Dentro do metrô

Antes de voltar a andar de metrô por São Paulo – o que comecei a fazer neste ano –, não tinha como ter contato tão próximo com o povo de todas as partes desta cidade insana e opressora que, quando muito, só nos deixa à vontade em nossos lares.

Os semblantes mudos, empertigados, os olhares fixos em algum ponto do nada, misturam tédio, mau-humor e indiferença.

Tentamos evitar a comunhão do olhar, da palavra e do físico, o que é o mais irônico pois temos que nos espremer os corpos uns contra os outros nos vagões transbordantes de gente.

Faz calor, apesar do frio do lado de fora do metrô. O vagão já não comporta mais ninguém. O calor dos corpos apinhados transforma o ambiente em uma verdadeira sauna seca.

Eis que vamos parando em uma estação com as plataformas lotadas de gente apressada querendo embarcar. Atiram-se uns sobre os outros. Empurram mesmo, com força. Ouvem-se reclamos, resmungos e até um insulto aqui, outro acolá.

Quando o trem arranca, pelo menos umas dez pessoas perdem o equilíbrio. Evitamos nos olhar e sentimos verdadeira angustia e constrangimento ao nos espremermos uns contra os outros.

Fito o semblante dos que vão ficando enquanto o trem vai se esvaziando conforme vai ultrapassando as estações. Percebo uma tristeza, um cansaço, um desconforto incessante ao meu redor.

Rapazes vestidos como rappers entram falando alto. São negros, usam óculos escuros. Percebem olhares de desconfiança e passam a falar mais alto e a gesticular mais, como se protestassem.

Mulheres seguram as bolsas, homens não lhes dão as costas. Enfim, o medo prevalece em uma cidade em que medo tem cor de pele, estilo de roupa e regiões da cidade.

Conforme o trem vai se esvaziando, as pessoas parecem se animar a conversar. Três garotas conversam sobre uma bota que querem comprar que custa algumas centenas de reais e que uma delas já decidiu que irá dividir em um número maluco de vezes.

Nesta cidade, consumir é o que compensa esta vida besta, esta rotina massacrante de viagens intermináveis por túneis escuros todos os dias, encostando-nos em estranhos, desviando o olhar, evitando a palavra, temendo até a nossa própria sombra.

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39 Comentário

  1. Acho que essa crônica serve para as principais metrópoles do mundo.Mesmo porque o capitalismo é o fio condutor "desta vida besta para o consumo" nos quatro cantos do mundo.Infelizmente, a grande massa ainda é tratada simplesmente como o "homo economicus" de Taylor.

  2. Peço a Deus para que meus espaços entre uma ida e outra para Sampa a trabalho se tornem maiores a cada vez mais. Não suporto agitação; Não suporto ter que desconfiar de Deus e o Mundo; Não suporto a humilhação de meus semelhantes escancarada. E Sampa nos dá tudo isto em grandes goles que me tiram o ar.

    Sampa só num final de semana e bem tranquila, numa boa cantina ou outro bom restaurante (mesmo assim, deixo-me guiar por meu padrasto que é paulistano), mas, como sou matuto, logo minha alma se encharca e a fobia me tira a Piratininga-alegria.

    Sinto inveja de gente como você, Edu, que mata esse leão todos os dias.

    Em tempo: Espero ter havido melhoras com Victoria.

  3. Não faz parte da minha rotina andar de metrô, porque tenho o privilégio de trabalhar a poucos metros de casa. Quando preciso mesmo, evito os horários de pico. Mas um dia desses calculei mal, e quando deu 18:30hs eu acabei entrando na estação Ana Rosa. A escadaria estava totalmente tomada e lá de cima aguardávamos a cada trem que chegava aliviar um pouco a plataforma para irmos descendo a conta-gotas. Como estava com pressa não fiz muita conta daquele mundo de gente, até porque na parte da escada as pessoas pareciam preferir a pasciência. Mas quando, depois de uns vinte minutos, atingi a plataforma é que realmente percebi onde eu tinha me metido; dalí de baixo só sairia entrando num vagão – o que levou mais quinze ou vinte minutos -, porque nem por mágica uma pessoa conseguiria fazer o caminho inverso. A desordem era completa, não havia nenhum segurança para organizar aquele caus. Ninguém esperava ninguém e só entravam no vagão os jovens mais fortes, mesmo assim dois ou no máximo tres "passageiros", aos coices, espremento ainda mais aquela lata-de-sardinhas. Eis que chegou a minha vez, pois me atiraram pra dentro… Não havia espaço para acomodar meus pés. Quano a porta… enfim… se fechou, no mesmo instante comecei a ter maus pensamentos com aquela situação, nunca vi nada igual… e olha que já fui a show do Motorhead, pra ficar na pista, pertinho do palco – Tudo que eu queria era sair daquele "trem do horror". Comecei a entrar em pânico e ter uma forte taquicardia, jurava que nunca mais na minha vida entraria num troço daquele, ao mesmo tempo que pedia perdão por todas as minhas desavenças nesta vida. A Paraiso estava um inferno em chamas, nem na Liberdade consegui escapar. Fui atirado novamente, agora pra fora, na Sé; mas meu destino seria Santana. Preferí tomar um ônibus, porque pelo menos eu sei que sempre tem uma janela aberta, caso eu sentir vontade de me jogar pra fora. Que Deus seja piedoso e nunca permita nada de ruim para os cidadãos que se utilizam desse transporte; e graças a Deus o povo trabalhador é pacífico… MAS UMA "FAÍSCA" DE CONFUSÃO ALÍ, FÁCIL, FÁCIL SE TORNA UMA IMENSA TRAGÉDIA!

  4. Caro Edu,

    faltou acrescentar ao seu comentário, o constrangimento diário das mulheres que utilizam o Metrô. É cada vez mais frequente uma estratégia usada por marmanjos inescrupulosos, que enconstam os dedos praticamente na parte íntima das garotas, sob o pretexto de não terem onde colocar as mãos. Pouquíssimas reagem por temerem agressões ou ameças desses pilantras, e por saberem que os vagões não tem nenhum segurança para proibir esses abusos.
    E o pior é que o cara que governava esse estado (de coisas) até o mês passado é o mesmo que, na tentativa de enganar trouxa, prometeu criar o Ministério da Segurança caso eleito presidente. É mais fácil galinha criar dente ou o tal sujeito ficar cabeludo.

  5. Essa indiferença, misturada com ódio e tédio, que sentimos andando de metrô em Sampa é o preço que se paga para poder consumir.

    Mas não é somente em “sunpaulo”. Em todas as cidades brasileiras com mais de 250 mil habitantes todos andam assim. Não existem mais os papos amistosas com desconhecidos e ronda o temor de bandidos a nos espreitar. A sensação de opressão so desaparece em nos-sas casas.

    Essa concessão pública chamada televisão, se encarrega de forjar o modus vivendis mais conveniente para os homens de carros de vidro escuro e ternos pretos, que vivem da explo-ração do nosso tempo e de nossas vidas.

    Hoje no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Rio de Janeiro, o presidente Evo Morales chamou isto de “anticivilização” e disse que “Precisamos salvar a humanidade e a natureza do capi-talismo” pois “essa anticivilização está levando à destruição do planeta.”

    Também afirmou que a riqueza dos países desenvolvidos construída à custa de “sangue e ouro do nosso continente”.

    E comparou a colonização da América a um “genocídio”

    Finalizou dizendo: “Uma civilização não se faz com guerras, balas e bases militares. Não haverá paz enquanto não tiver justiça social.”

  6. A falta de transporte público de qualidade é um mau que atinge quase que totalmente todas as grandes ciddes. O interessante é que aqui em Aracaju-SE existia os chamados bondes, que era uma espéica de metrõ de superficie, e existe ainda os trilhos dos antigos trens da antiga Leste Brasileira. Acredite se queiserem que a população aqui estão cobrando das autoridades a retirada dos últimos trilos de trens para dar espaço aos carros. Se esquecem que as pequenas cidaddes ao redor de Aracaju fazem parte do cotidiano e por essa razão milhares de pessoas ficam indo e vindo de ônibus destas cidades todos os dias quando poderia se aproveitar esses trilhos como se fosse uma espécie de Metrô de Superficie. Todas essas cidades vizinhas de Aracaju possuem trilhos que ligam elas a capital sergipana. Parecem que querem aumentar o caos dos congestionamentos!!!!

  7. Lula , Evo Morales , [ este citado no comentário de Gilberto ] , me faz lembrar a saudosa dupla santista , – por sinal arrasadora , – temida por todos os goleiros da época – Pelé e Coutinho .
    Aquelas ''tabelinhas'' , que invariàvelmente terminavam , – não com um ''chutão de longe'' para o Gol , mas , hehehe , – eles ''entravam com bola e tudo'' para dentro do Gol , – muitas vêzes ''dando o abraço'' ali mesmo . É a tabelinha na ''política'' !

  8. Esse é o metrô. O ônibus não é diferente, a qualquer horário está entupido. É um palco perfeito para batedores de carteiras, como ocorreu no ônibus Maria Luiza-Largo da Pólvora duas emanas atrás quando fui à Paulista. Não tenho pego ônibus porque trabalho a menos de 500 metros de casa. Contudo, toda vez que vou ao centro, só pego ônibus lotado independentemente do horário. Para quem anda de ônibus há muito tempo, lembro que o único período que o transporte foi bom, foi no governo da tão odiada prefeita Luiza Erundina, que tinha respeito pelos trabalhadores. Lembro que durante o governo Jânio, eu estudava na PUC e quando perdia um ônibus, ficava quase uma hora esperando o seguinte que vinha entupido. Quando ela assumiu o governo eu esperava no máximo 15 minutos e voltava para casa sentado. Dava-me ao luxo de deixa passar um ônibus e esperar o seguinte.

  9. Olá, Eduardo
    Faz tempo que acompanho seu blog. Você possui uma rara capacidade de unir pensamento e ação. De todos os “blogueiros” que conheço, você é o que mais encarna esse sentimento militante próprio dos que trazem a juventude na alma. Assim, com seu trabalho, tem dado uma enorme contribuição para a democratização da informação em nosso país. Você está ao lado de gente como Nassif, Azenha, PHA, Rodrigo Vianna, Leandro Fortes, e tantos outros que contribuem para romper o “som do silêncio” imposto à sociedade pela mídia velha e carcomida pelo autoritarismo, preconceito e arrogância.
    Eu estava navegando no YouTube e encontrei a canção “Sound of Silence”, composta por Paul Simon e interpretada aqui por Simon & Garfunkel. Gostaria de dedicá-la ao seu trabalho neste bolg, porque suas palavras, como diz a letra da música, “caem como silenciosas gotas de chuva e ecoam no poço do silêncio”.
    A sua ousadia ajuda a romper o maldito “som do silêncio” e se vincula aos interesses dos que pegam o metrô todos os dias para o trabalho e vivem em conjuntos habitacionais.
    Parabéns por tudo!
    Saudações,
    Eugênio Almeida http://www.youtube.com/watch?feature=related&…
    Em tempo: Eu ia postar este comentário em “Os números espantosos deste blog”, mas aqui coube como uma luva.

  10. Fora do assunto,…. gostaria de saber se a veja desta semana, comentou alguma coisa do Escandalo do nosso nobre senador Efraim DEMO Moraes….

    Abraços, e sucesso

  11. Eduardo, mudando um pouco de assunto, acabei de ver no Nassif que a situação continua piorando pelo lado do Serra: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ e, obviamente, MELHORANDO para o lado do POVO.

  12. Eduardo… Quando chegamos à conclusão de que consumir é o que compensa, inevitavelmente concluiremos que somos partes de uma sociedade descompensada.

  13. Bela crônica Edu. Você consegui exprimir um sentimento que muitos de nós sentem ao viajar de metrô. O duro é ver uma reporcagem extensa em noticiário televisivo da Gazeta, exaltando a nova linha amarela do metrô. A repórter, não sei se foi cara de pau ou um lapso, comenta que a alta tecnologia da linha foi inspirada na linha 14 do metrô de Paris. Linha 14! Subentende-se que Paris, com 2.125.246 habitantes, segundo senso de 1999, possue, ao menos, 14 linhas de metrô! E o metrô do PSDB é um avanço, uma modernidade por não precisar de condutores. Como se não bastasse o tapa na cara do povo que ao entrar em um vagão lotado, ainda é obrigado a ver o logo da Alstom todos os dias e pensar com seus botões que isto não é um problema pois, afinal, São Paulo é um Estado cada vez melhor.

  14. até eu fiquei triste com essa historia não só q vossa senhoria contou.mas,a do jaime silva(q me deixou mais desanimado ainda).sua cidade vai tomar jeito quando?e depois ainda dizem q"não somos racistas"!

  15. Ninguém por aqui parece ter visitado metrôs ao redor do mundo. Há outro fator preponderante. A população dessas cidades não cresce ao rítmo da paulistana. O que seria bom? Que não houvesse metrô? Se tiverem chance, deem um pulinho em Londres. Metrô lotado (e olhem que é uma das maiores redes do mundo, se não a maior) e trânsito caótico na superfície. É o preço a pagar por viver em cidades que oferecem simplesmente de TUDO, inclusive lotação e trânsito parado. Outra alternativa é deixar São Paulo.

    • Não sei você, mas conheço mais de duas dezenas de países, inclusive da Europa central, e você está dizendo uma enorme batatada. Comparar a vida em SP com a vida em Londres, é piada. Inclusive, comparar o metrô daqui com o dos países da Europa, aí já é má fé mesmo, igualzinha à da propaganda de Serra falando que suas obras são de “Primeiro Mundo”. Quanto a deixar minha terra, provavelmente sou mais paulista e paulistano que você, de 4 gerações, e vou lutar para mudar a MINHA terra.

      • Pois é, Eduardo! O(a) missivista que falou essa besteira deve ter visitado Londres para ir a algum show de rock…rs. Daí porque o metrô estava "lotado", como ele(a) diz. De qualquer modo, acredito que essa pessoa é bem-vinda aqui. Mas desde que emita suas opiniões de boa-fé. Estou certo?

      • A terra também é minha e de todos que aqui nasceram, e para isso não precisa ser quatrocentão. Aqui minha família, composta de imigrantes bem pobres, lutou para sobreviver e a terra lhes foi generosa em troca. Ninguém da minha família foi Senhor de terras. Realmente, temos vivências diferentes.
        Quanto a conhecer outras cidades, conheço muitas e sei muito bem do que falo, sem precisar misturar paixões políticas. E comparar São Paulo a Londres não é piada para quem conhece Londres como eu, levando-se em conta as devidas proporções. Comecemos pela idade de cada uma delas e a educação da população. Ao desavisado aí abaixo, a comparação foi sobre o que a cidade oferece. Já educação sobre jogar lixo pela janela de ônibus ou papel de bala no chão, realmente lá isso não acontece.

        • é um despropósito fazer qualquer comparação entre londres e são paulo, sobretudo dos metrôs. se não fosse esse bando de fascistas que governam estado e capital, você não diria tal enormidade

        • Não é qualquer comparação possível entre Londres e São Paulo. O metro de Londres é completamente funcional e sem empurrões. O mesmo digo de Lisboa, Madrid ou Barcelona. Caríssimo, Londres que vc descreve, certamente não é a da Inglaterra

  16. "Pobre São Paulo, pobre paulista", diz a canção. Mas parece que os paulistanos (e paulistas!) são masoquistas. Ou serão egoístas,ou burros mesmo?! As duas coisas? O conformismo aqui é uma doença mental. O paulista costuma dizer, "pois é, é o Brasil!". Errado! É somente São Paulo que é ruim, e é assim porque queremos! Querem uma prova? O candidato dos demo-tucanos, coligação que arruinou e arruina este estado há longos 16 anos, tem tudo para vencer as eleições ainda no 1º turno. Pobre São Paulo!…

  17. Problema extremamente fácil de ser resolvido:
    o aeroporto de Congonhas é na Avenida Rubem Berta e a Estação Rodoviária fica na Cruzeiro do Sul, para quem não sabe.

    • Já para você, recomendo um bom psicólogo para lhe curar esse delírio de poder de achar que pode mandar alguém embora de sua própria terra por não gostar de ouvi-lo criticar o que vê de errado nela.

    • Décio, parece que você já conhece bem esse refrão, não é?
      "Brasil, ame-o ou deixe-o."
      Pena, pra você, que seu tempo foi posto à termo há uns 25 anos, pelo menos.

      • Wilson, eu já fiz minha parte: morei a vida inteira em Sumpa e estou no interior – 70km daí – faz 2 anos e meio, mesmo tendo que abrir mão de condições mais apropriadas para o trabalho e, por conseguinte, para a composição de minha renda.
        Penso que todos os problemas que o morador da capital enfrenta, uns mais, outros menos, como falta de transporte público, trânsito caótico e alto custo de moradia, enchentes, etc., é o preço que se paga por optar em morar na cidade mais rica do país, a que oferece aos melhores condições de empregabilidade, de salário, de lazer, de cultura, entre infinitas outras vantagens.
        Pra quem quiser morar em São Paulo, não tem barriga me doi, meu caro.

  18. São consequências da ideologia de competição extremada que vivemos, Eduardo. Todo mundo compete com todo mundo sem aceitar posição menor do que o "primeiro lugar", seja no emprego ou em uma fila de metrô. São ensinados à cada vez mais ignorar os direitos dos outros, seguindo a cultura autodestrutiva de medo dos outros (todo mundo anda morrendo de medo de todo mundo) e de consumir sem limites, sem se perguntar se o que está consumindo é de fato útil ou não.

  19. Belíssima crônica,,,também pudera, mudar de Serra prá Alckmin é dose prá leão,,, mas os paulistas parecem anestesiados,,tal como bovinos em direção ao matadouro, não reagem, quem sabe resolvem reagirm como reagiram em muitas vezes:Semana de Arte de 22, eleição de Erundina, Marta…

  20. twittei o login, tá ?!

  21. Desculpa, twittei o LINK !!!

  22. Eduardo.
    Trabalho em SP desde 2007 e numa época fui usuário do metrô e observando o semblante das pessoas chegue a conclusão que esta é uma cidade DOENTE.
    O índio tem razão:
    As pessoas vivem dentro de CAIXOTES, transitam dentro de um BURACO para trabalharem dentro de outros CAIXOTES.
    Ou então passam a maior parte do tempo dentro de CAIXAS com RODAS…
    Não existe natureza, não existe VIDA.
    São Paulo só vai melhorar no dia que DIMINIUR de tamanho.
    Saindo as industrias, as empresas de serviços e ficando somente o COMÉRCIO (é um polo nacional), talvez assim a cidade se torne saudável.

  23. O metrô de vocês não tem ar-condicionado?! É esse o "desenvolvimento" que acreditam esquisofrenicamente que têm e leva seus conterrâneos a continuarem votando no PSDB?O fascismo paulista é a causa da sua decadência. Espero que o Cidadania colabore na tentativa de mostrar o que o projeto neo-liberal tucano pode fazer em uma Sociedade, o ponto de degradação que atinge seu modelo excludente.Torço para que acordem!

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