Rádio Brasil Atual debate papel da Folha na ditadura

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A Rádio Brasil Atual realizou um debate sobre os 90 anos da Folha de São Paulo e a ligação do jornal com a ditadura militar. Participaram da conversa com Oswaldo Luiz Colibri Vitta, Eduardo Guimarães, do blog da Cidadania, e Sérgio Gomes, da Oboré.

Para ouvir a entrevista, clique no link abaixo.

edu_guimaraes_sergio_folha_90anos

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42 Comentário

  1. Pena, parece que tá incompleta, foi até os 25 min e parou.

    Mesmo assim muito bom o programa e o depoimento do jornalista que trabalhou lá.

    São programas como esse que deveriam ir ao ar em rede pública de televisão para que as pessoas parassem de achar que a grande imprensa é imparcial.

    NÃO É!!!

    E vc se expressa tão bem falando quanto escrevendo. Podia fazer uns podcasts semanais e colocar aqui pra gente ouvir.

    Tipo um Café com Eduardo Guimarães.

    Que acha?

  2. Vamo recordar um dos diversos justiçamento da ALN como o caso de Márcio Leite Toledo . Justiçamento o alvo é julgado por um “Tribunal Revolucionário”.
    Ele havia deixado claro seu descontentamento ,estava sendo colocado de lado pelo comando.
    No final da tarde, procedendo às costumeiras evasivas, circulava pelas ruas do Jardim Europa, aristocrático bairro paulistano. Na altura do número 405 da Rua Caçapava, aproximou-se um Volkswagen grená, com dois ocupantes, que dispararam mais de 10 tiros de revólver .38 e pistola 9 mm. Um Gálaxie, com 3 elementos, dava cobertura à ação. Apesar da reação do jovem, que chegou a descarregar sua arma, foi atingido por 8 disparos. Morto na calçada, seus olhos abertos pareciam traduzir a surpresa de ter reconhecido seus assassinos.
    Da ação fizeram parte seus companheiros da direção nacional Yuri Xavier Pereira (“Joaozão”), Ana Maria Nacinovic Correia (“Marcela”, “Betty”, “Beth”) e Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”, “Diogo”, “Quelê”, “Guilherme”), este último o autor dos disparos fatais.
    Ao lado do corpo, foram jogados panfletos, nos quais a ALN assumia a autoria do “justiçamento”, do qual também participaram, na cobertura, Antonio Sérgio de Matos (“Hermes, “Uns e Outros”), Paulo de Tarso Celestino da Silva (“Cesar”) e José Milton Barbosa.
    São sugestivos os seguintes trechos desse “Comunicado”:
    “A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização… Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras… Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira… Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos… A revolução não admitirá recuos!”

    • Neocolonizado

    • Vamos recordar as dezenas de pessoas que a Ditadura Militar caçou e exterminou na Guerrilha do Araguaia, além de ter sumido com os corpos destes guerrilheiros que lutavam por um Brasil mais justo e democrático.

      Vamos relembrar que a Ditadura Militar planejou e executou o assassinato de guerrilheiros como Carlos Marighella, Carlos Lamarca e outros. Lembrando que a Constituição vigente na época e alterada pelos mesmos ditadores de plantão não admitia a execução (assassinato) das pessoas presas, mesmo assim estas pessoas foram executadas à sangue frio.

      Vamos lembrar da Chacina da Lapa em São Paulo, que foi planejada e executada contra pessoas desarmadas que estavam se reunindo para tomar decisões políticas contra a Ditadura Militar, estas pessoas foram barbaramente assassinadas pelos defensores da lei, que não seguiram a lei, pois se seguisse a lei estas pessoas não seriam mortas e sim presas com base em alguma lei de arbítrio criada pela Ditadura Militar.

      Vamos relembrar que muitos empresários liberais ajudaram na organização dos CCC e participavam como hobby de execuções ou torturas de pessoas presas que não representavam perigo pelo fato de estarem presas arbitrariamente pela Ditadura Militar.

      • BLZ me diga qual foi o militar morto pelos próprios militares .O caso descrito foi de um guerrilheiro da ALN que estava sendo colocado de lado isso apesar de seu TREINAMENTO em CUBA , ele sentiu se desprezado e protestou.
        …….
        Veja que estou apoiando ditadura alguma apesar da esquerda apoiar muitas que ainda existem no mundo.

      • Luís CP Prudente:

        Aloysio Nunes era o assessor imediato de Marighella. O chefe não conheci, não posso colocar em dúvida seu valor.
        Mas se os militares tivessem nos livrado do hoje senador-surpresa, eu lhes daria razão.

      • Queriam a deocracia? Que interessante: recebiam treinamento em Cubae dinheiro do Fidel para implantar a democracia no Brasil? Esse Fidel é um sujeito santo: para o povo dele uma ditadura de décadas e que chegou a ter 100.000 prisioneiros (metade políticos) mas gastava dinheiro financiando um grupo que queria trazer de volta a ditadura no Brasil. Essa coisa sobre esses revolucionários é uma imensa MENTIRA! Queriam implantar a DITADURA semelhante à existente hoje em Cuba (lugar tão maravilhoso que o povo foge de barco para os EUA).

        Bando de mentirosos. A Folha é controlada por esquerdistas. TODOS OS GRANDES JORNAIS TINHAM EDITORES ESQUERDISTAS JÁ NA DÉCADA DE 1960.

  3. Edu, o Movimento dos Sem Mídia pode fazer um pedido de uma rádio comunitária ao Ministério das Comunicações. O alcance é pequeno raio de apenas 4 km. A vantagem é que pode colocar um link na página do Movimento e ai vai longe!

    Sou presidente de uma ONG, cuja a mesma abriga uma rádio comunitária veja ai: http://www.aratuipefm.com.br, as vezes fica fora do ar porque nosso provedor e fraco mas pode clicar e ouça.

    É um processo de custo baixo e relativamente rápido de se concretizar.

  4. Só publique a minha sugestão da se for oportuno.

  5. Muito bom Edu ,mas encerrou de repente.

    Gostei tb da participação do Sérgio Gomes .

    Abração

  6. Eduardo, repetindo aspectos de post anterior, coloco o que penso:

    1) Até os integrantes do reino mineral, como diria o ilustre jornalista Mino Carta, se pudessem se manifestar, diriam: “acreditar que os dirigentes da Folha não tinham conhecimento de que os veículos da empresa eram usados para ajudar a ditadura é acreditar que existem notas válidas de R$ 3,00″. O PIG – e a Folha é um de seus integrantes mais aguerridos – sempre esteve contra os interesses da grande maioria dos brasileiros. Sempre que esses interesses foram contrariados, desde tempos remotos, se você aprofundar, descobrirá: o PIG estava em todas.

    2) Fica patente, depois que a presidenta foi ao evento da Folha elogiar o sr. Frias e marcar presença com seus filhos, os quais “não tinham conhecimento de que seus veículos eram usados para levar pessoas a serem torturadas e mortas pela ditadura”, que a estratégia (errada) do governo é bajular o PIG. A presidenta é uma pessoa focada. Ela pode até ter metas interessantes para outros temas de relevo, mas não para o tema comunicações. Não nos iludamos. O governo tem apenas 2 meses, mas a percepção é clara: a presidenta poderá até avançar na banda larga, mas não quer ter nada a ver com mudar os marcos legal e regulatório das comunicações. A não ser que haja forte pressão da sociedade.

    3) Portanto, é nosso papel pressionar a presidenta incansavelmente. Não a elegemos para ela ir lá na Folha elogiar os Frias que, aliás, achincalharam com ela na campanha presidencial, publicando ficha falsa de terrorista e chamando-a e à senadora Martha Suplicy, por meio da coluna de Josias de Souza, de “vadias e vagabundas”. Aproveito para elogiar a ilustre parlamentar Luiza Erundina, pela criação de uma frente parlamentar em prol das comunicações. Desejo à mesma grande sucesso.

    • Engraçado. A mesma folha atacou sistematicamente o governo FHC e tinha como editor um comuna e agora tem q tratar a Dilma como se fosse santa. Vocês são todos CÍNICOS e MENTIROSOS mesmo! DEMONSTRO A FALSIDADE DOS ARGUMENTOS DE VOCÊS A QUALQUER MINUTO!

  7. Resiliência é isso Edu, só mesmo grandes pessoas como vc para recompor-se logo após o trupicão, foi bom o que ocorreu, as pessoas estão entendendo que o palco onde se dará a luta pela democratização da mídia deve ser mais o Congresso Nacional do que em específico o Palácio do Planalto

    http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/deputados-articulam-criacao-de-frente-parlamentar-para-debater-marco-regulatorio-da-comunicacao/view

  8. Chega a ser hilário, o blogueiro que só apareceu para avisar que, por conta da ida de Dilma à Folha, está indo embora, o figura até fechou o blog dele aos comentários, pelo menos estou tentanto postar comentarios lá e não estou conseguindo, o André Lux conseguiu dar uma boa ensaboada na peça.

    Se ele ficasse seria ótimo, mas se quer ir, fazer o que, ah, ele cita até o Edu Guimarães como prova do “desalento na blogosfera” quando o Edu, resiliente que é, já se recompôs e está na luta.

    Foi bom o que ocorreu, as pessoas estão entendendo que o palco onde se dará a luta pela democratização da mídia deve ser mais o Congresso Nacional do que em específico o Palácio do Planalto

    http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/deputados-articulam-criacao-de-frente-parlamentar-para-debater-marco-regulatorio-da-comunicacao/view

  9. Eduardo, mais umas reflexões. Li o artigo do Nassif denominado “As Dúvidas sobre a Estratégia Política de Dilma”, no qual ele faz uma análise da ida da presidenta (ou agora ela prefere presidente?) à Folha de São Paulo e de seu muito infeliz discurso para o público presente. Esse artigo reforçou minhas crenças de que:

    1) Não é foco de Dilma Roussef mudar o marco regulatório das comunicações. Tudo indica que ela não quer mexer no vespeiro, tem outros alvos. Ela pode até investir em banda larga (o que seria uma contribuição de fôlego, se o serviço ficar barato para o povo, o que é algo que temos que ver acontecer), mas não vai se mover para mudar regras do jogo. Repito, o vespeiro não é o foco dela.

    2) Ela está se aproximando de seus algozes, sinalizando uma postura do tipo “Dilminha paz e amor”. Tudo indica que Dilma deixa para pessoas como Luiza Erundina, criadora de uma frente parlamentar pela democratização das comunicações, entre outras, a tarefa de “colocar o bode na sala”.

    Compreendo que possa existir uma estratégia de não atrair o fogo cerrado do PIG para o governo e de deixar para outros a tarefa de confrontar o PIG, que precisa ser enquadrado, pois ninguém aguenta mais a pobreza informacional do Brasil, pautado por 1/2 dúzia de famílias, os chamados “barões da midia”. Ninguém que tenha consciência aguenta mais a má qualidade da informação prestada pelo PIG. Má, não, péssima.

    Cobremos que a presidenta Dilma trate a “blogosfera suja” com a mesma deferência com a qual trata a Folha de São Paulo, veículo que, a atacou de maneira infame (e se formos pensar, de forma desrespeitosa a todas as mulheres) durante a campanha. Se a presidenta ignorar aqueles que a defenderam (concordando com o com o Nassif), pode ficar isolada, quando o amirstício do PIG cair, por que isso é mera questão de tempo. O PIG não gosta do PT, não gosta de Lula, não gosta de Dilma, não gosta da maioria dos brasileiros.

    • Mariana.
      Concordo integralmente com você.
      Perdi dias e noites nos blogs “sujos” em defesa de Dilma, quando dos ataques injustos do PIG.
      Depois, vê-la na Folha, foi a segunda grande decepção (a primeira foi vê-la colocar no núcleo do seu Ministério a “banda podre” de políticos paulistas, como Cardoso, Palocci, Mercadante, que são capazes de vender a alma ao Diabo para aparecer no PIG paulista).
      Tentei protestar no Blog do Planalto, sem sucesso, mais de dez vezes (aparece o “tente mais tarde”). Desisti.
      A batalha da comunicação do governo Dilma começa com uma rendição inaceitável.
      Fiz ontem sugestão idêntica a PH, abaixo:
      Edu, que tal articular um encontro de blogueiros “sujos” para um evento com um tema que diga respeito ao Brasil e convidar a Presidenta?
      Mesmo que ela não vá, deixem uma poltrona reservada para ela.
      Acho que Dilma, cercada do núcleo paulista, está embevecida com o poder.
      Será que o cheiro do povão a incomoda?

      • José Alberto, ainda estou chateada, pois emocionalmente me envolvi com a campanha, me revoltei muito com o que falaram da presidenta, era um desrespeito atrás do outro. Talvez por isso esse sentimento. Mas ela precisa prestigiar quem a apoiou também. Abç Mariana

    • Concordo plenamente mariana

  10. Finalizando: presidenta, Antônio Palocci e José Eduardo Cardoso não sabem tudo. Sugiro que a sra também ouça outras vozes dissonantes para se aconselhar.

    • Mariana ,tb não gosto de Cardozo e Pallocci, aliás não trazem nada de bom para a política brasileira,mas vamos esperar um pouco.Tb tive insonias ,briguei com amigos e família,tentava participar de todos os blogs .
      Fiquei chateada?Fiquei e muito ,mas no alto de meus sessenta anos ,procuro ter menos expectativas,mas sem deixar de ter esperança.
      Ainda acredito em Dilma e abomino a Falha e todos seus asseclas ,mas vamos observar.

      Um grande abraço

  11. Além da razão apresentada por Eduardo Guimarães para a Presidenta perceber que não tomou uma boa decisão, tem o seguinte: quando a Folha voltar a insultar a Presidenta, quem de nós terá ânimo para defendê-la? Com que cara?

  12. Parabéns, Eduardo. Essa conversa desnuda a verdadeira face desse jornaleco inominável que, tristemente, foi prestigiado e bajulado em sua festinha de aniversário, por um governo do qual não se esperava tal atitude. Pois bem, aguardemos então os próximos passos do governo Dilma; com a guarda erguida e prontos para denunciar, como sempre estivemos, independentemente de qual seja o governo… Democracia é vigilância contínua.

  13. Para os amigos bem intencionados, mais infelizmente, no meu ponto de vista, um pouco ingenuos no uso dos argumentos para defender a ida da Dilma a FSP, reproduzo excelente texto do blog do Altamiro. Por favor leiam com atenção

    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011E Dilma foi à festa dos algozes da Folha
    Por Altamiro Borges

    O exercício de poder produz cenas constrangedoras! A presença de Dilma Rousseff na festa dos 90 anos da Folha é um exemplo típico do chamado “cretinismo institucional”. No passado distante e recente, este veículo esteve em campos diametralmente opostos ao da atual presidenta. Hoje, ele tenta disfarçar o seu oposicionismo. Amanhã, quem sabe como se comportará!

    A ditadura no passado distante

    No passado distante, a Folha foi um dos baluartes da direita brasileira. Em manchetes e editoriais, ela clamou pelo golpe militar de 1964; ajudou a criar um clima de instabilidade no país para justificar a deposição ilegal do presidente João Goulart. Depois, o seu fundador, Otávio Frias, foi um dos principais aliados dos “generais de linha dura”. A empresa chegou a ceder as suas peruas para transportar presos políticos à tortura. Já nos estertores do regime militar, ela mudou de lado e abraçou a bandeira das Diretas-Já.

    Neste período sombrio, a jovem militante Dilma Rousseff participava da resistência à ditadura. Com diferentes métodos de luta, num contexto totalmente adverso, vários patriotas e democratas deram sua vida pela democracia no Brasil. A atual presidenta foi presa e torturada. Escapou da morte por pouco. Para o “seu” Octávio, chefão da Folha, Dilma Rousseff seria mais uma “terrorista”, “subversiva”, “comunista” – apta a ser enviada ao pau-de-arara, a levar choques elétricos, a figurar na lista dos “desaparecidos”.

    O golpismo no passado recente

    Superada a ditadura, a Folha manteve sua visão de classe. O ecletismo da sua linha editorial só serviu para ludibriar os ingênuos. Conquistada a eleição direta, o jornal elitista e preconceituoso fez de tudo para evitar a chegada do “peão” Lula à presidência. No reinado de FHC, ele foi um defensor militante dos dogmas regressivos e destrutivos do neoliberalismo. A partir da vitória de Lula, em 2002, o diário deixou de lado o seu falso pluralismo e abusou do denuncismo vazio, do oposicionismo golpista.

    Para evitar a continuidade do ciclo político aberto pelo operário-presidente, a Folha estampou na capa uma ficha policial fajuta de Dilma – lembrando as manchetes contra os “terroristas” do finado “seu” Frias. O jornal blindou o demotucano José Serra e virou quartel-general da sua candidatura. Seus colunistas de aluguel tentaram justificar o soldo. Josias de Souza, o carona de FHC, não vacilou em usar estereótipos machistas – termos como vadia e vagabunda. Eliane Cantanhêde vibrou com a “massa cheirosa” do PSDB.

    Manobra tática ou cedência estratégica?

    Toda esta tenebrosa história, distante e recente, foi deixada de lado na festança dos 90 anos do jornal. Os mais otimistas afirmam que Dilma cumpriu o seu papel de chefe de estado, que não tinha como evitar o ritual – junto com ela estiveram os presidentes do Senado e da Câmara, ministros do STF e lideranças políticas de distintos partidos. Já os mais incrédulos criticam a participação da presidenta na homenagem aos algozes da Folha. Alguns suspeitam que sua atitude sinalize nova cedência aos barões da mídia.

    Ainda é cedo para tirar conclusões taxativas sobre o significado do seu gesto. A presidenta pode ter decidido ir à “toca dos leões” numa tática para neutralizar ou minimizar os ataques deste veículo. Momentaneamente, a sua visita “diplomática” colocaria na defensiva os filhos do “seu” Frias – e, de quebra, o conjunto da mídia e de seus “calunistas”. Josias de Souza virou fã da Dilma; até o Estadão elogiou a festa do seu rival. Leitores mais hidrófobos devem ter entrado em parafuso. Essa é a hipótese mais otimista.

    Um discurso ensaboado

    A mais pessimista analisa o gesto não como uma manobra tática ou obrigação de uma estadista, mas sim como opção estratégica de evitar confrontos com os barões da mídia. Numa visão tecnicista e administrativista, Dilma estaria evitando qualquer “marola” – seja com a imprensa golpista ou com o “deus-mercado” (vide o aumento dos juros, o corte dos gastos públicos e a refrega do salário mínimo). Corrobora com esta visão mais negativa o próprio discurso da presidenta no evento festivo – veja íntegra abaixo.

    Dilma nada falou sobre seu compromisso de campanha de promover mudanças no marco regulatório para democratizar os meios de comunicação. Nem sequer citou a projeto do seu antecessor sobre regulação da mídia. Ao fazer tantos elogios à Folha, ela não fez sequer uma crítica aos monopólios e às manipulações midiáticas. E a presidente ainda insistiu no erro conceitual ao confundir liberdade de imprensa – que serve hoje unicamente aos monopólios midiáticos – com a garantia da plena liberdade de expressão.

    Em síntese, a festança da Folha revela que a ditadura midiática continua exercendo forte poder político e enorme capacidade de sedução – ou de intimidação. Dilma Rousseff, que foi vítima destas corporações no passado distante e recente, parece que ainda carece de uma melhor estratégia para o setor. Em festa, hoje a Folha bajula e acaricia. Amanhã, caso não dobre e enquadre a nova presidenta, o jornal poderá voltar novamente chamá-la de “terrorista”. Aí poderá ser tarde demais para mudanças!

    • jose marcos, o pessoal do PC do B, o caso do Altamiro, costuma dar uma alfinetadas no PT de vez em quando, disputa partidária, daí eu não achar o texto totalmente isento, mas tudo bem, uma opinião, respeito, o Altamiro tem participado da luta, carregado o piano, merece todo o nosso respeito, mas carregou a tinta, não concordo com estes ataques desproporcionais por conta disso, tenhamos um mínimo de juizo
      Bom dia,

      • Se vc achou esse desproporcional, precisa ler o do Laerte Braga:

        http://tsavkko.blogspot.com/2011/02/salada-mista-com-molho-de-gente.html

        Um absurdo e completo exagero.

        Acho que é preciso um pouco de calma nessa hora.

        Se formos assim daqui a pouco estamos tratando o governo Dilma como se fosse FHC e a imprensa também.

        Eu a cada vez consigo entender menos a ida de Dilma para fazer aquele discurso que parece ter sido escrito pelo Otavinho em pessoa. A ponto de receber elogios até do blogueiro de esgoto.

        Ou é tática ou é rendição. Dilma até pela história de vida não me parece mulher que se renda.

        Vamos aguardar mais um pouco.

        É preciso lembrar que no começo do governo Lula até a Veja fez matéria elogiosa a José Dirceu.

      • Tudo bem Avatar, pode ser que voce tenha razão, mais como bem disse nosso amigo Gerson, confesso que quando a FSP atacar a DIlma por algum interesse contrariado, não vou ter mais motivação para defende-la. Abraços fraternos

  14. Alameda Barão de Limeira, 425. Neste endereço funcionou um dos porões da Ditadura Militar. Desse endereço saiam notícias falsificadas sobre a morte de guerrilheiros, além de automóveis usados para limpar a cena do crime de torturas.

    Por que a nossa Dilma Roussef decidiu ir à este endereço macabro?

    Torço que ela tenha ido à este antro do jornalixo para mais tarde divulgar a criação da nossa “Ley de Medios”.

    • MENTIROSO. E os antros da ditadura de Fidel? E dos comunas na URSS? Vocês comunas mataram mais de 200 milhões de pessoas EM TEMPOS DE PAZ e DA SUA PRÓPRIA POPULAÇÃO em nome dessa revolução que via o nazismo como ideal (ver A Era dos Extremos que foi escrita inclusive por outro comuna). A ditadura no Brasil teve uma violência patética seus ASSASSINOS DO PRÓPRIO SANGUE!

      Vocês odeiam o Brasil. Tudo o que querem é sua ditadura comunista.

  15. eduardo, gostei muito, pena que ficou pela metade. vai ter continuação?
    o gerson tem toda a razão. como defende-la num futuro bem próximo? a presidenta ia ter ido ao velório da fsp.

  16. Saudações caro Eduardo,

    Como diz o Mino Carta, até o mundo mineral sabe do caráter ontológico da Folha.

    Agora, posso até ser classificado como um otimista inveterado, mas acho que a visita da Dilma à festinha dos Frias é um prenúncio de uma porretada na grande mídia, através do novo marco regulatório das comunicações.

    É esperar para ver.

    Abraços

    PS.: Como está Vitória? Um beijo para ela.

  17. Muito boa sua fala e a do Sérgio, uma história que a Folha nega, incrível como um veículo de comunicação mente, poderiam ao menos calar o bico, pois mentir fica feio, que a Folha não se metessem em dar uma de historiadora
    É cada uma

  18. Não consegui acessar o link da entrevista! Será que há algum problema nele? Se for o caso, tente solucioná-lo, já que adoraria assistir à entrevista!

    • O link está funcionando. Falta algum plug-in no seu computador. Em geral, aparece uma mensagem pedindo pra baixar. Se não estiver aparecendo, consulte um técnico.

  19. O link está funcionando. Falta algum plug-in no seu computador.

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