Diretor do Datafolha fala ao Cidadania

Na noite de ontem (30/08), este blogueiro participou de palestra que o diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, proferiu em um auditório do campus da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no bairro da Liberdade, em São Paulo. Ao fim de sua exposição, o palestrante se dispôs a responder a perguntas da platéia. Este blogueiro fez as suas em público e, ao fim do evento, conversou com Paulino em particular. Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.

Antes de prosseguir, porém, cumpre-me relatar que o diretor do Datafolha foi bastante gentil, sereno e democrático nas respostas que me deu. Durante a pergunta que lhe fiz ao microfone diante de uma platéia com algumas dezenas de estudantes, revelou que é leitor deste blog. Depois da palestra, quando conversamos em particular, ainda me disse que fica “emocionado” com minha “história de vida”, em alusão ao caso da minha filha Victoria.

Quero esclarecer, também, que nada tenho contra os profissionais da Folha de São Paulo, individualmente. O que me incomoda é o conjunto da obra do jornal, conforme explicação que dei ao palestrante. E como lhe prometi fazer uma matéria correta daquilo que vi e ouvi – e sabendo, agora, que ele me lê –, coloco este blog à sua disposição para que contradiga qualquer impropriedade que julgue que cometi ao relatar o que conversamos.

O auditório em que o diretor do Datafolha palestrou teve ocupação de menos da metade de sua capacidade. Estimo que o evento reuniu cerca de cem pessoas, se tanto. Um público composto, essencialmente, por estudantes de jornalismo. De pessoas maduras, eu, paulino, uma professora da universidade – que fez a abertura e o encerramento da palestra – e um professor da instituição de ensino que estava na platéia e que, ao se manifestar ao microfone para perguntar a Paulino, também se disse leitor deste blog, cumprimentando-me.

A exposição de Paulino, em minha opinião, foi promovida com um viés de demonstrar coerência do trabalho do instituto que dirige diante do que descreveu como uma onda de difamações contra ele.

O diretor do Datafolha reiterou insinuações sobre um caso de erro no registro de pesquisa do instituto Sensus em abril e fez insinuações sobre a metodologia do instituto Vox Populi, repetindo matérias da Folha de São Paulo publicadas em abril que inclusive geraram a representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação do próprio Datafolha e dos outros três grandes institutos de pesquisa.

Também enumerou princípios do Datafolha como o de não trabalhar para partidos ou sindicatos e que supostamente o tornariam superior a outros institutos em termos de lisura do seu trabalho.  Ao fim de sua exposição, fiz o questionamento que tinha a fazer e que foi o que me levou ao evento.

A seguir, reproduzo, de cabeça, os questionamentos públicos e particulares que fiz ao diretor do instituto de pesquisa da Folha.

Em 6, 10 e 26 de abril, o jornal Folha de São Paulo publicou matérias que aludiram a metodologias e outros procedimentos dos institutos Sensus e Vox Populi de forma a insinuar que haveria favorecimento deles à candidatura de Dilma Rousseff. Por outro lado, a blogosfera – os ditos “blogs sujos” a que fez menção o candidato José Serra – passou a levantar suspeitas sobre as sondagens dos institutos Datafolha e Ibope.

Diante desses fatos, a Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação dos quatro grandes institutos de pesquisa – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi. A Procuradoria, através da vice-procuradora-geral-eleitoral, doutora Sandra Cureau, acolheu a representação da ONG e oficiou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para que abrisse inquérito policial a fim de investigar os institutos representados.

Por que o jornal Folha de São Paulo, dono do Datafolha, não informou ao seu público que seu instituto de pesquisa está sendo investigado assim como fez no âmbito de seus questionamentos à metodologia dos institutos Sensus e Vox Populi? O jornal não estaria furtando informação do seu público e decidindo o que ele deve ou não saber?

Paulino respondeu que o Datafolha ainda não foi formalmente informado do inquérito da Polícia Federal e que eu deveria questionar a Folha por não informar aos seus leitores os fatos que apresentei.

Questionado por mim sobre que institutos achava que acertaram mais levando em conta que, em abril deste ano, Sensus e Vox Populi já davam empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra enquanto que o Datafolha dava uma vantagem de até 12 pontos percentuais para o tucano, Paulino explicou que como o seu instituto não dá informações aos entrevistados que podem materializar a decisão que ainda irá tomar quando souber que candidato é de que partido ou qual deles é apoiado por Lula, os institutos concorrentes podem ter captado antes o que ocorreria porque deram esses dados aos entrevistados. E explicou, ainda, que o Datafolha prefere obter um “instantâneo do momento” ao pesquisar as pessoas sem lhes dar informações que esclareçam melhor quem é quem entre os candidatos.

O diretor do Datafolha ainda criticou duramente a “difamação” do instituto e assegurou que as acusações a ele são improcedentes. Para mostrar acertos, usou como exemplo a eleição de 1998, quando Mário Covas quase perdeu para Marta Suplicy a vaga no segundo turno da eleição para governador de São Paulo. Contudo, não fez maiores comparações sobre o presente, sobretudo sobre as recentes – e amplas – diferenças entre os números de seu instituto e os de Sensus e Vox Populi.

Diante disso, disse a ele que as acusações e críticas da blogosfera não poderiam ser tão improcedentes porque a Procuradoria Geral Eleitoral acolheu a representação do Movimento dos Sem Mídia e mandou a Polícia Federal investigar, também, o Datafolha. Ao que respondeu que não se admirava por a representação ter sido aceita devido ao grande burburinho que se produziu contra as pesquisas. Contudo, não considerou que as matérias da Folha acusando os institutos concorrentes do seu tiveram algum papel no que considerou estardalhaço imotivado.

Ao fim do evento, a professora da FMU que abriu os trabalhos encerrou-os fazendo duras críticas a estudantes que também questionaram o Datafolha em suas perguntas ao palestrante e que, no entender dela, foram até lá para fazer “campanha política” com suas “bandeiras” e que tal não seria correto porque, sempre em seu entender, jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas. Vale ressaltar que estava visivelmente nervosa e com a voz bastante trêmula.

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102 Comentário

  1. Eu sou aluna da Instituição FIAM e participei da palestra ontem, portanto eu presenciei o que aconteceu. E esse post que deveria transcorrer exatamente o que aconteceu lá, como você Eduardo já nas primeiras linhas disse que tentaria fazer, acabou-o não fazendo. Você acusa a professora de algo que ela não fez. Sim, ela respondeu ao aluno que fez uma pergunta totalmente absurda e com carga emocional e partidária visível, quando na verdade, pelo o que eu aprendi, jornalistas deveriam tentar ser o mais imparciais possíveis. Mauro Paulino pelo que sei, estava lá para dar uma palestra, informar e responder perguntas cabíveis para o assunto, e não foi o que aconteceu, em nenhum dos 'lados', se é que existiu um. Em nenhum momento a Profa. Marcia, que é coordenadora do curso de Jornalismo da FIAM (uma ótima profissional e pessoa), disse essas palavras: 'jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas', você como mesmo disse: 'Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.', talvez não esteja relatando tão fielmente assim ou então tenha interpretado pessimamente o que ela disse. O aluno, de quem ela 'chamou a atenção' foi lá sim 'levantar bandeiras' e foi totalmente extremista e parcial, foi mais que visível.
    Aliás achei este seu relato um bocado de 'sardinha' sendo roubada para o seu lado, mas claro que você faria isso. É um orgulho mesmo saber que pessoas tão importante lêem seu blog. Parabéns por isso, mas acho que não precisa de tanto.
    Você foi tedioso e ofensivo na pergunta que tentou fazer, não obteve uma boa resposta, porque enrolou e demorou tanto para fazê-la que na metade da pergunta a maioria dos alunos que lá estavam já haviam dormido. Não satisfeito com a resposta do Mauro você voltou a contestá-lo, o que eu não achei ruim, mas sim cansativo, já que parecia que só você queria falar. Todas suas contestações foram respondidas gentilmente pelo Mauro, mas você deveria ter percebido que não havia somente você lá. Não era uma conversa de boteco, nem um debate político, era uma palestra e mais pessoas queriam fazer perguntas.
    As perguntas na verdade, (quase todas) foram totalmente irrelevantes e com pretexto de continuar uma palestra mais parecido com um monólogo. Acredito inclusive que nenhum dos alunos estavam lá para ver isso. Aliás os comentários que estou lendo aqui estão sendo mais tendenciosos que qualquer coisa.
    Na verdade, pra mim, o que faltou mesmo, é o que sempre falta em palestras ligadas a pesquisas políticas e afins, que é ouvir melhor, pensar mais e julgar menos. Ontem tudo me pareceu muito confuso, das informações passadas pelo Mauro as perguntas feitas pelo público, que ganharam o status dos alunos (que você disse acima não serem 'maduros') de 'deveríamos ter ficado na sala de aula aprendendo sobre como interpretar melhor os textos'.

    • Esse discurso da imparcialidade é que para mim é idiota.

      Como se o jornalista devesse ser mero narrador da realidade.

      Só que não existe narrativa pura.

      Todo discurso, quer queiramos, quer não, está carregado com toda a massa ideológica na qual foi forjada a formação do emissor do discurso. Quando falo em formação não me limito à formação acadêmica, mas expando esse conceito para a formação familiar, religiosa, do grupo socio-cultural, entre outros.

      Essa carga ideológica também vai influenciar o modo como o receptor da informação vai filtrá-la, de forma que o discurso nunca vai ser cópia fiel da realidade e nunca vai ser recebido como tal.

      Aliado a isso temos que levar em conta o papel social do profissional da comunicação, que deve nortear seu trabalho, que (deixo claro que isso é opinião minha) há que se voltar para uma melhoria da sociedade que o cerca.

      Portanto, no momento que o Jornalista se abstém do discurso político, ele simplesmente cruza os braços e se põe ao lado da manutenção do status quo vigente.

      Esse tipo de atitude revela então, uma posição política velada, que se disfarça de “imparcialidade”.

      Então, contrário a professora, penso que o engajamento político é tão importante para a a formação acadêmica quanto as disciplinas regularmente oferecidas pelo curso.

      No mais, essa dissociação dos papéis de estudante e cidadão é bem conhecida, pois foi muito usada na ditadura militar, quando os reitores, em obediência àcartilha dos generais, repetiam à exaustão a ladainha “estudante tem que estudar, política tem que ser feita por político”.

      Mas, filha, se sua formação não te permite mais fundo que essa opinião dada aqui e você engole esse discurso da imparcialidade, dizendo que “pelo que aprendi, jornalistas devem ser o mais imparciais possíveis”(sic), só me resta lamentar que gente com formação como a sua esteja entrando no mercado.

      Fazer o que…

      • Primeiro, eu não sou sua filha. Segundo, eu não tenho problemas com meu ensino, pelo contrário, tenho muito orgulho em poder fazer parte dessa Instituição. Terceiro, acredito que tenha deixado bem claro a minha oopinião a respeito do que acho sobre a imparcialidade, ainda mais tratando-se de estudantes de jornalismo. Quarto, você, pelo visto, não entendeu um terço do que eu dise aqui. Quinto, não vou discutir contigo, pois desde o momento que você usou do cinismo e me chamou de ‘minha filha’, voce perdeu a razão. Portanto, sem mais.

        • Mila, você precisava ouvir o que o Fabio disse, e talvez muito mais. Do jeito que está sendo formada, você deverá ter uma bela carreira nos atuais meios de comunicação, conservando sua imparcialidade para manter o status quo. Quem definiu esse status quo, foram exatamente aqueles que atualmente se beneficiam do poder atual.
          Resumindo, se você souber escrever sobre qualquer assunto, seguindo a cartilha do status quo, que o seu diretor lhe dará, você terá chance de fazer uma bela carreira, brilhante, porém será que futuramente poderá se orgulhar dela?
          Certamente o Eduardo poderá se orgulhar do que faz, e seus filhos também, com certeza.

        • Mila, sua boba:

          “minha filha” é um termo genérico e carinhoso que as pessoas

          “mais velhas” costumam usar quando se dirigem a jovens. Garanto

          que o Fábio falou isso foi no sentido de deixá-la à vontade e até

          protege-la. A sua indignação é típica de meninas com menos de 18 anos.

          Liga não. Com certesa voce chegará lá. É assim mesmo, as coisas

          funcionam assim mesmo. A vida é um aprendizado constante. Fique na sua.

      • Estava pensando uma resposta a estudande de jornalismo Mila, mas voce foi muito bem nos seus argumentos ao responde-la. Assino em baixo.

  2. O problema não é a metodologia da Folha, mas o fato de a pesquisa ser divulgada sem nota explicativa sobre a grande diferença entre seus resulltados e os de outros institutos. Aí se entra no terreno da má fé.

  3. Edu,
    Seria interessante dizer o nome desta professora.
    Afirmar que jovens não devem ter opiniões políticas é um absurdo e vai de encontro ao meio acadêmico.

  4. Sei que você mantém altíssimo nível no seu blog, Eduardo, mas não encontro outra palavra para descrever essa professora: ela é uma besta quadrada.
    A juventude é justamente a época de ter certezas plenas. A maturidade é que traz dúvidas, ceticismo, um certo cinismo – no sentido filosófico.
    Por isso a juventude, no que tem de melhor, é empolgada, idealista, generosa. A maturidade, no que têm de melhor, pode produzir sábios.

  5. Só não decidi ainda quem é mais cínico : Paulino ou essa professora? Talvez opte pelo empate, mas, com uma importante diferença : Dentro da "super-estrutura", como diria Marx, de alienação ideológica dos donos-do-poder, Paulino ocupa um posto bem mais importante, e nefasto, que a professora. Essa talvez não ocupe posto algum, apenas destila as indiossincrasias reacionárias que alguém convenceu-a no passado serem a expressão do "único mundo possíve", cujo desmoronamento deve assustá-la. Mas, voltando ao diretor do "Dataserra"(sob a professora, falarei um pouco no final : não dá para não comentar uma colocação tão retrógrada quanto a feita por ela ao término da palestra). Sob Paulino, é "interessante" que mostre-se chocado com uma suposta campanha difamatória realizada contra seu instituto, QUANDO ELE NÃO CANSA DE FAZER INSINUAÇÕES, SEM QUALQUER BASE CIENTÍFICA(E ELE SABE DISSO!) CONTRA SENSUS E VOX POPULI. Continua…

  6. Continuação : Aliás, ainda que acreditemos que não sabia, OS RESULTADOS DO "DATASERRA", CORRENDO PARA IGUALAR-SE AO QUE SENSUS E VOX POPULI SEMPRE APRESENTARAM, SERIAM UMA PROVA IRREFUTÁVEL. E a desculpa da "fotografia do momento", ESSA DOEU! Uma pesquisa que não esclarece o eleitor, principalmente num país de populção ainda muito despolitizada como o nosso; não está "fotografando" momento nenhum : ESTÁ INTERESSADO EM ENGANAR O PESQUISADO, PARA OBTER UM RESULTADO ARTIFICIAL. Por um motivo bem simples : o que interessa numa pesquisa eleitoral é sua capacidade de "prever" o que ocorrerá nas urnas e, quando for votar, o eleitor estará bombardeado por informações, saberá perfeitamente quem é candidato de quem(COMO JÁ ACONTECE AGORA, POR ISSO DILMA DISPAROU AINDA MAIS)e será "esse momento" que interessará, E NÃO O MOMENTO EM QUE O ELEITOR NÃO SABE DE NADA, SIMPLESMENTE PORQUE A ELEIÇÃO NÃO ACONTECERÁ NESSE PERÍODO. Continua…

  7. Continuação : Portanto, pesquisas como as de Sensus e Vox Populi, ao esclarecerem o eleitor sobre o candidato, estão criando a "situação real", que será a existente em 3 de outubro. Para exemplificar a grosso modo : Paulino age como o médico que auscultou o coração de um paciente(que deveria ser observado após o esforço)sem que o doente tivesse realizado o esforço e, além de querer convencer-nos de que seu método é certo, ainda critica o colega que submeteu o paciente ao esforço, simulando a situação real diante da qual pretendia-se analisar o coração do doente : ESSA GENTE PENSA MESMO QUE SOMOS UM BANDO DE RETARDADOS! Diante disso, alguém poderia explicar o motivo da teimosia do "Dataserra" em fazer um "pesquisa do nada", afinal apresenta a "radiografia de um momento" que não interessará à eleição, pois reflete uma situação que não ocorrerá no dia da votação? è facílimo deduzí-lo. Continua…

  8. Continuação : Pesquisas tornaram-se verdadeiros "instrumentos" eleitorais, seus números, além do óbvio poder de manipular o eleitor(ainda vivemos numa Sociedade em que muitos votam "em quem está ganhando"), também têm outras "funções" tão ou mais importantes. por exemplo, aproximam ou afastam os financiadores, que não investiriam em um "candidato derrotado". Portanto, apresentar uma pesquisa artificial(que retrata a opinião de um eleitor que não existirá no dia do pleito), na qual Serra tem os seus votos "inchados"(por confundir-se, na cabeça de muita gente, como o candidato de Lula)é vital para a arrecadação de fundos do tucano. Como reagiriam os financiadores se, há meses da eleição, todos os institutos já mostrassem a ascensão de Dilma? Continua…

  9. Outra coisa : PENA QUE VOCÊ NÃO PERGUNTOU QUAL O "MOMENTO" QUE PAULINO PENSAVA EM "RADIOGRAFAR" AO ENTREVISTAR EM SUAS PESQUISAS APENAS PESSOAS COM TELEFONE, NUM PAÍS EM QUE SÓ 45% DA POPULAÇÃO TEM TELEFONE FIXO E APENAS 75% TEM CELULAR! SERÁ O "MOMENTO DOS RICOS"? OU QUAL SERIA O "MOMENTO" QUE O DATASERRA ALMEJAVA CAPTAR AO ALTERAR A DISTRIBUIÇÕES AMOSTRAIS EM SUAS PESQUISAS(SEMPRE AUMENTANDO A PARTICIPAÇÃO DE SP)EM RELAÇÃO AOS DADOS DO IBGE, UNIVERSALMENTE ACEITOS?SERIA O "MOMENTO" DE SP? OU O "MOMENTO" DA ELEIÇÃO DE SERRA PARA GOVERNADOR? Continua..

  10. Continuação : Por último, mesmo correndo o risco de alongar-me excessivamente, não poderia dexiar de comentar as "colocações" da "professora"(que coroaram o "momento PFL" após as explicações de Paulino) : COMO UMA EDUCADORA PODE FALAR TAMANHO ABSURDO? QUER DIZER QUE ELA ESTIMULA OS JOVENS A NÃO TEREM POSICIONBAMENTOS, ACHA QUE TÊM OBRIGAÇÃO DE, POR SUA TENRA IDADE, SEREM VOLÚVEIS E MANIPULÁVEIS(COMO SE JÁ NÃO VIVÊSSEMOS NUMA CIVILIZAÇÃO MUNDIAL POR DEMAIS VOLÚVEL), PROVAVELMENTE PARA TORNAREM MAIS FÁCIL SEU CONTROLE POR "INSTITUIÇÕES" COMO O DATASERRA OU "PROFESSORES" COMO ELA. PARA ELA, QUANDO O DATASERRA USA O SEU JORNAL PARA DIFAMAR SENSUS E VOX POPULI, AÍ PODE!(SERÁ PORQUE NO INSTITUTO SÓ TRABALHAM "MADUROS" OU SERÁ PORQUE O DATASERRA DEFENDE O ESTABLISHMENT?). MAS QUANDO JOVENS CONTESTAM AS MANIPULAÇÕES DO DATASERRA, AÍ NÃO PODE. A REBELDIA DEIXA ESSA SENHORA APAVORADA. vOCÊ NÃO SENTIU-SE MAL APÓS ESSA PALESTRA?

  11. A mila (filha de quem?) data venia,,entende de institutos. Nao sei se institutos de educaçao ou institutos de pesquisa.
    Passa pela cabeça de mila que a datafrias tenha sido parcialíssima e que, em funçao disso, era bem previsivel que uma duzia de estudantes da plateia se ergueriam, nessa circunstancia parcialíssimos CONTRA o datafraude. O estranho seria se engolissem a paulinologia estatistica com casca e tudo.
    Ocorre que o paulino se defendia como galo de briga e a Profa. defenderia o pesquisador por ser a hostess do evento.
    A ligaçao automatica entre chamar de filha e perder a razao é conclusão sem premissas. Logica elementar ajuda.
    Isso, mila, não muda nada o JOGO manjado do data alguma coisa pro Serra. Mila e profa. na proxima vez convidem tambem o Marcos Coimbra. Talvez o montenegro pós onda vermelha ajudasse.

  12. "jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas."

    Todos os dias quando acord Não tenho mais O tempo que passou
    Mas tenho muito tempo Temos todo o tempo do mundo…

    Todos os dias Antes de dormir Lembro e esqueço Como foi o dia
    Sempre em frente Não temos tempo a perder…

    Nosso suor sagrado É bem mais belo Que esse sangue amargo
    E tão sério E Selvagem! Selvagem! Selvagem!…

    Veja o sol Dessa manhã tão cinza A tempestade que chega É da cor dos teus olhos
    Castanhos…

    Então me abraça forte E diz mais uma vez Que já estamos Distantes de tudo
    Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo Temos nosso próprio tempo…

    Não tenho medo do escuro Mas deixe as luzes Acesas agora
    O que foi escondido É o que se escondeu E o que foi prometido Ninguém prometeu
    Nem foi tempo perdido
    Somos tão jovens… Tão Jovens! Tão Jovens!…

    Tempo Perdido – Composição: Renato Russo

  13. Bom dia meu caro,

    Estava lendo seu blog quando me deparo com alguns aspectos peculiares.
    Devemos acreditar ou levar em consideração suas informações? Seriam elas pertinentes e verdadeiras? Duvidoso… Se uma informação banal como a quantidade de pessoas presentes na palestras ou sobre a maturidade das mesmas me parece deturpada, que dirá as outras informações…
    Sou estudante de jornalismo da Instituição FIAM e também estava presente na palestra. Vamos aos fatos: Uma palestra é uma palestra, certo? O diretor do Datafolha foi convidado para passar informações de como são feitas as pesquisas do seu instituto, obvio. Quanto ao senhor, me pareceu, que foi lá apenas para afrontá-lo, fez perguntas desnecessárias para a ocasião criando um clima de hostilidade de forma totalmente irresponsável. O questionamento é uma das principais ferramenta do jornalista e que sem ela não há apuração dos fatos e nem busca pela verdade, no entanto, meu caro Eduardo, acredito que sem ética e bom senso não há um jornalismo sério e respeitável.

    Mas, quero muito de agradecer sua presença, pois, pude ver de perto o tipo de jornalista que eu não quero ser.

    A professora Márcia foi muito feliz em sua colocação e tenho orgulho de tê-la como coordenadora do curso.

    • Em primeiro lugar, não sou jornalista – sou um comerciante. Em segundo lugar, você deveria ter aprendido que se a Justiça Eleitoral instaura uma investigação na Polícia Federal contra os quatro maiores institutos de pesquisa do país e o jornal dono do Datafolha, envolvido na investigação, esconde esse fato dos seus leitores, está sonegando informações às quais eles têm direito.

      E tanto é verdade que minha formulação não foi agressiva ou desrespeitosa que o Mauro Paulino foi o primeiro a pedir ao pessoal do seu grupo, que declarou voto no PSDB ou em Marina quando perguntado pelo palestrante em quem iria votar, que me deixasse falar. Não bastando, depois me enviou o seguinte e-mail sobre o post que você comenta e sobre minha atuação na palestra:

      \”Caro Eduardo,

      Considero que seu texto está correto e coerente com suas convicções, que não são as minhas, obviamente. Eu descreveria o evento de outra forma, de acordo com minhas convicções. Acho que é com embates respeitosos de ideias que avançamos na democracia. Por isso, fiquei sinceramente gratificado por tê-lo na plateia.

      Um abraço,

      Mauro Paulino\”

      Como se vê, minha cara estudante, além de você estar se tornando mais uma jornalista partidarizada devido à escassez de oportunidades na grande mídia, não tem aquela curiosidade jornalística imprescindível ao bom profissional da área. Aposto que não sabia que a JUSTIÇA ELEITORAL BRASILEIRA considerou meu questionamento às pesquisas amplamente pertinente. E o que é pior: acha que esse não é um fato jornalístico.

      Lamentável.

      • Pelo visto as escolas de jornalismo, principalmente de São Paulo, vão continuar a despejar um monte de jornalistas "imparciais" prontinhos para servir com extrema dedicação ao pig. Está difícil de ver um futuro mais promissor para a grande imprensa tupiniquim

    • “Uma palestra é uma palestra, certo?”

      Premissa genial para as conclusões que vêm depois. Faz cairem por terra quaisquer argumentos em contrário.

      “Fez perguntas desnecessárias para a ocasião”

      Eu pensava que afirmações desse tipo, que estabelecem juízo de valor sobre o que é ou não necessário devessem vir acompanhadas de argumento que as justificasse. Deve ser o novo jornalismo. Tio Rei está fazendo escola.

      Eu estou muito triste de ver que a próxima geração de profissionais da comunicação vai conseguir a proeza de ser pior do que essa, pois um jornalista que escreve com esse arremedo de construção de idéias…

      Bom… Fico por aqui. Não quero ofender ninguém, apenas externar minha tristeza. A menina não tem culpa, apenas reproduz o que ouve na sala de aula, Tomara que a vida lhe ensine a refletir melhor sobre o que fala e o que escreve, e consiga ver, no futuro, que o que estamos fazendo aqui não é atacar uma instituição ou uma professora, mas discordar de modos de pensar que durante muito tempo fizeram do Brasil o que ele era.

    • Que vergonha! Nem bem "saiu" do ninho e já se porta como um "abutre" do direito, da liberdade. Não quero nem entrar no mérito da competência. Lamentável! Espero que esteja no primeiro ano e que, no tempo que resta para concluir o curso, aprenda alguma coisa.

  14. É interessante ver pessoas dando os seus PONTOS DE VISTA referente a tal caso. Eu como aluno de jornalismo da instituição em questão, entendo como uma palestra perdida essa em que o Sr. Mauro nos apresentou. Não por causa dele, ele estava apenas defendendo a sua opinião, do Datafolha e acusações. No caso do aluno, o achei muito audacioso ao falar daquele modo e como ele foi TOTALMENTE parcial, também estava defendendo o sue ponto de vista, frustrado, mas estava. O mesmo que estamos fazendo aqui.

    Agora, você como aluno, pagante e interessado em ver uma palestra de qualidade, viu um espetáculo de individualismo por parte do blogueiro, um palestrante um tanto acuado com os acontecimentos em que o cerca. Na minha opinião, o Mauro estava mais interessado em si defender do que mostrar os critérios das pesquisas políticas e o pior, o nosso momento de perguntar sobre a palestra foi desperdiçado por questões políticas e não acadêmicas.

    Não sou jornalista, quero aprender para depois me portar como se deve um profissional da área. Por que política está em todo lugar e no dia das eleições, não será numa urna que vou estar e sim no primeiro bar que tiver o meu grupo, as pessoas que fala de política no meu idioma!!!

    Obrigado

    • Me conta qual é o bar que você vai que eu vou denunciar.

      Esqueceu da lei seca?

      Outra coisa, meu jovem. Alguem que produz um texto como esse que eu vejo você postar aqui, já mostra o nível da instituição na qual que você está matriculado.

      Não estou te ofendendo. Só estou te alertando para um fato. Vocêestá sendo enganado. Estão te cobrando uma mensalidade por aquilo que é mero arremedo de ensino superior.

      Já que não fazem uma seleção séria, filtrando quem realmente tem condições de ingressar em um curso de graduação, deveriam pelo menos te dar aulas de língua portuguesa, da qual você não tem o domínio necessário para produzir os textos requeridos pela vida acadêmica (qualquer que seja o seu curso – pior ainda se for jornalismo).

      Me entenda, sei que você não tem culpa dos deficits na sua formação básica, mas entendo que uma instituição de ensino superior deve ter o compromisso de entregar à sociedade profissionais que atendam às suas demandas à altura de um portador de diploma de graduação.

      Desculpe se fui duro, mas meu alvo não é você, mas as instituições de ensino superior que hoje proliferam no país, oferecendo algo que passa longe do que dizem oferecer.

      • "Eu vou te denunciar" Cara, caso queira também, pode contar para a minha mãe, eu não me importo, ela sabe o filho que tem e não precisa me avaliar por um texto. Sim, o ensino básico em nosso pais é fraco. Você uma pessoa preparada e "eloqüente" talvez tenha estudado em ensino particular e se sente mais preparado que eu..

      • O fato é que estou escrevendo em um blog e assumidamente declarando as minhas opiniões, não se trata de um artigo. Alem do mais, sou estudante e vou melhorar a minha comunicação. Você é o contrario, deve ter uma boa formação (de berço) a ponto de criticar a instituição e seus alunos. Não estávamos em uma palestra falando de metodologia, o que falhou devido a POLITICA. De repente você faça parte deste grupo que da atenção a assuntos paralelos.
        Agora si a minha gramática é insatisfatória (2º seu ponto de vista) sou melhor falando. Vamos nos encontrar e discutir o assunto. Mas não me denuncie caso eu esteja com cerveja, por favor. Si prefiro sair e beber no dia das eleições, não por falta de interesse e sim uma escolha, que na minha concepção é valida.

  15. Olá sou estudante de jornalismo da FIAM, e também estava na palestra… Em primeiro lugar queria deixar bem claro que não defendo partido nenhum, mas não porque não me enteresso por politica, mas porque não me indentifico com os ideais de nenhum dos que temos hoje em dia…E também acredito que nenhum deles está realmente preocupado com nosso país e o futuro do nosso povo.

    Bom outra coisa é que acredito que o Eduardo fez a pergunta que achou importante e . Mas em nenhum momento foi mal educado e grosseiro com o Mauro Paulino, que dava aquele palestra como convidade, a quem deviamos uma boa educação no minimo. Não querendo dizer que tinhamos que acreditar ou concordar em tudo que ele estva nos passando.

    • Carolina, é um alento ver alguém repor a verdade aqui. E saber que há estudantes de jornalismo dispostos a defender a verdade, mesmo que, neste momento, pareça que ela não os conduzirá aonde acham que será melhor, em termos profissionais. Meus parabéns.

  16. Mas o estudante também da FIAM que se pronunciou e "fez a pergunta" foi muito grosseiro e mal educado. Acredito que ele não tinha o direito de questionar o titutlo da palestra, acho que por falta de atenção não notou que o Mauro citou que os jornalistas precisam estar atentos as pesquisas e saberem ler os dados para não transmitirem informações erradas ou falsas. E uma coisa óbvia é que se o Mauro é do DataFolha o lógico é que ele fale do Instituto em que trabalha.

  17. E acredito que todos que ouviram o comentário da prof Marcia (foi quem fez a utima fala, prefere entender a sua maneira) para ter quem criticar, já que nosso convidade não deu espaço.
    O que entendi não é que a professora disse para jovens não terem possição politica e sim que como jornalistas na hora de questionar devemos levantar fatos relevantes para o publico já que nossa função é informar e não apenas questionar para mostrar que é contra aquela pessoa ou aquilo atingindo de uma forma rude e desnecessária.

    E um jornalista ético, o que falta em nosso país não deve colocar sua opinião pessoal a frente das informações.

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