Assista a entrevista-bomba de Franklin Martins à Rede TV

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No entreato de Natal e Ano Novo, com a turma ainda se recuperando da ressaca natalina, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, concedeu uma daquelas entrevistas que a imprensa costuma dizer “bombásticas”. Pena que a audiência deva ter sido pequena. Kennedy Alencar, em seu “É Notícia”, da Rede TV, deu ao ministro uma chance de falar o que o resto das televisões lhe negou nos últimos quatro anos, desde que assumiu a pasta.

Confira, abaixo, a entrevista. Em seguida continuo comentando:

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

A parte “bombástica” da entrevista não foi tão longa assim. Versou sobre a suposição de Globo, Folha, Estadão, Veja e companhia sobre existência de intenções governamentais de “censurar a imprensa” e sobre a relação do governo Lula com ela.

Note-se que o ministro foi extremamente hábil, pois reconheceu méritos no governo FHC e em seu titular pela estabilização da moeda sem deixar de dizer exatamente em que ponto ele se perdeu – na falta de um espírito desenvolvimentista e social e na adoção dos cânones neoliberais em geral, do que resultou a privataria. E apesar de dizer que o mensalão não passou de caixa-dois, fez a necessária crítica ao PT de que “ver uma devassa saindo de um prostíbulo não choca, mas ver uma freirinha saindo, é chocante”.

Na parte sobre regulação da mídia, Martins deixou muito claro que o tipo de regulação que se quer fazer é exatamente o mesmo que existe em qualquer grande democracia. Explicou a sinuca de bico em que a parcela da mídia supracitada se encontra por ter que combater a regulamentação e ao mesmo tempo almejá-la para que seja protegida das “teles”, ou seja, das multinacionais de telecomunicações que ameaçam esmagar o PIG com um poderio econômico muito acima do que detém a radiodifusão nacional.

Acima de tudo, nessa questão, o ministro da Comunicação Social deu um recadinho a jornais que acusou de terem servido à ditadura militar: “Não venham nos dar aulas de democracia”.

Mas a coisa pegou fogo mesmo quando a entrevista enveredou pelas relações do governo com a mídia corporativa. Martins acusou, nominalmente, Folha, Estadão, Globo e outros de fazerem uma jogada com a oposição tucano-pefelê: “Um levanta e o outro corta”, pontuou o ministro com todas as letras.

E não ficou por aí…

Ao exemplificar o partidarismo midiático, Martins abordou, primeiro, a questão da “bolinha de papel”, lembrando que a Globo, com o peso de sua “credibilidade” – palavra que proferiu em tom irônico –, veiculou uma reportagem de sete longos minutos bancando a versão de José Serra de que teria sido atingido por um segundo objeto, sustentando-a com um laudo fajuto que, na madrugada que se seguiu àquela edição do Jornal Nacional, foi “desmontado pela blogosfera”.

Como se não bastasse, citou, nominalmente, a Folha de São Paulo e a ficha falsa de Dilma, ponderando com o entrevistador o absurdo de um jornal como aquele publicar uma “falsificação contra um candidato” amparando-se na justificativa mambembe de que não podia confirmar ou negar sua veracidade, concluindo que, dessa maneira, o jornal deixa ver que publica qualquer coisa que lhe chegue às mãos contra adversários políticos.

Esta é a síntese da mais dura crítica ao PIG que alguém do governo fez publicamente em oito anos de mandato do atual presidente. Resta lamentar que assuntos dessa relevância e opiniões tão sonegadas ao público pela grande mídia durante oito anos tenham vindo à tona em um programa que avançou pela madrugada de domingo para segunda em uma época de festas em que ninguém assiste a esse tipo de programa.

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183 Comentário

  1. Essa entrevista do Franklin Martins ao Kennedy Alencar (repararam na coincidência de nomes de dois presidentes americanos?) deveria entrar para a história.
    Para a história da

  2. Essa entrevista do Franklin Martins ao Kennedy Alencar (repararam na coincidência dos nomes de dois presidentes americanos?) deveria entrar para a história.
    Para a história da FALTA DE LIBERDADE DE IMPRENSA

  3. …em nosso país, pois só uma pequena minoria teve a oportunidade de assistir a tão esclarecedora e profícua entrevista.
    A extrema necessidade de regulação da mídia está aí comprovada:
    Que programas desse nível não sejam preteridos pela tão frequente mediocridade a que estamos acostumados.

  4. Gostei muito da entrevista, principalmente da “parte 1″ que ele fala da sua participação na luta contra a ditadura, lutou efetivamente e percebe-se claramente a diferença de discurso de quem se colocou contra o regime e os que só apoiaram a democracia no apagar das luzes do governo militar. Hoje em dia vê-se muita gente batendo no peito e se dizendo de esquerda, que lutou contra a ditadura e na verdade participou no máximo do movimento das “diretas já” ou ainda do “Fora Collor”. Alguns dias atrás, no twitter, o tal Stanley burburinho, postou que fez treinamento em Cuba, lutou no Araguaia e tudo mais, e teve gente que acreditou e se emocionou. A crítica do Franklin a grande mídia, foi muito bem feita e na questão da regulação da mídia , levantou-se alguns pontos que ficam no meio da cortina de fumaça que os barões da mídia criaram em torno do tema. Edu, então quer dizer que na Globo o povo poderia falar e critcar de acordo com o que achava correto. Pois bem, o que esse povo falou da edição do debate Lula x Collor? E no caso da parabólica, se não vazasse o audio, o Monforte ia colocar no ar? E o filho do FHc com a jornalista Mirian Dutra? E o caso da proconsult? No filme “Muito além do cidadão Kane” me pareceu que essa “liberdade” não existia.

    Abraço.

  5. Governo americano aprova lei de neutralidade dos Provedores de Internet.
    Os provedores estão proibidos de favorecerem esta ou aquela empresa que pagar mais por uma velocidade maior de acesso ao seu site. Isto significaria, na prática, uma concorrência desleal contra as empresas pequenas e os blogs que não teriam dinheiro para aumentar a velocidade de acesso ao seu site, diminuindo s suas respectivas audiências.
    Espero que esta moda pegue.

    http://todeolhomalandragem.blogspot.com/2010/12/governo-americano-aprova-lei-de.html

  6. Rodrigo Leme, campineiro… está faltando o abel botelho. Pra mim, são a mesma pessoa. Nem se dá ao trabalho de mudar o estilo de redação, tentar disfarçar…

    • Ah sim, todos os comentários que você não gosta aqui são escritos por mim. Eu passo das 2 da manhã até o amanhecer preocupado em redigir opiniões para as quais você não responde nada que preste. É um vício meu alimentar sua falta de imaginação.

  7. Edu, quero deixar disponível para download, a montagem dessa ótima entrevista:

    http://www.megaupload.com/?d=0IGNX8RU

    Feliz Ano Novo, irmão-militante !!

  8. Grande entrevista, um documento histórico. Gostaria que meus netos, que ainda nem existem, a visse. O Jornalista Franklin Martins e o homem público merecem toda a minha admiração: lúcido, sensato, um modelo de jornalista. Mais uma vez, a blogosfera dá uma surra nos jornalões ao divulgar essa entrevista . Parabéns!

  9. Finalmente consegui vê a entrevista que infelizmente não foi veiculada em nenhum outro local, muito boa e muito informativa. Pena o Franklin não permanecer no governo.

  10. Quem mente tanto a ponto de acreditar em suas próprias mentiras é PSICOPATA! Esse ministrinho totalitário é um imbecil e assaltante, que pensa que todo mundo é bobo. Levaram uma surra exemplar e não chegaram a lugar nenhum (naquela época). Quem viveu esse período sabe muito bem, que esses inconpetentes saíram para a “luta armada” vivendo o sonho da Sierra Maestra, uma tentativa de estabelecer uma grande Cuba em nosso território. Eu vivi essa época, eu sei disso. No meio do discurso esse Franklin se trai falando em política estudantil (UNE é sinônimo de escola de comunistas, sustentada pelo mais atrasado país do bloco comunista, a Albânia!), movimento sindical (sindicalista é pelego de patrão!) e outras expressões típicas desses pilantras esquerdopatas. Esse tipo de entrevista deveria ser feita com que tem argumentos para opor a esse discurso que resulta, hoje, num sangramento de mais de 4 bi de reais do bolso dos cidadãos que trabalharam e ainda trabalham para sustentar esse assaltantes.

    • Quem escreveu essas palavras foi um dos que conspiraram para implantar uma ditadura no Brasil na qual só eles falavam. É o discurso de uma múmia, que dá suas escapadinhas da tumba para verter sua loucura nazista que acreditava que conseguiria impedir o povo de assumir o poder. Deu no que deu. Esses covardes, nem com todos os seus canhões, conseguiram manietar o Brasil. Hoje, sua valentia se resume a frases insultuosas. Não podem mais assassinar, torturar e matar. Eles não têm peito de fazer isso sem estarem protegidos por tropas de jovens pobres e ignorantes que se deixaram manipular. Hoje, a história seria bem outra. Eles ainda podem descobrir isso.

  11. A entrevista do Ministro é esclarecedora.
    O Governo (aliás , qq governo) adora a midia que lhe é subserviente e detesta a que lhe faz oposição, desde de que o mundo é mundo.
    No entanto, para o governo petista é preciso dar um basta nisso , e pretende fazê-lo em algum instrumento legal que lhe dê a desculpa de que o meio usado foi democrático.
    Ora, falar em “PIG” hoje em dia , e querer calar o “PIG” não é nada diferente do que se fazia no getulismo , ou nos anos mais duros da ditadura militar.
    O governo não tem que se preocupar com o PIG . Tem que se preocupar apenas em governar bem.
    O próprio Ministro já encontrou o caminho. Distribuição de parcela importante da sua verba publicitária para os pequenos orgãos de imprensa ;a criação da EBT ; as restrições à publicidade de grandes anunciantes como cervejas e alimentos ( que dirigem sua midia para os grandes órgãos de imprensa) ; a ameaça de proibição de haver espetáculos esportivos após as 21horas, etc..
    Ou seja, a política do torniquete!
    Ao mesmo tempo, o que o Ministro chama de blogsfera , todos sabemos que não passa de ramificações partidárias pró governo ,incrustradas na midia.
    O mote , independente das razões que cada lado tenha nessa historinha, deve ser: Liberdade sempre! Aquele que usar sua liberdade para explorar fatos de forma parcial é porque escolheu um lado, e pagará o preço , ou receberá frutos, a favor, ou contra, a sua credibilidade.

  12. Franklin Martins faz muita falta.
    Deveria voltar à cena governamental em 2014.
    Juntamente com Lula presidente!

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