Kotscho diz a Jô Soares que imprensa foi golpista

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Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).

Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!

No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.

Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.

—–

Jô SoaresO governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?

Ricardo KotschoOlha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…

Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…

Kotscho É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…

Então por que é que há essa onda, que tem até nome?

KotschoEntão eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…

Sempre tem gente…

KotschoSempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.

Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.

O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…

Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…

[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]

KotschoNão ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.

Agora, tem uma coisa, por exemplo…

Kotscho Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.

Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.

A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.

A Veja…

Mas aí havia uma ditadura… Reinando.

KotschoExatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…

Por isso tão rígido a…

KotschoA revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.

Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…

Kotscho Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)

—–

Quem quiser assistir em vídeo à íntegra da entrevista, pode fazê-lo aqui

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45 Comentário

  1. Mas o problema é que não há outro jornal a ser comprado. Se o controle social da imprensa não é possível ou não é desejável, há necessidade urgente para democratizar a produção da comunicação. Não é possível ficarmos apenas na defesa de que não haverá nenhum controle da imprensa. Precisa-se agregar a esse discurso a defesa de um acelerado processo de estímulo, inclusive financeiro, para a abertura de novos diários nacionais impressos.

    • Mas agora temos a Internet xará… Aqui o bicho pegou e cada engomadinho mentiroso da direita que tentou cantar de galo levou o troco na hora..Haja bolinha de papel…

      • A internet é importante e cada vez mais um excelente e grandioso veículo de comunicação,. Mas não acredito que isso seja suficiente. O impacto da grande mídia impressa e televisa ainda é enorme. Me parece urgente não só a regulamentação defendida por Franklin Martins, como ampliar ainda mais, inclusive com subsídio e financiamento, a abertura de novos veículos de comunicação. Não devemos nos contentar e nos acomodar com o atual formato monopolizado da área de comunicação no brasil.

    • Não compro jornal há mais de hum ano e estou tão bem informado quanto qualquer pessoa. Aliás, bem mais informado que muitos que lê o PIG.

      • Mas isso não é a realidade da grande maioria da população brasileira. Não podemos construir avaliações mais gerais considerando-se apenas nossas condutas particulares. Creio que não devemos perder esse momento. Faz-se necessário enfrentar enfática e permanentemente o atual formato monopólico da comunicação no Brasil. O maior estrago que a grande imprensa poderia causar não foi felizmente alcançado. Portanto, não temos motivos para ficarmos no recuo, na defesa, somente alegando que a ‘liberdade de imprensa’ será garantida. É necessário mais, e agora, para não ficarmos em novos e intermináveis processos de lamentação nos próximos processos eleitorais. O momento é esse.

        • André, estou com voce. Parece até que estão querendo baixar a guarda. Tem q botar fervendo. A MIDIA TEM QUE SER REGULAMENTADA assim como nos paises mais democraticos e desenvolviddos do mundo. Ou seremos diferente? Se assim não for quando das futuras eleições teremos, novamente, que matar um leão num dia e no outro apagar um incêndio. “Assim não dá, assim não pode”.

  2. Alguma regulamentação da radiodifusão tem que ter, porque nós não podemos ficar a mercê do querem dizer e mostrar pra gente. Darei um exemplo: existe aqui no Ceará um canal de tv local chamado TV Diário, pertence ao Grupo Edson Queiroz, que também possui a TV VerdesMares, afiliada da Globo. Acontece que no interior do Ceará as televisões só funcionam com antena parabólica, pois a Globo exigiu que a TV Diário passasse a transmitir sem sinal de parabólica porque a tv local tinha feito a audiência da Globo cair mais da metade no interior de quase toda região nordeste. Não acho isso certo, pois queremos saber do que acontece aqui na região também e não só no que acontece no sul e sudeste, afinal vivemos em uma região e só sabemos notícias dela pelo rádio.

  3. O Kotscho foi elegante com quem não merece que seja. A mídia não atacou a falta de liberdade de imprensa seu Jô Soares, até porque no regime ela era “sócia”. Folha, Estadão e Cia Ltda. Globo também.
    http://easonfn.wordpress.com

    • O Jô Soares tem seus defeitos, mas foi extremamente feliz ao colocar na entrevista o tema sobre o controle da mídia. E permitindo o Kotscho expor sua opinião sem interrupções.

      (1’50”) Fica claro que quando o Kotscho diz que Estadão e Folha de São Paulo apoiaram a ditadura
      (1’58”) Jô Soares imediatamente ajeita o paletó e limpa as cordas vocais engolindo sua saliva pois sabe que a Globo vai ser citada
      (2’10”) Quando Kotscho chega na Veja/Abril o Gordo percebi que o próximo seria a Globo e interrompe falando que ali era uma ditadura muito rígida.

      Mesmo assim acho que Jô Soares foi feliz em colcocar o tema na entrevista.

  4. 17:11
    08/12/2010
    Jobim diz que aceitou convite para continuar no Ministério da Defesa

    Daniella Jinkings
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse há pouco que foi convidado pela presidenta eleita Dilma Rousseff para continuar no cargo no próximo governo. Jobim afirmou que aceitou o convite durante reunião com a presidenta eleita no início desta semana.

    “Tive uma conversa relativamente longa com ela [Dilma] e já tinha notícia de que ela faria o convite. Tem certas coisas que você não pode deixar de aceitar”, afirmou Jobim.

    No encontro, o ministro entregou a Dilma o plano diretor preliminar dos projetos do Ministério da Defesa. “O plano significa continuidade. Disse a ela que tínhamos iniciado, na segunda parte da minha gestão, a consolidação, que é a aplicação ao longo de 20 anos do plano de adequação das Forças Armadas.”

    Segundo ele, durante a reunião foram discutidos assuntos referentes à administração geral do ministério e projetos que envolvem as Três Forças. “Temos que resolver problemas de comando. Disse a ela que é necessária a conservação total ou a renovação [dos comandos]. Isso será conversado nos próximos dias, ainda antes do dia 20.”

    Jobim informou que a decisão sobre a compra de aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB) será da presidenta eleita. “Entreguei a ela o material e ela disse que vai analisar. Depois vai me chamar, eu darei explicações adicionais e, então, ela vai decidir.”

    Outro ponto discutido na reunião foi a transferência do setor de aviação civil. “Há necessidade de que a aviação civil saia do Ministério da Defesa. Tive algumas dificuldades em reuniões internacionais, pois havia ministros dos transportes, secretários especiais e não tinha representantes militares. Ela [Dilma] disse que vai analisar e ver se cria uma secretaria especial, mas ainda não está decidido.”

    Matéria ampliada – Edição: João Carlos Rodrigues

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=B4E5AB68B7ABBC43262639FB719A6638?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-4&p_p_col_pos=3&p_p_col_count=7&_56_groupId=19523&_56_articleId=1117979

  5. - Fatos passados da mídia que grita contra a censura e o risco à liberdade de imprensa no Brasil:

    - O Estadão ajudou a dar o golpe de 64;

    - A rede Globo de televisão foi a emissora porta-vóz do regime militar;

    - A Folha de São Paulo emprestou carros de distribuição de jornais para os policiais do DOI-CODI transportarem presos políticos para serem torturados e tinha tanto policial na redação da Folha que diziam na época que a Folha era o jornal de maior ” tiragem” da cidade, tanta era a presença de agentes da repressão nas dependencias desse jornal;

    - A Folha fez Editorial elogiando o desenvolvimento e os rumos políticos do Brasil sob o tacão dos militares;

    - A revista Veja não dava um pio sem ordem dos militares, não contestava em nada a ordem repressiva estabelecida;

    Não havia liberdade de imprensa alguma na época da ditadura, e esses órgãos de mídia nunca tiveram o ” saco roxo ” ou coragem de denunciar isso e gritar contra a censura na época dos militares !!!

    - Fatos recentes e atuais dessa mesma mídia:

    No governo Lula, sob plena garantia do estado democrático de direito esses mesmos órgãos de midia vivem gritando que a liberdade de imprensa está ameaçada e tudo que o governo Lula faz na área da mídia é tentativa de censura, MAS:

    - publicam matéria de capa com base em ficha falsa do DOPs de uma Ministra de Estado (Folha/Dilma);

    - O Estadão publica um editorial chamando o PT de ” partido da bandidagem ” e o Presidente Lula de chefe de quadrilha;

    - A Folha publica matéria sem provas de que o Presidente Lula teria tentado estuprar um colega de cela quando esteve preso no DOPs pela “ditabranda “;

    - A revista Veja publica seguidas capas ridicularizando o Presidente Lula, até com pé na bunda do maior dirigente do Brasil;

    - A rede Globo de televisão, que explora uma concessão pública,que pertence ao povo brasileiro, leva a eleição presidencial de 2006 para o segundo turno explorando uma armação dos tucanos no ” escandalo dos aloprados ” e em 2010 inventa um ” atentado” contra o candidato tucano José Serra, tentando influenciar os resultados da eleição;

    A pergunta que não quer calar: onde está o perigo para a liberdade de imprensa e ameaça de censura no Brasil ?

  6. Pelo exposto a questão é a da libertinagem da imprensa…. o que somente é possível no exercício do monopólio da informação em articulação com o poder econômico.

  7. Olha, gostei mais de dois comentários: de Emília e de Eason Nascimento, mas vou falar apenas sobre o primeiro: Não é possível continuar do jeito que está, com uma ditadura camuflada, onde as pessoas não tem o direito à informação propriamente dita, ficando à mercê do que os poderosos querem mostrar, da maneira que bem entenderem. O maior exemplo ela (Emilia) deu sobre a TV Diário. Pra vocês terem uma idéia, aqui em Pernambuco nós também assistíamos a programação dessa emissora, mas pelos motivos citados, também ficamos sem o sinal, o que totalmente anti-democrático, ditatorial e caracteriza monopólio dos grandes grupos de comunicação do país.
    Vocês sabem que todos os estados tinham direito a uma “fatia” do noticiário esportivo nacional, no Globo Esporte, e que as notícias esportivas de nossa região também eram vistas pelo resto do país. Muito bem, a Globo cortou esse pequeno espaço e nós, pelo menos aqui em Pernambuco, somos obrigados a ver apenas o que se passa no RJ, SP, RS, MG. Notícias sobre outros estados, só quando acontecem tragédias, isso é democracia?
    Portanto, regulamentação já, para o bem da democracia do país!!!!

    • ahhh para com isso..vc é a favor desse terrorista cibernetico? nada mais me surpreende mesmo. é essa liberdade de imprensa que vc sonha? o cara está colocando milhares de vidas em risco ao divulgar (mediante suborno, óbvio) dados secretos da defesa norte-americana. a quem interessa isso se não a quem tem interesse em atacar o país?

      • Os EUA mataram,por baixo,mais de 100 mil pessoas(civis) no Iraque e você vem falar que o WIkiLeaks pôem vidas em risco??????????
        KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      • Senhor Abel Botelho. Acabei de assinar. Orgulho-me de ter participado de uma iniciativa nobre como esta.

  8. Prezado Eduardo: É essa meia duzia de senhores da mídia que é contra a regulamentaç]ão da imprensa e faz toda esta tempestade contra o avanço social. Afinal a vida nos ensina que ” Quem domina os meios de comunicação, domina a opinião de um povo” e quando este povo clama por liberdade recebe em troca a pecha de comunista e terrorista, como se o que eles fazem, manipulando os meios de comunicação não é crime , pois, além de sonegar, distorcem a informação.Eduardo, quantas rádios AM tem no Brasil e quantas pertencem a políticos e empresários. A mesma pergunta serve para rádios FM, canais de TV , jornais e revistas. A leitora Emília fica uma pergunta: Esta TV do grupo Edson Queiroz não é tambem de um ex-governador e atual senador da república?

  9. Eduardo, você tem estômago forte para aguentar esse tal de Jô Soares. Eu não posso nem ver a cara dele, me dá nojo. O PIG quando entrevista alguém palatável, o que é raríssimo, ou melhor, quase impossível, não deixa o cara falar, principalmente quando ele diz algo contrário ao seus interesses. E saber que eu admirava o Jô e achava-o muito inteligente. Pura ilusão de ótica, depois que a gente aprende a enxergar tudo muda de perspectiva.

  10. Olá, Eduardo! Tudo em paz?

    Meu caro, tentei assistir ao vídeo no site do programa mas, curiosamente, diz que o conteúdo não está (mais) disponível. Será que houve algum tipo de censura interna na emissora? Vale a pena conferir, além de gravar e jogar isso no youtube. As chances de sumirem com essa memória é tão factível quanto aos ‘terroristas’ que desapareciam na ditadura.
    Grande abraço,

    Plínio

  11. Até que eu já simpatizava com o Kotscho, mas com essa de afirmar que não concorda com o tal “controle social da mídia” (defendido ferroneamente aqui, inclusive nos comentários ao post) e que isso é coisa de “panfleto que circula em sindicato”, ele já está virando quase meu ídolo…bye bye PHA e a insistência na tal Ley de Medios

    • Pra você ver.

      Nós conseguimos conviver com divergências de opinião e nos unimos em torno de ideais comuns.
      Gente como você não consegue compreender isso.

      Além do mais, o Kotscho opinou sobre a inviabilidade de fazer tal controle e afirmou que ele não está sendo feito, nem planejado. Não disse hora nenhuma que concordava ou discordava.

      No mais, desfiou para quem quisesse ouvir o nauseante histórico dessas instituições que dirigem as mentes dos Abeis botelho da vida.

      Também acho que o controle social da imprensa não adianta. Os mentecaptos de plantão sempre vão dar um jeito de conseguir material pútrido pra alimentar seus preconceitos e continuar se achando uma casta a parte, uma elite intelectual em meio à massa ignorante.

  12. A direita, a globo, a Veja, o Jô Soares, o Boris Casoy mandam e o governo do PT obedece. Simples assim. O Franklin Martins, coitado, um ex-global que, embora, fale, fale e fale, no final das contas, acaba acatando a decisão d seus superiores e fazendo exatamente o que os donos dos grandes veículos de comunicação do Brasil querem. Foi assim quando o Franklin Martins e o Gilberto Gil criaram a tv Brasil. Franklin Martins disse que a TV Brasil iria brigar pela audiência, que a TV Brasil não iria ser um “poste” – como profetizara um integrante do grupo Intervozes-, que a TV Brasil iria receber investimentos do governo e, por isso, não precisaria exibir propagandas comerciais, e disse também que em 1 ano a programação da emissora já estaria chegando a todos os estados da federação. E o que aconteceu depois de três anos, Mr Franklins? Uma tv pública sucateada, pobre, com péssima qualidade de som e imagem (que mais parece uma tv comunitária do que a emissora pública de uma potência econômica) cuja programação ainda na chega a todos os estados do Brasil porque, depois de 3 anos, os donos da EBC ainda não conseguiram resolver o impasse que há entre a TV Brasil e as tvs Estatais.

    Aí vem o Franklin Martins, com aquela cara de sono, de alguém que acabou de chegar da Europa, e diz que vai fazer na comunicação o que a presidente Cristina Kirchner fez na Argentina, o que os Estados Unidos e os países da Europa fizeram há algumas décadas. Então, nós figimos que acreditamos. Aí o Boris Casoy começa a mentir no Jornal da Noite, da Band, os jornalões começam a publicar reportagens tendenciosas sobre o controle social da mídia…. e, no dia seguinte, aparece o mesmo Franklin Martins, ou algum outro PTista cansado – como o Kosho-, e diz que “não é bem assim”.. “nos desculpem”.. o governo não quer isso”… “o governo é contra a censura”… “controle social não dá”…..”a ditadura acabou”. Ora, ou o governo toma vergonha na cara e coloca algum entendido no assunto pra explicar à população o que significa o tal controle social da mídia, e que o tal controle social já existe nos países “de primeiro mundo”, ou o povo vai acreditar na globo, na Band e no SBT, quando seus âncoras começarem a aterrorizar a sociedade, dizendo que o governo quer censurar a imprensa. Daí, para uma tentativa de gope orquestrada pelos barões da mídia e o PSDB, é um pulo. Se, ao menos, existisse no Brasil uma tv pública como o ‘Canal 7′, da Argentina, ou um bom jornal como o ‘Página 12′., o povo brasileiro não estaria tão mal informado..

  13. Os blogs “sujos” são as minhas fontes de informação.
    Nada dos jornais, inclusive os de Recife, nem das revistas tipo oia.

  14. Já faz algum tempo que eu não compro jornal nem revista (com exceção da CartaCapital). Minha informação diária vem através da internet. No Rio de Janeiro, onde nasci, me criei e resido, depois do fim do Jornal do Brasil impresso já não há mais opção, a não ser alguns nanicos cujo conteúdo é ruim.. “O Globo”, o mais poderoso e maior jornal daqui, há muito virou algo execrável sob o ponto de vista jornalístico e hoje parece até um jornal de fofocas estampando manchetes-fuxico jogando o “Lula contra a Dilma” e coisas assim. É pena, pois sinto falta de começar o dia folheando um bom jornal. Coisa do passado.

  15. Edu,

    Tentei assistir o vídeo, mas não consegui. Apareceu uma mensagem acusando um êrro desconhecido. E sugerindo que eu tente mais tarde. Vou procurar a entrevista no youtube. Lá, a Globo não manda.

  16. Não se trata de censura. O que se defende é o controle social da mídia, por meio da criação de comites populares (compostos por representantes de ONGs, sindicatos, parlamentares e Judiciário) que atuariam nas redações no intuito de analisar previamente o que seria publicado e levado ao ar. Da mesma forma, assim como rádios e TVs são objeto de concessão pública, o mesmo seria estendido para jornais e revistas, o que daria a toda a mídia o princípio da equidade jurídica. É diferente de um órgão governamental monitorar a mídia, ai sim, seria censura.

    • “analisar previamente o que seria publicado”. Isso não é censura, inclusive prévia? Sr., a CF/88 acabou com a possibilidade de

  17. “analisar previamente o que seria publicado e levado ao ar”. Não era isso que fazia o DOPS, que tinha que “aprovar” previamente os conteúdos do que fosse divulgado na imprensa? Issso que o sr. propões tem nome e sobrenome: censura prévia, que não é mais permitida desde a CF/88. O sistema que atualmente vige (e que se trata de cláusula pétrea da CF) é o da impossibilidade de censura prévia. Quem se sentir prejudicado que procure a Justiça após a divulgação e, se tiver razão, obterá direito de resposta na mesma proporção do agravo, direito a indenizações, etc…

    • Repito, seria censura caso partisse do Estado. Um comite popular democraticamente escolhido tem poderes para tal uma vez que tem o respaldo da sociedade.

  18. Excelente, Acácio Francisco !!!
    A Revista Veja realmente tem de se chamar Revista Óia !!

    Só quem viveu nesta os horrores desta época sabe realmente o quanto ruim foi. E ainda, principalmente durante a campanha política, tinha gente pré julgando a Dilma como terrorista .

    Santa ignorância, burrice, alienação, medíocridade.

    Certamente muitos são leitores da Revista Óia, certo Acácio ?!?!??!!!!

  19. Em primeiro lugar, eu entendo “controle social da mídia” colocar os meios de imprensa sob o controle de uma legislação. Não controlados pelo viés políticoideológico de uma ONG, uns Sindicato ou um Partido, mas sim um conjunto de leis. Claro que isso não é fácil, pois existem interesses e lobys no Congresso atuando em favor das grandes corporações de mídia a quem interessa a liberdade total, sem regras, mas há que se lutar para se conseguir derrubar essa barreira.
    Em segundo lugar, é preciso que haja regulamentação, pois essa história de que a internet é o campo da liberdade e que vai ser uma alternativa real à grande mídia conservadora pode ficar apenas na nossa fantasia. Haja visto que as corporações de mídia estão com espaços cada vez maiores no mundo virtual com seus portais.
    Em terceiro lugar, colocar a mídia controlada pela legislação deve vir acompanhado de uma ação democratizadora do governo federal no sentido de viabilizar a banda larga, ao mesmo tempo, como já vem acontecendo, “financiar” pequenas e médias empresas de comunicação e blogs com propaganda.

  20. Foi importante que Kotscho(sobre quem eu tenho algumas restrições)desmascarasse um pouco a hipocrisia midiática no programa de um dos mais engajados jagunços dos barões da comunicação. Todavia, se observamos com mais argúcia os diálogos, veremos que Kotscho não foi tão “desmascarador” assim. Para começar, dizer aquela ASNEIRA sem precedentes de que “controle social da mídia” é censura, e “é impossível fazer”, revelou o grau de comprometimento de Kostcho com o humor dos coronéis eletrrônicos. CONTROLE SOCIAL DA MÍDIA É O OPOSTO DE CENSURA, É UMA MEDIDA DEMOCRÁTICA PARA GARANTIR QUE HAJA UMA REAL PLURALIDADE DE OPINIÕES, SEM CALAR NINGUÉM, MAS GARANTINDO QUE TODOS FALEM, AO CONTRÁRIO DO “PENSAMENTO ÚNICO” QUE VIVEMOS AGORA, ONDE “CONTROLE REMOTO” NÃO É OPÇÃO PARA NADA, JÁ QUE VOCÊ MUDA DE CANAL, SAI DA TV ABERTA PARA O CABO, VAI PARA O JORNAL, E SÓ OUVE UMA ÚNICA OPINIÃO(AO PASSO QUE AS OUTRAS MILHARES DE OPINIÕES SOBRE AQUELE ASSUNTO SÃO CALADAS). CENSURA É ISSO, O QUE VIVEMOS AGORA. Controle social é exatamente para garntir que essa pluralidade de opiniões seja exposta. Vamos a um exemplo concreto : imaginem uma cobertura jornalística sobre uma ocupação do MST. A Globo(e seu “Jozinho” Amestrado)vão continuar tendo todo o direito de atacarem o MST, de dizerem que a Reforma Agrária não presta, que o latifúndio é o máximo como empreendimento agrícola(desde que sejam honestos e o digam na coluna de opinião, assumindo que essa é a visão da empresa, e não deixando de relatar os fatos concretos na matéria jornalística). O Controle Social não calará ninguém, a Globo e os conservadores falarão do mesmo jeito. O controle só garantirá que as outras parte envolvidas na matéria; o MST e os defensores da reforma agrária; sejam ouvidos, para que possam dizer o que pensam, isto é, o contrário da Globo : que o MST é a mais importante força social surgida nos últimos 30 anos no Brasil, que o latifúndio é um câncer no nosso desenvolvimento sócio-econômico; que a reforma agrária é indispensável para criar-se uma Nação justa. ISSO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO : O DIREITO DE TODOS FALAREM. O QUE VIVEMOS HOJE É DITADURA DE EMPRESAS : SÓ AS EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO FALAM(UMA ÚNICA OPINIÃO)E TODA A SOCIEDADE É CALADA. É sempre bom lembrar também que o MST e os que defendem a reforma agrária falarão porque, além da questão moral(a da defesa do direito de expressão), são donos do espectro rádio-elétrico que as empresas de rádio-difusão utilizam para seu funcionamento(o qual pertence a todos os brasileiros)e do dinheiro públicoque as sutenta(como também sustenta a mídia impressa, que por isso submeter-se-á às mesmas regras). Quanto à operacionalização desse controle : não é nada difícil. Podemos observar, adaptando-os à nossa realidade, os exemplos de países como Canadá, EUA, Argentina, que possuem controle social da mídia, e nem por isso nunca calaram ninguém. Não acredito que Franklim Martins tenha dito a asneira que Kotscho lhe atribui, só se foi dentro de um contexto que alterava o significado dessa colocação. O que me leva a perceber o quanto Kotscho fez “jogo de cena” com o gordo patético e seus amos. Quanto à acusação à mídia : Faltou Kotscho contextualizar melhor suas afirmações e dizer que NÃO APENAS O ESTADÃO, MAS TODA A “GRANDE” MÍDIA PEDIU A DITADURA MILITAR, VIBROU CON SUA CHEGADA E DEFENDEU-A TENAZMENTE(HÁ ENORME MATERIAL DE ARQUIVO A PROVAR ISSO). O final do diálogo foi conduzido; tanto por Kotscxho, como por Soares; para fazer parecer que a mídia fôra “forçada” pela ditadura a não criticá-la. O que não é verdade : A mídia pedia a ditadura já no Governo Goularth(quando havia Democracia e liberdade de imprensa)e deverioa ter sido punida pelo Presidente por tentiva de golpe. Outra coisa : a tal “censura” do Estadão durante a ditadura deveu-se a uma briga de comadres entre os milicos, na sucessão do ditador assassino do momento, ocasião em que o jornalzinho apôiou o assassino derrotado e passou a ser perseguido pelo vencedor, com o qual fez as pases no ano seguinte. Assim, Kotscho mostrou na matéria que não está apto a participar da imensa luta que travaremos pela liberdade de expressão neste país(que só ocorrerá com a democratização das comunicações, da qual o controle social da mídia; o estímulo à mídia pública e a pluralização da propriedade dos meios de comunicação são essenciais), parecendo que interessa muito mais a ele “sair bem” na foto ao lado dos amos, ou de seus lacaios gordos.

  21. A postura do Kotscho sempre foi centrista, conservadora, conciliadora. Não é por acaso que trabalhou na Folha, na Globo e outros espaços da PIG. O seu ponto de vista sobre a sociedade é social-democrata, reformista e de estamento social. Exclui a luta de classes. Não inclui o contraditório no pensamento. A livre opção de escolha no mercado – por meio do ‘controle remoto’, beira a ingenuidade numa sociedade complexa cujos interesses economicos são inculcado na querra midiática – ideológica para justificar a estrutura economica e política. Em suma o Kotscho incensou o deus Mercado, mas tucanou no discurso.

  22. eu sou obrigado a concordadar com o comentario do antonio carlos , a tva brasil é fraca ,omissa , as programaçoes nao tem diferença nenhuma das tvs comerciais , essa tv publica come na mao dos baroes da midida. nao tem programaçao que denuncie nada , que choque a sociedade no bom sentido , os jornais mostram as mesmas noticias que o pig. se a tv publica veio para ser diferente , uma alternativa em qualidade e informaçao , nao tem nada disso. eu sou obrigado a concordar que o governao e principalmente o ministro das comunicaçoe esta abaixando as calças para esses baroes calhordas da midia , e vou mais alem . eu acho que eles controlam essa tv publica atraves de gente de seu interesse infiltrada. a propria record mostrou reportagens sobre a ditadura e foi premiada. e a tv brasil nada. fica naquela lenga lenga. nem uma programçao para criança que preste ela tem . eu punha muita esperança nessa tv publica . mas do geito que esta , é pau mandado do pig mesmo, sem sombra de duvida.

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