região apresenta traços de 6 tipos diferentes de tóxicos? Não estamos falando de leite bovino, é leite HUMANO, HUMANO, HUMANO.

    Em Realengo, nos chocou a vida de 12 inocentes, retirados do nosso convívio. Porque nos choca em menor intensidade assistir crianças sendo amamentadas com tóxico, diretamente no peito de suas mães!!! Que crueldade é essa? Que mundo é esse?

    Com certeza se a vida fosse um bonde … eu te seguiria não tenha a menor dúvida.

    Como viver feliz???

    Quando os europeus aqui aportaram, ao invés de aprender com os nativos, os mataram.
    Fatos dessa natureza deveriam permanecer em nossa retina, deveriam fazer parte da seção da tarde da rede globo periodicamente, mas infelizmente, não é assim que acontece.

    Uma sociedade sem luxo, sem ganância, sem as piores doenças do homem branco, e em algumas tribos (Incas, por exemplo), sinais de avanço científico e tecnológico para a época e o isolamento em que viviam.
    Ah! Como eu gostaria de ser índio!!!

  34. “O QUE ME AMEDRONTA, NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS O SILENCIO DOS JUSTOS ” Martin Luther King

    Edu, você é ESPECIAL e CAPACITADO para o bem.

    Uma das cenas que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida. Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!

  35. Caro Eduardo,

    Independente dos Bolsonaros e Wellingtons da vida, você, os demais bloguerios progressistas e todos nós que nos envolvemos na última baltalha eleitoral provamos que a esperança em dias melhores não morreu e nem morrerá. A nossa união foi imprescindível para a vitória e você foi um dos artífices desse grande movimento. Força, meu amigo! Não desista jamais! Este país precisa de grandes cidadãos como você. Um grande abraço!

  36. Eduardo,

    É muito compreensível que esteja se sentindo assim.

    Toda vez que nos sentimos impotentes perante uma situação, parece que todas as outras coisas têm um peso muito maior.

    Costumo sempre dizer que quando temos um problema ele sempre é o maior do mundo, porque é nosso.

    Tudo passa! Da outra vez que a Victória estava hospitalizada, acompanhei também diariamente. Eu estava passando por um momento dificílimo, mas algum tempo depois as coisas tomaram seu rumo e eu já estava de pé novamente e com esperança.

    Não perca a fé. Jamais! Só ela tem o poder de nos preparar para o dia de amanhã.

    Não perca a chance que você conseguiu se tornando um homem que tem o dom de escrever e de lutar pelo que acredita.

    Talvez não saiba, mas você tem muitos seguidores (pensa que é só o Bolsonaro?? hehe!!).

    A diferença é que teus seguidores que pensam em grande parte como você, também tem o sonho de um mundo melhor e quanto aos que seguem Bolsonaro, muito provavelmente nem pensam.

    Que fique bem claro que não estou fazendo nenhum tipo de comparação, apenas que um tem do que se orgulhar e o outro com o tempo ficará esquecido ou se for lembrado, será ridicularizado, porque não é possível, o mundo tem que continuar evoluindo e não voltando pra trás.

    Acho sinceramente que você está se sentindo assim por causa da pequena Victória e desta “vida diária de hospital”.

    Quando estiver se sentindo descrente do mundo, olhe para ela e que seu sorriso te leve a um lugar cheio de esperança, de vida, de amor, que é o verdadeiro mundo de Victória.

    Esqueça um pouco neste momento, até que se recupere, o dia a dia do Brasil. Procure viver o teu dia a dia, com tua família, teus amigos e quando menos perceber irá acordar cheio de esperança e sentindo a força do sol brilhando novamente.

    Conte conosco! Um abraço!

  37. É Eduardo, eu sempre digo para as pessoas terem fé e esperança… mas confesso que tenho tentado fazer com que isso seja uma verdade em minha vida, mais tá dificil. quando você vê pessoas muito proximas agindo como se fosse donos da verdade e você vê que está mesmo é enfiando os pés pelas mãos e não se dá conta disso aí com o passar dos anos acaba a sua a fé, esperança, paciência e sofre em silêncio pois só podemos ajudar quem aceita ajuda ou deixar que o tempo resolva, a rebeldia e falta de respeito e amor é maior destruição da humanidade.
    Vejo com tristeza quem diz que a ditadura não existiu ou que a novela está forçando demais e tenho visto muitos comentarios nesse sentido e só nos resta lamentar pois não há como mudar tais pensamentos assim, só quem passou pela tortura sabe e eu tenho 2 amigos que viveram isso na pele, sei que amanhã será sempre um novo dia e como muitos postaram algumas lindas musicas, acho que é preciso sorrir sempre e acreditar em dias melhores.

  38. A globo propagou em sua espetacularização da chacina na escola Tasso da Silveira, que uma das motivações dos atiradores era exibicionismo. Esatamente o que estão fazendo com o Wellington: EXIBINDO. Modelo para outros EXIBICIONISTAS?

  39. Edu
    Assim como você, passei minha vida acreditando, ainda de certa forma este modo de ver me acompanha, no que você acredita. De uns tempos para cá me dei conta que as pessoas são determinadas bio/psico e socialmente, ou seja, mediante uma combinação entre herança/estrutura psíquica/ambiente.
    Assim como algumas pessoas que apresentam doenças mentais têm no tratamentoo medicamentoso e/ou psicoterapêutico uma possibilidade de recuperação altíssima, como a esquizofrenia, o transtorno bipolar, o TOC, a depressão etc, outras jamais apresentarão melhora, como é o caso das que são portadoras de transtorno de personalidade anti-social, cuja origem constitucional não permite qualquer recuperação e são aquelas que acreditávamos não existir.
    São indivíduos cujo comportamento, repetitivo e persistente, no qual ocorre violação dos direitos básicos dos outros ou de normas ou regras sociais importantes e adequadas à idade. Os comportamentos específicos característicos do Transtorno da Conduta ajustam-se a uma dentre quatro categorias: agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, defraudação ou furto, ou séria violação de regras. Este comportamento, de modo mais brando e não menos nocivo, pode ser encontrado em alguns políticos, empresários, donos de mídia…
    Interessante observar esse resumo científico sobre o transtorno:

    “Nos últimos anos, tem havido um interesse crescente a respeito de uma melhor compreensão sobre o comportamento anti-social. O aumento da criminalidade e violência urbanas pode ter contribuído para esse maior interesse. Além de fatores psicossociais, outros biológicos têm sido implicados na fisiopatogenia do transtorno de personalidade anti-social (TPAS). Estudos de neuroimagem apontam o envolvimento de estruturas cerebrais frontais, especialmente o córtex orbitofrontal, e a amígdala. Também tem sido sugerido que prejuízos na função serotonérgica estariam associados à ocorrência de comportamento antisocial, já que pacientes com diagnóstico de TPAS apresentam respostas hormonais atenuadas a desafios farmacológicos com drogas que aumentam a função serotonérgica cerebral e redução da concentração de receptores serotonérgicos. Uma abordagem ampla dos diferentes fatores possivelmente envolvidos na fisiopatogenia do TPAS poderia contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas de prevenção e intervenção.”
    Cristina Marta Del-Ben
    Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

    Desculpe ter me alongado no tema, mas achei interessante frizar a diferença entre uma personalidade anti-social e outro tipo de transtorno mental apresentado pelo rapaz que assassinou crianças no Rio de Janeiro. Um caso inominável, porém, com aspectos diferentes da sociopatia.

    Quero inda saber como está a Victória.

    Abçs

  40. E isso também não é um absurdo, não é o sistema doentio?

    Quem passou o número do celular da senhora coragem, para a Folha tucana?

    8 de abril de 2011

    A mulher que ligou para o 190 e avisou, em tempo real, o assassinato de Dileone Lacerda Aquino, 27 anos, baleado por dois soldados no cemitério das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos (Grande SP), no dia 12 de março deste ano, sentiu-se traída pela Polícia Militar.

    “A corregedoria prometeu me preservar –e eu acreditei”, disse ela ontem, por telefone,ao jornal Folha de São Paulo.

    “Eu não acredito mais. Uma coisa que aconteceu em março. Falaram que iriam me preservar. A prova de que isso não é verdade é que eu estou falando com vocês jornalistas nesse momento”, disse a senhora ao jornal.

    Essa é polícia do Serra/Alckmin. Liberou a gravação do telefonema para a Tv, e o número do celular para o jornal do PSDB

    É de arrepiar a gravação do telefonema que uma mulher corajosa fez para a Polícia Militar no último dia 12.

    Ela tinha ido visitar o túmulo do pai num cemitério em Ferraz de Vasconcelos (Grande SP), quando viu um policial militar retirar um homem do carro oficial e assassiná-lo com um tiro no peito.

    A cena, chocante, é de apavorar qualquer um. Muita gente, numa situação dessas, fingiria que não viu nada e tentaria sair dali o mais rápido possível. Mas não. A senhora sacou o telefone, ligou para a Polícia Militar (190) e descreveu o que estava vendo.

    Só isso já seria coragem mais que suficiente. Mas não parou por aí. Um dos soldados da PM envolvidos foi até a mulher enquanto ela falava com o 190.

    Ela então diz, aparentemente sem pestanejar: “O senhor que estava naquela viatura ali? O senhor que efetuou o disparo?” Antes, num lance de inteligência, avisou que na outra ponta da linha estava um policial.

    O militar no cemitério desconversa, diz que estava socorrendo o rapaz. “É mentira, eu não quero conversar com o senhor”, responde a mulher. Os dois PMs acabaram presos.

    Um ato de bravura desses, numa realidade violenta como a nossa, merece todos os elogios. Além de tudo em Ferraz, lugar distante do centro, onde a população é ainda mais vulnerável, tanto à ação de bandidos quanto aos desmandos de alguns policiais violentos.

    Um relatório da polícia mostra que grupos de extermínio formados por PMs mataram 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010.

    A senhora foi incluída no programa de proteção a testemunhas, mas a Folha sabe o endereço , o nome e o telefone da senhora. Será que a vida dessa senhora vale alguma coisa?
    Por: Helena ™ . Sexta-feira, Abril 08, 2011 Enviar por E-mail

  41. A conjuntura, Edu, é a conjuntura. Há tempos em que nos vemos numa enxurrada de acontecimentos que nos sugam toda a força e fé, ou algo que a valha.

    Eu o acompanho desde 2006 e nesse período acho que esta é a 3ª vez que lhe “vejo” assim. Normal, cara, se eu tivesse a capacidade de manter um blog, e pelo mesmo espaço de tempo, certamente já teria superado você no quesito falta de fé e desânimo umas três vezes mais.

    Mas faz parte porque nos mostra o quanto somos, de certa forma, impotentes. O que vale é que pessoas como você já têm a diretriz nas veias, e esses momentos servem para se procurar conforto, orientação e nos vermos em nós mesmos.

    Vai passar.

    Um abraço.

  42. Perdão Eduardo mas a profundidade da tristeza estampada na foto dessa criança, não pertmitiu ler
    seu texto, que por certo versará sobretudo por tristeza e dor. Ando muito dolorido para mais essa.
    Tentarei mais á frente lê-lo.

  43. O Edu,

    Desculpe mas este blog esta muito dramático.

    Sua filhinha graças a Deus esta se recuperando.

    Sossega, vamos mudar o ritmo, conta uns causo de vendedor que com certeza você viveu.
    Confessa, fala das mancadas e bolas fora da sua carreira.

    “Desestressa” (eita anglicismo besta).

  44. Piada de vendedor:
    O balconista de uma loja de roupas finas consulta discretamente o gerente:
    - O freguês quer saber se aquele conjunto de lã importado encolhe.
    - Ele já experimentou?
    - Já.
    - Ficou pequeno?
    - Não, ficou grande.
    - Então diz que encolhe.

  45. É INACREDITÁVEL O QUE ESTÃO FAZENDO COM ESSAS CRIANÇAS!

    Alguém aqui deixaria seu filho de 10, 12 anos, voltar pro mesmo lugar, pra mesma sala (mesmo que pintada, repaginada) , onde tivesse visto seus coleguinhas serem assassinados com tiros na cabeça, tivessem sido alvejados , fugindo pelos corredores de um louco assassino com disposição ferrenha em lhes tira a vida (e que matava RINDO)?!!

    Alguém permitiria isso com um filho que ama? Alguém trabalharia e dormiria tranquilo sabendo que seu filho terá que conviver diariamente com uma tragédia dessa proporção que viveu na pele de forma INTENSAMENTE DOLOROSA com tão pouca idade?!

    É INACREDITÁVEL O QUE ESTÃO FAZENDO COM ESSAS FAMÍLIAS!

  46. Quanto ao seu texto, Eduardo, de fato há horas em que consideramos a Humanidade, devido à ação e às “ideias” de alguns seres não tão humanos, como não apenas irrecuperável, mas fadada à bestialidade e ao egoísmo. Se imaginarmos que existem idiotas capazes de apôiar a diseminação do ódio contra outros seres apenas por esses serem terem cometido a “ousadia” de serem diferentes deles(por ideologia, cor, opção sexual); ou se pensarmos que existem débeis mentais capazes de defenderem um Sistema Econômico(o Capitalismo Neo-Liberal)que gera fome, miséria, alimenta o individualismo, atiça a cobiça, exponencia o materialismo; do qual esses mesmos idiotas que o defendem, e escrevem em espaços como esse suas “teses”, também são vítimas; ou se percebemos que a ditadura midiática, achando “pouco” seu cabedal de crimes e irresponsabilidades, tenta agora explorar esse tragédia horrenda do Rio para atingir objetivos políticos(nesse caso, disseminar o ódio e a histeria contra o Islamismo e o mundo árabe, cumprindo assim uma estratégia dos EUA para afastar o Brasil de sua política externa independente. estratégia revelada recentemente pelo wikileaks); e com isso esses animais midiáticos não vêem; ou vêem, mas não estão nem aí para isso; que ainda pior do que a sua já reiterada capacidade de trair à pátria e portar-se servilmente diante do Império ianque, estão dessa vez despertando algo mais terrível : estão criando ainda mais ódio e preconceito, como se já não bastassem o que existe, que poderão redundar em consequências gravíssimas para uma etnia e uma religião que sempre viveram em paz no Brasil, as quais são formadas por pessoas de bem, honestas e trabalhadoras, que poderão acabar vitimadas por algum desequilibrado(do “time” dos que fazem as passeatas nazi-fascistas em São Paulo)guiado pela irresponsabilidade das mentiras mdiiáticas. E, para ser sincero, não há muito a responder-se diante dessas constatações terríveis, restando-nos somente a vontade de balançar esses idotas e perguntar : Em que mundo você vive?. Continuemos a lutar como Dons Quixotes na esperança de que ainda poderemos derrubar esses moinhos de vento..

  47. A foto é chocante. O semblante dessa criança – uma mistura de medo, dor e angústia – acabou comigo.

  48. Eduardo, achei interessante essa análise do Mauro Santayana sobre a tragédia em Realengo:

    —————————————————————————————————————————————————

    A culpa não é do Islã

    Por Mauro Santayana,

    11.04.2011

    É difícil separar a emoção da razão, quando escrevemos sobre tragédias como a de ontem. A morte de crianças nos toca fundo: pensamos em nossos próprios filhos, em nossos próprios netos. Por mais que deles cuidemos, são indefesos em um mundo a cada dia mais inóspito.

    Crianças e professores são agredidos pelos próprios colegas nas escolas. Traficantes de drogas e aliciadores esperam às suas portas a fim de perverter os adolescentes. Em 1955, baseado em livro de Evan Hunter, Richard Brooks dirigiu um filme forte sobre a brutalidade nas escolas norte-americanas, Blackboard Jungle, exibido no Brasil com o título de Sementes da Violência.

    É difícil entender como um rapaz de 24 anos se arma e volta à escola onde estudara, a fim de atirar contra adolescentes. No calor dos fatos, com a irresponsabilidade comum a alguns meios de comunicação, associaram o crime ao bode expiatório de nosso tempo, o “terrorismo muçulmano”. No interesse dessa ligação, chegaram a anunciar que isso estava explícito na carta que ele deixou. Ela, no entanto, revela loucura associada não ao islamismo, mas, sim, às seitas pentecostais, de origem norte-americana, com sua visão obscurantista da fé. São seitas que alimentaram atos de loucura como o de Jim Jones, ao levar 900 de seus seguidores, a Peoples Temple, ao suicídio, na Guiana, em 18 de novembro de 1978. É o que hoje fazem pastores da Flórida, ao queimar um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos – e provocar a reação irada de fiéis no Iraque e no Afeganistão. Segundo revelou sua irmã, a mãe adotiva de Wellington, cuja morte o transtornou, pertencia à seita das Testemunhas de Jeová, preocupada com a pureza do corpo, que o assassino menciona em sua carta. A referência à volta de Jesus e ao dogma da Ressurreição dos justos, não deixa dúvida. Ele nada tinha a ver com o Islã, apesar de suas recomendações lembrarem ritos mortuários comuns às religiões monoteistas.

    A carta revela um jovem perturbado pela idéia de pureza. Aos 24 anos, o assassino diz que seu corpo “virgem” não pode ser tocado pelos impuros. Ao mesmo tempo, presumindo-se herdeiro da casa que ocupava em Sepetiba, deixa-a, em legado, para instituições que cuidem de animais abandonados. Os cães, que são a maioria dos bichos de rua no Brasil, são, para os muçulmanos, animais amaldiçoados.

    É preciso rechaçar, de imediato, qualquer insinuação de fundamentalismo islamita ao ato de insanidade do rapaz. O pior é que homens públicos eminentes endossaram essa insensatez. O terrorismo de Wellington é o dos atos, já rotineiros, de assassinatos em massa nas escolas norte-americanas, a partir do episódio de Columbine em 20 de abril de 1999. Desde que os meios de comunicação e do entretenimento transformaram o homem nesse ser unidimensional, conforme Marcuse, o modelo de vida, que o cinema, as histórias em quadrinhos, a televisão e, agora, a internet, nos trazem, é o da pujante, bem armada e soberba civilização norte-americana. Ela nos prometia a realização do sonho da prosperidade, da saúde, da segurança, do conforto e da alegria, da virilidade e da beleza. Mas essa civilização é apenas pesadelo, contrato faustiano com o diabo, sócio emboscado da morte. O diabo começou a cobrar seu preço, ao levar essa civilização à loucura, no Vietnã; nas muitas intervenções armadas em terra alheia; em Oklahoma, em Columbine, em Waco, e nos demais assassinatos coletivos dos últimos anos.

    Limpemos as nossas lágrimas, e reflitamos se vale a pena insistir nessa forma de vida. Se vale a pena continuar sepultando crianças, e com elas, os sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça. As crianças que morreram ontem, ao proteger as mais fracas com seus corpos, nos disseram o que temos a fazer, para que a vida volte a ter sentido.

    (*) Artigo publicado originalmente no Outras Palavras, do Le Monde Diplomatique Brasil.

  49. Eduardo, na minha modesta opinião, acho que é isso que os idealizadores do sistema querem: que as pessoas percam a fé e parem de lutar por uma sociedade mais justa. Basta ver os filmes americanos e as novelas da Globo e você verá que elas pregam constantemente a desconfiança entre as pessoas. Uma das máximas do sistema é a de que “as guerras são necessárias ao mundo”. Outra máxima, é a de que ninguém é confiavel nesse mundo! E assim por diante. Como você quer que as pessoas se sintam num ambiente desses, se a natureza do ser humano é amar?

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